Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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sábado, 11 de julho de 2015

#Dilma nega trazer #Policial dos #EUA

--- Polícia Rodoviária Federal integra cortejo ao corpo do PCDF Carlos Eugênio Silva

O cortejo reuniu diversas forças da Segurança Pública e foi realizado como homenagem ao policial e atleta, bem como protesto ao tratamento do Governo Federal dispensado à tragédia

Na manhã de hoje, uma cena chamou a atenção e emocionou vários moradores de Brasília. Um cortejo com dezenas de viaturas das Forças de Segurança Pública acompanhou o corpo do Policial Civil do Distrito Federal Carlos Eugênio Silva, conhecido como Dentinho.

Ele morreu em um acidente numa prova de ciclismo, quando participava dos Jogos World Police and Fires Games, realizado nos EUA, no estado da Virgínia. Ele integrava uma delegação com 200 representantes brasileiros, incluindo três Policiais Rodoviários Federais, que receberam medalhas. Os policiais custearam as próprias despesas ao representar o país na competição.

O Governo Brasileiro negou o pagamento das custas com o translado do corpo do atleta, consoante informação do Itamaraty, por não haver previsão legal, tampouco dotação orçamentária para translado de corpos de brasileiros que morrem em território estrangeiro. O Governo Americano assumiu o translado, segundo noticiado na imprensa.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, escreveu uma carta de condolências à Presidente Dilma Roussef. O policial brasileiro foi tratado como herói pelos policiais americanos e pela sociedade civil daquele país. É de se lamentar que o mesmo tratamento não tenha ocorrido por parte das autoridades brasileiras. O tratamento dispensado ao policial e à sua família provocou a união das forças de Segurança Pública, o que foi demonstrado no referido cortejo. O sentimento era de tristeza pela morte de um colega e de indignação com o tratamento desrespeitoso por parte do Governo Brasileiro. O desrespeito não atinge apenas a família do Policial Civil, nem tão somente a Polícia Civil do Distrito Federal, mas fere a toda a categoria policial.

A atitude da Sociedade Americana de respeito aos policiais e comoção quando algum agente morre é um exemplo a ser seguido pela Sociedade Brasileira. Nos EUA policial é herói, a sociedade reverencia os seus protetores.

Este histórico deixou uma lição: os policiais devem ser os protagonistas no fortalecimento dos vínculos institucionais de Segurança Pública. O respeito mútuo e a união emocionou quem participou como membro de Segurança Pública e contagiou quem observou. Essa sinergia, se continuada, atingirá toda a sociedade brasileira e talvez mude positivamente a atitude e o respeito dos cidadãos para com os que se colocam em risco no intuito de protegê-los. -- Enviado através do WhatsApp

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Blog do mino afirma conexão lula Friboi

http://www.correiodesantamaria.com.br/?p=15646

Nota Pessoal: Se levarmos em conta a #CrisenaPF que se arrasta a + de 7 amos.
Muita revista e jornal terao que ser impressos...
Parem as máquinas!

domingo, 25 de maio de 2014

#PccComPT by @VideVerso Clipping

 Porto Alegre, 25 de maio de 2014 NOME DO PEREMPTÓRIO PETISTA GRILO FALANTE TARSO GENRO APARECE EM ANOTAÇÕES DE PRESO DA OPERAÇÃO ARARATH Anotações encontradas em Cuiabá, pela Polícia Federal, na 5ª Etapa da Operação Araratu, na casa de Eder Moraes, ex-secretário da Fazenda do ex-governador e hoje senador Blairo Maggi (PR) e do atual governador Silva Barbosa (PMDB, que também teve sua casa invadida por ordem judicial), apontam para como ele "alimentava o sistema", com a provável compra de apoio político, financiamento de campanha eleitoral e pagamentos de outros empréstimos tomados no "mercado financeiro paralelo", ´por meio de pagamentos efetuados a deputados estaduais, empreiteiras e até a um prefeito. E mostram também o envolvimento do petista Tarso Genro. Leia mais  DEPUTADO PETISTA LUIZ MOURA: UM DIA REUNIDO COM MEMBROS DO PCC; NO OUTRO, COM ALEXANDRE PADILHA, O HOMEM DAS AMIZADES COMPLICADAS Então… Como diz aquela música, “amigo é coisa pra se guardar/ debaixo de sete chaves…” E Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, é homem de muitos amigos. Um deles é o deputado estadual Luiz Moura. Quem é mesmo Luiz Moura? É aquele senhor que foi flagrado pela polícia numa reunião que tinha o objetivo de combinar novos ataques a ônibus na cidade de São Paulo. E quem estava presente ao encontro? Justamente… o deputado! Havia nada menos de que 13 membros do PCC no local. Um assaltante de banco então foragido, que integrava a turma, tem condenações que somam SETENTA ANOS. O encontro acontecia da sede Transcooper, uma cooperativa de vans da qual o deputado é presidente de honra. Ele também é integrante da diretoria da Confetrans – Confederação Nacional das Cooperativas de Transporte – e da Fecotrans, que é a federação. Moura é um ex-presidiário condenado a 12 anos de cadeia por assaltos à mão armada. Não cumpriu a pena porque fugiu. Permaneceu 10 anos foragido e surgiu reabilitado, obtendo perdão judicial. No período em que permaneceu clandestino, juntou um patrimônio de R$ 5 milhões na área de transporte e postos de gasolina. Um empreendedor nato! Leia mais  TOFFOLI MANDA SOLTAR CAMPEÃO DE PROCESSOS POR CORRUPÇÃO NO MATO GROSSO O deputado estadual José Riva (PSD-MT) teve a sua prisão revogada nesta sexta-feira pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Preso no início da semana pela operação Ararath da Polícia Federal, que investiga esquemas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos público e fraudes. Leia mais Vitor Vieira Jornalista - Editor de Videversus (51) 9652-4645 vitorvieira20007@gmail.com www.videversus.com.br http://poncheverde.blogspot.com www.twitter.com/videversus https://www.facebook.com/vitor.videversus https://www.facebook.com/www.videversus.com.br http://www.videversus.com.br 2008 © Todos os direitos reservados Se você não quiser receber este E-mail, por favor clique aqui para excluir seu cadastro.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Utilidade Pública - Golpes via SMS



Olá!

