Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
De Fernando Henrique a Temer, um projeto de poder
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
#PT hoje 20:30 Lula Mito verus Lula Real
Hoje, as 20:30h, vai ao ar o programa eleitoral do PT em rede nacional. Nele, um curioso vídeo de Lula, falando de maneira contagiante e otimista sobre o nosso Brasil.
Lula não viu PM's sendo mortos pelos bandidos nos últimos anos;
Lula não viu várias capitais brasileiras figurando entre as cidades mais violentas do mundo;
Lula não viu os PSF's não darem conta de atender a população doente, mesmo com a vinda do Salvador Programa dos Médicos Cubanos;
Lula não viu sequer a fila virtual de espera de doentes graves que morrem esperando um leito de UTI;
Lula não viu os pobres que sofrem acidente nas cidades do interior, não terem resolução do seus quadros em suas cidades, nem tampouco conseguirem vagar pra resolverem nas cidades maiores;
Lula não faz idéia de quantos meses ou anos, um trabalhador brasileiro é capaz de ficar aguardando pra realizar seu exame de Ressonancia Magnetica, Tomografia Computadorizada, ou mesmo Ecocardiogramas, Endoscopias, Colonoscopias, Consultas com Especialistas, ou serem chamados pra operar suas doenças ja diagnosticadas;
Lula não viu o narcotráfico abençoar e apadrinhar uma parcela importante da nossa juventude;
Lula ate concorda, mas finge que não vê nossa juventude sendo instigada a ter liberdade de realizar aborto, a deriva;
Lula tambem concorda, na surdina, mas finge que não vê, as novas gerações de crianças serem desestimuladas a ter uma fé religiosa enquanto ao mesmo tempo são muito mais precocemente sexualizadas pelas mídias formais e pelos proprios programas escolares;
Lula não viu o Brasileiro pagando mais de 4 reais pelo litro de gasolina, enquanto a mesma companhia produtora vende num país vizinho, ao preço equivalente a dois reais;
Lula, fiel amigo de Chavez/Maduro, não viu a Venezuela despencar da posição de potência mundial de petróleo para o vizinho onde as pessoas não tem produtos básicos nas prateleiras dos seus mercantis;
Lula tambem não viu o Fidel Castro, mais um de seus fieis parceiros, metralhar sistematicamente por muitos anos, seus adversários políticos, ou qualquer cubano que se insurgisse contra aquele governo;
Lula instigou e catimbou, mas finge que não viu o povo brasileiro, antes alegre e hospitaleiro e unido, tornar-se um povo segregado, dividido em classes e subclasses dos mais diferentes formatos, semeado a recalque social, onde todos agora brigam contra todos;
Lula não viu o mundo todo crescendo seu PIB nos últimos anos, enquanto o Brasil estacionou e agora decresce;
Lula não viu o desemprego aumentar, pois aos bolsistas, mendigos do governo, ele classica como se nao fossem desempregados;
Lula não viu os criminosos brasileiros andarem super armados, enquanto o povo foi obrigado a se desarmar e se fazer mais vulnerável ainda, pela implantação de um estatuto que sua bancada legislativa ajudou a impor;
Lula não viu que o povo brasileiro que conclui ensino superior hoje, não sabe sequer ler e escrever como o povo que tinha o antigo segundo grau;
Lula nem ao menos sabe que o sítio no qual ele passou a maior parte dos fins de semana dos últimos três anos, pertence a ele mesmo; nem que o triplex de Guarujá pertence a ele e sua agora elegante esposa...
Ora, como esperar que Lula saiba que estamos em crise?
Afinal, como ele bem disse, pra ele- LULA- o Brasil está muito melhor nos últimos 13 anos e mais confiável que antigamente.
O problema, Lula, é que pra todos os outros brasileiros que trabalham e não fazem parte dos cem mil cargos do seu governo, o Brasil de hoje é um lugar infinitamente pior de se viver do que no passado.
Você, Lula, pode até confiar mais no Brasil, mas nós brasileiros, não confiamos mais em você e no seu PT, que nos roubou a ultima coisa que a gente tinha: a nossa esperança.
