Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Santander deve reintegrar portador do HIV

Divulgando.
Josimar Pereira da Costa
Consultor Previdenciário
Diretor de Relações Externas do
Grupo Pela Vidda Niterói
Sócio Fundador da RNP+ Núcleo RJ
Ponto Focal RNP+ Niterói


Notícias

29 maio 2012

Presunção de discriminação

Santander deve reintegrar portador do HIV

Um bancário de São Paulo, portador do HIV, terá de ser reintegrado ao cargo no Banco Santander. Ele foi demitido sem justa causa. Para a 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, deve prevalecer o entendimento da norma internacional, com destaque para a Convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho sobre discriminação em matéria de emprego e ocupação, ratificada pelo Brasil em 1965.
 
A interpretação é que a demissão, por ter sido imotivada, se configura como ato discriminatório, embora a empresa tenha argumentado que só tomou conhecimento da enfermidade por meio da ação trabalhista. Tal justificativa fora aceita pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região de São Paulo, que havia dado ganho de causa ao banco, ao constatar a inexistência de prova "cabal e insofismável" para as alegações do bancário.
 

O relator do recurso no TST, José Pedro de Camargo, destacou que, mesmo sem nexo causal, o tribunal vem admitindo o reconhecimento da presunção de ato discriminatório quando o empregado soropositivo tem dispensa imotivada.
 
O veredicto, por unanimidade, estabelece a reintegração do bancário ao seu emprego. O Santander tem até 48 horas após a publicação da decisão para providenciá-la, sob pena de ser multado em R$ 1 mil por dia de atraso. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Superior do Trabalho.

RR 124400-43.2004.5.02.0074
 
Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2012

sábado, 15 de janeiro de 2011

Twitter #Soropositivos leituras obrigatórias

soropositivos

  1. Igor Dias igdias @anapaulavas a promiscuidade existe entre gays, lésbicas, heterossexuais. não dá pra tratar todos os gays como se fossem soropositivos!
  2. Saúde Navegantes SaudeNavegantes Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença.
  3. Junnyor VidadeJunnyor Médico americano cura um portador do #HIV com quimioterapia e transplante d medula.1° caso da história.Uma esperança para nós soropositivos.
  4. Mateus Coelho camisetafurada Aonde estão os soropositivos? Aonde estão? @k_silvestri @MarianaBughay
  5. Jeferson Castro JeffB3n Que tal começar com os soropositivos e estender a todas as pessoas diferentes?! É assim mesmo, um passo de cada vez.
  6. Bruna C. Wanderley Aeris Quem deveria ter prioridade? Preciso dizer? Talvez os doentes crônicos, as pessoas com câncer, os soropositivos, né, quem mais, porra?
  7. duda YeahColor Mais dois soropositivos no mundo. Minha praga pega.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010 Capacitação para aperfeiçoar monitoramento de pacientes soropositivos

domingo, 19 de setembro de 2010


Para atender à nova norma que orienta o procedimento de coleta, armazenamento e transporte de amostra de sangue de pacientes soropositivos, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) realizou, esta semana, a 1ª Oficina Estadual de Qualificação de Carga Viral HIV / Contagem de Linfócitos. O treinamento vai ajudar a aperfeiçoar o monitoramento de pacientes portadores da AIDS. 
A oficina, promovida pelo Serviço de Virologia e Riquetsioses da Funed (SVRS), capacitou os profissionais das Gerências Regionais de Saúde de Minas Gerais e prefeituras municipais do Estado quanto à Nota Técnica nº189, publicada em julho deste ano pela Unidade de Laboratório do Programa Nacional DST/AIDS, do Ministério da Saúde. De acordo com Sônia Diniz, chefe do SVRS, os participantes são os principais responsáveis pelo encaminhamento das amostras de exames para a qualificação de carga viral, genotipagem e carga de linfócitos, necessários para o monitoramento de pacientes soropositivos HIV1. Segundo ela, cada paciente tem direito a até quatro exames por ano e é a partir desta análise que o médico avalia se o medicamento dado ao paciente está adequado ao seu quadro clínico. Dessa forma, esclarece, "é importante que o procedimento de coleta, armazenamento e de transporte da amostra mantenha 100% da qualidade da mesma, como ditam as normas". 
De acordo com Chequer Chamone, chefe da Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças, que coordena o Serviço de Virologia e Riquetsioses, a Fundação conseguiu reunir quase 100% das pessoas que coletam o sangue, o que é uma enorme conquista. "Estamos capacitando o pessoal de todos os laboratórios que fazem as coletas e garantindo a qualidade da procedência das amostras até de cidades extremas, ou seja, de regiões que fazem fronteiras com outros Estados", diz. Chequer ressalta, ainda, que ações como essa são importantes para manter a qualidade dos serviços desenvolvidos pelo Sistema Único de Saúde. "Estamos investindo nos recursos humanos do Estado através da capacitação e garantindo a qualidade das amostras", afirma. 
O contato entre profissionais de diferentes municípios colabora também para o aprendizado. "O curso nos mostra caminhos para melhorar o atendimento aos pacientes soropositivos. Além disso, revela que o problema de um, às vezes, é também problema comum aos outros. Juntos, estamos aprendendo, trocando experiências e encontrando alternativas para melhoria do atendimento no SUS", afirma Darlene Vieira, da cidade de Alfenas. 
A oficina foi ministrada pela equipe técnica do Serviço de Virologia e Riquetsioses da Funed e por membros do laboratório de genotipagem da faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e contou, ainda, com a parceria da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG). 
Nota Técnica

A Nota Técnica nº189 define as diretrizes para a realização dos exames de pacientes soropositivos a partir de estudos recentes que investigaram detalhes do fluxo de coleta e encaminhamento. A nova norma foi publicada para garantir que o resultado de exame laboratorial seja condizente com o real estado clínico do paciente.


