Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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sábado, 28 de maio de 2011

Mortalidade materna deve ser combatida com pré-natal e prevenção

 Publicado: 27/05/2011 - 22:43 | Atualizado: 28/05/2011 - 08:20

Mortalidade materna deve ser combatida com pré-natal e prevenção

Ana Carolina Bendlin
Arquivo/O Estado
Hoje é o Dia Mundial de Redução da Mortalidade Materna.
Muito se fala em mortalidade infantil, mas muita gente não sabe que os índices de outra fatalidade com nome parecido também são preocupantes e merecem uma atenção especial, a mortalidade materna, lembrada neste sábado (28), com o Dia Mundial de Redução da Mortalidade Materna. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), em 2009, o Paraná registrou um número de 47 mortes maternas a cada 100 mil crianças nascidas vivas.
No ano seguinte, a quantidade passou a ser ainda maior, de 53 a cada 100 mil. A estatística mostra que o problema está longe de ser resolvido e o Paraná não chega nem perto do índice apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como ideal em 2000, quando estabeleceu os Objetivos do Milênio, 22 mortes maternas a cada 100 mil bebês nascidos vivos.
De acordo com a chefe da divisão de Atenção à Mulher e à Criança da Sesa e coordenadora do Projeto Mãe Paranaense, Rogéria Fadel Ribas, é considerada mortalidade materna quando o óbito é registrado durante o período da gravidez, no momento do parto ou em nos dez primeiros dias do pós-parto.
Para ela, a estatística mostra que é preciso uma atenção maior por parte do poder público em relação à assistência materna durante todo o período de gestação até a criança completar um ano de vida. “Esses valores são altos e servem como indicador de um problema sério de saúde pública devido a uma descontinuidade de políticas públicas, mostrando que é preciso desenvolver ações em cima das falhas apontadas na assistência materna”.
Rogéria garante que com a criação do Projeto Mãe Paranaense, o governo estadual pode atingir a meta proposta pela OMS em 2015. “Esse serviço vai atender mais de três milhões de mulheres férteis e cerca de 150 mil gestantes por ano. Com isso, temos condições de chegar aos números dispostos no 5° Objetivo do Milênio, oferecendo uma redução anual de 7% na mortalidade materna nos próximos quatro anos”, afirma. Para isso, o foco do atendimento deve ser a prevenção. “A maioria dos casos de mortalidade materna é composta de situações evitáveis, nas quais outras doenças fazem com que a gestante tenha complicações na gravidez”, comenta.
Segundo ela, as principais patologias que podem oferecer riscos à gravidez são a hipertensão, a infecção urinária e a hemorragia. Por isso, é necessário que as gestantes façam o pré-natal corretamente para que o diagnóstico dessas patologias seja feito de forma adequada. “A principal função do pré-natal é justamente essa, a prevenção de complicações, mas muitas mulheres ainda sofrem com a falta de informações sobre a necessidade desse acompanhamento”, analisa o ginecologista e obstetra do Hospital Evangélico e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Márcio Almeida.
Além disso, o médico aponta que, quando há diagnóstico de alguma patologia que possa causar complicações na gravidez, a gestante deve ser atendida em uma estrutura adequada.  “Alguns serviços não têm condições adequadas para atender as patologias detectadas e oferecer ainda mais risco à gestante, por isso, é extremamente necessário que o acompanhamento e o parto sejam feitos em um local em que haja suporte para atender essa demanda”, ressalta.
A própria Sesa está preocupada com essa questão. “Além do pré-natal de qualidade e a identificação do risco durante a gravidez, é preciso que a gestante tenha uma assistência de acordo com o risco, seja encaminhada para um serviço de referência para atendimentos de alta complexidade e tenha uma assistência qualificada no parto e no pós-parto”, afirma Rogéria.
Cuidado maior
De acordo com Almeida, as mulheres que já apresentam uma determinada doença que possa apresentar riscos à gravidez devem ter um cuidado ainda maior. “Nesses casos, a patologia pode ficar ainda mais evidente durante a gestação e ser um fator contribuinte para as complicações”. Segundo a cardiopediatra e integrante da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Márcia Barberata, as cardiopatias seriam as patologias que apresentam mais riscos às gestantes.
“Principalmente em casos em que a doença é congênita, a mulher já nasceu com ela, o risco de complicações e mortalidade é mais elevado. Em alguns casos, dependendo do tipo de cardiopatia apresentada, a mortalidade pode chegar até a 50%”, informa. Quando a mulher já sabe da existência da doença, a orientação de Márcia é para que ela discuta a possibilidade de gravidez junto com seu cardiologista.
“É extremamente necessária essa avaliação antes do início da gravidez para que não haja riscos para a vida da mãe e do próprio bebê”. Já nos casos em que não há um diagnóstico prévio da doença, a médica reforça a necessidade de um pré-natal bem feito para que haja um acompanhamento adequado por um cardiologista, inclusive por conta dos medicamentos que essas doenças exigem.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bem Fam CLIPPING - 06/abr./2011


Clair Castilhos: “Senhora presidenta, ouça as mulheres”
As cegonhas vão parir… tudo está resolvido!!
Será que estão nos envolvendo em mais uma ilusão? Será que ainda precisamos avisar que a nossa proposta – Assistência Integral à Saúde da Mulher – inclui pré-natal, parto e puerpério, tratamento da infertilidade e tantas outras ações indispensáveis ao longo de todo o ciclo vital da mulher? Será que ainda cabe na imaginação de alguém que possamos ser contra as ações materno-infantis? Será que é necessário ficar a todo o momento dando satisfação às forças conservadoras e fundamentalistas que o governo aparentemente não é partidário do conceito de Direitos Reprodutivos?  Saúde para poucos- Disputa com planos de saúde restringe o atendimento de pediatria e de obstetrícia. Enquanto a queda de braço entre as operadoras e os profissionais segue sem solução, os usuários sofrem. Em alguns casos, os beneficiários ficam sem atendimento, devido ao descredenciamento em massa de especialistas. Uma das situações mais graves é a dos clientes de pediatras. A especialidade é tão rara nos planos que, desde 2009, todas as cirurgias pediátricas em Brasília são feitas na modalidade particular. O descredenciamento também afeta os obstetras. O presidente do Sindicato dos Médicos de Brasília, Gutemberg Fialho, relata que os convênios pagam, em média, R$ 256 por parto. Nesse procedimento, os médicos precisam de um assistente, que fica com 30% (R$ 76,80). “Se você pensar que uma consulta particular custa cerca de R$ 150, o assistente leva apenas metade disso por uma cirurgia. Assim, não há quem aceite atender pelo plano”, disse. Outra especialidade difícil de encontrar são os endocrinologistas, cada vez mais raros entre os convênios. Há anos, psiquiatras e anestesistas não atendem pelas operadoras. Contratos entre maiores operadoras e médicos estão irregulares, diz ANS - Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revelam que 100% dos contratos assinados entre as 30 maiores operadoras de plano de saúde do País e os médicos prestadores de serviço estão irregulares. De acordo com resolução da ANS de 2004, os contratos deveriam conter uma cláusula com os critérios para reajuste dos honorários médicos, o que é descumprido pelas empresas. O valor médio pago por uma consulta é, segundo a AMB, R$ 39. Algumas empresas chegam a pagar R$ 25. Os médicos reivindicam que o mínimo seja R$ 62. "Descontados os gastos com aluguel e funcionários, nos sobram entre R$ 8 e R$10 por consulta. Isso tem levado ao fechamento de vários consultórios", diz. Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp). Ministério da Saúde aperta fiscalização- Verba do SUS só será repassada a quem divulgar dados sobre atendimentos. Estados e municípios terão que tornar públicas e atualizar periodicamente todas as informações sobre o atendimento de saúde, para manter o recebimento de recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS). A nova regulamentação extingue o atual sistema dos relatórios de gestão, cujo conteúdo não é analisado, segundo detectou grupo de trabalho do Ministério Público Federal que analisou esses relatórios nos últimos dois anos. Essas medidas integram a reformulação do sistema de repasses de verbas federais a estados e municípios que o Ministério da Saúde deve anunciar em breve. Saúde (Ricardo Boechat) - Por ordem de Alexandre Padilha, o Ministério da Saúde retomará em abril as ações para eliminação da hanseníase. Entre 2003 e 2007, com agressiva estratégia de descentralização do diagnóstico e tratamento, o Brasil quase acabou com a doença, que tem cura. O corpo mole de algumas entidades que recebiam do governo e repasses de dinheiro de ONGs europeias atrapalhou a vitória. A meta agora é acabar com o problema até 2015. Remédios-  Quatro novos medicamentos serão fabricados no país a partir de parcerias entre empresas públicas e privadas articuladas pelo Ministério da Saúde. Vão auxiliar no tratamentos de doença de Parkinson, da AIDS, da artrite reumatoide e da doença de Croh. O acordo entre o governo federal e a indústria farmacêutica foi patrocinado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Brasília. Polêmica na área de Saúde- Portaria publicada ontem no Diário Oficial limita o número de matrículas profissionais de médicos tanto em estabelecimentos públicos quanto nos privados, com o fim de evitar fraudes no Sistema Único de Saúde (SUS). A classe médica, porém, antecipou que questionará na Justiça restrições que não estejam respaldadas pela Constituição. A Portaria 134 muda as regras do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Pela medida, o profissional não poderá ter mais de dois cargos ou empregos públicos, e os que atuam no Programa Saúde da Família (PSF) ficam proibidos de manter cadastros em mais de uma equipe. As inscrições de médicos também serão bloqueadas, caso estejam matriculados em mais de cinco unidades privadas, sem justificativa expressa. Tabagismo pode causar infertilidade em mulheres e homens- O cigarro afeta a formação de espermatozóides e óvulos. O cigarro contém mais de mil diferentes componentes e a maioria faz mal à saúde. Grande parte das consequências relacionadas ao fumo está relacionada a problemas cardiovasculares e respiratórios. Além disso, vários estudos apontam que ele está relacionado à queda da fertilidade, tanto nos homens como nas mulheres. Pacientes que fumavam e pararam de fumar durante o tratamento se beneficiaram com aumento da chance de sucesso nos tratamentos de reprodução humana assistida.  Droga para calvície provoca disfunção sexual prolongada- A finasterida, droga mais usada contra a calvície, pode reduzir a libido e causar impotência mesmo após a suspensão do uso, segundo estudo da Universidade George Washington, nos EUA. A pesquisa avaliou 71 homens entre 21 e 46 anos que se queixavam das reações. Segundo os autores do trabalho, publicado no "Journal of Sexual Medicine", os efeitos colaterais persistiam por 40 meses após a interrupção do tratamento, em média. Foram observados impotência e perda da libido até seis anos após o uso, em um quinto dos pesquisados. Para o endocrinologista Michael Irwig, um dos autores, os homens devem estar cientes do risco. "O estudo deve mudar a forma como médicos conversam com pacientes sobre a medicação." Estudo vai descobrir por que populações vulneráveis não fazem o teste de HIV- Descobrir o motivo de populações vulneráveis não fazerem o teste de aids é o principal objetivo do estudo População vulnerável face ao teste anti-HIV no Brasil. Respostas institucionais e experiências individuais em Fortaleza, realizado por meio da cooperação Brasil - França. Conduzido pela médica epidemiologista Ligia Kerr e pelo antropólogo Carl Kendall, a pesquisa busca conhecer os fatores que incentivam e embarreiram a testagem de profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens. Até o momento, foram realizadas 40 entrevistas qualitativas. A pesquisadora pode adiantar que a falta de informação sobre os locais que realizam o exame para aids está entre as principais causas da baixa testagem, apesar de 60 de 94 unidades de saúde oferecerem os exames. “Outros não fazem o teste porque não querem saber se tem HIV. E ainda, mais de 50% das pessoas com mais de 50 anos chegam aos serviços muito tarde, após o início dos sintomas”, comentou Ligia. Com o estudo, será possível aprimorar as campanhas de prevenção. “Muitas vezes uma informação simples, como os endereços das unidades de saúde não está disponível”, alertou Ligia.
  










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segunda-feira, 10 de maio de 2010

No Pará, 65% das gestantes do estado não fazem pré-natal Diário de Pará 10/05/2010

Sindicato dos Médicos diz que atendimento às mães no Estado ainda é precário

O pré-natal é o exame mais importante para as futuras mamães. Através dele, o médico acolhe a mulher desde o início da gravidez, assegurando o nascimento de uma criança saudável e a garantia do bem-estar da mãe até o nascimento.

O Ministério da Saúde determina que o exame pré-natal ideal consiste em uma consulta mensal nos seis primeiros meses, quinzenalmente a partir do sétimo mês e semanalmente no nono mês. Mesmo assim, muitas mães paraenses não fazem o exame regularmente e passam até os nove meses de gravidez sem fazer nenhum tipo de consulta médica, colocando em risco sua saúde e a do filho.

E são as gestações de risco que o Hospital da Fundação Santa Casa de Misericórdia recebe todos os dias. A cada dia, são cerca de 30 nascimentos ali, sendo muitas por problemas identificados na gestação ou de mães que não fizeram consultas, em todos os municípios do Pará. "A qualidade do pré-natal tem a ver com a qualidade da consulta. Não é só examinar, simplesmente", explica José Cavalcante, obstetra responsável pelo Pré-Natal de Alto Risco da Santa Casa. "O pré-natal é medicina preventiva e exige um acompanhamento completo que, infelizmente, nem todos os municípios dispõem", avalia.

Durante o pré-natal, são realizados os exames de laboratório (ABO-RH), glicemia, VDRL, Urina Tipo I, Testagem anti-HIV, Sorologia para hepatite B e Toxoplasmose. Nas consultas, são avaliados riscos gestacionais, com a realização de exames clínicos obstétricos, imunização com antitetânica, exames de laboratório, avaliação do estado nutricional, prevenção e diagnóstico precoce de doenças como câncer do colo do útero e da mama. O pré-natal encerra com a consulta do puerpério (resguardo), até 42 dias após o parto. "Ele pode detectar doenças que a mulher já tinha e que pode comprometer a saúde dela e do bebê", diz a médica ginecologista Neila Dahás. "São doenças da gravidez, como pressão alta e a eclampsia".

A eclampsia é caracterizada pela hipertensão (alta pressão arterial) e proteinúria (presença de proteína na urina). Acomete mulheres na segunda metade da gravidez (após a 20ª semana de gestação). A própria pressão alta é muito comum em grávidas. Foi o que aconteceu com Joyce Pinto, 25 anos, moradora do município de Marituba. Ela descobriu o problema ao fazer um exame no 8º mês de gravidez. A médica a encaminhou à Santa a Casa por não conseguir ouvir o coração do bebê. O parto foi realizado com sucesso na segunda (03 de maio) e ela deu à luz a saudável Helen Patrícia.

O acompanhamento também foi importante para que Patrícia Pangracio, 37 anos, mãe de Enzo, seis anos e Nicholas Pangracio de Matos, um ano e 8 meses, tivesse uma gravidez tranquila. "Não tive enjoo e nenhum dos sintomas de grávida. Nem engordar engordei, emagreci mais de 13 quilos", lembra.

Procura baixa e qualidade de atendimento precária

"Temos mais de 140 mil gestantes por ano no Pará e somente 35% fazem o pré-natal adequado", calcula Hélio Franco, coordenador do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa). "A procura ainda é baixa e a qualidade, precária. É uma responsabilidade constitucional. Dos nascimentos do Estado, 30% são de adolescentes com grande parte de crianças com baixo peso e prematuros".

O médico relaciona os problemas que houveram até recentemente na Santa Casa a isso. "Tivemos um avanço no Sistema Único de Saúde no investimento à atenção básica", lembra. Porém, ele considera esses investimentos ainda aquém do que os municípios precisam. "Podemos avançar mais nisso".

Nazaré Falcão, da coordenação Estadual do Saúde da Mulher da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), diz que dados apontam a melhora desse panorama. O Sipresnatal - Sistema de Informação do Programa de Pré-Natal - mostra que 51.624 mães se inscreveram no programa e realizaram a primeira consulta. Porém, 52,53% do percentual das mães realizaram de 4 a 6 consultas durante a gravidez: ou seja: pelo menos a metade não cumpre normas de promoção de saúde nos municípios.

Nesse caso, caberia ao Estado apenas acompanhar esses casos. "Como são procedimentos da atenção básica, os municípios é que dão essa assistência", explica ela, lembrando que a falta de informações e a frequência no atendimento são os nós.

Peculiaridades

Em locais de difícil acesso no Estado, acabam sendo as parteiras as responsáveis pelo nascimento de muitas crianças. Para se ter uma ideia, há 700 parteiras no Estado, segundo o Ministério da Saúde. A cada ano, são cerca de oito mil partos domiciliares no Pará.

Nesta segunda-feira, se as previsões estiverem corretas, Jaqueline, 16 anos, deve dar à luz seu primeiro filho. A gravidez de Jaqueline não foi complicada, mas só na última semana ela resolveu procurar assistência médica para fazer um pré-natal, em Novo Horizonte, Aurora do Pará."Quero que meu filho fique bem. É só isso que quero para ele", diz.

Clipping Bem Fam(10/05/010)

terça-feira, 20 de abril de 2010

19/04/2010 - Maternidade Municipal de Porto Velho realiza 370 partos por mês e alerta sobre necessidade do pré-natal

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19/04/2010

19/04/2010 - Maternidade Municipal de Porto Velho realiza 370 partos por mês e alerta sobre necessidade do pré-natal

A Maternidade Municipal Mãe Esperança realiza em média anual mais de 4 mil partos, a média mensal é de 370, destes apenas 2,7% recém-nascidos trazem a possibilidade de serem potencialmente infectados. A origem deste quadro é a mãe com infecção urinária, que segundo a diretora da maternidade, Dra. Ida Perea, "isto não era para acontecer. Não tinha que ser assim, mas, infelizmente algumas mães não realizam devidamente o pré-natal, e acabam por contaminar seus filhos durante a gestação".

Ida Perea explicou também que, "A maternidade não faz o acompanhamento de pré-natal, e se a mãe faz o pré-natal corretamente, retorna sempre ao médico, faz os exames periodicamente e toma todos os cuidados necessários, com certeza ela estará diminuindo drasticamente a possibilidade de adoecer, e logo, não põe o feto em risco", disse.

A orientação do Ministério da Saúde é que a gestante faça pelo menos 6 consultas de pré-natal, e algumas mães não fazem nem a metade, ou até fazem, mas concluem o tratamento sugerido e isto gera a infecção urinária.

Uma das mães, Tânia Almeida, é recém-chegada em Porto Velho, e foi indicada para a maternidade por outra mulher que já deu a luz na maternidade. Tânia é mãe pela segunda vez, a primeira filha nasceu fora de Rondônia, e ela fez o pré-natal da segunda filha em consultório particular, "estou muito satisfeita e segura com o atendimento que recebi aqui. Não tenho do que reclamar, eu e minha filha estamos muito bem", declarou enquanto amamentava.

As mães recebem alta em até 24 horas no caso de parto natural e até 48 horas no caso de cesariana.

Internação necessária

Algumas mães não entendem o porquê dos filhos ficarem internados, após o parto devido a suspeita do bebê ser potencialmente infectados. A regra na maternidade é internar o recém-nascido, medicá-lo com antibióticos e realizar exames. Se o resultado é negativo, ou seja, a criança não foi contaminada durante a gravidez, ele recebe alta, mas se estiver contaminado ficará internado de sete a dez dias, até a cura.

"Para garantir o elo entre a mãe e o filho, ambos ficam internados juntos, assim, a mãe amamenta, cuida do bebê, tem o acompanhamento do pai ou de quem ela escolher enquanto durar a internação. Desta maneira estamos evitando futuras seqüelas e até a morte", detalhou a diretora.

Uma criança contamina durante a gestação, devido a infecção urinária que foi desenvolvida pela mãe, inclusive, é normal as gestantes terem infecção urinária, poderá falecer por septicemia, isto é, infecção generalidade. Com os cuidados oferecidos na maternidade este risco cai praticamente para zero.

Parto humanizado

A Maternidade Mãe Esperança trabalho com o parto humanizado, que para ser assim, atende a determinados requisitos como, a parturiente escolhe livremente quem ela quer para acompanha-la durante o parto; ter ambiente agradável e seguro para ela caminhar e escolher a melhor posição durante o pré-parto e o parto; a mãe ter contato imediato com o bebê, assim que dá a luz e toda segurança da modernidade tecnológica.

Na maternidade há três centros cirúrgicos sempre prontos para atender os casos dos partos que evoluíram de natural, devido a alguma complicação natural, para o parto de cesariana.

A maternidade também oferece uma gama de atendimento, inclusive aos pais e em casos graves, como no de abuso sexual e aborto. São oferecidos pela maternidade, o parto humanizado; presença do acompanhante; aleitamento materno; planejamento reprodutivo; assistência às vítimas de violência sexual e assistência humanizada ao abortamento. Se necessário são realizadas laqueaduras, vasectomias, implantação de DIU, planejamento familiar e em casos muito específicos, histerectomia.

Baixa e Média Complexidade

Na maternidade são atendidos os casos de baixa e média complexidade. A gestante passa pela triagem, caso seja detectado que ela não tem o pré-natal, ela é encaminhada para o Hospital de Base (HB), onde são atendidos os casos de alta complexidade. Também são encaminhadas para o HB, as mães que apresentem ser portadoras de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS.

A mãe que estiver dentro das possibilidades de atendimento pela maternidade, ela é encaminhada para o Posto de Enfermagem, onde são avaliados os sinais vitais, a pressão arterial e se está ou não com sangramento. Depois são encaminhadas para o consultório médico que determinará se a gestante será ou não internada para o parto.

A espera pelo parto é acompanhada o tempo todo por uma pessoa escolhida pela parturiente, que será levada para um dos 39 leitos oferecidos pela maternidade e após o parto fica em média uma hora com o filho sobre o peito, ainda no leito. Depois de todas medidas pediátricas e obstétricas com o bebê e a mãe, ambos são levados ao apartamento até a alta.

Não há UTI neo-natal na maternidade, mas está equipada com o berçário-intermediário, que oferece todas condições para garantir a vida do bebê até que surja uma vaga na UTI neo-natal do HB. Junto ao berçário há a sala de aleitamento, onde as mães amamentam seus filhos internados no berçário e também extraem leite para serem servidos aos bebês que não podem sugar o seio.

Autor: Fabrícius Bariani

Fonte: O NORTÃO