Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador Anticoncepcional. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pílula de farinha (Mônica Bergamo)

Para acrescentar no CLIPPING de hoje (30/06/2011)

 

Pílula de farinha (Mônica Bergamo)
FOLHA DE S. PAULO
30/06/2011

A Vigilância Sanitária tirou de circulação em SP cerca de 1,3 milhão de ANTICONCEPCIONAIS entre 2007 e 2010. Os produtos haviam sido comprados para o Programa de Saúde da Mulher (que prevê a distribuição gratuita dos medicamentos). Mas foram reprovados após análise no Instituto Adolfo Lutz. De 154 lotes pesquisados, 34 apresentaram problemas de rotulagem ou na quantidade do princípio ativo, o que pode comprometer a sua eficácia.

Regular

Foram interditados no período dez lotes de Nociclin (laboratório EMS), cinco de Norestin (Biolab Sanus) e cinco de Contracep (Germed). As empresas recolheram os produtos, tiveram as fábricas inspecionadas e corrigiram as irregularidades. A lista é completada por 14 lotes de Noregyna, do laboratório Cifarma. Como ele fica em Goiás, a vigilância de SP aguarda o resultado de inspeção realizada pelo órgão sanitário aquele Estado.

Os males do SUS
FOLHA DE SÃO PAULO – 30/6/2011

O SUS (Sistema Único de Saúde) padece de duas deficiências graves e crônicas: gestão ineficaz e recursos insuficientes.

O usuário que se vê obrigado a recorrer ao SUS é, em boa parte das vezes, submetido a um calvário, com tratamento ruim e espera desumana por exames e procedimentos mais complexos.
Assim, a decisão do governo Dilma Rousseff de criar um marco para o SUS busca remediar ao menos um dos males, a administração ineficiente. O objetivo é estabelecer metas de atendimento para Estados e municípios, com base nas demandas de cada região.
É salutar a criação de indicadores para aferir a qualidade do serviço prestado, assim como mapear com precisão as falhas do sistema, hoje pouco detalhadas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a ideia é definir "mais para a frente" indicadores também em relação ao tempo de espera. A promessa não pode ser esquecida, uma vez que as filas vão muito além do aceitável.

Essa reorganização do sistema público de saúde brasileiro, com coordenação de fato entre municípios, Estados e governo federal, pode levar a uma economia de recursos. Isso contribuiria para mitigar outro problema fundamental do SUS, o subfinanciamento.

A questão da falta de recursos ainda carece, porém, de outras medidas para ser solucionada. O governo precisa de atuação mais decidida na cobrança do ressarcimento das seguradoras de saúde privadas por internação de conveniados em hospitais públicos.

Depois de quase um ano sem reclamar esse dinheiro, o governo arrecadou R$ 25 milhões apenas nos primeiros cinco meses deste ano. Ainda assim, é só um quarto do que foi efetivamente cobrado.
A outra medida urgente para fechar o ralo por onde escoam os recursos da saúde é regulamentar a chamada Emenda 29. Estados e municípios incluem os gastos mais estapafúrdios nas rubricas de saúde, como restaurantes populares, e não destinam o percentual mínimo determinado por lei.

Acabar com essas brechas dará novo impulso às finanças da área, sem a necessidade de criar ainda mais um imposto para sobrecarregar o contribuinte.

Enquanto persistirem as atuais deficiências, o sistema público de saúde brasileiro não será de fato universal. As novas medidas do governo podem representar um choque de gestão no SUS, mas não serão a panaceia.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bem Fam CLIPPING - 21/fev./2011

