Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sai na imprensa 01/DEZ./2015 DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

SAIU NA IMPRENSA
01/DEZ./2015
DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

1º de Dezembro: A volta ao passado da aids no Brasil
Rodrigo Pinheiro*

O quadro atual da resposta brasileira a epidemia de aids é um dos mais preocupantes desde o início da doença nos anos 1980. Os medos daquela época parecem ressurgir traiçoeiros e mais ameaçadores. Vivemos hoje as maiores taxas de aids (não de HIV) entre homens. Em algumas regiões do Brasil, como o Rio Grande do Sul, há uma epidemia generalizada com taxas de letalidade alarmantes. Os estados da Amazônia, Rio de Janeiro e Santa Catarina estão seguindo pelo mesmo caminho. Um dos maiores problemas no enfrentamento da doença é a ação dos governos, entre eles o federal, não admitindo o tamanho do problema e vendendo o falso panorama de que 'tudo está resolvido'.

Apesar de o Unaids (Programa das Nações Unidas para o HIV/Aids) evidenciar a importância do financiamento público para as ações da sociedade civil na luta contra a aids, vivemos uma das piores fases neste campo, com muitos problemas burocráticos. Projetos aprovados há quase dois anos ainda não tiveram seus recursos repassados e a burocracia para a celebração de convênios com ONG está cada vez maior, impedindo atividades e restringindo ações.

Na área da prevenção assistimos a medicalização das pessoas. Todas as novidades neste campo são bem-vindas, mas falta uma campanha que informe à população sobre a existência da profilaxia pós-exposição sexual (PEP), disponível no SUS desde 2010. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais salienta com entusiasmo a chegada da profilaxia pré-exposição (já aprovada há anos nos EUA), mas até agora não há um anúncio claro para a adoção desta estratégia. É necessário investir na promoção de outras tecnologias e pesquisas comportamentais que visem entender os processos de riscos e infecção.  Nos preocupa o aumento das DST e as dificuldades de acesso a medicamentos, informações e tratamento.

No campo da assistência, muitos estados enfrentam enormes desafios na referência e contra referência, há problemas até na regulação de encaminhamentos de pacientes. O diagnóstico tardio também dificulta a luta contra aids, há muitos óbitos por falta de perícia dos profissionais de saúde.

Isso contrasta com pesquisas em países desenvolvidos, onde há evidências de que a expectativa de vida das pessoas que adquiriram o HIV por via sexual e foram diagnosticadas oportunamente é similar àquela das pessoas sem HIV. Morrem mais de 12 mil pessoas por ano em decorrência da aids no Brasil.

As inovações ainda demoram a serem inseridas no cotidiano dos pacientes. Eles sofrem com a angustia do adoecimento e lutam pela vida. O 3 em 1, por exemplo, foi aprovado pela FDA  em 2006. E em 2011, o Encontro Nacional de ONGs/Aids já pedia sua inclusão.

Diversos países estão dando preferência a uma primeira linha de tratamento mais eficaz e com menor risco de efeitos colaterais, baseada nos inibidores de integrasse, como o raltegravir e o dolutegravir. Só agora o Brasil vai a incorporar o dolutegravir na grade de medicamentos, mas ainda como terapia de resgate.

O combate a essa epidemia não está somente no campo da saúde: ele se dá também na área dos direitos humanos, da luta contra o estigma e discriminação. E neste sentido o Brasil abandonou a digna trajetória que vinha percorrendo. Ter HIV no Brasil significa sofrer discriminação.

Reconhecer e implementar o direito à saúde para todos os brasileiros, incluindo as populações-chave só será possível com uma política com base nos direitos humanos, que este governo ainda deve abraçar. Por isto recentemente o 2ª Fórum Latino-americano e do Caribe, reunido no Rio de Janeiro em agosto deste ano e posteriormente o Unaids acrescentaram metas de tratamento conhecidas como 90-90-90. A discriminação nutre a epidemia, e por isto deve ser combatida desde o campo da saúde.

Na atual democracia onde todos os atores envolvidos nesta luta precisam ser ouvidos e chamados a contribuir, é fundamental que seja ampliado o diálogo entre governo e sociedade civil organizada, não excluindo entidades representativas por não concordarem com a política implementada, em todo ou em parte.

Vivemos uma das piores fases da epidemia no Brasil. Há uma tendência conservadora crescente, grande limitação de recursos, dissociação cada vez maior entre saúde e direitos humanos, diálogo dificultado, SUS ameaçado, preconceitos que achávamos superados retornando. Conclamamos o governo a agir com coragem e ímpeto na direção contrária, tendo a certeza que o controle da epidemia precisa de ferramentas de saúde, mas também de muita solidariedade.

* Rodrigo Pinheiro é presidente do Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo.

1º de Dezembro: OMS diz que pessoas infectadas com HIV devem ter rápido acesso a tratamento
EFE

A extensão do tratamento antirretroviral a todos os soropositivos é um elemento essencial para acabar com a epidemia de aids, afirmou nesta segunda-feira (30) a OMS (Organização Mundial de Saúde). Com isso, à véspera do Dia Mundial de Luta Contra Aids,  a OMS quis enfatizar em sua nova recomendação que todas as pessoas infectadas com o HIV, sem levar em consideração suas idades, devem ter acesso ao tratamento o mais rápido possível após o diagnóstico da doença.

A OMS revisou recentemente suas diretrizes sobre o tratamento de HIV. Estudos recentes mostram que se o paciente for tratado logo depois da infecção ele tem mais chances de viver bem, além de o risco de transmitir o vírus ser reduzido.

Além disso, a OMS recomenda que todas as pessoas com risco substancial de contrair HIV deveriam ter acesso ao tratamento. E alerta que  a PreP (profilaxia pré-exposição) deve ser uma opção adicional a outros métodos de prevenção, como o uso de preservativos e seringas seguras, o acesso a apoio psicossocial e sistemas de diagnóstico. Lembra que os antirretrovirais também ajudam a prevenir a transmissão vertical, de mãe para filho.

Para que as recomendações possam ser implementadas, os países deverão fazer um esforço adicional para reforçar seus sistemas de diagnóstico antecipado e ampliar sua capacidade de oferecer tratamento a todos àqueles que precisem. Se essas recomendações forem consideradas, o número de pessoas "elegíveis" para obter tratamento antirretroviral tem que crescer de 28 milhões que o recebem atualmente até 37 milhões de pessoas que convivem com o vírus no mundo.