Talvez vocês, assim como eu, já tenham recebido em seus celulares uma mensagem onde informam que você foi "sorteado" em uma promoção e precisa ligar imediatamente para receber o prêmio.

Eu já recebi várias e, por entender que isso só pode ser golpe, nunca respondi. Hoje mesmo recebi 03 torpedos desses, alegando ser da Promoção Magazine Luiza - Avião do Faustão, onde eu havia ganho uma casa no valor de R$ 85.000,00. As ligações geralmente são com o prefixo (85) - Ceará e, como esperado, são golpe.

Infelizmente muita gente cai nesse conto como, entre tantos outros, foi o caso abaixo:

Obs: Na matéria consta a declaração do Delegado Carlos ROBERTO PEREIRA que, informo, não sou eu.


Nome da Rede Globo é usado por golpistas


Uma pedagoga de 58 anos foi, nesta quarta-feira (22), alvo de golpistas, que usam o nome de uma promoção da Rede Globo para tomar dinheiro de suas vítimas.

A mulher recebeu um torpedo no celular, seguido de uma ligação, informando que ela tinha ganhado R$ 45 mil na promoção Avião do Faustão. A moradora do Centro de Piracicaba, interior de São Paulo, foi confirmar a informação antes de passar seus dados pelo telefone e soube que se tratava de um estelionatário.

“Eu já fiquei alerta, porque eles me perguntaram se eu ia sozinha até o caixa eletrônico, em que horário eu iria, qual o valor que eu tenho na conta e queriam confirmar meu endereço”, contou a pedagoga que, com medo, não quis se identificar.

Esse tipo de ligação tem sido comum na cidade, de acordo com o investigador chefe do Deinter 9, Carlos Roberto Pereira. “Existem muitos casos como esse, não só dizendo que a pessoa foi contemplada com algum prêmio, como também falando que sequestrou algum parente. Eles escolhem um número aleatoriamente, ligam, pegam a pessoa desprevenida e ela acaba ficando desesperada ou encantanda demais e caindo”, afirmou Pereira.

Segundo ele, a Polícia Civil não tem um balanço do número de ligações recebidas, mas sabe que a ocorrência é grande. “São ligações que vêm, principalmente, das cadeias de Goiás e do nordeste, até porque jamais uma empresa televisiva faz qualquer tipo de sorteio e manda por telefone”, falou Pereira.

Aviso

Um comunicado no site da P&G, empresa responsável pela Promoção Avião do Faustão, informa que a empresa não faz nenhuma comunicação por meio de SMS para seus consumidores nem solicita informações bancárias ou de cartões de crédito.


http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/47375/nome+da+rede+globo+e+usado+por+golpistas+em+piracicaba


 
 
 
Roberto Pereira
Coordenação Geral
Centro de Educação Sexual - CEDUS
Membro da Comissão Nacional de Aids - MS
Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ
Membro da Executiva do Fórum ONG Aids RJ
Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo
20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
 
Cel: (55.21) 9429-4550

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. Se não ousarmos faze-la, teremos sempre ficado à margem de nós mesmos.”     (Fernando Pessoa)

QUE VERGONHA RECIFE, HOMOFOBIA POLICIAL NO CARNAVAL!

Robson Silva vIA FB
QUE VERGONHA RECIFE, HOMOFOBIA POLICIAL NO CARNAVAL!

QUANDO VAMOS PARAR COM ISSO AQUI EM PERNAMBUCO? O NOSSO ESTADO É O PRIMEIRO COLOCADO EM NÚMEROS DE ASSASSINATOS POR MOTIVAÇÃO HOMOFÓBICA. ATÉ A POLÍCIA, QUE DEVERIA POR OBRIGAÇÃO, PROTEGER QUALQUER CIDADÃO, NOS DÁ ESSE PÉSSIMO E SÓRDIDO EXEMPLO DE DESRESPEITO À CIDADANIA LGBT.

Policiais do 16º Batalhão da Polícia Militar, lotados no posto po...licial instalado no Cais de Santa Rita, no Recife, estão sendo denunciados por constrangimento ilegal.

Neilton Lopes, de 20 anos, turista de Belo Horizonte e o universitário recifense Walace Fontenele, de 18 anos, contam que foram abordados com violência por um PM do local.

O caso aconteceu esta manhã quando os dois estavam em um grupo de 10 pessoas aguardando um ônibus para o bairro de Setúbal, de volta do carnaval do Recife Antigo.
Segundo Neilton, o policial teria batido com o cacetete em uma lata de lixo, exigindo que o casal parasse de se beijar. Em seguida, de acordo com o estudante, o PM teria começado a agredir o casal verbalmente. Uma amiga dos jovens, uma estudante de 25 anos, teria se manifestado e o policial teria retirado as algemas, ameaçando prendê-la por desacato à autoridade e chamando reforço policial para o local.

"Eu vim de outro lugar onde não tem absurdos como este. Vi aqui no Recife pessoas iguais a mim e a gente acha que o policial é um profissional em quem a gente deve confiar, que está aqui pra proteger a gente e se depara com uma coisa dessas", relata o estudante. O caso foi encaminhado para a Delegacia de plantão da Rio Branco, no Recife Antigo.

