Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

A ditadura em mim, os nós em nós




A ditadura em mim, seus nós em nós

 

Nos 50 anos do golpe de 1964, compartilho com você um texto sobre minhas vivências no período sombrio da ditadura civil-militar. 
"Quem não se lembra do passado corre o risco de revivê-lo. Revisitar acontecimentos históricos é reinterpretá-los, agregando em sua leitura os novos conhecimentos que adquirimos.Você pode ler o texto na íntegra aqui.

Chico Alencar

Menino tijucano, filho de um jornalista piauiense de Alto Longá com uma professora paulista de Santa Rosa de Viterbo, impressionado com Lacerda, mas também com Graciliano. "Menino curioso, comecei a transitar do universo conservador, da direita, para a visão igualitarista e a percepção das injustiças sistêmicas, da esquerda."
Estudante, membro do grêmio do CAP-UEG. "É viva a lembrança do dia 28 de março daquele ano, quando o estudante Edson Luís, 18 anos, foi morto pela PM. Emocionado, arranquei uma folha do meu diário e estampei, diante do corpo de Edson, no saguão da ALERJ, minha manuscrita indignação: 'Ditadura mata!'.
Professor, aprendiz da vida. "Daria para escrever um livro com histórias de amigos queridos que foram destruídos psicologicamente e/ou sequestrados, torturados e mortos. Todos parceiros de copo e de cruz, de confidências sobre desilusões amorosas, expectativas futebolísticas e delírios de um novo mundo fraterno".
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Pra lembrar e refletir #chicoalencar #NEWSLETTER

  Boletim Eletrônico  n.526  Rio de Janeiro 21 de novembro de 2013


 
Pra lembrar e refletir
Durante muito tempo celebramos um tanto constrangidos a data em que uma princesa branca de uma monarquia escravocrata 'concedeu' 'generosamente' a liberdade aos negros. Hoje, o 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, é 'data pra lembrar e refletir' a dor e a luta de Zumbi dos Palmares e de todos os povos negros pela liberdade e contra a escravidão. Mais que isso: é dia de renovar a luta cotidiana contra o racismo, a desigualdade e toda forma de opressão. No Congresso, foi dia de enegrecer o parlamento e de celebrar nossa cultura. Em Curitiba (foto), foi dia de ir às ruas denunciar o racismo das nossas elites brancas. Veja o pronunciamento do Chico.
 
Vitória contra o trabalho escravo!
O governo federal desapropriou terras de usineiros devedores da União em Campos dos Goytacazes, norte do estado do Rio, região com alto índice de trabalho escravo. São terras que o INCRA já havia indicado para fins de reforma agrária, terras em que não se gastaria um centavo para fazer assentamentos. Mas o governo preferia leiloá-las, admitindo a possibilidade de que elas retornassem à mesma "família" - no sentido amplo - de usineiros. O leilão foi suspenso após intervenção da Advocacia Geral da União (AGU) e de Chico Alencar, que intercedeu junto aos ministros Gilberto Carvalho e Pepe Vargas. Vamos seguir exigindo o cumprimento da destinação social destas terras!
 
Quando o interesse público entra na UTI
Você é vereador de um município. Você faz oposição ao prefeito. A prefeitura pede a autorização para gastar uma fatia do orçamento com o pagamento de servidores da Saúde e com a compra de remédios para a população. O que você faz? Pois é... Em Itaocara, norte do estado do Rio, a Câmara dos Vereadores está bloqueando este pedido feito pelo prefeito, que foi obrigado a suspender a remessa de medicamentos do município. No hospital da cidade, os médicos estão atendendo apenas casos de emergência. Leia a carta aberta do prefeito Gelsimar Gonzaga, do PSOL, que Chico registrou no plenário da Câmara. É uma aula da forma transparente e sincera com que fazemos política.
 
Aristocracia no Maraca
Na quarta-feira que vem, dia 27, o Flamengo joga a partida decisiva da Copa do Brasil. Rubro-negros estão convocando para o ato Aristocraçasso no Maraca, em protesto contra os preços abusivos cobrados pela diretoria, que variam de 250 a 800 reais. "Sabemos bem o que isso significa: a elitização de uma paixão popular, o futebol", diz o texto divulgado na internet. Confirme presença no evento do facebook e participe!
 
A rua é nossa, o corpo é meu!
Próxima segunda, dia 25 de novembro, é Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana. No Rio de Janeiro, o Fórum Estadual de Combate à Violência contra as Mulheres convida todas para a passeata "A cidade é nossa, a rua é nossa, o corpo é meu", com concentração às 17h na Candelária. Coonfirme presença no evento do facebook e participe.
 
Eleição e tensão em Honduras
Quatro anos após o golpe de Estado que depôs o ex-presidente Manuel Zelaya, os hondurenhos irão às urnas neste domingo escolher seu próximo presidente. Xiomara Castro, mulher de Zelaya, será uma das candidatas pelo partido Liberdade e Refundação (LIBRE). A situação é tensa e diversos observadores internacionais já estão sofrendo ameaças. A rede Jubileu Sul, com uma delegação de 19 pessoas, é um dos coletivos internacionais que estarão presentes. O Jubileu afirma que o golpe de 2009 serviu para garantir o recrudescimento do processo de criminalização dos movimentos sociais hondurenhos. É através deles que estaremos acompanhando.
 
Jango, presente!
Foi necessário quase meio século para que algumas injustiças de nossa História começassem a ser simbolicamente reparadas. Na semana passada, o corpo do ex-presidente João Goulart foi exumado a pedido da Comissão Nacional da Verdade. Jango morreu no exílio em 1976 e a causa de sua morte nunca foi esclarecida. Na madrugada desta quinta, por iniciativa dos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Simon (PMDB-RS), o Congresso finalmente anulou a sessão do dia 2 de abril de 1964 que cassou Jango. "É um gesto simbólico de repúdio aos que deram moldura jurídica ilegítima e ilegal à ditadura, que nos infelicitou durante 21 anos", disse Chico.
 
Cinema-Verdade
Chico participou na última segunda, dia 18, da mostra "Cinema insurgente dialogando com a verdade", promovida pela Comissão da Memória e da Verdade da OAB/DF. O evento faz parte de um esforço de membros da entidade para resgatar relatos e histórias de advogados na época da ditadura. Chico lembrou que "a busca da verdade sobre esse período histórico, sob o ponto de vista dos opositores do regime, movimentos sociais e familiares de mortos e desaparecidos é essencial para o fortalecimento de nossa ainda frágil democracia".
 
Pela Democracia
Juristas, magistrados, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública, e representantes de dezenas de movimentos e organizações sociais se reuniram nesta segunda (18) na sede da OAB/RJ para manifestar repúdio à violência policial, às prisões arbitrárias e ao processo de criminalização da luta social que se intensificou após as manifestações em junho deste ano. Leia o manifesto Pela Democracia, Contra o Estado Policial.
 
PF para quem precisa
A Polícia Federal demonstrou notável rapidez para integrar suas ações com as secretarias de segurança de Rio e São Paulo a fim de investigar pessoas "suspeitas de incitar violência em protestos". O antropólogo Luiz Eduardo Soares denunciou publicamente uma "chocante inversão de prioridades": por que o Ministério da Justiça não teve a mesma preocupação na hora de agir contra as execuções sumárias nas favelas e periferias dos dois estados? "O quebra-quebra é mais grave do que o genocídio de negros e pobres?", perguntou Soares. Chico fez um requerimento de informações ao ministro José Eduardo Cardozo. Afinal, quantos agentes a PF destacou para a investigação dos manifestantes? E para o crime de lavagem de dinheiro? E para a desarticulação de grupos de extermínio? Aguardaremos as respostas.
 
Nunca Mais!
A Lei de Segurança Nacional é um resquício da ditadura que é utilizado para criminalizar movimentos sociais. Participe da campanha pela sua revogação.
 
Artigo
Entrevista
David Harvey, sociólogo, no site da Fundação Lauro Campos
 
Frase da semana
"Quando o Parlamento brasileiro terá a cara, a cor, o coração, a memória histórica condizente com a luta dos povos afrodescendentes?" - Chico Alencar, 20 de novembro de 2013
 
AGENDA ARTIGOS
 
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

BOLETIM ELETRÔNICO-Ano X - N.485 #ChicoAlencar

BOLETIM ELETRÔNICO
Ano X - N.485
DEPUTADO FEDERAL CHICO ALENCAR - PSOL/RJ
Rio de Janeiro, 9 de janeiro de 2013

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Rio que encanta
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Vem chegando o Carnaval!  E o PSOL ajuda você a programar a festa, com o tradicional 'Rio que Encanta' (organizado pelos mandatos Chico Alencar, Eliomar Coelho, Marcelo Freixo, Paulo Pinheiro e Renato Cinco). O lançamento do guia de blocos carnavalescos do Rio será nesta sexta-feira (11/1), a partir de 20h, no Cordão da Bola Preta (Rua da Relação, 3, Centro). Uma grande roda de samba com Alfredo Del Penho, Eduardo Galloti e Makley Mattos vai animar a noite. Até lá!
http://www.chicoalencar.com.br/_portal/noticias_do.php?codigo=877

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E-taí-o-cara!
No dia 1º de janeiro, tomou posse Gelsimar Gonzaga, primeiro prefeito eleito pelo PSOL no Rio de Janeiro. Na pequena Itaocara, a festa, depois da posse oficial, foi bonita! Militantes de todos os cantos do estado estavam lá, prestigiando o momento. Chico e Babá também participaram desse encontro histórico.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=iYuoxCSWuc0#t=0s

