Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

#CLIPPING #Saúde, #Sexualidade & Afins 04/11/2013

CLIPPING
Saúde, Sexualidade & Afins
04/11/2013
NOVEMBRO AZUL

"Novembro Azul" busca a conscientização dos homens para o câncer de próstata

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com Instituto Lado a Lado pela Vida, vão iluminar pontos turísticos em várias cidades e distribuir panfletos explicativos no movimento chamado Novembro Azul. O tema da campanha - Um Toque, um Drible - pretende conscientizar os homens sobre a necessidade de se submeter a exames preventivos.

 Segundo o Inca, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás do câncer de pele. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando 10% do total de cânceres. A taxa de incidência do câncer de próstata é seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

 Na fase inicial, o câncer da próstata não costuma apresentar sintomas. Quando surgem são parecidos com os do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite. Na fase avançada, a doença pode provocar dor nos ossos, problemas para urinar e, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

 O tratamento vai depender do estágio da doença, e pode ser feito com cirurgia, radioterapia, tratamento hormonal e algumas vezes apenas observação médica.  http://umtoqueumdrible.ladoaladopelavida.org.br/

Bigode inflável chama a atenção em São Paulo para o câncer de próstata
Agência Brasil

São Paulo- Quem passa em frente ao Centro de Referência em Saúde do Homem, vinculado à Secretaria Estadual da Saúde, logo vê na fachada desse hospital um enorme bigode inflável, medindo 6 metros de largura por 2,5 metros de altura. Como símbolo de masculinidade, a imagem foi adotada para chamar a atenção para os eventos da campanha mundial Novembro Azul, de alerta contra o câncer de próstata.

Ao longo deste mês, o centro promoverá palestras com urologistas que vão esclarecer os mitos e verdades em torno da doença. Esse tema será abordado, nos próximos dias 18 e 26, no anfiteatro da unidade, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, no Jardim Paulista. A entrada é gratuita, mas há limite de 80 lugares.

Também serão distribuídos folhetos com a estampa do bigode e o título Prevenção É Coisa de Homem, descrevendo seis passos para prevenção do câncer de próstata.

“Precisamos derrubar o preconceito contra os exames solicitados para diagnosticar o câncer. O toque prostático, ou toque retal, é absolutamente indolor, leva fração de segundos e não afeta de maneira nenhuma a masculinidade do homem. Pelo contrário, mostra sua grandeza e a preocupação com sua saúde”, declara o urologista Cláudio Murta, chefe do Centro de Referência em Saúde do Homem.

De acordo com Murta, as chances de cura alcançam 90% dos casos diagnosticados precocemente. Ele destacou ainda que os exames periódicos são fundamentais para prevenção e detecção da doença.

País faz menos mamografias e Papanicolau
O Estado de SP

Resultado é criticado até dentro do governo e vai na contramão de plano do governo Dilma

 O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou queda no número de mamografias e de exames para diagnóstico de câncer de colo de útero, o Papanicolau, no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2012. O resultado vai na contramão do plano apresentado há mais de dois anos pela presidente Dilma Rousseff para prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças.

 Nenhum Estado atingiu até agora a meta de realizar exames em 65% da população feminina na faixa etária entre 50 e 69 anos, considerada de maior risco. A expectativa era a de que a marca fosse atingida até 2014. Diante do cenário atual, o Ministério da Saúde refaz os cálculos e admite que o objetivo será atingido somente em 2015.

 "Eticamente, o correto seria ofertar mamografia para 100% das mulheres com idade considerada de risco", criticou o secretário de Gestão Participativa da Saúde do Ministério da Saúde, Luiz Odorico Monteiro de Andrade, em uma reunião sobre o assunto. "É preciso deixar esses dados sempre à mostra, para ficarmos indignados."

Ao Estado, Patrícia Chueri, da Coordenação Geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Ministério da Saúde, garantiu que os indicadores não preocupam. "Tradicionalmente, o primeiro semestre apresenta uma produção menor." Mas, quando apresentou as estatísticas a gestores, Patrícia criticou os resultados.

 Entre 2011 e 2012, o número de exames para diagnóstico de câncer de colo de útero caiu 4,6%: passou de 11,4 milhões para 10,9 milhões. A coordenadora argumentou que, graças ao melhor desempenho de áreas com maior concentração populacional, o Brasil vai atingir até 2014 a meta de realizar o exame de Papanicolau em 75% das mulheres entre 25 e 64 anos.

 Uma das principais críticas feitas por Patrícia na reunião foi sobre a produção do Papanicolau. Foram coletadas 8,8 milhões de amostras para exame, mas apenas 4,7 milhões (53%) foram analisadas.

Tolerância zero com epidemia de Aids
O Globo

Brasil tem chance de confirmar pioneirismo e começar a tratar de imediato grupos mais vulneráveis, sem esperar queda de imunidade

 A entrevista concedida ao GLOBO pelo número dois do Programa de Aids das Nações Unidas (Unaids), o brasileiro Luiz Loures, confirma a tendência geral de queda dos níveis globais de infecção pelo vírus e de óbitos associados à doença. Segundo o último relatório da Unaids, em 2012 foram registrados 1,6 milhão de mortes, número ainda assustador, mas em queda acentuada em relação aos 2,3 milhões de 2005, apenas sete anos antes.

