Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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Ativismo Contra Aids/TB

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sexta-feira, 9 de março de 2012

Bem Fam CLIPPING - 09/mar./2012

CLIPPING - 09/mar./2012
Semana da Mulher
"A igualdade entre os gêneros e o empoderamento da mulher é um direito humano fundamental e uma força que beneficia a todos”, assinala o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Dia Internacional da Mulher: Conquistas e desafios para mulheres jovens - O Brasil vem, nos últimos anos, reconhecendo a diversidade da juventude brasileira no processo de construção das políticas públicas voltadas para esse segmento. Para o governo federal, os jovens são sujeitos de direitos e parte fundamental no processo de desenvolvimento do país. Por essa razão, é importante lembrar neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que o Brasil tem mais de 25 milhões de jovens mulheres de diferentes classes sociais, raças e etnias. Diante da expressividade desse segmento e das conquistas significativas e crescentes que ele tem obtido na garantia do acesso a seus direitos, há muito a comemorar e desafios a pontuar. Está na agenda dos governos a necessidade de ampliar as políticas para as jovens, com foco nas questões relacionadas ao trabalho e autonomia econômica, direitos sexuais e reprodutivos, educação de qualidade e uma vida livre de violência. Está na agenda da Secretaria Nacional de Juventude a perspectiva de contribuir com a superação dos desafios postos, para que continuemos avançando nas conquistas e que as mulheres jovens possam ter acesso a políticas públicas. Assim, será construída uma nova história, com muito mais a comemorar!
50 anos depois, pílula ainda é anticoncepcional mais usado - A ordem de prioridades na vida das mulheres se inverteu nas últimas décadas: hoje, elas pensam primeiro na carreira, deixando a formação da família em segundo plano. E, como adiam o momento de ter filhos, usam e exigem cada vez mais dos métodos de contracepção. Estas são algumas das conclusões de uma pesquisa do Ibope sobre métodos anticoncepcionais, na qual o comportamento das mulheres nascidas até 1965 (baby boomers) foi comparado ao das gerações posteriores (X e Y). O estudo mostrou que as novas gerações começam a vida sexual mais cedo (80% das entrevistadas iniciou-a antes dos 16 anos) e por iniciativa própria (39%). Apesar disso, a maior parte de suas representantes não conhece todos as opções de contraceptivos disponíveis no mercado: eles se queixam da pílula tradicional, pela obrigatoriedade de precisar lembrar de tomá-la todos os dias, mas não recorrem a outros métodos por saber pouco a respeito deles. Como consequência dos dois fatores, um grande número afirma recorrer cada vez mais à pílula do dia seguinte — o que é preocupante, segundo especialistas. A falta de conhecimento sobre os benefícios e inconvenientes de métodos mais modernos foram realmente os motivos alegados pelas mulheres das gerações X e Y para justificar sua preferência pelas já muito conhecidas pílulas hormonais em detrimento de alternativas como implante subcutâneo, injeções, DIU com hormônio e adesivos, bem mais novas. Muitas explicam a pouca informação dizendo não terem sido informadas por seus médicos sobre a conveniência destas formas de evitar a gravidez.
Mais de mil mulheres morrem diariamente durante o parto, informa MSF - Cerca de 1.000 mulheres morrem diariamente no momento do parto ou vítimas de complicações ligadas à gravidez - e estes óbitos poderiam ser evitados com procedimentos simples, assim como a morte de recém-nascidos, informa nesta quinta-feira (8/3) a Organização MSF (Médicos sem Fronteiras), num relatório publicado em Genebra, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. "Em todo o mundo, 15% das gestações trazem, a todo o instante, um risco de complicação que pode levar à morte", segundo Kara Blackburn, encarregada da saúde da mulher na MSF. "As mulheres, durante a gravidez, devem ter acesso aos mesmos cuidados de qualidade, seja em Sydney, Porto Príncipe ou Mogadíscio. Esta realidade é a mesma para todos os locais, seja num hospital moderno de uma grande cidade ou numa zona de conflito, passando por um campo de refugiados ou mesmo num abrigo erguido após um terremoto", acrescentou.
Gestantes terão auxílio de R$ 50 para deslocamento até pré-natal - Representantes do Ministério da Saúde e Caixa Econômica Federal assinaram ontem contrato que garante às gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS) auxílio deslocamento de R$ 50 para consultas de pré-natal e para o parto. A partir de hoje, municípios poderão pedir a senha de acesso. A expectativa é de que, neste ano, um milhão de gestantes devam receber o benefício. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda anunciou a obrigatoriedade do exame de anemia falciforme para gestantes. O governo pagará a municípios R$ 5 por tratamento. A mudança deve gerar um impacto de R$ 12 milhões anuais. O benefício de R$ 50 estará disponível para todas as gestantes que fazem o pré-natal no sistema público. É preciso ser moradora de municípios inscritos na estratégia Rede Cegonha, lançada pelo governo em 2011. Atualmente 1.685 municípios integram a estratégia.
Maioria dos casos de violência contra a mulher ocorre no ambiente familiar - Mais de 4 mil mulheres são assassinadas todos os anos no Brasil, informa o Mapa da Violência, elaborado pelo Instituto Sangari. O estado com maior número de mortes é o Pará, com 6 mortes para cada 100 mil mulheres. Em seguida, vem Mato Grosso e Tocantins, cada um com 5 mortes para cada 100 mil. Na maioria dos casos, a mulher é vítima de violência dentro do ambiente familiar, diz Ana Cláudia Pereira, assessora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea). “Os dados mostram que 70%, por exemplo, dos casos de homicídio de mulheres são cometidos por alguma pessoa que ela conhece, dentro das relações íntimas de afeto, ou, então, por parceiro ou ex-parceiro.” Ana Cláudia destaca que a Lei Maria da Penha, que ajuda muitas mulheres todos os dias, é umas das três melhores leis do mundo para combater a violência doméstica. No entanto, ela chama a atenção para a necessidade de muitos avanços na estrutura dos serviços públicos para que a lei seja de fato cumprida. Quando as políticas de segurança têm foco apenas no espaço público, acabam deixando as mulheres de fora, ressalta a assessora do CFemea.
'Trabalho escravocrata' - A ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, classificou o trabalho doméstico no Brasil como "escravocrata e indecente" e reafirmou que a presidente Dilma ratificará a convenção da Organização Internacional do Trabalho que dá à categoria os direitos dos demais trabalhadores. Patrões que quiserem que empregada durma no serviço terão que contratar duas. - A presidenta Dilma ratificará a convenção para que o trabalho doméstico passe a ser como qualquer outro, e que essas trabalhadoras tenham direitos garantidos e deixe de ser trabalho escravocrata - afirmou a ministra no programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação, do governo federal. Mario Avelino, do Instituto Doméstica Legal, disse que 37 mil brasileiras trabalham em troca de comida, moradia e vestuário. Outras 2 milhões de empregadas recebem menos de meio salário mínimo.
