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Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
#bemfam CLIPPING - 05/set./2013 #diadasaudesexual
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
BEM FAM_CLIPPING - 20/set./ 2012
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Homenagem a Carlos Basilia,ODM,2015 P/Tuberculose no Brasil
Homenagem a Carlos Basilia, Objetivos do Milênio - 2015 para a Tuberculose no Brasil, dia 22/06/2012.
De: FAX CERIMONIAL]
Enviada em: quarta-feira, 20 de junho de 2012 18:10
Para:
Assunto: Convite: Receber homenagem por sua relevante contribuição no alcance dos Objetivos do Milênio – 2015 para a Tuberculose no Brasil, dia 22/06/2012.
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Convite
Rio de Janeiro - RJ
Nós pensamos muito e sentimos pouco. Mais do que máquinas, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, nós precisamos de carinho e bondade. Sem essas qualidade a vida será violenta, e tudo será perdido.
Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador"
abraSUS
Parabéns pela Homenagem!
Abraços
Jorge
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Faltam US$ 10 bilhões para combater a Aids, aponta ONU 24 de Setembro de 2010 Folha Online
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Crescimento com menos pobreza e fome em um mundo incerto Correio Braziliense - 23/09/2010 Robert B. Zoellick - Presidente do Banco Mundial
Crescimento com menos pobreza e fome em um mundo incerto
Correio Braziliense - 23/09/2010
Robert B. Zoellick - Presidente do Banco Mundial
A necessidade de superar a pobreza extrema e a fome tem sido o centro do esforço global para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) desde sua adoção há uma década. Até as crises dos alimentos, do petróleo e financeira nos últimos dois anos, os países em desenvolvimento progrediam para alcançar esses objetivos embora em ritmos diferentes.
Em 1981, 52% das pessoas nos países em desenvolvimento viviam na pobreza. Em 2005, a proporção havia caído para 25%. Os esforços foram bem-sucedidos até o advento das crises – os níveis de pobreza diminuíram acentuadamente no leste da Ásia, América Latina e na Europa Central e do Leste. Mas isso não chegou a todos. A África Subsaariana continua muito atrás: seus índices de fome e desnutrição têm diminuído, mas não o suficiente para atingir o objetivo de erradicar a fome até 2015.
As crises só agravaram a situação. O Banco Mundial estima que 64 milhões de pessoas a mais passaram a viver na extrema pobreza (com menos de US$ 1,25 por dia) em 2010; até 2015, 1,2 milhão de jovens morrerão; 350 mil estudantes adicionais não completarão o ensino primário e cerca de 100 milhões de pessoas a mais seguirão sem acesso a água potável. Além disso, pela primeira vez na história, 1 bilhão de pessoas irão para a cama com fome todas as noites.
Temos de redobrar os esforços para concentrar a ajuda nos pobres e vulneráveis. Investir na cadeia alimentar para aumentar a produtividade e a quantidade dos produtos agrícolas não ajudará apenas a aliviar a fome. Também contribuirá para superar a pobreza, pois 75% dos pobres do mundo vivem nas áreas rurais dos países em desenvolvimento.
Os países de baixa renda podem melhorar os programas de proteção social para ajudar os mais vulneráveis. A nutrição deve ser parte integrante desses programas. A melhoria nutricional acarreta outros efeitos positivos ligados à mortalidade infantil e materna, à educação e à saúde.
O Banco Mundial está trabalhando com o Programa Mundial de Alimentos e a Unicef para melhorar a interconexão entre a nutrição e os programas de proteção social, como na merenda escolar e nos programas de alimentos por trabalho. Em parceria com outras organizações, esperamos aproveitar novos conhecimentos sobre suplementos alimentares para melhorar a dieta dos mais pobres.
