Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

#Tuberculose nas #Prisoes #CEDUS

  Observatório Tuberculose Brasil TUBERCULOSE NAS PRISÕES Projeto “Como aumentar a detecção de tuberculose na população privada de liberdade” Aprovado pela TB Reach, programa ligado ao Stop TB Partnership da Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como foco a população prisional dos municípios do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Charqueadas (RS) Saiba mais: http://www.brasil.gov.br/saude/2014/09/populacao-carceraria-sera-alvo-de-acao-contra-tuberculose *Nota nossa (Observatório TB): A população privada de liberdade tem um risco 28 vezes maior de adoecimento e óbito por tuberculose do que a população geral. No Rio de Janeiro, a taxa de incidência é 30 vezes superior entre as pessoas presas do que na população geral; em algumas unidades prisionais, um preso em cada 20 tem tuberculose ativa. Um estudo de epidemiologia molecular em 2012, mostrou que cerca de 75% dos casos de tuberculose identificados em uma prisão estavam relacionados não à reativação de infecções latentes, mas sim a infecções recentes, presumidamente adquiridas na prisão, o que demonstra a circulação massiva de cepas do bacilo da tuberculose. O estudo foi realizado pela Secretaria da Administração Penitenciária, em parceria com o Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF) - ambos departamentos da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) - e o Laboratório de Microbiologia Celular do IOC/Fiocruz, em uma unidade carcerária altamente endêmica para a tuberculose, com 1,4 mil presos, no Rio de Janeiro. Os dados do estudo sugerem que, em ambientes confinados e hiperendêmicos, a efetividade de estratégias essencialmente biomédicas (identificação e tratamento dos casos) pode ser muito limitada se não estiver associada à diminuição da superpopulação carcerária e a intervenções que visem melhorar a ventilação e iluminação natural das prisões. No Brasil, onde cerca de 500 mil pessoas estão encarceradas, a tuberculose é altamente endêmica nas prisões. No Rio de Janeiro, a taxa de incidência é 30 vezes superior entre as pessoas presas do que na população geral; em algumas unidades prisionais, um preso em cada 20 tem tuberculose em atividade. O estudo foi publicado no Epydemiology and Infection - Cambrige University Press 2011 e teve o objetivo de avaliar a circulação do Mycobacterium tuberculosis em uma prisão de alta endemicidade. O laboratório de bacteriologia da tuberculose do Centro de Referência Professor Hélio Fraga foi utilizado para realização da cultura para BK, além do teste de sensibilidade das cepas fornecidas para a pesquisa. A Ensp também forneceu a unidade móvel de Raio X do CRPHF, que possibilitou o rastreamento dos casos através de screening radiológico, totalizando 3.372 exames. O trabalho foi coordenado pela responsável pelo Programa de Controle da Tuberculose da Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, Alexandra Sanchez. A partir das constatações iniciais, estudo complementar foi desenvolvido, no âmbito do Projeto Fundo Global Tuberculose - Brasil, pelas mesmas equipes e por arquitetos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, que resultou na edição do Manual de Intervenções Ambientais para o Controle da Tuberculose nas Prisões, editado pelo Depen/Ministério da Justiça e pelo Ministério da Saúde, e na inclusão de recomendações para melhoria da ventilação e iluminação natural das prisões na Resolução nº 9/2011 do CNPCP (Ministério da Justiça), que define as normas para a construção de prisões.   ________________________________________________________________ Roberto Pereira Centro de Educação Sexual - CEDUS SEXUALIDADE – SAÚDE – CIDADANIA   CNPJ: 74055906 / 0001-40 Reg. CMDCA/ RJ: 02/184/ 349  -  Reg. CMAS/ RJ: 0297/00 Utilidade Pública Municipal - Lei 3115 em 03/10/2000 Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro LEI 2947/2005 Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB Membro da Comissão Estadual de Aids e Tuberculose - SES/RJ Membro da Comissão de Aids e Tuberculose do CMS/RJ  Brasil - Rio de Janeiro - RJ Cel: (55.21) 99429-4550 cedusrj@yahoo.com.br - cedus@hotmail.com           __._,_.___ Enviado por: CEDUS Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Jogo de empurra na falta de medicamento para TB

