Um comprimido para prevenir a aids Quem são os primeiros brasileiros a usar a droga que evita a infecção – e o que precisamos saber sobre ela MARCELA BUSCATO 20/09/2014 13h00 - Atualizado em 20/09/2014 13h12 Kindle inShare0 O frasco com comprimidos azuis está sempre no caminho do auxiliar de enfermagem Fábio Paulo Santana, de 40 anos. Ele coloca a embalagem em cima de um aparador, na sala de jantar de sua casa, no Rio de Janeiro. É a garantia de que avistará o remédio quando passar por ali antes de sair. Ou quando se sentar para fazer as refeições. Mesmo que seus artifícios falhem, ele conta com outro tipo de ajuda: sua empregada e a avó, de 95 anos, são sua memória substituta. Como também tomam remédios, ajudam a lembrar quando chegou a hora do medicamento de Santana. Tamanha preocupação tem bom motivo. Santana é um dos primeiros brasileiros a usar uma droga que impede a contaminação pelo vírus HIV, o causador da aids. Quando ingerida diariamente por pessoas que não estão contaminadas, ela reduz as chances de que o vírus consiga invadir as células de defesa e infectar o organismo. O novo método de prevenção é considerado um dos maiores avanços na luta contra a epidemia. “O remédio me dá segurança adicional”, afirma Santana. Ele namora um homem há um ano e meio e diz que acidentes acontecem: “Preservativos furam. Com o remédio, me sinto confortável”. >> Pesquisadores sobre aids pedem descriminalização da prostituição (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA) Ao tomar os comprimidos, ele faz mais que se proteger. É voluntário de um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde para saber como as pessoas se adaptam ao novo tipo de prevenção. O objetivo é avaliar se o método deve ser adotado no Brasil como política de saúde pública, ao lado de medidas tradicionais, como a distribuição de preservativos. >> Sou idoso. Sou HIV + O remédio usado é um velho conhecido dos médicos. Chamado Truvada, foi lançado nos Estados Unidos em 2004, pela empresa Gilead Sciences. Trata-se da combinação de duas drogas, o tenofovir e a emtricitabina. Ambas são antirretrovirais, uma classe de medicamentos que revolucionou o tratamento da aids nos anos 1980, ao conter o avanço do HIV no organismo de pacientes já infectados e ao permitir que convivessem por décadas com o vírus. Há quatro anos, a descoberta de uma equipe internacional de pesquisadores – composta também de cientistas brasileiros – mostrou que os antirretrovirais poderiam ser usados não só para tratar, mas também para prevenir a aids. Foi um marco. Todos os 2.500 voluntários eram homens que fazem sexo com homens, o grupo com mais risco de contrair o HIV. Entre os participantes que tomaram diariamente as doses, o risco caiu 92%. Em julho deste ano, a Organização Mundial da Saúde recomendou a adoção do novo método como prevenção entre homossexuais. A entidade estima que as infecções diminuiriam em 25%. A preocupação em oferecer uma nova forma de proteção para homens que fazem sexo com homens é baseada em estatísticas. No Brasil, 10,5% das pessoas dentro desse grupo estão infectadas. Na população em geral, são 0,4%. O número de pessoas infectadas entre os homossexuais masculinos é 20 vezes maior. “A epidemia de aids não é homogênea para toda a população”, diz o pesquisador Mário Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O tipo de sexo praticado está diretamente relacionado ao risco. A penetração anal sem preservativo é considerada a prática mais perigosa. Mas essa não é a única razão para a prevalência maior do vírus. “Há questões sociais, como a discriminação”, diz Scheffer. Vítimas de preconceito, muitos homens que fazem sexo com homens temem se expor ao procurar atendimento médico e medidas de prevenção. Alguns, após anos de discriminação, desenvolvem problemas de autoestima e têm dificuldade de exigir que seus parceiros se protejam. O aparecimento de novos casos é preocupante. Nos últimos dez anos, houve um aumento de 22% nas infecções em homens que fazem sexo com homens, principalmente entre os mais jovens. “Eles são mais sexualmente ativos. Muitos