Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador letter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador letter. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

LUCIANO - NOTICIAS



"O PT é vítima do seu próprio ódio"

"É muito triste o Brasil estar nas mãos de Eduardo Cunha"

Jean Wyllys faz homenagem às mulheres públicas do PCdoB 

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo exibe 40 filmes em João Pessoa entre os dias 7 e 12 de dezembro   

Daniela Mercury nega que usa seu casamento como marketing

Cerca de 30% de atendimentos de Centro LGBT são de gonçalenses 
PÂNICO NA BAND CAUSA NA CCXP E É BANIDO INDEFINIDAMENTE DO EVENTO

Sobre impeachment, Jesus e Barrabás

Adão Iturrusgarai lança seu novo livro “Rocky & Hudson – os caubóis gays” em Porto Alegre

Há um terrorista em mim      
Brasileiro é falso moralista e duas-caras quando se trata de sexualidade, dizem historiadores

Nos 35 anos de morte de Lennon, fãs dizem porque “Imagine” se tornou um hino

Bolsonaro critica demarcação de terras indígenas e rigor com o meio ambiente

Mulheres latinas, negras, trans e refugiada dão o tom na abertura do Emergências

Movimentos vão às ruas contra o golpe e pelo desenvolvimento


DENUNCIAR É O MELHOR REMÉDIO

SAIU NA IMPRENSA 09/DEZ. Ana da Gloria

SAIU NA IMPRENSA
09/DEZ./2015

Por que o sucesso destas mulheres negras incomoda tanto?
Brasil Post

Taís Araújo, Maju Coutinho, Cris Vianna e, agora, Sheron Menezzes.

O que elas têm comum? São mulheres. São negras.

E estão na mídia. Sob os holofotes. São estrelas, referências, exemplos.

Em que outro momento a televisão brasileira teve tantas mulheres negras como protagonistas na dramaturgia ou no jornalismo?

A participação delas não é mais de figuração, configurando o que seria “o lugar do negro”, como bem diagnosticaram nos anos 80 os pensadores Lélia Gonzalez e Carlos Alfredo Hasenbalg.

Não é coincidência que quando se ampliam o espaço e a visibilidade de mulheres negras tão talentosas uma sequência de ataques ofensivos e discriminatórios tome conta das redes sociais.

Assim como agressões verbais a negras nas universidades acompanham o início da adoção de ações afirmativas, a inclusão e a ascensão delas na TV também geram reações negativas.

Por que o sucesso das mulheres negras incomoda tanto?

Porque elas estão cada vez mais representadas.  Porque existe uma consciência cada vez maior do racismo cordial no Brasil.
Porque falamos cada vez mais sobre isso, cobrando a desconstrução dos papéis raciais que durante anos aceitamos goela abaixo sem questionar.

Porque elas são lindas e orgulhosas. De sua cor.  De seus traços.  De seus cabelos. Negros.

O que durante séculos recebia o carimbo de negativo por ser “de preto” agora é assimilado por boa parte da população como motivo de orgulho.

Claro que, em um País onde 53% das pessoas são pretas e pardas, precisamos ainda de mais exemplos. Médicos, advogados, ministros do Supremo negros.

Porém, já vemos frutos da luta histórica do Movimento Negro Unificado, da implementação de cotas com orientação racial nas universidades públicas, da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do debate sobre representatividade dos negros na sociedade brasileira.

Mas, à medida que mais mulheres negras deixarem a posição de “minha empregada”, infelizmente veremos mais reações como as sofridas por estrelas negras.

São “racistas escondidos sob o pretenso anonimato da internet”, como bem assinalou Cris Vianna.

As polícias civis do Rio de Janeiro e de São Paulo já estão atrás deles. E não importa se são meramente haters, que querem apenas chamar atenção.

Conforme ressaltou Sheron, a discriminação racial “atinge milhões de pessoas no Brasil todos os dias”.

Por isso, punir essas demonstrações de racismo nas redes sociais tem caráter pedagógico.O racista precisa aprender que sua conduta é crime, independentemente da pessoa a quem endereça as ofensas.

E precisa entender que o presente não admite desrespeito nem ódio a nenhuma mulher negra. Seu recalque e seu racismo só vão alimentar o brilho de Sheron, Maju, Cris, Taís.

Zika vírus: a biopolítica dos úteros
Debora Diniz* CCR

O controle das populações ganha nomes originais a depender da época. Já foi eugenia, agora é prevenção. Cada tempo teria sua biopolítica e seus inimigos do bem-estar, permitam-me lembrar Michel Foucault. O infeliz da vez é o zika vírus; e, com pouca originalidade, a população são os úteros das mulheres. O aumento na notificação de recém-nascidos com microcefalia em áreas endêmicas de dengue acendeu a hipótese de que haveria causalidade entre o zika e a má-formação. O Instituto Evandro Chagas encontrou o vírus em tecidos e sangue de um único bebê, e o alarde foi internacional: “Ministério da Saúde confirma relação entre zika vírus e microcefalia”.

Quanta ambiguidade e terror nesse anúncio. Em ciência, “relação” pode ser tudo e nada ao mesmo tempo. Há uma diferença entre causa e relação — o que precisamos saber é se o zika vírus causa a microcefalia no feto. Por que essa diferença importa? Porque relação pode ser erro científico — “o risco de sarampo é maior entre os consumidores de tomates” diz o quê? Que entre as pessoas que gostam de tomate, muitas tiveram sarampo, mas nada sobre a causa do sarampo. Não quero aqui contestar que uma nova descoberta científica possa estar em curso, apenas estranhar como uma hipótese, um único caso de relação comprovada, pode ter sido suficiente para um alerta de saúde pública com consequências importantes para as mulheres. E não quaisquer mulheres, mas as pobres e nordestinas.

 Há tempos convivemos com a dengue. O mosquito Aedes aegypti é daqueles cujo nome científico é conhecido sem decoreba de escola. A dengue é doença da vida comum, todas nós conhecemos alguém que já sentiu as dores cortantes do vírus da dengue. A microcefalia no feto é outra ordem de inquietação sanitária — a má-formação não tem cura e, mesmo o diagnóstico sendo feito intraútero, não há direito ao aborto no Brasil. Os dados epidemiológicos anunciam um crescimento de dez vezes nos casos notificados — de pouco mais de cem nos últimos cinco anos, agora identificamos mais de mil recém-nascidos com microcefalia. E os casos são complexos: em alguns bebês, há múltiplas más-formações; em outros, apenas a microcefalia.

 Se essa é uma “situação inédita para a pesquisa científica mundial”, segundo o Ministério da Saúde, para a história do controle dos corpos das mulheres, é repetição do já-vivido. A biopolítica tem nas mulheres alvo preferido — não se esperam certezas científicas para anunciar que a melhor prevenção da microcefalia é não engravidar; que para conter o crescimento populacional é preciso restringir número de filhos; que, para que não haja crianças na rua, esterilizar mulheres pobres seria a saída. Esse não é um bom anúncio. A única prevenção ao zika vírus é o controle do mosquito. O resto é política de saúde para amadores.

Debora Diniz é antropóloga, professora da Universidade de Brasília, pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética e autora do livro “Cadeia: relatos sobre mulheres” (Civilização Brasileira).

