Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
terça-feira, 16 de setembro de 2014
#Dilma #Marina #LGBTTQUEAR
sábado, 6 de setembro de 2014
Malafaia fala , Marina obedece
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
sábado, 25 de setembro de 2010
23/09/2010 - 12:57 - Atualizado em 24/09/2010 - 16:07 A Marina do dedo verde
O título deste artigo é uma alusão a O menino do dedo verde, livro infantojuvenil escrito pelo francês Maurice Druon, em 1957, e adaptado para desenho animado. O protagonista, Tistou, tinha um dom: onde colocava o dedo, nasciam flores. O menino conhece a miséria, a prisão e os hospitais. Decide alegrar esses ambientes. E, ao colocar o dedo no presídio, nascem tantas flores que as portas da prisão não fecham mais. Mas os presos não fogem porque o mundo havia mudado para melhor.
Trata-se de uma fábula. Mas, como a realidade desta campanha eleitoral anda difícil de engolir, fantasias são bem-vindas. Na reta final, uma marola verde se torna onda e atrai desiludidos. Marina, que já se apresentou como a “outra Silva” e a “primeira candidata negra à Presidência”, abandonou os slogans que empobreciam seu discurso para colocar o dedo verde nas feridas do país.
Não por acaso a candidata do PV foi quem mais se beneficiou dessa língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula. Após as denúncias de corrupção e tráfico de influência do braço direito de Dilma Rousseff, as pesquisas mostram uns pontinhos a mais para Marina. Era previsto. Essa acriana evangélica, com quatro filhos e coque austero, é a única novidade. Suas reflexões sobre o Brasil e os adversários têm um carimbo de franqueza, sem arrogância. Concordando ou não com ela, somos compelidos a escutá-la.
Leia o texto na ítegra em:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI174473-15230,00-A+MARINA+DO+DEDO+VERDE.html
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Marina defende plebiscito para aborto e maconha Congresso em Foco 27/07/2010 Thomaz Pires
Marina defende plebiscito para aborto e maconha
Congresso em Foco
27/07/2010
Thomaz Pires
A candidata do PV à Presidência da república, Marina Silva, defendeu um plebiscito sobre a prática do aborto e uso da maconha. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (27) durante uma sabatina ao portal de notícias Terra. Questionada como agiria caso o Congresso Nacional aprovasse a liberação das duas práticas, Marina foi enfática e assumiu a posição contrária aos temas.
“O que eu estou propondo é um plebiscito. A sociedade é quem vai decidir sobre o assunto. Agora, obviamente que eu tenho meu posicionamento. Se as pessoas acham que essa minha visão e princípio inviabilizam elas de votarem em mim, é um direito que elas têm. Agora, se elas observam que, nesse aspecto, eu não me coloco de forma preconceituosa e defendo o direito individual, vão perceber que é o meu direito de me posicionar sobre o assunto”, disse.
Cortesia: Cliping Bem Fam(27/07/010)
terça-feira, 6 de julho de 2010
Blog do Noblat no twitter
6.7.2010
|10h09m
artigo
A agenda judicial de Serra, Dilma e Marina
Tradicionalmente os candidatos, seja a presidente e governador, senador e deputado, nada ou pouco dizem, sobre o Poder Judiciário. É uma antiga concepção de que Poderes Executivo e Legislativo nada têm a ver com o Judiciário. Tem sim, e muito. E seria absolutamente necessário o eleitor saber como os presidenciáveis se posicionam diante da reforma do judiciário, da lentidão, do acesso a justiça, sem o que democracia não há. E tudo por várias razões.
A primeira delas é palpável e histórica. O Presidente Lula, com o Ministro Márcio Thomas Bastos resolveu entrar a fundo na reforma do Judiciário. Criou a Secretaria da Reforma do Judiciário no Ministério da Justiça, e entregou-a ao paciente e habilidoso advogado Sérgio Renault. Focou na reforma institucional. Na criação do Conselho Nacional de Justiça, do Conselho Nacional do Ministério Público, na Escola Nacional da Magistratura, na súmula vinculante e na repercussão geral. Fez e liderou alianças no Congresso e no Judiciário. O avanço foi enorme e definitivo. Sem esta iniciativa a reforma continuava no papel. Como os candidatos pretendem dar sequência a esta atuação do Executivo? Têm planos? Quais?
