Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

URGENTE: Aconteceu ontem à noite

URGENTE: Aconteceu ontem à noite

Ontem à noite, um grupo de deputados acelerou a votação de uma absurda lei homofóbica na Ucrânia. 
Junte-se a nós e exija que o presidente do Parlamento ucraniano freie esta lei antes que ela siga para votação final.
André,
Ontem à noite, um grupo de deputados ucranianos acelerou a votação de uma absurda lei homofóbica no país - no meio da noite, pra que ninguém pudesse dizer nada. A ideia por trás dessa lei é impedir que qualquer um diga ou faça qualquer coisa que possa ser considerada "propaganda da homossexualidade".
Mas essa lei não poderá entrar em vigor se o presidente do Parlamento ucraniano, Volodymyr Lytvyn, se recusar a assiná-la. Algumas semanas atrás, Lytvyn se mostrou preocupado com a pressão internacional em torno da nova lei. E agora ele é o único com o poder de frear essa situação absurda de uma vez por todas.
Esse processo está correndo rápido, para evitar a repercussão internacional que a lei teve quando foi apresentada pela primeira vez. É hora de mostrar ao Parlamento ucraniano que essa estratégia não vai funcionar!
Assine AGORA para exigir que o presidente do Parlamento não deixe milhares de ucranian@s se tornarem criminosos simplesmente por serem quem são. 
Em julho, mais de 122 mil membros da All Out no mundo todo fizeram que o Parlamento ucraniano tirasse a lei de "propaganda homossexual" de sua agenda de votação. O presidente do Parlamento, Volodymyr Lytvyn, decidiu frear o projeto para se assegurar de que a lei não violava as "normas e liberdades garantidas pelos Direitos Humanos".
Mas alguns deputados voltaram a colocá-la em votação, e foram discretos o suficiente para evitar a repercussão internacional de alguns meses atrás. Eles pensam que não temos a força necessária para responder rápido e à altura - mas eles estão errados. Peça que Volodymyr Lytvyn, presidente do Parlamento ucraniano, use seu poder para frear essa absurda lei homofóbica AGORA:
A lei de censura homofóbica na Ucrânia criminaliza qualquer um que leia, escreva, blogue ou declare qualquer tipo de apoio aos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Cada voz é importante. Junte-se a nós!
Obrigado por apoiar a All Out e vamos em frente!
Um abraço,
Andre, Guillaume, Joe, Pablo, Leandro, Sara e toda a equipe da All Out.
p.s.: Não se esqueça de compartilhar essa campanha com seus amigos e amigas! Precisamos espalhar essa notícia URGENTEMENTE: www.allout.org/pt/ukraine_gag
A All Out está colocando em contato muita gente de todos os cantos do planeta e de todas as identidades – lésbicas, gays, héteros, bissexuais, transexuais e travestis - e tudo no meio e além – para construir um mundo em que cada pessoa viva livremente e seja aceita pelo que é.
Nosso endereço é:
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Homossexualismo: Onde Entra a Questão da Saúde

Allan Ponts Via FB10 de agosto de 2011 09:48
Fonte: UOL

Homossexualismo*: Onde Entra a Questão da Saúde

O homossexualismo vem sendo debatido por diversos ângulos. Do ponto de vista da saúde, ele é visto pelas muitas questões que o rodeiam e não pela sua condição em si, uma vez que deixou de ser considerado como doença. A saúde do homossexual está sendo discutida do ponto de vista do seu conforto psicológico, a partir da sua aceitação sócio-cultural

Por ser uma questão que envolve vários aspectos polêmicos, em especial os culturais, jurídicos e sociais, o homossexualismo costuma também ser um tema controverso para a saúde.

Centenas de pesquisas foram realizadas e outras centenas estão em curso para tentar definir a homossexualidade: trata-se de uma doença? Um distúrbio? Uma perversão? Uma opção? Seja como for, embora os números variem, aceita-se dizer que cerca de 10% da população é lésbica ou homossexual numa parte significativa das suas vidas, conforme explica o Grupo Gay da Bahia (GGB), atuante ONG (Organização Não-Governamental), em sua página na Internet sobre o assunto.

“É difícil determinar percentagens exatas devido ao fato de muitos daqueles que temem o preconceito esconderem a sua orientação sexual”, ponderam. Segundo o GGB, “os indivíduos homossexuais crescem em todo o tipo de lares, em todos os tipos de famílias. São criados nas áreas rurais, nas grandes cidades e em todos os locais deste mundo. Os homossexuais estão presentes em todos os grupos sócio-econômicos, étnicos e religiosos imagináveis”.

Assumindo-se estes dados como verdadeiros, estamos tratando aqui de uma parcela consideravelmente grande da população, realmente expressiva, impossível, portanto, de ser ignorada nas suas questões de saúde, assim como nas suas demandas sociais, culturais ou jurídicas.

Pequeno Histórico

No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) em Minuta de Resolução do dia 03 de março de 1999, estabelece uma série de normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual, em especial partindo do princípio que a homossexualidade “não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.

De acordo com o que rege esta minuta do CFP, os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades, devendo eles apenas “contribuir com seu conhecimento para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos e práticas homoeróticas”.

De acordo com a edição 27, ano XII, de agosto de 1993, do Boletim do Grupo Gay da Bahia (GGB), em 1985, anos antes, portanto, do CFP se pronunciar sobre o tema, o Conselho Federal de Medicina também passou a impedir a classificação da homossexualidade como desvio e transtorno sexual.

Em 1989 o Código de Ética dos Jornalistas passou a incluir a proibição de discriminação por orientação sexual. Em 1990, nas leis orgânicas de 73 municípios e nas constituições dos Estados de Sergipe, Mato Grosso e Distrito Federal, foi incluída a expressa proibição de discriminar por orientação sexual.

Em outros países o homossexualismo está em discussão há ainda mais tempo. Em 1973, o Conselho de Administração da Associação Psiquiátrica Americana aprovou uma resolução que define: “exortamos todos os profissionais em saúde mental a que tomem a iniciativa de remover o estigma da doença mental associada à orientação sexual”.

A difícil tarefa: definir o homossexualismo Como é possível observar, a preocupação em definir o homossexualismo atinge áreas muito amplas – e nosso objetivo aqui é abordar apenas o aspecto saúde. Para o Grupo Gay da Bahia, militante das causas homossexuais, as definições importam muito e significam um diferencial importante na hora de tratar desta minoria – pois as questões do preconceito e da exclusão sociais, estas sim, podem gerar problemas sérios de ordem psíquica e emocional.

Embora a American Psychological Association (Associação de Psicologia Americana) não considere a homossexualidade como um desvio emocional ou mental, o GGB leva em conta que o estigma social associado ao fato de ser homossexual pode ser “emocionalmente devastador”.

De acordo com o APA’s & AMA’s Positions on Homossexuality, citado como fonte na página do GGB na Internet, “aparentemente a educação dada pelos pais tem pouca, se alguma, influência na orientação sexual de uma criança. No entanto, a atitude dos pais pode influenciar o modo como a criança aceita a sua sexualidade, quer seja heterossexual quer homossexual”.

É provavelmente dentro deste dado que entra a questão da saúde para os homossexuais: muito mais ligada aos preconceitos que estes indivíduos precisam enfrentar ao longo da descoberta e afirmação de sua condição, do que na sua condição propriamente dita.

Homossexualidade, para o Grupo Gay da Bahia, “é a atração sexual dirigida fundamentalmente para indivíduos do mesmo sexo”. Segundo eles, uma mulher que é atraída principalmente por mulheres é chamada de "lésbica" e um homem que se sente sexualmente atraído por homens é chamado "homossexual" ou "gay", embora estas duas palavras também se apliquem às mulheres.

Conforme o GGB, ter sentimentos para com alguém do mesmo sexo não faz desta pessoa necessariamente um homossexual, tendo em vista que “muitos rapazes e moças, durante a primeira infância e mesmo adolescência, sentem atração sexual e chegam mesmo a ter experiências homossexuais, mas não são gays nem lésbicas.

Muitos adultos sentem atrações ou têm experiências do tipo homossexual sem que se considerem eles próprios gays ou lésbicas”. De acordo com o que entende o GGB, não é ainda conhecida uma causa para a homossexualidade ou para a heterossexualidade.

“Uma das teorias refere que a orientação sexual é determinada da fase pré-natal. Outra teoria defende que é determinada depois do nascimento, por fatores ambientais. Em qualquer dos casos, a orientação sexual é estabelecida numa idade muito precoce”, explica.

Orientação Sexual: escolha ou condição?

Para não nos confundirmos com o sentido das expressões, cabe partirmos para algumas definições. De acordo com extenso trabalho realizado pelo deputado do Partido dos Trabalhadores, do Rio Grande do Sul, Marcos Rolim, também presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, orientação sexual “é compreendida como a afirmação de uma identidade pessoal cuja atração e/ou conduta sexual direcionam-se para alguém de mesmo sexo (homossexualismo), sexo oposto (heterossexualismo), ambos os sexos (bissexualismo) ou a ninguém (abstinência sexual).

Segundo o GGB, a orientação sexual de um indivíduo não pode ser alterada. Eles consideram que se a homossexualidade é apenas uma das variações do comportamento sexual, a pergunta mais correta a ser feita seria “Os homossexuais devem mudar? E se sim, por que?”.

De acordo com o GGB, “estudos sobre o assunto mostraram que as tentativas para mudar a orientação sexual de alguém são correntemente mal sucedidas e muitas vezes levam a uma depressão agravada, e ao suicídio”. Eles atestam ainda, apoiados em estatísticas, que a maioria dos homossexuais não vêem razão para mudar, e que muitos homossexuais consultados por eles referiram que aceitar a sua orientação sexual foi um processo difícil devido ao preconceito com que homossexuais e lésbicas precisam se confrontar.

Ainda conforme o GGB, a orientação sexual, quer para heterossexuais, quer para homossexuais, não parece ser algo que uma pessoa escolha. “Alguns estudos recentes indicam que a orientação sexual tem uma grande influência genética ou biológica sendo, provavelmente, determinada antes ou pouco depois do nascimento.

Se bem que estes estudos não sejam conclusivos, é irresponsável assumir que a homossexualidade é uma escolha”, afirmam, acrescentando: “Existem mais provas científicas que suportam a idéia que a orientação tem uma componente genética, do que provas que indiquem que é apenas uma questão de opção. Tal como os heterossexuais, os homossexuais descobrem a sua sexualidade como um processo de crescimento.

A única escolha que o homossexual pode tomar é a de viver a sua vida de acordo com a sua verdadeira natureza, ou de acordo com o que a sociedade espera dele”.

Os militantes do Grupo Gay da Bahia são ainda mais taxativos ao desenvolver o assunto da escolha da orientação sexual: “Descrever a homossexualidade como um simples caso de escolha é ignorar a dor e confusão por que passam tantos homens e mulheres homossexuais quando descobrem a sua orientação sexual.

É absurdo pensar que esses indivíduos escolheram deliberadamente algo que os deixa expostos à rejeição por parte da família, amigos e sociedade”, discursam. Eles vão mais longe: “A crença que a homossexualidade é uma escolha, esconde a elevada taxa de suicídios entre adolescentes atribuídos à orientação sexual.

Porque iria um adolescente acabar com a sua vida, se podia, pura e simplesmente, evitar a vergonha, o medo e o isolamento escolhendo ser heterossexual? Este preconceito também ignora todos os homossexuais que tentaram viver a sua vida como heterossexuais, escondidos atrás de uma fachada de casamento, sempre sentido um vazio e falta de realização pessoal”, argumentam, baseados no Summary of Studies on the Origin of Sexual Orientation, que citam como fonte na sua página na Internet.

Depoimento:

O Grupo Gay da Bahia publicou o seguinte depoimento que explica o sentimento da mãe de uma garota lésbica, além de ajudar, a partir de uma metáfora, a entender a definição mais aceita pelos militantes homossexuais para a sua condição: "A maioria de nós é como um trevo de três folhas - bastante comuns, ninguém presta muita atenção em nós - mas de vez em quando encontramos um trevo de quatro folhas - uma descoberta rara e maravilhosa. Eu lembro que, quando era criança, eu passava horas procurando por este trevo de quatro folhas. De vez em quando eu achava um e o guardava dentro de um livro ou entre folhas de papel encerado. Este trevo era como um tesouro para mim, algo que eu queria cuidar e proteger".

"Minha filha é como um desses trevos de quatro folhas; acontece que ela tem uma orientação sexual diferente da minha. Ela é um tesouro para mim, alguém que eu quero proteger. Um trevo de quatro folhas não é anormal, apenas é raro e diferente dos outros. Eu nunca pensaria em arrancar uma das folhas para que ele se parecesse com um trevo de três folhas."

Copyright 2000 eHealth Latin America
*Esse termo Homossexualismo foi proibido Pela CONSELHO BRASILEIRO DE PSICOLOGIA, tendo em vista da mesma não considerar (o Homossexualismo ) como doença. o CONSELHO BRASILEIRO DE PSICOLOGIA recomenda o uso do Termo Homossexualidade. POIS o sufixo (ISMO) denomina doença como Parasitismo ou sedentarismo e outros ismos mais>>>NGB>>> ativismocontraaidstb<<<

terça-feira, 5 de julho de 2011

Para entender o termo Orgulho Gay Tradução (Lisa Mineli)


A verdadeira historia pq outros omitem as pesoas TRANS deste senanario:

