Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Amando Sempre


Apresentação TCC Herleni na faculdade Facesa - Valparaiso de Goiás, dia 04 de Julho/11, interessados ligar para assistir a minha defesa "Tudo sobre Aids no Brasil e no Mundo". Beijos e vamos assistir o meu trabalho de estudos de anos.

Aproveita o dia e faze o melhor, amando sempre.
Plasma a obra que vieste realizar entre os homens, enquanto o apoio do tempo te favorece.

Suporta com paciência as vicissitudes da estrada e aceita, nas circunstâncias difíceis, a justiça da vida que volta a pedir-te contas.

Na tarefa mas obscura, opões o selo da bondade e, na conversação mais simples, modela a palavra liminosa do entendimento.

Abraça em cada pessoa que te cruze o caminho, alguém que te leve mais longe a mensagem de auxilio e, em cada página, por mais pequenina, que te registre o pensamento, grava o amor puro que te verte do ser.

Observa o relógio impassível.

Minuto marcado é valor que não torna.

Terás, sim, outros minutos, mas em novo dia, toda criatura terrestre, embora não perceba, vive a despedir-se do mundo, pouco a pouco, despachando, cada dia, com os próprios atos, a bagagem que encontrará na estação de destino.

Use desse modo, as forças que Deus te empresta, na construção do bem, porque, amanhã, quando a morte chegar, compreenderás, por fim, que tudo quanto fizeste aos outros a ti mesmo fizeste.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

JOGO RÁPIDO As disputas ideológicas do governo Dilma estão na mesa Fátima Oliveira


Compartilhando texto de Fátima Oliveira, disponível no site da CCR (www.ccr.org.br)
Bom pra refletirmos e começarmos a preparar nossas ações desde já para os próximos 4 anos.
Abraços, Jandira


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JOGO RÁPIDO
As disputas ideológicas do governo Dilma estão na mesa 
Fátima Oliveira 

Elegemos uma presidente 78 anos após a conquista do voto feminino. A manchete do "The Independent" foi significativa: "Brasil elege Dilma Rousseff para ser a mulher mais poderosa do mundo" e justificou: "A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que Europa e Washington podem apenas invejar". A matéria finaliza afirmando que a posse dela "Será uma celebração da decência política e do feminismo" (31.10).
A presidente eleita "catimbou", com paciência de Jó, para fazer o primeiro pronunciamento à nação, esperando o candidato derrotado, como é de praxe em todas as democracias, falar antes, reconhecendo a derrota. E aqui cabe bem o "nunca antes" no mundo, algo similar aconteceu! Cansou de esperar o ritual e, para não deixar o país refém do tacão da espora machista, falou antes do derrotado.
Depois da campanha sebosa, não tendo como negar a vitória de Dilma, a demora do vencido em reconhecê-la nem precisa de Freud para explicar. O derrotado postulante a vice, numa versão tacanha de perdedor sem linha, disse que concorreu com Lula e, não, com Dilma! Para ele, a "poste" não era candidata e nem se elegeu! É uma lastimável tentativa de minimização da vitória da presidente eleita que insulta qualquer nesga de inteligência. É elementar que ela venceu porque teve mais votos!
Essa gente insiste em discordar de que na República todos os votos valem igualmente e toca a inventar versões estapafúrdias - decorrentes da falta de civilidade, com recheio de altas doses de machismo. São acenos que nos próximos quatro anos teremos muito mais do mesmo, a partir da misoginia, naturalizada pelo modo em que o serelepe opositor insistia em chamá-la de mentirosa, ao vivo e a cores, sem constrangimento - aquela antiga pouca vergonha que só machistas se permitem diante de uma mulher!
Para Marcos Coimbra, "na política, nem sempre os fatos e as versões coincidem... Nenhuma versão muda o resultado, mas pode fazer com que o interpretemos de forma equivocada. Como consequência a reduzir o seu significado e lhe diminuir a importância" ("Três mitos sobre a eleição de Dilma", 31.10).
As intelectuais do feminismo brasileiro são instadas ao enfrentamento da batalha ideológica em curso, pois, mesmo Dilma não sendo feminista (nunca se declarou como tal), aos olhos do mundo, uma mulher com a sua história de vida é feminista. Em sua primeira fala ao país, disse que seu primeiro compromisso é honrar as brasileiras e que sua eleição repercutirá positivamente na vida das meninas. Falou. Fará o gesto?
As disputas ideológicas do governo Dilma, agora com vestes de busca de cargos, estão na mesa e serão cotidianas. A conjuntura é "Se correr, o bicho pega e se ficar, o bicho come". Depois de vencida a batalha contra a transformação das eleições num "leilão de ovários", cabe ou não ao feminismo dar o ar de sua graça, além do que é certo que qualquer insucesso será creditado à incapacidade das mulheres de governar?
Para além da cultura do gueto, é preciso estofo político para superar o estabelecido do "com pouca farinha, meu pirão primeiro". Feministas petistas e dos partidos aliados, conjuntamente, não podem, diante do cordão masculino de isolamento no entorno da eleita, "amarelar" na disputa de espaços estratégicos, segundo uma ótica feminista, com duplo objetivo: dar sustentação ideológica feminista e impulsionar a concretização dos direitos das mulheres no governo.
É isso, ou apaguemos nossas lamparinas.

