Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

#PT e #PSDB FICAM NO MURO DA MAIORIDADE PENAL

Eu estou navegando em [Maioridade penal: o meio-termo é um embuste — CartaCapital]. Dê uma olhada! http://www.cartacapital.com.br/sociedade/maioridade-penal-o-meio-termo-e-um-embuste-3512.html?utm_content=buffer2d503&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

domingo, 21 de setembro de 2014

#CargaViral Polarização PT PSDB

Carga Viral Pela polarização PT – PSDB Posted: 18 Sep 2014 01:15 PM PDT Pessoal, compartilho entrevista com o cientista político Fábio Wanderley Reis feita pelo Blog do Morris, de Morris Kachani. Concordo com praticamente tudo que ele diz, mas especialmente nesse trecho: "No caso do Brasil, apesar de sermos presidencialistas, raramente nas eleições para presidente são eleitos membros para apoio adequado no Congresso. Ao invés disso, o mandatário está permanentemente envolvido em barganhas. " Beto Volpe Para Fábio Wanderley Reis, 76, um dos principais cientistas políticos do país, a polarização PT – PSDB pode servir de base para a construção de um sistema partidário simplificado e consistente, com um resultado democrático mais sólido, desde que a reforma política entre em pauta, permitindo ao presidente a chance de eleger a maioria no Congresso, sem ter que recorrer ao clientelismo pragmático. Reis é doutor pela Universidade Harvard e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. Enquanto pesquisador, se dedicou a temas como a transição democrática e o processo eleitoral brasileiro. Em sua visão, Marina Silva reúne toda uma série de fragmentos em torno da imagem de um ideário ingênuo e confuso, em conexão com as manifestações de junho de 2013. “Temos que jogar o jogo democrático eleitoral num quadro que certamente envolve limitação do ponto de vista da qualificação do eleitorado. Vejo no manifesto de apoio a Marina Silva o anseio a um processo político em que presumivelmente haveria governantes sensatos eleitos por eleitores sensatos. Ora, isso não existe”. “O que é mesmo a Marina? Uma porção de coisas. Ela exerce atração por motivos muito diversos, ela é ambientalista, evangélica, é um Lula em certo aspecto da trajetória de sua vida, sua singular honestidade pessoal é marcada”. “Marina é sim uma incógnita, mas traz, potencialmente, coisas positivas. E também incertezas. Marina representa a pós-esquerda em certos casos, os reacionários em outros, como se fosse uma derivação mais à direita, acomodada em certos interesses empresariais”. Reis, que já votou em FHC e de Lula, revela inclinação por Dilma, apesar de todas as reservas. “Não gosto nem um pouco dela como líder e candidata. Dilma revela simplesmente a força do Lula, que transformou em presidente alguém absolutamente inviável, incapaz de se afirmar por si mesma, com dificuldades de se impor inclusive como liderança. Dilma era efetivamente um poste, mas obviamente hoje já tem um certo público fiel”. Como enxerga o quadro da sucessão presidencial? A questão é até onde vai a possibilidade do eixo potencial entre PT e PSDB, ajudado por aliados espúrios fiéis ao modelo existente, ou se emergem lideranças de outro tipo, sem conexão partidária mais clara, com eventual ruptura deste modelo. Estamos vivendo um indício muito claro com o surgimento de Marina. O que é mesmo a Marina? Uma porção de coisas, ela exerce atração por motivos muito diversos, ela é ambientalista, evangélica, é um Lula em certo aspecto da trajetória de sua vida, sua singular honestidade pessoal é marcada e faz uma conexão com as manifestações de junho de 2013. Mas tenho uma visão muito restritiva das manifestações. Por que? Acho que aquilo foi supervalorizado do ponto de vista do significado da coisa. Nas manifestações com maior concentração de pessoas, chegou-se a um número que representava 0,5 % do eleitorado ou da população. Foi uma movimentação em que o aspecto fútil ficou bem claro em certos instrumentos de mobilização e redes sociais disponíveis. Fútil no sentido de que era uma mobilização sem compromissos reais com objetivos reais. Havia ali de tudo. Um certo antipoliticismo, claramente ingênuo e que não se sustenta, levando impedimento aos partidos. É bem significativo o fato de que isso não teve condições de se aguentar. E Marina? Marina foi a única liderança política que escapou e se saiu bem, a coisa da antipolítica ela personaliza bastante. Ela reúne toda uma série de fragmentos em torno da imagem de um ideário que me parece confuso, com o propósito de romper aquilo que ela vem chamando de polarização negativa. Acho um equívoco ver isso como algo negativo. A polarização não é necessariamente negativa? Não, acho importante construir um sistema partidário simplificado e consistente, como nos Estados Unidos por exemplo. É preciso claro excluir o presidencialismo de coalizão (termo cunhado por Sergio Abranches). O PMDB é muito poderoso, temos um clientelismo pragmático. No caso do Brasil, apesar de sermos presidencialistas, raramente nas eleições para presidente são eleitos membros para apoio adequado no Congresso. Ao invés disso, o mandatário está permanentemente envolvido em barganhas. Num sistema partidário consistente e simplificado, diferente do presidencialismo de coalizão, um presidente que se elege teria chance de eleger a maior bancada no Congresso. Como acabar com o presidencialismo de coalizão? Com uma reforma política, no sentido de fortalecer os partidos. Com a ideia de você tentar restringir a proliferação das famosas legendas de aluguel, legislar no sentido de que tenhamos os partidos controlando as candidaturas. Isso envolve também o voto em listas. Talvez a grande interrogação seja exatamente o que tem havido de positivo na dinâmica que a gente tem vivido, se há condição de persistir este sistema. E aí faz sentido a incerteza da Marina, que é sim uma incógnita, mas traz, potencialmente, coisas positivas. E também incertezas. Ela representa a pós-esquerda em certos casos, os reacionários em outros, como se fosse uma derivação mais à direita, acomodada em certos interesses empresariais. A provável disputa entre duas mulheres (e espero não estar errado), uma branca e outra negra, é claramente positiva em certa ótica. Os EUA demorarão décadas para que algo semelhante possa acontecer.  A quem declara seu voto? Como maior de 70 anos, e cientista político, meu voto é irrelevante. Mas apesar de todas as reservas, como liderança pessoal, a Dilma me inspira. Não gosto nem um pouco dela como líder e candidata, ela revela simplesmente a força do Lula, que transformou em presidente alguém absolutamente inviável, incapaz de se afirmar por si mesma, com dificuldades de se impor inclusive como liderança. Dilma era efetivamente um poste, mas obviamente hoje já tem um certo público fiel – no Nordeste por exemplo sua popularidade não se abalou, apesar da entrada da Marina. Preferia ver continuidade no enfrentamento PT X PSDB. O partido que ocupou a posição da social-democracia acabou sendo o PT, com o PSDB sendo empurrado para a direita. Como se define politicamente? Procuro entender meu trabalho e a maneira como olho as coisas sobretudo como analista, com certa equidistância e um esforço de acuidade de alguém treinado em ciências sociais e políticas. O que não significa que não tenha simpatias e inclinações, digamos de centro-esquerda. Por exemplo, votei no FHC e na eleição seguinte votei no Lula. Na juventude, como muitos, nutri fantasias de uma esquerda mais radical, mas agora faço uma apreciação mais madura e uma avaliação mais crítica dos equívocos e das fantasias daquele tempo. Quais são os equívocos e fantasias? Sem pegar em armas, militei contra a ditadura. Não cheguei a ser preso, mas sofri cassação branca – tive dificuldades em sair do país por exemplo, para defender minha tese de doutorado no exterior. Um ponto saliente nos debates da imprensa são as pessoas que pegaram em armas contra a ditadura, uma certa fantasia que admitia a violência. Na minha experiência como militante do PSB, num certo momento isso se transformou em algo mais radical, um ideário propriamente revolucionário para liquidar o que seria inerente ao sistema capitalista. Sou desde muito tempo, contra a ideia de dissociação entre crime político e crime comum. O fato de ter ideias na cabeça não te dá direito a sair matando. Essa ideia foi posta em prática no exílio do Cesare Battisti. E quais seriam os equívocos e fantasias de hoje? Se a gente está comprometido com democracia, temos que jogar o jogo democrático eleitoral num quadro que certamente envolve limitação do ponto de vista da qualificação do eleitorado. Vejo no manifesto de apoio a Marina Silva o anseio a um processo político em que presumivelmente haveria governantes sensatos eleitos por eleitores sensatos. Ora, isso não existe, em qualquer lugar do mundo. Em qualquer lugar do mundo? Só que no nosso caso somos singulares, passamos séculos construindo uma sociedade escravista, singularmente desigual. Sabemos que houve escravidão mas não estamos atentos às implicações disso. Temos uma parte majoritária da sociedade amplamente marginal, sem acesso adequados a bens materiais e educacionais. Os Estados Unidos também passaram pela escravidão. Só que nos Estados Unidos o sul perdeu a guerra. Aqui a escravidão prevaleceu, se desdobrou e penetrou na estrutura social inteira. Bem ou mal nos Estados Unidos houve uma guerra civil. Aqui, apesar daquela coisa idealizada da miscigenação proposta por Gilberto Freyre, o processo foi mais brando, o que implicou uma permanência e penetração que é singular. O Brasil avançou muito socialmente, nos últimos anos. Não é fácil encontrar países com grau de desigualdade como o Brasil. Mas vejo um período afortunadamente positivo, primeiro com o governo FHC, em seguida com Lula, e nessa ordem. FHC foi importante para depois haver um aprofundamento social por parte do governo Lula. Com isso temos uma certa melhoria. Você se dá conta disso pegando dados sérios como IBGE, emprego, acesso ao crédito, nível do salário mínimo. As universidades que eram branquelas hoje são mulatas, é inegável o avanço. Mas é preciso ver o que tem de limitador, como o acesso precário à educação. Temos uma conjuntura aberta a formas populistas, com o componente fraudulento de manipulação. A operação da democracia se dá em condições sociais precárias. É preciso distinguir o populismo tradicional do elitista, com o povão como massa de manobra. Lula, que bem ou mal é um líder mais autêntico, de origem análoga, revela um compromisso mais nítido com metas sociais. No seu caso poderia se falar de um populismo mais autêntico entre aspas. Como o marketing político se entrelaça com esta conjuntura? Claramente sob um aspecto negativo. Você pode encontrar certezas marketeiras que funcionam, há uma certa consistência populista. Tenho usado uma expressão, que é a “síndrome do Flamengo”. Você não tem uma informação minimamente adequada sobre os problemas relevantes da nação para tomar uma decisão eleitoral. Então é como torcer para um time de futebol popular, no fundo não há razão para torcer por este ou aquele time, a não ser por uma imagem popular que se cristalize. E como o lado popular pode trazer ganho material, como a oportunidade de acesso ao crédito ou ao bolsa família, as coisas se somam. You are subscribed to email updates from Carga Viral To stop receiving these emails, you may unsubscribe now. Email delivery powered by Google Google Inc., 20 West Kinzie, Chicago IL USA 60610

