Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bem Fam CLIPPING - - 31/ago./ 2012

CLIPPING - 31/ago./ 2012
LEIA MAIS, SEJA MAIS    

População brasileira chega a 194 milhões, estima IBGE- Em 1º julho deste ano, a população brasileira alcançou 193.946.886 de pessoas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicada hoje (31) pelo Diário Oficial da União. Segundo a projeção, a população cresceu 1,57 milhão (0,81%), em relação a julho de 2011. Pela projeção, o estado de São Paulo é o mais populoso, com 41,9 milhões de pessoas (21,6% do total de habitantes do país). Depois de São Paulo, Minas Gerais é a unidade da Federação mais populosa (19,8 milhões), seguida do Rio de Janeiro (16,2 milhões), da Bahia (14,1 milhões), do Rio Grande do Sul (10,7 milhões), Paraná (10,5 milhões), de Pernambuco (8,9 milhões) e do Pará (7,7 milhões). Em 2013, o chamado Sistema de Projeções da População do Brasil, será atualizado com as informações do Censo Demográfico 2010, das pesquisas por amostragem mais recentes (Pnad), bem como dos registros administrativos (de cadastros públicos) referentes ao ano de 2010.
Ginecologistas acusam planos de interferência - Ginecologistas e obstetras do Estado consideram ruim ou péssimo o atendimento dos planos de saúde e dizem que interferências das operadoras afetam seu trabalho. São situações como a redução do período de internação e a designação de auditores para autorizar procedimentos.  Esse é o quadro obtido por pesquisa Datafolha encomendada pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp). Após entrevistas com 451 profissionais associados à Sogesp, ela aponta que 97% deles consideram que há interferência das operadoras, sendo que para 58% a interferência é grande ou muito grande. Mas o problema mais grave apontado foi a interferência. A situação mais citada, por 87%, foi a "glosa de procedimentos", em que a operadora se recusa a pagar por atos já realizados pelo médico. Os entrevistados foram questionados sobre quais planos interferem mais. Entre os oito citados, receberam mais destaque Amil (15%), Intermédica (13%) e Sulamérica Saúde (13%).
Operadoras dizem que respeitam decisão dos médicos credenciados - A FenaSaúde, que reúne as 15 principais operadoras, diz que suas associadas incentivam o uso do plano, já que têm a prática de realizar campanhas lembrando mulheres da importância da realização de exames ginecológicos. A entidade diz que pesquisa recente encomendada pelo Instituto de Estudos da Saúde Suplementar ao Datafolha aponta que 80% dos usuários estão satisfeitos com os seus planos de saúde.
Brasil tem 3,7 milhões de crianças e adolescentes fora da escola - Em todo o Brasil, 3,7 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola, segundo dados da Pnad/2009. A maioria - mais de 1,5 milhão - na faixa de 15 a 17 anos, mas o problema existe mesmo nos anos iniciais do ensino fundamental, quase universalizado no país: são 375.177 crianças longe das salas de aula, o que representa 2,3% da população dos 6 aos 10 anos. Com base nesses números, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação traçaram o perfil dos brasileiros que não estão na escola ou correm risco de evasão. O relatório 'Todas as crianças na escola em 2015 – Iniciativa global pelas crianças fora da escola' aponta que as maiores desigualdades estão relacionadas às crianças mais pobres, aquelas que a família tem renda per capita de até 1/4 do salário mínimo, negras, indígenas e/ou deficientes. E ainda que a repetência e o trabalho infantil são os principais fatores de risco para a permanência na escola. Segundo o estudo, em termos absolutos, as regiões com maior número de alunos em risco de abandono são o Nordeste e o Sudeste.
Debater saúde sexual nas escolas é fundamental para combater o vírus HIV- Para a coordenadora da Saúde do Adolescente do Ministério da Saúde, Teresa de Lamare, a educação sexual é um tema muito carregado de tabus e preconceitos. “Nós, adultos, precisamos enxergar o adolescente como um sujeito de direito, que precisa ser orientado e informado sobre o que está acontecendo com ele, com o corpo dele”, disse. Por isso, ela considera que a articulação dos Ministérios da Saúde e da Educação para criar o programa Saúde na Escola foi pioneira e fundamental para trabalhar a questão da saúde sexual nas escolas. Uma das ações do Saúde na Escola é a distribuição de camisinhas, feita em quase dez mil escolas. “Além disso, disponibiliza um espaço com profissionais da área da educação para conversar com os adolescentes. E esse profissional faz a articulação da escola com a Unidade Básica de Saúde (UBS), pois se o menino ou a menina relatar algum problema, aí o profissional pode encaminhá-lo para uma UBS. Isso é importante para que o adolescente tenha a porta aberta, e não tenha nenhuma burocracia para ter acesso a esses serviços”, explicou Teresa.
Estudo: abortos aumentam chances de parto prematuro- As mulheres que tiveram um ou mais abortos antes de ter seu primeiro filho possuem um maior risco de terem um parto prematuro em uma nova gravidez, aponta um estudo publicado nesta quinta-feira (30) pela revista médica britânica Human Reproduction. Cientistas finlandeses contabilizaram um maior número de partos prematuros e outras complicações relacionadas com o peso dos bebês entre as mulheres que já tinham tido um ou mais abortos antes da gravidez. "Nossos resultados sugerem que os abortos induzidos antes do primeiro parto, concretamente três ou mais, estão associados com um aumento marginal do risco de parto prematuro", explicou Reija Klemetti, principal autora da pesquisa.
