Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador Alexandre Padilha. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 7 de junho de 2013

 
Posted: 04 Jun 2013 08:18 PM PDT
 
Descrição da imagem: em fundo preto e com letras vermelhras a inscrição 'Keep Calm o caralho, FILHO DA PUTA, ironizando propaganda de uísque.
 
- Mas é tudo um bando de filhos da puta, mesmo!
 
Não é de hoje que essa frase é usada por quase todo brasileiro e brasileira quando esses se referem a assuntos como política nacional e, mais recentemente, a governabilidade do Estado. O sistema político brasileiro permite aberrações que vão muito além dos inflamados discursos pro e contra felicianos, maggis e campos, e também de genuínos, azeredos e dirceus. Interfere em assuntos eminentemente técnicos, como a área de DST/AIDS do Ministério da Saúde, cancelando ações planejadas e elaboradas em parceria com renomados organismos internacionais, incluindo a própria ONU e contribui para o aumento da vulnerabilidade das populações envolvidas. Foi assim com as peças publicitárias para o público gay durante o carnaval, continuou com a suspensão da distribuição de um conjunto de cartilhas voltadas para o público adolescente e consolidou-se como regime de exceção ao vetar a campanha 'Sou feliz sendo prostituta', alusiva ao Dia da Prostituta ocorrido no último dia 02 de junho. Isso lá é compartamento de filho?
 
Primeiramente quando a gente diz 'filho da puta' não está querendo ofender as dignas profissionais da noite, das mais valorosas em nossa sociedade pois são muito mais que amantes, são psicólogas, amigas, alguém que nos ama incondicionalmente, desde que paguemos adiantado, claro. É como 'viado', hoje em dia não significa mais gay; ser viado é fazer a conversão no trânsito sem dar seta, falar com seu rádio alto no meio do restaurante, é ser inconveniente. Quando dizemos 'filhos da puta' estamos querendo dizer criaturas execráveis, que em nome de seu jogo sujo de poder colocam em risco a vida de milhares de pessoas, postas às margens da sociedade, com uma canetada que outrora sacramentava a universalidade, a integralidade e a equidade, pilares do Sistema Único de Saúde. Claro que também não nos referimos às mães de nossos gestores e representantes no cenário federal. Por mais que elas devam ter dado sua contribuição para que o mal se propagasse em forma de figura pública, não é justo que se coloque toda a culpa na mãe, apesar de Freud.

Image Description: in black and lettered vermelhras the inscription 'Keep Calm fucking, SON OF A BITCH, mocking advertise whiskey.
 
- But it's all a bunch of bastards, even!
 
It is not today that this phrase is used by almost all Brazilians and Brazilian when these relate to such matters as national policy and, more recently, the governance of the State. The Brazilian political system allows aberrations that go far beyond the fiery speeches for and against Felician, Maggis and fields and also genuine, and azeredos dirceus. Interferes with highly technical matters, such as the area of ​​STD / AIDS of the Ministry of Health, canceling planned actions developed in partnership with leading international organizations, including the UN itself and contributes to the increased vulnerability of the populations involved. So it was with the advertisements for gay during carnival continued with the suspension of the distribution of a set of booklets aimed at teenage audiences and established itself as a regime of exception to veto the campaign 'I'm happy being a prostitute', alluding Whore of the Day occurred on the last day June 2. That there is behavior for child?
 
First when we say 'motherfucker' is not wanting to offend the dignity of professional night of the most valuable in our society because they are much more than lovers are psychologists, friends, someone who loves us unconditionally, since we pay upfront, clear . It's like 'fagot' today means no more gay, fag be doing is converting traffic without giving arrow, talk to your radio loud in the middle of the restaurant, it is inconvenient. When we say 'motherfuckers' we mean despicable creatures, who on behalf of his dirty game of power endanger the lives of thousands of people, put the margins of society, with a stroke of the pen that once sacramentava universality, comprehensiveness and equity, pillars of the Unified Health System course also not referring to the mothers of our managers and federal representatives on the scene. As much as they should have given their contribution to the evil from spreading in the form of a public figure, it is not fair to put all the blame on the mother, although Freud.
Descrição da imagem: Anivaldo ladeado por mim e Cláudio Monteiro em Votuporanga.
 
Pois bem, começando por quem assumiu a responsabilidade pela censura, o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, não lhe conheço a mãe, mas conheço um pouco seu pai, o brilhante Anivaldo Padilha, notório atuante da Comissão da Verdade, desde a luta por sua implementação, torturado e exilado político durante os anos de chumbo da ditadura militar. Tenho por este uma incrível admiração por sua coerência e clareza de idéias de justiça e liberdade, sendo que tivemos a oportunidade de realizarmos uma oficina de prevenção em DST/AIDS em conjunto com Cláudio Monteiro, outro irmão de fé. E me pego imaginando o quão constrangedor para Anivaldo saber o que estão falando da mãe de seu filho, repito, por mais que não seja ela o alvo. Mas é muita filha da putice tornar a censura uma prática em sua pasta e ainda alegar 'bom senso' no Twitter. O bom senso hitleriano em queimar livros que iam de encontro aos princípios do Reich. O bom senso dos generais da ditadura militar brasileira, os mesmos que estão sendo desnudados por seu pai, senhor ministro. Qual será o próximo passo de seu ministério? Financiar ações da sociedade civil desde que não tenham como público alvo prostitutas e usuários de drogas e que não mencionem preservativos como forma de prevenção? Isso é bem possível de acontecer, basta lembrar que durante o recente governo republicano essa era a prática nos Estados Unidos, 'terra da liberdade'.
Image description: Anivaldo flanked by me and Claudio Monteiro Votuporanga.