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ATAQUE AOS FUNDOS DE SAÚDE( José do Vale Pinheiro Feitosa)

O texto abaixo retransmitido, em que pese referir-se à Saúde Pública do Rio de Janeiro, reflete uma triste realidade que, talvez em níveis diferentes, vem lentamente se alastrando por todo o Brasil, numa espécie de "metastase ideológica", colocando-nos numa situação de extrema vulnerabilidade tal o grau de comprometimento dos recursos públicos e desmonte das estruturas formais do SUS.

Roberto Pereira


ATAQUE AOS FUNDOS DE SAÚDE

José do Vale Pinheiro Feitosa

A manhã do Rio de Janeiro começou silenciosa. O Carioca dorme em razão do atravessar das horas da noite passada em volta da Ceia de Natal. O dia 25 de dezembro é um dos mais universais feriados do mundo Ocidental, assim como o primeiro de janeiro: quase tudo fecha e as ruas ficam desertas.

E foi nessa paz extraída do silêncio que a guerra se fez na minha consciência. Há no Brasil um discurso malandro e interesseiro, envolvendo eficiência dos recursos e meios públicos, que a título de inovação administrativa, promove iniquidade e serve para verdadeiros assaltos aos Fundos de Saúde. Promove-se a privatização da gestão do Sistema Único de Saúde sob o disfarce da coisa pública, através de Organizações Sociais e outras formas disfarçadas de promover desigualdades.

Em 1999, primeiro ano do Governo Garotinho, a Secretaria Estadual de Saúde começou um programa de valorização do funcionalismo público, convocando os aprovados num concurso, que o ex-Governador Marcelo Alencar estava deixando caducar, e diante das despesas com pessoal, dobrou a gratificação dos servidores da saúde. Em 2012, no mês passado, encontrei um médico de renome, aposentado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, com o salário mensal de R$ 1.640,37. Menos de três salários mínimos. Era o mesmo salário decretado por Garotinho há treze anos.

