Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador Transexual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transexual. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Chamamento Público #Transexuais #Trangenitalizacao

  A Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo através do Conselho Estadual dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais faz chamamento publico para levantamento de cidadãs e cidadãos transexuais no Estado de São Paulo e demais estados, que sofreram cirurgia de transgenitalização, ou simplesmente redesignação sexual mas que em virtude de omissão ou negligencia médica tiveram o procedimento malsucedido. Segue Chamamento e demais informações: ​ -- Gedilson dos Santos  (Ghe Santos)  Consultor de Politicas LGBT  __._,_.___ Enviado por: Ghe Santos Gedilson Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___   Parabéns São Paulo sempre à frente !!! Enviado do meu iPhone Em 03/11/2014, às 18:52, Ghe Santos Gedilson consultorlgbt@gmail.com [aliancanacionallgbt] escreveu:   A Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo através do Conselho Estadual dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais faz chamamento publico para levantamento de cidadãs e cidadãos transexuais no Estado de São Paulo e demais estados, que sofreram cirurgia de transgenitalização, ou simplesmente redesignação sexual mas que em virtude de omissão ou negligencia médica tiveram o procedimento malsucedido. Segue Chamamento e demais informações: ​ -- Gedilson dos Santos  (Ghe Santos)  Consultor de Politicas LGBT  __._,_.___ Enviado por: wagner pires Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (2) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

sexta-feira, 23 de março de 2012

Gilda a trans revolucionária curitibana.

 
 Gilda, documentário curitibano


Amigos, aí está um documentário sobre a saudosa "GILDA"!!!
Saudades dessa Curitiba!!!

 

 

domingo, 15 de janeiro de 2012

PMs DE COPACABNA,DIZEM QUE VÃO ESPIRRAR SPRAY DE PIMENTA E DAR CHOQUE ELÉTRICO

Indianara Siqueira 15 de Janeiro de 2012 15:44
POLICIAIS MILITARES DE COPACABANA AGORA DIZEM...POLICIAIS MILITARES DE COPACABANA AGORA DIZEM QUE VÃO ESPIRRAR SPRAY DE PIMENTA E DAR CHOQUE ELÉTRICO NAS TRAVESTIS E TRANSEXUAIS QUE SE PROSTITUEM NA ORLA DE COPACABANA E QUALQUER UMA VAI TOMAR É SÓ FICAR NO CAMINHO DELES.ONTEM A VITÍMA DO CHOQUE ELÉTRICO DELES FOI A TRAVESTI YASMIN.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Joao compartilhou um link em seu mural.

Joao compartilhou um link em seu mural.
Você sabia que agora eu tenho uma página do livro Viagem Solitária?

Vou esperar você curtir a página Você já leu meu livro que acaba de ser premiado?. O link dela é esse:

https://www.facebook.com/pages/Viagem-Solit%C3%A1ria/205100982907932
1 attachment

Viagem Solitária
Escritor. Autor do livro Viagem Solitária - Memórias de um transexual 30 anos depois, pela editora Leya. |Redes Sociais - Joao W Nery| ° Blog: www.jwnescritor.blogspot.com ° Twitter:www.twitter.com/joaownery1 ° Youtube:www.youtube.com/user/joaownery1 ° Meadiciona:www.meadiciona.com/joaownery
http://soutranshomemedai.webnode.com/videos/
http://meadiciona.com/joaownery
http://www.calameo.com/read/000726348bf68afe988f7
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=3677270&csParam=%7B%22feature%22%3A%22viewpersonalized%22%2C%22source%22%3A%22Home+Principal%22%2C%22recType%22%3A%22viewpersonalized%22%7D
http://www.facebook.com/pages/Viagem-Solit%C3%A1ria/205100982907932
Viagem Solitária
Para ver seu mural ou para escrever no mural de Joao, clique no link abaixo:
http://www.facebook.com/n/?permalink.php&story_fbid=236566709754947&id=100001786963333&mid=576db33G5af37afd2585G6cfc8cG3a&bcode=mFUxm4vD&n_m=nborgna1%40gmail.com
Obrigado,
A Equipe do Facebook.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Relato colhido do Face Book #lgbtt #


