Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Metas do milênio: Secretário-geral da ONU lança fundo de US$ 40 bilhões para crianças e mulheres O Globo - 22/09/2010

Metas do milênio: Secretário-geral da ONU lança fundo de US$ 40 bilhões para crianças e mulheres

O Globo - 22/09/2010

NOVA YORK - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou nesta quarta-feira uma campanha para salvar, em cinco anos, 16 milhões de mulheres e crianças com ajuda de um fundo de US$ 40 bilhões criado a partir de doações de governos e grupos privados. A chamada "Estratégia Global para a Saúde de Mulheres e Crianças" foi anunciado após um encontro de três dias em que foram discutidos os esforços de combate à pobreza para cumprir as metas do milênio, estabelecidas em 2000. Entre as metas acordadas na ONU, estão cortar a pobreza extrema pela metade, garantir educação primária para todos, reverter a pandemia de Aids e reduzir a mortalidade infantil e maternal.

"Mulheres e crianças tem papel crucial no desenvolvimento", disse Ban em um comunicado preparado para o evento e divulgado por seu escritório. "Investir na saúde delas é não apenas o que é certo, mas também constrói sociedades estáveis, pacíficas e produtivas.

Diminuir a mortalidade de mulheres grávidas ou durante o parto e o número de mortes de crianças com até cinco anos são as duas das oito metas do milênio que avançam mais lentamente. De acordo com a ONU, a Estratégia Global identifica o financiamento e as mudanças políticas necessárias para mudar as condições de saúde destes dois grupos e salvar vidas. O plano também prevê evitar 33 milhões de casos de gravidez indesejada até 2015.

Clipping Bem Fam

Metas do milênio da ONU avançam, mas lentamente O Estado de S. Paulo - 21/09/2010 A ONU avalia que houve avanço nas metas estabelecidas há dez ano

Metas do milênio da ONU avançam, mas lentamente

O Estado de S. Paulo - 21/09/2010

A ONU avalia que houve avanço nas metas estabelecidas há dez anos, apesar de a eliminação da fome e da miséria estar distante de ser cumprida até 2015. O temor é o de que a crise internacional afete os resultados finais das metas do milênio.

A Organização das Nações Unidas (ONU) avalia que houve avanço nas metas do milênio, estabelecidas há dez anos, apesar de a eliminação da fome e da miséria estar distante de ser cumprida até 2015. Segundo a entidade, para não haver um fracasso é importante que os doadores não abandonem a luta internacional contra a redução da pobreza.

Em reunião iniciada ontem e que dura até amanhã em Nova York, antecedendo a Assembleia-Geral da ONU, o secretário-geral Ban Ki-moon pediu a cerca de 140 chefes de Estado para que mantenham o investimento necessário e a vontade política para eliminar a pobreza.

O temor do secretário-geral é o de que a crise econômica internacional afete os resultados finais das metas do milênio. Países ricos ficaram para trás nas suas promessas e tem havido obstáculos para atrair doadores para programas de combate à pobreza extrema.

"Não há nenhum projeto mais importante (que as metas do milênio). Por esse motivo, precisamos enviar uma mensagem forte de esperança. Vamos manter a nossa promessa", disse Ban no encontro para avaliar os resultados da primeira década das metas do milênio.

As Nações Unidas reconheceram que, mesmo se o objetivo principal de reduzir a pobreza extrema pela metade nos próximos cinco anos for atingido, ainda assim cerca de 1 bilhão de pessoas continuarão vivendo com uma renda de menos de US 1,25 (R$ 2,15) por dia.

De acordo com o secretário-geral, os melhores resultados nas oito metas do milênio podem ser observados no acentuado crescimento de crianças frequentando escolas e no controle de doenças como a aids. Ainda assim, há 69 milhões de crianças fora da escola no mundo. O problema se concentra nos 60 países mais pobres.

As metas do milênio também preveem a igualdade entre os sexos, o investimento em saúde infantil e das mães, na sustentação ambiental e na parceria global.

Propostas. No encontro da ONU desta semana, os chefes de Estado ou seus representantes começaram a apresentar os resultados de seus países. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não comparecerá e será representado pela ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes.

Alguns presidentes apresentaram propostas. O francês Nicolas Sarkozy defendeu o estabelecimento de um imposto para transações bancárias internacionais, afirmando que as nações desenvolvidas têm uma obrigação moral com as mais pobres, em especial as da África, que sofrem com doenças que poderiam ser prevenidas, como a malária.