RICARDO HELIO- medico emergencista. Fortaleza, 23/02/2016
segunda-feira, 8 de junho de 2015
No caminho do caos (DOS TEMPOS DE #CRISTO ao #BOLIVARIANISMO) by carlos senna jr
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Atenção PT , Lula, Dilma e Rosimere
DESAFIO A QUALQUER UM COMPANHEIRO PETISTA A RESPONDER ESSAS QUESTÕES.
CASO RESPONDA O BRASIL DEVOLVERÁ OS VOTOS QUE VOCÊS PRECISAM.
QUER SABER.....
#ABAIXOATURMADOPT
domingo, 25 de maio de 2014
,#Escritor #Lançará livro sobre #Lula
#FernandoMorais promete biografia para 2015, alega ser a última da carreira de escritor.
Falta saber se #OsFantasmasdoPasdado que estão rondando os caminhos do #PTralhas deixarão os livros , enterrados nos galpões das livrarias, vigiados por #CelsoDaniel...
Nota pessoal:
A propósito procure no buscador do google a frase:
" Qual e o maior ladrão do mundo'''
Dai o intetesse em correr para aprovar o #MarcoCivildaInternet
,
.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ribeiraopreto/2014/05/1459798-livro-sobre-lula-sera-o-ultimo-da-minha-carreira-diz-escritor-fernando-morais.shtml
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
O Melhor Programa de AIDS do MUNDO!
domingo, 18 de novembro de 2012
MAIS UMA VEZ A GEAP é Saqueada! {FELIPE Patury}
Planos com o plano dos servidores: barganhas com o Geap
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Mensagem que anda circulando nos quartéis:
Mensagem que anda circulando nos quartéis: As pedras do tabuleiro começaram a se movimentar...
Eu tinha certeza que o meu EXÉRCITO não se acovardaria! CAVALARIA, CAVALARIA, TU ÉS NA GUERRA NOSSA ESTRELA GUIA. Vamos comer esse mingau pelas beiradas e dar um basta nessa corrupção desenfreada. Quem viveu sabe que por muito menos se fez 64... Ninguém aguenta mais. Está acordando a OM.'. para o devido apoio. Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net Exclusivo - O Exército escalou seus mais confiáveis e melhores oficiais de inteligência, lotados na Abin, para dar proteção ao ministro Joaquim Barbosa – relator do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal. Ao montar esquema especial para dar segurança a Barbosa – que sempre foi avesso a isto -, empregando seus homens lotados na Agência Brasileira de Inteligência, o EB atropelou o Palácio do Planalto e a cúpula da Polícia Federal ligada aos esquemas petralhas de poder. Apenas como contraponto: os ministros Ricardo Lewandowski e José Dias Toffoli também contam com proteção intensa. Só que de agentes da Polícia Federal – e não da turma verde-oliva lotada na Abin. A proteção a Barbosa não é só física. Tudo que se fala dele e sobre ele, nos ambientes de poder, também é monitorado. Além disso, todo o sistema telefônico da residência e de seu gabinete no STF foi alterado e passa por uma constante ação de pente fino. A iniciativa de proteger Barbosa tão intensamente gera uma crise. A Presidenta Dilma Rousseff, como Comandante-em-chefe das Forças Armadas, sequer foi consultada sobre a medida. A blindagem ao Barbosa foi decidida entre alguns integrantes do Alto Comando do Exército e o General José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Aumentará em muito a guerra não-declarada e a insatisfação pessoal mútua entre Dilma e seu ministro Elito. No fundo, a proteção especial a Barbosa é mais uma operação montada pela chamada “Comunidade de Informações” que sempre tenta agir de forma invisível – embora quase sempre não consiga em uma Brasília cercada de ouvidos eletrônicos em todos os buracos do poder. Em tempos passados, tal comunidade era famosa por vigiar e detonar a esquerda explicitamente. A turma do SNI botava medo. A turma da Abin ligada ao EB – onde a petralhada ainda não conseguiu se infiltrar explicitamente – tenta ser mais “light”. Agora, pelo menos no reservado discurso da comunidade de informações, a ordem é não contribuir para ampliar um vácuo institucional que se desenha com o resultado do julgamento do Mensalão – que deve atingir em cheio a cúpula