Com informações da repórter Adaíra Sene

http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20120222081314&assunto=70&onde=VidaUrbana
Ver mais
— com De Britto Ana e outras 19 pessoas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ABC do propinoduto Gilberto Di Pierro*

Sergio de Matos
ABC do propinoduto
Gilberto Di Pierro*
O Instituto Ethos e a Associação Brasileira de Agências de Publicidade estão lançando uma campanha nacional contra a corrupção. Hoje, estima-se, entre a área publica e a privada, sejam desviados, anualmente, cerca de R$ 380 bilhões, perto de R$ 1 bilhão por dia que, segundo aos promotores da campanha, equivaleria à construção de 2.112 hospitais ou 80.160 casas populares, só para se ter melhor idéia da dinheirama. Ao mesmo tempo, inicia-se o novo mandato do presidente lula, sendo que o primeiro foi fustigado por uma sucessão de tristes episódios ligados à corrupção, desde o histórico mensalão até os sanguessugas .
No Congresso, um grupo de parlamentares levanta a bandeira da ética, enquanto a grande maioria se divide entre candidaturas com grande tendência a garantir os R$ 24,5 mensais de salário as deputados, igualando-se aos ministros do Supremo, enquanto o país convive com a existência de 52 milhões de domicílios, onde 72 milhões de brasileiros vivem em “situação de insegurança alimentar leve, moderada ou grave” (dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicilio, do IBGE).

• A tragédia nas obras da Linha Amarela do Metrô em São Paulo , de cara, faz a mídia, o Ministério Publico e os brasileiros sofridos ressuscitarem a suposição de irregularidades nos contratos. O Brasil tem história e know-how na área, em governos estaduais, municipais e mesmo envolvendo a União e mais ainda antes do desembarque da famosa Lei 8666 dos tempos de Itamar Franco, que quase conseguiu moralizar o setor. Mas, o propinoduto nacional cria, rapidamente, suas alternativas, a partir das licitações. Não é difícil criar editais dirigidos à vitória de uma só empresa: basta-se colocar no edital alguma característica empresarial que apenas a favorecida tenha. Hoje, usa-se e abusa-se desse expediente, quando não recorre-se às cartas-convite, de urgência e alegada especialização, numa formula através da qual se escapa da Lei 8666. Agora, no novo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, sugere-se “maior flexibilização” justamente na Lei 8666, para estimular obras da área de infra-estrutura. Resta saber o que é para o Governo “maior flexibilização”, benesse nunca endereçada às pequenas empresas que carregam o país nas costas e respondem pelo maior volume de empregos, se não tiverem dinheiro para recolher algum tributo – e especialmente INSS.

• Estudo do Banco Mundial (entre 160 países pesquisados) que coloca o país em 70º lugar no combate à corrupção, ao lado do Sri Lanka, Malaui, Peru, Jamaica, Cuba e Bielo-Russia, revela que 48% das empresas brasileiras que participam de licitações oficiais para obras ou compras, recebem pedidos de propina. Os fornecedores do Estado vão de empreiteiras a empresas de terceirização de serviços (de mão-de-obra a sistemas de informática), passando por uma colossal gama de produtos. Nos últimos anos, nesse bloco inspirador de propinoduto, entraram em cena as ONGs que estão sendo denunciadas por receber grandes verbas, não fazer nada e até ter endereços-fantasmas. No atual governo, mais de duas mil ONGs receberam mais de R$ 9 bilhões. Como a realização de obras ou prestação de serviços são comprovados? Por fiscalização e medição. E nesse segmento, mais indícios de corrupção. Exemplo: uma estrada foi asfaltada em um quilometro e a medição registra três quilômetros ou 100 empregados terceirizados deveriam estar atuando em determinada repartição, mas, na verdade, apenas 70 foram utilizados.
• No ranking dos agentes públicos na maior possibilidade de serem corruptos, segundo empresas pesquisadas pela Kroll/Transparência Internacional aparecem, por ordem, policiais (em primeiro), fiscais tributários, funcionários ligados a licenças, parlamentares, funcionários ligados a licitações, agentes alfandegários, fiscais técnicos, primeiro escalão do Executivo, funcionários e de bancos oficiais e juizes. E na lista dos impostos sujeitos a maracutaias, com a mesma fonte, são listados, também por ordem, ICMS, ISS, trabalhistas, IR, PIS PASEP (esse três juntos), IPTU e outros.
• Como funciona na prática a ação dos achacadores de tributos? Vamos tomar como exemplo a área de ICMS. O fiscal passa no estabelecimento, localiza alguma irregularidade, ameaça multa, cobrança com juros altíssimos e tudo o mais. Salvo se houver algum entendimento . Hoje, esses entendimentos são feitos até mesmo em escritórios montados apenas para isso, sem chance de gravações, tudo muito organizado. E se o dono do estabelecimento resolver denunciar o achaque, pior: terá, depois de pouco tempo, um esquadrão de outros fiscais revirando seus livros contábeis.
Esse colossal propinoduto funciona em todas as esferas e há anos, sendo quase impossível acabar com ele. Quando se consegue uma prova ou uma delação, surgem os escândalos que se transformam em processos civis e criminais que demoram anos para chegar a algum resultado e um bom e recente exemplo é a denuncia do procurador – geral da Republica, Antonio Fernando de Sousa contra os mensaleiros , ainda engatinhando nas esferas judiciais. Quem entende, aposta que algum resultado condenatório ou não, provavelmente, só daqui a três anos.