ndianara Siqueira
CARTA DE UMA TRAVESTI/TRANSEXUAL COMO LEGADO AO SEU PAIPAI QUERIA SABER SE TE FIZ E FAÇO FALTA ,SE CHORAS POR MIMAH PAI QUANTAS VEZES QUIS QUE VOCÊ ESTIVESSA LÁ POR MIM,COMO QUANDO EU ERA CRIANÇA E VOCÊ ME DIZIA QUE NÃO TINHA MONSTRO EMBAIXO DA CAMA.VOCÊ QUEBROU TUA PROMESSA QUE ERA DE SEMPRE ESTAR AO MEU LADO E ME PROTEGERVOCÊ ME TRAIU QUANDO NÃO ME DIRIGIU MAIS A PALAVRAVOCÊ FALHOU COMO PAI QUANDO ME MATOU EM SUA VIDA QUANDO EU DECIDI VIVER A MINHAVOCÊ TRAIU A PATERNIDADE QUANDO SABENDO QUE OUTROS ME AÇOITAVAM PELAS RUAS NADA FEZAO CONTRÁRIO,SE CALOU E ESSE SILÊNCIO ME FERIU MAIS AINDAVOCÊ NÃO FOI MEU HERÓI MAS ENTRE MILHARES MEU ALGOZVOCÊ QUERIA ENCONTRAR PARA MIM A CURASEM SABER QUE MINHA FELICIDADE PLENA ESTAVA EM TUA ACEITAÇÃOQUANDO ME AGREDIAM PELAS RUAS DA CIDADE,EU QUERIA GRITAR PAI SOCORROMAS O GRITO CALAVA NO SANGUE QUE ESCORRIA EM MEU PEITOPOIS TALVEZ TUA RESPOSTA MEU PAI SERIA :-BEM FEITOAH PAPAI TALVEZ SE TIVESSES CUMPRIDO TUAS PROMESSAS PATERNAS,EU HOJE NÃO FOSSE MAIS UM N° NAS ESTATISTICAS HOMOLESBOTRANSFÓBICASTALVEZ EU NÃO FOSSE HOJE ESSE CADAVER A MAIS NO CEMITÉRIO ENTERRADA COMO INDIGENTEPOIS POR VERGONHA DE ASSUMIR QUE ERAS MEU PAI,VOCÊ PASSOU PELO MEU CORPO JOGADO NA CALÇADA ONDE ME DIVERTINDO ENTRE AMIGAS PROCUREI SER FELIZ À MINHA MANEIRA OU TIVE QUE ME PROSTITUIR PARA GANHAR MEU PÃO DE CADA DIA E TER UM TETO ONDE ME ABRIGAR,JÁ QUE ME EXPULSASTE DO ABRIGO DO LAR ONDE VIVI SEM PREOCUPAÇÕES MINHA INFÂNCIA ACREDITANDO NAS PROMESSAS QUE ME FAZIASNA CALÇADA AO IGNORARES MEU CORPO SEM VIDA,ME NEGASTE ATÉ NA HORA DA MORTE TUA PATERNIDADE E A DIGNIDADE QUE A VIDA ME TIROU E NEGOUPAI SINTO FRIO,QUERIA APENAS UM ABRAÇO,MAS SÓ CONSEGUI LEMBRAR DA BOFETADA QUE DESTES EM MEU ROSTO AO ME SURPREENDER ARMADA COM MINHAS ROUPAS FEMININAS EM CIMA DE UM SALTO,PREPARADA PARA A GUERRA QUE ME ESPERAVA SEM EU SABER DE REPENTE ERA COMO SE TIVESSE NASCIDO ASSIM COMO DIANA/ARTÉMIS A DEUSA VIRGEM NASCIDA ARMADA DA CABEÇA DE SEU PAIQUERIA APENAS UMA PALAVRA DE AMOR E CARINHO,NÃO TUAS PALAVRAS DURAS DIZENDO QUE NÃO HAVIA POSTO NO MUNDO UM DEGENERADOQUERIA QUE TIVESSES DITO QUE INDEPENDENTE DO QUE EU FOSSE,VOCÊ AINDA IRIA PARA MIM,COMO QUANDO EU ERA CRIANÇA, TRAZER A LUAMAS ME EXPULSASTES DE CASA PARA A SOLIDÃO E PARA A MORTE NA RUAPAI ME PERDOE,MAS NÃO RESISTI À QUERER SER LIVRE E FELIZ,MESMO QUE ISSO ME FOSSE FATAL,TALVEZ EU TENHA TRAÍDO SEUS CONCEITOS DE MACHO E FÊMEA,HOMEM E MULHERMAS NÃO TRAÍ À MIM MESMAQUERIA QUE ESTIVESSES LÁ PARA OBRIGAR O HOSPITAL A ME TRATAR COM RESPEITO, PARA DIZER AOS POLICIAIS QUE EU TINHA PAI,PARA QUE GRITASSES AOS SERVIÇOS PÚBLICOS MEUS DIREITOS COMO CIDADÃQUERIA QUE ESTIVESSES LÁ PARA JUNTOS LUTARMOS CONTRA MEUS AGRESSORES E TALVEZ EU AINDA ESTIVESSE VIVA,POIS AS PESSOAS QUE IGNORARAM MEU GRITO DE SOCORRO TALVEZ ESCUTASSEM O PEDIDO DESESPERADO DE AJUDA DE UM PAI POR SEU FILHO OU FILHA PAI QUANTO AMOR PROMETIDO,QUANTO ÓDIO OFERECIDOAPRENDI A ME ARMAR SOZINHASEI QUE NÃO ME RECONHECIAS MAIS ATRAVÉS DO MEU CORPO AGORA MOLDADO ATRAVÉS DE HORMÔNIOS E SILICONES MAIS AINDA ERA EU,A CRIANÇA QUE SEGURASTE EM EM TEUS BRAÇOS NO MOMENTO DO MEU NASCIMENTO,A CRIANÇA A QUEM PROMETESTE PROTEGER E AMAR POR TODA NOSSA VIDA,MAS QUEBRASTES TUAS PROMESSASPAI SE TIVESSEM ME DADO MAIS TEMPO PARA TE FAZER ENTENDER,TALVEZ CHEGASSEMOS A UM ACORDOSE TIVESSEM ME DADO MAIS TEMPO TALVEZ AGORA EU PUDESSE DIZER :-TE PERDOO PAPAIMAS QUERIA QUE SOUBESSES QUE NO MEIO DA TEMPESTADE QUE FOI MINHA VIDA,COMO UM NAUFRAGO EM UM MAR REVOLTO,ALCANCEI MINHA TÁBUA DE SALVAÇÃO E CHEGUEI À UMA ILHA ONDE ENCONTREI OUTROS NAUFRAGOS COMO EU, QUE ME ACOLHERAM E FIZERAM O PAPEL DE PAI,MÃE E IRMÃOS QUE ME FALTARAM EM MINHA NOVA VIDAE POR ALGUM TEMPO JUNTOS,EU E MEUS NOVOS AMIGOS NOS PROTEJÍAMOSMAS EM UM MOMENTO DE DESCUIDO E DISTRAÇÃO MINHA,MEUS ALGOZES CHEGARAM SEM QUE EU PERCEBESSE,ME AÇOITARAM E TIRARAM MINHA VIDAMAS NA CALÇADA DO OUTRO LADO,VI TEU ROSTO OMISSO E TÃO AMADO POR MIMENTÃO ENQUANTO MORRIA NÃO GRITAVA MAIS AIMEU ÚLTIMO PENSAMENTO OU GRITO JÁ NEM SEI, FOI APENAS:-SOCORRO ME AJUDE QUE ME MATAM PAPAIAUTORIA: INDIANARÂ SOPHIA PHÊNIX

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Denuncia Gestores Fiocruz e SUS se recusam a aceitar nome Social #FB

Indianara Siqueira
Enc: Nome Social 2 PARA: 1 destinatário Exibir detalhes Corpo da mensagem vejam a denuncia que recebi do desrespeito da fiocruz mais uma vez para com o segmento de travestis e transexuais,a Rebecka Tavares me pediu ajuda e estou encaminhando o email dela e peço à vcs que pressionem a fiocruz ----- Mensagem encaminhada ----- De: Rebecka Tavares Para: filadelfiatra...nsgeneras@yahoo.com.br Enviadas: Domingo, 30 de Outubro de 2011 11:58 Assunto: Nome Social Esse fou meu e-mail solicitando que verificasse a mudança do nome juntos com a lei do nome social de roraima e a cartilha do sus --- Em qui, 8/9/11, Rebecka Tavares escreveu: De: Rebecka Tavares Assunto: Enc: Re: Nome Social Para: luciana@ead.fiocruz.br, acompanhamento@ead.fiocruz.br Cc: fernandamoraesantos@gmail.com, silviareis.roraima@yahoo.com.br, fernanda13222@yahoo.com.br, luciana@ead.fiocruz.br, astramtadriana@hotmail.com, cardosoandrea@bol.com.br, grupoesperanza1994@yahoo.com.br, presidencia.gptrans@gmail.com, chopelly@hotmail.com, liorcino@yahoo.com.br, jovanna32@msn.com, lgbt@sedh.gov.br, cglgbt@sedh.org.br, sedh@sedh.gov.br, igo.martini@sdh.gov.br, tonidavid@avalon.sul.com.br, keila507@hotmail.com, eduardo.barbosa@aids.gov.br Data: Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011, 1:43 Prezado Gestores, Presidentes, militantes e amigas (o) estou fazendo um curso de Gestor do Sus realizado pela empreza FIOCRUZ em parcerias com a UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA, conforme o e-mail enviado há mais de 5 dias a qual relato o total CONSTRAGIMENTO relacionado a meu nome de RG, para a participação de trabalhos, forum e chates do curso a qual estar sendo realizado a distância a qual aparece meu nome de RG, DAVID MARINHO DE SOUZA, sendo que em Roraima mais ou menos umas 100 pessoas estão participando, sendo que conheço algumas e as mesmas me conhece pelo meu nome social REBECKA TAVARES. Sendo assim um total constragimento a minha pessoa como também a lei 796 e da cartilha do SUS em anexo a qual diz que o nome social pode e deve ser inscluso a qualquer documento, não quero que mude as regras + sim que respeito meu nome social assim como minha identidade de gênero. Peço a todos a solidariedade e ajuda para que a FIOCRUZ possa mudar o nome de rg para o nome social e postando o nome rebecka ao lado do RG na minha ficha de inscrição ou de cadastramento a possa participar efetivamente nas atividades, quero declará que se não for feito o pedido pelo simples fato estarei desistindo de fazer o curso e somando mais uma vez o sistema educacional o respeito a travesti, identidade de genero e o nome social, somanto para uma estatistica de evasão tanto escolar como de cursos. Peço a todos que somem comigo mando e-mail para o ENDEREÇO ELETRONICO. luciana@ead.fiocruz.br,acompanhamento@ead.fiocruz.br Respeitosamente, REBECKA TAVARES --- Em sáb, 3/9/11, Rebecka Tavares escreveu: De: Rebecka Tavares Assunto: Re: Nome Social Para: luciana@ead.fiocruz.br Data: Sábado, 3 de Setembro de 2011, 1:12 Prezada Luciana segue a lei 796 do estado de roraima em anexo assim como a catilha do SUS no TERCEIRO PRINCIPIO. Certa de sua sensibilização aquardo uma reposta postivia. Respeitosamente, Rebecka Tavares --- Em qui, 1/9/11, luciana@ead.fiocruz.br escreveu: De: luciana@ead.fiocruz.br Assunto: Re: Nome Social Para: rebeckatavares@yahoo.com.br Data: Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011, 12:22 Prezada Rebecka, Por favor encaminhe a lei para que possamos verificar a possibilidade de alteração no sistema. Informo que o sistema deve ser preenchido a partir dos seus documentos oficiais, você já possui algum processo em tramitação para alteração de nome?? Att Luciana Goulart Coordenadora do Acompanhamento Acadêmico-pedagógico De: Rebecka Tavares [mailto:rebeckatavares@yahoo.com.br] Enviada em: terça-feira, 30 de agosto de 2011 18:05 Para: acompanhamento@ead.fiocruz.br Assunto: Nome Social Prezada (o) Gestor, estou meia decepcionada e constragida com o uso do meu nome de RG. entendo e repeito as normas que são estabelicidas, mais, conforme a lei 796/2010 do Estado de Roraima assim como na catilha do SUS onde travestis e transexuais pode usar seus nomes sociais antes do nome de rg. Desde ja fico na torcida que o nome social possa se estabelecido nesse sistema, retifico meu desejo pois no sistema ja consta meu nome de RG no qual fica impossivel não saber que REBECKA se chama DAVID . No mais vamos conversando, Respeitosamente, Rebecka Tavares Davi Marinho de Souza ALUNA

