Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
14 pessoas descobriram, em Salvador, que estão infectados pelo vírus da Aids,
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
Heleno, sífilis, negligência, invisibilidade
Socializando as observações do Dr Romero.
Ana Bontempo
Há dias, assisti ao filme Heleno (grande jogador de futebol do Botafogo, 1920-1959).
Não sou critico de cinema, todavia me sinto no direito de fazer alguns comentários.
Os autores fizeram um filme primoroso. Embora retrate a vida de um jogador de futebol, o esporte não é o foco principal. A meu ver, o filme é sobre comportamento humano – a história de um homem que escolhe um estilo de vida que define seu trágico futuro. Rodrigo Santoro, no papel de Heleno, tem desempenho digno das maiores premiações nacionais e internacionais. Com certeza, muitos e merecidos prêmios virão para a obra.
Ainda não foi dessa vez que a sífilis e as DSTs conquistaram uma boa visibilidade, na tela maior. Não foi dessa vez que médicos apareceram com condutas proativas em relação às doenças sexualmente transmissíveis.
Aprendi que a arte não tem o compromisso de responder a questões, tampouco de trazer explicações. A arte deve, sim, inquietar, levar o espectador a refletir.
De algum modo, Heleno me inquietou. Não por ter alertado sobre a gravidade das questões ligadas às DSTs, mas por ter silenciado a esse respeito.
Precisamos atuar em todos os cenários, para que menos pessoas sofram de flagelos que há milênios afligem os seres humanos, a despeito de todos os conhecimentos científicos e de todos os recursos disponíveis para combatê-los.
Por fim, vale ressaltar que, independentemente do meu forte, e, muitas vezes, chato, viés de especialista em DST, recomendo o filme. É obra imperdível e traduz com perfeição a alta qualidade do cinema brasileiro da atualidade.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Bem Fam CLIPPING - 16/Jan./2012
| 2 anexos — Examinar e baixar todos os anexos Exibir todas as imagens | |||
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domingo, 20 de novembro de 2011
Brasil vai fabricar teste que detecta aids com gota de sangue
Kit ficará pronto em 2014 e dará resultados dos exames em até 30 minutos
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Bem fam CLIPPING – 15/07/2011
| CLIPPING.doc 692K Exibir como HTML Examinar e baixar |
quarta-feira, 2 de março de 2011
Ministério alerta para risco de sífilis e demais doenças transmitidas pelo beijo
Coord. Adjunto do Comite Metropolitano de Combate a TB/PA - FUNDO GLOBAL
Representante Norte na CNAIDS - MS/DEPARTAMENTO -DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS
Av. Senador Lemos, Passagem Vila Nova, 152 - CEP 66.120-510 - Belém - Pará
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Dia Nacional de Combate à Sífiis
O importante a ser considerado aqui é a sua lesão primária, também chamada de cancro de inoculação (cancro duro), que é a porta de entrada do agente no organismo da pessoa.
Sífilis primária: trata-se de uma lesão ulcerada (cancro) não dolorosa (ou pouco dolorosa), em geral única, com a base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa (líquida, transparente) escassa e que pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clítoris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas que pode tambem ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas. É frequente também a adenopatia inguinal (íngua na virilha) que, em geral passa desapercebida. O cancro usualmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes. Entre a segunda e quarta semanas do aparecimento do cancro, as reações sorológicas (exames realizados no sangue) para sífilis tornam-se positivas.
Sífilis Secundária: é caracterizada pela disseminação dos treponemas pelo organismo e ocorre de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. As manifestações nesta fase são essencialmente dermatológicas e as reações sorológicas continuam positivas.
Sífilis Latente: nesta fase não existem manifestações visíveis mas as reações sorológicas continuam positivas.
Sífilis Adquirida Tardia: a sífilis é considerada tardia após o primeiro ano de evolução em pacientes não tratados ou inadequadamente tratados. Apresentam-se após um período variável de latência sob a forma cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa etc. As reações sorológicas continuam positivas também nesta fase.