  A história é sempre a mesma: Ninguém assume a responsabilidade e a "culpa" pela falência medicamentosa acaba caindo nas costas do elemento mais frágil - o paciente. _________________________________________________________________ Uma das piores consequências do desabastecimento dos medicamentos da tuberculose é a insegurança que isto gera nos pacientes e a subsequente quebra de confiança que era depositada nas equipes de saúde.- Alexandre Milagres _________________________________________________________________ Rio, Jogo de empurra na falta de remédios contra tuberculose Médico alerta para a gravidade da situação Jornal O Dia 19/5 Rio - O motivo da falta de medicamentos de tuberculose no Rio virou jogo de empurra entre os órgãos responsáveis pela distribuição. O governo estadual, que recebe os remédios e repassa para o município, diz que o Ministério da Saúde entregou os lotes com atraso. O Ministério, por sua vez, afirmou que não houve alteração nas quantidades e datas de entrega. O impasse já prejudicou centenas de portadores da doença, que estão recebendo os medicamentos fracionados desde a semana passada. A promessa é que a situação seja normalizada até sexta-feira. O Ministério da Sáude informou que a remessa de 1,1 milhão de comprimidos enviada ao estado em 25 de abril e 21 de março é suficiente para toda a demanda fluminense até o final de julho. Em nota, o órgão disse que não recebeu nenhuma comunicação do estado e município sobre a falta de remédios, o que pode ser feito a qualquer momento. A Secretaria estadual de Saúde alega que recebeu lotes fracionados e que o Ministério da Saúde irá complementar a remessa no fim de junho. Nesta segunda-feira, equipe do DIA percorreu postos de saúde da Zona Norte e constatou o reabastecimento parcial de alguns remédios. Paciente percorreu cinco postos De acordo com o pneumologista Alexandre Milagres, o paciente que interrompe o tratamento da tuberculose pode sofrer o retrocesso da doença. “Quando o portador deixa de tomar o remédio, a bactéria passa a ficar resistente e compromete toda a evolução do quadro”, explicou Alexandre. O tratamento dura seis meses e é divido em duas fases: a primeira com quatro antibióticos e a segunda com dois. Para não ficar sem tomar o remédio, a estudante Aline Luiza Soares, foi obrigada a prolongar a primeira fase. “Estou há uma semana procurando os remédios da segunda fase e não acho. Meu médico estendeu a primeira por cinco dias para eu não ficar descoberta”, contou. http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-05-19/jogo-de-empurra-na-falta-de-remedios-contra-tuberculose.html Jogo de empurra na falta de remédios contra tuberculose - Rio - O Dia odia.ig.com.br _____________________________________________________________________________________ Roberto Pereira Centro de Educação Sexual - CEDUS SEXUALIDADE – SAÚDE – CIDADANIA   CNPJ: 74055906 / 0001-40 Reg. CMDCA/ RJ: 02/184/ 349  -  Reg. CMAS/ RJ: 0297/00 Utilidade Pública Municipal - Lei 3115 em 03/10/2000 Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro LEI 2947/2005 Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB Membro da Comissão Estadual de Aids e Tuberculose - SES/RJ Membro da Comissão de Aids e Tuberculose do CMS/RJ  Brasil - Rio de Janeiro - RJ Cel: (55.21) 99429-4550 cedusrj@yahoo.com.br - cedus@hotmail.com           __._,_.