Governo recua em projeto que multa empresa que paga salário menor a mulher - O governo desistiu de sancionar o projeto que equipara os salários de homens e mulheres que ocupam as mesmas funções em uma empresa. Agora o texto vai ser rediscutido no Senado depois de ter sido aprovado pelos senadores esta semana. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou recurso para que o texto volte a tramitar na Casa. O regimento interno do Senado prevê que, se um projeto é aprovado em caráter terminativo em uma comissão, segue direto para análise da Câmara ou para sanção presidencial se não houver recurso assinado por pelo menos oito senadores (10% do total de parlamentares). O líder do governo foi procurado por empresários que o convenceram de que a equiparação dos salários seria facilmente questionada na Justiça, provocando uma enxurrada de ações. "A gente quer que a comissão amarre melhor o texto para não dar margem a processos", afirmou Jucá.  Para advogados, caberá às mulheres que fizerem a queixa comprovar a discriminação por gênero, algo que, segundo eles, não será fácil de fazer diante dos outros elementos que podem justificar a diferença. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) chegou a anunciar que a presidente Dilma Rousseff sancionaria o projeto na próxima terça-feira, em meio à comemoração do Dia Internacional da Mulher. Mas o governo recuou para reescrever o texto antes de aprová-lo em definitivo no Congresso.
Comissão de juristas quer ampliar hipóteses de aborto legal no novo Código Penal - Em audiência na Subcomissão de Segurança Pública realizada nesta quinta-feira (8), o procurador Luiz Carlos Gonçalves, relator da comissão especial de juristas encarregada de elaborar um anteprojeto de reforma do Código Penal, disse que há a tendência de propor a ampliação dos casos de permissão legal para o aborto, sem, no entanto, descriminalizar a prática. – Nossa proposta, que ainda vai passar por deliberação, avança no sentido de se preocupar com a saúde da mulher. Também estamos pautados na experiência de legislações internacionais – explicou o procurador. Logo após a audiência, em entrevista à imprensa, o ministro do STJ Gilson Dipp citou casos em estudo para uma possível permissão do aborto: quando a mulher for vítima de inseminação artificial com a qual não tenha concordância; e quando o feto estiver irremediavelmente condenado à morte por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves. Hoje, o Código Penal já dispõe que não são punidos os casos de aborto quando a saúde da gestante estiver em risco e quando ela tiver sido vítima de violência sexual.
Pauta sobre aborto gera discussão em comissão do Senado - Uma sessão da comissão do Senado que discute a defesa da mulher se transformou em bate boca nesta quinta-feira --data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. Representantes de entidades religiosas trocaram farpas com senadoras e representantes do governo quando o tema aborto entrou em pauta. Contrárias ao aborto, as religiosas se revoltaram quando a professora Lia Zanotta, da UnB (Universidade de Brasília) e representante do CFemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), disse que muitas mulheres morrem vítimas do aborto ilegal no país. Aos gritos, a representante da Sociedade Espírita Auta de Souza, Maria Angélica Farias, protestou contra a postura da professora. O clima esquentou quando a representante da entidade espírita disse que a presidente Dilma Rousseff "quase perdeu a eleição por defender o aborto no país".
Divergências sobre aborto marcam debate sobre saúde da mulher - O final da audiência pública promovida nesta quinta-feira (8) pela Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher sobre o tema “As políticas públicas para a saúde da mulher” foi marcado por divergências de opinião entre representantes de entidades civis, debatedoras e senadoras. Depois que a professora de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) e ativista do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Lia Zanotta, disse que muitas mulheres estão morrendo por causa do aborto ilegal no país, as representantes do Movimento de Mulheres pela Vida, Renata Martins, e da Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza, Maria Angélica, afirmaram que quem defende o aborto não expressa a opinião da maioria das mulheres brasileiras. Antes do encerramento dos trabalhos, a subcomissão – vinculada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) – aprovou requerimento da senadora Ana Rita (PT-ES) para realização de audiência pública sobre a situação da saúde da mulher indígena, que deverá contar com representantes do Ministério da Saúde, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e de comunidades indígenas.
Escolas dos diferentes ou escolas das diferenças? O convívio com alunos anteriormente excluídos das escolas comuns é recente e gera ainda muito preconceito, receios, insegurança. Essas reações às diferenças vêm das práticas de distanciamento dessas pessoas, como ocorre com outras minorias; alimentam o descrédito e reduzem as expectativas dos professores e continuam a manter as "escolas dos diferentes”, os alunos "diferentes”, seja porque são os melhores da classe, seja porque são os alunos nela incluídos – os chamados "alunos da inclusão”. Resistindo às mudanças exigidas por uma abertura incondicional às diferenças, as escolas têm se esquivado dos desafios que levariam os seus professores a rever e a recriar suas práticas e a entender as novas possibilidades educativas trazidas pela inclusão. Esses desafios vêm sendo neutralizados por políticas e diretrizes educacionais, programas compensatórios de reforço, aceleração, escolas especiais e outros. Falsas soluções para enfrentá-los têm feito as escolas escaparem pela tangente e se livrarem do enfrentamento necessário para romper os fundamentos de sua organização pedagógica fechada, ultrapassada e inflexível a mudanças.
Dilma terá monitores em seu gabinete para ver hospitais do SUS - A presidente Dilma Rousseff disse, nesta quinta-feira, que vai monitorar pessoalmente o funcionamento dos principais hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) por meios de monitores instalados em seu gabinete. A presidente afirmou que as mulheres, como ela, gostam de cuidar das coisas de perto "sabendo todos os detalhes".
- Vou ter também, em meu gabinete, monitores ligados a câmeras para que eu e meus assessores, possamos ver como está o atendimento nos principais hospitais e como vai o andamento das grandes obras. É assim que nós mulheres gostamos de cuidar das coisas, sabendo todos os detalhes - disse a presidente em pronunciamento de rádio e TV em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Dilma disse também que pediu ao Ministério da Saúde que telefone para cada mulher que fizer o parto pelo SUS para avaliar o atendimento e prometeu ampliar os canais de ouvidoria de seu governo. - Pedi ao Ministério da Saúde que, a partir de agora, telefone para todas as parturientes que forem atendidas pelo SUS e perguntem o que elas acharam do atendimento. Quero saber de tudo para melhorar, para estimular o que está bem e corrigir o que está mal.
Fiscais da Dilma - A presidente Dilma Rousseff, em cadeia de televisão e rádio, a propósito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, resolveu conclamar as brasileiras a atuar como fiscais do governo federal, especialmente em relação ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Dilma quer que a mulherada denuncie irregularidades e deficiências no atendimento dos hospitais e postos de saúde.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Não à MP 577/2011 MS! Em defesa da vida das mulheres!