Sífilis Congênita: é devida a infecção do feto pelo Treponema por via transplacentária, a partir do quarto mes da gestação. As manifestações da doença, na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros dias de vida e podem assumir formas graves, inclusive podendo levar ao óbito da criança.
Sinônimos
Cancro duro, cancro sifilítico, Lues.
Agente
Treponema pallidum
Complicações/Consequências
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatal. Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sífilis Cardiovascular.
Transmissão
Relação sexual (vaginal anal e oral), transfusão de sangue contaminado, transplacentária (a partir do quarto mês de gestação). Eventualmente através de fômites.
Período de Incubação
1 semana à 3 meses. Em geral de 1 a 3 semanas.
Diagnóstico
Pesquisa direta do agente nas lesões. Exames sorológicos (VDRL, FTA-ABS etc)
Tratamento
Medicamentoso. Com cura completa, se tratada precoce e adequadamente.
Prevenção
Camisinha pode proteger da contaminação genital se a lesão estiver na área recoberta. Evitar contato sexual se detectar lesão genital no(a) parceiro(a).
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Profissionais da saúde são capacitados sobre sífilis congênita
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PRIMEIRA EDIÇÃO - AL | SAÚDE AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS 17/08/2010 17/08/2010 - Profissionais da saúde são capacitados sobre sífilis congênita por Secom A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou uma capacitação para profissionais da saúde sobre o combate a SÍFILIS congênita em Maceió. O evento foi realizado na segunda-feira (16), no auditório da SMS, e teve como objetivo ampliar a discussão sobre o diagnóstico e o tratamento adequado de gestantes e parceiros com SÍFILIS. Durante a capacitação, foram transmitidos dados epidemiológicos da doença em Maceió, informações sobre transmissão, consequências, complicações, diagnóstico e tratamento. Secom A SMS, em parceria com a Universidade de Toronto, no Canadá, e o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass), criou o Projeto de Redução da SÍFILIS Congênita que, através do tratamento imediato e adequado da SÍFILIS em gestantes e parceiros, ajudará a reduzir o número de casos de SÍFILIS congênitas. Além do projeto com a implantação do Programa de Proteção à Gestante (PPG) a gestante tem a possibilidade de realizar os exames no primeiro contato com a unidade de saúde. A Coordenadora de Saúde da Mulher, Luzitânia Barros, destaca a importância do tratamento da doença. "O diagnóstico e o tratamento são simples e baratos. E pretendemos, através do Projeto de Redução da SÍFILIS Congênita, reduzir ainda mais esses números", disse. PPG As unidades básicas de saúde de Maceió realizam gratuitamente 16 exames laboratoriais para detecção de doenças como SÍFILIS, HIV, toxoplasmose, rubéola e doença de chagas, entre outras. Esses exames fazem parte do Programa de Proteção à Gestante (PPG). |
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O "mal-brasileiro"/Triplicou nos consultórios médicos o número de pacientes com SÍFILIS. A maioria é composta de jovens que, por acaso, se descobrem i
O "mal-brasileiro"
VEJA
19/07/2010
Adriana Dias Lopes
Triplicou nos consultórios médicos o número de pacientes com SÍFILIS. A maioria é composta de jovens que, por acaso, se descobrem infectados. Eles, claro, não usam CAMISINHA
Deixei de usar CAMISINHA uma vez na vida, com meu ex-namorado. Dois meses atrás, descobri que eu estava com SÍFILIS. Fiquei completamente transtornada.
Nem sabia que essa doença ainda existia. Soube por acaso, numa consulta com um dermatologista. Agora, estou curada. Mas entro em pânico só de imaginar que alguém possa desconfiar que fui portadora. Na cabeça das pessoas. SÍFILIS é doença de gente promíscua. Não sou assim." O relato da estudante A.M., de 19 anos, ilustra uma realidade que tem se tornado comum nos consultórios dos médicos brasileiros: o crescimento de pacientes com SÍFILIS, uma doença grave e carregada de estigma. Oficialmente, há 1 milhão de doentes no país. Esse número, na verdade, é muito maior.
