Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Fórum de Parceria Global Fund do Global (traduzida)

 



GAPA/SC - GRUPO DE APOIO À PREVENÇÃO DA AIDS
RUA: FELIPE SCHMIDT Nº 882 - FLORIANÓPOLIS/SC
CEP: 88010-002
FONE: (48) 3222-1510 -
GAPA FAZ PARTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE,
CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE E
CONSELHO DO DIREITO DE PESSOA COM DEFICIENCIA
Acesse o Blog do GAPA:http://gapasc.blog.terra.com.br


Subject: [gapas-rede] : NOTICIAS AIDS -

  SOCIALIZANDO




Tradução

Trabalhar em conjunto para mudar o futuro: Forum de Parceria
Na terça-feira 28 de junho de 2011 na cidade de San Pablo, Brasil, começou o Fórum de Parceria do Fundo Global para Aids, Tuberculose e Malária. O Fórum é um mecanismo de consulta global multi-stakeholder, como parte da arquitetura de governança do Fundo, se reúne a cada dois anos e alimenta a direção estratégica e outros temas relevantes.
Por: Javier Hourcade Bellocq
Chave: Fórum de Parceria Global Fund do Global
Na terça-feira 28 de junho de 2011 na cidade de San Pablo, Brasil, começou o Fórum de Parceria do Fundo Global para Aids, Tuberculose e Malária. O Fórum é um mecanismo de consulta global multi-stakeholder, como parte da arquitetura de governança do Fundo, se reúne a cada dois anos e alimenta a direção estratégica e outros temas relevantes.
[IMG-20110629-00007] Com mais de 300 participantes de 100 países durante estes dias irá discutir o futuro do Fundo Global, desde como fazer melhor uso do dinheiro e mobilizar recursos para a inclusão da abordagem dos direitos humanos.
O evento começou com pouca presença do governo no país de acolhimento. Na plenária de abertura Michel Kazatchkine, director do Fundo Global, referido como o Fórum de Parceria "Parlamento" do Fundo Global, enviando um sinal claro sobre a importância deste espaço é orientar o futuro do mecanismo.
Martin Dinham, presidente do Conselho de Administração, pediu aos participantes para ser criativo e ambicioso nos próximos três dias, para o longo prazo. Jair Brandão, representante da sociedade civil no Brasil, disse na abertura: "Os governos devem continuar a apoiar a sociedade civil e este apoio deveria ser mais eficaz. Devemos ser claro que a crise financeira, que também afeta o Fundo Global, vem num momento em que estávamos fazendo a curva epidêmica e temos novas tecnologias para o tratamento. O Fundo Global tem feito progressos, mas os financistas não a acompanham. "
Brandão acrescentou: "Nós todos acreditamos que cooperação Sul-Sul é muito importante, mas não substitui os compromissos dos países, desenvolvidos ou em desenvolvimento. . Nós não podemos voltar "Nesse sentido, Kazatchkine observou:" Dez anos atrás quase não havia pessoas em terapia anti-retroviral, agora temos mais de 6,5 milhões ".
Assim foi inaugurado o Fórum de Parceria, esperando a presença do Ministro da Saúde do Brasil. Então ele foi para o coração da reunião em que os participantes, divididos em 5 grupos, irão desenvolver recomendações em cinco áreas descritas a seguir:
• Reforçar o impacto: os investimentos no uso das três doenças no para alcançar saúde mais abrangente • Implementar uma abordagem de direitos humanos • Use o dinheiro sabiamente (ou fundo que deve ser financiada) • Reforçar a governação ea supervisão • Implementar um melhor impacto
Em particular, eu estarei compartilhando discussões de direitos humanos em entregas futuras.
[IMG-20110629-00005] O momento mais difícil e emocional da inauguração foi a apresentação de uma vida jovem mãe com HIV, que contou sua história para o presente. Pessoalmente, penso que era excessivo e que incluiu a exibição de seu filho. É sempre bom para "colocar a cara e alma" de epidemias, mas acho que este tipo de testemunho poderia sair pela culatra termina.
Jair, um ativista que vivem com HIV no Brasil experimentou desde um discurso político muito forte, cerca de trinta anos para a epidemia de Aids parece-me que esta é a profundidade da linha. Devemos permanecer firmes, claras e dar uma batalha complexa, e, portanto, gostaria de fechar com as suas palavras: "Antes nos escondíamos para morrer e agora aparecem para viver."
Você pode acompanhar a cobertura do evento através do nosso enCorresponsalVIH conta no Twitter ou por hashtag # pf2011.
"... Armadas dos EUA andarei vestido e armas para voss Meus Pés com nao tendão Mão Inimigos me mim, tendão Mãos nao me peguem, nao e tendão Olhos Nem los enxerguem me possam ter Pensamento para fazerem-me mal ..."



