Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
domingo, 14 de junho de 2015
#Seminario #Genero #violencia #feminismo
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Governo Federal cria Comissão Interministerial de Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
terça-feira, 6 de maio de 2014
Homens sofrem mais agressões ao se dizer Gay
LGBT
Homens sofrem mais agressões à medida que se declaram homossexuais - Carta Capital
terça-feira, 11 de março de 2014
#NovecoisasQUEvocê precisa saber sobre o #HIV/Aids By Manuela Biz
Men's Health | De Manuela Biz Publicado: 24/02/2014 18:33 BRT
Em 2010, fui passar férias na África do Sul para fazer um trabalho voluntário. Eu tinha 25 anos, embarquei sozinha. Ia morar com um grupo de gringos, todos da mesma idade. Dos amigos brasileiros, escutei incentivos do tipo: "Aproveita! Vai rolar muita pegação!" Mas, no primeiro dia no outro continente, ouvi um conselho muito diferente: "Vá com calma e pense bem. A cada cinco amigos novos que você pode fazer, um provavelmente vai morrer em decorrência da aids". Gelei.
O país que escolhi visitar já teve cerca de 20% da população contaminada pelo vírus HIV - hoje, são 12%, de acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foi a primeira vez que me preocupei de verdade com a doença.
Nasci em Londrina (PR), moro em São Paulo (SP) há sete anos e nunca havia pensado no HIV como um perigo iminente. Não conhecia pessoas infectadas (ou ignorava a condição de soropositivos) e ainda estava na pré-escola quando Cazuza apareceu magérrimo e abatido em capas de revista, pouco antes de falecer. Não que eu tenha sido sexualmente irresponsável. Aprendi desde sempre - em casa, na escola, vendo TV - que transa só valia com camisinha. Seguia a lição à risca. Mas, confesso, meu único medo era que as madrugadas de balada virassem madrugas de trocas de fralda após uma gravidez. E, pior, aquele meu comportamento ainda parece ser padrão.
De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2012 houve 39 185 novos casos de HIV no país - o número está estável há alguns anos. Mas existe um aumento preocupante no índice de infecção entre jovens - e, na outra ponta da tabela, entre a terceira idade (acima de 60 anos). Em 2011, 6.023 homens entre 15 e 29 anos contraíram o vírus da aids no Brasil. Em 2012, foram 6.157. E mais da metade deles (3.522) possui entre 25 e 29 anos, minha idade, e moram principalmente em grandes capitais das regiões Sul e Sudeste.
Por que muita gente ainda cai nessa? Nos últimos meses, encontrei especialistas de áreas diferentes que trabalham especificamente com HIV. Aqui, divido com você as respostas deles para dúvidas que eram minhas, e também podem ser suas.
1. Por que nunca me preocupei com aids?
O registro de novos casos permanece estável, mas há queda no número de óbitos devido à doença. Foram 11.896 mortes em 2012 - e 12.158 em 2010. Isso se deve a um combinado de fatores, segundo Jarbas Barbosa, médico sanitarista da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Pesquisas levaram à melhoria nos tratamentos. E há muitas campanhas que incentivam médicos a pedir exame de HIV e pacientes a fazê-lo - o que ajuda a identificar logo os portadores do vírus. "Ter o HIV no organismo não significa sofrer de aids. O HIV pode passar anos na pessoa sem que ela desenvolva qualquer sintoma da doença. Aí, há chance de controlar a proliferação do vírus no corpo seguindo um protocolo adequado", explica Artur Kalichman, médico sanitarista e coordenador adjunto do Programa DST/Aids do Estado de São Paulo.
No entanto: "Quem não viveu a época de propaganda massiva contra a doença e não viu pessoas sofrerem dela tem a falsa percepção de que aids não é um problema tão sério", diz Barbosa. Ou seja, perpetuou-se a ideia de que a doença não mata mais - é só tomar uns comprimidos e você vive legal. Mas, sim, ela leva à morte. O tratamento exige comprometimento e é para sempre. E ainda não há cura.
