Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
#AnistiaInternacional #ImpunidadeNao
terça-feira, 16 de setembro de 2014
#EmDiaComACidadania #345
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
'O Globo e a defesa do regime de tortura no Brasil'_DIÁRIO DA CLASSE
| | Conferir a discussão 'O Globo e a defesa do regime de tortura no Brasil' Tópico publicado por LUTA PELA EDUCAÇÃO: Por Aloysio Castelo de Carvalho Em um depoimento concedido a historiadores do CPDOC sobre sua trajetória no regime autoritário de 1964, o... Descrição do tópico: Sobre DIÁRIO DA CLASSE DIÁRIO DA CLASSE é uma rede social
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sábado, 26 de maio de 2012
Tortura Nunca Mais celebra participação da juventude no resgate histórico
Tortura Nunca Mais celebra participação da juventude no resgate histórico
A presidente do Tortura Nunca Mais – RJ, Cecília Coimbra, revela em entrevista à Carta Maior a satisfação em ver pela primeira vez em quase trinta anos o debate sobre as reparações pelas atrocidades da ditadura militar ganhando corpo, principalmente através das novas gerações, seja no respaldo a implantação da Comissão da Verdade, seja em denúncias contra os agentes do regime de exceção.
Apesar de feliz por ver os filhos da democracia se apossando da história, o grupo mantém sua posição crítica à Comissão da Verdade. Não aprova o nome do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, na comissão e segue contestando a não publicização dos depoimentos e o não encaminhamento dos resultados para a esfera jurídica.
Sobre a sugestão dos autores do livro “Memórias de uma Guerra Suja” para que o assassino Claudio Guerra, além de prestar depoimento, trabalhe quase como um “consultor” da comissão, Cecília é taxativa. “De jeito nenhum!”, diz, “ele é apenas uma testemunha!”.
Carta Maior - Como o Tortura Nunca Mais recebeu a notícia de que a presidenta Dilma Rousseff doará ao grupo a indenização de R$ 20 mil que receberá do governo do Rio de Janeiro por ter sido presa e torturada no estado?
O grupo Tortura Nunca Mais não é uma ONG. Ele é um movimento social. Nenhum de nós ganha nada, ao contrário, a gente está passando até por sérias dificuldades econômicas. Mas a gente, para manter a autonomia e independência do grupo, não recebe nenhum financiamento de nenhum governo municipal, estadual ou federal. Só que financiamento é uma coisa, doação é outra. Nós iríamos discutir. Assim que nós formos informados oficialmente dessa reparação que a presidente vai doar ao Tortura Nunca Mais, nós vamos discutir o assunto. Possivelmente vamos aceitar. Por quê? Porque doação é uma coisa, financiamento é outra coisa. Doação está vindo de uma pessoa, de uma pessoa que foi torturada, com todo o respeito nosso, por mais críticas que nós possamos fazer a essa comissão da verdade que está sendo colocada aí.
CM - Qual a avaliação do grupo sobre os nomes escolhidos para integrar a Comissão da Verdade e o estágio atual dos trabalhos?
CC - Ainda não começou. Os trabalhos mal começaram, então não dá para fazer avaliação nenhuma. Nós não quisemos discutir nome nenhum, pediram que a gente indicasse nomes. Nós nos negamos a indicar nomes porque nós, se estivéssemos indicando nomes, nós estaríamos referendando essa comissão que a gente já fazia críticas desde o projeto. E quando foi votada nós continuamos fazendo críticas.
Obviamente tem alguns nomes muito importantes, muito interessantes, como a drª Rosa Cardoso, drº Paulo Sergio Pinheiro. Agora, tem nomes que não deveriam constar ali. Por exemplo, o Dipp (Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça), que está sendo porta-voz da comissão, esta pessoa foi testemunha do estado brasileiro, em dezembro de 2010, na corte interamericana de direitos humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), contra os familiares das vítimas do Araguaia. Ele foi testemunha do estado brasileiro, do governo, que estava sendo julgado naquele momento pela corte da OEA. Então para nós já é uma pessoa estranha, é muito estranho esse nome estar aí.
CC - Olha são várias. Desde a Lei da Anistia, mostrando toda a conjuntura histórica, que vai levando os diferentes governos, civis, desde 1985 até os dias de hoje, a fazerem acordos com forças civis e militares que respaldaram e apoiaram a ditadura. Forças essas que ainda fazem parte do cenário político brasileiro. Por isso é que essa comissão da verdade vem do jeito que vem. Limitada, bastante limitada, bastante tímida, isso tem a ver com o contexto brasileiro que a gente atravessa desde da época da Lei de Anistia, desde 1979.
