Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?







Caso não visualize esse email adequadamente clique aqui.

Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2012.

AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?

Caros/as parceiros/as e amigos/as,
Apresentamos a seguir mais informações sobre o manifesto AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?, elaborado por docentes, pesquisadores/as e representantes e organizações da sociedade civil brasileira, entre as quais a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), chamando a atenção para a preocupação diante da atual situação da resposta brasileira à epidemia de Aids.
Participe agora mesmo, lendo abaixo a íntegra do manifesto, acessando o blog e o Facebook em apoio e disseminando o conteúdo entre os seus contatos e redes!

 
Resposta à Aids tira o sono de docentes, pesquisadores/as e representantes da sociedade civil

“O que nos tira o sono” é o mote do manifesto lançado nessa terça-feira (21/08) e que aponta sérios problemas no controle da epidemia de Aids no Brasil. Docentes, pesquisadores e integrantes da sociedade civil que assinam o manifesto estão preocupados com a resposta à epidemia no país, que tem apresentado indicadores negativos e produzido um senso comum de que a doença deixou de ser um problema de saúde pública.

  • Aumento de 10% no número de óbitos, saindo de 11.100 óbitos em 2005 para 12.073 em 2010. O número equivale a um óbito por hora.
  • Redução do número de gestantes com o HIV que recebem o tratamento que pode evitar a transmissão do vírus para o recém nascido: de 53,8% das gestantes soropositivas para o HIV em 2005 para 49,7% em 2008. A falta de diagnóstico e tratamento resulta em três casos de aids em recém-nascidos a cada dois dias.
  • Aumento de 12% no número de casos de Aids: de 33.166 casos em 2005 para 37.219 em 2010.
  • Apesar disso, estados, como São Paulo, reduzem o número de médicos e fecham serviços e leitos especializados.

Para dar voz ao protesto foram criados um blog (http://oquenostiraosono.tumblr.com/manifesto) e uma página no Facebook (https://www.facebook.com/AidsNoBrasilOQueNosTiraOSono) que abrem espaço para sugestões que possam contribuir para melhoria do cenário e convidam os visitantes a apontarem outros problemas na resposta à epidemia.

Há uma semana da realização do VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e do IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, a referência à insônia é um contraponto à declaração de dirigentes do Ministério da Saúde que, durante a XIX Conferência Internacional de Aids, realizada em Julho, nos Estados Unidos, disseram que nada no Brasil em relação à aids tira o sono deles.

O manifesto é assinado por  54 docentes, pesquisadores e integrantes da sociedade civil e 14 instituições: Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids(NEPAIDS/USP); Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA);Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD); Grupo de Resistência Asa Branca  (GRAB); SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade; Grupo Pela Vidda SP; Projeto Purpurina; Fórum de ONG/Aids de São Paulo; GIV – Grupo de Incentivo à Vida; GAPA - RS; RNP+ Núcleo Rio de Janeiro; GAPA - SP; Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde; Sapatá - Rede Nacional de Promoção e Controle Social em Saúde de Lésbicas Negras.

Participem, entrem no blog: http://oquenostiraosono.tumblr.com/manifesto
 
Você pode mandar sua opinião, compartilhar o que tem tirado seu sono e o que garantiria seu sono
 
Curtam a página no Facebook https://www.facebook.com/AidsNoBrasilOQueNosTiraOSono

Ajudem a divulgar!

Qualquer dúvida ou demanda de imprensa, enviem para: manifestoaids@gmail.com

Vejam a íntegra do manifesto:



AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?

Enquanto o mundo discute a interrupção da transmissão do vírus da aids, o Brasil perde o controle sobre a epidemia e dorme tranquilo. É o que se pode concluir a partir da XIX Conferência Internacional de Aids, realizada nos Estados Unidos no último mês de julho.

Pela primeira vez na história da epidemia, o mundo ouviu o anúncio de que o conhecimento acumulado, os compromissos assumidos em nível global, as conquistas no campo dos direitos humanos e as tecnologias hoje disponíveis nos permitem ambicionar a erradicação da aids. Na mesma Conferência, porém, ao ser questionado sobre “o que lhe tira o sono hoje?”, o representante do governo brasileiro respondeu que “dorme tranquilo”.