--
Jandira Queiroz
skype: jandiraqueiroz
msn: jimqueiroz@hotmail.com

============
(...)
Cada qual com sua história, cada qual com sua missão
eu sei que sou resultado dessa miscigenação.
Eu nasci naquela ilha onde o sol bate e brilha
o nome dela é Brasília e lá não tem só ladrão.
Tem sofredor, tem artista, tem rapper, tem comunista
lá tem de tudo ou mais, realce sua visão
a passagem é 3 reais
condução sem condição
sobra pros policiais mas falta pra educação.
(...)


"NãoTiveOqueNãoQuisTer", by FloraMatosMC
www.myspace.com/floramatosmc

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Então...é Dilma! texto Denise Limeira [idahocontrahomofobia]

Então...é Dilma!
Colaboração: Por email: Denise Limeira> 



O Brasil a partir desta data tem uma mulher Presidente,
Hoje é um dia para se comemorar, nunca na história deste País uma mulher chegou tão alto. O cargo de Presidência, em todos os Países regidos por um sistema presidencialista, o cargo de presidência é considerado o mais importante, a pessoa mais importante de um País é a pessoa que ocupa o cargo de Presidente, e a partir de hoje essa pessoa é uma mulher, uma mulher! Uma mulher que não é valorizada, pelas suas nádegas avantajadas, pela ondulação do seu corpo, as volúpias dos seus seios muito menos pela desenvoltura do seu quadril, enfim... A mulher mais importante, mais comentada, mais requisitada, mais famosa, não é valorizada pelos seus atributos físicos, mas pela sua história política, pela sua fala, pelo seu histórico de militância, embora seja eu uma militante partidária petista, para mim essa vitória vai além da questão partidária, vem de muito antes nos meus princípios de movimento, é uma vitória das mulheres que buscam a igualdade de gênero, e uma sociedade mais justa.
Uma mulher com uma história de luta contra a opressão, a ditadura, a injustiça, firme em seus propósitos e princípios, e por acreditar, mais que isso, por lutar por esses ideais de justiça e igualdade, foi perseguida, agredida, presa, e obrigada a viver na clandestinidade, igualmente, como nessas eleições, presenciei, todos os ataques covardes e baixos, que surgiram em torno dessa mulher, tentando sempre se referir, por ser mulher, sua competência é duvidosa, sua atitude questionável, até mesmo a sua sexualidade; não me recordo que em nenhum momento de minha participação e vivência política, nenhum candidato ser questionado pela sua sexualidade, mas quando temos uma mulher na disputa, esse é o primeiro questionamento a se despontar, a ponto de ofuscar toda uma proposta de governo (não, isso não interessa, o importante é saber se ela é lésbica ou não), machistas! Eu exclamo novamente, Machista! Essa mulher foi de todas as formas, atacada, sempre na tentativa de ridicularizá-la. Mas graças ao bom censo, de nada adiantou. Pois a vitória foi da democracia, da igualdade, da ética e da soberania desta nação, enquanto o adversário tentava ludibriar a população fazendo cena, sem um foco político, a ponto de transformar uma bola de papel em uma viga maciça de concreto, Dilma seguiu sua campanha, em busca da conquista dessa nação, voto a voto, pessoa a pessoa.
