Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
quarta-feira, 18 de junho de 2014
#GIV lança edital 2 Seminário de atualização em #HIV
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
MANIFESTANTES ENTRAGAM COROA DE FLORES PARA "Q MELHO PROGRAMA DE AIDS DO MUNDO'
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou mais uma vez em público o teste de detecção do vírus da aids. O ato marcou nesta quinta-feira, 22 de novembro, em São Paulo, o início da primeira Mobilização Nacional de prevenção e testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C. Durante o evento, ativistas da Articulação Nacional de Aids tentaram entregar a ele uma coroa de flores fúnebre manifestando ¨Aqui Jaz o Melhor Programa de Aids do Mundo.´
Padilha viu a coroa, baixou a cabeça e seguiu em direção aos repórteres que o aguardavam sem conversar com os manifestantes. A intenção, segundo os ativistas, foi chamar a atenção ao desmonte na resposta brasileira contra a aids, cujos índices continuam alarmantes.
“A prevenção é boa, mas, ao contrário do que foi feito nos anos anteriores, nenhuma das ONGs foi chamada para discutir as maneiras de prevenção da doença em 2012”, desabafa Jorge Beloqui, do GIV (Grupo de Incentivo a Vida) que participou do protesto.
O lançamento da Mobilização Nacional foi realizado durante a visita do Ministro à Galeria Prestes Maia, um dos locais em que foi montado o serviço gratuito de aconselhamento e testagem, em São Paulo. O objetivo da ação é incentivar o diagnóstico precoce da infecção pelo HIV, especialmente em populações mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo. “Queremos levar o teste rápido para mais perto da população, com a preocupação muito clara do Ministério da Saúde no público jovem”, afirmou Padilha.
Segundo o Ministério da Saúde, metade dos novos casos de aids registrados em 2011 no Brasil são de homens que fazem sexo com homens entre 15 e 24 anos. “Pesquisas mostram que 80% desse público têm informações de como se prevenir, mas ainda não despertou uma atitude de prevenção”, afirmou, completando que esta falta de atitude preventiva é consequente do fato destes jovens serem de uma geração que não enfrentou o início da luta contra a aids, não terem visto artistas e ídolos morrerem em decorrência desta doença.
Até às 13 horas desta quinta-feira já haviam sido atendidas cerca de 100 pessoas, que realizaram os testes de HIV, sífilis e hepatites B e C, informou a coordenadora do Fique Sabendo no Estado de São Paulo, Karina Wolffenbuttel.
A ideia é que até 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP (CRT) e Instituto Adolfo Lutz, realize cerca de 150 mil exames no estado, dos quais 30 mil testes rápidos anti-HIV. Esta é a quinta edição da Campanha Fique Sabendo em São Paulo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou mais uma vez em público o teste de detecção do vírus da aids. O ato marcou nesta quinta-feira, 22 de novembro, em São Paulo, o início da primeira Mobilização Nacional de prevenção e testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C. Durante o evento, ativistas da Articulação Nacional de Aids tentaram entregar a ele uma coroa de flores fúnebre manifestando ¨Aqui Jaz o Melhor Programa de Aids do Mundo.´
Padilha viu a coroa, baixou a cabeça e seguiu em direção aos repórteres que o aguardavam sem conversar com os manifestantes. A intenção, segundo os ativistas, foi chamar a atenção ao desmonte na resposta brasileira contra a aids, cujos índices continuam alarmantes.
“A prevenção é boa, mas, ao contrário do que foi feito nos anos anteriores, nenhuma das ONGs foi chamada para discutir as maneiras de prevenção da doença em 2012”, desabafa Jorge Beloqui, do GIV (Grupo de Incentivo a Vida) que participou do protesto.
