Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

14 pessoas descobriram, em Salvador, que estão infectados pelo vírus da Aids,




Savador 15/02 - 14 pessoas descobriram, no carnaval de Salvador, que estão infectados pelo vírus da Aids, 67 que se encontram com sífilis, 3 com hepatite B e 6 com hepatite C




Compartilhando...
 
Independente da minha opinião em relação a forma.
 
Nádia Villas Bôas
MBHV

 
Carnaval / Cidade

14 foliões descobrem no carnaval de Salvador que são portadores de HIV

Publicada em 16/02/2015 12:58:26
Em apenas 30 minutos, cerca de 759 foliões puderam conhecer sua condição sorológica
Em apenas 30 minutos, cerca de 759 foliões puderam conhecer sua condição sorológica
14 pessoas descobriram, no carnaval de Salvador, que estão infectados pelo vírus da Aids, 67 que se encontram com sífilis, 3 com hepatite B e 6 com hepatite C.
Em apenas 30 minutos, cerca de 759 foliões puderam conhecer sua condição sorológica. Esse é o número de pessoas que passaram pelas duas unidades do projeto Fique Sabendo até a noite deste domingo (15).
A iniciativa faz parte das ações de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTS) e Aids, e propõe a detecção precoce dessas enfermidades através do teste rápido com a coleta de apenas uma gota de sangue. 
Houve um acréscimo de 85% na quantidade de exames realizados em comparação com o mesmo período do ano passado (1.640).
O posto da Rua Marquês de Leão, na Barra, foi o local que mais realizou testes (1860), seguido da unidade da Praça Municipal, no Centro Histórico com 1.176 testes coletados. As unidades funcionam das 9h às 21h, no Centro Histórico, e das 12h à meia-noite, na Barra.

Aqueles que obtiverem sorologia positiva contam com a assistência de uma equipe multidisciplinar, que realiza a triagem e os encaminha para diagnóstico, exames e tratamento em uma das unidades de referência da Secretaria Municipal de Saúde.
Estão disponíveis mais de quatro milhões de camisinhas para os dias de Carnaval, dos quais 600 mil foram entregues a entidades parceiras, como a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), unidades do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), além das secretarias estaduais do Turismo (Setur) e de Políticas para as Mulheres (SPM)

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

[Anexos de CEDUS incluídos abaixo]

 
Prezados(as),
 
Considerando que no mês de outubro celebramos o DIA NACIONAL DE COMBATE À SÍFILIS, estamos encaminhando em anexo 02 (dois) spots de aúdio produzidos pelo CEDUS e a Agência X-BRASIL, para utilização nas ações de prevenção à sifilis, ratificando nesta mensagem nossa total autorização para sua utilização, assim como as peças em vídeo, nas ações de prevenção.
 
Caso queiram assistir a versão em vídeo, esta poderá ser acessada pelo link abaixo:
 
 
Roberto Pereira
Coordenação Geral
Centro de Educação Sexual - CEDUS
Membro Titular da Comissão Nacional de Aids - MS
Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ
Membro da Executiva do Fórum ONG Aids RJ
Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo
20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
 
Cel: (55.21) 9429-4550
cedusrj@yahoo.com.br

A prioridade absoluta tem de ser o HUMANO.
Acima dessa, não reconheço nenhuma outra.
(José Saramago)
     

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Anexo(s) de CEDUS
2 de 2 arquivo(s)
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Heleno, sífilis, negligência, invisibilidade



Socializando as observações do Dr Romero.
Ana Bontempo
Pessoal,
Há dias, assisti ao filme Heleno (grande jogador de futebol do Botafogo, 1920-1959).
Gosto muito de cinema, mas, honestamente, neste caso, meu interesse maior era ver a abordagem que seria dada à história de um astro que teve sífilis e dela morreu em um sanatório.
Não sou critico de cinema, todavia me sinto no direito de fazer alguns comentários.
Os autores fizeram um filme primoroso. Embora retrate a vida de um jogador de futebol, o esporte não é o foco principal. A meu ver, o filme é sobre comportamento humano – a história de um homem que escolhe um estilo de vida que define seu trágico futuro. Rodrigo Santoro, no papel de Heleno, tem desempenho digno das maiores premiações nacionais e internacionais. Com certeza, muitos e merecidos prêmios virão para a obra.
No entanto, cabem algumas reflexões de outro teor. A palavra sífilis só é pronunciada uma vez, ao longo de todo o filme. A abordagem dos médicos, em relação ao tema da DST, se não me engano, ocorre em apenas duas ocasiões. Ainda assim, foram observações apáticas, sem mostrar qualquer enfático interesse em que o cliente se tratasse. Nas entrelinhas, era como se lhe dissessem: "O senhor tem sífilis e trate-se se quiser." Em relação às pessoas com quem Heleno mantinha relações sexuais, os médicos não esboçaram qualquer preocupação. Ficamos sem saber se as mulheres com quem ele se relacionou sexualmente também contraíram a doença. 
Ainda não foi dessa vez que a sífilis e as DSTs conquistaram uma boa visibilidade, na tela maior. Não foi dessa vez que médicos apareceram com condutas proativas em relação às doenças sexualmente transmissíveis.
Aprendi que a arte não tem o compromisso de responder a questões, tampouco de trazer explicações. A arte deve, sim, inquietar, levar o espectador a refletir.
De algum modo, Heleno me inquietou. Não por ter alertado sobre a gravidade das questões ligadas às DSTs, mas por ter silenciado a esse respeito.
Precisamos atuar em todos os cenários, para que menos pessoas sofram de flagelos que há milênios afligem os seres humanos, a despeito de todos os conhecimentos científicos e de todos os recursos disponíveis para combatê-los.
Por fim, vale ressaltar que, independentemente do meu forte, e, muitas vezes, chato, viés de especialista em DST, recomendo o filme. É obra imperdível e traduz com perfeição a alta qualidade do cinema brasileiro da atualidade.
Mauro Romero Leal Passos
Chefe do Setor de DST da Universidade Federal Fluminense
Editor-chefe do Jornal Brasileiro de DST

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bem Fam CLIPPING - 16/Jan./2012