2. É só um vírus. Por que o HIV tem tanto poder?
Ele tem estratégia. "Quando atinge as primeiras células do indivíduo, geralmente na mucosa dos órgãos sexuais, o HIV começa a se multiplicar e isso induz respostas do sistema imunológico", explica Liã Bárbara Arruda, bióloga e doutoranda em saúde internacional na Universidade de São Paulo (USP). "O vírus trata de atingir principalmente as células TCD4+, as maiores responsáveis pela organização da sua defesa contra doenças. Essas células são pouco resistentes ao HIV e acabam morrendo." Com isso, o sistema imunológico do soropositivo fica comprometido e baixa a guarda diante de outros inimigos - as chamadas doenças oportunistas, que podem matar.
Mais: o HIV apresenta alta diversidade genética. "Durante a própria multiplicação, o vírus não é capaz de corrigir erros de sequenciamento genético (já nosso organismo faz isso cada vez que uma célula se duplica). Assim, a cada reprodução, o HIV gera mais tipos de si", explica Liã. Então, o organismo, por mais que tente produzir células específicas contra o invasor, não é capaz de acompanhar o fluxo de vírus diferentes gerados a cada segundo. "Os sintomas aparecem quando o corpo do soropositivo começa a perder a briga. Pode demorar anos ou bem pouco tempo", diz Sumire Sakabe, infectologista do Hospital Nove de Julho, em São Paulo (SP). Nesse momento, há a mudança de status de soropositivo para paciente com aids. "Os médicos consideram doentes com aids as pessoas em que o HIV já causou dano severo ao sistema imunológico e quando elas têm doenças oportunistas e contagem de linfócitos TCD4+ abaixo de 200 células por milímetro cúbico de sangue."
3. Se não curam, os remédios fazem o quê?
Logo que diagnosticado, o paciente soropositivo recebe orientação sobre o tratamento. Passa pelos exames de carga viral (para checar a quantidade e os tipos de vírus que carrega) e o de TCD4+ (para verificar como está a imunidade do organismo). Conforme os resultados, recebe um tratamento.
Os medicamentos contra aids, também conhecidos como antirretrovirais, inibem a multiplicação do vírus e/ou a entrada dele nas células. "Com o bloqueio da ação do HIV, cessa a destruição das TCD4+ e o organismo ganha tempo para repor o estoque delas", explica Alberto Chebabo, infectologista do laboratório Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, em São Paulo (SP). "Assim, aumenta a imunidade do infectado e diminui o risco de ele ter doenças oportunistas." Para combater o HIV, é necessário utilizar, todo dia, ao menos três antirretrovirais - que podem estar num só comprimido.
Desde 1996, o Brasil distribui o coquetel gratuitamente na rede pública de saúde. "Mas, hoje, os remédios são mais capazes de manter a infecção controlada", diz Chebabo. Além de tratar quem já desenvolveu a doença, os antirretrovirais passaram a ser oferecidos pelo governo para quem é apenas portador do vírus. Eis uma nova frente de combate à proliferação da aids. "Manter baixo o volume de HIV no organismo também diminui bastante a chance de ele repassar o vírus adiante", explica Kalichman. O que não é motivo para sexo sem proteção.
Esqueça o velho preconceito que liga o uso dos coquetéis antirretrovirais a pessoas frágeis fisicamente, como em imagens icônicas dos anos 80. "O tratamento já permite que os infectados trabalhem, pratiquem esportes, namorem, tenham filhos etc.", diz Sumire. A realidade dos pacientes mudou, mas ainda demanda esforço e comprometimento pela vida toda.
De cara, há o efeito colateral da medicação. "No meu caso, tive muita tontura, dores de cabeça e vômitos. Acabou restando um intestino desregulado que me obriga a usar outro remédio para controlar esse problema", diz Rafael Bolacha, cientista social paulista, 28 anos, que descobriu ser soropositivo e é também autor de um blog (umavidapositiva.com.br) onde divide dúvidas e dificuldades de lidar com o HIV. "Além de seguir à risca a medicação, mantenho uma alimentação saudável, faço atividade física, reorganizei minhas horas de descanso e dou atenção a qualquer sinal do meu corpo que denuncie queda na imunidade." Rafael sabe que tem muito a perder se deixar a disciplina para escanteio.
