Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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sábado, 14 de junho de 2014

Lições de Dilm@ vai tomar.....

Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação Ferramentas Pessoais Seções Colunistas Blogs tvCarta Política Análise Lições do “Ei, Dilma, vai tomar...” Que lições Dilma vai levar da humilhação mundial que sofreu na abertura da Copa? Continuará priorizando os que a agrediram ou quebrará alguns ovos? por Lino Bocchini — publicado 13/06/2014 11:21, última modificação 13/06/2014 15:31 inShare 7 Reprodução de TV Na tela da TV Globo, Joseph Blatter, Dilma Roussef e sua filha, Paula, em um dos momentos em que a presidenta foi xingada Leia também A Copa e o paternalismo tosco da esquerda arcaica Teve Copa. E teve relincho No galope das Copas Brasil venceu assim que a luz do iPhone se apagou O Brasil depende de Neymar, mas precisa dos outros Todo mundo viu. Literalmente todo O mundo. Centenas de milhões assistiram ao vivo um estádio com 62 mil pessoas gritar: “Ei, Dilma, vai tomar no cu!”. Desculpem escrever o palavrão, mas é necessário mostrar a gravidade do que ocorreu. Dilma também viu e ouviu, várias vezes. Na transmissão da Globo o coro invadiu o áudio pelo menos três vezes. Em um evento como o desta quinta 12, vaias a mandatários são comuns, quase a praxe. O que aconteceu em São Paulo na abertura da Copa do Mundo, contudo, foi além. Não foi uma vaia, como na abertura da Copa das Confederações, em Brasília. Foi uma monumental grosseria made in Brazil. Uma falta de educação abissal e carregada de simbolismo. A plateia que pagou até R$ 990 para estar ali xingando Dilma, e os mais ricos e famosos não pagaram nada. Zero. Estavam, como por exemplo Angélica e Luciano Huck, na área VIP. E o que Dilma achou disso, o que pensou antes de dormir? Difícil saber como Dilma registrou essa agressão, mas espero que tire uma lição do que presenciou em Itaquera. Não faz o menor sentido continuar governando prioritariamente para essas pessoas. E não é uma questão de “gratidão”, nada disso. Dilma é, claro, a presidenta de todos os brasileiros. Mas não se justifica o número de concessões e agrados que ela se obriga a fazer para poderosos em geral, sejam eles do agronegócio, evangélicos fundamentalistas, banqueiros ou donos de redes de televisão. Para chegar ao poder e conseguir governar, Lula fez tais concessões –que já existiam desde sempre, diga-se. Escolheu um grande empresário para a vice, aliou-se a partidos conservadores, discursou várias vezes para os donos do dinheiro prometendo não ameaçar seu poderio –como de fato não o fez. Naquele momento histórico, entretanto, essa atitude era estratégica, defensável até. Não é mais. O quadro é outro, o país é outro. Ninguém mais, a não ser os delirantes que enxergam sombras de Chávez e Fidel embaixo da cama, acha que o PT vai colocar sem-tetos em seu apartamento ou implantar uma ditadura comunista no Brasil. No dito popular, "sem quebrar ovos não se faz uma omelete". Alguns argumentarão: “mas no Brasil isso é impossível, as estruturas estão aí há séculos, não dá para mudar tudo de uma vez”. Concordo. Tudo é muita coisa, e de uma vez é muito rápido. Mas entre o chavismo e os Estados Unidos há muitas possibilidades. Temos que criar nosso próprio modelo. E aí não tem jeito: Dilma tem que quebrar alguns ovos. E se não dá para quebrar a caixa inteira, pelo menos alguns têm que ir para a frigideira. Por exemplo: Reforma política profunda, minando o próprio sistema que a faz refém de picaretas históricos por um par de minutos na TV; Taxação de grandes fortunas, começando pelas astronômicas e inaceitáveis heranças que perpetuam a desigualdade no país; Reforma agrária real, abandonando o incômodo posto de governo que menos assentou famílias; Democratização real da comunicação, revendo concessões públicas e alocando melhor as verbas publicitárias governamentais; Direitos humanos de verdade, encarando de forma contundente o racismo, a homofobia e o machismo; E por aí vai, o número de “ovos” a ser quebrado no Brasil dava para fazer uma omelete para o País todo. “Ah, mas não vai dar para fazer tudo isso”, dirão alguns. É óbvio que não será possível fazer tudo o que realmente tem de ser feito em nosso país de uma vez e ao mesmo tempo. Mas para valer a pena um segundo mandato, ou Dilma encara de frente esses desafios ou seguirá governando para estes que a xingaram de forma grotesca na abertura da Copa. O que você escolhe, Dilma? Comentários Todos os comentários são moderados, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Não serão aceitas mensagens com links externos ao site, em letras maiúsculas, que ultrapassem 1 mil caracteres, com ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência. Não há, contudo, moderação ideológica. A ideia é promover o debate mais livre possível, dentro de um patamar mínimo de bom senso e civilidade. Obrigado. Edição Atual | Anteriores... Assine CartaCapital Edições Digitais Já é Assinante? Faça login para acessar a edição digital. login senha Não tem login? Cadastre-se. Como funciona a edição digital? 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terça-feira, 6 de maio de 2014