O lançamento da Mobilização Nacional foi realizado durante a visita do Ministro à Galeria Prestes Maia, um dos locais em que foi montado o serviço gratuito de aconselhamento e testagem, em São Paulo. O objetivo da ação é incentivar o diagnóstico precoce da infecção pelo HIV, especialmente em populações mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo. “Queremos levar o teste rápido para mais perto da população, com a preocupação muito clara do Ministério da Saúde no público jovem”, afirmou Padilha.
Segundo o Ministério da Saúde, metade dos novos casos de aids registrados em 2011 no Brasil são de homens que fazem sexo com homens entre 15 e 24 anos. “Pesquisas mostram que 80% desse público têm informações de como se prevenir, mas ainda não despertou uma atitude de prevenção”, afirmou, completando que esta falta de atitude preventiva é consequente do fato destes jovens serem de uma geração que não enfrentou o início da luta contra a aids, não terem visto artistas e ídolos morrerem em decorrência desta doença.
Até às 13 horas desta quinta-feira já haviam sido atendidas cerca de 100 pessoas, que realizaram os testes de HIV, sífilis e hepatites B e C, informou a coordenadora do Fique Sabendo no Estado de São Paulo, Karina Wolffenbuttel.
A ideia é que até 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP (CRT) e Instituto Adolfo Lutz, realize cerca de 150 mil exames no estado, dos quais 30 mil testes rápidos anti-HIV. Esta é a quinta edição da Campanha Fique Sabendo em São Paulo
“O grande esforço do ministério é que em todos os estados do País se tenha um diagnóstico cada vez mais precoce. Subimos de 32% para 36% no número de diagnósticos precoces entre 2006 e 2011, mas queremos subir ainda mais”, finalizou o ministro.
Antes de participar da cerimônia de Mobilização Nacional pelo teste, Padilha esteve no debate "Aids: Missões para o futuro", promovido pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas com a participação de jornalistas e representantes do poder judiciário.
Redação da Agência de Notícias da Aids
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Nova lei estimula controle social na área da saúde -
Publique em seu blog
Mara
| Nova lei estimula controle social na área da saúde - 16/05/2012 | |
| Lei de acesso à informação, que entra em vigor hoje, é usada por grupos da sociedade civil no combate à falta de transparência em temas ligados ao acesso a medicamentos. 16/05/2012 - Para celebrar a entrada em vigor da Lei nº 12.527, conhecida como Lei de Acesso à informação, grupos da sociedade civil que defendem o acesso a tratamentos e à assistência farmacêutica fizeram hoje uma série de pedidos de informação ao Ministério da Saúde, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). De acordo com os ativistas, a expectativa é de que os prazos e obrigações estabelecidos na lei ajudem a suprir lacunas de informações essenciais e favoreçam o controle social em diversos temas relacionados ao direito à saúde. De acordo com Renata Reis, coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (GTPI/Rebrip) , um coletivo que congrega diversas organizações e pesquisadores que atuam na interface entre propriedade intelectual e acesso a medicamentos, a lei abre possibilidade de obtenção de informações estratégicas para a compreensão das políticas que impactam o acesso a medicamentos adotadas pelo governo federal, como por exemplo, o conteúdo dos contratos de transferência de tecnologia que envolvem laboratórios públicos e privados. “O controle social é reconhecidamente um elemento fundamental do sucesso da resposta brasileira à Aids e o monitoramento das políticas de produção local e das compras de medicamentos importados sempre foram um tema prioritário na prática desse controle. No entanto, no atual governo, a principal aposta para produção de medicamentos de Aids e outras doenças parece ser as parcerias público-privadas, que não estão sendo debatidas em nenhuma instância de controle social e cujos termos permanecem em segredo, apesar do GTPI estar há mais de um ano tentando obter uma cópia dos contratos. No nosso entender, os termos e as cláusulas desses contratos deveriam ser públicos, uma vez que envolvem laboratórios públicos num primeiro momento e compras públicas num segundo momento. Em outras palavras, o governo está mantendo em sigilo a forma como está