 A melhora no perfil epidemiológico mundial tem diversas causas - uma das mais importantes, o aumento, em 2012, do percentual (20%) de pessoas contaminadas em países pobres e de renda média a entrarem na rede de tratamento. Isso representa mais 9,7 milhões de infectados com acesso a terapias antirretrovirais. Outro dado positivo é relativo à infecção de crianças pelo vírus HIV: desde 2001, a queda de contaminação nessa faixa foi de 52%.

 Loures se considera um otimista e mantém sua meta - que, aliás, deveria ser a de todos - de declarar o fim da epidemia em 2030. Contudo, sua entrevista confirma também dados preocupantes, a mostrar que não há lugar para acomodações, pois o flagelo encontra outras formas de ressurgir. É o caso da inversão da tendência de queda da infecção entre homossexuais masculinos, o primeiro grande grupo de risco a ser atingido em cheio pela doença.

 O que ocorre, provavelmente, é um relaxamento dos cuidados preventivos necessários na vida sexual dos indivíduos, que baixam a guarda diante justamente dos avanços obtidos na contenção da doença. O que leva Loures a defender que as estratégias de combate sejam repensadas e renovadas, pois "é como se a epidemia, de certa forma, se adaptasse aos progressos que fizemos; então, temos que inovar".

 O Brasil tem excelentes resultados a mostrar na luta contra a Aids pelo pioneirismo na quebra de patentes das drogas antirretrovirais e na distribuição do chamado coquetel desses remédios aos infectados, via Sistema Único de Saúde (SUS). Loures, vice-diretor da Unaids, está certo ao defender que o país reassuma seu pioneirismo e passe a tratar imediatamente a população de risco que teste positivo.

Gravidez na adolescência prejudica futuro da mãe e da criança, diz professor da UnB
Agência Brasil

Brasília - No Brasil, 12% das adolescentes de 15 a 19 anos tinham pelo menos um filho em 2010, segundo o relatório anual Situação da População Mundial  do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU), lançado esta semana. Neste ano, o tema é Maternidade Precoce: Enfrentando o Desafio da Gravidez na Adolescência. No país, o texto aponta que adolescentes pobres, negras ou indígenas e com menor escolaridade tendem a engravidar mais que outras adolescentes.

A taxa é menor entre as jovens mais novas. Dados de 2009 mostram que 2,8% das adolescentes de 12 a 17 anos eram mães. "A taxa de natalidade de adolescentes no Brasil pode ser considerada alta dadas as características do contexto de desenvolvimento brasileiro", diz o relatório. Para essas jovens, a gravidez, na maior parte das vezes indesejada, representa o afastamento da escola e do mercado de trabalho, além da possibilidade de ter complicações de saúde relacionados à gravidez ou ao parto.

"Além de se afastarem da escola, essas jovens não estão preparadas para cuidar do bebê, que acaba sendo cuidado pela mãe e pela avó. Essa criança não tem, em geral, as condições de um desenvolvimento adequado. A mãe acaba tendo o próprio futuro e o da criança prejudicados", avalia o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), Vicente Faleiros, autor de estudos sobre adolescentes e políticas públicas. Ele aponta outro problema. "Longe da escola, essa menina tende a engravidar outras vezes", o que dificulta ainda mais a inserção nas escolas e no mercado.

Faleiros diz que a situação é recorrente. "Muitos pais não estão preparados para orientar os filhos". O professor acrescenta que, nos últimos quatro anos, observou mudanças nas políticas públicas brasileiras. Segundo ele, elas estão mais voltadas para uma atenção específica ao jovens e ao contexto em que estão inseridos, o que é positivo. "Não basta só olhar a barriga da jovem, tem que olhar o contexto, a relação com o pai da criança, que também tem que ser conscientizado. O país já está considerando a adolescente como pessoa, apesar de ainda ter o que melhorar", analisa.

Casos de jovens com menos de 20 anos grávidas diminuíram no Brasil entre 2000 e 2012
Agência Brasil

Brasília - De acordo com o Ministério da Saúde, os casos de gravidez em jovens com menos de 20 anos diminuiram em todo o Brasil entre os anos de 2000 e 2012. No início da década, cerca de 750 mil adolescentes foram mães no país. Em 2012, o número caiu para 536 mil. A pasta destaca a Rede Cegonha, programa lançado em 2011, e o Programa Saúde na Escola, que funciona desde 2007 e é desenvolvido em conjunto com o Ministério da Educação, como as principais estratégias de prevenção e cuidado da gravidez na adolescência.

"A partir da estratégia da Rede Cegonha, o Ministério da Saúde estabeleceu uma estratégia de cuidado às mulheres e atenção às adolescentes e jovens. Cuidados para melhorar os serviços de atenção básica. Isso, junto com informações e orientações que os jovens recebem nas escolas, serve para que eles possam ter conhecimento para que quando estiverem com namorados e namoradas possam cuidar da saúde", diz a coordenadora da Saúde do Adolescente e do Jovem do Ministério da Saúde, Thereza de Lamare.