Well, starting with those who took responsibility forcensorship, Health Minister Alexandre Padilha, the mother does not know you, but I know a little their father, the brilliant Anivaldo Padilha, notorious operative of the Truth Commission, since the struggle for its implementation , and tortured political exileduring the military years of military dictatorship. I have this for an incredible admiration for hisconsistency and clarity of ideas of justice and freedom, and we had the opportunity to conduct aworkshop on STD / AIDS together with ClaudioMonteiro, another brother of faith. And I find myselfwondering how embarrassing for Anivaldo know what they are talking about the mother of his child, I repeat, even though she is not the target. But thedaughter is much putice make censorship a practice in his briefcase and still claim 'good sense' in Twitter. Common sense in Hitler burning books that wentagainst the principles of the Reich. The sense of the generals of the military dictatorship in Brazil, the same being stripped by her father, Mr. Minister. What will be the next step of his ministry? Finance actions of civil society since they have not as targetprostitutes and drug users and does not mentioncondoms as a prevention? It is quite possible to happen, just remember that during the recentrepublican government that was the practice in the United States 'land of freedom'.

 
Mas nem toda censura parte do executivo, o parlamento brasileiro vem se mostrando mestre na implantação de uma ditadura representativa em nossa pátria, mãe gentil e puta. Pequenos, porém organizados grupos conservadores, estão alcançando posições em espaços estratégicos e dando encaminhamento às suas demandas de um 'deus' excludente, chamado poder. É inocente quem acredita que esses seres do mal, pastores, bispos e apóstolos falam em nome de um deus que cultua o amor e a família, como querem que acreditemos. São hárpias da felicidade alheia, subjugando a mulher, amaldiçoando o negro, excluindo o povo do arco íris de qualquer atenção pública e culpabilizando as pessoas com deficiência por sua condição, supostamente de inferioridade com relação ao 'povo de deus'. Povo de Deus, quanta soberba jorra das vísceras purulentas desses piratas dos tempos modernos, que mantêm patrimônios milionários, estupram suas fiéis e que ostentam o título de bancada mais faltosa e processada do Congresso Nacional. 'Raça de víboras! Sepulcros caiados de branco!!'
But not all censure the executive, the Brazilian parliament is proving master in the deployment of a dictatorship in our country representative, gentle mother and whore. Small but organized conservative groups are reaching positions in strategic areas and giving forwarding their demands of a 'god' exclusionary called power. Is innocent who believes these evil beings, pastors, bishops and apostles speak in the name of a god who worships love and family, how they want us to believe. Harpies are the happiness of others, subjugating women, cursing the black, excluding the rainbow people of any public attention and blaming the disabled by their condition, supposed inferiority in relation to the 'people of God'. People of God, how superb gushes viscera purulent these modern-day pirates, holding assets millionaires, rape their faithful and bearing the title of most bench defaulting and processed by the National Congress. 'You brood of vipers! Whitewashed tombs! '
 
 
Agora, se formos pensar em filha da putice, não podemos deixar de lado o grande artífice desse jeito filho da puta de governar: o Partido dos Trabalhadores. Aqui também é bom deixar claro que o PT é apenas o partido da ocasião, poderia ser qualquer outro. Sim, porque no Brasil não existe situação e oposição, apenas a ocasião, que é quem faz o ladrão. O mesmo ocorreu durante a corte tucana, ocorrerá com o PSB, com o PMDB, com o PQP. O Partido Que o Pariu. Mas jamais seria de se esperar que um partido fundamentado por pilares de terra, trabalho e liberdade se alinharia com as bancadas ruralista e evangélica, como se fossem grandes suas afinidades, cuspindo na cara de quem o elegeu e causando enormes retrocessos nas políticas públicas inclusivas em nossa pátria, mãe gentil e puta. Sim, nossa pátria é nossa maior puta. É ela quem nos ama, que nos dá a condição de brasileiros e brasileiras, grandes filhos de filhas da puta, que não aguentam mais ver a forma como nossa mãe é tratada, sendo usada, abusada e lambusada por uma verdadeira corja que se instalou no poder e que acredita que Deus é um projeto de governabilidade viável, como foi a tomada do poder pelo proletariado no Irã dos anos 70, resultando no que sabemos ser o Irã, hoje.
 
Filhos e filhas da puta de todo o Brasil, uni-vos! Sua mãe chora sua redenção, clama pela luz do dia, anseia pela liberdade predominando em seus risonhos, lindos campos e em seus bosques com mais vida e mais amores.
 
Puta amada, Brasil.
 
Beto Volpe
Now, if we think of the daughter putice, we can not leave aside the great craftsman like that motherfucker to govern: the Workers' Party. Here is also good to make it clear that the PT is just the occasion party, could be any other. Yes, because in Brazil there is no government and opposition, just the occasion, which is Who makes the thief. The same happened during the court tucana, occur with the PSB, the PMDB, the PQP. The Party That bore. But never would expect that a party founded by pillars of land, labor and freedom would align with countertops ruralista and evangelical, as great affinities, spitting in the face of those who elected him and causing huge setbacks in inclusive public policies in our homeland, gentle mother and whore. Yes, our country is our biggest bitch. It is she who loves us, who gives us the condition of Brazilians, great sons of motherfuckers who have had enough to see how our mother is treated and used, abused and lambusada by a real scum who settled in power and who believes that God is a viable project governance, as was the seizure of power by the proletariat in Iran '70s, resulting in what we know is Iran today.
 
