
Aproveita o dia e faze o melhor, amando sempre.
Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!

Átila Nunes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi rápido ao visitar o Chile para prestar solidariedade às vítimas após o terremoto e o tsunami que atingiram aquele país. Aqui, em território brasileiro, durante episódios dramáticos, não foi sequer lerdo. Foi omisso. Ignorou cada acontecimento que enlutou as famílias brasileiras.
Foi assim em 2008, quando os catarinenses sofreram na pele os efeitos de enchentes sucessivas que causaram centenas de mortes e deixaram mais de 50 mil pessoas sem casa
O presidente Lula repetiu George Bush, quando este demorou quase uma semana para se pronunciar sobre o Katrina que liquidou com Nova Orleans. Nosso presidente só apareceu em Santa Catarina uma semana depois, e assim mesmo, através de um rápido sobrevoo de helicóptero
Em maio do ano passado, foi a vez do Piauí e Maranhão, quando as chuvas deixaram mais de sete mil famílias desabrigadas. Mais uma vez, o presidente não apareceu para dar solidariedade às famílias que perderam o pouco que tinham.
Nos dois acidentes aéreos que enlutaram o Brasil, o presidente também não marcou sua presença, nem ao menos visitou as famílias das vítimas. Em 2006, um Boeing da Gol colidiu com um jatinho, resultando na morte de 154 passageiros. No ano seguinte, foi a vez de um avião da TAM, que se espatifou no Aeroporto de Congonhas, vitimando 199 passageiros.
Nenhuma visita. Nem ao local, nem às famílias. Nem um só pronunciamento imediato, solidário. Nada. No caso da TAM, aguardou um mês para receber as famílias das vítimas. Um mês!
Na entrada do ano de 2010, um temporal causou 52 mortes e a destruição de casas em Angra dos Reis. A notícia da catástrofe correu o mundo. E mais uma vez, o presidente Lula não mostrou solidariedade. Nada. Mais uma vez.
Enquanto isso, quase nessa mesma época, uma tempestade na França matou pouco mais de 40 habitantes. O governo francês considerou o episódio como “desastre nacional" e o presidente Nicolas Sarkozy visitou imediatamente as regiões afetadas.
Agora, foi a vez do Estado do Rio de Janeiro. No primeiro dia do temporal, Lula estava no Rio para inaugurar um posto de saúde, solenidade cancelada por causa das chuvas. Pegou então, o Boeing da Presidência da República, e decolou do Rio, deixando para trás a visão do caos.
As chuvas continuaram, entretanto. Depois de quase uma semana de desabamentos, alagamentos, destruição, mais de 200 mortes, centenas de feridos, milhares de desabrigados, o presidente ainda assim não apareceu. Mais uma vez, nada de solidariedade por parte da maior autoridade do país.
A única declaração – e ainda assim irritada – foi a tentativa de negar uma constatação do Tribunal de Contas da União de que enquanto a Bahia recebera mais de 30% das verbas para combate às enchentes, o Estado do Rio de Janeiro recebera menos de um por cento (mais precisamente, 0,9%).
A visita de presidentes da República nos cenários das grandes tragédias de seus países, assim como prestar solidariedade aos familiares enlutados, fazem parte de uma norma, quase que um ritual obrigatório em todo o mundo. Se não por um sentimento verdadeiro de dor, pelo menos pela necessidade de sinalizar de que o governo está presente, impedindo a sensação de abandono num momento de desespero coletivo.
Afinal, a presença da maior autoridade do país nesses momentos, passa não apenas a percepção de o governo está atento e preocupado, mas passa um sentimento vital, o da solidariedade.
Nós, brasileiros, normalmente pedimos muito pouco. Precisamos de muito, mas não passamos essa impressão. Ao contrário. E quanto mais sofrido, mais o brasileiro rejeita o sentimento de pena. Prefere o da solidariedade.
Como explicar essa ausência do presidente tão popular num momento tão dramático às famílias das vítimas? Essas mesmas vítimas que devem ter sufragado seu nome nas urnas por duas vezes?
Os que continuam ainda debaixo daquele lixão em Niterói, a espera do resgate de seus corpos, pelo menos não testemunharão a ausência injustificável daquele que foi seu ídolo político, quando vivos.
Aids, Preconceito e o BBB (Pedro Chequer)
11/03/2010
Agência de Notícias da Aids
Nos últimos dias pudemos acompanhar a polêmica gerada pela afirmação do lutador Marcelo Dourado, participante da 10 ª Edição do Programa “Big Brother Brasil” da Rede Globo de que “homem hétero não pega aids”. Esta fala demonstra que, mesmo após quase 30 anos de luta contra a aids, ainda temos muito que avançar na informação e, principalmente, no enfrentamento do preconceito e da discriminação.