Segundo o Unaids (Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids), expandir o tratamento para todas as pessoas soropositivas, assim como a ampliação das opções de prevenção, pode ajudar a evitar a morte de 21 milhões de pessoas e prevenir 28 milhões de novas infecções até 2030.

1° de Dezembro: Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento as DST/HIV/Aids debatem a incidência da aids entre jovens e mulheres
Agência de Notícias Aids

Para a Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento as DST/HIV/Aids, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids também será um marco dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, pois, nesta terça-feira (1) às 9h, membros do governo, parlamentares, profissionais da saúde, ONGs e sociedade civil organizada se reúnem no seminário A Incidência da Aids entre Jovens e Mulheres, no auditório Freitas Nobres, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

“Marcar o dia de enfrentamento a aids e fazer uma discussão sobre as campanhas, estratégias de prevenção e perfil epideomológico dos jovens e mulheres infectados pelo HIV é um dos focos desse seminário. A incidência da infecção entre os jovens tem crescido muito, assim como a feminização da aids, então é necessário que se converse sobre isso”, explicou Érika Kokay, coordenadora da Frente Parlamentar.

O seminário contará com duas mesas, em que, além das discussões sobre a infecção entre os jovens e mulheres, também abordará os Desafios das Estratégias de Enfrentamento. Segundo a deputada, a reunião conta com o envolvimento do estado junto à sociedade civil para a elaboração de políticas com base nos dados dos boletins epideomológicos. “Uma das mais belas conquistas da sociedade civil é o enfrentamento do HIV/aids. A sustentação dessa Frente é a sociedade civil é por isso que na mesa ela estará presente junto com membros do governo”.

Victor Silba, do GIV (Grupo de Incentivo à Vida), que falará sobre a incidência da epidemia entre os jovens, diz que essa iniciativa tem papel fundamental na sensibilização dos parlamentares, pois dá voz aos membros da sociedade civil que apresentam demandas provenientes das bases. “É uma oportunidade de levar conceitos e ideais de enfrentamento da epidemia pouco comentados entre aqueles que aprovam as leis para as bases”.

O seminário contará ainda com a presença de membros do Departamento de DST, Aids Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ONG Amigos da Vida, GIV (Grupo de Incentivo à Vida), ONU Mulher, Anaids (Articulação Nacional de Luta Contra a Aids), ABIA (Observatório Nacional de Políticas de Aids), RNP+ Brasil (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/aids) e Cidadãs Positivas.

Um alerta: HIV triplica em jovens do sexo masculino
G1

Recentes dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde da Cidade de São Paulo apontaram que o número de novos casos positivos para o HIV triplicou em jovens do sexo masculino, entre 15 a 19 anos, nos últimos 10 anos. Importante salientar que, neste mesmo período, houve uma queda de 22% de novos casos na população geral. Acredita-se que esta tendência também esteja ocorrendo em outras cidades do Brasil.

O que isto quer dizer? Significa que o vírus continua em circulação e que estes jovens rapazes não estão preocupados em se proteger. Não estão usando camisinha. Além disso, muito provavelmente desconhecem a possibilidade da profilaxia pós exposição.

A doença AIDS ficou longe da realidade desta jovem galera. Os portadores do vírus recebem diariamente seu tratamento e – felizmente-  a carga viral em níveis baixíssimos permite a vida produtiva e com qualidade. A doença AIDS caiu no esquecimento e para eles categorizou-se como uma remota possibilidade improvável.

Os jovens, que por natureza da própria idade sentem-se atraídos por desafios que os provem potentes super-heróis que tudo vencem, imbuídos da sensação de imortalidade, transam sem camisinha. Afinal, com eles nunca nada acontecerá. Triste engano. Os dados estão aí para provar que não se brinca com a vida.

Resultado: estes rapazes, no auge de sua vitalidade física, para terem uma vida sem sobressaltos e internações hospitalares, devem tomar, todos os dias, sem falhas, antivirais. Problema: estes medicamentos têm efeitos colaterais desagradáveis, que geram extremo desconforto para muitos.

Há que se divulgar também, para todos, homens e mulheres de todas as idades, a possibilidade da profilaxia pós exposição pelo HIV. Poucas pessoas têm conhecimento que, se tiverem exposição ou uma relação sexual suspeita, podem procurar um serviço público de saúde e receber um antiviral que os protegerá de uma possível contaminação pelo HIV. Quanto mais cedo procurarem o serviço de saúde melhor. Idealmente de 2 horas após a exposição até, no máximo 72 horas. Depois disso, a chance de proteção é muito pequena e não estará mais indicada.

Estes dados precisam ser divulgados para todos, especialmente para moças e rapazes. Não só pelas autoridades de saúde, mas por todos nós. Exaustivamente. De preferência falando sua linguagem e utilizando as redes sociais e todas as mídias digitais, que são os meios pelos quais eles se informam do que acontece no mundo.

Será que transar sem camisinha vale o resto da vida inteira tomando remédios?

Papa Francisco reconhece ‘perplexidade’ da igreja sobre preservativo contra aids

O papa Francisco reconheceu nesta segunda-feira (30) "uma perplexidade" da igreja católica sobre a questão da utilização do preservativo para lutar contra a aids, estimando que este era "um dos métodos" mas que a África tinha "feridas maiores".

Questionado às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Aids sobre a polêmica oposição da igreja ao preservativo, o papa argentino se mostrou descontente e se recusou a responder diretamente.

"A moral da igreja encontra-se diante de uma perplexidade diante deste problema”, reconheceu Francisco diante da imprensa no avião que o levava de volta a Roma após uma viagem pela África, onde a aids continua sendo a principal causa de mortes.

Assim como seus predecessores, o papa não apoiou o uso do preservativo: "é um dos métodos" para evitar a propagação do vírus, mas "as relações sexuais devem ser abertas à vida".

"Não gosto de fazer reflexões sobre questões casuísticas quando as pessoas morrem por falta de água e comida (...) Sua pergunta me parece um pouco fechada, uma questão parcial", disse o papa ao jornalista alemão que o entrevistou.

"O problema é maior", insistiu, enumerando a desnutrição, o trabalho escravo, a falta de água potável, o tráfico de armas.

Durante uma viagem a Camarões e Angola em 2009, o papa Bento 16 foi muito criticado por suas posições contra o uso do preservativo, ao qual a hierarquia da igreja, muito conservadora na África sobre as questões de moral sexual, continua muito contrária.