• Resumo da ópera: domo diria Francelino Pereira, em outros tempos, “Que país é este?”.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A AGENDA DE DIREITOS HUMANOS PARA O BRASIL

SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL
 
Apesar de algumas reduções no índice total de homicídios, o número de mortes causadas por policiais em circunstâncias controversas permanece extremamente alto, sobretudo no Rio de Janeiro, onde mais de 800 ocorrências desse tipo foram registradas em 2010. 
Poucos desses casos foram investigados adequadamente e a Anistia Internacional continua a receber denúncias sobre execuções extrajudiciais perpetradas pela polícia. Durante as ações policiais conduzidas recentemente para conter a violência criminal na cidade, em novembro de 2010, a Anistia Internacional recebeu denúncias de execuções extrajudiciais na favela do Jacarezinho e de roubos e danos à propriedade praticados por policiais na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.
Grupos de direitos humanos também documentaram a corrupção sistemática, a cumplicidade com as facções do tráfico e as ligações com as milícias que têm minado seriamente as forças policiais do Rio de Janeiro.
Em outras partes do Brasil, causam preocupação à Anistia Internacional as denúncias sobre atividades de grupos de extermínio, muitas vezes com o envolvimento da polícia. Quatro anos após a conclusão da CPI dos Grupos de Extermínio, a Anistia continua recebendo denúncias, principalmente provenientes do nordeste brasileiro. Ali, diferente de outras regiões do país, o número de  homicídios continua aumentando. Em Maceió, por exemplo, mais de 30 moradores de rua foram mortos em 2010, em ataques que se acredita terem sido realizados por grupos de extermínio. 
A Anistia Internacional reconhece os esforços empreendidos recentemente, tais como a Operação Guilhotina e a Operação Sexto Mandamento, conduzidas pela Polícia Federal no Rio de Janeiro e em Goiás para investigar e processar indivíduos envolvidos com atividades de grupos de extermínio, bem como para erradicar as más práticas das forças policiais, sobretudo a corrupção, uma luta que precisa do total apoio e participação de toda sociedade.
 
TORTURA
 
Apesar das diversas iniciativas governamentais, a tortura ainda é prática generalizada no momento da prisão, nas celas policiais e nas penitenciárias, que continuam sendo os principais locais onde ocorrem  as violações. Segundo os relatórios do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), das comissões de direitos humanos e de ONGs nacionais e internacionais de direitos humanos, a tortura, os maus-tratos e a superlotação persistem no sistema prisional, enquanto milhares de pessoas são mantidas injustamente em detenção provisória. 
Para a Anistia Internacional é um fato bastante positivo o compromisso assumido por Dilma Rousseff, ainda no início de seu mandato, de implementar plenamente o Protocolo Facultativo à Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes – uma medida que essa organização tem constantemente defendido.
 
IMPUNIDADE
 
Para que o respeito pelos direitos humanos esteja firmemente enraizado em todas as instituições brasileiras, a Anistia Internacional acredita que o país deva enfrentar os graves crimes cometidos durante a ditadura militar.
Persistir na defesa das atuais interpretações da Lei da Anistia de 1979 significa não apenas que o Brasil permanecerá muito atrás dos outros países da  América Latina a esse respeito, mas também que o país seguirá em flagrante contravenção de suas obrigações internacionais.
O apoio de Dilma Rousseff à criação de uma Comissão da Verdade, conforme estabelecido pelo terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, é um bom começo,  mas a Anistia exorta o governo a ir além.
A recente ratificação da Convenção Internacional para Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados é um passo importante, mas a Anistia também  exorta o governo a reconhecer a competência do Comitê para Desaparecimentos Forçados no que se refere a receber comunicados provenientes ou em nome de vítimas ou Estados. Para isso, o Brasil deve fazer as declarações necessárias sob os artigos 31 e 32 da Convenção, como o fizeram diversos outros Estados do Continente Americano.
DESENVOLVIMENTO
 
Enquanto o Brasil continua a desfrutar de altas taxas de crescimento econômico, uma nova série de desafios começa a emergir. Projetos de infraestrutura em grande escala, como a remodelação do espaço urbano, a construção de hidrelétricas, estradas e portos, somados à expansão das operações do agronegócio e das empresas de mineração, estão mudando a face do Brasil. 
Por vezes, esses empreendimentos são acompanhados de despejos forçados e da perda de meios de subsistência, bem como de ameaças e de ataques contra os manifestantes que questionam esses projetos e contra defensores dos direitos humanos. É o que acontece, por exemplo, com os povos indígenas e os pequenos agricultores que estão perdendo suas terras em consequência da transposição do Rio São Francisco. Outra fonte de preocupações, levantadas por promotores federais e por ONGs locais, são os prováveis impactos provocados pelo projeto de construção da represa de Belo Monte.
Há muitos anos, a Anistia Internacional vem acompanhando de perto o que acontece no estado do Mato Grosso do Sul. Em meio à expansão acelerada do agronegócio, os Guarani-Kaiowá estão sofrendo violências e intimidações de pistoleiros contratados por fazendeiros locais, enquanto são privados do direito constitucional a suas terras ancestrais, em função dos obstáculos jurídicos criados por um poderoso lobby ruralista.
A Anistia Internacional começou a documentar também o impacto das grandes obras de infraestrutura urbana que estão sendo realizadas em preparação à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos. Em outubro de 2010, durante uma visita ao Rio de Janeiro, representantes da Anistia visitaram diversas comunidades afetadas pelos projetos. Os moradores reclamaram da falta de informações e de consultas a respeito das obras, e também das ameaças de despejos sem oferta adequada de alternativas para moradia. Recentemente, na comunidade da Restinga, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, funcionários da subprefeitura, sem aviso prévio, chegaram acompanhados de policiais militares fortemente armados e começaram a derrubar com escavadeiras um distrito comercial que funcionava no local. 
A Anistia Internacional reconhece que o Governo Federal vem fazendo pesados investimentos no setor habitacional através do programa Minha Casa, Minha Vida, mas teme que, no nível municipal, a implementação do programa possa ser usada como pretexto para expulsar comunidades pobres das áreas centrais e deslocá-las para as periferias das cidades.
 