 


JUN29

Trabajando juntos para cambiar el futuro: Foro de Asociación

El martes 28 de junio de 2011 en la Ciudad de San Pablo, Brasil, dio comienzo el Foro de Asociación del Fondo Mundial para el SIDA, la Tuberculosis y la Malaria. El Foro es un mecanismo de consulta multisectorial mundial que forma parte de la arquitectura de gobierno del Fondo, se reúne cada dos años y retroalimenta la orientación estratégica y otros temas relevantes.
Por: Javier Hourcade Bellocq
Tamaño texto: A+ A-
   
El martes 28 de junio de 2011 en la Ciudad de San Pablo, Brasil, dio comienzo el Foro de Asociación del Fondo Mundial para el SIDA, la Tuberculosis y la Malaria. El Foro es un mecanismo de consulta multisectorial mundial que forma parte de la arquitectura de gobierno del Fondo, se reúne cada dos años y retroalimenta la orientación estratégica y otros temas relevantes.
Con más de 300 participantes de 100 países durante estos días se discutirá el futuro del Fondo Mundial, desde cómo hacer un mejor uso del dinero y movilizar recursos hasta la inclusión del enfoque de derechos humanos.
El evento dio comienzo con poca presencia gubernamental del país anfitrión. En la plenaria de apertura Michel Kazatchkine, director del Fondo Mundial, se refirió al Foro de Asociación como el “Parlamento” del Fondo Mundial, enviando una clara señal sobre la importancia que este espacio tiene para orientar el futuro del mecanismo.
Martin Dinham, Presidente de la Junta de Gobierno, pidió a los participantes que sean creativos y ambiciosos en los próximos tres días, pensando en el largo plazo. Jair Brandao, representante de la sociedad civil de Brasil, dijo en la apertura: “Los gobiernos deben continuar apoyando a la sociedad civil y este apoyo debe ser más efectivo. Debemos tener claro que la crisis financiera, que también afecta al Fondo Mundial, llega en el momento en que estábamos logrando curvar la epidemia y que tenemos nuevas tecnologías para el tratamiento. El Fondo Mundial ha avanzado pero los financiadores no están acompañando esto”.
Brandao agregó: “Todos creemos que la cooperación sur-sur es muy importante pero esto no reemplaza los compromisos de los países, sean estos desarrollados o en vías de desarrollo. No podemos ir para atrás.” En este sentido, Kazatchkine refirió: “Hace diez años no había casi personas en tratamiento antirretroviral; hoy tenemos más de 6,5 millones.”
Así quedó inaugurado el Foro de Asociación, esperando por la presencia del Ministro de Salud del Brasil. Luego se pasó al corazón de la reunión en la que los participantes, divididos en 5 grupos, desarrollarán recomendaciones en cinco temas que describimos a continuación:
• Potenciar el impacto: utilizar las inversiones en las tres enfermedades para lograr resultados más amplios en salud
• Implementar un enfoque de derechos humanos
• Usar el dinero en forma inteligente (o financiar lo que se debe financiar)
• Fortalecer la gobernabilidad y la supervisión
• Implementar para lograr un mejor impacto
Particularmente, estaré compartiendo las discusiones sobre derechos humanos en próximas entregas.
El momento más difícil y emotivo de la inauguración fue la presentación de una joven madre viviendo con VIH que contó su historia a los presentes. Personalmente considero que fue un exceso ya que incluyó la exhibición de su hijo. Siempre es bueno “ponerle la cara y el alma” a las epidemias, pero creo que este tipo de testimonios extremos podría ser contraproducente.
Jair, un experimentado activista brasilero que vive con VIH aportó un discurso político y poderoso, y a treinta años del inicio de la epidemia del SIDA me parece que esta es la línea a profundizar. Hay que plantarse fuertes, claros y dar una compleja batalla, y por ello quisiera cerrar con sus palabras: “Antes nos escondíamos para morir y ahora nos mostramos para vivir”.
Puedes seguir la cobertura del evento a través de nuestra cuenta de Twitter enCorresponsalVIH o mediante el hashtag #pf2011.

