Conselheira Nacional de Saúde - 1ª Suplência - 2012
Representação dos portadores de hepatites virais
Hepatchê Vida - Grupo de Apoio aos Portadores de Hepatites
Porto Alegre/RS
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Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
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Medicamento desenvolvido por cientistas alemães reduziu a carga viral de HIV no sangue em até 95% e apresentou efeitos colaterais mínimos nos primeiros testes.Uma nova substância desenvolvida por pesquisadores alemães traz esperança na luta contra a aids. O remédio, que está sendo desenvolvido pela VIRO Pharmaceuticals, uma pequena empresa privada de Hannover, é chamado de VIR-576 e, assim como outros medicamentos, reduziu drasticamente nos primeiros testes a quantidade do vírus HIV no sangue. A vantagem é que há menos efeitos colaterais porque a nova substância não age nas células humanas, mas ataca o vírus HIV quando este ainda não penetrou nas células. Testes com 18 pacientes revelaram principalmente dor no local da injeção como efeito colateral, afirmaram os cientistas alemães. A redução na carga viral (a quantidade de HIV no sangue) foi de até 95%. O pesquisador Frank Kirchhoff, do Hospital Universitário de Ulm, explicou que o VIR-576 é parecido com outros inibidores de fusão, como o Fuzeon, mas foi desenvolvido para bloquear o processo de infecção numa etapa anterior. "O que o vírus faz é parecido com jogar uma âncora para poder se acoplar à célula", declarou à agência de notícias Reuters. "A nova droga ocupa a âncora – chamada peptídeo de fusão – e impede que ela seja inserida na membrana celular. Assim, o vírus não consegue entrar na célula." Vantagens e desvantagens O pesquisador Reinhold Schmidt, da Escola Superior de Medicina de Hannover, destacou os poucos efeitos colaterais e a eficácia da nova substância. "Os pacientes receberam a substância de forma intravenosa ao longo de dez dias, e a quantidade do vírus caiu drasticamente em cinco ou seis dias. Disso podemos concluir que o vírus praticamente não se multiplicou mais. Esse é um efeito decisivo, usado para medir a eficácia dos medicamentos contra o HIV."E há ainda outra vantagem importante. Mutações genéticas do vírus não diminuem a eficácia da nova substância porque o VIR-576 ataca o vírus num ponto que permanece inalterado durante as mutações. Por isso, Schmidt disse que o novo medicamento é uma esperança principalmente para os pacientes que não reagem mais aos remédios já existentes. Esses pacientes já são hoje mais de 10% do total de infectados, e a tendência é crescente. Uma desvantagem do VIR-576 é que se trata de uma proteína que deve ser administrada em forma de soro. Ou seja, apenas médicos e enfermeiros podem fazê-lo, o que torna o seu uso pouco prático. Por isso os cientistas estão agora concentrando esforços no desenvolvimento de um comprimido. Além disso, a liberação do medicamento pelas autoridades sanitárias ainda pode durar anos, explicaram os responsáveis pelo desenvolvimento do VIR-576. AS/dw/rtr/dpa Revisão: Carlos Albuquerque Léo Mendes Msn : liorcino@yahoo.com.br Orkut: liorcino@yahoo.com.br Facebook : liorcino Skipe: liorcino Blog: www.lgbtt.blogspot.com Fone Oi (62) 8405 2405 |
GENEBRA (Reuters) - A abertura comercial pode prejudicar o setor indiano de medicamentos genéricos, responsáveis por grande parte dos remédios contra a AIDS enviados às nações em desenvolvimento, segundo um estudo publicado nesta terça-feira pela Unitaid, entidade multilateral voltada para a compra de medicamentos.
O relatório, preparado em conjunto por especialistas da Unitaid, da Universidade de Boston e de Harvard, alerta que os genéricos indianos podem ficar mais caros e inacessíveis se o país tiver de aderir a regras mais rígidas de propriedade intelectual.
O texto diz que acordos comerciais aos quais a Índia aderiu, como o Trips (documento da Organização Mundial do Comércio sobre propriedade intelectual), já começaram a complicar os esforços para a exportação de medicamentos baratos e importantes a países em desenvolvimento.