petralha, ainda com consequências imprevisíveis de um respingo escatológico no mito Luiz Inácio Lula da Silva (que ainda alimenta o sonho de voltar à Presidência da República). A tensão entre Dilma e a caserna pode aumentar ainda mais com o Mensalão. Já era enorme por causa da Comissão da Verdade que tomou a decisão fora da lei de perseguir os agentes do Estado acusados de cometer crimes apenas na Era pós-1964. Apoiada por Dilma, a CV quebrou um acordo firmado com os militares, costurado quando Nelson Jobim era ministro da Defesa, de que os crimes de sequestro, terrorismo e assassinato cometidos pelos militantes de esquerda também seriam investigados. Alguns Generais já se sentem traídos por Dilma. Mas se a traição vai gerar consequências institucionais é um desdobramento imprevisível. A cúpula militar na ativa é publicamente contrária a qualquer virada de mesa. Se os Generais pensam, sinceramente, da mesma forma, na intimidade, são outros quinhentos batalhões. Dilma e seus radicalóides estão provocando a onça com varinha curta. Além disso, com o próprio Ministério da Defesa, a cúpula militar nunca se sentiu satisfeita por ficar simbolicamente subordinada ao ministro Celso Amorim que tem como assessor-especial José Genoíno – ex-guerrilheiro da luta armada pós-64 e com grandes chances de ser condenado no processo do Mensalão em que o agora protegido Joaquim Barbosa brilha como “grande herói” da República. Na ironia, os militares sõ não têm mais bronca de Genoíno porque alegam que ele entregou, sem qualquer tortura, todos os seus companheiros na Guerrilha do Araguaia... Indo de uma cachorrice a outra cachorrada, a inteligência militar teme que a petralhada arme ilegalidades para obstruir o julgamento do Mensalão. A mais previsível já se tornou pública e, se acontecer, pode ser a senha para a abertura da portinha do vácuo institucional: que o novo ministro do STF, Teori Zavascki, indicado pelo ex-marido de Dilma Rousseff, tome posse e cometa a imprudência de pedir vistas do processo de mais de 50 mil páginas do Mensalão. Se tal manobra embromatória for adotada, para atrasar o resultado final do julgamento em até seis meses, nem Deus sabe o que poderá acontecer... A leitura de nossa conjuntura atual é bem simples e roceira. A vaca já está no brejo. Se o Boi vai também... Aí são outros R$ 350 milhões de reais desviados e divididos pelos bandidos no esquema do Mensalão. Na avaliação mais tímida da comunidade de informações – que protege Barbosa e também vigia, cuidadosamente, todos os prováveis condenados na Ação Penal 470 -, o ex-presidente Lula da Silva teria pelo menos 35 milhões de motivos concretos para se preocupar – e muito – com as consequências de ter tantos companheiros e parceiros vendo o sol nascer quadrado... Enquanto o mito Lula pode se desmantelar entre os segmentos esclarecidos (ou entre os menos ignorantes), o mito de Joaquim Barbosa começa a ser construído e lapidado. Resta aguardar para saber quem será beneficiado com a demolição de um e a edificação de outro. Enquanto isto, os militares ficam iguaizinhos àquele papagaio verde-oliva da piada do português. Nada falam... Mas prestam uma atenção... “E sabem de absolutamente tudo que acontece no Brasil” – como fez questão de ressaltar um quatro estrelas numa certa noite estrelada de um jantar fechadíssimo na caserna, com todo mundo vestindo a pós-moderna farda de civil sem gravata - exceto o coronel da inteligência e das Forças Especiais, trajado feito um Rambo, para garantir a proteção na porta do salão... O perigo é que aqueles que fingem não saber de nada continuam agindo no submundo do Governo do Crime Organizado... Até quando? Nem Deus deve saber mais... Ou será o Barbosa (um dos Deuses do Supremo e agora um togado blindado pelas fardas da inteligência) sabe? Se souber, conta que a gente divulga por aqui... Até porque, neste mundo pontocom, nem a identidade do pobre do Batman é mais secreta... O verdadeiro endereço da Batcaverna, talvez...