"...EU andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem em pensamentos possam ter para me fazerem mal..." 

Jair Brandão
GESTOS
PFT RNP+/REDLA+ Brasil
CAPDA/RNP+ Brasil 
(81)8828-2656 Skype: jair.brandao.filho




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HELENA   DO GAPA
 todo  dia  é dia de prevençao




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HELENA   DO GAPA
 todo  dia  é dia de prevençao

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Momento político favorável ao combate da Tuberculose no Brasil




Momento político favorável ao  combate à Tuberculose no Brasil
Projeto Fundo Global TB - Brasil
17.05.2011

Há um consenso entre todos os setores e atores relacionados à tuberculose de que deve-se reduzir a miséria para controlar a doença. E, para alguns deles, o momento político é favorável. Ao estabelecer como prioridade de governo a erradicação da miséria, a presidenta Dilma Roussef comprometeu-se também com o controle da tuberculose justamente por tratar-se de uma doença diretamente relacionada à desigualdade social. No Conselho Nacional de Saúde (CNS), foram aprovadas duas resoluções relacionadas à doença: uma que insere a doença na agenda política e outra que recomenda a garantia de benefícios sociais aos pacientes. No legislativo, a Parceria Brasileira contra a Tuberculose (Stop TB – Brasil) dá início à articulação política com parlamentares para inserir a doença na pauta do Congresso Nacional.

A primeira resolução do CNS (*) aprovada por unanimidade no dia 17 de março insere a temática da tuberculose na agenda prioritária dos Conselhos de Políticas Publicas e das Frentes Parlamentares, incluindo HIV e Aids, no âmbito municipal, estadual e nacional. A segunda recomenda ao Ministério da Saúde a articulação com as demais áreas do governo federal, contando com a participação e apoio dos movimentos sociais, do Congresso Nacional e das instituições intra e intersetoriais a criação e manutenção de benefícios sociais para pessoas com tuberculose, de modo a ampliar a adesão ao tratamento e a diminuir as taxas de abandono.
 (*) 2- http://www.fundoglobaltb.org.br/site/noticias/mostraNoticia.php?Section=5&id_content=1423

representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil na área da tuberculose, Alfonso Tenorio, a conquista vai além da oferta de benefícios sociais aos pacientes. “A nova resolução, essa linha inserida no CNS, é o reconhecimento de que esta é uma doença que acomete mais aos mais pobres e, portanto, o seu reconhecimento enquanto um grave problema social”, resumiu.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, o momento é oportuno porque o panorama da tuberculose só irá melhorar quando e somente se os fatores condicionantes para a boa saúde da população forem estruturados e garantidos a todos. “Temos respaldo político e devemos aproveitar o momento”, afirma.
No Congresso Nacional, integrantes da Parceria começam a prospectar possíveis parceiros e a articular a elaboração de projetos de lei ou propostas de emenda constitucional que, em nível federal, ajudem a promover avanços no controle da tuberculose. Para essa articulação, há três caminhos: a criação de uma frente parlamentar específica da TB; a articulação com a Frente Parlamentar da Saúde; e a articulação junto à frente Parlamentar HIV/Aids para integração das agendas. Questões pragmáticas definirão qual será a melhor alternativa, mas somente depois de iniciada a prospecção junto aos parlamentares.
A Frente Parlamentar de Saúde cuida de questões macro e que envolvem grandes forças políticas e econômicas ligadas à questões macro, como as hospitalares, laboratoriais e de medicamentos, entre outras, o que inviabilizaria a devida abordagem da tuberculose. No caso da Frente HIV/Aids, a restrição seria a diferença de agendas, exceto no que se refere à co-infecção. Além disso, por tratar-se de um Frente já muito atuante, há o risco de que a agenda da Aids sobreponha à da tuberculose. “É possível ainda que determinada frente seja liderada, por exemplo, por membro da oposição ou de partido menor, o chamado baixo clero, o que restringiria ou diminuiria a possibilidade de aprovação dos projetos e propostas de interesse da tuberculose”, acrescenta o coordenador do PNCT, Draurio Barreira.

