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Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
sexta-feira, 9 de março de 2012
Bem Fam CLIPPING - 09/mar./2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Não à MP 577/2011 MS! Em defesa da vida das mulheres!
Não à MP 577/2011 Ministerio da Saúde! Em defesa da vida das mulheres! Campanha da Marcha mundail de mulheres. Manifeste-se!
Denise Hecksher
Não à MP 577/2011 MS! Em defesa da vida das mulheres! No dia 26/12/2011, o Ministério da Saúde publicou a Medida Provisória 557/2011, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna que prevê um cadastro universal das gestantes e puérperas buscando identificar as que estão com gestação de risco. Segundo o Ministério da Saúde essa iniciativa visa a responder a uma preocupação de que os municípios e Estados fortaleçam sua intervenção e garantam a realização de uma atenção eficaz e humanizada como parte do esforço de redução da mortalidade materna a níveis aceitáveis segundo a OMS. É conhecida a gravidade dos índices de mortalidade materna no Brasil, seu corte de classe e raça e, portanto, a urgência que uma Política Integral de Atenção à Saúde da Mulher priorize essa questão. No entanto a edição desta MP levanta várias dúvidas quanto à sua adequação e se, de fato, é necessário criar esse tipo de mecanismo e, mais ainda, por meio de um dispositivo de Medida Provisória. Em primeiro lugar chama a atenção de maneira contundente o fato de que ela mexe na lei geral que organiza o sistema de saúde (Lei 8080 de 1990) para introduzir na legislação a questão dos direitos do nascituro. A introdução da idéia de direitos do nascituro tem sido, ao longo de várias décadas, uma questão central na disputa realizada pelos setores que buscam restringir os direitos das mulheres à autodeterminação e autonomia em relação à maternidade. Um debate que se contrapõe não apenas ao movimento de mulheres, mas a todos os setores progressistas que reconhecem a importância de se resguardar e reafirmar o direito das mulheres frente às tentativas constantes de introduzir esta contraposição no ordenamento legal brasileiro. Não é pouco lembrar que, até agora, o marco principal é a Constituição brasileira onde prevaleceu o direito à vida desde o nascimento e os direitos das mulheres enquanto gestantes, recusando-se essa noção movida principalmente por influências religiosas conservadoras. O mais preocupante, portanto, é que a MP 557/2011, introduz a figura do nascituro como portador de direitos, quando é fato que esse não existe fora do corpo da gestante. O fato é que esses setores retrógrados não conseguiram introduzir essa questão na legislação no Brasil até o momento, ainda que nos últimos anos tenha se acirrado a pressão para se definir os direitos das pessoas, e neste caso em especial das mulheres pela ótica de ideologias religiosas conservadoras. É inaceitável que isso seja realizado pelo Ministério da Saúde e a partir de uma questão tão sensível como propostas de redução da mortalidade materna. Com isso, o Ministério assume a linguagem dos setores reacionários, o que é inadmissível, e retrocede no processo de acúmulo que o SUS representa em termos de uma concepção de saúde vinculada ao pleno exercício de direitos. Evidentemente o caráter persecutório da MP torna-se mais forte pelo fato de que no Brasil as mulheres são criminalizadas pela realização do aborto. Nos últimos anos há uma ofensiva conservadora e aumento da perseguição e criminalização das mulheres, inclusive com a interdição policial de clínicas, com a utilização de prontuários e registros das usuárias. As mulheres não podem exercer sua autonomia diante de uma gravidez indesejada e ficam expostas a riscos para sua saúde, sua integridade física e liberdade. É evidente que o cadastro proposto é universal e compulsório, como se pode ler no texto da MP. Se é possível tomar medidas para que isso não seja utilizado como mais um instrumento de restrição de liberdade das mulheres em sua vida reprodutiva, os argumentos do Ministério da Saúde de que ?universal? não se confunde com ?compulsório? só faz sentido se isso corresponde a uma sugestão do Ministério de que as mulheres não procurem os serviços de saúde! Aliás, todas nós esperamos e queremos um atendimento integral à saúde das mulheres e que todas possam estar inscritas no sistema de saúde. O que torna, portanto, mais estranha e incompreensível a necessidade de tal cadastro específico de gestantes, mesmo considerando a problemática da mortalidade materna. Desde o início da gestão, tem prevalecido nas ações do Ministério da Saúde uma perspectiva