Zika vírus e HIV: Infectologistas dizem que não há recomendação específica para soropositivos e cuidados são iguais para todos
Agência Aids

Identificado pela primeira vez no país em abril, o zika vírus tem mobilizado as autoridades sanitárias, especialmente depois de o Ministério da Saúde (MS) sustentar a hipótese de que o aumento no número de bebês  nascidos com microcefalia (má formação do cérebro)  está relacionado a ele. Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Por enquanto, a preocupação é com as grávidas, mas, com tantas dúvidas no ar, a Agência Aids ouviu alguns infectologistas para saber se pessoas com HIV precisam de  algum cuidado específico.  “Não temos notificações de portadores do HIV infectados pelo zika. Então, não podemos falar sobre recomendações para eles”, diz o microbiologista Paolo Marinho de Andrade Zanotto, professor do Instituto de Ciências Biomédicos  da USP.

Zanotto explica que é muito cedo para qualquer recomendação com evidências científicas, seja lá para quem for. O mesmo diz o infectologista Esper Kallás, pesquisador e professor da Faculdade de Medicina da USP. “A história está em evolução e deve haver desdobramentos a curto e a longo prazos para as pessoas em geral”, diz Esper. "Por enquanto, não tem nenhuma relação detectada  entre zika e HIV."

Claudia Binelli, infectologista do CRT (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids) de São Paulo, também chama atenção para o fato de haver poucas informações sobre o novo vírus. “Mas é importante informar que não há nenhuma relação com HIV. As precauções e cuidados são os mesmos para todos.”

“Não temos notificação de um portador de HIV infectado pelo zika, mas  aqueles com imunidade muito baixa, com CD4 abaixo de 150, podem ter complicações, sim, caso peguem o novo vírus”, diz Jean Carlo Gorinchteyn, do Hospital Emílio Ribas, de São Paulo. “ Quanto mais baixa a imunidade, maiores os riscos.”

 A dica de Gorinchteyn é para as pessoas, em caso de qualquer dúvida, procurarem o Emílio Ribas. “Nossa equipe médica está preparada para acolher e orientar os pacientes.”

Todos os médicos recomendam que se combata os focos de mosquito, cada um em sua casa. E incentivem os  vizinhos a fazerem o mesmo. A infectologista do CRT recomenda o uso de repelentes como forma de proteção. “O repelente é eficaz contra o Aedes aegypti e pode ser utilizado também em gestantes.” Segundo ela, os produtos à  base de icaridina são os mais recomendáveis.  A médica orienta ainda para que se use roupas cobrindo braços e pernas sempre que a temperatura e o  ambiente permitirem.

Mais sobre o zika vírus - O MS decretou estado de emergência no mês passado, por causa do aumento de números de casos de microcefalia. O MS acredita que o fato está relacionado ao zika.

O caso brasileiro, que incluiu pela primeira vez mortes, motivou um alerta mundial da Organização Mundial da Saúde.

Segundo levantamento da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti  se encontram nas casas. Daí a importância de combatê-los.

Mais de 80% dos casos de infecção por zika vírus não apresentam sintomas. Mas podem aparecer febre e vermelhidão. Nesse caso, é importante procurar um serviço de saúde.

Para casos suspeitos de zika vírus, já é feito um teste em diversas regiões do País. A partir de 2016, o estado de São Paulo disponibilizará outra avaliação confirmatória para a doença, por meio do Instituto Adolfo Lutz, segundo anunciou nesta segunda-feira (7) o secretário erstadual da Saúde, David Uip. O teste de sorologia, pelo método Elisa, permite detectar anticorpos no sangue mesmo após a fase aguda da infecção – ele já é usado para suspeitas de dengue. O exame estará disponível só a partir de 2016.

Quem terá prioridade nos tratamentos contra as três doenças são mulheres grávidas, pacientes que têm os sintomas, doadores de sangue e quem passou por transplante de órgãos.

Em 2013, o vírus causou um surto na Polinésia Francesa e em fevereiro de 2014 chegou à Ilha de Páscoa, a 3.700 km da costa do Chile.

Em menos de dois anos, foram registrados casos de zika em nove países das Américas.

No ano passado, foram registrados no Brasil 147 casos.

Até o dia 28 de novembro, foram notificados 1.248 casos suspeitos de microcefalia em 311 municípios de 13 estados e no Distrito Federal.

Do total de casos, foram notificados sete óbitos de bebês.

Pernambuco tem mais da metade dos casos registrados no país este ano, com 646 notificações.

Para as gestantes, por enquanto, as orientações são evitar picadas de mosquito e áreas com concentração de casos de microcefalia.

“Aidéticos, nunca mais”: Crítico do 'Estadão' se desculpa por ter usado o termo em texto sobre o filme 'Califórnia'
Agência Aids

Atualmente, crítico de cinema do “O Estado de S. Paulo”, o jornalista Luiz Carlos Merten escreveu em sua coluna no 'Blog Estadão', um pedido de desculpas as pessoas que vivem e convivem vírus HIV por usar o termo ‘aidético’ – que estigmatiza as pessoas vivendo com HIV – em seus textos.

Mencionou a recente entrevista feita com Marina Person, diretora do filme “Califórnia" que aborda a aids como um dos temas, em que usou a palavra e causou insatisfação da diretora: “Embora o termo não esteja nas aspas com o que me disse, fica meio vago se ela teria dito. Marina jamais usaria uma palavra tão incorreta e preconceituosa. Comentei com meu amigo Dib Carneiro e ele me passou um pito. Dib adaptou o livro de Valéria Polizzi 'Depois Daquela Viagem' para teatro e conviveu bastante com esse universo da aids. Explicou-me por que tem de ser soropositivo, e tudo bem”, escreveu. Leia abaixo o texto na integra:  

Nunca mais!


Espero que Marina Person não esteja tão brava comigo – ia escrever ‘braba’, em gauchês -, a ponto de querer brigar, mas Paula Ferraz, que faz a assessoria do filme dela, Califórnia, me fez saber que Marina não gostou nem um pouco de um termo que usei no texto com a entrevista com ela no Caderno 2. Marina me disse duas ou três coisas para reforçar que o filme não é autobiográfico. Nunca quis ir para a Califórnia – sua meta seria Londres -, nunca teve um tio aidético. Ops! Foi o pivô da insatisfação da Marina. Embora o termo não esteja nas aspas com o que me disse, fica meio vago se ela teria dito. Marina jamais usaria uma palavra tão incorreta e preconceituosa. Comentei com meu amigo Dib Carneiro e ele me passou um pito. Dib adaptou o livro de Valéria Polizzi “Depois Daquela Viagem” para teatro e conviveu bastante com esse universo da aids. Explicou-me por que tem de ser soropositivo, e tudo bem. Assim como é incorreto e não uso mais homossexualismo – tem de ser homossexualidade -, prometo não usar mais aidético. Mas a correção me cansa. No Dia da Aids, na semana passada, ouvi muito que o Brasil, referência internacional no tratamento da síndrome, tem um percentual muito alto de jovens portadores do vírus. Soropositivo parece tão brando, tão distante. Pergunto-me se uma terapia de choque, tipo analista de Bagé, não ajudaria no processo de conscientização da garotada que brinca com (ignora?) o perigo. E a Marina lembra, na entrevista, como na origem da doença, e por conta da desinformação, a aids era associada à promiscuidade e isso piorava tudo, inclusive a vergonha de quem tinha (e dos familiares).Tem sido uma relativamente curta, em anos, mas longa trajetória desde que a aids irrompeu no imaginário das pessoas – e na dura realidade. Estava na Inter de Zero Hora, em Porto Alegre, e redigia as notícias com base em telegramas de agências internacionais (naquela época eram telegramas). Não se usava ‘soropositivo’ e a aids era referida como câncer ou praga ‘gay’, porque as vítimas preferenciais eram homossexuais. Aprendemos depois que atingia outros grupos – drogados, hemofílicos etc. Perdi amigos. Vi filmes bem-intencionados mas ruins sobre o assunto, vi um grande filme de um autor soropositivo que dramatizou a própria experiência. O francês Cyril Collard de Les Nuits Fauves, Noites Felinas, de 1992, já morreu, mas deixou o legado desse filme que ganhou o César mas nem isso o salvou de ser discriminado. Virou, a despeito das qualidades, um filme de gueto. Continuo com amigos soropositivos mas zerados, graças ao coquetel. Morro de saudade do Sérgio, do Edmar e nunca me conformei que o magnífico ator de Sylvio Back em Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro, Kadu Carneiro, tenha se isolado para morrer, só sendo descoberto demasiado tarde. Peço desculpas a Marina e a todos os soropositivos, que tenham ou não, desenvolvido a doença.Aidéticos, nunca mais.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