Homens sofrem mais agressões ao se dizer Gay


Grata, Fabio!

REPASSANDO..

Sociedade

LGBT

Homens sofrem mais agressões à medida que se declaram homossexuais - Carta Capital


Uma pesquisa realizada na USP mostrou que o preconceito e a violência sofridos aumentam entre os homens que decidiram se revelar
por Mariana Melo — publicado 04/05/2014 11:17
Fernando Frazão/Agência Brasil
Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo mostrou que a já tradicional Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que ocorre neste domingo 4, tem razão de escolher como tema a criminalização da homofobia e a lei de identidade de gênero. O levantamento aponta que 72% dos homens que se assumem publicamente como gays já sofreram agressões verbais no trabalho, na faculdade e em ambientes familiares, enquanto 16% dos não assumidos passaram por algo semelhante. A pesquisa também mostra que, entre os assumidos, 21% já foram agredidos, contra 4% dos que preferem não se revelar.
A pesquisa, feita pelo psicólogo Luiz Fabio Alves de Deus para um mestrado realizado na Faculdade de Saúde Pública da USP, mostrou, além disso, que, em um grupo de aproximadamente 1200 homens gays, 42% dos que assumem sua sexualidade em todos os contextos sociais (família, amigo, trabalho, escola/faculdade e também ambientes religiosos) já sofreram ameaças por conta da orientação sexual. Enquanto isso, dos que não se assumem, 8% passaram por algo semelhante. No ambiente de trabalho, um quarto dos que se assumem já sofreram constrangimentos, como piadas e discriminação velada. O número cai para zero quando se trata de um gay que não fez a revelação.
Segundo Alves, o aumento das agressões nesses grupos tem a ver a ruptura do padrão heteronormativo da sociedade. “Isso ocorre porque o homossexual que se expõe acaba reivindicando mais direito e espaço para expressar a sua sexualidade.” Alves explica que essa exposição acaba confrontando regras sociais e incomodando pessoas que pensam que o afeto gay não pode ter o mesmo espaço que o afeto hetero.
A pesquisa também apontou que, dentre os pesquisados, mais homens com menos de trinta anos fizeram a revelação pública. Alves acredita que, nestes casos, é mais fácil para quem nasceu nos anos 90 lidar com a sua sexualidade por conta do fortalecimento do movimento gay surgido a partir desta década. “O movimento gay comprou a briga e trouxe às pessoas discussões referentes à sexualidade. Os gays cobraram o espaço e facilitaram para os nascidos em 1990, que já cresceram com a ideia de que ser gay é um direito: eles sabem que devem sair do armário, a questão é como. Já os mais velhos pensam que não devem sair do armário.”
Alves percebeu, ainda, que menos negros tendem a se assumir, quando comparados aos brancos homossexuais. Alves explica que isto está relacionado ao acúmulo de preconceitos. Para ele, os homossexuais negros, por já sofrerem preconceitos por sua cor, podem ser impelidos a não admitir para os outros sua sexualidade. “Revelar-se gay é se expor à situação de violência e preconceito. Isso pode ser administrado, pois se o gay sabe que será vítima de preconceito, ele pode não se revelar. Como ser negro não é uma situação que possa ser administrada, pois está na cara, muitos preferem não revelar a sua sexualidade porque a carga de preconceito ficaria ainda maior.”
A discriminação aos homossexuais, ao longo da vida, pode refletir na saúde psicológica dessas pessoas, completa Alves. “São atos contínuos de violência, da infância até a pessoa morrer. Todos os ambientes frequentados por essa pessoa oferecem discriminação, os gays são discriminados em suas casas e até por profissionais da saúde", afirma. "Relacionei minha pesquisa com outros estudos e vi que na população LGBT tem aumentado as situações de depressão, ansiedade e suicídio.”
Alves não quis fazer um julgamento a respeito do que é melhor para o homem homossexual: se expor, e sofrer mais violência, ou se esconder. “Na pesquisa, percebi que alguns não se assumiam publicamente mas frequentavam lugares gays. É a melhor forma? Só a pessoa pode dizer, é uma escolha individual.” A intenção do estudo, segundo ele, não é fazer com que os gays permaneçam no armário, mas que lutem por políticas públicas que os protejam do assédio e das imposições sociais. “Quando a discriminação é velada, não se defende” lembra.
Parada do Orgulho LGBTA 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo ocorre neste domingo 4. O tema oficial é “País vencedor é País sem Homolesbotransfobia, chega de mortes!”, que pedirá pela aprovação da lei de identidade de gênero, o Projeto de Lei (PL) 5002/2013, sob apreciação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A revindicação vem após uma derrota, significativa, para o movimento LGBT: em dezembro do ano passado, o Senado tirou da sua pauta o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, que reconhecia penas para discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, assim como já existe para preconceito de raça e cor.
A concentração para o evento ocorre na Avenida Paulista, 900, a partir das 10 horas. Os trios devem partir às 12 horas e seguir para a Consolação até a República, onde, às 19 horas, ocorrem, segundo o site oficial do evento, os shows de Wanessa Camargo e Pedro Lima. A atração é aberta ao público.
Serviço18ª Parada do Orgulho LGBT de São PauloData: 04 de maioHorário: Concentração a partir das 10 horasLocal: Avenida Paulista, 900Evento gratuito