Senador diz que Frente Evangélica não aceita legalização do aborto - O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou (30) que a Frente Parlamentar Evangélica não irá aceitar qualquer tentativa de legalização do aborto. “Nós não vamos negociar esse tema. Não atentaremos contra a natureza de Deus. Se Deus determina a vida e a ele cabe o porquê de todas as coisas, não cabe a nós questioná-lo”, disse. A declaração foi feita durante reunião da frente com o relator da proposta de reforma do Código Penal que tramita no Senado (PLS 236/12), senador Pedro Taques (PDT-MT). No debate, Magno Malta também alertou para a possibilidade de legalização da posse de drogas em pouca quantidade: “Estamos combatendo o tabagismo e as grandes indústrias estão perdendo lucro. A maconha, se legalizada, será industrializada. É preciso ter em vista quem ganhará com a legalização das drogas, porque a população em geral só tende a perder”, argumentou
Investimentos livram mulheres nordestinas do peso das latas d’água, diz estudo do Banco Mundial - Rita de Cássia, da Comunidade Negra do Jatobá: "Eu sofria para lavar a louça. Agora tenho tempo para outras coisas". Buscar água ainda é a tarefa que consome a maior parte do tempo das mulheres no Nordeste. Mas as coisas estão mudando no Rio Grande do Norte, onde 2,7 mil iniciativas apoiadas pelo Banco Mundial beneficiaram 90 mil famílias pobres rurais ao longo de oito anos. É o que mostra o novo estudo da instituição, que analisa a relação dos investimentos feitos em água e setores produtivos locais com a redução da pobreza e da desigualdade de gênero. “A água trouxe benefícios imediatos às famílias pesquisadas. Permitiu a elas ter mais tempo para tarefas diferentes, para descansar ou simplesmente brincar”, conta Fatima Amazonas, que coordenou o estudo de caso e gerenciou o Projeto de Redução da Pobreza Rural no Rio Grande do Norte. Todos esses avanços também permitiram que as mulheres ganhassem uma maior consciência sobre as questões de desigualdade de gênero, ainda muito fortes na região. A previsão é que outros estudos como esse sejam realizados em breve em outros estados apoiados por projetos de redução da pobreza, como Ceará e Sergipe. 
Venda de remédios em gôndolas de farmácias causa polêmica- Desde o dia 27 desse mês está liberada, pela Anvisa, a venda de remédios isentos de receita, nas gôndolas das farmácias. Mas, os farmacêuticos alertam para os riscos da automedicação com o fácil acesso aos medicamentos. Todo medicamento que pode chegar ao paciente sem a necessidade de prescrição médica agora pode ser vendido fora do balcão de uma farmácia. Isso inclui uma lista extensa de medicamentos contra a gripe, antiácidos, alguns analgésicos e traz para o dia-a-dia das pessoas uma mudança de hábito significativa, que não deixa de ser também polêmica. Os farmacêuticos acham que a medida oferece riscos à saúde das pessoas porque, entre outras coisas, estimula a automedicação. De acordo com a Anvisa, a decisão de posicionar os remédios de venda livre atrás do balcão não contribuiu para reduzir o número de intoxicações no Brasil. Em abril deste ano, o tema foi submetido a uma consulta pública, que ficou aberta por um período de trinta dias. As contribuições apontaram para o fim da proibição.
CNBB reage à resolução do Conselho Federal de Medicina- A Igreja católica criticou nesta quinta-feira (30) resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que determina ao médico seguir o desejo de pacientes em fase terminal que não queiram seguir tratamentos "excessivos e fúteis". A resolução do CFM estabelece a chamada "diretiva antecipada de vontade". Para o presidente do conselho, Roberto d'Avila, o texto permitirá ao médico, em casos de doença terminal, não continuar com um tratamento que "não dá a possibilidade de voltar ao estado de saúde prévio". "Evidentemente nós não podemos estar de acordo com essa resolução. (...) O juramento [do médico] é defender a vida e a medicina só tem sentido nesse caso: quando ela está à serviço da vida, da saúde", afirmou o presidente da CNBB.
A má conduta da Nestlé (Luis Nassif)- A Nestlé, maior companhia de gêneros alimentícios do mundo, será exposta por MÁ CONDUTA, incluindo marketing agressivo de alimentos para bebês, quebra de sindicatos, destruição ambiental e exploração de fornecedores, numa audiência pública em Edinburgh, Escócia, no dia 23 de outubro, ocasião em que especialistas apresentarão evidências dos fatos.
A ONG IBFAN (International Baby Food Action Network) - Rede de Ação Internacional de Alimentos Infantis, que celebra 25 anos de campanha para proteger os bebês e suas famílias, apresentará monitoramentos com resultados de 69 países que demonstram que a Nestlé continua sendo a pior empresa de alimentos infantis do planeta, por fomentar o uso da alimentação artificial em lugar da amamentação, violando normas do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno, monitorado em todo o mundo pela Organização Mundial da Saúde e o UNICEF, órgãos da ONU.