SAIU NA IMPRENSA 24/FEV./2015 by Ana da Gloria

​ SAIU NA IMPRENSA 24/FEV./2015   Governo vai recrutar ativistas e gays para fiscalizar tratamento da Aids no SUS O Globo   Jovems de 18 a 26 anos selecionados farão curso para acompanhar ações ligadas ao controle do HIV Evandro Éboli   O Ministério da Saúde, em parceria com três organismos da ONU, está recrutando 50 jovens, entre 18 e 26 anos, para atuarem no acompanhamento de ações nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e no controle social do tratamento de pacientes com HIV/Aids. O Programa de Aids do ministério quer avaliar como está se dando esse atendimento. Os interessados precisam ser ativistas, militantes e fazer parte de populações consideradas chaves para essa tarefa, como pessoas vivendo com HIV/ Aids, gays e outros homens que mantêm relações sexuais com homens, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas e pessoas que atuam em políticas de redução de danos.   Os selecionados farão um curso, intitulado "Formação de novas lideranças das populações chave visando ao controle social do SUS no âmbito do HIV/Aids" que será realizado em Brasília em maio. O objetivo é que, depois de preparados, esses agentes acompanhem e fiscalizem a execução das políticas de saúde.   No formulário de inscrição, os jovens interessados devem informar o sexo biológico (masculino, feminino ou intersexual); a identidade de gênero (travesti, mulher transexual, homem transexual); a orientação sexual (heterossexual, homossexual, bissexual, pansexual, assexual); e se são cadeirantes, apresentam algum tipo de mobilidade reduzida ou têm restrição alimentar.   O interessado também precisa comprovar habilidades potenciais de liderança para se tornar um ativista social em saúde.   Anexo ao currículo, o candidato terá que entregar uma carta de motivação, detalhando as razões e suas qualidades para ser selecionado. Integram o projeto.. Unaids, Unicef e Unesco, órgãos vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU).   Noite do Oscar é marcada por discursos pró-minorias Revista O Grito   No ano em que se apregoa uma crise da indústria cinematográfica, o Oscar destacou os independentes em sua premiação da noite deste domingo (22). Birdman foi o grande vencedor com os troféus de melhor filme e diretor para Alejandro González Iñárritu. O Grande Hotel Budapeste, Whiplash e Boyhood também se destacaram e dividiram a maioria dos prêmios.   A noite também foi marcada por discursos fortes e politizados sobre direitos das minorias.   Birdman saiu com o maior prêmio da noite, melhor filme, além de levar como melhor fotografia e melhor roteiro original. Já Boyhood venceu melhor atriz para Patricia Arquette e. Outra zero surpresa foi a merecida vitória de Julianne Moore por Para Sempre Alice. Depois de vencer em todos os prêmios anteriores ao Oscar ela dedicou a vitória aos pacientes que lutam contra o mal de Alzheimer, tema do longa. “As pessoas precisam ser vistas para que possamos achar uma cura”, disse.   Entre os filmes estrangeiros Ida, da Polônia confirmou o favoritismo. Já em animação, uma surpresa: Operação Big Hero, da Pixar/Marvel bateu o favorito Como Treinar Seu Dragão 2. Em documentário, Laura Poitras ganhou com Citizenfour, sobre os bastidores do vazamento das espionagens da NSA por Edward Snowden.   Feminismo   O feminismo deu o tom na premiação. O mais importante foi o discurso de Patricia Arquette, que venceu como melhor atriz coadjuvante por Boyhood. Ela pediu equidade de salários para as mulheres. “[Dedico] a toda mulher que já deu a luz, todo cidadão que paga impostos. Esse é a hora de ter igualdade de direitos para as mulheres”. Seu texto foi saudado com entusiasmo por Meryl Streep na plateia, o que se transformou automaticamente em meme nas redes sociais.   Arquette nunca tinha sido indicada ao Oscar e estava afastada de produções importantes. No entanto sua atuação como uma mãe dedicada em Boyhood rendeu prêmios em toda a temporada: levou Globo de Ouro, Bafta, SAG Awards, Spirit Awards e Critic’s Choice. Ellar Coltrane, que interpretou o seu filho no longa, chorou bastante emocionado na plateia.   Outro ponto a favor de igualdade no Oscar foi a hashtag #askhermore, que protestava contra as perguntas vazias e sexistas feitas pelos entrevistadores no tapete vermelho. Atrizes e fãs pediram que fosse perguntado às atrizes coisas mais relevantes além dos vestidos e cabelo.   A emoção em Selma   Em uma série de apresentações sem muito apelo, variando do tédio (Adam Levine) ao constrangimento (Tegan and Sara), o ponto alto dos shows foi John Legend e Commom com “Glory”, trilha do filme Selma. A Academia tentou se redimir em ter indicado o longa em apenas duas categorias, “música original” e “melhor filme”.   Esse mico já nas indicações abriu uma discussão antiga da baixa representatividade étnica no Oscar. Este ano não houve nenhum ator ou atriz negro indicado em nenhuma das quatro categorias de atuação. E Selma, um longa sobre Martin Luther King Jr., um dos maiores nomes na luta por igualdade racial, foi esnobado em praticamente tudo. A hashtag “OscarSoWhite” (Oscar muito branco) entrou nos Trending Topics momentos antes da premiação.   Ao subir para receber o prêmio John Legend lembrou do racismo que ainda existe nos EUA e atentou para o fato de que o país tem mais negros presos do que escravos em 1850.   “Stay Weird”   O jovem roteirista Graham Moore fez um discurso emocionado ao agradecer o prêmio de melhor roteiro adaptado por O Jogo da Imitação. Ele lembrou que tentou se matar e disse que todos deveriam se manter fortes e nunca desistir. “Permaneçam ‘esquisitos’, permaneçam diferentes (“Stay weird, stay different”)”, disse.   Apresentado pelo ator Neil Patrick Harris, o Oscar teve roteiro fraco, com muitas autorreferências e piadas bem aquém do ano passado (ex: uma piada sobre escargot ao apresentar Marion Cotillard e tiradas sobre traição ao falar de Edward Snowden que ninguém achou muita graça). Sem ritmo, Harris prolongou uma esquete com suas previsões do prêmio durante todo o evento, cansando a audiência. O único ponto alto foi a abertura que contou com participação de Jack Black e Anna Kendrick e uma paródia de Birdman.   Homens de minissaia em protesto a favor dos direitos das mulheres Rede Feminista   Campanha na internet tem sido a maior arma no combate à violência as mulheres.   