Acontece que a mesma fonte pagadora, o Estado do Rio de Janeiro, paga a um médico contratado por via privada em média mais de R$ 5 mil por vinte horas de trabalho, além dos encargos sociais por ser contrato CLT e da taxa de administração que é um grande negócio para os amigos do poder. Como o Governador Sérgio Cabral e o Secretário Sérgio Cortes podem justifica uma desigualdade dessas? Será que não caberia uma lei de Anistia para os funcionários estatutários do Rio de Janeiro em face das “torturas” promovidas pela ditadura da privatização? Quem sabe Sobral Pinto não precisasse voltar do além e pedir a lei de proteção aos animais para os torturados funcionários públicos da saúde no Rio de Janeiro?

E como o principal partido aliado de Sérgio Cabral e Sérgio Cortes, o maior partido trabalhista do Brasil, o PT, pode aceitar uma situação dessas? Ela existe, é real e age a cada minuto em pessoas que estão vivendo esta iniquidade: um profissional concursado experiente tratado como lixo da história e um jovem profissional, contratado na prática do “mercado” de seleção e controle profissional no mínimo questionável.

No Governo Federal, em quase todos os Estados e nos Municípios, o Sistema Único de Saúde se torna cada vez mais em um comprador de produto. Há uma prática promovida pelo PT, PSDB, PMDB, PSB, PDT, entre outros partidos, de extinção do funcionalismo público da saúde e uma entrega, não ingênua, aos organizadores da farsa das Organizações Sociais. O Ministério da Saúde é um vazio de quadros próprios: não se faz concurso, quase todos os técnicos têm contratos precários ou através das mais variadas práticas de disfarce da realidade para não convocar concurso.

Há efetivamente uma trama em nome da eficiência. Não se pode nem culpar a guerra contra os Marajás do Collor, pois a saúde nunca foi terra desta gente, a não ser de forma incidental. Mas a verdade é que a primeira coisa foi sufocar os quadros da saúde, não os renovando por concurso público, rebaixando seus salários, denegrindo sua imagem como corrupto para, depois, começarem a contratação pelas vias transversas. O passo seguinte foi entregar as compras públicas a setores privados e agora a menina dos olhos de Ministro e Secretários é nem ter serviço próprio. Estão cientes de comprar serviços terceirizados sem que existam quadros e práticas eficientes para regula-los e controla-los.

Estamos, literalmente, retornando às práticas dos anos 70 que começaram a destruição do INAMPS e que hoje atacam a Saúde Suplementar. Uma prática que consiste em existir um grande fundo de financiamento (público, privado ou coletivo) sendo atacado por inúmeros agentes predadores de recursos, por venda de mercadorias tecnológicas cujo objetivo é o lucro e o fetiche da mercadoria. É a festa das grandes Corporações Multinacionais e a vilania dos profissionais de saúde.

Nessa altura não acredito em ingenuidade de nenhuma autoridade da saúde, mas sei da perseguição criminosa aos funcionários públicos, especialmente em seus salários e, portanto, em sua dignidade. O que chama a atenção é a baixa resistência a essa narrativa dramática por parte do Ministério Público, Ministério do Trabalho, Justiça do Trabalho, Sindicatos e Conselhos de Classe. Em relação às entidades de classe até entendo a contradição, quem ganha três ou quatro vezes mais não pretende discutir a miséria do outro.

Existe uma farsa intencionada a pairar sobre esta realidade: chama-se responsabilidade fiscal. A proporção máxima que a folha de pagamento do funcionalismo pode ter em relação às despesas públicas. Se as despesas subiram tanto com as contrações privadas, como justificar que isso não seja despesa de pessoal? Talvez naquele momento a prudência legislativa, ao limitar os gastos com pessoal, tenha sido uma iniciativa para abrir esta porta da corrupção da equidade constitucional no SUS.

A sociedade está sendo enganada com televisões de telas planas nas esperas dos hospitais e com seguranças vestidos de paletó azul marinho nas portas dos elevadores. A conta é alta, em iniquidade, em gastos públicos e na formação de uma mercantilização danosa, pois sem limites e assaltante do patrimônio público. Basta tomar conhecimento do recente caso de Duque de Caxias envolvendo as tais Organizações Sociais.

José do Vale Pinheiro Feitosa




Roberto Pereira
Centro de Educação Sexual - CEDUS
Membro da Comissão Nacional de Aids - MS
Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ
Rio de Janeiro - RJ
Cel: (55.21) 9429-4550

DEVER - QUERER  - PODER
Tem coisas que DEVO, mas NÃO QUERO
Tem coisas que QUERO, mas NÃO POSSO
Tem coisas que POSSO, mas NÃO DEVO
A escolha correta é, portanto, fruto de decisões
conscientes e éticas.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Parabéns PSDB - Parabéns ao Governador Geraldo Alckmin pela apoio a causa LGBT

Governador Geraldo  Alckmin parabéns  pela   sua  saudação (vide  abaixo) ao   1º Congresso Estadual do Diversidade Tucana.
 
Este  apoio  é  fundamental  para  aprovarmos  a  criminalização  da  homofobia, cujo projeto de lei  está  no  Senado.
 
É Importante  seu  apoio para  que  possamos  realizar  a  II  Conferência  Estadual  LGBT  nos  8  estados  que  PSDB  governa.
 
Precisamos  com  urgência   fazer  valer  nos  8  estados governados pelo  PSDB  o  tripé  da  Cidadania: formado pela  Coordenação  Executiva LGBT, o Conselho Estadual LGBT    e o Plano  Estadual  LGBT, a exemplo do que já tem nos estados de São Paulo, Pará, Rio de Janeiro, Piauí, Goiás, Bahia, Paraíba, entre outros.
 
Precisamos também do seu apoio para fazer valer o Estado Laico no Brasil.
 
A  Causa    LGBT  é  uma causa  pluripartidária.
 
 Aproveitamos a oportunidade para convidá-lo para participar da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a ser realizada na Avenida Paulista no dia 26 de junho. Fica o convite.
 
É  fundamental receber  apoio  como  o do  senhor  publicamente.
 
Um  abraço  fraternal.
 
Toni Reis
Presidente  da  ABGLT
 
+++++
 
Geraldo Alckmin grava vídeo para apoiar setor LGBT
 


Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) se mostrou aliado da diversidade sexual e gravou uma mensagem em vídeo para o I Congresso Estadual do Diversidade Tucana, que foi realizado no último sábado (4), em São Paulo.

O governador garante seu apoio ao setor LGBTT dos tucanos e se coloca à disposição para ajudar as demandas da população homossexual. “Contem comigo no combate a todas as formas de discriminação”, diz ele.