Mesmo assim, muitos missionários católicos no continente não proíbem o uso de preservativos nos casos de emergência.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

​ABIA destaca em nota necessidade de mais atenção para pessoas trans vivendo com HIV

​ABIA destaca em nota necessidade de mais atenção para pessoas trans vivendo com HIV 30/01/2015 - 14h30 A Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA) divulgou nessa quinta-feira (29), Dia Nacional da Visibilidade das Pessoas Trans (travesti, homens e mulheres transexuais), nota em que reconhece os avanços nas políticas públicas para a saúde integral desse grupo, mas chama a atenção para a invisibilidade social e a grave condição de inacessibilidade aos direitos e cidadania desta população. ABIA também chama atenção para a saúde das pessoas vivendo com HIV/aids nessa população, especialmente para os efeitos que o uso concomitante de antirretrovirais e hormônios podem causar.  Leia a nota da ABIA: “Ressaltamos que as pessoas que vivem um gênero diferente da determinação biológica sofrem diariamente com a transfobia causadora de imenso preconceito e discriminação, tendo como consequência manifestações de ódio que, inúmeras vezes, culminam em assassinatos com requintes de crueldade. Essa exclusão é vivida não apenas nas ruas e espaços de convivência, mas também nos serviços de atenção a essa população, como os espaços de saúde. No campo do HIV e da aids, de acordo com dados do Ministério da Saúde, as travestis e transexuais são considerad@s um grupo de atenção quanto à infecção pelo vírus HIV no Brasil. Isso em razão da vulnerabilidade social, exclusão, violência, preconceito e discriminação enfrentados por este grupo. Essa condição é um determinante relevante para a exposição ao vírus do HIV e fator significativo de influência à infecção. As medidas de enfrentamento à epidemia de HIV/aids têm dado maior atenção às pessoas HSH (homens que fazem sexo com homens), em razão do aumento na proporção de casos de exposição ao HIV nos últimos dez anos, conforme dados do boletim epidemiológico de aids e DST, lançado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde. Oficialmente, a população transexual faz parte dessa categoria, mas na prática não pertence a ela de fato. As travestis e mulheres transexuais não são homens e não podem ser consideradas como tal. Já os homens transexuais têm a construção social de sua masculinidade muito diferente da normatividade biológica do homem cisgênero (sexo biológico igual ao gênero) que constitui a categoria HSH. Isso faz com que os homens trans vivenciem estigma e estereótipo que produzem vulnerabilidades e segregações sociais que o homem cisgênero não vivencia de fato. Eles também ocupam outros espaços sociais de vivência, seja pela exclusão, seja por se constituírem como outro grupo social. Outro fator significativo é a prática sexual ser diferente dos padrões esperados para os HSH, pois muitos não têm práticas sexuais frequentes com homens e, sim, com mulheres. Ainda no âmbito do enfrentamento à epidemia de HIV/aids, chamamos a atenção para o fato de que o uso de TARV (terapia antirretroviral) por pessoas trans ainda carece de estudos e pesquisas que mostrem se o uso concomitante com os hormônios não possa ter qualquer interação prejudicial ou indevida. Há inclusive casos de pessoas trans que interrompem o uso da TARV para não comprometer a hormonização. Outro fator de exclusão e sofrimento no âmbito da saúde é o diagnóstico médico. A transexualidade ainda é classificada pelos manuais médicos e também por alguns psicólogos como uma patologia. O direito ao nome social, em muitos casos, só é concedido legalmente quando se passa pelo chamado processo transexualizador (gratuito pelo SUS), e para isso o paciente precisa ser diagnosticado. Ou seja, para ter acesso a uma identidade social, as pessoas trans precisam ser patologizadas. Além disso, o SUS se nega a realizar um atendimento humanizado para o grupo, embora na teoria esteja preconizado nos princípios do SUS. O péssimo atendimento, muitas vezes discriminatório, gera constrangimento e humilhação aos usuári@s trans. Este cenário confirma que os desafios ainda são muitos, pois os avanços são insuficientes. E confirma também que o primeiro passo é o enfrentamento e a diminuição dos estigmas e preconceitos que marcam um lugar segregacionista dessas pessoas na sociedade, combatendo assim a transfobia. Para nós, da ABIA, a vida dos sujeitos, as construções de gênero e de sexualidade, os desejos e as práticas não devem ser determinados por um destino biológico padrão. Neste sentido, entendemos que os ativismos devam se articular e atuar no combate a estes estigmas e violências, dando visibilidade a esta causa e reivindicando do Estado a assunção de suas funções e obrigações devidas, de modo a obter a dignidade e o respeito devidos de fato e de direito. Neste sentido, recomendamos:  - Rever os métodos e critérios epidemiológicos no que se refere às ações efetivas de enfrentamento à epidemia de HIV/aids; - Dar continuidade aos estudos sobre a TARV e as terapias hormonais para a compreensão de sua interação; - Incluir nas campanhas de prevenção e no acesso aos serviços e insumos de prevenção a realidade das pessoas trans; - Implementar ações continuadas de formação e reciclagem dos profissionais da saúde no SUS, criando mecanismos de monitoramento eficientes da atuação ética e especializada dos profissionais, de modo que os estereótipos e estigmas de sexo e de gênero sejam problematizados e compreendidos, para que alguns dos causadores de preconceitos e discriminações possam ser dissolvidos e eliminados dos serviços, garantindo um atendimento humanizado e sensível aos usuári@s trans; - Exigir que o Estado assegure a saúde integral das pessoas trans, através da portaria nº 2.836 de 2011, que institui no âmbito do SUS a Política Nacional de Saúde Integral LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), com o cumprimento e o monitoramento das ações, planos, programas e projetos de saúde já pactuados e promover e garantir a implantação e implementação de novas políticas e estratégias em âmbito nacional, estadual e municipal. Recomendamos também o documentário ‘Janaína Dutra, Uma Dama de Ferro’ (2010), dirigido por Vagner de Almeida e disponível no youtube. Dica de entrevista: ABIA Coordenação de Comunicação Avenida Presidente Vargas, 446 - 13° Andar Tel.: ( 21) 2223-1040     Fonte : ABIA