CLIPPING - 21/fev./2011
                                                         
Futuro do planeta depende de planejamento familiar e agricultura - O primeiro bilhão chegou apenas em 1804, o segundo em 1927, e os seis bilhões chegaram menos de 100 anos depois, em 1999. Este ano, a população mundial chegará a sete bilhões de pessoas, e a ONU prevê que, até 2050, seremos nove bilhões no planeta, e chegará a seu auge em 2075, com 9,5 bilhões de pessoas. Como prover qualidade de vida para tanta gente? Esta é a pergunta levantada em um painel científico que acontece esta tarde na reunião anual da Sociedade Americana para o o Avanço da Ciência (na sigla em inglês, AAAS). John Bongaarts, presidente da ONG Population Council, acredita que as estimativas populacionais dependem de vários fatores, com resultados imprevisíveis. “A trajetória é ainda incerta e depende que algumas tendências continuem como estão”, explicou Bongaarts, se referindo à baixa taxa de fertilidade verificada na Europa, por exemplo, e a expectativa de vida continuar igual. "Pílula do dia seguinte" é comprada sem critérios- Três caixas de levonorgestrel, conhecido como "PÍLULA DO DIA SEGUINTE", são vendidas a cada 2 horas em Cuiabá. O número mostra que o medicamento substitui os métodos tradicionais de evitar a gravidez, como o PRESERVATIVO e os ANTICONCEPCIONAIS. O dado mostra ainda que o cuiabano se expõe nas relações, correndo risco de contrair uma série de doenças sexualmente transmissíveis. A falta de informação faz com que os consumidores não saibam dos efeitos colaterais causados com o uso frequente, entre eles o câncer de mama e útero, diarréia e desordem menstrual. Após sete anos, STF retoma processo que autoriza aborto de anencéfalo- Há quase sete anos tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), o processo que autoriza o aborto em casos de anencefalia deve voltar à pauta do plenário até o final de março. É o que afirma o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello. A interrupção da gravidez nesses casos se tornou praticamente uma regra no Judiciário enquanto o País espera uma palavra final do STF, de acordo com advogados, procuradores e magistrados. A cada 2 minutos, 5 mulheres espancadas- Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo. Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica. Despreparados para a vida- Cada vez mais brasileiros que nasceram com o vírus da Aids chegam à idade adulta. Mas, ao deixar os abrigos onde passaram a infância e a adolescência, eles sofrem para se adaptar à realidade do lado de fora. As estatísticas não detalham quantas crianças resistiram à enfermidade. Mas cerca de 60% dos brasileiros – de todas as idades – diagnosticados no mesmo período estão vivos. “Nosso país se tornou referência mundial no tratamento da Aids, a transmissão vertical vem caindo e a sobrevida está aumentando nos últimos anos”, afirma Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Como vive o homem que contraiu o vírus da aids há 22 anos, passou por 19 cirurgias e virou um arquivo vivo de combate à doença- A Revista IstoÉ foi até São Vicente, litoral Sul de São Paulo, para conhecer de perto a história do ativista Beto Volpe, que vive há duas décadas com o vírus da aids e já enfrentou 19 cirurgias. Contemporâneo do cantor e compositor Cazuza na descoberta de ser portador do HIV (Cazuza morreu em 1990), Volpe lembra como contraiu o vírus e o momento em que se deparou com a “demolidora expressão positivo” no exame laboratorial. “É aquela coisa. A relação de namoro, ainda que seja de risco, chega a um ponto em que um dos parceiros fala: vamos nos relacionar só um pouco sem camisinha. Foi nesse momento”, diz ele. No final de 1989 fez o teste e soube que a morte nele fizera morada. Papa deseja graças divinas a Dilma- Alvo de polêmicas entre os católicos durante a campanha, Dilma Rousseff caiu nas graças da cúpula da Igreja ao chegar à presidência. E na última quinta-feira, teve um dia de religiosa. Como noticiou no sábado a coluna "Nhenhenhém", do GLOBO, a presidente recebeu ofício com uma benção do Papa Bento XVI. Depois, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foram visitá-la no Palácio do Planalto. Durante a campanha presidencial, setores da Igreja criticaram Dilma por supostamente apoiar o aborto. A petista chegou a assinar um documento declarando ser contrária ao aborto. O tema não foi mencionado na reunião.- Foi o primeiro encontro. O momento não era adequado para discutir esse assunto. Mas a questão do aborto ficou resolvida na própria campanha - disse o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara, depois da reunião. Novo imposto para saúde divide opiniões- Nos bastidores, o governo federal deseja que os estados liderem o debate sobre a ampliação dos recursos para a Saúde, estimulando a aprovação do novo tributo durante a votação do projeto que regulamenta a Emenda Constitucional 29, dispositivo que determina o piso de investimentos e quais são os gastos que entram na conta do setor. A regulamentação da PEC/29 se arrasta na Câmara dos Deputados desde 2008. DF: governo rompe megacontrato de R$ 290 milhões (Cláudio Humberto) - O governo do DF decidiu sustar pagamentos e denunciar um contrato firmado na gestão de José Roberto Arruda, que previa o pagamento de inacreditáveis R$ 290 milhões à empresa Sangari, ligada ao argentino Jorge Werthein, ex-representante da Unesco. O contrato presumia a instalação de laboratórios de ciências em 500 escolas públicas do DF e, segundo fonte do governo, cada um custaria espantosos R$ 600 mil. Já no ato de assinatura do contrato com a Sangari, o governo do Distrito Federal fez um pagamento de R$ 30 milhões. Dinheiro fácil - Outro contrato, de R$ 20 milhões, foi firmado com uma Ritla (Rede de Informação Latino-Americana), ONG que seria da mulher de Werthein. CPI em gestação - Deputados aliados do governo de Agnelo Queiroz (PT) devem propor a criação da CPI da Sangari, para investigar o contrato milionário. ONG COBRA PARA IMPLANTAR PROGRAMA DO ESPORTE- A organização não governamental (ONG) Bola Pra Frente cobra de prefeituras uma taxa de intermediação do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, comandado por Orlando Silva, filiado ao PC do B. Documentos obtidos pelo Estado revelam que a entidade, dirigida por membros do partido, exige de prefeitos do interior paulista uma comissão para levar o Segundo Tempo para as cidades. O programa do ministério foi criado para oferecer a crianças e jovens carentes a prática esportiva após o turno escolar e também nas férias. O esquema da Bola Pra Frente é cobrar uma espécie de "taxa de sucesso" conforme cada criança cadastrada. Só que a ONG já recebe recursos do governo federal justamente para implantar o programa. Atualmente, a entidade, que é dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues, filiada ao PC do B e vereadora na cidade de Jaguariúna (SP), mantém um contrato de R$ 13 milhões com o Ministério do Esporte. O prefeito da cidade decidiu não pagar mais pela intermediação, não renovou o contrato, e pediu em novembro passado, por ofício, a parceria direta ao Ministério do Esporte para "viabilizar a continuação do Programa Segundo Tempo" sem a necessidade de "empresas para assessoria". Até a semana passada, o ministério não havia respondido à prefeitura de Cordeirópolis.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O futuro dos anticoncepcionais CRESCER 28/10/2010