CLIPPING - 16/Jan./2012

7 bilhões de habitantes no mundo: Será que não cabe? Todo mundo que costuma acompanhar os principais veículos de comunicação – e até quem só dá uma olhada neles de vez em quando – viu, no fim do ano passado, um volume grande de reportagens abordando o aumento da população mundial e as consequências disso. O motivo é termos atingido, em 2011, a marca de 7 bilhões de habitantes. Essas mesmas reportagens também trouxeram, em sua maioria, a previsão de um futuro não muito feliz para a crescente população – a falta de recursos naturais, especialmente a água, e a insuficiente produção de alimentos fariam da Terra um ambiente inóspito nas próximas décadas, já que, segundo a ONU, passaremos de 9 bilhões em 2050, quando finalmente esse número se estabilizará. A conclusão é a de que o planeta não vai conseguir comportar tanta gente e, para evitar um colapso, em geral se propõe a combinação de duas ações: o controle de natalidade – especialmente em países subdesenvolvidos, em que a tendência ainda é a de crescimento populacional – e o emprego de mais tecnologias no campo para aumentar a produtividade.
Mensagem de ANO NOVO LETIVO 2012 - À Escola cabe atuar no desenvolvimento de crianças e jovens para o mundo do conhecimento, passo a passo, até que eles alcancem o mundo adulto. Mundo do trabalho, mundo da produção. Mas, a Escola NÃO deveria se limitar a isso. Ela deveria ser agente de transformação; deveria formar, desenvolver consciência social, preparar cidadãos. E junto a tudo isso a Escola deveria ter como principal função fazer crianças e jovens terem AMOR PELO CONHECIMENTO. Amor pelo SABER. Saber da técnica, saber de si, saber do outro. Penso que esse tipo de educação é, verdadeiramente, a alavanca para o desenvolvimento de um povo. Mas, no Brasil a educação sofre problemas de diversas ordens e por isso a pergunta: De que valem a graduação, a pós-graduação, os títulos, sem o verdadeiro SABER? Minha sugestão: Comece fazendo do ato de comprar o material escolar de seu filho um motivo para ele entender que está se preparando para a busca do conhecimento. Esse ato não pode ser apenas mais uma ida ao “shopping”, nem deve ser mais um ato de consumismo.
Gestante e parceiro sexual irão fazer teste rápido de HIV e sífilis - Gestantes e seus parceiros sexuais, como marido ou namorado, poderão fazer teste rápido para o diagnóstico de HIV e sífilis na rede básica de saúde pública, conforme portaria do Ministério da Saúde publicada (13) no Diário Oficial da União. De acordo com a portaria, os testes de sangue serão feitos durante o pré-natal pelo programa Rede Cegonha. O resultado sai em menos de 30 minutos. Diagnosticar e tratar essas doenças o mais rápido possível durante a gravidez é importante para impedir a transmissão para o bebê. Cerca de 12 mil casos de sífilis congênita, também transmitida de mãe para filho, são registrados por ano. A infecção provoca má-formação do feto, aborto ou morte da criança.
Autoridades e sociedades médicas definem nesta semana atendimento às mulheres com próteses PIP e Rofil - O Ministério da Saúde e as sociedades médicas vão definir nesta semana como será o atendimento às mulheres com próteses de seios de silicone das marcas Poly Implant Prothese (PIP) e da Rofil. A proposta estudada é que os médicos das redes particular e pública chamem as pacientes para, inicialmente, avaliar a condição da prótese, segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Luciano Chaves. Nesta consulta, elas serão submetidas a uma ultrassonografia para saber se o implante está com ruptura. Em caso de dúvida, a paciente deve passar também por uma ressonância magnética. Para Chaves, em 60% dos casos, os médicos conseguirão avaliar a situação do implante somente com o ultrassom. “Se houver ruptura, a paciente já vai ser encaminhada para a cirurgia”, disse o vice-presidente.
Bolsa Silicone (Ancelmo Góis) - No meio dessas denúncias sobre as próteses de silicone da francesa PIP, Alexandre Padilha marcou para quarta uma reunião com a brasileira Silimed, terceira maior empresa do mundo no setor. O ministro da Saúde pretende estimular a produção nacional, reforçar o controle de qualidade e ajudar a encontrar formas de baratear o produto.
Brasil quer que pessoas com deficiência participem dos debates da Rio+20 - A menos de cinco meses da Conferência Rio+20, no Rio de Janeiro, que ocorrerá de 13 a 22 de junho, a presidenta Dilma Rousseff determinou que os debates garantam o acesso às pessoas com deficiência e aos representantes de entidades civis organizadas. A ideia é transformar a Rio+20 na maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o setor. A conferência conta com o apoio e o comando da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral do encontro é o diplomata chinês Sha Zukang. A presidenta da conferência é Dilma Rousseff.
Tesourada de R$1 bilhão - O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) sofreu, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o maior corte de recursos desde a sua criação, no fim de 2007. Dos R$2,094 bilhões autorizados para 2011 só a metade foi paga nos diversos projetos previstos pelo Ministério da Justiça, contrariando o discurso de campanha de ampliar a colaboração com estados e municípios nessa área. A tesourada foi de R$1,036 bilhão, impactando as ações Brasil afora. Quase 40% do valor desembolsado no ano passado (R$1,058 bilhão) foram de restos a pagar, ou seja, compromissos firmados em exercícios anteriores. Para o professor Gláucio Soares, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio da Janeiro (Uerj), os dados evidenciam a falta de comprometimento federal com a Segurança Pública. - A prioridade expressa nos gastos não corresponde à expressa no discurso e nas pesquisas de opinião, que apontam a Segurança Pública como área fundamental - afirma o professor.
No Rio, Mulheres da Paz naufraga - A intenção era afastar jovens de 22 comunidades - quatro delas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) - do risco de serem atraídos pelo crime. Mas o Mulheres da Paz no Rio não conseguiu cumprir a missão. Boa parte da beneficiadas recebia a bolsa-ajuda de R$190 mensais na boca do caixa e nunca comparecia ao trabalho. Resultado: o projeto foi encerrado há seis meses, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou uma série de irregularidades em nove estados. Só em 2011, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, repassou R$6 milhões ao programa Mulheres da Paz de 30 estados e municípios do país, sendo a maior parte da fatia (R$1,8 milhão) ao estado do Rio, para atender 2.901 mulheres. Na favela da Rocinha, Zona Sul da cidade, por exemplo, pelo menos a metade das 200 participantes abandonara o projeto. Mesmo assim, elas continuavam recebendo o dinheiro, segundo contou a comerciante Maria Maísa da Silva, de 57 anos, uma das integrantes do grupo. - Todas elas assinavam a folha do ponto, mas nunca compareciam às reuniões, cursos e visitas às famílias dos jovens. Foi dinheiro jogado fora - lamentou ela. Com início em 2008 e convênios assinados até 2009, o projeto capacitou mulheres em cursos de direitos humanos, mediação de conflitos e cidadania. Em seguida, os grupos se aproximaram das famílias da comunidade e encaminhavam os jovens aos programas sociais e educacionais do Pronasci. Em nota, o Ministério da Justiça informou que, para fiscalizar, conta com a "boa-fé" dos gestores do programa Mulheres da Paz: "Cabe ao gestor local, via sistema, atestar o cumprimento das metas. Pressupõe-se a boa-fé desses gestores".O assessoria de imprensa do ministério lembra ainda que há prestações de contas e que as ações do Pronasci estão sendo reformuladas.