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma trans como garota-propaganda da Dove

 

1ª ação coletiva: 

Uma trans como garota-propaganda da Dove

 
 
quarta, 14 de setembro às 00:00 - 23 de setembro às 03:00

Localização
http://www.dove.com.br/cara-lavada/perfilSelecionado/4047

Criado por

ParaTodos contra a homofobia, a lesbofobia e a transfobia.

Mais informações
Vocês já imaginaram uma empresa gigantesca como a DOVE, ter como garota propaganda, em seus comerciais, uma transexual?



Adivinhem quem vai fazer isso acontecer? NÓS!!! Isso mesmo!



Basta votar aqui:http://www.dove.com.br/cara-lavada/perfilSelecionado/4047




Vamos votar hoje? Chamem seus amigos!



A votação vai até dia 23 de setembro. Vamos manter Taís Sousa em primeiro lugar?



Vamos lá! Vamos vencer nesta primeira ação de visibilidade!


Convide seus amigos para votar...

* Clique em "Eu vou" na parte superior deste convite de evento e em seguida, você verá a opção "Selecionar convidados" (Dica: Para selecionar todos os amigos rapidamente, vá apertando TAB e Espaço repetidamente)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Para entender o termo Orgulho Gay Tradução (Lisa Mineli)


A verdadeira historia pq outros omitem as pesoas TRANS deste senanario:

A Revolução Trans, Lésbica e Gay de 28 de junho de 1969 ± o ano em Nova Iorque

Um bar em Nova York MOTAN Stonewall Inn, em 1969 provocou o início ³ de movimento para os direitos das pessoas e transexuais, lésbicas, gays e bisexualers.
New Day / Actualizacià ³ n Jornal Digital Transexual. HACA De vários dias, veia polícia assediar clientes de um bar para as pessoas transexuais e / ou transexuais, lésbicas e gays, de Nova York rua Christopher, Greenwich Village, chamado Stonewall Inn .
Assédio, liderada pelo Inspetor Seymour Pine, consistÃa a visita de funcionários da polícia, em busca de evidências para provar que não é o álcool vendÃa ilegalmente.
Abaixo desta área segura, outro existÃa realidade ligada à Corrupção Nenhum policial. Para Tena seu próprio nome: 'Gayola'. O mesmo responsável consistÃa debaixo da mesa Os proprietários destes estabelecimentos ± os, que, desta forma para acabar com este intervenções policiais constantes.
Sega º n é dito, os moradores que se recusaram a fazer pagamentos por baixo da mesa para a polícia são expostos a qualquer momento, os agentes invadiram suas instalações e prenderam todos dentro desses, geralmente submetido © Ndola para uma inspecção mais humilhante.
Dias após © s que Pine e seus agentes invadiram o Stonewall Inn, causando um número de clientes começaram a reclamar de abusos "polícia", a polícia voltou ³ entrar em Ação n às 1:20 do MAA ± ana o 28 de junho de 1969.
Para alguns observadores, talvez os representantes da lei e da ordem não poderia ter escolhido um momento pior: o que mais tarde comunidade gay conocerÃa s como ele foi, então, bastante deprimido, naquela noite, porque durante o dia de feijão foi enterrado New York uma de suas figuras mais admiradas s, o imortal Judy Garland, morreu dias antes em Paris.
Mas os agentes inundou o quarto, fechou as portas e, de acordo º n é dito, tinha todos sob controle enquanto L vai escolher quatro O Próximo Passo.
Em última instância, os agentes disseram que deixar ir de qualquer um com identificações ³ n. Quem tinha que ter, e lidar com todos os cross-dressing, transgêneros e / ou transgene © Neros foram presos, incluindo o precursor emntre portorriqueà Ryvera ± Silvia.
Enquanto que sucedÃa a rua na entrada do bar, começou a encher com as pessoas que habÃan ciente do que estava acontecendo. Ao mesmo tempo acredita-se que a multidão, alimentada por aqueles habÃan foi deixando paroquianos a abandonar as instalações, atingiu a 400 ³.
Então surgiu o gatilho: quando um dos três travestis que a polícia até um de seus ônibus saiu de repente bateu uma ³ ³ polícia e voltou para pegá-la pela força.
Os gritos de "brutalidade policÃaca" proferidas pelo povo, misturado com insultos e arremesso de objectos, incluindo moedas, foi rápida. Quando os objetos jogados começou a tomar forma com pedras e garrafas, Pine e seus agentes buscaram refúgio no local.
Enquanto isso, as coisas começaram a ser ³ Ela ainda mais quente s, a multidão que começou a quebrar as janelas das instalações para o acesso à © ste, começa ³ parquÃmetros usar projéteis e até mesmo planejou para pulverizar a estrutura com o fluido isqueiro para queimar bar, com o interior da polícia.
Felizmente, quando os reforços policiais chegaram Pine flertou com a idéia triste de ordenar seus oficiais abriram fogo contra uma multidão revoltada, que provavelmente tinha levado ao matadouro.
Mas mesmo os Táticas Operações Unitárias (espécie de tropa de choque) teve que enfrentar a ira ea chuva de objetos dos desordeiros, incapazes de controlar a cena até bem no final da manhã.
No final houve 13 prisões e três feridos em policarbonato.
Não poderia faltar, é claro, que os porto-riquenhos tinha algas º n ± ou envolvidos no assunto. Neste caso, uma das quais estava lá era um transexual e Puerto riquenhos de ascendência venezuelana chamada Sylvia Rivera ± a, ± 18 anos de idade, que pronunciarÃa CA © Lebre frase: â € Oeno quero perder um momento dessa . Â ³ Este é o â € revolucionária n!
CONTROLE DE GRUPO
Para sa parece que era: apesar de protestos antes habÃan sido para a causa dos direitos gay considera-se que os motins de Stonewall são as primeiras ocasiões ³ n que â € œpersonas com a mesma orientação sexual e desejos de uma feira, já não são isoladas e se juntou para lutar sistemaâ €, como se lê um artigo publicado após © s.
â € œThe motins de Stonewall marca o início do ³ movimentos de libertação n gay que transformou a opressão Não para gays e lésbicas em chamadas para o orgulho e ações ³ nâ €, acrescenta o artigo que aparece nos arquivos da página da Universidade de Columbia .
A verdade é que algumas semanas começaram a surgir várias organizações que representam os gays, muitos deles contendo a palavra em seu nome Stonewall.
E a 28 de junho de 1970, para comemorar o primeiro aniversário da revolta ocorreu ³ start-bancos-los em Christopher Street, o primeiro paradas do orgulho gay, que excursionou ³ 15 ruas da cidade de Nova York e foi apoiado ³ linhas de marchas simultâneas em Los Angeles e Chicago.
Em 1971, o movimento espalhou n º ³ s anos mais, incluindo Boston, Dallas, Milwaukee, Londres, Paris, Berlim Ocidental e Estocolmo.
Asa, embora tarde, marchas pelos direitos dos homossexuais, finalmente, juntou-se ao rio habÃan protestos esmagadora de ano sixties ± os, incluindo os direitos civis, o chamado Poder Negro, a libertação Não manifestações de estudantes do sexo feminino em relação ao serviço recrutamento e da Guerra do Vietnã.
Como é habitual neste tipo de coisa, ano após © s ± os, aqueles que eram fatos vÃctimas circunstancial, os patronos do Stonewall Inn, passaram a se tornar lendas vivas. Cada ano ± ou, como agora, realizada em Nova York que é hoje conhecida como a Parada do Orgulho Gay (Gay Pride), Ã © sta corre ao longo da Quinta Avenida, até o Greenwich Village e, eventualmente, através da parte dianteira Stonewall Inn, transformado ao longo do tempo em um monumento.
E entre aqueles que estão marchando são membros da Associação de Veteranos de Stonewall, composto, como o nome sugere, por algumas das vítimas do CA © Lebre invasão de 1969, incluindo-riquenhos jornalista Puerto ± cobre do Capitólio , Cristina Hayworth, do microfone famosos que lê "Capito-Lao."
â € œFui um dos poucos que eu estava dentro quando aconteceu tudo ³ €, disse recentemente, que â € œpero º ano n viver nós concordamos que ninguém consegue falar por si: nós estamos no processo de escrever um livro onde diga tudo o que aconteceu para além € ³.
Em 1999, o grupo foi recebido na mansão executiva por Rudy Giuliani o então prefeito de trigo a ser cumpridas © simo aniversário do incidente.
E Sylvia Rivera, que morreu em 2002 com a idade de 50 anos ± os Next © s de uma vida dedicada ao ativismo, chega ³ até ter sérias diferenças na Administração Pública com os líderes gay quando eu pensei ³ que eles estavam marginalizando os travestis em seus esforços para infundir um tom de movimento mais conservador aceitável s-tem até recebeu uma página de confirmação e Stum: h oy em dia, Sylvia Rivera esquina da rua Caminho com Christopher Street, em Greenwich Village ... a poucos quarteirões do Stonewall Inn.






Em memória de Sylvia Rivera e precursor / Stonewall é




Paty Betancourt
Fundador da rede trans lac
sub-regional coordenador para a América Central e México lac rede de transportes
COORDENADOR mulheres no México GRAL.RED AC TRANS
                                        
"Para a luta na visibilidade das mulheres trans"

Bjossssssssss,
Sme mais,
Att.

Sadessa Vieira.

2011/7/5 nilo geronimo
 
Lisa publiquei no blog sem traduzir vou ver em outro forum se alguem
traduz para que os não leitores de espanhol

Tradução:  Sadessa T. Vieira
                                  Diretora Presidente da ATNH/RS
                                     Vice - Presidente REDTRANS
                      Fone: Oi: (51) 8405.44.32 ou TIM: (51) 8198.71.61
"SOU A ALEGRIA DE QUEM ME AMA, A TRISTEZA DE QUEM ME ODEIA E A OCUPAÇÃO DE QUEM ME INVEJA"!!!!
                                             

                          

Para entender o termo Orgulho Gay (LISA Mineli)

Así comenzó la revolución de transexuales, Lesbianas y Gays un 28 de junio del año 1969 en Nueva York
 