quarta-feira, 18 de junho de 2014

#GIV lança edital 2 Seminário de atualização em #HIV

      Prezados   Encaminho abaixo a chamada para divulgação e inscrição para participação  no II Seminário Nacional de Vacinas e Novas Tecnologias de Prevenção para o HIV/AIDS.   As  inscrições serão realizadas somente acessando o  site do giv: www.giv.org.br   Por gentileza divulgar entre seus contatos.   Qualquer duvida entrar em contato conosco.   Atenciosamente.   Luis Donizeti – Ass. De Projetos     II Seminário Nacional sobre Vacinas e novas Tecnologias de Prevenção para o HIV/AIDS Datas: 11 a 13 de Setembro de 2014 Local: Hotel Braston Augusta - Rua Augusta, 467 - Consolação - São Paulo/SP. Inscrições: Clique aqui e realize sua pré-inscrição. » Realização: GIV - Grupo de Incentivo à Vida. Apoio: Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais/Ministério da Saúde; Programa Municipal de DST/AIDS SMS PMSP.   O Seminário O II Seminário Nacional Sobre Vacinas e Novas Tecnologias de Prevenção para HIV/AIDS será realizado em setembro de 2014 na cidade de São Paulo. Sua finalidade será atualizar os participantes de Ongs AIDS das cinco regiões brasileiras a respeito do que está acontecendo no Brasil e no mundo no campo das pesquisas de vacinas anti HIV/AIDS, da prevenção biomédica para o HIV, tendo como focos principais a PEP, PrEP, Tratamento como Prevenção e outras formas de prevenção. O Seminário contará minimamente com representantes de 20 estados. Serão realizadas: Cerimônia de abertura, no dia 11 de setembro, e 8 mesas temáticas nos dias 12 e 13 de setembro de 2014. Observações A pré-inscrição não confirma a efetiva participação no Seminário, solicitamos que aguardem contato de confirmação da Comissão Organizadora. Prestem muita atenção no correto preenchimento dos dados para que não haja problemas de comunicação. Obrigado. Importante Devido a restrições orçamentárias, serão priorizados os candidatos que não precisem de auxílio transporte Período da pré-inscrição De 18/06/2014 até 15/07/2014 (impreterívelmente até as 17:00h - horário de Brasília).   Pré-Inscrição   Curta o GIV Facebook Contatos: Fones: (11) 5084-0255 ou 5084-7465 Email: giv@giv.org.br           __._,_.___ Enviado por: "giv" Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___   não estou conseguindo acesso para a pré inscrição do giv. francisco=bronsotico@yahoo.com.br Em Quarta-feira, 18 de Junho de 2014 19:19, "'giv' giv@giv.org.br [fonaids]" escreveu: ▶ Mostrar texto das mensagens anteriores __._,_.___ Enviado por: Francisco Adalton Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (2) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

quarta-feira, 26 de março de 2014

UNESCO' s new publication: Charting the Course of Education and HIV

[UNESCO's Response to HIV and AIDS] UNESCO' s new publication: Charting the Course of Education and HIV


Dear Colleagues,

UNESCO has released a new publication Charting the Course of Education and HIV, which is part of its Education on the Move series. The series focuses on key trends in education today and challenges for tomorrow. The series seeks to bring research knowledge produced by various academic disciplines and within various organizations to those who can shape educational policies and drive reforms. As such, it also intends to contribute to on-going reflections on the international education agenda.

More than three decades after the identification of the virus, HIV continues to affect millions of people worldwide even though infection rates are down in a number of countries. From the beginning, the education sector has played a central role in responding to HIV. However, its role and the contribution of school-based HIV education has been the subject of much debate. This book provides an overview of how the role of the education sector and  approaches to HIV education have evolved over time. Building on the findings of recent research and regional studies, it examines lessons learned,  emerging challenges and opportunities, and proposes a way forward for the education sector to contribute to the prevention of new infections, treatment and care, and the reduction of stigma and discrimination.





For hard copies of the publication please visit the UNESCO Bookshop. For additional information please contact aids@unesco.org.

Best wishes,
Audrey

Audrey Kettaneh
Programme Specialist
Section of HIV and Health Education Division of Education for Peace and Sustainable Development UNESCO

Email: an.kettaneh@unesco.orgTel: +33 1 45 68 09 33 7, Place de Fontenoy 75352 Paris 07 SP France

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

#CLIPPING SS & A 22/11/2013 - NOVEMBRO AZUL #ANAGLORIA

CLIPPING
Saúde, Sexualidade & Afins
22/11/2013
NOVEMBRO AZUL


É preciso limitar o número de pessoas nas futuras gerações, diz escritor Alan Weisman
Folha de S. Paulo

No mundo inteiro, cada vez mais mulheres têm menos filhos - o suficiente para que, em algum momento até o fim deste século, a população do planeta alcance seu auge e comece a decrescer pela primeira vez na história. Mesmo assim, o escritor americano Alan Weisman acha que não há motivo para complacência em relação aos riscos da superpopulação.

 Weisman, 66, está virando um especialista em examinar os efeitos da ação dos bilhões de seres humanos vivos hoje sobre o planeta. Seu best-seller "O Mundo sem Nós", de 2007, é um experimento mental sobre o que aconteceria com a Terra se o Homo sapiens deixasse de existir da noite para o dia.

 Recentemente, ele lançou "Countdown: Our Last, Best Hope for a Future on Earth?" ("Contagem Regressiva: Nossa Última e Melhor Esperança para um Futuro na Terra?"), que imagina uma solução menos draconiana para os problemas ambientais e políticos do mundo: um esforço consciente para que todas as famílias do mundo tenham acesso a métodos anticoncepcionais seguros e baratos, o que garantiria uma população máxima de 9 bilhões de pessoas em 2100.

Um elemento interessante do livro é que, fora exceções como as Filipinas, a religião parece não ser a grande barreira antiplanejamento familiar.

 Sim, você tem razão. Entrevistei muitos líderes religiosos para o livro, e poucos realmente se opõem a essa necessidade. Todo mundo costuma pensar no catolicismo ou no islamismo como os principais inimigos do planejamento familiar, mas se esquece de que um dos programas mais bem-sucedidos do mundo nessa área foi idealizado por uma teocracia islâmica, o Irã.

 As Filipinas são, de fato, uma exceção por conta do poder político da Igreja Católica por lá. Por outro lado, na Itália católica, as mulheres têm uma das taxas de fertilidade mais baixas do mundo [cerca de 1,4 filho por mulher], porque o nível educacional delas é muito elevado, e a educação feminina é o melhor anticoncepcional que existe ¬¬-em vez de ter sete filhos, a mulher decide terminar a faculdade antes de engravidar.