Os homens turcos não são conhecidos por usarem saias, ainda mais, isso não faz parte da tradição deles. Mas a expectativa é que eles irão se tornar um número grande de em Istambul, em protesto contra a violência contra as mulheres na Turquia.   A ‘onda’ de protestos começou quando a estudante Ozgecan Aslan, 20 anos, foi assassinada brutalmente por um motorista de ônibus na capital turca no dia 11 de fevereiro. Ela tentou se livrar com spray de pimenta mas foi atacada e esfaqueada. O assassino não contente, ainda a atacou com uma barra de metal, levando a estudante a óbito. O corpo da estudante só foi descoberto dias depois.   Recentemente, a imprensa internacional vem noticiando a semana toda sobre o assassinato da jovem estudante, que gerou uma revolta na comunidade internacional, não somente nas ruas mas também online. Mais de 6 milhões de pessoas utilizaram o Twitter em protestos, e muitos utilizaram a web para compartilharem suas experiâncias, a maioria sobre abusos. Mas no país vizinho da Turquia, o Azerbaijão, onde maioria das pessoas fala a língua turca, a reação do público masculino foi inesperada.   Os Azerbaijaneses, estão enchendo as redes sociais como Twitter e Facebook usando a hashtag #ozgecanicinminietekgiy que traduzido para o português “vista uma minissaia por Ozgecan”. No Twitter a hashtag começou a ser utilizada na quarta-feira e até o momento, cerca de 1.500 pessoas a usaram, sendo uma média de 51% usada por homens.  No Facebook a campanha teve uma mensagem importante “Se uma minissaia é responsável por tudo, se vestir uma minissaia significa imoralidade, se uma mulher que veste minissaia está recebendo insinuações do que vai acontecer com elas, então nós todos estamos recebendo uma insinuação”.   Contudo, nem todos estão convincentes de que a campanha seja necessária ou uma boa ideia, um usuário do Twitter fez questão de ressaltar “Qual seria o ponto disso? Qual é ação final?” o usuário ainda citou que se trata de uma campanha ‘estúpida’, o mesmo usuário enfatizou, “Ao invés de dar um suporte real à mulher de um modo mais prático, colocar uma peruca ou vestir uma saia não vai dar nenhum efeito positivo, em meio de civilizações conservadoras como a Turquia e o Azerbaijão. Esta companha não vai ajudar de nenhuma forma, talvez na Europa, mas não aqui”.   Neste ponto, a campanha da minissaia estava conseguindo aumentar o apoio da mídia nos casos de violência a mulher nos países de maioria árabe, a maioria das imagens dos homens vestindo minissaias continua fazendo sucesso na Turquia e o debate sobre o caso da Aslan tem sido colocado em pauta pelos oficiais do Azerbaijão, liderado pela Primeira Ministra Elmira Akhundova.   Cerca de 85% dos casos de abuso sexual infantil ocorrem dentro da família O Dia   Rio - A maioria das investigações envolvendo a suspeita de abuso sexual infantil sofre com a falta de provas físicas, evidências ou vestígios. Por isso, os laudos psicológicos das vítimas se tornaram peças decisivas dos processos criminais. No domingo, o DIA iniciou uma série de reportagens sobre os problemas envolvendo a produção de pareceres por psicólogos da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima. Após denúncias de falhas técnicas e éticas, o Conselho Regional de Psicologia puniu os peritos da Dcav. Emerson Brant, único que ainda atua na delegacia, teve o pedido de cassação aprovado por unanimidade.   Segundo especialistas, em cerca de 85% dos casos o crime ocorre dentro da família, e as vítimas são sobretudo meninas entre 6 e 14 anos. A dificuldade é que a pouca idade exige preparo dos profissionais para identificar casos reais e falsas denúncias. Não há modelo, mas estratégias para, por meio da técnica psicológica da escuta, entender a complexidade do que os pequenos dizem. Para duas profissionais que trabalham na área há mais de 20 anos, um ponto central é ouvir todas as pessoas próximas à criança, inclusive o acusado - o que não é feito na Dcav.   A psicóloga do Núcleo das Varas da Família da Capital no TJ Glícia Brazil conta que o trabalho na área precisou ser construído. "Não há manual que ensine a ouvir criança. Isso vem da técnica de escuta", explica ela.   Glícia diz que ao longo do tempo fez uso de técnicas diferentes, mas percebeu que era necessário entrevistar todo o núcleo central de convívio das supostas vítimas. "Não posso ouvir somente a criança. Para ela, importa quem cuida dela. Às vezes é a avó ou uma tia", afirma.   Ela prefere fazer o atendimento das pessoas próximas e da própria criança de modo conjunto em um único dia. "Primeiro, em geral, peço para a menina e quem cuida dela entrar. A criança começa a ser ouvida e o acusado vem uma hora e meia depois", descreve.   Para a profissional, a dinâmica conjunta é importante para a avaliação geral de comportamentos, reações e emoções. Tanto sozinha quanto junto aos pais. Além da conversa, Glícia proporciona atividades adequadas à faixa etária para criar um ambiente de proximidade. Ela diz que pode ser um processo doloroso e admite que o núcleo sofreu críticas, mas garante que os resultados são importantes para identificar denúncias reais e casos de síndrome de alienação parental - quando um dos genitores quer afastar o filho do outro.   A psicóloga Andreia Calçada, que também já atuou como perita do Juízo, concorda com a necessidade de entrevistar toda a família. Ela acrescenta que muitas vezes as crianças são induzidas pelos pais, especialmente durante disputas de guarda. "Criança mente sim ou manipula afetivamente, principalmente quando precisa se defender. Em meio a essa batalha, ela se alia a algum deles. Às vezes ela entende mal ou fantasia", aponta.   Ambas questionam a eficácia dos bonecos anatômicos usados na Dcav. Glícia conta que esse recurso deixou de ser utilizado no TJ há 15 anos porque as crianças chegavam "cheias de maneirismos da Polícia e isso confundia."   As falsas denúncias ainda são tratadas como tabu e dados do TJ contrastam com os da Dcav. Em 2013, 70% dos casos registrados na delegacia se tornaram denúncias ao MP. Não há dados das Varas Criminais, mas nas de Família da Capital, apenas 20% se confirmam.   