investindo recursos públicos.”, afirma Renata. Outra preocupação do GTPI é com informações relativas ao registro sanitário de medicamentos, pois a ANVISA só publica em seu banco de dados os pedidos de registro concedidos ou negados, de modo que não é possível ter clareza a respeito de pedidos em andamento. “Se uma empresa estiver realizando um ensaio clínico de um medicamento no Brasil, por exemplo, e não tiver intenção de comercializá-lo, o que é uma grave falha ética, a forma de identificar essa má conduta seria verificar a ausência do pedido de registro junto à ANVISA, mas essa informação não é fornecida”, analisa Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV). A experiência do GTPI, que está há meses tentando sem sucesso obter informações a respeito da existência do pedido de registro para o Truvada (tenofovir + emtricitabina), combinação usada para tratamento de HIV/AIDS que está sendo utilizada em ensaios clínicos no Brasil, demonstra a necessidade de uma lei que reforce os direitos dos cidadãos na obtenção de informações de interesse público. Mas não é apenas em órgãos ligados ao Ministério da Saúde que os problemas de transparência dificultam a participação da sociedade civil. O INPI, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio, é também alvo de criticas dos ativistas que lutam pelo acesso a medicamentos. Desde 1996, um ano após a aprovação do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (TRIPS, na sigla em inglês) no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil reconhece patentes para medicamentos o que representou, de lá pra cá, um aumento exponencial dos gastos com medicamentos e tem colocado em risco a sustentabilidade do acesso universal a medicamentos de HIV/AIDS. Em muitos casos, no entanto, a proteção patentária (que possibilita prática de preços altos via monopólio) é concedida de maneira indevida e decorre de práticas abusivas por parte de empresas farmacêuticas transnacionais. Informações de posse do INPI poderiam ajudar grupos da sociedade civil a identificar e enfrentar esses abusos, caso fossem mais acessíveis. No atual sistema de busca do INPI, é muito difícil e demorada a obtenção cópias de pedidos e decisões referentes à análise de patentes, por exemplo. “Na Índia, grupos da sociedade civil tem usado a lei de acesso à informação aprovada em 2005 para cobrar documentos do escritório de patentes e obtido respostas positivas. Esperamos que o mesmo aconteça no Brasil”, afirma o pesquisador da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), Pedro Villardi, que desenvolveu em 2010 uma metodologia de busca de patentes de medicamentos para AIDS no Brasil, usando a base de dados do INPI, tendo identificado diversas lacunas de informações e documentos. Ao realizar uma série de pedidos de informação na data da entrada em vigor da Lei de acesso à informação, o GTPI pretende estimular uma aplicação efetiva da lei e direcioná-la para temas que tem sido marcados pela falta de transparência. Os pedidos serão encaminhados para os Serviços de Informação ao Cidadão que estão sendo estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelo INPI. | |
sábado, 2 de julho de 2011
Em auxílio-doença, plano não pode ser suspenso
Os ministros que analisaram o recurso entenderam como correta o acórdão do regional. Para o TRT-12, embora a sustação do contrato de trabalho determina que, de um lado, que o empregado fica desobrigado da prestação de serviço e, de outro, que o empregador não deva mais pagar o salário, ela não atinge todos os direitos do contrato.
Assim, permaneceriam intactas todas as obrigações acessórias, como é o caso do plano de saúde. Nesse caso, o benefício tem fundamento no vínculo de emprego, mas não decorre diretamente da prestação de serviços. Além disso, assinalou o acórdão regional, o direito do trabalhador de obter assistência médico-hospitalar digna se sobrepõe ao direito do empregador de cancelar unilateralmente o plano de saúde.
Depois de dois anos afastado pelo auxílio-doença, o plano de saúde do trabalhador foi cancelado. Apesar de o homem precisar dos serviços médicos, a editora argumentou que “a liberalidade em fornecer um plano de saúde aos seus empregados com mais de um ano de empresa cessa após também um ano de concessão”. Ainda de acordo a empregador, o trabalhador poderia usar o sistema público de saúde.