Não à MP 577/2011 Ministerio da Saúde! Em defesa da vida das mulheres! Campanha da Marcha mundail de mulheres. Manifeste-se!



Boa tarde,
Pessoal querido,
É lamentável constatar que ainda haja um povo tão desprovido de vontade de aprender e tão condicionado à práticas religiosas diversas como o povo brasileiro.
Quando o povo vai perceber que "Educação é um direito de todos" e há muitos anos está acessível a todos também. Quantos padres e pastores se formam po ano...quantos ditadores saem com seus diplomas, prontos a condicionarem a massa feminina ao silêncio, muitas vezes mortal.
Sim, vamos nos mobilizar de fato! Precisamos do Básico que nos foi ensinado por nossos pais e avós: higiene, educação e saúde, já! Precisamos estar aptas a decidir não apenas na hora de irmos às urnas, mas antes de tudo, bradar a nossa consciência de que somos seres mais do que humanos, procriamos.
Abraços a todas e lembrem-se do Grupo de Mulheres Positivas, agora às quartas-feiras às 16hs, no Núcleo Londrinense de Redução de Danos, localizado à Rua Senador Souza Naves 189 salas 12 e 13 - Centro - Londrina.

Denise  Hecksher

Em 23 de janeiro de 2012 12:16, carlos duarte




Não à MP 577/2011 MS! Em defesa da vida das mulheres!


No dia 26/12/2011, o Ministério da Saúde publicou a Medida Provisória
557/2011, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e
Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna
que prevê um cadastro universal das gestantes e puérperas buscando
identificar as que estão com gestação de risco. Segundo o Ministério da
Saúde essa iniciativa visa a responder a uma preocupação de que os
municípios e Estados fortaleçam sua intervenção e garantam a realização de
uma atenção eficaz e humanizada como parte do esforço de redução da
mortalidade materna a níveis aceitáveis segundo a OMS. É conhecida a
gravidade dos índices de mortalidade materna no Brasil, seu corte de classe
e raça e, portanto, a urgência que uma Política Integral de Atenção à Saúde
da Mulher priorize essa questão.