O futuro dos anticoncepcionais
CRESCER
28/10/2010
 Ciência estuda novos métodos de prevenção da gravidez para mulheres e para homens 
Cíntia Marcucci
PÍLULA, CAMISINHA, DIAFRAGMA e adesivos podem ganhar novas companhias em breve. Estudos recentes estão testando novas maneiras de evitar a gravidez indesejada. A melhor parte é que isso pode se tornar uma tarefa do homem ou virar algo tão simples e gostoso como passar creme no corpo. 
O gel CONTRACEPTIVO é  uma dessas alternativas. Em discussão esta semana em um encontro de medicina reprodutiva nos Estados Unidos, o método consiste na mulher passar todos os dias um gel na região abdominal, nas pernas, nos braços ou ombros que inibiria a liberação de óvulos mensalmente.
Testado em 18 mulheres durante sete meses, não ocasionou nenhuma gestação e ainda eliminou efeitos desconfortáveis da PÍLULA como o inchaço e a diminuição da libido. Também tem a vantagem de não ser visível como os adesivos e de ser aparentemente adequado para mulheres que estão amamentando. Os testes ainda estão em fase inicial e não há previsão de quando chegaria ao mercado. 
Os homens, por sua vez, deverão ganhar um método mais parecido com o dos CONTRACEPTIVOS hormonais femininos para ampliar o leque atual, composto só pela CAMISINHA e pelos métodos cirúrgicos como a vasectomia, muitas vezes irreversíveis. Com injeções de hormônio e um implante, a produção de esperma pode ser interrompida com total reversibilidade após alguns meses. Testes foram realizados na Austrália em 2003 e, por um ano, foram eficazes com 55 homens. Também não há data ainda para a comercialização desse método. 
Cortesia:Bem Fam

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Anticoncepcional é tirado do mercado por erros na bula Folha de São Paulo 21/09/2010

Anticoncepcional é tirado do mercado por erros na bula

Folha de São Paulo

21/09/2010

Quem usa o anticoncepcional Nuvaring, fabricado pelo laboratório MSD, foi surpreendido, na última semana, com a falta do produto nas farmácias.

O anel vaginal de uso contínuo teve lotes suspensos no fim de agosto e os estoques não foram repostos.

A decisão de suspensão foi do controle de qualidade da empresa, que encontrou erros de ortografia na bula.

"O problema não tem relação com a segurança e a eficácia do Nuvaring. Avisamos no site e informamos médicos", afirma Fábio Rosito, diretor de Saúde Feminina da MSD

Em fóruns de direito do consumidor na internet, há depoimentos de mulheres que tiveram de interromper o uso do produto. De acordo com o ginecologista Tsutomu Aoki, da Santa Casa de São Paulo, quem está nessa situação deve procurar um especialista o mais rápido possível.