A Revolução Trans, Lésbica e Gay de 28 de junho de 1969 ± o ano em Nova Iorque

Um bar em Nova York MOTAN Stonewall Inn, em 1969 provocou o início ³ de movimento para os direitos das pessoas e transexuais, lésbicas, gays e bisexualers.
New Day / Actualizacià ³ n Jornal Digital Transexual. HACA De vários dias, veia polícia assediar clientes de um bar para as pessoas transexuais e / ou transexuais, lésbicas e gays, de Nova York rua Christopher, Greenwich Village, chamado Stonewall Inn .
Assédio, liderada pelo Inspetor Seymour Pine, consistÃa a visita de funcionários da polícia, em busca de evidências para provar que não é o álcool vendÃa ilegalmente.
Abaixo desta área segura, outro existÃa realidade ligada à Corrupção Nenhum policial. Para Tena seu próprio nome: 'Gayola'. O mesmo responsável consistÃa debaixo da mesa Os proprietários destes estabelecimentos ± os, que, desta forma para acabar com este intervenções policiais constantes.
Sega º n é dito, os moradores que se recusaram a fazer pagamentos por baixo da mesa para a polícia são expostos a qualquer momento, os agentes invadiram suas instalações e prenderam todos dentro desses, geralmente submetido © Ndola para uma inspecção mais humilhante.
Dias após © s que Pine e seus agentes invadiram o Stonewall Inn, causando um número de clientes começaram a reclamar de abusos "polícia", a polícia voltou ³ entrar em Ação n às 1:20 do MAA ± ana o 28 de junho de 1969.
Para alguns observadores, talvez os representantes da lei e da ordem não poderia ter escolhido um momento pior: o que mais tarde comunidade gay conocerÃa s como ele foi, então, bastante deprimido, naquela noite, porque durante o dia de feijão foi enterrado New York uma de suas figuras mais admiradas s, o imortal Judy Garland, morreu dias antes em Paris.
Mas os agentes inundou o quarto, fechou as portas e, de acordo º n é dito, tinha todos sob controle enquanto L vai escolher quatro O Próximo Passo.
Em última instância, os agentes disseram que deixar ir de qualquer um com identificações ³ n. Quem tinha que ter, e lidar com todos os cross-dressing, transgêneros e / ou transgene © Neros foram presos, incluindo o precursor emntre portorriqueà Ryvera ± Silvia.
Enquanto que sucedÃa a rua na entrada do bar, começou a encher com as pessoas que habÃan ciente do que estava acontecendo. Ao mesmo tempo acredita-se que a multidão, alimentada por aqueles habÃan foi deixando paroquianos a abandonar as instalações, atingiu a 400 ³.
Então surgiu o gatilho: quando um dos três travestis que a polícia até um de seus ônibus saiu de repente bateu uma ³ ³ polícia e voltou para pegá-la pela força.
Os gritos de "brutalidade policÃaca" proferidas pelo povo, misturado com insultos e arremesso de objectos, incluindo moedas, foi rápida. Quando os objetos jogados começou a tomar forma com pedras e garrafas, Pine e seus agentes buscaram refúgio no local.
Enquanto isso, as coisas começaram a ser ³ Ela ainda mais quente s, a multidão que começou a quebrar as janelas das instalações para o acesso à © ste, começa ³ parquÃmetros usar projéteis e até mesmo planejou para pulverizar a estrutura com o fluido isqueiro para queimar bar, com o interior da polícia.
Felizmente, quando os reforços policiais chegaram Pine flertou com a idéia triste de ordenar seus oficiais abriram fogo contra uma multidão revoltada, que provavelmente tinha levado ao matadouro.
Mas mesmo os Táticas Operações Unitárias (espécie de tropa de choque) teve que enfrentar a ira ea chuva de objetos dos desordeiros, incapazes de controlar a cena até bem no final da manhã.
No final houve 13 prisões e três feridos em policarbonato.
Não poderia faltar, é claro, que os porto-riquenhos tinha algas º n ± ou envolvidos no assunto. Neste caso, uma das quais estava lá era um transexual e Puerto riquenhos de ascendência venezuelana chamada Sylvia Rivera ± a, ± 18 anos de idade, que pronunciarÃa CA © Lebre frase: â € Oeno quero perder um momento dessa . Â ³ Este é o â € revolucionária n!
CONTROLE DE GRUPO
Para sa parece que era: apesar de protestos antes habÃan sido para a causa dos direitos gay considera-se que os motins de Stonewall são as primeiras ocasiões ³ n que â € œpersonas com a mesma orientação sexual e desejos de uma feira, já não são isoladas e se juntou para lutar sistemaâ €, como se lê um artigo publicado após © s.
â € œThe motins de Stonewall marca o início do ³ movimentos de libertação n gay que transformou a opressão Não para gays e lésbicas em chamadas para o orgulho e ações ³ nâ €, acrescenta o artigo que aparece nos arquivos da página da Universidade de Columbia .
A verdade é que algumas semanas começaram a surgir várias organizações que representam os gays, muitos deles contendo a palavra em seu nome Stonewall.
E a 28 de junho de 1970, para comemorar o primeiro aniversário da revolta ocorreu ³ start-bancos-los em Christopher Street, o primeiro paradas do orgulho gay, que excursionou ³ 15 ruas da cidade de Nova York e foi apoiado ³ linhas de marchas simultâneas em Los Angeles e Chicago.
Em 1971, o movimento espalhou n º ³ s anos mais, incluindo Boston, Dallas, Milwaukee, Londres, Paris, Berlim Ocidental e Estocolmo.
Asa, embora tarde, marchas pelos direitos dos homossexuais, finalmente, juntou-se ao rio habÃan protestos esmagadora de ano sixties ± os, incluindo os direitos civis, o chamado Poder Negro, a libertação Não manifestações de estudantes do sexo feminino em relação ao serviço recrutamento e da Guerra do Vietnã.
Como é habitual neste tipo de coisa, ano após © s ± os, aqueles que eram fatos vÃctimas circunstancial, os patronos do Stonewall Inn, passaram a se tornar lendas vivas. Cada ano ± ou, como agora, realizada em Nova York que é hoje conhecida como a Parada do Orgulho Gay (Gay Pride), Ã © sta corre ao longo da Quinta Avenida, até o Greenwich Village e, eventualmente, através da parte dianteira Stonewall Inn, transformado ao longo do tempo em um monumento.
E entre aqueles que estão marchando são membros da Associação de Veteranos de Stonewall, composto, como o nome sugere, por algumas das vítimas do CA © Lebre invasão de 1969, incluindo-riquenhos jornalista Puerto ± cobre do Capitólio , Cristina Hayworth, do microfone famosos que lê "Capito-Lao."
â € œFui um dos poucos que eu estava dentro quando aconteceu tudo ³ €, disse recentemente, que â € œpero º ano n viver nós concordamos que ninguém consegue falar por si: nós estamos no processo de escrever um livro onde diga tudo o que aconteceu para além € ³.
Em 1999, o grupo foi recebido na mansão executiva por Rudy Giuliani o então prefeito de trigo a ser cumpridas © simo aniversário do incidente.
E Sylvia Rivera, que morreu em 2002 com a idade de 50 anos ± os Next © s de uma vida dedicada ao ativismo, chega ³ até ter sérias diferenças na Administração Pública com os líderes gay quando eu pensei ³ que eles estavam marginalizando os travestis em seus esforços para infundir um tom de movimento mais conservador aceitável s-tem até recebeu uma página de confirmação e Stum: h oy em dia, Sylvia Rivera esquina da rua Caminho com Christopher Street, em Greenwich Village ... a poucos quarteirões do Stonewall Inn.






Em memória de Sylvia Rivera e precursor / Stonewall é




Paty Betancourt
Fundador da rede trans lac
sub-regional coordenador para a América Central e México lac rede de transportes
COORDENADOR mulheres no México GRAL.RED AC TRANS
                                        
"Para a luta na visibilidade das mulheres trans"

Bjossssssssss,
Sme mais,
Att.

Sadessa Vieira.

2011/7/5 nilo geronimo
 
Lisa publiquei no blog sem traduzir vou ver em outro forum se alguem
traduz para que os não leitores de espanhol

Tradução:  Sadessa T. Vieira
                                  Diretora Presidente da ATNH/RS
                                     Vice - Presidente REDTRANS
                      Fone: Oi: (51) 8405.44.32 ou TIM: (51) 8198.71.61
"SOU A ALEGRIA DE QUEM ME AMA, A TRISTEZA DE QUEM ME ODEIA E A OCUPAÇÃO DE QUEM ME INVEJA"!!!!
                                             

                          

Para entender o termo Orgulho Gay (LISA Mineli)

Así comenzó la revolución de transexuales, Lesbianas y Gays un 28 de junio del año 1969 en Nueva York
 
