Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Parceria Brasileira Contra a Tuberculose

Parceria logo.gif

Parceria Brasileira Contra a Tuberculose representações dos segmentos e Secretaria Executiva período de 2012 a 2014



COMUNICADO -  001/2012.2
Recife, 25 de setembro de 2012.
Prezado/as filiado/as à Parceria,
No dia 19 de setembro de 2012 foi realizada a Assembléia Geral Ordinária da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose no Hotel Windsor Florida, localizado na Rua Ferreira Viana, 81 – Flamengo, Rio de Janeiro/RJ. Na ocasião foram eleitas as representações dos segmentos como também a Secretaria Executiva para o período de 2012 a 2014.
Segue abaixo o resultado da eleição:
Secretaria Executiva: Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero - Jair Brandão (Titular) e  Grupo PelaVidda/RJ - Márcio Villard (Suplente).
Segmento Governo:   Programa Nacional de Controle da Tuberculose  - Draúrio Barreira (Titular) e  Programa Estadual de Controle da Tuberculose de SP - Vera Galesi  (Suplente);
Segmento ONG Ativismo: Gestos - Soropositividade, Comunicação & Gênero - Jair Brandão (Titular) e Observatório da Tuberculose - Carlos Basília (Suplente);
Segmento ONG Assistência Técnica:  Grupo Pela Vidda/RJ - Márcio Villard (Titular) e BEMFAM - Ana Glória (Suplente);
Segmento Organizações de Categoria ou de Classe:   Liga Científica de TB RJ -  Anete Trajman Programa Acadêmico de TB UFRJ - Afrânio Kritiski;   
Segmento Academia:  Rede Brasileira de Pesquisa em TB (Rede TB) - Martha Oliveira (Titular) e  Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública -  Jamocyr Marinho  (Suplente);
Segmento Setor Privado:  CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Servicos  -  Alexandre de Marca/Deise de Souza ;
Segmento Organizações de Cooperação:    OPAS/OMS -  Tenório  Grecco/Denise Arakaki  (Titular) e UNAIDS/ Brazil Pedro Chequer -  (Suplente);
Segmento Instituições Confessionais/Religiosas:  Pastoral da Criança - Eduardo Carlos Peixoto (Titular) e  Associação Beneficente São Camilo  - Márcio Franchi Stievano (Suplente).
Solicitamos a atenção de todo/as em relação ao novo e-mail da Parceria, pois este será o contato de referência da Secretaria Executiva: parceriabrasileiratb@gmail.com
Atenciosamente,
Secretaria Executiva
Jair Brandão (Gestos) -  Márcio Vilalrd (Grupo PelaVidda/RJ)

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

MOÇÃO Nº 01_REF.: Campanha de Prevenção às DST/Aids - 2012

 Olá.

na reunião de Março da CNAIDS foi aprovado  por  unanimidade uma  moção  contra as atitudes discriminatória do Ministério da saúde  nas  campanhas de prevenção das DST/AIDS.
Segue em  anexo a  moção  aprovada por  gestores e  movimento social.

abraços
Fábio Ribeiro
Presidente do GLICH
Coordenador Geral da APGFS
Pessoal,

Segue no corpo do e-mail a Moção aprovada na CNAIDS:

MOÇÃO Nº 01 

COMISSÃO NACIONAL DE DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS – CNAIDS 

REF.: Campanha de Prevenção às DST/Aids - 2012 

Nós, membros da Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, órgão da estrutura do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde, 
instituição que, no tocante às ações de controle social,  antecede à implantação do Sistema Único de Saúde, vimos a público manifestar nossa profunda preocupação diante das altas taxas de infecção pelo HIV, verificadas em segmentos específicos da população, tais como travestis, homossexuais masculinos, profissionais do sexo e usuários de drogas. 

É alarmante constatar que gays e outros HSH, por exemplo, apresentem hoje um risco para adquirir a doença 13 vezes maior que os homens e mulheres da população geral. Os 
esforços dispensados e as medidas adotadas no Brasil para o controle dessa situação, 
especificamente no que diz respeito a jovens, não foram suficientemente eficazes para 
alterar esse cenário nos últimos anos. 