O PAPEL GLOBAL DO BRASIL
 
Com um papel e importância crescentes no cenário mundial, o Brasil deve estar preparado para promover o respeito pelos direitos humanos no plano internacional. A Anistia espera que, no futuro, o país possa usar sua significativa influência para assegurar o respeito pelos direitos humanos em todo o mundo. 
Embora o diálogo privado sobre questões de direitos humanos se constitua em importante elemento de qualquer estratégia de lobby, a Anistia Internacional espera que essa política não impeça o Brasil de criticar abertamente violações graves de direitos humanos, nem afete os padrões de votação do país no âmbito dos organismos intergovernamentais, sobretudo no Conselho de Direitos Humanos, em questões que requeiram uma resposta unificada para impedir violações graves de direitos humanos.

Campanha Internacional contra as Milícias do Rio de Janeiro


Brasil: Fortalecendo a Campanha Internacional contra as Milícias do Rio de Janeiro

Conforme noticiado recentemente, o convite que o Deputado Estadual Marcelo Freixo, do Rio de Janeiro, recebeu das organizações Front Line Defenders e Anistia Internacional para viajar à Europa a fim de falar sobre a expansão das milícias, faz parte de uma campanha internacional que já dura alguns anos.                
Por todo o mundo, ativistas de direitos humanos continuam trabalhando para acabar com a disseminação das milícias no Rio de Janeiro. Trata-se de grupos do crime organizado formados, majoritariamente, por ex-agentes da área de segurança pública ou por agentes da ativa que atuam fora do seu horário de serviço.
Essas gangues dominam as vidas de centenas de milhares de moradores das comunidades mais vulneráveis do Rio de Janeiro, extorquindo dinheiro, empreendendo negócios irregulares e ilegais, propagando a violência e instituindo currais eleitorais. Sendo assim, para que se consiga eliminar as milícias, é necessário que se tomem medidas de cunho político combinadas com investigações policiais. Tais ações deverão incluir o combate às atividades econômicas irregulares e ilegais que sustentam esses grupos.
Os homens e mulheres que tiveram a coragem de enfrentar essas gangues criminosas costumam viver sob extremo perigo, como ficou demonstrado, recentemente, pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, por integrantes da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Há muitos anos que o Deputado Estadual Marcelo Freixo, um ativista de direitos humanos de longa data, tem sido uma das principais figuras públicas cuja face se destaca na luta contra as milícias. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado, Marcelo Freixo presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as atividades desses grupos, resultando em centenas de detenções. Em consequência de seu trabalho, ele vem sofrendo inúmeras ameaças contra sua vida.
Por muitos anos, o Deputado tem contribuído com uma campanha internacional que busca informar o mundo a respeito desses grupos e denunciar sua expansão. Com tal propósito, a Front Line Defenders e a Anistia Internacional convidaram Marcelo Freixo a visitar a Europa em apoio a sua campanha, para encontrar-se com autoridades e ativistas de direitos humanos a fim de captar apoios que fortaleçam essa ação internacional.
Recentemente, Marcelo Freixo recebeu sete novas ameaças de morte. Essas ameaças evidenciam o perigo iminente que o Deputado enfrenta, sendo causa de imensa pressão sobre ele e sua família.
A Front Line Defenders e a Anistia Internacional reconhecem que as autoridades estaduais têm continuamente fornecido proteção armada ao Deputado, e que tal proteção está sendo atualmente reforçada. Entretanto, está na hora de as autoridades federais, estaduais e municipais implementarem as recomendações pendentes da CPI das Milícias, a fim de garantir que todos os cidadãos do Rio de Janeiro possam viver com mais paz e segurança.
  
/FIM
Anistia Internacional  
Declaração Pública - Índice: AMR 19/016/2011 
1 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Marcelo Freixo e as Patrícias assassinada s. RT #nota #esclarecimento #AnistiaInternacional


Marcelo Freixo e as Patrícias assassinada s.


Pessoal estou solidário com Marcelo Freixo, e rogo para que ele não desista de sua candidatura a Prefeito no ano que vem, quem sabe assim possamos fazer valer nosso direito a nos cercarmos de pessoas integras no Estado.
Tomemos exemplo das Patrícias assassinadas, a engenheira que nem o corpo foi achado e sua família a qual não pode chorar sua passagem, a família da juíza Acioli pelo menos teve como
se sentir justiçada pelo fato de terem sido preso s cerca de onze envolvido s, entre ele s um comandante da nossa Polícia.
No caso do meu estimado Freixo são a banda podre da polícia chamada de milícia. Essa milícia nada mais ou nada menos que bandido s traves tidos de policia, chegando a concorrer com o ADA ou similares.
Penso que para futuro isso tenderá a ser melhor encaminhado,mas acho que esse s caso s aqui citados deveriam ser investigado de forma Federativa.
Não se pode mais admitir que policia investigue desvio de policia. Pois se isso continuar logo nos tornaremos uma Venezuela ou Colômbia.
Quem sabe sobe a proteção da Anistia Internacional,Freixo consiga trazer reforços para a nossa tão combalida policia?
NGB
ativismocontraaidstb


Sobre o artigo acima recebi esse email da Anistia Internacional, o qual desmente o que foi veiculado na mídia brasileira;
Vejam:



Prezado(a) nilo geronimo borgna,
 
Agradecemos sua mensagem para a organização que, atualmente, não possui escritório no país.
Gostaríamos apenas de fazer uma correção: a AI, conforme estatuto, não fornece proteção a pessoas em risco. O deputado Marcelo Freixo aceitou um convite da AI para participar de uma série de eventos na Europa que fazem parte da campanha internacional que a organização desenvolve sobre a questão das Milícias no Rio de Janeiro.
 