Temos uma mulher presidente, emociono-me, a cada vez que me dou conta deste fato, minha alma esta lavada, pois hoje me sinto uma vitoriosa, pois votei em Dilma, não só pelo partido, pelas propostas ,mas por ser uma mulher, e acreditar que o potencial de uma mulher é igual ao de qualquer homem, uma mulher que não precisa de silicone, uma mulher que não precisa ser aquela coisinha arrumadinha e enfeitada, exatamente como eu, e como tantas outras mulheres que não seguem o padrão de beleza feminina, que todos e todas dão tanto valor, que é referendado, pelas industrias, comércio e pela mídia, de fato, é difícil conter essa emoção, ontem celebrei essa vitória que não é só de Dilma, do Lula ou do PT, é minha e de todas as pessoas que votaram em Dilma acreditando na potencialidade do feminino.
Fazendo uma análise histórica modernista, ao ponto dos EUA, um País extremamente racista elege um negro para a Presidência, o Brasil, um País extremamente machista, elege uma mulher para governar "nossa Pátria Amada".
Não posso também deixar de falar do homem por trás dessa mulher, que lutou e acreditou em sua companheira de partido, que não mediu esforços pra garantir a sua eleição, dentro do que era possível, e quando finalmente o proposto é referendado pela população brasileira, declara que não vai fazer parte de seu governo, que homem de visão e sensibilidade magníficas, pois é capaz de ver que, estando ele no governo, Dilma nunca será valorizada pelos seu feitos, pois todos os feitos,sempre serão vistos como algo que partiu dele, ele sai, como disse em sua coletiva, para que Dilma seja valorizada pelo eu potencial, para que Dilma tenha a oportunidade de fazer "um governo coma sua cara". Difícil, brasileiros e brasileiras, não se emocionar em um momento como este. Ontem tive minha fase eufórica e explosiva,gritei,dancei,pulei,
dei gargalhadas que ecoavam os horizontes, por que minha felicidade não cabia no meu corpo precisava dividí-la, comungá-la, anunciá-la, hoje fica a emoção deste momento de vitória de todas as mulheres deste País, e de homens com o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que vencem a barreira da educação machista que todas e todos nós recebemos, e se tornam capazes de ver o mundo como formado por pessoas humanas, e não por homens que fazem e mulheres que ajudam.
Neste momento, superando a emoção eufórica desta vitória, meu desejo maior e que Dilma, faça o melhor governo da história deste País, que além de dar continuidade, a esta estabilidade em que o Brasil se encontra, mais que o Brasil siga mudando pra melhor, que o Brasil seja o País não só do futebol e de mulheres voluptuosas,mais o País da igualdade, da justiça e da solidariedade, que nossa população tenha mais emprego, mais renda,mais meios; para a educação, a saúde, cultura, esporte, lazer, que o Brasil possa mudar o seu conceito machista, que é a raiz de todas as discriminações e preconceitos,e possamos então viver em igualdade, de gênero, de etnia e de classes.
Desejo a Dilma Roussef, toda a sorte, pois, sei que vai precisar, pois sua luta ao contrário do que se pensa acabou de começar, porque a partir de agora cada ação, palavra, atitude será questionada, será cobrada, será instigada a dar explicações e erros não serão tolerados, pois é assim com todas as mulheres que alcançam qualquer estatus, público ou não, será, isso falo, para todas as pessoas que compartilham comigo a emoção que sinto, que mais do que nunca essa mulher precisa do nosso apóio, de nossa colaboração e de nossa sensibilidade.
Dilma agora irá provar que, assim como os filhos, "UMA FILHA TUA, TAMBÉM NÃO FOGE A LUTA". Então... É Dilma!