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Solidariedade, sempre
A história se repete. Mais um ano com enchentes avassaladoras, desabamentos de encostas, vítimas fatais, centenas de desabrigados.
A situação em Xerém é grave. Já são mais de mil desalojados e nossa solidariedade é fundamental. Vários locais já estão funcionando como ponto de coleta de doações. A urgência é por água mineral, colchões, roupas de cama, roupas, alimentos não perecíveis, leite, fraldas descartáveis, brinquedos, materiais de limpeza e de higiene. Quem puder organizar kits, ajuda na distribuição.
http://www.chicoalencar.com.br/_portal/noticias_do.php?codigo=878


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Mandato Dep.Federal Chico Alencar
//Chico Alencar
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

BOLETIM ELETRÔNICO
Especial N.6
CHICO ALENCAR - PSOL/RJ
Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2012

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Quem vê cara...
O cenário se repete em todas as cidades: placas e mais placas nas calçadas e praças, com caras (rejuvenescidas pelo Photoshop, o botox gráfico), nomes e números. As siglas partidárias só aparecem por obrigação da lei, miudinhas... Imagine se o(a) eleitor(a) percebe que o 'bem intencionado' que pede voto é de partido mensaleiro (não só o petista, mas também o do DEM/DF e o tucano/MG), é do PMDB de Cabral, amigo da Delta e de Cavendish (e inimigo do bonde de Santa Teresa!), do PP de Maluf, do PTB de R. Jefferson... Partido, essencial à democracia, no Brasil virou 'mal necessário', a ponto do prefeito do Rio, que já passou por cinco, dizer-se 'apartidário' (!). Os milhares de candidato(a)s esperam que nós durmamos com um barulho enganador desses...
O PSOL não entra nessa 'guerra de placas'. E não apenas porque não temos a dinheirama que ela demanda. Preferimos o olho no olho, o encontro presencial, a apresentação de folhetos com a história de vida pública do(a)s nosso(a)s candidato(a)s e nossas propostas. Não subestimamos a inteligência do eleitorado. E acreditamos que esse empenho quase artesanal possa dar uma chacoalhada no esquemão industrial das vitórias 'certas' da massificação, dos candidatos das grandes corporações, do caminho único, que não se trilha sem corrupção.
Daqui a 20 dias, dê sua resposta. Aí será a SUA cara, o seu coração, a sua convicção desprezando tantos que pensam que a(o) cidadã(o) comum não tem memória nem discernimento.
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Comício para a história!
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Há muitos anos as ruas do Rio de Janeiro não pulsam em um grande comício. E como já vínhamos recuperando as boas práticas da política, decidimos retomar mais essa. Nesta sexta-feira (21/9), às 19h, haverá um grande comício com Marcelo Freixo nos Arcos da Lapa. Coloque sua camisa amarela, ou leve flores amarelas. Às 22h, logo depois, será inaugurado o Comitê de Campanha de Renato Cinco (50555), na Lapa (Rua Joaquim Silva, 139, próximo ao Semente).
www.marcelofreixo50.com.br
https://www.facebook.com/events/517969988229210/?ref=ts

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Cinquenta mil sóis
Na próxima segunda-feira (24/9), às 18h30m, será realizada a grande plenária Eliomar 50000 e Freixo 50 no CREA-RJ (Rua Buenos Aires, 40, Centro). Nestas eleições tão bonitas, em que os jovens ocupam as ruas com convicção, é a nossa chance de carimbar o passaporte para o segundo turno. O Rio de Janeiro e o Brasil precisam!
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A bancada mais bonita da cidade
Cada vez mais, o cidadão deve perceber que não basta escolher com cuidado o voto para prefeito. É preciso, mais do que nunca, fazer um bom voto para vereador. Uma bancada de qualidade faz toda a diferença na vida das pessoas. Escolha com cuidado seu prefeito e seu vereador. Assista ao vídeo 'PSOL, um partido necessário'.
http://www.youtube.com/watch?v=P7SGuZ8Bxqw&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=tlF7hL8AyqI&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=K2PBulAQE9A

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Programe-se!
Acompanhe aqui as atividades das campanhas do PSOL.
http://www.marcelofreixo50.com.br/atividades.html

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Artigos
O Rio Rebelde, Daniel Aarão Reis
http://www.chicoalencar.com.br/_portal/artigos_do.php?codigo=1074
Prefeito(a) que quero, vereador(a) que escolho, por Chico Alencar
http://www.chicoalencar.com.br/_portal/artigos_do.php?codigo=1075

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Tuitando
'A 'moda' medieval da homofobia e do cruzadismo religioso não pode pegar no Rio! @MarceloFreixo /PSOL fora desse papo!'.
Esta é uma frase de Chico no twitter. Acompanhe. http://twitter.com/depchicoalencar

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Fique ligado!
Chico participa quinzenalmente do Programa Faixa Livre, na Rádio Bandeirantes (1360 AM), a partir de 8h. Pelo site, você pode acompanhar as edições antigas:
www.programafaixalivre.org.br.

