Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

#bemfam CLIPPING - 05/set./2013 #diadasaudesexual

CLIPPING - 05/set./2013

Brasil mantém taxa internacional de fertilização in vitro
BBC Brasil

Em 2012, o Brasil congelou 32.181 embriões e doou outros 315 para a pesquisa científica. Os dados constam do 6º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgado nesta quarta-feira. Pelo segundo ano, a agência calculou ainda a taxa de fertilização dos embriões congelados, que foi de 73% — índice dentro dos padrões sugeridos pela literatura internacional, que varia de 65% a 75%. No mesmo ano, foram produzidos 93.320 embriões e realizados 21.074 ciclos para fertilização in vitro. De acordo com a lei de biossegurança de 2005, só podem ser doados para pesquisa embriões congelados até 2005 e que completaram três anos de congelamento e os embriões inviáveis — aqueles com alterações genéticas comprovadas, que tiveram seu desenvolvimento interrompido em período superior a 24 horas a partir da fertilização in vitro ou aqueles com alterações morfológicas que comprometam seu desenvolvimento. A maior taxa de fertilização se encontra no Sudeste, com 75% — a região tem 47 centros que prestam serviços de fertilização. O pior índice se encontra no Nordeste, que registrou apenas 51%. A região, no entanto, tem apenas um serviço com dados enviados à agência. De acordo com a Anvisa, os bancos que não enviaram dados poderão sofrer penalidades legais.

Brasil é 18º em ranking de progresso social
Estadão

Entres os BRICs, o país é o mais avançado socialmente, segundo índice lançado nesta quarta-feira

O Brasil é o país mais avançado socialmente do grupo chamado Bric, que inclui também Rússia, Índia e China. Segundo o Índice de Progresso Social, lançado quarta-feira, 04, na conferência Ethos 2013, o País aparece em 18º lugar no ranking de 50 nações avaliadas pelo Instituto Social Progress Imperative. Na América do Sul, o Brasil fica atrás apenas do Chile (14º) e da Argentina (15º). Segundo o professor Michael Porter, da Universidade de Harvard, que elaborou o índice, os protestos populares realizados em junho no Brasil demonstram que há uma forte demanda das gerações mais jovens. "O progresso social será crucial para a ambiciosa estratégia de desenvolvimento do Brasil", disse. "O país mostra conquistas importantes em questões relacionadas com o progresso social, mas em um contexto de altas e persistentes desigualdades estruturais", observou. Porter afirmou também que o índice ajudará o governo brasileiro, as empresas e a sociedade civil a identificar áreas essenciais do progresso humano. O índice analisou dados de 52 fontes, agrupadas em três categorias: necessidades humanas básicas, fundamentos de bem-estar e oportunidades. De acordo com a pesquisa, o Brasil é mais eficiente em transformar crescimento econômico em progresso social. Outro aspecto ressaltado pelo estudo é a tolerância da sociedade brasileira com as minorias. Nas áreas em que é preciso avançar, são listados cinco desafios: segurança pública; acesso ao ensino superior e qualidade da saúde; necessidades humanas básicas, como água e saneamento; defesa dos direitos da mulher; e sustentabilidade do ecossistema.

ONU lembra que mais de 2,5 bilhões de pessoas vivem sem saneamento adequado
ONUNotícias

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, alertou que o momento para ações aceleradas, energizadas e coordenadas para a melhoria do acesso e gestão da água e saneamento é “agora”. Ele pediu cooperação renovada nos esforços para fornecer água de qualidade e saneamento adequado para as mais de 2,5 bilhões de pessoas que vivem sem estes dois importantes recursos.Em um discurso na sessão plenária para a Semana Mundial da Água, em Estocolmo, na Suécia, Eliasson afirmou que “lidar eficazmente com a crise de água e saneamento é fundamental para a luta contra a doença e a pobreza”. Ele pediu para os centenas de delegados reunidos na sessão intitulada “Construindo Parcerias para o Saneamento e Água para Todos” que trabalhem para atingir soluções sustentáveis e medidas entre os atores sociais envolvidos – incluindo os governos nacionais, administrações locais, parceiros de desenvolvimento, organizações internacionais, o setor privado, a comunidade científica e de pesquisa e a sociedade civil. 
A água e o saneamento fazem parte das oito metas de combate à pobreza – mais conhecidas como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – às quais líderes mundiais concordaram em atingir até o final de 2015. Eliasson observou o anúncio feito no ano passado de que o mundo havia atingido a meta de acesso a fontes melhoradas de água, mas que a qualidade da água em grande parte ainda não consegue atender os padrões básicos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 80% da água residual global de assentamentos humanos ou fontes industriais é despejada sem tratamento, contaminando os oceanos, lagos e rios. O abastecimento de água e o saneamento inadequado equivale a uma perda econômica de 260 bilhões de dólares em todo o mundo em gastos de saúde e menor produtividade no trabalho, relatou a OMS. O saneamento é a meta mais atrasada dos ODM, e cumpri-la implicaria na redução da proporção de pessoas sem acesso ao saneamento básico de mais da metade para 25% até 2015.

UNICEF lança site da Semana do Bebê

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou nesta segunda-feira o site www.semanadobebe.org.br. da iniciativa Semana do Bebê. Por meio desse novo canal, o internauta poderá obter informações sobre como participar e acompanhar as mobilizações em favor dos direitos de meninas e meninos na primeira infância em todo o País. O site apresenta notícias e materiais de apoio para as cidades que desejam promover a iniciativa. Permite também o cadastro dos municípios para que recebam um kit de comunicação. As peças têm como porta-voz o ator Lázaro Ramos, embaixador do UNICEF no Brasil.
A Semana do Bebê é uma estratégia de mobilização social que tem como objetivo tornar o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento de crianças de até 6 anos prioridade na agenda dos municípios brasileiros. A iniciativa teve início em Canela (RS), onde é realizada anualmente há 13 anos. Reconhecendo essa boa prática, o UNICEF sistematizou a metodologia da Semana do Bebê e está ajudando a promovê-la em centenas de municípios brasileiros. A mobilização já ultrapassou a fronteira do Brasil, chegando a países como Portugal, Argentina e Uruguai. Ao realizar a Semana do Bebê, cada município brasileiro contribui com o “Compromisso com a sobrevivência infantil: uma promessa renovada” – iniciativa do UNICEF e dos governos dos Estados Unidos, Índia e Etiópia em apoio à estratégia Toda Mulher Toda Criança, da Assembleia Geral da ONU, lançada em 2010. Esse compromisso tem como objetivo acelerar os esforços dos governos e da sociedade de reduzir as mortes evitáveis de crianças de até 5 anos, com ênfase nos primeiros dias de vida.

[7 anos de “Lei Maria da Penha”] Mulheres morrem com a medida protetiva nas mãos
Zero Hora

Uma pesquisa de opinião inédita divulgada na semana em que a Lei Maria da Penha completou sete anos revelou que o problema da violência doméstica está presente no cotidiano da maior parte dos brasileiros: entre os entrevistados, de ambos os sexos e todas as classes sociais, 54% conhecem uma mulher que já foi agredida por um parceiro e 56% conhecem um homem que já agrediu uma parceira.Diante dos dados, o Estado e a sociedade precisam fazer um pacto de não tolerância à violência contra a mulher para enfrentar este problema, na avaliação da secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM-PR (Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República), Aparecida Gonçalves. Para tal, o poder público ainda terá que superar alguns desafios, como repensar suas estratégias para garantir a proteção da mulher que denuncia seu agressor. Também expandir os serviços de acolhimento a mulheres vítimas de violência. Segundo a pesquisa, 92% concordam que, quando as agressões contra a esposa/companheira ocorrem com frequência, podem terminar em assassinato. O que leva a população a ter essa percepção? A percepção da população é real. Quando as mulheres vão fazer uma denúncia a ameaça do assassinato é muito presente. E, por isso, uma das discussões que temos feito no serviço público é que é preciso com urgência acreditar na fala da mulher. Quando ela chega no serviço público dizendo que está ameaçada é porque de fato ela corre risco. Temos que partir da premissa de que a ameaça sempre se torna uma realidade. Isso é uma primeira grande questão que precisa ser melhor trabalhada nas instituições públicas, é um grande desafio que precisamos superar. A segunda grande questão é que os dados e a própria imprensa têm mostrado que as mulheres estão morrendo com o Boletim de Ocorrência e com a medida protetiva em mãos – ou seja estão morrendo sob instrumentos que deveriam garantir sua proteção. Isso faz com que nós tenhamos que repensar qual deve ser a nossa estratégia de intervenção. Esse é o grande desafio que está colocado neste momento: quais são as medidas que o Estado tem que tomar para garantir a proteção a essas mulheres?

Panorama da epidemia de aids no Brasil é discutido durante o 18º Congresso Brasileiro de Infectologia
Agência de Notícias da Aids

 A importância da participação dos diversos atores no combate à epidemia de aids foi um dos destaques da apresentação do Dr. Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, durante o 18º Congresso Brasileiro de Infectologia, em Fortaleza.

 Mesquita reafirmou o compromisso do governo brasileiro de manter o diálogo aberto para o melhor enfrentamento da epidemia de HIV/aids no país. Segundo ele, o Ministério da Saúde está buscando parcerias concretas com a sociedade civil organizada e, como exemplo dessa iniciativa, citou o lançamento de uma série de consultas públicas à sociedade civil para debater os rumos da política de enfrentamento da doença no país. “A proposta é definir um alinhamento estratégico nacional com amplos setores da sociedade civil, de forma a estabelecer um consenso sobre a dinâmica de combate às hepatites virais, DST e aids”, explicou.  A fala fez parte da palestra: “Os desafios para o enfrentamento da pandemia de HIV/aids”. O pesquisador Alexandre Grangeiro, professor da Universidade de São Paulo, e Marco Vitória, da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, também participaram do debate sobre as perspectivas da epidemia para os próximos dez anos. Outra iniciativa anunciada por Fábio Mesquita foi a descentralização da testagem e do tratamento dos centros de atenção especializada para a atenção básica. O diretor citou experiências nos estados do Ceará, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro como exemplos preliminares de como o atendimento, o tratamento e a prevenção da aids podem ocorrer nas unidades de atenção básica e nas equipes de saúde da família.  O diretor falou sobre o conceito da prevenção combinada que associa as práticas habituais, como distribuição de preservativos, gel e seringas, com um elemento adicional: o uso de medicamentos antirretrovirais como forma de prevenção. A medicação tem um efeito imediato e direto na redução de eventos clínicos e na mortalidade das pessoas que iniciam terapia imediatamente, além de ter impacto na transmissão do HIV. “Ainda seguimos no país a mesma política de combate que, embora tenha sido necessária e importante no final dos anos 90, hoje necessita de outras formas de intervenção. Temos inovações para que possamos avançar e combater a epidemia”, explica.

Relatório sobre o novo Código Penal fica pronto no final do mês
Poder Online

O senador Pedro Taques (PDT-MT) acredita que o relatório final sobre a reforma do Código Penal ficará pronto até o final deste mês de setembro. A partir da próxima semana, o relator da matéria vai discutir as últimas emendas da matéria. Ao todo, o código penal já teve aproximadamente 600 emendas. Com a conclusão do relatório, a matéria estará pronta para a votação em plenário. A matéria começou a tramitar no Congresso em outubro de 2011, após a constituição de uma comissão especial de juristas. Os maiores gargalos do novo Código Penal dizem respeito à legalização parcial do aborto, a criminalização da homofobia e a descriminalização do uso de drogas. O novo código também traz novidades sobre os crimes de corrupção ativa e passiva, endurecidos no Supremo Tribunal Federal (STF) após o julgamento do mensalão.

“É papel da Igreja discutir o Estado?”
Adital

Representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pastorais e movimentos sociais de todo o Brasil deram início à 5ª Semana Social Brasileira (SSB Setembro 2013), no Centro Cultural de Brasília, Distrito Federal, sob o tema "Estado para quê e para quem”.

Na abertura da Semana Social Brasileira, "É papel da Igreja discutir o Estado?”, questionou dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB. "É missão, sim, da Igreja abraçar essa discussão, pois envolve o homem e a mulher e tudo o que diz respeito ao ser humano e à vida, diz respeito à Igreja. O Estado, na sua essência, diz respeito à Igreja. As Igrejas não existem para si mesmas, a Igreja existe para servir ao povo, ao mundo”, ressaltou, comentando que é obrigação de todo cristão/ã se envolver nessas discussões e que é preciso coragem para isso, já que o diálogo "com o Estado que temos” não tem sido fácil. "Somos enviados para ser boa notícia e denunciar o que não está bom, por isso a necessidade de discutir o Estado com a sociedade civil e movimentos sociais. É missão da CNBB discutir com a sociedade e propor caminhos que gerem a vida. Nem sempre esse diálogo tem sido fácil, porque o diálogo não vai com verdades fechadas, é preciso ouvir e ser ouvido”, enfatizou.

Classe E impulsiona consumo de cartão de crédito em 2013
iG São Paulo  

Jovem da periferia representa 26% da demanda pelo recurso, segundo a Serasa Experian

A camada mais pobre da população foi a que mais cresceu entre os contratantes de serviços de cartão de crédito no Brasil, com participação de 16,8% em 2013, mostrou quarta-feira (4) uma pesquisa da Serasa Experian sobre o perfil dos consumidores do produto financeiro, durante o Congresso C4, realizado em São Paulo. Comparativamente, a classe E é também o grupo com maior risco de não honrar o pagamento, na faixa de 58%. A probabilidade de inadimplência, para este público, chega a 40% num período de 12 meses após a obtenção do empréstimo. A periferia jovem teve o maior destaque na demanda por cartões, representando 26% do mercado consumidor. “Devido ao baixo nível de renda, eles estão muito próximos do limite da inadimplência. Qualquer eventualidade, como um problema de saúde na família, pode representar o não pagamento da dívida”, explica Julio Guedes, chefe de análise da Serasa. Outro grupo que se destacou na demanda por cartões foi o de assalariados urbanos. A procura pela modalidade de crédito entre eles subiu de 12% para 16% este ano em relação a 2012. A classe D ainda domina o mercado, com 40,9% de participação. Segundo apontou o estudo, o percentual de consumidores que procuram por mais de um cartão de crédito em diferentes bancos ou operadoras, no intervalo de três meses, foi de 76% este ano. O dado gera preocupação, segundo Guedes, uma vez que a multiplicação do crédito em vários canais geraria aumento do risco de dívidas não pagas.

FRASE

"Para alcançar a saúde sexual, escolhe teus direitos sexuais e tira uma foto!”-  lema do Dia [4 de setembro] Mundial da Saúde Sexual, 2013.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

BEM FAM_CLIPPING - 20/set./ 2012

CLIPPING - 20/set./ 2012
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Brasil responde na ONU às sugestões sobre melhorias na área de direitos humanos - A embaixadora do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Nazareth Farani de Azevêdo, apresenta hoje (20), no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) em Genebra, na Suíça, as respostas às recomendações feitas por 78 delegações estrangeiras ao governo brasileiro. Das 170 recomendações, o Brasil atenderá a 159. A Agência Brasil teve acesso ao documento preliminar que será apresentado pelas autoridades brasileiras. A manifestação brasileira faz parte de um mecanismo previsto pela ONU. Instaurado em 2006, o Exame Periódico Universal do Conselho de Direitos Humanos permite que o país examinado faça sua apresentação sobre o tema e acate ou recuse as sugestões. Também há espaço para que organizações não governamentais se pronunciem. As recomendações foram divididas em dois blocos: o sistema prisional brasileiro e a realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Na relação de sugestões aparecem em destaque as questões sobre denúncias de irregularidades nas prisões brasileiras, como superlotação e torturas, a desmilitarização da polícia e a violação de direitos dos indígenas, além de questões de gênero, como a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo.
ONGs consideram tímido documento brasileiro sobre direitos humanos - As organizações não governamentais (ONG) consideram tímidos os compromissos assumidos pelo Brasil no documento preliminar que será apresentado pela delegação do país amanhã (20) no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH), em Genebra, na Suíça. Para as entidades, a ausência de citações sobre tratamento de HIV/aids e crimes homofóbicos é um aspecto preocupante.
A coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política, Sônia Corrêa, e a diretora da ONG Conectas, Camila Asano, disseram à Agência Brasil que, em novembro, representantes de 40 organizações não governamentais encaminharam a autoridades brasileiras sugestões sobre os temas das recomendações. Mas pouco foi incorporado ao documento preliminar que, na avaliação delas, apresenta pequenos avanços. Para Sônia, o documento apresenta lacunas ao não mencionar o problema da discriminação de pessoas com HIV como a obrigatoriedade da apresentação de exame para comprovar que não está doente, como exigido pelas Forças Armadas. “Para nós, isso é grave”, destacou.
Brasil supera meta dos Objetivos do Milênio da ONU de redução da mortalidade infantil - O Ministério da Saúde (MS) apresentou nessa quarta-feira (19), na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Washington (EUA), os detalhes do relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que comprovou que o Brasil já alcançou os índices de redução definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB) em relação à mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade. "Atingir a meta estabelecida pela ONU antes do prazo é uma grande vitória brasileira”, diz o ministro Alexandre Padilha, que fez a apresentação durante a 28ª Conferência Sanitária Pan-Americana e da 64ª Sessão do Comitê Regional.
Relatório da OMS destaca dificuldade brasileira em conter doenças crônicas- O Relatório Saúde nas Américas 2012, elaborado pelas organizações Pan-Americana e Mundial da Saúde (OPAS/OMS), evidencia um panorama dos desafios que o Brasil enfrenta, principalmente, em relação a doenças crônicas não transmissíveis e tuberculose. O documento foi apresentado ontem na 28ª Conferência Sanitária Pan-Americana que ocorre até amanhã em Washington, sede da Organização Pan-Americana de Saúde. O Brasil está representado pelo Ministério da Saúde. Os números da tuberculose deixam o Brasil em 19º lugar entre os 22 países com maior incidência da doença. Em 2010, 71 mil novos casos foram registrados, no entanto, houve redução de 30% em relação a 1990. Doenças cardiovasculares e tumores estão entre as enfermidades crônicas não transmissíveis que, em 2009, causaram 72,4% das mortes no país.
Classe média quer mais serviços, com mais qualidade, diz estudo - Na última década, 37 milhões de pessoas ascenderam à classe média brasileira impondo ao governo federal o desafio de adequar as políticas públicas e os serviços oferecidos pelo Estado aos novos interesses de uma camada crescente da população, mais exigente e com maior capacidade de ser ouvida. Essa fatia da população já é maioria (53%) e pode até decidir uma eleição. O orçamento maior no fim do mês trouxe o desejo de consumir serviços privados e chancelou a percepção de que a qualidade dos serviços públicos está muito aquém das necessidades do cidadão. O grande hiato estaria sobretudo na saúde. Esta é uma das conclusões do caderno "Vozes da Classe Média", que será lançado hoje pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.
Estimada em 104 milhões de pessoas, a nova classe média prefere pagar pela escola dos filhos, recorre a hospitais particulares em caso de necessidade e não abre mão de um plano de saúde. Enquanto 5% da classe baixa possuem planos de saúde, esse percentual sobe para 24% na classe média.
Estudo considera renda de R$ 291 a R$ 1.019 - O critério adotado pelo governo considera que a classe média é formada por pessoas com renda familiar per capita de R$ 291 a R$ 1.019 por mês. Quem vive com mais do que isso, portanto, faz parte da classe alta. Um casal com dois filhos será considerado de classe média se sua renda familiar total oscilar entre R$ 1.164 e R$ 4.076 por mês. Os parâmetros foram definidos por uma comissão chefiada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). A própria SAE reconhece que o valor é baixo, se analisado pela ótica dos segmentos de renda mais alta. Mas argumenta que, no Brasil, metade da população tem renda familiar por pessoa inferior a R$ 440 mensais. Segundo a SAE, a renda familiar por pessoa que delimita os 5% mais ricos no Brasil começa na faixa de R$ 2.635 mensais. Já a renda familiar do 1% mais rico é de R$ 11.000 por mês. Pelo critério da SAE, o programa Universidade para Todos (ProUni) é dirigido às classes média e alta. É que o ProUni concede bolsas parciais para quem tem renda familiar por pessoa de até R$ 1.866.  
Conar suspende anúncio da marca de preservativos Prudence- O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) suspendeu ontem por unanimidade de votos uma peça publicitária veiculada no Facebook pela marca de preservativos Prudence em julho deste ano. Divulgado na fan page da marca, o anúncio "Dieta do Sexo" era construído em formato de tabela calórica e comparava os gastos calóricos de diversas atividades ligadas ao sexo. O item que causou a indignação dos usuários da rede social - e que gerou mais de mil denúncias no Conar - dizia que tirar a roupa de uma mulher queima 10 calorias, enquanto fazer o mesmo sem o consentimento da parceira consome 190 calorias. A peça foi compartilhada por mais de 2 mil pessoas e recebeu mais de mil comentários, muitos demonstrando o repúdio de internautas, que entenderam o trecho do anúncio como um estímulo à violência sexual contra a mulher.
Mais da metade dos adultos de 39 estados dos EUA será obesa em 2030 - De acordo com o relatório "F as in Fat: How Obesity Threatens America's Future", elaborado pela América's Health (TFAH) e a Fundação Robert Wood Johnson (RWJF), em 2030 o índice de obesidade em adultos ultrapassará 60% em 13 estados do país. "Em cada nível do governo devemos perseguir políticas que preservem a saúde, previnam as doenças e reduzam os custos dos serviços de saúde. Nada menos do que isso é aceitável", afirmou a doutora Risa Lavizzo-Mourey, presidente e diretora-executiva da RWJF. "Este relatório destaca que as políticas de aumentar o tempo de atividade física nas escolas e tornar as frutas e vegetais mais baratos podem ajudar na adoção de decisões mais saudáveis", assinalou Jeff Levi, diretor-executivo do TFAH. O relatório afirmou ainda que a obesidade tem graves consequencias para a saúde e que os casos de doenças relacionadas ao excesso de peso, desde embolias até artrites, podem duplicar até 2030.
Descoberta de papiro reacende discussão sobre mulher na Igreja - O anúncio da descoberta de um fragmento de papiro do século IV com uma suposta menção de Jesus a uma esposa provocou reações mundo afora. Revelado pela historiadora americana Karen King, uma das mais respeitadas especialistas sobre os primórdios do Cristianismo do mundo, o documento escrito em copta, um antigo dialeto egípcio que usava o alfabeto grego, tem o potencial de reacender o debate sobre o papel das mulheres não só nas origens da Igreja como hoje, diz André Chevitarese, professor do Instituto de História da UFRJ. O próprio Evangelho de João diz que Maria Madalena foi a única pessoa a testemunhar a ressurreição de Jesus e encarregada por Ele de levar a notícia aos outros discípulos, uma amostra da proeminência que as mulheres tinham nesta comunidade.
Por fim, Serge Ruzer, estudioso da origem do Cristianismo da Universidade Hebraica de Jerusalém, considera o papiro uma descoberta fascinante não por revelar que Jesus Cristo tinha uma esposa, mas por refletir o clima da época em que foi escrito, quando cristãos de várias vertentes discutiam que feição teria a religião monoteísta que, hoje, é a maior do planeta. Mas Ruzer acredita que Jesus era mesmo solteiro por ter sido um rabino nômade e pobre.
Falta homem?(Mirian Goldenberg) - Pesquisando mulheres de mais de 40 anos, brasileiras e alemãs, observei diferenças interessantes. Enquanto as alemãs se mostram focadas na realização profissional e em atividades intelectuais, as brasileiras enfatizam a importância de ter marido e filhos e reclamam muito da "falta de homem no mercado".
É curioso observar que, mesmo entre mulheres muito bem-sucedidas, as brasileiras que se dizem mais satisfeitas são as casadas. O que elas mais valorizam é ter um marido fiel. Dizem que os maridos ligam inúmeras vezes por dia para perguntar coisas bobas, que ficam deprimidos quando elas viajam e que eles são completamente dependentes delas. Afirmam coisas como: "Ele precisa muito de mim"; "Ele não sabe ficar sozinho"; "Ele gosta que eu cuide dele"; "Ele cobra o tempo todo a minha atenção" e "Ele sente muito ciúme de mim". Ter um marido é um verdadeiro capital para muitas brasileiras. Em um mercado afetivo e sexual em que os homens disponíveis, interessantes e fiéis são considerados "artigos de luxo", muitas brasileiras acreditam ser triplamente vitoriosas: por terem um casamento duradouro, por se sentirem reconhecidas pelo marido e, principalmente, por acreditarem que são únicas para eles. Muitas brasileiras que pesquisei disseram se sentir fracassadas ou infelizes por não conseguirem ter (ou manter) o capital marital. No entanto, as alemãs (e também algumas brasileiras) preferem investir em outras formas de realização pessoal (trabalho, educação, amizade etc.). Qual será o melhor investimento para uma vida feliz?
Extra Extra! Uma nova marca de roupas de cama ganhou o mercado. Numa loja da rede Itequinte Magazine, em Duque de Caxias, estiveram à venda lençóis e fronhas com a marca... SUS do Sistema único de Saúde, regido pelo governo federal.
Para quem duvidasse, a loja fornecia nota fiscal R$9,99 o lençol, R$ 1,99 a fronha. "Promoção de sucesso", clamou o vendedor. E o povo acorreu, lógicol A procura foi tanta, que o estoque acabou.


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terça-feira, 26 de junho de 2012

Homenagem a Carlos Basilia,ODM,2015 P/Tuberculose no Brasil

Homenagem a Carlos Basilia, Objetivos do Milênio - 2015 para a Tuberculose no Brasil, dia 22/06/2012.


Prezad@s,
 
É com grande honra e satisfação que compartilho o convite para  a homenagem que receberei por relevante contribuição no alcance dos Objetivos do Milênio – 2015 para a Tuberculose no Brasil, concedida pelo Ministro da Saúde e Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Dr. Alexandre Padilha.
 
Por um Brasil Livre da Tuberculose!
 
Carlos Basilia
Carlos Basilia
Observatório Tuberculose Brasil
Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social – IBISS
 
De: FAX CERIMONIAL]
Enviada em: quarta-feira, 20 de junho de 2012 18:10
Para:
Assunto: Convite: Receber homenagem por sua relevante contribuição no alcance dos Objetivos do Milênio – 2015 para a Tuberculose no Brasil, dia 22/06/2012.

MINISTÉRIO DA SAÚDE
GABINETE DO MINISTRO
ASSESSORIA DE CERIMONIAL
Esplanada dos Ministérios, Bl.G, sala 525 – 70058-900 Brasília-DF
Fone: (61) 3315 2390      Fax: (61) 3315 2863 - 3224 8747
cerimonial@saude.gov.br
 
                 AO(A) SENHOR(A)
CARLOS BASILIA
FÓRUM ONGs TUBERCULOSE - RJ
Fone: (21) 9807.6622
forumongstbrj@yahoo.com.br
 
 
Convite
O Ministro de Estado da Saúde e
Presidente do Conselho Nacional de Saúde,
Alexandre Padilha,
 
convida Vossa Excelência a receber homenagem por sua relevante contribuição no alcance dos Objetivos do Milênio – 2015 para a Tuberculose no Brasil,
a realizar-se no dia 22 de junho de 2012, sexta-feira,
 às 09h30, na Unidade de Pronto Atendimento, localizado na Estrada da Gávea, s/n° – Rocinha/São Conrado (ao lado da Clínica da Família Maria do Socorro), no Rio de Janeiro – RJ.
 




Roberto Pereira

Centro de Educação Sexual - CEDUS
Membro da Comissão Nacional de Aids - MS
Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ
Rio de Janeiro - RJ
Cel: (55.21) 9429-4550
cedusrj@yahoo.com.br

Nós pensamos muito e sentimos pouco. Mais do que máquinas, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, nós precisamos de carinho e bondade. Sem essas qualidade a vida será violenta, e tudo será perdido.
Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador"
Parabens Gde Ativista nosso Eterno psicologo que Deus te proteja hoje e sempre
Vc merece e muito husto essa homenagem
Gde Abraço Toninho
Carlos.
Parabéns pela homenagem; diga-se de passagem bem merecida pela brilhante contribuição ao Movimento Brasilleiro de Tuberculose e grande ativista que és!!!

abraSUS
Marcos Fontes
Conselheiro Municipal de Saúde
Membro Suplente CNAIDS - RNP+ Brasil.
Prezado Carlos,
Parabéns pela Homenagem!
Abraços
Jorge 
Parabéns Carlos,
Abraços, 
Rubens

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Faltam US$ 10 bilhões para combater a Aids, aponta ONU 24 de Setembro de 2010 Folha Online

Faltam US$ 10 bilhões para combater a Aids, aponta ONU
24 de Setembro de 2010
Folha Online 
A agência das Nações Unidas para a AIDS lembrou que faltam US$ 10 bilhões para responder corretamente à epidemia da doença. As novas infecções se registram nos países onde a doença é mais endêmica. 
Às vésperas do início da cúpula de avaliação sobre o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM), realizada em Nova York, a Unaids divulgou os últimos dados sobre a epidemia e os montantes que seriam necessários para lutar contra ela. 
Segundo a agência, em 2009 estima-se que houve US$ 15,9 milhões disponíveis para combater a AIDS, um número muito inferior ao necessário, avaliado em US$ 10 bilhões.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Crescimento com menos pobreza e fome em um mundo incerto Correio Braziliense - 23/09/2010 Robert B. Zoellick - Presidente do Banco Mundial

Crescimento com menos pobreza e fome em um mundo incerto

Correio Braziliense - 23/09/2010

Robert B. Zoellick - Presidente do Banco Mundial

A necessidade de superar a pobreza extrema e a fome tem sido o centro do esforço global para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) desde sua adoção há uma década. Até as crises dos alimentos, do petróleo e financeira nos últimos dois anos, os países em desenvolvimento progrediam para alcançar esses objetivos embora em ritmos diferentes.

Em 1981, 52% das pessoas nos países em desenvolvimento viviam na pobreza. Em 2005, a proporção havia caído para 25%. Os esforços foram bem-sucedidos até o advento das crises – os níveis de pobreza diminuíram acentuadamente no leste da Ásia, América Latina e na Europa Central e do Leste. Mas isso não chegou a todos. A África Subsaariana continua muito atrás: seus índices de fome e desnutrição têm diminuído, mas não o suficiente para atingir o objetivo de erradicar a fome até 2015.

As crises só agravaram a situação. O Banco Mundial estima que 64 milhões de pessoas a mais passaram a viver na extrema pobreza (com menos de US$ 1,25 por dia) em 2010; até 2015, 1,2 milhão de jovens morrerão; 350 mil estudantes adicionais não completarão o ensino primário e cerca de 100 milhões de pessoas a mais seguirão sem acesso a água potável. Além disso, pela primeira vez na história, 1 bilhão de pessoas irão para a cama com fome todas as noites.

Temos de redobrar os esforços para concentrar a ajuda nos pobres e vulneráveis. Investir na cadeia alimentar para aumentar a produtividade e a quantidade dos produtos agrícolas não ajudará apenas a aliviar a fome. Também contribuirá para superar a pobreza, pois 75% dos pobres do mundo vivem nas áreas rurais dos países em desenvolvimento.

Os países de baixa renda podem melhorar os programas de proteção social para ajudar os mais vulneráveis. A nutrição deve ser parte integrante desses programas. A melhoria nutricional acarreta outros efeitos positivos ligados à mortalidade infantil e materna, à educação e à saúde.

O Banco Mundial está trabalhando com o Programa Mundial de Alimentos e a Unicef para melhorar a interconexão entre a nutrição e os programas de proteção social, como na merenda escolar e nos programas de alimentos por trabalho. Em parceria com outras organizações, esperamos aproveitar novos conhecimentos sobre suplementos alimentares para melhorar a dieta dos mais pobres.

A recuperação econômica global será desigual e incerta se não houver o necessário aumento de postos de trabalho. Temos de recuperar o terreno perdido e acelerar o passo para a superação da pobreza. O potencial de crescimento não se limita a alguns poucos mercados emergentes. A implementação de políticas mais sólidas melhorou o desempenho econômico e as oportunidades em muitos países de baixa renda, incluindo na África Subsaariana, que registrou taxa de crescimento anual de 6% durante os cinco anos anteriores à crise.

É imperativo que o foco esteja sobre os trabalhadores – emprego pleno e com máxima produtividade. Nesse contexto, os países devem ter sistemas que gerem habilidades por meio do desenvolvimento da primeira infância, com foco na nutrição, na estimulação e nas habilidades cognitivas básicas. Também devem assegurar que, uma vez na escola, os alunos aprendam sob regras transparentes, bons professores e recursos adequados, enfatizando resultados e o desempenho no sistema educacional mais amplo. É essencial estimular as habilidades exigidas pelos empregadores e promover o empreendedorismo e a inovação.

A recuperação depende também da reação do setor privado. As empresas investem e geram empregos apenas se vislumbrarem retorno. Os países deveriam criar um ambiente mais atrativo para investimentos, estabelecendo regras claras, implementando reformas regulatórias e proporcionando financiamento para os investimentos das pequenas e médias empresas, ao mesmo tempo garantindo a governança e o combate à corrupção.

Nesta semana, durante a avaliação na ONU sobre o progresso nos ODMs, a comunidade internacional precisa olhar além dos números para entender o que podemos aprender com eles e com nossos esforços até hoje. Temos de investir no que funciona e ajustar o que não funciona. O espírito humano pode conseguir coisas incríveis. É preciso dar essa oportunidade a todos.

ONU: US$40 bi para mulheres e crianças O Globo - 23/09/2010

ONU: US$40 bi para mulheres e crianças

O Globo - 23/09/2010

Iniciativa para os setores mais atrasados no cumprimento das Metas do Milênio quer salvar 16 milhões de vidas

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou ontem um esforço concentrado para salvar a vida de 16 milhões de mães e crianças nos próximos cinco anos, um investimento de US$40 bilhões. O objetivo é fazer avançar os setores mais atrasados no cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela organização há 10 anos: saúde materna e infantil.

- O século XXI precisa ser, e será, diferente para todas as mulheres e crianças - disse Ban ao lançar a Estratégia Global para Saúde Materna e Infantil na ONU, no encerramento da cúpula sobre as Metas do Milênio, que visam a reduzir a fome e a pobreza à metade até 2015. - Estamos nos unindo para apoiar mulheres e crianças com US$40 bilhões e recursos e promessas ambiciosas de fazer mais pela saúde delas. Esses compromissos vão assegurar mais saúde pelo dinheiro e mais dinheiro pela saúde.

Segundo Robert Orr, assistente sênior de Ban, o projeto seria patrocinado pelos 192 Estados-membro da organização. Em comunicado, a ONU afirmou que mais de US$40 bilhões foram prometidos por governos, fundações, empresas e organizações não governamentais.

ONGs mostram ceticismo com anúncio de novo plano

Desse total, US$27 bilhões são novos recursos anunciados por governos - o restante já havia sido prometido em abril, quando começaram as discussões do projeto. Cerca de US$8,6 bilhões vêm de países pobres, segundo a ONU. Orr ressaltou, porém, que para salvar 16 milhões de vidas são necessários US$169 bilhões. Ele espera que o anúncio dos US$40 bilhões atraia mais doadores.

A Estratégia Global vai identificar as mudanças de financiamento e políticas necessárias para melhorar a saúde de mulheres e crianças. Espera-se que o projeto evite ainda, entre 2011 e 2015, 33 milhões de casos de gravidez indesejada e 740 mil mortes de mulheres por complicações de parto.

Mas nem todos estão otimistas. Emma Seery, porta-voz da ONG Oxfam, afirmou em nota: "Aprendemos a ser céticos sobre grandes anúncios em conferências. O que realmente conta é de onde vem o dinheiro, o que significa que os líderes têm de voltar para casa e incluir esses recursos nos orçamentos dos governos".

- Uma avalanche de sentimentos cálidos escondeu o fato de que nenhum plano de ação totalmente custeado contra a pobreza foi realmente anunciado - afirmou Joanna Kerr, diretora-executiva da ONG ActionAid.

E, em editorial publicado na terça-feira, o diário de negócios "Financial Times" lembrou que "os países ricos têm sido pródigos em promessas e escassos em seu cumprimento". Segundo o jornal, a ajuda internacional ficará este ano US$20 bilhões abaixo do que havia sido prometido na cúpula do G-8 em Gleneagles, em 2005.

Cortesia: Clipping Bem Fam

Mortalidade materna caiu menos do que o esperado para atingir o ODM 5 Adital – 23/09/2010 Natasha Pitts *

Mortalidade materna caiu menos do que o esperado para atingir o ODM 5

Adital – 23/09/2010

Natasha Pitts *

A cada meio minuto morre uma mulher no mundo. A afirmação feita por Widney Brown, diretora geral de Direito Internacional e Política da Anistia Internacional comprova que um longo caminho ainda precisa ser trilhado até que as mulheres tenham seus direitos plenamente garantidos. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) abordou a problemática analisando especificamente a mortalidade materna.

De 1990 a 2008, caiu 34% o número de mortes de mulheres por complicações na gravidez ou no parto. Passou-se de uma cifra aproximada de 546 mil mulheres para 358 mil vítimas. Apesar de significativa, a diminuição não representa grandes evoluções se pensarmos que o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nº 5 pede a redução da mortalidade materna em 75% até o ano de 2015. Para que a meta fosse cumprida, seria necessária uma redução anual de 5,5%, sendo que desde 1990 a redução anual só chegou a 2,3%.

Em apenas dez países dos 87 que precisam de ações urgentes para reduzir a mortalidade materna se registrou uma queda de 5,5% ao ano entre 1990 e 2008. A África subsaariana não chegou a atingir este percentual, mas apresentou reduções de 26% enquanto a Ásia se saiu melhor e reduziu 52% a quantidade de vítimas. Em contrapartida, os progressos registrados durantes estes 18 anos foram nulos ou insuficientes em outros 30 países.

O relatório ‘Tendências da Mortalidade Materna’, da OMS, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Banco Mundial revela que as gestantes continuam morrendo por causas conhecidas e evitáveis como hemorragias puerperais graves, infecções, hipertensão e aborto perigoso.

Em 2008, cerca de mil mulheres morreram todos os dias devido a alguma dessas complicações. Do total, 570 viviam na África subsaariana, 300 na Ásia Meridional e cinco em países de alta renda. De acordo com o relatório, nos países em desenvolvimento, durante toda a vida, as mulheres correm 36 vezes mais riscos de morrer por causas relacionadas à gravidez do que nos países mais desenvolvidos.

"Nenhuma mulher deveria morrer no parto, pois estas mortes são evitáveis. Os governos deveriam adotar muitas outras medidas para garantir que as mulheres mais marginalizadas e pobres tenham um acesso igual e oportuno a uma atenção que possa salvar vidas", declarau Widney Brown, da Anistia Internacional.

Boa parte destas mulheres, vitimadas durante a gravidez ou o parto, está nas zonas rurais, em comunidades mais pobres e nas zonas de conflitos. Também as que pertencem às minorias éticas e grupos indígenas e as portadoras do vírus HIV, muitas vezes ficam relegadas à própria sorte em um momento que exige cuidados específicos e redobrados.

Para alcançar uma redução drástica e significativa da mortalidade materna em todo o mundo, o caminho mais eficaz seria a atenção às mulheres que já se encontram em um grupo de risco. Entre as medidas eficazes que precisam ser reforçadas esta a formações de mais pessoas especializadas para realizar o parto e o incremento nos serviços de atenção às gestantes em hospitais e centros de saúde. Para isto, é essencial um acréscimo nas verbas aplicadas nos serviços de saúde reprodutiva.

Outras medidas importantes seriam: melhor acesso a um planejamento familiar de qualidade e outros serviços de saúde reprodutiva; assistência ao parto por pessoas qualificadas; atenção obstétrica de urgência; e assistência pós-natal para as mães e para os recém-nascidos.

cortesia: Bem Fam

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) aos 10 anos (artigo) 16/09/2010 José Eustáquio Diniz Alves

Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) aos 10 anos (artigo)

16/09/2010

José Eustáquio Diniz Alves

Os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) são um conjunto articulado de oito compromissos aprovados entre os líderes de 191 países membros das Nações Unidas (ONU), na maior reunião de dirigentes nacionais de todos os tempos, a Cúpula do Milênio, realizada em Nova York, em setembro de 2000. A Declaração do Milênio objetivava melhorar a vida de todos os habitantes do planeta até o ano de 2015, estabelecendo metas concretas e mensuráveis que pudessem ser acompanhadas em cada país e comparados e avaliados em escalas nacional, regional e global.

Os 8 Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), que em setembro de 2010 completam 10 anos, são:

# 1. Erradicar a extrema pobreza e a fome

# 2. Atingir o ensino básico universal

# 3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

# 4. Reduzir a mortalidade na infância

# 5. Melhorar a saúde materna

# 6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças

# 7. Garantir a sustentabilidade ambiental

# 8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

No ano de 2005 foi realizada a Cúpula do Milênio + 5, para avaliar o andamento das iniciativas e corrigir eventuais lacunas existentes. Após diversos estudos e avaliações sobre as principais fraquezadas dos ODMs, foram feitos dois acréscimos fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população, complementando os objetivos 1 e 5, tal como explicitado abaixo:

# 1B. Alcançar o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos, incluindo mulheres e jovens

# 5B. Alcançar, até 2015, o acesso universal à saúde reprodutiva.

De fato, para reduzir a pobreza e as taxas de mortalidade ao mesmo tempo que se avança na sustentabilidade ambiental é preciso que toda a população tenha emprego decente (especialmente empregos verdes) e acesso aos serviços públicos de saúde reprodutiva, com redução da gravidez indesejada.

A seguir é apresentada uma síntese do Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, divulgado em junho de 2010. O Relatório mostra que o crescimento econômico da década reduziu o número de pessoas nas regiões em desenvolvimento que viviam com menos de US$ 1,25 por dia, de 1,8 bilhão em 1990, para 1,4 bilhão em 2005, enquanto a taxa de pobreza caiu de 46% para 27%. Após um breve recuo, em decorrência da crise económica de 2009, a renda voltou a crescer e estimasse que a taxa de pobreza deve ficar em 15% em 2015, significando que o mundo terá 920 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha internacional de pobreza, metade do que havia em 1990. Os maiores ganhos aconteceram na China e na Índia, mas a América Latina também deverá reduzir a pobreza pela metade até o ano de 2015. Os países que tiveram maior sucesso na redução da pobreza foram aqueles que criaram maior número de empregos e reduziram o trabalho vulnerável e sem proteção.

Os países em desenvolvimento fizeram algum progresso na redução da fome e da má-nutrição, que se reduziu de 20% em 1990-1992 para 16% em 2005-2007. Mas estes números pioraram com a crise de 2009 e o número de pessoas subnutridas no mundo deve ter chegado a 1 bilhão no fim de 2009. As crianças vivendo em áreas rurais têm o dobro de probabilidade de estar subnutridas do que aquelas em áreas urbanas.

Grandes progressos foram feitos no sentido de se conseguir “Atingir o ensino básico universal” (#2). Contudo o desafio de universalizar o ensino básico ainda não foi garantido, especialmente entre a população de menor nível de renda e do meio rural, nos paises mais pobres. A universalização do ensino de segundo grau ainda está muito distante de ser alcançada, mesmo em paises como o Brasil. A paridade de gênero no ensino fundamental já foi praticamente atingida nos países em desenvolvimento. Na educação média e superior as mulheres reverteram o hiato de gênero no Leste e Sudeste Asiático e na América Latina e Caribe.

Globalmente, a participação das mulheres no trabalho remunerado fora do setor agrícola vem aumentando lentamente e atingiu 41% em 2008. Mas as mulheres em algumas regiões estão seriamente atrasadas, como no Sul da Ásia, no Norte da África e na Ásia Ocidental, onde só 20% dos trabalhadores não agricolas são mulheres. A igualdade de gênero no mercado de trabalho é também uma preocupação na África Subsaariana, onde apenas um em cada três postos de trabalho remunerado fora da agricultura são ocupados por mulheres. Mas mesmo quando as mulheres representam uma grande parte do trabalho remunerado, isso não significa que elas tenham empregos decentes, seguros e com proteção social. Na verdade, as mulheres geralmente recebem menos e estão concentradas em empregos informais.

A participação das mulheres no parlamento no mundo continua crescendo lentamente, tendo passado de 11%, em 1995, para 19%, em 2010. Mas ainda está longe de se atingir a meta de 30% colocada pela VI Conferência das Mulheres (Beijing, 1995) e mais distante ainda da meta, dos ODMs, de paridade entre os sexos nos espaços de poder. As mulheres da América Latina e o Caribe já conquistaram 23% das representações legislativas (Câmara Baixa), praticamente o mesmo nível da média dos países desenvolvidos. Mas o Brasil continua no pelotão com menos de 10% de representação feminina.

Todavia, a despeito das desigualdades existentes, as mulheres já conseguiram reverter o hiato de gênero na educação e na saúde e avança para indicadores mais igualitários na maior parte do mundo.

Um progresso substancial foi feito na redução da mortalidade infantil e na infância. Desde 1990, a taxa de mortalidade para menores de cinco anos de idade caiu de 100 mortes por mil nascidos vivos, em 2000, para 72 em 2008. Nos últimos anos a queda vem se acelerando, especialmente em países pobres como Bangladesh, Bolivia, Eritreia, Laos, Malawi, Mongolia e Nepal. Assim, mesmo, a maioria das mortes ocorridas nestas idades poderiam ser evitadas

A redução da mortalidade materna exige serviços de saúde reprodutiva de qualidade e diminuição da gravidez indesejada e dos abortos inseguros. Na falta de bons serviços de saúde reprodutiva acontecem centenas de milhares de mortes a cada ano, que poderiam ser evitadas. A despeito dos progressos realizados, muito ainda falta ser feito nesta área.

A propagação do HIV parece ter estabilizado na maioria das regiões e mais pessoas estão sobrevivendo por mais tempo. Os últimos dados epidemiológicos indicam que, globalmente, a propagação do HIV parece ter atingido o seu pico em 1996, quando 3,5 milhões de pessoas foram infectadas. Em 2008, esse número caiu para cerca de 2,7 milhões. A mortalidade relacionadas com a AIDS atingiu o pico em 2004, com 2,2 milhões de mortes. Em 2008, caiu para 2 milhões, embora o HIV continua a ser a principal causa de morte mundial por doenças infecciosas. A epidemia parece ter estabilizado na maioria das regiões, embora a África Subsariana continua a ser a região mais afetada, sendo responsável por 72 por cento de todos os novos casos, em 2008.

O meio ambiente continua sendo um problema de grande dimensão e sem solução adequada à vista. A taxa de desmatamento mostra sinais de diminuição, mas ainda é acontece a taxas alarmantes. Durante a última década, cerca de 13 milhões de hectares de floresta em todo o mundo foram convertidos para outros usos ou perdidos por causas naturais a cada ano, em comparação com 16 milhões de hectares por ano na década de 1990. A América do Sul e a África continuam a mostrar a maior perda líquida de florestas, cerca de 4 milhões e 3,4 milhões de hectares por ano, respectivamente, no período 2000-2010.

Em 2007, as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram mais uma vez, chegando a 30 bilhões de toneladas, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. Isso representa um aumento de 35% acima do nível de 1990. As emissões per capita mais elevadas permanece nas regiões desenvolvidas, cerca de 12 toneladas métricas de CO2 per pessoa por ano em 2007, comparado a cerca de 3 toneladas de média por pessoa, nas regiões em desenvolvimento e 0,9 toneladas métricas na África Sub-saariana, o menor valor regional. Desde 1990, as emissões por unidade de produção diminuiu em mais de 26% nas regiões desenvolvidas e em cerca de 11 por cento nas regiões em desenvolvimento.

Em termos de conservação da biodiversidade, o mundo não tem conseguido atingir a meta para 2010, com conseqüências potencialmente graves. Cerca de 17 mil espécies de plantas e animais estão ameaçados de extinção. Com base nas tendências atuais, a perda de espécies vai continuar ao longo deste século, com o risco crescente de mudanças dramáticas nos ecossistemas. Apesar de aumento dos investimentos em conservação e planejamento, as principais causas de perda de biodiversidade, incluindo as altas taxas consumo, a perda de habitat, as espécies invasoras, a poluição e as alterações climáticas, ainda carecem de políticas mais claras e de uma ação mais efetiva.

Embora o acesso à água potável (nem sempre de boa qualidade) tenha melhorado, o saneamento não avançou e, no ritmo atual de progresso, o mundo não vai cumprir o objetivo de reduzir para metade a proporção de pessoas sem acesso ao saneamento básico. Em 2008, cerca de 2,6 bilhões de pessoas ao redor o mundo não tinham acesso a instalações sanitárias. Se a tendência continuar, este número vai crescer para 2,7 bilhões até 2015.

Em termos de ajuda ao desenvolvimento, no Grupo dos Oito (G-8) e na Cúpula Mundial das Nações Unidas, em 2005, os doadores se comprometeram a aumentar seu auxílio internacional. Muitas dessas promessas foram feitas em termos de quota de Produto Nacional Bruto (PNB). Com base nas expectativas de crescimento do PNB, essas promessas, combinadas com outros compromissos, teria elevado a ajuda de US$ 80 bilhões em 2004 para $ 130 bilhões em 2010 (a preços constantes de 2004). No entanto, a redução do crescimento económico desde 2008 reduziu o nível previamente esperado do PIB nos países desenvolvidos e o valor em dólar dos compromissos para 2010 em torno US$ 126 bilhões.

Os dados acima mostram que a maioria das metas dos ODMs tiveram progressos nos últimos 20 anos, sendo que os maiores avanços ocorreram na primeira década do século XXI. Existe uma expectativa, por parte do FMI e do Banco Mundial, que o crescimento econômico dos países em desenvolvimento apresente taxas próximas de 5% ao ano, na próxima década. Isto poderá contribuir para a redução da pobreza e para a redução das taxas de mortalidade, pelo menos até 2015. Porém, o desafio maior continuará sendo na área do meio ambiente e na preservação da biodiversidade. Assim, mais do que nunca é preciso combinar inclusão social com sustentabilidade ambiental.

terça-feira, 30 de março de 2010

ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer

ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer
Levantamento com base no relatório nacional sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio mostra os avanços feitos em cada meta
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Saiba mais sobre o projeto Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio — Brasil.
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O quarto Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), divulgado esta semana, traz uma análise detalhada de vários dados econômicas e sociais ligados ao compromisso firmado pelos países da ONU, em 2000.

O estudo inclui não apenas os indicadores estabelecidos pela ONU, mas também os ligados às metas que o governo federal se autoimpôs e vários outros que ajudam avaliar melhor os avanços e desafios do Brasil nos Objetivos do Milênio. Ao todo, a publicação traz 180 páginas, 27 tabelas e 77 gráficos.

Abaixo, segue um levantamento sumário, que leva em consideração apenas os indicadores relacionados mais diretamente ao texto das metas definidas pela ONU.

ODM 1: Erradicar a extrema pobreza e a fome

Meta 1A: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população extremamente pobre
— 1990: 25,6%
— Meta para 2015: 12,8%
— Número mais recente: 4,8% (2008)

Meta 1B: Alcançar o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos
— Não abordada no relatório

Meta 1C: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população que sofre de fome
— 1996: 4,2% das crianças estavam abaixo do peso esperado para a idade
— Meta para 2015: 2,1%
— Número mais recente: 1,8% (2006)

ODM 2: Atingir o ensino básico universal

Meta 2A: Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino básico
— Número mais recente: 94,9% das crianças de 7 a 14 anos estavam matriculadas no ensino fundamental

ODM 3: Promover a igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres

Meta 3A: Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, a mais tardar até 2015
— Números mais recentes (2008): para cada 100 estudantes do sexo masculino havia 93,8 (ensino fundamental), 119,1 (ensino médio) e 133,2 (ensino superior) estudantes do sexo feminino

ODM 4: Reduzir a mortalidade na infância

Meta 4A: Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos
— 1990: 53,7 mortes por mil nascidos vivos
— Meta para 2015: 17,9
— Número mais recente: 22,8 (2008)

ODM 5: Melhorar a saúde materna

Meta 5A: Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna
— 1990: 140 óbitos para cada mil nascidos vivos
— Meta para 2015: 35
— Número mais recente: 75 (2007)

Meta 5B: Alcançar, até 2015, o acesso universal à saúde reprodutiva
— 1996: 55% das mulheres de 15 a 49 anos usavam algum tipo de método contraceptivo
— Número mais recente: 68% (2006)

ODM 6: Combater o HIV

Meta 6A: Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual
— Número mais recente: 17,9 casos para cada 100 mil habitantes (2007). O relatório indica que as taxas de incidência foram crescentes até 2000 e estão estabilizadas desde então, embora em patamares elevados, comparados a padrões internacionais.

Meta 6B: Alcançar, até 2010, o acesso universal ao tratamento de HIV/Aids para todas as pessoas que necessitem
— Acesso gratuito à terapia antirretroviral na rede pública está previsto na lei 9.313, de 1996.

Meta 6C: Até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual.
Tuberculose
— 2000: 41,2
— 2008: 37,2

Malária
— 1990: 32,0
— 2008: 12,9

ODM 7: Garantir a sustentabilidade ambiental

Meta 7A: Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais
— Número mais recente: 60,7% do território brasileiro é coberto por floresta natural (2008)

Meta 7B: Reduzir a perda de diversidade biológica e alcançar, até 2010, uma redução significativa na taxa de perda
Flora
— 1992: 108 espécies foram classificadas oficialmente como ameaçadas de extinção
— 2008: 472

Fauna
— 1989: 207 espécies foram classificadas oficialmente como ameaçadas de extinção
— 2003/2005: 627

Meta 7C: Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água potável segura e esgotamento sanitário
Região urbana
— 1992: 17,7% da população não tinha acesso a água encanada
— Meta até 2015: 8,85%
— Dado mais recente: 8,4% (2008)

— 1992: 33,9% da população não tinha acesso a esgotamento sanitário adequado
— Meta até 2015: 16,95%
— Dado mais recente: 19,5% (2008)

Região rural
— 1992: 90,9% da população não tinha acesso a água encanada
— Meta até 2015: 45,45%
— Dado mais recente: 72,6% (2008)

— 1992: 89,7% da população não tinha acesso a esgotamento sanitário adequado
— Meta até 2015: 44,85%
— Dado mais recente: 76,9% (2008)

Meta 7D: Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados
— 1992: 49,3% da população urbana vivia em moradia inadequada
— Dado mais recente: 34,3% (2008)

ODM 8: Estabelecer Parceria Mundial para o Desenvolvimento

Meta 8A: Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório
— Não mensurável

Meta 8B: Atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos Inclui: um regime isento de direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos desenvolvidos; um programa reforçado de redução da dívida dos países pobres muito endividados (PPME) e anulação da dívida bilateral oficial; e uma ajuda pública para o desenvolvimento mais generosa aos países empenhados na luta contra a pobreza
— O Brasil vai conceder acesso livre de tarifa e livre de cota aos países de menor desenvolvimento até meados de 2010.

Meta 8C: Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento (mediante o Programa de Ação para o Desenvolvimento Sustentável dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e as conclusões da vigésima segunda sessão extraordinária da Assembléia Geral).
— Não se aplica necessariamente ao Brasil

Meta 8D: Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo.Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo
— Brasil perdoou US$ 1,25 bilhão em dívida externa desde 2005

Meta 8E: Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo
— Não se aplica ao Brasil

Meta 8F: Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, nos países em vias de desenvolvimento
— Não se aplica ao Brasil

Meta 8G: Em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações
— Não abordada no relatório