domingo, 30 de março de 2014

Perseguição do Estado e desprezo da esquerda prejudicaram movimento gay - Carta Capital

Obrigada, Fábio

REPASSANDO...


Perseguição do Estado e desprezo da esquerda prejudicaram movimento gay - Carta Capital

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/perseguicao-do-estado-e-desprezo-da-esquerda-prejudicaram-movimento-gay-9956.html

Ativistas querem acrescentar ao relatório da Comissão Nacional da Verdade capítulo sobre perseguição aos homossexuais durante o regime militar
por Mariana Melo — publicado 30/03/2014 12:51
Marcelo Oliveira / ASCOM - CNV
audiencia Na mesa de abertura, os secretários do Estado Eloísa de Sousa Arruda e Marcelo Araújo e os membros das Comissões da Verdade, Paulo Sérgio Pinheiro e Adriano Diogo
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Em um cenário de censura, vigilância e polarização política, somavam-se aos problemas enfrentados pelas organizações de luta pelos direitos homossexuais o desprezo e até mesmo a hostilidade dos movimentos da esquerda, além da perseguição oficial do Estado ditatorial no Brasil. As conclusões foram apresentadas durante a audiência pública sobre “Ditadura e homossexualidade no Brasil”, neste sábado 29, no Memorial da Resistência, sede do antigo Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) em São Paulo.
Organizada pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” e pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), a audiência teve como objetivo acrescentar aos relatórios produzidos pelos organismos um capítulo que trate especificamente da violação dos direitos humanos a lésbicas, gays, travestis e transexuais ao longo do regime militar. “Temos que pensar como as comissões da verdade podem atuar visibilizando as questões LGBT e quais instrumentos jurídicos e políticos temos na democracia para trabalhar as opressões” disse Renan Quinalha, advogado e membro da Comissão da Verdade de São Paulo. “Trata-se da primeira tentativa de reparação do Estado brasileiro”.
Marisa Fernandes, pesquisadora da PUC-SP e antiga integrante do Somos (grupo que nos anos 80 lutou pela afirmação dos homossexuais no País), destacou a sua militância durante os anos de repressão e contou sobre a dificuldade de promover a discussão não só da homossexualidade, mas também da própria sexualidade feminina em meio às discussões sobre luta de classe. “Nós, homossexuais, tivemos que enfrentar a existência de uma esquerda ortodoxa e autoritária que não compreendeu, naquela época, a urgente necessidade de também se pensar a sexualidade humana, o machismo e o racismo conjuntamente com as demais causas sociais.”
Ela lembrou que, em 1979, o grupo de militância lésbica do qual participava tentou integrar o 2º Encontro da Mulher Paulista realizado na PUC. “As mulheres ligadas a organizações políticas autoritárias e centralizadoras pregavam que não existia a violência contra a mulher, a única que de fato existia era a violência ditatorial sobre homens e mulheres da classe operária”, contou. “Para elas, as nossa propostas de se refletir as especificidades das mulheres eram elitistas e pouco interessavam ao povo e à revolução. Assim, fomos acusadas de dividir a luta ‘maior' e de sermos contrárias à luta contra a ditadura.”