Segundo Thereza, o Programa Saúde na Escola está presente em 85% dos municípios. A Rede Cegonha atende à quase totalidade do país. Pretende-se trabalhar com a prevenção, a educação e também ter condições de fazer com que a jovem não deixe a escola em caso de gravidez.

A maior parte das gravidezes precoces, como aponta o relatório anual Situação da População Mundial do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU), lançado esta semana, ocorrem entre populações vulneráveis. A estratégia do ministério é atuar também com populações isoladas, como quilombolas, indígenas e de ruas.

Outra ação da pasta é facilitar e ampliar o acesso a métodos contraceptivos na rede pública e nas drogarias conveniadas do Programa Aqui Tem Farmácia Popular. Atualmente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as mulheres em idade fértil podem escolher métodos contraceptivos como: preservativos, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, minipílula, pílula combinada, diafragma e dispositivo intrauterino (DIU). Nos últimos cinco anos o SUS distribuiu, em média, 500 milhões de unidades de preservativos masculinos.

Outra questão destacada pela coordenadora é que parte dessas jovens sofreu algum tipo de abuso. O governo deve lançar, nos próximos dias, uma cartilha de estratégias para combater a violência contra crianças e adolescentes.

Para difundir a informação, também fora das escolas, os jovens podem acessar pela internet as cadernetas de Saúde de Adolescentes (masculina e feminina) e outros materiais voltados para educação sexual. Eles podem também, no mesmo espaço, tirar dúvidas online.

"O Programa Mais Médicos trará benefícios inegáveis"
Isto é

Entrevista - Claudio Lottenberg

 O presidente do Hospital Israelita Albert Einstein afirma que a iniciativa do governo federal ajudará uma população que sofre, sem saber, de males como diabetes e hipertensão

 O desperdício de recursos, seja tempo, seja dinheiro ou tecnologia, está entre as poucas coisas que realmente irritam o oftalmologista Claudio Lottenberg, 53 anos. Há 11 anos à frente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo -- considerado o melhor da América Latina --, ele é responsável por sua expansão e pelas parcerias firmadas com o setor público. Desde 2008, por exemplo, a instituição assumiu a gestão do hospital municipal Moysés Deutsch, na zona sul paulistana. Lottenberg une a experiência de gestor privado e público com a de médico para fazer diagnósticos da saúde brasileira. A princípio crítico do Programa Mais Médicos, ele agora combate o radicalismo contra a iniciativa. "O programa trará benefícios inegáveis em locais onde não havia ninguém. Mas é uma medida compensatória", afirma. "Precisamos agora de medidas que estruturem o sistema de saúde para conter a elevação dos custos e qualificar o capital humano." Lottenberg concedeu esta entrevista logo após sua chegada de uma viagem a Israel. Enquanto respondia às perguntas, fez a barba, tomou chá, pediu uma pausa para trocar a camiseta branca por uma camisa azul-clara, bem passada e ligeiramente folgada, checou o celular e ajustou a gravata para a foto, tudo isso sem perder o fio da meada nem sequer por um segundo.

Bill Gates critica esforços para levar conexão a países pobres
Jornal do Brasil

O fundador da Microsoft, Bill Gates, voltou a criticar os esforços de empresas gigantes da tecnologia em fornecer internet aos mais pobres. Em uma entrevista à Financial Times Magazine, Gates fez uma crítica velada a empresas como Google e Facebook e seus projetos para conectar pessoas em vez de incentivar esforços mais básicos à sobrevivência, como água potável e saúde.

"Veja esta vacina contra a malária, essa coisa estranha em que eu estou pensando. O que é mais importante? Conectividade ou a vacina da malária? Se você acha que é conectividade, isso é ótimo. Eu não acho", afirmou. "Eu certamente adoro as coisas de TI. Mas quando nós queremos melhorar a vida, você tem de lidar com as coisas mais básicas, como a sobrevivência da criança, nutrição infantil", afirmou. A Fundação Bill & Melinda Gates tem trabalhado na tentativa de livrar os países mais pobres da malária.

Em agosto, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, lançou o projeto Internet.org em parceria com outras empresas de tecnologia para levar conectividade a 5 bilhões de pessoas sem acesso atualmente à rede. O Google também anunciou o Projeto Loon, para levar Wi-Fi gratuito através de balões enviados à estratosfera.

À época, Gates já havia criticado a iniciativa do Google. "Quando você está morrendo de malária, eu acho que você vai olhar para cima e ver aquele balão, e eu não tenho certeza de como ele vai ajudá-lo. Quando uma criança tem diarreia, não, não há nenhum site que alivie isso. Certamente eu acredito muito na revolução digital. Conectar centros de cuidados de saúde primários, conectar escolas, essas são coisas boas. Mas não, aquilo que não é, para os países realmente de baixa renda, a menos que você diga que vai realmente fazer algo sobre a malária", disse.

E a medicina alternativa?(Walcyr Carrasco)
Época

Por que ela não merece pesquisas na mesma quantidade e qualidade das farmacêuticas?

O executivo se levanta, aciona o Powerpoint e mostra uma curva de aumento de casos de um tipo de câncer. A plateia aplaude. Em seguida vem outro. Expõe o crescimento do número de infectados pelo vírus HIV em alguma região. Mais aplausos entusiasmados.