No entanto a edição desta MP levanta várias dúvidas quanto à sua adequação e
se, de fato, é necessário criar esse tipo de mecanismo e, mais ainda, por
meio de um dispositivo de Medida Provisória. Em primeiro lugar chama a
atenção de maneira contundente o fato de que ela mexe na lei geral que
organiza o sistema de saúde (Lei 8080 de 1990) para introduzir na legislação
a questão dos direitos do nascituro. A introdução da idéia de direitos do
nascituro tem sido, ao longo de várias décadas, uma questão central na
disputa realizada pelos setores que buscam restringir os direitos das
mulheres à autodeterminação e autonomia em relação à maternidade. Um debate
que se contrapõe não apenas ao movimento de mulheres, mas a todos os setores
progressistas que reconhecem a importância de se resguardar e reafirmar o
direito das mulheres frente às tentativas constantes de introduzir esta
contraposição no ordenamento legal brasileiro.

Não é pouco lembrar que, até agora, o marco principal é a Constituição
brasileira onde prevaleceu o direito à vida desde o nascimento e os direitos
das mulheres enquanto gestantes, recusando-se essa noção movida
principalmente por influências religiosas conservadoras. O mais preocupante,
portanto, é que a MP 557/2011, introduz a figura do nascituro como portador
de direitos, quando é fato que esse não existe fora do corpo da gestante.


O fato é que esses setores retrógrados não conseguiram introduzir essa
questão na legislação no Brasil até o momento, ainda que nos últimos anos
tenha se acirrado a pressão para se definir os direitos das pessoas, e neste
caso em especial das mulheres pela ótica de ideologias religiosas
conservadoras. É inaceitável que isso seja realizado pelo Ministério da
Saúde e a partir de uma questão tão sensível como propostas de redução da
mortalidade materna. Com isso, o Ministério assume a linguagem dos setores
reacionários, o que é inadmissível, e retrocede no processo de acúmulo que o
SUS representa em termos de uma concepção de saúde vinculada ao pleno
exercício de direitos.

Evidentemente o caráter persecutório da MP torna-se mais forte pelo fato de
que no Brasil as mulheres são criminalizadas pela realização do aborto. Nos
últimos anos há uma ofensiva conservadora e aumento da perseguição e
criminalização das mulheres, inclusive com a interdição policial de
clínicas, com a utilização de prontuários e registros das usuárias. As
mulheres não podem exercer sua autonomia diante de uma gravidez indesejada e
ficam expostas a riscos para sua saúde, sua integridade física e liberdade.

É evidente que o cadastro proposto é universal e compulsório, como se pode
ler no texto da MP. Se é possível tomar medidas para que isso não seja
utilizado como mais um instrumento de restrição de liberdade das mulheres em
sua vida reprodutiva, os argumentos do Ministério da Saúde de que
?universal? não se confunde com ?compulsório? só faz sentido se isso
corresponde a uma sugestão do Ministério de que as mulheres não procurem os
serviços de saúde! Aliás, todas nós esperamos e queremos um atendimento
integral à saúde das mulheres e que todas possam estar inscritas no sistema
de saúde. O que torna, portanto, mais estranha e incompreensível a
necessidade de tal cadastro específico de gestantes, mesmo considerando a
problemática da mortalidade materna.


Desde o início da gestão, tem prevalecido nas ações do Ministério da Saúde
uma perspectiva conservadora que não leva em consideração a saúde integral
das mulheres e está centrada fundamentalmente no aspecto materno infantil.
Nesse sentido a MP é uma continuidade da rede cegonha e de uma visão
redutora do papel das mulheres como mães e reprodutoras.


Também chama a atenção a introdução da proposta de um Comitê Gestor Nacional
sem qualquer participação da sociedade civil, e principalmente de Comissões
de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento de Gestantes e Puérpuras de Risco
quando na realidade já existe no sistema de saúde, com participação dos
movimentos e da sociedade civil, os Comitês de Morbi-Mortalidade Materna,
fruto da luta e reivindicação dos setores organizados como parte de toda uma
luta dos movimentos sociais por um sistema de saúde público e com controle
social. A proposta não segue o acúmulo do SUS, prevendo em sua composição
apenas a participação de profissionais e gestores, e desconhece o papel do
movimento organizado nesses instrumentos.


Finalmente, o enfrentamento da mortalidade materna exige enfrentar a
terceira causa de mortalidade materna que é o abortamento inseguro. É
amplamente conhecido que isso só será possível se for respeitada a autonomia
das mulheres e o aborto diante de uma gravidez indesejada for parte da
política de saúde pública.


É obrigação do Ministério da Saúde ter políticas de atenção à maternidade
que busquem reduzir a morbi-mortalidade materna e para isso é necessário
qualificar a assistência e garantir o acesso e acolhimento nas unidades e
hospitais, tanto na regulamentação para o atendimento privado como nos
serviços sob responsabilidade da rede SUS. Nesse sentido a o benefício de
R$50,00 terá um papel importante para o deslocamento daquelas que têm
dificuldade financeiras. Sua eficácia, entretanto, depende da existência de
outras políticas sociais associadas. Mas, mais uma vez, não é isso o que
justifica a edição desta medida provisória.