4. E os boatos sobre a cura?
Os antirretrovirais são capazes de conter a infecção, mas ainda não são capazes de eliminar todos os vírus do organismo. No corpo, o HIV pode sair da corrente sanguínea e se esconder em órgãos, como o cérebro, onde os ativos dos remédios têm dificuldade para chegar. "Ali, o vírus pode ficar imperceptível ao sistema imunológico e formar reservatórios de HIV", afirma Liã. O que não o impede de voltar ao sangue, e à ação, a qualquer momento. Outra dificuldade: "Considerando que dentro de um mesmo indivíduo já temos populações virais com diferenças genéticas entre si, é ainda mais difícil que a mesma vacina funcione para a grande maioria das pessoas infectadas", explica Liã. Ainda assim, a ciência segue na busca pela cura da aids.
5. Não quero pegar aids, claro. Mas tem mesmo de rolar plástico filme no sexo oral?
Quando fiz essa pergunta a Kalichman, ele riu e mandou um sonoro "sim!". Ainda não existe método mais efetivo para evitar aids que o uso de preservativo (leia mais na próxima reportagem, pág. 82) em todo tipo de relação sexual. De camisinha, portadores de HIV e outras DSTs podem transar sem contaminar outras pessoas. Se a mulher é portadora de uma doença, precisa pôr o plástico na vagina antes de receber sexo oral. Do contrário, pode contaminar você.
"O vírus da aids é transmitido por secreções corporais (lubrificantes sexuais, esperma, leite e sangue), mas só entra no corpo por meio de mucosas expostas. Na boca, a absorção é pequena. Se tiver um machucado ali, porém, o risco de contaminação aumenta", explica Kalichman. Já a parte interior da vagina, feita de mucosa, absorve rapidamente o vírus caso tenha contato com esperma contaminado. O prepúcio do pênis, que possui pele fina, pode permitir a penetração do HIV se ficar envolto em líquido vaginal soropositivo.
6. Circuncisão pode diminuir o risco de contrair aids?
Pode. "Sem a pele protetora, retirada na cirurgia, a pele do prepúcio do pênis vai engrossando e perde características de mucosa. Assim, fica um pouco menos suscetível a contaminações", diz Kalichman.
7. E aquela gozada na coxa dele, é perigosa?
Não. Esperma ou líquido vaginal contaminado com HIV não causa nada em pele sem mucosa - a não ser a necessidade de um bom banho. Saliva também está liberada, pode beijar sem medo.
8. E se eu marcar bobeira?
Transou sem camisinha e encanou? Procure um Centro de Testagem e Aconselhamento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Existe uma profilaxia pós-exposição. "Quem nos procura usa, por 28 dias, os mesmos medicamentos que receitamos para pacientes infectados. O objetivo é impedir a penetração do vírus nas células", explica Chebabo. Aí, o HIV não se hospeda em lugar algum e acaba morrendo. Utilizado em profissionais da saúde que sofrem acidentes com sangue no trabalho, por exemplo, o método não tem 100% de eficácia, mas reduz muito o risco de a pessoa contrair a doença. "O melhor é procurar o tratamento logo no dia seguinte à relação arriscada. Ou até 72 horas depois dela", explica Kalichman.
É provável que a equipe de saúde também oriente essa pessoa a fazer um teste de HIV, via sangue ou saliva, após algumas semanas (o corpo demora de um a seis meses para produzir anticorpos contra o vírus). Há possibilidade de o primeiro ser bem rápido: resultado na hora. Se ele for positivo, o paciente é convidado a refazê-lo com outra metodologia. "O teste não procura pelo vírus HIV, e sim pela reação do sistema imunológico. Então, é possível que outras infecções interfiram no resultado gerando um falso positivo", explica Kalichman. Daí a necessidade da comprovação. O ideal é repetir o exame sempre depois de um descuido ou incluí-lo no seu check-up anual.