Segundo um levantamento feito por VEJA com dezesseis especialistas de três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a quantidade de pacientes com SÍFILIS triplicou no último ano. "Em duas décadas de formado. nunca vi tantos casos", diz Omar Lupi, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A principal origem do problema está no descaso com a CAMISINHA. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, apenas 21% dos brasileiros usam PRESERVATIVO -31% menos do que a média dos países desenvolvidos. A SÍFILIS chama a atenção dos médicos por ser a única doença venérea a reunir duas características temerosas: sintomas que podem passar despercebidos e alta capacidade de transmissão. "Isso facilita a explosão de uma epidemia", conclui o infectologista Artur Timerman.
A SÍFILIS é causada pelo Treponema pallidum, uma bactéria que se liga as células da pele do pênis e da mucosa vaginal. A transmissão da doença, portanto, ocorre, sobretudo, por meio da relação sexual. O processo infeccioso, que pode durar até dez anos, é interrompido com uma dose de antibiótico. O cenário muda na etapa avançada, quando a bactéria começa a matar os neurônios. Em tal fase, o tratamento nem sempre é eficaz e cerca de 10% dos pacientes morrem em decorrência da doença. Até o surgimento da penicilina, em 1928, os doentes eram submetidos a procedimentos ou inócuos ou tão nocivos quanto a própria doença, como banhos quentes e ingestão de mercúrio. Uma das primeiras notícias de infecção em massa causada pela doença data de 1494, ano em que o exército do rei da França, Carlos VIII, invadiu a Itália para conquistar Nápoles. O episódio ficou conhecido como "a guerra da fornicação". Metade dos 12000 soldados foi vitimada pela doença - e a SÍFILIS recebeu o apelido de "mal-francês". O nome SÍFILIS surgiu em 1530, quando o médico e poeta italiano Girolamo Fracastoro (1478-1553), ao descrever a enfermidade, fez referência ao mito grego do pastor Syphilus, que amaldiçoou Apolo e foi punido com o que seria essa doença venérea. Escreveu Fracastoro: "Não te entregues a Vênus... Mais do que nada, evita o suave deitar com alguém. Não há nada que seja mais nocivo". Mas, com CAMISINHA, não é preciso ser celibatário.
Bactéria-bomba
A SÍFILIS é causada pelo Treponema pallidum, uma bactéria com alta capacidade de transmissão e que pode agir de forma silenciosa.
Contágio
90% das vezes ocorre pela relação sexual.
10% se dá por meio do beijo, toque em lesões na pele e durante a gestação, para o feto.
Sintomas
- Uma ferida, na maioria dos casos, microscópica.
- Pequenas manchas avermelhadas na pele, sobretudo nas mãos e nos pés.
- Na fase avançada da doença, problemas neurológicos, como descoordenação motora e demência.
Prevenção
- Além do uso de PRESERVATIVO durante a relação sexual, evitar qualquer contato físico com o parceiro durante a manifestação das lesões.