___ Enviado por: CEDUS Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___   Pois é,é um absurto gastarem tando dinheiro por causa da COPA,o paciente que temha paciemcia,com TB.... Este é o governo de hoje da mais atenção a COPA do que atenção a saúde pública,me revolta ler isto tem dinheiro pra jogo mais saúde não ..... Em 20/05/2014 09:17, "CEDUS cedusrj@yahoo.com.br [fonaids]" escreveu:   A história é sempre a mesma: Ninguém assume a responsabilidade e a "culpa" pela falência medicamentosa acaba caindo nas costas do elemento mais frágil - o paciente. _________________________________________________________________ Uma das piores consequências do desabastecimento dos medicamentos da tuberculose é a insegurança que isto gera nos pacientes e a subsequente quebra de confiança que era depositada nas equipes de saúde.- Alexandre Milagres _________________________________________________________________ Rio, Jogo de empurra na falta de remédios contra tuberculose Médico alerta para a gravidade da situação Jornal O Dia 19/5 Rio - O motivo da falta de medicamentos de tuberculose no Rio virou jogo de empurra entre os órgãos responsáveis pela distribuição. O governo estadual, que recebe os remédios e repassa para o município, diz que o Ministério da Saúde entregou os lotes com atraso. O Ministério, por sua vez, afirmou que não houve alteração nas quantidades e datas de entrega. O impasse já prejudicou centenas de portadores da doença, que estão recebendo os medicamentos fracionados desde a semana passada. A promessa é que a situação seja normalizada até sexta-feira. O Ministério da Sáude informou que a remessa de 1,1 milhão de comprimidos enviada ao estado em 25 de abril e 21 de março é suficiente para toda a demanda fluminense até o final de julho. Em nota, o órgão disse que não recebeu nenhuma comunicação do estado e município sobre a falta de remédios, o que pode ser feito a qualquer momento. A Secretaria estadual de Saúde alega que recebeu lotes fracionados e que o Ministério da Saúde irá complementar a remessa no fim de junho. Nesta segunda-feira, equipe do DIA percorreu postos de saúde da Zona Norte e constatou o reabastecimento parcial de alguns remédios. Paciente percorreu cinco postos De acordo com o pneumologista Alexandre Milagres, o paciente que interrompe o tratamento da tuberculose pode sofrer o retrocesso da doença. “Quando o portador deixa de tomar o remédio, a bactéria passa a ficar resistente e compromete toda a evolução do quadro”, explicou Alexandre. O tratamento dura seis meses e é divido em duas fases: a primeira com quatro antibióticos e a segunda com dois. Para não ficar sem tomar o remédio, a estudante Aline Luiza Soares, foi obrigada a prolongar a primeira fase. “Estou há uma semana procurando os remédios da segunda fase e não acho. Meu médico estendeu a primeira por cinco dias para eu não ficar descoberta”, contou. http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-05-19/jogo-de-empurra-na-falta-de-remedios-contra-tuberculose.html Jogo de empurra na falta de remédios contra tuberculose - Rio - O Dia odia.ig.com.br _____________________________________________________________________________________ Roberto Pereira Centro de Educação Sexual - CEDUS SEXUALIDADE – SAÚDE – CIDADANIA   CNPJ: 74055906 / 0001-40 Reg. CMDCA/ RJ: 02/184/ 349  -  Reg. CMAS/ RJ: 0297/00 Utilidade Pública Municipal - Lei 3115 em 03/10/2000 Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro LEI 2947/2005 Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB Membro da Comissão Estadual de Aids e Tuberculose - SES/RJ Membro da Comissão de Aids e Tuberculose do CMS/RJ  Brasil - Rio de Janeiro - RJ Cel: (55.21) 99429-4550 cedusrj@yahoo.com.br - cedus@hotmail.com           __._,_.___ Enviado por: Simone Martha Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (2) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Secretário admite aumento de 30% nos casos de tuberculose no Rio