9. Ok, fiz o exame e deu negativo. Ainda tenho alguma coisa a ver com isso?
"O combate à aids depende também, e muito, de fatores comportamentais e ações educacionais", diz Barbosa. Na maior parte dos casos (exceto violência, transfusão de sangue - muito segura no Brasil - ou acidentes de trabalho com profissionais de saúde), é necessário se colocar em uma situação específica de risco (sexo desprotegido ou uso de drogas) para contrair o vírus. É aí que eu, e você, entramos.
Toda a pesquisa e o trabalho do pessoal que me ajudou nesta reportagem pode não valer muito se não usarmos camisinha na transa com uma pessoa que ainda estamos conhecendo. Ou se, em um relacionamento estável, desistirmos do preservativo sem manter a palavra de não ciscar no terreno ao lado. "Para cEombater a aids é preciso, antes de tudo, responsabilidade e honestidade perante sua vida e a das pessoas com quem se relaciona", diz Kalichman.
http://www.brasilpost.com.br/
Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB
Membro da Comissão Estadual de Aids e Tuberculose - SES/RJ
Membro da Comissão de Aids e Tuberculose do CMS/RJ
Brasil - Rio de Janeiro - RJ
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Relatório Violência Homofobica no Brasil
Quinta-feira, 19 de Julho de 2012 16:08
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Capitais que vao sediar a Copa>>LeoMLiorcino
Capitais que vao sediar a Copa do Mundo estão entre as cidades mais violentas do Mundo
Das 50 cidades mais violentas do mundo, 14 são brasileiras, diz ONG
mundo. A conclusão é do estudo feito pela organização não
governamental (ONG) mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública
e Justiça Penal divulgado nesta sexta-feira. Especialistas da entidade
listaram as 50 cidades mais violentas em todo mundo. O topo da lista é
ocupado pela cidade de San Pedro Sula, em Honduras, com uma taxa de
158.87 homicídios para um grupo de 100 mil habitantes. Em segundo
lugar, está Juárez, no México, com uma taxa de 147.77.
ocupando o terceiro lugar no ranking – com uma taxa de 135.26
homicídios para cada 100 mil habitantes.
com uma taxa de 78.08 homicídios para cada 100 mil habitantes; Vitória
(ES), em 17.º lugar, com taxa de 67.82; Salvador (BA), em 22.º na
lista, com 56.98 e Manaus (AM), em 26.º, com 51.21.
27.º lugar no estudo, com taxa de 50.85 mortes violentas para cada 100
mil habitantes, João Pessoa (PB), em 29.º, com 48.64; Cuiabá (MT), em
31o na lista, com taxa de 48.32; Recife (PE), em 32.º lugar, com taxa
de 48.23, Macapá (AP), em 36o, com 45.08; Fortaleza (CE), em 37.º, com
42.90; Curitiba (PR), em 39.º na lista, com 38.09; Goiânia (GO), 40.º,
com 37.17 e Belo Horizonte (MG), em 45.º no ranking das cidades mais
violentas, com taxa de 34.40 homicídios para cada 100 mil habitantes.
brasileiras, 12 estão no México e cinco na Colômbia.
Latina. Além disso, a organização alerta para o fato de que no México,
as autoridades estão falsificando dados e escondendo o verdadeiro
número de homicídios. A ONG diz que elas “não inspiram confiança em
seus dados oficiais”, pois “há evidências de falsificação” para fazer
com que a violência pareça menor do que ela realmente é.
segundo as autoridades, registrou 1.974 homicídios em 2011. Porém, o
relatório da organização indica que o governo oculta pelo menos 150
homicídios. A entidade informa ainda que nesta cidade houve uma
redução da violência, mas os números ainda são elevados.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Época publica reportagem sobre violência entre jovens namorados
Época publica reportagem sobre violência entre jovens namorados
Elas batem. Eles apanham
O maior levantamento sobre a violência amorosa entre os adolescentes brasileiros revela que as meninas agridem mais que os meninos. Por que elas ficaram assim?