 
Un motín en la barra neoyorquina Stonewall Inn desató en 1969 el inicio del movimiento en pro de los derechos de las y los transexuales, lesbianas, gays y bisexualers.
Nuevo Dia/Actualización del Diario Digital Transexual-. Desde hacía varios días, la policía venía acosando a los parroquianos de una barra para personas transgenero y/o transexuales, lesbianas y gays, de la neoyorquina calle Cristopher, de Greenwich Village, llamada Stonewall Inn.
El acoso, dirigido por el inspector Seymour Pine, consistía en la visita de agentes de la policía, en busca de evidencia para probar que allí se vendía alcohol ilegalmente.
Debajo de esta superficie inocua, sin embargo, existía otra realidad vinculada a la corrupción policiaca. Hasta tenía su propio nombre: 'Gayola'. La misma consistía en cobrarle por debajo de la mesa a los dueños de estos establecimientos, los cuales, de esta manera, detenían estas constantes intervenciones policiales.
Según se dice, los locales que se negaban a hacerle sus pagos por debajo de la mesa a la policía se exponían a que, en cualquier momento, los agentes irrumpieran en sus predios y arrestaran a todo el que estuviera adentro, por lo regular sometiéndolo a unas inspecciones bastante humillantes.
Días después de que Pine y sus agentes allanaran el Stonewall Inn, provocando que varios de los clientes empezaran a quejarse de los 'abusos policiacos', la fuerza policial volvió a entrar en acción a la 1:20 de la mañana del 28 de junio de 1969.
Para algunos observadores, tal vez los representantes de la ley y el orden no pudieron haber escogido un momento peor: lo que más tarde se conocería como la comunidad gay ya estaba entonces bastante deprimida esa noche, puesto que durante el día había sido enterrada en Nueva York una de sus figuras más admiradas, la inmortal Judy Garland, muerta día antes en París.
Pero los agentes inundaron el local, cerraron las puertas y, según se dice, tuvieron a todo el mundo bajo control mientras decidían cuál sería el próximo paso.
Al final, los agentes anunciaron que dejarían ir a todo aquel que tuviera identificación. Los que no hubieron de tenerla, así como todas las travestís, transexuales y/o transgéneros fueron arrestados, emntre ellas la precursora portorriqueña Silvia Ryvera.
Mientras eso sucedía, la calle, a la entrada de la barra, comenzó a llenarse de personas que se habían enterado de lo que estaba ocurriendo. En determinado momento se cree que la multitud, alimentada por aquellos parroquianos que habían ido dejando salir del local, ascendió a 400 personas.
Entonces surgió el detonante: cuando una de las tres travestis que la policía subía a una de sus guaguas se bajó de pronto, un policía la golpeó y volvió a meterla por la fuerza.
Los gritos de 'brutalidad policíaca' proferidos por la gente, mezclados con insultos y el lanzamiento de objetos -incluyendo monedas- no se hizo esperar. Cuando los objetos lanzados comenzaron a tomar la forma de piedras y botellas, Pine y sus agentes buscaron refugio dentro del local.
Entretanto, la cosa empezó a ponerse todavía más caliente: la multitud comenzó a romper las ventanas del local para tener acceso a éste, arrancó los parquímetros para usarlos de proyectiles y hasta planificaba rociar la estructura con líquido para encendedores para quemar la barra, con la policía dentro.
Por suerte llegaron refuerzos policiales cuando ya Pine coqueteaba con la triste idea de ordenar que sus agentes abrieran fuego contra la multitud amotinada, lo que probablemente hubiese desembocado en una masacre.
Pero incluso la Unidad de Operaciones Tácticas (especie de fuerza de choque) tuvo que enfrentar la ira y la lluvia de objetos de los amotinados, no pudiendo controlar la escena hasta bastante avanzada la madrugada.
Al final se produjeron 13 arrestos y tres policías heridos.
No podía faltar, por supuesto, que hubiera algún puertorriqueño involucrado en el asunto. En este caso una de los que estaba allí era una transexual de ascendencia venezolana y puertorriqueña llamada Sylvia Rivera, de 18 años de edad, quien pronunciaría una frase célebre: “No me quiero perder ni un instante de esto. ¡Es la revolución!�
LUCHA EN GRUPO
Pues sí parece que lo fue: aunque ya antes habían habido protestas, para la causa de los derechos de los gays se considera que los motines de Stonewall representan la primera ocasión que “personas con una misma orientación sexual y deseos de un trato justo, dejaron de permanecer aislados y se unieron para luchar contra el sistema�, como lee un artículo publicado después.
“Los motines de Stonewall marcan el inicio del movimiento de liberación gay que ha transformado la opresión de gays y lesbianas en llamados de orgullo y acción�, agrega el artículo que aparece en los archivos de la página de la Universidad de Columbia.
Lo cierto es que a las pocas semanas comenzaron a surgir distintas organizaciones representativas de los gays, muchas de ellas conteniendo la palabra Stonewall en su nombre.
Y el 28 de junio de 1970, para conmemorar el primer aniversario del alzamiento, se celebró -iniciándose en la calle Christopher- la primera marcha de orgullo gay, la cual recorrió 15 calles de la ciudad de Nueva York y contó con el respaldo de marchas simultáneas en Los �ngeles y Chicago.
En 1971, el movimiento se expandió aún más, incluyendo a Boston, Dallas, Milwakee, Londres, París, Berlín Occidental y Estocolmo.
Así, aunque tardíamente, las marchas por los derechos de los homosexuales por fin se habían unido al río incontenible de protestas de los años sesenta, incluyendo los derechos civiles, el llamado Black Power, la liberación femenina y las manifestaciones estudiantiles contra el servicio militar obligatorio y la Guerra de Vietnam.
Como suele ocurrir en este tipo de cosas, años después, aquellos que fueron víctimas circunstanciales de los hechos -los parroquianos de Stonewall Inn- han pasado a convertirse en leyendas vivientes. Cada año, cuando, como hoy, se celebra en Nueva York lo que ahora se conoce como la Parada de Orgullo Gay (Gay Pride March), ésta transcurre por la Quinta Avenida, bajando hacia Greenwich Village y eventualmente cruzando frente al Stonewall Inn, convertido con el paso del tiempo en monumento.
Y entre los que suelen desfilar se encuentran los miembros de la Asociación de Veteranos de Stonewall, compuesta, como lo sugiere el nombre, por algunas de las víctimas del célebre allanamiento de 1969, incluyendo a la periodista puertorriqueña que cubre el Capitolio, Cristina Hayworth -la del famoso micrófono que lee 'Capito-Lío'.
“Fui una de las pocas que estuve dentro cuando ocurrió todo�, dijo recientemente, “pero los que aún vivimos nos pusimos de acuerdo para que ninguno se ponga a hablar por su cuenta: estamos en proceso de hacer un libro, donde contaremos todo lo que ocurrió allí�.
En 1999, parte del grupo fue recibido en su mansión ejecutiva por el entonces alcalde Rudy Giuliani al cumplirse el trigésimo aniversario del incidente.
Y Sylvia Rivera, quien murió en 2002 a la edad de 50 años después de una vida dedicada al activismo -llegó incluso a tener serias diferencias públicas con los líderes gays cuando pensó que estos estaban marginando a las travestis en su esfuerzo por insuflarle un tono más aceptablemente conservador al movimiento- incluso ha recibido un reconocimiento póstumo: hoy en día, la calle Sylvia Rivera Way hace esquina con la calle Christopher en Greenwich Village... a pocas cuadras del Stonewall Inn.
 
 
 
 
 
                En memoria de Sylvia Rivera y precursoras/es de Stonewall
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O reconhecimento da união homossexual no Brasil e suas consequências


Quarta Divers@


"O reconhecimento da união homossexual no Brasil e suas consequências"
Participação da Comissão de Diversidade Sexual da OAB-DF 
Quarta [ 15 de junho, às 19h] na sede da Elos LGBT/DF
[SDS - Qd. "D" - Ed. Eldorado - Sl. 412 - Brasília/DF] 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Líder de movimento contra aborto volta a atacar Dilma

Líder de movimento contra aborto volta a atacar Dilma
14 de janeiro de 2011
O Estado de S. Paulo 
Pró-Vida, movimento católico dos mais radicais do País, divulga nota na internet criticando governo da petista 
O padre Luiz Carlos Lódi, presidente do movimento denominado Pró-Vida, divulgou nota pela internet atacando o governo da presidente Dilma Rousseff. 
Segundo o padre, ministros recém-empossados estariam defendendo a "descriminalização do aborto e o uso de drogas". O padre também acusa o novo governo de defender a ampliação dos direitos dos homossexuais, usando como escudo para suas propostas o "combate à homofobia" e as resoluções contidas na terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos - o chamado PNDH3, que provocou polêmicas no período pré-eleitoral de 2010. 
O Pró-Vida, sediado em Anápolis, interior de Goiás, é um dos movimentos católicos mais radicais do País contra a descriminalização do aborto. Na campanha eleitoral passada, o padre Lódi fez campanha a favor do candidato José Serra (PSDB), utilizando argumentos do fundador do movimento e arcebispo emérito de Anápolis, d. Manoel Pestana Filho, segundo o qual a eleição do tucano representaria a escolha por um "incêndio limitado", enquanto Dilma seria a "catástrofe incontrolável".
D. Manoel morreu na semana passada. Seu sucessor, o padre Lódi, continua em campanha. Na nota que distribuiu pela internet, ele menciona trecho de uma entrevista da ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, na qual ela afirma não ver como obrigar alguém a ter um filho que não se sente em condições de ter. Para a ministra, ter filho ou não seria uma decisão individual, que deve ser respeitada.
A nota também menciona entrevistas concedidas pelos ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Maria do Rosário, de Direitos Humanos. O primeiro é  citado por defender uma discussão pública, de toda a sociedade, sobre a descriminalização do uso de drogas. Já Maria do Rosário é lembrada por ter anunciado em seu discurso de posse que pretende adotar medidas de combate à homofobia. 
Na opinião do padre, essas declarações fariam parte de uma escalada contra a vida, que estaria em curso no País: "O governo brasileiro se destaca, desde a ascensão do PT em 2003, por uma campanha ininterrupta e onipresente em favor da corrupção das crianças, da destruição da família e da dessacralização da vida. Para nossa vergonha, é difícil imaginar, em todo o planeta, um governo que mais tenha investido na construção da cultura da morte." 
O texto tem várias imprecisões. Atribui ao governo Dilma uma resolução do Conselho Federal de Medicina, publicada no Diário Oficial da União no dia 6, que estendeu a duplas homossexuais o direito à reprodução assistida. Os conselhos federais profissionais são, de acordo com a Constituição, entidades autônomas. Ele também atribui a Dilma medidas adotadas por seu antecessor. 
Embora o foco do movimento Pró-Vida seja a luta contra a descriminalização do aborto, a maior parte dos itens abordados no documento distribuído agora refere-se à questão dos homossexuais. "O Ministério da Educação e Cultura pretende forçar as escolas a corromper os adolescentes, apresentando a conduta homossexual como aceitável e a conduta homofóbica como abominável", afirma o padre. 
Colaboração: Clipping Bem Fam

sábado, 11 de dezembro de 2010

Direitos humanos na ordem do dia (Artigo)

Direitos humanos na ordem do dia (Artigo)
A TARDE – BA   10/12/2010  
Tânia Miranda Historiadora, mestre em educação  
Hoje, quando celebramos 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é oportuno lembrar que a luta em prol da legalização do aborto e do casamento HOMOSSEXUAL deve permanecer na pauta dos movimentos sociais. Passada a onda do terror pré-eleitoral coma derrota do conservadorismo selvagem e predatório, pressionar o novo Congresso Nacional eleito a debater esses assuntos com civilidade e serenidade é nosso dever. Esses temas estão acima de interesses políticos, econômicos e religiosos. Inserem-se na garantia de direitos de cidadania. 
Dos 192 países da Organização das Nações Unidas (ONU), 47 possuem leis garantindo o direito à  interrupção da gravidez. Em 2009, a permissão por desejo da mãe passou a valer em 29% dos países da ONU ante 10% em 1980.
É evidente a tendência liberalizante no mundo. 
A razão, entre outras, é o reconhecimento do impacto nas restrições aos direitos femininos.
Em 2009, no panorama geral, quase todos os países permitiam o aborto para salvar a vida das mulheres. 
Enquanto triplica o número de nações que permitem o procedimento, segundo a Organização Mundial da Saúde, nos últimos 15 anos observou-se queda no número de abortos praticados no mundo: de estimados 46 milhões, em 1995, para 42 milhões, em 2003. A metade deles, calcula-se, feita de maneira insegura ou clandestina.
O casamento civil é  reconhecido como um bem público administrado pelo Estado. Negar o direito do casamento HOMOSSEXUAL fere o princípio da isonomia. O Estado não pode negar a determinados segmentos da população o acesso aos benefícios e responsabilidades que acompanham o direito a este bem. Essa compreensão ganha consistência no mundo, e leis são aprovadas liberando o casamento civil entre iguais. Dos 33 países que aprovaram leis respeitando esse direito, os Países Baixos foram os pioneiros, seguidos da Bélgica, Noruega, Suécia, Canadá, África do Sul, Espanha, Portugal, alguns estados norteamericanos, entre outros. 
Na América Latina, a Argentina é o 1º país a aprovar o casamento HOMOSSEXUAL. Belo exemplo a ser seguido pelo Brasil.

Cortesia Clipping Bem Fam 10/12

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Jovens gays usam menos preservativo, diz estudo

Jovens gays usam menos preservativo, diz estudo

O ESTADO DE S. PAULO

18/06/2010

Trabalho do Ministério da Saúde ajuda a explicar por que há mais casos de AIDS por transmissão HOMOSSEXUAL que hetero

Estudo feito pelo Ministério da Saúde revela que jovens gays usam menos PRESERVATIVO que os jovens em geral. O trabalho, conduzido em dez cidades brasileiras e coordenado pela pesquisadora Lígia Kerr, mostra que 53,9% dos gays entre 13 a 24 anos usaram CAMISINHA na primeira relação sexual, índice abaixo dos 62,3% registrados entre homens em geral, na mesma faixa etária.

Nas relações com parceiros fixos, os porcentuais também são mais baixos entre jovens gays: 29,3% usam CAMISINHA, enquanto entre jovens em geral a média é de 34,6%. Os únicos índices semelhantes entre as duas populações são o de uso de CAMISINHA com parceiros casuais ? 54,3% dos gays entre 13 e 24 anos usam contra 57% dos jovens em geral.

Os números ajudam a explicar recentes dados epidemiológicos divulgados pelo governo. Entre jovens de 13 a 19 anos há mais casos de AIDS por transmissão HOMOSSEXUAL (33,5%) que heterossexual (28,3%). Nas dez cidades analisadas, a taxa de prevalência do HIV entre gays com mais de 18 anos foi de 10,5%. Índice muito acima do que é estimado na população masculina brasileira de 15 a 49 anos, de 0,8%.

"São faixas etárias diferentes, mesmo assim, dá uma boa dimensão do quanto gays estão mais expostos ao vírus", afirma a coordenadora do DEPARTAMENTO DE DST AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariangela Simão.

Grupo de risco. Apesar do maior risco, Mariangela enfatiza que população gay não pode ser chamada de grupo de risco. "A AIDS não está restrita a alguns grupos, ocorre em toda população." O comportamento de maior risco entre jovens gays destoa de outros dados do trabalho. O estudo indica que a população gay é, em geral, mais bem informada, procura mais centros de saúde para fazer testes de HIV e ter acesso a PRESERVATIVOS.

Cortesia Clipping Bem Fam (18/06/010)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Diferente, sim!

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CORREIO BRAZILIENSE - DF | EU, ESTUDANTE

CAMISINHA | LGBT

07/06/2010

Diferente, sim!

Meninos e meninas que já assumiram a homossexualidade contam como é lidar com isso no dia a dia na escola

Ensino médio não é fácil. Basta tirar uma nota melhor, ser pior em esportes, ou mesmo usar uma roupa mais original, ou seja, ser um pouco diferente, que todo mundo já começa a olhar torto ou encher o saco. Ainda bem que a gente pode contar com os colegas e até com alguns professores para darem aquele apoio quando não se encaixa em algum grupinho da escola. Agora, imagine ter uma orientação sexual diferente de todo mundo, respirar fundo e assumir sua escolha numa boa. Veja como alguns estudantes corajosos encararam essa questão.

Mais comum, mas não mais fácil

Carlos Moura/CB/D.A Press - 14/5/10

Thammine, 18 anos, pediu ajuda a uma professora

Cláudio* tem 17 anos e estuda no 1º ano do Centro Educacional 02 (CED 02) de Sobradinho. Ele é gay e, hoje em dia, todos os seus colegas já sabem. Mas na 5ª série, não era bem assim. "Foi muito difícil. Eu já me sentia diferente, mas só andava com héteros e eles só falavam de futebol e mulheres. Eu não gostava de jogar futebol, era sempre o gandula ou o último a ser escolhido. Gostava de queimada, que era 'coisa de menina'," explica. "As pessoas me perguntavam por que eu não ficava com nenhuma garota, comentavam que a minha voz era mais fina. Eu nunca pertenci mesmo a um grupo, era bem tímido."

Aos poucos, Cláudio começou a se abrir. "Quando me sentia à vontade em um grupo deixava escapar alguma coisa sem querer querendo. Muita gente fazia piadinha, mas alguns amigos perguntavam por curiosidade mesmo, sem preconceito, porque isso era novo para mim e para eles." Apesar de ter contado para os amigos, Cláudio ainda não teve coragem de se abrir com a família e os colegas no trabalho. Uma vez, depois de assistir a uma reportagem sobre jovens homossexuais, a mãe perguntou sem rodeios se o filho era gay. "Não tive coragem de contar. Hoje em dia está bem mais comum ser gay, mas não digo que está mais fácil."

Invisíveis na sala de aula?

O tabu sobre a homossexualidade é uma das coisas que mais incomodam Lucas Goldim. Quando ele estava na 6ª série, a coordenação do colégio chamou seus pais para uma conversa. Achava que o garoto era gay e queria avisá-los. "Apesar de meus pais serem liberais, nunca conversaram comigo diretamente. Só fui descobrir sobre esse dia quando contei para eles."

A resistência em relação ao assunto não rola só em casa. Na sala de aula, o tema é praticamente invisível. "Você só ouve falar em homossexuais quando se discute nazismo, fascismo. Nas aulas de biologia, ninguém toca no assunto", critica Lucas. "As primeiras dúvidas sobre sexualidade eu tive que tirar na internet, em livros, ou então perguntava na aula usando aquela do 'um amigo meu.', para não me expor."

Carlos Henrique, 18, estudante de letras da Faculdade Mauá, também sentiu falta de aulas sobre o tema no ensino médio. "Até héteros sentem falta, porque se não sabem o que é, não se sentem seguros para lidar com isso. Fala-se sobre CAMISINHA, sexo, tudo. Mas nunca sobre homossexualidade." O garoto faz parte do Elos - Grupo de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais do Distrito Federal. "A gente quer combater o preconceito contra LGBTs. Quando uma criança vê um casal HOMOSSEXUAL não acha estranho. Só depois que o pai diz que ela não pode olhar para aquilo é que ela começa a ter preconceitos. A escola não pode reproduzir essa homofobia."

Claudiene Santos, professora doutora em psicologia da Universidade Católica de Brasília, explica que essa "invisibilidade" tem tudo a ver com certa ignorância dos pais e uma omissão das escolas. "É falta de conhecimento. Muitos pais têm medo de que professores e professoras façam uma apologia à homossexualidade."

Segundo Claudiene, os parâmetros nacionais de educação preveem o debate sobre homossexualidade em sala de aula e a discussão sobre a diversidade. "A educação tem que ser inclusiva e abordar o ser humano em todas suas expressões. A escola não pode ser omissa e deve promover a diversidade em todas as suas formas. Isso tem que ficar claro nos livros didáticos e também nas aulas," defende.

Professor também pode ser aliado!

Em casos como esses, a orientação dos professores faz toda a diferença. É o que diz João*, 17, estudante do CED 02, de Sobradinho. "Uma vez alguns colegas estavam me xingando e eu contei pra professora. Ela pediu para o menino ir à direção e ele foi suspenso por um dia. Eu sabia que ainda iria sofrer vários preconceitos, e disse que não precisava tanto. Mas ela me falou que ele tinha a obrigação de me respeitar e que a gente estava em um ambiente escolar, então aquilo serviria de exemplo para ele no futuro. Tenho certeza que ele não vai fazer isso de novo."

A forma como o assunto é tratado também influencia. A estudante de serviço social Lusa Portuguez, 22, questiona: "Sinto que as pessoas têm necessidade de rotular, mas não preciso de uma categoria, nem quero. Gosto de pessoas."

Além de combater o preconceito, os professores também são importantes conselheiros. Thammine de Medeiros, 18, estudante do 3º ano do Centro de Ensino Médio 03 do Gama, conta que a conversa com uma professora foi importante para resolver os conflitos em casa. Há um ano, a mãe da adolescente descobriu sua orientação sexual. "Tinha medo porque meu irmão mais velho sempre foi todo certinho e eu não, então seria mais uma razão para me julgar. Mas sentia falta de poder ser eu mesma. Fui conversar e pedir ajuda para uma professora. Foi muito bom, ela me incentivou a conversar com a minha mãe."

Thammine é vice-presidente do grupo Ações Cidadãs em Orientação Sexual (Acos) e faz questão de levar o debate para a escola. "Uma vez fizemos uma peça sobre homossexualidade. O tema era livre e a gente escolheu esse. Aí tinham dois caipiras que não podiam ficar juntos porque viviam em uma cidade pequena, a igreja não deixava. Todo mundo gostou, se emocionou." Depois da peça, Thammine conta que outras meninas vieram conversar com ela sobre homossexualidade. "Ainda rola muito receio, então temos que aproveitar todos os espaços para conversar sobre isso e mostrar que não tem nada demais ser LGBT."

Orgulho LGBT

A solução que Pedro*, 17, agora estudante de ciências sociais da Universidade de Brasília, encontrou para sair do invisível e combater o preconceito foi falar abertamente com os professores de sua escola particular. "Sou gay desde a 7ª série, a partir daí tive um processo de aceitação. No 1º ano, assumi para meus amigos. A galera precisa naturalizar a homossexualidade, ver que o pessoal LGBT está em todos os lugares, não só nos estereótipos."

No 3º ano, o garoto começou a combater o preconceito também. "No início eu até aceitava as piadinhas porque tudo é tão silenciado, que só o fato de falar nisso era um ponto positivo. Mas depois comecei a questionar." Pedro conta que, um belo dia, o professor novo de história chegou fazendo uma piadinha homofóbica. No fim da aula, Pedro pediu pra conversar. "Fiquei com raiva e questionei - como é que podia, um professor falar daquele jeito? No dia seguinte, ele pediu desculpas para toda a turma. Eu achei massa e comecei a conversar com todos os professores, explicando como eles poderiam criar preconceito entre os estudantes."

Pedro conta que um dia entrou em uma discussão com o dono do colégio, por causa de uma piada homofóbica. Bolsista, ele teve medo de ser expulso. A surpresa foi boa, quando o dono pediu desculpas, após o telefonema de uma mãe que soube da briga. "Tá certo que não foi espontâneo, mas mostra que pelo menos existe uma preocupação."

Já Larissa Vasques, 22, agora estudante de psicologia da Universidade de Brasília, não foi tão bem recebida no ensino médio. Quando estudava em uma renomada escola particular do DF, ela e um grupo de amigas do time de futebol foram chamadas à coordenação. "Eles não expulsam você, fazem um convite constrangedor para que você se retire ou consulte um psicólogo. Caso contrário, ameaçam contar para os seus pais. Eu não podia sair do armário para os meus pais naquela época. Tinha só 16 anos. Acabei mudando de colégio." Lucas Gondim conta que o mesmo aconteceu com uma amiga, em outro grande estabelecimento de ensino de Brasília. "Ela não fazia nada demais, mas andava com um pessoal LGBT. Saiu da escola porque não quis fazer tratamento psiquiátrico."

Débora Magalhães, 22, estudante de nutrição da UnB, também vivenciou o preconceito no ensino médio. Na festa junina, queria ser par da amiga na quadrilha. "A professora achou um absurdo, disse que ia ficar feio, que os pais não iam entender. Quando dois meninos também disseram que queriam dançar juntos, a coisa só piorou." No fim, a coordenadora deixou as meninas dançarem, mas os meninos foram impedidos de formar um par.