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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mais um fascículo do Jornal Brasileiro de DST está na internet:



PARA CONHECIMENTO

Amigos, Mais um fascículo do Jornal Brasileiro de DST está na internet: http://www.dst.uff.br/
Vejam o Sumário. Leiam os Editoriais, os artigos, a Carta ao Editor e também o Informe Técnico.
Os textos são atuais, pertinentes, bem desenvolvidos.
Boas leituras e robustas reflexões.
Cordialmente,
Mauro Romero Leal Passos
JBDST, editor-chefe



Friends,
Another issue of the Brazilian Journal of STD is on the internet: http://www.dst.uff.br/
See the Table of Contents. Read the editorials, articles, a Letter to the Editor and also the Technical Report.
The texts are current, relevant, well developed.
Good reads and robust reflections.
Sincerely,
Mauro Romero Leal Passos
BJSTD, editor-in-chief

JBDST 24 (1) 2012 - Sumário / Contents

Editorial
-HPV and cervical cancer prevention in Brazil: who should we save? The daughters or the mothers? - p. 3
Marc Steben
-HPV e prevenção de câncer de colo de útero no Brasil: quem deveremos salvar? As filhas ou as mães? - p.4
Marc Steben

-Países Desenvolvidos Vacinam, Brasil Nega: Ação Popular para Vacinação contra HPV. É Válida a Judicialização da Saúde? - p.5
Mauro Romero L Passos
-Developed Countries Vaccinate, Brazil Denies: Popular Action for HPV Vaccination. Is Judicialization of Health Valid? - p.7
Mauro Romero L Passos

ARTI GOS / ARTICLES
-Perfil Epidemiológico dos Pacientes HIV-Positivo Cadastrados no Município de Teresópolis, RJ – p.9
Záfia R Gonçalves, Alana B Kohn, Saulo D Silva, Barbara A Louback, Lívia CM Velasco, Erika Cesar O Naliato, Mauro Geller
-Epidemiological Profile of HIV Positive Patients Registered in the district of Teresópolis,State of Rio de Janeiro. - p.15
Záfia R Gonçalves, Alana B Kohn, Saulo D Silva, Barbara A Louback, Lívia CM Velasco, Erika Cesar O Naliato, Mauro Geller

-Análise dos Casos de Sífilis Congênita em Sobral, Ceará: Contribuições para Assistência Pré-Natalp.20
-Analysis of Cases of Congenital Syphilis in Sobral, Ceará: Contributions to Prenatal Care
Karina O Mesquita, Gleiciane Kélen Lima, Adriano A Filgueira, Sandra Maria C Flôr, Cibelly Aliny SL Freitas, Maria Socorro C Linhares,Fabiane A Gubert

-Estado Nutricional e Perfil Alimentar de Pacientes Assistidos pelo Programa de DST/Aids e Hepatites Virais de um Centro de Saúde de Itaperuna-RJ – p.28
-Nutritional Status and Food Profile of Patients Assisted by the Programme of STD/Aids
and Viral Hepatitis a Health Center of Itaperuna-RJ
Patrícia OC Ladeira, Danielle Cristina G Silva

-Sífilis e Gestação: Estudo Comparativo de Dois Períodos (2006 e 2011) em População de Puérperas – p.32
Ernesto Antonio Figueiró-Filho, Silvia SA Freire, Bruno A Souza, Gabriela S Aguena, Cristiane M Maedo
-Syphilis and Pregnancy: a Two-Period (2006 and 2011) Comparative Study of a Puerperal Women Population – p.38
Ernesto Antonio Figueiró-Filho, Silvia SA Freire, Bruno A Souza, Gabriela S Aguena, Cristiane M Maedo

-Morbimortalidade de Adolescentes com HIV/Aids em Serviço de Referência no Sul do Brasil – p.44
-Morbimortality of Adolescents who Have HIV/Aids in a Reference Centre in the South of Brazil
Cristiane C de Paula, Stela Maris M Padoin, Crhis N Brum, Clarissa B Silva, Renata M Bubadué, Paulo Victor Cesar de Albuquerque, Izabel Cristina Hoffmann

-Análise dos Dados Epidemiológicos da Aids em Idosos no Estado de Rondônia, Amazônia Ocidental – p.49
Epidemiological Analysis of Aids in Elderly in the State of Rondonia, Western Amazon
Gabriel D Vieira, Thaianne C Alves, Camila M Sousa

-Neoplasia Intraepitelial Cervical: da Etiopatogenia ao Desempenho da Tecnologia no Rastreio e no Seguimento – p.53
-CIN: from Pathological Aspects to the Efficiency of the Methods Used in Screening and Follow up
Fernanda V Fonseca, Flávio Daniel S Tomasich, Juliana Elizabeth Jung

CARTA AO EDITOR / LETTER TO THE EDITOR
CARTA AO EDITOR – p.62
Geraldo Augusto P Venâncio & Charbell Miguel H Kury
LETTER TO THE EDITOR – p.63
Geraldo Augusto P Venâncio & Charbell Miguel H Kury

INFORME TÉCNICO / TECHNICAL REPORT
PARECER DO RELATOR GERALDO RESENDE - Projeto de Lei no 6.820, de 2010 – p.64
NORMAS DE PUBLICAÇÃO - INSTRUÇÕES AOS AUTORES – p.67