"O médico vai indicar outro contraceptivo. Enquanto isso, a pessoa tem de usar o método de barreira [camisinha]."

A previsão é que a distribuição seja regularizada na primeira quinzena de outubro.

A Anvisa foi procurada pela reportagem, mas não pode informar se a fabricante foi notificada. Em 2008, a publicidade do Nuvaring em meios de comunicação foi suspensa, por se tratar de medicamento vendido sob prescrição médica.

Clipping Bem Fam

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pílula anticoncepcional completa 50 anos desde que saiu à venda nos EUA 19 de agosto de 2010 Efe

Pílula anticoncepcional completa 50 anos desde que saiu à venda nos EUA

19 de agosto de 2010

Efe

Método já foi usado por mais de 215 milhões de mulheres no mundo, mas 200 milhões ainda não têm acesso fácil

WASHINGTON - A pílula anticoncepcional completou nesta quarta-feira, 18, 50 anos desde que saiu à venda nos Estados Unidos, o primeiro país que autorizou esse método anticoncepcional que transformou a vida de mais de 215 milhões de mulheres em todo o mundo.

Apesar disso, outros 200 milhões de mulheres - a maioria em países em desenvolvimento - ainda não têm acesso fácil à pílula, segundo dados da organização Women Deliver.

Em 1960, as americanas foram as primeiras mulheres do mundo que puderam comprar, com autorização legal, o "Enovid", uma dose concentrada de hormônios que evitava a ovulação e, assim, possíveis casos de gravidez.

O anticoncepcional foi uma conquista de duas mulheres que impulsionaram a pesquisa desse remédio, Margaret Sanger e Katharine McCormick, feministas que já estavam perto dos 70 anos e se propuseram a encontrar a "pílula mágica".

Com a persuasão dessas mulheres e o financiamento de Katharine, o médico Gregory Pincus pôde avançar em suas pesquisas para desenvolver a pílula, o que foi possível em 1955.

No entanto, o fármaco só foi aprovado pelas autoridades dos Estados Unidos como método anticoncepcional cinco anos depois, no dia 9 de maio de 1960, em meio a críticas que a consideravam uma porta de entrada para o caos sexual.

Meio século depois, a pílula é o segundo método anticoncepcional mais usado no mundo - seguido da camisinha -, segundo relatório das Nações Unidas de 2009.

Cerca de 8,8% de todas as mulheres entre 15 e 49 anos tomam pílula, e na Europa, América Latina, América do Norte e no Caribe, é o primeiro método anticoncepcional adotado.
Cortesia: Clipping Bem Fam

terça-feira, 6 de julho de 2010

O mundo salvo pelas mulheres VEJA 05/07/2010

A decisão feminina de ter menos filhos está derrubando as previsões de um planeta com gente de mais para recursos naturais de menos

Há pelo menos dois séculos a perspectiva de uma explosão demográfica no planeta preocupa a humanidade. Em 1798, o economista inglês Thomas Malthus vaticinou um mundo à beira do colapso, com gente de mais e comida de menos,em seu Ensaio sobre o Princípio da População. No fim dos anos 60, o biólogo americano

Paul Elirlich anunciou as consequencias trágicas do crescimento demográfico desmedido no best-seller A Botnba Populacionat A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) de que a população mundial, hoje na casa dos 6,9 bilhOes, chegará a 9,1 bilhOes de pessoas daqui a quatro décadas, estabilizando se a partir de então, voltou a alimentar o temor de um planeta superpovoado - e sem recursos naturais para suprir as necessidades de tamanho contingente humano. A drivida é se a estimativa feita dois anos atrás ainda reflete a realidade. Uma corrente que ganha força nos estudos demográficos garante que nao há motivo para alarme. De acordo com ela, a bomba demográfica está sendo lentamente desarmada, e a população mundial não passará dos 7,9 bilhões em 2050. Daí em dia me. a tendência será de queda. Como? Da forma mais simples possivel. Explica o pesquisador inglês Fred Pearce: "Em todo o mundo, as mulheres estão tendo menos tilhos. Se a queda da taxa de fecundidade se mantiver, será dificil a humanidade ultrapassar os 8 bilhões de pessoas. O mais provável é que ela aumente até atingir esse patamar e depois pare de crescer".