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domingo, 20 de novembro de 2011

Brasil vai fabricar teste que detecta aids com gota de sangue

Kit ficará pronto em 2014 e dará resultados dos exames em até 30 minutos

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Atualizado:
BRASÍLIA – O Brasil vai produzir e utilizar na rede pública um aparelho para teste rápido de HIV, rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B em gestantes com apenas uma gota de sangue. O acordo para fabricação do equipamento foi assinado na última quinta-feira entre o Instituto Carlos Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Paraná, e a empresa de equipamentos médicos e hospitalares Lifemed.
Criado pela Universidade Federal do Paraná, o kit, que inclui o aparelho e os materiais necessários aos exames, pode diagnosticar as doenças em até 30 minutos. Atualmente, o resultado dos exames leva semanas para ficar pronto. Por ser portátil, o equipamento pode ser levado a áreas de difícil acesso, à periferia das grandes cidades e à zona rural.
O kit nacional chegará ao Sistema Único de Saúde (SUS) somente em 2014. Com ele, o Ministério da Saúde espera, entre outros objetivos, reduzir a taxa de prevalência das doenças entre grávidas a partir do diagnóstico rápido e precoce no pré-natal, uma das metas do Programa Rede Cegonha, lançado este ano pela presidente Dilma Rousseff. A cada ano são registrados, por exemplo, 19 mil casos de sífilis congênita no país.
“Esse equipamento, com o tempo, pode incorporar o diagnóstico de outras doenças infecciosas e podemos ampliar [o uso] não somente para o pré-natal, mas para toda a rede básica”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o aparelho tem potencial para diagnosticar 100 tipos diferentes de doenças. Cada kit pode ser usado por até 100 pacientes.
O ministério irá gastar cerca de R$ 950 milhões com a compra gradual das unidades no período de cinco anos. A economia para os cofres públicos é estimada em R$ 177 milhões de reais com a redução de importações e outros custos. Em 2014, serão comprados 2 milhões de kits. Em 2019, o montante será elevado para 10 milhões de unidades. De acordo com Padilha, em cinco anos, os kits nacionais serão suficientes para abastecer a rede pública em todo o país. Cada kit vai custar R$ 30,40 no primeiro lote de compras, em 2014. Com o aumento das encomendas, o preço de cada equipamento deve cair para R$ 21,50 em 2019, segundo estimativa do próprio governo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bem fam CLIPPING – 15/07/2011

