Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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Ativismo Contra Aids/TB

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Bem Fam CLIPPING - 21/maio/2012

CLIPPING - 21/maio/2012
Dia Internacional da Hepatite C

Campanha fará testes gratuitos de hepatite C - Ao longo desta semana, até o sábado, o Cristo Redentor, na zona sul do Rio, ficará iluminado nas cores amarela e vermelha. A iniciativa faz parte de uma campanha de alerta sobre a hepatite C, promovida pela Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) em parceria com o Santuário Cristo Redentor.  Nesse período, voluntários da associação vão oferecer testes gratuitos para identificar a doença. A iniciativa estará disponível em vários pontos do País. O início da campanha é marcado pelo Dia Internacional da Hepatite C, comemorado hoje. Para o teste, é feita coleta de uma gota de sangue. O resultado fica pronto em cinco minutos. Esse tipo de hepatite é uma doença inflamatória do fígado causada pelo vírus VHC. Ele é transmitido por sangue contaminado (transfusão, transplante de órgãos, agulhas, seringas, ferimentos etc). A transmissão também pode ocorrer por contato sexual e de mãe para filho.

Dep. Paulo Rubem quer modificar Lei do Planejamento Familiar - O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT)  quer modificar a Lei do Planejamento Familiar, de 1996. Para o deputado, a lei, que permite a esterilização voluntária na sociedade conjugal somente com o consentimento expresso de ambos os cônjuges, é anacrônica. “Ao mesmo tempo em que a lei concede ao cidadão brasileiro a propriedade de seu próprio corpo, com a capacidade de decidir se, e quando queira procriar, ela também impõe aos casais a exigência de aceite por parte do cônjuge para acesso legal aos procedimentos de esterilização.” O deputado apresentou o PL 3637/2012 que quer acabar com a exigência do consentimento expresso dos dois cônjuges para que um deles se submeta a uma cirurgia de esterilização. A aprovação deste projeto garantirá a cada indivíduo do casal o acesso individual aos procedimentos de esterilização cirúrgica. Esses indivíduos terão as mesmas facilidades de pessoas mais abastadas ao poderem desfrutar de sua sexualidade sem passar pelo desgaste de uma gravidez não planejada. “Esta medida representa um passo importante para o respeito à individualidade de homens e mulheres do País”, argumentou o deputado Paulo Rubem.

Mortalidade materna  (Eleonora Menicucci) - A mortalidade materna é um problema complexo que se configura como importante sinalizador da condição de vida e de saúde das mulheres.  O problema da mortalidade materna está diretamente ligado ao acesso aos serviços de saúde, desde o pré-natal com qualidade até o leito materno, passando necessariamente pelo acesso a informações claras sobre a saúde e os direitos reprodutivos. Na ponta do processo, como decisor, surge a apropriação do direito à saúde por parte da população feminina. Um dado do primeiro semestre de 2011, especialmente, é para ser comemorado: a diminuição recorde das mortes maternas por causas obstétricas. Tivemos 19% menos mortes desse perfil em relação a 2010 ou seja, o salto benéfico se verificou em apenas um ano. Notificaram-se 870 mortes por causa obstétricas no primeiro semestre de 2010, enquanto no segundo semestre de 2011 registraram-se 705 mortes. Isso significa que o Brasil conseguiu passar a resgatar para a vida uma mulher do grupo de cada cinco que morriam por essa razão. Mas, para além dos avanços, o governo tem o desafio e o compromisso de cumprir a Quinta Meta dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, da ONU, que é de reduzir a mortalidade materna em 75% entre 1990 e 2015.  Nesse sentido, está sendo implementada a Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde, além de outras iniciativas integradas, que perpassam toda a estrutura governamental. Entre os itens fundamentais para se reduzir continuamente a mortalidade materna destaca-se a própria qualificação das informações. Essa demanda tem sido enfrentada pelos Comitês de Investigação da Mortalidade Materna, que serão fortalecidos com a implementação da Rede Cegonha. Assim, ao mesmo tempo em que as informações mostram sem subterfúgios o quanto precisamos avançar, o refinamento desses dados e as próprias políticas públicas apontam a perspectiva da maternidade como garantia de vida para as crianças, mas, como condição sine qua non e cada vez mais próxima, para as próprias mães. Afinal, nosso maior desafio enquanto integrantes do governo da primeira mulher presidente do Brasil é o de não aceitar que nenhuma mulher morra em decorrência da falta de atendimento no período da gravidez, do parto e do puerpério.