E as críticas que a gente faz são fundamentalmente não tornar público os depoimentos e o relatório final, isso tem que ser publicizado, a sociedade precisa saber o que aconteceu, não pode estar sendo tomado depoimento com portas fechadas, sabe? Isso é manter o sigilo e o segredo que a ditadura impôs à gente. Tudo tem que ser publicizado!
O outro ponto é que o relatório final tem que ser encaminhado para o Judiciário. E aí ficam jogando cortina de fumaça, “Ah! Porque querem que a Comissão da Verdade puna”. Nós sabemos que a Comissão da Verdade não é para punir ninguém.
A Comissão da Verdade deveria ser para investigar, levantar dados, averiguar o que aconteceu, tornar público o que aconteceu, que infelizmente não vai fazer, mas a gente vai continuar forçando para que isso ocorra, e encaminhar o seu relatório para o Judiciário.
CM - O prazo para o fim dos trabalhos é de dois anos. A senhora acha que, durante esse período, caso o debate ganhe mais corpo, é possível que ocorra uma mudança e o relatório seja encaminhado ao Judiciário?
CC - Lógico! Eu acho que é possível, mas, olha, eu não posso fazer previsão. Eu acho que vai depender muito das pressões que o movimento social fizer. Podemos avançar alguma coisa mais.
CM - Como a senhora está vendo o debate na opinião pública?
Pela primeira vez nós estamos vendo, e especialmente a juventude, se apossando de sua história. Isso é muito bonito, é emocionante e é muito importante. A juventude hoje está querendo saber mais sobre o que aconteceu naquele período. E isso é muito importante, os movimentos que eles têm feito de denúncias, indo à casa de torturadores para denunciar “aqui mora um torturador!”. Então a gente fica muito feliz com isso. Que bom! Porque a gente daqui a pouco não está mais aí, eu já estou com 71 anos, e as pessoas, as mães, de modo geral, já morreram todas, coitadas, não souberam o destino de seus filhos desaparecidos. E que bom que essa juventude está se apossando disso, porque essa luta não é uma luta que vai terminar agora. A gente sabe que essa luta tem muitos anos ainda pela frente, infelizmente, né?
CM - E a opinião veiculada pelos jornais hegemônicos, especialmente nas Cartas dos Leitores, quando 90% expressam aquela visão de que “os dois lados cometeram crimes”, são “elas por elas”, contra um aprofundamento da Comissão da Verdade, como vê isso?
CC - Pois é. É importante essa pergunta pelo seguinte. O “nós” fomos sequestrados, presos ilegalmente, torturados, muitos desaparecidos, muitos tiveram seus corpos ocultados, todos nós respondemos a inquérito policial militar. Eu, por exemplo, assinei minha prisão preventiva um mês e meio depois que eu já estava presa. Ou seja, eu estava totalmente ilegal. Eles podiam ter desaparecido comigo, como fizeram com centenas de pessoas.
E não houve nada disso do outro lado. Isso é uma cortina de fumaça que os militares saudosistas da ditadura, e os civis que respaldaram a ditadura, ficam lançando na mídia, principalmente nos grandes meios hegemônicos de comunicação. Não é por acaso que as cartas de leitores refletem isso. Mostram uma total ignorância do que foi esse período histórico, uma total falta de informação. Então é a pergunta que se faz: “O que eles querem mais?”, “Ouvir o quê de nós?”.
Nós não temos a mesma lógica dos militares. Nós não queremos torturar ninguém, nós não queremos prisão perpétua para ninguém, nós não queremos pena de morte para ninguém. Isso é a lógica da ditadura, não é a nossa. Então é importante que as pessoas tenham um pouco mais de informação. Nossas informações a gente espera que sejam dadas pela Comissão da Verdade. É para isso que estamos brigando. Para que essa memória, essa história, efetivamente seja contada para todo mundo, para que não haja mais cartas de leitores como essas, de que “o outro lado tem que ser investigado também”. O “outro lado” foi superinvestigado, o “outro lado” foi massacrado meu amigo, o “outro lado” foi desaparecido. O que eles querem mais?