conservadora que não leva em consideração a saúde integral das mulheres e está centrada fundamentalmente no aspecto materno infantil. Nesse sentido a MP é uma continuidade da rede cegonha e de uma visão redutora do papel das mulheres como mães e reprodutoras. Também chama a atenção a introdução da proposta de um Comitê Gestor Nacional sem qualquer participação da sociedade civil, e principalmente de Comissões de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento de Gestantes e Puérpuras de Risco quando na realidade já existe no sistema de saúde, com participação dos movimentos e da sociedade civil, os Comitês de Morbi-Mortalidade Materna, fruto da luta e reivindicação dos setores organizados como parte de toda uma luta dos movimentos sociais por um sistema de saúde público e com controle social. A proposta não segue o acúmulo do SUS, prevendo em sua composição apenas a participação de profissionais e gestores, e desconhece o papel do movimento organizado nesses instrumentos. Finalmente, o enfrentamento da mortalidade materna exige enfrentar a terceira causa de mortalidade materna que é o abortamento inseguro. É amplamente conhecido que isso só será possível se for respeitada a autonomia das mulheres e o aborto diante de uma gravidez indesejada for parte da política de saúde pública. É obrigação do Ministério da Saúde ter políticas de atenção à maternidade que busquem reduzir a morbi-mortalidade materna e para isso é necessário qualificar a assistência e garantir o acesso e acolhimento nas unidades e hospitais, tanto na regulamentação para o atendimento privado como nos serviços sob responsabilidade da rede SUS. Nesse sentido a o benefício de R$50,00 terá um papel importante para o deslocamento daquelas que têm dificuldade financeiras. Sua eficácia, entretanto, depende da existência de outras políticas sociais associadas. Mas, mais uma vez, não é isso o que justifica a edição desta medida provisória. É urgente que o Ministério da Saúde retire essa MP e articule suas ações para redução da mortalidade materna em acordo com mecanismos e as diretrizes já previstos no SUS e nas Conferencias Nacionais de Saúde. Por isto, nós, da Marcha Mundial das Mulheres, exigimos: ? Que o Ministério da Saúde retire a MP 577/2011 no sentido de garantir a integralidade da saúde da mulher em consonância com seus direitos e garantias individuais; ? Que o Ministério da Saúde retome o debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e que o governo reafirme a autonomia política das ações condizentes com os princípios do Estado Laico, tomando medidas sem se curvar para conservadorismos ou morais religiosas; ? Um compromisso explícito do governo de impedir todas as ações de retirada de direito das mulheres nas políticas públicas; ? Que o Ministério da Saúde e o governo federal em conjunto com a sociedade civil enfrentem o debate do aborto inseguro e a necessidade de políticas de atendimento às mulheres que decidem interromper uma gravidez indesejada e, portanto, que o aborto seja descriminalizado e legalizado. Marcha Mundial das Mulheres |
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Carlos Ebeling Duarte
Cel 51 9984 6674
skipe - carlosduarters
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Campanha “Mulheres e Direitos” convoca sociedade e poder público
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Mulheres no Poder [idahocontrahomofobia] Patrick Ricardo Colaborou.
Segue histórico sobre mulheres no poder, nos últimos anos: http://especiais.br.msn.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Campanha Nacional do AVC 23 a 29 Outubro, Dia Mundial do AVC 29 de Outubro
A cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém em algum lugar morre de um Acidente Vascular Cerebral.
Isso, no entanto, é mais do que uma estatística de saúde pública. Estas são pessoas que, ao mesmo tempo, eram irmãs de alguém, irmãos, esposa, marido, filha, filho, parceiro, mãe, pai ... amigo. Eles existiam e eram amados. Atrás dos números são vidas reais. A Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization -WSO) está pedindo medidas urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa, lançando a campanha "Um em cada seis" no Dia Mundial do AVC, 29 de Outubro.
O objetivo da campanha é colocar a luta contra o Acidente Vascular Cerebral como tema central da agenda global de saúde. O tema "Um em cada seis" foi escolhido pelos líderes da WSO para destacar o fato de que no mundo de hoje, um em cada seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida. Todos estão em risco e a situação pode piorar com a complacência e a inércia.