Neste ano, pela segunda vez, o Ministério da Saúde divulga informação de que  o segmento de jovens e jovens gays seriam objeto de suas campanhas. No entanto, mais uma vez, os dois seguimentos foram excluídos de peças publicitárias elaboradas e aprovadas por comitê institucionalmente criado.   Campanhas direcionadas a jovens gays necessitam ser divulgadas na mídia televisiva, com linguagem específica e direta, pois são ferramentas imprescindíveis para o enfrentamento da epidemia e para a redução da homofobia e do preconceito. É importante ressaltar que as 
campanhas devem ser veiculadas no carnaval, no Dia Mundial de Luta contra a Aids e em 
outras oportunidades, de forma permanente. 

É, por isso,  que, nesta 111ª Reunião, realizada em 20/03/2012, não podemos 
compactuar  com esse tipo de medida, e não nos referimos exclusivamente à campanha de carnaval, mas visamos, sobretudo, à consolidação da resposta brasileira à epidemia de aids e, consequentemente, à sua manutenção enquanto política de Estado e não de governo. 

Portanto, antes, durante e depois do carnaval, cabe a todos nós, cidadãos brasileiros, 
combater a homofobia, assim como o racismo e demais manifestações de preconceito e 
intolerância em relação à diversidade humana. E lembrar que, de acordo com a Constituição Federal, todos os cidadãos são iguais perante a lei. 

Brasília-/DF, 20 de março de 2012

"...EU andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem em pensamentos possam ter para me fazerem mal..." 

Jair Brandão
GESTOS -  RNP+ Brasil
Movimento Nacional de Luta Contra AIDS
(81) 8828-2656(OI) -  9764-5875 - 3421-7670 
Skype: jair.brandao.filho
 

domingo, 12 de junho de 2011

Genocídio silencioso das Travestis e Transexuais na América Latina



El genocidio silencioso de las trans

Según la Real Academia Española de la Lengua, el genocidio se define como el “exterminio o eliminación sistemática de un grupo social por motivo de raza, de etnia, de religión, de política o de nacionalidad.” A esto habría que sumar la identidad de género.
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Según la Real Academia Española de la Lengua, el genocidio se define como el“exterminio o eliminación sistemática de un grupo social por motivos de raza, de etnia, de religión, de política o de nacionalidad.” A esto habría que sumar la identidad de género.
En un hecho sin precedentes y que tira por la borda años de lucha de la comunidad trans, el documento previo conteniendo la declaración de la conferencia ha eliminado toda mención a esta población, contribuyendo -una vez más- a la invisibilización de las expresiones transgénero.
La presión de las corrientes conservadoras en el seno de la Asamblea de las Naciones Unidas tuvo efecto, y muchos de los puntos medulares para optimizar la respuesta a la epidemia han sido disminuidos o sujetos a interpretaciones de valor que, en muchos casos, propiciarán acciones descontextualizadas y de bajo impacto.
Para Marcela Romero y Belén Correa deREDLACTRANS, “Es necesario denunciar este tipo de hechos, que además de invalidar las acciones de incidencia de nuestras comunidades, contribuyen al genocidio silencioso de nuestras comunidades, las cuales ya son víctimas de otro tipo de violencia y exclusiones bajo la mirada cómplice de los gobiernos”, puntualizaron.
Y manifestaron con preocupación que “las trans en Latinoamérica enfrentan una coyuntura que necesita, hoy más que nunca, de acciones específicas como investigación, capacitación y vigilancia epidemiológica; pero lamentablemente todo esto será imposible de alcanzar si nos excluyen de los documentos que rigen las acciones de los gobiernos.”
Además de lo señalado por Romero y Correa, este hecho supone una muestra más de la doble moral de algunos gobiernos, que por un lado reconocen la concentración de la epidemia en ciertas comunidades pero por otro siguen actuando desde la transfobia y la homofobia.
Es importante también hacer un llamado a las agencias de cooperación y programas del sistema de Naciones Unidas para que capitalicen su potencial político e influyan al más alto nivel para evitar este tipo de situaciones, que además de debilitar a las comunidades, debilitan la respuesta al VIH y al SIDA.

"...EU andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem em pensamentos possam ter para me fazerem mal..." 

Jair Brandão
GESTOS
PFT RNP+/REDLA+ Brasil
CAPDA/RNP+ Brasil 
(81)8828-2656 - 3421-7670
Skype: jair.brandao.filho
MSN: jairbrandao32@hotmail.com

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Em Nova York, coordenadora da Gestos discute Mulher e AIDS na Reunião da ONU

A jornalista e ativista Alessandra Nilo, Coordenadora Políticas Estratégicas da ONG Gestos, participa nesta quinta-feira (9), do painel "Mulheres, meninas e a AIDS", durante a Reunião de Alto Nível da ONU em AIDS, que acontece em Nova York.

