Mortalidade materna deve ser combatida com pré-natal e prevenção
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Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
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Sindicato dos Médicos diz que atendimento às mães no Estado ainda é precário
O pré-natal é o exame mais importante para as futuras mamães. Através dele, o médico acolhe a mulher desde o início da gravidez, assegurando o nascimento de uma criança saudável e a garantia do bem-estar da mãe até o nascimento.
O Ministério da Saúde determina que o exame pré-natal ideal consiste em uma consulta mensal nos seis primeiros meses, quinzenalmente a partir do sétimo mês e semanalmente no nono mês. Mesmo assim, muitas mães paraenses não fazem o exame regularmente e passam até os nove meses de gravidez sem fazer nenhum tipo de consulta médica, colocando em risco sua saúde e a do filho.
E são as gestações de risco que o Hospital da Fundação Santa Casa de Misericórdia recebe todos os dias. A cada dia, são cerca de 30 nascimentos ali, sendo muitas por problemas identificados na gestação ou de mães que não fizeram consultas, em todos os municípios do Pará. "A qualidade do pré-natal tem a ver com a qualidade da consulta. Não é só examinar, simplesmente", explica José Cavalcante, obstetra responsável pelo Pré-Natal de Alto Risco da Santa Casa. "O pré-natal é medicina preventiva e exige um acompanhamento completo que, infelizmente, nem todos os municípios dispõem", avalia.
Durante o pré-natal, são realizados os exames de laboratório (ABO-RH), glicemia, VDRL, Urina Tipo I, Testagem anti-HIV, Sorologia para hepatite B e Toxoplasmose. Nas consultas, são avaliados riscos gestacionais, com a realização de exames clínicos obstétricos, imunização com antitetânica, exames de laboratório, avaliação do estado nutricional, prevenção e diagnóstico precoce de doenças como câncer do colo do útero e da mama. O pré-natal encerra com a consulta do puerpério (resguardo), até 42 dias após o parto. "Ele pode detectar doenças que a mulher já tinha e que pode comprometer a saúde dela e do bebê", diz a médica ginecologista Neila Dahás. "São doenças da gravidez, como pressão alta e a eclampsia".
A eclampsia é caracterizada pela hipertensão (alta pressão arterial) e proteinúria (presença de proteína na urina). Acomete mulheres na segunda metade da gravidez (após a 20ª semana de gestação). A própria pressão alta é muito comum em grávidas. Foi o que aconteceu com Joyce Pinto, 25 anos, moradora do município de Marituba. Ela descobriu o problema ao fazer um exame no 8º mês de gravidez. A médica a encaminhou à Santa a Casa por não conseguir ouvir o coração do bebê. O parto foi realizado com sucesso na segunda (03 de maio) e ela deu à luz a saudável Helen Patrícia.
O acompanhamento também foi importante para que Patrícia Pangracio, 37 anos, mãe de Enzo, seis anos e Nicholas Pangracio de Matos, um ano e 8 meses, tivesse uma gravidez tranquila. "Não tive enjoo e nenhum dos sintomas de grávida. Nem engordar engordei, emagreci mais de 13 quilos", lembra.
Procura baixa e qualidade de atendimento precária
"Temos mais de 140 mil gestantes por ano no Pará e somente 35% fazem o pré-natal adequado", calcula Hélio Franco, coordenador do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa). "A procura ainda é baixa e a qualidade, precária. É uma responsabilidade constitucional. Dos nascimentos do Estado, 30% são de adolescentes com grande parte de crianças com baixo peso e prematuros".
O médico relaciona os problemas que houveram até recentemente na Santa Casa a isso. "Tivemos um avanço no Sistema Único de Saúde no investimento à atenção básica", lembra. Porém, ele considera esses investimentos ainda aquém do que os municípios precisam. "Podemos avançar mais nisso".
Nazaré Falcão, da coordenação Estadual do Saúde da Mulher da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), diz que dados apontam a melhora desse panorama. O Sipresnatal - Sistema de Informação do Programa de Pré-Natal - mostra que 51.624 mães se inscreveram no programa e realizaram a primeira consulta. Porém, 52,53% do percentual das mães realizaram de 4 a 6 consultas durante a gravidez: ou seja: pelo menos a metade não cumpre normas de promoção de saúde nos municípios.
Nesse caso, caberia ao Estado apenas acompanhar esses casos. "Como são procedimentos da atenção básica, os municípios é que dão essa assistência", explica ela, lembrando que a falta de informações e a frequência no atendimento são os nós.
Peculiaridades
Em locais de difícil acesso no Estado, acabam sendo as parteiras as responsáveis pelo nascimento de muitas crianças. Para se ter uma ideia, há 700 parteiras no Estado, segundo o Ministério da Saúde. A cada ano, são cerca de oito mil partos domiciliares no Pará.
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19/04/2010
A Maternidade Municipal Mãe Esperança realiza em média anual mais de 4 mil partos, a média mensal é de 370, destes apenas 2,7% recém-nascidos trazem a possibilidade de serem potencialmente infectados. A origem deste quadro é a mãe com infecção urinária, que segundo a diretora da maternidade, Dra. Ida Perea, "isto não era para acontecer. Não tinha que ser assim, mas, infelizmente algumas mães não realizam devidamente o pré-natal, e acabam por contaminar seus filhos durante a gestação".
Ida Perea explicou também que, "A maternidade não faz o acompanhamento de pré-natal, e se a mãe faz o pré-natal corretamente, retorna sempre ao médico, faz os exames periodicamente e toma todos os cuidados necessários, com certeza ela estará diminuindo drasticamente a possibilidade de adoecer, e logo, não põe o feto em risco", disse.
A orientação do Ministério da Saúde é que a gestante faça pelo menos 6 consultas de pré-natal, e algumas mães não fazem nem a metade, ou até fazem, mas concluem o tratamento sugerido e isto gera a infecção urinária.
Uma das mães, Tânia Almeida, é recém-chegada
As mães recebem alta em até 24 horas no caso de parto natural e até 48 horas no caso de cesariana.
Internação necessária
Algumas mães não entendem o porquê dos filhos ficarem internados, após o parto devido a suspeita do bebê ser potencialmente infectados. A regra na maternidade é internar o recém-nascido, medicá-lo com antibióticos e realizar exames. Se o resultado é negativo, ou seja, a criança não foi contaminada durante a gravidez, ele recebe alta, mas se estiver contaminado ficará internado de sete a dez dias, até a cura.
"Para garantir o elo entre a mãe e o filho, ambos ficam internados juntos, assim, a mãe amamenta, cuida do bebê, tem o acompanhamento do pai ou de quem ela escolher enquanto durar a internação. Desta maneira estamos evitando futuras seqüelas e até a morte", detalhou a diretora.
Uma criança contamina durante a gestação, devido a infecção urinária que foi desenvolvida pela mãe, inclusive, é normal as gestantes terem infecção urinária, poderá falecer por septicemia, isto é, infecção generalidade. Com os cuidados oferecidos na maternidade este risco cai praticamente para zero.
Parto humanizado
A Maternidade Mãe Esperança trabalho com o parto humanizado, que para ser assim, atende a determinados requisitos como, a parturiente escolhe livremente quem ela quer para acompanha-la durante o parto; ter ambiente agradável e seguro para ela caminhar e escolher a melhor posição durante o pré-parto e o parto; a mãe ter contato imediato com o bebê, assim que dá a luz e toda segurança da modernidade tecnológica.
Na maternidade há três centros cirúrgicos sempre prontos para atender os casos dos partos que evoluíram de natural, devido a alguma complicação natural, para o parto de cesariana.
A maternidade também oferece uma gama de atendimento, inclusive aos pais e em casos graves, como no de abuso sexual e aborto. São oferecidos pela maternidade, o parto humanizado; presença do acompanhante; aleitamento materno; planejamento reprodutivo; assistência às vítimas de violência sexual e assistência humanizada ao abortamento. Se necessário são realizadas laqueaduras, vasectomias, implantação de DIU, planejamento familiar e em casos muito específicos, histerectomia.
Baixa e Média Complexidade
Na maternidade são atendidos os casos de baixa e média complexidade. A gestante passa pela triagem, caso seja detectado que ela não tem o pré-natal, ela é encaminhada para o Hospital de Base (HB), onde são atendidos os casos de alta complexidade. Também são encaminhadas para o HB, as mães que apresentem ser portadoras de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS.
A mãe que estiver dentro das possibilidades de atendimento pela maternidade, ela é encaminhada para o Posto de Enfermagem, onde são avaliados os sinais vitais, a pressão arterial e se está ou não com sangramento. Depois são encaminhadas para o consultório médico que determinará se a gestante será ou não internada para o parto.
A espera pelo parto é acompanhada o tempo todo por uma pessoa escolhida pela parturiente, que será levada para um dos 39 leitos oferecidos pela maternidade e após o parto fica em média uma hora com o filho sobre o peito, ainda no leito. Depois de todas medidas pediátricas e obstétricas com o bebê e a mãe, ambos são levados ao apartamento até a alta.
Não há UTI neo-natal na maternidade, mas está equipada com o berçário-intermediário, que oferece todas condições para garantir a vida do bebê até que surja uma vaga na UTI neo-natal do HB. Junto ao berçário há a sala de aleitamento, onde as mães amamentam seus filhos internados no berçário e também extraem leite para serem servidos aos bebês que não podem sugar o seio.
Autor: Fabrícius Bariani