Segundo ele, a princípio, a melhor alternativa seria a criação de uma nova frente parlamentar específica, o que exigirá um esforço, dedicação e comprometimento ainda maior de todos os parceiros. Mas a representante do GAPA-RS e Conselheira Estadual de Saúde, a gaúcha Sandra Perin, discorda: “Quando incentivamos a criação da Frente Parlamentar no estado do RS e no município de Porto Alegre, já o fizemos junto com TB com o intuito de que as lutas fossem uníssonas e acredito termos acertados. Não temos porque temer perdermos espaços, pois estas frentes juntas podem ser potencializadas, são duas patologias com afinidades e é o que o SUS preconiza”.

Caberá à comissão instituída durante a última reunião da Parceria Brasileira contra a Tuberculose (Stop TB – Brasil), realizada no dia 28, elaborar uma pauta inicial de propostas que ajudará a pautar os parlamentares e, só então, dar início à prospecção de potenciais parceiros políticos. Participam da comissão:
 Patrícia Werlang (PNCT), Carlos Basília (Observatório Tuberculose Brasil/Fórum ONGs Tuberculose-RJ),
 Rodrigo Pinheiro (Fórum ONGAids/SP),  Márcia Leão (Federação de Bandeirantes do Brasil)
 Nadja Faraone  (Rede TB/ SP) e Roselma da Cruz (Fórum Baiano de TB).
O grupo contará com o apoio do grupo técnico do Ministério da Saúde que elaborou as propostas para inclusão da tuberculose no Plano Nacional de Erradicação da Pobreza Extrema.

O pneumologista Alexandre Milagres, da Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), alerta que é essencial a atuação também nas assembléias estaduais e câmaras municipais. Exemplo disso é a atuação das frentes parlamentares contra o tabaco no Rio e São Paulo, que viabilizaram restrições locais, mas que deram força e complementaram a legislação federal que, nesse sentido, ainda é considerada muito branda. No caso da tuberculose, dois estados, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, já possuem uma Frente Parlamentar de Tuberculose e HIV.
O presidente da Frente Parlamentar de Luta contra a Tuberculose e o HIV/Aids na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), Gilberto Palmares (PT), defende que o poder legislativo fluminense também contribua para melhorar a vida desses pacientes no estado. “Vamos apresentar um projeto de lei para prover os portadores da tuberculose de benefícios sociais para que possam controlar melhor a doença”, afirma.” Segundo ele, a tuberculose precisa ser tratada de forma articulada com a Secretaria de Assistência Social e o programa de erradicação da pobreza, já que a doença está totalmente ligada às camadas mais pobres da população.
No caso do Plano Nacional de Erradicação da Pobreza Extrema, que encontra-se em fase de estruturação sob a coordenação do Ministério do Planejamento, o Ministério da Saúde informa que tem trabalhado numa proposta conjunta que abrangerá diversas áreas, não só a tuberculose. O conteúdo será divulgado tão logo estejam definidas quais propostas serão de fato incorporadas ao Plano.
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Carlos Basilia
Fórum ONGsTuberculose - RJ
Observatório Tuberculose Brasil
Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social - IBISS

quarta-feira, 26 de maio de 2010

24.05.2010 Falta de informação ainda é o maior desafio Projeto Fundo Global TB - Brasil

Prezad@s,

Segue divulgação dos resultados da pesquisa quantitativa de opinião pública realizada pelo Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil, em conjunto com o Núcleo de Pesquisas da Universidade Federal Fluminense (DataUFF.

Comentário:

Os dados da pesquisa confirmam o que em tese já se sabia, que a a falta de informação é ainda um dos principais desafios enfrentados para o controle da tuberculose e que o baixo nível de informação e os diversos mitos sobre a doença no imaginário da população geram um forte estigma e reforçam atitudes de discriminação e a segregação dos pacientes.