Agência Minas
--
farolcomunitario | rede web de informação e cultura
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Campanha da ONG Vhiver pretende alcançar 1 milhão de internautas no Twitter

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AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS |

AIDS

28/08/2010

28/08/2010 - Campanha da ONG Vhiver pretende alcançar 1 milhão de internautas no Twitter

O jovem Thiago Barbosa, 23 anos, é protagonista e embaixador da campanha. Em vídeo divulgado no site www.1milhaosempreconceito.com.br, ele revela o tipo de preconceito que sofre no cotidiano. "Eu estudo, gosto de sair com os amigos, bater papo e curtir a vida intensamente. Ou seja, sou uma pessoa completamente normal. No entanto, a maioria dos meus amigos se afastou quando descobriram minha condição de SOROPOSITIVO", disse o ativista que faz parte da ONG Vhiver, entidade que atua na luta contra AIDS em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Barbosa vive com HIV há nove anos. Segundo ele, informações sobre como o vírus HIV é transmitido podem ajudar na luta contra o preconceito.

O diretor de planejamento da Filadélfia, Gustavo Jabravi, informa que a campanha pretende reunir até o dia 1º de Dezembro, Dia Mundial de Luta Contra à AIDS, um milhão de seguidores no perfil @thiagovhiver no Twitter. Sem apoiadores e verba para a empreitada, a agência de comunicação escolheu a rede social, acessível no mundo inteiro, como a principal ferramenta para atingir essa meta.

Essa não é a primeira parceria que a Filadélfia faz com o grupo Vhiver. "Temos um envolvimento gratuito com a organização e acreditamos muito neles, por isso resolvemos utilizar a nossa ferramenta de trabalho para o bem das pessoas", explicou Jabravi.

A empresa pretende criar com a campanha um impacto na sociedade visando o apoio de empresários ao Grupo Vhiver. Seguindo o perfil do Thiago, o internauta ajuda a entidade a conseguir mais apoios para os soropositivos que necessitam de atendimento psicológico, alimentação e assistência básica.

Para fazer parte do projeto, o colaborador precisa apenas seguir o perfil de @thiagovhiver no Twitter e espalhar a causa, usando a identificação "#1milhaosempreconceito".

A iniciativa já ganhou o apoio de personalidades conhecidas do microblog como Rosana Hermann, Bruna Surfistinha, Cris Guerra, a empresa Ponto Frio e o programa humorístico Casseta e Planeta. Até o momento o perfil alcançou a marca de quase 1700 seguidores.

Redes Sociais

A Agência de Notícias da AIDS está presente nas principais redes sociais do País como o Facebook, o Orkut e o Twitter. Os internautas podem interagir com a equipe de redação, enviando sugestões e comentários de reportagens publicadas na internet sobre o tema HIV/AIDS. Veja a seguir os endereços eletrônicos

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

VI Cinema Mostra Aids termina nesta quinta-feira com exibição de duas produções africanas

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AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS

AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | CONTRACEPTIVOS | LGBT

19/08/2010

19/08/2010 - VI Cinema Mostra Aids termina nesta quinta-feira com exibição de duas produções africanas

19/08/2010 - 11h

A partir das 18h, o VI Cinema Mostra AIDS exibe em São Paulo o filme Ruas da Amargura. Os personagens do documentário são moradores de rua de Lisboa, sempre na marginalidade social. Na intenção de dar voz e dignidade a esses excluídos, o cineasta português Rui Simões não aborda a AIDS de modo direto, mas não deixa de sugerir o risco a que estão expostos, por exemplo, as travestis brasileiras atendidas por voluntários que lhes distribui PRESERVATIVOS e aconselham cuidados.

Depois, às 20h, Cartão Amarelo conta o drama do jovem de 17 anos Tyiane (Leroy Gopal), jogador de futebol na periferia de Harare, capital do Zimbábue. Estudante exemplar e orgulho da família, ele é um herói local para as crianças e tipo popular entre as garotas. Uma delas é Linda (Ratidzo Mambo), que da amizade e afeto passa a se sentir atraída por Tyiane e acaba por engravidar dele. Mas o rapaz está mais interessado em Juliet (Kasamba Mkumba), jovem rica e envolvente, e rejeita a outra. Desta primeira derrapada virão as consequências para Tyiane em casa, na escola e no time, enquanto convive com um de seus melhores amigos que se descobre SOROPOSITIVO.

Às 22h, o Teias de Aranha foi realizado como minissérie para a televisão moçambicana TVM, a ficção tem como alvo uma juventude às voltas com questões típicas da idade como namoro, casamento, diversão e ambição para ganhar dinheiro. Adiciona-se a esse quadro a sombra da AIDS, que irrompe na vida do trio principal de protagonistas. Num bairro modesto da cidade de Beira, em Moçambique, Alice (Amélia Luis) está dividida entre o interesse do esforçado jovem Camilo (Chifite Chaúque) e do sedutor, mas instável, Mariano (Besnev Matezo), seu ex-namorado e ainda pretendente. Este último conta com o apoio dos pais de Alice, enquanto Camilo não é visto com bons olhos. Não bastasse a indefinição da moça, ela descobre-se grávida e portadora do HIV. Para sustentar o formato de novela, o filme ainda enreda outros temas e personagens, como a quadrilha de contrabandistas com a qual Mariano colabora e a dona de bar Constância (Ana Magaia), amparo maternal e ético nesse painel.

O evento é uma realização do Grupo Pela Vidda/SP e tem o apoio da Confederação Nacional de Agricultura, do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo, do Espaço Unibanco de Cinema e Galeria Olido (Prefeitura de São Paulo).

VI Mostra de Cinema e AIDS

Espaço Unibanco Augusta

Local: Sala 4 (107 lugares) - rua Augusta, 1470, Cerqueira César (estação Consolação do Metrô)

Ingresso: R$ 5,00 (entrada gratuita com apresentação de vale-ingresso impresso através do site www.AIDS.org.br)

Redação da Agência de Notícias da AIDS

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Terapia precoce de Aids reduz mortes/Antecipação do tratamento com coquetel antiviral diminui em 75% o risco de óbito, diz estudo feito no Haiti

Terapia precoce de Aids reduz mortes

FOLHA DE S. PAULO

19/07/2010

Antecipação do tratamento com coquetel antiviral diminui em 75% o risco de óbito, diz estudo feito no Haiti

Diagnóstico tardio é um problema no Brasil, que tem 630 mil portadores do vírus, mas 255 mil ainda não sabem disso

O tratamento precoce com o coquetel antiviral reduz em 75% o risco de morte de pacientes com HIV. Também cai em 50% o diagnóstico de novos casos de tuberculose, doença que mais mata os soropositivos brasileiros.

A conclusão é de um estudo controlado inédito publicado no "New England Journal of Medicine". No Brasil, 43% dos soropositivos iniciam a terapia tardiamente- quando a contagem das células de defesa do organismo (CD4) está muito baixa.

O nível de CD4 e o teste de carga viral (que mede quantidade de HIV no sangue) são os exames mais usados para decidir o início da terapia com os ANTIRRETROVIRAIS, que inibem a reprodução do HIV.

O recente estudo, feito no Haiti, endossa o que outros trabalhos observacionais já tinham constatado: para reduzir as mortes, a terapia deve ser iniciada com o CD4 menor que 350 células por milímetro cúbico de sangue.

Em abril, o Brasil passou a adotar esse critério, a exemplo do que fazem os países europeus. Antes, a terapia era indicada quando o CD4 estava próximo a 200. Nos EUA, preconiza-se o tratamento ainda mais precoce, com o CD4 abaixo de 500 ou tão logo a pessoa descubra ser SOROPOSITIVA.

DEFESA BAIXA

O principal problema no país, porém, é o diagnóstico tardio. Cerca de 630 mil brasileiros são portadores do vírus HIV, mas 255 mil ainda não sabem disso, segundo o Ministério da Saúde.

"As pessoas já chegam doentes ou com CD4 baixíssimo nos serviços. Temos os medicamentos, temos uma recomendação atualizada à luz dos estudos mais recentes, mas uma grande parte dos pacientes não se beneficia disso", diz Mário Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda-SP e membro do grupo de consenso terapêutico de AIDS do Ministério da Saúde.

Segundo ele, há dois fatores que levam ao atraso no diagnóstico: a testagem anti-HIV é falha e a cobertura do teste rápido para a detecção do vírus ainda é "medíocre".

O infectologista Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas, explica que a maioria dos pacientes descobre o HIV quando procura o serviço de saúde em razão de outra doença (neurotoxoplasmose e tuberculose, por exemplo) ou, no caso das mulheres, de gravidez.

"Os médicos precisam ter a cultura de solicitar o teste de HIV aos pacientes. E são necessárias mais campanhas para alertar a população sobre a importância da testagem", afirma Rosenthal.

ANTECIPAÇÃO

Mudanças na antecipação do tratamento anti-HIV são sempre vistas com cautela. Como a infecção por HIV é uma doença crônica incurável, é preciso levar em conta os riscos de toxicidade, as falhas na adesão e a resistência do vírus às drogas.

"Embora alguns países desenvolvidos indiquem [a terapia] abaixo de 500, entendemos que, para a nossa realidade, está correto o critério de CD4 abaixo de 350 e carga viral acima de 10 mil para início da terapia", diz o médico.

No trabalho no Haiti, os pesquisadores avaliaram 816 soropositivos assintomáticos, com CD4 de 280 por milímetro cúbico de sangue. Metade do grupo iniciou o tratamento duas semanas após o diagnóstico e a outra metade teve de esperar a contagem de CD4 chegar a 200.

O estudo durou 21 meses e teve de ser interrompido por razões éticas óbvias: o adiamento da terapia havia quadruplicado o risco de morte no grupo que demorou mais para iniciar o tratamento.
clipping Bem Fam:(19/07/010)

sábado, 19 de junho de 2010

Cuidados essenciais na alimentação de um soropositivo contribuem para o sucesso do tratamento 11/03/2010 18h49

Cuidados essenciais na alimentação de um soropositivo contribuem para o sucesso do tratamento
11/03/2010 18h49



O Ministério da Saúde estima que 600 mil pessoas no Brasil vivam com o HIV ou já tenham desenvolvido a Aids. Ainda segundo o órgão, cerca de 180 mil pessoas recebem tratamento com drogas antirretrovirais na rede pública de saúde (ação reconhecida como referência mundial para o enfrentamento da doença no Brasil). Porém, para que a qualidade de vida dessas pessoas seja garantida, apenas o uso de medicamentos não é suficiente. Igualmente importante é manter uma alimentação saudável, inclusive, porque a vulnerabilidade que o HIV provoca no sistema imunológico dos portadores do vírus dificulta a qualidade nutricional do organismo. As razões são inúmeras, entre elas, o próprio HIV e os medicamentos usados para combatê-lo.
Dra. Rosana Sarmento Brasileiro

Rosana Sarmento Brasileiro, diretora do Serviço de Nutrição do Hospital Heliópolis, lembra que o tratamento à base de terapia antirretroviral de alta potencia, denominado pela sigla HAART (em inglês), foi responsável pela significativa redução de mortes entre portadores do HIV/Aids, porém a toxicidade em longo prazo dos medicamentos tornou-se um dos problemas mais importantes do tratamento da infecção pelo HIV nos dias atuais. “A terapia antirretroviral apresenta um impacto importante sobre o estado nutricional, resultando em alterações na distribuição da gordura corporal e alterações metabólicas. Alguns medicamentos podem também causar reações como diminuição do apetite, náuseas, vômitos e diarreia, podendo levar à perda de peso”, explica a especialista.

Segundo ela, alimentar-se de forma adequada deve fazer parte do tratamento, uma vez que o sistema imune está diretamente relacionado ao estado nutricional. “O consumo de uma variedade de alimentos é fundamental para uma nutrição balanceada. Para obter uma alimentação saudável, a pessoa deve procurar ingerir todos os grupos de alimentos diariamente. Uma refeição saudável deve fornecer carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais, que são nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo”, comenta Rosana.

Ao referir-se à pirâmide de alimentos para adultos, ela recomenda de 6 a 11 porções diárias de grãos (como pão, cereais, arroz e massas); 3 a 5 porções de legumes; 2 a 4 porções de frutas; 2 a 3 porções de produtos lácteos (como leite, iogurte e queijo); 2 a 3 porções de alimentos fonte de proteína (como carne, aves, peixes, ovos e leguminosas) e pequenas quantidades de gordura e açúcar.

Informações contidas no "Manual Clínico de Alimentação e Nutrição na Assistência a Adultos Infectados pelo HIV", publicado pelo Ministério da Saúde, revelam que a alimentação saudável, adequada às necessidades individuais, contribui para o aumento dos níveis dos linfócitos T CD4 (células de defesa do organismo), melhora a absorção intestinal, diminui os agravos provocados pela diarreia, perda de massa muscular, síndrome da lipodistrofia e todos os outros sintomas que, de uma maneira ou outra, podem ser minimizados ou revertidos por meio de uma alimentação balanceada.

Reações como vômitos, diarreias ou mesmo infecção intestinal são, segundo Rosana, um grande problema para as pessoas que vivem com HIV/Aids. Essas reações são provocadas pelos efeitos colaterais dos medicamentos. Para evitar tais ocorrências, a nutricionista do Hospital Heliópolis lista algumas recomendações, que seguem abaixo. As dicas também estão disponíveis na cartilha "Alimentação e Nutrição para as Pessoas que Vivem com HIV e Aids", publicada pelo Ministério da Saúde em 2006, que traz ainda receitas, maneiras de se alimentar em situações especiais, formas de aproveitar melhor os alimentos, tabela de vitaminas e minerais e tabela de alimentos de época (download disponível no final desta página).

Dicas para evitar contaminação dos alimentos

• Antes de cozinhar, lave bem as mãos e os utensílios que for usar.
• Não use copos ou pratos rachados, pois os germes se acumulam nas rachaduras.
• O lixo deve estar bem tampado e longe dos alimentos.
• Mantenha os alimentos fora do alcance dos insetos, roedores e outros animais. Cubra ou guarde em vasilhas bem fechadas.
• Não consuma alimentos com alterações de cor ou cheiro.
• Descongele as carnes na geladeira e não em temperatura ambiente. Evite comer carne crua.
• O leite pasteurizado deve ser mantido na geladeira depois de aberto e preste atenção na validade. Se não for pasteurizado, deve ser fervido antes de usar.
• Não coma ovos crus. Cozinhe até ficarem duros (6 a 8 minutos de fervura) ou frite até a gema ficar dura. Os ovos devem ser bem lavados com água e sabão, para evitar a contaminação com salmonella, que pode existir na casca.
• Corte separado a carne e os vegetais. Lave a tábua. Prefira tábuas de plástico ou de vidro, evite a tábua de madeira.

Mães soropositivas

Os avanços da Medicina têm permitido que muitas mulheres portadoras do vírus da Aids possam gerar filhos saudáveis. Nessa fase da vida os cuidados nutricionais da futura mamãe se ampliam, comenta Dra. Rosana, também especialista em Nutrição Materno-infantil pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “A gestação aumenta as demandas nutricionais, o que estabelece a necessidade de uma atenção especial com as orientações alimentares, para garantir a oferta de calorias e nutrientes exigidas no período de 40 semanas”, ressalta a médica.

