Estamos estarrecidas! A polêmica criada em torno do kit anti-homofobia e o recuo do governo federal ante as pressões vindas de alguns dos setores mais conservadores e preconceituosos da sociedade nos deixou perplexas. E temerosas do que se anuncia para uma sociedade que convive com os maiores índices de violência e crimes de morte cometidos contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersex (LGBTTI) do mundo. Temos medo de um retorno às trevas, senhora Presidenta, e não sem motivos.
Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
sábado, 28 de maio de 2011
Carta aberta de Católicas pelo Direito de Decidir à Presidenta Dilma Rousseff
Estamos estarrecidas! A polêmica criada em torno do kit anti-homofobia e o recuo do governo federal ante as pressões vindas de alguns dos setores mais conservadores e preconceituosos da sociedade nos deixou perplexas. E temerosas do que se anuncia para uma sociedade que convive com os maiores índices de violência e crimes de morte cometidos contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersex (LGBTTI) do mundo. Temos medo de um retorno às trevas, senhora Presidenta, e não sem motivos.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
ONGS LGBTS ORGANIZAM ATO EM DEFESA DO PNDH E O PLC. 122/06 E CHOCA MACEIÓ-AL
Vim hoje para falar do grande Ato em defesa da cidadania e dos direitos humanos realizado na tarde desta terça-feira.
O ATO foi idealizado e organizado por Dino Alves do Pró-Vida LGBT, Nildo Correia Grupo Gay de Alagoas, junto as demais entidades; , Metamorfose LGBT, Jovens LGBT de Paripueira e outras associações que trabalham com a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em Alagoas, um ATO EM DEFESA DO PNDH 3 e PELA GARANTIA DOS DIREITOS DE CASAIS HOMOSSEXUAIS; Em resposta a campanha de perseguição dos direitos dos homossexuais, que ocorre não só no País mas também no estado, de maneira vergonhosa e cheia de insultos.
O presidente do GGAL Nildo Correia, alega que nos 25 primeiros dias de janeiro de 2011, já foram assassinados 05 homossexuais em Alagoas, estes assassinatos são resultados da intolerância, do preconceito, do machismo e do coronelismo, ainda, enraizado em nosso Estado.
Já para o representante da ONG Pró-Vida LGBT Dino Alves, a manifestação religiosa é tolerável desde que não estimule a sociedade contra a população de LGBT, temos medo de que este ódio pregado contra nós homossexuais resultem em agressões verbais, físicas ou até em morte.
A transex Erika Faisson ressalta que é muito bobo todo este alvoroço por conta dos direitos conquistados; não estamos tentando entrar num igreja de véu e etc... Na verdade só queremos que tirem esta marginalização sobre parceiros que queiram firmar um contrato de direitos compartilhados, é simples mas mexe com a vaidade de muitos que ganham em cima dos pudores de pessoas cegas e fanáticas.
O ATO ocorreu no Calçadão do Centro de Maceió-AL, deixando a sociedade chocada e satisfeita... Chocada com a exposição de fotos de pessoas mortas, decorrente do preconceito da chamada homofobia e Satisfeita por mostrar que ainda existem herois que dão a cara a tapa em praça pública e lutam em favor da liberdade de direitos iguais.
Acredito que virá o dia em que as pessoas possam usufruir de seus direitos sem precisar de tantas desavenças.
Passando todo o dia e indo até o fim da tarde, o Ato conseguiu mobilizar vários veiculos de comunicação e como a Registroglam não poderia ficar de fora, aparecemos lá registrando tudo para vocês fieis leitores.
Atenciosamente,
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sábado, 15 de janeiro de 2011
Líder de movimento contra aborto volta a atacar Dilma
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) Participante: – deputado Chico Alencar (Psol-RJ)
Data: 11/05/2010
Tema: Assunto - 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)
Participante: Participante – deputado Chico Alencar (Psol-RJ)
Quantidade de participantes: 120
(15:26) Thiago: O ranking dos meios de comunicação já não é feito pela própria Câmara, que apoia iniciativas contra a baixaria na TV?
Chico Alencar – Sim, o ranking feito pela Câmara tem sido muito positivo. O ranking sugerido pelo PNDH-3 parte dessa experiência e amplia para qualificar melhor a programação desse educador coletivo que é a TV.
(15:27) Alicia: Quais são os pontos importantes sob sua ótica sobre o PNDH-3?
Chico Alencar - Para mim os pontos principais são o direito á memória e à verdade, a mediação nas questões agrárias. Mas o mais importante foi ter atualizado o Plano, incorporado novas demandas da sociedade, ouvindo os movimentos organizados.
(15:28) PauloU: Deputado, o PNDH apresenta propostas que podem enfraquecer o regime democrático brasileiro e que não encontram similaridade nos países com altos índices de desenvolvimento humano. Por que buscar esse retrocesso?
Chico Alencar - De forma alguma. O plano é absolutamente democrático. Traz avanços importantes em termos de conquistas sociais e traz como primeiro eixo orientador justamente o aumento da participação social nas decisões de governo.
(15:29) Francisco: Boa tarde a todos! Deputado, a ideia de código de conduta nos direitos humanos não se assemelha ao Programa de Erradicação do Trabalho Escravo?
Chico Alencar - A resposta é positiva. Estabelecer critérios sociais, éticos e de respeito aos DH para quem disputa licitação é muito importante – e jamais supressão da concorrência. Faço outra analogia: estamos votando aqui na CD critérios de inelegibilidade (Projeto Ficha Limpa), pois para ser candidato – também a cargo eletivo – é preciso preencher certos requisitos.
(15:29) Lucas: O nobre deputado já conversou com alguém que discorda e que teve condições de tratar com aprofundamento os pontos mais críticos ou tem estado cercado pela militância marxista?
Chico Alencar - Ao contrário. Os questionamentos e as críticas têm chegado direto por todos os canais possíveis: pelo gabinete, pela imprensa, e dentro do Congresso Nacional. Já participei de audiências públicas em que diversos pontos de vista foram apresentados e discutidos.
(15:30) Lucas: O Deputado LEU o documento inteiro?... o que acha do Presidente de nosso País não ter lido?
(15:30) Taís: A ideia de união civil de pessoas do mesmo sexo é a mesma coisa que casamento gay em cartório?
Chico Alencar - Não há que se falar em “casamento gay”, o que passa um entendimento religioso, de sacramento. A união civil é para garantir os direitos da comunhão, como compra conjunta de bens, direito a planos de saúde, constituição de patrimônio conjunto, herança, etc.
(15:31) Fabiana: Boa tarde! Queria que o deputado explicasse melhor o que é a objeção de consciência de que falou em relação à possibilidade de, eventualmente, a lei permitir aborto em outros casos além do estupro e do risco de vida para a mãe.
Chico Alencar - Trata-se de um direito cidadão, assegurado em muitos países, através do qual a pessoa pode se recusar a realizar um procedimento para o qual alegue ferir seus princípios religiosos ou filosóficos. Vale tanto para uma prosaica (na minha visão) transfusão de sangue quanto para não ir à guerra ou não realizar, sendo profissional da área médica, uma interrupção de gravidez.
(15:33) Francisco Fala com TODOS: A comissão da verdade ainda faz sentido depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve a Lei da Anistia?
Chico Alencar - Claro que faz, até porque o STF não suprimiu a História nem o direito coletivo à memória. Isso tudo deverá ser resgatado pela Comissão da Verdade, a exemplo do que já existe em muitos países vizinhos. Estes foram mais avançados. É o caso da Argentina, Chile e Uruguai. Quem não se recorda do passado corre o risco de revivê-lo.
Chico Alencar - É fundamental responsabilizar os agentes públicos que deveriam ter cumprido a lei e não cumpriram. Aqueles que não tinham alternativa institucional para se opor ao regime já foram julgados e penalizados severamente – muitas vezes utilizando expedientes ilegais.
(15:33) Lucas: Alguém já pensou em golpe-do-baú entre homossexuais? Essa será a única (ou a maior) consequência concreta da instituição de um "casamento" de pessoas do mesmo sexo. Não basta a relação que todos já tem e sempre tiveram? O amor vale mais ou o direito de reclamar bens?
Chico Alencar - Problemas de relacionamento existem entre casais de todo tipo, no mundo inteiro, independente da orientação sexual. O que se propõe é que aqueles relacionamentos homoafetivos tenham os mesmos direitos que os demais.
(15:34) GHMF: Sr. Deputado, antes de tudo V Excia. tem notado a posição do povo brasileiro com relação ao programa? Ou só dos "movimentos organizados", ou melhor, "movimentos marxistas"?
Chico Alencar - O povo brasileiro quer saúde, educação, acesso à justiça, o fim da violência contra as mulheres, e outros direitos já aprovados pela Constituição construída democraticamente. Os mecanismos de diálogo que a democracia representativa hoje dispõe estão abertos aos movimentos sociais – independente de ideologia, pois, repito, estamos numa democracia.
(15:34) Lucas: Direito à memória todos têm... O que o senhor acha da única ditadura deste país? Sabe que estou falando de Getúlio Vargas, não é?
Chico Alencar - Não concordo que a única ditadura que este país viveu tenha sido a do Estado Novo (1937/1945). Na República Velha, mesmo com eleições quadrienais, havia a dominação oligárquica do café-com-leite. De 1964 a 1985, “página infeliz da nossa história” (Chico Buarque /Francis Hime) também vivemos período trevoso.
Chico Alencar - A memória se constitui pelo somatório de informações de todos os lados. E no Brasil ainda temos segredos não desvelados.
(15:35) Thiago: Por que o PNDH-3 não traz mais a ideia de controle social da mídia? A Conferência Nacional de Comunicação não defendeu isso?
Chico Alencar - O PNDH traz sim propostas para controle social e democrático da mídia a ser construído em discussão e debate no Congresso Nacional.
(15:36) Daniel: Muita gente acha que o PNDH é só ou quase só isso. Mas ninguém fala por exemplo da legalização da prostituição!
Chico Alencar - Não se trata de instituir a profissão de prostituta, mas sim de garantir assistência de saúde e direitos sociais a essas pessoas. Pessoalmente, tenho dificuldades de entender esse “ofício” como profissão. Penso que trata-se mais de falta de opção e de oportunidades.
(15:36) Gilberto Gomes: Qual a possibilidade do PNDH-3 ajudar numa iniciativa do legislativo em rever a Lei de Anistia?
Chico Alencar - A inclusão do tema “direito à memória e à verdade” no PNDH, já tem um grande mérito de ter gerado um debate na sociedade. Qualquer proposição no Congresso Nacional que reveja a Lei de Anistia estará fortalecida por um processo democrático que envolveu cerca de 14 mil pessoas.
(15:36) PauloU: Deputado, eu estava estudando os 10 países com mais elevado IDH e notei que nenhum deles defendem ideias como controle social da mídia, relativização do direito de propriedade, enfraquecimento do estado de direito, restrição à liberdade de imprensa. Qual a referencia do PNDH em termos mundiais?
Chico Alencar - É importante você verificar se nesses países a mídia privada tem a hegemonia que tem no Brasil, se as concessões são feitas por influência política, como aqui (Sarney, por ex., é o rei das comunicações no seu estado), se ao direito de propriedade não corresponde responsabilidade social (como previsto na nossa Constituição). A referência deriva de avanços sociais e democráticos em todo o mundo. Conheço os EUA, a França, a Espanha, a Itália, Israel e Inglaterra. Garanto a você que essa ‘liberdade absoluta’ e sem qualquer contrapartida social para a mídia e à propriedade privada – não me refiro à de bens de uso pessoal, claro – não existe.
Chico Alencar - Ao que percebo, ninguém “defende o aborto”. O que há na sociedade, no Parlamento, no governo, no Judiciário e até nas igrejas (“Católicas pelo direito de decidir”, por exemplo) é um debate sobre a descriminalização da interrupção de gravidez recente em determinados casos (alguns previstos há décadas pelo Código Penal) ou por decisão da mulher. Ninguém pratica um aborto com alegria. Hillary Clinton diz – e aí eu concordo com ela – que o ideal é buscarmos condições sociais e culturais para que esta questão não se coloque mais.
(15:38) Lucas: Audiências [sobre o PNDH-3) onde? em Brasília?? Quem paga a passagem dos ONGueiros profissionais irem representar a "sociedade" "civil"?
Chico Alencar - As audiências públicas são sim realizadas em Brasília, no Congresso Nacional. A sociedade brasileira está aprendendo a se organizar, se fazer ouvir e existem instrumentos institucionais que viabilizam essa participação. Os próprios grupos pagam suas despesas.
(15:39) Marcelo: Porque o PNDH-3 não é divulgado e esclarecido na sociedade em mídia aberta?
Chico Alencar - Os grandes meios de comunicação não têm interesse em fazer o debate aberto. Um dos pontos que o programa discute é a democratização da comunicação. Para a grande mídia, o tema é sensível, o que a faz ter resistências ao programa como um todo.
(15:40) Taís: É verdade que ministros de FHC apoiaram o PNDH-3?
Chico Alencar - Sim, vários ex-integrantes do antigo governo FHC, inclusive os antigos secretários de Direitos Humanos daquele governo têm dado apoio público ao PNDH-3. Inclusive porque o PNDH-3 é uma atualização dos programas anteriores.
(15:41) Lucas: O senhor já reuniu a lista das minorias e, por exclusão, verificou quem fica de fora das prioridades dos sistemas de saúde e de assistência residencial? Os possivelmente "normais" seriam uma minoria de possivelmente uns 20 ou 30 mil brasileiros. Porque eles não merecem atenção?
Chico Alencar - Na sociedade brasileira, uma das mais desiguais do mundo, o acesso aos direitos fica restrito a uma pequena minoria. O Programa quer mudar isso.
Chico Alencar - Não sei se você sabe, mas rompi com o PT em 2005, sou deputado eleito pelo PSOL e não defendo esse governo. Mas reconheço, desde os tempos de FHC, que os programas nacionais de DH (são 3 com esse) se originam em amplos debates, participativos – e com a participação de muitos movimentos de denominação cristã (sou testemunha disso). Os grupos Pró-Vida e Pró-Família poderiam se articular para participar. Como o Programa é periodicamente atualizado, nova possibilidade para sanar eventual restrição está aberta.
(15:42) Fabiana: O Congresso já rejeitou projetos que falavam do aborto. Por que o governo insiste nisso?
Chico Alencar - De fato, o projeto foi rejeitado pela comissão de Seguridade Social, mas a questão não terminou aí, com essa decisão legislativa. Uma sociedade democrática precisa discutir todas as questões, e esta envolve saúde pública, crença religiosa, direitos individuais, estado laico etc. Por óbvio, se houvesse a descriminalização do aborto ninguém seria obrigado a praticá-lo, nem se pode banalizar esse problema angustiante. O Programa, embora materializado por decreto do governo, não é DO governo: expressa opiniões predominantes de quem participou de uma longa dinâmica de debates. O Programa, repito, não é determinativo: fixa orientações, diretrizes e propõe debates. Aliás, isso é o que mais está conseguindo...
(15:44) Francisco: Deputado, na sua opinião, a decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve a Lei de Anistia foi um erro? A comissão da verdade deveria ter o direito de punir?
Chico Alencar - Ninguém quer vingança. Só o fato de saber quem foram os torturadores já constitui uma forma de punição.
(15:44) Lucas: Deputado, para uma união material (compras, bens, etc.) já existe outro contrato social que pode funcionar juridicamente com perfeição: o contrato social. Por que não pensam nisso e já se resolve tudo?? Assim não precisam insistir que num casal homossexual um seria a "mulher frágil dona de casa e oprimida" e outro o "macho com dinheiro".
Chico Alencar - A quantidade de ações na Justiça já mostra que os direitos não estão sendo garantidos.
Chico Alencar - É importante o PNDH-3 abrir esse espaço de debate para ouvir todos que pensam de forma diferente.
(15:45) Thiago: Poderia explicar melhor o que é a mediação de conflitos agrários? A mediação ocorreria no caso de desocupação de terras invadidas, isto é, a polícia será obrigada a negociar a saída dos sem-terra em todos os casos?
Chico Alencar - Os sucessivos governos não realizaram a reforma agrária e seguimos tendo uma das maiores concentrações fundiárias. A ocupação de terras improdutivas ainda é o único instrumento para pressionar o estado. O Programa sugere apresentar projetos de Lei para institucionalizar a utilização da mediação. E todo detalhamento do texto ainda será discutido no Congresso Nacional. O Programa sugere a presença do Ministério Público, do Poder Público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar em audiência pública coletiva com os envolvidos. A mediação é um instrumento para agilizar e pacificar os conflitos rurais.
(15:46) PauloU: Mas Deputado, sabemos que a maioria das Conferencias Nacionais são realizadas com ONGS que recebem verba governamental. Em qualquer país sério, isso gera um conflito de interesse. A possibilidade de que exista condução das Conferencias Nacionais já coloca sua existência em risco. Isso deveria ser feito por meio de formas efetivas de participação social.
Chico Alencar - Há ONGs e ONGs. Conheço muitas que resistem à manipulação governamental. No caso das entidades de direitos humanos, posso assegurar a você que a maioria tem independência crítica, inclusive porque não precisam de tantos recursos financeiros.
Chico Alencar - Como católico, sou favorável ao Estado laico, que é a única forma de garantir a diversidade religiosa. Não há que se falar em obrigação nem em proibição de símbolos religiosos. A tendência moderna é, por exemplo, nas novas construções abertas ao público se criar espaços ecumênicos, possibilitadores de orações, preces, axés e mesmo reflexões de ateus. Cá entre nós, o crucifixo em certos ambientes é uma ofensa aos princípios pelos quais Jesus Cristo morreu... também não se deve fazer um “cavalo de batalha” para se tirar um símbolo religioso já consolidado em algum lugar.
(15:48) Taís: O PNDH-3 é um plano de governo socialista?
Chico Alencar - Não. O Programa não defende a socialização dos meios de produção, o controle do poder através de conselhos populares ou planejamento democrático da economia. Ele levanta pontos possíveis de serem realizados em um capitalismo avançado.
(15:48) alessandro: As propostas do plano de direitos humanos são em sua maioria autoritários; as propostas como a de 1 órgão que fica fiscalizando o conteúdo editorial de periódicos em nada difere do que a ditadura fazia, todas as propostas para a imprensa não visam melhorá-la, mas censurá-la e força-la a mentir; é 1 vergonha e merece ser arquivada e abandonada; só o que presta é a comissão da verdade e a liberação do casamento gay.
Chico Alencar - No período da ditadura militar os conteúdos dos meios de comunicação eram censurados previamente por um órgão estatal. O que se defende no PNDH-3 é que existam parâmetros, debatidos democraticamente, que orientem a sociedade na escolha do que vão ler, ouvir ou assistir, valorizando material de mídia que se paute pelo respeito aos direitos humanos. Em momento algum o Programa fala em censura, restrição ou proibição de qualquer tipo.
(15:49) Isabel: Deputado, qual a finalidade da Comissão da Verdade mencionada no decreto?
Chico Alencar - A finalidade é discutir e levantar informações sobre as violações de direitos humanos ocorridas durante a Ditadura Militar, trazendo dessa forma a verdade à tona. Vários países do mundo tiveram comissões da verdade que atuaram dessa forma, e na América Latina apenas o Brasil não acertou as contas com o passado.
Chico Alencar - Primeiro, eu não sou “vermelho”, sou ”marrom, moreno, mestiço”. Segundo, não existe o vocês nesse caso, e sim um parlamentar, que expressa ideias e convicções e que está aqui dialogando com vocês. O anticomunismo e a homofobia estão um pouco fora de moda, você não acha? Até a República Popular da China, do esquecido livrinho vermelho de Mao, anda fascinada por bancos e McDonald´s... O “perigo” real é cairmos numa democracia.
(15:51) PauloU: Dep. Chico, os países que optaram por regimes no qual o Estado possui muito poder (ex. Venezuela, Equador) ou que existem grupos (Privados ou ONGs) que controlam a atuação estatal, a corrupção aumenta muito. No PNDH, não vi nenhuma proposta que aumenta o poder do cidadão e reduz a força dos grupos de interesse. Hoje, a Venezuela e o Equador são os países mais corruptos da América Latina, segundo a Transparência Internacional.
Chico Alencar - O primeiro eixo do Programa é todo dedicado a garantir participação e controle social das políticas públicas, existindo inclusive recomendação ao Poder Legislativo para o desbloqueio dos mecanismos do referendo e do plebiscito, e apoio à iniciativa popular dos projetos de Lei e fortalecimento dos conselhos, hoje existentes, que fazem o controle social das políticas públicas (saúde, educação, assistência social, etc).
Chico Alencar - Pela natureza do chat e pela minha limitação de tempo, não dá mesmo para aprofundar certas questões. Vou imprimir sua participação e dialogaremos depois (envie seu e-mail). Não teve censura, pessoal, tem é outra exigência de trabalho, e ninguém pode me substituir em plenário - como a qualquer um de vocês, se estivessem com demandas no trabalho.
(16:52) Chico Alencar fala com todos:
Caríssimo(a)s participantes desse fecundo e respeitoso diálogo: a ordem do dia vai começar, preciso ir para o Plenário. Mas agradeço MUITO a participação de vocês, que demonstraram, (exceto um ou outro que fez ofensa pessoal a terceiros - e não publicamos), espírito cidadão. Termino como comecei, para colocar o Programa no patamar da realidade, retirando-o desse nicho da ‘demonização’: trata-se de um processo que o Poder Público nacional assumiu há 14 anos, e que está sendo atualizado.
Ele não é proposta do Executivo ao Legislativo: assinado que foi por 31 ministros de Estado, vincula apenas os órgãos da administração pública federal. Não restringe direitos particulares nem tem efeitos externos imediatos. Promove, como vimos aqui, bons debates. A reação é forte pq. alguns setores ainda estão sensíveis a uma tradição oligárquica, elitista e de viés autoritário que existe na cultura brasileira.
Registro opinião (que a mídia grande não repercutiu) do representante da CNBB – Dr. Geniberto Campos, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz - em audiência pública aqui na Câmara, no início de fevereiro (ruralistas e militares, convidados, não compareceram, infelizmente): “esse plano, na realidade, é um avanço significativo. Essa proposta foi construída ao longo dos anos. Discordância com um ou outro ponto é natural. A expectativa é que cheguemos a um momento em que liberdade, democracia, direitos humanos e ética sejam naturais e permeiem toda a organização social” Obrigado a todo(a)s, valeu! Estou sempre às ordens, o mandato é público e de todos: WWW.chicoalencar.com.br; dep.chicoalencar@camara.gov.br - twitter : @depchicoalencar
(17:01) Dep.Chico Alencar Fala com TODOS: A maioria dos brasileiros não LEU o PNDH 3 e fica fixada em 4 ou 5 pontos mais polêmicos da proposta, que foram as que discutimos, na brevidade que esse instrumento eletrônico permite. Continuemos. Lembrando de Paulo Freire, o grande educador: diálogo efetivo é aquele em que se produz um pensamento comum. Limitei-me a responder, julgando prestar informações, e, quando interpelado, externei opiniões. Os do governo que editou o Programa e a maioria absoluta dos parlamentares prefere fugir do assunto, para não perder votos. Não faço esse tipo de política. Não sou sectário, combate em mim qualquer visão dogmática, mas também não gosto de me omitir. Quem se sentiu censurado (?!!) ou insatisfeito, envie perguntas ou comentários (desde que não sejam ofensivos, reitero), enviem para meu e-mail. Abs, Chico A.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3): Futuro presidente terá que decidir sobre implantação de ações 05/10/2010
Aborto: Dilma Diz ser contra mas PNDH3 desmente:
O original do Plano Nacional de Direitos Humanos 3
Embora ela negue
o aborto está lá
link ativo.
http://portal.mj.gov.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Governo volta a defender descriminalização do aborto em documento oficial O Globo 23/07/2010 BRASÍLIA - Dois meses após ter sido excluída do
Governo volta a defender descriminalização do aborto em documento oficial
O Globo
23/07/2010
BRASÍLIA - Dois meses após ter sido excluída do 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, a descriminalização do aborto voltou a ser defendida oficialmente pelo governo brasileiro. No documento "Consenso de Brasília", resultado da XIª Conferência Regional sobre Mulheres do Caribe e da América Latina, do Cepal, vinculado à ONU, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, defendeu a revisão das leis que prevêem medidas punitivas contra as mulheres que tenham cometido aborto. Esta é uma das 79 ações previstas no texto, incluída no capítulo dos direitos sexuais e reprodutivos. O evento ocorreu em Brasília e ratificou posições de tratados internacionais.
O fim das penas para a mulher que aborta teve apoio de 33 países e a ressalva de três contrários: Estados Unidos, Chile e Costa Rica. Depois de muita polêmica e pressão de vários setores, principalmente da Igreja Católica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou alterações no programa de Direitos Humanos, no início do ano. A defesa de projeto que descriminaliza o aborto foi substituída pelo entendimento de que trata-se de um tema de saúde pública. Como anfitriã do evento, Nilcéa coordenou várias mesas de debate, entre as quais a que discutiu o aborto. A ministra fez uma defesa enfática do fim da punição para essas mulheres e foi elogiada por representantes de entidades não-governamentais.
" Existe um conflito dentro de governo, mas de forças desiguais. Tirar esse assunto do papel exige uma grande pressão da sociedade "
- A ministra Nilcéa agiu de forma muito corajosa. Na véspera de uma eleição, ela defendeu com muita garra esse compromisso. Existe um conflito dentro de governo, mas de forças desiguais. Tirar esse assunto do papel exige uma grande pressão da sociedade - disse Guacira Oliveira, diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), que acompanhou essa discussão na conferência.
O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara, afirmou que a entidade defende bandeiras históricas dos direitos humanos, mas voltou a criticar a descriminalização do aborto e a inclusão desse artigo no texto da Conferência das Mulheres. Dom Dimas disse que a expressão "revisar leis que prevêem medidas punitivas para mulheres que cometem abortos" significa descriminalizar o que hoje é um crime.
- É aquela história do uso do eufemismo, para não dizer abertamente o que está no cerne da questão. É como falar em interrupção voluntária da gravidez, uma forma menos direta de se chamar o aborto. Virou chavão dizer que a mulher tem direito sobre seu corpo. Mas é uma concepção falaciosa. Um embrião é outro corpo - disse Dom Dimas Lara.
A subsecretaria de Articulação de Institucional da Secretaria Especial das Mulheres, Sônia Malheiros Miguel, afirmou que o fim da punição para mulheres que abortam integra documentos de outras conferências internacionais, como a de Beijing, de 1995, que também foi apoiado pelo governo brasileiro. Para Sônia, condenar a prisão uma mulher que fez um aborto, é fazê-la sofrer duas vezes.
- O governo brasileiro tem uma posição clara, que não se trata de uma questão criminal, mas de saúde pública. Somos contra punições para essas mulheres - disse Sônia Malheiros.
" Virou chavão dizer que a mulher tem direito sobre seu corpo. Mas é uma concepção falaciosa. Um embrião é outro corpo "
Sobre novas críticas a essa posição da Secretaria de Mulheres, Sônia afirmou que não entenderam o papel do documento "Consenso de Brasília".
- O documento sugere políticas. Não é lei nem no Brasil nem em lugar nenhum do mundo. São posições que devem ser olhadas.
A subsecretária afirmou que revisar as leis pode ter muitos significados, como desde ampliar situação do chamado aborto legal (no Brasil hoje, só em caso de estupro ou risco de morte da gestante) ou até mesmo legalizar essa prática.
Clipping Bem Fam(23/07/010)
Governo volta a defender descriminalização do aborto em documento oficial O Globo 23/07/2010 BRASÍLIA - Dois meses após ter sido excluída do
Governo volta a defender descriminalização do aborto em documento oficial
O Globo
23/07/2010
BRASÍLIA - Dois meses após ter sido excluída do 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, a descriminalização do aborto voltou a ser defendida oficialmente pelo governo brasileiro. No documento "Consenso de Brasília", resultado da XIª Conferência Regional sobre Mulheres do Caribe e da América Latina, do Cepal, vinculado à ONU, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, defendeu a revisão das leis que prevêem medidas punitivas contra as mulheres que tenham cometido aborto. Esta é uma das 79 ações previstas no texto, incluída no capítulo dos direitos sexuais e reprodutivos. O evento ocorreu em Brasília e ratificou posições de tratados internacionais.
O fim das penas para a mulher que aborta teve apoio de 33 países e a ressalva de três contrários: Estados Unidos, Chile e Costa Rica. Depois de muita polêmica e pressão de vários setores, principalmente da Igreja Católica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou alterações no programa de Direitos Humanos, no início do ano. A defesa de projeto que descriminaliza o aborto foi substituída pelo entendimento de que trata-se de um tema de saúde pública. Como anfitriã do evento, Nilcéa coordenou várias mesas de debate, entre as quais a que discutiu o aborto. A ministra fez uma defesa enfática do fim da punição para essas mulheres e foi elogiada por representantes de entidades não-governamentais.
" Existe um conflito dentro de governo, mas de forças desiguais. Tirar esse assunto do papel exige uma grande pressão da sociedade "
- A ministra Nilcéa agiu de forma muito corajosa. Na véspera de uma eleição, ela defendeu com muita garra esse compromisso. Existe um conflito dentro de governo, mas de forças desiguais. Tirar esse assunto do papel exige uma grande pressão da sociedade - disse Guacira Oliveira, diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), que acompanhou essa discussão na conferência.
O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara, afirmou que a entidade defende bandeiras históricas dos direitos humanos, mas voltou a criticar a descriminalização do aborto e a inclusão desse artigo no texto da Conferência das Mulheres. Dom Dimas disse que a expressão "revisar leis que prevêem medidas punitivas para mulheres que cometem abortos" significa descriminalizar o que hoje é um crime.
- É aquela história do uso do eufemismo, para não dizer abertamente o que está no cerne da questão. É como falar em interrupção voluntária da gravidez, uma forma menos direta de se chamar o aborto. Virou chavão dizer que a mulher tem direito sobre seu corpo. Mas é uma concepção falaciosa. Um embrião é outro corpo - disse Dom Dimas Lara.
A subsecretaria de Articulação de Institucional da Secretaria Especial das Mulheres, Sônia Malheiros Miguel, afirmou que o fim da punição para mulheres que abortam integra documentos de outras conferências internacionais, como a de Beijing, de 1995, que também foi apoiado pelo governo brasileiro. Para Sônia, condenar a prisão uma mulher que fez um aborto, é fazê-la sofrer duas vezes.
- O governo brasileiro tem uma posição clara, que não se trata de uma questão criminal, mas de saúde pública. Somos contra punições para essas mulheres - disse Sônia Malheiros.
" Virou chavão dizer que a mulher tem direito sobre seu corpo. Mas é uma concepção falaciosa. Um embrião é outro corpo "
Sobre novas críticas a essa posição da Secretaria de Mulheres, Sônia afirmou que não entenderam o papel do documento "Consenso de Brasília".
- O documento sugere políticas. Não é lei nem no Brasil nem em lugar nenhum do mundo. São posições que devem ser olhadas.
A subsecretária afirmou que revisar as leis pode ter muitos significados, como desde ampliar situação do chamado aborto legal (no Brasil hoje, só em caso de estupro ou risco de morte da gestante) ou até mesmo legalizar essa prática.
Clipping Bem Fam(23/07/010)
Governo volta a defender descriminalização do aborto em documento oficial O Globo 23/07/2010 BRASÍLIA - Dois meses após ter sido excluída do 3º P
Governo volta a defender descriminalização do aborto em documento oficial
O Globo
23/07/2010
BRASÍLIA - Dois meses após ter sido excluída do 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, a descriminalização do aborto voltou a ser defendida oficialmente pelo governo brasileiro. No documento "Consenso de Brasília", resultado da XIª Conferência Regional sobre Mulheres do Caribe e da América Latina, do Cepal, vinculado à ONU, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, defendeu a revisão das leis que prevêem medidas punitivas contra as mulheres que tenham cometido aborto. Esta é uma das 79 ações previstas no texto, incluída no capítulo dos direitos sexuais e reprodutivos. O evento ocorreu em Brasília e ratificou posições de tratados internacionais.