Att,
Maurício Viegas Pinto
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios/TJDFT
Ipsa scientia potestas est.
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Dilma Mente POR MARCELINHO BAENA VIA FB
POR MARCELINHO BAENA
Dilma tem rabo preso com setores da ultradireita cristã ,com aqueles que financiaram sua campanha eleitoral,com partidos fisiológicos como PMDB e fora os acordos nebulosos que se realizaram durante toda eleição.Não vejo como Dilma irá avançar nessas areias sem romper com aqueles que ajudaram.Dilma se encontra limitada e coagida dê certa forma,uma vez que setores do movimento LGBT apoiaram ela de forma incondicional mesmo conscientes que o governo seria conservador e capitalista.Há um sentimento de esperança por parte do movimento LGBT no sentido de a ver lacunas.O movimento LGBT optou por um candidato que fosse capaz de ganhar um eleição,por um candidato que fosse capaz de oferecer migalhas,por um candidato que fosse capaz oferecer cargos no governo federal,optou assim pela prostituição fácil e barata.
É difícil entender o raciocínio de Dilma,ela nunca completa o que fala, talvez seria uma forma de nos engambelar,esses políticos da direita são craques nisso....
A melhor resposta a essa pouca vergonha toda é reagir de forma corajosa,ir as ruas,se juntar com os demais movimentos populares de esquerda,e brigar pelos nossos direitos sem medo de ser felizes.
Postado por Marcelinho Baena às 13:58 Marcadores: Opinião
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
“Sofremos uma homofobia institucional”, afirma Sandro Ka
Repassando.
Marcos Moreira
“Sofremos uma homofobia institucional”, afirma Sandro Ka
Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade)
Se não dermos um basta isso vai piorar!! Isso tem que acabar!!
Basta!!! Vamos dar um chega pra lá nessa vergonha pessoal.
P.S. E as ONGS que recebiam ajuda da europa?
Agora com essa crise na zona do EURO elas vão ficar sem apoio.
E o Brasil dando dinheiro para o FMI e CUBA!!!
NILO Geronimo Borgna.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Instituto Cidadania divulga imagem de Lula careca durante tratamento de câncer
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Do Blog de Abdalaziz de Moura #ongs #Governo #Cedus #dilma #lula
Clique AQUI se não conseguir visualizar este e-mail. MAIS UMA VEZ AS ONG COMO BODE EXPIATÓRIO DOS EQUÍVOCOS DO ESTADOAbdalaziz de Moura é filósofo, teólogo, especialista em educação popular e educador. O conceito de Bode Expiatório tem sua origem descrita no capítulo 16 do livro dos Levíticos do Antigo Testamento da Bíblia. De acordo com a tradição de Moisés, uma vez por ano os hebreus se juntavam para fazer a expiação dos seus pecados, ou seja, uma penitência pública para ter os pecados perdoados. Segundo a Bíblia, dois bodes eram escolhidos e a sorte era lançada sobre eles pelo sacerdote. Um era sacrificado e com seu sangue o sacerdote aspergia o altar e o povo, o outro era posto vivo no meio da assembléia e o sacerdote impunha as duas mãos sobre ele e passava para o bode todas as iniqüidades dos israelitas, todas as suas desobediências, todos os seus pecados (Lev.16,20) e depois uma pessoa encarregada levava o bode para o deserto[1], para um lugar que não tivesse retorno. Assim, o bode pagava pelos pecados das pessoas e essas se libertavam da culpa e das conseqüências do pecado. Esse rito religioso é uma tradução do sentimento e da experiência da humanidade em transferir para os mais fracos e mais pobres a responsabilidade pelos atos mal conduzidos dos mais fortes. Encontrando um mais indefeso, fragilizado, vulnerável social, política e economicamente esse paga pelos pecados dos mais fortalecidos. É a tradução do provérbio popular que repete “o pau sempre cai em cima dascostas dos mais fracos!” É um dado comum às religiões trazerem para o rito o que a humanidade experimenta na vida. Com as denúncias sobre o Ministro dos Esportes que saiu aparecem na imprensa e nos meios políticos desses dias, as ONG como os bodes expiatórios. No meu tempo de juventude, década de 