Prisões arbitrárias. Além da dificuldade de articulação com grupos de esquerda, os homossexuais enfrentavam a perseguição das autoridades. O pesquisador Rafael Freitas, também da PUC-SP, apresentou em sua fala provas disso, ao ler um trecho da Portaria 390 de 1976 do 4º Distrito Policial de São Paulo, que dizia:
“O objetivo desta equipe é sindicar todos os travestis que frequentam a área jurisdicional do 4º Distrito Policial para apuração de sua conduta. Sempre que possível, as sindicâncias serão ilustradas com a fotografia desses pervertidos em trajes femininos que estiverem usando na ocasião, para que os meritíssimos juízes possam avaliar a sua nocividade.”
Segundo Freitas, as operações para prender travestis não tinham respaldo da justiça, o que tornava-as arbitrárias. O delegado do 4º distrito Guido Fonseca prendeu 318 travestis e fez com que preenchessem um termo de declarações de gastos e informações que poderiam ser usadas para a extorsão das presas. Para não ficarem muitos dias na detenção, as travestis chegaram a cortar os pulsos para serem encaminhadas à Santa Casa.
As arbitrariedades continuaram. Em maio de 1980, lembra o historiador, durante o governo de Paulo Maluf, o delegado José Wilson Richetti assumiu a delegacia seccional do Centro e criou a Operação Cidade, que tinha como objetivo prender traficantes e assaltantes. No dia seguinte, no entanto, os jornais estampavam que a maioria das 152 prisões feitas na operação foram de prostitutas, travestis e homossexuais. Em 31 de maio neste mesmo ano, a Secretaria de Segurança Pública do governo Maluf soltou uma nota oficial assumindo a perseguição aos LGBTs, na qual dizia, segundo Freitas: “O delegado de polícia é o comandante e chefe de uma guerra sem quartel em toda área central da cidade. Não esperando as queixas que um cidadão possa apresentar, vai aos locais suspeitos para conduzir a qualquer um dos outros distritos da região central o rufião, o travesti, o traficante de tóxicos, o assaltante, o trombada e a prostituta que realiza seu comércio nas vias públicas.”
Atraso. Professor de História da América Latina na Brown University e ativista dos direitos LGBT, James N. Green destacou o fato de a ditadura no Brasil ter ocorrido enquanto aconteciam transformações culturais e comportamentais importantes em outras partes do mundo. Enquanto outros países testemunhavam a luta do movimento negro e a revolução cultural, em 1968, o Brasil se frustrava com a implantação do AI-5. “É importante abrir muito mais o conceito da ditadura que dominou o Brasil por 21 anos. As vítimas do regime militar não eram somente os militantes da esquerda que levantavam armas ou que se envolveram em atividades contra o regime. O estado de exceção afetou toda a sociedade brasileira.”
Quinalha propõe, portanto, que as discussões sobre o período ditatorial ultrapassem os debates e construam políticas públicas para impedir que a repressão continue. “Termos muito abstratos e genéricos como reconciliação nacional, cidadania, identidade e confiança cívica não dão conta de compreender as opressões específicas que se operaram nesse aparato de repressão da ditadura. E também não dão conta de fazer um trabalho de memória, verdade e justiça adequado em uma democracia que deve ser comprometida com a diversidade e os direitos humanos.”
Nesse sentido, concluiu o acadêmico e ativista James N. Green: “Nosso trabalho pretende evocar a ditadura e seus agentes, seja a censura, o Itamaraty - que expulsou homossexuais no AI-5 - ou o delegado Richetti.”

