Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador Marina Silva. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 16 de setembro de 2014

#Dilma #Marina #LGBTTQUEAR

     Pessoal,     Sempre leio tudo o que postam aqui, pondero e tento ser o mais racional possível.   Tenho 49 anos, então posso me dar ao luxo de analisar com o peso do tempo em que ser LGBT ou até mesmo simpatizante era um risco em todos os sentidos.   Acompanhei todos estes anos, a abertura lenta, o retrocesso causado pela AIDS, a munição para os homofóbicos que a definiram como "peste gay", o inicio dos esforços do Tony Reis em Curitiba, muitos amigos deixando o Brasil por causa tanto da pressão social quanto da familiar pelo simples fatos de serem gays. Perdi amigos para a AIDS, vi seus sonhos sumirem, perdi até mesmo conhecidos que não suportaram o "peso" de serem gays e tiraram a própria vida.   Vi a reportagem da Veja, foram duas, sobre o que é ser gay (no Brasil). Recomendo que procurem na biblioteca. Era de arrepiar os cabelos!   Não vou dizer que foi graças especificamente ao PT, mas sim todo um tempo e conjuntura mais a pressão dos representantes LGBT e que acharam no PT mais terra e menos pedras para plantar as sementes da liberdade e avanço da causa.  Lógico que com o Lula houve um avanço, e neste caso, não tantos os direitos diretos na forma de lei, mas mais as políticas de cuidados e proteção à comunidade foram efetivados. No caso específico dos direitos o governo Lula colocou em pauta, criou visibilidade. Bastou isto para ter uma reação por parte dos radicais. Aí apareceu toda uma ala no Congresso contrária aos direitos gays. Esta ala inicialmente parecia dispersa, mas aos poucos foi-se aglutinando.  Mas mesmo assim o assunto LGBT fluia.   O que considero o estopim que reverteu a simpatia ou pelo menos a indiferença foi o  denominado "kit-gay". Na época comentei com amigos que parecíamos crianças frente à uma loja de doces, que deveríamos ir com cuidado, passo à passo, pois os contrários estariam somente esperando uma brecha para reverter o quadro. Considero que faltou estratégia ou talvez inocência. O brasileiro ainda é reticente às mudanças. Deve-se ir devagar. O problema é que faltou foco, como ficamos anos sem visibilidade quisemos tudo ao mesmo tempo. Até nos USA que é mais aberto aos direitos gays a cartilha dos pinguins não emplacou. Deu no que deu. Entrou Dilma. No inicio foi a favor, pressão evangélica e depois absteve-se. Algumas coisas até andaram um tempo para trás, como a C.D.H. que tentaram colocar o Feliciano mas em seguida depois da pressão LGBT o processo foi desfeito. Mas no final, analisando friamente, se não andou para frente, pelo menos manteve-se na maioria dos casos no mesmo lugar.   E graças a este hiato político (forças) que o STF decidiu tanto a favor da União Estável primeiramente e depois permitiu converter em casamento  ou no final puramente casamento.   Toda esta análise subjetiva que faço é sob a ótica LGBT. Notem bem: não esotu comentando outros erros ou acertos deste atual governo, estou aqui exclusivamente analisando o direito LGBT que acho que é mais importante neste grupo, algo que atinge diretamente, que difere dos demais assuntos politicos e economicos. Sob outros pontos tenho minhas análises pessoais que acredito não ser este o foco. Mas visando os direitos LGBT, acredito que primeiramente devemos ver quem ajuda e apoia, em segundo QUEM NÃO ATRAPALHA e mantém o conquistado e jamais apoiar quem claramente é contra os direitos.   Meu medo é quem se disse contra o casamento coloque este assunto para votação pública em um determinado momento desfavorável. Lembre-se que a decisão do STF tem força de lei, MAS NÃO É LEI, pois não foi formulado e aprovado pelo Congresso. E se o congresso ratificar o casamento somente entre homem e mulher, como ficam as uniões? E os direitos?  No meu pensar prefiro um(a) presidente que senão puder apoiar, ao menos não feche a porta de vez. Porque foi com muito custo que pessoas como os fundadores e ativistas LGBT conseguiram abrir. Hoje os gays jovens tem esta liberdade que muitos de nós, "coroas", sequer ousamos sonhar. E talvez por inconsequência, juventude ou mesmo por inconformismo queiram jogar tudo o que foi conseguido aos leões. Vocês, jovens, não sabem o que é ter medo de demonstrar seu amor em público, pois na hora seria enquadrado como atentado violento ao pudor. Viver em guetos, principalmente se seu modo de vida era de padrão "hétero". Se a pessoa fosse exposta ao público não tinha nada que a mantivesse à salvo. Hoje vocês tem esta liberdade. Conhecem aquela máxima da sardinha? Pois é, não podemos perder a brasa conquistada, nem perde-la e muito menos deixá-la se extinguir. Se a perdemos, demoraremos décadas para conseguir tudo que conseguimos até então. Lógico que outros assuntos em pauta nos atingem, como segurança, saúde, educação, corrupção, etc.  MAS LEMBREM-SE: ISTO ATINGE À TODOS, E TODOS RECLAMAM. MAS QUANTO AOS DIREITOS GAYS, SOMENTE QUEM É OU PRECISA DOS MESMOS RECLAMA.  Porisso, nos foquemos nos direitos LGBT. Quanto aos demais assuntos, a população como um todo irá cobrar.   Fica aqui minha análise pois chegamos em um ponto que devemos focar diretamente sobre o que demoramos tanto tempo para conseguir ou então cair na lábia, perdemos tudo e daí sim, chorar sobre o leite derramado. Vi um post recente em que uma trans reclamava do governo, de não ter conseguido 13 itens. Até concordo que não conseguiu o que queria como um todo, mas tudo o que já conseguiu vai jogar fora? Se não podemos ter mais, ao menos vamos manter o que já conquistamos e temos. Vamos acalmar nossos corações, analisar lógicamente e consciente votar. Animos exaltados nunca geram as melhores decisões. Fiquem todos com Deus,   Abraços   Martin.