Fred Pearce. que escreve sobre ambiente para algumas das principais publicações inglesas, é autor do recém-lançado The coming Population Crash and Our Planet"s Surprising Future ( O Novo Choque Populacional e o Futuro Surpreendente do Nosso Planeta). No livro, ele compila relatórios demográficos já publicados de pesquisadores de diversos países, alguns de âmbito regional, e também os da própria ONU. O estudo revela como a decisão das mulheres de ter menos filhos, em todo o mundo, está modificando a curva estatística que preve uma população de mais de 9 bilhões em 2050. "Muitos trabalhos mostravam a participação feminina na freada populacional, mas de forma pulverizada", diz Pearce. O resultado da compilação mostra que o mundo não está à beira do precipício demográfico, pelo contrário. A taxa de fecundidade do planeta nunca foi tão baixa. Há quatro décadas, na média mundial, cada mulher tinha entre cinco e seis filhos. Hoje, tem 2,6. Em mais de sessenta países, que juntos possuem, as taxas de fecundidade estão abaixo de 2,1 filhos por mulher. Quando a taxa de fecundidade de um país fica abaixo desse índice, a população passa a crescer em ritmo cada vez mais lento e, depois de duas ou tres décadas, começa a diminuir. Isso coloca esses países aquém do nível de reposição da população. Entre os países nessa situação estão o Brasil, o Japão, a China e a Coreia do Norte. Nos próximos vinte anos, Índia. Indonésia e México devem entrar para a lista.

Segundo o estudo que resultou no livro de Fred Pearce, nos últimos cinco anos, a queda das taxas de fecundidade se acentuou em quase todo o mundo. "Pelo ritmo atual, a taxa mundial vai estar. em 2020. abaixo do nível de reposição, mas isso pode acontecer antes, se as famílias decidirem ter menos filhos por causa de crises econômicas, como ocorreu nos anos 30, com a Grande Depressão", disse Pearce a VEJA. A decisão de ter menos filhos não se limita a mulheres com nível financeiro o educacional elevado. Mulheres de classes sociais mais pobres e com pouca formação escolar, que tradicionalmente tem mais filhos, também optam por gerar proles menores. Fatores políticos e religiosos deixaram, ainda, de ser determinantes no tamanho das famílias. No Irã, há duas décadas, as mulheres tinham em média oito filhos cada uma. Hoje, essa média é de 1,7. As iranianas vão contra os preceitos dos aiatolás e não dão ouvidos ao presidente Mahmoud Ahmadinejad, que incentiva a natalidade. Até mesmo nas zonas rurais da India, onde o nível de escolaridade é muito baixo, o número de filhos por mulher caiu - hoje está em 2,8, quase um terço do que era há duas décadas.

A Africa é a região que apresenta as maiores taxas de crescimemo demográfico. De 1950 a 2000, a população quase quadruplicou - passou de 227 milhões para 819 milhões. Pelos cálculos da ONU, cada mulher africana tem 4,9 filhos, o dobro da média mundial. Na Libéria, cuja renda per capita é a segunda mais baixa do mundo, a taxa de fecundidade chega a 6,8 filhos por mulher. Em Ruanda, onde já foi de 8,5, está em torno de 6. Apesar de os números permanecerem altos, já é possível notar uma queda nos índices. Em 2002, vinte países do continente apresentavam taxas superiores a 6,1 filhos por mulher. Atualmente, só nove mantém esse padrão.

O Brasil, hoje com 193 milhões de habitantes, registrou uma queda na taxa de fecundidade surpreendente nas últimas décadas: de 5.8 filhos por mulher em 1970 para 1,8 atualmente. Previa-se que o país chegaria a esse índice apenas daqui a trinta anos. Se a taxa de fecundidade de 1970 tivesse se mantido, - o Brasil teria hoje 300 milhões de pessoas. Os motivos que fizeram a taxa de fecundidade despencar no país são os mesmos que provocaram a queda na maior parte do planeta. Um dos principais é a migração do campo para as cidades. Nas zonas rurais, as crianças fazem parte da força de trabalho e, portanto, quanto mais filhos, maior a produtividade da família Nas cidades educá-los e alimentá-los custa caro. A melhora nas condições sanitárias também contribuiu para a queda da taxa de fecundidade. Antes com o alto índice de morte entre recém-nascidos e crianças, as mulheres precisavam ter mais filhos para garantir uma prole.