A campanha "Um em cada seis" comemora não apenas o fato de que o AVC pode ser prevenido, mas que os sobreviventes de AVC podem recuperar-se totalmente e manter sua qualidade de vida com os cuidados e apoio adequados a longo prazo. A campanha de dois anos tem o objetivo de reduzir o impacto do AVC agindo em seis desafios básicos:
1. Conheça os seus próprios fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto.
2. Seja fisicamente ativo e exercite-se regularmente.
3. Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.
4. Limite o consumo de álcool.
5. Evite o fumo do cigarro. Se você fuma, procure ajuda para parar agora.
6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC.
O AVC é a segunda principal causa de morte entre pessoas acima dos 60 anos de idade, e a quinta causa principal causa dos 15 aos 59 anos. O AVC também afeta crianças, incluindo recém-nascidos. A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral. Na verdade, o AVC é responsável por mais mortes anualmente do que os atribuídos à Aids, tuberculose e malária juntos - três doenças que foram referências de sucesso em campanhas de saúde pública, capturando a atenção da mídia mundial e que, consequentemente, provocou líderes mundiais , governos e diversos setores da sociedade civil para agir.
No Brasil o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade, com um enorme impacto econômico e social. Nós da Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e Academia Brasileira de Neurologia estamos unidos nesta luta e de 24 a 29 de outubro faremos campanhas de alerta para a população em todo o país. Participe das ações desta campanha conosco fazendo contato pelo email contato@redebrasilavc.org.br
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
“Homemcídio?” (artigo) 30/09/2010 José Eustáquio Diniz Alves
Cortesia Clipping Bem fam
terça-feira, 9 de março de 2010
Mulheres são apenas 5% entre presidentes de companhias, diz pesquisa
08/03/20-10
BBC Brasil
As mulheres ocupam a presidência de pouco menos de 5% de 600 grandes empresas de 20 países que participaram de uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).
Segundo a pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo WEF, para coincidir com o Dia Internacional da Mulher, as empresas brasileiras estariam entre as que têm mais mulheres como presidentes (11%), atrás somente das grandes companhias de Finlândia (13%), Noruega (12%) e Turquia (12%).
Em 11 dos países pesquisados (Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Grécia, Índia, México, Holanda, República Tcheca e Suíça) nenhuma das empresas que responderam à pesquisa são chefiadas por mulheres.
Os Estados Unidos, por outro lado, aparecem como o país com o maior índice de mulheres empregadas nessas empresas em todos os níveis (52%), seguidos por Espanha (48%), Canadá (46%) e Finlândia (44%).
Na outra ponta, entre os países com o menor índice de mulheres empregadas nas grandes empresas estão Índia (23%), Japão (24%), Turquia (26%) e Áustria (29%).
O Brasil aparece em uma posição intermediária, com 35% de mulheres empregadas nas grandes empresas.
Importância
A pesquisa ouviu 600 responsáveis pelos setores de recursos humanos em grandes empresas de 20 países.
O alvo inicial da pesquisa eram os 30 países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mais Brasil, China, Índia e Rússia.
Foram enviados questionários para as cem maiores empresas de cada país, em 16 áreas de atuação diferentes.
Na compilação dos dados, foram considerados apenas os países com um número de questionários respondidos superior a 20, com exceção de Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha, que tiveram entre 15 e 20 respostas, mas foram incluídos por sua importância econômica.
Segundo os responsáveis pela pesquisa, os dados mostram que as grandes companhias do mundo não estão sendo capazes de aproveitar ao máximo os talentos de sua força de trabalho do sexo feminino.
Dificuldades
De acordo com o relatório Corporate Gender Gap (Diferença de Gênero Corporativo), as mulheres ainda estão tendo dificuldades para chegar ao topo na hierarquia das empresas.
Para o WEF, as grandes empresas precisam fazer mais para treinar e utilizar seus talentos do sexo feminino.
“Enquanto um certo grupo de companhias na Escandinávia, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha são de fato líderes na integração das mulheres, a ideia de que muitas corporações se tornaram balanceadas em gênero ou amigáveis às mulheres ainda é um mito”, afirma Saadia Zahidi, uma das co-autoras do relatório.
A maioria das empresas que responderam aos questionários culparam práticas tradicionais, “a cultura corporativa masculina ou patriarcal” e “a falta de modelos” pelo fato de as mulheres terem mais dificuldades para subir na carreira.
