Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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domingo, 18 de novembro de 2012

Convite{ GAPA SC} Boletim eletronico






---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Helena Lima Pires
Data: 18 de novembro de 2012 14:07
Assunto: convite






Prezad@s,


A Prefeitura de Florianópolis por meio da Coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres tem a satisfação de convidá-los para participar das atividades referentes à Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres a ser realizada de 20 de novembro a 10 de dezembro, conforme programação no site (http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/semas/?pagina=notpagina&menu=&noti=7621)

Enfatizamos da grande importância da participação em todas as atividades, porém reforçamos o convite para o Lançamento da Campanha dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra e para a Caminhada Integrada que acontecerá dia 26/11.

Solicitamos também Vosso apoio na divulgação desta Campanha junto a comunidade para que possamos fortalecer e ampliar a discussão sobre essa importante temática junto a sociedade.

Salientamos que esta é a 4ª edição da Campanha e uma iniciativa conjunta dos Órgãos Governamentais, Não Governamentais, Iniciativa Privada e Sociedade Civil Organizada, coordenada por esse Órgão e tem por objetivo fundamental dar visibilidade e fortalecer a luta pela erradicação da violência contra as mulheres.



Atenciosamente,

Dalva Maria Kaiser

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Infeção pelo HIV associada a um aumento de cirurgias às cataratas


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catarata


Infeção pelo VIH associada a um aumento de cirurgias às cataratas Michael Carter Published: 28 November 2011 De acordo com um estudo dinamarquês, publicado no Clinical Infectious Diseases, os doentes seropositivos para a infeção pelo VIH têm significativamente mais hipóteses de ser submetidos a cirurgia para remoção de cataratas oculares.

Uma baixa contagem de células CD4, antes e depois do início da Terapêutica Antirretroviral (TAR) foi associada ao aparecimento de cataratas mas não houve nenhuma evidência de que algum medicamento antirretroviral estivesse individualmente associado a um risco mais elevado desta doença. As cataratas são opacidades que se desenvolvem no cristalino do olho, seja como resultado do envelhecimento, seja como consequência a longo prazo de infeções virais e inflamações oculares.

O tratamento a longo prazo com corticosteroides pode igualmente elevar o risco de desenvolvimento de catarata. Os investigadores sugerem que as cataratas pode ser uma das “doenças do envelhecimento” associadas ao VIH.

Acrescentam que os médicos devem estar cientes desta condição, “contudo, tendo em conta o nível do excesso de risco não parece haver indicação para exames oftalmológicos especiais ou alterações nos esquemas terapêuticos.” Os avanços no tratamento e nos cuidados resultaram em melhorias dramáticas na esperança de vida dos doentes com VIH.

No entanto, esta expectativa continua ser menor nos doentes seropositivos para a infeção pelo VIH do que na população em geral. Isto deve-se parcialmente ao facto de os doentes infetados com VIH terem um risco aumentado das chamadas doenças de envelhecimento, por exemplo doença cardiovascular, problemas renais e hepáticos, osteoporose e alguns tipos de cancro(CÂNCER). As razões exatas para isto são controversas, mas podem incluir supressão imunitária, os efeitos inflamatórios do VIH, coinfecções, fatores de estilo de vida e efeitos secundários de alguns medicamentos antirretrovirais.

As cataratas são bem reconhecidas como uma doença de uma idade mais avançada e os investigadores dinamarqueses quiseram verificar se ocorria com maior frequência nos doentes seropositivos do que na população geral. A amostra do estudo incluiu 5 315 doentes na coorte nacional de seropositivos da Dinamarca.

Cada doente foi comparado com 10 pessoas seronegativas, do mesmo sexo e da mesma faixa etária, entre a população dinamarquesa. Os investigadores compararam a incidência de cirurgias às cataratas entre a população seropositiva e seronegativa. Conduziram também uma série de análises para verificar se havia alguns fatores associados com a formação de cataratas nos doentes seropositivos.

Três quartos dos doentes seropositivos eram homens com idade média de 37 anos. As pessoas seropositivas contribuíram com um total de 44 561 pessoas/ano de seguimento e a população de controle contribuiu com 555 902 pessoas/ano.

As cirurgias às cataratas foram realizadas em 90 (1,7%) doentes seropositivos e 718 (1,4%) do grupo de controlo. A doença ocular que pode predispor uma pessoa às cataratas foi detetada em 252 (5%) dos doentes com infeção pelo VIH e 494 (1%) das pessoas seronegativas.

No geral, os investigadores encontraram um risco mais elevado de cirurgia às cataratas na população seropositiva comparada com os controlos (IRR = 1,87%; 95% CI, 1,50-2,33).

Uma contagem de células CD4 abaixo das 200/mm3 foi associada a um risco aumentado de cirurgia às cataratas tanto antes (IRR = 3,11; 95% CI, 1,26-7,63) como depois (IRR = 4,74; 95% CI, 2,60-8,62) de iniciar o tratamento.

A comparação com os controles seronegativos demostrou que as pessoas infetadas tratadas com medicamentos antirretrovirais e contagem de células CD4 abaixo das 200 cópias tinham também um risco significativamente aumentado de serem operadas às cataratas (IRR = 1,87; 95% CI, 1,46-2,39).

Contudo, não houve evidência de que algum medicamento antirretroviral aumentasse o risco de catarata.

 “Este estudo relacionou um risco mais elevado de cirurgia de cataratas em pessoas infetadas pelo VIH, comparadas com pessoas do mesmo sexo e idade na coorte de pessoas não infetadas, comentam os investigadores. “Embora o risco de doença ocular que predisponha ao aparecimento de cataratas seja mais elevado nas pessoas infetadas pelo VIH, concluímos que o risco de cirurgia às cataratas não se devia simplesmente à elevada ocorrência de tais eventos”.

Eles realçam que uma contagem de células CD4 abaixo das 200/mm3 parece estar associada a um risco especialmente aumentado de aparecimento de cataratas independentemente da utilização de medicação antirretroviral, acrescentando que não foi observado um excesso de risco significativo após o início de abacavir, tenofovir, Inibidores da Protease, ou INNTR.
O aparente risco aumentado era visível em todas as faixas etárias acima dos 35 anos de idade.
Os investigadores não têm certezas sobre as razões exatas pela qual a infeção pelo VH está associada com um aumento do risco de cataratas.
A doença ocular foi considerada como uma causa possível, bem como os efeitos secundários provocados pelos medicamentos antirretrovirais.

Contudo, eles acrescentam que a utilização da terapêutica antirretroviral “também pode ser indicador de uma população com um risco acrescido de desenvolvimento de uma doença mais do que a indicação de efeitos tóxicos a nível ocular induzidos pela Terapêutica Antirretroviral Altamente Eficaz (HAART, em inglês).”

Os investigadores concluem que a infecção pelo VIH tem sido associada a um aumento de risco de doença cardiovascular e outras doenças de envelhecimento, e o envelhecimento precoce na população infetada pelo VIH não pode ser excluído como uma das razões possíveis da explicação.

Referência: Rasmussen LD et al. Risk of cataract surgery in HIV-infected individuals: a Danish nationwide population-based cohort study. Clin Infect Dis, doi: 10.1093/cid/cir675, 2011 (clique aqui para aceder gratuitamente ao abstract).

O que é o complexo demencial da AIDS?

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O que é o complexo demencial da AIDS, quais suas manifestações e como melhor abordá-lo?


A demência associada à AIDS (DAA) - também denominada complexo demencial da AIDS ou encefalite subaguda - é causada pela infecção pelo HIV em nível de SNC, evidenciada por diferentes técnicas de detecção viral. As células mais freqüentemente infectadas são os macrófagos e as células multinucleadas derivadas dos macrófagos. É importante notar que os neurônios são pouco infectados pelo vírus. Estas células infectadas aparecem com mais freqüência em nível subcortical.
A patogênese da demência ainda é discutida mas a imunossupressão parece ser necessária para seu desenvolvimento. Provavelmente a lesão celular é devida a dois mecanismos: a ação citotóxica direta do HIV e a lesão indireta através de produtos liberados pelos macrófagos infectados pelo vírus.
A Prevalência da DAA é estimada pelo CDC em 7%. Em adultos, ela cresce com a idade. McArthur e col. encontraram uma incidência anual de 7% em homossexuais masculinos com AIDS. Fatores de risco para a DAA são: anemia, sintomas constitucionais, imunodeficiência e baixo peso, sugerindo que são os pacientes mais debilitados que vão desenvolver o quadro.
O aparecimento dos sintomas em geral é insidioso. As manifestações clínicas sugerem comprometimento predominantemente subcortical, pelo menos no início do quadro. Os sintomas são: prejuízo da memória e da concentração, lentificação, apatia, diminuição da iniciativa, tendência ao isolamento social. Depressão, irritabilidade, labilidade emocional e agitação ocorrem menos freqüentemente. Prejuízos na coordenação motora, diminuição de força nos membros, hipertonia e hiper-refiexia são os sintomas motores mais freqüentes.
O exame neurológico pode apresentar tremor, hiper-reflexia, sinais de liberação frontal e disartria.
Em estágios mais avançados, encontra-se em geral uma deterioração global das funções cognitivas e lentificação Psicomotora grave. O discurso é lento e monótono. O paciente pode não conseguir andar e apresentair incontinências urinária e fecal. Mioclonia e convulsões podem ocofrer. O paciente evolui para a morte em torno de seis meses.
Os exames neuropsicológicos demonstram prejuízos no controle motor fino, na resolução rápida e seqüencial de problemas visuoespaciais, fluência verbal e memória visual. Estes achados são consistentes com uma demência subcortical.
Radiologicamente, encontra-se atrofia cerebral nos exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética. Neste último pode-se encontrar alterações difusas na substância branca, que seriam parcialmente reversíveis com o uso do AZT. O PET (Positron Emission Tomography) revela um hiperbolismo relativo subcortical (tálamo e gânglios da base) nos estágios iniciais da demência, evoluindo para hipobolismo nos estágios posteriores.
O EEG é em geral normal, podendo mostrar uma identificação difusa ern estágios mais avançados.
O exame do liquor mostra aumento das proteínas totais e da fração lgG. Este exame é importante para excluir infecções oportunistas.
O exame anátomo-patológico revela atrofia cerebral, alargarnento dos sulcos e dilatação ventricular. As alterações microscópicas são mais proeminentes na substância branca e substância cinzenta profunda, corn relativa preservação do córtex.
O uso do AZT parece prevenir e tratar a demência. Com o uso, ern geral de doses altas (2.000mg/dia), observa-se melhora clínica e na performance nos testes neuropsicológicos. É importante atentar para os efeitos colaterais quando se usa estas doses de anti-retroviral. Aliado ao tratamento farmacológico da DAA deve-se tarnbém visar o controle dos sintomas (como agitação) e suporte psicossocial

segunda-feira, 26 de março de 2012

“Combate à aids não pode retroceder”


“Combate à aids não pode retroceder”  

Thelma de Oliveira


Artigo da presidente nacional do PSDB-Mulher, Thelma de Oliveira
Documento de mais de duas dezenas de entidades da sociedade civil brasileira voltadas para o trabalho de combate ao HIV-aids, intitulado “SOS: Governo Dilma coloca controle social da Aids em risco de extinção”, divulgado pela ABIA ( Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), é um grave alerta para todos nós, comprometidos com a luta das mulheres e do povo em geral.