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Texto enviado por Janaína Santos e Otávio Mattos,

AUSÊNCIA INJUSTIFICÁVEL

Átila Nunes

O que leva um presidente com tanta aprovação popular ignorar solenemente os desastres e catástrofes de seu país?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi rápido ao visitar o Chile para prestar solidariedade às vítimas após o terremoto e o tsunami que atingiram aquele país. Aqui, em território brasileiro, durante episódios dramáticos, não foi sequer lerdo. Foi omisso. Ignorou cada acontecimento que enlutou as famílias brasileiras.

Foi assim em 2008, quando os catarinenses sofreram na pele os efeitos de enchentes sucessivas que causaram centenas de mortes e deixaram mais de 50 mil pessoas sem casa

O presidente Lula repetiu George Bush, quando este demorou quase uma semana para se pronunciar sobre o Katrina que liquidou com Nova Orleans. Nosso presidente só apareceu em Santa Catarina uma semana depois, e assim mesmo, através de um rápido sobrevoo de helicóptero

Em maio do ano passado, foi a vez do Piauí e Maranhão, quando as chuvas deixaram mais de sete mil famílias desabrigadas. Mais uma vez, o presidente não apareceu para dar solidariedade às famílias que perderam o pouco que tinham.

Nos dois acidentes aéreos que enlutaram o Brasil, o presidente também não marcou sua presença, nem ao menos visitou as famílias das vítimas. Em 2006, um Boeing da Gol colidiu com um jatinho, resultando na morte de 154 passageiros. No ano seguinte, foi a vez de um avião da TAM, que se espatifou no Aeroporto de Congonhas, vitimando 199 passageiros.

Nenhuma visita. Nem ao local, nem às famílias. Nem um só pronunciamento imediato, solidário. Nada. No caso da TAM, aguardou um mês para receber as famílias das vítimas. Um mês!

Na entrada do ano de 2010, um temporal causou 52 mortes e a destruição de casas em Angra dos Reis. A notícia da catástrofe correu o mundo. E mais uma vez, o presidente Lula não mostrou solidariedade. Nada. Mais uma vez.

Enquanto isso, quase nessa mesma época, uma tempestade na França matou pouco mais de 40 habitantes. O governo francês considerou o episódio como “desastre nacional" e o presidente Nicolas Sarkozy visitou imediatamente as regiões afetadas.

Agora, foi a vez do Estado do Rio de Janeiro. No primeiro dia do temporal, Lula estava no Rio para inaugurar um posto de saúde, solenidade cancelada por causa das chuvas. Pegou então, o Boeing da Presidência da República, e decolou do Rio, deixando para trás a visão do caos.

As chuvas continuaram, entretanto. Depois de quase uma semana de desabamentos, alagamentos, destruição, mais de 200 mortes, centenas de feridos, milhares de desabrigados, o presidente ainda assim não apareceu. Mais uma vez, nada de solidariedade por parte da maior autoridade do país.

A única declaração – e ainda assim irritada – foi a tentativa de negar uma constatação do Tribunal de Contas da União de que enquanto a Bahia recebera mais de 30% das verbas para combate às enchentes, o Estado do Rio de Janeiro recebera menos de um por cento (mais precisamente, 0,9%).

A visita de presidentes da República nos cenários das grandes tragédias de seus países, assim como prestar solidariedade aos familiares enlutados, fazem parte de uma norma, quase que um ritual obrigatório em todo o mundo. Se não por um sentimento verdadeiro de dor, pelo menos pela necessidade de sinalizar de que o governo está presente, impedindo a sensação de abandono num momento de desespero coletivo.

Afinal, a presença da maior autoridade do país nesses momentos, passa não apenas a percepção de o governo está atento e preocupado, mas passa um sentimento vital, o da solidariedade.

Nós, brasileiros, normalmente pedimos muito pouco. Precisamos de muito, mas não passamos essa impressão. Ao contrário. E quanto mais sofrido, mais o brasileiro rejeita o sentimento de pena. Prefere o da solidariedade.

Como explicar essa ausência do presidente tão popular num momento tão dramático às famílias das vítimas? Essas mesmas vítimas que devem ter sufragado seu nome nas urnas por duas vezes?