Sons and daughters of bitches throughout Brazil, unite! His mother cries his redemption, calls for daylight, yearns for freedom predominating in his smiling, lovely fields and woods with their more life and more love.
 
Bitch beloved Brazil.
 
Bob Volpe



Carga Viral


Posted: 05 Jun 2013 05:18 AM PDT
Mais uma filha da putice do ministro da Saúde. O que fará o movimento de luta contra a AIDS? O que fará o diretor adjunto da coordenação?
BV

DIRCEU GRECO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AIDS , FOI EXONERADO APÓS POLÊMICA.  O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou nesta terça-feira o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.  A decisão foi tomada três dias depois da divulgação de uma campanha para combater o preconceito contra profissionais do sexo, que incluía uma peça com os dizeres: "Eu sou feliz sendo prostituta". Elogiado por médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids, o material provocou protestos entre a bancada evangélica. Nesta terça-feira, no Congresso, parlamentares pediram explicação sobre o tema.  Padilha mandou, nesta noite, retirar todo material dessa campanha do site do DST-Aids, abrigado no portal do Ministério da Saúde.   Pela manhã, o ministro havia determinado a retirada apenas da peça "Eu sou feliz sendo prostituta". De acordo com ele, o material havia sido veiculado sem passar pelo crivo do departamento de publicidade. Greco estava no cargo desde meados de 2010.
DIRCEU GRECO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AIDS , FOI EXONERADO APÓS POLÊMICA.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou nesta terça-feira o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.

A decisão foi tomada três dias depois da divulgação de uma campanha para combater o preconceito contra profissionais do sexo, que incluía uma peça com os dizeres: "Eu sou feliz sendo prostituta". Elogiado por médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids, o material provocou protestos entre a bancada evangélica. Nesta terça-feira, no Congresso, parlamentares pediram explicação sobre o tema.

Padilha mandou, nesta noite, retirar todo material dessa campanha do site do DST-Aids, abrigado no portal do Ministério da Saúde.

Pela manhã, o ministro havia determinado a retirada apenas da peça "Eu sou feliz sendo prostituta". De acordo com ele, o material havia sido veiculado sem passar pelo crivo do departamento de publicidade. Greco estava no cargo desde meados de 2010.
 
 
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Maior retrocesso após ditadura militar #NotaDErepudio #DILMA #AlexandrePadilha

 
Senhora Presidente! Votei na senhora e pedi votos para a senhora para a presidência da República. Estou decepcionado com a manifestação de censura do seu Ministro Padilha, que censura todos os trabalhos de prevenção às DST/Aids, demitindo o seu diretor e vice- diretor. Tenho vergonha do que está acontecendo e a omissão da senhora!
Att, 
Rubens Raffo
Fórum de Ong Aids do RS


NOTA DE REPUDIO

                                              
Recife, 05 de Junho de 2013



NOTA DE REPUDIO

A Associação Pernambucana das Profissionais do Sexo - APPS, fundada em 17 de outubro 2002, vem expressar publicamente seu repúdio e indignação à atitude abusiva e politicamente retrógrada do ministério da saúde, quando este retirou do ar a campanha publicitária com as prostitutas do Brasil que participaram de oficinas de saúde executadas por este mesmo ministério no mês de março do ano corrente.
 O mote que resvalou na atitude abusiva e contra a qual nos posicionamos, foi à valorização da prostituição como trabalho, aspecto que se constitui hoje como uma das principais lutas do movimento para reduzir o estigma contra nós, prostitutas, e inclusive fundamental para diminuir nossa vulnerabilidade em relação à infecção pelo HIV e outras DSTs. Mais uma vez, o que era para ser uma conquista de direitos humanos passa a ser uma violação dos direitos humanos: a suspensão do direito de afirmar a prostituição como um trabalho digno e feliz. Somos solidárias a todos/as os/as respeitáveis profissionais do ministério da saúde que acreditaram em nossa luta e entenderam a importância política de nossa valorização, e que foram arbitrariamente demitidos/as, bem como àqueles/as que pediram demissão do Departamento Nacional DST/HIV/AIDS.


Atenciosamente,
                                                     
                                              
Coordenação Colegiada da APPS
Nanci Feijó - Vanderliza Rezende- Maria das Graças




Associação Pernambucana das  Profissionais  do Sexo
Rua 1º de março nº 90    andar  Santo Antonio Recife-PE
appsrecife@ig.com.br       nancifeijo@ig.com.br   vanderliza@ig.com.br

As Amazonas - APAM ( Asociação das Prostitutas e Ex-Prostitutas do Amazonas) Também não concorda
com atitude do Ministro da Saúde, é como sempre afirmamos, temos que ter forças pra luta pelos nossos Direitos
samos mulheres pagamos imposto e temos famílias não é justo sermos excluidas dessa forma, as Prostitutas do
Amazonas está com todas as Prostitutas do Brasil juntos unindo forças, qualquer atitude que a Rede tomar aqui
estaremos apoiando, no Amazonas não é deferente desse tipo de atitute o poder Público fecha os olhos e viram
as costa para as Prostitutas do Amazonas mas não dexistiremos de lutar pelo nossos Direito e aindam falo que
no Brasil não existe discriminação e nem preconceito. fala sério.