Como explicou a relatora do acórdão no TST, o artigo 60 da Lei 8.213, de 1991, que dispõe sobre os planos de benefício da Previdência Social, não foi violado. De acordo com o dispositivo, “o auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz”. Com informações da Assessoria de Comunicação do TST.
RR: 404800-93.2007.5.12.0036
Colaboração: GIV
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Para Eduardo Barbosa, movimento social não enfraqueceu
07/06/2011 - 18h30
Eduardo Barbosa integrou o movimento social de luta contra a aids de 1994 a 2004. Foi presidente do GIV (Grupo de Incentivo à Vida), do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo e participou da fundação da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids.
Está no Ministério da Saúde desde 2004, quando foi convidado para ser o responsável adjunto pela Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e Direitos Humanos. Em 2006, assumiu a diretoria adjunta do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.
Agência Aids: Qual foi a principal luta do movimento social na época em que você era ativista?
Eduardo: O ativismo era fundamentado na luta pela vida e pelo acesso a medicamentos. Naquela época, as mortes eram frequentes. A gente brincava no GIV que o nosso passeio era ir a velório e cemitério. Era um momento de incerteza muito grande.
Agência Aids: Depois que o Brasil passou a fornecer antirretrovirais, em 1996, qual passou a ser foco dos militantes?
Eduardo: Por volta do ano 2000 começamos a exigir também questões como trabalho e qualidade de vida. Hoje em dia a luta está muito mais focada em direitos humanos, direito à maternidade, paternidade, emprego, lazer, namoro. Junto com essas mudanças modificou-se também a forma der fazer ativismo.
Agência Aids: O que mudou?
Eduardo: Se antes era necessário ir para a rua fazer manifestações, jogar sangue na porta de um Centro de Referência (de DST/Aids) ou fazer uma mobilização na porta do teatro municipal de São Paulo colocando velas, hoje existem outros caminhos. Os meios de comunicação evoluíram. As redes sociais na internet tornaram a informação muito mais rápida e ágil. Então, denúncias de falta de medicamentos, maus tratos, violações de direitos relacionadas à discriminação e preconceito tornam-se públicas de forma muito mais rápida.
Agência Aids: Há militantes que criticam essa nova forma de ativismo. Para eles, o movimento social está enfraquecido. Você concorda?
Eduardo: Já vi essa colocação sendo feita várias vezes, e discordo. Não acredito de forma nenhuma que o ativismo esteja enfraquecido ou que as pessoas perderam a capacidade de se indignar. Elas continuam se indignando e se mobilizando, mas em um contexto diferente. O ativismo está de cara nova e essa cara precisa ser interpretada.
Agência Aids: Para o governo, essa nova militância têm tanto impacto quanto à realizada anteriormente, no início da epidemia?
Eduardo: Acredito que sim. O governo, especialmente na área de saúde, acompanha essas novas mídias. É uma forma de verificar o que está sendo feito na ponta, as principais dificuldades e demandas da população. E lógico que quando existe uma série de denúncias na internet o poder público tem que procurar ver o que está acontecendo e dar respostas para isso.
O fato dos militantes estarem dialogando mais com o governo é visto algumas vezes como ativismo burocrático. O que acontece é que o governo está mais aberto para a conversa, até porque há pessoas, como eu, que vieram do movimento social e possuem essa disposição.
Agência Aids: Você considera que contribui mais para a luta contra a aids enquanto ativista ou trabalhando para o Departamento?
Eduardo: Das duas formas. No movimento social você tem um foco e uma forma de atuação e você vai cobrar efetivamente as políticas públicas. No governo é uma outra forma de atuação. Existem limitações que são legais, de prioridades e estrutura.
Agência Aids: Você se considera um ativista que atua no governo?
Eduardo: Não. Sou uma pessoa com conhecimento do movimento social, que atua como alguém do governo e busca dialogar com os militantes.