 Estou imaginando a reunião de avaliação de desempenho anual de algum grande laboratório farmacêutico, desses que vendem desde analgésicos até drogas novas e poderosas contra o câncer. O maior número de pacientes equivale a lucros. Os executivos comemoram os bônus pela performance da empresa. É a casa nova, a viagem com a família. E, bem... sem doentes, como sobreviveriam?

 Sem os laboratórios, sem pesquisas farmacêuticas, como sobreviveríamos, sem nem sequer um analgésico contra gripe? Os remédios são necessários. As cobaias também. Por isso silenciei durante o escândalo em torno da libertação dos cãezinhos num laboratório em São Roque, São Paulo. Adoro cães, fiquei com o coração mexido diante das imagens daqueles cachorrinhos tão lindos, usados para experiências. Mas o estágio com animais é fundamental para chegar a experiências com seres humanos. Hoje em dia, para um paciente com câncer agressivo, muitas vezes a única esperança é tornar-se cobaia de um novo medicamento. No início da década de 1990, um amigo soropositivo me comunicou, emocionado:

– Consegui entrar para uma pesquisa de um novo remédio contra aids.

 Sua esperança era ser cobaia.

 Remédios são importantes.

 Mas por que as medicinas alternativas não merecem pesquisas na mesma quantidade e qualidade das farmacêuticas? Não falo de loucuras. Na década de 1960, a macrobiótica tornou-se um fenômeno. Prometia a cura de qualquer doença para quem seguisse uma dieta de arroz integral (e só ele) dez dias seguidos. Muita gente foi parar no hospital. Fala-se muito em acupuntura. Alguns convênios até cobrem o tratamento. Já tive prova de que funciona. Há anos subi uma escadaria com mais de 300 degraus em Barcelona. Coisas de meu ímpeto turista. Arrebentei algo na perna esquerda. Andava mancando. Passei por vários médicos, fiz ressonância magnética. Nada. O diagnóstico: uma lesão tão mínima que não aparecia.

 Sem andar direito, acabei no doutor Lu, em São Paulo, com formação em acupuntura na China. Em um mês de sessões seguidas, passei a caminhar normalmente.

 Tenho um lado xamã urbano. Ultimamente ando bem interessado no trabalho da doutora Hulda Clark, morta em 2009. Ela acreditava na criação de uma medicina eletromagnética. Meu interesse começou há muitos anos, instigado por um massagista que tinha uma máquina de cura por eletricidade. Era uma pequena plataforma, onde se colocavam os pés. Sentia pequenos choques. Uma coceirinha. Levei-a emprestada. Usei 15 dias seguidos. Uma micose de unha, no dedão, desapareceu. Nunca mais voltou. Eu já tratara antes, com remédios agressivos para o fígado. Mas voltara. Os choquinhos acabaram com ela, sou testemunha. A doutora Hulda foi fundo nessa pesquisa. Escreveu alguns livros anunciando a cura para todo tipo de câncer, que achei otimistas demais. Era contra o uso de metais na boca, por ser cancerígenos. Apoiava os amálgamas.

 Sua invenção principal é o zapper. É um aparelhinho que funciona a pilha. A gente prende nos pulsos e aperta um botão. Autoprogramado, o zapper nos envia mínimos impulsos elétricos, para a manutenção da saúde cotidiana. Para casos graves, ela propunha aparelhos mais sofisticados, com uma onda eletromagnética específica para a doença.

 Óbvio, ela foi questionada pela Food and Drugs Administration (FDA), poderoso órgão que cuida da saúde nos Estados Unidos. Em Tijuana, no México, montou um centro de pesquisa e tratamento do câncer.

 Do ponto de vista do leigo, isso é medicina? Talvez não. Dos médicos tradicionais, menos ainda. Mas vale a pena ter a mente aberta. Impulsos elétricos monitorados não poderiam ser o ponto de partida de novos tratamentos? Assim como a acupuntura, baseada nos fluxos energéticos do corpo?

 É excitante a possibilidade de uma nova medicina, com novos princípios, capaz até de complementar a já existente. Mas não tenho conhecimento de grandes investimentos aplicados em conhecimentos tradicionais ou de vanguarda. Acupuntura ou correntes elétricas jamais darão o lucro que lançar um novo medicamento proporciona. A grande questão continua sendo a grana.

NADA AZUL (Mônica Bergamo)
Folha de SP

 A Sociedade Brasileira de Urologia será homenageada hoje no Congresso Nacional pelas suas ações de conscientização e orientação sobre o câncer de próstata, chamadas de Novembro Azul. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o número de casos novos pode chegar a 60.180 por ano, superando o de mama (52.680). NADA AZUL 2 -  Será criada uma Frente Parlamentar de Atenção Integral à Saúde do Homem para discutir a assistência precária no SUS. Enquanto 16 milhões consultam o ginecologista, apenas 2 milhões vão ao urologista. Nos próximos dias, haverá campanha em estádios de futebol para conscientizar os homens.