60, circulava nos meios literários o livro Vigésima Quinta Hora do autor romeno, Virgil Georghiu. Era a história de um jovem do campo que, por circunstâncias totalmente alheias a sua vontade, terminou sendo confundido com os judeus perseguidos por Hitler e peregrinou sofrendo em sua terra Romênia, Polônia, Tchecolosváquia, Áustria e Alemanha até o final da segunda guerra mundial. O autor descreve como os judeus na época se tornaram o bode expiatório para canalizar todos os ódios, todas as carências, todas as fragilidades do regime nazista e serviu de pretexto para Hitler entrar nesses países com as tropas alemãs. O regime para se sustentar precisava ter um bode bem identificado, conhecido, capaz de receber a canalização das frustrações das populações sedentas, de desviar a atenção da opinião pública, de ofuscar outros problemas, sob pena da revolta do povo voltar-se para seus governantes. Quanto maior as mazelas, mais pecado para transferir para o bode. Esse deveria morrer para pagar, compensar e perdoar os pecados dos reais atores dos pecados ou ser condenado a viver em um lugar distante do deserto, sem possibilidade de retorno ao seu lugar de origem. Com o distanciamento de um e com sangue do outro, os reais pecadores sentiam-se purificados para continuar suas lidas. Assim, aquietava-se a opinião pública, que em vez de se revoltar contra seus líderes, despejava sua indignação sobre o bode. Desde que meu professor de Bíblia, Padre Nércio Rodrigues explicou em sala de aula e alguns anos depois eu li o romance romeno, passei a entender com mais clareza e evidência inúmeros fatos da vida cotidiana da convivência humana e da vida política. É incrível como acontece e se repete e as pessoas não se apercebem desse jogo, que é sutil, porém, não deixa de ser evidente. Quando os pecados dos grandes aparecem na mídia a opinião pública cobra esclarecimento do Estado ou do Governo. Esses se apavoram, sofrem um pouco e depois apresentam um bode para que de agora em diante, o bode pague pelos pecados. No caso do Ministério dos Esportes o bode expiatório da vez são as ONG. Aliás, não é a primeira vez, nem a segunda, nem a terceira. Hoje é um bode fácil de encontrar, com endereço conhecido, financeiramente vulnerável e indefeso. Na primeira oportunidade de falar para a imprensa o novo Ministro dos Esportes Aldo Rabelo foi logo falando que “não iria fazer convênio com as Ong”. Logo identificou o bode para sacrificar e para distanciar. O rito estava definido, de agora em diante a opinião pública pode ficar tranqüila (pelo menos, por um bom tempo!), os atores, autores e agentes responsáveis podem pecar de novo ou continuar pecando, porque já foi encontrado o bode para pagar pelos pecados. O seu sangue os limpará dos pecados e falcatruas! Já tem para quem a opinião pública destinar sua indignação e os jornalistas vão nos deixar quieto para ir atrás desse bode! Imediatamente, as suspeitas espalharam-se por todos os ministérios do governo federal e vai respingar sobre os estaduais. É preciso apresentar para a opinião pública os bodes expiatórios para pagar esses pecados. As ONG na conjuntura atual apresentam-se como a presa fácil. Vamos refletir um pouco nesse texto sobre essa situação, tentar contribuir para esclarecer o quadro, que é muito mais complexo do que se apresenta e se pinta na mídia e nos meios políticos. 2. Esclarecendo a categorização O conhecimento popular utiliza provérbios tais como “cuidado para não jogar a criança fora com a água suja que a banhou!”, “é preciso distinguir e separar o joio do trigo, se não, confunde e ao arrancar o joio, arranca também o trigo”. Um dos equívocos de interpretação sobre as Organizações Não Governamentais é considerá-las como se fosse uma categoria social única, um monobloco, uma expressão que engloba todas as entidades que não são estatais ou privadas. Como se todas fossem resultado da mesma conjuntura, da mesma época, das mesmas motivações e tivessem os mesmos objetivos. Apesar de todas as resistências, o Estado e uma parte de políticos da situação, da base do