 
Un motín en la barra neoyorquina Stonewall Inn desató en 1969 el inicio del movimiento en pro de los derechos de las y los transexuales, lesbianas, gays y bisexualers.
Nuevo Dia/Actualización del Diario Digital Transexual-. Desde hacía varios días, la policía venía acosando a los parroquianos de una barra para personas transgenero y/o transexuales, lesbianas y gays, de la neoyorquina calle Cristopher, de Greenwich Village, llamada Stonewall Inn.
El acoso, dirigido por el inspector Seymour Pine, consistía en la visita de agentes de la policía, en busca de evidencia para probar que allí se vendía alcohol ilegalmente.
Debajo de esta superficie inocua, sin embargo, existía otra realidad vinculada a la corrupción policiaca. Hasta tenía su propio nombre: 'Gayola'. La misma consistía en cobrarle por debajo de la mesa a los dueños de estos establecimientos, los cuales, de esta manera, detenían estas constantes intervenciones policiales.
Según se dice, los locales que se negaban a hacerle sus pagos por debajo de la mesa a la policía se exponían a que, en cualquier momento, los agentes irrumpieran en sus predios y arrestaran a todo el que estuviera adentro, por lo regular sometiéndolo a unas inspecciones bastante humillantes.
Días después de que Pine y sus agentes allanaran el Stonewall Inn, provocando que varios de los clientes empezaran a quejarse de los 'abusos policiacos', la fuerza policial volvió a entrar en acción a la 1:20 de la mañana del 28 de junio de 1969.
Para algunos observadores, tal vez los representantes de la ley y el orden no pudieron haber escogido un momento peor: lo que más tarde se conocería como la comunidad gay ya estaba entonces bastante deprimida esa noche, puesto que durante el día había sido enterrada en Nueva York una de sus figuras más admiradas, la inmortal Judy Garland, muerta día antes en París.
Pero los agentes inundaron el local, cerraron las puertas y, según se dice, tuvieron a todo el mundo bajo control mientras decidían cuál sería el próximo paso.
Al final, los agentes anunciaron que dejarían ir a todo aquel que tuviera identificación. Los que no hubieron de tenerla, así como todas las travestís, transexuales y/o transgéneros fueron arrestados, emntre ellas la precursora portorriqueña Silvia Ryvera.
Mientras eso sucedía, la calle, a la entrada de la barra, comenzó a llenarse de personas que se habían enterado de lo que estaba ocurriendo. En determinado momento se cree que la multitud, alimentada por aquellos parroquianos que habían ido dejando salir del local, ascendió a 400 personas.
Entonces surgió el detonante: cuando una de las tres travestis que la policía subía a una de sus guaguas se bajó de pronto, un policía la golpeó y volvió a meterla por la fuerza.
Los gritos de 'brutalidad policíaca' proferidos por la gente, mezclados con insultos y el lanzamiento de objetos -incluyendo monedas- no se hizo esperar. Cuando los objetos lanzados comenzaron a tomar la forma de piedras y botellas, Pine y sus agentes buscaron refugio dentro del local.
Entretanto, la cosa empezó a ponerse todavía más caliente: la multitud comenzó a romper las ventanas del local para tener acceso a éste, arrancó los parquímetros para usarlos de proyectiles y hasta planificaba rociar la estructura con líquido para encendedores para quemar la barra, con la policía dentro.
Por suerte llegaron refuerzos policiales cuando ya Pine coqueteaba con la triste idea de ordenar que sus agentes abrieran fuego contra la multitud amotinada, lo que probablemente hubiese desembocado en una masacre.
Pero incluso la Unidad de Operaciones Tácticas (especie de fuerza de choque) tuvo que enfrentar la ira y la lluvia de objetos de los amotinados, no pudiendo controlar la escena hasta bastante avanzada la madrugada.
Al final se produjeron 13 arrestos y tres policías heridos.
No podía faltar, por supuesto, que hubiera algún puertorriqueño involucrado en el asunto. En este caso una de los que estaba allí era una transexual de ascendencia venezolana y puertorriqueña llamada Sylvia Rivera, de 18 años de edad, quien pronunciaría una frase célebre: “No me quiero perder ni un instante de esto. ¡Es la revolución!�
LUCHA EN GRUPO
Pues sí parece que lo fue: aunque ya antes habían habido protestas, para la causa de los derechos de los gays se considera que los motines de Stonewall representan la primera ocasión que “personas con una misma orientación sexual y deseos de un trato justo, dejaron de permanecer aislados y se unieron para luchar contra el sistema�, como lee un artículo publicado después.
“Los motines de Stonewall marcan el inicio del movimiento de liberación gay que ha transformado la opresión de gays y lesbianas en llamados de orgullo y acción�, agrega el artículo que aparece en los archivos de la página de la Universidad de Columbia.
Lo cierto es que a las pocas semanas comenzaron a surgir distintas organizaciones representativas de los gays, muchas de ellas conteniendo la palabra Stonewall en su nombre.
Y el 28 de junio de 1970, para conmemorar el primer aniversario del alzamiento, se celebró -iniciándose en la calle Christopher- la primera marcha de orgullo gay, la cual recorrió 15 calles de la ciudad de Nueva York y contó con el respaldo de marchas simultáneas en Los �ngeles y Chicago.
En 1971, el movimiento se expandió aún más, incluyendo a Boston, Dallas, Milwakee, Londres, París, Berlín Occidental y Estocolmo.
Así, aunque tardíamente, las marchas por los derechos de los homosexuales por fin se habían unido al río incontenible de protestas de los años sesenta, incluyendo los derechos civiles, el llamado Black Power, la liberación femenina y las manifestaciones estudiantiles contra el servicio militar obligatorio y la Guerra de Vietnam.
Como suele ocurrir en este tipo de cosas, años después, aquellos que fueron víctimas circunstanciales de los hechos -los parroquianos de Stonewall Inn- han pasado a convertirse en leyendas vivientes. Cada año, cuando, como hoy, se celebra en Nueva York lo que ahora se conoce como la Parada de Orgullo Gay (Gay Pride March), ésta transcurre por la Quinta Avenida, bajando hacia Greenwich Village y eventualmente cruzando frente al Stonewall Inn, convertido con el paso del tiempo en monumento.
Y entre los que suelen desfilar se encuentran los miembros de la Asociación de Veteranos de Stonewall, compuesta, como lo sugiere el nombre, por algunas de las víctimas del célebre allanamiento de 1969, incluyendo a la periodista puertorriqueña que cubre el Capitolio, Cristina Hayworth -la del famoso micrófono que lee 'Capito-Lío'.
“Fui una de las pocas que estuve dentro cuando ocurrió todo�, dijo recientemente, “pero los que aún vivimos nos pusimos de acuerdo para que ninguno se ponga a hablar por su cuenta: estamos en proceso de hacer un libro, donde contaremos todo lo que ocurrió allí�.
En 1999, parte del grupo fue recibido en su mansión ejecutiva por el entonces alcalde Rudy Giuliani al cumplirse el trigésimo aniversario del incidente.
Y Sylvia Rivera, quien murió en 2002 a la edad de 50 años después de una vida dedicada al activismo -llegó incluso a tener serias diferencias públicas con los líderes gays cuando pensó que estos estaban marginando a las travestis en su esfuerzo por insuflarle un tono más aceptablemente conservador al movimiento- incluso ha recibido un reconocimiento póstumo: hoy en día, la calle Sylvia Rivera Way hace esquina con la calle Christopher en Greenwich Village... a pocas cuadras del Stonewall Inn.
 
 
 
 
 
                En memoria de Sylvia Rivera y precursoras/es de Stonewall
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 24 de maio de 2011

Lohanna, guerreira e vitoriosa transexual ( parte Final)