Tratamento
Cortesia: Clipping Bem Fam(19/07/010)
terça-feira, 8 de junho de 2010
06/06/2010 - Avó cuida dos netos deixados pela mãe adolescente viciada em crack
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| ZERO HORA - RS | AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS 06/06/2010 06/06/2010 - Avó cuida dos netos deixados pela mãe adolescente viciada em crack O vício da droga ronda a família de Ana Lúcia, 42 anos, separada do marido e mãe de quatro filhos Ana Lúcia da Costa, 42 anos, é uma mulher protetora. Separada do marido, mãe de quatro filhos e avó de três crianças, enfrenta um problema avassalador nas famílias: a filha de 17 anos é usuária de crack. A adolescente tem dois filhos, um menino de três anos e uma menina de dois. Filhos de pais diferentes e com destinos incertos. A avó assumiu criá-los. Vencidos os problemas de saúde quando nasceram prematuros, aguarda o desenrolar do processo onde pede a guarda à Justiça da Infância. - Eu tinha avisado: o primeiro eu crio, um segundo filho não vou criar. Mas não consegui deixar a pequena para adoção. É meu sangue - conta Ana Lúcia, merendeira em uma creche na Grande Florianópolis. A decisão pesou. Temia o sofrimento anterior, de horas ao lado de uma incubadora, a permanência do bebê Talvez pelo mesmo motivo, a menina tenha um comportamento de irritabilidade constante. Pouco sabe pedir, mas chora com frequência. Não apenas a situação das crianças preocupa. Mas o comportamento da filha quando o crack está fazendo efeito: - Ela fica agressiva, não ouve ninguém e nem olha para os filhos. Passa dias na rua, dorme sob viadutos, não se alimenta. Quando volta é porque está muito mal. Chega machucada e suja - conta Ana Lúcia. O retrato deste abandono foi observado pelo neto, de três anos: - Vó, quando a mãe tá na estrada (rua), ela nem olha pra gente. Na última gravidez, a adolescente conseguiu amamentar por 15 dias. Mas o leite logo secou. Em seguida, ela ganhou as ruas. Ficou quase um mês fora. - Fiz um grande esforço para comprar leite Com a guarda, poderá ter o salário ampliado. Além da alimentação, outro problema: - Consegui fraldas de pano, mas a menina ficava com as pernas irritadas e tivemos que comprar descartáveis. Ana Lúcia tem uma rotina pesada: levanta às 6h, dá banho nas crianças, as deixa nas creches (lugares diferentes), trabalha até as 18h. Retoma o caminho da casa, onde cuida dos afazeres domésticos. Pelo imóvel, paga um aluguel de R$ 51 para a prefeitura. Na véspera do feriado de Corpus Christi, Ana Lúcia fez seus planos: como não tinha que trabalhar, imaginou dormir um pouco mais. Chovia quando foi acordada por batidas violentas na porta. Mais uma vez a filha voltava das ruas. Como sempre, gritava para a mãe abrir a porta. Todos acordaram. Crianças chamam a avó de mãe Ao lado da mãe, a moça conta sua história: - Eu não tive infância. Com nove anos usava droga. Me sinto melhor sem usar, mas o problema é que não consigo parar. A adolescente, que estudou até a quarta série, conta dos nove meses que ficou em uma fazenda terapêutica. Lembra do trabalho duro, da saudade da mãe e dos filhos: - Quando eu estou doida, fico sem noção, mas sem usar lembro de tudo. Lá na fazenda, eles fazem a gente trabalhar pesado, mas o problema do usuário não é físico, é da mente - afirma. Ana Lúcia conversa com a filha. Tenta mostrar que está perdendo momentos importantes da vida das crianças, como os primeiros passos, o aprender a falar, as descobertas da infância. - Filha, até de mãe eles estão me chamando. Eu não me importo, mas a mãe é você. Ela também parece não se importar. Sabe que proteção melhor seus filhos não terão. Abstinência e solidão em bebês Crianças filhas de usuárias de crack são vítimas em potencial de problemas de saúde. Estão entre os com maior índice de nascimento prematuros. De modo geral, a exposição às drogas pode ocorrer entre 30% e 50% dos recém-nascidos vivos. A observação é da médica Renata Gonçalves, pediatra e coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Dona Helena, em Joinville. Um dos quadro mais delicados enfrentados pelos profissionais destas