O preconceito extrapolou os muros da escola de Débora. Uma de suas amigas foi vista no shopping, com a namorada, pela coordenadora do curso. No colégio, ela chamou a menina para conversar. "No início ela tentou ser bacana, perguntou como era, o que ela sentia. Depois começou a pressionar, perguntando se a mãe dela sabia, o que ela faria." A solução encontrada pelos colegas para protestarem em defesa da amiga, foi fazer um beijaço (manifestação em que meninos e meninas se beijam) na escola.

Assumir para os colegas ou para a família?

Jaqueline*, 21, amiga de Cláudio, conhece bem as dificuldades de ser LÉSBICA na adolescência. Há quatro anos, quando estava no ensino fundamental, ela e uma amiga se apaixonaram. Na escola, era quase imperceptível. Elas conversavam, trocavam cartinhas, mas nada que as outras colegas não fizessem. Após a aula, iam juntas para casa, conversando. Um dia, a tia de Jaqueline, professora de português no colégio, viu as namoradas de mãos dadas. Foi um problemão! "Ela me deu uma semana para eu contar pro meu pai, senão ela mesma contaria. E disse que preferia que eu fosse qualquer coisa, menos aquilo."

Na hora de abrir o jogo com o pai, foi mais difícil ainda. "Ele disse que a casa era dele e as regras também. Se quisesse ficar lá, teria que aceitar. Então saí de casa. Depois de um ano, a gente se encontrou e conversou. Ele disse que me respeitaria, contanto que eu não levasse ninguém lá para casa. Hoje as coisas estão melhorando," conta Jaqueline.

O vestibulando Lucas Goldim, 18, que estudou em três colégios particulares do DF, explica a diferença entre se abrir em casa ou no colégio. "Contar para a família é mais difícil do que para amigos, porque se tudo der errado com amigos, ok. Mas com a família, não. É uma relação diária. Já pensou quanto tempo vocês podem ter que ficar de cara fechada na mesma casa?". O garoto começou a se afirmar na escola, para alguns amigos e professores. Depois, em sites de relacionamento, como Orkut, Twitter e Formspring. Até que tomou coragem e contou para a irmã.

"Na aula, sempre rolam piadinhas, xingamentos. Quando as pessoas ainda não têm certeza, ficam querendo provocar. Depois que descobrem, ficam curiosas, mas deixam os comentários maldosos de lado. O que rola é que, quando sabem que você é gay ou LÉSBICA, sempre que o assunto vem à tona, você fica com medo de virar o centro das atenções."

*personagens com menos de 18 anos ou que não quiseram se

identificar receberam nomes fictícios para essa reportagem.

sábado, 27 de março de 2010

Folha de S.Paulo: Reportagem com pessoas que vivem com HIV/aids há mais de duas décadas é destaque no caderno Equilíbrio

Clipping

DST.AIDS HEPATITES VIRAIS

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS

AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | LGBT | ANTIRRETROVIRAIS

26/03/2010

Folha de S.Paulo: Reportagem com pessoas que vivem com HIV/aids há mais de duas décadas é destaque no caderno Equilíbrio

25/03/2010 - 10h

O caderno Equilíbrio da Folha de S.Paulo tem como destaque desta quinta-feria, 25 de março, reportagem com pessoas que vivem com HIV/AIDS há mais de duas décadas. A escritora Valéria Polizzi, o cabeleireiro Hugo Hagström e o ativista José Araújo contam as mudanças que o surgimento da terapia com ANTIRRETROVIRAIS, 25 anos atrás, trouxe para a vida deles. Leia a seguir.

Positivo e operante

25 anos após os testes do primeiro remédio para combater a AIDS, três portadores do vírus HIV contam como é ter a doença há mais de duas décadas

RACHEL BOTELHO

DA REPORTAGEM LOCAL

No princípio, era o fim. Há 25 anos, quando o primeiro medicamento para tratar pacientes com HIV começou a ser testado, o diagnóstico da doença equivalia a uma sentença de morte. Desde que surgiram os primeiros pacientes da epidemia, em 1981, o AZT era a primeira e única esperança para os infectados.

Apesar da boa notícia, perderam-se muitas vidas até que o remédio se tornasse acessível. A distribuição gratuita no Brasil começou em 1991, mas, até meados da década de 90, o tratamento era para poucos.

"Ou o sujeito tinha muito dinheiro e comprava de importadores ou contava com iniciativas isoladas de algumas prefeituras", lembra Esper Kallas, infectologista da USP.

Além disso, o AZT estava longe de ser uma panaceia. A dosagem prescrita na época, o dobro da atual, provocava efeitos colaterais como anemia e intolerância gastrointestinal e deixava de agir após um ano, em média. "Houve grande resistência ao tratamento [por parte dos pacientes]. Na maioria dos casos, nem eu me convenci de seu impacto", afirma o oncologista Drauzio Varella, que tratou alguns dos primeiros doentes de AIDS do país.Rosa Alencar, da Coordenação Estadual de DST-AIDS, concorda. "O AZT teve um impacto relativo porque não trazia melhora sustentada."

Até o grande salto no combate ao problema, que o colocou no patamar das doenças crônicas em que se encontra hoje, passaram-se dez anos. Em 1995, o desenvolvimento dos primeiros inibidores de protease -drogas que agem em um estágio avançado da multiplicação do vírus nas células de defesa- mudou todos os paradigmas de tratamento. "A evolução foi absolutamente inacreditável", afirma Varella.

Nessa época, o exame de carga viral possibilitou uma avaliação mais acurada da progressão da doença, ajudando a definir o melhor momento de iniciar o tratamento. "Pela primeira vez, conseguimos deixar pessoas com a carga viral indetectável. Muita gente hoje é sobrevivente desses dias", diz Kallas.

No ano seguinte, a lei de acesso universal aos ANTIRRETROVIRAIS foi aprovada, alçando o Brasil ao posto de protagonista mundial na luta contra a AIDS.

Segundo a Unaids, braço da ONU para o tema, as mortes decorrentes da doença caíram 18% desde o lançamento dos coquetéis, mas a transmissão está longe de ser interrompida.

No Brasil, onde 700 mil pessoas carregam o vírus, menos da metade sabe que é portadora. "Aqui, 16% dos pacientes morrem no primeiro ano porque o diagnóstico está sendo feito tarde", diz Kallas.

Com a ameaça de morte mais distante, os próximos desafios incluem ampliar o diagnóstico e minimizar os efeitos colaterais da medicação.

Se as conquistas nessa área continuarem no rumo certo, mais pessoas poderão viver com o vírus pelos próximos 25 anos ou mais -assim como Hugo Hagström, Valéria Polizzi e José Araújo, que falam de suas vidas com o HIV a seguir.

Não penso no futuro

Desde 1997, quando lançou o livro "Depois Daquela Viagem" (ed. Ática, 279 págs., R$ 32), no qual relata sua experiência como portadora do HIV, Valéria Piassa Polizzi é um nome familiar para adolescentes e adultos que aprenderam com ela os riscos da infecção.

Adotado pelas escolas, o livro teve mais de 300 mil exemplares vendidos e foi traduzido em diversos países. Desde aquela época, a garota que recebeu a notícia de que não viveria mais do que seis meses no auge de sua juventude percorreu o Brasil dando palestras, viajou pelo mundo, casou, separou, escreveu outros dois livros e concluiu uma faculdade.

Aos 39 anos, Valéria convive com o vírus da AIDS há 23 -foi contaminada nas primeiras relações sexuais, por um namorado. "Era uma doença de homossexuais masculinos, parecia muito distante da gente, meninas de classe média."

Soube que tinha o HIV por seu pai. "Diziam que vivia dez anos quem tinha muita sorte. A vida foi parando. Fiz três meses de faculdade e larguei. Pensava: "Não vai dar tempo de acabar"."