Para mais informações, pedimos que leia a Declaração Pública disponível em nosso site: "BRASIL: FORTALECENDO A CAMPANHA INTERNACIONAL CONTRA AS MILÍCIAS DO RIO DE JANEIRO", emhttp://www.br.amnesty.org/?q=node/1539
 
Atenciosamente,
 
 
Amnesty International
  

sábado, 8 de outubro de 2011

A saga de uma mãe em busca do filho desaparecido

A saga de uma mãe em busca do filho desaparecido

O baleiro Fábio Eduardo Santos de Souza passava por baixo da roleta do ônibus ansioso. Tinha combinado de se encontrar com Ana Carla na Festa Junina de Queimados, Baixada Fluminense. Iria curtir a folia mesmo a contragosto da mãe, dona Izildete Silva dos Santos. Já no local, deve ter se sentido constrangido com a abordagem feita pelo policial militar Walter Mario Valim. O PM o insultou e pediu seus documentos.
Fábio, negro, baixa instrução, já estava acostumado com a polícia. Certa vez, ainda criança, andava com a bicicleta que ganhou da mãe, quando PMs o acusaram de tê-la roubado. Izildete teve que buscá-la na delegacia mostrando a nota fiscal.
Sob olhares de todos na festa, Walter e outros três policiais liberaram o rapaz de 20 anos. Ele e o amigo Rodrigo Abílio decidiram ir embora após o sufoco e foram levar Ana Carla e mais uma menina em casa. Sem saber, foram seguidos. Ana e a amiga ficaram no pátio de casa observando eles dobrarem a esquina. Foram testemunhas da nova abordagem dos policiais. Viram os dois serem atirados dentro da Blazer da PM e desaparecerem da favela. Ao saber da notícia, dona Izildete correu para procurar o filho na festa. Desde aquele 9 de junho de 2003 só encontra relatos.
Apesar da queda do número de autos de resistência, os desaparecimentos seguem num patamar estável: são mais de 5.400 por ano, ou 15 diários. Fábio queria entrar para o quartel. Era forte e saudável. Vendia balas pela manhã e à tarde levava o irmão Flávio Jorge, deficiente mental, na escola Abelinha Faceira. À noite estudava, estava na 8ª série. Dona Izildete conta que os policiais que faziam a segurança em Queimados extorquiam drogas das crianças do tráfico. Ela garante que seus filhos não eram envolvidos com o “movimento”. “E como eles estavam sempre sem nada para oferecer à polícia, sobrava pra eles!”, declara indignada.
Izildete procurava um emprego para os filhos. Acreditava que assim conseguiria se livrar das ameaças policiais. Chegou a mandar uma carta para a então governadora do Rio, Rosinha Garotinho.
A mãe de Fábio Eduardo registrou o sumiço dos rapazes na 55ª DP de Queimados. Nos dias após o desaparecimento do filho, Izildete foi à antiga Secretaria Estadual de Direitos Humanos. Um motorista foi deslocado para acompanhá-la aos presídios do Rio de Janeiro atrás do filho. Ela conta que nunca pode descer da viatura. O motorista a levava até uma delegacia, descia do carro, e após alguns minutos voltava. “O delegado disse que não quer receber você”, era o discurso recorrente. A dona de casa também não foi recebida nas delegacias de Nova Iguaçu, Belford Roxo e Morro Agudo.
Izildete retornou sozinha à 55ª DP de Queimados para obter notícias do seu filho com o inspetor Gomes. Teve a seguinte recepção: “vai procurar o seu filho no mato e para de me perturbar”.
Voltou pra casa de mãos vazias. Enquanto cuidava do filho deficiente, uma viatura da PM parou em frente ao portão do seu barraco. “Acho melhor você parar de ir à ao Ministério Público revirar papéis. Como está o doente? É bom cuidar bem dele. Estamos de olho na sua família!”, ameaçou um dos homens.
Na mesma semana do sumiço de Fábio, Izildete recebeu uma resposta do Governo do Estado de que haveria um trabalho para o seu filho. Foi ao Palácio das Laranjeiras revoltada: “agora já é tarde, a polícia desapareceu com o Fábio!” A própria governadora, então, recebeu a mãe desolada e prometeu fazer de tudo para encontrar o menino. No entanto, assim como Fábio, os processos também desapareceram. Rosinha ofereceu o emprego aos seus outros filhos: um cargo de office-boy e ajuda de custo de R$ 320.
Ualisse, à época com 17 anos, aceitou a proposta. Com emprego ou não, ele nunca teve medo das ameaças. Mesmo sabendo que seu irmão sumiu num baile, nunca deixou de ir às festas da comunidade. Numa dessas, a história quase se repetiu. Mesmo trabalhando para o Governo do Estado, o jovem foi abordado por policiais que o levaram para um terreno baldio atrás da Igreja Assembleia de Deus do bairro. Deixaram o garoto nu:
- Fica de joelho, vagabundo. Te escora na viatura e bota a mão na cabeça!
- Por favor, me deixa ir embora, me deixa ir embora! – implorava o rapaz.
- Eu vou fazer com você o mesmo que fiz com seu irmão.
Torturaram Ualisse por mais de meia hora. O rapaz não quis entrar em detalhes. Antes que a violência tomasse maiores proporções, os PMs ouviram um barulho estranho no matagal. Foram averiguar. Nesse momento, o jovem saiu correndo, nu, em direção à casa de um amigo, que o acolheu.
Em 12 de abril de 2004, Dona Izildete solicitou inclusão no PROVITA – Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, através de uma carta enviada ao Secretário de Direitos Humanos do Rio de Janeiro. No mesmo ano, denunciou os desaparecimentos perante os membros do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.  Em 2005, perante o Ministério Público e à Secretaria de Segurança Pública. No dia 15 de março de 2007, o inquérito policial foi arquivado.
Dia desses, Izildete voltava de metrô para a favela. Conversava com uma desconhecida no banco ao lado. Ela contou a história de Fábio e ouviu um relato parecido. A mulher disse que também teve um filho sequestrado por policiais. Por meses o procurou por presídios do Rio. Foi ao Ministério Público. Ninguém lhe dizia nada. Quatro meses depois, ele apareceu em casa. Fora levado para Minas Gerais, estava trabalhando como escravo num canavial.
Dona Izildete está com 60 anos. Não lembra o nome desta mãe, mas agora a sua maior esperança é que o filho esteja escravizado em alguma fazenda do Brasil.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Massacre na Barbearia do Senhor