CLIPPING – 15/07/2011

Dia Internacional do Homem: Cartilha orienta população masculina sobre saúde e prevenção do HIV- Com o objetivo de melhorar a saúde dos homens, a relação entre gêneros e celebrar algumas conquistas da população masculina nas suas famílias, como a criação dos filhos, a Organização das Nações Unidas apoiou o professor doutor Jerome Teelucksingh, de Trinidad e Tobago, a criar em 1999 o Dia Internacional do Homem. No mundo, o evento é celebrado em 19 de novembro, mas no Brasil em 15 de julho. A data chama a atenção para alguns aspectos negativos mais frequentes na população masculina, como o medo de descobrir doenças, maior consumo de drogas e de exposição aos acidentes de trânsito e a situações de violência. Você sabia que o homem vive menos que a mulher? Está mais sujeito ao alcoolismo, dependência química e violência? É quem mais se infecta com HIV no mundo? Associação médica alerta para perigo do uso de silicone para aumentar pênis
Preocupada com o aumento da oferta de operações caseiras para aumento dos genitais masculinos, a Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (BAAPS, na sigla em inglês) emitiu uma advertência sobre os perigos de se submeter à prática. A entidade adverte que os homens que passam pelo procedimento cirúrgico não regulamentado estão sujeitos a sofrer problemas médicos e deformidades graves como resultado. Modelos tiram a roupa para ensinar homens a cumprirem tarefas domésticas- Prender a atenção dos homens para ajudar as mulheres. Essa é a proposta de um site que disponibiliza vídeos 'educativos' com modelos usando pouca roupa e ensinando os rapazes a cumprirem tarefas domésticas, como lavar roupas e trocar o pneu do carro. Usando apenas lingeries ou biquinis, as jovens fazem demonstrações de como realizar cada tarefa. Encerar, trocar lâmpada e cordas de violão são outras ações citadas nos vídeos do portal EyeHandy.com. Planejamento familiar (Pedro Cardoso da Costa)- A discussão sobre planejamento familiar fica entre os extremos dos dogmas defendidos pela Igreja Católica, no arcaico crescei e multiplicai-vos, e o Estado brasileiro, por meio dos políticos temerosos à Igreja, nunca o encararem com a devida seriedade, e quando se fala sobre o tema é de forma tímida e incompreensível. Devido às radicalizações passou a ser um problema complexo de difícil solução porque o Estado se omite de exercer sua soberania plena sobre questão tão relevante para a sociedade. Uso de antirretroviral por pessoas sadias reduz transmissão do HIV- Uma dose oral diária de medicamentos antirretrovirais usados no tratamento da aids pode reduzir de forma eficaz a transmissão do vírus entre casais heterossexuais sorodiscordantes - em que apenas um deles tem o vírus HIV. É o que revelam dois novos estudos. Um deles é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA e o outro foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates e conduzido pela Universidade de Washington. Mário Scheffer, especialista em saúde pública e membro da ONG Pela Vidda, diz que os resultados são "uma revolução", mas ainda não podem ser usados como política de saúde pública. "Podem ser um instrumento a mais de prevenção, mas jamais uma política de saúde pública. A prioridade tem de ser o uso do preservativo. Isso não pode ser abandonado", diz. Soro em pó é usado em teste rápido de sífilis e aids em índios- Um soro liofilizado (em pó), sem necessidade de refrigeração, para testes rápidos de sífilis e aids em indígenas e com resultados em apenas 20 minutos foi aprovado na primeira fase da pesquisa. O desenvolvimento da tecnologia, inédita no Brasil, é financiado pela Fundação Melinda & Bill Gates, que investiu US$ 500 mil (cerca de R$ 790 mil). Segundo a coordenadora do estudo, a ginecologista Adele Benzaken, do Hospital Alfredo da Matta, em Manaus, o resultado da pesquisa vai servir de base para a realização de testes rápidos de sífilis e aids em todo o País. "Se a tecnologia sobreviveu às condições em regiões tão remotas, passou no teste para qualquer outra viagem", afirma Adele, consultora da Organização Mundial da Saúde (OMS). O teste poderá ser usado pela Rede Cegonha, do governo federal, já que uma das maiores preocupações em relação à sífilis é o fato de ela ser transmitida da mulher grávida para o bebê. Abrinq lança cartilha para ajudar municípios a elaborarem planos para infância e adolescência- A Fundação Abrinq lançou (14) uma cartilha com instruções para elaboração de planos municipais para infância e adolescência. Na cartilha, a entidade descreve ações que devem ser promovidas para traçar uma política de longo prazo voltada às crianças e adolescentes. Os planos municipais são um desdobramento do Plano Decenal da Política Nacional para Crianças e Adolescentes, aprovado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) em abril. O plano traça linhas para a ação governamental de proteção à criança em todo o país. Também prevê que cada cidade estabeleça suas próprias metas para atender melhor seus jovens. Metade dos municípios brasileiros registra denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes- Em metade dos municípios brasileiros há registros de denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes. É o que mostra um levantamento feito em maio pela Secretaria de Direitos Humanos (Sedh) da Presidência da República. De acordo com o mapeamento, as regiões Sudeste e Nordeste concentram 64% dos municípios de onde partiram ligações para o Disque 100, número nacional por meio do qual é possível fazer, anonimamente, denúncias de abusos sexuais de crianças e adolescentes. Os dados fazem parte de uma prévia da Matriz Intersetorial 2011 – Cenários do Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O documento ainda está sendo concluído, em parceria com o Grupo de Pesquisa sobre a Violência e Exploração Sexual das Mulheres, Crianças e Adolescentes da Universidade de Brasília (UnB). IBGE comprova queda da migração no Brasil- Estudo divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre deslocamento da população brasileira indica a diminuição da migração interna e tendência de permanência ou de retorno de moradores a seus Estados de origem. Em vez da corrida para o Sudeste, que marcou as décadas de 1960 a 1980, a tendência é de deslocamentos entre municípios de um mesmo Estado e queda acentuada nas migrações entre regiões. A última década aponta ainda para mudanças nas correntes migratórias, em que Rio de Janeiro e São Paulo deixam de ser "importadores" e passam a "exportadores" de moradores, enquanto o Espírito Santo desponta como foco de atração de novos habitantes. Abandono do lar pode tirar direito sobre propriedade da casa- A pessoa que abandonar a família e não voltar em até dois anos deve perder o direito sobre o imóvel onde morava. De acordo com o texto, a regra vale só para imóveis urbanos de até 250 m2 e quando a pessoa que deixou o lar não registrar seu interesse futuro na propriedade. O cônjuge ou companheiro deixado para trás poderá se tornar proprietário da residência mesmo que ela esteja em nome do outro. Antes, não havia regra específica. A Justiça costumava não ver usucapião [adquirir uma propriedade pelo tempo de posse] nessas situações.


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quarta-feira, 2 de março de 2011

Ministério alerta para risco de sífilis e demais doenças transmitidas pelo beijo

Ministério alerta para risco de sífilis e demais doenças transmitidas pelo beijo
 
O Ministério da Saúde alertou hoje (1º) para o risco de contrair doenças, sobretudo sífilis, por meio do beijo na boca durante o carnaval.
 
O ministério destacou que a enfermidade é mais conhecida como uma doença sexualmente transmissível (DST), mas que também pode ser transmitida pela saliva, por causa de pequenas feridas na boca.
 
A transmissão da sífilis pelo beijo depende da fase da doença, já que a ferida aparece apenas em um segundo momento. A ferida nem sempre está na parte de fora dos lábios, o que prejudica a identificação de pessoas infectadas.
 
O ministério lembrou ainda que, caso as feridas estejam localizadas no pênis ou na vagina, a sífilis pode ser transmitida por meio de relação sexual sem camisinha.
 
Dados da pasta indicam que, a cada ano, são registrados quase 1 milhão de novos casos de sífilis no Brasil. A recomendação é utilizar sempre o preservativo – inclusive durante o sexo oral – e ficar atento para feridas na boca de parceiros.
 
Fonte: Agência Brasil -02.03.11
ANTONIO ERNANDES MARQUES DA COSTA
Coordenador da ONG/GRUPAJUS
Coord. Adjunto do Comite Metropolitano de Combate a TB/PA - FUNDO GLOBAL
Representante Norte na CNAIDS - MS/DEPARTAMENTO -DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS
Representate Norte no MCP - Mecanismo de Coordenação de País
Av. Senador Lemos, Passagem Vila Nova, 152 - CEP 66.120-510 - Belém - Pará
fone (91) 91916202/ (91) 8296.5215 Belem - Pará

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dia Nacional de Combate à Sífiis

Subject: Dia Nacional de Combate à Sífiis


Prezados,
 
Considerando que o terceiro sábado  de outubro é consagrado, por deliberação da Sociedade Brasileira de DSTs, como DIA NACIONAL DE COMBATE À SÍFILIS, seguem em anexo 02 spots de rádio sobre o tema, produzidos pelo CEDUS com a participação de Tony Ramos, Camila Pitanga, Glória Pires e Orlando Moraes, assim como o link para os respectivos vídeos.
 
Cumpre ressaltar que a alta incidência da sífilis representa um significativo impacto na qualidade de vida da população brasileira, merecendo portanto o emprenho de esforços na sua prevenção, detecção e cura.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AOS VÍDEOS DA CAMPANHA
                                                             

 
ConceitoDoença infecto-contagiosa sistêmica (acomete todo o organismo), que evolui de forma crônica (lenta) e que tem períodos de acutização (manifesta-se agudamente) e períodos de latência (sem manifestações). Pode comprometer múltiplos órgãos (pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso). De acordo com algumas características de sua evolução a sífilis divide-se em Primária, Secundária, Latente e Terciária ou Tardia. Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de Sífilis Congênita.