Novo modelo de atendimento   Na tentativa de aprimorar o atendimento às vítimas de abuso sexual infantil deve ser inaugurado em março o Centro de Atendimento ao Adolescente e à Criança (CAAC). O órgão idealizado por um grupo de promotores do Ministério Público Estadual visa a centralização dos serviços de saúde, exames e depoimento dentro do Hospital Souza Aguiar.   "O projeto pioneiro fica no centro, mas a ideia é expandir para que a criança não precise ir ao IML e nem à delegacia", explica a promotora Patrícia Pimentel, uma das coordenadoras do projeto.   O atendimento será realizado por 10 profissionais entre psicológos, assistentes sociais, médicos e policiais. Na unidade, foram criadas três salas onde a vítima vai ser atendida por um pediatra e medicada, se for necessário. Em seguida, será registrada a ocorrência em um posto da Dcav que funcionará no local e o IML também terá sala própria para exames.   No mesmo espaço serão feitas as entrevistas qualificadas. Nessa sala, as vítimas serão ouvidas por profissionais treinados e os depoimentos serão gravados em aúdio e vídeo para instruir processos judiciais.   "Não é requisito que seja psicólogo. Preferíamos até que fosse porque são pessoas com habilidade específica, mas como houve muita resistência e outros profissionais estavam interessados a capacitação foi aberta", diz a promotora.   Patrícia disse que o projeto é inspirado no Centro de Referência no Atendimento Infanto-Juvenil (Crai), que funciona em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul desde 2001. A coordenadora do Crai, Eliane Soares, contou que o núcleo gaúcho funciona de modo semelhante ao que será inaugurado no Rio. A diferença principal diz respeito aos depoimentos. " O posto policial só serve para fazer o registro. A escuta é feita pela perícia psiquíca", conta Eliane.   Essa equipe é composta por médicos e psicólogos do IML. No Rio, um dos que fizeram treinamento para começar a atuar no CAAC foi o psicólogo da Dcav Emerson Brant. Ele e Artur de Oliveira foram punidos pelo Conselho Regional de Psicologia pela atuação no caso que condenou o diretor financeiro da Creche Gente Inocente, Paulo Barcellos, em 2010.   A promotora Patrícia Pimentel disse desconhecer os autos do processo do CRP, mas acredita em uma perseguição aos profissionais que atuam com a Justiça. Há discordância entre o Conselho Federal e o Judiciário sobre a atuação dos psicólogos em casos de abuso sexual. Em 2010, o CFP quis regulamentar o trabalho dos profissionais nessa área, proibindo "a inquirição" de crianças por entender que o psicólogo não pode estar subordinado à outras instituições durante a avaliação. O MP contestou e a Justiça derrubou a resolução.   Desde 2010, também funciona no TJ o chamado depoimento especial. A medida evita que na fase de instrução dos processos as crianças sejam levadas para as audiências. Os depoimentos são intermediados por psicólogas em salas reservadas.   Decisões da maternidade (Rosely Sayão) Folha de SP   Que tal sermos mais acolhedores com quem faz escolhas diversas das que consideramos as melhores?   A vida não está fácil para muitas mulheres que pretendem ser mães em breve, que já estão grávidas, que acabaram de ter bebê ou que já são mães de crianças pequenas. De uns tempos para cá, inauguramos a era das patrulhas rigorosas contra determinadas situações que envolvem o parto e a maternidade.   A história toda começa com o parto: qual a melhor maneira de um bebê nascer? Não há dúvida alguma de que a medicina colabora incrivelmente ao apontar como opção a operação cesariana, mesmo quando desnecessária, se consideradas as condições de evolução da gravidez e da saúde da mulher.   Vivemos em tempos de medicalização da vida, e somos nós que valorizamos esse estilo, de um jeito ou de outro. Só para você ter uma ideia, caro leitor, da força da medicina em nossas vidas: em um trabalho feito por uma sala escolar de crianças de cinco anos, um projeto averiguava quase tudo sobre o nascimento dos alunos, e eles trouxeram de casa a ficha preenchida no hospital. Na sala de 19 alunos, 14 deles haviam chegado ao mundo por meio da cesariana. Uma proporção desnaturada, sem dúvida!   O problema é que, para combater um desvio da medicina --da medicina, e não de médicos!--, escolhemos colocar as mulheres que se submetem a tal pressão no foco. Há mulheres que têm medo do parto e da dor; há mulheres que avaliam ser a operação a melhor escolha possível a elas; há mulheres que receiam ir contra a sugestão de seu médico, em quem confiam; e há mulheres que, simplesmente, querem que seu parto seja assim e ponto final.   Depois do parto, vem a questão da amamentação e, de novo, há pressão e discordâncias entre profissionais das ciências da saúde. Amamentar é bom, disso ninguém duvida. Por quanto tempo? Em qualquer contexto? Novamente, nos deparamos com movimentos fortes que promovem a amamentação, sem perdoar as mulheres que ou não podem, ou não conseguem, ou não querem amamentar.   Logo em seguida, tem a chegada do bebê em casa: cama compartilhada? Quarto compartilhado? Sono autônomo? E lá vêm novas verdades de grupos barulhentos que também penalizam mulheres que fazem escolhas diferentes, mesmo sem querer.   Eu poderia continuar com essa lista enorme de movimentos favoráveis a uma determinada situação e contrárias a todas as outras, mas prefiro deixar para as mulheres, principalmente, uma reflexão.   Ter um filho não é fácil desde o princípio, antes de ele nascer. Aliás, ser mulher e ser mãe, em pleno século 21, ainda é bem difícil: temos muito o que enfrentar. Então, que tal se as lutas sociais que travamos e que envolvem a maternidade fossem mais acolhedoras com as mulheres que fazem escolhas diversas das que consideramos as melhores?   Foi uma jovem mulher, prestes a dar à luz, que me comoveu tanto com suas questões que me inspirou a ter esta conversa. Ela disse que buscou informações a respeito do parto e chegou à conclusão de que o parto natural e em casa seria a melhor opção para o filho. Desde que considerou essa possibilidade, porém, anda aflita, não dorme mais, e sente-se culpada antecipadamente, caso escolha a operação cesariana, mais tranquila para ela.   O ser humano é complexo: temos desejos, anseios, sonhos, mas nem sempre temos as condições necessárias --físicas, emocionais e sociais-- para dar concretude a eles. Por isso, nem sempre fazemos as melhores escolhas: fazemos as possíveis, e isso se aplica a cada uma de nós.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