No quarto do namorado da estudante carioca L.M., de 17 anos, há um buraco no armário. É resultado do arremesso de um cinzeiro, lançado por ela. O alvo não era a mobília, mas a cabeça dele. Aconteceu durante uma briga, no fim do ano passado. Eles estavam juntos havia seis meses. O namorado de L.M. implicava quando ela conversava com outros garotos ou passeava sozinha. Na véspera de uma viagem dele, ela comentou que sairia com uma amiga. Ele reclamou. Tivemos uma discussão e, quando vi, estava atirando o cinzeiro, diz L.M. Por sorte, a garota não tem boa pontaria. O objeto arranhou o braço do namorado e quebrou o armário. O relacionamento sobreviveu, também com arranhões. O casal ficou um tempo separado e depois reatou, em outras bases. Ai dele se me estressar de novo, afirma L.M. A estudante do 2o ano do ensino médio diz que parte de suas amigas tem um comportamento parecido. Elas são mais macho que os namorados. Xingam, empurram. Não dão mole para eles.
As cenas violentas do namoro de L.M. se repetem na vida de milhões de brasileiros. É o que revela o mais completo levantamento sobre agressões no namoro, realizado pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves) da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Foram pesquisados 3.200 estudantes de 104 escolas públicas e privadas em dez Estados. A conclusão é chocante. Nove em cada dez adolescentes afirmaram praticar ou sofrer violência no namoro. E quem mais bate são as meninas. Quase 30% delas disseram agredir fisicamente o parceiro. São tapas, puxões de cabelo, empurrões, socos e chutes. Entre os meninos, 17% se disseram agressores.
Essa violência não distingue situação social. Metade da amostra é das classes A e B. As meninas estão reproduzindo um padrão estereotipado do comportamento masculino, diz uma das coordenadoras da pesquisa, Kathie Njaine, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina. O motivo das agressões é quase sempre o ciúme e a vontade de manter o parceiro sob controle. O estudo está no livro Amor e Violência (Editora Fiocruz), lançado em agosto.
Os dados do Claves não sugerem que a natureza das meninas seja mais agressiva que a dos meninos. As atitudes denunciam algo mais complexo: relacionamentos violentos em que a agressão, física ou emocional, é o meio que os parceiros usam para se comunicar. Funciona como uma estratégia de negociação na falta de outro tipo de diálogo. Elas dizem bater para se defender. Os meninos, para revidar. Na maior parte dos casos, ambos assumem o duplo papel de vítima e agressor. Os dados do Claves revelam essa ambiguidade: 86,8% dos entrevistados se disseram vítimas e 86,9% agressores. As meninas dizem fazer mais ameaças: 33% afirmaram insinuar destruir objetos ou arremessar algo. Entre eles, 27% relataram esse tipo de comportamento. Elas ainda recorrem ao expediente de espalhar boatos contra o parceiro e tentar afastá-lo dos amigos, prática conhecida tecnicamente como violência relacional. Cerca de 20% dos rapazes declararam ser vítimas dessa estratégia ardilosa.
A violência praticada pelas meninas pode não deixar marcas físicas porque elas têm menos força para machucar. Mas causa danos emocionais. Os meninos dizem que as agressões não doem fisicamente, mas eles se sentem moralmente agredidos e humilhados, afirma a psicóloga Queiti Oliveira, uma das autoras do estudo. Quando são eles que batem, triplica a chance de a menina sair ferida. Eles também recorrem com mais frequência à violência sexual de beijos forçados a relações não consentidas. A sua maneira, as meninas também usam esse tipo de agressão. Quase 33% das adolescentes disseram forçar o namorado a tocá-las ou pressioná-los a transar, colocando em xeque sua virilidade.