De maneira lúcida e pontual, o documento revela a enorme crise que as ONGs brasileiras enfrentam, inclusive com a suspensão das atividades de algumas delas que se tornaram símbolos nacionais, como os grupos SOMOS, do Rio Grande do Sul, e os GAPA de Minas Gerais e São Paulo.

O documento aponta as razões: a falta de apoio de recursos financeiros, especialmente de governos e entidades internacionais; do próprio governo brasileiro; o clima “anti-ONGs” na sociedade e, principalmente, a ausência de um diálogo com o Ministério da Saúde. “Não recuperamos em nossa memória recente um período de tamanho distanciamento entre o Ministério da Saúde e a sociedade civil brasileira”, diz o documento.

Esse quadro é gravíssimo e não podemos nos calar. Não podemos aceitar a atual política do Ministério da Saúde que pretende definir suas próprias políticas de saúde, sem a presença e, o mais importante, a parceria, o acompanhamento e a fiscalização das entidades da sociedade civil. “A quem interessa essa debilidade da sociedade civil organizada?”, questiona apropriadamente o texto das entidades.

É um quadro absolutamente distinto do que conhecemos, o Brasil e o mundo, quando da gestão do tucano José Serra no Ministério da Saúde!

Naquela ocasião, o Programa de Combate à Aids do Brasil foi reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) como um modelo a ser seguido por todo o mundo, literalmente.

Revolucionário e inovador, o programa de Serra universalizou o tratamento anti-aids no Brasil, baixou o preço e distribuiu remédios gratuitamente, além de quebrar patentes de medicamentos, com a coragem de um homem de visão, em que os interesses da coletividade estão acima daqueles das corporações.

Nós, mulheres, não podemos aceitar qualquer retrocesso nessa política que ajudou milhares de pessoas, até porque levantamentos oficiais indicam que cerca de 35% dos soropositivos brasileiros são mulheres.

Mas quando se fala de jovens entre 13 e 19 anos no Brasil, a maior parte dos registros oficiais aponta como majoritários os casos das mulheres. Um absurdo!

E, mesmo nessa doença grave, as mulheres são as maiores vítimas e não escapam sequer de atos brutais por parte dos seus companheiros. Nada menos do que 97,5% das mulheres portadoras de aids sofreram algum tipo de violência, dos quais 72% ocorreram antes do diagnóstico da doença. Outro absurdo!

Portanto, continuaremos a cobrar uma ação mais transparente do Ministério da Saúde e uma mobilização em defesa das ONGs para que toda a política implementada na gestão José Serra não se perca por incompetência ou interesses políticos menores deste ou daquele governo.

A saúde da mulher – o pré-natal, a gravidez precoce, o exame da mama – a adoção de políticas públicas voltadas para o combate e à discriminação e à violência contra a mulher sempre foram bandeiras do nosso partido, do PSDB-Mulher.
E vamos continuar defendendo-as. O combate à aids não pode retroceder.

Thelma de Oliveira

Presidente Nacional do PSDB-Mulhe
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SOS: Governo Dilma coloca controle social da Aids em risco de extinção
 
Estamos  vivendo  uma  situação  sem  precedentes  de  desmantelamento  do  controle  social da  resposta  à  epidemia  de  HIV-Aids  no  Brasil.  O  sucesso  da  política  brasileira  sempre esteve pautado num trabalho conjunto entre Estado e sociedade civil organizada, que não apenas  cobrava  ações  efetivas  das  autoridades  –  como  foco  nos  direitos  humanos  -  mas também era protagonista no desenho e implementação das políticas. Que não se enganem os  céticos  em  relação  ao  papel  e  importância  desses  grupos:  certamente  a  crise  das associações  que  trabalham  com  o  HIV  e  mesmo  os  grupos  de  pessoas  vivendo  com  o HIV é a crise da resposta brasileira à epidemia.

Recentemente, importantes organizações dedicadas ao tema do HIV-Aids fecharam suas portas  depois  de  anos  de  serviço  público  relevante.  A  ameaça  do  fechamento  também paira sobre outras organizações históricas que enfrentam crises severas de recursos, mas que  não  nomearemos  aqui  em  respeito  às  próprias  organizações,  que  devem  decidir  o momento  e  a  forma  de  tornar  pública  suas  situações.  Algumas,  tais  como  o  Grupo SOMOS  (Rio  Grande  do  Sul),  O  GAPA  de  Minas  Gerais  e  o  GAPA  de  São  Paulo  já comunicaram publicamente a suspensão de atividades. 

Embora a atual crise não seja a primeira enfrentada por organizações desse tipo, certo é que essa é diferente, na medida em que é mais severa e mais invisível. Podemos dizer que parte da origem desta  crise reflete um recuo  financeiro da  cooperação internacional que tem sido o modelo base do financiamento das ONGs neste campo no país. A origem deste recuo tem por base dois fatores fundamentais - a crise financeira internacional dos paises desenvolvidos e a nova projeção do Brasil no cenário internacional, que coloca o país no papel de doador de recursos e não mais receptor – causando uma falsa percepção de que os problemas internos estão resolvidos. 
 
Vale dizer que esse recuo não afeta apenas as ONGs que atuam no campo do HIV-Aids, e sim  boa  parte  das  ONGs  brasileiras  que  dependiam  desse  modelo  de  cooperação internacional  para  prestar  um  valioso  papel  na  defesa  do  interesse  público  e  na  luta  por políticas  públicas  que  universalizem  direitos  e  cidadania  no  país.  Apesar  de  terem  sido fundamentais para a realização de eventos históricos como a Cúpula dos Povos durante a ECO 92 e o Fórum Social Mundial, além de terem conquistado o direito de participar de diversas  negociações  internacionais,  entre  outros  feitos,  as  ONGs  brasileiras  estão  cada vez mais reduzindo suas equipes e frentes de atuação por falta de recursos. Isso significa que  as  muitas  contribuições  e  conquistas  realizadas  em  anos  de  luta  estão  sendo retribuídas  com  silêncio  e  abandono,  ao  invés  de  um  debate  público  que  proponha alternativas reais para a sobrevivência dessas organizações.
 