 “A militância GLBT está no meu sangue”.
Adriana Lohanna é presença garantida no VI Encontro do Nordeste de travestis e transexuais
 Como se deu o episódio em que você foi barrada na entrada dos Fóruns Integrados I, em Aracaju, para participar de uma audiência, em 2009?
(gesticulando) Eu havia chegado ao fórum para a audiência de troca de nome. Já havia entrado e saía do prédio para recepcionar uma testemunha que acabara de chegar. Quando retornava para o interior do fórum, o segurança me abordou, pedindo que eu me identificasse. Me identifiquei e disse que já estava há algum tempo no recinto. Ele exigiu que eu mostrasse minha identidade e quando mostrei a ele pediu que eu me retirasse do local, alegando que eu estava inadequadamente vestida para permanecer lá, já que era proibida a entrada de homens trajando roupas femininas. Diante da insistência fui obrigada a me retirar. Na mesma hora liguei para o Centro de Combate a Homofobia chorando muito. Tive uma crise existencial. O Centro encaminhou até o local uma estagiária de psicologia e tentaram ver a minha situação. Depois de algum tempo a juíza autorizou minha entrada no fórum e aí voltei para a audiência. Processei o estado por constrangimento.
 E sobre a agressão sofrida, no mês de junho de 2010, durante a realização do Casamento do matuto de Aquidabã, sua cidade natal?
(se movimenta) Eu estava chegando no casamento do matuto. Estava de vestido e passei por um rapaz que estava ao lado de uns amigos. Sem motivo aparente ele levantou meu vestido. Voltei para ele e questionei qual o motivo daquela atitude. Ele me disse que se eu reclamasse iria me dar um murro. Eu estava dançando quando de repente realmente levei o murro. Só acordei nos braços de um amigo, que me levou até a polícia e em seguida fui encaminhada para o Hospital de Urgência de Sergipe. Meu maxilar foi quebrado e precisei me submeter a uma cirurgia. Esse cara não foi preso, eu não o conhecia e até hoje esse crime está impune. Foi aberto um inquérito policial contra o sargento que estava na guarnição e não prendeu meu agressor em flagrante, alegando que o delgado não se encontrava na cidade. São em ações como essa que você vê a omissão da polícia.
 Como tem sido o processo para conseguir a cirurgia de readequação genital?
(fala com empolgação) O processo iniciou em 2009, quando solicitei a secretaria de estado de Saúde que me encaminhasse ao Rio de janeiro para iniciar o tratamento para realização da cirurgia de transexualização. No primeiro momento, o estado me negou o direito, afirmando que eu estava fora do TFD, que é Tratamento Fora de Domicílio, que dá suporte a quem precisa fazer tratamento fora do estado. Tive uma briga jurídica com a secretaria para conseguir o direito. Fui a primeira transexual a ser beneficiada. Em 5 de maio de 2010 comecei o tratamento. O tratamento acontece periodicamente. De início ia a cada dois meses, agora vou a cada três e em seguida irei a cada seis meses. O tratamento inclui consultas com psicólogo, psiquiatra e com o cirurgião, doutor Alexsandro e sua equipe.
 Ser a primeira transexual sergipana a estar na fila do SUS para realização da cirurgia de mudança de sexo, de alguma forma, é uma grande responsabilidade?
Sim. Eu como a primeira dei abertura para que outras transexuais pudessem dar início ao tratamento, para conseguir a cirurgia de mudança de sexo. Eu conheço muitas transexuais que querem fazer a cirurgia. Eu estarei no Centro de Referência dando apoio a elas, mostrando o caminho a seguirem. Meu processo demorou porque teve toda uma briga jurídica. Qualquer transexual que queira fazer a cirurgia basta ir no TFD e solicitar o tratamento.
 Nos últimos anos muito se fala no movimento GLBTT. Como você vê essa exposição na mídia?
Está melhorando. Antes, você via a comunidade LGBT na mídia, principalmente em programas de humor como o Zorra total, mostrados de forma totalmente desconexa da realidade, nos mostrando como pessoas espalhafatosas, mostrando um lado errôneo da população LGBT. A mídia hoje discute mais a homossexualidade, através das suas novelas, dos seus programas, das paradas gays, passando a verdadeira mensagem para a população. Você vê as transexuais discutindo no Fantástico a cirurgia de transexualização. Isso é um grande avanço.
 Como pesquisadora da área de gênero e diversidade sexual e militante LGBTT, o que você avalia de avanços da classe nos últimos anos?
Teve muito avanço. Hoje o movimento LGBT está mais fortalecido. Os TCCS, as monografias, as teses e a Academia em geral estão discutindo o movimento. Ele tem mais visibilidade e está crescendo mais, de uma forma que é um dos maiores do país. O movimento feminista e o LGBT são os maiores do país. O movimento também está começando a se formar nos espaços de socialização. Quando a gente poderia imaginar que veríamos um gay na rádio discutindo a homofobia, uma transexual na TV discutindo a transexualização, ou que na universidade poderia se discutir a diversidade de gêneros, como já discuti várias vezes na Unit? No cenário político também nunca se discutiu tanto a questão LGBT como no momento. 
Pode se dizer que Adriana Lohanna é a encarnação de uma vencedora?
(pensativa) Pode. Como eu disse, a militância está no meu sangue, no meu ser. Quando eu entro em uma briga, entro para vencer. Minha vida é de vitórias, mas antes de ser a encarnação de uma vencedora, vem a luta, porque não há vitórias sem lutas. Isso está dentro de mim. A cada dia eu venço uma luta, que é essa luta grande por dias melhores, por direitos iguais, por ideologias e principalmente uma coisa que eu acho muito bonito que é amor e paz.
 Você é a senhora do seu próprio destino?
Toda pessoa deve ser construtora do seu destino, da sua história. Somos o que fazemos. Sou eu quem construo minha história. Se hoje eu deixo de dar uma palavra de conforto ou se acolho a quem me procura, estou construindo meu futuro. Acredito muito nisso.
 De todas essas lutas travadas, quais lições você aprendeu?
A maior lição que eu guardo é que você deve ter capacidade de se levantar a cada queda, porque batalhas virão sempre. Se você aprende a lidar com as dificuldades, você vence. Ficam muitas lições de cada pessoa que consigo mudar a cabeça, de cada um que diz “sua palestra me ajudou”, do mundo que eu continuo construindo desde a luta na militância.
Quais sonhos faltam realizar?
(fica alguns minutos pensativa. Baixa a cabeça) O sonho do verdadeiro amor. Amar e ser amada. Esse é o meu maior sonho. Realmente ver a nossa sociedade livre, sem preconceitos, para amar e ser amada. Onde homossexuais, travestis, transexuais possam viver de mãos dadas, sem julgamentos, não presas em guetos, trancafiadas. (a voz fica embargada… se emociona e chora). Todos nós temos direitos iguais.
 Você está escrevendo sua autobiografia. Conte para nossos leitores o que podemos esperar da obra.
O livro vai abordar a questão do preconceito, a luta contra o preconceito, o preconceito na sociedade, a minha transexualização, como me descobri transexual. O livro será concluído logo após a realização da cirurgia. Conto como é ser transexual; como é a adolescência e vida de uma transexual; como é nascer mulher e não ser percebida na sociedade. Vou fazer vários relatos. Muitas pessoas serão citadas, como meu amor eternizado Adenilson. Finalizo a obra com a nova Lohanna, após a cirurgia.







Lohanna, guerreira e vitoriosa transexual (2 parte)

http://reporterpontocom.wordpress.com/2011/04/24/sou-uma-mulher-sem-direitos%E2%80%9D/

http://reporterpontocom.wordpress.com/2011/05/01/de-frente-com-valldy-segunda-parte-da-entrevista-com-adriana-lohanna/



“Sou uma mulher sem direitos”