A afirmação de que a epidemia de aids está sob controle no Brasil, além de falaciosa, tem prejudicado a resposta nacional, despolitizando a discussão e afastando investimentos internacionais. Se no passado, declarar que éramos o melhor programa de aids do mundo legitimou as decisões ousadas que outrora caracterizaram o programa brasileiro e que tantos benefícios trouxeram à população, o que temos hoje é, pelo contrário, um programa desatualizado, cujos elementos são insuficientes para enfrentar a configuração nacional da epidemia.

Os atuais indicadores sugerem o esgotamento da nossa capacidade de intervir e de evitar que um número maior de pessoas se infecte e morra em decorrência da aids.

Se é verdade que hoje temos conhecimentos e tecnologias suficientes para erradicar a aids, é também verdade que no Brasil de hoje não os estamos utilizando em sua máxima potência. Conhecimentos acumulados não estão se transformando em políticas públicas que nos coloquem no caminho da última década da epidemia. Novidades no âmbito das tecnologias de prevenção não estão sendo amplamente discutidas e estudadas em nosso contexto. Informações sobre estas novidades não estão sendo incorporadas na formação dos técnicos, nem no diálogo com usuários e pacientes. Grupos mais vulneráveis não estão sendo atendidos com a prioridade que necessitam.

Reconhecer a diversidade de demandas e necessidades presente no cotidiano do país e construir respostas que com elas dialoguem é papel da política pública e só poderá ser feito se todos os setores interessados forem ouvidos, se estudos nacionais forem feitos, se a ação da sociedade civil for fortalecida.

É preciso ousadia para formular políticas que efetivamente ofereçam à população condições para se proteger da infecção e do adoecimento por aids, respeitando a autonomia dos cidadãos, reduzindo vulnerabilidades e assegurando direitos.

É preciso ousadia para redirecionar os esforços para o enfrentamento da epidemia nas populações mais expostas ao risco de infecção, articulando-as a ações para a população geral.

É preciso, em síntese, ousadia para rever a resposta brasileira à epidemia de aids, superar antigos pressupostos e adotar novas práticas, recuperando os princípios essenciais que fizeram da resposta brasileira um exemplo para o mundo.

A capacidade de reconhecer problemas e de mobilizar a sociedade em torno da busca de soluções foram os principais fatores que marcaram a resposta à aids no Brasil.

Na luta contra a epidemia e em defesa dos direitos humanos, aprendemos que todos somos parte da solução. Mais do que dormir e sonhar, queremos construir a muitas mãos as condições para que, no Brasil, a quarta década possa ser a última.
 
 
 
 

Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA)
Av. Presidente Vargas, 446/13º andar - Centro
Rio de Janeiro/RJ
Cep. 20071-907
Tel. 21 - 22231040
Endereço eletrônico: www.abiaids.org.br

quarta-feira, 4 de julho de 2012

MOÇÃO Nº 01_REF.: Campanha de Prevenção às DST/Aids - 2012

 Olá.

na reunião de Março da CNAIDS foi aprovado  por  unanimidade uma  moção  contra as atitudes discriminatória do Ministério da saúde  nas  campanhas de prevenção das DST/AIDS.
Segue em  anexo a  moção  aprovada por  gestores e  movimento social.

abraços
Fábio Ribeiro
Presidente do GLICH
Coordenador Geral da APGFS
Pessoal,

Segue no corpo do e-mail a Moção aprovada na CNAIDS:

MOÇÃO Nº 01 

COMISSÃO NACIONAL DE DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS – CNAIDS 

REF.: Campanha de Prevenção às DST/Aids - 2012 

Nós, membros da Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, órgão da estrutura do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde, 
instituição que, no tocante às ações de controle social,  antecede à implantação do Sistema Único de Saúde, vimos a público manifestar nossa profunda preocupação diante das altas taxas de infecção pelo HIV, verificadas em segmentos específicos da população, tais como travestis, homossexuais masculinos, profissionais do sexo e usuários de drogas. 

É alarmante constatar que gays e outros HSH, por exemplo, apresentem hoje um risco para adquirir a doença 13 vezes maior que os homens e mulheres da população geral. Os 
esforços dispensados e as medidas adotadas no Brasil para o controle dessa situação, 
especificamente no que diz respeito a jovens, não foram suficientemente eficazes para 
alterar esse cenário nos últimos anos. 