 No livro, discuto o caso da Costa Rica, onde a Igreja Católica tentou pressionar os fiéis a não adotarem métodos anticoncepcionais e acabou perdendo espaço para igrejas evangélicas que incentivavam esses métodos como paternidade responsável.

 O Brasil é uma história de sucesso, vocês já estão abaixo da taxa de reposição populacional [calculada como 2,1 filhos por mulher; abaixo disso, a tendência é a população decrescer].

Se não é a religião o principal fator por trás do crescimento populacional, o que é? Seria ligado ao fato de que, em alguns países, as pessoas ainda têm medo de não deixar descendentes por causa da alta mortalidade infantil?

A boa notícia é que há um tremendo impulso mundo afora em favor de famílias menores. O planeta está urbanizado, não precisamos mais de tantos braços para a lavoura.

 Outra notícia boa é que não precisamos de nenhuma descoberta dramática -estamos falando de uma tecnologia da qual já dispomos, e que é muito barata.  Precisaríamos de apenas US$ 8 bilhões por ano para disponibilizar anticoncepcionais para todas as pessoas do planeta -isso é o que os EUA gastavam por mês no Iraque e no Afeganistão anos atrás.

ONGs ambientalistas abandonam conferência do clima em Varsóvia
Folha de SP

Conferência do clima COP 19 Em uma decisão sem precedentes nas conferências mundiais do clima, sete das principais ONGs ambientais do mundo --incluindo o Greenpeace e o WWF-- decidiram abandonar a o encontro deste ano, que acaba amanhã em Varsóvia.

Segundo as organizações, a falta de diálogo e de vontade política nas negociações da COP-19 impedia qualquer avanço. Então, decidiram se retirar.

Cerca de duzentas pessoas se juntaram ao protesto e abandonaram simultaneamente a conferência. Antes da debandada, vários líderes de organizações discursaram sobre a decisão.

"O governo polonês fez o seu melhor para transformar essas conversas [na COP] em uma vitrine para a indústria do carvão. Junto com o retrocesso adotado pelo Japão, Austrália e Canadá, e da falta de liderança significativa de outros países, os governos aqui deram um tapa na cara daqueles que sofrem com os perigosos impactos das mudanças climáticas", disse Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace.

Segurando cartazes com frases de ordem e de protesto, os ambientalistas marcharam pelo Estádio Nacional de Varsóvia, onde acontece a COP, em fila única antes de abandonarem a conferência. Os manifestantes enfileirados chamaram a atenção das delegações. Alguns aplaudiram e disseram palavras de apoio.

"Chegamos a um ponto tão difícil, com as coisas tão empacadas, que não havia outra solução. Nós não estamos abandonando o movimento, apenas essa conferência, que chegou a uma situação insustentável", comentou André Nahur, da WWF-Brasil, que estava acompanhando as negociações.

A saída acontece após uma semana que os ambientalistas viram como retrocesso. O Japão anunciou que não irá cumprir suas metas de redução de emissões, os países ricos estão relutantes em destinar mais dinheiro para combater o aquecimento global e, na quarta de manhã, o presidente da COP-19, Marcin Korolec, perdeu seu emprego como ministro do Meio Ambiente.

Do lado de fora do estádio, em um ato simbólico, os ativistas ambientais "jogaram fora" suas credenciais para a conferência.

DIVERGÊNCIA - A decisão de abandonar as negociações não foi unanimidade. Nem entre os diversos grupos ambientalistas e nem entre as próprias ONGs que abandonaram as negociações. Após a saída do estádio, alguns manifestantes discretamente evitaram entregar seus crachás. "Quero voltar amanhã, o ato foi mais uma coisa simbólica. Alguns de nós estarão aqui sim", disse uma ambientalista brasileira.

Lideranças das ONGs e observadores se retiraram das negociações, mas é possível que militantes estejam de volta para o último dia de negociações.

Mais atenção às Marias da Penha (Marianne Pinotti)
Folha de SP

A violência em todos os seus níveis e contra toda e qualquer pessoa é inadmissível.

 Quando nos deparamos com situações de violência contra meninas e mulheres, principalmente aquelas com deficiência e consequentemente mais vulneráveis, o sentimento de abominação e desejo de justiça imediata é ainda mais latente.

 Sensação essa que toma proporções enormes quando se é mulher, médica ginecologista, mãe de filhas adolescentes e lida diariamente com pessoas com deficiência.

 A Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006, trouxe enorme avanço com penas mais rigorosas, incluindo o aumento de um terço na punição quando a vítima é uma mulher com deficiência. Apesar disso, todos os dias são registrados novos casos.

 Além de sofrerem os mesmos atos de brutalidade que mulheres comuns sofrem, as com deficiência estão expostas a outros tipos de abusos, como laqueadura compulsória, confinamento na própria residência, negação de cuidados necessários e estupro por parte de cuidadores.

 Procedimentos médicos intrusivos, sem fins terapêuticos e administrados sem o livre consentimento da pessoa podem também constituir tortura, cujas motivações podem estar atribuídas ao preconceito.

 O combate à violência contra a mulher é uma causa sem fronteiras, mas demanda ações locais. Recentemente, o prefeito Fernando Haddad assinou o termo de adesão ao programa do governo federal Mulher, Viver sem Violência.

 A região central de São Paulo ganhará, nos próximos meses, uma unidade da Casa da Mulher Brasileira, equipamento público especializado no atendimento às vítimas.

 Na ocasião, foi assinado o termo de adesão ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, parceria entre as três esferas de governo com o intuito de fortalecer as políticas públicas, visando ampliar e integrar os serviços de acolhimento e orientação às mulheres nessa situação.

 Como gestora pública de ações voltadas para as pessoas com deficiência, vislumbro que o Estado precisa agir na prevenção, com campanhas educativas, e no amparo às vítimas de abusos. Mas é preciso também que haja esforço da Justiça para punir com rigor qualquer situação de violência em relação às mulheres. Essa é a melhor forma de coibir novos casos. MARIANNE PINOTTI, 46, médica ginecologista e mastologista, é secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo.