Quase 30% das meninas dizem agredir fisicamente. Entre os meninos, 17% se dizem agressores
A violência no namoro adolescente é um fenômeno internacional. Pesquisas estimam que entre 20% e 60% dos relacionamentos juvenis sejam baseados em agressões. Nos Estados Unidos, um em cada quatro adolescentes diz sofrer abuso físico, emocional ou sexual do parceiro. Lá também parece que as meninas fazem agressões mais frequentes, embora haja discordância sobre quem bate primeiro. Dada a natureza diferente das agressões praticadas por meninos e meninas, é difícil compará-las para entender quem agride mais, escrevem os pesquisadores da organização americana Centro Nacional de Recursos contra a Violência Doméstica. Outra dificuldade é estabelecer quando um clima tenso no casal evoluiu para a troca de provocações ou tapas.
Numa pesquisa em São Paulo, 22% das meninas eram agressivas. Quase o dobro dos meninos
Ainda não se sabe se esse tipo de violência sempre existiu ou se está aumentando agora. Há poucos dados sobre o tema de 20 anos para trás. Primeiro, porque esse tipo de pesquisa costuma ser de difícil execução. Em segundo lugar, o conceito de violência é complicado de definir. É possível que o problema sempre tenha estado ali, mas só apareceu quando nossa percepção se tornou mais aguda. A valorização dos direitos humanos e o aumento do nível de educação da população nas últimas décadas deixou as pessoas cada vez mais sensíveis a nuances sutis de agressão. As ofensas verbais, hoje consideradas uma forma de ataque emocional, foram tidas por muito tempo como asperezas naturais dos relacionamentos.
É provável que parte da violência esteja ligada à mudança no papel feminino. Um levantamento com 320 adolescentes entre 10 e 19 anos, feito pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sugere que 22% das meninas atendidas têm comportamento violento contra outras pessoas (sejam meninos, amigas, pais ou professores). Esse padrão só aparece em 12% dos meninos. Parece que, ano a ano, a agressividade entre as meninas aumenta, afirma a socióloga Miriam Abramovay.
Num estudo coordenado por ela com 13 mil estudantes de 5 capitais brasileiras, 10% das meninas afirmaram já ter batido em alguém na escola. Segundo Miriam, para conseguir o mesmo status de liderança conferido aos homens, as meninas decidiram usar as mesmas táticas: se impor pela força. Inclusive entre elas. A imagem de feminilidade tradicional não é mais aceita pela sociedade. As meninas competem com os meninos em tudo, no mercado de trabalho, no vestibular, na atenção de outros amigos.
Os garotos estão apanhando direto. Estão acuados. Como eles são mais fortes, têm medo de revidar e ficam quietos, diz a jovem G.F., de 18 anos. Há uma semana, ela terminou um relacionamento de três anos com seu primeiro namorado. Não é a primeira vez. O casal, chamado de ioiô pelos amigos, vive rompendo e reatando por causa do temperamento explosivo de G.F. O motivo, dessa vez, foram as agressões contra o rapaz, de 19 anos. Ele chegou a minha casa tarde depois do futebol com os amigos, sem avisar. Perdi o controle e parti para cima dele. Dei tapa, soquei, arranhei. Também o chamei das piores coisas possíveis, diz. Segundo ela, o namorado não reagiu, apenas a empurrou para trás para se defender. G.F. diz que sua agressividade é reação ao comportamento da mãe, que, de acordo com ela, é submissa ao padrasto. Quero tanto ser diferente que acho que meus namorados acabarão sofrendo. G.F. diz querer evitar a atitude submissa de sua mãe. Mas acaba reproduzindo em seus relacionamentos o inverso do que vê em casa.