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Despreparados para a vida (Isto É)

Isto É (Comportamento)  Edição:  2154 |  18.Fev.2011

Despreparados para a vida

Cada vez mais brasileiros que nasceram com o vírus da Aids chegam à idade adulta. Mas, ao deixar os abrigos onde passaram a infância e a adolescência, eles sofrem para se adaptar à realidade do lado de fora
Solange Azevedo
Conheça a história de Natasha: 
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Conheça a história de Micaela:
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SUPERAÇÃO
Natasha foi adotada e está feliz. Mas casos como o dela são exceção
Natasha descobriu que tinha o vírus HIV aos 9 anos. Na escola. “Não cheguem perto. Ela é aidética”, gritou uma aluna histérica, durante o recreio. Apesar de não fazer ideia do que aquilo queria dizer, Natasha desconfiou logo que não era boa coisa porque seus amigos passaram a manter distância. No abrigo onde morava desde pequenina, na região metropolitana de São Paulo, ela havia aprendido apenas que tomava remédios constantemente para combater um “bichinho” que invadira seu corpo. Os remédios eram “do bem” e os “bichinhos” eram “do mal”. Natasha cresceu ouvindo que fora viver naquela casa diferente e cheia de gente porque não tinha família. “Eu me sentia estranha”, lembra. “Uma pessoa sem família não tem história. Não tem identidade.”
O cotidiano atípico incomodava Natasha. Ela compartilhava o quarto e as roupas com uma porção de meninas. Era obrigada a seguir uma agenda rígida e coletiva. Mesmo se não estivesse com fome, tinha de comer nos horários predeterminados. Mesmo se não estivesse com sono, tinha de se deitar junto com as colegas. As “tias” e os “tios” do abrigo, embora carinhosos e prestativos, saíam ao final do expediente ou desapareciam, caso arrumassem outro emprego. Apegar-se àqueles adultos que iam e vinham, às vezes, doía. “Alguém sempre fazia tudo por nós. Arrumava a cama. Dava remédio. Lavava e passava. Colocava comida no prato”, afirma Natasha. “Tudo era muito dado porque ninguém imaginava que pudéssemos sobreviver. Fomos cuidadas para morrer em paz.”
Quando Natasha nasceu, em 1992, o número de abrigos para soropositivos estava em expansão no Brasil. Era uma resposta, urgente e necessária, de grupos religiosos e da sociedade civil. “Ninguém queria ficar com essas crianças por causa do medo de contágio e porque não se sabia por quanto tempo viveriam”, diz a infectologista Marinella Della Negra, do Hospital Emílio Ribas. “Muitas ficaram órfãs, outras foram abandonadas em hospitais e acabaram na Febem.” De 1980 até junho de 2010, foram notificados ao Ministério da Saúde 19.203 casos de Aids em crianças de até 12 anos. Assim como Natasha, nove de cada dez foram infectadas pela mãe durante a gestação, o parto ou a amamentação – na chamada transmissão vertical.
As estatísticas não detalham quantas crianças resistiram à enfermidade. Mas cerca de 60% dos brasileiros – de todas as idades – diagnosticados no mesmo período estão vivos. “Nosso país se tornou referência mundial no tratamento da Aids, a transmissão vertical vem caindo e a sobrevida está aumentando nos últimos anos”, afirma Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Entre 1983 e 2007, a probabilidade de uma criança estar viva cinco anos depois de descoberta com a doença saltou de 24% para 86%. “Hoje, não dá para estimar o tempo de vida que um paciente terá”, diz a médica Marinella.
Muitos abrigos realizaram um trabalho notável e ainda cumprem um papel social importante. “O problema é que abrimos casas de apoio, mas fomos frágeis na construção de outras possibilidades, como no processo de saída das crianças e dos adolescentes dessas instituições, no suporte familiar e na preparação dos jovens para o mercado de trabalho”, afirma a psicóloga Elizabete Franco Cruz, pesquisadora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. “Existe uma certa perversidade social porque damos um tipo de assistência que, muitas vezes, mantém essas crianças e adolescentes na posição de alguém que sempre precisará ser cuidado. Devemos lhes oferecer perspectivas de vida, de futuro e condições para que tenham autonomia.”
Elizabete relata que centenas de crianças terminaram abrigadas porque vigora no País a ideia de “família Doriana” e “nuclear”. “Onde estão os avós? Os tios? As famílias estendidas? Muitas vezes, os parentes e até o pai ou a mãe são vistos como incompetentes para assumir essas crianças. Temos de tomar cuidado para não idealizar a família nem o abrigo”, alerta a psicóloga. Pela lei brasileira, soropositivos ou não só podem ficar nessas instituições até os 18 anos. “Com 18 anos e um dia, o adolescente se vê sozinho”, diz Kleber Mendes, um dos coordenadores da Rede de Jovens Vivendo com HIV e Aids. “Então, ele percebe que não foi preparado para a vida real. Que não haverá ninguém para lembrá-lo de tomar remédio, que terá de trabalhar, ficar na fila do SUS. Como foi muito tutelado, em geral, não consegue tomar decisões básicas do dia a dia.” Kleber afirma que os jovens demonstram ter dificuldade de lidar com a liberdade total e repentina.