sábado, 6 de setembro de 2014

Malafaia fala , Marina obedece

  ELEIÇÕES - ÍNTEGRAS “Malafaia fala, Marina obedece, pois vê nisso a vontade de Deus”, diz Leonardo Boff Ele analisa, entre outros assuntos, o recuo da candidata em relação à criminalização da homofobia, a sua trajetória religiosa e a proximidade com uma economia neoliberal por Conceição Lemes, do Viomundo Leonardo Boff é um dos mais brilhantes e respeitados intelectuais do Brasil. Teólogo, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação. Ficou conhecido pela sua história de defesa intransigente das causas sociais. Atualmente dedica-se sobretudo às questões ambientais. Ele conhece Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, desde os tempos em que ela atuava no Acre e estava muito ligada à Teologia da Libertação. Acompanhou toda a sua trajetória. Em 2010, chegou a sonhar com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, chegar a presidente do Brasil. Hoje, não. “Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar”, observa Boff em entrevista exclusiva ao Viomundo. Para Boff, Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal. “Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros”, alerta. “Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de ‘austeridade fiscal’ que está afundando as economias da zona do Euro”. Sobre a autonomia do Banco Central prevista no programa de Marina, Boff detona: “Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países”. Veja a íntegra da nossa entrevista. Nela, Leonardo Boff aborda o recuo de Marina em relação à criminalização da homofobia, a sua trajetória religiosa, a influência de Silas Malafaia, Neca Setúbal (Banco Itaú), Guilherme Leal (Natura) e do economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Também a autonomia formal do Banco Central e o risco de ela sofrer impeachment. Viomundo — Na última sexta-feira, Marina lançou o seu programa de governo, que previa o reconhecimento da união homoafetiva e a criminalização da homofobia. Bastou o pastor Malafaia tuitar quatro frases para ela voltar atrás. O que achou dessa postura? É cristão não criminalizar a homofobia, que frequentemente provoca assassinatos? Leonardo Boff — Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar. Numa ocasião, ela chegou a declarar que um dos objetivos desta eleição é tirar o PT do poder, o que faz supor mágoas não digeridas contra o PT que ajudou a fundar. O Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus à qual Marina pertence, é o seu Papa. O Papa falou, ela, fundamentalisticamente obedece, pois vê nisso a vontade de Deus. E, aí, muda de opinião. Creio que não o faz por oportunismo político, mas por obediência à autoridade religiosa, o que acho, no regime democrático, injustificável. Um presidente deve obediência à Constituição e ao povo que a elegeu e não a uma autoridade exterior à sociedade. Viomundo — Qual o risco para a democracia brasileira de alguém na presidência estar submissa a visões tão retrógradas em pleno século XXI, ignorando os avanços, as modernidades? Leonardo Boff — Um fundamentalista é um dos atores políticos menos indicado para exercer o cargo da responsabilidade de um presidente. Este deve tomar decisões dentro dos parâmetros constitucionais, da democracia e de um estado laico e pluralista. Este tolera todas as expressões religiosas, não opta por nenhuma, embora reconheça o valor delas para a qualidade ética e espiritual da vida em sociedade. Se um presidente obedece mais aos preceitos de sua religião do que aos da Constituição, fere a democracia e entra em conflito permanente com outros até de sua base de sustentação, pois os preceitos de uma religião particular não podem prevalecer sobre a totalidade da sociedade. A seguir estritamente nesta linha, pode acontecer um impeachment à Marina, por inabilidade de coordenar as tensões políticas e gerenciar conflitos sempre presentes em sociedades abertas. Viomundo — Lá atrás Marina Silva esteve ligada à Teologia da Libertação. Atualmente, é da Assembleia de Deus. O que o senhor diria dessa trajetória religiosa? O que representa essa guinada para o conservadorismo exacerbado? Leonardo Boff – Respeito a opção religiosa de Marina bem como de qualquer pessoa. Eu a conheço do Acre e ela participava dos cursos que meu irmão teólogo Frei Clodovis (trabalhava 6 meses na PUC do Rio e 6 meses na igreja do Acre) e eu dávamos sobre Fé e Política e sobre Teologia da Libertação. Aqui se falava da opção pelos pobres contra a pobreza, a urgência de se pensar e criar um outro tipo de sociedade e de país, cujos principais protagonistas seriam as grandes maiorias pobres junto com seus aliados, vindos de outras classes sociais. Marina era uma liderança reconhecida e amada por toda a Igreja. Depois, ao deixar o Acre, por razões pessoais, converteu-se à Igreja Assembleia de Deus. Esta se caracteriza por um cristianismo fundamentalista, pietista e afastado das causas da pobreza e da opressão do povo. Sua pregação é a Bíblia, preferentemente o Antigo Testamento, com uma leitura totalmente descontextualizada daquele tempo e do nosso tempo. Como fundamentalista é uma leitura literalista, no estilo dos muçulmanos. Politicamente tem consequências graves: Marina pôs o foco no pietismo e no fundamentalismo, na vida espiritual descolada da história presente e quase não fala mais da opção pelos pobres e da libertação. Pelo menos não é este o foco de seu discurso. A libertação para ela é espiritual, do pecado e das perversões do mundo. Com esse pensamento é fácil ser capturada pelo sistema vigente de mercado, da macroeconomia neoliberal e especulativa. Isso é inegável, pois seus assessores são desse campo: a herdeira do Banco Itaú Maria Alice (Neca), Guilherme Leal da Natura e o economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Os pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora. E eu que em 2010 sonhava com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, dos operários explorados das grandes fábricas, dos invisíveis, alguém que viria dos fundos da maior floresta úmida do mundo, a Amazônia, chegar a ser presidente de um dos maiores países do mundo, o Brasil?! Esse sonho foi uma ilusão que faz doer até os dias de hoje. Pelo menos vale como um sonho que nunca morre! Viomundo — O programa de Marina prevê autonomia ao Banco Central. O que acha dessa medida? Leonardo Boff — Eu me pergunto, autonomia de quem e para quem? Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. Um presidente/a é eleito para governar seu povo e um dos instrumentos principais é o controle monetário que assim lhe é subtraído. Isso é absolutamente antidemocrático e comporta submissão à tirania das finanças que são cada vez mais vorazes, pondo países inteiros à falência como é o caso da Grécia, da Espanha, da Itália, de Portugal e outros. Viomundo — Essa medida expressa a influência de Neca Setúbal, herdeira do Itaú, no seu futuro governo? Leonardo Boff — Quem controla a economia controla o país, ainda mais que vivemos numa sociedade de “Grande Transformação” denunciada pelo economista húngaro-americano Karl Polaniy ainda em 1944 quando, como diz, passamos de uma sociedade com mercado para uma sociedade só de mercado. Então tudo vira mercadoria, inclusive as coisas mais sagradas como água, alimentos, órgãos humanos. A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países. A partir desse controle, estabelecem os níveis dos juros, a meta da inflação, a flutuação do dólar e a porcentagem do superávit primário (aquela quantia tirada dos impostos e reservada para pagar os rentistas, aqueles que emprestaram dinheiro ao governo). Os bancos jogam um papel decisivo, pois é através deles que se fazem os repasses dos empréstimos ao governo e se cobram juros pelos serviços. Quanto maior for o superávit primário a alíquota Selic mais lucram. Pode ser que a citada Neca Setúbal tenha tido influência para que a candidata Marina acreditasse neste receituário, velho, antipopular, danoso para as grandes maiorias, mas altamente benéfico para o sistema macroeconômico vigente. Viomundo — As avaliações feitas até agora mostram que o programa econômico de Marina é o mesmo de Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. São neoliberais. O que representaria para o Brasil o retorno a esse modelo? O senhor acha que, se eleita, o governo Marina teria conotações neoliberais? Leonardo Boff — Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal. Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros. Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de “austeridade fiscal” ,que está afundando as economias da zona do Euro e não deram certo em lugar nenhum do mundo, se olharmos a política econômica a partir da maioria da população. Dão certo para os ricos que ficam cada vez mas ricos, como é o caso dos EUA onde 1% da população ganha o equivalente ao que ganham 99% das pessoas. Hoje os EUA são um dos países mais desiguais do mundo. Viomundo – Foi amplamente divulgado que Marina consulta a Bíblia antes de tomar decisões complexas. Esta visão criacionista do mundo é compatível com um mundo laico? Leonardo Boff — O que Marina pratica é o fundamentalismo. Este é uma patologia de muitas religiões, inclusive de grupos católicos. O fundamentalismo não é uma doutrina. É uma maneira de entender a doutrina: a minha é a única verdadeira e as demais estão erradas e como tais não têm direito nenhum. Graças a Deus que isso fica apenas no plano das ideias. Mas facilmente pode passar para o plano da prática. E, aí, se vê evangélicos fundamentalistas invadirem centros de umbanda ou do candomblé e destruírem tudo ou fazerem exorcismos e espalharem sal para todo canto. E no Oriente Médio fazem-se guerras entre fundamentalistas de tendências diferentes com grande eliminação de vidas humanas como o faz atualmente o recém-criado Estado Islâmico. Este pratica limpeza étnica e mata todo mundo de outras etnias ou crenças diferentes das dele. Marina não chega a tanto. Mas possui essa mentalidade teologicamente errônea e maléfica. No fundo, possui um conceito fúnebre de Deus. Não é um Deus vivo que fala pela história e pelos seres humanos, mas falou outrora, no passado, deixou um livro, como se ele nos dispensasse de pensar, de buscar caminhos bons para todos. O primeiro livro que Deus escreveu são a criação e a natureza. Elas estão cheias de lições. Criou a inteligência humana para captarmos as mensagens da natureza e inventarmos soluções para nossos problemas. A Bíblia não é um receituário de soluções ou um feixe de verdades fixadas, mas uma fonte de inspiração para decidirmos pelos melhores caminhos. Ela não foi feita para encobrir a realidade, mas para iluminá-la. Se um fundamentalista seguisse ao pé da letra o que está escrito no livro Levítico 20,13 cometeria um crime e iria para a cadeia, pois aí se diz textualmente: “Se um homem dormir com outro, como se fosse com mulher, ambos cometem grave perversidade e serão punidos com a morte: são réus de morte”. Viomundo — Marina fala em governar com os melhores. É possível promover inclusão social, manter políticas que favorecem os mais pobres com uma política econômica neoliberal? Leonardo Boff — Marina parece que não conhece a realidade social na qual há conflitos de interesses, diversidade de opções políticas e ideológicas, algumas que se opõem completamente às outras. Lendo o programa de governo do PSB de Marina parece que fazemos um passeio ao jardim do Éden. Tudo é harmonioso, sem conflitos, tudo se ordena para o bem do povo. Se entre os melhores estiver um político, para aceitar seu convite, deverá abandonar seu partido e com isso, segundo a atual legislação, perderia o mandato. Ela necessariamente, se quiser governar, deverá fazer alianças, pois temos um presidencialismo de coalizão. Se fizer aliança com o PMDB deverá engolir o Sarney, o Renan Calheiros e outros exorcizados por Marina. Collor tentou governar com base parlamentar exígua e sofreu um impeachment. Viomundo — Marina é preparada para presidir um país tão complexo como o Brasil? Leonardo Boff — Eu pessoalmente estimo sua inteireza pessoal, sua visão espiritualista (abstraindo o fundamentalismo), sua busca de ética em tudo o que faz. Estimo a pessoa, mas questiono o ator político. Acho que não tem a inteligência política para fazer as alianças certas. O presidente deve ser uma pessoa de síntese, capaz de equilibrar os interesses e resolver conflitos para que não sejam danosos e chegar a soluções de ganha-ganha. Para isso precisa-se de habilidade, coisa que em Lula sobrava. Marina, por causa de seu fundamentalismo, não é uma pessoa de síntese, mas antes de divisão. Viomundo — A preservação efetiva do meio ambiente é compatível com o capitalismo selvagem dos neoliberais? Leonardo Boff — Entre capitalismo e ecologia há uma contradição direta e fundamental. O capitalismo quer acumular o mais que pode sem qualquer consideração dos bens e serviços limitados da Terra e da exploração das pessoas. Onde ele chega, cria duas injustiças: a social, gerando muita pobreza de um lado e grande riqueza do outro; e uma injustiça ecológica ao devastar ecossistemas e inteiras florestas úmidas. Marina fala de sustentabilidade, o que é correto. Mas deve ficar claro que a sustentabilidade só é possível a partir de outro paradigma que inclui a sustentabilidade ambiental, político-social, mental e integral (envolvendo nossa relação com as energias de todo o universo). Portanto, estamos diante de uma nova relação para com a natureza e a Terra, onde as medidas econômicas preconizadas por Marina contradizem esta visão. Temos que produzir, sim, para atender demandas humanas, mas produzir respeitando os limites de cada ecossistema, as leis da natureza e repondo aquilo que temos demasiadamente retirado dela. Marina quer a produção sustentável, mas mantém a dominação do ser humano sobre a natureza. Este está dentro da natureza, é parte dela e responsável por sua conservação e reprodução, seja como valor em si mesmo, seja como matriz que atende nossas necessidades e das futuras gerações. Ocorre que atualmente o sistema está destruindo as bases físico-químicas que sustentam a vida. Por isso, ele é perigoso e pode nos levar a uma grande catástrofe. E com certeza os que mais sofrerão, serão aqueles que sempre foram mais explorados e excluídos do sistema. Esta injustiça histórica nós não podemos aceitar e repetir. Link: http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/09/malafaia-fala-marina-obedece-pois-ve-nisso-vontade-de-deus-diz-leonardo-boff/  