Ainda esta semana, o presidente do STF, Min. Carlos Peluso, na Veja, foi muito claro. Um dos principais motivos da lentidão do judiciário é o abuso em peticionar e apelar das grandes empresas com clientelas de massa, e sobretudo do Poder Executivo, o principal cliente do Judiciário. Podemos acrescentar ainda: o Ministério Público. Quando estende muito amplamente sua função de “custus legis”. Bastaria a responsabilidade do juiz em velar pelo bom e correto andamento do processo. Não é preciso tantas e tão prolongadas intervenções do MP em milhões de processos. O Min. Celso de Mello há quatro anos já apontava em público ao Presidente Lula a necessidade do Executivo, através de seus procuradores, ser mais criterioso nas apelações sobretudo diante de casos com jurisprudência consolidada.
Mas não é só sobre estes assuntos que se deve ouvir o que os presidenciáveis propõem. Existem importantes projetos de reforma do judiciário, cuja decisão final é do Congresso. Donde os eleitores precisam saber como os candidatos se posicionariam. Justiça é tão importante quanto educação, saúde segurança e emprego.
Está há anos no Congresso, projeto que regulamenta a conciliação e mediação. Se houvesse uma política nacional coordenada pelo CNJ com o Congresso e os legislativos estaduais, a criação de um sistema de conciliação e mediação tornaria a justiça mais acessível, barata e próxima dos valores comunitários. Como se posicionará diante deste tema o futuro Presidente? A questão não é simples pois a OAB pretende ter o monopólio na conciliação e mediação. Negociar, resolver e avançar é preciso.
Mais ainda: cada novo presidente do Supremo tem tido como meta enviar ao Congresso projeto da nova Lei Orgânica da Magistratura. Esta lei é a espinha dorsal da administração judicial. A atual é de 1976. Modernizou o Judiciário mas também refletiu alguns momentos não democráticos, centralizadores. Enquanto não vem uma lei capaz de impulsionar de vez a reforma do Judiciário, o CNJ tem avançado fragmentadamente. Mas este é tema de interesse geral. Dois exemplos: qual deveria ser a extensão das férias dos juízes? A punição máxima para um juiz deve ser a aposentadoria com vencimentos integrais?
O Judiciário tem dado inúmeras demonstrações de decidida modernização. É dos três Poderes, o que mais caminha em sua reforma, embora o Congresso bem avançou agora com a lei da Ficha Limpa. Como Serra, Dilma e Marina veem a colaboração da Presidência da República no processo de reforma do judiciário?
Joaquim Falcão escreve quinzenalmente neste Blog.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A estreita terceira via de Marina
Em agosto do ano passado, quando deixou o PT e se transferiu para o Partido Verde (PV), a senadora Marina Silva (AC) queria transformar-se em uma alternativa eleitoral à anunciada polarização entre a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata governista ao Planalto, e o principal nome da oposição, o ex-governador de São Paulo José Serra, do PSDB. Na solenidade de filiação à nova legenda, Marina defendeu uma nova forma de gestão pública, com foco numa economia ambientalmente sustentável , e a revisão do programa do PV para incorporar outras bandeiras, além das ecológicas. Menos de cinco meses antes da eleição presidencial, o discurso da senadora ainda não surtiu efeito. Pelas últimas pesquisas, a disputa pela Presidência continua restrita a Dilma e Serra.