COORDENAÇÃO GERAL.

Alice no País das padilhas

Na tristeza de tudo que acontece, precisei de um conto para me expressar... peço ajuda para melhorar...

Quem sabe se minha ilusão é real ou se na realidade tudo não passa de um sonho ruim...

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ALICE NO PAÍS DAS PADILHAS


Tive um sonho, motivado pela história contada por meu finado pai, filósofo e profeta falecido, onde um mundo real sofria distorções a partir das atitudes de sua idealizadora – Alice – mas não era um mundo de maravilhas, mas de padilhas.

Tudo começava como num conto de fadas...


Era uma vez um país das maravilhas, dentro dum lugar antes conhecido como Brasil... mas agora nominado “País das padilhas”.

Para os iniciantes ou ignorantes, vale lembrar algumas características deste mundo lindo e improvável:

Tão forte era o interesse de sua salvadora, Alice, em torná-lo perfeito e moralmente ajustado, que a previsão era de que em pouco tempo acabasse a pobreza, a exclusão, a violência e todos os males impróprios a um país em crescimento e ascensão.

O país só começou a melhorar após baixar-se uma orientação onde ele passava a ser regido apenas por acordos da a “Rainha das Copas de Futebol”, idealizadora maior deste novo país e regente isolada do contato com seu povo, com o seu “Congresso de Cartas Marcadas”, imaculado e pouco progressista, ou através de atos da parceira Alice, sua Ministra, escudeira e provável candidata futura ao trono.

Regida por Alice, a saúde que deveria ser pública, e assegurada pela Rainha deste país, deixou de ser uma prioridade há muitas décadas, e agora por sua relevância diminuída a 1,7% do PIB, e como outros interesses das sombras já estão em curso, precisará ser vendida ao capital exterior, em acordos de venda de serviços muito conhecidos pela OMC e orientados pelos “valetes” dos ministérios que lidam com o dinheiro e planejamento deste país.

Desde os últimos decretos deste reino, agora a saúde não mais é um direito social a ser preservado e defendido pela Rainha, pois seus fortes “Peões” – O Capitalismo Neoliberal, e a Economia de Marcado – conseguiram mudar sua visão e buscar a inovação futurista da privatização de tudo que é público. Sabe-se que neste processo de venda progressiva praticada através dos acordos bi e multilaterais que ocorrem nos eventos internacionais onde a Rainha transita com outros reinos fantásticos, fatalmente o Ministério que Alice coordena deverá mudar de nome para algo como “Doença e Calamidade”, ou talvez “Plano Nacional de Saúde Privado”.

Uma pena que neste aspecto, mal sabe-se que em certas circunstâncias o Capitalismo Neoliberal, e a Economia de Marcado transformam-se em horrendos animais antropófagos e canibais, que não existe lei e estado que dê conta de sua fome, depois que são banhados pela luz da lua do dinheiro público. Afinal, quando se mostram realmente, são criaturas insaciáveis e incontroláveis.

Neste país das padilhas, os Direitos Humanos e a dignidade há muito tiveram sua “cabeça cortada”. Para entender o porquê, é preciso lembrar como se deixa de ser cidadão para virar súdito.

As mulheres que antes eram reais, desde a coroação da “Rainha das Copas de Futebol”, e através de utopias criadas por Alice na saúde, transformaram-se milagrosamente nas “mães ideais de coração”. Como isto continua sendo um sonho, na realidade todas foram transformadas em “’úteros ideais” por uma criatura mágica chamada “Cegonha”. Este animal mítico hoje dá a 100% das mulheres uma garantia de serem apenas mães, pois o reino só se interessa por súditos que votam na rainha. Neste inesperado acontecimento,  e agora com saúde totalmente garantida, até táxi para irem aos nascedouros apareceram, independente de que, em certos locais do reino só existem rios, ou se algumas mães mal conseguem chegar a uma unidade de saúde nos nove meses de gestação.

Neste reino, se uma mulher quiser ter direito ao próprio corpo, e cometer o ato de autonomia e emancipação do “abortus”, terá fatalmente sua cabeça cortada pelos bispos bondosos da moralidade. Afinal, seus corpos pertencem por direito aos homens há milênios. Vale considerar que a rainha nunca deixaria isto mudar, mesmo sendo fêmea, pois é fiel companheira e subserviente de seu “Rei Maior”, o machismo, irmão mais velho do “Bispo de todas as Igrejas” que ajuda a regrar moralmente esta sociedade ideal.

Este temerário “Bispo”, que tem tanto ou mais poder do que o próprio Estado, pois afinal sua Igreja tem tantos seguidores/ eleitores e acólitos, que o conceito de “Estado Laico” nunca foi algo conhecido ou praticado. Suas intervenções junto a Rainha e no Congresso é rígida e fundamentalista, e só o que é moral e santo prospera, mas as custas dos direitos de dignidade dos cidadãos excluídos de Padilha. Afinal, aqui ainda reina uma sociedade de classes, e algumas sequer são consideradas humanas.