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Boletim Carta Maior 16/10/2012

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Dilma não comparece a evento da SIP e é comparada a Collor
Comitê Anfitrião da Assembleia Geral da SIP critica ausência de Dilma e lembra que foi a segunda vez que o presidente do Brasil não prestigiou o encontro. Em cerimônia, organização atacou novamente os governos da Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador. E o governador Alckmin afirmou que a liberdade de expressão tem sido “executada por lemas grandiosos como a democratização da comunicação”.
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15/10/2012
SIP elege Argentina e Equador como alvos principais
Democratização da comunicação é eufemismo para censura”
Recado à SIP: Basta de enganação!
Regina Duarte pede liberdade de imprensa e Judith Brito exalta mídia no 'mensalão'
 
Manifestantes denunciam ações da SIP
Em frente ao luxuoso hotel Renassaince, representantes da CUT, do MST, do Coletivo Intervozes e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) levantaram cartazes denunciando alguns dos reiterados abusos praticados por emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas “Monopólio da mídia sufoca liberdade de expressão”, afirmam movimentos sociais em protesto paralelo à reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) que acontece em São Paulo
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Argentina: a verdade de outra história de horror
María de las Mercedes Moreno, 59 anos, passou os últimos 34 procurando a filha. No início de outubro, ela viajou a Buenos Aires. Sua filha finalmente fora identificada e encontrada. É um dos raros casos em que um jovem encontrado pode conhecer a mãe biológica. Na imensa maioria, elas foram mortas, como parte de um plano sistemático de sequestrar bebês nascidos em presídios e assassinar suas mães. O artigo é de Eric Nepomuceno.
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Dilma: Lei de Cotas contribui para saldar dívida do Brasil com jovens pobres
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (15) que o decreto que determina a reserva de metade das vagas de universidades e institutos federais para alunos de escolas públicas, negros e índios contribui para saldar uma dívida histórica do Brasil com os jovens pobres. A regulamentação da chamada Lei de Cotas está publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.
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França: o impossível quadrilátero de François Hollande
François Hollande está convencido há muito tempo que o crescimento é o único meio de criar postos de trabalho. Isso não é certo – ao menos no médio prazo -, mas é seu ponto de vista. Apesar disso, faz todo o possível para evitá-lo. Desde o início da crise, o investimento caiu, e a única coisa que sustenta a débil demanda interna é o consumo das famílias e, sobretudo, o gasto público. O artigo é de Michel Husson.
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A lógica da cidade dividida
São Paulo quase não enxerga suas periferias e favelas, que chegam à opinião pública filtradas pela geografia e as más notícias, ecoadas de um batustão remoto. O jornalismo sobre esses lugares --com raras exceções-- alterna episódios de execuções e massacres; mais recentemente, incêndios. É o vínculo que ressalta em relação ao poder público. Sangue, repressão e desamparo.Trinta e três favelas arderam este ano em SP. Transparências superpostas desenham semelhanças suspeitas entre o rastro das chamas e o da cobiça imobiliária. - 14/10/2012

 
Os tucanos, do começo ao fim
Os tucanos chegam a esta eleição jogando sua sobrevivência em São Paulo, com riscos graves de, perdendo, rumarem para a desaparição politica. Ninguém acredita em Aécio como candidato com possibilidade reais de vencer a eleição para a presidência, menos ainda o Alckmin. - 13/10/2012

 
Opinião
 
Elvino Bohn Gass
O PT e os teimosos fatos
Nenhuma das previsões catastróficas sobre o desempenho do PT na eleição se confirmou porque o povo não pensa e não sente como a imprensa. O fato é que o PT saiu da eleição como o campeão absoluto em número de votos: 17 milhões e 300 mil, quase um milhão a mais do que em 2008, quando fez 16 milhões e 500 mil.
- 15/10/2012
 