Ele também prometeu um aumento de 20% na contribuição anual de US$ 10 bilhões para as pessoas mais pobres do mundo e pediu que outros líderes assumissem um compromisso semelhante. "Não temos o direito de fazer menos do que decidimos fazer. Não voltemos a adotar maus hábitos", afirmou Sarkozy.

O boliviano Evo Morales culpou a pobreza pela transferência de recursos naturais dos países mais pobres para os mais ricos. O israelense Shimon Peres abordou o tema do terrorismo. "Sem paz, a pobreza continuará. Sem comida, a paz não prevalecerá", afirmou. "Ainda assim, terroristas espalham uma violência causada por diferenças ideológicas, abismos sociais e fanatismo. O novo milênio deve libertar o mundo do derramamento de sangue, da discriminação, da fome, das doenças."
Cortesia:Clipping Bem Fam

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) aos 10 anos (artigo) 16/09/2010 José Eustáquio Diniz Alves

Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) aos 10 anos (artigo)

16/09/2010

José Eustáquio Diniz Alves

Os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) são um conjunto articulado de oito compromissos aprovados entre os líderes de 191 países membros das Nações Unidas (ONU), na maior reunião de dirigentes nacionais de todos os tempos, a Cúpula do Milênio, realizada em Nova York, em setembro de 2000. A Declaração do Milênio objetivava melhorar a vida de todos os habitantes do planeta até o ano de 2015, estabelecendo metas concretas e mensuráveis que pudessem ser acompanhadas em cada país e comparados e avaliados em escalas nacional, regional e global.

Os 8 Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), que em setembro de 2010 completam 10 anos, são:

# 1. Erradicar a extrema pobreza e a fome

# 2. Atingir o ensino básico universal

# 3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

# 4. Reduzir a mortalidade na infância

# 5. Melhorar a saúde materna

# 6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças

# 7. Garantir a sustentabilidade ambiental

# 8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

No ano de 2005 foi realizada a Cúpula do Milênio + 5, para avaliar o andamento das iniciativas e corrigir eventuais lacunas existentes. Após diversos estudos e avaliações sobre as principais fraquezadas dos ODMs, foram feitos dois acréscimos fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população, complementando os objetivos 1 e 5, tal como explicitado abaixo:

# 1B. Alcançar o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos, incluindo mulheres e jovens

# 5B. Alcançar, até 2015, o acesso universal à saúde reprodutiva.

De fato, para reduzir a pobreza e as taxas de mortalidade ao mesmo tempo que se avança na sustentabilidade ambiental é preciso que toda a população tenha emprego decente (especialmente empregos verdes) e acesso aos serviços públicos de saúde reprodutiva, com redução da gravidez indesejada.

A seguir é apresentada uma síntese do Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, divulgado em junho de 2010. O Relatório mostra que o crescimento econômico da década reduziu o número de pessoas nas regiões em desenvolvimento que viviam com menos de US$ 1,25 por dia, de 1,8 bilhão em 1990, para 1,4 bilhão em 2005, enquanto a taxa de pobreza caiu de 46% para 27%. Após um breve recuo, em decorrência da crise económica de 2009, a renda voltou a crescer e estimasse que a taxa de pobreza deve ficar em 15% em 2015, significando que o mundo terá 920 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha internacional de pobreza, metade do que havia em 1990. Os maiores ganhos aconteceram na China e na Índia, mas a América Latina também deverá reduzir a pobreza pela metade até o ano de 2015. Os países que tiveram maior sucesso na redução da pobreza foram aqueles que criaram maior número de empregos e reduziram o trabalho vulnerável e sem proteção.

Os países em desenvolvimento fizeram algum progresso na redução da fome e da má-nutrição, que se reduziu de 20% em 1990-1992 para 16% em 2005-2007. Mas estes números pioraram com a crise de 2009 e o número de pessoas subnutridas no mundo deve ter chegado a 1 bilhão no fim de 2009. As crianças vivendo em áreas rurais têm o dobro de probabilidade de estar subnutridas do que aquelas em áreas urbanas.