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Frase da Semana
'Quem sabe o TRE, que filmou tudo, não cede a fita para você assistir? Vale a pena tentar o melhor ângulo'.
(Chico Alencar, para Marcelo Freixo, sobre a proibição de que ele assistisse ao show Primavera Carioca, de Caetano Veloso e Chico Buarque, cuja renda foi doada à campanha. Frase publicada no Contraponto da Folha de S. Paulo)

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Deu na Imprensa
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//Mandato Dep.Federal Chico Alencar
Chico Alencar
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) Participante: – deputado Chico Alencar (Psol-RJ)


  Data: 11/05/2010
  Tema: Assunto - 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)
  Participante: Participante – deputado Chico Alencar (Psol-RJ)
  Quantidade de participantes: 120



(15h24) Chico Alencar - Uma preliminar fundamental: o PNDH 3 é apenas a atualização do Programa Nacional de Direitos Humanos que o Brasil assumiu em 1996, no governo FHC. Ele também não é um Projeto de Lei, nem um conjunto deles, mas diretrizes, orientações, sugestões. Ato normativo primário, direito do Executivo. O debate sobre ele, que tem havido aqui na CD, é saudável, mas tramitação legislativa só existe porque alguns deputados apresentaram projetos de decreto legislativo para extingui-lo, no todo ou em partes. E é verdade também que muitos criticam mas poucos leram as 225 páginas, seis eixos, 25 diretrizes, 82 objetivos e 521 ações programáticas que o Programa lista, fruto de debate com segmentos participativos da população.

(15:26) Thiago: O ranking dos meios de comunicação já não é feito pela própria Câmara, que apoia iniciativas contra a baixaria na TV?
Chico Alencar – Sim, o ranking feito pela Câmara tem sido muito positivo. O ranking sugerido pelo PNDH-3 parte dessa experiência e amplia para qualificar melhor a programação desse educador coletivo que é a TV.

(15:27) Alicia: Quais são os pontos importantes sob sua ótica sobre o PNDH-3?
Chico Alencar - Para mim os pontos principais são o direito á memória e à verdade, a mediação nas questões agrárias. Mas o mais importante foi ter atualizado o Plano, incorporado novas demandas da sociedade, ouvindo os movimentos organizados.

(15:28) PauloU: Deputado, o PNDH apresenta propostas que podem enfraquecer o regime democrático brasileiro e que não encontram similaridade nos países com altos índices de desenvolvimento humano. Por que buscar esse retrocesso?
Chico Alencar - De forma alguma. O plano é absolutamente democrático. Traz avanços importantes em termos de conquistas sociais e traz como primeiro eixo orientador justamente o aumento da participação social nas decisões de governo.

(15:29) Francisco: Boa tarde a todos! Deputado, a ideia de código de conduta nos direitos humanos não se assemelha ao Programa de Erradicação do Trabalho Escravo?
Chico Alencar - A resposta é positiva. Estabelecer critérios sociais, éticos e de respeito aos DH para quem disputa licitação é muito importante – e jamais supressão da concorrência. Faço outra analogia: estamos votando aqui na CD critérios de inelegibilidade (Projeto Ficha Limpa), pois para ser candidato – também a cargo eletivo – é preciso preencher certos requisitos.

(15:29) Lucas: O nobre deputado já conversou com alguém que discorda e que teve condições de tratar com aprofundamento os pontos mais críticos ou tem estado cercado pela militância marxista?
Chico Alencar - Ao contrário. Os questionamentos e as críticas têm chegado direto por todos os canais possíveis: pelo gabinete, pela imprensa, e dentro do Congresso Nacional. Já participei de audiências públicas em que diversos pontos de vista foram apresentados e discutidos.

(15:30) Lucas: O Deputado LEU o documento inteiro?... o que acha do Presidente de nosso País não ter lido?
Chico Alencar - Informo-lhe que li – é bem grande, ainda em janeiro, mês do recesso – e cotejei com os anteriores, de 96 e 2002. Trata-se de um processo. O pres. Lula faz uma ‘apresentação’ na publicação oficial que dá a entender que ele leu. Pode ser que não tenha prestado muito atenção... Ou, como de hábito, pressionado por setores poderosos e conservadores, tenha resolvido mudar de ideia e recuar em alguns pontos...

(15:30) Taís: A ideia de união civil de pessoas do mesmo sexo é a mesma coisa que casamento gay em cartório?
Chico Alencar - Não há que se falar em “casamento gay”, o que passa um entendimento religioso, de sacramento. A união civil é para garantir os direitos da comunhão, como compra conjunta de bens, direito a planos de saúde, constituição de patrimônio conjunto, herança, etc.


(15:31) Fabiana: Boa tarde! Queria que o deputado explicasse melhor o que é a objeção de consciência de que falou em relação à possibilidade de, eventualmente, a lei permitir aborto em outros casos além do estupro e do risco de vida para a mãe.
Chico Alencar - Trata-se de um direito cidadão, assegurado em muitos países, através do qual a pessoa pode se recusar a realizar um procedimento para o qual alegue ferir seus princípios religiosos ou filosóficos. Vale tanto para uma prosaica (na minha visão) transfusão de sangue quanto para não ir à guerra ou não realizar, sendo profissional da área médica, uma interrupção de gravidez.

(15:33) Francisco Fala com TODOS: A comissão da verdade ainda faz sentido depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve a Lei da Anistia?
Chico Alencar - Claro que faz, até porque o STF não suprimiu a História nem o direito coletivo à memória. Isso tudo deverá ser resgatado pela Comissão da Verdade, a exemplo do que já existe em muitos países vizinhos. Estes foram mais avançados. É o caso da Argentina, Chile e Uruguai. Quem não se recorda do passado corre o risco de revivê-lo.

(15:33) PauloU: Caro Deputado, a verdade sobre os terroristas também será investigada ou apenas sobre os torturadores?
Chico Alencar - É fundamental responsabilizar os agentes públicos que deveriam ter cumprido a lei e não cumpriram. Aqueles que não tinham alternativa institucional para se opor ao regime já foram julgados e penalizados severamente – muitas vezes utilizando expedientes ilegais.

(15:33) Lucas: Alguém já pensou em golpe-do-baú entre homossexuais? Essa será a única (ou a maior) consequência concreta da instituição de um "casamento" de pessoas do mesmo sexo. Não basta a relação que todos já tem e sempre tiveram? O amor vale mais ou o direito de reclamar bens?
Chico Alencar - Problemas de relacionamento existem entre casais de todo tipo, no mundo inteiro, independente da orientação sexual. O que se propõe é que aqueles relacionamentos homoafetivos tenham os mesmos direitos que os demais.

(15:34) GHMF: Sr. Deputado, antes de tudo V Excia. tem notado a posição do povo brasileiro com relação ao programa? Ou só dos "movimentos organizados", ou melhor, "movimentos marxistas"?
Chico Alencar - O povo brasileiro quer saúde, educação, acesso à justiça, o fim da violência contra as mulheres, e outros direitos já aprovados pela Constituição construída democraticamente. Os mecanismos de diálogo que a democracia representativa hoje dispõe estão abertos aos movimentos sociais – independente de ideologia, pois, repito, estamos numa democracia.

(15:34) Lucas: Direito à memória todos têm... O que o senhor acha da única ditadura deste país? Sabe que estou falando de Getúlio Vargas, não é?
Chico Alencar - Não concordo que a única ditadura que este país viveu tenha sido a do Estado Novo (1937/1945). Na República Velha, mesmo com eleições quadrienais, havia a dominação oligárquica do café-com-leite. De 1964 a 1985, “página infeliz da nossa história” (Chico Buarque /Francis Hime) também vivemos período trevoso.

(15:35) Alicia: Verdade de uma versão somente?
Chico Alencar - A memória se constitui pelo somatório de informações de todos os lados. E no Brasil ainda temos segredos não desvelados.

(15:35) Thiago: Por que o PNDH-3 não traz mais a ideia de controle social da mídia? A Conferência Nacional de Comunicação não defendeu isso?
Chico Alencar - O PNDH traz sim propostas para controle social e democrático da mídia a ser construído em discussão e debate no Congresso Nacional.

(15:36) Daniel: Muita gente acha que o PNDH é só ou quase só isso. Mas ninguém fala por exemplo da legalização da prostituição!
Chico Alencar - Não se trata de instituir a profissão de prostituta, mas sim de garantir assistência de saúde e direitos sociais a essas pessoas. Pessoalmente, tenho dificuldades de entender esse “ofício” como profissão. Penso que trata-se mais de falta de opção e de oportunidades.


(15:36) Gilberto Gomes: Qual a possibilidade do PNDH-3 ajudar numa iniciativa do legislativo em rever a Lei de Anistia?
Chico Alencar - A inclusão do tema “direito à memória e à verdade” no PNDH, já tem um grande mérito de ter gerado um debate na sociedade. Qualquer proposição no Congresso Nacional que reveja a Lei de Anistia estará fortalecida por um processo democrático que envolveu cerca de 14 mil pessoas.

(15:36) PauloU: Deputado, eu estava estudando os 10 países com mais elevado IDH e notei que nenhum deles defendem ideias como controle social da mídia, relativização do direito de propriedade, enfraquecimento do estado de direito, restrição à liberdade de imprensa. Qual a referencia do PNDH em termos mundiais?
Chico Alencar - É importante você verificar se nesses países a mídia privada tem a hegemonia que tem no Brasil, se as concessões são feitas por influência política, como aqui (Sarney, por ex., é o rei das comunicações no seu estado), se ao direito de propriedade não corresponde responsabilidade social (como previsto na nossa Constituição). A referência deriva de avanços sociais e democráticos em todo o mundo. Conheço os EUA, a França, a Espanha, a Itália, Israel e Inglaterra. Garanto a você que essa ‘liberdade absoluta’ e sem qualquer contrapartida social para a mídia e à propriedade privada – não me refiro à de bens de uso pessoal, claro – não existe.

(15:36) Fabiana: Existe um grupo de mulheres católicas que é a favor do aborto, mas a maioria é contra. Em outras religiões acontece coisa semelhante. Não está errado defender o aborto, como o governo faz?
Chico Alencar - Ao que percebo, ninguém “defende o aborto”. O que há na sociedade, no Parlamento, no governo, no Judiciário e até nas igrejas (“Católicas pelo direito de decidir”, por exemplo) é um debate sobre a descriminalização da interrupção de gravidez recente em determinados casos (alguns previstos há décadas pelo Código Penal) ou por decisão da mulher. Ninguém pratica um aborto com alegria. Hillary Clinton diz – e aí eu concordo com ela – que o ideal é buscarmos condições sociais e culturais para que esta questão não se coloque mais.


(15:38) Lucas: Audiências [sobre o PNDH-3) onde? em Brasília?? Quem paga a passagem dos ONGueiros profissionais irem representar a "sociedade" "civil"?
Chico Alencar - As audiências públicas são sim realizadas em Brasília, no Congresso Nacional. A sociedade brasileira está aprendendo a se organizar, se fazer ouvir e existem instrumentos institucionais que viabilizam essa participação. Os próprios grupos pagam suas despesas.

(15:39) Marcelo: Porque o PNDH-3 não é divulgado e esclarecido na sociedade em mídia aberta?
Chico Alencar - Os grandes meios de comunicação não têm interesse em fazer o debate aberto. Um dos pontos que o programa discute é a democratização da comunicação. Para a grande mídia, o tema é sensível, o que a faz ter resistências ao programa como um todo.


(15:40) Taís: É verdade que ministros de FHC apoiaram o PNDH-3?
Chico Alencar - Sim, vários ex-integrantes do antigo governo FHC, inclusive os antigos secretários de Direitos Humanos daquele governo têm dado apoio público ao PNDH-3. Inclusive porque o PNDH-3 é uma atualização dos programas anteriores.

(15:41) Lucas: O senhor já reuniu a lista das minorias e, por exclusão, verificou quem fica de fora das prioridades dos sistemas de saúde e de assistência residencial? Os possivelmente "normais" seriam uma minoria de possivelmente uns 20 ou 30 mil brasileiros. Porque eles não merecem atenção?
Chico Alencar - Na sociedade brasileira, uma das mais desiguais do mundo, o acesso aos direitos fica restrito a uma pequena minoria. O Programa quer mudar isso.

(15:42) mario: Dep, por que "movimentos sociais" abençoados pelo PNDH-3 são apenas os grupos esquerdistas, e não os cristãos, os pró-vida e pró-família?
Chico Alencar - Não sei se você sabe, mas rompi com o PT em 2005, sou deputado eleito pelo PSOL e não defendo esse governo. Mas reconheço, desde os tempos de FHC, que os programas nacionais de DH (são 3 com esse) se originam em amplos debates, participativos – e com a participação de muitos movimentos de denominação cristã (sou testemunha disso). Os grupos Pró-Vida e Pró-Família poderiam se articular para participar. Como o Programa é periodicamente atualizado, nova possibilidade para sanar eventual restrição está aberta.

(15:42) Fabiana: O Congresso já rejeitou projetos que falavam do aborto. Por que o governo insiste nisso?
Chico Alencar - De fato, o projeto foi rejeitado pela comissão de Seguridade Social, mas a questão não terminou aí, com essa decisão legislativa. Uma sociedade democrática precisa discutir todas as questões, e esta envolve saúde pública, crença religiosa, direitos individuais, estado laico etc. Por óbvio, se houvesse a descriminalização do aborto ninguém seria obrigado a praticá-lo, nem se pode banalizar esse problema angustiante. O Programa, embora materializado por decreto do governo, não é DO governo: expressa opiniões predominantes de quem participou de uma longa dinâmica de debates. O Programa, repito, não é determinativo: fixa orientações, diretrizes e propõe debates. Aliás, isso é o que mais está conseguindo...

(15:44) Francisco: Deputado, na sua opinião, a decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve a Lei de Anistia foi um erro? A comissão da verdade deveria ter o direito de punir?
Chico Alencar - Ninguém quer vingança. Só o fato de saber quem foram os torturadores já constitui uma forma de punição.

(15:44) Lucas: Deputado, para uma união material (compras, bens, etc.) já existe outro contrato social que pode funcionar juridicamente com perfeição: o contrato social. Por que não pensam nisso e já se resolve tudo?? Assim não precisam insistir que num casal homossexual um seria a "mulher frágil dona de casa e oprimida" e outro o "macho com dinheiro".
Chico Alencar - A quantidade de ações na Justiça já mostra que os direitos não estão sendo garantidos.

(15:45) Alicia: Não há IMPARCIALIDADE na proposta do PNDH3 para se buscar a verdade, Deputado.
Chico Alencar - É importante o PNDH-3 abrir esse espaço de debate para ouvir todos que pensam de forma diferente.

(15:45) Thiago: Poderia explicar melhor o que é a mediação de conflitos agrários? A mediação ocorreria no caso de desocupação de terras invadidas, isto é, a polícia será obrigada a negociar a saída dos sem-terra em todos os casos?
Chico Alencar - Os sucessivos governos não realizaram a reforma agrária e seguimos tendo uma das maiores concentrações fundiárias. A ocupação de terras improdutivas ainda é o único instrumento para pressionar o estado. O Programa sugere apresentar projetos de Lei para institucionalizar a utilização da mediação. E todo detalhamento do texto ainda será discutido no Congresso Nacional. O Programa sugere a presença do Ministério Público, do Poder Público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar em audiência pública coletiva com os envolvidos. A mediação é um instrumento para agilizar e pacificar os conflitos rurais.

(15:46) PauloU: Mas Deputado, sabemos que a maioria das Conferencias Nacionais são realizadas com ONGS que recebem verba governamental. Em qualquer país sério, isso gera um conflito de interesse. A possibilidade de que exista condução das Conferencias Nacionais já coloca sua existência em risco. Isso deveria ser feito por meio de formas efetivas de participação social.
Chico Alencar - Há ONGs e ONGs. Conheço muitas que resistem à manipulação governamental. No caso das entidades de direitos humanos, posso assegurar a você que a maioria tem independência crítica, inclusive porque não precisam de tantos recursos financeiros.

(15:46) Fabiana: A retirada de símbolos religiosos das repartições públicas não é uma perseguição com os católicos, que são maioria no Brasil?
Chico Alencar - Como católico, sou favorável ao Estado laico, que é a única forma de garantir a diversidade religiosa. Não há que se falar em obrigação nem em proibição de símbolos religiosos. A tendência moderna é, por exemplo, nas novas construções abertas ao público se criar espaços ecumênicos, possibilitadores de orações, preces, axés e mesmo reflexões de ateus. Cá entre nós, o crucifixo em certos ambientes é uma ofensa aos princípios pelos quais Jesus Cristo morreu... também não se deve fazer um “cavalo de batalha” para se tirar um símbolo religioso já consolidado em algum lugar.

(15:48) Taís: O PNDH-3 é um plano de governo socialista?
Chico Alencar - Não. O Programa não defende a socialização dos meios de produção, o controle do poder através de conselhos populares ou planejamento democrático da economia. Ele levanta pontos possíveis de serem realizados em um capitalismo avançado.

(15:48) alessandro: As propostas do plano de direitos humanos são em sua maioria autoritários; as propostas como a de 1 órgão que fica fiscalizando o conteúdo editorial de periódicos em nada difere do que a ditadura fazia, todas as propostas para a imprensa não visam melhorá-la, mas censurá-la e força-la a mentir; é 1 vergonha e merece ser arquivada e abandonada; só o que presta é a comissão da verdade e a liberação do casamento gay.
Chico Alencar - No período da ditadura militar os conteúdos dos meios de comunicação eram censurados previamente por um órgão estatal. O que se defende no PNDH-3 é que existam parâmetros, debatidos democraticamente, que orientem a sociedade na escolha do que vão ler, ouvir ou assistir, valorizando material de mídia que se paute pelo respeito aos direitos humanos. Em momento algum o Programa fala em censura, restrição ou proibição de qualquer tipo.

(15:49) Isabel: Deputado, qual a finalidade da Comissão da Verdade mencionada no decreto?
Chico Alencar - A finalidade é discutir e levantar informações sobre as violações de direitos humanos ocorridas durante a Ditadura Militar, trazendo dessa forma a verdade à tona. Vários países do mundo tiveram comissões da verdade que atuaram dessa forma, e na América Latina apenas o Brasil não acertou as contas com o passado.

(15:50) Tereza: Os homoafetivos podem ter seus direitos sim mas isso não implica em ter que existir uma lei para isso. Afinal de contas vocês vermelhos querem acabar com a raça humana? Com a invasão gay e sua ditadura de direitos é isso que acontecera. Que me diz deputado?
Chico Alencar - Primeiro, eu não sou “vermelho”, sou ”marrom, moreno, mestiço”. Segundo, não existe o vocês nesse caso, e sim um parlamentar, que expressa ideias e convicções e que está aqui dialogando com vocês. O anticomunismo e a homofobia estão um pouco fora de moda, você não acha? Até a República Popular da China, do esquecido livrinho vermelho de Mao, anda fascinada por bancos e McDonald´s... O “perigo” real é cairmos numa democracia.

(15:51) PauloU: Dep. Chico, os países que optaram por regimes no qual o Estado possui muito poder (ex. Venezuela, Equador) ou que existem grupos (Privados ou ONGs) que controlam a atuação estatal, a corrupção aumenta muito. No PNDH, não vi nenhuma proposta que aumenta o poder do cidadão e reduz a força dos grupos de interesse. Hoje, a Venezuela e o Equador são os países mais corruptos da América Latina, segundo a Transparência Internacional.
Chico Alencar - O primeiro eixo do Programa é todo dedicado a garantir participação e controle social das políticas públicas, existindo inclusive recomendação ao Poder Legislativo para o desbloqueio dos mecanismos do referendo e do plebiscito, e apoio à iniciativa popular dos projetos de Lei e fortalecimento dos conselhos, hoje existentes, que fazem o controle social das políticas públicas (saúde, educação, assistência social, etc).

(16:51) PauloU Caro Deputado, respeito muito o senhor, mas fiquei um pouco decepcionado com as poucas respostas que, ainda por cima, foram vagas. Esse tema deveria ser abordado com muito mais profundidade, com dados técnicos e com exemplos baseados nas melhores democracias do mundo. Da forma como esta sendo feito, coloca em dúvida a seriedade do parlamento brasileiro. Por favor, peco, gentilmente, que o senhor estude os índices da ONU de desenvolvimento humano e de concentração de renda para constatar que não estamos seguindo os exemplos bem sucedidos. Não podemos ter uma visão míope e limitada. Obrigado pela oportunidade. Cordialmente, Paulo.
Chico Alencar - Pela natureza do chat e pela minha limitação de tempo, não dá mesmo para aprofundar certas questões. Vou imprimir sua participação e dialogaremos depois (envie seu e-mail). Não teve censura, pessoal, tem é outra exigência de trabalho, e ninguém pode me substituir em plenário - como a qualquer um de vocês, se estivessem com demandas no trabalho.

(16:52) Chico Alencar fala com todos:
Caríssimo(a)s participantes desse fecundo e respeitoso diálogo: a ordem do dia vai começar, preciso ir para o Plenário. Mas agradeço MUITO a participação de vocês, que demonstraram, (exceto um ou outro que fez ofensa pessoal a terceiros - e não publicamos), espírito cidadão. Termino como comecei, para colocar o Programa no patamar da realidade, retirando-o desse nicho da ‘demonização’: trata-se de um processo que o Poder Público nacional assumiu há 14 anos, e que está sendo atualizado.
Ele não é proposta do Executivo ao Legislativo: assinado que foi por 31 ministros de Estado, vincula apenas os órgãos da administração pública federal. Não restringe direitos particulares nem tem efeitos externos imediatos. Promove, como vimos aqui, bons debates. A reação é forte pq. alguns setores ainda estão sensíveis a uma tradição oligárquica, elitista e de viés autoritário que existe na cultura brasileira.
Registro opinião (que a mídia grande não repercutiu) do representante da CNBB – Dr. Geniberto Campos, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz - em audiência pública aqui na Câmara, no início de fevereiro (ruralistas e militares, convidados, não compareceram, infelizmente): “esse plano, na realidade, é um avanço significativo. Essa proposta foi construída ao longo dos anos. Discordância com um ou outro ponto é natural. A expectativa é que cheguemos a um momento em que liberdade, democracia, direitos humanos e ética sejam naturais e permeiem toda a organização social” Obrigado a todo(a)s, valeu! Estou sempre às ordens, o mandato é público e de todos: WWW.chicoalencar.com.br; dep.chicoalencar@camara.gov.br - twitter : @depchicoalencar

(17:01) Dep.Chico Alencar Fala com TODOS: A maioria dos brasileiros não LEU o PNDH 3 e fica fixada em 4 ou 5 pontos mais polêmicos da proposta, que foram as que discutimos, na brevidade que esse instrumento eletrônico permite. Continuemos. Lembrando de Paulo Freire, o grande educador: diálogo efetivo é aquele em que se produz um pensamento comum. Limitei-me a responder, julgando prestar informações, e, quando interpelado, externei opiniões. Os do governo que editou o Programa e a maioria absoluta dos parlamentares prefere fugir do assunto, para não perder votos. Não faço esse tipo de política. Não sou sectário, combate em mim qualquer visão dogmática, mas também não gosto de me omitir. Quem se sentiu censurado (?!!) ou insatisfeito, envie perguntas ou comentários (desde que não sejam ofensivos, reitero), enviem para meu e-mail. Abs, Chico A.
 
Do site Ag. Câmara.