Conforme temos recorrentemente denunciado, o secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, confirma o aumento dos casos de tuberculose no município do Rio de Janeiro.

 Rio -  JORNAL DO BRASIL

rocinha.jpgSecretário admite aumento de 30% nos casos de tuberculose no Rio
Morre de tuberculose menina de 14 anos, filha do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que se encontra preso em Bangu
A incidência da doença na Rocinha reflete o aumento de casos na capital do estado.

Além da Rocinha, bairros como Bangu, Caju e Campo Grande lideram as estatísticas da doença.

O município do Rio é responsável por mais da metade do número de casos da doença no estado.

O Estado do Rio de Janeiro lidera o desonroso ranking nacional com a maior incidência da doença (70/100 mil) o dobro da média nacional (37,7 casos por 100 mil habitantes) e o maior número de óbitos, com 900 mortes /ano, mortes anunciadas que poderiam ser evitadas, não fosse o descaso do poder público.


Em março desse ano, por conta do dia mundial de luta contra a tuberculose, participamos de uma matéria especial sobre tuberculose no programa Balanço Geral da TV Record, e de uma audiência pública na câmara de vereadores, onde apresentamos o dramático quadro de uma epidemia concentrada da doença em diversas áreas do município e estado do Rio.

Clique nas imagens abaixo para ver os vídeos/reportagens:

MiniaturaMiniatura 






16/11 Íris Marini
Em pleno século XXI, há um aumento da ordem de 30% no número dos casos de tuberculose na cidade do Rio de Janeiro, como admitiu o próprio secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann. A secretaria, contudo, evita dar números de atendimentos e tenta omitir o problema apresentando os registros da taxa de cura que obtém. Ela apresenta queda: foi de 72,10% em 2010; caiu para 71,90% em 2011; e este ano, segundo dados do secretário Dohmann, anda pela faixa dos 53,70%. Ou seja, a cura diminuiu em quase 20 pontos percentuais. Mas o secretário diz, otimistamente, que chegará aos índices de 2011.
O problema, segundo lembra a vereadora Andrea Gouvêa Vieira, que questionou Dohmann em audiência pública na Câmara dos Vereadores, no dia 22 de outubro, exacerba-se na Rocinha por conta das péssimas condições de vida dos moradores. “Na Rocinha, há o foco principal da doença e no Caju, o segundo maior foco. O perigo da tuberculose e o fato de todos ali estarem em risco é muito pouco percebido na Rocinha. Há falta de ventilação, muita umidade, péssimas condições sanitárias, enfim, qualidades propícias para a disseminação da tuberculose”, explica Andrea, atualmente licenciada do PSDB e em final de mandato.
Ela ainda critica as autoridades municipais por esconderem o assunto: “Gastou-se um dinheirão para propagandear as clínicas da família e não se gastou um tostão para mostrar à população a gravidade da tuberculose, como se tratar, onde procurar ajuda, entre outras orientações. É preciso divulgar esses números para a população, porque um aumento de 30% é muita coisa”, alerta a vereadora.
A secretaria Municipal de Saúde admite que a Rocinha ainda possui umas das maiores incidências de tuberculose no município, mas diz que ela está em terceiro lugar depois dos bairros Bangu (primeiro colocado) e Campo Grande (em segundo lugar). Até 2010, a favela liderava o índice de infestação não apenas no estado, mas em todo o país, atingindo a marca de 300 casos de tuberculose para cada 100 mil habitantes.
Um óbito na favela
Apesar de as autoridades dizerem que a Rocinha vem apresentando queda do número de doentes, conforme o Jornal do Brasil adiantou na semana passada, é na favela que o Ministério da Saúde espalhou outdoors e cartazes alertando à população: “Tuberculose: Tosse por mais de três semanas é sinal de alerta. Procure uma unidade de saúde".