É urgente que o Ministério da Saúde retire essa MP e articule suas ações
para redução da mortalidade materna em acordo com mecanismos e as diretrizes
já previstos no SUS e nas Conferencias Nacionais de Saúde.


Por isto, nós, da Marcha Mundial das Mulheres, exigimos:



? Que o Ministério da Saúde retire a MP 577/2011 no sentido de garantir
a integralidade da saúde da mulher em consonância com seus direitos e
garantias individuais;
? Que o Ministério da Saúde retome o debate sobre os direitos sexuais e
reprodutivos das mulheres e que o governo reafirme a autonomia política das
ações condizentes com os princípios do Estado Laico, tomando medidas sem se
curvar para conservadorismos ou morais religiosas;
? Um compromisso explícito do governo de impedir todas as ações de
retirada de direito das mulheres nas políticas públicas;
? Que o Ministério da Saúde e o governo federal em conjunto com a
sociedade civil enfrentem o debate do aborto inseguro e a necessidade de
políticas de atendimento às mulheres que decidem interromper uma gravidez
indesejada e, portanto, que o aborto seja descriminalizado e legalizado.




Marcha Mundial das Mulheres



--
Carlos Ebeling Duarte
Cel 51 9984 6674
skipe - carlosduarters

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Campanha “Mulheres e Direitos” convoca sociedade e poder público




Prezado Nilo,

Grato pelo interesse no trabalho da ONU. Conforme solicitado, envio abaixo o release do lançamento da Campanha “Mulheres e Direitos”. Estamos à disposição para qualquer outra informação necessária.

Att,
Ulisses Lacava
UNFPA

Description: http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00001888.jpg                                         Description: http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00001889.jpg


Campanha “Mulheres e Direitos” convoca sociedade e poder público para o fim da violência e promoção da igualdade de gênero

Iniciativa será lançada nesta sexta-feira (5/8), no Rio de Janeiro, nas presenças de Maria da Penha, da ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial) e da Subsecretária de Enfrentamento da Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves (Políticas para as Mulheres). Com peças enfocadas em homens, mulheres em situação de violência e populações do Norte e Nordeste do Brasil, a campanha valoriza a contribuição da Lei Maria da Penha e da rede de serviços de atendimento às mulheres em situação de violência


Às vésperas dos cinco anos de criação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), as Nações Unidas, no âmbito da Equipe Conjunta sobre Aids, o Instituto Maria da Penha e parceiros lançam nesta sexta-feira (5/8), às 10h30, no Rio de Janeiro, a campanha “Mulheres e Direitos”.  O ato terá as presenças de Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história de sobrevivência impulsionou a criação da lei; da ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros; da subsecretária de Enfrentamento da Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves; da Deputada Federal Jandira Feghali; do coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek; do coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, Pedro Chequer; do representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Harold Robinson; da coordenadora de Programas da ONU Mulheres - Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, Júnia Puglia; das atrizes e atores da campanha; e representantes da sociedade civil, entre outras autoridades.

Ao mesmo tempo em que sensibiliza a população brasileira para a redução da violência e a promoção da igualdade de gênero e saúde da mulher, a campanha “Mulheres e Direitos” valoriza a contribuição da Lei Maria da Penha e da rede de serviços de atendimento às mulheres em situação de violência no Brasil, a exemplo da Central 180, delegacias especializadas, casas-abrigo, juizados, varas criminais, núcleos e centros de atendimento, entre outros.

Por meio de três filmes, a campanha “Mulheres e Direitos” enfoca os seguintes públicos: homens, mulheres em situação de violência e populações do Norte e Nordeste do país.

Um caso emblemático no mundo
Todas as peças da campanha “Mulheres e Direitos” são estreladas pela biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que foi agredida pelo seu ex-marido por seis anos e alvo de duas tentativas de assassinato: uma por tiros, que a deixaram paraplégica, e a outra por eletrocução e afogamento.  Sobrevivente e em busca dos seus direitos, Maria da Penha obteve apoio dos movimentos de mulheres e encaminhou o seu caso à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Entre as recomendações da OEA, em 2001, estavam a criação de uma lei para prevenção, punição e eliminação da violência contra as mulheres e a indenização de Maria da Penha, que de fato se concretizou sete anos após a sugestão da OEA e 25 anos após às tentativas de assassinato.

Segundo pesquisas da ONU, uma em cada três mulheres será vítima de violência ao longo da sua vida. A eliminação da violência é uma das prioridades do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, reforçada pela campanha “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres” que, até 2015, pretende mobilizar diferentes públicos, entre eles homens líderes, juventude, comunidades não-tradicionais e mídia.

Inovação na linguagem
O primeiro filme da campanha “Mulheres e Direitos” é dirigido aos homens. Os atores Milton Gonçalves e Bernardo Mesquita e o dançarino Carlinhos de Jesus convocam o público masculino a acabar com a violência contra as mulheres. A peça considera os novos dados sobre violência contra as mulheres, divulgados em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, de que um em cada quatro homens sabe de algum parente próximo que já bateu na mulher e de que quase metade dos homens tem algum amigo ou conhecido que agride a sua esposa. No filme, os atores falam sobre o avanço das mulheres na sociedade brasileira e tomam partido pela igualdade de gênero, uma aposta no papel estratégico dos homens para a eliminação da violência.