Marina Silva em frente ao Congresso. Sua campanha dará prioridade à classe média, aos jovens e às mulheres pobres e evangélicas
Na semana passada, dois acontecimentos deram nova energia à campanha de Marina. No dia 16 de maio, o PV formalizou em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a candidatura de Marina à Presidência da República. Em clima de festa, mais de 1.000 militantes verdes de todo o país prestigiaram a largada de Marina na corrida rumo ao Planalto. No palco, estava o cantor e compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura de Lula, fundador do partido e um dos maiores entusiastas da candidatura Marina. Na mesma ocasião, os verdes anunciaram a segunda boa notícia. Depois de muitos meses de negociação, o empresário Guilherme Leal aceitou ocupar a vaga de vice na chapa de Marina. Sócio da Natura, empresa do ramo de cosméticos, Leal ficou bilionário adotando práticas mais compatíveis com o meio ambiente. A identificação com as causas ecológicas e, claro, a possibilidade de reforço no caixa fizeram de Leal o nome ideal para acompanhar Marina na busca dos votos dos eleitores.
Marina tem vontade de sobra para enfrentar os dois adversários mais fortes. Ela costuma se comparar à jaguatirica, um tipo de onça muito comum no Brasil, geralmente associada à imagem de ferocidade. O jeito delicado da senadora guarda pouca semelhança com a natureza violenta do felino, mas a referência ao animal dá uma ideia do espírito que ela pretende imprimir na campanha. Filha de uma família pobre do interior do Acre, a mulher que o PV quer levar ao Planalto trabalhou como seringueira e empregada doméstica para ajudar a sustentar os sete irmãos sobreviventes. Marina aprendeu a ler e escrever aos 16 anos pelo antigo Mobral, o programa de alfabetização do governo militar. A militância no PT proporcionou a Marina uma surpreendente trajetória política que a levou ao ministério de Lula, de onde saiu em maio de 2008, descontente com a falta de apoio para suas propostas.
A confirmação do nome de Leal completou a equipe montada para conduzir a campanha. Na mudança para o PV, Marina levou outros dez petistas insatisfeitos com o governo Lula. Entre eles o ex-deputado federal do PT de São Paulo Luciano Zica, ex-secretário Nacional de Energia do Ministério do Meio Ambiente. Na campanha, ele é responsável pela escolha da agenda política. Outro ex-auxiliar de Marina que migrou para o PV, Bazileu Margarido, ex-presidente do Ibama, atua agora como assessor da candidata.
O ex-secretário executivo do ministério João Paulo Capobianco continua no posto de principal ideólogo de Marina para as questões ambientais. Fundador das s ONGs SOS Mata Atlântica e do Instituto Socioambiental (ISA), ele já era filiado ao PV e foi sua ponte com o novo partido. Para elaborar o programa econômico, Marina escolheu dois especialistas de peso: os economistas Paulo Sandroni, da Fundação Getulio Vargas, e Eduardo Gianetti da Fonseca, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), que também é cientista social e escritor. Sandroni e Gianetti têm a responsabilidade de formular propostas para atrair os setores identificados com as práticas conhecidas como nova economia, chamada pelo PV de “economia descarbonizada”. Os dois contam com a colaboração de Ricardo Paes de Barros, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), especialista em desigualdade social, educação, pobreza e mercado de trabalho no Brasil e na América Latina.
em condições de chegar ao segundo turno
O PV incluiu na assessoria da candidata o presidente em exercício da legenda, o vereador carioca e ex-guerrilheiro Alfredo Sirkis, atual coordenador-geral da campanha. Das ONGs ambientalistas, o nome mais conhecido é do administrador Roberto Kishinami, que atuou como consultor do ministério na gestão Marina. Também faz parte da equipe de colaboradores do programa de governo o antropólogo Luiz Eduardo Soares, secretário Nacional de Segurança Pública em 2003.
As pesquisas encomendadas pelo PV mostram que três segmentos aceitam com mais facilidade o nome da senadora. O primeiro são os setores da classe média que discutem temas modernos como aquecimento global, desmatamento na Amazônia e reciclagem de lixo. O segundo segmento é o de jovens que se informam pela internet e buscam causas novas para se envolver. O terceiro grupo é o de mulheres pobres e cristãs identificadas com a história da candidata.