"A introdução de patentes de produtos na Índia está restringindo severamente a concorrência e a oferta dos genéricos, particularmente para remédios mais novos", diz o relatório. "Muitos acordos de livre comércio que já foram concluídos ou estão sendo negociados entre países industrializados e em desenvolvimento contêm medidas que restringem o acesso aos medicamentos."
O estudo, divulgado na revista Journal of the International AIDS Society, diz que as negociações comerciais entre Índia e Estados Unidos incluem medidas que poderiam retardar ou restringir a concorrência dos medicamentos genéricos, ao prorrogar os prazos das patentes, exigir exclusividade de dados e endurecer as regras de fiscalização alfandegária.
Isso elevaria o custo dos preços para os tratamentos com ANTIRRETROVIRAIS exportados pela Índia, limitaria as opções de dosagem e retardaria o acesso a drogas novas e melhores, argumenta o estudo. "Tais medidas podem abalar a meta internacional de oferecer acesso universal às intervenções contra o HIV/AIDS."
Criado em 2006 por Brasil, Chile, França, Noruega e Grã-Bretanha, a Unitaid usa recursos de impostos sobre passagens aéreas e doações para financiar o tratamento contra AIDS, malária e tuberculose em países pobres.
Jorge Bermudez, secretário-executivo da Unitaid, disse que 80 por cento das drogas contra AIDS que o grupo distribui atualmente são genéricos feitos em laboratórios indianos.
"As conclusões desse estudo despertam graves preocupações para nós", disse ele em nota. "O que precisamos hoje é de uma abordagem mais flexível para ampliar a escala dos tratamentos, e não o contrário."
Entre os principais fabricantes indianos de genéricos estão Cipla, Aurobindo Pharma, Strides Arcolab, Dr Reddys Laboratories e Ranbaxy Laboratories.
Tags: aids, antirretrovirais, HIV, Índia, medicamentos, Saiu na Imprensa
Ao som de vuvuzelas, manifestantes protestam contra problemas na distribuição de medicamentos durante abertura dos Congressos sobre DST, Aids e Hepatites Virais em Brasília
17/06/2010
Quando o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pegou no microfone para falar na noite desta quarta-feira durante o cerimonial de abertura dos Congressos Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e das Hepatites Virais, vários ativistas se levantaram e munidos de vuvuzelas, apitos e faixas, criticaram a “desastrosa gestão nacional de distribuição de medicamentos antirretrovirais”.
Temporão ouviu as críticas, mas lamentou o fato dos manifestantes deixarem o local do evento, pois segundo ele, na democracia é preciso também saber ouvir. Enquanto o Ministro seguiu seu discurso, elogiando o trabalho de Mariângela Simão frente ao Programa de Aids, os ativistas gritavam do lado de fora da sala: “Tenho aids, tenho pressa. Remédio é o que interessa!”.
O evento de abertura do VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais corria conforme manda o protocolo. Representantes dos movimentos sociais que lutam contra essas doenças falaram. O representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, reforçou a importância do encontro. Membros do governo, entre eles a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nicéia Freire, destacaram os esforços políticos contra a doença. Mas quando o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pegou o microfone para se pronunciar, vários ativistas levantaram e, ao som de vuvuzelas – as populares cornetas usadas pelos torcedores na Copa – chamaram a atenção das cerca de 3 mil pessoas presentes no local sobre os recentes desabastecimentos de medicamentos antirerretrovirais na rede pública.
“Desculpe-nos, sr. Ministro, por estarmos a te desrespeitar nesse momento, mas é também desrespeitados que nós, pessoas vivendo com HIV e aids e que precisamos dos medicamentos antirretroviais, estamos nos sentindo”, disse Beto Volpe, do Grupo Hipupiara, de São Vicente, litoral de São Paulo.
Um dos principais líderes do ato, Beto acrescentou ao Ministro que a “atual gestão nacional de distribuição de medicamentos contra a aids é desastrosa.”