Mães que amamentam os filhos por mais de dois anos causam controvérsia - Controversa, a amamentação prolongada vem sendo adotada por muitas brasileiras adeptas do movimento chamado Criação com Apego (Attachment Parenting), que também prega que os  pais durmam junto com os filhos até quando eles quiserem. O movimento nasceu há 20 anos nos EUA, após a publicação do livro "The Baby Book" (O livro do bebê, em tradução livre), do pediatra William Sears. A obra defende uma educação amável e sem castigos e punições. Na semana passada, o assunto ganhou destaque após a revista "Time" estampar na capa uma mãe amamentando o filho de três anos. O garoto usa um banquinho para alcançar o seio materno. Não há uma idade limite para o desmame, segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza aleitamento exclusivo até os seis meses de idade. E recomenda que as crianças continuem sendo amamentadas no peito por até, pelo menos, dois anos. "Não há estudos que apontem prejuízo às crianças que são amamentadas acima de dois anos. O momento de parar é uma decisão entre mãe e filho e está muito relacionada a fatores culturais", diz a pediatra Graziete Vieira, do departamento de aleitamento materno da SBP.

Banheiros para novos apartados - É uma obviedade afirmar que as pessoas precisam ter acesso a um banheiro. Entretanto, vê-se que há casos de pessoas transgênero (transexuais e travestis) sendo impedidas desse direito, geralmente por autoridades desinformadas. A iniquidade no acesso ao banheiro tem sido uma das maiores barreiras para a integração de homens e mulheres transexuais na sociedade brasileira.  Apartheid: palavra da língua holandesa sul-africana que significa "à parte". Na África do Sul, o termo definia a política de segregação entre os brancos e os definidos como não brancos, com base em uma filosofia que reivindicava a supremacia dos brancos. As pessoas eram obrigadas a ocupar espaços diferentes, em função da sua cor, incluindo banheiros. Historicamente, a falta de banheiros femininos foi uma estratégia para manter mulheres fora de espaços tradicionalmente dominados por homens. Ressalte-se que apenas na época da Constituinte um banheiro feminino foi instalado para as  deputadas no Congresso Nacional. Essa é uma questão de gênero, e se estão repetindo essas apartações com relação a mulheres transexuais (preconceituosamente consideradas inferiores às mulheres biológicas) e aos homens transexuais (também considerados, por alguns, como inferiores aos biológicos). A identidade de gênero é central para vida pública e privada de qualquer ser humano, não apenas para as pessoas transexuais, independentemente de anatomia ou fisiologia. Não reconhecer essa vivência leva a sofrimento e a constrangimentos.

Xuxa revela ter sofrido abuso sexual na infância - Um drama que a apresentadora Xuxa Meneghel guardou durante anos foi revelado neste domingo: ela sofreu abuso sexual na infância. Como na maior parte dos casos, os agressores eram pessoas próximas: um amigo do pai, que seria seu padrinho, um homem que iria casar com sua avó e um professor.  As violências só acabaram quando Xuxa completou 13 anos. A revelação foi feita em entrevista para o quadro “O que vi da vida”, do programa “Fantástico”, da Rede Globo. Muito emocionada, Xuxa chorou durante o depoimento e explicou que o trauma a levou a lutar pelo direito das crianças:
— Nunca falei nada para ninguém porque tinha vergonha, não sabia o que fazer. Se falasse para o meu pai, ele acharia que a culpa era minha, que eu provocava. Deviam ter notado que havia algo de errado; que eu, sempre muito falante, tinha virado uma pessoa calada.
Segundo Xuxa, o pai dela, Luís Floriano Meneghel, era militar e sempre foi muito ausente e distante. A mãe, Alda Meneghel, de acordo com a apresentadora, era muito amorosa e presente, mas inocente. Tinha que cuidar de cinco filhos e não reparou.

Bom da Rio+20 é a sociedade, dizem cientistas - A exatamente um mês da Rio+20, membros da sociedade civil reunidos sexta – feira em São Paulo em debate sobre a conferência para o desenvolvimento sustentável manifestaram que, nessa altura dos acontecimentos, o melhor que se pode esperar do evento é que ele sirva para fortalecer a mobilização da sociedade."Os temas que estão colocados na Rio+20 - economia verde, governança e erradicação da pobreza - são como recomeçar o mundo. Sem dúvida são coisas que dependem de acordos entre governos, mas temos a sensação de que esses acordos vão demorar cada vez mais. Então é fundamental a sociedade se mobilizar por esses temas, pressionar", afirmou o pesquisador da USP Pedro Roberto Jacobi, do Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental. Ele falou durante debate no evento Viva a Mata, que celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica, no domingo. Jacobi resumiu um sentimento que prevalece na academia, entre organizações não governamentais e até entre os negociadores de alto nível de certo pessimismo que a conferência não resulte em compromissos mais concretos para que o mundo se encaminhe para o tão falado desenvolvimento sustentável. A comparação inevitável é com a Rio-92, vista como um momento que representou uma mudança de paradigma. "A Rio+20 significa um nada, um vazio. De 92 para cá o que aconteceu foi a não implementação de tudo o que foi acordado. Só que passados 20 anos, temos hoje muito mais dados e certezas de que caminhamos para um desastre ambiental e o que acontece? Nada", disse João Paulo Capobianco, do Instituto Democracia e Sustentabilidade. "É uma reunião sem entendimento mínimo sobre o que se espera dela, marcada pela falta de líderes, e que não vai enfrentar nosso pior problema, que é a falta de governança, a incapacidade de implementar acordos que nós mesmos fizemos"...


