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Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
URGENTE: Aconteceu ontem à noite
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Homossexualismo: Onde Entra a Questão da Saúde
| Allan Ponts Via FB | 10 de agosto de 2011 09:48 |
Homossexualismo*: Onde Entra a Questão da Saúde
O homossexualismo vem sendo debatido por diversos ângulos. Do ponto de vista da saúde, ele é visto pelas muitas questões que o rodeiam e não pela sua condição em si, uma vez que deixou de ser considerado como doença. A saúde do homossexual está sendo discutida do ponto de vista do seu conforto psicológico, a partir da sua aceitação sócio-cultural
Por ser uma questão que envolve vários aspectos polêmicos, em especial os culturais, jurídicos e sociais, o homossexualismo costuma também ser um tema controverso para a saúde.
Centenas de pesquisas foram realizadas e outras centenas estão em curso para tentar definir a homossexualidade: trata-se de uma doença? Um distúrbio? Uma perversão? Uma opção? Seja como for, embora os números variem, aceita-se dizer que cerca de 10% da população é lésbica ou homossexual numa parte significativa das suas vidas, conforme explica o Grupo Gay da Bahia (GGB), atuante ONG (Organização Não-Governamental), em sua página na Internet sobre o assunto.
“É difícil determinar percentagens exatas devido ao fato de muitos daqueles que temem o preconceito esconderem a sua orientação sexual”, ponderam. Segundo o GGB, “os indivíduos homossexuais crescem em todo o tipo de lares, em todos os tipos de famílias. São criados nas áreas rurais, nas grandes cidades e em todos os locais deste mundo. Os homossexuais estão presentes em todos os grupos sócio-econômicos, étnicos e religiosos imagináveis”.
Assumindo-se estes dados como verdadeiros, estamos tratando aqui de uma parcela consideravelmente grande da população, realmente expressiva, impossível, portanto, de ser ignorada nas suas questões de saúde, assim como nas suas demandas sociais, culturais ou jurídicas.
Pequeno Histórico
No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) em Minuta de Resolução do dia 03 de março de 1999, estabelece uma série de normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual, em especial partindo do princípio que a homossexualidade “não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.
De acordo com o que rege esta minuta do CFP, os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades, devendo eles apenas “contribuir com seu conhecimento para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos e práticas homoeróticas”.
De acordo com a edição 27, ano XII, de agosto de 1993, do Boletim do Grupo Gay da Bahia (GGB), em 1985, anos antes, portanto, do CFP se pronunciar sobre o tema, o Conselho Federal de Medicina também passou a impedir a classificação da homossexualidade como desvio e transtorno sexual.
Em 1989 o Código de Ética dos Jornalistas passou a incluir a proibição de discriminação por orientação sexual. Em 1990, nas leis orgânicas de 73 municípios e nas constituições dos Estados de Sergipe, Mato Grosso e Distrito Federal, foi incluída a expressa proibição de discriminar por orientação sexual.
Em outros países o homossexualismo está em discussão há ainda mais tempo. Em 1973, o Conselho de Administração da Associação Psiquiátrica Americana aprovou uma resolução que define: “exortamos todos os profissionais em saúde mental a que tomem a iniciativa de remover o estigma da doença mental associada à orientação sexual”.
A difícil tarefa: definir o homossexualismo Como é possível observar, a preocupação em definir o homossexualismo atinge áreas muito amplas – e nosso objetivo aqui é abordar apenas o aspecto saúde. Para o Grupo Gay da Bahia, militante das causas homossexuais, as definições importam muito e significam um diferencial importante na hora de tratar desta minoria – pois as questões do preconceito e da exclusão sociais, estas sim, podem gerar problemas sérios de ordem psíquica e emocional.
Embora a American Psychological Association (Associação de Psicologia Americana) não considere a homossexualidade como um desvio emocional ou mental, o GGB leva em conta que o estigma social associado ao fato de ser homossexual pode ser “emocionalmente devastador”.
De acordo com o APA’s & AMA’s Positions on Homossexuality, citado como fonte na página do GGB na Internet, “aparentemente a educação dada pelos pais tem pouca, se alguma, influência na orientação sexual de uma criança. No entanto, a atitude dos pais pode influenciar o modo como a criança aceita a sua sexualidade, quer seja heterossexual quer homossexual”.
É provavelmente dentro deste dado que entra a questão da saúde para os homossexuais: muito mais ligada aos preconceitos que estes indivíduos precisam enfrentar ao longo da descoberta e afirmação de sua condição, do que na sua condição propriamente dita.
Homossexualidade, para o Grupo Gay da Bahia, “é a atração sexual dirigida fundamentalmente para indivíduos do mesmo sexo”. Segundo eles, uma mulher que é atraída principalmente por mulheres é chamada de "lésbica" e um homem que se sente sexualmente atraído por homens é chamado "homossexual" ou "gay", embora estas duas palavras também se apliquem às mulheres.
Conforme o GGB, ter sentimentos para com alguém do mesmo sexo não faz desta pessoa necessariamente um homossexual, tendo em vista que “muitos rapazes e moças, durante a primeira infância e mesmo adolescência, sentem atração sexual e chegam mesmo a ter experiências homossexuais, mas não são gays nem lésbicas.
Muitos adultos sentem atrações ou têm experiências do tipo homossexual sem que se considerem eles próprios gays ou lésbicas”. De acordo com o que entende o GGB, não é ainda conhecida uma causa para a homossexualidade ou para a heterossexualidade.
Orientação Sexual: escolha ou condição?