não usam camisinha porque não viram o pior da epidemia”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O crescimento nesse grupo ajuda a explicar dados alarmantes divulgados em julho pela Unaids, o programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids. Enquanto, no mundo, os novos casos caíram 27,6% entre 2005 e 2013, no Brasil, cresceram 11%. O uso de antirretrovirais como prevenção é visto como um reforço para diminuir os casos dentro desse grupo. “Não é um benefício apenas para os indivíduos”, diz a infectologista Beatriz Grinsztejn, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “A medida interrompe a cadeia de transmissão do vírus e contribui para o controle da epidemia.” Beatriz coordena o estudo encomendado pelo Ministério da Saúde para avaliar o uso do Truvada como método preventivo. Noventa voluntários já tomam o Truvada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital paulista, o levantamento é conduzido pela Faculdade de Medicina da USP e pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT). Em breve, o estudo chegará a Porto Alegre. A ideia é que, em um ano e meio, 500 voluntários participem. O levantamento responderá a algumas dúvidas: é possível que os voluntários se sintam seguros a ponto de não usar camisinha? Os efeitos colaterais podem fazer com que abandonem a medicação? Eles tomam o remédio todos os dias? “O efeito protetor depende de ingerir os comprimidos diariamente”, diz o infectologista José Valdez Madruga, diretor da unidade de pesquisa do CRT. (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA) A equipe coordenada por Beatriz analisará os hábitos de pessoas como o gestor de eventos carioca Julio Moreira, de 37 anos. Ele é casado há 12 anos com um homem, trabalha numa organização não governamental que atende homossexuais e decidiu colaborar com o estudo. Esqueceu de tomar o remédio algumas vezes, mas diz que agora virou um costume. “Tomo como se fosse uma vitamina, no café da manhã”, diz Moreira. Ele também foi voluntário da pesquisa internacional que comprovou a eficácia do Truvada como prevenção. Não teve nenhum dos raros efeitos colaterais relatados no primeiro estudo – problemas nos rins e ossos: “Senti apenas dores de cabeça e náuseas. Nada que me fizesse parar com o medicamento”. Nos EUA, o Truvada já é usado para prevenção desde 2012. A experiência americana dá pistas sobre algumas barreiras que o Brasil poderá enfrentar. O psicólogo Damon L. Jacobs, de 43 anos, foi um dos primeiros a tomar o remédio, em 2011. Enfrentou preconceito. Ele e outros pioneiros foram chamados dentro da comunidade gay de “Truvada whores” (algo como “prostitutas do Truvada”). A ofensa revela o medo de que a nova medida encoraje os usuários a abandonar a camisinha e a se aventurar sexualmente. “As pessoas usarão o remédio no lugar do preservativo”, diz Michael Weinstein, da ONG Aids Healthcare Foundation, um dos opositores mais ferrenhos. “Como é difícil tomar a droga diariamente, acabarão contaminados.” Jacobs, o pioneiro, acredita que esse tipo de oposição será superado. Enquanto isso, ele e os amigos tentam combater o rótulo que receberam. Estamparam “Truvada whore” em camisetas e usam a expressão a seu favor, para divulgar a causa. “Não podemos ser vítimas da ignorância alheia. Se há um novo método para se proteger, por que não usá-lo?”, diz Jacobs. Os pesquisadores envolvidos nos estudos que avaliam o Truvada dizem que não há motivo para se preocupar com o relaxamento no uso da camisinha. A pesquisa de 2010, que comprovou a eficácia do remédio, sugere que o uso de preservativo não diminuiu. Um dos pilares dos novos estudos, como o brasileiro, é divulgar entre os participantes que o remédio não é um substituto para a camisinha, que reduz em 98% os riscos de contrair o vírus. Mesmo porque o Truvada não protege contra as outras doenças sexualmente transmissíveis. Ele é um complemento para reforçar a segurança entre pessoas que não conseguem usar o preservativo em todas as relações sexuais. “É como se o remédio fosse um air bag”, diz a médica Valdiléa Veloso, da Fiocruz. “Quando