“Tenho vários amigos que sofreram ao sair do abrigo porque, lá dentro, vivíamos num mundo à parte”, conta Natasha. “No ano passado, dois se perderam totalmente, se envolveram com drogas e foram internados numa clínica de reabilitação. Outros, que saíram antes, morreram.” Natasha teve sorte porque foi adotada por uma funcionária do abrigo – com quem mantinha fortes laços afetivos – e se adaptou à família. Está feliz. Além de pai e mãe, ganhou dois irmãos. “Parece que eu nasci da barriga dela”, alegra-se Natasha. “Foi importante ter sido adotada com 16 anos. Meus pais tiveram de assumir certas responsabilidades, como me levar ao médico e assinar documentos da escola, porque eu era menor. Acho que se viesse agora, com 18, não me sentiria filha deles. Seria como vir só porque não tinha onde morar.”
A rotina de Natasha foi entrando nos eixos devagar. Atualmente, além de estudar artes cênicas e dar aula de teatro numa ONG, ela está correndo atrás da papelada para botar os pais adotivos na certidão de nascimento e mudar de sobrenome. Em breve, excluirá Ferreira Braz e se chamará Natasha Rebeca Gimenes Nascimento. “Rebeca é um nome bíblico e foi escolhido pela minha mãe”, conta. Natasha só soube aos 7 anos que tinha uma numerosa família de sangue, quando a avó materna foi visitá-la pela primeira vez. A partir dali, passou a ter contato com os parentes três vezes por ano. Da mãe biológica, morta em 2007, ela guarda a imagem de uma mulher doente. “Eu os amo”, diz Natasha. “Mas, como não convivemos, não temos vínculos suficientes para morar juntos.”
O carioca Wallace Alcântara chegou à Sociedade Viva Cazuza aos 5 anos, depois de ficar órfão de pai e mãe. Quando completou 14, a Justiça do Rio de Janeiro determinou que ele fosse morar com parentes. “Fui um dos primeiros a sair do abrigo. Fiquei mal, foi uma ruptura muito forte. Aquela era a minha família, era tudo o que eu tinha”, recorda o rapaz. “Recomecei do zero. Foi como se tivesse nascido de novo.” Duas tias o visitavam semanalmente na instituição, durante duas horas. Contato havia. O que não havia era convivência e laços afetivos sólidos. Wallace tem 21 anos e, desde que deixou o abrigo, migra entre as casas dessas tias. Quando a relação se torna difícil com uma, recorre à outra – e vai seguindo adiante. O jovem admite ter um temperamento complicado. “Sou cabeça-dura, nervoso e meio marrento”, afirma.
A relutância de Wallace, no entanto, não deve ser interpretada como má-vontade ou simples rebeldia juvenil. Ao deixar a Viva Cazuza, ele não mudou apenas de endereço. Teve de se ajustar, de repente, a uma rotina desconhecida e a pessoas com quem não tinha intimidade. Ele perdeu a proteção e os amigos que tinha desde a infância e foi forçado a construir novas relações num mundo que lhe era estranho e, muitas vezes, preconceituoso. Tudo de uma vez só. No abrigo, ele estudava em colégio particular, praticava esportes. Tinha um monte de colegas que viviam como ele e compreendiam como era sofrido ter de tomar dezoito comprimidos por dia, encarar os efeitos colaterais e ainda ter disposição para enfrentar um amanhã que eles não sabiam se chegaria.
Quando Wallace foi morar no abrigo, os antirretrovirais – medicação para quem tem o vírus da Aids – ainda não eram distribuídos de graça pelo governo. Estar numa instituição como essa, àquela altura, era uma maneira de conseguir tratamento. “A única coisa ruim é que eu não sabia fazer nada. Não tinha liberdade para sair, apanhar ônibus, arrumar minhas roupas. Havia uma superproteção”, afirma Wallace. “Fora de lá, talvez eu não tivesse sobrevivido. Mas, por causa do afeto, acho que o melhor para uma criança é ficar com a família.” Agora, Wallace se debate com o desemprego e diz que está “tomando coragem” para prestar vestibular. O único trabalho que conseguiu, de assistente administrativo, durou pouco mais de seis meses. “Eu não dava conta do serviço”, revela. “Às vezes, deixava tarefas pendentes porque ficava muito tempo conversando pela internet.”
“Essas crianças não nasceram para ter futuro. Foram criadas para o presente. Quanto mais tempo ficam abrigadas, mais difícil se torna reinseri-las nas famílias e na sociedade”, afirma José Araújo, da ONG Espaço de Prevenção e Assistência Humanizada. “A situação no País é gravíssima. Os bebês que chegaram com Aids às casas de apoio hoje são jovens e estão tendo que sair.” Estima-se que 10% das crianças e adolescentes que têm HIV vivem em abrigos específicos para soropositivos. Os outros 90% estão em instituições mistas, com familiares ou conhecidos. A ONG que Araújo coordena, na zona sul de São Paulo, já funcionou como orfanato. Mas, quando ele assumiu a entidade, decidiu trabalhar para que as cerca de 15 crianças soropositivas voltassem para suas famílias ou fossem adotadas.
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“É criminoso deixarmos crianças crescer em abrigos.
O Brasil precisa ter coragem de enfrentar esse problema”

José Araújo, da ONG Espaço de Prevenção e Assistência Humanizada 
Embora não tenha sido fácil, deu certo. Ao mapear o passado de cada uma delas, Araújo descobriu que a maioria tinha avós, tios, irmãos. “É claro que as famílias precisaram de amparo. Mas ficou provado que essas crianças cabiam em algum lugar”, afirma Araújo. “Cinco foram adotadas, as demais foram viver as virtudes e os defeitos de suas famílias biológicas. O erro é a sociedade e o Judiciário acharem que elas deveriam levar uma vida de Barbie.”
O trabalho de Araújo foi inspirado no do Grupo Viva Rachid, do Recife. A diferença é que a ONG pernambucana, criada há 18 anos, chega antes de a criança ir para o abrigo. “Acompanhamos as famílias e, quando a mãe está debilitada pela Aids, pedimos que ela indique com quem gostaria de deixar os filhos”, explica Alaíde Elias da Silva. “Sempre há uma irmã, uma cunhada ou uma comadre que vai assumindo as responsabilidades aos poucos, como resolver questões escolares e levar a criança ao médico. Assim, quando a mãe morre, seus filhos permanecem no seio familiar.”
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SOLIDARIEDADE
Alaíde trabalha para que órfãos da Aids e crianças
que têm HIV não sejam mandadas para abrigos.
 
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Wallace perdeu pai e mãe. Ele morou na Sociedade
Viva Cazuza, no Rio. Gostava de lá, mas sentia falta de afeto
Alaíde fundou a ONG depois de perder um filho, de 8 anos, infectado pelo HIV durante uma transfusão de sangue. Ela calcula que em 80% dos casos em que atuou as crianças não precisaram ir para orfanatos. “Por mais que haja amor, no abrigo sempre falta um olhar individual”, diz a paulistana Micaela Cyrino, representante da Rede de Jovens Vivendo com HIV e Aids. A universitária, de 22 anos, dá aula de arte no abrigo onde ficou dos 6 aos 18 e mora atualmente com uma tia. Ela conhece uma porção de rapazes e moças que penaram do lado de fora. Um deles passou uns tempos com a avó, mas não deu certo. Quando deixou a casa dela, não suportou a solidão. Às vezes, como não tinha para onde correr, ele ia dormir no hospital. Nessas muitas idas e vindas, se envolveu com drogas e morreu.
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“Dá para contar nos dedos o número de amigos que saíram do abrigo e se deram bem”
Amanda Cristina de Andrade, estudante
“Dá para contar nos dedos o número de amigos que saíram do abrigo e se deram bem”, relata Amanda Cristina de Andrade, 19 anos. “Conheço muita gente que está se prostituindo, traficando ou foi para a cadeia.” Quando morava numa instituição para crianças soropositivas, na capital catarinense, e se aborrecia com a gritaria dos colegas, Amanda escalava as grades das janelas e se refugiava no telhado. “Tinha cerca elétrica nos muros e, sempre que os meus colegas da escola apareciam no portão, a gente tinha de ficar conversando na grade porque eles não podiam entrar lá”, lembra a jovem. “As tiazinhas e os tiozinhos do abrigo me aceitaram. Eu era bem novinha, minha mãe tinha morrido e eles me deram um monte de vestidos. Mas eu me sentia numa prisão.”

 Nota Pessoal: Ana Obrigado por compartilhar essa história!!
 recente mente falei com Bontempo sobre uns contactos que tive a
respeito do lançamento do Projeto OS 2 RIOS apoia do pela
Fase.org.ICCO e Fundação Luterana DIAcONIZA, que desenvolveu projetos
com DEZ grupos de jovens no Rio de Janeiro e em Rio Grande do Sul,
estimulando o protagonismo juvenil.
 Vou tentar falar com Villard do GPV para ver se posso divulgar essa
iniciativa, pois pertendo tambem trabalhar com As PVHAS que no momento
não podem ou não contribuiram para o INSS e assim estão sem
sobrevivencia. Tudo eh projeto mas, essa reportagem vem de encontro
com isso!!!
Obrigado por sua atenção:
Nilo Borgna:
Principio de igualdade:
Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de
qualquer direito ou isento de qualquer
dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de
origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução,
situação econômica, condição social ou orientação sexual.
Artigo 13* da constituição da República Portuguesa
NGB
Http//ativismocontraaidstb.blogspot.com
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55021 92480850 Claro!






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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Projeto da MTV para aids muda comportamento dos jovens, mostra estudo 21 de julho de 2010 Reuters Projeto do canal de música com apoio da ONU usou

Projeto da MTV para aids muda comportamento dos jovens, mostra estudo

21 de julho de 2010

Reuters

Projeto do canal de música com apoio da ONU usou dramas para informar sobre riscos de contaminação

VIENA - Programas da MTV sobre HIV e Aids transmitidos para jovens em alguns dos países de mais alto risco na África e no Caribe exerceram forte efeito no comportamento em relação à doença, revela um estudo divulgado nesta terça-feira, 20.