AVESTRUZES, PETISTAS PEDEM BOICOTE AO PROGRAMA POLÍTICO DO PMDB,DIA 26,QUE NEM CITA A PARCERIA DE 12 ANOS COM O PARTIDO

  22 de fevereiro de 2015 #366 O imbróglio da indecência que foi uma ditadura bancar um desfile de escola de samba para se exaltar e vender uma imagem mentirosa da miséria em que mantém seu povo, trará muita poeira guardada debaixo do tapete, mas que todo mundo sabe. O patrocínio, ainda por cima, pode ter sido pago por empreiteiras brasileiras, há muito em negociatas com a ditadura de lá, conforme já alertou a Folha de São Paulo, em 2013. Para ler a matéria da época, clique aqui. Escandaloso e vergonhoso, uma escola tecer loas a uma das piores ditaduras do planeta, mas temos que discutir é o comando da Liesa, todo feito por bandidos que se disfarçam de bicheiros, todos com crime de morte nas costas e com as mãos sujas com o nosso próprio sangue, muito antes de sujá-las com o sangue africano.Capitão Guimarães, conhecido torturador da ditadura, já foi seu presidente. A Liesa é uma caixa coagulada que tem que ser investigada, assim como a grana que rola por ali. Evidentemente, o ditador Teodoro não ligou para a Beija-Flor pedindo para patrocinar a escola. Alguém foi lá oferecer.Quem? Em 2006, a Venezuela também bancou o desfile da Vila Isabel, e Chávez foi quase elevado à posição que ela achava ocupar: Deus. Mas perdeu. Como pergunta o produtor de teatro, Eduardo Barata: as escolas de samba prestam conta depois do desfile, como qualquer companhia teatral tem que prestar? Não vamos esquecer que tem nosso dinheirinho no meio, pois estado e prefeitura participam do rachuncho, o que significa que ambos foram coniventes com a parceria da Liesa e o ditador. Não assisti, em protesto, o desfile da escola. Deve ter sido bonito, porque a Beija-Flor faz desfiles tecnicamente perfeitos. Parece que o povo da Guiné Equatorial nem soube do desfile, dos 10 milhões de reais, da vitória da grana suja sobre o bom senso. Mas, se um dia souber, não vai ter nenhuma simpatia pelo povo brasileiro. Deve fazer parte, também, da tal "governabilidade". Por falar nela, o clima no país é tenso. Dia 26 agora, o PMDB tem seu programa político, em que falará como quem está à frente da fila, não toca no nome do PT, e ,muito menos, na sua parceria de 12 anos. Vai fazer de conta que não é com ele, o que é um péssimo sinal, pois o PMDB comanda a vice-presidência da república e as presid6encias da Câmara e do Senado.E Temer, na chamada do programa, diz que "PMDB sempre estará com o Brasil"... frase perigosa e mentirosa...imaginemos se não estivesse... Os que ficam falando em impeachment da Dilma ( cujo governo não gosto, embora respeite sua história pessoal), se esquecem o que viria depois dela e, além do mais, até agora, não surgiu uma prova que a comprometesse mesmo. Se tiver, vamos ao impeachment, mas, até lá, defendo sua manutenção no Palácio do Planalto, embora a veja refém do fisiologismo do PMDB ( costura feita, lembremos, por José Dirceu...) e dos neopentecostais, ainda mais agora que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pertença a essa facção religiosa, frequentando a igreja Sara Nossa Terra, se não me engano, a mesma da cantora Baby Consuelo. O PSDB, na sua estupidez, pediu, e perdeu a cassação da presidente. Ora, façam-me o favor! Vão se organizar como partido, engordar a militância e construir uma oposição séria e de responsa, se forem capazes. Esse mimimi já rola há mais de mês e a oposição que Aécio disse que ia "liderar"( e teve 51 milhões de votos para isso, mas, repito, o PSDB é uma briga de egos sem fim), mas até agora continua a falar só em estelionato eleitoral. Sim, Dilma fez uma campanha na base da mentira, seu governo está executando tudo o que disse que o PSDB ia fazer, mas o PSDB vai ficar nessa tecla até o fim dos dias? Não tem mais nada a dizer? E o PT, que acusa a roubalheira na Petrobras de ter começado no governo FHC ( Paulo Francis denunciou isso e deu em nada, só na sua morte), mas está há 12 anos no poder e não investigou nada disso. Ampliou, isso, sim, o esquemão existente e fala em "começo da corrupção ( que, na verdade, começou em 1500...), no governo do PSDB e os desvios se tornaram endêmicos. Estamos no suspense da publicação das tais listas de políticos, que, se vierem à tona mesmo, devem trazer, inclusive, o nome de Eduardo Cunha, que já foi citado e responde a mais de 10 processos por corrupção. O ministro da Justiça recebeu oficialmente advogados de empreiteiras presos na operação Lava Jato.Foram lá ver se o Executivo se mete no Judiciário. Cardozo diz que é sua obrigação receber advogados. Quantos advogados de pobres e fodidos já terá recebido? E disse que recebeu os advogados na "agenda oficial". E na agenda oficiosa, como estarão indo as coisas? A mulher da foice continua louca. Levou a querida Tomie Othake e, no carnaval as militantes feministas, grandes guerreiras,Lurdinha Rodrigues, Rosangela Rigo e Célia Maria Escanfella, num acidente de carro, no interior da Bahia. Vão fazer muita falta na luta pelos direitos das mulheres.E, vamos combinar: três de uma vez é duro de encarar. Consta que uma produção de São Paulo está sem conseguir se livrar da burocracia, pois ela pede o CPF ou o CNPJ de Johannes Brahms e Robert Schumann. Que tal? Lembra o começo da ditadura ( não, não acho que o PT seja uma ditadura, pode até querer ser, mas, no momento, sua parceria com o PMDB fisiológico foi eleita pelo voto direto), quando foram ao teatro Jovem prender o "seu Bertoldo", ninguém mais que Bertold Brecht, morto oito anos antes... Agora que o ano vai começar mesmo, espero, já sabemos que a cruzada homofóbica de Eduardo Cunha não dará trégua: além de ter desativado a ridícula proposta do Dia do Orgulho Hétero, vai ressuscitar o projeto de lei que proíbe que casais homossexuais adotem crianças, o que já foi decidido pelo STF. Se passar, quero ver se Dilma vai encarar o"coisa ruim"e vetar, ou se, mais uma vez, vai deixar que o neopentecostalismo venha mandar num Estado que se diz laico. Os petistas , no Facebook, estão propondo um boicote televisivo, dia 26, pra que o programa do PMDB não seja visto. Burrice pura. Primeiro, porque o boicote não vai funcionar. Depois, é preciso que o programa seja assistido, porque o PMDB começa a ensaiar um racha, que vai nos trazer MUITOS problemas. A saída política dos petistas é, mais uma vez, dar uma de avestruz, caraca?! PT e PMDB parecem, agora, meninos de grêmio brigando pelas meninas da festa. A sociedade civil brasileira está apática e perplexa. Vai ter que reagir. Uma coisa é reação e oposição e outra, muito diferente, golpismo. Se não reagirmos, voltaremos ao século XIX, pelo menos, e são mais cem anos para chegarmos ao ponto das conquistas sociais que temos hoje. Bom semana para todxs nós. PS: O Globo de hoje diz que a conta de luz poderá subir em até 70%.Vou comprar um estoque de velas e outro de leques... E por falar em energia, aqui vai mais um excelente artigo da Ana Maria Machado, chamado "Esse Deus Brasileiro". Para chegar nele, clique aqui A Grécia anunciou que vai taxar as grandes fortunas. Enquanto isso, por aqui, só põem a mão no bolso da arraia miída... Por fim: Agnelo Queiróz, do PT/DF, ex-governador, quebrou o Distrito Federal. Teve seus bens bloqueados. Será que isso também é "golpismo"?   Em Dia Com A Cidadania - 2008 - Todos os direitos reservados   -- Caso você queira sua assinatura removida da lista desta newsletter, clique em http://www.emdiacomacidadania.com.br/newsletter/?p=unsubscribe&uid=4a92f3d3e3dd10c9a7c461be795c1626