A recuperação econômica global será desigual e incerta se não houver o necessário aumento de postos de trabalho. Temos de recuperar o terreno perdido e acelerar o passo para a superação da pobreza. O potencial de crescimento não se limita a alguns poucos mercados emergentes. A implementação de políticas mais sólidas melhorou o desempenho econômico e as oportunidades em muitos países de baixa renda, incluindo na África Subsaariana, que registrou taxa de crescimento anual de 6% durante os cinco anos anteriores à crise.
É imperativo que o foco esteja sobre os trabalhadores – emprego pleno e com máxima produtividade. Nesse contexto, os países devem ter sistemas que gerem habilidades por meio do desenvolvimento da primeira infância, com foco na nutrição, na estimulação e nas habilidades cognitivas básicas. Também devem assegurar que, uma vez na escola, os alunos aprendam sob regras transparentes, bons professores e recursos adequados, enfatizando resultados e o desempenho no sistema educacional mais amplo. É essencial estimular as habilidades exigidas pelos empregadores e promover o empreendedorismo e a inovação.
A recuperação depende também da reação do setor privado. As empresas investem e geram empregos apenas se vislumbrarem retorno. Os países deveriam criar um ambiente mais atrativo para investimentos, estabelecendo regras claras, implementando reformas regulatórias e proporcionando financiamento para os investimentos das pequenas e médias empresas, ao mesmo tempo garantindo a governança e o combate à corrupção.
ONU: US$40 bi para mulheres e crianças O Globo - 23/09/2010
ONU: US$40 bi para mulheres e crianças
O Globo - 23/09/2010
Iniciativa para os setores mais atrasados no cumprimento das Metas do Milênio quer salvar 16 milhões de vidas
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou ontem um esforço concentrado para salvar a vida de 16 milhões de mães e crianças nos próximos cinco anos, um investimento de US$40 bilhões. O objetivo é fazer avançar os setores mais atrasados no cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela organização há 10 anos: saúde materna e infantil.
- O século XXI precisa ser, e será, diferente para todas as mulheres e crianças - disse Ban ao lançar a Estratégia Global para Saúde Materna e Infantil na ONU, no encerramento da cúpula sobre as Metas do Milênio, que visam a reduzir a fome e a pobreza à metade até 2015. - Estamos nos unindo para apoiar mulheres e crianças com US$40 bilhões e recursos e promessas ambiciosas de fazer mais pela saúde delas. Esses compromissos vão assegurar mais saúde pelo dinheiro e mais dinheiro pela saúde.
Segundo Robert Orr, assistente sênior de Ban, o projeto seria patrocinado pelos 192 Estados-membro da organização. Em comunicado, a ONU afirmou que mais de US$40 bilhões foram prometidos por governos, fundações, empresas e organizações não governamentais.
ONGs mostram ceticismo com anúncio de novo plano
Desse total, US$27 bilhões são novos recursos anunciados por governos - o restante já havia sido prometido em abril, quando começaram as discussões do projeto. Cerca de US$8,6 bilhões vêm de países pobres, segundo a ONU. Orr ressaltou, porém, que para salvar 16 milhões de vidas são necessários US$169 bilhões. Ele espera que o anúncio dos US$40 bilhões atraia mais doadores.
A Estratégia Global vai identificar as mudanças de financiamento e políticas necessárias para melhorar a saúde de mulheres e crianças. Espera-se que o projeto evite ainda, entre 2011 e 2015, 33 milhões de casos de gravidez indesejada e 740 mil mortes de mulheres por complicações de parto.
Mas nem todos estão otimistas. Emma Seery, porta-voz da ONG Oxfam, afirmou em nota: "Aprendemos a ser céticos sobre grandes anúncios em conferências. O que realmente conta é de onde vem o dinheiro, o que significa que os líderes têm de voltar para casa e incluir esses recursos nos orçamentos dos governos".
- Uma avalanche de sentimentos cálidos escondeu o fato de que nenhum plano de ação totalmente custeado contra a pobreza foi realmente anunciado - afirmou Joanna Kerr, diretora-executiva da ONG ActionAid.