Segunda ela, a gestação determina alterações fisiológicas tais como as alterações hormonais, que ocorrem no primeiro trimestre e pode acarretar náuseas e vômitos, azia, alteração de paladar e olfato, além de alterar as preferências alimentares. “Em alguns casos esses efeitos podem estar associados aos efeitos adversos dos antirretrovirais, podendo ocorrer perda de peso no início da gestação. No segundo e terceiro trimestres deve-se garantir a ingestão adequada de alimentos e nutrientes para proporcionar o ganho de peso adequado. As necessidades nutricionais e energéticas podem variar segundo a avaliação do estado nutricional pré-gestacional, o estágio da infecção pelo HIV, as comorbidades (como diabetes, hipertensão ou obesidade), estilo de vida e atividade física habitual”, explica a especialista, ressaltando que “o acompanhamento com um nutricionista é importante para a orientação e planejamento de uma alimentação saudável, durante toda a gestação”.

Alimentação de crianças HIV+

Ao ser questionada sobre as necessidades nutricionais das crianças infectadas pelo HIV, Rosana lembra que o princípio básico é utilizar uma dieta saudável e adequada em nutrientes de diversas fontes. “Embora as deficiências nutricionais derivadas da infecção por HIV são mais graves em crianças em relação aos adultos, devido às demandas nutricionais utilizadas para o crescimento e desenvolvimento. Os efeitos imunossupressores do HIV colocam essas crianças sob elevado risco nutricional precocemente”, comenta.

Quanto aos efeitos colaterais metabólicos da HAART, ela ressalta serem “menos evidentes em crianças que nos adultos, a não ser em casos de estágio avançado da doença ou em casos de importantes deficiências nutricionais no início do tratamento”. Segundo Rosana, já existe na literatura relatos de hipercolesterolemia e aumento da resistência à insulina em crianças sob uso da terapia antirretroviral. "Assim, a população pediátrica que vive com o HIV necessita de adequado monitoramento nutricional a fim de direcionar a terapia e garantir melhor qualidade de vida", comenta.

Leia mais:
>> Dez passos para uma alimentação saudável


Reportagem: Equipe de conteúdo do Portal SBI


Retirado do Site:www.infectologia.org.br

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Portadores do vírus HIV querem assistência da Previdência Social

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Mundo | 11/06/2010 | 11h20min

Portadores do vírus HIV querem assistência da Previdência Social

Tema foi debatido em seminário sobre direitos e deveres de portadores do vírus

A inclusão Previdenciária e Benefícios da Previdência e Assistência Social do portador do vírus HIV foi um dos temas mais debatidos no seminário Direitos e Deveres da Pessoa Vivendo com HIV/Aids no Rio de Janeiro. Promovido pela organização não governamental Grupo Pela Vidda, o seminário faz parte das comemorações dos 19 anos de fundação da entidade.

— Precisamos integrar as pessoas para a Previdência, pois a maioria está no trabalho informal. Nós estamos mostrando a importância disso, e orientando aqueles que são atendidos de modo a esclarecer os seus direitos — afirmou a assessora jurídica do Grupo Pela Vidda, Patrícia Rios.

A criminalização da aids foi outro tema das discussões. Segundo dados do Ministério da Saúde, existem cerca de 650 mil pessoas vivendo com HIV e Aids no Brasil.

— Desde 2008, na Conferência Internacional de Aids no México, países propuseram leis criminalizando o HIV. No Brasil isso não existe, mas já temos pessoas presas por homicídio doloso por terem transmitido a doença. Estamos tentando descaracterizar isso, porque a Aids é uma doença crônica mas hoje tratável — disse a assessora jurídica do Grupo Pela Vidda, Patrícia Rios.

O Grupo Pela Vidda é uma instituição que busca dar dignidade e integrar os portadores de HIV e aids na sociedade e seus serviços são gratuitos. A organização luta pela descriminalização dos soropositivos, contra a proliferação da doença e pelo acesso aos medicamentos antiretrovirais. A organização também desenvolve projetos de prevenção, de assistência jurídica e de ativismo político na área de direitos humanos. Considerado o trabalho mais importante do grupo, o projeto Criança = Vidda foi criado para atender as crianças vítimas da epidemia de aids com assistência psíquica, clínica e social para elas e suas famílias.

AGÊNCIA BRASIL

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ativistas se dizem a favor da reprodução para soropositivos, mas contestam iniciativa do governo 05/05/2010

05/05/2010

O direito à paternidade e à maternidade dos soropositivos é defendido por ativistas que atuam na área, mas, segundo eles, o país ainda tem dificuldades em responder a algumas demandas básicas no setor, o que gera dúvidas sobre o controle da qualidade das prestações de serviços mais complexos, como a reprodução de pessoas com HIV.

“Essa iniciativa veio tarde, pois é um sonho muito antigo de nós mulheres vivendo com HIV”, comentou Nair Brito, integrante do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP).

Nair ressalta, entretanto, que o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde não tem se atualizado como o devido nos últimos anos.

“Até a nossa casa precisa de reforma. Às vezes a gente pinta a parede, troca alguns móveis. A gerência atual do Programa de Aids tem falhas na distribuição de medicamentos como há 16 anos e não faz reformas”, critica.

Na sua opinião, a política de reprodução planejada é totalmente possível e só não foi feita antes por negligência.

“É para ontem que queremos isso, mas para entrarmos nessa nova era, temos que entrar com padrão ISO* de qualidade. Os serviços de aids precisam de mais qualidade e nós, como movimento social, precisamos cobrar por isso.”

Jenice Pizão, também integrante do MNCP, disse que a atual escassez de alguns antirretrovirais interfere na nova proposta governamental.

"Ter carga viral indetectável (para estar apto a reprodução) pressupõe uma série de questões, entre elas a adesão ao tratamento, que hoje, por exemplo, é prejudicada pela falha na distribuição de remédios”, comentou. "Na semana passada tivemos a informação de que a distribuição do abacavir seria regularizada em poucos dias, mas até hoje isso não aconteceu. O movimento social está cansado de promessas não cumpridas”, acrescentou.