Há pouco tempo, uma comunidade de cartas da sociedade LGBT teve seu material de enfrentamento do estigma nas escolas deturpado pelos bispos moralistas para “kit gay”. Sua campanha por direitos civis num estado laico foi derrubada por Alice, pois esta serve a interesses da Rainha e do Bispo. Como a homossexualidade ainda é considerada uma doença passível de cura por alguns bispos, pois eles mesmos em sua maioria hoje não praticam mais estes rituais pagãos, vetar a “mágica da dignidade” foi uma solução sem direito a interlocução e definitiva.

Agora esta semana, em nova atitude radical e moralista, a classe das mais antigas profissionais do reino também deixaram de ser cidadãs, com novo atentado mágico de Alice manifestando sua opinião pessoal, mesmo à frente de uma ministério que deveria ser institucional. As nossas famosas “Damas de Ouro”, eternas divas que dão tranqüilidade a este reino trazendo felicidade aos guerreiros de todos os tipos, agora passaram a ser consideradas vilãs. Neste ataque a sua responsabilidade de cortesãs, com um papel de relevância social e mesmo tendo hoje em dia direitos trabalhistas garantidos, estão sendo banidas do “estado de direito” deste reino, com novo veto a uma campanha de combate ao estigma. Como no palácio da Alice original, é melhor se usar “máscaras” do que promover direitos, e fingir que as comunidades LGBT e Prostitutas não são gente e cidadãos.


Desde alguns anos, uma outra guerra muito séria teve seus recursos atacados e está sendo desfinanciada e desmantelada. Com o advento de uma moléstia grave como a Aids assolando já todos os pontos do reino, e após décadas de luta e construção de uma referência inclusive internacional, agora no reino da Rainha e de Alice o interesse financeiro fala mais alto e se quer a verba desta guerra em outras áreas. Muitos guerreiros de ONG’s e Movimentos sociais que defendiam este país e procuravam o bem de seus cidadãos não conseguem mais lutar nesta guerra onde só quem é grande e está na estrutura do reino pode mandar.

E como nesta guerra as comunidades dos guerreiros LGBT e prostitutas também estão inseridos, quem sabe não seja por isto que Alice não considera mais importante despender esforços? Mas depois que tanto estes guerreiros indefesos e mesmo a população em geral do reino acaba vitimada pela moléstia, como faremos para defender o reino, se pode se transformar em pouco tempo na África, continente distante e quase dizimado?

Peões do ministério de Alice vinham criticando um antigo encantamento chamado Portaria 2.313, que dava recursos só para esta guerra. Agora os místicos do palácio não só querem acabar com este decreto, como também tentam desmantelar seu gabinete, quase sem poder, dentro do ministério de Alice – o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.

Seus generais e soldados não conseguem mais ter forças para lutar contra os desmandos e interferências dos Bispos... Não conseguem mais agregar forças e seguir mobilizando o reino nesta luta... e Quando agora mais uma vez tentaram defender os interesses dos parceiros LGBT e Prostitutas, foram desqualificados na sua luta. Muitos estão saindo de cena e o cenário desta desgraça profetizada só piora.

Perdemos pessoas boas, capazes, comprometidas... E já tem gente do Bispo querendo nomear asseclas para comandar com mão de ferro a guerra, só para entregar nossas riquezas e conquistas.

____________________________________________________

Como tudo isto, mascarado de ilusão e ficção acontece na realidade, e a história ainda não acabou, mais uma noite acordo e rezo para que o pesadelo não piore ainda mais e nos atinja a todos como uma bomba.

E rezo por meu pai, não para negar a herança de profetização que me designou, mas para me orientar nesta terra onde os bons e justos não são mais reconhecidos ou podem exercer com dignidade sua luta, pois como no mundo de Alice das padilhas tudo está virado de cabeça para baixo e ruindo.

MOISES TONIOLO<<<
 

DIRCEU GRECO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AIDS , FOI EXONERADO APÓS POLÊMICA
05/06/2013
Foto: DIRCEU GRECO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AIDS , FOI EXONERADO APÓS POLÊMICA.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou nesta terça-feira o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.
A decisão foi tomada três dias depois da divulgação de uma campanha para combater o preconceito contra profissionais do sexo, que incluía uma peça com os dizeres: "Eu sou feliz sendo prostituta". Elogiado por médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids, o material provocou protestos entre a bancada evangélica. Nesta terça-feira, no Congresso, parlamentares pediram explicação sobre o tema.
Padilha mandou, nesta noite, retirar todo material dessa campanha do site do DST-Aids, abrigado no portal do Ministério da Saúde. 
Pela manhã, o ministro havia determinado a retirada apenas da peça "Eu sou feliz sendo prostituta". De acordo com ele, o material havia sido veiculado sem passar pelo crivo do departamento de publicidade. Greco estava no cargo desde meados de 2010.O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou nesta terça-feira o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.

A decisão foi tomada três dias depois da divulgação de uma campanha para combater o preconceito contra profissionais do sexo, que incluía uma peça com os dizeres: "Eu sou feliz sendo prostituta". Elogiado por médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids, o material provocou protestos entre a bancada evangélica. Nesta terça-feira, no Congresso, parlamentares pediram explicação sobre o tema.

Padilha mandou, nesta noite, retirar todo material dessa campanha do site do DST-Aids, abrigado no portal do Ministério da Saúde.