Neste ano, pela segunda vez, o Ministério da Saúde divulga informação de que  o segmento de jovens e jovens gays seriam objeto de suas campanhas. No entanto, mais uma vez, os dois seguimentos foram excluídos de peças publicitárias elaboradas e aprovadas por comitê institucionalmente criado.   Campanhas direcionadas a jovens gays necessitam ser divulgadas na mídia televisiva, com linguagem específica e direta, pois são ferramentas imprescindíveis para o enfrentamento da epidemia e para a redução da homofobia e do preconceito. É importante ressaltar que as 
campanhas devem ser veiculadas no carnaval, no Dia Mundial de Luta contra a Aids e em 
outras oportunidades, de forma permanente. 

É, por isso,  que, nesta 111ª Reunião, realizada em 20/03/2012, não podemos 
compactuar  com esse tipo de medida, e não nos referimos exclusivamente à campanha de carnaval, mas visamos, sobretudo, à consolidação da resposta brasileira à epidemia de aids e, consequentemente, à sua manutenção enquanto política de Estado e não de governo. 

Portanto, antes, durante e depois do carnaval, cabe a todos nós, cidadãos brasileiros, 
combater a homofobia, assim como o racismo e demais manifestações de preconceito e 
intolerância em relação à diversidade humana. E lembrar que, de acordo com a Constituição Federal, todos os cidadãos são iguais perante a lei. 

Brasília-/DF, 20 de março de 2012

"...EU andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem em pensamentos possam ter para me fazerem mal..." 

Jair Brandão
GESTOS -  RNP+ Brasil
Movimento Nacional de Luta Contra AIDS
(81) 8828-2656(OI) -  9764-5875 - 3421-7670 
Skype: jair.brandao.filho
 

domingo, 6 de maio de 2012

Departamento vai lançar edital para OSCs no valor de R$ 10 milhões



 

Departamento vai lançar edital para OSCs no valor de R$ 10 milhões



Conteúdo extra:
A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, irá lançar, nos próximos dias, edital para financiamento de projetos das organizações da sociedade civil para ações de prevenção e incentivo ao diagnóstico das DST, HIV/aids e hepatites virais. O edital é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC).
A iniciativa busca aprimorar a resposta à epidemia de HIV/aids e fortalecer a parceria com os movimentos sociais, que têm pleiteado maior apoio do governo federal para projetos regionais nessa área. O valor dos recursos financeiros disponibilizados para o edital será de R$ 10 milhões.


Cordialmente,


DRA. HERLENI CAVALCANTE FARIAS
Cordialmente,

Dra. Herleni Cavalcante Farias
COREN GO 010.997


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Cazu Barroz convida para campanha"Atitude contra a Aids"



Ministério da Saúde - Lança Campanha "Atitude contra a Aids"

 
Olá amigos e fas, estou aqui em mais uma campanha contra a aids. Estão comigo nesta campanha os artistas Scheila Carvalho, David Brazil, Luis Salém, Zezeh Barbosa, Gracyanne Barbosa, Isabelita dos Patins, e Nando Cunha
Assista a campanha

Curta a página no face


Saudações Bandeirantes

Cazu Barroz
Coordenador Comissão Nacional Programa Saúde do Jovem
Federação de Bandeirantes do Brasil

Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Matérias publicadas sobre reunião com Ministro da Saúde #minisTRo #saúde


Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faz reunião com ativistas e se compromete a criar Fórum para implementar demandas


24/01/2011 - 16h25
Uma estratégia que, segundo o Ministro, será utilizada para reforçar a prevenção e diminuir o número de mortes em decorrência de aids é estimular o diagnóstico precoce. “Para isso dependemos de parcerias com estados e municípios.”
Padilha afirmou também que vai demandar tanto para sua equipe técnica quanto ao Departamento (de DST, Aids e Hepatites Virais) um diagnóstico claro para garantir o fornecimento contínuo de remédios. “É preciso haver um estoque suficiente que possibilite a distribuição de medicamentos mesmo quando ocorram dificuldades de importação”, disse, referindo-se a desabastecimentos que aconteceram no final de 2009 por dificuldades de compras no exterior.

Campanhas atualizadas

Sobre as campanhas de prevenção, Padilha disse que é preciso atualizá-las à linguagem jovem, utilizar a internet e atingir novos segmentos, como os usuários de crack. “Ao mesmo tempo não podemos esquecer o público geral.”

No carnaval deste ano, o foco da campanha será a mulher jovem; o objetivo é conter a feminização da doença. Dados do mais recente boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde apontam que, em 1989, havia 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.

Conselho Nacional de Saúde

Outro tema presente na reunião desta segunda-feira foi o Conselho Nacional de Saúde (CNS). Segundo Padilha, o Conselho será fortalecido e terá cada vez mais legitimidade. O CNS é um órgão vinculado ao Ministério da Saúde. Tem como objetivos deliberar e monitorar políticas públicas na área. Fazem parte da composição representantes de entidades e movimentos de usuários, entidades representativas de trabalhadores da saúde, governo e prestadores de serviços do setor.

Ativistas satisfeitos

Os militantes que participaram da reunião ficaram satisfeitos. “É a primeira vez que o movimento de aids é convidado para participar de um encontro com um ministro”, declarou Mário Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda.

Para o presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, “Padilha se mostrou preocupado e aberto ao debate”.

Também estiveram presentes na reunião o presidente do GIV (Grupo de Apoio à Vida), Cláudio Pereira, e o representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) Sudeste, Marco Aurélio da Silva.
  
  Combate à aids terá foco no diagnóstico precoce, diz Padilha
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O diagnóstico precoce será o foco da ação do Ministério da Saúde no combate à aids, disse hoje (24) o ministro Alexandre Padilha ao participar do Fórum ONGs de Aids de São Paulo. Ele lembrou que o tratamento com medicamentos antirretrovirais dão qualidade de vida ao portador do vírus HIV, principalmente quando o diagnóstico é feito cedo.
A questão do diagnóstico foi uma das principais demandas apresentadas pelo fórum. Segundo o presidente do Grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids), Mário Scheffer, essa medida pode ajudar a reduzir as cerca de 11 mil mortes anuais causadas pela doença, ainda que seja louvável o fato das medidas da área de saúde terem conseguido fazer com que esse número esteja estacionado no mesmo patamar há vários anos.
Em entrevista depois do encontro, Padilha ressaltou que haverá uma atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como os usuários de crack. Esse enfrentamento deverá ser adicionado ao planejamento de combate à droga.
Jovens que não são atingidos pelas etapas iniciais das campanhas de prevenção são outra parcela da população que terá atenção especial. Para isso, o ministro destacou que a internet será de grande importância. “Você tem, hoje, por meio da internet, uma troca permanente de informações e de acesso também a situações que possam implicar em risco não só da aids, mas de outras doenças sexualmente transmissíveis”.
Os movimentos sociais também pediram ao ministro que seja garantido o fornecimento ininterrupto dos medicamentos antirretrovirais. Scheffer disse que, no final de 2009 e no início de 2010, faltaram remédios que dão qualidade de vida aos cerca de 200 mil portadores do HIV.
Padilha disse vai solicitar aos técnicos do ministério e à direção do Programa Nacional de DST/Aids para ter um diagnóstico claro de quais são os possíveis gargalos no fornecimento dos medicamentos. Ele cogitou, inclusive, a hipótese da formação de um estoque regulador que traga independência do Brasil em relação ao mercado internacional.
Segundo Scheffer, essa foi a primeira vez em que um ministro ouviu os movimentos sociais, independentemente da equipe técnica do governo que acompanha e desenvolve o programa de enfrentamento à aids. “Isso para gente é uma novidade”, elogiou.
Para Padilha, o combate à aids é um exemplo de como os usuários do sistema de saúde podem ajudar a aprimorar o atendimento.
Edição: Lana Cristina

Nota pessoal: Essa notícia só vem confirmar a minha observação anterior que divulguei aqui: " A minha Satisfação com a escolha do Sr Alexandre por DN@ Dilm@ Voss@ President@! 
NGB
ativismocontraaidstb 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sinalizar esta mensagem [vidda] Ministério da Saúde repudia declarações equivocada s do jornalista Alexandre Garcia

Repassando.. .

bjs
Fabi

Nesta sexta-feira, 7 de maio, o jornalista Alexandre Garcia deu
declarações equivocadas e preconceituosas sobre diretos sexuais e
reprodutivos que envolvem as pessoas que vivem com HIV/aids no Brasil. Na
defesa desses direitos, o Ministério da Saúde enviou nota de
esclarecimento ao comentarista e à rádio CBN Brasília, veículo de
comunicação que divulgou as informações. Segue, abaixo, a íntegra do
documento.