Jeferson Miola
Derrota inclemente em Porto Alegre
O PT em Porto Alegre sofreu uma derrota inclemente. E não foi uma derrota de um PT qualquer, mas a derrota de um PT que acumulou a experiência de governar a cidade por 16 anos e que construiu importantes referências para o país e para o mundo de resistências e de construção de alternativas democráticas ao neoliberalismo. - 15/10/2012
 
Jacques Gruman
Pela vida
Anos atrás, assisti uma peça de teatro em que um personagem atormentado questionava a adoração da cruz pelos cristãos. Me perturba, com todos os atenuantes, alçar uma forma bárbara de infligir sofrimento em objeto de adoração. É a mesma lógica da tatuagem de números de Auschwitz feita por alguns jovens israelenses. - 15/10/2012

 
Em Destaque
 

As eleições venezuelanas e o debate econômico na América do Sul
Nossa região tem que continuar produzindo para esse mundo capitalista em crise, ou gerar condições para uma ruptura no plano da economia e da produção? O triunfo eleitoral de Hugo Chávez na recente disputa presidencial na Venezuela propicia um aprofundamento do debate sobre as mudanças econômicas atualmente em curso na América do Sul, seu rumo e seus beneficiários. O artigo é de Julio C. Gambina. - 14/10/2012
 

 


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> LEIA MAIS | Internacional | 15/10/2012
 
 





 
A lógica da cidade dividida
São Paulo quase não enxerga suas periferias e favelas, que chegam à opinião pública filtradas pela geografia e as más notícias, ecoadas de um batustão remoto. O jornalismo sobre esses lugares --com raras exceções-- alterna episódios de execuções e massacres; mais recentemente, incêndios. É o vínculo que ressalta em relação ao poder público. Sangue, repressão e desamparo.Trinta e três favelas arderam este ano em SP. Transparências superpostas desenham semelhanças suspeitas entre o rastro das chamas e o da cobiça imobiliária. - 14/10/2012

 
Os tucanos, do começo ao fim
Os tucanos chegam a esta eleição jogando sua sobrevivência em São Paulo, com riscos graves de, perdendo, rumarem para a desaparição politica. Ninguém acredita em Aécio como candidato com possibilidade reais de vencer a eleição para a presidência, menos ainda o Alckmin. - 13/10/2012

 
Opinião
 
Elvino Bohn Gass
O PT e os teimosos fatos
Nenhuma das previsões catastróficas sobre o desempenho do PT na eleição se confirmou porque o povo não pensa e não sente como a imprensa. O fato é que o PT saiu da eleição como o campeão absoluto em número de votos: 17 milhões e 300 mil, quase um milhão a mais do que em 2008, quando fez 16 milhões e 500 mil.
- 15/10/2012
 
Jeferson Miola
Derrota inclemente em Porto Alegre
O PT em Porto Alegre sofreu uma derrota inclemente. E não foi uma derrota de um PT qualquer, mas a derrota de um PT que acumulou a experiência de governar a cidade por 16 anos e que construiu importantes referências para o país e para o mundo de resistências e de construção de alternativas democráticas ao neoliberalismo. - 15/10/2012
 
Jacques Gruman
Pela vida
Anos atrás, assisti uma peça de teatro em que um personagem atormentado questionava a adoração da cruz pelos cristãos. Me perturba, com todos os atenuantes, alçar uma forma bárbara de infligir sofrimento em objeto de adoração. É a mesma lógica da tatuagem de números de Auschwitz feita por alguns jovens israelenses. - 15/10/2012

 
Em Destaque
 

As eleições venezuelanas e o debate econômico na América do Sul
Nossa região tem que continuar produzindo para esse mundo capitalista em crise, ou gerar condições para uma ruptura no plano da economia e da produção? O triunfo eleitoral de Hugo Chávez na recente disputa presidencial na Venezuela propicia um aprofundamento do debate sobre as mudanças econômicas atualmente em curso na América do Sul, seu rumo e seus beneficiários. O artigo é de Julio C. Gambina. - 14/10/2012
 

 


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