Agência Aids: Como a experiência de ativista influencia no seu trabalho atual?
Eduardo: Até por conta do envolvimento com a causa você extrapola o limite do funcionalismo público, não tem horário. Então se precisa ir sábado ou domingo no aeroporto para liberar uma carga, você vai. Se precisa algumas vezes quebrar protocolos de hierarquia para resolver um problema você acaba fazendo, e às vezes até recebendo algumas advertências.
Hoje, quando temos alguma perspectiva de falta de medicamento ou algum outro problema, lógico que como pessoa que vive com HIV você tem uma postura diferenciada. Você não quer que falte remédio nem para você nem para os outros, então vai buscar um caminho para encurtar os processos burocráticos e agilizar as soluções.
Agência Aids: Assim como aconteceu com você, alguns ativistas estão indo trabalhar para o governo. Outros, por diferentes motivos, estão abandonando a causa. Os integrantes da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids é que substituirão esses militantes?
Eduardo: Os jovens estão se somando aos adultos, e não vindo para substituí-los. Existem problemas na comunicação entre os grupos e segmentos de ativistas, mas, cada um está buscando a melhor forma de atuar dentro do seu espaço. Para mim, os jovens adultos têm muitos problemas de ego e de busca por pequenos poderes. Mas a maioria dos ativistas está realmente preocupada com a causa.
Agência Aids: Qual o maior desafio do movimento social atualmente?
Eduardo: Conseguir sustentabilidade. Se as pessoas se mobilizam e percebem determinada necessidade, toda a sociedade tem que contribuir para atender essa demanda, não só o governo. Em relação ao financiamento governamental, uma das dificuldades é que a legislação brasileira dificulta o repasse de recursos, pois quase equipara organizações sociais de fim lucrativo com as de cunho totalmente voluntário. Essa relação é muito desigual. Estamos buscando junto ao governo federal outras formas de financiamento para as ONGs.
Fábio Serrato
DICA DE ENTREVISTA:
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Assessoria de Imprensa
Tels.: (61) 3306 7051 / 7024 / 7010 / 7016
E-mail: imprensa@aids.gov.br
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Ativistas se dizem a favor da reprodução para soropositivos, mas contestam iniciativa do governo 05/05/2010
05/05/2010
O direito à paternidade e à maternidade dos soropositivos é defendido por ativistas que atuam na área, mas, segundo eles, o país ainda tem dificuldades em responder a algumas demandas básicas no setor, o que gera dúvidas sobre o controle da qualidade das prestações de serviços mais complexos, como a reprodução de pessoas com HIV.
“Essa iniciativa veio tarde, pois é um sonho muito antigo de nós mulheres vivendo com HIV”, comentou Nair Brito, integrante do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP).
Nair ressalta, entretanto, que o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde não tem se atualizado como o devido nos últimos anos.
“Até a nossa casa precisa de reforma. Às vezes a gente pinta a parede, troca alguns móveis. A gerência atual do Programa de Aids tem falhas na distribuição de medicamentos como há 16 anos e não faz reformas”, critica.
Na sua opinião, a política de reprodução planejada é totalmente possível e só não foi feita antes por negligência.
“É para ontem que queremos isso, mas para entrarmos nessa nova era, temos que entrar com padrão ISO* de qualidade. Os serviços de aids precisam de mais qualidade e nós, como movimento social, precisamos cobrar por isso.”
Jenice Pizão, também integrante do MNCP, disse que a atual escassez de alguns antirretrovirais interfere na nova proposta governamental.
"Ter carga viral indetectável (para estar apto a reprodução) pressupõe uma série de questões, entre elas a adesão ao tratamento, que hoje, por exemplo, é prejudicada pela falha na distribuição de remédios”, comentou. "Na semana passada tivemos a informação de que a distribuição do abacavir seria regularizada em poucos dias, mas até hoje isso não aconteceu. O movimento social está cansado de promessas não cumpridas”, acrescentou.