Cortesia: Clipping Bem Fam
Mortalidade materna caiu menos do que o esperado para atingir o ODM 5 Adital – 23/09/2010 Natasha Pitts *
Mortalidade materna caiu menos do que o esperado para atingir o ODM 5
Adital – 23/09/2010
Natasha Pitts *
A cada meio minuto morre uma mulher no mundo. A afirmação feita por Widney Brown, diretora geral de Direito Internacional e Política da Anistia Internacional comprova que um longo caminho ainda precisa ser trilhado até que as mulheres tenham seus direitos plenamente garantidos. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) abordou a problemática analisando especificamente a mortalidade materna.
De 1990 a 2008, caiu 34% o número de mortes de mulheres por complicações na gravidez ou no parto. Passou-se de uma cifra aproximada de 546 mil mulheres para 358 mil vítimas. Apesar de significativa, a diminuição não representa grandes evoluções se pensarmos que o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nº 5 pede a redução da mortalidade materna em 75% até o ano de 2015. Para que a meta fosse cumprida, seria necessária uma redução anual de 5,5%, sendo que desde 1990 a redução anual só chegou a 2,3%.
Em apenas dez países dos 87 que precisam de ações urgentes para reduzir a mortalidade materna se registrou uma queda de 5,5% ao ano entre 1990 e 2008. A África subsaariana não chegou a atingir este percentual, mas apresentou reduções de 26% enquanto a Ásia se saiu melhor e reduziu 52% a quantidade de vítimas. Em contrapartida, os progressos registrados durantes estes 18 anos foram nulos ou insuficientes em outros 30 países.
O relatório ‘Tendências da Mortalidade Materna’, da OMS, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Banco Mundial revela que as gestantes continuam morrendo por causas conhecidas e evitáveis como hemorragias puerperais graves, infecções, hipertensão e aborto perigoso.
Em 2008, cerca de mil mulheres morreram todos os dias devido a alguma dessas complicações. Do total, 570 viviam na África subsaariana, 300 na Ásia Meridional e cinco em países de alta renda. De acordo com o relatório, nos países em desenvolvimento, durante toda a vida, as mulheres correm 36 vezes mais riscos de morrer por causas relacionadas à gravidez do que nos países mais desenvolvidos.
"Nenhuma mulher deveria morrer no parto, pois estas mortes são evitáveis. Os governos deveriam adotar muitas outras medidas para garantir que as mulheres mais marginalizadas e pobres tenham um acesso igual e oportuno a uma atenção que possa salvar vidas", declarau Widney Brown, da Anistia Internacional.
Boa parte destas mulheres, vitimadas durante a gravidez ou o parto, está nas zonas rurais, em comunidades mais pobres e nas zonas de conflitos. Também as que pertencem às minorias éticas e grupos indígenas e as portadoras do vírus HIV, muitas vezes ficam relegadas à própria sorte em um momento que exige cuidados específicos e redobrados.
Para alcançar uma redução drástica e significativa da mortalidade materna em todo o mundo, o caminho mais eficaz seria a atenção às mulheres que já se encontram em um grupo de risco. Entre as medidas eficazes que precisam ser reforçadas esta a formações de mais pessoas especializadas para realizar o parto e o incremento nos serviços de atenção às gestantes em hospitais e centros de saúde. Para isto, é essencial um acréscimo nas verbas aplicadas nos serviços de saúde reprodutiva.
Outras medidas importantes seriam: melhor acesso a um planejamento familiar de qualidade e outros serviços de saúde reprodutiva; assistência ao parto por pessoas qualificadas; atenção obstétrica de urgência; e assistência pós-natal para as mães e para os recém-nascidos.
cortesia: Bem Fam
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) aos 10 anos (artigo) 16/09/2010 José Eustáquio Diniz Alves
Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) aos 10 anos (artigo)
16/09/2010
José Eustáquio Diniz Alves
Os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) são um conjunto articulado de oito compromissos aprovados entre os líderes de 191 países membros das Nações Unidas (ONU), na maior reunião de dirigentes nacionais de todos os tempos, a Cúpula do Milênio, realizada em Nova York, em setembro de 2000. A Declaração do Milênio objetivava melhorar a vida de todos os habitantes do planeta até o ano de 2015, estabelecendo metas concretas e mensuráveis que pudessem ser acompanhadas em cada país e comparados e avaliados em escalas nacional, regional e global.