Por Valldy de Cruz

Em pleno século XXI, quando se imaginava que teríamos avançado na aceitação da diversidade de gêneros, a situação da transexual sergipana, de Aquidabã, Adriana Lohanna, de 24 anos, ilustra o quanto ainda é preciso caminhar no combate a homofobia -repulsa contra homossexuais, de acordo com o dicionário.
Se as relações sociais são complicadas para os homossexuais em geral, para transexuais e travestis o problema ainda é mais sério.
Adriana Lohanna dos Santos é pesquisadora da área de gênero e diversidade sexual, militante LGBTT e estudante de Serviço Social. Atualmente é monitora do Centro de Atendimento e Pesquisaem Serviço Socialda Universidade Tiradentes (Unit).
Numa tarde de domingo, com sol forte e calor escaldante, acompanhada dos amigos Jeferson e Shulín, ela chega a Praia de Atalaia – um dos cartões postais de Aracaju, para conceder a entrevista, que há mais de quatro meses venho tentando marcar. Além dos amigos, traz consigo a bandeira GLBT, seu amuleto. O sorriso espontâneo, os gestos incontidos e o largo sorriso, em nada lembram os sofrimentos já vividos.
Em entrevista exclusiva, Adriana Lohanna fala da sua luta por uma nova identidade, da longa jornada que tem travado com o Centro de Referência e Combate a Homofobia, para conseguir a cirurgia de readequação genital. Relata as agressões e constrangimentos que marcam seu dia a dia, conta da agressão sofrida durante a realização do ‘Casamento do matuto’, em sua cidade, no mês de junho do ano passado; do episódio em que foi barrada na entrada dos Fóruns Integrados I, por estar ‘indevidamente vestida como mulher’ e da época em que foi proibida de usar o banheiro feminino na faculdade em que estuda. Denuncia a opressão que o grupo GLBT sofre no estado, se emociona e chora quando confidencia que seu maior sonho é ter o direito de amar.
Quem é Adriana Lohanna dos Santos?
(fala com convicção) Uma militante, uma lutadora do movimento LGBT. Antes de tudo, Adriana Lohanna dos Santos é uma mulher lutadora de todas as causas sociais, uma pessoa sonhadora que sonha por um mundo melhor, onde todos tenham liberdade, dignidade e fraternidade, como prezava a Revolução Francesa.
Como foi sua infância?
(os pensamentos se remetem ao passado. Um ar de tristeza surge na face e no olhar) Perturbada. Eu acho que toda infância de uma mulher transexual é um pouco perturbada. Como toda pessoa que tem uma orientação sexual diferente, eu procurei a igreja, eu fui catequista da igreja católica, fui coordenadora da catequese. E aí, eu fui uma criança sem infância. Minha infância era na escola. Vivia na escola manhã, tarde e noite. Era uma maneira de me refugiar da minha identidade sexual. Eu vivi uma infância onde era obrigada a viver uma coisa que eu não era, porque eu não tinha aptidões masculinas.
 Quando você descobriu que não era igual aos outros meninos?
Aos 7 anos de idade. Desde essa época que eu venho tendo todos os conflitos possíveis, devido minha identidade sexual. Eu queria usar calcinha da minha irmã, mas não podia, eu queria saber porque não podia brincar com brincadeiras de      meninas, se eu me sentia bem com as brincadeiras delas. Eu era condicionada a viver uma vida que não era minha, porque eu me sentia uma menina.
Como você reagiu?
Eu reagia da melhor maneira possível. Eu tentava ser o menino que meu pai e minha mãe queriam, mas automaticamente eu tentava ser a menina que existia dentro de mim. Isso reprimia muito minha sexualidade, minha identidade sexual.
Você tinha medo?
(balançando a cabeça) Tinha, tinha sim, muito medo.
Por quê?
Se eu ouvia que não podia ser igual ao meu tio, eu tinha medo. Saía muita historinha na escola, que eu estava com brincadeiras ou dançando como mulherzinha e, isso, já era motivo para meu pai me bater. Eu sempre tive personalidade muito forte e, me impunha diante da situação, dizendo que eu queria ser como era.
 “Meu maior sonho é ter o direito de amar”.
“Em Sergipe, o homossexual é visto como depósito de esperma”.
 Mas só seu pai implicava com você?
Não, grande parte da minha família. Diziam que eu não podia ser assim, que homem não era assim. Toda família me questionava porque eu era diferente. Desde criança eu era afeminada.
Até quando seu tormento durou?
Até os 14 anos, quando recebi o apelido de “Fashion”. (risos). E aí começou meu processo de assumir minha verdadeira identidade, porque chega um certo momento em que você não aguenta. Você precisa fazer sua identidade transparecer. Foi aí que a mulher Lohanna surge, porque tudo é um processo.
Mas meu tormento ainda dura. Porque a sociedade não te percebe, não te reconhece como mulher, não te respeita como mulher. Há uma opressão contra a classe LGBT na sociedade. E o que mais dói não é a violência física, as chacotas, é a psicológica sentimental.
É esse tipo de opressão que leva muitas transexuais a se matarem, a se mutilarem. O simples fato de você ser uma transexual te priva de ter uma vida social, de amar. E aí eu concluo essa pergunta me remetendo a uma resposta que dei em um evento que participei na Unit, quando alguém me perguntou “qual era meu maior sonho”. Meu maior sonho é ter o direito de amar e ser amada, porque até hoje eu não tive esse direito. Sou uma mulher sem direitos.
No seu ponto de vista, algum dia a sociedade vai encarar a transexualidade como algo inerente ao nosso cotidiano?
(é categórica ao falar) É uma realidade muito distante de mim e de você, mas eu luto para isso. Muitas vezes eu digo que sou capaz de morrer por essa militância GLBT, para que outros gays, outras transexuais tenham esse direito. Eu não me importo em ser a Joana D’Arc LGBT.
É para mudar a cabeça da sociedade que todos os dias luto, que estou na militância, que faço palestras. Com toda certeza pode ser que eu morra e não veja isso, mas meus netos e bisnetos verão. A história está sendo construída a partir de agora, com cada ação, cada palestra, cada luta.
Palestra e debate sobre Direitos Humanos, realizados por Adriana. Palestra e debate sobre Direitos Humanos, realizados por Adriana.
 Então, lutar pelo movimento GLBT é o seu lema?Sim. Inicialmente tornou-se uma luta minha pelo direito de ser mulher, de ser vista como mulher, de ser respeitada como mulher, mas depois essa luta se abrangeu por toda a comunidade GLBT. Quando busquei meus direitos, acabei me encantando pelo movimento e abracei a causa. Eu me percebo dentro dele, apesar de que muitas transexuais não se percebem. Só entram nele para conseguir a cirurgia de troca de sexo e depois que elas se percebem mulheres saem do movimento ou se distanciam.
Quando você teve a primeira experiência com um homem?
Na verdade, minha primeira experiência com um homem foi muito difícil. Foi com um menino que implicava muito comigo na época do ensino médio. Ele praticamente me abusou sexualmente.
 Qual foi sua reação?
Foi uma experiência frustrante, mas muito importante. A partir daquele dia comecei a pesquisar sobre a homofobia e descobri que o homofóbico nada é mais do que um homossexual internalizado, que tem medo de assumir para a sociedade quem é e por isso que odeiam homossexuais. É aí que nasce a Lohanna pesquisadora, que tem sede pelo saber, pelo movimento GLBT. Foi quando me perguntava: eu gostei ou não daquele ato? Eu sou o quê? Gay, travesti ou transexual?
 Você pensa em casar? E ter filhos?
(abre um largo sorriso) É um dos meus maiores sonhos. Eu disse a Adenilson uma vez. É poder entrar numa igreja para casar com ele, que é meu grande amor. Não precisa ser de vestido de noiva, mas com tudo que tenho direito, daminha, pagem… A maternidade também é algo muito importante para mim. Eu penso em adotar, principalmente um menino, não sei por que, mas talvez porque nunca tenha tido um irmão mais velho.
 Você é católica. Como lida com a posição da Igreja diante do movimento LGBT?
Como católica eu já estudei a Bíblia, já estudei teologia e garanto que inúmeras religiões não nos aceitam, mas a grande verdade é que há más interpretações sobre a Bíblia. Coisas que eram pecado antigamente, hoje não são. Tudo isso é uma questão de interpretação bíblica. Deus é único e Ele diz que vem para as pessoas de coração aberto. Ele ama todos nós. Nós não somos mais ou menos pecadores só porque temos orientação sexual diferente.
 Adriana Lohanna sofre muito com o preconceito?
(ar de tristeza… olha nos meus olhos) Sofre. E graças a Deus hoje já está sabendo mais lidar com o preconceito. Mas como eu disse anteriormente, a opressão psicológica é a que mais me faz sofrer. É muito difícil você estar nas ruas e vê as pessoas apontando: “olha a travesti passando, olha o veado, olha a bicha”.