A INCRÍVEL ENTREVISTA DE UM MINISTRO DO SUPREMO (Reinaldo Azevedo)
Veja

 Barroso confessa que anencéfalos eram mero pretexto; ele quer é a liberação de qualquer aborto. Ou ainda: Quando a causa é “progressista”, atropelar a Constituição, para ele, é um dever; já os embargos infringentes…

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concede uma entrevista gigantesca a Carolina Brígido e Francisco Leali, do Globo. Está na edição online de sábado. Suponho que haja uma versão na impressa deste domingo. E ponham “gigantesca” nisso: mais de 25 mil toques! Se, um dia, o papa Francisco decidir dar um pingue-pongue ao jornal, será maior do que a Enciclopédia Britânica. Questão de proporção, certo? Barroso faz uma confissão espantosa: ao patrocinar a causa do aborto de anencéfalos, tinha outra coisa em mente: a defesa de qualquer aborto. À época, apontei isso aqui. Disseram que eu delirava e que minha oposição ao aborto retirava a minha objetividade. Ao argumentar, cita como exemplo positivo uma farsa grotesca ocorrida nos EUA em 1973. Não é só isso, não. Como vocês poderão notar, o doutor acha legítimo deixar pra lá a Constituição e as leis quando ele concorda com as demandas. Bem, vamos lá. Registro trechos de perguntas e respostas em vermelho e comento em azul. Embora a entrevista seja o chamado “pingue-pongue”, o que se lê é “pingue-pingue”. Então eu me encarrego dos “pongues”, entenderam?

Enviado do papa Francisco conversa com mulheres que abortaram (Felipe Patury)
Época

O papa Francisco despachou ao Brasil o presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia. Nesta semana, ele visitará grupos de apoio a mulheres que abortaram.

Skaf: cosméticos e higiene abolirão testes com animais

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, trabalha para aprovar um projeto de lei que proíbe testes científicos com animais. No dia 8, as indústrias de cosméticos e de higiene e limpeza patrocinarão um projeto de lei banindo esses testes no Brasil e se comprometerão a deixar de usá-los imediatamente. Candidato a governador pelo PMDB, Skaf não está surfando na onda provocada pelo rapto dos beagles usados no Instituto Royal, em São Paulo. Skaf é uma aficcionado por cães. Mantém cinco em casa. “Esse é um assunto que me emociona. Sou ‘cachorreiro’”, diz ele. 

Cor da luta (Ricardo Boechat)
Isto é

 Para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil, prédios e monumentos públicos ganharão iluminação especial em 23 de novembro. O amarelo dourado, que cobrirá o Palácio do Planalto e o Hospital da Criança em Brasília, também será visto em outros Estados.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bem Fam CLIPPING - - 31/ago./ 2012