Os 8 Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), que em setembro de 2010 completam 10 anos, são:
# 1. Erradicar a extrema pobreza e a fome
# 2. Atingir o ensino básico universal
# 3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
# 4. Reduzir a mortalidade na infância
# 5. Melhorar a saúde materna
# 6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
# 7. Garantir a sustentabilidade ambiental
# 8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento
No ano de 2005 foi realizada a Cúpula do Milênio + 5, para avaliar o andamento das iniciativas e corrigir eventuais lacunas existentes. Após diversos estudos e avaliações sobre as principais fraquezadas dos ODMs, foram feitos dois acréscimos fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população, complementando os objetivos 1 e 5, tal como explicitado abaixo:
# 1B. Alcançar o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos, incluindo mulheres e jovens
# 5B. Alcançar, até 2015, o acesso universal à saúde reprodutiva.
De fato, para reduzir a pobreza e as taxas de mortalidade ao mesmo tempo que se avança na sustentabilidade ambiental é preciso que toda a população tenha emprego decente (especialmente empregos verdes) e acesso aos serviços públicos de saúde reprodutiva, com redução da gravidez indesejada.
A seguir é apresentada uma síntese do Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, divulgado em junho de 2010. O Relatório mostra que o crescimento econômico da década reduziu o número de pessoas nas regiões em desenvolvimento que viviam com menos de US$ 1,25 por dia, de 1,8 bilhão em 1990, para 1,4 bilhão em 2005, enquanto a taxa de pobreza caiu de 46% para 27%. Após um breve recuo, em decorrência da crise económica de 2009, a renda voltou a crescer e estimasse que a taxa de pobreza deve ficar em 15% em 2015, significando que o mundo terá 920 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha internacional de pobreza, metade do que havia em 1990. Os maiores ganhos aconteceram na China e na Índia, mas a América Latina também deverá reduzir a pobreza pela metade até o ano de 2015. Os países que tiveram maior sucesso na redução da pobreza foram aqueles que criaram maior número de empregos e reduziram o trabalho vulnerável e sem proteção.
Os países em desenvolvimento fizeram algum progresso na redução da fome e da má-nutrição, que se reduziu de 20% em 1990-1992 para 16% em 2005-2007. Mas estes números pioraram com a crise de 2009 e o número de pessoas subnutridas no mundo deve ter chegado a 1 bilhão no fim de 2009. As crianças vivendo em áreas rurais têm o dobro de probabilidade de estar subnutridas do que aquelas em áreas urbanas.
Grandes progressos foram feitos no sentido de se conseguir “Atingir o ensino básico universal” (#2). Contudo o desafio de universalizar o ensino básico ainda não foi garantido, especialmente entre a população de menor nível de renda e do meio rural, nos paises mais pobres. A universalização do ensino de segundo grau ainda está muito distante de ser alcançada, mesmo em paises como o Brasil. A paridade de gênero no ensino fundamental já foi praticamente atingida nos países em desenvolvimento. Na educação média e superior as mulheres reverteram o hiato de gênero no Leste e Sudeste Asiático e na América Latina e Caribe.
Globalmente, a participação das mulheres no trabalho remunerado fora do setor agrícola vem aumentando lentamente e atingiu 41% em 2008. Mas as mulheres em algumas regiões estão seriamente atrasadas, como no Sul da Ásia, no Norte da África e na Ásia Ocidental, onde só 20% dos trabalhadores não agricolas são mulheres. A igualdade de gênero no mercado de trabalho é também uma preocupação na África Subsaariana, onde apenas um em cada três postos de trabalho remunerado fora da agricultura são ocupados por mulheres. Mas mesmo quando as mulheres representam uma grande parte do trabalho remunerado, isso não significa que elas tenham empregos decentes, seguros e com proteção social. Na verdade, as mulheres geralmente recebem menos e estão concentradas em empregos informais.
A participação das mulheres no parlamento no mundo continua crescendo lentamente, tendo passado de 11%, em 1995, para 19%, em 2010. Mas ainda está longe de se atingir a meta de 30% colocada pela VI Conferência das Mulheres (Beijing, 1995) e mais distante ainda da meta, dos ODMs, de paridade entre os sexos nos espaços de poder. As mulheres da América Latina e o Caribe já conquistaram 23% das representações legislativas (Câmara Baixa), praticamente o mesmo nível da média dos países desenvolvidos. Mas o Brasil continua no pelotão com menos de 10% de representação feminina.
Todavia, a despeito das desigualdades existentes, as mulheres já conseguiram reverter o hiato de gênero na educação e na saúde e avança para indicadores mais igualitários na maior parte do mundo.
Um progresso substancial foi feito na redução da mortalidade infantil e na infância. Desde 1990, a taxa de mortalidade para menores de cinco anos de idade caiu de 100 mortes por mil nascidos vivos, em 2000, para 72 em 2008. Nos últimos anos a queda vem se acelerando, especialmente em países pobres como Bangladesh, Bolivia, Eritreia, Laos, Malawi, Mongolia e Nepal. Assim, mesmo, a maioria das mortes ocorridas nestas idades poderiam ser evitadas
A redução da mortalidade materna exige serviços de saúde reprodutiva de qualidade e diminuição da gravidez indesejada e dos abortos inseguros. Na falta de bons serviços de saúde reprodutiva acontecem centenas de milhares de mortes a cada ano, que poderiam ser evitadas. A despeito dos progressos realizados, muito ainda falta ser feito nesta área.
A propagação do HIV parece ter estabilizado na maioria das regiões e mais pessoas estão sobrevivendo por mais tempo. Os últimos dados epidemiológicos indicam que, globalmente, a propagação do HIV parece ter atingido o seu pico em 1996, quando 3,5 milhões de pessoas foram infectadas. Em 2008, esse número caiu para cerca de 2,7 milhões. A mortalidade relacionadas com a AIDS atingiu o pico em 2004, com 2,2 milhões de mortes. Em 2008, caiu para 2 milhões, embora o HIV continua a ser a principal causa de morte mundial por doenças infecciosas. A epidemia parece ter estabilizado na maioria das regiões, embora a África Subsariana continua a ser a região mais afetada, sendo responsável por 72 por cento de todos os novos casos, em 2008.
O meio ambiente continua sendo um problema de grande dimensão e sem solução adequada à vista. A taxa de desmatamento mostra sinais de diminuição, mas ainda é acontece a taxas alarmantes. Durante a última década, cerca de 13 milhões de hectares de floresta em todo o mundo foram convertidos para outros usos ou perdidos por causas naturais a cada ano, em comparação com 16 milhões de hectares por ano na década de 1990. A América do Sul e a África continuam a mostrar a maior perda líquida de florestas, cerca de 4 milhões e 3,4 milhões de hectares por ano, respectivamente, no período 2000-2010.
Em 2007, as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram mais uma vez, chegando a 30 bilhões de toneladas, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. Isso representa um aumento de 35% acima do nível de 1990. As emissões per capita mais elevadas permanece nas regiões desenvolvidas, cerca de 12 toneladas métricas de CO2 per pessoa por ano em 2007, comparado a cerca de 3 toneladas de média por pessoa, nas regiões em desenvolvimento e 0,9 toneladas métricas na África Sub-saariana, o menor valor regional. Desde 1990, as emissões por unidade de produção diminuiu em mais de 26% nas regiões desenvolvidas e em cerca de 11 por cento nas regiões em desenvolvimento.
Em termos de conservação da biodiversidade, o mundo não tem conseguido atingir a meta para 2010, com conseqüências potencialmente graves. Cerca de 17 mil espécies de plantas e animais estão ameaçados de extinção. Com base nas tendências atuais, a perda de espécies vai continuar ao longo deste século, com o risco crescente de mudanças dramáticas nos ecossistemas. Apesar de aumento dos investimentos em conservação e planejamento, as principais causas de perda de biodiversidade, incluindo as altas taxas consumo, a perda de habitat, as espécies invasoras, a poluição e as alterações climáticas, ainda carecem de políticas mais claras e de uma ação mais efetiva.
Embora o acesso à água potável (nem sempre de boa qualidade) tenha melhorado, o saneamento não avançou e, no ritmo atual de progresso, o mundo não vai cumprir o objetivo de reduzir para metade a proporção de pessoas sem acesso ao saneamento básico. Em 2008, cerca de 2,6 bilhões de pessoas ao redor o mundo não tinham acesso a instalações sanitárias. Se a tendência continuar, este número vai crescer para 2,7 bilhões até 2015.
Em termos de ajuda ao desenvolvimento, no Grupo dos Oito (G-8) e na Cúpula Mundial das Nações Unidas, em 2005, os doadores se comprometeram a aumentar seu auxílio internacional. Muitas dessas promessas foram feitas em termos de quota de Produto Nacional Bruto (PNB). Com base nas expectativas de crescimento do PNB, essas promessas, combinadas com outros compromissos, teria elevado a ajuda de US$ 80 bilhões em 2004 para $ 130 bilhões em 2010 (a preços constantes de 2004). No entanto, a redução do crescimento económico desde 2008 reduziu o nível previamente esperado do PIB nos países desenvolvidos e o valor em dólar dos compromissos para 2010 em torno US$ 126 bilhões.
terça-feira, 30 de março de 2010
ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer
Levantamento com base no relatório nacional sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio mostra os avanços feitos em cada meta
| Conheça o projeto |
| Saiba mais sobre o projeto Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio — Brasil. |
| Leia também |
| A 5 anos dos ODM, Brasil atinge duas metas |
O quarto Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), divulgado esta semana, traz uma análise detalhada de vários dados econômicas e sociais ligados ao compromisso firmado pelos países da ONU, em 2000.
O estudo inclui não apenas os indicadores estabelecidos pela ONU, mas também os ligados às metas que o governo federal se autoimpôs e vários outros que ajudam avaliar melhor os avanços e desafios do Brasil nos Objetivos do Milênio. Ao todo, a publicação traz 180 páginas, 27 tabelas e 77 gráficos.
Abaixo, segue um levantamento sumário, que leva em consideração apenas os indicadores relacionados mais diretamente ao texto das metas definidas pela ONU.
ODM 1: Erradicar a extrema pobreza e a fome
Meta 1A: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população extremamente pobre
— 1990: 25,6%
— Meta para 2015: 12,8%
— Número mais recente: 4,8% (2008)
Meta 1B: Alcançar o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos
— Não abordada no relatório
Meta 1C: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população que sofre de fome
— 1996: 4,2% das crianças estavam abaixo do peso esperado para a idade
— Meta para 2015: 2,1%
— Número mais recente: 1,8% (2006)
ODM 2: Atingir o ensino básico universal
Meta 2A: Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino básico
— Número mais recente: 94,9% das crianças de 7 a 14 anos estavam matriculadas no ensino fundamental
ODM 3: Promover a igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres
Meta 3A: Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, a mais tardar até 2015
— Números mais recentes (2008): para cada 100 estudantes do sexo masculino havia 93,8 (ensino fundamental), 119,1 (ensino médio) e 133,2 (ensino superior) estudantes do sexo feminino
ODM 4: Reduzir a mortalidade na infância
Meta 4A: Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos
— 1990: 53,7 mortes por mil nascidos vivos
— Meta para 2015: 17,9
— Número mais recente: 22,8 (2008)
ODM 5: Melhorar a saúde materna
Meta 5A: Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna
— 1990: 140 óbitos para cada mil nascidos vivos
— Meta para 2015: 35
— Número mais recente: 75 (2007)
Meta 5B: Alcançar, até 2015, o acesso universal à saúde reprodutiva
— 1996: 55% das mulheres de 15 a 49 anos usavam algum tipo de método contraceptivo
— Número mais recente: 68% (2006)
ODM 6: Combater o HIV
Meta 6A: Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual
— Número mais recente: 17,9 casos para cada 100 mil habitantes (2007). O relatório indica que as taxas de incidência foram crescentes até 2000 e estão estabilizadas desde então, embora em patamares elevados, comparados a padrões internacionais.
Meta 6B: Alcançar, até 2010, o acesso universal ao tratamento de HIV/Aids para todas as pessoas que necessitem
— Acesso gratuito à terapia antirretroviral na rede pública está previsto na lei 9.313, de 1996.
Meta 6C: Até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual.
Tuberculose
— 2000: 41,2
— 2008: 37,2
Malária
— 1990: 32,0
— 2008: 12,9
ODM 7: Garantir a sustentabilidade ambiental
Meta 7A: Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais
— Número mais recente: 60,7% do território brasileiro é coberto por floresta natural (2008)
Meta 7B: Reduzir a perda de diversidade biológica e alcançar, até 2010, uma redução significativa na taxa de perda
Flora
— 1992: 108 espécies foram classificadas oficialmente como ameaçadas de extinção
— 2008: 472
Fauna
— 1989: 207 espécies foram classificadas oficialmente como ameaçadas de extinção
— 2003/2005: 627
Meta 7C: Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água potável segura e esgotamento sanitário
Região urbana
— 1992: 17,7% da população não tinha acesso a água encanada
— Meta até 2015: 8,85%
— Dado mais recente: 8,4% (2008)
— 1992: 33,9% da população não tinha acesso a esgotamento sanitário adequado
— Meta até 2015: 16,95%
— Dado mais recente: 19,5% (2008)
Região rural
— 1992: 90,9% da população não tinha acesso a água encanada
— Meta até 2015: 45,45%
— Dado mais recente: 72,6% (2008)
— 1992: 89,7% da população não tinha acesso a esgotamento sanitário adequado
— Meta até 2015: 44,85%
— Dado mais recente: 76,9% (2008)
Meta 7D: Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados
— 1992: 49,3% da população urbana vivia em moradia inadequada
— Dado mais recente: 34,3% (2008)
ODM 8: Estabelecer Parceria Mundial para o Desenvolvimento
Meta 8A: Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório
— Não mensurável
Meta 8B: Atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos Inclui: um regime isento de direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos desenvolvidos; um programa reforçado de redução da dívida dos países pobres muito endividados (PPME) e anulação da dívida bilateral oficial; e uma ajuda pública para o desenvolvimento mais generosa aos países empenhados na luta contra a pobreza
— O Brasil vai conceder acesso livre de tarifa e livre de cota aos países de menor desenvolvimento até meados de 2010.
Meta 8C: Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento (mediante o Programa de Ação para o Desenvolvimento Sustentável dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e as conclusões da vigésima segunda sessão extraordinária da Assembléia Geral).
— Não se aplica necessariamente ao Brasil
Meta 8D: Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo.Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo
— Brasil perdoou US$ 1,25 bilhão em dívida externa desde 2005
Meta 8E: Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo
— Não se aplica ao Brasil
Meta 8F: Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, nos países em vias de desenvolvimento
— Não se aplica ao Brasil
Meta 8G: Em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações
— Não abordada no relatório