“As mulheres são a metade da base potencial de talentos em todo o mundo e, por isso, ao longo do tempo, a competitividade do país depende significativamente de 'se' e como educa e utiliza seus talentos do sexo feminino”, afirma o fundador e presidente do WEF, Klaus Schwab.
Setores
O setor de serviços é o que emprega a maior porcentagem de mulheres, segundo a pesquisa.
Dentro dessa área, os setores com a maior proporção de mulheres são os de serviços financeiros e seguros (60%), serviços profissionais (56%) e indústria de mídia e entretenimento (42%).
Setores vistos mais tradicionalmente como “masculinos” têm naturalmente a menor proporção de empregadas do sexo feminino, como o setor automotivo (18% de mulheres entre os empregados), de mineração (18%) e agricultura (21%).
O relatório também ressaltou a diferença no nível de salários entre os gêneros.
Segundo a pesquisa, 72% das empresas não têm nenhuma política para eliminar as diferenças salariais entre homens e mulheres.
Dos países pesquisados, apenas Brasil e México não adotaram políticas de Estado para tentar combater o problema.
Esta é a primeira vez que o Fórum Econômico Mundial publica a pesquisa sobre igualdade de gêneros nas corporações. A organização já publica anualmente, desde 2006, um estudo sobre igualdade entre os sexos em todos os níveis da sociedade.
Na última pesquisa anual, o Brasil aparecia na 82ª posição em um ranking com 136 países.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Para ONU, Lei Maria da Penha é uma das mais avançadas do mundo
Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Lei Maria da Penha, que tornou mais rigorosas as penas contra crimes de violência doméstica, é considerada pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) uma das três leis mais avançadas do mundo, entre 90 países que têm legislação sobre o tema.
Em vigor desde 2006, a lei trouxe várias conquistas, entre elas facilitou a tramitação das ocorrências de violência doméstica e familiar contra mulheres com a criação de juizados e varas especializadas. A primeira foi criada em Cuiabá, onde atualmente existem duas varas, cada uma com cerca de 5 mil processos em tramitação.
Segundo a juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 1ª Vara de Cuiabá, a implantação da lei aumentou o registro de ocorrências.
“As pessoas estão convencidas de que dá resultado, que não acaba em cesta básica. Hoje se prende por ameaça, antes que vire homicídio. Bater em mulher era cultural. Estamos mudando essa cultura”, afirmou a juíza.
Já a promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero Pró-Mulher do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MDFT), Laís Cerqueira, destaca que a Lei Maria da Penha esbarra no aspecto punitivo.
“A sociedade ainda não consegue ver a violência doméstica como um ato de violação aos direitos humanos. Temos uma legislação avançada. Garante-se a proteção, mas há dificuldades no aspecto punitivo. Existe resistência em se punir o homem como autor da violência”, destacou.
A mulher vítima de agressão deve se dirigir a uma Delegacia Especial para Mulheres (Deam). Após o registro, a delegacia tem 48 horas para encaminhar a ocorrência ao juizado ou à vara especial que terá prazo igual para analisar e julgar o caso.
Segundo a promotora, hoje as mulheres podem registrar ocorrências policias de forma tranquila e pedir medida de proteção, como o afastamento do marido do lar, a proibição de contato e da visita aos filhos e a perda do porte de arma. Entretanto, em alguns casos, os prazos de tramitação da ocorrência não são cumpridos e muitas mulheres desistem da acusação.
“Na prática esse pedido [de medidas de proteção] não é avaliado pelo juiz sem ter uma audiência com a mulher, para verificar qual o tipo de agressão, se é realmente necessário tirar o homem de casa. Isso, na minha avaliação, já é uma violação à lei”, argumentou.
A promotora considera um retrocesso a decisão sobre a Lei Maria da Penha tomada no dia 24 de fevereiro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A determinação é de que o Ministério Público só poderá propor ação penal nos casos de lesões corporais leves com a presença da vítima.
“A alegação é de que sendo uma lesão leve, como olho roxo ou braço quebrado com recuperação em menos de 30 dias, o Ministério Público não pode agir independentemente da vontade da vítima, pois estaria interferindo na autonomia da mulher e talvez impedindo uma reconciliação”, criticou Laís Cerqueira.
O Ministério Público do Distrito Federal pretende ir ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão.