NOTÍCIA: Toda esquerda se agrupando, PT, Psol PCdoB e movimentos sociais na coalizão chamada de “Grupo Brasil”. Entre seus participantes, organizadores e articuladores, Luiz Gonzaga Beluzzo, Márcio Pochmann, Vladmir Palmeira, João Pedro Stédile, Rui Falcão, José Américo Dias, Jandira Feghali, Renato Rabelo, Ivan Valente, Leo Lince, Lula entre outros... Haverá uma nova reunião no dia 25 de julho na qual serão discutidas diretrizes e a primeira conferência dessa frente nacional está prevista para o dia 5 ou 6 de setembro. Palavras de Rui Falcão: “A idéia é ter unidade popular, não é apenas questão eleitoral” -
Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
sábado, 27 de junho de 2015
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Violência contra a mulher: um ponto final! (Artigo) Jornal do Brasil - 08/06/2010
Violência contra a mulher: um ponto final! (Artigo)
Jornal do Brasil - 08/06/2010
Jandira Feghali
“A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado” (artigo 226 da Constituição federal).
Na pauta dos direitos humanos o debate se amplia. A violência contra a mulher não tem necessariamente o Estado ou seus representantes como autores, mas deve ser um tema incorporado como grave violação de direitos humanos, principalmente quando o agressor goza do afeto, da confiança, da intimidade da vítima e a comete no ambiente familiar, muitas vezes testemunhado por crianças apavoradas e incapazes de compreender a cena.
Os números chocam, e são baseados em estudos sérios: 6,8 milhões de mulheres brasileiras já foram espancadas pelo menos uma vez. A cada 15 segundos uma mulher é vítima de violência doméstica ou familiar no Brasil.
A Lei Maria da Penha, por mim relatada na Câmara dos Deputados, é um importante instrumento de combate, que estabelece uma série de medidas para a prevenção, assistência e proteção à mulher em situação de violência doméstica e familiar. As crianças e jovens que vivem em ambientes violentos demonstram, com muita frequência, dificuldade em aprender e ampliam as estatísticas de evasão escolar. Por isso também está prevista a criação de centros de atendimento e acompanhamento a essas “vítimas indiretas”.
A violência não é apenas física. Pode ser psicológica, sexual, patrimonial ou moral. As medidas protetivas de urgência podem ser determinadas imediatamente pelo juiz e possibilitam, dentre outras, que as mães e seus filhos fiquem em casa, e o agressor seja afastado cautelarmente. São inúmeras as ações para prevenir o comportamento violento, mas não deixa impune o autor.
Antes da lei havia um quadro dramático: a imensa maioria dos casos de agressão à mulher tinha os inquéritos arquivados ou, no máximo, eram aplicadas multas ou pagamento de cestas básicas. Ou seja: agredir a mulher, por uma ou reiteradas vezes, mesmo na frente de crianças pequenas – tecendo um ambiente familiar violento, com graves perturbações psicológicas – é receber uma punição correspondente ao tratamento de uma simples briga de esquina, ou outros crimes chamados de menor potencial ofensivo!!!
A lei foi batizada como Maria da Penha, para homenagear uma vítima de duas tentativas de homicídio. Conseguiu sobreviver numa cadeira de rodas e transformou-se numa militante da causa. O marido e agressor ficou impune por quase 20 anos. No final, acabou condenado em um tribunal internacional.
Agora, diversos benefícios procuram restituir a dignidade da mulher, bem como o apoio necessário às crianças. A lei introduziu a figura importantíssima dos juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Tratou de proteger as que dependem do homem provedor, respondeu às diversas situações que surgiram nas auscultas públicas em todas as regiões do Brasil, até mesmo a estabilidade no emprego.
A mulher precisa denunciar o agressor assim que for agredida, pois o perdão permite a reincidência, a impunidade e muitas vezes a morte. O exemplo mais recente é o caso de Brasília neste último domingo, (6 de junho), onde a mulher foi salva de possível homicídio pela existência da Lei Maria da Penha. Baseado na lei, que foi utilizada imediatamente após a denúncia de agressão, o agressor foi preso. Na sua ficha, assassinato da ex-mulher, além de três denúncias anteriores.
Não se deve dar uma segunda chance, com a ilusão de que não ocorrerá novamente.
A Lei Maria da Penha pegou. Está no imaginário social e já influenciou o comportamento das mulheres vitimadas e intimidou muitos agressores. As denúncias mais que dobraram desde a sua promulgação, em 2006, e pelos números do Instituto de Segurança Pública do nosso estado, em 75% dos casos o agressor é o atual ou ex-companheiro.
É compatível com a Constituição federal, e as instituições precisam acelerar medidas administrativas, legais e orçamentárias para o pleno cumprimento da lei em todo o país, que tem realidades regionais diferenciadas. Mas já estamos avançando.
Ultrapassamos a fase em que se acreditava que em briga de marido e mulher não se deve meter a colher.
Queremos um ponto final, depois de tantos pontos pelo corpo e na alma!