CLIPPING - 31/ago./ 2012
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População brasileira chega a 194 milhões, estima IBGE- Em 1º julho deste ano, a população brasileira alcançou 193.946.886 de pessoas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicada hoje (31) pelo Diário Oficial da União. Segundo a projeção, a população cresceu 1,57 milhão (0,81%), em relação a julho de 2011. Pela projeção, o estado de São Paulo é o mais populoso, com 41,9 milhões de pessoas (21,6% do total de habitantes do país). Depois de São Paulo, Minas Gerais é a unidade da Federação mais populosa (19,8 milhões), seguida do Rio de Janeiro (16,2 milhões), da Bahia (14,1 milhões), do Rio Grande do Sul (10,7 milhões), Paraná (10,5 milhões), de Pernambuco (8,9 milhões) e do Pará (7,7 milhões). Em 2013, o chamado Sistema de Projeções da População do Brasil, será atualizado com as informações do Censo Demográfico 2010, das pesquisas por amostragem mais recentes (Pnad), bem como dos registros administrativos (de cadastros públicos) referentes ao ano de 2010.
Ginecologistas acusam planos de interferência - Ginecologistas e obstetras do Estado consideram ruim ou péssimo o atendimento dos planos de saúde e dizem que interferências das operadoras afetam seu trabalho. São situações como a redução do período de internação e a designação de auditores para autorizar procedimentos.  Esse é o quadro obtido por pesquisa Datafolha encomendada pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp). Após entrevistas com 451 profissionais associados à Sogesp, ela aponta que 97% deles consideram que há interferência das operadoras, sendo que para 58% a interferência é grande ou muito grande. Mas o problema mais grave apontado foi a interferência. A situação mais citada, por 87%, foi a "glosa de procedimentos", em que a operadora se recusa a pagar por atos já realizados pelo médico. Os entrevistados foram questionados sobre quais planos interferem mais. Entre os oito citados, receberam mais destaque Amil (15%), Intermédica (13%) e Sulamérica Saúde (13%).
Operadoras dizem que respeitam decisão dos médicos credenciados - A FenaSaúde, que reúne as 15 principais operadoras, diz que suas associadas incentivam o uso do plano, já que têm a prática de realizar campanhas lembrando mulheres da importância da realização de exames ginecológicos. A entidade diz que pesquisa recente encomendada pelo Instituto de Estudos da Saúde Suplementar ao Datafolha aponta que 80% dos usuários estão satisfeitos com os seus planos de saúde.
Brasil tem 3,7 milhões de crianças e adolescentes fora da escola - Em todo o Brasil, 3,7 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola, segundo dados da Pnad/2009. A maioria - mais de 1,5 milhão - na faixa de 15 a 17 anos, mas o problema existe mesmo nos anos iniciais do ensino fundamental, quase universalizado no país: são 375.177 crianças longe das salas de aula, o que representa 2,3% da população dos 6 aos 10 anos. Com base nesses números, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação traçaram o perfil dos brasileiros que não estão na escola ou correm risco de evasão. O relatório 'Todas as crianças na escola em 2015 – Iniciativa global pelas crianças fora da escola' aponta que as maiores desigualdades estão relacionadas às crianças mais pobres, aquelas que a família tem renda per capita de até 1/4 do salário mínimo, negras, indígenas e/ou deficientes. E ainda que a repetência e o trabalho infantil são os principais fatores de risco para a permanência na escola. Segundo o estudo, em termos absolutos, as regiões com maior número de alunos em risco de abandono são o Nordeste e o Sudeste.
Debater saúde sexual nas escolas é fundamental para combater o vírus HIV- Para a coordenadora da Saúde do Adolescente do Ministério da Saúde, Teresa de Lamare, a educação sexual é um tema muito carregado de tabus e preconceitos. “Nós, adultos, precisamos enxergar o adolescente como um sujeito de direito, que precisa ser orientado e informado sobre o que está acontecendo com ele, com o corpo dele”, disse. Por isso, ela considera que a articulação dos Ministérios da Saúde e da Educação para criar o programa Saúde na Escola foi pioneira e fundamental para trabalhar a questão da saúde sexual nas escolas. Uma das ações do Saúde na Escola é a distribuição de camisinhas, feita em quase dez mil escolas. “Além disso, disponibiliza um espaço com profissionais da área da educação para conversar com os adolescentes. E esse profissional faz a articulação da escola com a Unidade Básica de Saúde (UBS), pois se o menino ou a menina relatar algum problema, aí o profissional pode encaminhá-lo para uma UBS. Isso é importante para que o adolescente tenha a porta aberta, e não tenha nenhuma burocracia para ter acesso a esses serviços”, explicou Teresa.
Estudo: abortos aumentam chances de parto prematuro- As mulheres que tiveram um ou mais abortos antes de ter seu primeiro filho possuem um maior risco de terem um parto prematuro em uma nova gravidez, aponta um estudo publicado nesta quinta-feira (30) pela revista médica britânica Human Reproduction. Cientistas finlandeses contabilizaram um maior número de partos prematuros e outras complicações relacionadas com o peso dos bebês entre as mulheres que já tinham tido um ou mais abortos antes da gravidez. "Nossos resultados sugerem que os abortos induzidos antes do primeiro parto, concretamente três ou mais, estão associados com um aumento marginal do risco de parto prematuro", explicou Reija Klemetti, principal autora da pesquisa.
Senador diz que Frente Evangélica não aceita legalização do aborto - O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou (30) que a Frente Parlamentar Evangélica não irá aceitar qualquer tentativa de legalização do aborto. “Nós não vamos negociar esse tema. Não atentaremos contra a natureza de Deus. Se Deus determina a vida e a ele cabe o porquê de todas as coisas, não cabe a nós questioná-lo”, disse. A declaração foi feita durante reunião da frente com o relator da proposta de reforma do Código Penal que tramita no Senado (PLS 236/12), senador Pedro Taques (PDT-MT). No debate, Magno Malta também alertou para a possibilidade de legalização da posse de drogas em pouca quantidade: “Estamos combatendo o tabagismo e as grandes indústrias estão perdendo lucro. A maconha, se legalizada, será industrializada. É preciso ter em vista quem ganhará com a legalização das drogas, porque a população em geral só tende a perder”, argumentou
Investimentos livram mulheres nordestinas do peso das latas d’água, diz estudo do Banco Mundial - Rita de Cássia, da Comunidade Negra do Jatobá: "Eu sofria para lavar a louça. Agora tenho tempo para outras coisas". Buscar água ainda é a tarefa que consome a maior parte do tempo das mulheres no Nordeste. Mas as coisas estão mudando no Rio Grande do Norte, onde 2,7 mil iniciativas apoiadas pelo Banco Mundial beneficiaram 90 mil famílias pobres rurais ao longo de oito anos. É o que mostra o novo estudo da instituição, que analisa a relação dos investimentos feitos em água e setores produtivos locais com a redução da pobreza e da desigualdade de gênero. “A água trouxe benefícios imediatos às famílias pesquisadas. Permitiu a elas ter mais tempo para tarefas diferentes, para descansar ou simplesmente brincar”, conta Fatima Amazonas, que coordenou o estudo de caso e gerenciou o Projeto de Redução da Pobreza Rural no Rio Grande do Norte. Todos esses avanços também permitiram que as mulheres ganhassem uma maior consciência sobre as questões de desigualdade de gênero, ainda muito fortes na região. A previsão é que outros estudos como esse sejam realizados em breve em outros estados apoiados por projetos de redução da pobreza, como Ceará e Sergipe. 
Venda de remédios em gôndolas de farmácias causa polêmica- Desde o dia 27 desse mês está liberada, pela Anvisa, a venda de remédios isentos de receita, nas gôndolas das farmácias. Mas, os farmacêuticos alertam para os riscos da automedicação com o fácil acesso aos medicamentos. Todo medicamento que pode chegar ao paciente sem a necessidade de prescrição médica agora pode ser vendido fora do balcão de uma farmácia. Isso inclui uma lista extensa de medicamentos contra a gripe, antiácidos, alguns analgésicos e traz para o dia-a-dia das pessoas uma mudança de hábito significativa, que não deixa de ser também polêmica. Os farmacêuticos acham que a medida oferece riscos à saúde das pessoas porque, entre outras coisas, estimula a automedicação. De acordo com a Anvisa, a decisão de posicionar os remédios de venda livre atrás do balcão não contribuiu para reduzir o número de intoxicações no Brasil. Em abril deste ano, o tema foi submetido a uma consulta pública, que ficou aberta por um período de trinta dias. As contribuições apontaram para o fim da proibição.
CNBB reage à resolução do Conselho Federal de Medicina- A Igreja católica criticou nesta quinta-feira (30) resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que determina ao médico seguir o desejo de pacientes em fase terminal que não queiram seguir tratamentos "excessivos e fúteis". A resolução do CFM estabelece a chamada "diretiva antecipada de vontade". Para o presidente do conselho, Roberto d'Avila, o texto permitirá ao médico, em casos de doença terminal, não continuar com um tratamento que "não dá a possibilidade de voltar ao estado de saúde prévio". "Evidentemente nós não podemos estar de acordo com essa resolução. (...) O juramento [do médico] é defender a vida e a medicina só tem sentido nesse caso: quando ela está à serviço da vida, da saúde", afirmou o presidente da CNBB.
A má conduta da Nestlé (Luis Nassif)- A Nestlé, maior companhia de gêneros alimentícios do mundo, será exposta por MÁ CONDUTA, incluindo marketing agressivo de alimentos para bebês, quebra de sindicatos, destruição ambiental e exploração de fornecedores, numa audiência pública em Edinburgh, Escócia, no dia 23 de outubro, ocasião em que especialistas apresentarão evidências dos fatos.
A ONG IBFAN (International Baby Food Action Network) - Rede de Ação Internacional de Alimentos Infantis, que celebra 25 anos de campanha para proteger os bebês e suas famílias, apresentará monitoramentos com resultados de 69 países que demonstram que a Nestlé continua sendo a pior empresa de alimentos infantis do planeta, por fomentar o uso da alimentação artificial em lugar da amamentação, violando normas do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno, monitorado em todo o mundo pela Organização Mundial da Saúde e o UNICEF, órgãos da ONU.