O importante a ser considerado aqui é a sua lesão primária, também chamada de cancro de inoculação (cancro duro), que é a porta de entrada do agente no organismo da pessoa.

Sífilis primária: trata-se de uma lesão ulcerada (cancro) não dolorosa (ou pouco dolorosa), em geral única, com a base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa (líquida, transparente) escassa e que pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clítoris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas que pode tambem ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas. É frequente também a adenopatia inguinal (íngua na virilha) que, em geral passa desapercebida. O cancro usualmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes. Entre a segunda e quarta semanas do aparecimento do cancro, as reações sorológicas (exames realizados no sangue) para sífilis tornam-se positivas.

Sífilis Secundária: é caracterizada pela disseminação dos treponemas pelo organismo e ocorre de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. As manifestações nesta fase são essencialmente dermatológicas e as reações sorológicas continuam positivas.

Sífilis Latente: nesta fase não existem manifestações visíveis mas as reações sorológicas continuam positivas.

Sífilis Adquirida Tardia: a sífilis é considerada tardia após o primeiro ano de evolução em pacientes não tratados ou inadequadamente tratados. Apresentam-se após um período variável de latência sob a forma cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa etc. As reações sorológicas continuam positivas também nesta fase.

Sífilis Congênita: é devida a infecção do feto pelo Treponema por via transplacentária, a partir do quarto mes da gestação. As manifestações da doença, na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros dias de vida e podem assumir formas graves, inclusive podendo levar ao óbito da criança.
Sinônimos
Cancro duro, cancro sifilítico, Lues.
Agente
Treponema pallidum
Complicações/Consequências
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatal. Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sífilis Cardiovascular.
Transmissão
Relação sexual (vaginal anal e oral), transfusão de sangue contaminado, transplacentária (a partir do quarto mês de gestação). Eventualmente através de fômites.
Período de Incubação
1 semana à 3 meses. Em geral de 1 a 3 semanas.

Diagnóstico
Pesquisa direta do agente nas lesões. Exames sorológicos (VDRL, FTA-ABS etc)

Tratamento
Medicamentoso. Com cura completa, se tratada precoce e adequadamente.
Prevenção
Camisinha pode proteger da contaminação genital se a lesão estiver na área recoberta. Evitar contato sexual se detectar lesão genital no(a) parceiro(a).
FONTE: http://www.dst.com.br/pag01.htm


Roberto Pereira
Centro de Educação Sexual - CEDUS
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Profissionais da saúde são capacitados sobre sífilis congênita


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TERRA |


PRIMEIRA EDIÇÃO - AL | SAÚDE

AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS

17/08/2010

17/08/2010 - Profissionais da saúde são capacitados sobre sífilis congênita

por Secom

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou uma capacitação para profissionais da saúde sobre o combate a SÍFILIS congênita em Maceió.

O evento foi realizado na segunda-feira (16), no auditório da SMS, e teve como objetivo ampliar a discussão sobre o diagnóstico e o tratamento adequado de gestantes e parceiros com SÍFILIS.

Durante a capacitação, foram transmitidos dados epidemiológicos da doença em Maceió, informações sobre transmissão, consequências, complicações, diagnóstico e tratamento.

Secom

A SMS, em parceria com a Universidade de Toronto, no Canadá, e o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass), criou o Projeto de Redução da SÍFILIS Congênita que, através do tratamento imediato e adequado da SÍFILIS em gestantes e parceiros, ajudará a reduzir o número de casos de SÍFILIS congênitas. Além do projeto com a implantação do Programa de Proteção à Gestante (PPG) a gestante tem a possibilidade de realizar os exames no primeiro contato com a unidade de saúde.

A Coordenadora de Saúde da Mulher, Luzitânia Barros, destaca a importância do tratamento da doença. "O diagnóstico e o tratamento são simples e baratos. E pretendemos, através do Projeto de Redução da SÍFILIS Congênita, reduzir ainda mais esses números", disse.

PPG

As unidades básicas de saúde de Maceió realizam gratuitamente 16 exames laboratoriais para detecção de doenças como SÍFILIS, HIV, toxoplasmose, rubéola e doença de chagas, entre outras. Esses exames fazem parte do Programa de Proteção à Gestante (PPG).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O "mal-brasileiro"/Triplicou nos consultórios médicos o número de pacientes com SÍFILIS. A maioria é composta de jovens que, por acaso, se descobrem i

O "mal-brasileiro"

VEJA

19/07/2010

Adriana Dias Lopes

Triplicou nos consultórios médicos o número de pacientes com SÍFILIS. A maioria é composta de jovens que, por acaso, se descobrem infectados. Eles, claro, não usam CAMISINHA

Deixei de usar CAMISINHA uma vez na vida, com meu ex-namorado. Dois meses atrás, descobri que eu estava com SÍFILIS. Fiquei completamente transtornada.

Nem sabia que essa doença ainda existia. Soube por acaso, numa consulta com um dermatologista. Agora, estou curada. Mas entro em pânico só de imaginar que alguém possa desconfiar que fui portadora. Na cabeça das pessoas. SÍFILIS é doença de gente promíscua. Não sou assim." O relato da estudante A.M., de 19 anos, ilustra uma realidade que tem se tornado comum nos consultórios dos médicos brasileiros: o crescimento de pacientes com SÍFILIS, uma doença grave e carregada de estigma. Oficialmente, há 1 milhão de doentes no país. Esse número, na verdade, é muito maior.

Segundo um levantamento feito por VEJA com dezesseis especialistas de três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a quantidade de pacientes com SÍFILIS triplicou no último ano. "Em duas décadas de formado. nunca vi tantos casos", diz Omar Lupi, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A principal origem do problema está no descaso com a CAMISINHA. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, apenas 21% dos brasileiros usam PRESERVATIVO -31% menos do que a média dos países desenvolvidos. A SÍFILIS chama a atenção dos médicos por ser a única doença venérea a reunir duas características temerosas: sintomas que podem passar despercebidos e alta capacidade de transmissão. "Isso facilita a explosão de uma epidemia", conclui o infectologista Artur Timerman.