eles foram adotados nos carros, falaram que as pessoas parariam de usar o cinto. Isso não aconteceu. O air bag se tornou um complemento de segurança.” O reforço é bem-vindo. Pesquisas do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos anos, houve redução no uso regular da camisinha. Em 2004, 51,5% usavam o preservativo em todas relações sexuais casuais. Em 2008, esse número caiu para 45,7%. O mesmo ocorreu entre quem tem parceiro fixo. Em 2004, 24,9% usavam. Em 2008, eram apenas 19,4%. (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA) O professor carioca Haroldo Andre Garcia, de 40 anos, é voluntário no estudo da Fiocruz e não se descuida. Diz que, desde que começou a tomar o Truvada, há quatro meses, nunca deixou o preservativo de lado. Mesmo assim, amigos já perguntaram se ele tomava o remédio porque era promíscuo. “Não é um convite à promiscuidade, é só mais uma segurança”, diz Garcia. “Tenho muito medo da aids, porque vi todos aqueles artistas morrer nos anos 1980.” Ele está solteiro e diz que é um bom momento para usar a proteção extra. Um dos objetivos do novo método de prevenção é este: ensinar as pessoas a reconhecer os níveis de risco a que estão expostas, para que escolham as melhores medidas preventivas. Antes de adotar o Truvada em larga escala, o Brasil terá de responder a outras dúvidas. “De onde sairá o dinheiro? Ele terá de vir de algum outro lugar”, diz Paulo Lotufo, diretor do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP. “Vamos pegar um monte de dinheiro e dar para um laboratório.” O Truvada não faz parte da lista de medicamentos do Ministério da Saúde, nem como opção de tratamento para a aids. Se for adotado oficialmente, poderá ocorrer uma negociação com o fabricante para baixar seu preço, estimado nos EUA em US$ 1.000 por mês, por usuário. Outra opção é produzir no Brasil. O infectologista Esper Georges Kallás, pesquisador que conduz o estudo da Fiocruz na USP, diz que os custos podem ser altos, mas os benefícios também são. Haverá menos contaminados, menos gastos com o tratamento e, claro, menos mortes. “Quanto vale poupar uma vida?”, diz Kallás. “Para mim, não tem preço.”
Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
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3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Regras mais duras sobre Drogas para o HIV(TRUVADA)
Pessoal, o Francisco Adalton me passou esta mensagem solciitando que eu traduzisse o texto. Como se trata de texto técnico, recorri ao Tradutor Google que, como sabemos, não é lá essas coisas. Portanto, leiam com um pé atrás.... (rss). Pessoalmente, acredito que esse Truvada só deva ser aplicado em casos excepcionais, como casais sorodiscordantes, por exemplo. Deixar esta notícia cair na mídia sem explicar direitinho tudo que o Truvada traz, é perigosíssimo! Ninguém está falando dos efeitos colaterais, afinal, é um antirretroviral, e a moçada vai acreditar que é a pílula salvadora e, o pior de tudo, ADEUS CAMISINHA! É aí que mora o grande perigo... abjs, Osmar Rezende
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sábado, 26 de maio de 2012
Brasil registra remédio que pode prevenir HIV
Brasil registra remédio que pode prevenir HIV
Coordenador do Comite Metropolitano de Combate a TB/PA - FUNDO GLOBAL
Rep. Norte na CNAIDS - Ministerio da Saude /DE. DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS
sábado, 12 de maio de 2012
EUA podem liberar remédio que ajuda pre>>>>
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Re: [apoiosoropositivos] EUA podem liberar remédio que ajuda pre
Enviado por: "Grupo Água Viva Sepetiba" grupoaguavivasepetiba grupoaguavivasepetiba
Sex, 11 de Mai de 2012 11:32 am