Massacre na Barbearia do Senhor

Dentro do Caveirão, Alessandro ‘Chorão’ levou um tiro na cabeça e sobreviveu.

http://www.jornalja.com.br/2011/10/03/policia-do-rio-mata-mil-por-ano/comment-page-1/#comment-12544
O frentista Paulo Cardoso Batalha, 43 anos, saiu do trabalho, buscou o filho Gabriel na creche e o levou ao barbeiro Chorão, em Nova Holanda, Complexo da Maré. Era véspera de dia dos namorados e ele não queria deixar esse tipo de tarefa para o final de semana. O menino de cinco anos ficou no colo do pai, que por medo evitava as ruas da favela à noite. Policiais do 22º Batalhão estavam de tocaia na laje em frente ao local. Quando anoiteceu, abriram fogo contra todos na barbearia.
Paulo Batalha tomou um tiro nas costas; Gabriel, ainda no seu colo, foi alvejado na mão. Deividson, deficiente auditivo, também foi baleado. Outras duas pessoas que estavam fora do recinto, Rodson Soares Gomes (22) e Gilberto dos Santos (35) foram atingidos, mas os vizinhos conseguiram socorrê-los. Os policiais mandaram o barbeiro e o frentista entrarem no Caveirão. “Somos trabalhadores”, respondeu Paulo. Sem sucesso, ele ainda entregou um cordão com a foto de Gabriel para a vizinha que socorreu o filho. Moradores viram Chorão entrar mancando no carro blindado.
Alessandro de Oliveira Nascimento, Chorão para a comunidade, trabalhava sozinho na pequena peça alugada na esquina entre as ruas Bittencourt Sampaio e Santa Rita. Estava com 26 anos. O estabelecimento foi registrado no Sindicato dos Comerciários do Rio como Barbearia do Senhor. Lá só tocava música evangélica. Com frequência os clientes pediam para Chorão colocar um funk, mas nunca eram atendidos.

Barbearia onde tocaia de PMs deixou dois mortos e quatro feridos.
Naquele 11 de junho de 2010, a rua estava calma, não havia traficantes ali devido a uma operação policial que ocorrera pela manhã. O primo do barbeiro, Deividson Evangelista Pacheco (19), aguardava para fazer a barba. O rapaz era surdo desde os cinco anos, sequela de uma meningite. Trabalhava em um lava-jato e estudava na Escola Municipal Yuri Gagarin.
Do outro lado da rua Bittencourt Sampaio, os policiais esperavam com ansiedade o anoitecer. Eles comemoravam a prisão do traficante que atuava naquele ponto. Pela manhã, quando a viatura deixou a favela, quatro PMs ficaram de tocaia na laje. Eles estavam com o produto do criminoso nas mãos: cocaína, maconha e crack. Assim que o sol caiu no Complexo da Maré, começou o massacre.
A namorada do barbeiro, Luciane Saldanha (32), estava cruzando a Passarela 10 da Avenida Brasil quando uma amiga ligou e perguntou onde ela estava. A intenção era impedi-la de passar em frente à barbearia, o que não aconteceu. Quando Luciane viu o movimento em frente ao local, o sangue pelo chão, correu para saber o que havia acontecido. A sogra, dona Sandra, foi quem a acalmou. “Ele só tomou um tiro no pé, já está no hospital. Está tudo bem”.
Luciana pegou um moto-táxi e foi direto para o Hospital Geral de Bonsucesso. Chegou antes dos policiais e das vítimas. Ao invés de prestar socorro imediato, os PMs levaram os feridos à delegacia, onde fizeram em exatos 20 minutos o Registro de Ocorrência. Segundo o documento, os policiais receberam denúncia de que traficantes de uma facção rival invadiriam a comunidade, e para lá se deslocaram, sendo necessário utilizar o Caveirão. A dinâmica do fato narra que a guarnição foi recebida a tiros, precisando efetuar alguns disparos “como forma de revide à injusta agressão”:
“…conforme o blindado ia progredindo em direção ao interior da comunidade, notou a presença de alguns corpos deitados ao longo da via, inclusive diversas pessoas pedindo socorro. Que naquela ocasião obteve sucesso em resgatar três elementos supostamente baleados”.

Luciane largou o emprego para cuidar do namorado que conhecera há apenas seis meses.
O RO também informa que foram arrecadadas, junto aos corpos, duas pistolas e um revólver calibre .38, além de diversos sacos contendo “erva seca picada”, pó branco, e pequenas pedras embaladas em papel alumínio, “bem como determinada quantia em espécie”. Os policiais Cláudio da Silva Lopes e Alex Borges Teixeira aparecem como testemunhas no RO.
Eles chegaram ao hospital informando às enfermeiras que os três feridos eram bandidos. Por esse motivo, os parentes das vítimas não puderam vê-las. Desesperada, Luciane invadiu o CTI e encontrou os cadáveres de Paulo e Deividson. “Onde está Alessandro?” implorou. O chefe de enfermagem a levou até o quarto onde Chorão estava. Havia tomado um tiro na cabeça e respirava com aparelhos.
O barbeiro perdeu um pedaço do crânio e ficou 76 dias internado no CTI. Há pouco abandonou a cadeira de rodas. Hoje frequenta sessões semanais de fisioterapia e fonoaudiologia, está reaprendendo a andar e a falar. “Os médicos diziam que ele nunca mais ia voltar a andar, mas todos estão se surpreendendo com a evolução dele”, comemora Luciane. Ela teve que deixar o emprego de copeira para cuidar do namorado que conhecera há seis meses. “A alegria dele em estar vivo ajuda a acelerar a recuperação” diz Luciane. O casal não recebe nenhum tipo de auxílio por parte do Governo.