sábado, 25 de setembro de 2010

23/09/2010 - 12:57 - Atualizado em 24/09/2010 - 16:07 A Marina do dedo verde

23/09/2010 - 12:57 - Atualizado em 24/09/2010 - 16:07
A Marina do dedo verde
Ruth de Aquino
Época
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br
Quando ela fala, veias caudalosas se projetam no pescoço. Marina Silva tem uma voz arranhada, que parece emergir com esforço de sua figura esguia. Com essa voz não treinada, que vem de dentro, Marina foi a candidata, nesta campanha de cartas marcadas, que soube projetar melhor, com inteligência e ironia fina, suas palavras. Talvez porque fossem palavras dela e de mais ninguém. Não mais do mesmo, não o vale-tudo de quem dá mais salário mínimo, 13o de Bolsa Família, ou empregos para a parentalha.
O título deste artigo é uma alusão a O menino do dedo verde, livro infantojuvenil escrito pelo francês Maurice Druon, em 1957, e adaptado para desenho animado. O protagonista, Tistou, tinha um dom: onde colocava o dedo, nasciam flores. O menino conhece a miséria, a prisão e os hospitais. Decide alegrar esses ambientes. E, ao colocar o dedo no presídio, nascem tantas flores que as portas da prisão não fecham mais. Mas os presos não fogem porque o mundo havia mudado para melhor.
Trata-se de uma fábula. Mas, como a realidade desta campanha eleitoral anda difícil de engolir, fantasias são bem-vindas. Na reta final, uma marola verde se torna onda e atrai desiludidos. Marina, que já se apresentou como a “outra Silva” e a “primeira candidata negra à Presidência”, abandonou os slogans que empobreciam seu discurso para colocar o dedo verde nas feridas do país.
Não por acaso a candidata do PV foi quem mais se beneficiou dessa língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula. Após as denúncias de corrupção e tráfico de influência do braço direito de Dilma Rousseff, as pesquisas mostram uns pontinhos a mais para Marina. Era previsto. Essa acriana evangélica, com quatro filhos e coque austero, é a única novidade. Suas reflexões sobre o Brasil e os adversários têm um carimbo de franqueza, sem arrogância. Concordando ou não com ela, somos compelidos a escutá-la.
A candidata do PV foi quem mais se beneficiou da língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula

Leia o texto na ítegra em: 

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI174473-15230,00-A+MARINA+DO+DEDO+VERDE.html


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Marina defende plebiscito para aborto e maconha Congresso em Foco 27/07/2010 Thomaz Pires

Marina defende plebiscito para aborto e maconha

Congresso em Foco

27/07/2010

Thomaz Pires

A candidata do PV à Presidência da república, Marina Silva, defendeu um plebiscito sobre a prática do aborto e uso da maconha. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (27) durante uma sabatina ao portal de notícias Terra. Questionada como agiria caso o Congresso Nacional aprovasse a liberação das duas práticas, Marina foi enfática e assumiu a posição contrária aos temas.

“O que eu estou propondo é um plebiscito. A sociedade é quem vai decidir sobre o assunto. Agora, obviamente que eu tenho meu posicionamento. Se as pessoas acham que essa minha visão e princípio inviabilizam elas de votarem em mim, é um direito que elas têm. Agora, se elas observam que, nesse aspecto, eu não me coloco de forma preconceituosa e defendo o direito individual, vão perceber que é o meu direito de me posicionar sobre o assunto”, disse.

Marina também foi questionada sobre a união civil entre homossexuais. A presidenciável também se colocou de forma contrária ao tema, porém, não sugeriu uma consulta pública por meio de plebiscito, caso o Congresso aprovasse a união, para sancionar ou vetar a matéria. A candidata usou do discurso religioso para justificar a postura diante do debate proposto pelos entrevistadores.

Cortesia: Cliping Bem Fam(27/07/010)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Blog do Noblat no twitter

Enviado por Joaquim Falcão -
6.7.2010
|
10h09m
artigo

A agenda judicial de Serra, Dilma e Marina

Tradicionalmente os candidatos, seja a presidente e governador, senador e deputado, nada ou pouco dizem, sobre o Poder Judiciário. É uma antiga concepção de que Poderes Executivo e Legislativo nada têm a ver com o Judiciário. Tem sim, e muito. E seria absolutamente necessário o eleitor saber como os presidenciáveis se posicionam diante da reforma do judiciário, da lentidão, do acesso a justiça, sem o que democracia não há. E tudo por várias razões.

A primeira delas é palpável e histórica. O Presidente Lula, com o Ministro Márcio Thomas Bastos resolveu entrar a fundo na reforma do Judiciário. Criou a Secretaria da Reforma do Judiciário no Ministério da Justiça, e entregou-a ao paciente e habilidoso advogado Sérgio Renault. Focou na reforma institucional. Na criação do Conselho Nacional de Justiça, do Conselho Nacional do Ministério Público, na Escola Nacional da Magistratura, na súmula vinculante e na repercussão geral. Fez e liderou alianças no Congresso e no Judiciário. O avanço foi enorme e definitivo. Sem esta iniciativa a reforma continuava no papel. Como os candidatos pretendem dar sequência a esta atuação do Executivo? Têm planos? Quais?