Grandes progressos foram feitos no sentido de se conseguir “Atingir o ensino básico universal” (#2). Contudo o desafio de universalizar o ensino básico ainda não foi garantido, especialmente entre a população de menor nível de renda e do meio rural, nos paises mais pobres. A universalização do ensino de segundo grau ainda está muito distante de ser alcançada, mesmo em paises como o Brasil. A paridade de gênero no ensino fundamental já foi praticamente atingida nos países em desenvolvimento. Na educação média e superior as mulheres reverteram o hiato de gênero no Leste e Sudeste Asiático e na América Latina e Caribe.

Globalmente, a participação das mulheres no trabalho remunerado fora do setor agrícola vem aumentando lentamente e atingiu 41% em 2008. Mas as mulheres em algumas regiões estão seriamente atrasadas, como no Sul da Ásia, no Norte da África e na Ásia Ocidental, onde só 20% dos trabalhadores não agricolas são mulheres. A igualdade de gênero no mercado de trabalho é também uma preocupação na África Subsaariana, onde apenas um em cada três postos de trabalho remunerado fora da agricultura são ocupados por mulheres. Mas mesmo quando as mulheres representam uma grande parte do trabalho remunerado, isso não significa que elas tenham empregos decentes, seguros e com proteção social. Na verdade, as mulheres geralmente recebem menos e estão concentradas em empregos informais.

A participação das mulheres no parlamento no mundo continua crescendo lentamente, tendo passado de 11%, em 1995, para 19%, em 2010. Mas ainda está longe de se atingir a meta de 30% colocada pela VI Conferência das Mulheres (Beijing, 1995) e mais distante ainda da meta, dos ODMs, de paridade entre os sexos nos espaços de poder. As mulheres da América Latina e o Caribe já conquistaram 23% das representações legislativas (Câmara Baixa), praticamente o mesmo nível da média dos países desenvolvidos. Mas o Brasil continua no pelotão com menos de 10% de representação feminina.

Todavia, a despeito das desigualdades existentes, as mulheres já conseguiram reverter o hiato de gênero na educação e na saúde e avança para indicadores mais igualitários na maior parte do mundo.

Um progresso substancial foi feito na redução da mortalidade infantil e na infância. Desde 1990, a taxa de mortalidade para menores de cinco anos de idade caiu de 100 mortes por mil nascidos vivos, em 2000, para 72 em 2008. Nos últimos anos a queda vem se acelerando, especialmente em países pobres como Bangladesh, Bolivia, Eritreia, Laos, Malawi, Mongolia e Nepal. Assim, mesmo, a maioria das mortes ocorridas nestas idades poderiam ser evitadas

A redução da mortalidade materna exige serviços de saúde reprodutiva de qualidade e diminuição da gravidez indesejada e dos abortos inseguros. Na falta de bons serviços de saúde reprodutiva acontecem centenas de milhares de mortes a cada ano, que poderiam ser evitadas. A despeito dos progressos realizados, muito ainda falta ser feito nesta área.

A propagação do HIV parece ter estabilizado na maioria das regiões e mais pessoas estão sobrevivendo por mais tempo. Os últimos dados epidemiológicos indicam que, globalmente, a propagação do HIV parece ter atingido o seu pico em 1996, quando 3,5 milhões de pessoas foram infectadas. Em 2008, esse número caiu para cerca de 2,7 milhões. A mortalidade relacionadas com a AIDS atingiu o pico em 2004, com 2,2 milhões de mortes. Em 2008, caiu para 2 milhões, embora o HIV continua a ser a principal causa de morte mundial por doenças infecciosas. A epidemia parece ter estabilizado na maioria das regiões, embora a África Subsariana continua a ser a região mais afetada, sendo responsável por 72 por cento de todos os novos casos, em 2008.

O meio ambiente continua sendo um problema de grande dimensão e sem solução adequada à vista. A taxa de desmatamento mostra sinais de diminuição, mas ainda é acontece a taxas alarmantes. Durante a última década, cerca de 13 milhões de hectares de floresta em todo o mundo foram convertidos para outros usos ou perdidos por causas naturais a cada ano, em comparação com 16 milhões de hectares por ano na década de 1990. A América do Sul e a África continuam a mostrar a maior perda líquida de florestas, cerca de 4 milhões e 3,4 milhões de hectares por ano, respectivamente, no período 2000-2010.