Recentemente, dados evidenciam o aumento da ajuda internacional do governo brasileiro, incluindo  ações  humanitárias  e  contribuições  ao  sistema  ONU1,  equivalentes  a  US$  1,4 bilhões  nos  últimos  cinco  anos.  Não  obstante  a  importância  das  doações  brasileiras  a países  e  populações  mais  vulneráveis,  é  inaceitável  que  organizações  locais  fechem  as portas  e  deixem  de  atender  aos  brasileiros  e  brasileiras  e,  sobretudo,  estejam  impedidas de  monitorar,  cobrar,  construir  em  colaboração  e  fiscalizar  a  execução  de  políticas  em saúde  com  recursos  públicos.  A  quem  interessa  essa  debilidade  da  sociedade  civil organizada? 

O aumento do PIB brasileiro, que passa até mesmo o do Reino Unido, como sinônimo de desenvolvimento  é  uma  premissa  simplista  e  conveniente.  Excluem-se  da  equação  a renda  per  cápita,  as  fortes  desigualdades  internas,  as  situações  de  extrema  exclusão  de parte  da  população  e  a  manutenção  de  vulnerabilidades  sociais  –  terreno  fértil  para  a concentração  da  epidemia  de  AIDS  em  seu  seio.  O  Brasil,  que  brilha  nos  salões  de Genebra  e  Nova  Iorque  certamente  não  é  o  mesmo  com  o  qual  lutamos  todos  os  dias, com suas incoerências, injustiças e inadequações. Por isso ocupa o 81º lugar no índice de desenvolvimento humano.

Além da crise financeira, a outra face da moeda é a notória crise política. No campo do HIV-Aids  podemos  dizer  que  o  diálogo  da  sociedade  civil  com  o  Estado  vem  se deteriorando  e  chega  agora  a  um  momento  crítico.  O  agravamento  teve  seu  ápice  nos últimos meses, no que a imprensa tem chamado de “clima anti-ONGs”. Não recuperamos em nossa memória recente um período de tamanho distanciamento entre o Ministério da Saúde e a sociedade civil brasileira.

Concretamente podemos citar o recente episodio de censura da campanha de prevenção para o carnaval de 2012 - orientada a homossexuais - cujo  veto  partiu  unilateralmente  do  Poder  Executivo;  a  negociação  e  assinatura  de contratos  de  transferência  de  tecnologia  de  medicamentos  para  HIV  com  empresas transnacionais farmacêuticas sem transparência e na contra-corrente da histórica posição brasileira  de  uso  das  flexibilidades  de  proteção  da  saúde  pública  da  Lei  e  Patentes;  os episódios  seqüenciais  de  desabastecimentos  de  medicamentos  antirretrovirais  cujas causas não foram adequadamente esclarecidas e a perceptível (e inexplicável) ausência e clara  exclusão  de  organizações  da  sociedade  civil  brasileira  na  Conferencia  Mundial  de Determinantes Sociais de Saúde, organizada pelo Brasil em 2011.

Ademais  do  esgarçamento  das  relações  da  sociedade  com  o  Ministério  da  Saúde, assistimos perplexos ao  visível  desmonte do  Departamento de  DST  AIDS. Embora  haja uma  clara  preocupação  em  desfazer  essa  impressão,  notamos  o  desligamento  do Departamento  de  um  número  expressivo  de  pessoas  classicamente  envolvidas  na  luta contra a AIDS no país. As causas são obscuras, e também merecem esclarecimento.

A invisibilidade da crise das ONGs anti-AIDS e a supressão de sua importância encontra lastro na suposta incorporação nas políticas públicas de todas as demandas da sociedade; no argumento de que as ONGs se desvirtuaram e servem hoje apenas de instrumento de desvio de dinheiro público e na aceitação pacífica da crença de que o Brasil está em pleno desenvolvimento. Nesse contexto, a participação da sociedade civil organizada não seria um elemento supérfluo, anacrônico? 

Para  responder  a  essa  pergunta  faz-se  necessário  recuperar  um  pouco  dos  ensinamentos de  precursores  da  inteligência  brasileira  sobre  HIV-Aids  e  Direitos  Humanos.    Há  mais de vinte anos, a solidariedade foi o elemento que orientou a resposta brasileira à epidemia no  país  e  ela  não  era  apenas  vista  como  um  elemento  de  luta  contra  preconceitos  e estigmas, mas também como um princípio fundamental para a mobilização. Como dizia o sociólogo  Herbert  de  Souza,  o  Betinho,  a  Aids  não  é  um  problema  apenas  de  saúde, restrito àqueles que vivem com HIV e aos profissionais de saúde, mas sim um problema social  que  deveria  ser  enfrentado  por  diferentes  segmentos  da  sociedade  e  não  somente com ações diretas de saúde, mas também com políticas sociais.

Àquela época, o Brasil se encontrava no processo de redemocratização. Na aprovação da Constituição Cidadã,  o direito  a saúde  foi incorporado e definiu as bases para o sistema público  de  saúde  regido  pelos  princípios  da  universalidade,  equidade,  integralidade  e controle  social.  Tal  contexto  possibilitou  sinergias  na  luta  travada  no  campo  do  HIV contra o que Herbert Daniel, outro ícone da luta contra a Aids, chamava de ‘morte civil’. 