Janice defende a assistência para a reprodução de casais soropositivos ou sorodiscordantes (quando só um tem o HIV) como uma política pública, e não através de um documento.

Discussão deve ser ampliada

A reprodução para casais com HIV é uma questão fundamental e deve ser levada a uma discussão nacional, defendem o presidente da ONG Espaço de Prevenção e Assistência Humanizada, José Araújo Lima, e o ativista do Grupo de Incentivo à Vida (GIV) Jorge Beloqui.

"O Ministério da Saúde deveria ter escutado pesquisadores de Universidades, médicos e sociedade civil sobre o assunto. Se o documento está realmente sendo elaborado, é uma irresponsabilidade do governo", declarou Araújo, que também relacionou os problemas de distribuição de antirretrovirais à dificuldade no sucesso da proposta.

"Não sei se é o momento ideal para o documento ser elaborado, mas já que esse é o momento em que a questão apareceu acho que é uma oportunidade de o assunto ser amplamente discutido", acredita Beloqui.

O militante do GIV afirmou que devem ser colocados em pauta assuntos como os resultados de um estudo suíço publicado em janeiro de 2008, que mostra que uma pessoa com HIV, mas em tratamento, sem qualquer DST (Doença Sexualmente Transmissível) e com carga viral indetectável por pelo menos 6 meses, não transmite o vírus.

"Também é muito importante debater a profilaxia pós-exposição. As pessoas sabem que isso é possível? Sabem onde procurar o serviço e que isso precisa ser feito em até quarenta e oito horas após e situação de risco?", finalizou.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

HIV/Aids: quase três décadas de preconceito e desinformação, Tribuna da Região

Clipping AIDS

12/04/10, às 13h12m (GMT -03;00)

HIV/Aids: quase três décadas de preconceito e desinformação

Na última edição do Big Brother Brasil 10, Marcelo Dourado deu um banho de água fria nas campanhas sobre a doença

Tribuna da Região
Da Redação

"Prazer prolongado", "Sabores", "Turbo", "Extra fina (quase sem nada)", "Estimula prazer feminino". Os apelos publicitários para atrair a atenção para o uso da CAMISINHA começam desde a embalagem do produto, repleto de criatividade dos fabricantes, que inovam as opções nas prateleiras. Mas prova de que o preconceito e desinformação acerca do vírus HIV estão incorporados até em pessoas que, à primeira vista, teriam esclarecimento mínimo no assunto, foi dada em rede nacional.

Na última edição do Big Brother Brasil 10, Marcelo Dourado, ganhador do prêmio do programa de maior audiência na televisão brasileira, deu um banho de água fria nas campanhas sobre a doença e nas entidades que lutam pelo respeito aos homossexuais no país. Em uma tacada só, prestou um desserviço à sociedade, quando afirmou que somente gays do sexo masculino transmitem a AIDS.

Emanuel Amaral

Como vírus HIV se comporta diferente em cada organismo, há o risco da recontaminaçãoPara completar a cena de alienação, Angélica, representante das lésbicas no "BBB 10", reforçou a fala de Dourado ao afirmar que não se protege com a parceira porque mulher não transmite AIDS, "só homem". Não é novidade que a doença deixou de ter grupo de risco: com a vida sexualmente ativa, qualquer pessoa pode contrair e transmitir o vírus, caso não se proteja.

Hoje o termo mais usado entre os especialistas é "comportamento" ou "situação" de risco. No caso das lésbicas, é difícil dizer qual SOROPOSITIVA foi infectada por outra mulher, porque nas notificações da doença aparecem em "bissexuais". Mas a polêmica de Dourado suscita o questionamento: como o brasileiro encara o assunto? Quando a AIDS apareceu, no início dos anos 80 do século 20, a proporção da doença entre homens e mulheres era de 40 para um, respectivamente.

Atualmente, a incidência entre os dois sexos está quase equiparada de um para um. Mas o preconceito é parecido ao dos anos 80, e ainda leva muitos dos soropositivos a viver uma vida "dupla", mentindo no trabalho e até em casa, explica a infectologista Lúcia Calich, com a experiência de quem trabalha no ambulatório de pré-natal da Maternidade Escola Januário Cicco.

"Atendemos diversas patologias de gestantes, mas no caso das que têm AIDS, às vezes só descobrem no pré-natal e não contam à família. Por causa disso, para ir à consulta, precisam inventar mil histórias, criar um esquema especial para sair de casa", relata.

A discriminação é tão presente que foi preciso criar uma lei (11.199/ 02) proibindo a discriminação a portadores de HIV/AIDS. A justiça brasileira deu ganho de causa a portadores do vírus em todos os processos movidos por discriminação no trabalho, escola e rede de saúde.

A contadora Janaína (nome fictício para preservar a identidade da entrevistada), descobriu estar infectada durante a gravidez. A doença foi contraída do ex-parceiro, com quem morou durante um ano sem saber que ele era SOROPOSITIVO. "Quando contei do exame positivo, ele assumiu a doença. Brigamos e nos separamos", conta.

Janaína voltou para casa dos pais, que por ironia do destino também são soropositivos e teve que se afastar do trabalho alegando gravidez de risco. "Meu pai está em fase terminal de vida, bastante debilitado, então não foi difícil contar. Mas ainda não sei como farei no trabalho, provavelmente não vou contar para não ser demitida", diz.