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sábado, 28 de maio de 2011

Mortalidade materna deve ser combatida com pré-natal e prevenção

 Publicado: 27/05/2011 - 22:43 | Atualizado: 28/05/2011 - 08:20

Mortalidade materna deve ser combatida com pré-natal e prevenção

Ana Carolina Bendlin
Arquivo/O Estado
Hoje é o Dia Mundial de Redução da Mortalidade Materna.
Muito se fala em mortalidade infantil, mas muita gente não sabe que os índices de outra fatalidade com nome parecido também são preocupantes e merecem uma atenção especial, a mortalidade materna, lembrada neste sábado (28), com o Dia Mundial de Redução da Mortalidade Materna. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), em 2009, o Paraná registrou um número de 47 mortes maternas a cada 100 mil crianças nascidas vivas.
No ano seguinte, a quantidade passou a ser ainda maior, de 53 a cada 100 mil. A estatística mostra que o problema está longe de ser resolvido e o Paraná não chega nem perto do índice apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como ideal em 2000, quando estabeleceu os Objetivos do Milênio, 22 mortes maternas a cada 100 mil bebês nascidos vivos.
De acordo com a chefe da divisão de Atenção à Mulher e à Criança da Sesa e coordenadora do Projeto Mãe Paranaense, Rogéria Fadel Ribas, é considerada mortalidade materna quando o óbito é registrado durante o período da gravidez, no momento do parto ou em nos dez primeiros dias do pós-parto.
Para ela, a estatística mostra que é preciso uma atenção maior por parte do poder público em relação à assistência materna durante todo o período de gestação até a criança completar um ano de vida. “Esses valores são altos e servem como indicador de um problema sério de saúde pública devido a uma descontinuidade de políticas públicas, mostrando que é preciso desenvolver ações em cima das falhas apontadas na assistência materna”.
Rogéria garante que com a criação do Projeto Mãe Paranaense, o governo estadual pode atingir a meta proposta pela OMS em 2015. “Esse serviço vai atender mais de três milhões de mulheres férteis e cerca de 150 mil gestantes por ano. Com isso, temos condições de chegar aos números dispostos no 5° Objetivo do Milênio, oferecendo uma redução anual de 7% na mortalidade materna nos próximos quatro anos”, afirma. Para isso, o foco do atendimento deve ser a prevenção. “A maioria dos casos de mortalidade materna é composta de situações evitáveis, nas quais outras doenças fazem com que a gestante tenha complicações na gravidez”, comenta.
Segundo ela, as principais patologias que podem oferecer riscos à gravidez são a hipertensão, a infecção urinária e a hemorragia. Por isso, é necessário que as gestantes façam o pré-natal corretamente para que o diagnóstico dessas patologias seja feito de forma adequada. “A principal função do pré-natal é justamente essa, a prevenção de complicações, mas muitas mulheres ainda sofrem com a falta de informações sobre a necessidade desse acompanhamento”, analisa o ginecologista e obstetra do Hospital Evangélico e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Márcio Almeida.
Além disso, o médico aponta que, quando há diagnóstico de alguma patologia que possa causar complicações na gravidez, a gestante deve ser atendida em uma estrutura adequada.  “Alguns serviços não têm condições adequadas para atender as patologias detectadas e oferecer ainda mais risco à gestante, por isso, é extremamente necessário que o acompanhamento e o parto sejam feitos em um local em que haja suporte para atender essa demanda”, ressalta.
A própria Sesa está preocupada com essa questão. “Além do pré-natal de qualidade e a identificação do risco durante a gravidez, é preciso que a gestante tenha uma assistência de acordo com o risco, seja encaminhada para um serviço de referência para atendimentos de alta complexidade e tenha uma assistência qualificada no parto e no pós-parto”, afirma Rogéria.
Cuidado maior
De acordo com Almeida, as mulheres que já apresentam uma determinada doença que possa apresentar riscos à gravidez devem ter um cuidado ainda maior. “Nesses casos, a patologia pode ficar ainda mais evidente durante a gestação e ser um fator contribuinte para as complicações”. Segundo a cardiopediatra e integrante da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Márcia Barberata, as cardiopatias seriam as patologias que apresentam mais riscos às gestantes.
“Principalmente em casos em que a doença é congênita, a mulher já nasceu com ela, o risco de complicações e mortalidade é mais elevado. Em alguns casos, dependendo do tipo de cardiopatia apresentada, a mortalidade pode chegar até a 50%”, informa. Quando a mulher já sabe da existência da doença, a orientação de Márcia é para que ela discuta a possibilidade de gravidez junto com seu cardiologista.
“É extremamente necessária essa avaliação antes do início da gravidez para que não haja riscos para a vida da mãe e do próprio bebê”. Já nos casos em que não há um diagnóstico prévio da doença, a médica reforça a necessidade de um pré-natal bem feito para que haja um acompanhamento adequado por um cardiologista, inclusive por conta dos medicamentos que essas doenças exigem.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mortalidade materna caiu menos do que o esperado para atingir o ODM 5 Adital – 23/09/2010 Natasha Pitts *

Mortalidade materna caiu menos do que o esperado para atingir o ODM 5

Adital – 23/09/2010

Natasha Pitts *

A cada meio minuto morre uma mulher no mundo. A afirmação feita por Widney Brown, diretora geral de Direito Internacional e Política da Anistia Internacional comprova que um longo caminho ainda precisa ser trilhado até que as mulheres tenham seus direitos plenamente garantidos. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) abordou a problemática analisando especificamente a mortalidade materna.

De 1990 a 2008, caiu 34% o número de mortes de mulheres por complicações na gravidez ou no parto. Passou-se de uma cifra aproximada de 546 mil mulheres para 358 mil vítimas. Apesar de significativa, a diminuição não representa grandes evoluções se pensarmos que o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nº 5 pede a redução da mortalidade materna em 75% até o ano de 2015. Para que a meta fosse cumprida, seria necessária uma redução anual de 5,5%, sendo que desde 1990 a redução anual só chegou a 2,3%.