O exemplo doméstico é considerado uma das principais causas da violência no namoro adolescente. Na pesquisa do Claves, os agressores tinham 2,6 vezes mais chances de viver em ambiente violento. De acordo com o psicólogo canadense Albert Bandura, professor da Universidade Stanford e criador da teoria da aprendizagem social, os seres humanos aprendem pela imitação. Por isso, o adolescente agressor de hoje pode ter assimilado modelos de violência no relacionamento entre os pais. Quando ele se vê em papel semelhante, reproduz o mesmo padrão de comportamento. A criança passa a confundir violência com cuidado, diz a psicóloga Vivien Bonafer Ponzoni, coordenadora do Núcleo de Família e Casal da Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama, em São Paulo. A formação da personalidade também é abalada pelas experiências da infância. Isso pode tornar o jovem mais propenso a repetir esse tipo de comportamento. Como as relações familiares influenciam nossa capacidade de regular emoções, as pessoas que viveram em ambientes agressivos tendem a ter dificuldade de controlar impulsos, instabilidade emocional e insegurança nas relações afetivas.
A professora gaúcha Ana L.F., de 55 anos, diz que sua relação com o marido influenciou sua filha, hoje com 30 anos. Amo errado desde sempre, diz Ana. Ela agrediu pela primeira vez um namorado aos 14 anos, quando flagrou uma traição. O comportamento se repetiu durante o namoro, o noivado e o casamento com o ex-marido, pai de seus filhos. Nossos dois filhos presenciaram vários episódios em que nos xingávamos. Tanto que criei um monstrinho. Minha filha repete meu comportamento violento e ciumento desde os 13 anos, afirma.
Reproduzir modelos domésticos não é regra. Qualquer jovem vítima de violência no lar pode ser capaz de compreender o mal que isso lhe causa ou causou e criar laços afetivos saudáveis, diz a socióloga Maria Cecília de Souza Minayo, pesquisadora da Fiocruz e uma das organizadoras da pesquisa do Claves. E mesmo quem sempre viveu em uma família tranquila pode se tornar um agressor. Em alguns casos, a instabilidade emocional causada pela adolescência pode ter uma parcela de culpa. Os adolescentes passam por uma série de mudanças biológicas, hormonais, emocionais. Mas isso é transitório e tende a atenuar com as experiências de vida, afirma o psicanalista David Leo Levisky, de São Paulo. A necessidade de parecer independente e mostrar autonomia torna os adolescentes mais suscetíveis a aceitar pressões do grupo e a sucumbir às atitudes violentas. Uma pesquisa com mais de 1.300 estudantes, conduzida pelo psicólogo espanhol David Moreno Ruiz, pesquisador da Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, mostra que os jovens em busca de respeito e admiração dentro do grupo são os mais propensos a agressões.
A violência no namoro adolescente tem outras consequências. Pouco importa se é para quem agride ou apanha, já que os papéis mudam a todo momento. Pesquisas revelam que a agressividade gera queda no rendimento escolar, problemas com drogas e uso abusivo de álcool, desordens alimentares e sintomas depressivos. Em um levantamento feito com mais de 5.400 estudantes do ensino médio, realizado em escolas da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, a epidemiologista Ann Coker descobriu que tentativas de suicídio podem ser frequentes. As meninas que relataram ter sido agredidas duas vezes no último ano tinham risco 50% maior de se matar. Entre os meninos agredidos, havia pensamentos suicidas, mas não tentativas.
Poucos jovens procuram ajuda para interromper o ciclo de violência. Apenas 3,5% dos entrevistados pelo Claves afirmaram ter buscado apoio de psicólogos. A principal razão é desprezarem a importância das agressões dentro do namoro. Para eles, violência doméstica é algo de gente adulta e casada. A pedagoga americana Sandra Stith, diretora do Programa de Terapia Familiar e de Casal da Universidade do Estado do Texas, compara o erro de percepção à relação dos adolescentes com a bebida. Os jovens consideram normal se embebedar. Mas, se veem um adulto bêbado, consideram que ele tem um problema com o álcool, diz Sandra. Ela está pesquisando os efeitos da violência sofrida pelos meninos. Contribui para isso o fato de os jovens considerarem o principal estopim das brigas o ciúme como um sentimento positivo. No namoro adolescente, a demonstração de ciúme costuma ser vista como sinal de amor. Só que as restrições vão crescendo de patrulhar o celular do namorado a proibir a saída com os amigos, diz o psicólogo Carlos Eduardo Zuma, do Instituto Noos, de prevenção à violência doméstica do Rio de Janeiro. Se você aceita como algo natural, não importa se como vítima ou autor, a tendência é que piore com o tempo.