"A AIDS é uma doença como qualquer outra, o doente não pode ser punido por estar doente", critica Lúcia Calich. Ela lembra que qualquer médico que solicita o exame de HIV pode e deve informar o resultado ao paciente, mas nem todos sentem-se preparados para o chamado "aconselhamento".

"O preconceito às vezes parte do próprio profissional médico. Tem melhorado bastante com o passar dos anos, mas ainda acontece, principalmente no interior", explica. É comum chegar pacientes nos hospitais de referência com o exame nas mãos sem saber que o resultado é positivo. "Isso ocorre porque é uma consulta difícil, que precisa muitas vezes de uma equipe com psicólogo, assistente social".

CAMISINHA até para soropositivos

O uso do PRESERVATIVO é tão importante, que até mesmo quando os dois parceiros são soropositivos , não devem abrir mão de usá-lo, segundo orienta a infectologista Lúcia Calich. Como o vírus se comporta diferente em cada organismo, há o risco da recontaminação. É o caso, por exemplo, de um casal em que um dos soropositivos já faz uso da medicação porque tem baixa carga viral e o outro não.

"Sem CAMISINHA, o parceiro que que tem carga viral mais alta pode ser recontaminado pelo que tem baixa carga viral, e ficar ainda mais frágil ou vice-versa: o que estava mais saudável receber a carga viral de quem já está doente de AIDS, e não apenas infectado com o vírus HIV". Lúcia chama a atenção para o perigo de ser contaminado com outras doenças sexualmente transmissíveis.

"As DSTS andam juntas com a AIDS, elas facilitam a transmissão porque ocasionam lesões, abrem feridas". Outro mito que ronda a cabeça de muitos brasileiro diz respeito à qualidade e expectativa de vida de quem tem HIV/AIDS. No Boletim Epidemiológico de 2007 da OMS, pela primeira vez se observou dados sobre a proporção de pessoas que continuaram vivendo com AIDS até cinco anos após o diagnóstico.

O estudo se baseia no número de pessoas identificadas com a doença em 2000 e aponta que 81% delas, no Nordeste, estavam vivas cinco anos depois de diagnosticadas. Nas outras regiões, os percentuais foram de 78%, no Norte; 80%, no Centro Oeste; 90%, no Sudeste; e 82%, no Sul. No Rio Grande do Norte, a campanha Fique Sabendo, da Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap) é uma das medidas adotadas para combater a desinformação sobre HIV/AIDS.

"A campanha alerta para a importância da prevenção assim como do diagnóstico precoce em se tratando de DSTS e AIDS", diz Sônia Cristina Lins, coordenadora do Programa Estadual de DST/AIDS. Com um diagnóstico antes da doença se instalar, ou seja, enquanto o paciente é apenas SOROPOSITIVO, é mais fácil monitorar o momento exato em que ele pode precisar fazer uso dos remédios, o que geralmente é indicado pelo exame que detecta o nível de carga viral.

"Há feminização da epidemia", diz infectologista

Se é difícil conscientizar os jovens hoje - que cresceram tendo conhecimento da AIDS e seus perigos - o que dirão os especialistas sobre incutir o uso da CAMISINHA na população acima dos 50 anos, que teve uma juventude sem HIV ou com a ideia de que a doença atingia apenas grupos específicos?

Das quase três mil notificações de AIDS no RN de 1983 até hoje, a maioria foi diagnosticada em pessoas na faixa etária 20 a 34 anos, com 1.130. Em seguida, estão os doentes entre 35 a 49 anos, com 1.010 notificações, e em terceiro lugar no ranking, aparece a faixa etária do 50 a 64 anos, com 238 casos.

A origem da infecção muitas vezes é um enigma indecifrável para os próprios pacientes. "Investigamos a epidemiologia e são muitas as histórias. Em muitas situações é do marido ou ex marido, em outras, eram usuárias de drogas que compartilhavam seringa. Outras nem sabem de onde foram infectadas", diz Lúcia Calich.

Tecnicamente falando, há uma chamada "feminização da epidemia", que se reflete na população infantil, caso não haja um acompanhamento adequado no pré-natal e parto. A boa notícia é que quando o poder público oferece as condições necessárias, o índice de transmissão de mãe para filho - chamada vertical- pode chegar a zero por cento.

Em um estudo interno no ambulatório da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), Lúcia Calich mostra que de 30 pacientes grávidas soropositivas atendidas, nenhuma das que voltaram para consulta após o parto tinha o bebê contaminado.

Do total de pacientes atendidas hoje no ambulatório da MEJC, 12 são soropositivas. "É diferente um acompanhamento da grávida que sabia que era soropositva de uma que descobriu no pré-natal, porque pela própria condição de gestante, estão emocionalmente mais fragilizadas".

Homem é quem mais compra CAMISINHA

O estudante de Engenharia Elétrica, João Kleber Araújo, 21, garante: mesmo que a namorada faça uso regular do anticoncepcional oral, não abre mão da CAMISINHA. "Tenho mais medo de doenças", diz. O pacote de PRESERVATIVO com três unidades custa entre R$1,00 e R$4,00 em média.

Os valores variam de acordo com o "extra" oferecido pelo produto, como sabor, lubrificante, cor e textura. "Quem compra mais são os homens, em 95% dos casos. Quando são mulheres, geralmente são mais velhas, acima dos 30 anos", comenta o gerente de farmácia Erinaldo Teixeira.