Um projeto do canal de música MTV, com o apoio da ONU, usou dramas de televisão feitos para o público jovem para transmitir mensagens sobre os riscos de contaminação com o HIV decorrentes de sexo sem segurança, parceiros múltiplos e uso de drogas injetáveis, além de informar sobre exames, tratamento e superação do estigma relacionado à aids.

Pesquisadores dos EUA que estudaram o efeito dos programas sobre o público no Quênia, Zâmbia, e Trinidad e Tobago descobriram que eles modificaram o modo de os jovens pensarem sobre o HIV e a aids.

Agora, a MTV pretende levar o projeto a mais países, em um esforço para modificar atitudes. "Os resultados mostraram uma mudança realmente positiva em termos de ações, conhecimento e sentimento dos jovens de que agora compreendem os riscos e podem enfrentá-los", disse Susan Kasedde, especialista do Unicef (fundo da ONU para a infância, que patrocinou o projeto) em prevenção do HIV entre adolescentes.

Em 1998, a MTV lançou uma campanha intitulada "MTV Continuando Vivo". O canal de TV também produziu filmes, concursos e eventos com celebridades para conscientizar jovens sobre os riscos do HIV e da aids e para incentivá-los a falar sobre o assunto.

A África Subsaariana ainda é a região do mundo mais atingida pelo HIV: 67% dos 33,4 milhões de soropositivos do mundo vivem na região.

Um estudo divulgado na semana passada constatou que os jovens na África estão liderando uma "revolução" na prevenção do HIV e reduzindo a incidência da aids, ao praticar sexo seguro com menos parceiros sexuais.
Cortesia: Clippinh Bem Fam(21/07/010)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e Aids elabora carta de princípios

Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e Aids elabora carta de princípios


04/07/2010 - 11h35


Cerca de 20 jovens estão reunidos em São Paulo para elaborar a carta de princípios da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e Aids. Um dos destaques das decisões tomadas pelo ativistas neste sábado foi a formalização da Rede como uma organização sem vinculo político-partidário ou religioso. Segundo eles, o direito à saúde está acima que qualquer outro interesse. Os jovens também oficializaram a missão e os objetivos do grupo, que estão focados principalmente no incentivo ao protagonismo dos adolescentes e jovens com HIV/aids no combate ao vírus e à doença.

“A carta de princípios vai ajudar as pessoas a entenderem o que é a Rede”, disse a representante nacional dos adolescentes e jovens, Micaela Cyrino. Já o ativista Samir Amim, de Belo Horizonte, acredita que a formalização do grupo garante a continuidade do movimento. “Essa estruturação facilita a desão de novos jovens”, disse.

O documento irá, ainda, nortear futuras ações da Rede.

Jovens receberam orientações

Antes do início das atividades, os jovens receberam orientações do representante das pessoas vivendo com HIV/aids no Conselho Nacional de Saúde, José Marcos de Oliveira. Ele sugeriu que a elaboração do documento partisse de três questionamentos: de onde nós viemos, onde estamos e para aonde queremos ir. “Respondemos essas perguntas para criar a carta de princípios da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+)”, declarou.

Desde quinta-feira, cerca de 20 jovens do Brasil estão reunidos em São Paulo para criar o documento. O encontro termina na tarde deste domingo e conta com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF. A criação da carta de princípios ocorre pouco mais de dois anos depois do início das atividades da Rede.

Talita Martins


Dica de Entrevista
Micaela Cyrino
Representante da Rede de Jovens
E-mail: micaelacyrino@yahoo.com.br



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Jovens de sete países debatem em Brasília saúde sexual

Jovens de sete países debatem em Brasília saúde sexual
Enviado por zecarlos em 14/06/2010 13:40:12 (9 leituras)

Quinze jovens de sete países do Hemisfério Sul – entre eles o Brasil – estão promovendo uma verdadeira mudança na forma de tratar questões como a transmissão do HIV e sexualidade. Reunidos em Brasília desde sábado (12), eles participam do encontro Laço Sul-Sul Jovem, iniciativa inédita do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que coloca os jovens como protagonistas na elaboração de políticas para o combate de doenças sexualmente transmissíveis (DST), em especial à Aids.

A versão “adulta” do projeto Laço Sul-Sul, criada pelo Brasil em 2004, conta com a participação da Bolívia, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, do Paraguai, de São Tomé e Príncipe, do Timor Leste e da Nicarágua. “Até então só participavam técnicos que debatiam o acesso a medicamentos, sendo que o Brasil é o maior fornecedor de remédios para os demais países”, disse o coordenador regional do Programa HIV/Aids para a América Latina e Timor Leste, Mark Connolly.

Com a criação da versão “jovem” do programa, o Unicef quer colocar a prevenção em primeiro plano. “Queremos criar lideranças na juventude para atuar com outros jovens, orientando sobre práticas sexuais seguras, principalmente dentro das escolas”, explica Cristina Albuquerque, representante do Unicef no Brasil para o programa. Outro objetivo do encontro é criar uma rede de comunicação para a troca de experiências e informações.

Alberto Piedade, da delegação do Timor Leste, viajou três dias para participar do encontro. A experiência que ele trouxe é curiosa: em seu país, quem encampou o combate à disseminação da aids foi a Igreja Católica. “Parece estranho imaginar a Igreja, que é contra o uso da camisinha e também contra o homossexualidade e o aborto, tratar sobre esse tema. Mas a instituição não quer esperar de braços cruzados que mais pessoas morram com a doença”, justifica o jovem que atua na Congregação dos Salesianos.