Os que continuam ainda debaixo daquele lixão em Niterói, a espera do resgate de seus corpos, pelo menos não testemunharão a ausência injustificável daquele que foi seu ídolo político, quando vivos.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Texto de Luisa Aparecida

Luiza Aparecida:
As páginas da vida são cheias de
surpresas… Existem capítulos de
alegrias e também de tristezas…

Há mistérios e fantasias,
sofrimentos e decepções.
Por isso, não rasgue páginas e
nem solte capítulos…

Não se apresse a descobrir os
mistérios… E não perca as
esperanças. Pois muitos são os
finais felizes…

E nunca esqueça do principal:
No livro da sua vida, o autor é VOCÊ!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Texto de Pedro Chequer

Aids, Preconceito e o BBB (Pedro Chequer)

11/03/2010

Agência de Notícias da Aids

Nos últimos dias pudemos acompanhar a polêmica gerada pela afirmação do lutador Marcelo Dourado, participante da 10 ª Edição do Programa “Big Brother Brasil” da Rede Globo de que “homem hétero não pega aids”. Esta fala demonstra que, mesmo após quase 30 anos de luta contra a aids, ainda temos muito que avançar na informação e, principalmente, no enfrentamento do preconceito e da discriminação.

Dados de relatório publicado no final de 2009 pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que cerca de 33,4 milhões de pessoas vivam com HIV em todo o mundo e que metade delas são mulheres. Apenas em 2008, cerca de 2,7 milhões de pessoas se infectaram pelo HIV – uma média de 7400 novas infecções a cada dia.

Embora tenha havido avanços importantes com a prevenção de novas infecções por HIV e com a redução do número anual de óbitos relacionados à aids, as doenças relacionadas à aids permanecem sendo uma das principais causas de morte mundialmente.

O tratamento antirretroviral já está disponível para mais de quatro milhões de pessoas em todo o mundo, mas a oferta de preservativos masculinos e femininos atendem a menos de 25% da necessidade global. Além disso, para cada duas pessoas que iniciam o tratamento, outras cinco se infectam pelo HIV – uma clara demonstração de que é necessário um reforço nas ações de prevenção.

A epidemia de aids está em transição. Na Europa Oriental e na Ásia Central, por exemplo, epidemias que antes eram caracterizadas principalmente pela transmissão entre usuários de drogas injetáveis agora se destacam pela transmissão sexual. Ao mesmo tempo, em algumas partes da Ásia as epidemias são cada vez mais caracterizadas pela transmissão entre casais heterossexuais.

Também no Brasil, o perfil da epidemia vem mudando ao longo do tempo. Para se ter uma ideia, em 1986, para cada 15 casos de aids notificados em homens, apenas um caso era notificado em mulheres. A partir de 2002, no entanto, para cada 15 homens havia 10 mulheres infectadas pelo HIV.

O participante do BBB se equivoca ao afirmar que heterossexuais não estão vulneráveis à epidemia. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2006, 29,7% das notificações de casos de aids no sexo masculino ocorreram por transmissão sexual heterossexual, enquanto homens que fazem sexo com homens representavam 20,7% dos casos.

A aids é uma epidemia das inequidades. Em 2009, cerca de 97% das novas infecções aconteceram em países em desenvolvimento. A epidemia é alimentada por fatores como a desigualdade de gênero, a violência contra mulheres, a homofobia, a transfobia e pelas inequidades sociais. Essas violações aos direitos humanos impõem dificuldades no acesso à informação, a insumos de prevenção e ao diagnóstico precoce.

Os brasileiros se destacam tanto por sua resposta inovadora, avançada e universal à aids quanto no acesso à informação sobre a epidemia.

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, realizada pelo Ministério da Saúde, registra que aproximadamente 97% dos indivíduos entre 15 e 64 anos afirmaram que o uso do preservativo é a melhor forma de prevenir a infecção pelo HIV.

Infelizmente, a posição de Marcelo Dourado não é exclusiva e apenas reflete o longo caminho que a sociedade brasileira ainda tem de percorrer. Ao lado de um bom nível de conhecimento, ainda nos deparamos com o preconceito e estigma. Esta perspectiva muitas vezes anula o conhecimento e visa acima de tudo culpabilizar, rejeitar e ofender determinados segmentos sociais. O desafio de promover mudanças não só de comportamento mas também de atitudes e percepção adequada da epidemia, permanece.