O fim das penas para a mulher que aborta teve apoio de 33 países e a ressalva de três contrários: Estados Unidos, Chile e Costa Rica. Depois de muita polêmica e pressão de vários setores, principalmente da Igreja Católica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou alterações no programa de Direitos Humanos, no início do ano. A defesa de projeto que descriminaliza o aborto foi substituída pelo entendimento de que trata-se de um tema de saúde pública. Como anfitriã do evento, Nilcéa coordenou várias mesas de debate, entre as quais a que discutiu o aborto. A ministra fez uma defesa enfática do fim da punição para essas mulheres e foi elogiada por representantes de entidades não-governamentais.
" Existe um conflito dentro de governo, mas de forças desiguais. Tirar esse assunto do papel exige uma grande pressão da sociedade "
- A ministra Nilcéa agiu de forma muito corajosa. Na véspera de uma eleição, ela defendeu com muita garra esse compromisso. Existe um conflito dentro de governo, mas de forças desiguais. Tirar esse assunto do papel exige uma grande pressão da sociedade - disse Guacira Oliveira, diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), que acompanhou essa discussão na conferência.
O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara, afirmou que a entidade defende bandeiras históricas dos direitos humanos, mas voltou a criticar a descriminalização do aborto e a inclusão desse artigo no texto da Conferência das Mulheres. Dom Dimas disse que a expressão "revisar leis que prevêem medidas punitivas para mulheres que cometem abortos" significa descriminalizar o que hoje é um crime.
- É aquela história do uso do eufemismo, para não dizer abertamente o que está no cerne da questão. É como falar em interrupção voluntária da gravidez, uma forma menos direta de se chamar o aborto. Virou chavão dizer que a mulher tem direito sobre seu corpo. Mas é uma concepção falaciosa. Um embrião é outro corpo - disse Dom Dimas Lara.
A subsecretaria de Articulação de Institucional da Secretaria Especial das Mulheres, Sônia Malheiros Miguel, afirmou que o fim da punição para mulheres que abortam integra documentos de outras conferências internacionais, como a de Beijing, de 1995, que também foi apoiado pelo governo brasileiro. Para Sônia, condenar a prisão uma mulher que fez um aborto, é fazê-la sofrer duas vezes.
- O governo brasileiro tem uma posição clara, que não se trata de uma questão criminal, mas de saúde pública. Somos contra punições para essas mulheres - disse Sônia Malheiros.
" Virou chavão dizer que a mulher tem direito sobre seu corpo. Mas é uma concepção falaciosa. Um embrião é outro corpo "
Sobre novas críticas a essa posição da Secretaria de Mulheres, Sônia afirmou que não entenderam o papel do documento "Consenso de Brasília".
- O documento sugere políticas. Não é lei nem no Brasil nem em lugar nenhum do mundo. São posições que devem ser olhadas.
A subsecretária afirmou que revisar as leis pode ter muitos significados, como desde ampliar situação do chamado aborto legal (no Brasil hoje, só em caso de estupro ou risco de morte da gestante) ou até mesmo legalizar essa prática.
Clipping Bem Fam(23/07/010)
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Maíra Fernandes: Questão de saúde O Dia 10/05/2010
Presidente da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB-RJ
Rio - O polêmico e espinhoso tema do aborto foi objeto de um debate na sede da OAB/RJ, no fim de abril, extremamente oportuno, pois, segundo o ministro Paulo Vannuchi, o texto do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos corre o risco de ser modificado, justamente no que diz respeito ao apoio do Executivo à aprovação de projeto de lei que descriminalize a prática, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos.
Enquanto o ministro Vannuchi reflete, estima-se que, anualmente, mais de 1 milhão de brasileiras induzam o aborto e 250 mil mulheres procurem o Sistema Único de Saúde (SUS), vítimas de complicações decorrentes de abortos inseguros, uma das principais causas de mortalidade materna no País.
Diariamente, autoridades policiais fecham clínicas clandestinas de aborto Brasil afora e prendem as mulheres em flagrante delito, evidenciando que, aqui, a interrupção voluntária da gravidez ainda é tratada como caso de polícia, e não de saúde pública, como deveria, já que sua criminalização empurra incontáveis gestantes a perigosos procedimentos que podem levá-las – sobretudo as mais pobres – à morte ou à infertilidade.
São brasileiras cujo perfil nada se assemelha ao comumente estigmatizado: a maioria é católica, casada ou unida estavelmente, usuária de método contraceptivo, entre 20 e 29 anos, trabalhadora, escolarizada e mãe de pelo menos um filho, segundo pesquisa da UNB e Uerj/2009.
Clipping Bem Fam(10/05/010)