O problema mais grave para Marina é a falta de estrutura partidária. Com uma bancada de 15 deputados, o PV só disporá de três minutos de propaganda eleitoral na TV. Como trunfo, a candidata tem o apoio do cineasta Fernando Meireles, responsável pelo programa do partido que foi ao ar há quase dois meses.
A chegada de Marina ao PV causou turbulências. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, pediu licença do partido por discordar da candidata em relação a temas como aborto, homossexualidade e pesquisas com células-tronco. Marina é contra o aborto e a descriminalização das drogas, propostas defendidas no programa do partido. Nesses dois casos, ela propõe plebiscitos para que a população decida (leia mais na entrevista de Marina).
Marina abraça o companheiro de chapa, Guilherme Leal, no anúncio da candidatura pelo PV. Ao lado, o ex-ministro Gilberto Gil é um entusiasta da candidata verde
Quem são os responsáveis pela campanha do Partido Verde e os formuladores de políticas públicas do programa de governo que a candidata deverá apresentar na disputa pelo Palácio do Planalto
| GUILHERME LEAL | JOÃO PAULO CAPOBIANCO Ex-secretário do Ministério do Meio Ambiente, é o principal ideólogo de Marina. A partir de julho será coordenador-geral da campanha | ALFREDO SIRKIS Vereador no Rio, é vice-presidente do PV. Coordenará a campanha de Marina até junho, quando lançará sua candidatura a deputado federal | LUCIANO ZICA Ex-deputado federal pelo PT, faz a supervisão política da candidatura. Vai concorrer a deputado federal por São Paulo |
| BAZILEU ALVES MARGARIDO Assessor direto de Marina no Senado, vai atuar como uma espécie de secretário executivo da candidata | PAULO SANDRONI Professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), coordena a equipe que elabora o programa de governo da candidata | EDUARDO GIANETTI DA FONSECA O economista ajudará no programa de governo propondo mecanismos que aumentem a transparência | RICARDO PAES DE BARROS É economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Deve colaborar na elaboração dos programas sociais da candidata |
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Do Twitter da Marina Silva:
Ex-petista, teólogo será estrela de festa do PV
9.6.2010
|6h34m
Deu na Folha de S. Paulo
Ex-petista, teólogo será estrela de festa do PV
Leonardo Boff diz que Marina é "o Lula melhorado" e seria eleita no 1º turno pelo PT
Bernardo Mello Franco:
Aliado de Lula em suas cinco campanhas presidenciais, o teólogo Leonardo Boff será a estrela da festa de lançamento da candidatura de Marina Silva (PV) ao Planalto, amanhã, em Brasília.
Ele subirá ao palanque com uma mensagem incômoda ao PT: defenderá que a senadora, e não a petista Dilma Rousseff, é a sucessora natural do presidente.
"A Marina é o Lula melhorado. Tem a mesma origem popular, mas soube pôr o foco na questão ambiental junto com a social", disse à Folha de Petrópolis (RJ), onde vive, por telefone.
Símbolo da Teologia da Libertação, uma das raízes do PT, Boff defenderá o voto na senadora como opção de continuidade ao petismo.
"Não me sinto distanciado do Lula, porque acho que a sucessora natural dele seria a Marina. Acho triste que ela tenha deixado o PT. Se fosse candidata do partido, venceria no primeiro turno", disse.
"Dilma é ligada a projetos importantes, mas não existe nela a dimensão de um conhecimento que seja ligado a questões tão diversas como as que temos hoje. Apoio Marina por imperativo ético."
Assinante do jornal leia mais em Ex-petista, teólogo será estrela de festa do PV
Siga o Blog do Noblat no twitter
Ouça aterça-feira, 8 de junho de 2010
Em romaria (Editorial), Folha São Paulo
| |
FOLHA DE S. PAULO - SP | OPINIÃO
CAMISINHA
07/06/2010
Em romaria (Editorial)
Em busca de votos, candidatos submetem a agenda política civil aos interesses e prioridades de comunidades religiosas
Hóstias, cânticos, defumações: o candidato, ou candidata, abaixa a cabeça e se deixa abençoar pelo padre, pelo pastor, pelo babalaô -e segue, em odor de santidade, para seu próximo compromisso de campanha.