Outro motivo para o encolhimento é que as mulheres começaram a participar mais ativamente da força de trabalho e não estão dispostas a sacrificar a carreira em prol de uma família numerosa. Em países como o Japão, onde até três décadas atrás elas se casavam aos 18 anos. hoje mais da metade das mulheres com 30 anos está solteira. Na Coreia do Sul, estima-se que 40% da população feminina na mesma faixa etária continua solteira. "O Brasil é um dos poucos países onde a diminuição no número de filhos não está atrelada ao adiamento do casamento e da primeira gravidez", diz o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, professor de estudos populacionais e pesquisas sociais da Escola Nacional de ciências Estatísticas. "As brasileiras, ao contrário das orientais e das europeias. tem o primeiro filho entre 20 e 24 anos e depois optam pelos métodos ANTICONCEPCIONAIS para evitar novas gestações", completa.

Menos gente no planeta significa menor exploração dos recursos naturais, mas há outras equações que determinam o impacto da superpopulação. "Apesar de o aumento da população ser visto por muitos cientistas como a força propulsora da devastação planetária, o que mais conta na manutenção do equilíbrio entre homem e natureza é o nível de renda de seus habitantes" diz Henrique Cortez, especializado em riscos ambientais. Quanto maior a renda per capita de um país, maiores seu consumo e choque ambiental. Para entender o que isso significa. tome-se como exemplo a relação entre consumo e emissão de dióxido de carbono (CO,), o principal gás causador do aquecimento global. Metade das emissões no mundo é produzida por apenas 7% da população, justamente nos países mais ricos. Ainda tomando como base os gases poluentes, as emissões de um americano equivalem às de quatro chineses, vinte indianos, quarenta nigerianos e 250 etíopes.

A espécie humana não dominou o planeta de uma hora para outra. Desde o aparecimento do Homo sapiens, há 200 000 anos, alterações climáticas, doenças e outras ameaças mantiveram os Índices de expectativa de vida baixos e os de mortalidade muito altos. Só em 1804 a população mundial atingiu a casa do primeiro bilhão. A partir de meados do século XIX. com as melhoras nas condições sanitárias e os avanços da medicina, o crescimento demográfico se acelerou. Desde a profecia pessimista de Malthus, o núnero de pessoas no planeta se multiplicou por 7. Ao contrário do que o economista inglês esperava, porém. não houve fome. O desenvolvimento tecnológico permitiu a expansão da agricultura - a chamada revolução verde - e a consequente produção de alimentos suficientes para todos. Em parte devido ao aumento da produção agrícola. o pico de crescimento populacional ocorreu na década de 1960. Na ocasião, a população aumentava 2,1% ao ano, o dobro do ritmo atual. A primeira estimativa para 2050 foi feita pela Divisão de População da ONU em 1968. A previsão era de 12 bilhões de pessoas. Deste então, o órgão tem revisado suas estimativas para baixo. Se as mulheres de todo o planeta continuarem a ter menos filhos, é bem possível que outra correção seja feita pelas Nações Unidas em breve. -

Cortesia Clipping Bem Fam(05/07/010)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cinquenta anos de anticoncepção hormonal: a mulher e a pílula (Artigo) 10/06/2010 Por Maria Andrea Loyola


Cinquenta anos de anticoncepção hormonal: a mulher e a pílula (Artigo)

10/06/2010

Por Maria Andrea Loyola

Poucas dentre as várias descobertas tecnológicas surgidas no século XX que contribuíram para alterar profundamente os rumos das sociedades contemporâneas, foram objeto de tantas polêmicas como a pílula anticoncepcional. Completando 50 anos desde que foi disponibilizada para consumo nos Estados Unidos em 1960, ela provocou numerosos debates e dissensões no âmbito científico, médico, social, ético, religioso e ainda hoje não é plenamente aceita ou constitui objeto de controvérsias em alguns setores religiosos. Embora práticas anticonceptivas fossem conhecidas desde o Egito antigo e numerosos métodos já disponibilizados com esse objetivo (Ogino e Knaus ou “tabelinha” ou “ritmo”; diafragma, Diu, condon ou “camisinha”, entre outros), nenhum deles permitiu, como a pílula, uma separação tão eficaz entre a sexualidade e a reprodução e, por conseguinte, um controle muito mais efetivo do processo reprodutivo pela mulher.

Foi sobre a mulher, seu comportamento e sua posição na sociedade, que a pílula produziu os impactos mais significativos, considerados por muitos como verdadeiramente revolucionários. Graças à pílula, a mulher pôde então usufruir de liberdade sexual e acabou ganhando um forte aliado rumo à conquista de mais espaço na esfera pública, no mercado de trabalho e na igualdade com os homens. Sua utilização acabou provocando avanços nos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres, ampliando as possibilidades de realização de um efetivo planejamento familiar e, talvez o mais importante, conferindo total autonomia da mulher na condução desse processo: a pílula é o único anticoncepcional que pode ser utilizado sem a participação do médico e a colaboração ou consentimento do parceiro.