A posição do governador de São Paulo é inédita, já que sempre pairou sobre sua imagem a de um político mais conservador, o que afungentava o eleitorado progressista.

terça-feira, 24 de maio de 2011

I Congresso Estadual do Diversidade Tucana

sábado, 4 de junho · 10:00 - 13:00

Localização
ALESP - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo (São Paulo, Brazil)

Criado por

Mais informações
Após cinco anos de atuação e amadurecimento, o Diversidade Tucana convida para seu momento de consolidação. Participe deste debate que guiará a ampliação das relações do PSDB com a população LGBT!
http://diversidadetucana.blogspot.com/2011/05/i-congresso-estadual-do-diversidade.html

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Oposição governará maioria dos brasileiros[@ComgressoEmFoco]

01/11/2010 - 07h00
Oposição governará maioria dos brasileiros
Os partidos que apoiam Dilma fizeram mais governadores, mas governadores de oposição estarão à frente da administração da vida de 52% dos brasileiros
Agência Brasil
Estados que serão comandados por tucanos, como Geraldo Alckmin, somam quase metade da população brasileira
Edson Sardinha e Eduardo Militão
Apesar de ter recebido mais de  55 milhões de votos e contar com uma maioria confortável no Congresso, a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), enfrentará a oposição de governadores em dez estados que concentram mais da metade da população brasileira. O partido do candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB), elegeu oito governadores e o DEM, de seu vice, outros dois. Os estados que serão governados pelas duas legendas reúnem 52% dos 183,98 milhões de brasileiros. Desses, 47,16% serão comandados por tucanos. Os estados que serão administrados pelo PSDB têm, juntos, população de 86,77 milhões de pessoas. Se somarmos a população dos estados do DEM (SC e RN), teremos 95,65 milhões. No caso do PT, a população que será governada pelo partido é de 29,7 milhões.

Curiosamente, o percentual é o mesmo obtido pelos oposicionistas quatro anos atrás, na reeleição do presidente Lula, também em segundo turno. Em 2006, o PSDB elegeu seis governadores, o PFL (hoje DEM), um, o PPS e o PDT – que então fazia oposição ao governo Lula – mais dois cada. Os pedetistas fazem hoje parte da base aliada do petista e da presidente eleita.
Os governadores eleitos

Cenário mais favorável

O cenário que se apresenta para Dilma é mais favorável do que o vivido por Lula em seu primeiro mandato. No começo de seu primeiro governo, em 2003, o presidente também deparou com 11 governadores de partidos oposicionistas – eram sete do PSDB e quatro do DEM – que tinham em suas mãos o equivalente a 58,95% da população brasileira. O atual oposicionista PPS era aliado do PT na época. O PFL (hoje DEM) governava quatro estados, com 12,7% da população nacional. Rebatizado de Democratas, o partido terá a partir do ano que vem apenas dois estados sob seu comando: Santa Catarina e Rio Grande do Norte, ou seja, somente 4,82% de todos os habitantes do país.
Nestas eleições, nenhum partido elegeu mais governadores do que o PSDB. O partido de José Serra e do senador eleito Aécio Neves (MG) seguirá comandando os dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais, e retomou o poder em outros três importantes estados: Paraná, segundo maior colégio eleitoral da região Sul; Goiás, o principal do Centro-Oeste, e Pará, o mais populoso do Norte. Os tucanos também renovaram o mandato em Alagoas e em Roraima. Venceram ainda no Tocantins, com Siqueira Campos.
Em 2006, quando Geraldo Alckmin (PSDB) foi derrotado no segundo turno pelo presidente Lula, o PSDB fez seis governadores em estados que representavam 41,71% da população brasileira. Em 2002, os tucanos elegeram sete governadores em estados que concentravam 43,45% da população.

Desempenho dos aliados
Depois do PSDB, o PT é o partido que terá maior parte do eleitorado brasileiro sob seu comando nos estados. O Distrito Federal, a Bahia, o Rio Grande do Sul, o Acre e Sergipe abrigam 15,27% dos brasileiros. O índice supera o de governados pelo PSB, segundo partido que mais governos conquistou nestas eleições. Os seis governadores eleitos pela legenda de Ciro Gomes vão administrar estados com população equivalente a 14,82% dos brasileiros.  
Em 2006, os petistas também elegeram cinco governadores. Um deles não conseguiu se reeleger ontem (31), a governadora do Pará, Ana Júlia. A derrota no maior colégio eleitoral do Norte foi compensada pela vitória na capital do país, com Agnelo Queiroz (PT), também obtida nesse domingo, e no Rio Grande do Sul, com Tarso Genro (PT), já no primeiro turno.
Ao repetir o desempenho da eleição passada, o PT deixa para trás o cenário de 2002, quando fez apenas três governadores, em estados que não figuram entre os maiores colégios eleitorais do país, Acre, Mato Grosso do Sul e Piauí. Aliado de primeira hora dos petistas, o PSB melhorou seu desempenho em relação há quatro anos, quando elegeu três governadores – metade do número alcançado nesta eleição.
O partido conquistou o Espírito Santo, com Renato Casagrande; o Amapá, com Camilo Capiberibe; a Paraíba, com Ricardo Coutinho, e o Piauí, com Wilson Martins. Reelegeu ainda Cid Gomes no Ceará e Eduardo Campos em Pernambuco. Em 2002, o partido havia feito quatro governadores: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Alagoas.

Embora tenha feito um governador a menos que o PSB, o PMDB também comandará população maior que o Partido Socialista Brasileiro, a exemplo do PT. Os peemedebistas vão responder pela administração onde vivem 15,27% dos brasileiros. O partido do vice-presidente eleito, Michel Temer, conseguiu reeleger os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do Maranhão, Roseana Sarney, e de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. Venceu ainda em Mato Grosso, com Silval Barbosa, e Rondônia, com Confúcio Moura. O número de governadores peemedebistas eleitos é o mesmo de 2002. Em 2006, o partido chegou ao poder em sete unidades federativas.
Estranho no ninho
O único intruso no ninho dos partidos tradicionais a eleger governador este ano foi o PMN, do governador eleito do Amazonas, Omar Aziz. Governador desde março, quando o titular, Eduardo Braga (PMDB), deixou o cargo para concorrer a senador, Aziz terá seu comando 3,22 milhões de habitantes, ou seja, 1,75% da população brasileira. Apesar de o PMN ter feito parte da coligação de Serra, o governador reeleito apoiou a candidatura de Dilma Rousseff no estado.