O melhor caminho para pacificar essas relações é a educação. A tarefa começa com os pais. O que pode ou não fazer em um namoro é uma questão moral, e o exemplo vem de casa, afirma a psicóloga Teresa Helena Schoen, da Unifesp. Parte da responsabilidade é da escola, que deve identificar o problema. O México criou, em 2008, um programa de prevenção à violência, aplicado em 500 escolas do ensino médio. O programa, chamado Escolas para a Igualdade, nasceu para combater a violência contra a mulher. Logo no primeiro ano, foi identificado que o abuso sexual e as agressões físicas entre meninas eram comuns. As escolas passaram a abrir aos sábados para atividades educativas e culturais que envolvem pai, mãe, aluno e professor. Também foi criado um canal para ouvir as queixas dos estudantes. Isso ajuda a identificar casos de violência, que ganham acompanhamento psicológico. Cerca de 60% dos jovens que participam do programa dizem que suas relações com pais, professores e colegas melhoraram; e 56% dizem que aprenderam a reconhecer uma situação de violência dentro da escola. Pode parecer um tímido avanço. Mas é o passo fundamental para construir relações mais saudáveis e pacíficas.
sábado, 8 de outubro de 2011
A saga de uma mãe em busca do filho desaparecido
- Por favor, me deixa ir embora, me deixa ir embora! – implorava o rapaz.
- Eu vou fazer com você o mesmo que fiz com seu irmão.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Massacre na Barbearia do Senhor
http://www.jornalja.com.br/2011/10/03/policia-do-rio-mata-mil-por-ano/comment-page-1/#comment-12544
http://www.jornalja.com.br/2011/10/03/policia-do-rio-mata-mil-por-ano/comment-page-1/#comment-12544
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Foi comprar cigarros e não voltou
http://www.jornalja.com.br/2011/10/03/policia-do-rio-mata-mil-por-ano/comment-page-1/#comment-12544
sábado, 1 de outubro de 2011
Comissão para apurar violência contra gays em BH
Vereadores querem criar comissão para apurar violência contra homossexuais em BH Proposta de abertura de investigação foi sugerida durante uma Audiência Pública realizada na tarde desta quinta-feira
“Essa comissão poderá virar até uma Comissão Especial de Inquérito (CPI) para analisar caso a caso. Também vamos criar uma frente parlamentar mista entre a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e a Câmara de Vereadores, que deve atuar no combate às agressões”, afirma o vereador Leonardo Mattos (PV), que sugeriu a audiência.
Alguns projetos de lei que tramitam na Câmara querem impedir a discriminação aos homossexuais, bissexuais e transgêneros. Um deles foi proposto por 21 vereadores. Segundo o projeto número 1853/11, qualquer estabelecimento ou agente público que discriminar pessoas em função da orientação sexual poderá ser punido. Quem descumprir as determinações estará sujeito a sanções, que variam de multa à cassação definitiva do alvará de funcionamento do estabelecimento, ou afastamento definitivo, em caso de agente público.
O PL propõe como ato discriminatório qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica, além da proibição da entrada de homossexuais em estabelecimentos. A discriminação a que se refere esse PL será apurada em processo administrativo, que terá início mediante denúncia do ofendido ou seu representante legal ou ato de ofício de autoridade competente.
“A criação de projetos de lei é uma maneira de interferir nesse bullying contra homossexuais em Belo Horizonte”, conta o Leonardo Mattos (PV). “Queremos criar mais projetos para combater as agressões, explica.
Somente para informação. Estamos inaugurando oficialmente, dia 20 de outubro, o NAC-LGBTT, da Divisão de Proteção a Mulher, Polícia Civil, situado na rua Paracatu, n.822, Tel 3291-2931, Ramais 203 e 204. Quem quiser nos procurar, fique a vontade.