Janice defende a assistência para a reprodução de casais soropositivos ou sorodiscordantes (quando só um tem o HIV) como uma política pública, e não através de um documento.
Discussão deve ser ampliada
A reprodução para casais com HIV é uma questão fundamental e deve ser levada a uma discussão nacional, defendem o presidente da ONG Espaço de Prevenção e Assistência Humanizada, José Araújo Lima, e o ativista do Grupo de Incentivo à Vida (GIV) Jorge Beloqui.
"O Ministério da Saúde deveria ter escutado pesquisadores de Universidades, médicos e sociedade civil sobre o assunto. Se o documento está realmente sendo elaborado, é uma irresponsabilidade do governo", declarou Araújo, que também relacionou os problemas de distribuição de antirretrovirais à dificuldade no sucesso da proposta.
"Não sei se é o momento ideal para o documento ser elaborado, mas já que esse é o momento em que a questão apareceu acho que é uma oportunidade de o assunto ser amplamente discutido", acredita Beloqui.
O militante do GIV afirmou que devem ser colocados em pauta assuntos como os resultados de um estudo suíço publicado em janeiro de 2008, que mostra que uma pessoa com HIV, mas em tratamento, sem qualquer DST (Doença Sexualmente Transmissível) e com carga viral indetectável por pelo menos 6 meses, não transmite o vírus.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Grupo de Incentivo à Vida
| ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO | |||
AGÊNCIA AIDS | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 09/FEVEREIRO/ 2010 | |
Grupo de Incentivo à Vida (GIV) completa 20 anos
08/02/2010 - 20h
História
Em 8 de fevereiro de 1990, José Roberto Peruzzo fundou o GIV. Em uma reunião realizada nas dependências do CRTA (Centro de Referência e Tratamento em AIDS), com pessoas que haviam participado de seu 10º Encontro de Pacientes, nasceu a ideia da criação de um grupo para integrar as pessoas soropositivas entre si e a sociedade, buscando caminhos para a redescoberta da vida e mudanças de atitude frente à epidemia, e ainda buscando alternativas para prevenção e controle do desenvolvimento da doença.
Nesta primeira reunião estiveram presentes: Peruzzo, Dinah, Toninho, Jacó, Flávio, Jorginho, Afonso e Cristal. Por sugestão do Toninho, surgiu o nome. Dinah trouxe “Uma Estória Diferente”, a estória dos sapinhos, que se tornou símbolo da ONG. O verde e o branco foram adotados como as cores oficiais do Grupo, representando a esperança e a fé na vida, respectivamente.
A princípio os encontros se realizaram na casa do fundador, Peruzzo e após algum tempo em uma sede alugada na Alameda Glete, até a conquista sede atual, recebida como doação em 1993.
Nos primeiros anos, de acordo com a ONG, o maior desafio foi vencer o preconceito e solidificar relações entre soropositivos, seus familiares e amigos, quebrando tabus impostos pela falta de informações e pelo medo da morte.
Com Valter Galego, segundo presidente, foi o momento de solidificar estas discuções e estruturar administrativamente o grupo.
Com José Araújo, terceiro presidente, os integrantes viveram as primeiras discussões acerca da necessidade de disponibilizaçã o de terapias que surgiam parar todos os soropositivos e começava a ganhar destaque o ativismo político.
A partir das administrações de Eduardo Luiz Barbosa (hoje diretor-adjunto do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais), e posteriormente Cláudio Pereira (atual presidente), o ativismo do GIV ganhou proporções ainda maiores com a participação e realização de encontros. Intensificaram- se nesse período também os treinamentos para voluntários.
Desta forma, focava-se a articulação política atrelada a um trabalho de formação dos soropositivos, para cada vez mais poderem prestar um trabalho técnico e capaz de atender as demandas da Convivência e da Prevenção que permiam os trabalhos da organização até hoje.
Redação da Agência de Notícias da AIDS com informações do GIV.org.br
GIV 20 Anos
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| 11/FEVEREIRO/ 2010 | |
GIV 20 anos: Para o presidente da ONG, Cláudio Pereira, a reinserção dos doentes de Aids no mercado de trabalho é um dos desafios atuais
10/02/2010 - 13h25
A reinserção dos doentes de Aids no mercado de trabalho é um dos desafios atuais no enfrentamento da Aids. A opinião é do presidente do GIV (Grupo de Incentivo à Vida), Cláudio Pereira, que também avaliou, em entrevista concedida à Agência de Notícias da Aids, o movimento social em torno do vírus e da doença e a as ações governamentais de combate à epidemia. Nesta segunda-feira, o GIV completou duas décadas de ativismo. Leia mais a seguir.
Quando o GIV surgiu, há 20 anos, qual era o maior desafio no enfrentamento da Aids?
Era a sobrevivência das pessoas doentes. Não havia medicamentos, o que existiam eram tratamentos paliativos. A gente cuidava da manifestação das doenças oportunistas.
E atualmente, qual o maior desafio?
Um deles é ter quadro de profissionais nos hospitais e nos Centros de Referência que tratam das pessoas vivendo com HIV/Aids. Em alguns SAEs (Serviços de Atendimento Especializados) e no próprio CRT (Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo) faltam especialistas. Atualmente o CRT não tem pneumologista.
Outro desafio é a reinserção e a qualificação profissional das pessoas com o vírus e a doença no mercado de trabalho. Muitas são afastadas por anos do trabalho e ficam desqualifiadas. Aí entram as questões sobre trabalho e previdência. Apesar de serem muito próximas, são coisas bem diferentes.
Quais são os principais projetos da ONG ao longo desses 20 anos?
Todos os projetos em que o GIV se empenhou merecem destaque. A gente não pode esquecer que o trabalho realizado com mulheres que vivem com HIV/Aids foi pioneiro; o trabalho desenvolvido com crianças; a discussão de muitos anos sobre vacinas anti-HIV; assim como a própria questão do ativismo e do protagonismo das pessoas que vivem com HIV/Aids, para que elas consigam mudanças dentro do quadro que a epidemia se apresenta.
Como você avalia o movimento social de HIV/Aids?
Mudou muito nesses 20 anos. Existem muitas lideranças, mas, por outro lado, a gente sente que não está ocorrendo uma reciclagem desses ativistas, como seria necessário ao movimento para ele se manter forte e ágil.
Por que essa reciclagem não está ocorrendo?
Por diversos fatores. Talvez as pessoas não tenham interesse em se engajar pelo fato de hoje em dia a gente ter a possibilidade de acesso a antirretrovirais e a outros tratamentos.
De forma geral, o que acha das ações do programa brasileiro de Aids?
Os programas, quer sejam federal, estadual ou municipal, têm avanços e propostas interessantes. Não entro nessa questão de dizer que o Brasil tem o melhor programa de Aids do mundo. Tem suas qualidades, como a distribuição gratuita de antirretrovirais, que foi talvez um dos maiores marcos no país. Agora, existem falhas. Principalmente no que diz respeito à prevenção e às populações específicas.
Qual sua avaliação sobre a campanha de prevenção do Ministério da Saúde para este Carnaval?
Pelo pouco que eu consegui acompanhar, por conta de outras demandas, vi um avanço, tem qualidade. Agora, como sempre tem acontecido, os materiais acabam chegando para a gente em cima da hora. Isso precisa mudar.
Sobre o GIV
A ONG surgiu em 1990 como grupo de ajuda mútua para portadores do HIV/Aids. Atualmente, o grupo realiza projetos com diferentes públicos e temas, como crianças e adolescentes; mulheres HIV+; gays; cuidadores; luta pelos direitos e cidadania.
Fábio Serrato e Rodrigo Vasconcellos