A secretaria admite que ali ocorreu uma morte, sem fornecer detalhes. Segundo informou a colunista Anna Ramalho, trata-se de uma menina de 14 anos, filha do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que se encontra preso.
A assessoria da secretaria informa também que, de janeiro a junho deste ano, nas três unidades municipais de saúde da Rocinha, CMS Albert Sabin, Clínica da Família Maria do Socorro Sousa e Silva e Clínica da Família Rinaldo De Lamare, registraram-se 160 casos de tuberculose, dos quais 93 foram considerados curados, 48 permanecem em tratamento nestas unidades e outros 19 estão sendo atendidos em outros locais. De acordo com os dados oficiais, em 2010 o total de casos no bairro foi de 355 e, em 2011, de 261. 
Aumento dos casos
Na audiência, segundo explicou Andrea, Dohmann “comemorou” o índice de cura, dizendo que ele chegará a 75% este ano e mantendo uma meta de 82% para 2013. “É importante às pessoas terem ciência de que a incidência nos últimos quatro anos na cidade caiu de 97,5 em cada 100 mil pessoas para 73,9 nas mesmas 100 mil pessoas. Uma redução de 24% em função da prevenção. Agora se faz o diagnóstico. Nós já devemos fechar esse ano com uma taxa de cura acima dos anos anteriores. A previsão é de que seja perto dos 75%. Por isso, mantemos a previsão de 82 para o ano que vem”, frisou o secretário na audiência pública.
Mas, quando Andrea questionou-o diretamente se havia ou não aumentado o número de doentes na cidade, a resposta foi direta: “Aumentou em 30%”. Replicando a informação a vereadora agradeceu a franqueza do secretário: “Aumentou em 30%. Obrigada”.
Pouca informação
População ainda desconhece a doença
Apesar dos avisos espalhados pelas ruas e vielas da maior favela da Zona Sul do Rio – 69 mil habitantes distribuídos em 25 mil domicílios, pelos dados do censo de 2010 do IBGE, ou cerca de 180 mil pessoas, segundo as associações de moradores - depara-se facilmente com quem confessa sequer saber da existência da doença na região.
Nunca ouvi falar nisso aqui na Rocinha não. Moro na altura do número 407, da Estrada da Gávea, mas o que acontece é que o bairro é muito grande. Pode ser que aqui não tenha, mas que em outra área exista. Não dá para saber”, contou o morador, que preferiu não se identificar. 
Outros, porém, admitem até conhecer quem sofreu com o problema. Há mais de 30 anos na comunidade, o casal Antônio Carlos e Leuda Carlos tem parentes que foram acometidos pela doença. “Nossa sobrinha, de 35 anos, teve tuberculose há uns dois anos. Ela quase morreu. Descobriu muito tarde e já estava com água no pulmão, que tiveram de furar para retirar. Ela foi encaminhada pela clínica de saúde da Rocinha imediatamente para a Santa Casa, no Castelo, onde ficou internada por 15 dias”.
Eles não escondem que a questão é conhecida na região: “Essa é uma situação terrível aqui no bairro. Qualquer pessoa que você parar aqui na Rocinha tem, já deve ter tido tuberculose ou, pelo menos, conhece alguém que teve ou tem”, afirmaram.
Maria, que preferiu omitir o sobrenome, contou que foi UPA do bairro na sexta-feira passada (9) e, ao se queixar de coceira na garganta e tosse, que ela acredita ser apenas uma alergia, foi orientada ao fazer o exame de escarro. “Eu fui à UPA na sexta-feira, não tinha médico e nem vaga para marcar consulta. Fui atendida pela enfermeira da unidade que mal me ouviu e já me pediu que fizesse o exame de escarro. Não confio em enfermeira. Como eu ia fazer exame de escarro, se nem secreção eu tenho. Ela disse que aqui (Rocinha) está tendo muito casos de tuberculose e que era bom que eu fizesse o exame, mas não fiz e nem vou fazer”, explicou. 
 