Em 2007, as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram mais uma vez, chegando a 30 bilhões de toneladas, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. Isso representa um aumento de 35% acima do nível de 1990. As emissões per capita mais elevadas permanece nas regiões desenvolvidas, cerca de 12 toneladas métricas de CO2 per pessoa por ano em 2007, comparado a cerca de 3 toneladas de média por pessoa, nas regiões em desenvolvimento e 0,9 toneladas métricas na África Sub-saariana, o menor valor regional. Desde 1990, as emissões por unidade de produção diminuiu em mais de 26% nas regiões desenvolvidas e em cerca de 11 por cento nas regiões em desenvolvimento.

Em termos de conservação da biodiversidade, o mundo não tem conseguido atingir a meta para 2010, com conseqüências potencialmente graves. Cerca de 17 mil espécies de plantas e animais estão ameaçados de extinção. Com base nas tendências atuais, a perda de espécies vai continuar ao longo deste século, com o risco crescente de mudanças dramáticas nos ecossistemas. Apesar de aumento dos investimentos em conservação e planejamento, as principais causas de perda de biodiversidade, incluindo as altas taxas consumo, a perda de habitat, as espécies invasoras, a poluição e as alterações climáticas, ainda carecem de políticas mais claras e de uma ação mais efetiva.

Embora o acesso à água potável (nem sempre de boa qualidade) tenha melhorado, o saneamento não avançou e, no ritmo atual de progresso, o mundo não vai cumprir o objetivo de reduzir para metade a proporção de pessoas sem acesso ao saneamento básico. Em 2008, cerca de 2,6 bilhões de pessoas ao redor o mundo não tinham acesso a instalações sanitárias. Se a tendência continuar, este número vai crescer para 2,7 bilhões até 2015.

Em termos de ajuda ao desenvolvimento, no Grupo dos Oito (G-8) e na Cúpula Mundial das Nações Unidas, em 2005, os doadores se comprometeram a aumentar seu auxílio internacional. Muitas dessas promessas foram feitas em termos de quota de Produto Nacional Bruto (PNB). Com base nas expectativas de crescimento do PNB, essas promessas, combinadas com outros compromissos, teria elevado a ajuda de US$ 80 bilhões em 2004 para $ 130 bilhões em 2010 (a preços constantes de 2004). No entanto, a redução do crescimento económico desde 2008 reduziu o nível previamente esperado do PIB nos países desenvolvidos e o valor em dólar dos compromissos para 2010 em torno US$ 126 bilhões.

Os dados acima mostram que a maioria das metas dos ODMs tiveram progressos nos últimos 20 anos, sendo que os maiores avanços ocorreram na primeira década do século XXI. Existe uma expectativa, por parte do FMI e do Banco Mundial, que o crescimento econômico dos países em desenvolvimento apresente taxas próximas de 5% ao ano, na próxima década. Isto poderá contribuir para a redução da pobreza e para a redução das taxas de mortalidade, pelo menos até 2015. Porém, o desafio maior continuará sendo na área do meio ambiente e na preservação da biodiversidade. Assim, mais do que nunca é preciso combinar inclusão social com sustentabilidade ambiental.

terça-feira, 30 de março de 2010

ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer

ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer
Levantamento com base no relatório nacional sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio mostra os avanços feitos em cada meta
Reprodução
Conheça o projeto
Saiba mais sobre o projeto Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio — Brasil.
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O quarto Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), divulgado esta semana, traz uma análise detalhada de vários dados econômicas e sociais ligados ao compromisso firmado pelos países da ONU, em 2000.

O estudo inclui não apenas os indicadores estabelecidos pela ONU, mas também os ligados às metas que o governo federal se autoimpôs e vários outros que ajudam avaliar melhor os avanços e desafios do Brasil nos Objetivos do Milênio. Ao todo, a publicação traz 180 páginas, 27 tabelas e 77 gráficos.

Abaixo, segue um levantamento sumário, que leva em consideração apenas os indicadores relacionados mais diretamente ao texto das metas definidas pela ONU.