Uma passeata gay, quem sabe; um evento pela diminuição da carga tributária; ou então um encontro com profissionais da saúde pública. Questões como o aborto ou a distribuição de camisinhas serão lembradas; exorciza-as o candidato que comunga, bate no peito e calça as sandálias da humildade -para arrastá-las lepidamente, dias depois, num forró em Pernambuco ou numa escola de samba carioca.
Tanta versatilidade por parte dos políticos até que se reveste de um aspecto positivo: acentua o espírito de tolerância e ecumenismo que tem sido um patrimônio importante da cultura brasileira.
Entretanto, na medida em que os candidatos multiplicam suas peregrinações a locais de culto, vão ficando visíveis os sinais de um processo mais complexo e, em certa medida, preocupante.
Em primeiro lugar, trata-se do crescente desprestígio da atividade política enquanto tal. Comícios, discursos e plataformas programáticas já não atraem nem convencem.
Inventou-se o recurso do "showmício" -o candidato entrava em cena, a tiracolo de uma dupla sertaneja ou de alguma rainha do axé, acenava para a multidão, e em caso de indiferença o aparato sonoro estava pronto a incutir, em milhões de decibéis, o entusiasmo no coração dos cidadãos.
Proibidos pela legislação, os showmícios retornam pela porta dos fundos -ou da sacristia. Como os eventos musicais já não podem ser alugados para o marketing eleitoral, outro tipo de marketing -o religioso- serve para oferecer aos candidatos o palanque, e a plateia dócil, de que precisam.
O estratagema tem um preço -e aqui se localiza o mais nocivo aspecto da questão. Assim como a busca por mais espaço no horário gratuito da TV leva os candidatos a um jogo invertebrado de alianças partidárias, a esperança de fazer do altar um palanque, e dos templos, currais eleitorais, vem submeter a esfera civil ao confessionalismo religioso -quando não aos interesses inconfessáveis que, por vezes, a este se associam.
Que política terá o candidato no campo das concessões de rádio e TV? Aceitará manter as isenções fiscais de que se nutrem os cultos de todo tipo? Com que tipo de preconceitos compactua, quando se submete à romaria?
A candidata do PV, Marina Silva, ao menos tem sido clara em suas atitudes. É evangélica. Perde ou ganha votos com isso; já se confundiu sobre a questão do ensino do criacionismo nas escolas, é contra o casamento gay, e avisou aos interessados que não participaria da passeata de ontem na avenida Paulista.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Marina ganha perfil na revista 'The Economist':
Publicada em 22/04/2010 às 19h24m
Alessandra Duarte
*
RIO - Marina Silva é uma candidata que parece "ter princípios demais" para disputar uma campanha eleitoral, que "sobreviveu à infância", e que quer o Brasil como exemplo de utilização de energia para outros países em desenvolvimento. É como a revista britânica "The Economist" desenha a pré-candidata à Presidência pelo PV, numa reportagem na edição desta semana sobre a candidatura Marina.
Com o título "Outro Silva" - em alusão ao fato de o sobrenome do presidente Lula também ser Silva -, a reportagem é um perfil da verde. Começa dizendo que "De vez em quando, um político surge parecendo ter princípios demais para disputar uma briga de cachorro grande numa campanha eleitoral. Marina Silva, candidata do pequeno Partido Verde, é assim". Para "The Economist", o que faltaria a Marina em termos de máquina de campanha ela estaria "tentando compensar com força ética". O tema "ética", diz a revista, é a questão que a pré-candidata precisaria colocar em pauta até as eleições chegarem à sua fase decisiva.