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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Declaração dos Direitos Sexuais_Colaboração de Robson Silva FB

 Por Colaboração de
Robson Silva publicou no grupo LGBT BrasilVia FACEBOOK

Declaração dos Direitos Sexuais

Sexualidade é uma parte integral da personalidade de todo ser humano. O desenvolvimento total depende da satisfação de necessidades humanas básicas tais quais desejo de contato, intimidade, expressão emocional, prazer, carinho e amor.

Sexualidade é construída através da interação entre o indivíduo e as estruturas sociais. O total desenvolvimento da Sexualidade é essencial para o bem estar individual, interpessoal e social.

Os direitos sexuais são direitos humanos universais baseados na liberdade inerente, dignidade e igualdade para todos os seres humanos. Saúde sexual é um direito fundamental, então saúde sexual deve ser um direito humano básico. Para assegurarmos que os seres humanos e a sociedade desenvolva uma sexualidade saudável, os seguintes direitos sexuais devem ser reconhecidos, promovidos, respeitados e defendidos por todas sociedades de todas as maneiras. Saúde sexual é o resultado de um ambiente que reconhece, respeita e exercita estes direitos sexuais.

O DIREITO À LIBERDADE SEXUAL – A liberdade sexual diz respeito à possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual. No entanto, aqui se excluem todas as formas de coerção, exploração e abuso em qualquer época ou situações de vida.

O DIREITO À AUTONOMIA SEXUAL, INTEGRIDADE SEXUAL E À SEGURANÇA DO CORPO SEXUAL – Este direito envolve a habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual num contexto de ética pessoa e social. Também inclui o controle de ter prazer de nossos corpos livres de tortura, multilação e violência de qualquer tipo.

O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito às decisões individuais e aos comportamentos sobre intimidade desde que não interfiram nos direitos sexuais dos outros.

O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL – Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais ou físicas.

O DIREITO AO PRAZER SEXUAL – prazer sexual, incluindo autoerotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.

O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e amor.

O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÀO SEXUAL – significa a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio, e ao estabelecimento de outros tipos de associações sexuais responsáveis.

O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRE E RESPONSÁVEIS – É o direito em decidir ter ou não ter filhos, o número e tempo entre cada um, e o direito total aso métodos de regulação da fertilidade.

O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada através de um processo científico e ético e disseminado em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.

O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA – Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, pela vida afora e deveria envolver todas as instituições sociais.

O DIREITO A SAÚDE SEXUAL – O cuidado com a saúde sexual deveria estar disponível para a prevenção e tratamento de todos os problemas sexuais, precauções e desordens.