Inicialmente, a pílula foi recebida com desconfiança pelos próprios médicos devido aos efeitos colaterais produzidos pelas elevadas taxas de hormônios constantes em sua composição. Hoje, as pílulas mais modernas, aquelas com pequena dosagem hormonal, conhecidas como de “terceira geração”, possuem um centésimo da dose hormonal da primeira pílula lançada nos Estados Unidos – o Enovid. Elas são consideradas como benéficas na prevenção de tumores ginecológicos no ovário e no endométrio, e protegem as mulheres por longos anos, mesmo depois de encerrarem seu uso. A pílula continua sendo a primeira opção entre os métodos anticoncepcionais, em quase todo o mundo. No Brasil, segundo dados oficiais, ela é usada por 21% das mulheres em idade reprodutiva, o que equivalia, em 2004, a mais de 11 milhões de usuárias.

Segundo alguns, o caráter libertário da pílula, não se deve apenas a seus efeitos técnicos, mas também ao contexto cultural e político em que ela surgiu: ela veio ao encontro dos novos valores associados ao “movimento hippie” surgido nos Estados Unidos durante a década de 1960, e a revolta estudantil conhecida como “maio de 68”, na França. Ambos contestavam os valores culturais de uma sociedade que consideravam conservadora, moralista e repressiva, inclusive no plano sexual. Foi nesse sentido que as feministas francesas passaram a lutar contra uma lei de 1920 que proibia a divulgação de qualquer método contraceptivo naquele país. As francesas logo perceberam que a pílula, ao permitir o controle da procriação permitia às mulheres expandir suas possibilidades de atuação em diversos campos, inclusive em relação ao prazer sexual.

Já as feministas brasileiras, apoiando-se nas preocupações políticas de controlar a explosão populacional, principalmente de pobres e negros, dos países do Terceiro Mundo que orientaram as pesquisas iniciais sobre a pílula na década de 1950, enxergaram na pílula e em sua divulgação mais um movimento de intervenção imperialista dos Estados Unidos em nosso país. Esse ponto de vista, compartilhado pela esquerda brasileira e pelos militares por razões distintas (geopolíticas), durante as décadas de 1960 e 1970 justificam em grande parte o fato do país nunca ter adotado uma política oficial de planejamento familiar. Assim, outra vantagem trazida pela pílula em um sentido mais amplo – que foi a de contribuir para a transição demográfica do país – não contou com apoio do governo brasileiro. A forte redução das taxas de fecundidade total do país, que caíram em mais de 60% em apenas meio século (passando de 6,21 filhos por mulher, em 1950, para 2,38, em 2000), até chegar, em 2007, a uma taxa total de 1,95; portanto abaixo do nível mínimo de reposição (2,1 filhos por mulher), deveu-se principalmente a atuação dos médicos e de organismos internacionais, em especial de organismos que apoiavam o planejamento familiar como a Bemfam (Bem-Estar Familiar).

Foram as camadas com maior poder aquisitivo e maior nível de escolaridade que de fato se beneficiaram da pílula, em todos os sentidos. Nas camadas socialmente menos protegidas e nas regiões mais pobres e menos urbanizadas, o acesso a esse anticoncepcional foi e continua sendo mais difícil, apesar do planejamento familiar ser hoje consagrado como um “direito reprodutivo da mulher”. Tanto assim que as taxas de fecundidade continuam sendo relativamente mais elevadas entre as populações dessas camadas e dessas regiões, e que foi sobre as mulheres nelas inseridas que recaiu a política de controle de nascimentos através da ligadura de trompas, prática altamente disseminada no setor público da medicina, desde o final da década de 1960 até 1980.

Da mesma forma, o acesso a programas de planejamento familiar no Brasil não se encontra disponível para todas as mulheres, tanto em termos qualitativos, quanto quantitativos, privando os grupos socialmente menos favorecidos, seja da escolha do método contraceptivo mais adequado ao seu caso, seja de orientação médica. A consequência mais dramática dessa situação é o elevado número de abortos clandestinos (o aborto é considerado crime no país) indicado por extensa revisão, publicada recentemente, da literatura científica disponível sobre aborto no Brasil para os últimos 20 anos.