Nos primeiros meses deste ano, um problema na documentação da compra do antirretroviral abacavir provocou a falta nacional do produto. Outros importantes medicamentos contra a aids, como o tenofovir, o biovir e a lamivudina também foram distribuídos em menor quantidade por conta de atrasos dos fabricantes.
Segundo Beto, a distribuição fracionada dos medicamentos, ou seja, quando são distribuidos aos poucos para evitar a falta do produto, fez com que alguns remédios fossem entregues aos pacientes, pelos técnicos das farmácias dispensadoras, em saquinhos de chup-chup.
Ele ressaltou ao Ministro que o tema do evento “Viver Direitos” (Acesso, equidade e cidadania) não tem sentido, já que as pessoas com HIV e aids não sabem "nem direito se irão viver", devido ao recente desabastecimento de medicamentos.
Com faixas que traziam frases como “Tolerência Zero para a falta de medicamentos", os manifestantes deixaram o local do evento em protesto.
Temporão ouviu todas as críticas e disse que os manifestantes “exerceram seus direitos”, mas lamentou a saída dos ativistas, porque, segundo ele, na democracia é preciso também saber ouvir. O chefe da pasta da Saúde continuou seu discurso, ainda quando os manifestantes estavam saindo, com uma homenagem ao trabalho feito pela Diretora do Programa de DST, Aids e Hepatites Virais, Mariângela Simão, nas áreas de assistência e prevenção.
Quando foi chamada para compor a mesa de abertura, Mariângela foi uma das mais aplaudidas.
Fora da cerimônia de abertura dos congressos, o Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, disse que a sociedade civil organizada não vai mais aceitar desculpas para o desabastecimento de medicamentos. “Vamos protestar e ir às ruas sempre que necessário”, comentou.
O Presidente do Fórum de ONG/Aids do Rio Grande do Sul, Rubens Raffo, ressaltou que a falta de medicamentos ocorreu porque não há um bom estoque do produto por parte do Ministério da Saúde.
Abertura do evento
Antes da manifestação, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nicéia Freire, pediu para que durante os três dias de evento não deixassem de ser discutidas ações para que as mulheres vivendo com HIV possam ter mais autonomia nos seus direitos sexuais e reprodutivos.
Ela ressaltou que “das 400 pessoas que participaram do primeiro Congresso Brasileiro de Aids, em Salvador, no ano de 1986, passamos hoje para mais de 4 mil”. Segundo Nicéia, isso representa uma multiplicidade de intervenções que estão sendo feitas nacionalmente contra a doença.
O representante da sociedade civil de luta contra as hepatites virais, Jeová Pessin Fragoso, elogiou a iniciativa de unir, num mesmo Departamento do Ministério da Saúde, as DST/Aids e as hepatites. “Esse evento que estamos aqui, hoje, é a prova de que toda a experiência obtida no combate da aids no Brasil pode ser usada também para o combate das hepatites”, comentou.
Antônio Lisboa, representante das pessoas vivendo com HIV, criticou o mau uso do dinheiro destinado ao enfrentamento da aids por parte de algumas secretarias municipais de saúde. “Sabemos que ainda é comum em muitas cidades a aplicação de fundos contra o HIV e aids no mercado financeiro”, finalizou.
Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Saúde informou, em nota, que fornece medicamentos hemoderivados para todos os 14.500 pacientes cadastrados pelas secretarias estaduais de Saúde. São 11 mil portadores de hemofilia e 3.500 portadores de outras doenças hemorrágicas hereditárias. O Ministério da Saúde investiu no ano passado R$ 300 milhões na compra de hemoderivados.
“Para 2010, o investimento será ainda maior: R$ 350 milhões. O Ministério trabalha com a perspectiva de aumentar ainda mais os investimentos para atender à principal reivindicação dos pacientes, que é a dose domiciliar (profilaxia). Para isso, a Pasta realiza estudo de viabilidade econômica e já constatou que a dose domiciliar impacta em 20% sobre o que é gasto hoje com os medicamentos hemoderivados”, diz a nota.
Edição: Aécio Amado