áreas, especialmente em hospitais da rede pública, é o bebê que apresenta síndrome de abstinência. O problema é mais intenso nos primeiros cinco dias de vida, mas pode se estender até os 15 dias Bebês nestas condições podem apresentar manifestações em vários sistemas do organismo. Alguns são bem visíveis: baixo peso, choro estridente característico e convulsões. - A gente também encontra bebês depressivos. Isso ocorre por que a mãe, em via de regra, não acompanha a criança como deve ser: não faz o contato da pele, não pega no colo. São bebês tristes e irritados, que muitas vezes se quer responde a um olhar - diz a médica. Outros fatores são a dificuldade de sucção, diarreia, vômitos, febre, tremores, sudorese excessiva e palidez. De imediato, os problemas neonatais relacionados ao crack são: sofrimento fetal, asfixia, prematuridade, baixo peso, diminuição do comprimento e do tamanho da cabeça e alterações do comportamento. Outros problemas no recém-nascido estão associados ao potencial risco de transmissão de doenças cuja incidência acaba sendo maior em usuárias de drogas, como SÍFILIS e HIV. O vinculo mãe-filho costuma ser afetado Outra consequência do uso da droga é o abandono da criança, já no hospital. O consumo do crack, apesar de ter crescido entre todas as camadas, ainda está associado às de menor poder aquisitivo como moradores de rua. Muitas mães com a dependência já chegam aos hospitais com registros em programas e serviços sociais, como conselhos tutelares e abordagem de rua. Uma avaliação social permite identificar se possuem ou não condições de permanecer com o filho. Quando isso não ocorre, o bebê já fica para a adoção. Crianças têm problemas físicos e de raciocínio A criança gerada nestas condições também pode demonstrar dificuldade de aprendizagem na linguagem, raciocínio, compreensão verbal e memória. O sofrimento físico também pode ser grande: estrabismo, hipertensão arterial, hipertonia muscular (aumento anormal do tônus muscular ou do tônus de um órgão). A prevalência de drogas ilícitas na gestação é difícil de determinar, porque as gestantes omitem essa informação. Mas existem estatísticas de que 85% das consumidoras de drogas estão em idade fértil, ou seja, entre 15 e 40 anos, e que cerca de 30% são consumidoras antes dos 20 anos, o que demonstra um longo período de risco com a utilização da droga. Falta loca adequado para tratar crianças e usuários Santa Catarina não oferece um lugar adequado onde crianças e adolescentes possam tratar a dependência química. Isso ocorre principalmente quando se trata de famílias com maior vulnerabilidade social. O problema é sério e torna-se ainda mais grave quando as adolescentes já possuem filhos. Com isso, uma das prerrogativas básicas que é manter mães e filhos próximos não é obedecida. Quando são encaminhadas para centros terapêuticos, as jovens ficam isoladas. Além disso, os serviços disponíveis quase não oferecem atividades como oficinas onde além do tratamento a paciente possa participar de atividades que despertem interesse de um jovem. - Esta é uma reivindicação dos conselhos tutelares. A gente acompanha os casos e sabe da dificuldade que é não apenas conseguir uma vaga, mas também contar com um serviço adequado - explica Scheila Thomé, conselheira tutelar no Continente, em Florianópolis. Por outro lado, observa a conselheira, a permanência das jovens mães na rua acarreta outra situação comum e preocupante: - Quando a família da adolescente não é protetiva, ela pode ir para a rua usar drogas. Algumas levam os filhos, o que os deixa também em situação de vulnerabilidade -diz Scheila. Muitas vezes o Conselho Tutelar é acionado. Dependendo da situação (quando não existem condições do retorno ao lar ou algum familiar ser identificado para receber os filhos pequenos), as crianças seguem para um abrigo. Depois, caberá a justiça da infância decidir os rumos: - Muitas vezes a destituição do poder familiar é a saída. É claro que a adoção é um caminho, e muitas vezes o melhor. Mas um lugar adequado para o tratamento das jovens mães poderia levar a sua recuperação e a manutenção dos vínculos familiares -observa a conselheira. |