Em 2002, outro pequeno partido também conseguiu chegar ao governo. Foi o PSL, com Flamarion Portela, em Roraima. Depois de eleito, Flamarion acabou se transferindo para o PT. Ele acabou expulso do partido ao ter seu nome associado ao chamado “escândalo dos gafanhotos”, esquema de fraude na folha de pagamentos do estado. Posteriormente, o roraimense foi cassado por crimes eleitorais.
Dois partidos que elegeram governador em 2006 não conseguiram repetir a proeza este ano. O PP, que elegeu Alcides Rodrigues em Goiás naquele ano, e o PPS, que elegeu Blairo Maggi em Mato Grosso e Ivo Cassol em Rondônia, não tiveram êxito nesta eleição. O PP disputou voto a voto em Roraima, disputada mais acirrada deste segundo turno, mas viu seu candidato, o ex-governador Neudo Campos – outro envolvido na Operação Gafanhoto – ser derrotado pelo atual governador Anchieta Junior (PSDB). O PPS também saiu derrotado das urnas ontem: João Cahulla não conseguiu renovar o mandato, foi derrotado por Confúcio Moura (PMDB).
Leia ainda:

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DEM e PSDB afirmam que oposição deve ficar alerta [ag.Camara] #partidos

01/11/2010 11:02

DEM e PSDB afirmam que oposição deve ficar alerta

Se seu navegador não puder executar o vídeo, <a _fcksavedurl="\&#39;http://www2.camara.gov.br/agencia/videos/12c07b2c186.wmv\&#39;" href="\&#39;http://www2.camara.gov.br/agencia/videos/12c07b2c186.wmv\&#39;">obtenha o vídeo</a> e salve-o em seu computador.';$(this).replaceWith(tmp);" src="http://www2.camara.gov.br/agencia/imagens/imagem_video.jpg" alt="" height="230" width="230">
Bornhausen afirma, em entrevista à TV Câmara, que Lula tentou massacrar oposição
                           
Arquivo - Rodolfo Stuckert
Almeida: oposição deve fiscalizar ações do governo
Ao comentar a eleição de Dilma Rousseff para a presidência do País, o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), disse que a oposição deve se reunir e não acreditar que as “mãos estendidas do governo”, mencionadas no discurso de Dilma, sejam uma atitude diferente da adotada pelo governo Lula, que tentou "massacrar" os oposicionistas.
Ele afirmou que é preciso dar crédito para que a presidente coloque em prática o que propôs em seu discurso após a vitória, mas que a oposição deve estar alerta, pois o novo governo petista deverá ser uma continuidade administrativa e política do atual. "Precisamos estar prontos para contestar, fiscalizar e, também, propor e estender a mão para aquilo que for bom para o Brasil".
Já o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), destacou a importância da oposição para um governo democrático. “A oposição tem a responsabilidade de fiscalizar as ações do governo, debater as questões, dar alternativas às propostas que forem apresentadas pelo governo e apoiar o que for bom para o País”, disse.
Almeida analisou também as vitórias do PSDB em alguns estados, lembrando que o sistema constitucional brasileiro garante uma relação de coparticipação entre os governos. Em sua opinião, desde o governo Fernando Henrique esse padrão de relacionamento entre o governo federal, estados e municípios vem se mantendo, e tende a continuar. “Mas isso não impede, limita ou reduz a ação da oposição que deve ser feita pelos partidos", acrescentou.
Reportagem - Ariadne Oliveira e Márcio Sardi/PR

Comentários

Ruy dos Santos Siqueira | 01/11/2010 11:59
Continuo achando que uma TV Pública tem que ser isenta da notícia. Uma TV que não tem o devido cuidado para apresentar o contraditário é uma TV comprometida ideologicamente. Uma notícia dessa natureza era para o jornalista procurar o partido vencedor. Isto se chama de indução narrativa.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O PT e o Pato [Como a campanha da Dilma Arranca o voto do Eleitor Alienado]


Existem dois tipos de eleitores que votarão em Dilma:

1) o eleitor petista, que sempre votou e sempre votará no PT, mesmo que o candidato seja uma hiena;

2) o eleitor desinformado, que no geral é pessoa bem intencionada, mas que caiu como um pato na fábula petista, seja porque teve suas referências manipuladas pela máfia da estrelinha vermelha, ou porque passou a "acompanhar" a política brasileira recentemente, e desconhece ou não se recorda de importantes fatos anteriores ao governo Lula.

Vamos esclarecer algumas ideias equivocadas que foram incutidas no eleitor patão:

1. Ditadura militar x ditadura dos companheiros

Alguns patos admiram Dilma porque "ela lutou contra a ditadura". Eu chego a sentir vergonha alheia quando ouço isso, ainda mais quando a pessoa tem certo grau de instrução e poderia, se quisesse pensar, formar opinião diversa.

O eleitor pato acredita levianamente que Dilma lutou pela democracia. Ledo engano. Dilma lutava para substituir ditaduras: o regime militar pelo comunismo. Como é que as pessoas não enxergam isso?

Lembram-se daqueles pugilistas cubanos (Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux) que tentaram se refugiar no Brasil, e foram covardemente mandados de volta para Fidel Castro? Se Dilma e seu grupo tivessem obtido êxito, hoje poderia ser qualquer um de nós tentando fugir da ditadura que ela queria impor no lugar daquela que existia.


2. Lula colhendo os frutos que não queria plantar

Mas a principal razão apresentada pelo eleitor pato para votar em Dilma é a de que o atual governo investiu como nenhum outro na área social (é o efeito "nunca antes na história deste país"). Estamos diante da hipótese de desconhecimento ou do esquecimento do que acontecia antes de Lula assumir a presidência. Então aqui vai uma ajudinha:

a) o governo FHC criou um programa chamado “Comunidade Solidária”, que tinha como objetivo principal tirar as pessoas da fome e da miséria. Quando Lula assumiu, trocou o nome desse programa para “Fome Zero”, e fez o patão acreditar que ele foi o primeiro presidente a se preocupar com a questão social.

b) o governo FHC implementou em todo o país um programa que já existia em Brasília, o Bolsa-Escola. José Serra, quando ministro da saúde do governo FHC, criou o Bolsa-Alimentação. Lula, quando era oposição, foi contra esses programas, dizia que tinham mera finalidade eleitoreira (não acredita? então olha: http://www.youtube.com/watch?v=s1MlRxu7uro&feature=player_embedded). Mas, quando assumiu a presidência, juntou as duas bolsas e chamou de Bolsa-Família. E fez o eleitor patão acreditar que ele foi o primeiro presidente a se preocupar com a questão social.

c) FHC conteve a inflação através da criação do Plano Real - e o PT foi contra. O eleitor patão não faz ideia ou nem lembra de como era viver com inflação que chegou a 80% ao mês, por isso também não faz a menor ideia da importância das ações de FHC para a constituição do atual cenário econômico e social. Por conta da estabilidade financeira que ele iniciou, os pobres puderam se alimentar melhor (não se lembram dos jornais noticiando na época, de forma inédita, que o pobre estava comendo frango???), e puderam progredir de classe social.