Esse episódio, todavia, abriu a possibilidade de trazer uma vez mais o tema para o grande público.

A Rede Globo atuou de maneira bastante positiva ao recomendar o acesso ao site do Ministério da Saúde (o qual obteve um número recorde de acessos no período) e ao esclarecer que a opinião do participante não condizia com a evidência científica.

O acesso à rede nacional de televisão foi também uma oportunidade extremamente importante para a ampliação do debate sobre a aids, sobre o preconceito e à discriminação.

O BBB 10, por exemplo, registra uma média de audiência de 30 pontos no IBOPE, correspondendo a mais de 5 milhões de telespectadores apenas na Grande São Paulo. Essa enorme gama de pessoas poderia, com maior frequência, ser mobilizada à mudança positiva de comportamento, para a prevenção e para o respeito aos direitos humanos.

Para apoiar nesse processo, o UNAIDS, em parceria com Agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil lançou, em novembro de 2009, a campanha “Igual a Você”.

Constituída por dez filmes para TV e spots para rádio para veiculação gratuita, a Campanha registra a realidade de diferentes populações, tais como pessoas vivendo com HIV, lésbicas, usuários de drogas, população negra, gays, refugiados, prostitutas, travestis, transexuais e estudantes. Os veículos de comunicação exercem um papel essencial na promoção dos direitos humanos e ações de responsabilidade social, como a campanha “Igual a Você”, são reconhecidas e valorizadas pelo telespectador brasileiro.

Nossa expectativa é a de que, cada vez mais, as mensagens de prevenção à aids e de promoção dos direitos humanos sejam veiculadas em horário nobres e acessíveis a toda a população.

Se isso ocorrer, estamos certos de que os futuros “BBBs” nos surpreenderão pelo exemplo de cidadania e respeito aos direitos humanos.

Coodenador do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids
Colaboração clipping Bem Fam(11/03/010)

terça-feira, 9 de março de 2010

Laura medioli, O Tempo, coluna









Desde menina, acompanhando minha mãe, acostumei-me a frequentar ambientes carentes e a descobrir ali seus mais ricos valores humanos

Acir Galvão
Essas incríveis e sofridas mulheres

Por mais de dez anos, participei ativamente com trabalhos voluntários em algumas vilas e favelas da Grande Belo Horizonte. Desde menina, acompanhando minha mãe, acostumei-me a frequentar ambientes carentes e a descobrir ali seus mais ricos valores humanos.

Experiências foram centenas, e confesso que hoje, relembrando histórias, me bate uma certa saudade. Saudade do tempo em que, mesmo à noite, podia andar sozinha nos becos ou rodeada por crianças em permanente algazarra que me pediam balas e me chamavam de tia. Moradores que me conheciam pelo nome e me abriam suas portas para um cafezinho.

Já tomei muito café e ouvi muitas histórias. A conta de luz atrasada, o companheiro que sumiu no mundo ou simplesmente se juntou com a outra, a filha adolescente grávida sabe-se lá de quem, o trabalho que não vem, a saúde que anda mal. O forasteiro maníaco, amedrontando as crianças na hora de irem à escola, o porco imundo e magricela que invade a cerca vizinha, o pitbull amarrado, ameaçando se soltar.

A meninada na rua, exposta ao esgoto aberto. Os bares cheios, vendendo cerveja e cachaça a rodo e os pais irresponsáveis que se esquivam da pensão. Sinucas rasgadas, truco nas calçadas. - Seeeeeis só, pato!!! Gritam os homens, enquanto as mulheres observam mudas, cuidando dos filhos, lavando as roupas, costurando, fazendo salgados pra fora, colocando comida em casa. Determinadas, sem medo, elas tocam o barco. Mulheres incríveis que, ao longo dos anos, aprendi a respeitar.