06/06/2010 - Avó cuida dos netos deixados pela mãe adolescente viciada em crack
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| ZERO HORA - RS | AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS 06/06/2010 06/06/2010 - Avó cuida dos netos deixados pela mãe adolescente viciada em crack O vício da droga ronda a família de Ana Lúcia, 42 anos, separada do marido e mãe de quatro filhos Ana Lúcia da Costa, 42 anos, é uma mulher protetora. Separada do marido, mãe de quatro filhos e avó de três crianças, enfrenta um problema avassalador nas famílias: a filha de 17 anos é usuária de crack. A adolescente tem dois filhos, um menino de três anos e uma menina de dois. Filhos de pais diferentes e com destinos incertos. A avó assumiu criá-los. Vencidos os problemas de saúde quando nasceram prematuros, aguarda o desenrolar do processo onde pede a guarda à Justiça da Infância. - Eu tinha avisado: o primeiro eu crio, um segundo filho não vou criar. Mas não consegui deixar a pequena para adoção. É meu sangue - conta Ana Lúcia, merendeira em uma creche na Grande Florianópolis. A decisão pesou. Temia o sofrimento anterior, de horas ao lado de uma incubadora, a permanência do bebê Talvez pelo mesmo motivo, a menina tenha um comportamento de irritabilidade constante. Pouco sabe pedir, mas chora com frequência. Não apenas a situação das crianças preocupa. Mas o comportamento da filha quando o crack está fazendo efeito: - Ela fica agressiva, não ouve ninguém e nem olha para os filhos. Passa dias na rua, dorme sob viadutos, não se alimenta. Quando volta é porque está muito mal. Chega machucada e suja - conta Ana Lúcia. O retrato deste abandono foi observado pelo neto, de três anos: - Vó, quando a mãe tá na estrada (rua), ela nem olha pra gente. Na última gravidez, a adolescente conseguiu amamentar por 15 dias. Mas o leite logo secou. Em seguida, ela ganhou as ruas. Ficou quase um mês fora. - Fiz um grande esforço para comprar leite Com a guarda, poderá ter o salário ampliado. Além da alimentação, outro problema: - Consegui fraldas de pano, mas a menina ficava com as pernas irritadas e tivemos que comprar descartáveis. Ana Lúcia tem uma rotina pesada: levanta às 6h, dá banho nas crianças, as deixa nas creches (lugares diferentes), trabalha até as 18h. Retoma o caminho da casa, onde cuida dos afazeres domésticos. Pelo imóvel, paga um aluguel de R$ 51 para a prefeitura. Na véspera do feriado de Corpus Christi, Ana Lúcia fez seus planos: como não tinha que trabalhar, imaginou dormir um pouco mais. Chovia quando foi acordada por batidas violentas na porta. Mais uma vez a filha voltava das ruas. Como sempre, gritava para a mãe abrir a porta. Todos acordaram. Crianças chamam a avó de mãe Ao lado da mãe, a moça conta sua história: - Eu não tive infância. Com nove anos usava droga. Me sinto melhor sem usar, mas o problema é que não consigo parar. A adolescente, que estudou até a quarta série, conta dos nove meses que ficou em uma fazenda terapêutica. Lembra do trabalho duro, da saudade da mãe e dos filhos: - Quando eu estou doida, fico sem noção, mas sem usar lembro de tudo. Lá na fazenda, eles fazem a gente trabalhar pesado, mas o problema do usuário não é físico, é da mente - afirma. Ana Lúcia conversa com a filha. Tenta mostrar que está perdendo momentos importantes da vida das crianças, como os primeiros passos, o aprender a falar, as descobertas da infância. - Filha, até de mãe eles estão me chamando. Eu não me importo, mas a mãe é você. Ela também parece não se importar. Sabe que proteção melhor seus filhos não terão. Abstinência e solidão em bebês Crianças filhas de usuárias de crack são vítimas em potencial de problemas de saúde. Estão entre os com maior índice de nascimento prematuros. De modo geral, a exposição às drogas pode ocorrer entre 30% e 50% dos recém-nascidos vivos. A observação é da médica Renata Gonçalves, pediatra e coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Dona Helena, em Joinville. Um dos quadro mais delicados enfrentados pelos profissionais destas áreas, especialmente em hospitais da