A SÍFILIS é causada pelo Treponema pallidum, uma bactéria que se liga as células da pele do pênis e da mucosa vaginal. A transmissão da doença, portanto, ocorre, sobretudo, por meio da relação sexual. O processo infeccioso, que pode durar até dez anos, é interrompido com uma dose de antibiótico. O cenário muda na etapa avançada, quando a bactéria começa a matar os neurônios. Em tal fase, o tratamento nem sempre é eficaz e cerca de 10% dos pacientes morrem em decorrência da doença. Até o surgimento da penicilina, em 1928, os doentes eram submetidos a procedimentos ou inócuos ou tão nocivos quanto a própria doença, como banhos quentes e ingestão de mercúrio. Uma das primeiras notícias de infecção em massa causada pela doença data de 1494, ano em que o exército do rei da França, Carlos VIII, invadiu a Itália para conquistar Nápoles. O episódio ficou conhecido como "a guerra da fornicação". Metade dos 12000 soldados foi vitimada pela doença - e a SÍFILIS recebeu o apelido de "mal-francês". O nome SÍFILIS surgiu em 1530, quando o médico e poeta italiano Girolamo Fracastoro (1478-1553), ao descrever a enfermidade, fez referência ao mito grego do pastor Syphilus, que amaldiçoou Apolo e foi punido com o que seria essa doença venérea. Escreveu Fracastoro: "Não te entregues a Vênus... Mais do que nada, evita o suave deitar com alguém. Não há nada que seja mais nocivo". Mas, com CAMISINHA, não é preciso ser celibatário.

Bactéria-bomba

A SÍFILIS é causada pelo Treponema pallidum, uma bactéria com alta capacidade de transmissão e que pode agir de forma silenciosa.

Contágio

90% das vezes ocorre pela relação sexual.

10% se dá por meio do beijo, toque em lesões na pele e durante a gestação, para o feto.

Sintomas

- Uma ferida, na maioria dos casos, microscópica.

- Pequenas manchas avermelhadas na pele, sobretudo nas mãos e nos pés.

- Na fase avançada da doença, problemas neurológicos, como descoordenação motora e demência.

Prevenção

- Além do uso de PRESERVATIVO durante a relação sexual, evitar qualquer contato físico com o parceiro durante a manifestação das lesões.

Tratamento

- A SÍFILIS tem 100% de cura com uma dose de penicilina. A partir do momento em que a infecção se agrava, ou seja, quando a bactéria penetra no sistema nervoso central, requer internação hospitalar e nem sempre o tratamento é eficaz.

Cortesia: Clipping Bem Fam(19/07/010)

terça-feira, 8 de junho de 2010

06/06/2010 - Avó cuida dos netos deixados pela mãe adolescente viciada em crack

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ZERO HORA - RS |

AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS

06/06/2010

06/06/2010 - Avó cuida dos netos deixados pela mãe adolescente viciada em crack

O vício da droga ronda a família de Ana Lúcia, 42 anos, separada do marido e mãe de quatro filhos

Ana Lúcia da Costa, 42 anos, é uma mulher protetora. Separada do marido, mãe de quatro filhos e avó de três crianças, enfrenta um problema avassalador nas famílias: a filha de 17 anos é usuária de crack.

A adolescente tem dois filhos, um menino de três anos e uma menina de dois. Filhos de pais diferentes e com destinos incertos.

A avó assumiu criá-los. Vencidos os problemas de saúde quando nasceram prematuros, aguarda o desenrolar do processo onde pede a guarda à Justiça da Infância.

- Eu tinha avisado: o primeiro eu crio, um segundo filho não vou criar. Mas não consegui deixar a pequena para adoção. É meu sangue - conta Ana Lúcia, merendeira em uma creche na Grande Florianópolis.

A decisão pesou. Temia o sofrimento anterior, de horas ao lado de uma incubadora, a permanência do bebê em uma UTI neonatal, as dificuldades para conseguir leite. Por a filha ter usado crack na primeira gestação, o menino nasceu com problemas respiratórios.

Talvez pelo mesmo motivo, a menina tenha um comportamento de irritabilidade constante. Pouco sabe pedir, mas chora com frequência.

Não apenas a situação das crianças preocupa. Mas o comportamento da filha quando o crack está fazendo efeito:

- Ela fica agressiva, não ouve ninguém e nem olha para os filhos. Passa dias na rua, dorme sob viadutos, não se alimenta. Quando volta é porque está muito mal. Chega machucada e suja - conta Ana Lúcia.

O retrato deste abandono foi observado pelo neto, de três anos:

- Vó, quando a mãe tá na estrada (rua), ela nem olha pra gente.

Na última gravidez, a adolescente conseguiu amamentar por 15 dias. Mas o leite logo secou. Em seguida, ela ganhou as ruas. Ficou quase um mês fora.

- Fiz um grande esforço para comprar leite em pó. Minha renda é de cerca de R$ 500 - explica Ana Lúcia, que recebe bolsa-família pela filha adolescente.

Com a guarda, poderá ter o salário ampliado.

Além da alimentação, outro problema:

- Consegui fraldas de pano, mas a menina ficava com as pernas irritadas e tivemos que comprar descartáveis.

Ana Lúcia tem uma rotina pesada: levanta às 6h, dá banho nas crianças, as deixa nas creches (lugares diferentes), trabalha até as 18h. Retoma o caminho da casa, onde cuida dos afazeres domésticos. Pelo imóvel, paga um aluguel de R$ 51 para a prefeitura.

Na véspera do feriado de Corpus Christi, Ana Lúcia fez seus planos: como não tinha que trabalhar, imaginou dormir um pouco mais. Chovia quando foi acordada por batidas violentas na porta. Mais uma vez a filha voltava das ruas. Como sempre, gritava para a mãe abrir a porta. Todos acordaram.

Crianças chamam a avó de mãe

Ao lado da mãe, a moça conta sua história:

- Eu não tive infância. Com nove anos usava droga. Me sinto melhor sem usar, mas o problema é que não consigo parar.

A adolescente, que estudou até a quarta série, conta dos nove meses que ficou em uma fazenda terapêutica. Lembra do trabalho duro, da saudade da mãe e dos filhos:

- Quando eu estou doida, fico sem noção, mas sem usar lembro de tudo. Lá na fazenda, eles fazem a gente trabalhar pesado, mas o problema do usuário não é físico, é da mente - afirma.

Ana Lúcia conversa com a filha. Tenta mostrar que está perdendo momentos importantes da vida das crianças, como os primeiros passos, o aprender a falar, as descobertas da infância.

- Filha, até de mãe eles estão me chamando. Eu não me importo, mas a mãe é você.

Ela também parece não se importar. Sabe que proteção melhor seus filhos não terão.