Mas os petistas conseguiram fazer o eleitor desavisado acreditar que tudo isso que se vê hoje, todos esses números positivos, são frutos do governo Lula, quando, na verdade, não são. O mérito do governo Lula nessa história foi o de não ter feito o que, desde 1989, dizia que faria quando assumisse o governo, e de ter dado continuidade ao projeto do governo FHC. Não foi à toa que o Risco Brasil disparou na eleição de 2002, o mercado estava apavorado com as promessas levianas que fizeram Lula vencer a eleição, mas se recuperou quando viu que Lula não mudaria as coisas. E tem mané patão argumentando que FHC deixou o governo com o Risco Brasil altíssimo (como se fosse por causa dele), e que Lula foi quem estabilizou as coisas... Nem sabem o que falam. Os eleitores da Dilma me divertem.

Tanto é verdade o que estou dizendo, que os petistas mais tradicionais criticaram duramente a manutenção da economia deixada em ordem pelo governo anterior, e diziam que o primeiro ano do governo Lula era o nono ano do governo FHC. Por conta disso, há quem diga que estamos no décimo sexto ano do governo FHC. Mas o eleitor caiu como um pato, e hoje acha que Lula é o salvador da pátria, sem fazer a menor ideia de que Lula e o PT foram radicalmente contra todas essas medidas quando propostas.

"Ah, mas as privatizações..."
Outro clássico do discurso petista, que faz o eleitor patão sair repetindo que o governo anterior privatizou empresas, sem ter a menor noção dos benefícios que isso trouxe para o Brasil. O uso disseminado do celular hoje, por exemplo, não é consequência isolada do crédito, como Dilma afirma em debates e entrevistas (crédito este que decorre de uma reestruturação econômica providenciada por FHC - e que o PT foi contra), mas, principalmente, porque com a privatização da telefonia, a concorrência entre as empresas fez com que o preço do serviço se tornasse acessível, bem diferente de como era antes (mas o patão não sabe ou nem se lembra disso). Empresas desestatizadas podem investir muito mais na modernização de suas atividades, não perdem dinheiro para a corrupção, contam com funcionários eficientes (se não forem, são demitidos, ao contrário do que se vê no setor público). Por consequência, prestam um serviço de qualidade infinitamente superior, e ao mesmo tempo oferecem valores mais acessíveis ao usuário. Mas o pessoal do PT sabe disso, quem não sabe é o eleitor patão. E por que, mesmo assim, o PT é contra as privatizações? Porque eles precisam das estatais. Apropriam-se delas como ratos, nomeando companheiros para administrar - e saquear - o cofre. Só por isso. É tão óbvio, mas ainda tem gente que se recusa a enxergar - e o PT agradece.

“Ah, mas a Petrobras..."
Embora a privatização, como vimos, seja necessária em alguns setores (como foi no da telefonia), sua adequação em determinadas áreas ainda é discutível. É, por exemplo, o caso da Petrobras. Por isso, ao contrário do que vemos nas propagandas da Dilma, FHC nunca quis privatizá-la (prova: http://tinyurl.com/33nuxa4 e http://tinyurl.com/32es7b8). É apenas mais uma manobra do PT para arrancar o voto do eleitor desinformado, alarmando-o também com a mentira de que Serra, se eleito, privatizará o pré-sal. É que o termo "privatizar" tem impacto sobre o eleitorado mais simples (pois desconhece ou não compreende os efeitos positivos da medida), daí porque é usado à exaustão pela campanha da candidata. De outro lado, o que os petistas não dizem, é que a Petrobras só é o que é hoje, por conta da abertura de capital realizada pelo governo FHC - e o PT foi contra. Mas a máfia da estrelinha vermelha conseguiu fazer os brasileiros desavisados acreditarem que foi mérito da administração deles. Ora, pensem: se foi ruim a quebra do monopólio, por que Lula não desfez? Eu respondo: porque Lula leva o crédito pela modernização da Petrobras, que na verdade foi promovida por FHC, e que se dependesse do PT, não teria acontecido. Quack.

Um dos acertos "por conta própria", digamos assim, do governo Lula, pode ter sido ProUni (apesar da oferta de bolsas em faculdades de péssima qualidade, mas vá lá). E daí temos o típico critério de escolha do eleitor mais simples, que é um benefício direto, palpável, como uma bolsa do ProUni. Ontem, ouvi de um pato essa pérola: "Apesar de toda a roubalheira, voto na Dilma porque minha mãe está fazendo faculdade com bolsa do ProUni". Vocês conseguem enxergar o absurdo dessa afirmação? Ou só eu enxergo?

Já o eleitor mais diferenciado faz análise do todo, reúne o que há de certo e errado em uma balança, e consegue identificar o que é fruto deste governo, e o que é fruto de ações do governo anterior e mantidas pelo atual (apesar de ter esperneado contra estas mesmas ações, mas que agora "sossega o facho", não porque "adquiriu maturidade", como Dilma tenta justificar a oposição irresponsável do PT, mas justamente para se beneficiar dos bons resultados).

E, sobretudo, o eleitor esperto consegue identificar a gravidade da corrupção no atual governo.


3. V de Vergonha

Posso até aceitar que o eleitor pato não consiga enxergar o verdadeiro propósito de Dilma em sua luta contra a ditadura (nunca pela democracia). Posso também fazer uma forcinha e conviver com a total incapacidade do patão de perceber o papel fundamental que o governo anterior exerceu para a economia chegar a esse estágio; incapacidade de ver a maladragem do Lula beneficiando-se com as medidas a que ele e seu partido se opuseram; e incapacidade de concluir que "a economia ir bem" não é, nessa eleição, critério para definir voto. "Melhor não mexer em time que está ganhando" disse-me um eleitor pato, sem se tocar que está ganhando porque foi treinado pelo outro time.

Mas o que não dá pra aceitar de jeito nenhum é o eleitor que fecha os olhos para a corrupção.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

06/05/2010 - 20:20 - Atualizado em 06/05/2010 - 20:24 MP aciona Collor e mais nove por propaganda ilegal em AL


Heloísa Helena também está na lista. Ao todo, 31 políticos já foram denunciados no TRE-AL por propaganda eleitoral extemporânea
Redação Época, com Agência Estado

Mais dez pré-candidatos a cargos eletivos nas eleições deste ano em Alagoas foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), acusados de "prática ilegal de propaganda antecipada". Entre eles estão o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB); a vereadora e ex-senadora Heloísa Helena (PSOL); o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Eduardo Holanda (PMN); e o presidente do da Assembleia Legislativa do Estado, Fernando Toledo (PSDB). Na denúncia, o MPE pede ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) a retirada das propagandas no prazo de 48 horas.

Arquivo
Acusado de corrupção, Fernando Collor renunciou à Presidência antes do impeachment. Foi absolvido pelo Supremo, elegeu-se senador

No início da semana, outros 21 pré-candidatos já tinham sido denunciados. Ao todo, 31 políticos já foram denunciados no TRE-AL por propaganda eleitoral extemporânea, entre eles cinco pré-candidatos ao Senado e dois ao governo do Estado: o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e Collor.

Entre os pré-candidatos ao Senado, além da vereadora Heloísa Helena, foram denunciados o senador Renan Calheiros (PMDB), o deputado federal Benedito de Lira (PP), o ex-deputado federal José Costa (PPS) e o ex-delegado da Polícia Federal (PF) José Pinto de Luna (PT).

Segundo o MPE, caso seja comprovada a infração, o pré-candidato pode ser multado de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou ainda o equivalente ao custo da propaganda, o que for maior. O procurador-regional eleitoral auxiliar de Alagoas, Samir Nachef, explicou que as representações têm por base procedimentos administrativos que teriam comprovado a divulgação dos nomes dos pré-candidatos em adesivos colados em veículos que circulam por vários pontos do Estado. Na denúncia, o MPE pede, por liminar, a suspensão das propagandas. De acordo com a lei eleitoral, a propaganda somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição.

www.revistaepoca.globo.com

TSE julga improcedente ação do PSDB contra o instituto Sensus

quinta-feira, 6 de maio de 2010

TSE julga improcedente ação do PSDB contra o instituto Sensus

Da Agência Brasil

Brasília – O ministro auxiliar, Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou improcedente a representação do PSDB que pede multa no valor entre R$ 50 mil e R$ 100 mil ao instituto Sensus Data World Pesquisa e Consultoria. De acordo com o partido, o instituto teria divulgado pesquisa de opinião relativa às eleições presidenciais deste ano sem respeitar o prazo mínimo de cinco dias, previsto pela legislação eleitoral, entre o pedido de registro da pesquisa e data de anúncio do resultado.

Segundo o TSE, o período entre o registro e o resultado da pesquisa foi respeitado, já que ocorreu entre os dias 5 e 13 de abril. A questão é que durante esse tempo, o Sensus observou um erro na indicação do nome da contratante do levantamento da pesquisa que foi alterado no dia 9 de abril.

Para o ministro, houve apenas erro material e o equívoco não afetou informações de maior importância para o exercício da fiscalização eleitoral feita pela Justiça e pelo partidos, como a metodologia e o período de realização do processo, além do plano amostral e a classificação quanto ao sexo, à idade, ao grau de instrução e ao nível econômico dos entrevistados.

Ao rejeitar a aplicação de multa, o ministro disse que o pedido de correção do nome do contratante foi feito previamente e de forma espontânea pelo instituto Sensus. E que essa alteração, não trouxe benefício algum ao instituto e nem sequer prejudicou alguém.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Deu no Blog do Noblat

Enviado por Merval Pereira -
25.3.2010
|
4h33m

O comportamento do eleitorado mineiro na eleição presidencial, o segundo colégio eleitoral do país, ainda é um mistério que, decifrado, poderá definir o resultado final.

A presença do governador Aécio Neves na chapa oficial, embora pareça uma possibilidade cada vez mais distante, seria a chave para decifrar esse mistério, uma conclamação clara de seu maior líder político a uma adesão nas urnas à candidatura do tucano José Serra.

Mas há outras maneiras de o governador Aécio enviar sua mensagem aos mineiros, ajudando a dissipar um sentimento de frustração que parece dominante no estado depois que a sua candidatura não teve condições políticas de se viabilizar dentro do PSDB, na visão predominante em Minas devido ao controle da seção paulista do partido.

Na terça-feira, em uma sessão em homenagem a seu avô, Tancredo Neves, na Academia Brasileira de Letras, houve vários momentos, uns explícitos e outros nem tanto, em que a situação política atual foi abordada.

O presidente da Academia, Marcos Vilaça, ele próprio um especialista, depois de dizer que o governador Aécio passou de aluno a professor na arte da política, lembrou um dos momentos que bem definem a sagacidade conciliatória de Tancredo.

Depois de muito debate em cima de um texto importante que seria divulgado dentro das negociações para a eleição indireta que o levaria a ser eleito presidente da República, Tancredo recusou-se a fazer uma alteração final, reivindicada pelo futuro ministro da Justiça, Fernando Lyra.

Bastou, no entanto, que Lyra esclarecesse que queria apenas suprimir um parágrafo, e não acrescentar nada, para que Tancredo aceitasse: "Retirar pode".

A palestra do acadêmico e ex-ministro da Cultura Eduardo Portela destacou a capacidade de ação de Tancredo Neves, que "sempre esteve ao lado da democracia e contra todas as formas de autoritarismo".

Na definição de Portela, Tancredo era "eticamente impecável e exímio conciliador", um liberal "altivo e ativo. Não apenas um colecionador abstracionista de boas intenções".

Na presença de Aécio, Portela disse que "é preciso voltar a Tancredo para seguir adiante. Apostar na sua aposta no futuro. Futuro não como brilho, como festa. Futuro como esperança concreta, enraizada no firme solo da liberdade".

Coube ao governador Aécio Neves a definição mais política da tarde sobre a importância de Minas no cenário nacional, valendo-se de uma clássica passagem de Afonso Arinos de Mello Franco, cujo filho, acadêmico Affonso Arinos, estava na plateia. "Minas é o centro, e o centro não quer dizer imobilidade, porém peso, densidade, nucleação, vigilância atenta, ação refletida, mas fatal e decisiva."

Na interpretação de Afonso Arinos, assim se define a abrangência da mineiridade: "As suas terras tocam os climas do norte. Participa dos climas úmidos e florescentes da orla litorânea. A oeste, da civilização do couro. Ao sul, confina com a riqueza paulista. Daí a sua posição histórica, que é um imperativo geográfico, econômico, étnico".