governo e da oposição teimam em tratar as ONG dessa forma. Nas chamadas públicas e editais repetem o mesmo equívoco, colocam todas as ONG no mesmo saco e ainda misturam com empresas de consultorias, institutos de responsabilidade social de empresas, prestadoras de serviço, Organizações Sociais de Interesse Público (Oscip), Universidades ou Associações de Professores, organizações sociais (Os). As ONG concorrem nas chamadas públicas com essa identidade diversificada, diferente e têm que dar conta das mesmas condições para ganhar a chamada. Exemplificando, para qualquer ONG concorrer a editais de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER têm que concorrer com as mesmas condições de empresas privadas de ATER, empresas públicas e trabalhar meses e meses com seus próprios recursos para poder receber depois. Para as pessoas do governo, isso é isonomia, oportunizar a todos as mesmas condições. Para os que se sentem desiguais é ampliar as desigualdades sobre o equívoco de que os diferentes devem ser tratados igualmente. Tratar os desiguais igualmente éaumentar as desigualdades.Ong só é igual com todas essas outras instituições para o governo. Na prática elas enfrentam mil dificuldades quando assim são tratadas. 3. Um pouco de resgate histórico Boa parcela das ONG nasceu para dar conta de tarefas que o Estado não conseguia dar. Ou por que essas tarefas não eram contempladas nas suas agendas, nem em seus orçamentos. Ou porque na região o Estado era ausente. Ou por que era uma tarefa muito inovadora, não reconhecida, nem legitimada ainda. Ou por que pretendia defender um território, um bioma, uma etnia que se sentia menosprezada. Ou por que assumiu um compromisso histórico com uma causa, uma população que não se sentia contemplada. Ou por que o serviço público prestado a uma categoria ou a uma população era insuficiente, ineficiente, ineficaz. Ou por que queria fazer um trabalho social com autonomia das igrejas, dos governos. Essas ONG nasceram com missão, compromisso histórico em alguns casos, até sendo perseguidas, renegadas, incompreendidas por lideranças locais ou ignoradas. Com os impactos de sua intervenção pedagógica os resultados foram aparecendo e a democratização do país veio contribuir para o reconhecimento, a visibilidade nos meios de comunicação. Os empresários também passaram a se aproximar, as organizações internacionais cobravam dos governos locais o reconhecimento dessas entidades. Para manter suas ações as ONG buscavam recurso na CooperaçãoInternacional da Europa, América do Norte, que mantinha também meios de captação de recursos para esse fim. Com a Cooperação Internacional os recursos vinham em geral com planos trienais e eram renovados se as ações dessem resultados positivos, a prestação de conta fosse aprovada. Essa forma de repasse de recursos permitia planejamento de curto, médio e longo prazo, compromisso com os públicos das ações, monitoramento junto aos participantes dos projetos e alguns valores como a confiança, autodeterminação, autonomia eram cultivados. Os doadores tinham um código de ética para reconhecer até onde ia sua capacidade de intervenção. No período da repressão da ditadura nem se cogitava dialogar com o Estado, nem com o Governo. Com a redemocratização foi ficando mais fácil e com a filosofia de um estado mínimo as ONG foram se firmando cada vez mais. Passaram a dialogar com o governo e até a receber recursos públicos para cuidar de sua missão original, de seu trabalho específico. Foi o tempo também que a Cooperação Internacional diminuiu ou transferiu seus recursos para outros continentes e países e o Brasil começou a entrar em cena como país emergente. O debate sobre Responsabilidade Social das empresas levou os empresários também a apoiarem projetos de ONG, criar seus institutos e patrocinar projetos. Desde as mobilizações sociais para a Constituinte de 1988 e, sobretudo, após, e mais ainda a partir do Governo de Lula, as ONG e os Movimentos Sociais passaram a influenciar o Estado e os Governos a adotarem políticas que antes eram bandeiras