Recebi esta matéria e traduzi pelo Google Tradutor. Espero que apreciem a matéria. Luiz Bessa Editor do Facebook da ONG AIDS Grupo Água Viva. ___________________________ FDA Advisory Panel Faz uso preventivo da droga HIV Por DENISE GRADY Publicado em: 10 de maio de 2012SILVER SPRING, Maryland - Um medicamento já usado para tratar HIV infecção deve também ser aprovado para evitar que ele, um painel consultivo da Food and Drug Administration disse nesta quinta-feira. A recomendação é a primeira vez que os conselheiros do governo têm defendido a dar remédio antiviral para pessoas saudáveis que podem ser expostos através da atividade sexual ao vírus que causa a AIDS.Usado sozinho, e corretamente, Truvada reduz chances de infecção. Tomado com outros medicamentos antivirais, que trata de HIV Um dos painelistas chamado da aprovação da droga "uma oportunidade incrível para mudar a maré desta epidemia." Estudos têm mostrado que pessoas que tomam o remédio, o Truvada, a cada dia têm um risco muito reduzido de infecção. A FDA normalmente aceita o conselho de seus painéis consultivos, que são compostas de fora especialistas médicos.Na quinta-feira, após avaliar estudos sobre a pílula uma vez-a-dia e ouvir apresentações científicas, o painel recomendou que Truvada ser prescritos para pessoas com alto risco de infecção, como os homens gays que têm múltiplos parceiros sexuais, especialmente aqueles que nem sempre utilizam preservativos , e as pessoas nas relações com alguém que é HIV-positivo. Jovens negros que têm sexo com outros homens estão em maior risco. A droga também seria recomendado para outras pessoas de alto risco, como prostitutas.O medicamento destina-se não para substituir os preservativos e outras medidas de sexo seguro, mas para ser usado com eles para proteção adicional. Especialistas dizem que melhores métodos de prevenção são necessárias porque existem 50.000 novas infecções pelo HIV por ano nos Estados Unidos. Vários oradores enfatizaram quinta-feira que esse número não se alterou em 15 a 20 anos. Aconselhamento e preservativos não estão fazendo o trabalho, eles disseram, e muitos dos recém-infectados são homens cujos parceiros sexuais não percebem que eles são HIV-positivo. Muitos participantes expressaram preocupação na quinta-feira sobre a possibilidade de que pessoas infectadas ao mesmo tempo tomar Truvada poderia desenvolver perigosas estirpes resistentes do vírus, mas o painel decidiu que os benefícios da prevenção de novas infecções superavam os riscos. Uma análise da FDA descobriram que pessoas que são mais velhos e mais instruídos são mais propensos a tomar a droga fielmente. Assim são os homens que relatam ter praticado sexo anal receptivo sem preservativo. Não há dados para dizer se o Truvada seria prevenir o HIV propagação da infecção por agulhas de compartilhamento. Porque Truvada já foi aprovado para tratar a infecção pelo HIV, os médicos são livres para prescrevê-lo para a prevenção, e alguns têm sido assim. Prescrição de um medicamento para algo diferente de seu propósito aprovado, chamado uso off-label, é permitido pelo FDA, embora as companhias farmacêuticas não estão autorizados a comercializar ou promover drogas para tais usos. Os defensores do fornecimento de Truvada para a prevenção de dizer a aprovação do FDA ajudaria a assegurar que a droga foi mais segura e eficaz utilizado. O medicamento teria que ser etiquetados com instruções específicas, incluindo testes de laboratório que pacientes necessários para obter, por razões de segurança. Por exemplo, os pacientes devem ser testados para infecção pelo HIV antes de iniciar a droga, porque se alguém que já está infectado leva Truvada sozinho, cepas resistentes do vírus pode desenvolver rapidamente. Alguns pacientes podem também precisa ter sua função renal marcada. E a droga pode também causar ligeiras diminuições da densidade óssea que podem necessitar de monitorização em algumas pessoas. Apesar de votar para recomendar a aprovação, os palestrantes lutou com perguntas sobre como se certificar de que os testes necessários são realizados. Os funcionários da FDA na reunião argumentou fortemente que não havia nenhuma maneira prática para que possa cumprir um requisito para testes, e que em qualquer caso, tal exigência representaria muito de uma barreira para pacientes que queriam os medicamentos preventivos. A votação não foi unânime, e alguns membros do painel de 22 membros votaram contra ou se abstiveram porque eles achavam que não havia