Na mesa, que será coordenada pelo médico nigeriano Babatunde Osotimehin, director executivo do Fundo de Populações da ONU (UNFPA), a pernambucana irá falar sobre a necessidade de indicadores para os Direitos Sexuais e Reprodutivos das mulheres e meninas integrados às políticas públicas para as mulheres, tema bastante trabalhado pela Gestos em mais de dez países africanos e latino-americanos.

Previamente à Reunião de Alto Nível, que começou nesta quarta-feira (8) e vai até amanhã (10), a Gestos também organizou, na segunda-feira (6), a Reunião Estratégica da campanha Where Is the Money for HIV and AIDS (Onde Está o Dinheiro para HIV e AIDS), promovida globalmente pela Gestos e pela Universidade da Califórnia (UCLA). 

O encontro reuniu representantes da sociedade civil de todo o mundo para tratar das ações da campanha e do projeto de implantação da Taxa de Transações Financeiras (FTTs), que seria um novo imposto cobrado em transações financeiras internacionais cujo valor arrecadado seria utilizado para financiar as ações das Metas do Milênio.

Já na terça-feira (7), dois outros eventos foram promovidos pela Gestos. O primeiro, em parceria com a Rede Mundial de ativistas Global Coalition on Women and AIDS, na manhã de terça-feira (7), serviu como preparação para as discussões da Reunião de Alto Nível que tinham como foco a discussão dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e a feminização da AIDS.

Também na terça, a Gestos promoveu, desta vez em parceria a LACCASO (da qual Alessandra Nilo é secretária regional) juntamente com a Aid for AIDS, a Reunião da Sociedade Civil Latino-Americana, também com o intuito de preparar os representantes de ONGs e membros das delegações dos países da América Latina para as discussões da Reunião de Alto Nível. 

Uma das bandeiras defendidas por alguns países latino-americanos, que formaram um bloco liderado pelo Brasil, é o comprometimento com a meta 15 x 15, que visa o tratamento efetivo de 15 milhões de soropositivos até o ano de 2015. O cumprimento dessa meta significaria o acesso de 80% das pessoas que vivem com HIV e AIDS no mundo ao tratamento da doença. Outro ponto a ser defendido será no segmento da propriedade intelectual, defendendo a saúde pública frente aos interesses das grandes indústrias farmacêuticas, na luta para que as patentes não sejam uma barreira ao acesso ao tratamento da AIDS.

Comunicação Gestos
Gestos - Soropositividade, Comunicação e Gênero
Nossa missão: Construir culturas democráticas, equitativas e de paz para superar a AIDS
http://www.gestospe.org.br

sexta-feira, 27 de maio de 2011

GESTOS - Faz 18 anos

São 18 anos defendendo e promovendo os direitos das pessoas que vivem e convivem com HIV e AIDS e que estão em condição de vulnerabilidade frente ao vírus. Através de atividades de atenção direta, campanhas educativas e de muito trabalho no campo do controle social de políticas públicas- local, regional, nacional e internacional - conseguimos beneficiar milhares de homens, mulheres, crianças, adolescentes e jovens de diversas identidades sexuais (Gays, Travestis, Transexuais, Heterossexuais dentre outras).

A criação da Gestos é a nossa contribuição para as iniciativas que promovem a melhoria das relações humanas e a desconstrução das inequidades em nosso planeta.
Agradecemos a todos os parceiros que nos apoiaram ao longo dos anos!

 
Abraços solidários,
Equipe Gestos


"...EU andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem em pensamentos possam ter para me fazerem mal..." 