Pois é nessa capacidade de representação das diversas regiões do país que reside a importância política de Minas, que, anos depois, Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, descobriu que se reflete nas eleições presidenciais, cujos resultados em Minas geralmente são semelhantes aos do país.

Traduzindo a poesia de Arinos para sua realidade geográfica e econômica, Minas tem sua parte Nordeste na região do Vale do Jequitinhonha, e por isso faz parte da Sudene; ao mesmo tempo é a segunda economia do país (disputando com o Rio), com uma região fortemente industrializada, grande influência paulista na divisa com São Paulo; Juiz de Fora é muito ligada ao Rio de Janeiro; e o estado tem no agronegócio uma parte influente de sua economia.

Por isso a posição do governador Aécio Neves, sem dúvida a grande liderança política do estado, é importante para a definição do quadro nacional.

Um experiente político mineiro, o ex-senador Murilo Badaró, também presidente da Academia Mineira de Letras, anda desconfiado de que ainda é possível ver o governador Aécio na chapa do PSDB como vice de Serra.

"Aí a eleição está liquidada", acha ele. Dias antes, o governador de Minas havia se declarado "um soldado do partido", dizendo que a decisão sobre uma chapa puro-sangue não cabia a ele, mas ao candidato José Serra e ao partido.

Badaró vê nessa declaração uma sutil mudança de posicionamento, que pode resultar em um acordo mais adiante. Outras opiniões mineiras, no entanto, achavam quase impossível tal mudança, garantindo que o sentimento de Minas é de frustração e ressentimento.

Mas mesmo que Aécio continue firme na decisão de não se candidatar a vice, pode indicar o companheiro de chapa de Serra, em nome dos mineiros.

Ele deu a entender que o ex-presidente Itamar Franco, potencial candidato do PPS ao Senado, pode ser o representante mineiro na chapa tucana, ao dizer que seja em que posição for, os dois estarão juntos na campanha.

Mas o fato é que há uma sensação de desencanto no eleitorado que estimularia uma atitude antipaulista no eleitorado mineiro, e uma cristianização do candidato tucano, em benefício da candidata oficial, a mineira de nascimento Dilma Rousseff.

A chapa Dilmasia (voto em Dilma para presidente e em Anastasia para governador) seria reflexo desse sentimento. Caberá ao governador Aécio Neves dar o sinal para superar essa situação. Ou não.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Bolsa Famíia e eleição(editorial)

Deu em O Estado de S. Paulo

Bolsa-Família e eleição (Editorial)

Todo incentivo adicional para a criança de família de baixa renda estudar e procurar melhorar seu aprendizado é uma boa ideia, mesmo quando proposto por adversários, admitiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao avaliar favoravelmente o projeto de lei de iniciativa da oposição que cria um novo benefício, no programa Bolsa-Família, para os alunos de 6 a 17 anos que tiverem bom desempenho escolar.

O projeto foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Educação do Senado. Desse modo, o presidente reconhece o papel da oposição no aperfeiçoamento dos programas do governo, embora tenha cobrado dela que aponte também a fonte de recursos. Nem todos no seu partido, porém, pensam como ele.

É difícil entender a posição assumida pela líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que votou contra o projeto. Mais difícil é entender a explicação que ela deu para seu voto: a criação do benefício, segundo ela, constitui uma crueldade contra a criança, que, na sua estranha interpretação do projeto, "passa a ser responsável pela renda maior da família".

"Quando você coloca essa questão do rendimento escolar no Bolsa-Família, como quer o senador Tasso Jereissati (do PSDB do Ceará e autor do projeto), você joga nos ombros da criança a responsabilidade de levar dinheiro para casa, e pode gerar situações de maus-tratos, de conflito, se a criança não corresponder à expectativa das famílias", disse a senadora petista ao jornal O Globo.

Há uma notória motivação político-eleitoral na estapafúrdia ilação da líder do governo no Congresso. O governo vem tentando transformar o Bolsa-Família numa das principais bandeiras da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, e, embora o programa tenha sido originalmente adotado no governo de Fernando Henrique Cardoso (do PSDB) como Bolsa-Escola, o PT não admite que essa bandeira tenha marcas da oposição.

Se for de autoria de oposicionistas, não importa a qualidade da proposta. E esta - que não se limita a ampliar os benefícios do Bolsa-Família, mas procura melhorar o nível do aprendizado, ao estabelecer uma regra que estimula o bom desempenho dos alunos - é de autoria de um senador da oposição.

É claro também que a oposição tem interesse político na questão. Ao restabelecer uma forma de condicionar o benefício do Bolsa-Família ao desempenho escolar, o PSDB quer criar um vínculo entre o programa atual e o do governo anterior, como admitiu Jereissati.

Ou seja, a oposição quer deixar claro que a verdadeira origem do programa Bolsa-Família é o programa Bolsa-Escola do governo do PSDB, o que o atual governo não quer admitir.

Os argumentos do senador cearense para defender seu projeto, porém, não são eleitorais. Ao criar um benefício adicional, mas condicionando seu pagamento a "resultados educacionais positivos obtidos em avaliação oficial", o projeto reintroduz no programa de transferência de renda o critério do desempenho escolar.

O efeito, além do aumento de renda da família, pode ser a melhoria do ensino. "Com um incentivo concreto, os estudantes procurarão aprimorar suas relações com a escola e com os professores", justificou Jereissati. "Mais estimulados pelo interesse dos alunos, os professores tenderão a se envolver com a causa desse alunado."

O programa atual exige que as famílias beneficiadas matriculem nas escolas seus filhos em idade escolar, mas não impõe nenhuma condição vinculada à qualidade do aprendizado, pois considera suficiente a comprovação da frequência às aulas.

Isso tem alimentado as críticas dos que veem no Bolsa-Família "uma ação paliativa que não promove educação de qualidade", como disse o senador Papaléo Paes (PSDB-AP), que relatou o projeto na Comissão de Assuntos Sociais. Daí, como justificou Jereissati, a necessidade de aprimorá-lo.

Se a medida é boa, como reconheceu o presidente e reconheceram também outros três senadores do PT que integram a Comissão de Educação e votaram a favor do projeto - que agora será examinado pela Câmara -, ela deve ser aprovada e colocada em prática, não importa qual seja sua autoria.

Nesse caso, a oposição pode ter ganhos políticos e eleitorais, mas quem mais ganha é a sociedade, sobretudo a parcela mais pobre, que os petistas dizem defender. Mas alguns deles não conseguem entender isso.

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