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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Foi comprar cigarros e não voltou

Foi comprar cigarros e não voltou

O mecânico Josenildo era auxiliar na horta comunitária do Morro da Coroa; foi assassinado por ter presenciado ação policial indevida.
Um dos cinco traficantes rendidos pelos quatro policiais militares na frente do bar do Seu Rubens, no Morro da Coroa, bairro Catumbi, disse que estava de aniversário. “Então eu quero ouvir todos cantando parabéns bem alto!” ironizou um dos PMs. Nesta abordagem havia um sexto elemento de joelhos, mãos para cima como os outros. Era Josenildo dos Santos. Saíra apenas para comprar cigarros e tomar uma com os amigos. Não sem alegar ser trabalhador, conhecido no bairro, foi obrigado a se juntar ao coral. Boa parte da comunidade pode ouvir a canção aflita e os disparos que deram fim a vida de cada um daqueles homens. No dia seguinte, Josenildo virou manchete de jornal popular: “Bandidagem perde feio para a polícia”.
Informado pelos moradores sobre o acontecimento e preocupado com a demora do irmão para voltar pra casa, Luciano Norberto dos Santos foi à unidade de polícia do morro. Lá, sugeriram que se dirigisse ao Hospital Municipal Souza Aguiar, para onde os seis corpos foram encaminhados. Ao chegar, foi levado direto à sala de necropsia. Abriu o primeiro saco, o segundo, no terceiro reconheceu o irmão mais novo, sem metade do crânio. Sacou o celular e tirou fotografias, pois já pensava em utilizar as imagens para obter justiça.
O laudo cadavérico comprova que Josenildo Estanislau dos Santos, cor parda, nascido em sete de maio de 1966, foi atingido por um projétil de arma de fogo na região occipital, a nuca. Apresentava barba e bigode por fazer e trajava camisa de malha cinza com a inscrição “a serviço da CEG da empresa KONTEL”.
http://www.jornalja.com.br/2011/10/03/policia-do-rio-mata-mil-por-ano/comment-page-1/#comment-12544
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mário Sérgio: PM proíbe participação de policiais fardados em qualquer evento civil

Mário Sérgio: PM proíbe participação de policiais fardados em qualquer evento civil

POR ISABEL BOECHAT
Rio - Um dia depois de o governador Sérgio Cabral autorizar a participação de policiais e bombeiros fardados na Parada GLS, o comandante-geral da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte afirmou que o regulamento da corporação não permite que um membro participe, em sua folga, de qualquer evento fazendo uso da farda.
A declaração foi feita, nesta terça-feira, durante a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Complexo de São Carlos, no Estácio. "O que ocorre, é que, conforme o regulamento, não é permitido que um membro da corporação participe, em sua folga, de qualquer evento civil, fardado. Caso o policial seja escalado, irá fazer seu trabalho da melhor forma, seja na Parada Gay ou em outro evento". 
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Governador Sergio Cabral ao lado do ministro da Justiça, José Advaldo Cardozo | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Mesmo demonstrando ser contra, Mário Sérgio afirmou que a Polícia Militar não faz oposição à orientação sexual dos policiais da corporação. "Como o governador já falou, a PM sempre irá promover seu trabalho da forma viril. Há uma democracia e não se levantam questões sobre a orientação sexual de cada um dos policiais, seja homem ou mulher", explicou.
O governador Sérgio Cabral falou novamente sobre o tema. "Em um mundo civilizado, as paradas gays contam com policiais como qualquer outro cidadão que assume a homossexualidade e colocam uma viatura, pelo menos, representando o poder. Mas nem por conta disso, os policiais de Nova York, San Francisco e Paris deixam de ser rígidos no seu trabalho. Essa afirmação feita na segunda-feira não é um decreto do governador, apenas é uma citação do que acontece no primeiro mundo. Eu quis dizer que qualquer pessoa independente da profissão pode escolher a opção sexual. O Brasil precisa quebrar uma série de paradigmas, pois em questões de valores ainda está muito atrasado", afirmou o governador.
O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, concorda com Mário Sérgio e Cabral. "Há a liberdade de opção sexual. Cabe às corporações disciplinar, de acordo com seus regulamentos a forma de exposição. A opção sexual é a  liberdade de uma escolha que deve ser respeitada", afirmou.
Dia on line

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Homem morre ao ser sodomizado por cavalo nos EUA #Horror #policia

Homem morre ao ser sodomizado por cavalo nos EUA
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Um homem morreu em um sítio nos Estados Unidos freqüentado por zoófilos ao ser sodomizado por um cavalo, informou a polícia nesta segunda-feira. "Do médico legista ao comissário, passando pelos investigadores, ninguém jamais viu algo remotamente parecido com isto", disse Eric Sortland, chefe da Polícia de Enumclaw, 60 quilômetros a sudeste de Seattle, Estado de Washington.
A vítima de 40 anos sofreu graves lesões internas e seu corpo foi deixado por desconhecidos em um hospital de Seattle, no dia 2 de julho, pouco depois do ato. "Seu cólon rompeu, como os órgãos inferiores da mesma região, e a hemorragia o matou", revelou Sortland.
As investigações revelaram que o sítio era especializado em zoofilia e oferecia a seus clientes cavalos, pôneis, cabras, ovelhas e até cães. Tudo era anunciado pela Internet.
A polícia apreendeu fitas de vídeo com centenas de horas de atos sexuais entre homens e animais. O código penal do Estado de Washington não proíbe a zoofilia.
Fonte: Site Warez de Notícias

Resultados da pesquisa

  1. Homem morre ao ser sodomizado por cavalo

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  2. Homem morre ao ser sodomizado por cavalo nos EUA

    19 jul. 2005 ... Um homem morreu em um sítio nos Estados Unidos freqüentado por zoófilos ao ser sodomizado por um cavalo, informou a polícia nesta segunda ...
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