Jair Brandão
GESTOS
PFT RNP+/REDLA+ Brasil
CAPDA/RNP+ Brasil 
(81)8828-2656 - 3421-7670
Skype: jair.brandao.filho
MSN: jairbrandao32@hotmail.com

Ativismocontraaidstb.blogspot.com,
recebe com muita alegria e compartilha votos de muito s anos ainda pela frente!
Nota Pessoal:
Apoiado divulgando!!compartilhado!!!
Prometo minha presença se a saúde permitir!!!
Nilo Borgna:
Principio de igualdade:
Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de
qualquer direito ou isento de qualquer
dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de
origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução,
situação econômica, condição social ou orientação sexual.
Artigo 13* da constituição da República Portuguesa
NGB
Http//ativismocontraaidstb.blogspot.com


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Declaracao da SC sobre nova taxa para financiar a AIDS


[Anexos de =?ISO-8859-1?Q?Sergio=20Costa?= incluídos abaixo] Car@s,

Abaixo e em anexo uma carta (em portugues, espanhol e ingles) que sera enviada ao Ministro Guido Mantega solicitando apoio do Brasil para a implementacao de uma taxa mundial sobre transacoes financeiras para financiar saude e desenvolvimento em geral no mundo.

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Declaração da Sociedade Civil nacional e internacional
Quarta-feira, 13 de abril de 2011.

Reunião financeira do G20:
O Brasil deve apoiar a taxa sobre operações financeiras!


Em 14 e 15 de Abril, o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, participará da reunião financeira do G20, em Washington. A Presidência do G20 pediu (1) às maiores economias do mundo, inclusive ao Brasil, que formassem uma coalizão de países pioneiros que irão implementar a primeira taxa solidária internacional sobre operações financeiras do mundo ("a TTF”). Até agora, entre o G20, África do Sul, Alemanha, Espanha e França sinalizaram disposição em participar dessa coalizão, e mais países estão inclinados a tomar a mesma decisão. O Brasil ainda não disse nada. A Sociedade Civil apela ao Ministro Guido Mantega que anuncie na reunião de financeira do G20 que o Brasil está se unirá à coalizão de países pioneiros da taxa solidária sobre as transações financeiras internacionais.

Na Cúpula das Nações Unidas em setembro passado, o Brasil co-assinou uma declaração de apoio a esta taxa (2). O Brasil também é co-fundador da UNITAID, primeira experiência do mundo em taxas solidárias internacionais. A UNITAID é hospedada pela Organização Mundial de Saúde em Genebra e usa os recursos gerados pela taxa para a compra de medicamentos para tratar pessoas vivendo com HIV, tuberculose e malária (3).

É fácil para o Brasil apoiar a TTF, já que o Brasil é o país do mundo com a maior variedade de taxas sobre as transacções financeiras, de acordo com o FMI (4). O Brasil tem a expertise técnica para mostrar à França e à Alemanha como recolher taxas sobre transações financeiras atualmente. Quando o Brasil confirmar ao G20 que está ingressando na TTF, ele será capaz de manter suas receitas provenientes de TTFs existentes para o seu próprio orçamento nacional. Apenas o excedente proveniente da ampla TTF internacional irá para a solidariedade internacional.

The world needs to create additional sources of financing to pay for the concretization of the development goals it has set for itself. For example, the international community has decided to achieve universal access to AIDS treatment, globally. With the budget crisis in the West, international solidarity taxes are a key solution to maintain and increase the momentum towards universal access, and save millions of people from needless death by treatable diseases like HIV.

O mundo precisa criar fontes adicionais de financiamento para financiar a concretização dos objetivos de desenvolvimento que estabeleceu para si mesmo. Por exemplo, a comunidade internacional decidiu atingir o acesso universal ao tratamento da AIDS, a nível mundial. Com a crise financeira internacional, as taxas solidárias internacionais são uma solução chave para manter e aumentar a mobilização rumo ao acesso universal e salvar milhões de pessoas da morte desnecessária de doenças tratáveis, como o HIV.

O apoio do Brasil aos países do G20 é fundamental para firmar um acordo sobre TTF. Apelamos para que o Brasil participe da "coalizão de países pioneiros", para transformar a TTF em realidade. O tempo está se esgotando para milhões de pessoas com HIV, aguardando a promessa de acesso universal tornar-se realidade. Em 14 e 15 de Abril, na reunião fianceira do G20 em Washington, o Sr. Guido Mantega, deve escolher seu lado: o lado do povo.

(1) Convite da Presidência do G20 para uma coalizão de países pioneiros da TTF:
http://www.leadinggroup.org/article736.html
(3) A UNITAID, primeira experiência do mundo em taxas solidárias internacionais:
 http://www.unitaid.eu/en/about/innovative-financing-mainmenu-105.html
(4) Relatório do FMI sobre as TTF dos países do G20 hoje, ver tabela da página 8:

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Paulo Giacomini Entrevista Alessandra Nilo, sócia-fundadora da gestos-Soropositividade, comunicação e Gênero.