Ainda esta semana, o presidente do STF, Min. Carlos Peluso, na Veja, foi muito claro. Um dos principais motivos da lentidão do judiciário é o abuso em peticionar e apelar das grandes empresas com clientelas de massa, e sobretudo do Poder Executivo, o principal cliente do Judiciário. Podemos acrescentar ainda: o Ministério Público. Quando estende muito amplamente sua função de “custus legis”. Bastaria a responsabilidade do juiz em velar pelo bom e correto andamento do processo. Não é preciso tantas e tão prolongadas intervenções do MP em milhões de processos. O Min. Celso de Mello há quatro anos já apontava em público ao Presidente Lula a necessidade do Executivo, através de seus procuradores, ser mais criterioso nas apelações sobretudo diante de casos com jurisprudência consolidada.

Mas não é só sobre estes assuntos que se deve ouvir o que os presidenciáveis propõem. Existem importantes projetos de reforma do judiciário, cuja decisão final é do Congresso. Donde os eleitores precisam saber como os candidatos se posicionariam. Justiça é tão importante quanto educação, saúde segurança e emprego.

Está há anos no Congresso, projeto que regulamenta a conciliação e mediação. Se houvesse uma política nacional coordenada pelo CNJ com o Congresso e os legislativos estaduais, a criação de um sistema de conciliação e mediação tornaria a justiça mais acessível, barata e próxima dos valores comunitários. Como se posicionará diante deste tema o futuro Presidente? A questão não é simples pois a OAB pretende ter o monopólio na conciliação e mediação. Negociar, resolver e avançar é preciso.

Mais ainda: cada novo presidente do Supremo tem tido como meta enviar ao Congresso projeto da nova Lei Orgânica da Magistratura. Esta lei é a espinha dorsal da administração judicial. A atual é de 1976. Modernizou o Judiciário mas também refletiu alguns momentos não democráticos, centralizadores. Enquanto não vem uma lei capaz de impulsionar de vez a reforma do Judiciário, o CNJ tem avançado fragmentadamente. Mas este é tema de interesse geral. Dois exemplos: qual deveria ser a extensão das férias dos juízes? A punição máxima para um juiz deve ser a aposentadoria com vencimentos integrais?

O Judiciário tem dado inúmeras demonstrações de decidida modernização. É dos três Poderes, o que mais caminha em sua reforma, embora o Congresso bem avançou agora com a lei da Ficha Limpa. Como Serra, Dilma e Marina veem a colaboração da Presidência da República no processo de reforma do judiciário?

Joaquim Falcão escreve quinzenalmente neste Blog.


Ouça a Estação Jazz e Tal, a rádio do blog

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A estreita terceira via de Marina

| Celular |
20/05/2010 - 11:43 - Atualizado em 21/05/2010 - 22:16
A estreita terceira via de Marina
A candidata do PV, Marina Silva, escolhe o vice e monta a equipe que vai tentar a difícil missão de quebrar a polarização entre Dilma e Serra
Leonel Rocha
  Reprodução

Em agosto do ano passado, quando deixou o PT e se transferiu para o Partido Verde (PV), a senadora Marina Silva (AC) queria transformar-se em uma alternativa eleitoral à anunciada polarização entre a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata governista ao Planalto, e o principal nome da oposição, o ex-governador de São Paulo José Serra, do PSDB. Na solenidade de filiação à nova legenda, Marina defendeu uma nova forma de gestão pública, com foco numa economia ambientalmente sustentável , e a revisão do programa do PV para incorporar outras bandeiras, além das ecológicas. Menos de cinco meses antes da eleição presidencial, o discurso da senadora ainda não surtiu efeito. Pelas últimas pesquisas, a disputa pela Presidência continua restrita a Dilma e Serra.

Adriano Machado
A CANDIDATA
Marina Silva em frente ao Congresso. Sua campanha dará prioridade à classe média, aos jovens e às mulheres pobres e evangélicas

Na semana passada, dois acontecimentos deram nova energia à campanha de Marina. No dia 16 de maio, o PV formalizou em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a candidatura de Marina à Presidência da República. Em clima de festa, mais de 1.000 militantes verdes de todo o país prestigiaram a largada de Marina na corrida rumo ao Planalto. No palco, estava o cantor e compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura de Lula, fundador do partido e um dos maiores entusiastas da candidatura Marina. Na mesma ocasião, os verdes anunciaram a segunda boa notícia. Depois de muitos meses de negociação, o empresário Guilherme Leal aceitou ocupar a vaga de vice na chapa de Marina. Sócio da Natura, empresa do ramo de cosméticos, Leal ficou bilionário adotando práticas mais compatíveis com o meio ambiente. A identificação com as causas ecológicas e, claro, a possibilidade de reforço no caixa fizeram de Leal o nome ideal para acompanhar Marina na busca dos votos dos eleitores.

Marina tem vontade de sobra para enfrentar os dois adversários mais fortes. Ela costuma se comparar à jaguatirica, um tipo de onça muito comum no Brasil, geralmente associada à imagem de ferocidade. O jeito delicado da senadora guarda pouca semelhança com a natureza violenta do felino, mas a referência ao animal dá uma ideia do espírito que ela pretende imprimir na campanha. Filha de uma família pobre do interior do Acre, a mulher que o PV quer levar ao Planalto trabalhou como seringueira e empregada doméstica para ajudar a sustentar os sete irmãos sobreviventes. Marina aprendeu a ler e escrever aos 16 anos pelo antigo Mobral, o programa de alfabetização do governo militar. A militância no PT proporcionou a Marina uma surpreendente trajetória política que a levou ao ministério de Lula, de onde saiu em maio de 2008, descontente com a falta de apoio para suas propostas.

A confirmação do nome de Leal completou a equipe montada para conduzir a campanha. Na mudança para o PV, Marina levou outros dez petistas insatisfeitos com o governo Lula. Entre eles o ex-deputado federal do PT de São Paulo Luciano Zica, ex-secretário Nacional de Energia do Ministério do Meio Ambiente. Na campanha, ele é responsável pela escolha da agenda política. Outro ex-auxiliar de Marina que migrou para o PV, Bazileu Margarido, ex-presidente do Ibama, atua agora como assessor da candidata.

O ex-secretário executivo do ministério João Paulo Capobianco continua no posto de principal ideólogo de Marina para as questões ambientais. Fundador das s ONGs SOS Mata Atlântica e do Instituto Socioambiental (ISA), ele já era filiado ao PV e foi sua ponte com o novo partido. Para elaborar o programa econômico, Marina escolheu dois especialistas de peso: os economistas Paulo Sandroni, da Fundação Getulio Vargas, e Eduardo Gianetti da Fonseca, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), que também é cientista social e escritor. Sandroni e Gianetti têm a responsabilidade de formular propostas para atrair os setores identificados com as práticas conhecidas como nova economia, chamada pelo PV de “economia descarbonizada”. Os dois contam com a colaboração de Ricardo Paes de Barros, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), especialista em desigualdade social, educação, pobreza e mercado de trabalho no Brasil e na América Latina.