Estudo descobre como HIV fica "invisível" ao sistema imunológico
Terra
 
Cientistas divulgaram nesta quinta-feira a descoberta de como uma das principais cepas do vírus HIV (a HIV-1) escapa da detecção do sistema imunológico humano. Os pesquisadores afirmam não ter apenas descoberto a proteína, mas também como desativá-la, o que poderia fazer com que o próprio corpo combatesse o causador da aids. O estudo foi divulgado na revista especializada Immunity.

"Nosso estudo mostra pela primeira vez exatamente como as células imunes sentem o vírus e como o vírus usa uma de suas proteínas para ativar sua 'invisibilidade' e sua infectividade", diz Nicolas Manel, do Instituto Curie, um dos autores da pesquisa. "Nós também mostramos como modificar o vírus para que ele seja adequadamente reconhecido e leve a uma resposta imunológica benéfica."

Pessoas infectadas com as duas principais cepas do vírus (HIV-1 e HIV-2) têm respostas melhores do que aquelas que têm apenas a primeira. Ao procurar por uma resposta para esse efeito, Manel e colaboradores descobriram que o HIV-2, ao contrário do outro tipo, infecta e ativa células dendríticas, que pertencem ao sistema imunológico. Contudo, até agora, não se sabia como essas células detectavam a presença do invasor.

No novo estudo, os cientistas focaram no capsídeo - a cápsula que envolve o material genético dos vírus. Ao provocar mutações nesse invólucro, eles descobriram que as proteínas virais controlam a habilidade das células dendríticas de detectar a presença do vírus e ataca-lo. Ao transformar um HIV-1 em um HIV-2, as células notavam a presença do invasor e iniciavam a "limpeza".

"Ao modificar o capsídeo de um vírus, poderíamos criar um vírus que é ao mesmo tempo melhor reconhecido pelo sistema imunológico e que também perde sua habilidade de infectar células", diz Manel. O cientista diz ainda que o estudo pode mostra como ativar as células do sistema imunológico, o que poderia levar a um combate do HIV pelo próprio corpo.

Em 10 anos, número de novas infecções do HIV caiu 11% na América Latina, informa Unaids
ONU-Brasil

 Com a proximidade do 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids) divulgou a partir de Genebra, na Suíça, um novo relatório sobre a pandemia,  intitulado "Aids em números". O estudo mostra que tem havido "progresso acelerado" em muitas partes do mundo para alcançar os compromissos globais sobre o HIV. No entanto, há sinais preocupantes de que algumas regiões e países podem estar ficando para trás nesta luta.

 O número de mortes na América Latina caiu 37% entre 2001 e 2012. No mesmo período, houve 11% menos infecções na região. Já no Oriente Médio e Norte da África, o número de novas infecções duplicou. Na Europa Oriental e Ásia Central, houve aumento de 13% desde 2006.

 Em muitos casos, o progresso estagnou por causa da falta de acesso a serviços essenciais para tratamento de pacientes com HIV. Populações vulneráveis, incluindo homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas, transgêneros e profissionais do sexo são muitas vezes impedidas de obter serviços que podem salvar vidas.

“Cada pessoa conta”, disse o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé. “Se vamos manter nossa promessa de não deixar ninguém para trás, temos que ter certeza de que os medicamentos chegam a todos os que precisam.”

O número de novas infecções pelo HIV continua caindo. Havia 2,3 milhões de novas infecções pelo HIV em 2012. Este é o número mais baixo de novas infecções anuais desde meados de 1990, quando aproximadamente 3,5 milhões de pessoas estavam adquirindo o vírus a cada ano. O número de infecções pelo HIV caiu mais de 50% em 26 países entre 2001 e 2012, e entre 25% e 49%, em mais 17 países.  Em 2102, 35,3 milhões de pessoas viviam com o HIV; 2,3 milhões contraíram o vírus nesse ano e 1,6 milhão morreram de doenças relacionadas à aids.

Falta de desejo sexual é queixa de 48% das mulheres atendidas em SP
Do UOL, em São Paulo

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo no Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex) do hospital estadual Pérola Byington, aponta que a falta ou diminuição do desejo sexual afeta 48,5% das mulheres que procuram auxílio médico por conta de disfunções sexuais.

A pesquisa, realizada com 455 pacientes do ambulatório de sexologia, também revelou que a grande maioria dos distúrbios teve como causa aspectos psicológicos e socioculturais.

Além das alterações no desejo sexual, 18,2% das pacientes avaliadas apresentavam dificuldade de chegar ao orgasmo, 9,2% tinham dispareunia (dor intensa durante a relação sexual) e 6,9%, inadequação sexual (níveis diferentes de desejo em relação ao parceiro).

Vaginismo, disfunção sexual generalizada e distúrbios de excitação também estão entre as principais queixas das mulheres atendidas pelo Cresex.

Do total de distúrbios sexuais avaliados, apenas 13% tiveram causas predominantemente orgânicas, como alterações hormonais ou problemas originados por alguma doença.  

"O tratamento das disfunções sexuais, em geral, é realizado por meio de terapias comportamentais cognitivas. Já o uso de medicamento só é indicado quando a causa orgânica dos problemas é identificada", diz Tânia das Graças Mauadie, coordenadora do Cresex.
Cresex - Fundado no dia 8 de março de 1998, o Cresex é um grupo de atendimento especializado no tratamento de mulheres com problemas sexuais, formado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, educadores e auxiliares de enfermagem.

Além do Pérola Byington, na rede estadual, o ambulatório de sexologia também está implantado no Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, unidade da Secretaria na zona leste da capital. O atendimento dos pacientes é feito via encaminhamento realizado pelos centros de referência em saúde da mulher e Unidades Básicas de Saúde municipais e, em média, o serviço oferece cerca de 40 novas consultas por mês.

Mulheres já podem mudar de sexo no SUS
Correio Braziliense

Portaria do Ministério atende ordem judicial para que a rede pública ofereça a cirurgia a homossexuais masculinos e femininos. Para os homens que querem alterar os órgãos genitais, a operação é feita desde 2008

As homossexuais que não se reconhecem em um corpo de mulher poderão adequar o biológico ao psicológico no Sistema Único de Saúde (SUS). Hospitais da rede pública já podem oferecer a cirurgia de mudança de sexo para mulheres se tornarem transexuais. A norma entrou em vigor ontem, com a publicação de uma portaria do Ministério da Saúde no Diário Oficial da União. Além da inclusão das mulheres, a nova regra amplia o leque de procedimentos de mudança de sexo para os homens, no âmbito do SUS. Desde 2008, o SUS já contempla a cirurgia de mudança de sexo para quem nasceu homem, mas se considera mulher. A novidade é que, a partir de agora, mesmo quem não pretende se submeter à cirurgia de troca de sexo, como os travestis, pode contar, além dos tratamentos hormonais, com a possibilidade de implantar próteses mamárias pela rede pública.