Alessandra Nilo: “uma experiência de capacitação permanente”
Sócia-fundadora da Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, ONG situada em Recife (PE), desde 2003 que, entre outras coisas, a jornalista Alessandra Nilo tem se dedicado a reunir a sociedade civil brasileira de luta contra a aids no monitoramento das políticas públicas de enfrentamento da epidemia de HIV e aids no país, realizando, “produzindo conhecimento” e ampliando a “experiência de capacitação permanente” por meio dos fóruns UNGASS.
Nesta entrevista, concedida após a realização do IV Fórum UNGASS Brasil na capital pernambucana, em meados de junho, a especialista em comunicação e saúde pelo International Health Programm da Universidade da Califórnia (EUA) espera que a RNP+ possa traduzir as metas da UNGASS para as realidades locais. Para ela, ao participar do monitoramento das metas da UNGASS, a RNP+ conseguirá independência e sustentabilidade política “na medida em que mostrar a sua capacidade de articulação, de diálogo e de intervenção nessas políticas de maneira qualificada”.

Por Paulo Giacomini

RNP+: Qual a importância da participação da RNP+ no monitoramento das metas da UNGASS?

Alessandra Nilo: A UNGASS é uma declaração de compromissos das Nações Unidas, que se tornou muito especial pra gente porque ela tem um componente específico muito importante, que é o fato de prever e solicitar que as respostas nacionais ao HIV e à aids não sejam construídas apenas pelos governos, mas que também sejam construídas, planejadas e implementadas pelas pessoas infectadas e afetadas pela epidemia de aids. A participação da RNP+ nesse processo é fundamental, assim como é fundamental na construção das respostas à aids de maneira geral.


RNP+: Como você acredita que a RNP+ pode contribuir nesse processo, já que ela é fundamental?

AL: Eu espero que a discussão da UNGASS na RNP+ seja traduzida para as regiões e traduzida para os pontos locais; que tenha mais capilaridade. Eu acho que se pode dizer que no Brasil a gente tem uma diferença muito grande quando as pessoas que vivem com HIV e aids começam a perceber que têm direitos. Isso faz toda uma mudança no processo de vida, quando se deixa de ser simplesmente um sujeito de direito e começa a ser um sujeito político, que atua politicamente. Na medida em que as PVHA que participam de uma rede organizada, estruturada, começarem a se apropriar da declaração de compromissos, isso vai trazer pra elas um novo respaldo no sentido de ampliação de conhecimentos, uma possibilidade de perceber que a declaração de compromissos é algo com a qual a gente já trabalha sem saber que está trabalhando. Os pontos que estão na declaração são os que estão na nossa política de aids, que às vezes a gente nem conhece, mas que de uma forma ou de outra quem está no campo do ativismo está sempre trabalhando com isso, o que vai fazer com que se tenha uma outra relação, percebendo que as coisas que acontecem nesse campo no plano internacional não são descoladas da nossa realidade local. Usar um instrumento como a UNGASS, assim como usar outras declarações internacionais, nos aproxima da possibilidade de desenvolver um trabalho mais qualificado, com mais informação, com mais poder de negociação e cobrança junto aos governos, e também, com mais respaldo político pra cobrar e ser parte dessa resposta. O que a gente tem discutido nos fóruns UNGASS é que o UNGASS é só um desculpa pra gente trabalhar com o monitoramento das políticas nacionais. Então, se a gente pega essa perspectiva, tanto pras pessoas que estão nas lideranças da RNP+ a nível nacional, isso dá um elemento, a ferramenta para elas trabalharem no monitoramento das políticas nacionais de aids, e ao mesmo tempo faz com que as pessoas que ainda não estão atuando em nível nacional possam também fazer a tradução dessas ações pro seu próprio município, inclusive discutindo ações no Plano de Ações e Metas (PAM), como exemplos dos fóruns UNGASS do Pernambuco e do Maranhão, que mostram que essa realidade não é descolada, não é diferente.


RNP+: Esse foi o IV Fórum UNGASS, realizado nacionalmente, que está levando ao segundo monitoramento pela sociedade civil das políticas públicas de aids no país. Do primeiro monitoramento pra este, mudou alguma coisa pra sociedade civil e pras PVHA no Brasil?