Pela manhã, o ministro havia determinado a retirada apenas da peça "Eu sou feliz sendo prostituta". De acordo com ele, o material havia sido veiculado sem passar pelo crivo do departamento de publicidade. Greco estava no cargo desde meados de 2010.
Com exoneração de Dirceu Greco, Eduardo Barbosa e Ruy Burgos pedem demissão do Departamento de Aids
 05/06/2013
Foto: Com exoneração de Dirceu Greco, Eduardo Barbosa e Ruy Burgos pedem demissão do Departamento de Aids  
05/06/2013
Depois da exoneração do infectologista Dirceu Greco da direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais nessa terça-feira, 05 de junho, foi a vez do diretor-adjunto do órgão, Eduardo Barbosa, sair do cargo. A crise instalada nesse programa temático do Ministério da Saúde é consequência de um recente veto por parte do ministro Alexandre Padilha a uma campanha voltada às prostitutas.
A amigos íntimos, Eduardo disse que mesmo com muitos pedidos para que ele ficasse na função, o “preço disso seria muito alto”. Eduardo contou que Dirceu saiu “aliviado”, pois a sua honra estava em jogo. O diretor-ajunto afirmou ainda que, assim como Dirceu, não poderia mais ficar no cargo por questões de princípios.
Já o diretor-assistente, Ruy Burgos Filho, anunciou sua saída em reunião interna hoje no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, informou a assessoria de imprensa do Departamento. 
Nesta semana, o ministro Padilha recuou e mandou retirar a peça "Eu sou feliz sendo prostituta" da página do Departamento de Aids. O material integrava uma campanha do ministério nas redes sociais para prevenção do HIV e redução do preconceito, fazendo referência ao Dia Internacional das Prostitutas, 02 de junho. Ao jornal O Estado de S.Paulo, o ministro afirmou que o material estava em teste. "Enquanto for ministro, uma peça como essa não fará parte de campanha", disse.
Em seu microblog twitter, Padilha declarou que as campanhas de prevenção continuarão sendo veiculadas e que o “bom senso” fez a campanha ser retirada.
Denominada por ativistas como “censura”, esta foi a terceira vez que a
Pasta
vetou um material produzido pelo Departamento de Aids para tratar de questões relacionados à sexualidade.
No início de 2012, após descontentamento até da presidenta Dilma Rousseff, Padilha recuou da campanha que seria lançada com foco nos jovens gays para a prevenção do HIV no Carnaval. No último mês de março, a Pasta, por determinação da Presidência, havia mandado recolher um kit de prevenção das DST/aids dirigido a adolescentes. O material abordava temas como homossexualidade, drogas e gravidez. O ministro da Saúde, assim como fez nesta terça-feira, justificou na época que a distribuição tinha sido feita à revelia dele.
Da luta pessoal contra o HIV à direção-adjunta do Departamento de Aids
Eduardo Barbosa estava desde maio de 2007 na direção-adjunta do Departamento, onde ingressou em 2004, como responsável pela Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e Direitos Humanos.
Ex-professor na rede de ensino estadual de São Paulo, Eduardo atua na área das DST/Aids desde 1988, quando começou a promover oficinas de prevenção, cidadania e boletins informativos.
Em 1994, a partir do seu diagnostico positivo para o HIV, passou a atuar mais diretamente na área da saúde, integrando o Grupo de Incentivo a Vida (GIV), em São Paulo. Posteriormente atuou na Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+) e no Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo até setembro de 2004, onde foi presidente.
Redação da Agência de Notícias da AidsDepois da exoneração do infectologista Dirceu Greco da direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais nessa terça-feira, 05 de junho, foi a vez do diretor-adjunto do órgão, Eduardo Barbosa, sair do cargo. A crise instalada nesse programa temático do Ministério da Saúde é consequência de um recente veto por parte do ministro Alexandre Padilha a uma campanha voltada às prostitutas.

A amigos íntimos, Eduardo disse que mesmo com muitos pedidos para que ele ficasse na função, o “preço disso seria muito alto”. Eduardo contou que Dirceu saiu “aliviado”, pois a sua honra estava em jogo. O diretor-ajunto afirmou ainda que, assim como Dirceu, não poderia mais ficar no cargo por questões de princípios.