Os dados também sugerem que conhecer alguém que teve ou tem tuberculose é mais freqüente na população em posição socioeconômica mais desfavorável e de maior vulnerabilidade social, o que ratifica a necessidade de uma ampla intervenção junto aos determinantes sociais e econômicos relacionados às doenças identificadas com a pobreza como a tuberculose e um reforço no orçamento da saúde, já que "O nosso gasto público é muito baixo para uma cobertura universal e integral", diz o especialista do IPEA, Sérgio Piola

Leia: os indicadores de saúde seguem descolados do volume de gastos do orçamento público.

http://clippingmp. planejamento. gov.br/cadastros /noticias/ 2010/5/4/ para-ipea- gasto-publico- e-insuficiente/ ?searchterm

=

Em uma possível segunda fase da pesquisa , também se deveria avaliar o conhecimento dos profissionais da saúde; já que uma pesquisa aplicada pelo Conselho Federal de Medicina, apresentada no Programa Fantástico/Rede Globo de Televisão, constatou que 70% dos médicos entrevistados do setor público e privado não foram capazes de citar três sintomas associados à manifestação clinica da tuberculose. Fato que nos faz pensar qual é o papel das Universidades e órgãos formadores em geral no processo de formação de Recursos Humanos para a saúde e na necessidade de adequar a formação profissional a humanização do SUS.

Carlos Basilia

Observatório Tuberculose Brasil

observatoriotb@ yahoo.com. br

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24.05.2010
Falta de informação ainda é o maior desafio
Projeto Fundo Global TB - Brasil

Pesquisa inédita avalia conhecimento da população sobre a tuberculose

Uma pesquisa quantitativa de opinião pública realizada pelo Núcleo de Pesquisas da Universidade Federal Fluminense (DataUFF) demonstra que 51% da população afirma ter conhecimento sobre os diferentes aspectos da tuberculose. Apesar disso e de ser uma doença antiga considerada emergência global pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1993, a falta de informação é ainda um dos principais desafios enfrentados para o seu controle. Hoje, o Brasil é o 18º país com maior número de casos de tuberculose no mundo: 80.000 novos casos por ano.

O estudo inédito foi encomendado e coordenado pelo Projeto Fundo Global TB – Brasil, administrado pela Fiotec/Fiocruz, para contribuir com o avanço das políticas públicas de saúde voltadas para o controle da tuberculose. Segundo coordenadora do projeto, Cristina Boaretto, a motivação foi identificar e avaliar o nível de conhecimento da população brasileira sobre a tuberculose para subsidiar, com respaldo empírico, a discussão e o desenvolvimento de estratégias mais efetivas que promovam avanços no controle da doença.

A coleta de dados foi realizada entre os dias 18 de janeiro e 11 de fevereiro deste ano, com 3.369 brasileiros maiores de 16 anos residentes em 53 municípios brasileiros, de pequeno, médio e grande porte, incluindo as 26 capitais e o Distrito Federal. O trabalho envolveu cerca de 150 profissionais coordenados pelo DataUFF em todo o território nacional.

Conhecimento sobre tuberculose

Foram abordados diferentes aspectos da doença: prevenção, sintomas, formas de transmissão, tratamento, cura, preconceito e estigma. Apesar do elevado percentual dos entrevistados declararem não saber nada sobre a doença (49,0%), os dados permitem afirmar que o brasileiro, quando questionado diretamente sobre características da doença, tem noção que a tuberculose é uma doença transmissível e pode ser prevenida, que toda a população é suscetível, e que tem tratamento e cura.

Entre os entrevistados, 81,3 % informaram que a tuberculose é transmissível, por meio da tosse (37,4%) e 71,8% disseram que conhecem os sintomas da doença. Ao serem perguntados espontaneamente quais seriam os sintomas (média de duas respostas por pessoa), 87,1% responderam “tosse”, 44,2% responderam “febre”, 34,1% responderam “escarro com sangue”.
A pesquisa mostrou também que 34,0% dos entrevistados conhecem alguém que teve ou tem tuberculose. Esse grupo é composto por 67,3% de pessoas com idade entre 25 e 59 anos; 75,4% têm até o 1º grau completo e 68,8% têm renda familiar de até quatro salários mínimos.

Para a coordenadora adjunta da pesquisa pelo DataUFF, Salete Da Dalt, os dados sugerem que conhecer alguém que teve ou tem tuberculose é mais freqüente na população em posição socioeconômica mais desfavorável, de maior vulnerabilidade social.