Pesquisa e Edição:

Carlos Basília
Fórum ONGs Tuberculose RJ
Observatório Tuberculose Brasil
Instituto Brasileiro de Inovações em saúde Social - IBISS

Conheça nosso trabalho de Advocacy, Comunicação e Mobilização Social

Frente Parlamentar Nacional de Tuberculose (Congresso Nacional)

Campanhas de tuberculose:

Notícia:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Não há mais casos suspeitos de TB:

Não há mais casos suspeitos de TB: Mudando a forma como falamos sobre a tuberculose



Prezad@s,
                                                                                                                            
Segue matéria do Stop TB Partnership, movimento global de luta contra a tuberculose, se posicionando contra a utilização de palavras, conceitos e expressões de caráter estigmatizante e discriminatório, utilizados no combate à tuberculose.

Em agosto de 2010, durante o 1º Seminário “Tuberculose, Cidadania e Direitos Humanos: Refletindo sobre deveres para afirmação dos direitos das pessoas com Tuberculose”, promovido pelo PNCT, nós apontamos a utilização de linguagem discriminatória na terminologia biomédica utilizada pela tuberculose, a recomendação da substituição dessas expressões e a necessidade de uma relação mais humanizada no trato aos pacientes TB.

Clique aqui https://acrobat.com/app.html#d=6d5dyn2dC7iZ5lpEQNdZeg para ver a apresentação em Power Point.

estigma.jpgNão há mais casos suspeitos de TB:  Mudando a forma como falamos sobre a tuberculose

Maio 15, 2012 / Paris, França - 'faltosos' As palavras, "suspeito" e "controle" foram parte da linguagem da tuberculose (TB) de serviços por muitas décadas, e continuam a ser usado nas diretrizes internacionais e da literatura.

O efeito prejudicial da linguagem negativa como é detalhado por peritos em TB de todo o mundo em um artigo na edição de junho da Revista Internacional de Tuberculose e Doenças Pulmonares, "Linguage nos serviços de tuberculose: podemos mudar a terminologia centrada no paciente e parar o paradigma de culpar os pacientes? "

Os autores descrevem como os termos de julgamento, como se referindo a uma pessoa que pode ter tuberculose como um "suspeito TB" pode poderosamente influenciar atitudes e comportamentos em todos os níveis - de pacientes que inibem a procurar tratamento  e para moldar a forma como os decisores políticos encaram o desafio de enfrentamento da doença. Eles chamam a Parceria Stop TB para liderar as discussões sobre esta questão e fazer uma mudança.

"Do ponto de vista do paciente, esses termos são na melhor das hipóteses inadequadas, coercivas e incapacitante", diz o autor Dr. Rony Zachariah de Médicos Sem Fronteiras. "Na pior das hipóteses, eles podem ser percebidos como julgamento e criminalização".
O artigo também observa que a conotação fortemente negativa de palavras como 'faltosos' e 'suspeito' tendem a colocar a culpa pela doença e / ou a responsabilidade por resultados adversos do tratamento de um lado - o dos pacientes.
Reunindo as opiniões dos autores e instituições de África, Ásia, América Latina, Europa e no Pacífico, o artigo propõe que os termos atuais sejam substituídas por termos não-julgamento e centrada no paciente.
Por exemplo, 'suspeito TB' o termo poderia ser substituído por "pessoa com TB presuntivo" ou "pessoa a ser avaliada para a tuberculose", e um 'abandono' poderia ser referido ao contrário, como uma 'pessoa perdeu o acompanhamento do tratamento.

E, finalmente, que o termo «controle», o que não é utilizado em referência a outras doenças infecciosas igualmente problemáticas: poderia ser substituído com o mais apropriadamente descritiva 'prevenção e tratamento' ou simplesmente
eliminação.

O Stop TB Partnership e a Organização Mundial de Saúde responderam positivamente a esta chamada à ação como necessária para construir sobre a Carta dos pacientes para o Tratamento da Tuberculose, publicado em 2006, bem como as metas traçadas no Plano Global do Stop TB 2011 - 2015.

O mesmo problema IJTLD inclui um editorial pela Stop TB da Secretária Executiva Dr. Lucica Ditiu e o Vice-Presidente do Conselho de Coordenação da Parceria Blessina Kumar. "Tratamento da Tuberculose: por que o assunto seja", descreve o artigo como cristalizando um problema de longa data e fortemente concorda que a linguagem tem "o poder de transformar a maneira como as pessoas pensam e se comportam".
A Organização Mundial de Saúde também comentou que eles estão trabalhando em definições recomendadas de casos de TB e resultados de tratamento, e que a entrada dos autores serão considerados nesse processo. As suas recomendações finais são esperados até o final de 2012.

Clique aqui para ler o artigo:     http://www.ingentaconnect.com/content/iuatld/ijtld/2012/00000016/00000006/art00003
Clique aqui para ler o editorial: http://www.ingentaconnect.com/content/iuatld/ijtld/2012/00000016/00000006/art00001


Pesquisa e edição:

Carlos Basília
Fórum ONGs Tuberculose RJ
Observatório Tuberculose Brasil
Instituto Brasileiro de Inovações em saúde Social - IBISS

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Campanhas de tuberculose:

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