Pouco depois de voltar de uma viagem aos EUA, Valéria foi internada. O médico que a acompanhava havia indicado a hora de iniciar o tratamento, mas ela saiu do consultório e não voltou mais. ""Para que, se vou morrer de qualquer jeito?", pensava. Eu via o efeito colateral do AZT nas pessoas."

Aos 24 anos, passou um mês no hospital, com tuberculose renal, pela primeira e única vez.Depois de um ano, o médico suspendeu o AZT, que parava de fazer efeito. Nessa época, começou a escrever o livro.

Após um intervalo de quase dois anos sem medicação, o coquetel foi lançado e Valéria voltou a se tratar.

As viagens constantes eram o único plano que ela se permitia fazer. "Não conseguia pensar a longo prazo. Era, no máximo, para o mês que vem."

Quando ela tinha 26 anos, o livro foi publicado. Valéria viajou pelo país inteiro dando palestras e ganhou uma coluna em uma revista voltada para adolescentes.

Alguns anos depois, conheceu o ex-marido, "que era soronegativo e continua sendo", na Nova Zelândia. Depois de ficar três anos na Áustria, onde ele morava, voltaram ao Brasil. "Estava com 33 anos, não morri e não fiz faculdade. Queria estudar e me formei em jornalismo." Agora, dedica-se à pós-graduação em criação literária.

Valéria tem problemas renais e faz exercícios físicos para combater a lipodistrofia, um problema de má distribuição da gordura corporal que também eleva o colesterol e os triglicerídeos. Toma antidepressivos, como a maioria de seus amigos soropositivos.

Com a carga viral indetectável "há muito tempo", ela encara o HIV como doença crônica. "Vida normal que a gente fala é conseguir trabalhar, estudar, mas eu tenho uma doença. Está controlada, mas está aqui."

Mesmo tendo ultrapassado os prognósticos mais favoráveis, Valéria ainda acha difícil fazer planos de longo prazo.

O fim da negação

Em 1985, o cabeleireiro Hugo Hagström tinha 24 anos e uma DST (doença sexualmente transmissível) difícil de curar. Seus amigos que voltavam do exterior traziam notícias da "peste gay". Hugo uniu uma informação a outra e achou prudente fazer o exame. "Disseram que eu tinha mais seis meses de vida. Saí desnorteado e passei três anos tentando negar a doença, porque não tinha sintomas", recorda-se.

Por mais de uma década, viveu à espera da morte, intercalando fases de adesão ao tratamento com outras de abandono, até que essa atitude cobrou seu preço. "Não conseguia me alimentar e entrei em estado terminal, mas, por sorte, foi quando surgiu o coquetel."

Após quatro meses de internação, saiu do hospital sem falar e precisou de um ano para voltar a andar. Um descolamento de retina, causado por citomegalovírus, tirou-lhe parte da visão -até hoje, enxerga muito mal. Nunca mais largou o coquetel e, depois de enfrentar seis anos de efeitos colaterais, como uma diarreia acentuada, vive sem eles.

Também é mais tranquilo em relação à sua condição. "Quase perdi a vida e, depois que a ganhei de volta, vi que o HIV faz parte dela. Não tenho mais vontade nem motivo para negar isso."

Os períodos cíclicos de depressão também se tornaram mais leves. "Redescobri o rumo, o privilégio de poder continuar a viver."

No auge da juventude, Hugo chegou a passar um ano inteiro "assexuado", como diz. Para os parceiros eventuais, não revelou que tinha o vírus. Enquanto a aparência e o estado clínico permitiram, continuou a trabalhar. No fim da década de 90, depois da internação, pediu a aposentadoria.

Entre a doença e o retiro, contou com o apoio financeiro de parentes. "Sou uma exceção daquele tempo, porque as pessoas eram abandonadas pela família, pelo trabalho, e nada disso aconteceu comigo. Meu autopreconceito é que foi muito forte. Eu já era rotulado por ser HOMOSSEXUAL, e ser rotulado também de portador de "câncer gay" era demais."

Hugo acha que esse panorama não mudou completamente. "As pessoas que sabem de um heterossexual portador de HIV sempre questionam se, em algum momento, ele não foi HOMOSSEXUAL. A orientação sexual sempre permeia pelo lado negativo essa questão."

Na organização onde trabalha voluntariamente há mais de uma década dando apoio a soropositivos, ainda ouve histórias como as de 25 anos atrás. "Tivemos conquistas, mas há hoje um discurso muito mentiroso, porque não pega bem falar que AIDS é um nojo. Mas continuo ouvindo relatos de gente que separa copos, que a família manda embora."

O infectologista Esper Kallas faz coro. "Melhorou, mas ainda existe preconceito. A infecção eclodiu principalmente em homens que fazem sexo com homens e em usuários de drogas. Isso trouxe uma reação social muito intensa, que tentamos apagar até hoje."

25 anos sem pisar no hospital

Entre a notificação dos primeiros casos de AIDS, em 1981, e o estabelecimento do agente transmissor da doença passaram-se anos. Foi em 1985, nesse cenário de incerteza, medo e preconceito, quando a doença era conhecida por "peste gay" e "câncer gay", que o comerciário José Araújo, então com 28 anos, decidiu fazer o teste.

Certo de que estaria a salvo da doença, um mês depois do exame recebeu a sentença: era SOROPOSITIVO. "O impacto foi muito forte porque eu estava fora do grupo de risco. O fator principal era ter se relacionado com algum estrangeiro, coisa que eu não tinha feito."

Quando o médico disse que ele tinha dois anos pela frente antes de desenvolver a doença, a sensação foi de alívio. "Para mim, era muito tempo. Saí feliz com a notícia."

Cercados de estigma e preconceitos, muitos soropositivos preferiam não revelar sua condição, a não ser para poucos familiares. "Todo mundo escondia, era um sofrimento muito solitário. Eu me afastei dos amigos porque tinha medo de deixá-los. O medo do preconceito era assustador."

O tempo foi passando e Araújo continuou mantendo segredo de sua condição. "Fiquei cinco anos abstêmio e, depois, voltei a fazer sexo. Mas era sexo com culpa, com medo de transmitir. E de gostar de alguém e isso não dar certo", afirma.

Embora vivesse com boa saúde, a doença parecia sempre à espreita. Em 1990, a aparição pública de Cazuza na fase terminal da doença teve um impacto devastador sobre ele. "Ele foi um carrasco para mim, pois poderia ser eu a qualquer momento e isso era muito duro. Como não conhecíamos ninguém vivendo bem com o HIV, via nele o próximo passo."

Naquela época, começou a fazer parte do GIV - Grupo de Incentivo à Vida, uma associação pioneira de ajuda mútua a pessoas que vivem com o vírus. Foi também no início dos anos 90 que sua família soube de sua doença, pela televisão. "Um programa ia debater a questão e não encontrava portadores para falar. Fui cruel com a minha família: pedi que todos assistissem e disse que ia discutir economia. Foi a forma que achei de falar, mas fui irresponsável", reconhece.

Pouco depois que os exames de carga viral e de contagem de CD4 tornaram-se disponíveis, Araújo começou a tomar o coquetel. Dos nove comprimidos diários de 1998, hoje restam apenas cinco.

Com a morte à espreita, Araújo não investiu na carreira e passou anos vivendo de bicos. Acabou se dedicando, primeiro no GIV, depois na ONG Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada, no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, a dar apoio a outros portadores. "As pessoas que eu ajudei a cuidar me deram um sopro de vida. Para mim foi fantástico."

Aos 52 anos, prestes a completar 25 anos com o vírus e com a carga viral indetectável há quatro, faz planos como se fosse viver eternamente. "Preciso acreditar nisso, mas vivo intensamente o dia de hoje."

Fonte: Folha de S.Paulo

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Em fevereiro deste ano, a Agência de Notícias da AIDS produziu reportagem repercutindo estudos apresentados na 17ª Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada nos EUA, que demonstraram que soropositivos podem ter uma expectativa de vida igual à das pessoas que não vivem com HIV, desde que cuidem da saúde.