Já o diretor-assistente, Ruy Burgos Filho, anunciou sua saída em reunião interna hoje no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, informou a assessoria de imprensa do Departamento. Nesta semana, o ministro Padilha recuou.
Movimento Aids lança campanha "vai pra casa Padilha
  05/06/2013
Foto: Movimento Aids lança campanha "vai pra casa Padilha
05/06/2013
Desde que o Ministério da Saúde vetou nessa terça-feira, 04 de junho, a campanha do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais voltada à promoção dos direitos da prostitutas, ativistas do campo da aids e dos direitos humanos vêm se posicionando contra o governo e o chefe da Pasta, Alexandre Padilha. Eles organizam ainda uma manifestações que pedem a saída do ministro.
A divulgação da campanha ocasionou a exoneração do Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, e o pedido de demissão dos diretores-adjuntos Eduardo Barbosa e Rui Burgo.
A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids (RNAJVHA) se diz indignada com as atitudes do governo, que, em sua visão, está pautado pelo neoconservadorismo religioso. Para o grupo, a proibição, aliada à demissão de Dirceu Greco, “ultrapassou a barreira do aceitável pela forma grotesca e truculenta que se deu” e deixa os ativistas em alerta. 
A Rede de Jovens reforça ainda que se solidariza profundamente com o movimento das prostitutas e lamenta que no mês do Dia Internacional das Prostitutas, elas tenham que passar por essa situação.
O Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, por sua vez, lembra que o material vetado foi formulado com a participação das prostitutas, e que a intenção da campanha foi “unir elementos eficazes em qualquer ação de saúde, como o protagonismo e a autovalorização”. Para os ativistas paulistas, houve uma queda na resposta brasileira à aids, havendo maior diálogo no passado, ao passo que hoje a gestão seria caracterizada por atos de truculência e comprometimento com setores retrógrados. 
O Fórum, em parceria com outras ONGs, encabeça o protesto “Vai pra casa Padilha”, que manifesta a insatisfação com a gestão de Alexandre Padilha e reclama das ações do ministro.
"Esse Ministro vai entrar para a história como o homem que conseguiu acabar o melhor programa de aids do mundo, erradicando não o HIV, mas sim todas as perspectivas de direitos humanos dos processos da saúde. É mais um retrocesso do governo Dilma no qual a agenda de direitos e de participação social foram trocadas, literalmente, pelos votos dos setores mais conservadores e dos interesses privados ", diz Alessandra Nilo, Secretaria Regional do Conselho Latinoamericano e Caribenho de ONGs AIDS (LACCASO).
Quem também se posicionou favoravelmente à campanha para as prostitutas foi o Programa Estadual de DSTs/Aids de São Paulo. Em nota, a coordenadora do Programa, Maria Clara Gianna, disse que a entidade considera essencial a realização de campanhas de prevenção às DST/Aids voltadas a populações mais vulneráveis, entre elas as profissionais do sexo, pois são uma população com alta prevalência de infecção pelo HIV, comparada à população geral. 
”Defendemos políticas públicas pautadas na ética, na promoção da saúde e da cidadania, independentemente de raça, credo, orientação sexual ou escolhas profissionais. Somos uma instituição comprometida com os direitos humanos e os princípios do Sistema Único de Saúde”, diz a nota. 
O representante do Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, acredita que a sequência de fatos mostra que o diálogo com o movimento social é agora uma página virada para o Ministério da Saúde. “Isso foi dizer que eles não querem mais o movimento social tentando humanizar o serviço e trazer a perspectiva dos direitos humanos”, opina. 
Solidariedade
O Secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, também está indignado com a situação. O ativista prestou sua solidariedade ao ex-diretor Dirceu Greco, dizendo que “a ABGLT e maioria absoluta do movimento de direitos humanos e do Movimento de aids está consternados com situação”.
No texto, Toni elogiou Dirceu por um posicionamento firme na defesa dos direitos humanos.
Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), também lamentou as circunstâncias que culminaram na demissão de Dirceu Greco. Embora acredite que a gestão do médico infectologista mineiro tenha se afastado do diálogo com a sociedade, ele destaca o maior acesso aos medicamentos e a implantação da Profilaxia pós-exposição sexual (PEP) e do tratamento como prevenção. “Tivemos muitas diferenças nesse tempo, mas é uma pessoa do meu apreço, e, dada a situação, será muito ruim se o Alexandre Padilha sair mesmo como candidato a governador”, disse. 
Dimitri Sales, ex-coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, reforçou, em sua opinião, a adequação da campanha promovida pelo Departamento. Para ele, a exoneração foi assustadora e frustrante e mostra que o jogo de interesses não se manifesta somente no poder Legislativo, mas também no Executivo
Ministério responde
A Agência de Notícias da Aids entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde, que informou que por enquanto o único posicionamento da Pasta sobre o assunto é a nota abaixo: 
1. As peças expostas no site do Departamento de DST/Aids não passaram por análise e aprovação da Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas do Ministério da Saúde, de todos os departamentos. Logo, o descumprimento das normas previamente estabelecidas pelo Ministério da Saúde justificou a retirada das peças do site do departamento e de seus perfis nas redes sociais e a apuração das responsabilidades.
2. As peças dirigidas a este público, que é prioritário para as ações de DST/Aids, serão disponibilizadas após análise da Assessoria de Comunicação Social.
3. Os produtos foram elaborados por representantes do público-alvo, com acompanhamento da equipe do Departamento de DST/Aids em oficinas de comunicação comunitária, logo sem custos de impressão, distribuição e veiculação.
4. Na definição de suas políticas de saúde e de comunicação, o Ministério da Saúde continuará mantendo espaços permanentes de diálogo com os movimentos sociais, sociedades científicas, associações profissionais e demais atores da saúde.
Sobre a campanha “Vai pra Casa, Padilha”, a assessoria informa que a equipe destinada às redes sociais irá analisar e, caso julgue necessário responder, fará um novo posicionamento. 
Nana Soares
Agência de Notícias da AidsDesde que o Ministério da Saúde vetou nessa terça-feira, 04 de junho, a campanha do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais voltada à promoção dos direitos da prostitutas, ativistas do campo da aids e dos direitos humanos vêm se posicionando contra o governo e o chefe da Pasta, Alexandre Padilha. Eles organizam ainda uma manifestações que pedem a saída do ministro.