Durante o XV Congresso Mundial de Sexologia, ocorrido em Hong Kong (China), entre 23 e 27 de agosto p.p., a Assembléia Geral da WAS – World Association for Sexology, aprovou as emendas para a Declaração de Direitos Sexuais, decidida em Valência, no XIII Congresso Mundial de Sexologia, em 1997.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PROGRAMAÇÃO PARCIAL 2o Seminário Educação, Gênero e Diversidade NOVA DATA




II SEMINÁRIO EDUCAÇÃO, SEXUALIDADE, GÊNERO E DIVERSIDADE
UFRJ promove encontro entre organizações sociais e gestores públicos em educação para debater diversidade sexual e de gênero na escola

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO


A Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, realiza, nos dias 30 e 31 de março e 01 de abril de 2011, a segunda edição do Seminário Educação, Sexualidade Gênero e Diversidade. Desta vez o evento será voltado especialmente a representantes de secretarias de educação, de programas e projetos governamentais e membros de organizações da sociedade civil que trabalham no campo da diversidade, direitos humanos, direitos sexuais, sexualidade e gênero.

A idéia do evento é articular o setor público e a sociedade civil organizada para reforçar e construir políticas públicas e ações sociais que promovam o reconhecimento da diversidade, da igualdade e da diferença no que diz respeito à sexualidade e ao gênero de cada ser humano. E é claro, o foco do debate é a Educação, em especial, a escola - mas não só ela.

O objetivo é que seminário se torne um espaço de troca e de aprendizado, tanto para as organizações sociais e para os gestores públicos, quanto para a própria universidade. A programação vai contar com espaços de formação, debate e articulação, onde serão discutidos temas como discriminação, violência, sexismo e heteronormatividade, currículo e práticas pedagógicas, legislação e políticas públicas. 

A idéia é que gestores públicos e movimento social saiam dali com novas pontes e parcerias criadas,  contribuindo para formar uma rede de âmbito estadual e local que se articule na defesa e promoção dos direitos sexuais e humanos no contexto escolar. Sem o suporte dessas redes, que integram serviços de saúde, projetos e programas de Estado, redes de educadores, movimentos sociais e organizações não governamentais, fica muito difícil para os profissionais que estão na escola conseguirem desenvolver ações de enfrentamento à discriminação e de promoção de direitos.


Representantes de organizações da sociedade civil de fora da área metropolitana poderão receber apoio para transporte e hospedagem. Para inscrever a sua organização, entre em contato com a coordenação do Projeto Diversidade Sexual na Escola por telefone (21) 2598-1892 ou correio eletrônico diversidadeppc@me.ufrj.br

Visite a página do Projeto Diversidade Sexual na Escola para mais informações.



O Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, é uma realização da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizado em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação e a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Como ações principais, o projeto realiza atividades de formação e sensibilização junto a profissionais de educação da rede pública e estudantes da educação básica, além do desenvolvimento de materiais de orientação para educadores.

Período

30 e 31 de março e 01 de abril de 2011


Local


Fórum de Ciência e Cultura
Salão Dourado – UFRJ campus da Praia Vermelha
Rio de Janeiro


PROGRAMAÇÃO PARCIAL


30.03   

18h       Abertura
            Laura Tavares | Pró-Reitora de Extensão
            Alexandre Bortolini | Coordenador do Projeto Diversidade Sexual na Escola da UFRJ
            José Leonídio Pereira | Coordenador do Programa Papo Cabeça da UFRJ
            Representante da Coordenação de Diversidade Educacional da Sec. de Estado de Educação
            Representante da Superintendência de Direitos Indivisuais, Coletivos e Difusos
            da Secretaria de Estado de Direitos Humanos
            Representante do Fórum LGBT do estado do Rio de Janeiro

19h      Conferência: Por que discutir diversidade sexual na escola?
            Rogério Diniz Junqueira |  INEP


31.03

9h        Café

9h30     Oficina 1 para GESTORES/AS EM EDUCAÇÃO
            Sexo, gênero, orientação e identidade: introduzindo conceitos
            Alexandre Bortolini  | Coordenador do Projeto Diversidade Sexual na Escola da UFRJ

            Oficina 2 para REPRESENTANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS
            Homofobia e sexismo na escola: panorama das principais pesquisas na área

12h       Intervalo

13h30   Oficina 3 para GESTORES/AS EM EDUCAÇÃO
            Travestis e transexuais na escola: violência, exclusão e reconhecimento
           
            Oficina 4 para GESTORES/AS EM EDUCAÇÃO
            Sexualidade, gênero e diversidade na Educação infantil: discutindo currículo e prática pedagógica

            Oficina 5 para REPRESENTANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS
            Escola pública como espaço de ação de movimentos sociais
            Beto de Jesus


17h      Mesa Redonda
           Políticas públicas em educação e diversidade sexual e de gênero
 
            Currículo e diversidade: inclusão ou transformação?
            Alexandre Bortolini  | Coordenador do Projeto Diversidade Sexual na Escola da UFRJ      


01.04

9h        Café

9h30     Oficina 6 conjunta
            Sexualidade, direitos e receios: panorâma jurídico sobre questões de gênero e
            sexualidade na escola
            Faculdade Nacional de Direito da UFRJ

12h       Intervalo

13h30   Oficinas Construindo Pontes
            Nesse espaço vamos incentivar o início da articulação entre representantes dos
            movimentos sociais e do setor público para a construção de projetos comuns

17h       Encerramento