Ainda de acordo com as respostas deste grupo, a proporção de pessoas que concluiu o tratamento é de 81,3%. O tratamento foi interrompido por 18,7% das pessoas conhecidas, sendo que 40,4% das interrupções foram atribuídas à morte dos doentes. Responderam que a tuberculose tem cura 87,9% dos entrevistados deste grupo.

Estigma e preconceito

O desconhecimento sobre a tuberculose propicia atitudes preconceituosas que terminam por discriminar e isolar as pessoas com a doença. Os doentes estigmatizados retardam, muitas vezes, a busca por atendimento, a realização de exames diagnósticos e têm dificuldades de adesão ao tratamento. São fatores que interferem na cura do doente.

A pesquisa confirma a carga de preconceito e estigma que ainda envolve o imaginário popular em relação à doença; 56,4% das respostas propõem o isolamento das pessoas doentes, quer por seu isolamento físico quer evitando compartilhar objetos de uso comum.

Quando perguntados sobre o que é necessário fazer para que uma pessoa com tuberculose não transmita a doença, os resultados reforçam que ainda há muito estigma como pode ser observado na tabela abaixo. Cada pessoa forneceu, em média, 2 respostas. Considerando o total de respostas (7.426), os maiores percentuais estão concentrados em “evitar o uso de objetos utilizados pela pessoa doente” e “e evitar contato físico com a pessoa doente”, 17,2% e 11,7% das respostas respectivamente.

Mesmo no grupo dos 34,0% de entrevistados que conhecem alguém que teve ou tem tuberculose, que em tese tiveram maior oportunidade de conhecer a doença, o preconceito também pode ser demonstrado. Na tabela abaixo podemos observar que a reação das pessoas em relação a quem teve tuberculose denota o estigma. Embora 27,2% dos entrevistados tenham respondido que nada mudou em relação às atitudes com a pessoa com o diagnóstico de tuberculose, a proporção daqueles que se afastaram e evitaram qualquer contato (29,9%) foi grande, aumentando quando somado com aqueles que dizem que separaram os utensílios utilizados pelo doente para fazer refeições (34,3%).

Vacina
A pesquisa também abordou outros indicadores de conhecimento relacionados à doença, como a vacina BCG. Apenas 47,1% dos entrevistados responderam que existe vacina contra a tuberculose.


Quando questionados sobre a finalidade da vacina, as respostas reforçam o desconhecimento ou a falta de informação sobre este tema. Apenas 3,2% indicaram a função de proteção contra as formas graves da doença.

Diagnóstico
O serviço público foi a opção de escolha de encaminhamento (79,7%) para o atendimento de uma pessoa com suspeita de tuberculose.

Poucos entrevistados relatam conhecer os exames feitos para o diagnóstico da tuberculose: apenas 36,6% disseram saber quais são estes. Por outro lado, dentre os que afirmaram conhecer os exames, boa parte realmente sabe que a tuberculose é uma doença que atinge o pulmão. A radiografia do pulmão foi muito mencionada, assim como o exame de escarro, embora em proporção muito menor.

Tratamento
É bastante alto o percentual de pessoas que afirmaram não conhecer a forma de tratamento contra a tuberculose (74,5%) e 52,6% consideram que para fazer o tratamento é necessário internar o doente.

O estigma da tuberculose e a preocupação dos entrevistados em isolar o doente mais uma vez aparecem nas respostas que indicam a necessidade de internação para tratamento da doença.


Quando perguntadas sobre a duração do tratamento, 42,0 % sabiam que dura 6 meses; no entanto 29,9% desconhecem a sua duração.

Com relação ao tempo de tratamento necessário para diminuir o risco de transmissão da doença, 40,4% não sabiam responder. Apenas 2,7% informaram corretamente o tempo de 15 dias.

Relação com o SUS

A grande maioria dos entrevistados procura os postos de saúde (72,9%) e hospitais públicos (55,1%) quando tem problemas de saúde. A proporção de utilização dos serviços públicos pode também ser inferida dos 83,7% de respostas daqueles que não utilizam hospitais ou clínicas particulares.