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

SAIU NA IMPRENSA 16/FEV./2015

​ SAIU NA IMPRENSA 16/FEV./2015   Informação salva: O governo quer ampliar o número de diagnósticos e o tratamento de Aids Isto é   POR RODRIGO MARTINS   Durante o Carnaval, 70 milhões de preservativos serão distribuídos gratuitamente em todos os estados. Nos aeroportos do Rio de Janeiro, Salvador e Recife, displays para a oferta de camisinhas estarão disponíveis nos banheiros. Na tentativa de reforçara importância do sexo seguro, o Ministério da Saúde chegou a criar perfis falsos em aplicativos de encontros casuais, como Tinder e Hornet. Em conversas, esses perfis fictícios se identificam como usuários em busca de sexo desprotegido e "sem frescura". Após atrair interessados, vêm os alertas sobre o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis em decorrência da conduta imprudente.   A estratégia foi anunciada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, na segunda-feira 9. "O que mais preocupa são os jovens que assumiram uma prática sexual desprotegida apesar de saber os riscos." Segundo recente pesquisa, 94% da população sexualmente ativa está informada do fato de os preservativos serem a principal forma de prevenir a Aids, mas 45% admite não ter usado camisinha em todas as relações casuais. No levantamento, foram consultados 12 mil cidadãos entre 15 e 64 anos em 2013.   ________________   Cerca de 20% dos portadores não sabem que estão infectados   ________________   Responsável pelo Departamento de doenças sexualmente transmissíveis e Aids do ministério, Fábio Mesquita reconhece: "A estratégia de prevenção com foco exclusivo na camisinha bateu no teto". Não por acaso, as novas peças i publicitárias destinadas ao tema trazem | um apelo para a população realizar testes de HIV. "Continuamos destacando a importância do sexo seguro, com uso de camisinha, mas o slogan agora é outro: '#partiuteste'. A ideia é aumentar o número de diagnósticos e iniciar o tra; tamento o quanto antes, uma forma de evitar novas contaminações."   A premissa parte de uma descoberta relativamente recente da Ciência. Testes clínicos realizados em mais de 1,7 mil casais de nove países demonstraram que o tratamento contra a Aids pode ser tão eficaz quanto os preservativos na prevenção. Os antirretrovirais são capazes de suprimira carga viral dos infectados ao ponto de reduzir a chance de transmissão do HIVpara os seus parceiros em 96%. I n iciado quatro anos antes, o estudo foi eleito a descoberta do ano pela revista Science  em 2011.   Por conta da novidade, o Brasil decidiu oferecer o coquetel anti-Aids a todos os infectados, mesmo a quem ainda não apresenta sintomas da doença. Até o fim de 2013, apenas os pacientes com algum comprometimento do sistema imunológico entravam em tratamento. O maior desafio, agora, é superar a subnotificação. Dos 734 mil portadores do HIV existentes no Brasil, estima-se que 20% não sabem que são portadores. Como a doença demora em média 10 anos para apresentar os primeiros sintomas, muitos contaminados disseminam o vírus sem saber.   Em maio de 2014, durante um encontro na Cidade do México promovido pela Organização Pan-Americana da Saúde e pelo Programa das Nações Unidas para a Aids, o Brasil assumiu o compromisso de aumentar as taxas de diagnóstico e tratamento. Em cinco anos, 90% dos infectados devem saber que carregam o vírus HIV. Destes, 90% precisam começar a tomar os antirretrovirais. Dos que entrarem em tratamento, 90% devem ter a carga viral suprimida. As chamadas metas "9090-90" também foram ratificadas pelas demais nações dos BRICS (Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul). "A expectativa é de que esses objetivos sejam aceitos por toda a comunidade internacional. Com isso, visamos alcançar uma meta maior, acabar com a epidemia de Aids até 2030", diz Mesquita "Não é possível erradicar, mas podemos eliminar os níveis epidêmicos."    Além das campanhas publicitárias de estímulo à realização do exame de HIV, o Ministério da Saúde aguarda a liberação da Anvisa para oferecer testes rápidos em farmácias. Como a epidemia é concentrada em grupos de risco (usuários de drogas, profissionais do sexo e gays), há uma forte aposta na estratégia do peereducation  (educação entre pares). "Ninguém melhor do que um usuário de drogas para saber onde encontrar outros usuários e apresentar o teste", explica.    Mesquita. Atualmente, integrantes dos próprios grupos de risco apresentam aos pares o teste rápido, feito com amostra de saliva. Enquanto a taxa de detecção nos centros de teste gira em torno de 1%, um positivo para cada cem exames realizados, o índice do programa Viva Melhor Sabendo, focado em grupos específicos, é superior a 5%.    O governo também aposta nadivulgação de outras formas de prevenção. Desde os anos 1990, profissionais da saúde dispõem de uma tecnologia para eliminar o HIV após acidentes com agulhas ou bisturis contaminados. Conhecido pela sigla PEP, o tratamento só é eficaz se iniciado até 72 horas após a exposição ao vírus, e demanda o uso de medicamentos por 28 dias. Está disponível à população em geral desde 2012 nos hospitais da rede pública, mas poucos conhecem a alternativa. Outra opção em estudo é o PREP, uma profilaxia pré-exposição. Para aumentar a segurança das relações sexuais, seria possível utilizar um gel lubrificante com tenofovir, capaz de neutralizar o vírus HIV. A Fiocruz e a Faculdade de Medicina da USP realizam pesquisas para saber como seria a aceitação da novidade. Há o temor de os jovens abandonarem a camisinha, quando o ideal seria o uso conjunto das duas técnicas.    No Brasil, a epidemia de Aids está estabilizada na faixa de 20 novos casos por anoa cada grupo de 100 mil habitantes. De 2003 a 2013, a taxa de mortalidade caiu de 6,4 por 100 mil habitantes para 5,7.0 número de infecções na faixa etária entre 15 e 24 anos seguiu, porém, em direção contrária. Cresceu 32%. "A atual juventude tem um número maior de parceiros eventuais. Ela sabe da importância da camisinha, mas nem sempre a usa", comenta Mesquita.   É Lei (Jairo Bouer) O estado de SP   Na última semana, a Inglaterra aprovou uma lei que proíbe uso do cigarro dentro de carros com crianças. A medida vale a partir de outubro e tenta proteger os mais novos dos efeitos nocivos do fumo passivo.   Segundo reportagens publicadas nos sites da BBC Brasil e da CNN, cerca de 3 milhões de crianças são expostas à fumaça de cigarro nos veículos particulares daquele país. A nova lei não veta que motoristas fumem ao volante quando estão sozinhos ou com outros adultos, apenas quando estão acompanhados por menores de 18 anos. A multa prevista é de cerca de R$ 200.   Segundo a Fundação Britânica do Pulmão, as substâncias tóxicas da fumaça do cigarro ficam mais concentradas em espaços confinados e pequenos, como o interior de um carro. Além disso, as crianças estariam sob maior risco por terem pulmões menores, um sistema imunológico ainda em desenvolvimento e respirarem mais rápido. Legislações semelhantes já existem no País de Gales, Bahrein, África do Sul e em partes da Austrália, EUA e Canadá. Outros países estudam a medida.   Além de proteger a saúde das crianças, a lei pode diminuir, também, o apelo que o cigarro tem entre os mais jovens ao dissociar um hábito como conduzir um veículo ao ato de fumar.   Nesse sentido, mais uma medida que está sendo discutida na Inglaterra, que obriga os fabricantes de cigarro a produzir maços genéricos (sem marcas, cores chamativas e logos), também deve ser aprovada em breve. Segundo o Ministério da Saúde da Inglaterra, 200 mil crianças começam a fumar a cada ano no país.   