O imóvel encontra-se fechado, doação antiga de uma entidade religiosa. Sem água, sem luz, sem utilidade. Resolvemos reabri-lo, montar ali a sede de uma associação. O pagamento das contas atrasadas, novas telhas, portas, janelas. A feitura de uma escada que a criançada não deixa. O pedreiro quer desistir. Enquanto coloca a massa, a meninada observa. A escada está pronta e, no dia seguinte, um amontoado de cimento espalhado. O pedreiro já não sabe o que fazer. Chamo os garotos e dou a eles uma missão: - Estão vendo essa escada? Quero que tomem conta dela. Não deixem que ninguém a estrague. Olha lá, hein? Confio em vocês!
Finalmente, a escada intacta. Além das mulheres, um exército de garotos a nos ajudar. As paredes são pintadas em esquema de mutirão. Os homens lá fora, rindo e jogando truco, enquanto nós, em cima de mesas e cadeiras, fazemos a nossa parte. Um ou outro, mais consciente, vem em auxílio. Às vezes, perdia a paciência e ia pra rua. - Pôxa, gente! Não estão vendo que precisamos de ajuda??? E eles, indiferentes, continuavam seus jogos.

O salão é inaugurado por um senhor "derramado" que, finalmente, foi descansar. O velório dura a noite inteira. Depois, outros mortos. Idosos, crianças... Como doía ver os caixõezinhos brancos. Ao lado, mães transtornadas pelo sofrimento. A chegada do ônibus, o cemitério, dor, choros e desmaios. Invariavelmente nessa ordem. O salão não serve apenas de velório. Ali se faziam reuniões, debatiam-se questões comunitárias, como a formação de uma entidade que representasse os moradores do local. Meninas de 12 a 16 anos mostram os ventres avolumados. Sequer se dão conta da responsabilidade que carregam. Falta-lhes maturidade, idade, trabalho, perspectivas. Mais um filho para a mãe criar.

Filhos e netos se misturam num ambiente pequeno, carente e, às vezes, promíscuo.
Convido um ginecologista acostumado a dar palestras sobre controle de natalidade. As palestras feitas à noite enchem o salão. As garotas se interessam, fazendo perguntas. No final das tardes, sentava-me com as meninas nas calçadas pra jogar conversa fora e tratar de assuntos femininos. Tento explicar de maneira simples os períodos férteis. E elas, rindo, vêm me contar seus casos ou, cheias de preocupação, suas dúvidas e medos.

Camisinhas e DST eram os assuntos do dia. Entristecia-me ao ver meninas de saias curtas, carregando pelas ruas seus recém-nascidos.

O salão comunitário, devido a necessidade, um dia transformou-se em creche. "Recanto da Laurinha" foi como o batizaram. Sensibilizada, agradeci às mães - homenagens assim jamais serão esquecidas. O espaço tornou-se pequeno para o grande número de crianças, e a creche, enfim, teve que ser transferida. O tempo passou. Aos poucos, fui renunciando às minhas atividades nas cinco comunidades que escolhi para trabalhar.

A droga, a violência e o terror imposto pelo tráfico me afastam. Quinze anos de experiências e aprendizagens deixam marcas. Deixam saudades... E me lembro do salão que ajudei a montar e que tantas vezes frequentei. Fechado? Esquecido? Ou ainda utilizado para velar os corpos - hoje, quase sempre de jovens, mortos por overdose ou balas dirigidas por quem se sentiu prejudicado num acerto de contas. Ao lado deles, as mães, transtornadas pelo sofrimento. Silêncio, tristeza e medo. Muito medo.

PS: Nesta semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o meu carinho e mais profundo respeito a elas: essas sofridas e incríveis mulheres.

WWW.otempo.com.br/otempo/colunas



Publicado em: 09/03/2010

De minha amiga, Juce um texto para meditar.


Esse é um texto Da minha colaboradora,

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JUCE:
"Eu nunca havia reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas,
se enrosca, mas não se embola.
Vira, revira, circula e pronto,
está dado o abraço!
É assim que é o abraço;
coração com coração, tudo isso cercado de braço.
Então é assim o amor, a amizade,
como um pedaço de fita.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços,
e saem as duas partes
iguais como pedaços de fita,
sem perder nenhum pedaço.
Dar laços e abraços tem segredos:
Não prender, não escravizar, não apertar,
não sufocar... porque, quando vira nó, já deixou de ser um laço.
Guardo você, no laço do meu abraço.
BJS JUCE