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Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O QUE É VIVER BEM?
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
PIOR QUE ESTAVA NÃO PODERIA FICAR.....SONETO DA DOR....FICOU!!!!
PIOR QUE ESTAVA NÃO PODERIA FICAR.....SONETO DA DOR....FICOU!!!!
PARA SER FIEL A ELE ,
PARA CUIDAR DA CASA DOS FILHOS,
CUMPRIR AS OBRIGAÇÕES DE UMA ESPOSA,
PASSAVA OS DIAS TRABALHANDO MUITO,
PARA NÃO PENSAR NA VIDA, NAS AGRESSÕES VERBAIS,
NAS HUMILHAÇÕES, TENTAVA NÃO VER A REALIDADE,
NÃO QUERIA VER,
NÃO CONSEGUIA ACEITAR A MINHA REALIDADE
QUE O HOMEM QUE AMEI, NA VERDADE ,
NÃO ME AMAVA,
SE FOSSE ASSIM NÃO ME TRATAVA DESSE JEITO,
ORA BOM,
ORA RUIM,
NÃO OFENDIA A MIM,
PELO CONTRÁRIO ME VALORIZAVA,
POIS SOU BONITA,
ÓTIMA ESPOSA EM TODOS OS SENTIDOS,
ELE NÃO SERIA BANDIDO,
SERIA MEU MARIDO,
MEU AMANTE, MEU AMOR.
ACHO QUE ELE PENSOU QUE ME AMAVA,
MAS FOI MEU CORPO,
TALVEZ MINHA BELEZA,
TALVEZ O DESEJO DE POSSE,
NUNCA ENTENDI
E NÃO ENTENDO ESSE TIPO DE AMOR DELE,
E DIZ QUE ME AMA E ME MALTRATA,
DEPOIS SE FINGE DE MORTO,
QUE NADA FEZ.
TUDO O QUE EU SONHEI VIROU UM PESADELO,
ASSIM QUE CHEGUEI DA LUA DE MEL,
TUDO POR CAUSA DE UMA CAMISA ,
PELA MINHA INESPERIÊNCIA
DEIXEI DE MOLHO E MANCHOU,
ME CHAMOU NO QUINTAL,
NA FRENTE DA MINHA SOGRA
DEU A MAIOR BRONCA
ME ENVERGONHOU, ME HUMILHOU,
ALI NAQUELA HORA CONHECI O REAL,
O VERDADEIRO, VOCÊ.
ASSIM POR ANOS VIVI ASSIM,
PROCURANDIO
SEMPRE BOTAR PANOS QUENTES,
NÃO BRIGAR, CHORAVA PELOS CANTOS
OBEDECIA SEM QUESTIONAR,
CALAVA A BOCA,
OBEDECIA O GENERAL,
MAS CHEGA UMA HORA QUE NÃO SE
CONSEGUE MAIS MENTIR NEM PARA SI MESMA,
VOCÊ VAI ACORDANDO,
TENTEI TRABALHAR,
TUDO ERA OBSTÁCULO,
SE DEIXASSE MEUS FILHOS
COM ALGUÉM E SE ALGUMA COISA
ACONTECESSE A CULPA ERA A MINHA
O MEDO,
O SENTIMENTO DE CULPA,
FUI DEIXANDO
MEUS DIPLOMAS ENGAVETADOS,
ATÉ QUE FUI TRABALHAR,
MINHA VIDA VIROU UM CAOS,
DE PIOR FICOU INSUSTENTÁVEL,
TENTOU RASGAR MINHA ROUPA
QUANDO ESTAVA DE SAIDA PARA O TRABALHO,
APANHEI NA CARA,
MAS PRENDI A BATER TAMBÉM,
NÃO SEI COMO ENFRENTEI,
IA TODOS OS DIAS CHORANDO DAR AULA
DEPOIS ENFRENTAR ALUNOS, NÃO ERA FACIL
E ASSIM ACABEI PERDENDO MINHA SAÚDE,
MINHA AUTO ESTIMA,
E ASSIM MORRI,
SABEM POR QUE?
FUI FRACA E COVARDE
DEVERIA TER LUTADO E ENFRENTADO
PIOR QUE ESTAVA NÃO PODERIA FICAR.

quinta-feira, 7 de abril de 2011
" Poema ao Jornalista " ( A Mário Martins - 1944 )
( A Mário Martins - 1944 )
Ninguém te vê. Nem o homem sério de óculos que se sentou
de pijama na cadeira de palhinha
na calçada de um subúrbio qualquer,
nem a mulher gorda que tira os óculos e chora por causa do
assassinato hediondo,
- o homem que matou seis filhos e bebeu veneno, -
ou pelos dez órfãos da mãe desesperada,
a mulher que se jogou na linha do trem e o trem repartiu na terra -.
Ninguém te vê. Nem o garoto que fuma escondido num lugar
mal cheiroso do colégio,
nem e menina de tranças que gosta de se sentar na ponta do
banco do bonde
e esquece a rua com as últimas histórias do impossível;
ninguém te vê, nem o rapaz que discute política na mesa do café,
nem a moça que procura o seu nome na crônica social,
onde a caridade fica muito mais bonita
e onde ela se sente muito mais humana...
Ninguém te vê.
Estás sentado na tua mesa, entre papéis dispersos, telegramas
de última hora,
a voz do secretário, o relâmpago do magnésio, a campainha do diretor,
a importância do homem que vai dar uma entrevista;
estás sentado na tua mesa, e escreves com a música dos linotipos
o ruído das máquinas datilográficas,
o vozerio dos companheiros que vão e vêm
a bandeja de café, a fumaça do cigarro, o cheiro de óleo,
- e na tua cabeça há uma prodigiosa procissão de coisas diversas
que se atropelam como os homens na rua
na mudança dos sinais. (Verde-vermelho-verde-vermelho
-verde-vermelho.)
Há presidente e chefes em Washington depois que o ladrão
assaltou o apartamento de Copacabana,
dois tiros, um aniversário, Marieta que cortou o pulso pela décima vez,
dez mil aviões desovando bombas, o jantar elegante no "grill" do cassino,
um fascista graúdo que tomou chumbo na cara, a mulher que teve quatro gêmeos,
a crônica sobre o vestido de Madame X, o político que promete um mundo melhor,
0 operário que caiu do 5 ° andar, o quilo de feijão a 3 cruzeiros,
Clark Gable que voltou da guerra, o último gol do América,
- tudo isto está na tua cabeça, que a tua cabeça é o mundo
debruçado sobre um bloco de papel...
Ninguém te vê. Mas tu vês o mundo, tu sentes o mundo, cada dia, cada noite,
captas o mundo, cada noite, cada dia,
e daqui a pouco, e amanhã bem cedo, terás milhões de olhos,
terás milhões de consciências,
porque te difundirás na multidão e andarás na multidão como os pés
no corpo ...
És tu que mudas todos os dias a alma das multidões,
dá-lhes novo alimento, nova água, novas preocupações, novas alegrias,
ou novos tormentos,
depois do sol, é a tua manchete que brilha mais, e que clareia e a rua,
e depois da noite, é a tua manchete que enluta o mundo e encobre os homens
Ninguém te vê. E existes e estás presente em toda parte como Deus,
nas ruas, nas batalhas, no avião que ronca no céu, no navio que não chegará,
na hora do fuzilamento, no recado para a família, nas barricadas.
nos subterrâneos inconquistáveis onde a liberdade se recolheu,
na festa do ministro, no banquete do político, na cadeia,
na praça onde a bomba estourou,
na escadaria onde falava o orador, no salão de baile,
no microfone não localizado,
na "première" da grande fita,
- tens mil olhos, mil ouvidos, mil almas, mil mãos,
estás em toda parte e ninguém te vê
até o momento em que explodes na rua como uma granada
e a tua voz é o hino de mil letras dos homens heterogêneos e dispersos...
Alma nova do mundo a cada novo dia. Música das ruas todos os instantes.
História efêmera que passa e a memória esquecerá
se os livros não lembrarem;
sem ti reduziríamos o mundo ao alcance dos nossos olhos,
e ficaríamos surdos e mudos, e de tal forma haveria silêncio
e deserto ao redor,
que nos julgaríamos de repente saídos de uma bomba-foguete
sobre a face da lua...
Sem ti o mundo de hoje seria como mastro sem bandeira
como bandeira sem vento, como rádio sem antena,
como cérebro sem pensamento, como bússola sem norte,
como morte sem vida
como vida sem morte...
Sem ti, o mundo seria mundos
muitos mundos, o meu, o teu, o dele, mundinhos de cada um,
nunca um mundo só, nosso mundo, imenso mundo, mandão,
que sai da tua cabeça
e escorre da tua mão!
( Poema de JG de Araujo Jorge - do livro
" O Canto da Terra " 1a edição - 1945 )
Fui ser feliz e não volto..."
(por Fran Zorzaneli)
domingo, 9 de maio de 2010
Soneto Antigo - Mário Faustino
8.5.2010
|23h30m
poema da noite
Soneto Antigo - Mário Faustino
Esse estoque de amor que acumulei
Ninguém veio comprar a preço justo.
Preparei meu castelo para um rei
Que mal me olhou, passando, e a quanto custo.
Meu tesouro amoroso há muito as traças
Comeram, secundadas por ladrões.
A luz abandonou as ondas lassas
De refletir um sol que só se põe
Sozinho. Agora vou por meus infernos
Sem fantasma buscar entre fantasmas.
E marcho contra o vento, sobre eternos
Desertos sem retorno, onde olharás
Mas sem o ver, estrela cega, o rastro
Que até aqui deixei, seguindo um astro.
Mário Faustino dos Santos e Silva (Teresina, 22 de outubro de 1930 - Lima, Peru, 27 de novembro de 1962) - Além de poeta foi crítico, tradutor e jornalista. Ficou muito conhecido por seu trabalho de divulgação da poesia no Jornal do Brasil quando assinava o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, na seção Poesia-Experiência. Publicou apenas um livro de poesia O Homem e sua Hora (1955). Morreu prematuramente vítima de um desastre aéreo.
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