No segundo filme, quatros mulheres – negra, indígena, branca e outra de meia idade – buscam ajuda numa delegacia especializada de atendimento à mulher. A sequência registra o momento em que as mulheres dão um basta à violência e acessam os serviços públicos. A peça evidencia que a violência contra a mulher atinge todas as mulheres, independente de raça, etnia, classe social e idade, mostrando ainda a importante funcionalidade das delegacias especializadas no atendimento às vítimas.

Na terceira peça, duas mulheres do Norte e Nordeste do país – uma negra e outra indígena – lavam roupa num rio e conversam sobre os primeiros sinais da violência, quando os homens começam a querer controlar as suas vidas. O filme foi produzido sob a inspiração das comunidades indígenas e ribeirinhas e de mulheres do Norte e Nordeste, consultadas no Plano Integrado das Nações Unidas para o estado do Amazonas, o Amazonaids, como uma ferramenta para a conscientização da população local.

Mais investimentos: políticas para as mulheres
Com uma média diária de 10 assassinatos de mulheres e 70% das agressões cometidas no ambiente doméstico, o fenômeno da violência no Brasil é um tema que traz novos desafios para o poder público e a sociedade. Entre eles estão a ampliação da rede de atendimento às mulheres em situação de violência e o aumento dos investimentos nas políticas públicas para a autonomia das mulheres.

A campanha “Mulheres e Direitos” é uma iniciativa da ONU, no âmbito da Equipe Conjunta sobre Aids e de parceiros. É liderada pelo UNAIDS – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids; a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres; o UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas; o UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância; tem o apoio do UNIC Rio – Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil e  é assinada em parceria com o Instituto Maria da Penha. Os filmes foram produzidos pela Documenta Filmes, tendo direção de Angela Zoé e coordenação da [X] Brasil Publicidade em Causas/Daniel de Souza. A marca original da campanha, criada com base em conceitos estabelecidos pela ONU, é assinada pelo designer Jair de Souza.

Lançamento da campanha “Mulheres e Direitos”
Data: 5 de agosto de 2011 (sexta-feira)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Campanha Nacional do AVC 23 a 29 Outubro, Dia Mundial do AVC 29 de Outubro

Lis Duarte lisduarte RT @mulhergorila: A cada 6 segundos, independente da idade ou sexo, alguém em algum lugar morre de um AVC http://tinyurl.com/2g6ees9
Campanha Nacional do AVC 23 a 29 Outubro, Dia Mundial do AVC 29 de Outubro

A cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém em algum lugar morre de um Acidente Vascular Cerebral.
Isso, no entanto, é mais do que uma estatística de saúde pública. Estas são pessoas que, ao mesmo tempo, eram irmãs de alguém, irmãos, esposa, marido, filha, filho, parceiro, mãe, pai ... amigo. Eles existiam e eram amados. Atrás dos números são vidas reais. A Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization -WSO) está pedindo medidas urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa, lançando a campanha "Um em cada seis" no Dia Mundial do AVC, 29 de Outubro.
O objetivo da campanha é colocar a luta contra o Acidente Vascular Cerebral como tema central da agenda global de saúde. O tema "Um em cada seis" foi escolhido pelos líderes da WSO para destacar o fato de que no mundo de hoje, um em cada seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida. Todos estão em risco e a situação pode piorar com a complacência e a inércia.
A campanha  "Um em cada seis" comemora não apenas o fato de que o AVC pode ser prevenido, mas que os sobreviventes de AVC podem recuperar-se totalmente e manter sua qualidade de vida com os cuidados e apoio adequados a longo prazo. A campanha de dois anos tem o objetivo de reduzir o impacto do AVC agindo em seis desafios básicos:
1. Conheça os seus próprios fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto.
2. Seja fisicamente ativo e exercite-se regularmente.
3. Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.
4. Limite o consumo de álcool.
5. Evite o fumo do cigarro. Se você fuma, procure ajuda para parar agora.
6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC.
O AVC é a segunda principal causa de morte entre pessoas acima dos 60 anos de idade, e a quinta causa principal causa dos 15 aos 59 anos. O AVC também afeta crianças, incluindo recém-nascidos. A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral. Na verdade, o AVC é responsável por mais mortes anualmente do que os atribuídos à Aids, tuberculose e malária juntos - três doenças que foram referências de sucesso em campanhas de saúde pública, capturando a atenção da mídia mundial e que, consequentemente, provocou líderes mundiais , governos e diversos setores da sociedade civil para agir.