“A história está sendo construída a partir de agora, com cada ação, cada palestra, cada luta”.
“A história está sendo construída a partir de agora, com cada ação, cada palestra, cada luta”.
 
 
“Não me importo em ser a Joana D’Arc GLBT”.
Isso dói na alma?
(cabisbaixa) Dói. É muito difícil você perceber que todos ao seu redor te olham diferente. As pessoas elas tem como se fosse um medo de se relacionar com você, por causa das imposições da sociedade. Eu perdi um grande namorado, o Rafael, que até chegou a apanhar por causa de mim, só porque assumiu nosso namoro. A gente namorava em praça pública, andava de mãos dadas.
 Que manifestações de preconceitos são comuns no seu cotidiano?
Fora os xingamentos, a pior manifestação de preconceito é o olhar diferente. Você passa e as pessoas te olham com olhar de susto. Mas há também o preconceito verbal e físico. Ouvi muito que veado tem que apanhar. Em todas essas situações, percebo que é como se  a sociedade achasse bonito a forma como os homossexuais são agredidos.
 O que você gostaria de fazer e não pode?
(sorrindo verdadeiramente…) Amar, porque até hoje eu não tive esse direito.
 O que você acha dos atos de afirmação homossexual, como as paradas GLBT? Por exemplo, o jornalista e homossexual assumido, Bruno Chateaubriand se diz contra.
De certa forma, as pardas LGBT cometem alguns erros. A parada GLBT nasceu em 1970, nos Estados Unidos, como uma forma de reivindicação dos homossexuais que sofriam com as opressões da época.
Muitas paradas hoje são apenas festas de visibilidade. Nós precisamos do nosso povo politicamente formado para chegarmos a qualquer ato de preconceito, a pessoa que é preconceituosa e discutir a discriminalização. É preciso também formar pessoas que estejam nas paradas militando. As paradas acontecem para formar militantes, dizer não ao preconceito e não para ser uma festa. Então, de alguma forma o que o jornalista fala tem sentido. As paradas hoje são muitas vezes grandes festas políticas.
 Qual sua relação com o Centro de Combate a Homofobia?
Minha relação com o Centro de Homofobia se deu logo depois do incidente em que fui proibida de usar o banheiro feminino da Unit. Eu conheci a estagiária de psicologia Elen, que me ofereceu ajuda para eu poder lidar com a questão do banheiro. Em todos os momentos o Centro se colocou a minha disposição, inclusive indo a universidade requerer meus direitos, discutindo esse caso. Mas em todos os momentos a Unit foi omissa. O Centro hoje é um parceiro meu, minha base sempre que preciso.
 Das situações de agressões e constrangimentos a que era submetida na infância, ficou alguma sequela?
(ar de tristeza surge no rosto) Ficou. A maior sequela da minha vida é não poder ter infância, não ter brincado. É olhar para trás e não poder dizer: “olha eu brincava disso”, “eu lembro daquilo”. Eu não tive infância devido a descoberta da minha orientação diferente.
 Confira no próximo domingo a segunda parte da entrevista. Até lá!
Créditos fotográficos: arquivo pessoal
Esta entrada foi publicada em Entrevistas. Adicione o link permanenteaos seus favoritos.
Be the first to like this post.

Uma resposta para De frente com Valldy

Dafnne Victoria disse:
A trajetória de Lohanna se confunde com as de todas nós transexuais, que lutamos arraigamente todos os dias para sermos reconhecidas em um Páis que menospreza as minorias. A palavra transexual, só por si já diz que é algo que transcende, que vai além do que se pode ver ou imaginar. Vai além também nossso direitos desrespeitados e a consequente saga de limitações as quais somos condicionadas no nosso dia a dia. Não temos direito a nada e, principalmente, a amar e ser amada, que no meu ponto de vista, é o maior e mais sublime sentiemnto que pode reger uma nação. Assim como Lohanna, também somos vítimas do cárcere privado social, que nos obriga a vivermos trancafiadas em nossso mundos imaginários ou sair as ruas e correr o risco de sermos apedrejadas, senão assassinadas brutalmente, conforme números assutadores do relatório do GGB, divulgado recentemente. Façamos nossa parte como cidadãs e lutemos pelos nossso direitos sem medo. E dignidade, já!
Na segunda e última parte da entrevista, Adriana Lohanna fala do preconceito no Estado e das agressões e constrangimentos que sofreu ao logo dos anos. Fala da sua militância no GLBT, da expectativa da cirurgia de readequação genital. E de ser a primeira transexual sergipana a estar na fila do SUS para realização da cirurgia de mudança de sexo. 
 Você acredita que Sergipe é um estado preconceituoso? E homofóbico?E o Brasil?
(fala sem titubear) Hoje eu digo que é o estado mais preconceituoso. Você percebe que em outros estados, as pessoas LGBT podem conviver em espaços socialmente. Em Sergipe, esse preconceito é muito velado, ele não se mostra, ele está na obscuridade. Se você perceber, Sergipe também é um estado campeão da homofobia. Em Sergipe o homossexual não pode andar de mãos dadas com seu par. No Rio de Janeiro isso é muito comum.
A cultura nordestina é machista, onde o homossexual é visto como uma pessoa pervertida. Ninguém o vê como uma pessoa que tem sonhos ou caráter, é visto como um depósito de esperma. A prova de que nosso estado é preconceituoso é que a classe LGBT está trancada em boates e barzinhos, tipo a Clone Mix e a Alquimia, porque precisamos viverem muros. Ali, o homossexual pode beijar e ser feliz, mas distante de lá, não, porque a sociedade não permite, aponta, julga, condena.
Também o nosso país é campeão em assassinatos de homossexuais, como confirma o antropólogo Luiz Mott, do Grupo Gay da Bahia. Esses crimes de crueldade são praticados pelo simples fato de suas vítimas serem homossexuais. E esses crimes horrendos são mais comuns entre travestis e transexuais, que são mais vistos na sociedade.
 Por que há tanto preconceito e homofobia em nossa sociedade? Faltam políticas públicas para coibir ações de preconceituosos e homofóbicos de plantão?
Faltam sim. O nosso país discute muito a diversidade de gênero porque está na mídia, porque é bonito. Nós temos um programa do governo federal, o “Brasil sem homofobia”, criado em 2007, mas que não funciona, que nunca saiu do papel. No Brasil, ser diferente é incomodar. As políticas públicas não funcionam.
Até hoje o Brasil discute a PLC122, alei que torna crime a homofobia. A lei é um projeto de 2006, mas que está parada. O debate não é nada fácil. O conservadorismo impera no Congresso nacional. Isso é lamentável em pleno século XXI.