Em apenas dez países dos 87 que precisam de ações urgentes para reduzir a mortalidade materna se registrou uma queda de 5,5% ao ano entre 1990 e 2008. A África subsaariana não chegou a atingir este percentual, mas apresentou reduções de 26% enquanto a Ásia se saiu melhor e reduziu 52% a quantidade de vítimas. Em contrapartida, os progressos registrados durantes estes 18 anos foram nulos ou insuficientes em outros 30 países.

O relatório ‘Tendências da Mortalidade Materna’, da OMS, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Banco Mundial revela que as gestantes continuam morrendo por causas conhecidas e evitáveis como hemorragias puerperais graves, infecções, hipertensão e aborto perigoso.

Em 2008, cerca de mil mulheres morreram todos os dias devido a alguma dessas complicações. Do total, 570 viviam na África subsaariana, 300 na Ásia Meridional e cinco em países de alta renda. De acordo com o relatório, nos países em desenvolvimento, durante toda a vida, as mulheres correm 36 vezes mais riscos de morrer por causas relacionadas à gravidez do que nos países mais desenvolvidos.

"Nenhuma mulher deveria morrer no parto, pois estas mortes são evitáveis. Os governos deveriam adotar muitas outras medidas para garantir que as mulheres mais marginalizadas e pobres tenham um acesso igual e oportuno a uma atenção que possa salvar vidas", declarau Widney Brown, da Anistia Internacional.

Boa parte destas mulheres, vitimadas durante a gravidez ou o parto, está nas zonas rurais, em comunidades mais pobres e nas zonas de conflitos. Também as que pertencem às minorias éticas e grupos indígenas e as portadoras do vírus HIV, muitas vezes ficam relegadas à própria sorte em um momento que exige cuidados específicos e redobrados.

Para alcançar uma redução drástica e significativa da mortalidade materna em todo o mundo, o caminho mais eficaz seria a atenção às mulheres que já se encontram em um grupo de risco. Entre as medidas eficazes que precisam ser reforçadas esta a formações de mais pessoas especializadas para realizar o parto e o incremento nos serviços de atenção às gestantes em hospitais e centros de saúde. Para isto, é essencial um acréscimo nas verbas aplicadas nos serviços de saúde reprodutiva.

Outras medidas importantes seriam: melhor acesso a um planejamento familiar de qualidade e outros serviços de saúde reprodutiva; assistência ao parto por pessoas qualificadas; atenção obstétrica de urgência; e assistência pós-natal para as mães e para os recém-nascidos.

cortesia: Bem Fam

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mortes de gestantes caem 34%, mas seguem acima de meta da ONU 16/09/2010 Reuters Por Laura MacInnis

Mortes de gestantes caem 34%, mas seguem acima de meta da ONU

16/09/2010

Reuters

Por Laura MacInnis

GENEBRA - As mortes decorrentes de complicações na gestação e parto caíram um terço nas últimas duas décadas, mas mil mulheres ainda morrem desnecessariamente por dia no mundo, informou nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As mulheres dos países mais pobres têm 36 vezes mais risco de morrerem de causas decorrentes da gestação do que as dos países ricos, destacou a OMS, anunciando dados que continuam bem acima das metas de redução adotadas pela ONU.

"Precisamos fazer mais para alcançar as que estão sob maior risco", disse Anthony Lake, diretor-executivo do Unicef (órgão da ONU para a infância). Ele defendeu uma atenção maior aos cuidados de obstetrícia em áreas rurais, zonas de conflitos e entre mulheres portadores de HIV/Aids.

Cerca de 99 por cento das 358 mil mortes maternas notificadas em 2008 ocorreram nos países em desenvolvimento, e mais de metade foi na África Subsaariana, segundo o relatório, lançado às vésperas de uma cúpula em Nova York para discutir os avanços rumo às chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Para que o índice de mortalidade materna chegue aos níveis desejados pela ONU, seria necessário um declínio de 5,5 por cento ao ano até 2015. O ritmo de declínio desde 1990, quando ocorreram 546 mil mortes maternas, foi de 2,3 por cento ao ano.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta semana que seriam necessários dezenas de bilhões de dólares por ano até 2015 para que fossem cumpridas as Metas do Milênio relativas à saúde.