A portaria é resultado de uma decisão judicial que determinou que o ministério ofereça o processo transexualizador para ambos os sexos. O tratamento é oferecido no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Porto Alegre e em Goiânia, por hospitais universitários. De acordo com o ministério da Saúde, os transexuais masculinos passam a ter direito a cirurgia de retirada da mama, do útero e do ovário, além de terapia hormonal para o desenvolvimento da aparência masculina. A cirurgia de retirada de parte da vagina e a de implante peniano e testicular, no entanto, entra no rol de procedimentos com caráter experimental. A pasta explica que, no caso da adequação ao sexo feminino, a literatura médica é extensa e consolidada. Já no caso das cirurgias de homens trans ainda não há evidência científica que comprove o resultado satisfatório.

O secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, destaca que essa era uma decisão bastante aguardada. "É importante que as pessoas tenham o encontro entre o biológico e o psicológico. A associação sempre se manifestou para que isso acontecesse. É preciso fazer essa sintonia entre corpo e mente", avalia. Segundo ele, as novas regras reforçam o acesso à rede de saúde pelas mulheres trans e travestis. Pela portaria, os travestis também terão atendimento especializado, com equipe multidisciplinar, e sem necessidade de se submeter à cirurgia transgenital. Já no caso da mulher trans, a possibilidade de colocar implante mamário passou a integrar o rol de procedimentos, que já inclui terapia hormonal, cirurgia de mudança de sexo, de redução do pomo de adão e adequação das cordas vocais para femilizar a voz.

 Polêmica - Para a professora de psicologia do Centro Universitário de Brasília (Uniceub) Tatiana Lionço, foi fundamental regular esse processo, mas ainda falta adequar as idades. Ela lembra que, em agosto, o Ministério da Saúde publicou uma portaria com o mesmo teor da norma editada ontem. O documento foi suspenso no mesmo dia porque reduzia de 18 para 16 anos a idade mínima para início do processo transexualizador, com tratamento hormonal. "Na minha leitura, há uma defasagem na idade. A adolescência é muito importante para discutir a questão da transexualidade. A puberdade é muito angustiante e traz muito sofrimento", ressalta. Na época, a pasta alegou que sustou o texto porque precisava de tempo para definir os protocolos de atendimento.  192 Quantidade de cirurgias de troca de sexo feitas pelo SUS entre 2008 e 2012

Após lei do aborto, Uruguai vai oferecer fertilização assistida no sistema público de saúde
Opera Mundi

Exatamente um ano depois de legalizar o aborto através do sistema público de saúde, o Uruguai está a um passo de institucionalizar outra medida relativa aos direitos de reprodução. Trata-se da Lei de Fertilização Assistida, aprovada nesta terça-feira (12/11) pela Câmara de Deputados por quase unanimidade (59 dos 60 votos), depois de uma efetiva unanimidade no Senado, em outubro.

Falta apenas a assinatura do presidente José Mujica para que o governo ofereça um procedimento que hoje só está ao alcance das famílias uruguaias mais ricas, através de clínicas privadas. A promulgação da lei deve acontecer ainda este mês, segundo a imprensa local.

O projeto é antigo. Nasceu em 1996, por iniciativa de um grupo de legisladores da Frente Ampla (coalizão governista, mas que naquela época fazia parte da oposição). Um desses legisladores, o socialista Ernesto Agazzi, afirma que “esses procedimentos de fertilização são realizados há 23 anos no Uruguai, mas somente por clínicas privadas, e para que isso fosse um direito garantido a todas as mulheres era preciso levar essa opção ao serviço público, de forma gratuita”.

De acordo com dados do Ministério da Saúde do Uruguai, cerca de 16% das uruguaias em idade fértil apresentam dificuldades para engravidar. Para Nancy Silva, representante da ONG Procriar Uruguai, a lei seria um avanço importante para a consolidação dos direitos reprodutivos no país. “Hoje, uma mulher pode interromper uma gravidez indesejada, pela Lei do Aborto, mas não pode escolher ter uma gravidez apesar dos seus problemas de infertilidade, por falta de recursos”, comenta Silva.

Como funcionará o procedimento - Uma vez aprovada a Lei de Fertilização Assistida, o SIS (Serviço Integrado de Saúde do Uruguai) oferecerá gratuitamente todas as técnicas de fertilização conhecidas como de baixa complexidade, cuja intervenção se dá dentro do útero da mulher. As técnicas consideradas de alta complexidade, como a de inseminação in vitro, continuarão a ser realizadas somente por clínicas privadas.

Bill Gates financia pesquisas para a próxima geração de camisinhas
O Globo

Projetos escolhidos vão receber US$ 100 mil para aumentar o uso do preservativo

SEATTLE – A fundação Bill & Melinda Gates é conhecida por apoiar pesquisas em diferentes campos do conhecimento, com foco em saúde e desenvolvimento em países pobres. Esta semana, a organização filantrópica anunciou 81 projetos que receberão US$ 100 mil, dentre eles estão dois que buscam a próxima geração da camisinha.

De acordo com a fundação, “as camisinhas salvam vidas, mas é preciso novas ideias para garantir que homens e mulheres as utilizem de forma constante e correta para prevenir a gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis”.

Por isso, foi posto o desafio para o desenvolvimento da próxima geração da camisinha, voltado para projetos que aumentem ou preservem o prazer sexual ou facilitem o uso, com fins a aumentar a utilização regular do preservativo.

Dois projetos foram selecionados. O primeiro, realizado por um time da Cambridge Design Partnership, no Reino Unido, propõe o design de camisinha masculina fabricada com material composto que se adapta a todos os pênis e se contrai gentilmente durante a relação, aumentando a sensação de prazer. Oriundo da África do Sul, o segundo projeto que receberá o financiamento é o Rapidom, um aplicador de preservativos, desenvolvido para vestir o pênis com apenas um movimento. Os projetos vencedores vieram de 14 países e passaram por um processo de seleção que envolveu mais de 2,7 mil propostas.