AL: É difícil fazer essa resposta pensando em RNP+ como um todo e é difícil fazer essa resposta pensando em sociedade civil como um todo. O escopo da sociedade civil é muito amplo. Agora, a discussão UNGASS tem alguns indicadores interessantes, se você pensa que é um tema que já está entrando em discussões de RNP+ nacional, de RNP+ regional, em ENONG, em ERONG. Nesses últimos dois anos foi um tema que realmente começou a ser pautado dentro das agendas do movimento de aids, seja das organizações em geral, seja dentro da própria RNP+. Acho que tem um espaço muito importante da RNP+ no GT UNAIDS, que precisa ser muito bem trabalhado, aproveitado, utilizado para criar essa ponte e fomentar essa discussão. Eu acredito muito no processo. E eu olho para esse processo da UNGASS e tenho uma tendência a enxergar muito mais coisas positivas. O grupo que está participando vem sendo ampliado qualitativamente. A gente não tem se esforçado para ter 400 pessoas envolvidas nesse processo porque a gente quer que cada vez que as pessoas se envolvam, elas se envolvam a partir de seus conhecimentos, porque elas estão aumentando o seu conhecimento sobre aquele tema. Tudo isso tem trazido a oportunidade de a gente pensar o movimento de uma outra perspectiva, de reflexão, de discussão política, de realmente olhar para as políticas nacionais e ver qual o nosso papel nessa política. Esse é um espaço que está muito aberto, porque ele é dinâmico, é um processo de construção permanente e está com certeza sendo construído também pelas PVHA da RNP+ que estão nesse processo desde o começo. É um movimento, uma bola de neve que vai envolvendo cada vez mais as pessoas.


RNP+: Neste ano, o monitoramento vai priorizar a questão da feminização da epidemia. Em que sentido você acha que isso pode contribuir para baixar a incidência da infecção pelo HIV nas mulheres das populações mais vulneráveis?

AL: Eu acho que a longo prazo essa é uma experiência que se for bem desenvolvida, e que as outras pessoas, não só as que estão nesse momento participando dessas ações, mas se for ampliada para outras pessoas, significa que outras pessoas estarão aprendendo, terão mais ferramentas e maior capacidade de monitorar as políticas públicas. Isso vai significar que teremos um controle social muito mais organizado, seja através dos conselhos locais, estaduais e nacionais, seja instâncias que estão no processo de elaboração dessas políticas. Muitas vezes a gente diz que uma política é boa ou ruim sem ter realmente instrumentos pra avaliar e qualificar essas políticas. Eu acho que essa experiência de monitoramento das políticas públicas nada mais é do que uma possibilidade de capacitação permanente pra aprender a monitorar política, porque a gente está sempre aprendendo, e criar um outro canal de interlocução com o governo que não seja nessas instâncias que o próprio governo cria. Ao contrário, a gente criou uma instância com a qual o governo está tendo de ter interlocução, porque a gente está produzindo um conteúdo, uma análise sobre a política que esse governo implementa e ele precisa escutar a gente por causa disso. A história do Fórum UNGASS é muito interessante porque quebra, inverte um pouco essa lógica, ou seja, eu não estou discutindo com o governo porque ele criou uma instância política na qual eu estou naquele momento representando um segmento A ou B. Mas eu estou discutindo com o governo porque estou produzindo conhecimento sobre o que ele está fazendo e dizendo que essa produção de conhecimento, esses dados apontam se o caminho está bom ou não. Mas isso, de uma maneira muito construtiva, o que reflete o amadurecimento político das organizações que estão participando desse processo.


RNP+: Além dessas questões, existiriam outras, nesse processo, que você gostaria de abordar?