ODM 1: Erradicar a extrema pobreza e a fome

Meta 1A: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população extremamente pobre
— 1990: 25,6%
— Meta para 2015: 12,8%
— Número mais recente: 4,8% (2008)

Meta 1B: Alcançar o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos
— Não abordada no relatório

Meta 1C: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população que sofre de fome
— 1996: 4,2% das crianças estavam abaixo do peso esperado para a idade
— Meta para 2015: 2,1%
— Número mais recente: 1,8% (2006)

ODM 2: Atingir o ensino básico universal

Meta 2A: Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino básico
— Número mais recente: 94,9% das crianças de 7 a 14 anos estavam matriculadas no ensino fundamental

ODM 3: Promover a igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres

Meta 3A: Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, a mais tardar até 2015
— Números mais recentes (2008): para cada 100 estudantes do sexo masculino havia 93,8 (ensino fundamental), 119,1 (ensino médio) e 133,2 (ensino superior) estudantes do sexo feminino

ODM 4: Reduzir a mortalidade na infância

Meta 4A: Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos
— 1990: 53,7 mortes por mil nascidos vivos
— Meta para 2015: 17,9
— Número mais recente: 22,8 (2008)

ODM 5: Melhorar a saúde materna

Meta 5A: Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna
— 1990: 140 óbitos para cada mil nascidos vivos
— Meta para 2015: 35
— Número mais recente: 75 (2007)

Meta 5B: Alcançar, até 2015, o acesso universal à saúde reprodutiva
— 1996: 55% das mulheres de 15 a 49 anos usavam algum tipo de método contraceptivo
— Número mais recente: 68% (2006)

ODM 6: Combater o HIV

Meta 6A: Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual
— Número mais recente: 17,9 casos para cada 100 mil habitantes (2007). O relatório indica que as taxas de incidência foram crescentes até 2000 e estão estabilizadas desde então, embora em patamares elevados, comparados a padrões internacionais.

Meta 6B: Alcançar, até 2010, o acesso universal ao tratamento de HIV/Aids para todas as pessoas que necessitem
— Acesso gratuito à terapia antirretroviral na rede pública está previsto na lei 9.313, de 1996.

Meta 6C: Até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual.
Tuberculose
— 2000: 41,2
— 2008: 37,2

Malária
— 1990: 32,0
— 2008: 12,9

ODM 7: Garantir a sustentabilidade ambiental

Meta 7A: Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais
— Número mais recente: 60,7% do território brasileiro é coberto por floresta natural (2008)

Meta 7B: Reduzir a perda de diversidade biológica e alcançar, até 2010, uma redução significativa na taxa de perda
Flora
— 1992: 108 espécies foram classificadas oficialmente como ameaçadas de extinção
— 2008: 472

Fauna
— 1989: 207 espécies foram classificadas oficialmente como ameaçadas de extinção
— 2003/2005: 627

Meta 7C: Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água potável segura e esgotamento sanitário
Região urbana
— 1992: 17,7% da população não tinha acesso a água encanada
— Meta até 2015: 8,85%
— Dado mais recente: 8,4% (2008)

— 1992: 33,9% da população não tinha acesso a esgotamento sanitário adequado
— Meta até 2015: 16,95%
— Dado mais recente: 19,5% (2008)

Região rural
— 1992: 90,9% da população não tinha acesso a água encanada
— Meta até 2015: 45,45%
— Dado mais recente: 72,6% (2008)

— 1992: 89,7% da população não tinha acesso a esgotamento sanitário adequado
— Meta até 2015: 44,85%
— Dado mais recente: 76,9% (2008)

Meta 7D: Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados
— 1992: 49,3% da população urbana vivia em moradia inadequada
— Dado mais recente: 34,3% (2008)

ODM 8: Estabelecer Parceria Mundial para o Desenvolvimento

Meta 8A: Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório
— Não mensurável

Meta 8B: Atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos Inclui: um regime isento de direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos desenvolvidos; um programa reforçado de redução da dívida dos países pobres muito endividados (PPME) e anulação da dívida bilateral oficial; e uma ajuda pública para o desenvolvimento mais generosa aos países empenhados na luta contra a pobreza
— O Brasil vai conceder acesso livre de tarifa e livre de cota aos países de menor desenvolvimento até meados de 2010.

Meta 8C: Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento (mediante o Programa de Ação para o Desenvolvimento Sustentável dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e as conclusões da vigésima segunda sessão extraordinária da Assembléia Geral).
— Não se aplica necessariamente ao Brasil

Meta 8D: Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo.Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo
— Brasil perdoou US$ 1,25 bilhão em dívida externa desde 2005

Meta 8E: Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo
— Não se aplica ao Brasil

Meta 8F: Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, nos países em vias de desenvolvimento
— Não se aplica ao Brasil

Meta 8G: Em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações
— Não abordada no relatório