MINISTÉRIO DA SAÚDE
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
08/05/2010

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação à edição desta sexta-feira (7 de maio) do Boletim "Mais
Brasília", com Alexandre Garcia (07/05), o Departamento de DST, Aids e
Hepatites Virais do Ministério da Saúde contesta e esclarece as seguintes
informações:

1. A infecção pelo HIV não restringe os direitos sexuais nem os direitos
reprodutivos dos cidadãos. Como o próprio Alexandre Garcia afirmou na sua
coluna, "a saúde é direito de todos e dever do Estado". Não permitir que
pessoas que tem HIV/aids tenham filhos é tirar delas o direito à
cidadania. Negar isso é violar os direitos humanos fundamentais.

2. É a segunda vez que o jornalista discrimina as pessoas que vivem com
HIV/aids em suas declarações. Uma lástima e um retrocesso para o
jornalismo brasileiro. A primeira vez pressupõe desinformação, a segunda é
uma clara demonstração de preconceito. Com o avanço da terapia
antirretroviral no Brasil, há comprovado aumento da sobrevida e melhora
significativa na qualidade de vida dos soropositivos. O diagnóstico não é
mais uma sentença de morte. Pelo contrário, essas pessoas hoje fazem
planos, querem casar e constituir família.

3. A afirmação de que o Ministério da Saúde está estimulando pessoas com
HIV a engravidarem é equivocada. A decisão de constituir família é
pessoal. No caso das pessoas que vivem com HIV, o Ministério da Saúde deve
fornecer informações que possibilitem ao profissional de saúde orientar
cada pessoa que deseje ter filhos com as informações mais precisas -
sempre embasadas na melhor evidência científica disponível. Países como a
Itália e a Inglaterra publicaram, recentemente, recomendações semelhantes.
Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) precisam saber sobre os
métodos e riscos envolvidos nessa decisão, pois eles possuem esse direito
- se assim desejarem - e já o fazem. Não cabe ao governo interferir no
desejo da mulher de ter ou não filhos, mas sim permitir que essas mulheres
que querem ser mães tenham seus filhos nas condições mais seguras para
elas, para seus parceiros e para seus futuros bebês. Isso não é uma
novidade. Em 2008, por exemplo, 3 mil mulheres sabidamente soropositivas
engravidaram, comprovando essa realidade. O que se percebe na fala do
jornalista é um preconceito descabido e uma desinformação que não condiz
com o veículo sério do qual ele é porta-voz.

4. Desde meados da década de 1990, seguindo padrões internacionalmente
estabelecidos, o Ministério da Saúde dispõe de um conjunto de diretrizes
para prevenção da transmissão vertical do HIV. Essas medidas buscam a
promoção dos direitos sexuais e reprodutivos de brasileiros e brasileiras.
Estudos nacionais e internacionais comprovam que, quando todas as medidas
preventivas são tomadas - uso de medicação antirretroviral durante
pré-natal e parto, inibição da lactação e tratamento do bebê por seis
semanas - a chance de transmissão do HIV da mãe para o bebê é reduzida
para menos de 1%. Ao afirmar que a iniciativa "é uma maluquice", o
jornalista demonstra desconhecer os avanços científicos que reduzem a
possibilidade de transmissão do HIV para o filho. O comentarista também
deveria saber que o simples fato de "respingar sangue" de uma mulher
infectada pelo HIV, durante o parto, não é suficiente para que ocorra
transmissão do vírus. O controle da infecção em ambientes hospitalares
pressupõe rotinas com precauções universais, não só em relação ao HIV, mas
também no que se refere a outras doenças. Além disso, vários artigos
científicos sobre o assunto foram publicados recentemente, mostrando a
correlação entre transmissibilidade do HIV quando a carga viral é
indetectável no sangue, no esperma e nos fluidos vaginais. Tais estudos
tornam mais claros os riscos, dependendo da situação clínica de cada
indivíduo.

5. Reduzir o número de crianças infectadas pela transmissão vertical, como
vem acontecendo no Brasil, tem sido um avanço. O Ministério da Saúde conta
com o apoio da emissora para dar à população a informação correta, sem
preconceitos, de forma inclusiva, permitindo que essas pessoas exerçam a
sua cidadania. Uma declaração discriminatória, como feita pela jornalista
Alexandre Garcia, traz um enorme prejuízo para as pessoas que vivem com
HIV/aids.

Atenciosamente,


Mariângela Simão
Diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da
Saúde