Para o coordenadora do Projeto Fundo Global, Cristina Boaretto, esta é outra informação relevante para o planejamento de ações e estratégias na área: deve-se levar em consideração que a maior parte da população busca atendimento nos serviços públicos de saúde. “Precisamos incrementar as ações que envolvam toda a atenção básica, que é a porta de entrada ao SUS. É fundamental envolver e capacitar as equipes que atuam tanto nos postos de saúde quanto no Programa Saúde da Família para ampliar o tratamento supervisionado (estratégia DOTS – Directly Observed Treatment Shor-course) e difundir informação que promova o controle social da tuberculose”, sugere.

O gráfico abaixo apresenta a distribuição das pessoas que afirmam utilizar os postos de saúde segundo a sua escolaridade. A proporção de pessoas usuárias com baixa escolaridade é grande: 80,7% s tem escolaridade até primeiro grau completo.

Entre os entrevistados, 41,6% consideram os serviços de saúde pública utilizados como ótimos ou bons e 23,7% como ruins ou péssimos. O percentual é expressivo uma vez que para uma grande maioria são esses os serviços utilizados, referência para resolução dos problemas de saúde.

Foi possível verificar que 59,0% dos entrevistados procuraram atendimento nos últimos seis meses anteriores a realização da pesquisa e 90,3% nos últimos dois anos, ou seja, o percentual de pessoas que demandaram os serviços de saúde é alto.
Na última vez que procuraram os serviços de saúde, 61,2% procurou um posto de saúde e 32,9% procuraram um hospital público.

Perfil socioeconômico dos entrevistados
A pesquisa entrevistou homens (49,9%) e mulheres (50,1%) seguindo-se a distribuição etária brasileira apurada no último Censo, realizado no ano 2000. Como explica Salete Da Dalt, do DataUFF, o grau de escolaridade também foi fixado metodologicamente.

Na maioria dos domicílios a renda familiar é de até cinco salários mínimos: destes 9,5% tem renda de apenas um salário, 29,0% entre dois e três e apenas 18,0% de três a cinco salários. Para a renda familiar contribuem até dois moradores em 78,7% dos domicílios. A grande maioria das famílias mora em casa própria (70,5%), e apenas 22,2% dos entrevistados arcam com aluguel.

Em 69,4% dos domicílios o número de moradores é de até quatro pessoas. Chama a atenção o número de pessoas vivendo em dois (10,8%) e três cômodos (15,3%), o que soma 26,1%. Outros 42,7% vivem em quatro (22,4%) ou cinco (20,2%) cômodos e apenas 13,9% das casas possuem mais de seis compartimentos. Apenas 70,4% dos domicílios possuem esgoto ligado à rede pública, 83,2% tem abastecimento de água da rede pública com relógio e 12,1 sem relógio.

O resultado completo será apresentado no IV Encontro Nacional de Tuberculose

, que será realizado de 26 a 29 de maio, no Rio de Janeiro.

O Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil
O Fundo Global apóia o Governo Brasileiro no controle da doença desde 2007, com um aporte de recursos da ordem de US$ 27 milhões até 2012. O Projeto é desenvolvido numa parceria do governo com a sociedade civil. São apoiadas atividades e ações que contribuam para a melhoria da cobertura do tratamento supervisionado (estratégia DOTS) e a conseqüente redução de incidência, prevalência e mortalidade da tuberculose. O objetivo é alcançar as metas definidas para o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do Ministério da Saúde:

1) Ampliar a cobertura da estratégia DOTS;
2) Reduzir, até 2015, a prevalência e a morte causada por tuberculose em 50% em relação a 1990;
3) Eliminar, até 2050, a tuberculose como um problema de saúde pública, limitando-a a um caso por milhão de habitantes.

Atualmente, o projeto abrange 57 municípios das regiões metropolitanas de Belém, São Luís, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Baixada Santista e Porto Alegre e o Município de Manaus, áreas que concentram 45% dos casos de tuberculose no Brasil.

Mais informações:
Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil
Av. Almirante Barroso, 54 / 15º andar - Rio de Janeiro - RJ – CEP 20.031-000.
Tel: (21) 3122-4412
Na internet: www.fundoglobaltb. org.br


E-mail: contato@fundoglobal tb.org.br

Alexandre Milagres (Fundação Ataulpho de Paiva) - (21) 2544.6795