Mais doenças. Outro artigo da última semana, do jornal The New York Times, traz um novo estudo recentemente publicado no periódico The New England Journal of Medicine,  que associa o cigarro a cinco novas doenças e mais 60 mil mortes por ano nos EUA. Antes da pesquisa, já eram 500 mil mortes por ano causadas por 21 tipos de doenças (incluindo 12 tipos de câncer).   O trabalho, financiando pela Sociedade Americana do Câncer, analisou dados de quase um milhão de americanos, acompanhados por 10 anos, e evidenciou a relação do fumo com o risco maior de morte por infecções, problemas renais e doenças intestinais causadas por fluxo insuficiente de sangue.   Segundo os Centros de Controle de Doença dos EUA (CDC), 42 milhões de americanos ainda fumam (15% das mulheres e 21% dos homens). Em média, fumantes morrem uma década antes dos não fumantes e têm uma chance 20 vezes maior de morrer por um câncer de pulmão.   As novas doenças associadas ao cigarro foram identificadas após a análise dos dados de mortalidade de fumantes e de não fumantes em cinco centros de pesquisa americanos. Das mortes de fumantes, 83% estavam associadas às doenças classicamente atribuídas ao cigarro. Ao analisar os outros 17%, os pesquisadores encontraram riscos muito maiores de novas doenças. O cigarro provoca impacto no sistema imunológico e na irrigação sanguínea, o que se traduz em maior risco de infecções e problemas em diversos órgãos, como rins e intestino.   Eletrônico em xeque. Mais duas notícias mostram que o cigarro eletrônico, considerado por muitos uma alternativa mais saudável ao convencional ou, ainda, um passo para quem quer parar de fumar, pode ter benefícios bem mais limitados do que se imaginava.   O primeiro trabalho da Universidade de Portland (Oregon, nos EUA), revelado pela agência de notícias ÁFP, mostra que eles podem trazer um risco de 5 a 15 vezes maior de câncer do que o cigarro comum, em função da produção elevada do formaldeído no vapor, conhecido agente cancerígeno.   O outro estudo, da Universidade de Rochester, também nos EUA, publicado no jornal científico PLoS ONE,  mostra que os sabores presentes em muitos cigarros eletrônicos poderiam elevar a toxicidade do vapor para o tecido pulmonar. As autoridades de saúde já questionam se os cigarros eletrônicos não deveriam estar sujeitos às mesmas restrições que o tabaco até que seus riscos estejam mais esclarecidos.   Valdirene Aparecida (Fernando Gabeira) O Globo   Os jornalistas, às vezes, chamam a atenção para os nomes estranhos que surgem nos escândalos políticos. Surgiu agora o de Valdirene Aparecida, que, apesar de inadimplente, teria recebido um empréstimo do Banco do Brasil, com dinheiro do BNDES. Os nomes parecem estranhos no noticiário, porque são nomes de batismo, de modo geral, como é comum na Bahia, uma fusão dos nomes do pai e da mãe.   Valdirene, por exemplo, muito provavelmente, é filha de Valdir com Irene. Tornou-se Vai Marchiori, participou de um reality show, "Mulheres ricas" e é apresentada como socialite. Vi alguns fragmentos do reality show. Valdirene não parecia apenas uma mulher rica, mas alguém fugindo intensamente dos hábitos da população mais humilde, marcados inclusive no seu nome composto: Valdirene, de Valdir e Irene, e Aparecida, talvez em homenagem à padroeira do Brasil.   Suas matérias de viagem eram custeadas por ela, que viaja em jatinho próprio. Vai ofuscou Valdirene e conseguiu um espaço como apresentadora, repórter, blogueira e celebridade. Além disso, tinha grana para produzir as próprias matérias. Dizem os jornais que Valdirene e Aldemir eram amigos, viajavam juntos, e, juntos, decidiram pelo empréstimo no BB, onde Aldemir era presidente.   Ele é um dos executivos ligados ao PT. Chegou ao máximo da carreira ao ser indicado para a presidência de uma Petrobras em transe. E teve esse caso na vida, uma loira como cliente bancária.   A senadora Marta Suplicy já registrou o problema da cor do cabelo no PT, ao afirmar que havia três candidatas mulheres à presidência, Dilma, Marina e ela. Mas observou que não tinha nenhuma chance, pois era a única loira.   No auge da crise internacional, Lula acusou os loiros de olhos azuis de terem arruinado a economia mundial. Se falou isso é porque, em alguma camada de seu inconsciente, acredita na máldade intrínseca dessa gente branca.   Valdirene também é loira. Sua trajetória de fuga da pobreza e a adoção entusiástica de um consumo de luxo aparentemente são sinais de afastamento da galáxia petista. No entanto, no fundo, têm tanto ela como o PT o mesmo deslumbramento com a riqueza. A passagem de Lula pelo Copacabana Palàce, no período eleitoral, mostra que ele tem os mesmos e talvez mais caros hábitos que a própria socialite.   A sensação que tenho é de que Lula gostaria de ter a mesma trajetória de Vai Marchiori. Sua fúria contra os ricos e os loiros de olhos azuis esconde um grande desejo de imitá-los.   No Brasil, há quem ganhe Bolsa Família, há quem ganhe bolsa Louis Vuitton do BNDES. A diferença, como tenho acentuado, é o sigilo do BNDES.   Sinceramente, espero que ela não se ofenda, mas a bolsa de Vai Marchiori é uma mixaria perto do que os outros ricos empresários estão levando. E revela algo característico da burguesia brasileira, sobretudo aquela que o PT considera a elite do B porque o apoia, incondicionalmente. Eles esbanjam dinheiro.   Valtem dinheiro para viajar no próprio jatinho e financiar suas aventuras jornalísticas. Mas, quando precisa de uma graninha extra, vai ao Banco do Brasil, que, por sua vez, aciona o crédito do BNDES. Os donos da Friboi buscam dinheiro no BNDES e, ao mesmo tempo, destinam R$ 250 milhões à campanha do PT.   A trajetória de Aldemir e Valdirene passaria em branco para mim. Não me importo com a vida dos outros nem me disponho a patrulhar gastos alheios quando não se originam em dinheiro público.   No entanto, há uma trajetória comum dos ricos que orbitam em tomo dos governos petistas e bolivarianos. Prosperam num discurso de amor à pobreza, mas, no fundo, querem apenas mais dinheiro.   Valdirene é uma exceção. Nunca a vi elogiar a pobreza, nos poucos minutos em que a ouvi, jamais manifestou amor pelos pobres, algo que é muito comum nos nossos salvadores populistas.   Ao contrário, encarna apenas um espírito elitista, que quer se diferenciar através do consumo de luxo e escolhas sofisticadas.   O PT ama os pobres, tão falsamente como é possível amar os pobres, a Humanidade e outras grandes abstrações.   Mas Valdirene e Lula navegam no mesmo transatlântico de luxo que está se afundando e não nos deixam outra saída, exceto seguir tocando nosso piano, humildemente, enquanto a farsa não se revela em toda a sua amplitude.   O ideal seria tocar a sirene enquanto o drama se precipita sem as máscaras do carnaval. Mas isso é uma tarefa para se pensar na Quarta-feira de Cinzas.   As últimas pesquisas sobre Dilma confirmam minhas intuições de repórter de rua. A confiança está desabando, e o edifício pode cair. Só nos resta repetir em escala nacional o conselho do prefeito do Rio aos moradores de área de risco: acreditem na sirene quando ela tocar.   Prazer solitário   Uma pesquisa para definir o perfil dos assinantes de sites eróticos chegou a conclusões interessantes. A grande maioria deles (60%) costuma assistir o conteúdo adulto sozinho; só 3% deles veem acompanhados. A maior parte dos internautas - 58%, tanto homens quanto mulheres - têm entre 41 e 60 anos. Os temas mais sugeridos para o site são: sexo tântrico e sexo bizarro. A pesquisa foi feita pelo Sexy Hot.   Até a ONU cai no samba (Ancelmo Gois)   Com a campanha "Neste carnaval, perca a vergonha, mas não perca o respeito" a ONU Mulheres vai estar presente nos Blocos Mulheres Rodadas, na quarta, e no Carmelitas, amanhã.   A ideia é chamar a atenção de folionas e foliões sobre a importância de manter a festa livre de assédio e violência. Eu apoio!