A divulgação da campanha ocasionou a exoneração do Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, e o pedido de demissão dos diretores-adjuntos Eduardo Barbosa e Rui Burgo.

A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids (RNAJVHA) se diz indignada com as atitudes do governo, que, em sua visão, está pautado pelo neoconservadorismo religioso. Para o grupo, a proibição, aliada à demissão de Dirceu Greco, “ultrapassou a barreira do aceitável pela forma grotesca e truculenta que se deu” e deixa os ativistas em alerta.

A Rede de Jovens reforça ainda que se solidariza profundamente com o movimento das prostitutas e lamenta que no mês do Dia Internacional das Prostitutas, elas tenham que passar por essa situação.

O Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, por sua vez, lembra que o material vetado foi formulado com a participação das prostitutas, e que a intenção da campanha foi “unir elementos eficazes em qualquer ação de saúde, como o protagonismo e a autovalorização”. Para os ativistas paulistas, houve uma queda na resposta brasileira à aids, havendo maior diálogo no passado, ao passo que hoje a gestão seria caracterizada por atos de truculência e comprometimento com setores retrógrados.

O Fórum, em parceria com outras ONGs, encabeça o protesto “Vai pra casa Padilha”, que manifesta a insatisfação com a gestão de Alexandre Padilha e reclama das ações do ministro.

"Esse Ministro vai entrar para a história como o homem que conseguiu acabar o melhor programa de aids do mundo, erradicando não o HIV, mas sim todas as perspectivas de direitos humanos dos processos da saúde. É mais um retrocesso do governo Dilma no qual a agenda de direitos e de participação social foram trocadas, literalmente, pelos votos dos setores mais conservadores e dos interesses privados ", diz Alessandra Nilo, Secretaria Regional do Conselho Latinoamericano e Caribenho de ONGs AIDS (LACCASO).

Quem também se posicionou favoravelmente à campanha para as prostitutas foi o Programa Estadual de DSTs/Aids de São Paulo. Em nota, a coordenadora do Programa, Maria Clara Gianna, disse que a entidade considera essencial a realização de campanhas de prevenção às DST/Aids voltadas a populações mais vulneráveis, entre elas as profissionais do sexo, pois são uma população com alta prevalência de infecção pelo HIV, comparada à população geral.

”Defendemos políticas públicas pautadas na ética, na promoção da saúde e da cidadania, independentemente de raça, credo, orientação sexual ou escolhas profissionais. Somos uma instituição comprometida com os direitos humanos e os princípios do Sistema Único de Saúde”, diz a nota.

O representante do Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, acredita que a sequência de fatos mostra que o diálogo com o movimento social é agora uma página virada para o Ministério da Saúde. “Isso foi dizer que eles não querem mais o movimento social tentando humanizar o serviço e trazer a perspectiva dos direitos humanos”, opina.

Solidariedade

O Secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, também está indignado com a situação. O ativista prestou sua solidariedade ao ex-diretor Dirceu Greco, dizendo que “a ABGLT e maioria absoluta do movimento de direitos humanos e do Movimento de aids está consternados com situação”.

No texto, Toni elogiou Dirceu por um posicionamento firme na defesa dos direitos humanos.

Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), também lamentou as circunstâncias que culminaram na demissão de Dirceu Greco. Embora acredite que a gestão do médico infectologista mineiro tenha se afastado do diálogo com a sociedade, ele destaca o maior acesso aos medicamentos e a implantação da Profilaxia pós-exposição sexual (PEP) e do tratamento como prevenção. “Tivemos muitas diferenças nesse tempo, mas é uma pessoa do meu apreço, e, dada a situação, será muito ruim se o Alexandre Padilha sair mesmo como candidato a governador”, disse.

Dimitri Sales, ex-coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, reforçou, em sua opinião, a adequação da campanha promovida pelo Departamento. Para ele, a exoneração foi assustadora e frustrante e mostra que o jogo de interesses não se manifesta somente no poder Legislativo, mas também no Executivo

Ministério responde

A Agência de Notícias da Aids entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde, que informou que por enquanto o único posicionamento da Pasta sobre o assunto é a nota abaixo:

1. As peças expostas no site do Departamento de DST/Aids não passaram por análise e aprovação da Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas do Ministério da Saúde, de todos os departamentos. Logo, o descumprimento das normas previamente estabelecidas pelo Ministério da Saúde justificou a retirada das peças do site do departamento e de seus perfis nas redes sociais e a apuração das responsabilidades.
2. As peças dirigidas a este público, que é prioritário para as ações de DST/Aids, serão disponibilizadas após análise da Assessoria de Comunicação Social.
3. Os produtos foram elaborados por representantes do público-alvo, com acompanhamento da equipe do Departamento de DST/Aids em oficinas de comunicação comunitária, logo sem custos de impressão, distribuição e veiculação.
4. Na definição de suas políticas de saúde e de comunicação, o Ministério da Saúde continuará mantendo espaços permanentes de diálogo com os movimentos sociais, sociedades científicas, associações profissionais e demais atores da saúde.

Sobre a campanha “Vai pra Casa, Padilha”, a assessoria informa que a equipe destinada às redes sociais irá analisar e, caso julgue necessário responder, fará um novo posicionamento.

Nana Soares
Agência de Notícias da Aids
Pesquisa e Edição:
Carlos Basília
Fórum ONGs Tuberculose RJ
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