As quatro principais causas de mortalidade materna são hemorragias pós-parto, infecções, distúrbios hipertensivos e abortos malfeitos, segundo a OMS.

"Essas implicações causam muitas mortes que podem ser facilmente evitáveis", disse Ban numa entrevista coletiva. "Não podemos simplesmente aceitar essa situação intolerável, inaceitável, em que muitos milhões de mulheres morrem desnecessariamente."

O resultado obtido desde 1990 foi atribuído à melhora no treinamento de parteiras, nos serviços de planejamento familiar e no atendimento obstétrico e pós-natal.

Tamar Manyelyan Atinc, vice-presidente do Banco Mundial, disse que ajudar famílias pobres a terem acesso a cuidados médicos, o que inclui planejamento familiar, tratamento obstétrico de emergência e monitoramento pós-natal, é fundamental para reduzir ainda mais a mortalidade materna.

Cortesia: Clipping Bem Fam

terça-feira, 11 de maio de 2010

Número de mortes de crianças com menos de 5 anos cai 30% no mundo, diz OMS 11/05/2010 Agência Brasil

Brasília – A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou hoje (10) um relatório informando que caiu em 30% o número de mortes de crianças com menos de 5 anos. Entretanto, pelo menos 40% das mortes registradas em todos os países ocorrem no primeiro ano de vida causadas por problemas de saúde que poderiam ser evitados. A pesquisa revela que a desnutrição e a malária são as principais causas de mortes de bebês no mundo.

Os dados indicam melhoras no quadro geral. O relatório informa que houve redução no número de mortes entre crianças, menores de 5 anos: de 12,5 milhões, em 1990, para 8,8 milhões, em 2008. Para realizar a pesquisa, foram analisados 193 países. O percentual de crianças abaixo do peso também diminuiu, caindo de 25%, em 1990, para 16%, em 2010. Os dados são das Nações Unidas.

Segundo o documento, aumentou o percentual da população mundial com acesso a água potável, subindo de 77%, na década de 1990, para 87%, em 2010. Outro avanço diz respeito às contaminações pelo vírus HIV/Aids. Pelos dados, houve redução de 16% nos casos de contaminação, no período de 2001 a 2008.

O relatório destaca ainda as ações de 38 governos de países que estimulam programas para a redução de contaminações pelo mosquito que transmite a malária. Apenas em 2008, a doença matou 863 mil crianças com menos de 5 anos no mundo. Houve também queda no número de casos de tuberculose no mundo de 1,7 milhão, em 2001, para 1,4 milhão, em 2008.

De acordo com a OMS, o apoio para a redução dos casos de contaminação via mosquito da malária reúnem ações simples, como redes com mosquiteiras e inseticidas, além da garantia de programas de alimentação para evitar a desnutrição.

O relatório informa que 40% das mortes de crianças ocorrem ainda no primeiro ano de vida. A orientação é para que as famílias redobrem os cuidados e a atenção neste período da vida dos bebês. As principais causas que levam às mortes das crianças, nesta fase, vão de desnutrição a doenças, como a malária.

“Em vários países de baixa renda houve progressos substanciais na redução da mortalidade infantil, incluindo a Libéria, Serra Leoa, Moçambique e Ruanda”, disse o diretor do Departamento de Estatísticas de Saúde e Informática da OMS, Ties Boerma. “Porém, poucos países em desenvolvimento estão a caminho de atingir a meta para a redução de mortalidade materna.”

Clipping Bem Fam(11/05/010)

Mortalidade materna diminui, mas regiões NO e NE mantêm índices altos 11 de maio de 2010 Agência Brasil

Número de partos assistidos por médicos e acompanhamento pré-natal aumentaram no País em 17 anos

BRASÍLIA - O Brasil registrou uma queda de quase 50% na taxa de mortalidade materna de 1990 a 2007, segundo o relatório do Ministério da Saúde. De 140 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 1990, a Razão da Mortalidade Materna passou para 75 mortes em 2007.

De acordo com o ministério, índices como o de partos assistidos por profissionais de saúde qualificados, gestante com acompanhamento pré-natal e uso de contraceptivos cresceram desde 2006. A cobertura pré-natal do Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 1904%, entre 1994 e 2009.