Dados de relatório publicado no final de 2009 pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que cerca de 33,4 milhões de pessoas vivam com HIV em todo o mundo e que metade delas são mulheres. Apenas em 2008, cerca de 2,7 milhões de pessoas se infectaram pelo HIV – uma média de 7400 novas infecções a cada dia.
Embora tenha havido avanços importantes com a prevenção de novas infecções por HIV e com a redução do número anual de óbitos relacionados à aids, as doenças relacionadas à aids permanecem sendo uma das principais causas de morte mundialmente.
O tratamento antirretroviral já está disponível para mais de quatro milhões de pessoas em todo o mundo, mas a oferta de preservativos masculinos e femininos atendem a menos de 25% da necessidade global. Além disso, para cada duas pessoas que iniciam o tratamento, outras cinco se infectam pelo HIV – uma clara demonstração de que é necessário um reforço nas ações de prevenção.
A epidemia de aids está em transição. Na Europa Oriental e na Ásia Central, por exemplo, epidemias que antes eram caracterizadas principalmente pela transmissão entre usuários de drogas injetáveis agora se destacam pela transmissão sexual. Ao mesmo tempo, em algumas partes da Ásia as epidemias são cada vez mais caracterizadas pela transmissão entre casais heterossexuais.
Também no Brasil, o perfil da epidemia vem mudando ao longo do tempo. Para se ter uma ideia, em 1986, para cada 15 casos de aids notificados em homens, apenas um caso era notificado em mulheres. A partir de 2002, no entanto, para cada 15 homens havia 10 mulheres infectadas pelo HIV.
O participante do BBB se equivoca ao afirmar que heterossexuais não estão vulneráveis à epidemia. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2006, 29,7% das notificações de casos de aids no sexo masculino ocorreram por transmissão sexual heterossexual, enquanto homens que fazem sexo com homens representavam 20,7% dos casos.
A aids é uma epidemia das inequidades. Em 2009, cerca de 97% das novas infecções aconteceram em países em desenvolvimento. A epidemia é alimentada por fatores como a desigualdade de gênero, a violência contra mulheres, a homofobia, a transfobia e pelas inequidades sociais. Essas violações aos direitos humanos impõem dificuldades no acesso à informação, a insumos de prevenção e ao diagnóstico precoce.
Os brasileiros se destacam tanto por sua resposta inovadora, avançada e universal à aids quanto no acesso à informação sobre a epidemia.
A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, realizada pelo Ministério da Saúde, registra que aproximadamente 97% dos indivíduos entre 15 e 64 anos afirmaram que o uso do preservativo é a melhor forma de prevenir a infecção pelo HIV.
Infelizmente, a posição de Marcelo Dourado não é exclusiva e apenas reflete o longo caminho que a sociedade brasileira ainda tem de percorrer. Ao lado de um bom nível de conhecimento, ainda nos deparamos com o preconceito e estigma. Esta perspectiva muitas vezes anula o conhecimento e visa acima de tudo culpabilizar, rejeitar e ofender determinados segmentos sociais. O desafio de promover mudanças não só de comportamento mas também de atitudes e percepção adequada da epidemia, permanece.
Esse episódio, todavia, abriu a possibilidade de trazer uma vez mais o tema para o grande público.
A Rede Globo atuou de maneira bastante positiva ao recomendar o acesso ao site do Ministério da Saúde (o qual obteve um número recorde de acessos no período) e ao esclarecer que a opinião do participante não condizia com a evidência científica.
O acesso à rede nacional de televisão foi também uma oportunidade extremamente importante para a ampliação do debate sobre a aids, sobre o preconceito e à discriminação.
O BBB 10, por exemplo, registra uma média de audiência de 30 pontos no IBOPE, correspondendo a mais de 5 milhões de telespectadores apenas na Grande São Paulo. Essa enorme gama de pessoas poderia, com maior frequência, ser mobilizada à mudança positiva de comportamento, para a prevenção e para o respeito aos direitos humanos.
Para apoiar nesse processo, o UNAIDS, em parceria com Agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil lançou, em novembro de 2009, a campanha “Igual a Você”.
Constituída por dez filmes para TV e spots para rádio para veiculação gratuita, a Campanha registra a realidade de diferentes populações, tais como pessoas vivendo com HIV, lésbicas, usuários de drogas, população negra, gays, refugiados, prostitutas, travestis, transexuais e estudantes. Os veículos de comunicação exercem um papel essencial na promoção dos direitos humanos e ações de responsabilidade social, como a campanha “Igual a Você”, são reconhecidas e valorizadas pelo telespectador brasileiro.
Nossa expectativa é a de que, cada vez mais, as mensagens de prevenção à aids e de promoção dos direitos humanos sejam veiculadas em horário nobres e acessíveis a toda a população.
Se isso ocorrer, estamos certos de que os futuros “BBBs” nos surpreenderão pelo exemplo de cidadania e respeito aos direitos humanos.