dados suficientes para provar a droga segura e eficaz em mulheres ou negros. Aprovação do FDA também pode tornar mais provável que as seguradoras cobririam uso preventivo, que custa cerca de US $ 14.000 por ano. Truvada, que contém dois medicamentos antivirais, é vendido por Gilead Sciences, com sede em Foster City, Califórnia Embora seja usado sozinho para a prevenção, deve ser tomado junto com outros antivirais para o tratamento de HIV Primeiro aprovada em 2004, rapidamente se tornou um dos best-seller drogas contra o HIV. Gilead relatou vendas Truvada de 758,3 milhões dólares no primeiro trimestre deste ano, o que se traduziria em mais de US $ 3 bilhões por ano. Um funcionário da Gilead, o Dr. Andrew Cheng, disse ao painel que se Truvada foram aprovados para a prevenção, a empresa iria realizar monitoramento de segurança e fornecer materiais educativos para enfatizar a importância do uso de outros métodos de prevenção, bem como, como preservativos, aconselhamento e testagem de HIV regularmente . Ele disse Gilead também fornecer gratuitamente preservativos e testes para HIV e hepatite B ; testes subsidiados para a resistência viral para pessoas que são infectadas, e um programa de assistência para as pessoas sem cobertura médica. Estudos de prevenção de Truvada foram realizados nos últimos anos, com resultados um tanto contraditórios. Um estudo de 2.499 homens gays em seis países, publicados em 2010, encontraram uma redução do risco global de 44 por cento. Quando os investigadores olharam mais de perto e verificar os níveis sanguíneos da droga, eles descobriram que muitos dos homens não tinha tomado a pílula Truvada todos os dias. Dentre os que levá-la corretamente, a redução do risco foi cerca de 90 por cento. Mas apenas cerca de 10 por cento dos homens tomou as pílulas exatamente como dirigido. Alguns estudos na África e Ásia também mostraram redução significativa do risco entre pessoas saudáveis cujos parceiros foram infectados. Mas outros estudos na África foram interrompidas porque a droga estava mostrando nenhum benefício em mulheres; análises posteriores revelaram que muitas das mulheres não estavam a tomar os comprimidos, às vezes porque não acho que eles estavam em risco. O fracasso de algumas pessoas nos estudos de tomar os comprimidos todos os dias levou a AIDS Healthcare Foundation , um grupo de médicos e de advocacia com sede em Los Angeles, a afirmar que a prescrição de Truvada como prevenção poderia sair pela culatra, deixando as pessoas vulneráveis enquanto acalmam os em acreditar que sexo sem preservativo é seguro.
"Você vai definitivamente ter um resultado que é muito pior do que você tinha em nenhum dos estudos", disse Michael Weinstein, presidente da fundação, disse em uma entrevista.Mas um pesquisador que conduziu o estudo em homens homossexuais, o Dr. Robert M. Grant do Instituto Gladstone de Virologia e Imunologia, que é afiliado com a Universidade da Califórnia, San Francisco, discordou, comparando o argumento do Sr. Weinstein para que pessoas em década de 1970 que alerta que os air bags nos automóveis levaria as pessoas a parar de usar cintos de segurança."Será que isso aconteceu?" Dr. Grant perguntou em uma entrevista. "Não." Mateus Rose, um coordenador de associação para o National Lesbian & Gay Journalists Association , descreveu-se ao painel como "um homem jovem, HIV-negativo preto." Ele disse que ele e muitos de seus amigos estavam entusiasmados com a perspectiva de uma droga preventiva. Crescer gay em Washington, DC, muitos jovens têm a sua iniciação sexual aos 16 anos e são HIV-positivo em 25, ele disse, e enfrentar essa realidade, muitos querem outra camada de proteção."Peço a vocês para dar a minha comunidade mais uma opção", disse Rose disse ao painel. "Nós não estamos dizendo que vai acabar com a epidemia. Mas dar às pessoas opções e escolhas que irá trabalhar para eles, a ciência nos diz coisas nos dará uma chance. "Uma versão deste artigo apareceu na imprensa em 11 de maio de 2012, na página A 1 do New York edição com a manchete: FDA Advisory Panel Faz uso preventivo da droga HIV.