CC - De jeito nenhum! Ele é uma testemunha. Ele é uma testemunha como qualquer outra. Ele tem que ser chamado como testemunha. Admira o governo federal até hoje, o ministro da Justiça, por exemplo, a secretaria especial dos Direitos Humanos, não ter feito uma reunião com os familiares dos desaparecidos que esse Cláudio Guerra cita. Imediatamente o governo tinha que ter chamado os familiares.
Esse cara tinha que ser ouvido. Espero que ele seja chamado, né? E só. Ele não tem que ser “assessor” de coisíssima nenhuma! Você me desculpe, mas os caras de repente estão até querendo valorizar o trabalho deles, entendeu?
Eu não li o livro, não tive corpo nem cabeça para ler o livro. Pelo o que as pessoas estão dizendo o livro tem várias contradições, tem algumas coisas importantes, que não sabemos se é verdade ou se é mentira, agora, é muito estranho seu Cláudio Guerra, depois de tantos anos, ter “chegado a Jesus” e ter se arrependido.
Então, obviamente a gente não vai jogar as informações dele no lixo. Ele tem que ser ouvido. Ele tem que citar nomes. Isso é uma obrigação! Pessoas que levaram outras pessoas já mortas, semimortas ou indefesas para serem jogadas em represas, em toneis cheios de ácido, em alto mar, como a gente sabe. Eu não sei como essas pessoas conseguem dormir. Eu acho que até para que elas possam morrer em paz é necessário que realmente essa história possa ser contada. Que elas procurem a Comissão da Verdade e contem isso. Seria muito importante para elas e para a história do Brasil.
CC - O prazo já foi! Ah, ah, o governo brasileiro já morreu no prazo. A sentença da OEA foi divulgada em dezembro de 2010, o governo brasileiro tinha um ano para cumprir essa sentença e até agora não cumpriu nada. As idas para o Araguaia se colocaram completamente infrutíferas até agora.
O governo não fez nada. Obviamente que a Comissão da verdade cumpriria esse papel, não é? Só que do jeito que foi feita, limitada e tímida, a gente acha que não vai cumprir esse papel, que isso aí é uma mise-en-scene que está sendo feita, para responder a OEA.
CM - E a OEA já tomou novas providências?
CC - Não. Tem mais seis meses. Nós somos inclusive copeticionários nesta ação contra o governo brasileiro, e estamos responde a uma série de quesitos, em segredo de justiça, que a OEA está nos perguntando.
Nós pensamos muito e sentimos pouco. Mais do que máquinas, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, nós precisamos de carinho e bondade. Sem essas qualidade a vida será violenta, e tudo será perdido.
Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador"
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Prendam os torturadores
| Um novo relatório da Avaaz revela que o regime assassino da Síria está torturando manifestantes pacíficos, removendo suas unhas dos pés e das mãos e lhes eletrocutando. Podemos pressionar a ONU para que levem o ditador sírio Bashar al-Assad à Corte Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Vamos criar um chamado massivo global: |
Os observadores da Liga Árabe falharam em impedir a repressão brutal, mas a pressão sobre Assad está aumentando. A Avaaz recentemente publicou um relatório terrível revelando a escala das unidades de detenção da Síria, incluindo o que fizeram com Manhal. Se criarmos uma pressão global massiva agora, podemos forçar governos-chave a confrontarem os horrores citados nesse relatório e acelerarem o fim de Assad.
Assine a petição agora e quando chegarmos a 500.000 assinaturas, entregaremos-na junto com o relatório da Avaaz para a Liga Árabe e para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, exigindo que eles levem Assad até à Corte Penal Internacional para ser julgado por crimes contra a humanidade:
http://www.avaaz.org/po/
A ONU já afirmou que houve crimes contra a humanidade na Síria. Agora o regime está lidando com mais uma onda crítica -- um pungente relatório compilado por corajosos ativistas sírios da Avaaz que delimita a relação final sobre esses crimes contra a humanidade terem sido cometidos por altos membros do regime de Assad. Nenhum outro relatório tem informações de alto nível que relaciona a tortura do regime nessa medida -- essa pode ser nossa melhor chance de fazer o mundo agir.
Todos nós tínhamos esperança de que a missão de monitoramento da Liga Árabe fosse impedir a violência, mas a missão foi comprometida e desacreditada. Apesar de testemunharem por conta própria os atiradores de Assad, os monitores apenas estenderam seu período de observação sem um pedido de ação urgente. Isso permite que países como Rússia, China e Índia impeçam as Nações Unidas de se mobilizarem. enquanto isso, a defesa patética usada pelo regime para seus atos desprezíveis tem sido a de que o regime tem lutado contra uma insurgência terrorista, não um movimento pacífico por democracia. Mas relatórios como o da Avaaz expõem a mentira desse regime corrupto e cruel. Agora precisamos que o mundo seja testemunha dos horrores do regime.
O tempo pode se esgotar para Assad se criarmos uma onda ensurdecedora de pressão pública para promover a mudança. Vamos unir o mundo para exigir que o Conselho de Segurança da ONU leve o regime brutal sírio à Corte Penal Internacional e julguem-no por crimes contra humanidade. Assine agora e divulgue para todos:
http://www.avaaz.org/po/
Por todo o mundo árabe, o poder popular tem derrubado ditadores e nossa incrível comunidade da Avaaz esteve no coração dessas batalhas pela democracia, furando o bloqueio da mídia imposto pelos líderes corruptos, empoderando jornalistas cidadãos, provendo ajuda emergencial vital para comunidades sob cerco, e ajudando a proteger centenas de ativistas e suas famílias dos bandidos do regime. Não vamos permitir que o sofrimento pela liberdade do Manhal seja em vão. Vamos exigir que a ONU se mobilize imediatamente.
Com esperança e determinação,
Luis, Ian, Maria Paz, Ricken, Emma, Wissam, Heather e toda a equipe da Avaaz
* - “Manhal” é um pseudônimo para proteger a identidade do ativista.
MAIS INFORMAÇÕES:
Relatório da Avaaz sobre as Unidades de Detenção na Síria (em inglês)
http://disappeared.avaaz.org/
Violência na Síria já matou 6.200, dizem ativistas (Reuteurs)
http://br.reuters.com/article/
Assembleia Geral da ONU condena direitos humanos na Síria (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/
Líga Árabe avalia direitos humanos na Síria e pode pedir ajuda à ONU (BBC Brasil)
http://www.bbc.co.uk/
Síria: Regime de Bachar al Assad não desarma (Euronews)
http://pt.euronews.net/2012/
Nova ofensiva do regime sírio deixa ao menos 10 mortos (Terra Brasil)
http://noticias.terra.com.br/
| Apoie a comunidade da Avaaz! |
| Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas: |
Vamos aumentar a pressão sobre o único país que tem protegido Assad e bloqueado a ação internacional: Rússia.
Use as ferramentas abaixo para contatar líderes russos diretamente por telefone, email e Twitter. Se enviarmos uma mensagem esmagadora para a Rússia de que o mundo não vai aceitar suas obstruções, poderemos fazer com que a ONU aja rapidamente e ajude a parar com o derramamento de sangue.
Acesse o relatório da Avaaz que documenta os crimes contra a humanidade no link abaixo. Se todos nós encaminharmos esse documento para os líderes russos, eles não vão poder ignorar essa evidência pungente.
http://avaazimages.s3.amazonaws.com/DetentionCentresinSyria.pdf
Rússia
- Envie um email para o presidente Medvedev
- Perfil do presidente Medvedev no Twitter
- Telefone do presidente Medvedev: (+7) (495) 606-06-47
- Envie um email para Vitaly I. Churkin, Representante Permanente da Rússia nas Nações Unidas
- Telefone da missão da Rússia na ONU: +1 (212) 861-4900
Dicas do que falar:- O mundo quer que a Rússia pare de bloquear a ação internacional e impeça a violência na Síria.
- O Conselho de Segurança das Nações Unidas precisa agir urgentemente para impedir o derramamento de sangue como uma questão de paz e segurança internacional.
- É hora de levar Bashar al-Assad e seu bando à Corte Penal Internacional para serem julgados.
- É clara a evidência de que o regime de Assad é responsável por crimes contra a humanidade em civis.
- O processo de monitoramento da Liga Árabe é falho e não é desculpa para não levar a Síria à Corte Penal Internacional agora por crimes já cometidos.
A maioria dos escritórios de governos funcionam das 9h às 17h -- se não for possível contatá-los nesses horários, tente novamente amanhã. Lembre-se de ser educado -- seremos mais convincentes se formos sensatos e corteses. Se não conseguir realizar sua chamada, provavelmente isso significa que estamos congestionando a linha telefônica -- um bom sinal! Continue!
Após se mobilizar pelo telefone, email e Twitter, publique um comentário à direita para compartilhar sua experiências com outras pessoas espalhadas no planeta. Então retorne para a página principal e ajude a criar um chamado massivo divulgando a campanha.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A AGENDA DE DIREITOS HUMANOS PARA O BRASIL
domingo, 9 de maio de 2010
artigos Tortura nunca mais. Lei, sempre
7.5.2010
|10h03m
artigos
Tortura nunca mais. Lei, sempre
A tortura é um dos crimes mais hediondos e uma das manifestações mais degradantes e covardes da natureza humana.Mais grave ainda quando praticada por agentes de Estado que subjugam e humilham fisicamente uma pessoa indefesa a pretexto de obter confissões ou informações, seja dentro de um quadro de conflito político, seja em uma investigação criminal de qualquer natureza.
Estabelecida essa premissa, para que não restem dúvidas, ficam ainda mais fortes os motivos para admirar as razões que levaram o ministro Eros Grau a votar, com argumentos contidos num contundente relatório de 61 páginas, na tese de que a Lei de Anistia promulgada em 1979 e confirmada pela Constituição de 1988, não é passível de revisão pela Justiça- no que foi acompanhado por outros 6 juízes.
A primeira razão para admirar o voto: Eros Grau não é um reacionário de má história.Ele mesmo,que já se declarou marxista, foi preso e torturado durante o regime militar, o que não afetou a isenção técnica de seu julgamento.
A segunda razão para admirar o voto: ele mantém o princípio da segurança jurídica, o que é um dos esteios de um legítimo Estado de Direito.
É estranho e irônico que certos segmentos da sociedade, que criticaram a decisão do STF, sejam os mesmos que criticam o excessivo protagonismo da Justiça, e que protestam contra a “judicialização” da vida política do País.
O voto de Eros Grau , para quem se der ao trabalho de lê-lo, não é um voto pró-tortura, mas sim um voto a favor do pleno Estado de Direito.Ele argumenta que a Lei da Anistia foi pactuada entre sociedade e governo, e resultou ser recíproca pela vontade manifesta das duas partes, e referendada pelo Congresso.
Alegava a OAB em sua petição que o regime, em 1979, quando a lei foi promulgada,não era plenamente democrático, e que em função dessa desequilibrada relação de forças políticas, o governo acabava auto-anistiando os seus agentes acusados de crimes contra a Humanidade, como a tortura.
Eros Grau tinha fortes argumentos contra a petição da OAB: se a alegação de que a lei foi aprovada por um Congresso pouco independente fosse válida, toda a legislação do período autoritário teria que ser revogada; quando a Lei da Anistia foi aprovada, ainda não existia a lei que tornava a tortura crime inafiançável e não-anistiável,promulgada em 1997, e nem a Convenção das Nações Unidas Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis,que só entrou em vigor em junho de 1987.Leis não retroagem,como se sabe. E mais: a Lei da Anistia foi revalidada pela Emenda Constitucional nº 26, que convocou a Assembléia Nacional Constituinte, ou seja, durante a plena vigência do regime democrático.
O ministro defendeu um princípio constitucional básico, em cima do qual construiu a arquitetura de seu raciocínio: “No Estado democrático de Direito o Poder Judiciário não está autorizado a alterar,a dar outra redação,diversa da nele contemplada,a texto normativo.Pode, a partir dele,produzir distintas normas.Mas nem mesmo o Supremo Tribunal Federal está autorizado a reescrever leis de anistia”.
Aos que argumentam com o fato de outros países da América Latina,como Uruguai,Chile e Argentina terem conseguido punir os seus torturadores,Eros Grau mostra que a “Lei de Obediencia Devida”, “Lei de Caducidad de La Pretensión Punitiva”, a “Lei del Punto Final” e outras, tiveram origem no Legislativo desses países, e não foram impostas por intepretação judiciária.
Enfim, o que a decisão do STF mostrou é que se a sociedade brasileira deseja revogar uma parte da lei de anistia e punir um dos lados em conflito, é preciso que o faça através dos meios que o estado democrático de Direito lhe faculta: por uma lei elaborada e aprovada pelo Congresso.
Por isso,a decisão do STF não defende a tortura.Defende a lei.
Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. Escreverá sempre às sextas-feiras. E.mail: svaia@uol.com.br
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