Trazendo uma foto de Marina cuja legenda é "Verde nascida e criada", a revista conta um pouco da trajetória da pré-candidata na Região Norte - quando comete a gafe de dizer que o Acre fica "na Amazônia" -, falando do pai nordestino que foi para aquele estado trabalhar como seringueiro; da infância pobre, em que três dos 11 irmãos de Marina morreram; dos problemas de saúde (como uma série de alergias) que teriam ficado para Marina como sequela de doenças que a família enfrentara na época, como hepatite e malária; e do fato de a pré-candidata ter trabalhado como empregada doméstica para sustentar sua ida à universidade.
Revista lembra que Marina foi uma das fundadoras do PT
"The Economist" lembra que Marina Silva, além de ter participado de campanhas com o ambientalista Chico Mendes, "foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores, juntamente com Luiz Inácio Lula da Silva, então um líder sindical de semelhante origem humilde. Quando Lula se tornou o presidente da República em 2003, ele fez de Marina Silva (...) sua ministra do Meio Ambiente".
Já para falar sobre a saída do governo Lula da pré-candidata, a reportagem cita episódios como as discussões que Marina teria perdido em questões como "introdução de soja geneticamente modificada; pavimentação da BR-163, rodovia por dentro da Amazônia; e energia nuclear".
Outro motivo de desgaste para Marina na pasta, lembra a revista, foi o fato de que ela "foi acusada de lotear seu ministério com verdes (o que ela admitiu) e com evangélicos (o que ela nega). Em 2008, Marina deixou a pasta depois que a responsabilidade por reformar a legislação sobre titularidade de terras na Amazônia foi dada a outro ministro. Marina se recusou a criticar Lula publicamente".
Para a revista britânica, o principal tema da campanha de Marina Silva é a defesa que a verde faz de que o Brasil tenha a "responsabilidade moral" de se tornar uma economia de alta tecnologia e baixo consumo de carbono, "como um exemplo para outros países em desenvolvimento".
O perfil feito por "The Economist" lembra ainda que o empresário Guilherme Leal, dono da Natura, está estudando a proposta de ser o companheiro de chapa de Marina; e afirma que, numa "crítica ao gosto de Lula por um Estado forte e por Fidel Castro", a pré-candidata seria contra a alta carga tributária brasileira e a "aceitação de tiranos".
Destacando que Marina "ainda tem muito chão pela frente", a reportagem cita ainda pesquisas de intenção de voto nas quais a verde aparece com "apenas 10%", o que demonstraria que "muitos brasileiros, como eleitores em outros lugares, não consideram salvar o planeta como uma de suas prioridades". Para terminar a reportagem, e destacar que o caminho "não será fácil" para a pré-candidata, "The Economist" traz uma frase da própria perfilada: " 'Meu pai me dizia que o animal com as pernas mais curtas tem que correr o mais distante' "
quarta-feira, 14 de abril de 2010
"Marina Silva não quer debater em público questões gays", diz vereador assumido do PV Por Marcelo Hailer 12/4/2010 - 18:48 Sander
| "Marina Silva não quer debater em público questões gays", diz vereador assumido do PV Por Marcelo Hailer 12/4/2010 - 18:48 | | |
| ||
segunda-feira, 29 de março de 2010
Valeu Marina!
Marina critica saúde e diz que decisão sobre aborto não cabe ao presidente
Redação SRZD 29/03/2010
A senadora e pré-candidata à presidência pelo PV, Marina Silva, criticou o sistema de saúde brasileiro que, segundo ela, está em grave crise.
"Temos graves problemas de saúde, um colapso, e os prefeitos não sabem exatamente o que fazer", disse a senadora, neste sábado, em Araraquara (SP), onde participou de um encontro estadual de mulheres do PV.
Em relação ao debate sobre o aborto, a senadora disse que o assunto ainda precisa ser melhor analisado e, para ela, a decisão da legalização do procedimento não cabe ao presidente.
"Precisam ser avaliados aspectos sociais, espirituais e muitos outros. Todos sabemos que as mulheres que fazem o aborto não o fazem porque querem. Se fez, foi em um momento de desespero e não podem ser satanizadas", disse.
Clipping Bem Fam(29/03/010)