Marina tem pouco tempo para empinar a campanha e se mostrar
em condições de chegar ao segundo turno

O PV incluiu na assessoria da candidata o presidente em exercício da legenda, o vereador carioca e ex-guerrilheiro Alfredo Sirkis, atual coordenador-geral da campanha. Das ONGs ambientalistas, o nome mais conhecido é do administrador Roberto Kishinami, que atuou como consultor do ministério na gestão Marina. Também faz parte da equipe de colaboradores do programa de governo o antropólogo Luiz Eduardo Soares, secretário Nacional de Segurança Pública em 2003.

As pesquisas encomendadas pelo PV mostram que três segmentos aceitam com mais facilidade o nome da senadora. O primeiro são os setores da classe média que discutem temas modernos como aquecimento global, desmatamento na Amazônia e reciclagem de lixo. O segundo segmento é o de jovens que se informam pela internet e buscam causas novas para se envolver. O terceiro grupo é o de mulheres pobres e cristãs identificadas com a história da candidata.

O problema mais grave para Marina é a falta de estrutura partidária. Com uma bancada de 15 deputados, o PV só disporá de três minutos de propaganda eleitoral na TV. Como trunfo, a candidata tem o apoio do cineasta Fernando Meireles, responsável pelo programa do partido que foi ao ar há quase dois meses.

A chegada de Marina ao PV causou turbulências. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, pediu licença do partido por discordar da candidata em relação a temas como aborto, homossexualidade e pesquisas com células-tronco. Marina é contra o aborto e a descriminalização das drogas, propostas defendidas no programa do partido. Nesses dois casos, ela propõe plebiscitos para que a população decida (leia mais na entrevista de Marina).

Marina tem pouco tempo para empinar sua campanha e se apresentar aos brasileiros como candidata em condições de chegar ao segundo turno. Estacionada na faixa em torno dos 10% dos votos segundo as pesquisas, de agora até outubro ela terá de se desdobrar em reuniões, comícios e negociações partidárias para tentar alcançar pelo menos um dos adversários. Trata-se de uma tarefa dificílima. Se conseguir quebrar a dicotomia entre Serra e Dilma e ampliar as faixas da população que aceitam suas propostas, Marina tem chances de alcançar a meta. Caso contrário, corre o risco de sair da eleição menor do que entrou, como aconteceu com Heloísa Helena, candidata derrotada do PSOL em 2006.

Gabriel de Paiva
ALIADOS
Marina abraça o companheiro de chapa, Guilherme Leal, no anúncio da candidatura pelo PV. Ao lado, o ex-ministro Gilberto Gil é um entusiasta da candidata verde
A equipe de Marina Silva
Quem são os responsáveis pela campanha do Partido Verde e os formuladores de políticas públicas do programa de governo que a candidata deverá apresentar na disputa pelo Palácio do Planalto

  Reprodução

GUILHERME LEAL
Vice de Marina, é sócio da Natura. Será um dos principais financiadores da campanha e fará a ligação da candidata com o empresariado

JOÃO PAULO CAPOBIANCO
Ex-secretário do Ministério do Meio Ambiente, é o principal ideólogo de Marina. A partir de julho será coordenador-geral da campanha
ALFREDO SIRKIS
Vereador no Rio, é vice-presidente do PV. Coordenará a campanha de Marina até junho, quando lançará sua candidatura a deputado federal
LUCIANO ZICA
Ex-deputado federal pelo PT, faz a supervisão política da candidatura. Vai concorrer a deputado federal por São Paulo

  Reprodução
BAZILEU ALVES MARGARIDO
Assessor direto de Marina no Senado, vai atuar como uma espécie de secretário executivo da candidata
PAULO SANDRONI
Professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), coordena a equipe que elabora o programa de governo da candidata
EDUARDO GIANETTI DA FONSECA
O economista ajudará no programa de governo propondo mecanismos que aumentem a transparência
RICARDO PAES DE BARROS
É economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Deve colaborar na elaboração dos programas sociais da candidata

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Do Twitter da Marina Silva:

Marina Silva silva_marina Acredito que todo presidenciável deve se pronunciar sobre o retrocesso do Código Florestal proposto pelo Dep. Aldo Rebelo

Marina silva Vídeo recente do You Tube

Ex-petista, teólogo será estrela de festa do PV

Enviado por Ricardo Noblat -
9.6.2010
|
6h34m
Deu na Folha de S. Paulo

Ex-petista, teólogo será estrela de festa do PV

Leonardo Boff diz que Marina é "o Lula melhorado" e seria eleita no 1º turno pelo PT

Bernardo Mello Franco:

Aliado de Lula em suas cinco campanhas presidenciais, o teólogo Leonardo Boff será a estrela da festa de lançamento da candidatura de Marina Silva (PV) ao Planalto, amanhã, em Brasília.

Ele subirá ao palanque com uma mensagem incômoda ao PT: defenderá que a senadora, e não a petista Dilma Rousseff, é a sucessora natural do presidente.

"A Marina é o Lula melhorado. Tem a mesma origem popular, mas soube pôr o foco na questão ambiental junto com a social", disse à Folha de Petrópolis (RJ), onde vive, por telefone.

Símbolo da Teologia da Libertação, uma das raízes do PT, Boff defenderá o voto na senadora como opção de continuidade ao petismo.

"Não me sinto distanciado do Lula, porque acho que a sucessora natural dele seria a Marina. Acho triste que ela tenha deixado o PT. Se fosse candidata do partido, venceria no primeiro turno", disse.

"Dilma é ligada a projetos importantes, mas não existe nela a dimensão de um conhecimento que seja ligado a questões tão diversas como as que temos hoje. Apoio Marina por imperativo ético."

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Em romaria (Editorial), Folha São Paulo

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FOLHA DE S. PAULO - SP | OPINIÃO

CAMISINHA

07/06/2010

Em romaria (Editorial)

Em busca de votos, candidatos submetem a agenda política civil aos interesses e prioridades de comunidades religiosas

Hóstias, cânticos, defumações: o candidato, ou candidata, abaixa a cabeça e se deixa abençoar pelo padre, pelo pastor, pelo babalaô -e segue, em odor de santidade, para seu próximo compromisso de campanha.

Uma passeata gay, quem sabe; um evento pela diminuição da carga tributária; ou então um encontro com profissionais da saúde pública. Questões como o aborto ou a distribuição de camisinhas serão lembradas; exorciza-as o candidato que comunga, bate no peito e calça as sandálias da humildade -para arrastá-las lepidamente, dias depois, num forró em Pernambuco ou numa escola de samba carioca.

Tanta versatilidade por parte dos políticos até que se reveste de um aspecto positivo: acentua o espírito de tolerância e ecumenismo que tem sido um patrimônio importante da cultura brasileira.

Entretanto, na medida em que os candidatos multiplicam suas peregrinações a locais de culto, vão ficando visíveis os sinais de um processo mais complexo e, em certa medida, preocupante.

Em primeiro lugar, trata-se do crescente desprestígio da atividade política enquanto tal. Comícios, discursos e plataformas programáticas já não atraem nem convencem.

Inventou-se o recurso do "showmício" -o candidato entrava em cena, a tiracolo de uma dupla sertaneja ou de alguma rainha do axé, acenava para a multidão, e em caso de indiferença o aparato sonoro estava pronto a incutir, em milhões de decibéis, o entusiasmo no coração dos cidadãos.

Proibidos pela legislação, os showmícios retornam pela porta dos fundos -ou da sacristia. Como os eventos musicais já não podem ser alugados para o marketing eleitoral, outro tipo de marketing -o religioso- serve para oferecer aos candidatos o palanque, e a plateia dócil, de que precisam.

O estratagema tem um preço -e aqui se localiza o mais nocivo aspecto da questão. Assim como a busca por mais espaço no horário gratuito da TV leva os candidatos a um jogo invertebrado de alianças partidárias, a esperança de fazer do altar um palanque, e dos templos, currais eleitorais, vem submeter a esfera civil ao confessionalismo religioso -quando não aos interesses inconfessáveis que, por vezes, a este se associam.

Que política terá o candidato no campo das concessões de rádio e TV? Aceitará manter as isenções fiscais de que se nutrem os cultos de todo tipo? Com que tipo de preconceitos compactua, quando se submete à romaria?

A candidata do PV, Marina Silva, ao menos tem sido clara em suas atitudes. É evangélica. Perde ou ganha votos com isso; já se confundiu sobre a questão do ensino do criacionismo nas escolas, é contra o casamento gay, e avisou aos interessados que não participaria da passeata de ontem na avenida Paulista.

Respeitem-se suas posições; mas é a religião, no que tem de acrítico e de moroso, falando mais alto do que a modernidade republicana. Quanto a José Serra e Dilma Rousseff, a religião não fala, mas impõe-lhes o silêncio, em troca de votos. Descaracterizam-se, desconversam, dizem amém -e oferecem, a quem quiser acreditar, o espetáculo regressivo e a bem dizer ridículo da cordura e da compunção.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Marina ganha perfil na revista 'The Economist':

' (A pré-candidata) parece ter princípios demais para disputar campanha eleitoral'

Publicada em 22/04/2010 às 19h24m
Alessandra Duarte

*

RIO - Marina Silva é uma candidata que parece "ter princípios demais" para disputar uma campanha eleitoral, que "sobreviveu à infância", e que quer o Brasil como exemplo de utilização de energia para outros países em desenvolvimento. É como a revista britânica "The Economist" desenha a pré-candidata à Presidência pelo PV, numa reportagem na edição desta semana sobre a candidatura Marina.

Com o título "Outro Silva" - em alusão ao fato de o sobrenome do presidente Lula também ser Silva -, a reportagem é um perfil da verde. Começa dizendo que "De vez em quando, um político surge parecendo ter princípios demais para disputar uma briga de cachorro grande numa campanha eleitoral. Marina Silva, candidata do pequeno Partido Verde, é assim". Para "The Economist", o que faltaria a Marina em termos de máquina de campanha ela estaria "tentando compensar com força ética". O tema "ética", diz a revista, é a questão que a pré-candidata precisaria colocar em pauta até as eleições chegarem à sua fase decisiva.

Trazendo uma foto de Marina cuja legenda é "Verde nascida e criada", a revista conta um pouco da trajetória da pré-candidata na Região Norte - quando comete a gafe de dizer que o Acre fica "na Amazônia" -, falando do pai nordestino que foi para aquele estado trabalhar como seringueiro; da infância pobre, em que três dos 11 irmãos de Marina morreram; dos problemas de saúde (como uma série de alergias) que teriam ficado para Marina como sequela de doenças que a família enfrentara na época, como hepatite e malária; e do fato de a pré-candidata ter trabalhado como empregada doméstica para sustentar sua ida à universidade.
Revista lembra que Marina foi uma das fundadoras do PT

"The Economist" lembra que Marina Silva, além de ter participado de campanhas com o ambientalista Chico Mendes, "foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores, juntamente com Luiz Inácio Lula da Silva, então um líder sindical de semelhante origem humilde. Quando Lula se tornou o presidente da República em 2003, ele fez de Marina Silva (...) sua ministra do Meio Ambiente".

Já para falar sobre a saída do governo Lula da pré-candidata, a reportagem cita episódios como as discussões que Marina teria perdido em questões como "introdução de soja geneticamente modificada; pavimentação da BR-163, rodovia por dentro da Amazônia; e energia nuclear".

Outro motivo de desgaste para Marina na pasta, lembra a revista, foi o fato de que ela "foi acusada de lotear seu ministério com verdes (o que ela admitiu) e com evangélicos (o que ela nega). Em 2008, Marina deixou a pasta depois que a responsabilidade por reformar a legislação sobre titularidade de terras na Amazônia foi dada a outro ministro. Marina se recusou a criticar Lula publicamente".

Para a revista britânica, o principal tema da campanha de Marina Silva é a defesa que a verde faz de que o Brasil tenha a "responsabilidade moral" de se tornar uma economia de alta tecnologia e baixo consumo de carbono, "como um exemplo para outros países em desenvolvimento".

O perfil feito por "The Economist" lembra ainda que o empresário Guilherme Leal, dono da Natura, está estudando a proposta de ser o companheiro de chapa de Marina; e afirma que, numa "crítica ao gosto de Lula por um Estado forte e por Fidel Castro", a pré-candidata seria contra a alta carga tributária brasileira e a "aceitação de tiranos".

Destacando que Marina "ainda tem muito chão pela frente", a reportagem cita ainda pesquisas de intenção de voto nas quais a verde aparece com "apenas 10%", o que demonstraria que "muitos brasileiros, como eleitores em outros lugares, não consideram salvar o planeta como uma de suas prioridades". Para terminar a reportagem, e destacar que o caminho "não será fácil" para a pré-candidata, "The Economist" traz uma frase da própria perfilada: " 'Meu pai me dizia que o animal com as pernas mais curtas tem que correr o mais distante' "

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"Marina Silva não quer debater em público questões gays", diz vereador assumido do PV Por Marcelo Hailer 12/4/2010 - 18:48 Sander

"Marina Silva não quer debater em público questões gays", diz vereador assumido do PV
Por Marcelo Hailer 12/4/2010 - 18:48


Sander Simaglio é gay assumido e vereador pelo Partido Verde (PV) de Alfenas, cidade do interior de Minas Gerais. Marina Silva é candidata à Presidência da República pelo mesmo partido.

O parlamentar tinha o sonho de ver a sua candidata empunhar a bandeira do arco-íris, símbolo da comunidade gay no mundo inteiro, assim como tinham feito Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva, os dois últimos presidentes do país.

Porém, o vereador teve o seu sonho frustrado ao ver Marina Silva esconder a bandeira que entregou de presente. O fato se deu na posse do novo presidente do PV de Minas, Ronaldo Vasconcellos, quando a candidata à Presidência fez discurso no evento. Em mensagem encaminhada a Marina Silva, o vereador faz um relato dos momentos anteriores à entrega da bandeira.

"Saí de Alfenas para andar 800 quilômetros e levei no bolso do meu paletó uma bandeira gay, símbolo da nossa luta. Como eu tinha certeza que a senhora não ia ter tempo de conversar sobre, pensei em entregar-lhe a bandeira na esperança de ver sua atitude". Em seguida o vereador refletiu sobre a atitude da ex-senadora.

"Pensei", escreveu Simaglio, "se ela abrir a bandeira quer dizer que ela nos apoia e que poderíamos ter esperanças. Se ela não abrir, é porque o tema é polêmico demais para se tratar assim em público", refletiu o vereador.

Simaglio revela que, ao chegar ao local do encontro, Marina Silva estava "rodeada de políticos. Mas a bandeira estava no bolso e eu não queria entregar-lhe de qualquer jeito, como um presente, como aqueles buquês de flores que a senhora ganhou", desabafou.

Para o vereador, a bandeira do arco-íris na mão de um candidato representa "compromisso". Simaglio confessou a Marina que não estava ali apenas como "parlamentar", mas também como "cidadão gay brasileiro".

Sobre o momento de entregar a bandeira, Simaglio conta: "Era aquele o momento. Respirei mais aliviado. Estava juntinho da senhora. Em seu ouvido eu disse: 'Trouxe um presente para a senhora: uma bandeira gay'. Quando a tirei do bolso, disse nos seus ouvidos: 'Faça como o presidente Fernando Henrique e o presidente Lula, abra e a levante com orgulho pra todo mundo ver que a senhora é uma candidata que quer dialogar conosco, 19 milhões de cidadãos LGBTs brasileiros'."

Ao entregar a bandeira a Marina Silva, o vereador diz que reparou no "semblante de espanto" da ex-senadora. "Abri a bandeira para a senhora, na esperança de que iria repetir o ato de diversos políticos brasileiros que rotulamos como modernos, livres do ranço do conservadorismo e a senhora, para minha surpresa, deu um jeitinho de me abraçar com uma mão e com a outra, por baixo, esconder, mais que depressa, o símbolo da luta do movimento homossexual brasileiro", conta.

Sander Simaglio diz que saiu do evento admirando ainda mais a senadora, mas levanta um questionamento. "Confesso, senadora, que saí de lá ainda mais fã da senhora, mas pensando se é realmente na senhora que vou votar, se é para a senhora que vou pedir voto". O vereador disse esperar um posicionamento de Marina Siilva a respeito do PLC 122, que criminaliza a homofobia, e da parceria civil, e que aguarda outra oportunidade para entregar a bandeira à candidata e vê-la empunhar o símbolo da comunidade gay.

No fim da mensagem, Simaglio se apresenta como candidato a deputado estadual pelo Estado de Minas Gerais, e reforça a sua admiração pela senadora. "Aguardo ansiosamente sua colocação, me despeço e pronto para que num futuro bem próximo eu possa encontrar com a senhora novamente e lhe entregar outra bandeira gay, com a certeza de que a senhora vai levantar esta bandeira com o mesmo orgulho que a senhora levanta tantas outras", finaliza.

Sander Simaglio confirmou à reportagem do site A Capa as informações a respeito da postura de Marina Silva e afirmou que a candidata não quer discutir em público as questões LGBT, pois teme "perder apoio da comunidade evangélica".

segunda-feira, 29 de março de 2010

Valeu Marina!

Marina critica saúde e diz que decisão sobre aborto não cabe ao presidente

Redação SRZD 29/03/2010

A senadora e pré-candidata à presidência pelo PV, Marina Silva, criticou o sistema de saúde brasileiro que, segundo ela, está em grave crise.

"Temos graves problemas de saúde, um colapso, e os prefeitos não sabem exatamente o que fazer", disse a senadora, neste sábado, em Araraquara (SP), onde participou de um encontro estadual de mulheres do PV.

Em relação ao debate sobre o aborto, a senadora disse que o assunto ainda precisa ser melhor analisado e, para ela, a decisão da legalização do procedimento não cabe ao presidente.

"Precisam ser avaliados aspectos sociais, espirituais e muitos outros. Todos sabemos que as mulheres que fazem o aborto não o fazem porque querem. Se fez, foi em um momento de desespero e não podem ser satanizadas", disse.

De acordo com Marina, sua candidatura pode ser anunciada nas reuniões do partido no meio do ano. Enquanto isso, a senadora do Acre trabalha na reformulação do programa do PV, ao mesmo tempo que tenta fazer seu programa de governo.

Clipping Bem Fam(29/03/010)