rede pública, é o bebê que apresenta síndrome de abstinência. O problema é mais intenso nos primeiros cinco dias de vida, mas pode se estender até os 15 dias Bebês nestas condições podem apresentar manifestações em vários sistemas do organismo. Alguns são bem visíveis: baixo peso, choro estridente característico e convulsões. - A gente também encontra bebês depressivos. Isso ocorre por que a mãe, em via de regra, não acompanha a criança como deve ser: não faz o contato da pele, não pega no colo. São bebês tristes e irritados, que muitas vezes se quer responde a um olhar - diz a médica. Outros fatores são a dificuldade de sucção, diarreia, vômitos, febre, tremores, sudorese excessiva e palidez. De imediato, os problemas neonatais relacionados ao crack são: sofrimento fetal, asfixia, prematuridade, baixo peso, diminuição do comprimento e do tamanho da cabeça e alterações do comportamento. Outros problemas no recém-nascido estão associados ao potencial risco de transmissão de doenças cuja incidência acaba sendo maior em usuárias de drogas, como SÍFILIS e HIV. O vinculo mãe-filho costuma ser afetado Outra consequência do uso da droga é o abandono da criança, já no hospital. O consumo do crack, apesar de ter crescido entre todas as camadas, ainda está associado às de menor poder aquisitivo como moradores de rua. Muitas mães com a dependência já chegam aos hospitais com registros em programas e serviços sociais, como conselhos tutelares e abordagem de rua. Uma avaliação social permite identificar se possuem ou não condições de permanecer com o filho. Quando isso não ocorre, o bebê já fica para a adoção. Crianças têm problemas físicos e de raciocínio A criança gerada nestas condições também pode demonstrar dificuldade de aprendizagem na linguagem, raciocínio, compreensão verbal e memória. O sofrimento físico também pode ser grande: estrabismo, hipertensão arterial, hipertonia muscular (aumento anormal do tônus muscular ou do tônus de um órgão). A prevalência de drogas ilícitas na gestação é difícil de determinar, porque as gestantes omitem essa informação. Mas existem estatísticas de que 85% das consumidoras de drogas estão em idade fértil, ou seja, entre 15 e 40 anos, e que cerca de 30% são consumidoras antes dos 20 anos, o que demonstra um longo período de risco com a utilização da droga. Falta loca adequado para tratar crianças e usuários Santa Catarina não oferece um lugar adequado onde crianças e adolescentes possam tratar a dependência química. Isso ocorre principalmente quando se trata de famílias com maior vulnerabilidade social. O problema é sério e torna-se ainda mais grave quando as adolescentes já possuem filhos. Com isso, uma das prerrogativas básicas que é manter mães e filhos próximos não é obedecida. Quando são encaminhadas para centros terapêuticos, as jovens ficam isoladas. Além disso, os serviços disponíveis quase não oferecem atividades como oficinas onde além do tratamento a paciente possa participar de atividades que despertem interesse de um jovem. - Esta é uma reivindicação dos conselhos tutelares. A gente acompanha os casos e sabe da dificuldade que é não apenas conseguir uma vaga, mas também contar com um serviço adequado - explica Scheila Thomé, conselheira tutelar no Continente, em Florianópolis. Por outro lado, observa a conselheira, a permanência das jovens mães na rua acarreta outra situação comum e preocupante: - Quando a família da adolescente não é protetiva, ela pode ir para a rua usar drogas. Algumas levam os filhos, o que os deixa também em situação de vulnerabilidade -diz Scheila. Muitas vezes o Conselho Tutelar é acionado. Dependendo da situação (quando não existem condições do retorno ao lar ou algum familiar ser identificado para receber os filhos pequenos), as crianças seguem para um abrigo. Depois, caberá a justiça da infância decidir os rumos: - Muitas vezes a destituição do poder familiar é a saída. É claro que a adoção é um caminho, e muitas vezes o melhor. Mas um lugar adequado para o tratamento das jovens mães poderia levar a sua recuperação e a manutenção dos vínculos familiares -observa a conselheira. |