Essas incríveis e sofridas mulheres Por mais de dez anos, participei ativamente com trabalhos voluntários em algumas vilas e favelas da Grande Belo Horizonte. Desde menina, acompanhando minha mãe, acostumei-me a frequentar ambientes carentes e a descobrir ali seus mais ricos valores humanos. Experiências foram centenas, e confesso que hoje, relembrando histórias, me bate uma certa saudade. Saudade do tempo em que, mesmo à noite, podia andar sozinha nos becos ou rodeada por crianças em permanente algazarra que me pediam balas e me chamavam de tia. Moradores que me conheciam pelo nome e me abriam suas portas para um cafezinho. Já tomei muito café e ouvi muitas histórias. A conta de luz atrasada, o companheiro que sumiu no mundo ou simplesmente se juntou com a outra, a filha adolescente grávida sabe-se lá de quem, o trabalho que não vem, a saúde que anda mal. O forasteiro maníaco, amedrontando as crianças na hora de irem à escola, o porco imundo e magricela que invade a cerca vizinha, o pitbull amarrado, ameaçando se soltar. A meninada na rua, exposta ao esgoto aberto. Os bares cheios, vendendo cerveja e cachaça a rodo e os pais irresponsáveis que se esquivam da pensão. Sinucas rasgadas, truco nas calçadas. - Seeeeeis só, pato!!! Gritam os homens, enquanto as mulheres observam mudas, cuidando dos filhos, lavando as roupas, costurando, fazendo salgados pra fora, colocando comida em casa. Determinadas, sem medo, elas tocam o barco. Mulheres incríveis que, ao longo dos anos, aprendi a respeitar. O imóvel encontra-se fechado, doação antiga de uma entidade religiosa. Sem água, sem luz, sem utilidade. Resolvemos reabri-lo, montar ali a sede de uma associação. O pagamento das contas atrasadas, novas telhas, portas, janelas. A feitura de uma escada que a criançada não deixa. O pedreiro quer desistir. Enquanto coloca a massa, a meninada observa. A escada está pronta e, no dia seguinte, um amontoado de cimento espalhado. O pedreiro já não sabe o que fazer. Chamo os garotos e dou a eles uma missão: - Estão vendo essa escada? Quero que tomem conta dela. Não deixem que ninguém a estrague. Olha lá, hein? Confio em vocês! O salão é inaugurado por um senhor "derramado" que, finalmente, foi descansar. O velório dura a noite inteira. Depois, outros mortos. Idosos, crianças... Como doía ver os caixõezinhos brancos. Ao lado, mães transtornadas pelo sofrimento. A chegada do ônibus, o cemitério, dor, choros e desmaios. Invariavelmente nessa ordem. O salão não serve apenas de velório. Ali se faziam reuniões, debatiam-se questões comunitárias, como a formação de uma entidade que representasse os moradores do local. Meninas de 12 a 16 anos mostram os ventres avolumados. Sequer se dão conta da responsabilidade que carregam. Falta-lhes maturidade, idade, trabalho, perspectivas. Mais um filho para a mãe criar. Filhos e netos se misturam num ambiente pequeno, carente e, às vezes, promíscuo. Camisinhas e DST eram os assuntos do dia. Entristecia-me ao ver meninas de saias curtas, carregando pelas ruas seus recém-nascidos. O salão comunitário, devido a necessidade, um dia transformou-se em creche. "Recanto da Laurinha" foi como o batizaram. Sensibilizada, agradeci às mães - homenagens assim jamais serão esquecidas. O espaço tornou-se pequeno para o grande número de crianças, e a creche, enfim, teve que ser transferida. O tempo passou. Aos poucos, fui renunciando às minhas atividades nas cinco comunidades que escolhi para trabalhar. A droga, a violência e o terror imposto pelo tráfico me afastam. Quinze anos de experiências e aprendizagens deixam marcas. Deixam saudades... E me lembro do salão que ajudei a montar e que tantas vezes frequentei. Fechado? Esquecido? Ou ainda utilizado para velar os corpos - hoje, quase sempre de jovens, mortos por overdose ou balas dirigidas por quem se sentiu prejudicado num acerto de contas. Ao lado deles, as mães, transtornadas pelo sofrimento. Silêncio, tristeza e medo. Muito medo. PS: Nesta semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o meu carinho e mais profundo respeito a elas: essas sofridas e incríveis mulheres. Publicado em: 09/03/2010 |
| | JUCE: "Eu nunca havia reparado como é curioso um laço. Uma fita dando voltas, se enrosca, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto, está dado o abraço! É assim que é o abraço; coração com coração, tudo isso cercado de braço. Então é assim o amor, a amizade, como um pedaço de fita. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços, e saem as duas partes iguais como pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Dar laços e abraços tem segredos: Não prender, não escravizar, não apertar, não sufocar... porque, quando vira nó, já deixou de ser um laço. Guardo você, no laço do meu abraço. BJS JUCE |