No Brasil o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade, com um enorme impacto econômico e social. Nós da Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e Academia Brasileira de Neurologia estamos unidos nesta luta e de 24 a 29 de outubro faremos campanhas de alerta para a população em todo o país. Participe das ações desta campanha conosco fazendo contato pelo email contato@redebrasilavc.org.br

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

“Homemcídio?” (artigo) 30/09/2010 José Eustáquio Diniz Alves


“Homemcídio?” (artigo)
30/09/2010 
José Eustáquio Diniz Alves 
Entre os anos 2000 e 2007, foram assassinados no Brasil 355.612 homens. No mesmo período foram assassinadas 30.906 mulheres. Somente em 2007 foram assassinados 130 homens e 10 mulheres por dia, segundo o sistema de informações de mortalidade do DATASUS. Isto significa que a cada 2 horas uma mulher e onze homens foram assassinados no país. 
Considerando apenas as vítimas do sexo masculino, foram assassinados cerca de 45 mil homens a cada ano, em média, entre 2000 e 2007, no Brasil. A dimensão desta tragédia é um problema epidemiológico sério, equivalente ao desaparecimento de uma cidade de tamanho médio a cada ano. 
Imaginem se entre os anos 2000 e 2007 as oito cidades seguintes tivessem sido vítimas de um terremoto ou de alguma epidemia e tivessem sido varridas do mapa: Cabelo, Paraíba (48 mil habitantes), Óbidos, Pará (48 mil habitantes), Aquidauana, Mato Grosso do Sul (46 mil habitantes), Diamantina, Minas Gerais (45 mil habitantes), Sorriso, Mato Grosso (44 mil habitantes), Rio das Ostras, Rio de Janeiro (44 mil habitantes), Presidente Dutra, Maranhão (41 mil habitantes) e Dracena, São Paulo (41 mil habitantes). 
O desaparecimento de uma única cidade da lista acima provavelmente teria provocado um alarde geral. Entretanto, 45 mil homens tem sido mortos, em média, nos primeiros 8 anos da primeira década do século XXI no Brasil e muito pouco se fala e faz sobre isto, a despeito da campanha do desarmamento. No ano de 2003 morreram 47 mil homens por homicídio no país, mais do que todos os soldados americanos mortos nos 15 anos da guerra do Vietnã. 
A sobremortalidade masculina que tem acontecido no Brasil é um verdadeiro genocídio, que atinge de maneira diferenciada os homens segundo a classe, a geração, a cor/raça e o local de residência. Os homens assassinados, em maior proporção são pobres, jovens (entre 15 e 39 anos), de cor preta e parda, vivendo em setores segregados ou vulneráveis das grandes cidades. Mas os homicídios atingem, em maior ou menor grau, toda a sociedade. 
Infelizmente esta epidemia de assassinatos, que apresentou crescimento nos últimos 30 anos, não foi suficientemente debatido no pleito de 2010. Porém, o déficit de homens já fica evidente na população brasileira após os 20 anos de idade. A cada ano que se sobe na pirâmide demográfica maior é o superávit de mulheres. No total já são 5 milhões de mulheres a mais do que homens na população brasileira. A esperança de vida do sexo feminino supera a masculina em mais de 7 anos. 
Tais desigualdades não contribuem para a equidade de gênero na sociedade. Nenhum país pode ignorar desequilíbrio de tão grande monta entre homens e mulheres na área de saúde, com reflexos em outras áreas sociais e demográficas. Quantas esposas ficam sem maridos e namoradas sem namorados? Quantas mães ficam sem filhos? Quantos filhos ficam sem pais? Quantos irmãs ficam sem irmãos? 
Dezenas de milhares de vidas masculinas são ceifadas precocemente a cada ano no Brasil. Algo é preciso ser feito para interromper os assassinatos que são um grave problema de saúde pública. Tantas mortes, que poderiam ser evitadas, constituem um fenômeno que pode ser descrito como um verdadeiro “HOMEMCÍDIO” e que precisa entrar na agenda dos graves problemas nacionais a serem imediatamente enfrentados.

Cortesia Clipping Bem fam 

terça-feira, 9 de março de 2010

Mulheres são apenas 5% entre presidentes de companhias, diz pesquisa

08/03/20-10

BBC Brasil

As mulheres ocupam a presidência de pouco menos de 5% de 600 grandes empresas de 20 países que participaram de uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).

Segundo a pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo WEF, para coincidir com o Dia Internacional da Mulher, as empresas brasileiras estariam entre as que têm mais mulheres como presidentes (11%), atrás somente das grandes companhias de Finlândia (13%), Noruega (12%) e Turquia (12%).

Em 11 dos países pesquisados (Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Grécia, Índia, México, Holanda, República Tcheca e Suíça) nenhuma das empresas que responderam à pesquisa são chefiadas por mulheres.

Os Estados Unidos, por outro lado, aparecem como o país com o maior índice de mulheres empregadas nessas empresas em todos os níveis (52%), seguidos por Espanha (48%), Canadá (46%) e Finlândia (44%).

Na outra ponta, entre os países com o menor índice de mulheres empregadas nas grandes empresas estão Índia (23%), Japão (24%), Turquia (26%) e Áustria (29%).

O Brasil aparece em uma posição intermediária, com 35% de mulheres empregadas nas grandes empresas.

Importância

A pesquisa ouviu 600 responsáveis pelos setores de recursos humanos em grandes empresas de 20 países.

O alvo inicial da pesquisa eram os 30 países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mais Brasil, China, Índia e Rússia.

Foram enviados questionários para as cem maiores empresas de cada país, em 16 áreas de atuação diferentes.

Na compilação dos dados, foram considerados apenas os países com um número de questionários respondidos superior a 20, com exceção de Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha, que tiveram entre 15 e 20 respostas, mas foram incluídos por sua importância econômica.