Apesar dos números animadores de redução de morte materna, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconheceu, que não será fácil cumprir a meta do milênio que estabelece uma queda de 75% na razão de mortes maternas até 2015.

Ainda existem problemas como as discrepâncias regionais, já que o Norte e o Nordeste apresentam índices maiores do que o Sul, Sudeste e o Centro-Oeste. Em 2008, por exemplo, a região Nordeste registrou em 543 mortes maternas. Na região Sul o número foi de 189.

"A morte materna no Brasil mantém a mesma lógica de equidade do desenvolvimento industrial, acesso a emprego, renda e escolaridade. Por isso encontramos índices maiores no Nordeste e na Amazônia Legal. Por outro lado, há cidades como Curitiba com 12 mortes para cada cem mil nascidos. O recomendado pelo OMS é de 20 para cada cem mil", explica o assessor especial do ministro da Saúde, Adson França.

Para o coordenador estadual de Saúde da Mulher do governo do Ceará, Garcia Souza Neves, essas regiões deveriam receber atenção espacial do governo. "Falta ainda a sensibilidade dos gestores federais para equipararem os recursos financeiros das regiões Norte e Nordeste com o restante do país", avalia. O Ceará é o estado do Nordeste que mais reduziu a quantidade de mortes, de 110 em 1990 para 63 em 2008. "Cumprimos na íntegra a política nacional, mas só foi possível porque criamos mecanismos próprios no estado", completa.

Além do Ceará, somente o Rio Grande do Norte e Sergipe conseguiram diminuir a razão de mortes maternas no Nordeste. No Maranhão, Piauí, em Pernambuco, Alagoas, na Paraíba e Bahia os índices cresceram, apesar das políticas nacionais que estabeleceram, por exemplo, a distribuição gratuita de contraceptivos em todo o país, o que reduz as gestações indesejadas e mortes por aborto.
Clipping Bem Fam(11/05/010)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Temporão fala sobre mortalidade materna:

Temporão: alcançar meta de reduzir mortalidade materna em 75% até 2015 não será fácil

Agência Brasil

Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou hoje (4) que o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio que prevê a redução da mortalidade infantil em 75% será atingido com tranquilidade até 2015, mas alcançar o que estabelece a queda da mortalidade materna em 75% até o mesmo ano não será tão fácil.

O Brasil registra, até o momento, uma redução de 46% no total de mortes maternas desde 1990. Entretanto, dados do Ministério da Saúde revelam que os números não têm sofrido grandes alterações nos últimos anos. Em 1996, por exemplo, foram registradas 1.520 mortes, contra 1.540 em 2008.

Segundo Temporão, entre os principais problemas estão as discrepâncias regionais, já que o Sul e Sudeste apresentam taxas de mortalidade materna muito mais baixas do que o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Há ainda a questão da subnotificação – de acordo com o ministro, a melhora do sistema de notificação e de monitoramento dos estados e municípios pode ter influenciado o registro de mortes maternas.

“A expectativa é de que o avanço que conseguimos no Sul e no Sudeste possa ser estendido às demais regiões do país”, disse. “É um grande desafio para o SUS [Sistema Único de Saúde] e para a sociedade brasileira”, completou.

De acordo com a pasta, houve avanço em áreas como a expansão e a qualificação da atenção obstétrica. Em 2009, foram realizados 20 milhões de consultas, 19 milhões a mais do que em 1994. Há ainda os investimentos em educação sexual. Temporão destacou que o momento do parto é importante, mas há todo um contexto de planejamento da gestação que deve ser levado em consideração.


Ele lembrou que leis como a que garante a presença do parceiro na sala de parto, por exemplo, não são cumpridas na maior parte do país e que ainda há partos assistidos por profissionais não qualificados para o procedimento. Outra questão, segundo o ministro, é o que chamou de “epidemia de cesarianas”. No SUS, cerca de 30% dos partos são cesarianas. Na rede particular, o índice chega a 80%.

Cortesia:Clipping Bem Fam05/05/010)