das ONG e Movimentos Sociais. As Políticas Públicas para Criança e Adolescente, antes de serem assumidas pelos Governos, foram ações das ONG e Movimento como o de Meninos e Meninas de Rua. O mesmo aconteceu com as Políticas Públicas para as mulheres e de gênero; foram práticas das ONG feministas, dos Centros de Mulheres, de Movimentos de Mulheres Trabalhadoras. E assim, veio acontecendo com inúmeras outras políticas. A sociedade civil foi fortalecendo seu campo de influência e o Estado foi aos poucos reconhecendo, legitimando e trazendo para si as tarefas que eram realizadas por ela. Quem não se lembra da campanha contra a fome pela vida liderada por Betinho! Hoje tem outro nome, Brasilsem fome e Brasil sem Miséria. Os últimos governos assumiram e deram status de Política Pública. Com esse programa, Lula tornou-se referência internacional de políticas contra a desigualdade. Ele executou o que Dom Helder Câmara pregava como Arcebispo de Olinda e Recife por onde teve oportunidade de viajar e falar e o que Betinho praticou. Os exemplos são muitos e nos mais diversos campos da atividade humana: etnia, raça, sexo, índios, negros, povos da floresta, catadoras de coco babaçu, pescadores, recicladores de lixo juventude, meio ambiente, tecnologias apropriadas ou alternativas, agroecologia, reflorestamento, biomas, economia solidária, mercados alternativos, microcrédito, comunicação, arte e cultura, direitos humanos, cidadania, deficientes físicos, educação contextualizada, educação do campo, educação popular, educação de jovens e adultos, saúde alternativa, fitoterapia, medicina popular, moradia, agricultura familiar, de igualdade racial, segurança alimentar e nutricional. Para essas políticas há poucos anos esquecidas, hoje o Estado e os Governos consagram uma série de instâncias públicas (ministérios, secretarias especiais, diretorias, gerências), programas e projetos, órgãos de gestão democrática (conselhos nacionais, estaduais, municipais), conferências nos mesmos níveis e orçamentos. Há pouco tempo eram iniciativas das ONG e Sociedade Civil organizada. Foi um movimento ascendente, de baixo para cima, do local para o regional e nacional, de conquista, de mobilização social, de militância aguerrida, com pouquíssimos recursos financeiros, com muitaconcertação enegociação políticas, com profissionalização, com compromisso histórico com os envolvidos até chegar ao ponto que está hoje. Os governos de Dilma e Lula se beneficiaram e muito desse processo. Muitas das lideranças das ONG e Movimentos Sociais migraram para os dois governos e os da base aliada nos Estados. Muitos se tornaram também militantes partidários. 4. De um movimento ascendente para um descendente. No processo ascendente de reconhecimento e legitimação continuou nascendo ONG, mas dessa vez, num contexto já diferente. Não era mais motivo de perseguição, e sim de reconhecimento. Era a bola da vez, da criação de negócios, de empreendimentos, de “fim da era do emprego”. Participar de ONG passou a ser chic! A ser um bom negócio! A ser um serviço profissionalizado e não tanto de militante. Acrescente a essa conjuntura o crescimento do terceiro setor em todos os países mais desenvolvidos, que também favoreceu muito o surgimento de ONG. O Governo atual e o Estado, agora muito mais equipados de instâncias, de serviços, de braços, por estarem já atendendo às grandes bandeiras antes das ONG e dos Movimentos Sociais querem as ONG do seu lado, como aliados, como braço para executar as políticas do Estado. E agora a direção do movimento é inversa. Não é mais as ONG que influenciam o Estado, que lhe aportam valores, que lhe sugerem pistas para a solução dos problemas, que lhe oferecem capital social e humano. É o Estado que oferece seus recursos financeiros e dita todas as regras, impõe as crenças e os valores, define as metas, os serviços, as normas de gestão, o que as ONG podem pagar ou não pagar, a forma de contratação de seu pessoal. As ONG, por piores ou melhores que sejam viraram braços doEstado. São executores baratos das políticas do