Fonte: http://www.nytimes.com/2012/05/11/health/policy/fda-p anel-weighs-preventive-use-of- hiv-drug.html?_r=1&pagewanted= all Atenciosamente, http://grupoaguaviva.org.br/ Luiz Bessa Administrativo Financeiro Contribua com a nossa causa: Banco do Brasil 01 - Agência nº 0087-6 C/C 12.668-3 CNPJ: 00.713.514/0001-94 Inscrição Municipal Nº 519.462-8 - Assistência Social O Centro de Referência e Prevenção das DST/AIDS parte integrante do Grupo Água Viva, criado em 19 de dezembro de 1994, é uma Organização Civil sem fins lucrativos, designada ONG/AIDS, com a finalidade e objetivo de ASSISTIR, ORIENTAR e TRATAR pessoas com HIV e doentes de AIDS. Telefax: (21) 3317-2872 / 7694-4031 / 8694-3449 - Luiz Bessa. Redes Sociais: https://www.facebook.com/ grupoaguaviva.crpdstaids https://twitter.com/#!/ grupoaguavivarj http://www.orkut.com.br/Main#P rofile?uid=3965033629257347433 http://grupoaguavivasepetiba.b logspot.com/ http://grupoaguaviva.org.br/in dex.php
Especialistas dos EUA aprovam pílula preventiva contra Aids_Enviado por: "Renato da Matta"
Especialistas dos EUA aprovam pílula preventiva contra Aids
Enviado por: "Renato da Matta" damatta2003@ damatta2003
Sex, 11 de Mai de 2012 9:40 pm
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Consultores sanitários dos Estados Unidos recomendaram nesta quinta-feira a adoção da droga Truvada como a primeira pílula preventiva contra a Aids.
O Comitê de Aconselhamento de Drogas Antirretrovirais, que assessora a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos, aprovou por 19 votos contra 3 a prescrição do Truvada para homens homossexuais HIV-negativos, e por 19 votos a 2 (uma abstenção) receitar a droga para cônjuges não infectados cujos parceiros têm Aids.
Resultados de estudos de referência publicados em 2010 demonstraram que a droga, fabricada pela Gilead Sciences, ajudou a repelir o HIV em homens homossexuais que adotam comportamentos de risco de 44% para quase 73%.
Mas críticos observam que a pílula é cara - custa até US$ 14 mil ao ano - e outros alertam que o teste clínico não representa as circunstâncias do mundo real e poderia provocar um aumento na prática de sexo sem proteção e em uma retomada nos casos de Aids.
O estudo foi realizado com 2.499 homens homossexuais, inclusive 29 transexuais, com idades entre 18 e 67 anos, sexualmente ativos, mas não infectados com o vírus causador da Aids.
Os participantes foram selecionados ao acaso para tomar uma dose diária de Truvada - combinação de 200 miligramas de emtricitabina e 300 milligramas de tenofovir disoproxil fumaratoo - ou um placebo.
Aqueles que tomaram o novo medicamento com regularidade tiveram uma incidência quase 73% menor de infecções. Em todo o estudo, incluindo aqueles que não fizeram um uso tão seguido do Truvada, houve 44% menos infecções do que entre aqueles que tomaram o placebo.
Depois da publicação do estudo no periódico New England Journal of Medicine, alguns especialistas saudaram os resultados, denominando-os de uma virada de mesa e a primeira demonstração de que um medicamento oral já aprovado poderia reduzir a probabilidade de infecções por HIV.
No entanto, outros alertaram para os riscos de se depender nas pessoas - particularmente naquelas que já tiveram comportamentos de risco - em ingerir uma pílula diária.
"Os 44% que se beneficiaram do Truvada no estudo iPrex foram aconselhados mensalmente e fizeram exames frequentes para detectar infecções sexuais, algo que não é verossímil no mundo real", acrescentou.
Uma análise do custo e benefício, realizada no mês passado por especialistas da Universidade de Standford, sugeriu que o medicamento seria financeiramente viável entre homens gays com cinco parceiros ou mais ao ano, mas seria proibitivamente caro se promovido para todos os homossexuais masculinos.
Fonte - Uol
Grupo Apoio Soropositivos
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Renato da Matta
Valeria Saraiva