Abstinência e solidão em bebês

Crianças filhas de usuárias de crack são vítimas em potencial de problemas de saúde. Estão entre os com maior índice de nascimento prematuros. De modo geral, a exposição às drogas pode ocorrer entre 30% e 50% dos recém-nascidos vivos. A observação é da médica Renata Gonçalves, pediatra e coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Dona Helena, em Joinville.

Um dos quadro mais delicados enfrentados pelos profissionais destas áreas, especialmente em hospitais da rede pública, é o bebê que apresenta síndrome de abstinência. O problema é mais intenso nos primeiros cinco dias de vida, mas pode se estender até os 15 dias

Bebês nestas condições podem apresentar manifestações em vários sistemas do organismo. Alguns são bem visíveis: baixo peso, choro estridente característico e convulsões.

- A gente também encontra bebês depressivos. Isso ocorre por que a mãe, em via de regra, não acompanha a criança como deve ser: não faz o contato da pele, não pega no colo. São bebês tristes e irritados, que muitas vezes se quer responde a um olhar - diz a médica.

Outros fatores são a dificuldade de sucção, diarreia, vômitos, febre, tremores, sudorese excessiva e palidez.

De imediato, os problemas neonatais relacionados ao crack são: sofrimento fetal, asfixia, prematuridade, baixo peso, diminuição do comprimento e do tamanho da cabeça e alterações do comportamento. Outros problemas no recém-nascido estão associados ao potencial risco de transmissão de doenças cuja incidência acaba sendo maior em usuárias de drogas, como SÍFILIS e HIV.

O vinculo mãe-filho costuma ser afetado

Outra consequência do uso da droga é o abandono da criança, já no hospital.

O consumo do crack, apesar de ter crescido entre todas as camadas, ainda está associado às de menor poder aquisitivo como moradores de rua. Muitas mães com a dependência já chegam aos hospitais com registros em programas e serviços sociais, como conselhos tutelares e abordagem de rua. Uma avaliação social permite identificar se possuem ou não condições de permanecer com o filho. Quando isso não ocorre, o bebê já fica para a adoção.

Crianças têm problemas físicos e de raciocínio

A criança gerada nestas condições também pode demonstrar dificuldade de aprendizagem na linguagem, raciocínio, compreensão verbal e memória. O sofrimento físico também pode ser grande: estrabismo, hipertensão arterial, hipertonia muscular (aumento anormal do tônus muscular ou do tônus de um órgão).

A prevalência de drogas ilícitas na gestação é difícil de determinar, porque as gestantes omitem essa informação.

Mas existem estatísticas de que 85% das consumidoras de drogas estão em idade fértil, ou seja, entre 15 e 40 anos, e que cerca de 30% são consumidoras antes dos 20 anos, o que demonstra um longo período de risco com a utilização da droga.

Falta loca adequado para tratar crianças e usuários

Santa Catarina não oferece um lugar adequado onde crianças e adolescentes possam tratar a dependência química. Isso ocorre principalmente quando se trata de famílias com maior vulnerabilidade social. O problema é sério e torna-se ainda mais grave quando as adolescentes já possuem filhos. Com isso, uma das prerrogativas básicas que é manter mães e filhos próximos não é obedecida. Quando são encaminhadas para centros terapêuticos, as jovens ficam isoladas. Além disso, os serviços disponíveis quase não oferecem atividades como oficinas onde além do tratamento a paciente possa participar de atividades que despertem interesse de um jovem.

- Esta é uma reivindicação dos conselhos tutelares. A gente acompanha os casos e sabe da dificuldade que é não apenas conseguir uma vaga, mas também contar com um serviço adequado - explica Scheila Thomé, conselheira tutelar no Continente, em Florianópolis.

Por outro lado, observa a conselheira, a permanência das jovens mães na rua acarreta outra situação comum e preocupante:

- Quando a família da adolescente não é protetiva, ela pode ir para a rua usar drogas. Algumas levam os filhos, o que os deixa também em situação de vulnerabilidade -diz Scheila.

Muitas vezes o Conselho Tutelar é acionado. Dependendo da situação (quando não existem condições do retorno ao lar ou algum familiar ser identificado para receber os filhos pequenos), as crianças seguem para um abrigo. Depois, caberá a justiça da infância decidir os rumos:

- Muitas vezes a destituição do poder familiar é a saída. É claro que a adoção é um caminho, e muitas vezes o melhor. Mas um lugar adequado para o tratamento das jovens mães poderia levar a sua recuperação e a manutenção dos vínculos familiares -observa a conselheira.

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O vício da droga ronda a família de Ana Lúcia, 42 anos, separada do marido e mãe de quatro filhos

Ana Lúcia da Costa, 42 anos, é uma mulher protetora. Separada do marido, mãe de quatro filhos e avó de três crianças, enfrenta um problema avassalador nas famílias: a filha de 17 anos é usuária de crack.

A adolescente tem dois filhos, um menino de três anos e uma menina de dois. Filhos de pais diferentes e com destinos incertos.

A avó assumiu criá-los. Vencidos os problemas de saúde quando nasceram prematuros, aguarda o desenrolar do processo onde pede a guarda à Justiça da Infância.

- Eu tinha avisado: o primeiro eu crio, um segundo filho não vou criar. Mas não consegui deixar a pequena para adoção. É meu sangue - conta Ana Lúcia, merendeira em uma creche na Grande Florianópolis.

A decisão pesou. Temia o sofrimento anterior, de horas ao lado de uma incubadora, a permanência do bebê em uma UTI neonatal, as dificuldades para conseguir leite. Por a filha ter usado crack na primeira gestação, o menino nasceu com problemas respiratórios.

Talvez pelo mesmo motivo, a menina tenha um comportamento de irritabilidade constante. Pouco sabe pedir, mas chora com frequência.

Não apenas a situação das crianças preocupa. Mas o comportamento da filha quando o crack está fazendo efeito:

- Ela fica agressiva, não ouve ninguém e nem olha para os filhos. Passa dias na rua, dorme sob viadutos, não se alimenta. Quando volta é porque está muito mal. Chega machucada e suja - conta Ana Lúcia.

O retrato deste abandono foi observado pelo neto, de três anos:

- Vó, quando a mãe tá na estrada (rua), ela nem olha pra gente.

Na última gravidez, a adolescente conseguiu amamentar por 15 dias. Mas o leite logo secou. Em seguida, ela ganhou as ruas. Ficou quase um mês fora.