Segundo os responsáveis pela pesquisa, os dados mostram que as grandes companhias do mundo não estão sendo capazes de aproveitar ao máximo os talentos de sua força de trabalho do sexo feminino.

Dificuldades

De acordo com o relatório Corporate Gender Gap (Diferença de Gênero Corporativo), as mulheres ainda estão tendo dificuldades para chegar ao topo na hierarquia das empresas.

Para o WEF, as grandes empresas precisam fazer mais para treinar e utilizar seus talentos do sexo feminino.

“Enquanto um certo grupo de companhias na Escandinávia, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha são de fato líderes na integração das mulheres, a ideia de que muitas corporações se tornaram balanceadas em gênero ou amigáveis às mulheres ainda é um mito”, afirma Saadia Zahidi, uma das co-autoras do relatório.

A maioria das empresas que responderam aos questionários culparam práticas tradicionais, “a cultura corporativa masculina ou patriarcal” e “a falta de modelos” pelo fato de as mulheres terem mais dificuldades para subir na carreira.

“As mulheres são a metade da base potencial de talentos em todo o mundo e, por isso, ao longo do tempo, a competitividade do país depende significativamente de 'se' e como educa e utiliza seus talentos do sexo feminino”, afirma o fundador e presidente do WEF, Klaus Schwab.

Setores

O setor de serviços é o que emprega a maior porcentagem de mulheres, segundo a pesquisa.

Dentro dessa área, os setores com a maior proporção de mulheres são os de serviços financeiros e seguros (60%), serviços profissionais (56%) e indústria de mídia e entretenimento (42%).

Setores vistos mais tradicionalmente como “masculinos” têm naturalmente a menor proporção de empregadas do sexo feminino, como o setor automotivo (18% de mulheres entre os empregados), de mineração (18%) e agricultura (21%).

O relatório também ressaltou a diferença no nível de salários entre os gêneros.

Segundo a pesquisa, 72% das empresas não têm nenhuma política para eliminar as diferenças salariais entre homens e mulheres.

Dos países pesquisados, apenas Brasil e México não adotaram políticas de Estado para tentar combater o problema.

Esta é a primeira vez que o Fórum Econômico Mundial publica a pesquisa sobre igualdade de gêneros nas corporações. A organização já publica anualmente, desde 2006, um estudo sobre igualdade entre os sexos em todos os níveis da sociedade.

Na última pesquisa anual, o Brasil aparecia na 82ª posição em um ranking com 136 países.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Para ONU, Lei Maria da Penha é uma das mais avançadas do mundo


Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Lei Maria da Penha, que tornou mais rigorosas as penas contra crimes de violência doméstica, é considerada pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) uma das três leis mais avançadas do mundo, entre 90 países que têm legislação sobre o tema.

Em vigor desde 2006, a lei trouxe várias conquistas, entre elas facilitou a tramitação das ocorrências de violência doméstica e familiar contra mulheres com a criação de juizados e varas especializadas. A primeira foi criada em Cuiabá, onde atualmente existem duas varas, cada uma com cerca de 5 mil processos em tramitação.

Segundo a juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 1ª Vara de Cuiabá, a implantação da lei aumentou o registro de ocorrências.

“As pessoas estão convencidas de que dá resultado, que não acaba em cesta básica. Hoje se prende por ameaça, antes que vire homicídio. Bater em mulher era cultural. Estamos mudando essa cultura”, afirmou a juíza.

Já a promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero Pró-Mulher do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MDFT), Laís Cerqueira, destaca que a Lei Maria da Penha esbarra no aspecto punitivo.

“A sociedade ainda não consegue ver a violência doméstica como um ato de violação aos direitos humanos. Temos uma legislação avançada. Garante-se a proteção, mas há dificuldades no aspecto punitivo. Existe resistência em se punir o homem como autor da violência”, destacou.

A mulher vítima de agressão deve se dirigir a uma Delegacia Especial para Mulheres (Deam). Após o registro, a delegacia tem 48 horas para encaminhar a ocorrência ao juizado ou à vara especial que terá prazo igual para analisar e julgar o caso.

Segundo a promotora, hoje as mulheres podem registrar ocorrências policias de forma tranquila e pedir medida de proteção, como o afastamento do marido do lar, a proibição de contato e da visita aos filhos e a perda do porte de arma. Entretanto, em alguns casos, os prazos de tramitação da ocorrência não são cumpridos e muitas mulheres desistem da acusação.

“Na prática esse pedido [de medidas de proteção] não é avaliado pelo juiz sem ter uma audiência com a mulher, para verificar qual o tipo de agressão, se é realmente necessário tirar o homem de casa. Isso, na minha avaliação, já é uma violação à lei”, argumentou.

A promotora considera um retrocesso a decisão sobre a Lei Maria da Penha tomada no dia 24 de fevereiro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A determinação é de que o Ministério Público só poderá propor ação penal nos casos de lesões corporais leves com a presença da vítima.

“A alegação é de que sendo uma lesão leve, como olho roxo ou braço quebrado com recuperação em menos de 30 dias, o Ministério Público não pode agir independentemente da vontade da vítima, pois estaria interferindo na autonomia da mulher e talvez impedindo uma reconciliação”, criticou Laís Cerqueira.

O Ministério Público do Distrito Federal pretende ir ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão.