Um comprimido para prevenir a aids Quem são os primeiros brasileiros a usar a droga que evita a infecção – e o que precisamos saber sobre ela MARCELA BUSCATO 20/09/2014 13h00 - Atualizado em 20/09/2014 13h12 Kindle inShare0 O frasco com comprimidos azuis está sempre no caminho do auxiliar de enfermagem Fábio Paulo Santana, de 40 anos. Ele coloca a embalagem em cima de um aparador, na sala de jantar de sua casa, no Rio de Janeiro. É a garantia de que avistará o remédio quando passar por ali antes de sair. Ou quando se sentar para fazer as refeições. Mesmo que seus artifícios falhem, ele conta com outro tipo de ajuda: sua empregada e a avó, de 95 anos, são sua memória substituta. Como também tomam remédios, ajudam a lembrar quando chegou a hora do medicamento de Santana. Tamanha preocupação tem bom motivo. Santana é um dos primeiros brasileiros a usar uma droga que impede a contaminação pelo vírus HIV, o causador da aids. Quando ingerida diariamente por pessoas que não estão contaminadas, ela reduz as chances de que o vírus consiga invadir as células de defesa e infectar o organismo. O novo método de prevenção é considerado um dos maiores avanços na luta contra a epidemia. “O remédio me dá segurança adicional”, afirma Santana. Ele namora um homem há um ano e meio e diz que acidentes acontecem: “Preservativos furam. Com o remédio, me sinto confortável”. >> Pesquisadores sobre aids pedem descriminalização da prostituição (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA) Ao tomar os comprimidos, ele faz mais que se proteger. É voluntário de um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde para saber como as pessoas se adaptam ao novo tipo de prevenção. O objetivo é avaliar se o método deve ser adotado no Brasil como política de saúde pública, ao lado de medidas tradicionais, como a distribuição de preservativos. >> Sou idoso. Sou HIV + O remédio usado é um velho conhecido dos médicos. Chamado Truvada, foi lançado nos Estados Unidos em 2004, pela empresa Gilead Sciences. Trata-se da combinação de duas drogas, o tenofovir e a emtricitabina. Ambas são antirretrovirais, uma classe de medicamentos que revolucionou o tratamento da aids nos anos 1980, ao conter o avanço do HIV no organismo de pacientes já infectados e ao permitir que convivessem por décadas com o vírus. Há quatro anos, a descoberta de uma equipe internacional de pesquisadores – composta também de cientistas brasileiros – mostrou que os antirretrovirais poderiam ser usados não só para tratar, mas também para prevenir a aids. Foi um marco. Todos os 2.500 voluntários eram homens que fazem sexo com homens, o grupo com mais risco de contrair o HIV. Entre os participantes que tomaram diariamente as doses, o risco caiu 92%. Em julho deste ano, a Organização Mundial da Saúde recomendou a adoção do novo método como prevenção entre homossexuais. A entidade estima que as infecções diminuiriam em 25%. A preocupação em oferecer uma nova forma de proteção para homens que fazem sexo com homens é baseada em estatísticas. No Brasil, 10,5% das pessoas dentro desse grupo estão infectadas. Na população em geral, são 0,4%. O número de pessoas infectadas entre os homossexuais masculinos é 20 vezes maior. “A epidemia de aids não é homogênea para toda a população”, diz o pesquisador Mário Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O tipo de sexo praticado está diretamente relacionado ao risco. A penetração anal sem preservativo é considerada a prática mais perigosa. Mas essa não é a única razão para a prevalência maior do vírus. “Há questões sociais, como a discriminação”, diz Scheffer. Vítimas de preconceito, muitos homens que fazem sexo com homens temem se expor ao procurar atendimento médico e medidas de prevenção. Alguns, após anos de discriminação, desenvolvem problemas de autoestima e têm dificuldade de exigir que seus parceiros se protejam. O aparecimento de novos casos é preocupante. Nos últimos dez anos, houve um aumento de 22% nas infecções em homens que fazem sexo com homens, principalmente entre os mais jovens. “Eles são mais sexualmente ativos. Muitos não usam camisinha porque não viram o pior da epidemia”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O crescimento nesse grupo ajuda a explicar dados alarmantes divulgados em julho pela Unaids, o programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids. Enquanto, no mundo, os novos casos caíram 27,6% entre 2005 e 2013, no Brasil, cresceram 11%. O uso de antirretrovirais como prevenção é visto como um reforço para diminuir os casos dentro desse grupo. “Não é um benefício apenas para os indivíduos”, diz a infectologista Beatriz Grinsztejn, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “A medida interrompe a cadeia de transmissão do vírus e contribui para o controle da epidemia.” Beatriz coordena o estudo encomendado pelo Ministério da Saúde para avaliar o uso do Truvada como método preventivo. Noventa voluntários já tomam o Truvada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital paulista, o levantamento é conduzido pela Faculdade de Medicina da USP e pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT). Em breve, o estudo chegará a Porto Alegre. A ideia é que, em um ano e meio, 500 voluntários participem. O levantamento responderá a algumas dúvidas: é possível que os voluntários se sintam seguros a ponto de não usar camisinha? Os efeitos colaterais podem fazer com que abandonem a medicação? Eles tomam o remédio todos os dias? “O efeito protetor depende de ingerir os comprimidos diariamente”, diz o infectologista José Valdez Madruga, diretor da unidade de pesquisa do CRT. (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA) A equipe coordenada por Beatriz analisará os hábitos de pessoas como o gestor de eventos carioca Julio Moreira, de 37 anos. Ele é casado há 12 anos com um homem, trabalha numa organização não governamental que atende homossexuais e decidiu colaborar com o estudo. Esqueceu de tomar o remédio algumas vezes, mas diz que agora virou um costume. “Tomo como se fosse uma vitamina, no café da manhã”, diz Moreira. Ele também foi voluntário da pesquisa internacional que comprovou a eficácia do Truvada como prevenção. Não teve nenhum dos raros efeitos colaterais relatados no primeiro estudo – problemas nos rins e ossos: “Senti apenas dores de cabeça e náuseas. Nada que me fizesse parar com o medicamento”. Nos EUA, o Truvada já é usado para prevenção desde 2012. A experiência americana dá pistas sobre algumas barreiras que o Brasil poderá enfrentar. O psicólogo Damon L. Jacobs, de 43 anos, foi um dos primeiros a tomar o remédio, em 2011. Enfrentou preconceito. Ele e outros pioneiros foram chamados dentro da comunidade gay de “Truvada whores” (algo como “prostitutas do Truvada”). A ofensa revela o medo de que a nova medida encoraje os usuários a abandonar a camisinha e a se aventurar sexualmente. “As pessoas usarão o remédio no lugar do preservativo”, diz Michael Weinstein, da ONG Aids Healthcare Foundation, um dos opositores mais ferrenhos. “Como é difícil tomar a droga diariamente, acabarão contaminados.” Jacobs, o pioneiro, acredita que esse tipo de oposição será superado. Enquanto isso, ele e os amigos tentam combater o rótulo que receberam. Estamparam “Truvada whore” em camisetas e usam a expressão a seu favor, para divulgar a causa. “Não podemos ser vítimas da ignorância alheia. Se há um novo método para se proteger, por que não usá-lo?”, diz Jacobs. Os pesquisadores envolvidos nos estudos que avaliam o Truvada dizem que não há motivo para se preocupar com o relaxamento no uso da camisinha. A pesquisa de 2010, que comprovou a eficácia do remédio, sugere que o uso de preservativo não diminuiu. Um dos pilares dos novos estudos, como o brasileiro, é divulgar entre os participantes que o remédio não é um substituto para a camisinha, que reduz em 98% os riscos de contrair o vírus. Mesmo porque o Truvada não protege contra as outras doenças sexualmente transmissíveis. Ele é um complemento para reforçar a segurança entre pessoas que não conseguem usar o preservativo em todas as relações sexuais. “É como se o remédio fosse um air bag”, diz a médica Valdiléa Veloso, da Fiocruz. “Quando eles foram adotados nos carros, falaram que as pessoas parariam de usar o cinto. Isso não aconteceu. O air bag se tornou um complemento de segurança.” O reforço é bem-vindo. Pesquisas do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos anos, houve redução no uso regular da camisinha. Em 2004, 51,5% usavam o preservativo em todas relações sexuais casuais. Em 2008, esse número caiu para 45,7%. O mesmo ocorreu entre quem tem parceiro fixo. Em 2004, 24,9% usavam. Em 2008, eram apenas 19,4%. (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA) O professor carioca Haroldo Andre Garcia, de 40 anos, é voluntário no estudo da Fiocruz e não se descuida. Diz que, desde que começou a tomar o Truvada, há quatro meses, nunca deixou o preservativo de lado. Mesmo assim, amigos já perguntaram se ele tomava o remédio porque era promíscuo. “Não é um convite à promiscuidade, é só mais uma segurança”, diz Garcia. “Tenho muito medo da aids, porque vi todos aqueles artistas morrer nos anos 1980.” Ele está solteiro e diz que é um bom momento para usar a proteção extra. Um dos objetivos do novo método de prevenção é este: ensinar as pessoas a reconhecer os níveis de risco a que estão expostas, para que escolham as melhores medidas preventivas. Antes de adotar o Truvada em larga escala, o Brasil terá de responder a outras dúvidas. “De onde sairá o dinheiro? Ele terá de vir de algum outro lugar”, diz Paulo Lotufo, diretor do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP. “Vamos pegar um monte de dinheiro e dar para um laboratório.” O Truvada não faz parte da lista de medicamentos do Ministério da Saúde, nem como opção de tratamento para a aids. Se for adotado oficialmente, poderá ocorrer uma negociação com o fabricante para baixar seu preço, estimado nos EUA em US$ 1.000 por mês, por usuário. Outra opção é produzir no Brasil. O infectologista Esper Georges Kallás, pesquisador que conduz o estudo da Fiocruz na USP, diz que os custos podem ser altos, mas os benefícios também são. Haverá menos contaminados, menos gastos com o tratamento e, claro, menos mortes. “Quanto vale poupar uma vida?”, diz Kallás. “Para mim, não tem preço.”
Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
domingo, 18 de novembro de 2012
MAIS UMA VEZ A GEAP é Saqueada! {FELIPE Patury}
Planos com o plano dos servidores: barganhas com o Geap
sexta-feira, 23 de março de 2012
Sobre ações de medicamentos:
Sobre ações de medicamentos:
temos um a grande reportagem na Época
O paciente de R$ 800 mil - ÉPOCA | Tempo
- 6 dias atrás ... A história do rapaz que recebe do SUS o tratamento mais caro do mundo revela
um dos maiores desafios do Brasil: resolver o conflito entre o ...
O paciente de R$ 800 mil - ÉPOCA | Tempo
- 6 dias atrás ... O que o caso de Rafael ensina sobre a saúde pública brasileira. Ninguém quer a
morte de Rafael. Nem de qualquer outro doente que recorre ...
O paciente de R$ 800 mil - ÉPOCA | Tempo
- 6 dias atrás ... E se Rafael fosse inglês? O REMÉDIO O Solíris, empregado em casos como o
de Rafael Fávaro. O remédio O REMÉDIO O Solíris, empregado ...
sábado, 14 de janeiro de 2012
Dois pontos: as frases da semana#ofiltro#RevistaEpoca
Dois pontos: as frases da semana
“Elas me ajudam a quebrar o silêncio em festas. Se as mulheres querem ver, eu mostro tranquilamente”
Hazel Jones, inglesa de 27 anos que nasceu com duas vaginas
Dilma Rousseff, presidente
Francisco José Paulino, ex-feirante de 92 anos, que participou da Corrida de São Silvestre, dando sua receita de saúde
Denílson, volante do São Paulo,, elogiando o centro de treinamento do clube
Fernanda Girão, empresária carioca que desistiu de participar do BBB12 antes mesmo dele começar
Vitor Belfort, lutador de MMA. O país tem atualmente três campeões no UFC
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Aécio Neves, senador do PSDB, ao afirmar que seu partido criará uma central de acompanhamento de gastos federais
Neymar, atacante do Santos,cem entrevista após ser eleito pela Fifa o autor do gol mais bonito de 2011
Nívea Stelmann, atriz. Ela disse no Twitter que supermercado sem empacotadores é um desrespeito ao consumidor
Benedict Cumberbatch, ator inglês, explicando como escapou de um sequestro em 2005, na África do Sul, ao argumentar com os bandidos
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Fotos: Christina Aguilera (AP Photo/Dan Steinberg),Papa Bento XVI (AP Photo/Pier Paolo Cito); Justin Bieber(AP Photo/The Canadian Press, Frank Gunn)
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Olá nilo geronimo,postou o seguinte comentário no site de Época.
Você postou o seguinte comentário no site de Época.
" Todos sabem que eu mês passado perguntei no Posto ao qual me trato, se "por acaso" havia falta me medicamento ARV. Faltaram em dias aternados quatro fiferente especies de ARV. Estive de volta no fim do mes para saber de regulação dos estoques, fui informado que estava tudo bem. Qual não foi a minha surpresa quendo estive no posto para retirar oa ARV{Biovir+Nevirapina},{Biovir e Efevirens}! O Sr Biovir estava em falta! Previsão de chegada talvez Sexta Feira! Não me deixaram pegar os que haviam pois a direção do Posto não permite: Fui ao direto ele não estava fui a administração e Rodei a baihiana. Fui tambem ao Setor dip e fiZ o mesmo que na administração! Amanhã estarei na Caps 3,3 para registrar o ocorrido. Hoje consegui falar com a Produtora da cidinha no programa Cidinha Livre, ela disse que vai tentar pauta. Aguardemos> P.S. Em tempo esta farra continua desde cinco anos atraz. Consegui que dois pacientes reinvindiquem. Veremos se eles tambem entram no protesto!!! Continua a farra da falta de ARV> A saga! 2.0 Continuando meu relato sobre esse fato postado ontem, quero deixar publicado quais foram minhas providencias. 1- Deixei cópia da postagem de ontem no site do Deputado Otávio leite. 2- liguei para a assessoria do Deuputado Otavio Leite que prometeu encaminha para outros Órgãos pertinentes. 3- deixei copia da postagem no blog da Cidinha livre 3- liguei para 0800 025 5525 e registrei ocorrência contra essa falta, o atendente prometeu enviar um(+1para coleção) ofício para o secretário $ergio Corte$. 4- liguei para O CAP da região (3.3) e registrei Ocorrencia. 5. liguei para um conselheiro municipal se Saúde para registrar B. O. Aguardemos!!! NGB"
Por favor, clique aqui para confirmar seu comentário.
Clique aqui se essa opinião não é sua. Nesse caso, desculpe-nos o transtorno, alguém deve ter usado seu endereço de e-mail indevidamente.
Leia novamente a matéria de ÉPOCA.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A fábrica de remédios anti-HIV bancada pelo Brasil em Moçambique não ficou pronta
Juliano Machado
A última visita de Lula como presidente à África, na semana passada, correu do jeito que ele queria. O destino foi Moçambique, ex-colônia portuguesa na costa leste do continente, onde ele ficou dois dias. Lá, inaugurou uma fábrica de medicamentos ANTIRRETROVIRAIS genéricos para o tratamento do vírus HIV - um projeto de cooperação orçado em US$ 31 milhões e que será financiado quase integralmente pelo Brasil.
Orgulhoso, Lula posou segurando cartelas de comprimidos. O sorriso presidencial só foi possível graças a uma pequena despesa de emergência do governo brasileiro. A única máquina instalada na fábrica (chamada de emblistadeira, usada para moldar e embalar comprimidos) só chegou a Moçambique a tempo de Lula vê-la em funcionamento porque foi emprestada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ou era isso ou Lula encontraria um galpão deserto.
A emblistadeira da Fiocruz desembarcou em Maputo em 27 de outubro - duas semanas antes de Lula -, levada por um Hércules da Força Aérea Brasileira. A explicação oficial para que se despachasse daqui para lá um equipamento "não definitivo" foi que os funcionários moçambicanos poderiam já começar a treinar para a "fase um" da fábrica. A máquina vai apenas fracionar e embalar remédios vindos do Brasil - além dos ANTIRRETROVIRAIS, anti-hipertensivos e analgésicos, entre outros. Será devolvida quando começarem a funcionar as máquinas definitivas.
A proximidade das datas do envio do equipamento e da chegada do presidente não foi coincidência. Entre setembro e outubro, tanto o Itamaraty quanto a Fiocruz, as instituições envolvidas no projeto, tentavam encontrar uma solução para o problema: se os equipamentos da fábrica só deverão chegar a partir de março de 2011, o que Lula poderia inaugurar em novembro de 2010? O projeto da fábrica era antigo e caro ao presidente. Foi formalizado em 2003, durante a primeira visita de Lula a Moçambique.
Cinco anos depois, em sua segunda passagem pelo país, só estava pronto o estudo de viabilidade técnica da Fiocruz. O governo moçambicano recém-indicara o local para instalar a fábrica. Lula se queixou da demora com o presidente de Moçambique, Armando Guebuza: "Entre termos a vontade de fazer e acontecer, está demorando pra caramba".
A Fiocruz se valeu, então, de um mecanismo chamado Regime Especial de Exportação Temporária, que facilita o envio de mercadorias para eventos culturais ou para assistência técnica e humanitária. Em duas semanas, a emblistadeira usada estava pronta para o embarque - evitando a impressão de que nada andou em sete anos.
"A demora existiu por problemas burocráticos no Brasil e pela dificuldade de achar um lugar adequado em Moçambique", diz Hayne Felipe da Silva, diretor de Farmanguinhos, o laboratório da Fiocruz que viabilizou a fábrica. É verdade. Um dos impasses é que a doação de equipamentos não está prevista na legislação brasileira de cooperação internacional. A saída foi Lula enviar um projeto de lei ao Congresso, em que pedia a liberação de R$ 13,6 milhões destinados à compra e doação do maquinário a Moçambique. A autorização só veio em dezembro de 2009. Com isso, não houve tempo hábil para adquirir os equipamentos, todos importados, e enviá-los ainda neste ano. Mesmo que conseguissem, pouco adiantaria, porque a adaptação da fábrica às exigências da Organização Mundial da Saúde deve impedir o início da produção antes de 2012.
Esses percalços não devem obscurecer o lado louvável da iniciativa. Será a primeira fábrica pública de ANTIRRETROVIRAIS da África. O continente abriga quase 70% dos adultos e crianças infectados com o HIV no mundo. Em Moçambique, 12,5% da população (1,5 milhão de pessoas) tem o vírus. Hoje, só 200 mil moçambicanos são tratados com ANTIRRETROVIRAIS. Claro, tudo tem sua contrapartida. Moçambique recebe muito bem os investimentos de empresas brasileiras. A Vale, que vai entrar com cerca de US$ 5 milhões para adaptar a fábrica de remédios, tem um projeto de exploração de carvão no noroeste do país, para o qual se comprometeu a investir US$ 1,5 bilhão. A fábrica contribui para a imagem de Lula e pode reforçar o apoio africano aos pleitos internacionais do Brasil, como um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Uma máquina emprestada e uma inauguração de fachada pareceram um preço pequeno a pagar para o governo.
Fonte:Revista Época
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Para A Primeira President@ do Brasil,com minha desculpas por não ter votado nela.
Opinião
Nara Leão
#Virada45 minha observação aos eleitores:
Escrevi minha oninião tendo em vista as pesquisas de intenção de voto dos sites:
Não considerei as pesquisas dos grupos: Ibope e outras divulgada massacrantemente pela impensa em todos jornais e Revistas por aí.
Tambem levei em consideração pesquisa do GPP que foi "pouco divulgada pelos meios jornalísticos" e encomendada pelo partido do Serra, a qual Dilm@ tentou calar no Tribunal Regional Eleitoral.
Fonte da letra da musica:http://letras.terra.com.br/nara-leao/130956/
Fonte Imagem You Tube>
http://www.ejornais.com.br/jornais_polonia.html
terça-feira, 7 de setembro de 2010
27/08/2010 - 22:09 - Atualizado em 28/08/2010 - 11:09 O melhor umidificador de ar para você, Época On Line
1. Umidificador Arno (R$ 470), o mais tecnológico, tem difusor de perfume 2. Sapo Worker (R$ 130), o campeão dos quartos de criança 3. Da marca italiana De’Longhi, é um dos mais bonitos do mercado (R$ 230)
Se você não comprou um umidificador de ar nos últimos 15 dias, certamente conhece alguém que comprou. As vendas aumentaram em 60% em relação ao ano passado. Os modelos mais populares estão esgotados nas principais redes de varejo do país – inclusive em sites de comércio eletrônico. A causa é óbvia: a queda persistente da umidade do ar que atinge boa parte do país e afeta a saúde de crianças e idosos. Com preços que variam de R$ 130 a R$ 500, os umidificadores emanam aquela coluna de vapor d’agua que eleva a umidade e dá conforto respiratório. Eles funcionam da mesma maneira: quebram a molécula de água por um processo vibratório (ultrassônico) e assim produzem vapor. Os modelos mais simples têm o botão de liga e desliga – e só. Os mais caros permitem controlar a umidade do ambiente em uma tela de cristal líquido. Também têm difusor de perfume e autonomia para até 22 horas sem reposição da água.
O médico Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), diz que medidas caseiras como toalha molhada, balde com água e soro fisiológico no nariz ajudam a evitar o ressecamento das mucosas – e boa parte das doenças respiratórias que vem junto com o clima seco. “Bebês, idosos e alérgicos, porém, sofrem, mesmo com todo esse cuidado”, afirma. Para eles, os umidificadores fazem diferença. A seguir, dicas de como usar e as diferenças entre umidificador, climatizador e ar-condicionado.
| Como e quando usar |
| Os umidificadores podem elevar a umidade do ar em até 40%. Mas podem ser perigosos – ou inúteis – se... |
| ...a capacidade for mal dimensionada. Eles dão conta de ambientes de cerca de 40 m2. Se ligados em um espaço maior, não trarão o efeito desejado. |
| ...o reservatório não for limpo a cada uso. Lave com água e sabão, como se fosse um copo ou um prato. A limpeza evita a proliferação de fungos que podem contaminar o ambiente. |
| ...estiverem muito próximos da criança. Há registros de acidentes graves com umidificadores (que pesam até 2,3 quilos). Os fios não podem ter contato com o berço. |
| ...a saída de vapor estiver voltada para a parede. A umidade excessiva pode molhá-la a ponto de criar bolor. |
| ...forem ligados apenas durante a noite. Sem o sol, o ambiente ganha naturalmente cerca de 20% de umidade. O efeito do umidificador à noite é menor que durante o dia. |
13/08/2010 - 10:38 - Atualizado em 16/08/2010 - 15:07 Ervas medicinais: os conselhos de Drauzio Varella, Epoca On Line
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo
Quantas vezes na vida você ouviu a expressão “se não fizer bem, mal também não faz”? Nós, brasileiros, gostamos de pensar que tudo o que é natural é necessariamente benéfico. Temos medo dos efeitos colaterais dos remédios, mas não nos preocupamos em saber se chazinhos ou cápsulas naturais causam reações indesejáveis. A resposta é sim. A natureza tem venenos poderosos.
No ano passado, escrevi uma coluna sobre os riscos da interação entre ervas muito populares e medicamentos convencionais. Uma lista de várias combinações perigosas você encontra neste link. Volto ao tema hoje com uma ótima novidade. O médico Drauzio Varella estreia no dia 29 mais uma de suas excelentes séries no Fantástico, da TV Globo. Ela vai se chamar É bom pra quê? Em quatro domingos, Drauzio vai apresentar uma ampla investigação sobre ervas e fitoterápicos. A equipe viajou para nove Estados e levantou as evidências científicas relacionadas às ervas mais usadas no Brasil. As revelações vão surpreender muita gente. E, certamente, provocar controvérsia.
Depois desse mergulho no mundo obscuro dos fitoterápicos, Drauzio concluiu que os brasileiros estão sendo enganados. Nesta semana, ele me contou em primeira mão o que descobriu. Com vocês, a visão e os conselhos de Drauzio:
"Antes de oferecer essas ervas aos pacientes, é preciso avaliar a ação delas com rigor científico"
Drauzio Varella – Mais da metade dos medicamentos são derivados dos produtos naturais. A morfina e a aspirina são alguns exemplos. Ervas e chás são usados desde sempre. Galeno desenvolveu no século II uma poção que tinha mais de 70 ervas. Até carne de cobra tinha nessa poção. Era usada tudo o que você pode imaginar. Essa poção foi usada até o século XIX na Europa. Foram acrescentando outras coisas. Chegou a ter mais de cem plantas misturadas. Era uma panaceia. À medida que a química analítica foi se desenvolvendo, especialmente na Alemanha, eles começaram a procurar nessas plantas quais eram os princípios ativos. Da papoula, os alemães isolaram a morfina. De outra planta, isolaram a aspirina. Foi assim que a farmacologia se desenvolveu. Mas a tradição de usar chás sempre existiu. Todos nós temos na família um chá predileto. Uma coisa é dar um chá de camomila para criança. Isso é feito há séculos e a gente sabe que não faz mal nenhum. Ou chá de erva cidreira para acalmar, para dormir etc. Outra coisa é usar chás para tratar de doenças. Essa é uma medicina extremamente popular, mas é um problema.
Drauzio – Que tipo de medicina o governo cria com uma medida como essa? Ele institui duas medicinas: a do rico e a do pobre. As pessoas que têm acesso ao atendimento de saúde vão a médicos e compram remédios em farmácia. O que o governo fez foi criar uma medicina para pobres baseada em plantas que não têm atividade demonstrada cientificamente. Quando dizem que determinada planta tem atividade isso significa que em tubo de ensaio ela demonstrou ter determinada ação. Mas isso não basta. Para ter ação comprovada em seres humanos, falta muita coisa.
Drauzio – Nosso objetivo é mostrar que esses fitoterápicos têm de ser estudados. Têm de ser submetidos ao mesmo escrutínio ao qual os remédios comuns são submetidos. Essas coisas são jogadas para o público sem passar por estudo nenhum. Hoje vemos órgãos públicos distribuindo esses chás e fazendo o que chamam de Farmácias Vivas. Estivemos em várias delas. Em Belém, Imperatriz (no Maranhão) e em Goiânia. Essas Farmácias Vivas não são nada mais do que hortas. As plantas são cultivadas ali e distribuídas para a população sem o menor critério. Muitas vezes são indicadas por pessoas que não entendem nada de medicina. Outras vezes, são prescritas por médicos. Quem não prefere tomar um chá desses em vez de um comprimido ou injeção? Essas Farmácias Vivas estão no país inteiro. São estimuladas pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais.
Drauzio – Eles dizem que os riscos e os benefícios foram avaliados pelo uso tradicional. É para dar risada. A Anvisa dá uma relação dessas plantas e coloca qual é a alegação terapêutica. Apresentar a alegação terapêutica significa afirmar o seguinte “dizem que serve para tal coisa, mas ninguém comprovou”. É uma situação muito séria. Primeiro porque ninguém sabe de que forma essas plantas podem interagir com os remédios que a pessoa está tomando. Ninguém sabe o que pode acontecer. Outro problema grave é que as pessoas abandonam o tratamento convencional e ficam apenas com as ervas.
Drauzio – Acho que esse é o cerne da discussão. É um absurdo dizer “olha, já que vocês não têm acesso à medicina se contentem tomando chazinho”. Isso é enganar a população. É dar a impressão de que as pessoas estão sendo tratadas quando na verdade não estão. Antes de oferecer essas ervas aos pacientes, é preciso avaliar a ação delas com rigor científico. Por
Drauzio – Essa medida está totalmente errada. Isso não deveria ter sido feito de jeito nenhum. O que está por trás disso é uma questão política. Imagine se eu fosse o prefeito de uma pequena cidade do interior. Quanto custa um posto de saúde, médico, enfermagem, paramédicos etc? Custa caro. É muito mais barato fazer uma horta e mandar o médico receitar aquilo. E ainda inauguro o negócio com o nome de Farmácia Viva. Imagine só que nome mais inadequado. Fazer uma coisa dessa não custa quase nada. E os políticos adoram inaugurar essas hortas. Há centenas delas no Brasil.
Drauzio – Descobrimos muitas histórias. Em Belém, estivemos na sede da Embrapa. Encontramos lá um engenheiro agrônomo que dá consultas. Você diz que está tossindo, com febre e ele te dá um xarope de guaco. Isso é feito dentro de um órgão público, oficial. O paciente que vai lá é tratado por um engenheiro agrônomo. Isso é aceito como se fosse uma coisa normal. Há uma ideologia por trás disso. É a ideologia de que as coisas naturais são melhores, de que os remédios fazem mal para a saúde, de que a tradição é melhor que a ciência. É uma coisa do século passado. A população de baixa renda está nas mãos de pessoas como esse engenheiro agrônomo. Ele faz isso de boa fé. Não faz para ganhar dinheiro. Ele acredita no que faz. Mas estamos numa área em que as crenças individuais não têm a menor importância.
Drauzio – Todas as séries que fizemos no Fantástico foram séries que, de um modo geral, agradavam às pessoas. Falar sobre obesidade e hipertensão são coisas úteis. Todo mundo fica de acordo. Essa nova série vai ser diferente. Ela vai me criar problema. Em geral, quem usa esse tipo de medicina (se é que podemos chamar isso de medicina) são pessoas ignorantes, crédulas e que acreditam em qualquer besteira que digam a elas. O que me desconcerta é ver pessoas muito cultas que também usam essas coisas.Tenho amigos que usam. Recomendam suco de berinjela para baixar o colesterol e outras bobagens. Toda hora ouvimos falar isso. Tenho um amigo que é seguramente a pessoa mais culta que eu conheço. Tem uma cultura absurda, mas acredita em todas essas idiotices. Às vezes as pessoas têm uma cultura gigantesca em outras áreas, mas em farmacologia são completamente ignorantes. Tão ignorantes quanto o coitado que não pôde aprender a ler e a escrever e credulamente vai atrás dessas coisas.
Drauzio – Eles são registrados na Anvisa como complemento alimentar. Ou seja: não passam pelo mesmo crivo de um medicamento. Se eu tivesse autoridade para isso, mandaria recolher do mercado todos os fitoterápicos cuja eficácia não tenha sido demonstrada cientificamente.
Drauzio – Não tenho a menor dúvida de que esse tipo de comentário vai surgir. Minha resposta é simples. Não estamos fazendo defesa de nenhum medicamento. Não estamos beneficiando nenhum laboratório. Essa é uma questão filosófica. Enquanto a medicina era baseada em chazinhos, as pessoas viviam apenas 30 ou 40 anos. As pessoas falam tanto da medicina chinesa, não é? Elas justificam a eficácia da medicina chinesa dizendo que é milenar. Mas no início do século XIX os chineses (que contavam com essa medicina há muito tempo) morriam, em média, aos 30 anos. Quem provocou esse salto na qualidade e na duração da vida foi a medicina moderna: as vacinações, os antibióticos, o controle da pressão arterial, do diabetes etc. Na verdade, esse é um argumento ideológico recorrente. Dizem que é preciso dar chazinhos porque as multinacionais fazem remédios caros, que envenenam as pessoas etc. Criam uma teoria da conspiração. Todo mundo sabe que teoria da conspiração é uma coisa que pega.
Drauzio – Há alguns anos fizemos uma série no Fantástico sobre gravidez. Era um pré-natal pela televisão. Tínhamos cinco pacientes de perfis diferentes. Duas das cinco nulheres foram para cesariana (uma hipertensa e uma paciente de 43 anos com pré-eclâmpsia). Se eu estivesse no lugar da obstetra provavelmente eu também teria feito cesariana naquela paciente. Apareceu uma associação de parto normal dizendo que eu estava em conluio com a TV Globo e as grandes maternidades para induzir as mulheres a fazer cesariana. Foi uma coisa louca. Imagine o que pode acontecer agora, com esse assunto das ervas que é muito mais popular e atinge muito mais gente.
Drauzio – A resposta certa é: eu não sei. Não sabemos se existem interações. Documentar interação entre medicamentos tradicionais (com dose fixa e tudo) já é difícil. Imagine um chá desses que tem dezenas ou centenas de substâncias. Como você pode garantir que não existe nenhum antagonismo? Esse é o primeiro ponto. Digo para os pacientes não perderem tempo com essas coisas. O segundo ponto é que a medicina não pode ser feita com drogas que temos que provar que fazem mal. Temos provar que fazem bem. Se não isso não tem fim. Não chegamos a lugar nenhum. É errado dizer que o fitoterápico, pelo menos, vai fazer bem psicologicamente, que vai produzir um efeito placebo etc. Isso é enganar as pessoas. É o mesmo que dizer: vou te dar uma coisa que não serve para nada, mas como você é boba vai achar que serve e vai ficar feliz.
Drauzio – Fiquei surpreso ao ver que o uso das ervas é feito sem nenhum controle e ainda é referendado por órgãos públicos, ligados ao Ministério da Saúde ou à Embrapa. Fiquei ainda mais surpreso com o discurso que existe por trás dessas coisas. Dizem que o uso das ervas tem fundamento científico. O fundamento científico é nenhum. Muitas vezes esse fundamento científico é uma tese de mestrado que alguém fez na faculdade de farmácia e que demonstrou que em determinada cultura de células ou em determinado animal uma fração daquele extrato tem alguma ação. Isso é apresentado como prova inequívoca da eficácia do extrato ou do chá. É um absurdo.
Drauzio – Essa é a parte mais triste. Muitas pessoas param de se tratar porque acreditam nessas coisas. Encontrei uma senhora em Goiânia que descobriu um tumor de mama quando ele tinha 1,5 cm. Ficou tomando chás e fazendo tratamento com argila e quando foi operada o tumor já tinha dez centímetros. E ainda disseram para ela: “ainda bem que a senhora tomou as ervas, isso fez o tumor crescer devagar. Se não tivesse tomado, o tumor teria crescido mais depressa”.
Drauzio – A verdade é que, de uma forma geral, esse pessoal tem um atendimento muito precário no SUS. O médico nem olha na cara do paciente, dá a receita e manda-o embora. Nos lugares que oferecem tratamentos alternativos o acolhimento é outro. Muitas vezes quem receita as ervas são freiras em paróquias espalhadas pelo Brasil. Quem atende esses pacientes conversa, passa mais tempo com o doente. Esse lado acolhedor é o que mais atrai as pessoas. O doente vai ao médico e ele nem olha na cara. O outro, conversa.
Drauzio – Dá uma explicação estapafúrdia, mas aquilo adquire uma lógica para quem sofre. Em alguns lugares do SUS que tratam com fitoterápicos, a consulta dura 40 minutos. É um grande diferencial. É algo muito atrativo. Mas é um mundo totalmente absurdo. A preparação dos chás é muito variável. Por quanto tempo as folhas foram fervidas? O chá ficou na geladeira? Isso tudo altera a concentração da substância presente ali. Na Farmácia Viva lá de Belém tem uma plantinha chamada insulina. Usam para diabetes. Chega lá a pobre ignorante e dizem para ela não tomar a insulina que o médico receitou. Mandam tomar a plantinha.Tem outra plantinha chamada Novalgina.
Drauzio – Na série, vamos mostrar qual é o processo certo para se chegar a isso. Visitamos um centro de pesquisa muito bem equipado na Universidade Federal do Ceará e também fomos a Porto Alegre. Contamos ainda como anda o projeto que desenvolvemos na Amazônia há 15 anos. É preciso coletar a planta, moê-la, preparar o extrato, testá-lo em tubo de ensaio. No nosso projeto no Rio Negro conseguimos 2,2 mil extratos. Metade foi testada contra células malignas. Cento e noventa demonstrou alguma atividade. Vinte apresentou bastante atividade. Separamos oito extratos para estudar profundamente. É um processo muito lento. O extrato é um chá. É preciso fazer exames de cromatografia e ressonância magnética para separar as frações. É o que estamos fazendo agora.
Drauzio – Aí temos que testar cada fração para ver qual delas é a responsável pela atividade. Essa fração é que vai em frente. Vai ser testada em animais, depois em humanos etc. É tudo muito complexo. Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. As autoridades não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre baseada em tratamentos baratinhos e sem ação. Vamos tentar mostrar como funciona o método científico. Como se prova que uma coisa é boa para a saúde ou não. Não podemos aceitar que as pessoas continuem sendo enganadas.
E você? Usa ervas e fitoterápicos? Concorda com Drauzio? Discorda? Queremos ouvir a sua experiência e a sua opinião.