- Fiz um grande esforço para comprar leite em pó. Minha renda é de cerca de R$ 500 - explica Ana Lúcia, que recebe bolsa-família pela filha adolescente.

Com a guarda, poderá ter o salário ampliado.

Além da alimentação, outro problema:

- Consegui fraldas de pano, mas a menina ficava com as pernas irritadas e tivemos que comprar descartáveis.

Ana Lúcia tem uma rotina pesada: levanta às 6h, dá banho nas crianças, as deixa nas creches (lugares diferentes), trabalha até as 18h. Retoma o caminho da casa, onde cuida dos afazeres domésticos. Pelo imóvel, paga um aluguel de R$ 51 para a prefeitura.

Na véspera do feriado de Corpus Christi, Ana Lúcia fez seus planos: como não tinha que trabalhar, imaginou dormir um pouco mais. Chovia quando foi acordada por batidas violentas na porta. Mais uma vez a filha voltava das ruas. Como sempre, gritava para a mãe abrir a porta. Todos acordaram.

Crianças chamam a avó de mãe

Ao lado da mãe, a moça conta sua história:

- Eu não tive infância. Com nove anos usava droga. Me sinto melhor sem usar, mas o problema é que não consigo parar.

A adolescente, que estudou até a quarta série, conta dos nove meses que ficou em uma fazenda terapêutica. Lembra do trabalho duro, da saudade da mãe e dos filhos:

- Quando eu estou doida, fico sem noção, mas sem usar lembro de tudo. Lá na fazenda, eles fazem a gente trabalhar pesado, mas o problema do usuário não é físico, é da mente - afirma.

Ana Lúcia conversa com a filha. Tenta mostrar que está perdendo momentos importantes da vida das crianças, como os primeiros passos, o aprender a falar, as descobertas da infância.

- Filha, até de mãe eles estão me chamando. Eu não me importo, mas a mãe é você.

Ela também parece não se importar. Sabe que proteção melhor seus filhos não terão.

Abstinência e solidão em bebês

Crianças filhas de usuárias de crack são vítimas em potencial de problemas de saúde. Estão entre os com maior índice de nascimento prematuros. De modo geral, a exposição às drogas pode ocorrer entre 30% e 50% dos recém-nascidos vivos. A observação é da médica Renata Gonçalves, pediatra e coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Dona Helena, em Joinville.

Um dos quadro mais delicados enfrentados pelos profissionais destas áreas, especialmente em hospitais da rede pública, é o bebê que apresenta síndrome de abstinência. O problema é mais intenso nos primeiros cinco dias de vida, mas pode se estender até os 15 dias

Bebês nestas condições podem apresentar manifestações em vários sistemas do organismo. Alguns são bem visíveis: baixo peso, choro estridente característico e convulsões.

- A gente também encontra bebês depressivos. Isso ocorre por que a mãe, em via de regra, não acompanha a criança como deve ser: não faz o contato da pele, não pega no colo. São bebês tristes e irritados, que muitas vezes se quer responde a um olhar - diz a médica.

Outros fatores são a dificuldade de sucção, diarreia, vômitos, febre, tremores, sudorese excessiva e palidez.

De imediato, os problemas neonatais relacionados ao crack são: sofrimento fetal, asfixia, prematuridade, baixo peso, diminuição do comprimento e do tamanho da cabeça e alterações do comportamento. Outros problemas no recém-nascido estão associados ao potencial risco de transmissão de doenças cuja incidência acaba sendo maior em usuárias de drogas, como SÍFILIS e HIV.

O vinculo mãe-filho costuma ser afetado

Outra consequência do uso da droga é o abandono da criança, já no hospital.

O consumo do crack, apesar de ter crescido entre todas as camadas, ainda está associado às de menor poder aquisitivo como moradores de rua. Muitas mães com a dependência já chegam aos hospitais com registros em programas e serviços sociais, como conselhos tutelares e abordagem de rua. Uma avaliação social permite identificar se possuem ou não condições de permanecer com o filho. Quando isso não ocorre, o bebê já fica para a adoção.

Crianças têm problemas físicos e de raciocínio

A criança gerada nestas condições também pode demonstrar dificuldade de aprendizagem na linguagem, raciocínio, compreensão verbal e memória. O sofrimento físico também pode ser grande: estrabismo, hipertensão arterial, hipertonia muscular (aumento anormal do tônus muscular ou do tônus de um órgão).

A prevalência de drogas ilícitas na gestação é difícil de determinar, porque as gestantes omitem essa informação.

Mas existem estatísticas de que 85% das consumidoras de drogas estão em idade fértil, ou seja, entre 15 e 40 anos, e que cerca de 30% são consumidoras antes dos 20 anos, o que demonstra um longo período de risco com a utilização da droga.

Falta loca adequado para tratar crianças e usuários

Santa Catarina não oferece um lugar adequado onde crianças e adolescentes possam tratar a dependência química. Isso ocorre principalmente quando se trata de famílias com maior vulnerabilidade social. O problema é sério e torna-se ainda mais grave quando as adolescentes já possuem filhos. Com isso, uma das prerrogativas básicas que é manter mães e filhos próximos não é obedecida. Quando são encaminhadas para centros terapêuticos, as jovens ficam isoladas. Além disso, os serviços disponíveis quase não oferecem atividades como oficinas onde além do tratamento a paciente possa participar de atividades que despertem interesse de um jovem.

- Esta é uma reivindicação dos conselhos tutelares. A gente acompanha os casos e sabe da dificuldade que é não apenas conseguir uma vaga, mas também contar com um serviço adequado - explica Scheila Thomé, conselheira tutelar no Continente, em Florianópolis.

Por outro lado, observa a conselheira, a permanência das jovens mães na rua acarreta outra situação comum e preocupante:

- Quando a família da adolescente não é protetiva, ela pode ir para a rua usar drogas. Algumas levam os filhos, o que os deixa também em situação de vulnerabilidade -diz Scheila.

Muitas vezes o Conselho Tutelar é acionado. Dependendo da situação (quando não existem condições do retorno ao lar ou algum familiar ser identificado para receber os filhos pequenos), as crianças seguem para um abrigo. Depois, caberá a justiça da infância decidir os rumos:

- Muitas vezes a destituição do poder familiar é a saída. É claro que a adoção é um caminho, e muitas vezes o melhor. Mas um lugar adequado para o tratamento das jovens mães poderia levar a sua recuperação e a manutenção dos vínculos familiares -observa a conselheira.