Ele explica que o Unicef buscou uma parceria com a Igreja Católica porque o governo do país é muito corrupto e não tem credibilidade na sociedade. “Levamos informações sobre o vírus, sobre o contágio e sobre como lidar com a doença. A única diferença é que pregamos o celibato e o sexo dentro do casamento, e não a camisinha, como forma de evitar as DST.”

A paraguaia Linda Marchuk acredita que o seu país está muito atrasado no desenvolvimento de políticas educacionais sobre sexualidade. “Só agora o governo está terminando uma legislação que traçará uma diretriz sobre o tema. Antes, qualquer instituição chegava às escolas e falava sobre sexualidade e prevenção, muitas vezes com ideias divergentes. Não sabíamos o que era certo nem quem ouvir.”

Representante da delegação brasileira, Hugo Soares conta que o país é um dos mais avançados no envolvimento de jovens contra a transmissão de DST e também nas políticas sobre direito reprodutivo e sexual. “Os ministérios da Saúde e da Educação têm o programa Saúde e Prevenção nas Escolas, que atua não só nas escolas mas em toda a comunidade. Jovens líderes falam de igual para igual com os colegas, o que facilita a troca de informações.”

O jovem acredita que o maior desafio do programa é sensibilizar alguns estados que ainda não estão totalmente engajados na promoção da saúde sexual entre os adolescentes. “Nossa estratégia é uma forte campanha em redes sociais e blogs. O jovem vê que aquilo não está acontecendo no seu estado e se mobiliza para mudar isso.”

No final da reunião de hoje, os jovens irão elaborar a Carta de Brasília, documento com recomendações para que o mundo esteja mais preparado para lidar com a saúde sexual da juventude. A carta será levada para a Mostra Saúde e Prevenção na Escola, que começa neste domingo (13), às 19h, em Brasília.

Fonte: Agência Brasil


domingo, 7 de março de 2010

Hiv na adolescência - texto de Micaela Cyrino

:: ARTIGO ::
As adolescentes como foco na campanha de prevenção do HIV no Carnaval 2010

Por Micaela Cyrino

As meninas adolescentes foram novamente escolhidas pelo Ministério da Saúde como público-alvo de uma campanha nacional contra o HIV e aids. Desta vez, nós meninas adolescentes, receberemos destaque na campanha de Carnaval (ao lado dos jovens gays).

Para quem não me conhece, sou Micaela Cyrino, tenho 21 anos, sou estudante de artes plásticas e coordenadora da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e aids.

Antes de começar a escrever este artigo pensei na seguinte pergunta: Por que nós meninas adolescentes e jovens somos vulneráveis ao HIV?

Em primeiro lugar, percebo que ainda há uma questão cultural muito forte de que a mulher é sempre inferior ao homem nas decisões em geral.

Em segundo, tem a ver com a fácil confiança que as mulheres têm pelos homens quando começam um relacionamento.

Num sexo mais casual, o preservativo é quase sempre usado, mas quando começa um relacionamento sério, um namoro, tanto a mulher quanto o homem deixam de exigir o preservativo para provar confiança pelo outro. Deixar de usar preservativo é visto como uma prova de amor.

Muitas vezes percebo que a fase de apenas ficar com um menino para passar para uma coisa mais séria, como um namoro, é a mudança de usar para deixar de usar a camisinha.

É claro que mudar comportamento não é fácil, ainda mais numa situação em que o que está em jogo é a paixão. As pessoas apaixonadas são capazes de tudo.

Mas acho que as campanhas de prevenção à aids já não têm mais o mesmo impacto como no começo da epidemia.

Talvez porque a aids já não mata mais artistas e famosos como no começo da epidemia, os adolescentes de hoje acham que é tudo bem ter aids.

Sou a favor de retomar toda a atenção e o cuidado com a transmissão do HIV, como no começo da epidemia no Brasil, mas claro que fazendo uso de todo o conhecimento que temos para evitar novos preconceitos.

Se recentemente o país e o mundo se viraram para a prevenção da Gripe A, porque não podemos resgatar essa força para a prevenção do HIV?

Contra a Gripe A, a maioria das pessoas mudou de comportamento e passou a lavar as mãos com álcool e gel sempre. Essa doença foi esclarecida para sociedade.

Será que contra o HIV, isso não poderia acontecer também? Uma campanha de comunicação em massa com linguagens bem acessíveis, explicando como se transmite o vírus, como não se transmite e que há tratamento contra a aids seria muito bem vinda.

Isso contribuiria para que mais pessoas usassem o preservativo, e mudaria o pensamento delas para além da prevenção, para uma relação melhor e sem preconceito para com as pessoas vivendo com HIV.

Torcemos e trabalharemos para que isso seja possível, e que o uso do preservativo se torne um companheiro inseparável dos adolescentes já, a partir deste Carnaval.

Micaela Cyrino é estudante de artes plásticas, coordenadora da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e aids, e participou do grupo de trabalho de comunicação da campanha do Ministério da Saúde para a prevenção do HIV no Carnaval.