AL: Eu acho que tem uma coisa importante que é a questão da possibilidade de se ampliar o escopo de parceiros que apóiam propostas como essa. Na minha opinião, nos últimos anos as organizações não governamentais no Brasil têm dependido muito financeiramente, do Programa Nacional de DST e Aids. Isso não é bom para o Programa Nacional de Aids e isso não é bom para as organizações brasileiras. Se o Programa não financia, se o PAM não financia, não se tem outros financiadores. É muito importante se buscar ampliar esse escopo de parcerias. A questão da parceria financeira não tem a ver só com o recurso financeiro, tem a ver com a sustentabilidade política do trabalho desenvolvido. É importante observar o Fórum UNGASS no Brasil, que no começo tinha apoio unicamente do UNAIDS, e depois, no terceiro, teve apoio do Programa Nacional de Aids, como nesse quarto, junto com a Fundação Ford, que está financiando esse projeto no Brasil e em mais 16 países no mundo. Isso significa que a gente começa a ter um reconhecimento político, que tem uma sustentabilidade política, que nos garante dizer que a gente vai continuar a monitorar o governo. O financiamento das políticas das organizações não governamentais até então são muito políticas de governo, não são um programa de Estado. Que ótimo que eu tenha no governo hoje um Programa Nacional que me apóia financeiramente pra realizar uma atividade como essa, mas eu não sei se vou ter isso amanhã. Se as organizações não governamentais, se a RNP+ não começar a ampliar o seu escopo de parcerias, fica muito difícil continuar a dar uma resposta politicamente sustentável. Quando se pensa a médio e a longo prazo, isso faz diferença no processo. Esse aspecto da sustentabilidade política e financeira é importante, a gente tem que continuar avançando. A parceria com o governo é muito importante, ela é um apoio político na hora que o governo bota a marca dele naquele evento, ele está apoiando aquela ação, o que não acontece em outros países. O Brasil é o único país que o governo apóia a sociedade civil pra monitorar ele próprio. A gente tem uma característica no Brasil que realmente é diferente dos outros em que a gente está trabalhando. Eu acredito que a RNP+ vai conseguir essa independência e essa sustentabilidade política e financeira na medida em que ela mostrar a sua capacidade de articulação, de diálogo e de intervenção nessas políticas de maneira qualificada.


RNP+: Você acredita que o fato de o monitoramento da UNGASS acontecer em mais 15 países é o reflexo do que aconteceu com o Brasil?

AL: Na verdade, depois do monitoramento brasileiro, desenhamos um projeto com a LACCASO, que a Gestos coordenou, para o monitoramento de cinco países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Chile), que também gerou uma publicação, como no Brasil. Essa experiência toda fez com que a gente pensasse que se ela estava funcionando tão bem no nosso país, é possível que funcione em outros países. Usamos a experiência do Brasil pra convencer a Fundação Ford que isso era possível, viável e necessário. Nós já tínhamos dados das nossas experiências no Brasil e nesses cinco países do Cone Sul. Além disso, acho que teve um outro fato que pesou muito para a Fundação Ford apoiar essa idéia, que é o fato de nesses últimos anos, a gente fazer uma coisa que poucas organizações no mundo fazem, que é ter um trabalho local – a gente tem um trabalho local muito específico na Gestos atendendo a diferentes populações –, que dialoga com um trabalho nacional – esse dos fóruns UNGASS –, que dialoga com um trabalho regional – através de LACCASO, de articulação sobre acesso a tratamento – e que tem dialogado, tem criado uma referência junto às Nações Unidas nesse espaço mais internacional. Na medida em que você começa a ter uma visibilidade internacional, fica mais fácil que as organizações acreditem você tenha condições de desenvolver um trabalho grande como esse. É aquilo que eu estava falando: tudo é um processo de construção, de reconhecimento político, de dar um passo depois do outro e um pouco de mostrar o resultado do que você faz. Ninguém vai chegar pra você e dar um dólar pra financiar nada se não acreditar que você tenha feito alguma coisa atrás que possa dar um respaldo. A relação da ampliação e do escopo caminha junto com o processo do impacto político que você provoca nos lugares em que você atua.




___________________________
Para entender as siglas:

UNGASS: Assembléia da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada em 2001, em Nova York (EUA), que coloca metas às nações para o enfrentamento da epidemia de aids.

UNAIDS: Programa Conjunto da ONU para o enfrentamento da aids.

GT UNAIDS: Grupo Temático ampliado do UNAIDS no Brasil. É chamado ampliado porque, além dos programas do sistema ONU, do Programa Nacional de DST e Aids, da Organização Pan americana de Saúde, Banco Mundial, tem representações da sociedade civil (RNP+, ENONG e Conselho Empresarial).

LACCASO: Conselho Latino Americano e Caribenho de Organizações com Serviços em SIDA.

ENONG: Encontro Nacional de ONG/Aids, realizado a cada dois anos.

ERONG: Encontro Regional de ONG/Aids, realizado a cada dois anos nas regiões centro-oeste, nordeste, norte, sudeste e sul (espaços regionais da sociedade civil, indicativos para o ENONG

Do site :MPVHA(RPNP+) no dia 25/02/010


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