O trabalho de Drauzio Varella também já foi mostrado no cinema. Na foto, cena de Histórias do Rio Negro, de Luciano Cury (2007)
(Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras)
- Contra-Informação ou Notícias por encomenda
Depois de ler o Artigo de Cristiane Segatto "Plantas que curam e que matam"...não me restam mais dúvidas sobre a sua postura de Contra-Informação por encomenda...Uma autêntica nódoa para intoxicar as mentes humildes do Povo simples e afastado do acesso à Informação. Não chegariam todos os números da revista Época para descrever os Medicamentos que além de não curarem...têm sido os responsáveis pela morte (...iaterogénica...(?))..de milhões de Pessoas no Mundo... São opções "profissionais"...De repente aquele rosto outrora lindo e cheio de um olhar de Esperança...se tornou agora Feio...e em mais um símbolo do Charlatanismo Médico...e da sua Máfia... Felizmente para nós...essas ideias não vão ter eco no novo Brasil que renasce...Nas próximas eleições, muitos desses "profissionais" vão ter a derrota que merecem... juntamente com a Globo...A Veja...o Estadão e agora a "jornalista Cristiane da Época... É verdade...Sabiam que a História também tem lixo?...E no lixo também cabem revistas e jornais... Com a Natureza como Aliada....a Medicina Natural...é inquestionável e a Saúde...invencível... Um abraço Oceano Nota: no caso de ser censurada... esta crítica...posso informar que está garantida a sua publicação mais desenvolvida...
- Protesto.
A reprovação tem sido escancarada. Não encontramos nossos textos-comentarios alocados aqui. Alguém não gostou? Gaste e compre. Desembolso continuamente dinheiro ganho com o suor para saber quem matou Levinio, quem matou Edila. Quem mais na região praticou crimes e não está no xilindró. Desagradam os altos escalões? Não é problema meu. Faço e sempre fiz trabalho serio. Acham-me louco? Continuem. Autoridade protegidas não gostam? Saiam do cargo. Já passou da hora. Os EEUU não me acha quando financia a pesquisa sobre crimes da região. Quer que eu faça o trabalho de Guimarães Rosa? Impossível. Não tenho sua capacidade. Não trabalho na surdina. No texto menciono ervas que nos deixaram prostrados. Aliás sou sempre acusado de desvio da demanda. Quem não gosta estude mais as provas.
- E antes que alguém resolva também crucificar novamente a Auto-hemoterapia
E antes que alguém resolva crucificar também a auto-hemoterapia, vale lembrar que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL publicou 3 artigos sobre a terapia em seu portal. Senador Suplicy apoiou Dr. Luiz Moura junto ao CFM. Também apoiaram o Dr Moura: a escritora Maria Adelaide Amaral, o amigo Dr. Vicente Licona (México), a consultora de pesquisa médica Tanya Bernard (USA) e milhões de brasileiros. Dr. Luiz Moura que cujas palavras da entrevista sobre a AHT que estão DVD produzido pelo Luiz Fernando e Ana Martinez, cujas palavras cumprem-se fielmente a cada novo testemunho de pessoas que somente encontraram na AHT o alivio e cura para suas doenças. http://pdfcast.org/pdf/autohemoterapia-tanya-bernard-apoia-dr-luiz-moura E para informar: O Dr. Luiz Moura foi absolvido no CFM, mas a liberação da AHT ainda não aconteceu, por enquanto! O Dr. Luiz Moura foi absolvido das acusações relacionadas com a divulgação da auto-hemoterapia, encerrando-se os dois processos que foram a julgamento em 13.08.2010 no Conselho Federal de Medicina. As informações são de que houve absolvição e o Conselho não mudou a posição quanto à liberação da AHT. Nesse ponto, foi uma vitória imensa, por um lado. Pelo outro, a luta continua, certamente com novos momentos em busca da vitória final. Apostemos em aliados como o Senador Suplicy e muitos outros. ( por Walter Medeiros). Walter Medeiros: artigo no STF: PELO FIM DE UMA AGRESSÃO Á ARTE DE CURAR.
sábado, 31 de julho de 2010
O design gráfico de Época – Ed. 631 seg , 21/6/2010 Equipe Faz Caber Fotografia, Geral, Ilustração, Infografia, design gráfico
O design gráfico de Época – Ed. 631
Boa notícia: o brasileiro está comendo mais. Má notícia: está comendo mal… e bebendo mais álcool. Para piorar não gosta muito de fazer exercícios. Esse é o resultado de uma pesquisa exclusiva que publicamos como matéria de capa da edição desta semana. Para a parte gráfica nosso designer Daniel optou por uma linguagem bem limpa e minimalista, que valorizasse (é claro) os números da pesquisa bem expressados em infográficos claros e objetivos, espalhados ao longo das páginas. Na abertura foi usada uma ilustração conceitual, que inclusive chegou a ser cogitada como capa. Como essa reportagem faz parte da série Época Debate, que propõe discutir soluções para os problemas que nosso país vai enfrentar nos próximos anos, ela recebeu o selo da iniciativa em todas as páginas.
A saúde dos brasileiros piorou
Design: Daniel Pastori
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Não espere mais! Aprenda a falar Inglês COM A REVISTA ÉPOCA.
Ao assinar cite que viu o anuncio no blog ATIVISMOCONTRAAIDSTB.BLOGSPOT.COM