Estado, mão-de-obra. Os editais e as chamadas públicas cada vez mais retiram o uso da inteligência, da capacidade intelectual, da “cabeça-de-obra” para se tornarem apenas mão-de-obra. E o que é mais grave, mão-de-obra barata, sem compromisso trabalhista, sem inchar a folha dos Governos, descartáveis. Só servem enquanto executam tarefas do Estado e dos Governos. Esses não querem nenhum compromisso em mantê-las, em cuidar de suas estruturas como teriam de fazer se fossem eles próprios que tivessem de fazer. Tornaram-se um exército de reserva de mão-de-obra barata para os Governos e o Estado. Uma inversão histórica de papéis como essa traz inúmeras outras conseqüências. Os princípios éticos que comandavam as ONG e seus militantes e suas ações passam a ser diferentes. O compromisso deixa de ser com o público, com as bases, com os resultados e impactos efetivos. Os técnicos, os dirigentes, os educadores da ONG deixam de estar nas atividades junto ao público para estar diante dos computadores, do SICONV e dos sistemas informatizados que o governo exige para ser preenchidos pelas ONG. Produzem pouco intelectualmente, porque seu tempo agora só dar para atender a burocracia das chamadas públicas e dos editais. Como esses são sempre tangenciais, nunca incorporam a atividade e a missão de uma ONG, os dirigentes e técnicos têm que ficar atrás de novos editais, de novas chamadas, formando um círculo vicioso de dependência e de insustentabilidade. Os critérios de avaliação e hétero avaliação mudam. Antes uma ONG eficiente era a que tinha a confiança de seu público, o envolvimento com a causa, a que produzia resultados nas pessoas, no entorno, que tinha presença junto às comunidades... Agora a ONG eficiente é aquela que seus dirigentes têm e sabem fazer articulação política, as que têm a confiança dos dirigentes partidários, a que é bem articulada politicamente (para não dizer partidariamente!), as que forneceram quadros para o aparelhamento dos governos, as que fazem campanha para partidos políticos. As ONG que tentam ser autônomas têm dificuldade de conquistar chamadas, de captar recurso, são vistas atravessadas pelo Estado e pelos Governos. É como se não merecessem a confiança deles, mesmo que tenha o melhor trabalho do mundo! Boa é aquela que faz a campanha do deputado do partido! Que perdeu a capacidade de criticar. Os dirigentes políticos não reconhecem uma ONG autônoma e independente, com pensamento próprio, com atividade própria. Só aceitam se for a favor ou de oposição. 5. Para continuar Exemplos como o do caso do Ministério dos Esportes é típico desse movimento avassalador, descendente, de Brasília para os Estados, como um rolo compressor sobre as ONG, exigindo que as ONG se comportem como o Estado, inversamente ao anterior que era as ONG influenciando o Estado e os Governos. Há uma mudança histórica, que sugere re-significação do papel das ONG, dos Governos, do Estado, da sociedade civil. Precisamos de um mutirão de idéias, de pontos de vista, de produção intelectual, de intercâmbio. A necessidade de um debate mais amplo, mais aberto é urgente. Há muitas concepções de sociedade, de estado e de governo subjacentes ao fenômeno que precisam vir a tona, serem mais explicitadas, sob pena de ficarmos ao sabor das emoções, dos acontecimentos e do imediatismo. Esse texto pretende ser apenas um tijolo nessa construção. É um ponto de vista particular do autor, aberto a complementações, críticas, sugestões. Se servir como uma oportunidade de aprofundar a temática o autor se dá por satisfeito. 29 de outubro de 2011. enviado originalmente pelo GTP+ (PE) Roberto Pereira Coordenação Geral Centro de Educação Sexual - CEDUS Membro Suplente da Comissão Nacional de Aids - MS Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ Membro da Executiva do Fórum ONG Aids RJ Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo 20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil Cel: (55.21) 9429-4550 A prioridade absoluta tem de ser o HUMANO. Acima dessa, não reconheço nenhuma outra. (José Saramago) |