Mas e quando a relação já é considerada uma união estável de vários anos? O instalador Dênis Ribeiro, 26, há 11 anos foi morar com a primeira namorada. Com acesso a camisinhas grátis no posto de saúde mais próximo de casa, ele admite que usa o PRESERVATIVO, mas não é sempre. "Sinto falta de palestras educativas sobre o assunto no meu bairro, porque meus amigos solteiros não usam".

Estudos realizados entre 1994 e 2002 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que foram feitas, em média, quatro campanhas de prevenção por ano no Brasil no período. A estimativa é de que se evitaram 600 mil infecções pelo HIV e um dos motivos foi o uso do PRESERVATIVO, que aumentou 48% entre jovens. Segundo a OMS, os jovens foram influenciados pela campanha e distribuição pelo governo, que cresceu em 15 vezes.

A CAMISINHA masculina representa quase 100% do uso do PRESERVATIVO. No Brasil, o único país a distribuir a CAMISINHA feminina, a "moda não vingou". "A adesão é pequena, não tenho nenhuma paciente que relate usar", diz a infectologista Lúcia Calich. Um dos motivos, segundo ela, pode ser a dificuldade de manusear corretamente o produto." Nem falam nisso, sempre se fala em PRESERVATIVO masculino".

Do site:www.gestospe.org.br

terça-feira, 4 de maio de 2010

Reprodução Planejada para Soropositivos

Governo defende reprodução planejada de soropositivos

FOLHA DE S. PAULO

04/05/2010

O Ministério da Saúde elabora documento em que estimula portadores de HIV que queiram ter filhos a fazer sexo desprotegido em condições específicas. Segundo o texto, se o casal planejar a gravidez na melhor fase clínica do tratamento, o risco de transmitir o vírus é muito menor. Isso inclui estar com a quantidade de vírus baixa e o total de células de defesa elevado, não ter doenças crônicas associadas nem infecções no trato genital.

Documento estimula sexo desprotegido no dia fértil da mulher, para diminuir risco

Segundo informações do Ministério da Saúde, quase 3.000 mulheres com o vírus da AIDS, em tratamento, engravidaram em 2008

O Ministério da Saúde elabora um documento em que estimula soropositivos interessados em ter filhos a fazer sexo desprotegido, em datas e condições clínicas específicas.

O documento inclui estratégias de redução de risco de transmissão do vírus, em um contexto onde a maioria dessas pessoas não tem acesso a tratamentos de reprodução assistida para tentar engravidar.

"Em 2008, quase 3.000 mulheres soropositivas engravidaram e a maioria estava em tratamento com antirretroviral. Elas poderiam ter sido orientadas a se expor apenas no período fértil", diz Andrea da Silveira Rossi, consultora técnica do DEPARTAMENTO DE DST/AIDS e Hepatites Virais do ministério.

Segundo Rossi, se o casal planejar a gravidez na melhor fase clínica do tratamento da AIDS, os riscos de transmissão do vírus são muito menores.

Isso inclui estar com a carga viral indetectável e o CD4 (células de defesa) elevado, não ter outras doenças crônicas associadas, não ter infecções do trato genital (como outras doenças sexualmente transmissíveis) e planejar a relação para a data exata do período fértil.

A estratégia não elimina o risco de transmissão do vírus, mas o reduz muito, segundo Rossi.

Após a relação desprotegida, o documento recomenda que o parceiro sem HIV tome os ANTIRRETROVIRAIS como prevenção.

O protocolo dirá também que, se a mulher for SOROPOSITIVA, ela deverá continuar tomando o antirretroviral durante a gestação, e o bebê também tomará a droga no primeiro mês de vida. A criança não poderá ser amamentada.

O número de grávidas com HIV é cada vez maior, diz Rossi: "Esse assunto é pouco discutido. Temos que orientar os casais que não têm acesso às técnicas de reprodução assistida sobre formas de engravidar".

"Em termos de porcentagem de chance de contaminação [cerca de 2%], pode ser aceitável a gravidez natural. Mas se considerarmos a doença, acho que não", diz Eduardo Pandolfi Passos, vice-presidente da Sociedade Latino-Americana de Reprodução Assistida.

"Relações desprotegidas são contraindicadas. Em alguns casos, o risco de contaminação chega a 4%", diz Waldemar de Carvalho, coordenador o Centro de Reprodução Assistida em Situações Especiais da Faculdade de Medicina do ABC.

Já o infectologista Caio Rosenthal, do Emílio Ribas, diz: "Estudos sugerem que a contaminação, nos casos em que a carga viral é indetectável, é menor do que se pensava. Com a orientação certa e conhecendo os riscos, [a gravidez] é questão da autonomia do casal".

OMS

A OMS aborda o tema desde 2006. O documento, porém, cita a redução de riscos (sexo sem CAMISINHA) para casais em que ambos têm o vírus. No caso de a mulher ser HIV positivo e o homem não, a OMS recomenda a autoinseminação. No caso de o homem ter a doença, a OMS sugere reprodução assistida.

"A maioria dos pacientes não pode pagar por reprodução assistida. Com certeza vamos receber críticas, mas as orientações são individualizadas. Falamos em redução de risco, não em eliminação", diz Rossi.

Para ela, as políticas de redução de risco estão desatualizadas: "O foco dos serviços que tratam soropositivos ainda é a prevenção e o uso de PRESERVATIVOS. Mas, essas pessoas estão vivendo mais e o desejo de reprodução está mais intenso".