Nos vinte anos da morte de Herbert Daniel, poderíamos dizer que emerge hoje um novo conceito  de  “morte  civil”.  Àquela  época  significava  uma  restrição  de  direitos  civis durante  a  própria  vida  em  função  da  infecção  pelo  HIV.  Hoje,  podemos  considerar  a ‘morte  civil’  como  este  sufocamento  do  principio  basilar  do  SUS:  o  controle  social.  Se antes a ‘morte civil’ acontecia em decorrência da Aids, hoje ela é causadora da Aids, pois sem controle social efetivo, menores são as possibilidades de garantia de direitos para os excluídos, justamente os mais vulneráveis à infecção e para os quais a Aids se torna cada vez mais uma conseqüência da própria condição de exclusão social. Sabemos  do  papel  histórico  dos  movimentos  sociais  na  construção  da  cidadania  no Brasil.  A  preservação  dos  princípios  do  SUS  é  uma  luta  constante  e  em  permanente construção.  A  restrição  de  um  de  seus  princípios,  como  o  controle  social,  certamente afeta os demais e, por que não dizer, afeta todo o processo democrático. 

Como dizia Betinho, não cabe às ONGs brasileiras acabar com ou pretender substituir o Estado, mas colaborar para a sua democratização. Muitas ONGs que trabalham com HIV-Aids  têm  feito  isso  com  dedicação  há  pelo  menos  trinta  anos  e  não  é  por  outro  motivo que o programa de Aids do Brasil é considerado um dos melhores do mundo. Enquanto essas  organizações  ajudavam  a  construir  as  bases  desse  programa,  eram  chamadas  de parceiras. Agora, quando tentam colaborar de  forma ativa para seu bom funcionamento, são sumariamente ignoradas. Além disso, no momento em que o enfraquecimento dessas organizações  é  mais  latente,  o  silêncio  impera.  No  entanto,  as  ONGs-Aids  ainda  têm muito  que  dizer,  fiscalizar,  propor  e  defender.  Nem  que  seja  em  mensagens  coladas  em portas fechadas. Não queremos sentir nostalgia dos dias em que o controle social existia de fato, queremos que as autoridades que agem com descaso frente ao desmantelamento desse principio sintam vergonha proporcional à ofensa que isso representa à democracia brasileira e à todos que lutaram por ela.

 
Rio de Janeiro, março de 2012

ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids)
GIV (Grupo de Incentivo à Vida)
GRAB (Grupo de Resistência Asa Branca)
GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids) - RS
GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids ) – PA
GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids ) - SP
GESTOS – Soropositividade, Comunicação e Gênero
Grupo Pela Vidda – RJ
GTP + (Grupo de Trabalho em Prevenção Posithivo) 
Fórum de ONGs Aids – SP
Fórum de ONGs Aids – RJ
Fórum Paranaense de ONGs-Aids
RNP+ (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids) - RS
RNP+ (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids) - RJ
MNCP+ (Movimento Nacional das Cidadãs Positivas) - RS
MNCP+ (Movimento Nacional das Cidadãs Positivas) - MG
MNCP+ (Movimento Nacional das Cidadãs Positivas) - PR
+ Criança
Grupo de Apoio à Criança Soropositiva
Libertos Comunicação
Aviver
Aneps
CEDUS (Centro de Educação Sexual) - Rio de Janeiro
Articulação Aids da Bahia
Grupo Água Viva - Centro de Referência e Prevenção das DST/AIDS
Grupo Assistencial SOS VIDA
REDE LATINO AMERICANA E CARIBENHA DE AÇÕES VOLUNTARIAS DE
COMBATE AO HIV/AIDS - REDLACV0+
Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
Fórum de ONGs Aids – MG
CEDAPS (Centro de Promoção da Saúde)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Para ativistas, falta de empenho de Estados e municípios prejudica enfrentamento da epidemia de aids no País


Hoje dá pra contar com os dedos os projetos voltados à mudança de comportamento dos homossexuais frente à infecção do HIV




Para ativistas, falta de empenho de Estados e municípios prejudica enfrentamento da epidemia de aids no País        


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28/11/2011 - 18h50

A descentralização das ações da saúde do âmbito federal para os Estados e municípios é a principal responsável pela baixas da resposta nacional contra a epidemia de aids, acreditam ativistas que lutam contra a doença.

Toni Reis é presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Ele conta que tem participado de vários encontros sobre a saúde dessa população e percebido que os jovens homossexuais têm a falsa sensação de que a aids já não traz mais riscos. “A imagem que eles têm da doença é apenas que há tratamento. Os jovens de hoje não viram o Cazuza e não conhecem aquela aids que definhava as pessoas. Assim, muitos acabam se descuidando e não se previnem do vírus”, explica.

Para ele, o estigma na sociedade contra essa população e, sobretudo, a falta de programas específicos de prevenção contribuem para o aumento de novos casos da doença. “Hoje dá pra contar com os dedos os projetos voltados à mudança de comportamento dos homossexuais frente à infecção do HIV”, disse.

Toni afirma que, desde que começou o processo de descentralização das ações na área da saúde, as organizações e associações locais ficaram sem recursos financeiros para implementar atividades contra a epidemia. “Já tivemos em todo o País mais de 160 projetos que tinham por objetivo prevenir o vírus nos homossexuais, mas depois que se tornaram também responsabilidades dos Estados e municípios, não chegam a 10. Este processo ficou muito burocrático”, criticou. (Saiba mais
aqui)

Oseias Cerqueira, de 23 anos, é assessor jurídico do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA) da Bahia. Para ele, a educação da sexualidade para jovens deveria ser uma obrigação do Estado.

“Precisamos de informação de qualidade. Muitos adolescentes vão se informar sobre as DST/aids na internet, mas encontram lá boas e más informações. A escola é um ótimo local para começar essa discussão formalmente”, disse.