“A iniciativa Explorações de Grandes Desafios é designada a fomentar as ideias mais inovativas para salvar vidas das pessoas mais pobres do mundo”, afirmou Chris Wilson, diretor da fundação, em comunicado. Não é a primeira vez que a fundação criada por Bill Gates financia projetos diferentes. Ano passado, a entidade lançou um concurso para reinventar a privada.

Adolescência: Para incentivar jovem a ler, ajude-o a descobrir temas de que ele goste
Do UOL, em São Paulo

Jovens que apreciam a leitura têm mais facilidade para aprender, comunicam-se melhor e acabam garantindo um desempenho superior em todas as outras matérias da escola, além do português. Muitos pais, sabendo disso, estimulam seus filhos a ler desde cedo. No entanto, nem sempre o empenho surte resultado. Uma criança que adora livros não necessariamente continuará sendo um leitor tão interessado na adolescência.

"As crianças adoram ouvir histórias, assim como se interessam bastante pela leitura logo após a alfabetização. O descobrimento das letras e a capacidade de adquirir conhecimento por meio dos textos é algo muito motivador para elas", diz a pedagoga Irene Maluf, especialista em psicopedagogia pela PUC de São Paulo.

Porém, com o passar do tempo, não é incomum que as mesmas crianças que devoraram livros do Harry Potter não possam nem ouvir falar das leituras recomendadas pela escola. Segundo os especialistas, isso acontece, na maioria das vezes, porque o estímulo para ler, dentro de casa, pode não ter sido suficientemente forte.

A escola também pode pecar por tratar a leitura como uma obrigação, o que só serve para afastar os jovens desse bom hábito. "O adolescente lê o que a escola manda em vez de ler o que dialoga com seus interesses e com os desafios que enfrenta para conviver, estudar e se tornar, futuramente, um profissional", afirma Simone André, coordenadora de educação do Instituto Ayrton Senna.

Por não se identificarem com muitos títulos com os quais têm contato, os jovens podem perder a vontade de ler. "A obrigatoriedade rouba dos alunos o interesse da descoberta. Escolher um livro para ler faz parte de um processo de encantamento com a obra", diz Irene.

Recomeço - Para a doutora em letras Maria Afonsina Ferreira Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), uma criança que teve uma boa iniciação na família ou nos primeiros anos escolares pode se afastar dos livros, mas retornará a eles desde que redescubra sentido na experiência.

 "Colocar o jovem na posição de protagonista diante da leitura ajudará a encorajá-lo", fala Simone, do Instituto Ayrton Senna.

De modo geral, é preciso respeitar as preferências juvenis e não censurar. "É a partir do reconhecimento do que dá prazer aos mais jovens que os pais poderão atuar para ampliar o repertório dos filhos", diz Simone.

Assim, deixar que o adolescente leia o que lhe agrada é fundamental. "A influência da turma, nessa fase, é muito grande. É importante deixar o jovem escolher um autor ou assunto para chamar de seu, essa é uma necessidade existencial para o adolescente", afirma.

Fixação por um tema - E mesmo se o jovem se interessar por um único assunto ou autor, e persistir no mesmo tipo de leitura por um período, os pais não devem se preocupar. "O jovem costuma ter essas fases. O melhor é deixá-lo elaborar isso e abandonar por si só. Permita que o próprio adolescente se mova em busca de novidades", declara a pedagoga Irene Maluf.

"Independentemente de onde lê, seja nos livros da escola, nos que ele decide comprar, em jornais, revistas, na web, o jovem se atualiza e incorpora conhecimentos por meio da leitura. Se ler no computador é mais atraente do que no papel, sem problemas. O essencial é desenvolver nos adolescentes esse interesse", afirma Irene Maluf.

TCU vê irregularidade no Mais Médicos
Folha de SP

Um dos pontos citados é a falta de justificativa técnica para valor pago à Opas para mediar acordo com cubanos

Auditoria do órgão sobre contrato para vinda de profissionais de Cuba ao país começa a ser votada

A contratação de cubanos para o programa Mais Médicos apresenta "indícios de irregularidades", como pagamento sem justificativa técnica de pelo menos R$ 24,3 milhões. É o que aponta auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) que começou a ser votada nesta semana.

A vinda dos cubanos ao país foi oficializada com intermediação da Opas (Organização Panamericana de Saúde), com quem o governo federal fechou um convênio para trazer 4.000 médicos.

O pagamento nos primeiros seis meses de convênio é de R$ 511 milhões --R$ 487 milhões para as despesas de contratação e R$ 24,3 milhões pagos à Opas como comissão.

Médicos de outros países e brasileiros recebem diretamente do ministério.

Segundo os técnicos do TCU, a comissão de 5% da Opas é o teto admitido para esse tipo de cobrança, mas a entidade e o governo não apresentaram um orçamento das despesas que serão cobertas com esses recursos, o que é considerado irregular.

Além disso, segundo os técnicos, o convênio estabelece que o pagamento seja feito à Opas em parcelas semestrais antecipadas, o que não é admitido pela lei brasileira.

Os técnicos apontam, ainda, que os recursos enviados seriam suficientes para pagar os médicos por nove meses. Eles estão no país há quatro meses e está previsto novo pagamento em dezembro.

A preocupação do órgão é que não há previsão no convênio de retorno de recursos não utilizados.

Apesar de o convênio com a Opas prever a vinda de 4.000 médicos cubanos, já chegaram 5.400 ao país, segundo o Ministério da Saúde.

O órgão já tinha informado que, até dezembro, o valor deverá ser ajustado, para contemplar todo o grupo.

Ontem, em nota, o ministério informou que o convênio cumpre "requisitos estabelecidos pela legislação prevista para esse tipo de cooperação", que define valores e formas de prestar contas.

De acordo com a nota, o pagamento aos cubanos é um modelo "replicado em cerca de 60 países que mantêm convênio" com Cuba.

DIVERGÊNCIA - O relator do processo no TCU, ministro Benjamin Zymler, havia acatado parte dos pedidos dos técnicos para que o Ministério da Saúde apresentasse justificativas.

Mas sua posição era que o TCU não entrasse no mérito de algumas questões, como a forma como os médicos de Cuba recebem pagamento. Segundo ele, por se tratar de direito internacional, foge da competência do TCU.

Para o ministro José Jorge, porém, é preciso que o TCU peça explicações sobre esse item. Jorge pediu vistas.