Não obstante os caminhos, alguns mais largos, outros mais estreitos, que as mulheres conseguiram abrir para si graças à pílula, ao longo desses cinquenta anos de sua existência, não foram suficientemente longos, ao ponto de eliminar algumas desigualdades históricas entre elas e seus parceiros masculinos. Se, por um lado, a pílula ajudou-as a conquistar espaços e a se moverem melhor no mercado de trabalho, por outro, segundo o último Censo de 2000, elas recebem 30% a menos do que os homens e, principalmente nas regiões e nas camadas mais pobres, elas estão concentradas em ocupações de baixa qualificação e mal remuneradas; raramente trabalham com carteira assinada e garantias trabalhistas, e quase um terço delas exerce atividades domésticas ou não remuneradas.

As mulheres não conseguiram, sobretudo, diminuir sua responsabilidade nas tarefas reprodutivas; ao contrário, em muitos casos elas foram ampliadas. Em todas as camadas sociais elas continuam exercendo a dupla jornada de trabalho, ou seja, acumulando as tarefas domésticas com aquelas exercidas fora de casa. Passaram também a contribuir mais pesadamente com as despesas domiciliares e com aquelas referentes aos cuidados e à educação dos filhos e, em proporções muitos significativas, naquelas famílias chefiadas por mulheres das camadas menos favorecidas: segundo estudo do IBGE, a contribuição média do ganho da mulher chefe no rendimento familiar cresceu em 56%, entre 1991 e 2000, e o número de domicílios chefiados por mulheres representou nesse período um aumento absoluto de 66% e relativo de 27%.

Assim, ao que tudo indica, a maior contribuição da pílula à emancipação da mulher, situa-se no terreno da sexualidade, permitindo-lhe uma vida sexual desvinculada dos imperativos da reprodução, relativamente mais livre e prazerosa. Mas, mesmo nesse domínio, sua liberdade é limitada por constrangimentos de ordem moral que, em muitos casos, inclui ainda a submissão à sexualidade masculina. E, por fim, tudo indica também, que o preço que a mulher vem pagando pelos benefícios trazidos por essa radical separação entre sexualidade e reprodução que a pílula anticoncepcional proporciona, é o de expor seu corpo, cada vez mais e de maneira cada vez mais invasiva, à intervenção biomédica nessa área; mesmo quando se trata de satisfazer, não o seu próprio desejo, mas o “desejo de filhos” de seus parceiros, como é possível observar hoje na reprodução assistida.

Maria Andrea Loyola é professora do Departamento de Políticas e Instituições de Saúde, do Instituto de Medicina Social, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Cortesia: Clipping Bem Fam (10/06/010)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pesquisa com 46 mil mulheres durante 40 anos mostra que pílula anticoncepcional diminui risco de câncer e doenças do coração

Pesquisa com 46 mil mulheres durante 40 anos mostra que pílula anticoncepcional diminui risco de câncer e doenças do coração

12/03/2010

O Globo

RIO - Não pare de tomar a pílula! Um dos maiores estudos já feitos sobre o método contraceptivo, divulgado nesta sexta-feira, mostrou que as mulheres que usam regularmente pílula anticoncepcional têm menos risco de morrer de qualquer doença, incluindo todos os tipos de câncer e ataques do coração. A pesquisa, do Royal College of General Practitioners, foi feita com 46 mil mulheres durante 40 anos.

As mulheres mais jovens, com menos de 45 anos, apresentaram um risco ligeiramente maior para estas doenças, mas este dado foi compensado pelo menor risco entre as mais velhas. Além disso, o risco maior entre as mais novas desapareceu à medida que elas envelheceram: 10 anos depois de pararem a pílula, por não precisarem mais do método contraceptivo, a diferença não existia mais.

O estudo mostrou que houve 52 mortes a menos a cada 100 mil mulheres-anos (um cálculo que leva em conta o número de mulheres e seu tempo de vida) entre as que usavam pílula comparadas as que nunca tomaram. Os índices mais altos foram entre as mulheres mais jovens, com menos de 30 anos, com 20 mortes a mais entre as que não usavam pílula a cada 100 mil mulheres-anos. E quatro mais mortes a cada 100 mil mulheres-ano entre aquelas de 30 a 39 anos. Entre 50 e 59 anos houve 86 mortes a menos entre as usuárias da pílula; e acima de 70 anos, 308 mortes a menos. Para o professor Richard Anderson, da Universidade de Edinburgh, os resultados são animadores.