De acordo com os mais novos dados da epidemia de aids no Brasil, divulgados nessa segunda-feira em Brasília, a porcentagem de casos registrados na doença entre jovens gays cresceu 10,1% nos últimos 12 anos.

Hoje, enquanto a prevalência do vírus atinge 0,6% na população em geral, nos homossexuais de 15 a 24 anos chega a 4,3%.

Outro aspecto evidenciado pelo Boletim Epidemiológico da Aids foi o aumento da incidência da doença nos municípios do interior da região Sul do País.

Márcia Leão, do Fórum de ONG/Aids do Rio Grande do Sul, acredita que isso se deve também às falhas na descentralização de recursos para a saúde.

“No Sul observamos uma grande camada da população muito pouco informada sobre a doença. É como se tivéssemos voltados ao conhecimento de 10 anos atrás sobre a epidemia”, disse. “E isso é fruto da diminuição do trabalho da sociedade civil organizada”, acrescentou.

Ela informa que desde que os Estados e municípios passaram a ter mais poder sobre os recursos financeiros destinados ao combate da epidemia, o trabalho das ONG/aids foi prejudicado.

“Sem apoio local, as organizações que trabalham com prevenção e ajudam na qualidade de vida dos doentes de aids estão fechando as portas”, finalizou.
Lucas Bonanno

Dicas de entrevista:
ABGLT
Tel.: (0XX41) 9602 8906
Gapa Bahia
Tel.: (0XX71) 3328-9200

Travestis - 35% de infecção
Gays - 10 a 13 %
Usuarios de Drogas - 5 %
Prostitutas - 4,5 %
 
População em geral 0,6 % de infeção
 
 
Investimentos dos antigos Pams e das Futuras Pams
 
População em Geral 97% de investimento em Prevenção
Gays, Travestis, usuários de Drogas e Prostitutas - 3%
 
Acredito que estes dados explicam que a negligencia em prevenção para os grupos mais concentrados, justifica a evidencia de aids explodindo junto a juventude e os grupos historicamente desabastecidos de políticas publicas.
 
Pior são ativistas de grupos de usuarios, de prostitutas, travestis e gays se juntando com gestores estaduais e municipais para "comemorar " o primeiro de dezembro, em troca de migalhas de passagens para eventos.
 
 
Léo
 

AME UMA PESSOA VIVENDO COM HIV.

Léo Mendes
(62) 8405 2405 -Oi

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Chapa Formada Por Carlos Duarte, Josiel Pontes e Rodrigo Pinheiro é Eleita

Chapa Formada Por Carlos Duarte, Josiel Pontes e Rodrigo Pinheiro é Eleita Para Representar o Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde - 13/11/2011 - 23h
Com 101 votos, dos 184 delegados presentes, o ativista Carlos Duarte, do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA) do Rio Grande do Sul, foi eleito o futuro representante do Movimento Nacional de Luta contra a Aids no Conselho Nacional de Saúde.

Simone Leite (Fórum ONGs/AIDS de Sergipe) e Kiko Rodrigues (Rede GAPAs Brasil) foram escolhidos para representar o Grupo de Trabalho no Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (GT-UNAIDS); Gladys Almeida (Rede GAPA Brasil) para o Comitê de Países de Língua Portuguesa; e Alex Amaral para o Mecanismo de Coordenação País.

O comitê comunitário de vacinas teve aprovado os nomes de Márcio Villard, Jorge Beloqui, Osmar Fonseca e Sandra Perin; e para o Fórum Mercosul, Amaury Ferreira Lopes e Edna Flores de Araújo.
 
Delegados abandonam a plenária aos gritos de “golpe”

A última votação do dia foi para a representação do Conselho Nacional de Saúde. Para a plenária foram apresentadas as candidaturas de Léo Mendes, de Goiânia, e uma chapa composta por Carlos Duarte, de Porto Alegre, tendo como primeiro suplente Jasiel Pontes, de Maceió, e segundo suplente Rodrigo Pinheiro, de São Paulo.

A apresentação dos nomes foi questionada imediatamente por Clóvis Arantes, do grupo Livremente, do Mato Grosso, e por alguns delegados que opinaram pela apresentação através de candidaturas individuais e não em forma de chapas.
 
Léo Mendes questionou a estratégia de montagem de chapas e a chamou de “golpe”. Ele considerou sua candidatura legitima e dentro das regras estabelecidas pelo encontro e apoiada por um grande número de delegados.

A discussão ficou acalorada entre os grupos contra e a favor da plenária e a mesa coordenadora encaminhou para a plenária a decisão de aceitar as candidaturas desta forma ou não. Passada a votação, 105 delegados decidiram por aceitar candidaturas desta forma e 66 discordaram.
 
O resultado gerou insatisfação de uma parte dos delegados, principalmente das regiões Norte e Centro-Oeste, que abandonaram a plenária aos gritos de “golpe, golpe”, causando tumulto no auditório do Hotel Hilton onde está acontecendo o evento.

A votação posterior homologou a chapa como representante do Movimento Nacional de Luta contra a Aids no Conselho Nacional de Saúde, com 101 votos, seis votos dados a candidatura de Léo Mendes e cinco abstenções.
 
Representando a chapa eleita, Carlos Duarte afirmou que a união das três candidaturas visava principalmente a possibilidade de uma visão mais ampla da realidade regional da aids e da saúde pública, e a necessidade de ampliação dos espaços de atuação, principalmente com mais ativistas participando destas discussões. Ele também defendeu a humanização do Sistema Único da Saúde (SUS) com o respeito à diversidade e ao fortalecimento das representações no CNS, que, na avaliação dele, se encontram enfraquecidas pelas disputas internas, o que permitiu à eleição do ministro da saúde, Alexandre Padilha, para a presidência do Conselho. "A eleição do ministro foi um retrocesso. É antiético ele coordenar a instância que o fiscaliza", criticou. O ativista assumirá a cadeira no CNS somente em janeiro de 2013, mas de imediato ficará na primeira suplência do atual titular, José Marcos de Oliveira.

Próximo ENONG em Salvador

A cidade de Salvador foi por unanimidade a escolhida para sediar o XVII ENONG em 2013, tendo como organizadores o GAPA/Bahia e o Fórum Bahiano de ONG/Aids.
 
A capital baiana sediou um ENONG em 1995 e foi a última capital do nordeste a receber um encontro deste tipo. Antes disto Fortaleza (1992) e Recife ( 2001), também no nordeste, receberam o principal encontro nacional das ONG/Aids.

Mais Representações Definidas
Comissão de Articulação dos Movimentos Sociais (CAMS)
Região Norte: Ana Cristina Carvalho de Oliveira e Maria Amujaci Brilhante
Região Nordeste: Tathiane Araújo, Cássio Lima, Jurandir e Andrezza Beluschi
Região Centro Oeste: Clóvis Arantes e Odilio Torres
Região Sudentes: Fórum de Minas Gerais e Espírito Santo (2011) e Fórum de São Paulo e Rio de Janeiro (2012)
Região Sul: Sirlene Cândido

Comissão Nacional de Aids
Região Norte: Antonio Ernandes Marques da Costa e Evalcilene Costa dos Santos
Região Nordeste: Jair Brandão e Fábio Ribeiro
Região Centor-Oeste: Sérgio e Elifrank
Região Sudentes: Fórum de Minas Gerais e Rio de Janeiro (2012) e Fórum de São Paulo e Espírito Santo (2013)
Região Sul: Wilson Urbano e Maiquel Fouche

Liandro Lindner, de Belém
O jornalista Liandro Lindner participa do XVI ENONG a convite da organização do evento

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Convite Festa julina do GAPA

Convite
Festa julina do GAPA

Data: 13.07.2011 (Quarta-feira)
Horário: 14:00hrs
Local: GAPA
Telefone: (48) 3222-1510
Rua Felipe Schmidt 882 - Centro
"Venha participar, brincar, dançar e se divertir com muita alegria"


GAPA/SC - GRUPO DE APOIO À PREVENÇÃO DA AIDS
RUA: FELIPE SCHMIDT Nº 882 - FLORIANÓPOLIS/SC
CEP: 88010-002
FONE: (48) 3222-1510 - (48) 3225-4895 - FAX: 3225-4895
EMAIL: gapasc@hotmail.com; gapasc@terra.com.br
GAPA FAZ PARTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE,
CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE E
CONSELHO DO DIREITO DE PESSOA COM DEFICIENCIA
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Estudo indica que os homens também devem ser vacinados contra o VPH (HPV)



GAPA/SC - GRUPO DE APOIO À PREVENÇÃO DA AIDS
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     A vacina do vírus do papiloma humano deve ser dada aos rapazes antes da adolescência para evitar a posterior transmissão, de acordo com um estudo apresentado na recente reunião anual da American Urological Association em Washington. A vacina gardasil para o VPH foi aprovada para rapazes em 2009 para prevenir as verrugas genitais, mas não foi publicitada de forma tão agressiva como a vacina para as raparigas.

     A vacina também evita infecções pelos dois tipos de VPH ligados a 70% dos casos de cancro cervical. Investigadores Austríacos reportaram na reunião que o uso da vacina em rapazes pode acabar com o reservatório, protegendo deste modo futuras parceiras sexuais.

     O estudo envolveu 133 rapazes entre os sete meses e os 82 anos que foram circuncisados para corrigir um problema de retracção do prepúcio. Clinicamente nenhum tinha verrugas associadas ao VPH. O tecido do prepúcio foi analisado para ADN do VPH. Os investigadores verificaram que 18,8% dos prepúcios avaliados tinham VPH de baixo risco e 9,77% tinham VPH de elevado risco associado a cancro.

     "O nosso estudo revelou a ocorrência sub-clínica de verrugas genitais ligadas a VPH de baixo e alto risco em rapazes e homens, que podem ser um reservatório de doenças associadas ao VPH," fez notar Dr. Michael Ladurner Rennau, do Innsbruck Medical University na Áustria, e colegas. "Uma vez que está provado que a transferência viral resulta do contacto sexual, é aconselhável que se vacine não só as raparigas mas também os rapazes antes da adolescência," escreveram os autores.
    Para ler o resumo http://www.aua2011.org/abstracts/printpdf.cfm?ID=1423

Estudo indica que os homens também devem ser vacinados contra o VPH
CNN.com (05.18.11)::Madison Parker

segunda-feira, 27 de junho de 2011

30 anos de epidemia a AIDS tem sido domada mais nao vencida



  SOCIALIZANDO

GAPA/SC - GRUPO DE APOIO À PREVENÇÃO DA AIDS
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Gapasc Florianopolis
30 anos com um assassino: A SIDA tem sido domada, mas não vencida
St. Paul Pioneer Press (06.04.11)::Tony Pugh
     Trinta anos após o primeiro relatório do CDC sobre a condição de que se tornaria conhecida como SIDA, 30 milhões de pessoas em todo o mundo morreram da doença, e mais 33,3 milhões estão a viver com o HIV. As estatísticas dos EUA reconhecem mais de 594.000 mortes devido à SIDA, enquanto 1,1 milhões de pessoas vivem com HIV / SIDA.

     Em todo o mundo, 7.000 pessoas contraem o HIV diariamente, mas a complacência em relação à prevenção é prevalente. O Dr. Richard Wolitski, vice-director para a ciência comportamental e social na divisão do CDC na Prevenção do HIV / SIDA observou que os jovens de hoje "nunca conheceram um período de tempo sem tratamento eficaz para o HIV," de modo que para eles a ameaça da doença "parece remota", apesar de "ainda ser muito real."

     Jeffrey Crowley, directora do Escritório da Casa Branca para a Política Nacional da SIDA, disse que os dados para determinadas regiões e grupos de alto risco indicam "uma série de epidemias concentradas". Pois um quinto da população infectada dos EUA desconhece o seu estadio infeccioso relativamente ao HIV, um terço das novas infecções não são detectadas antes de um ano que o doente progrida para SIDA. Três por cento da taxa de infecção em Washington compete com a taxa de alguns países em desenvolvimento. Os Afro-americanos constituem metade de ambas novas infecções e dos que vivem com HIV / SIDA. Wolitski disse que os homens que têm sexo com homens compõem metade das novas infecções nos EUA.

     No entanto, os investigadores continuam a fazer progressos. "Temos evidências científicas de que é possível uma vacina segura e eficaz contra o HIV", disse o Dr. Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.
19 Junho 2011
Tradução / Edição: Patricia Carvalho

terça-feira, 31 de maio de 2011

Bom exemplo Doutores da Rua



GAPA/SC - GRUPO DE APOIO À PREVENÇÃO DA AIDS
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GAPA FAZ PARTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE,
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Doutores da rua

As histórias de ex-moradores de rua que viraram agentes de saúde e hoje cuidam da "população invisível"

Fernanda Aranda, iG São Paulo. Fotos: Livia Machado | 30/05/2011 09:29
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Foto: Livia Machado, iG São Paulo Ampliar
De branco, mas sem jaleco: agentes de rua conversam a caminho do trabalho
O mendigo que bate na janela do carro e pede esmola pode sofrer da mesma pressão alta do motorista que fecha o vidro e torce para o semáforo abrir rápido.
hipertensão que prejudica ambos, no entanto, tem formas diferentes de ser vista. No morador de rua, ela é invisível, apesar de ser duas vezes mais incidente do que na população geral.
Para cuidar destes “pacientes fantasmas”, Marivaldo, José Hilmar, José Carlos e Manoel aceitaram dedicar oito horas de seus dias, seis vezes por semana. Eles também já dormiram ao relento, passaram frio e sabem que tudo fica em segundo plano quando não se tem casa para morar. A experiência em viver nas ruas os convenceu de que prevenir doença é sim um instrumento de reinserção social.

Mesmo sem diploma universitário (por enquanto, já que eles vão fazer faculdade) viraram “doutores”. Doutores das ruas. Chamam seus “pacientes” pelo nome (e apelido), fazem ficha médica, levam ao posto e ao hospital quem é ignorado a ponto de passar a fazer parte do cenário urbano como algo imóvel, tal qual uma árvore ou o cimento das calçadas.
A reportagem do iG Saúde acompanhou dois dias de trabalho destes agentes de saúde especiais, ligados à Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Em um árduo trabalho que exige caminhar – em média – 15 quilômetros por dia, a equipe leva a melhor medicina ao estilo “olho no olho” para quase todas as esquinas do centro paulistano.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ERONG Norte no Twitter Siga @gapadopara RT Divulgando

Pessoal,
A partir desta quinta estaremos cobrindo o VI ERONG Norte, no twitter.
Para ficar sabendo de tudo é só seguir @gapadopara

--
Grupo de Apoio à Prevenção à aids do Pará - GAPA/PA
Fone/fax: (91) 3249-5533 e 3201-7285
www.ufpa.br/gapa
twitter.com/gapadopara

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

BISPO RECUSA COMENDA NO SENADO EM PROTESTO CONTRA REAJUSTE DE PARLAMENTARES


É tão bom ver que alguns pastores cristão ainda são coerentes com o que pregou e viveu Jesus.
Parabéns a Dom Manuel Edmilson Cruz.

Kiko
GAPA/PA

Em 21/12/2010 16:54, Frei Rodolfo Pimentel escreveu:
 

BISPO RECUSA COMENDA NO SENADO EM PROTESTO CONTRA REAJUSTE DE PARLAMENTARES

Agência Brasil 21 de dezembro de 2010 às 17:36h

Por Marcos Chagas*

Brasília – Uma solenidade de entrega de comenda no Senado terminou em constrangimento para os parlamentares que estavam em plenário. Em protesto contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores na semana passada, o bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson Cruz, recusou-se a receber a Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.

Em discurso, ele destacou a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar as filas dos hospitais da rede pública. “Não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta”.

Ao recusar a comenda, o bispo foi taxativo: “A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”. Nesse momento, quando a sessão era presidida por Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor da homenagem, o público aplaudiu a decisão.

Após a recusa formal, o bispo cearense acrescentou que “ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”. Ele acrescentou que o reajuste dos parlamentares deve guardar sempre “a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria”.

Dom Edmilson Cruz afirmou que assumia a postura “com humildade, sem a pretensão de dar lições a pessoas tão competentes e tão boas”. Diante da situação criada, o senador José Nery (PSOL-PA) cumprimentou o bispo pela atitude considerada “coerente” com o que pensa.

“Entendemos o gesto, o grito e a exigência de dom Edmilson Cruz que, em sua fala, diz que veio aqui, mas recusará a comenda. Também exige que o Congresso Nacional reavalie a decisão que tomou em relação ao salário de seus parlamentares”, acrescentou o senador paraense.

O protesto contra o reajuste dos parlamentares não se resumiu, no entanto, à manifestação do bispo. Cerca de 130 estudantes secundaristas e universitários de Brasília foram barrados na entrada principal do Congresso quando preparavam-se para protestar contra a decisão tomada na semana passada pelos parlamentares.

Da Agência Brasil


Frei Rodolfo Pimentel, ofm
http://ofmamazonia.blogspot.com/

"Sim, nós permanecemos fiéis ao serviço do Senhor nosso Deus" (2Cr.13.11)