Para não nos confundirmos com o sentido das expressões, cabe partirmos para algumas definições. De acordo com extenso trabalho realizado pelo deputado do Partido dos Trabalhadores, do Rio Grande do Sul, Marcos Rolim, também presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, orientação sexual “é compreendida como a afirmação de uma identidade pessoal cuja atração e/ou conduta sexual direcionam-se para alguém de mesmo sexo (homossexualismo), sexo oposto (heterossexualismo), ambos os sexos (bissexualismo) ou a ninguém (abstinência sexual).
Segundo o GGB, a orientação sexual de um indivíduo não pode ser alterada. Eles consideram que se a homossexualidade é apenas uma das variações do comportamento sexual, a pergunta mais correta a ser feita seria “Os homossexuais devem mudar? E se sim, por que?”.
De acordo com o GGB, “estudos sobre o assunto mostraram que as tentativas para mudar a orientação sexual de alguém são correntemente mal sucedidas e muitas vezes levam a uma depressão agravada, e ao suicídio”. Eles atestam ainda, apoiados em estatísticas, que a maioria dos homossexuais não vêem razão para mudar, e que muitos homossexuais consultados por eles referiram que aceitar a sua orientação sexual foi um processo difícil devido ao preconceito com que homossexuais e lésbicas precisam se confrontar.
Ainda conforme o GGB, a orientação sexual, quer para heterossexuais, quer para homossexuais, não parece ser algo que uma pessoa escolha. “Alguns estudos recentes indicam que a orientação sexual tem uma grande influência genética ou biológica sendo, provavelmente, determinada antes ou pouco depois do nascimento.
Se bem que estes estudos não sejam conclusivos, é irresponsável assumir que a homossexualidade é uma escolha”, afirmam, acrescentando: “Existem mais provas científicas que suportam a idéia que a orientação tem uma componente genética, do que provas que indiquem que é apenas uma questão de opção. Tal como os heterossexuais, os homossexuais descobrem a sua sexualidade como um processo de crescimento.
A única escolha que o homossexual pode tomar é a de viver a sua vida de acordo com a sua verdadeira natureza, ou de acordo com o que a sociedade espera dele”.
Os militantes do Grupo Gay da Bahia são ainda mais taxativos ao desenvolver o assunto da escolha da orientação sexual: “Descrever a homossexualidade como um simples caso de escolha é ignorar a dor e confusão por que passam tantos homens e mulheres homossexuais quando descobrem a sua orientação sexual.
É absurdo pensar que esses indivíduos escolheram deliberadamente algo que os deixa expostos à rejeição por parte da família, amigos e sociedade”, discursam. Eles vão mais longe: “A crença que a homossexualidade é uma escolha, esconde a elevada taxa de suicídios entre adolescentes atribuídos à orientação sexual.
Porque iria um adolescente acabar com a sua vida, se podia, pura e simplesmente, evitar a vergonha, o medo e o isolamento escolhendo ser heterossexual? Este preconceito também ignora todos os homossexuais que tentaram viver a sua vida como heterossexuais, escondidos atrás de uma fachada de casamento, sempre sentido um vazio e falta de realização pessoal”, argumentam, baseados no Summary of Studies on the Origin of Sexual Orientation, que citam como fonte na sua página na Internet.
Depoimento:
O Grupo Gay da Bahia publicou o seguinte depoimento que explica o sentimento da mãe de uma garota lésbica, além de ajudar, a partir de uma metáfora, a entender a definição mais aceita pelos militantes homossexuais para a sua condição: "A maioria de nós é como um trevo de três folhas - bastante comuns, ninguém presta muita atenção em nós - mas de vez em quando encontramos um trevo de quatro folhas - uma descoberta rara e maravilhosa. Eu lembro que, quando era criança, eu passava horas procurando por este trevo de quatro folhas. De vez em quando eu achava um e o guardava dentro de um livro ou entre folhas de papel encerado. Este trevo era como um tesouro para mim, algo que eu queria cuidar e proteger".
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terça-feira, 5 de julho de 2011
Para entender o termo Orgulho Gay Tradução (Lisa Mineli)
| A verdadeira historia pq outros omitem as pesoas TRANS deste senanario:
Paty Betancourt Fundador da rede trans lac sub-regional coordenador para a América Central e México lac rede de transportes COORDENADOR mulheres no México GRAL.RED AC TRANS "Para a luta na visibilidade das mulheres trans" Bjossssssssss, Sme mais, Att. Sadessa Vieira. 2011/7/5 nilo geronimo
Tradução: Sadessa T. Vieira Diretora Presidente da ATNH/RS Fone: Oi: (51) 8405.44.32 ou TIM: (51) 8198.71.61 "SOU A ALEGRIA DE QUEM ME AMA, A TRISTEZA DE QUEM ME ODEIA E A OCUPAÇÃO DE QUEM ME INVEJA"!!!! | ||||||||||||||||||
Para entender o termo Orgulho Gay (LISA Mineli)
| Asà comenzó la revolución de transexuales, Lesbianas y Gays un 28 de junio del año 1969 en Nueva York | |||||||||||||||
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
O reconhecimento da união homossexual no Brasil e suas consequências
sábado, 15 de janeiro de 2011
Líder de movimento contra aborto volta a atacar Dilma
sábado, 11 de dezembro de 2010
Direitos humanos na ordem do dia (Artigo)
Cortesia Clipping Bem Fam 10/12
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Jovens gays usam menos preservativo, diz estudo
Jovens gays usam menos preservativo, diz estudo
O ESTADO DE S. PAULO
18/06/2010
Trabalho do Ministério da Saúde ajuda a explicar por que há mais casos de AIDS por transmissão HOMOSSEXUAL que hetero
Estudo feito pelo Ministério da Saúde revela que jovens gays usam menos PRESERVATIVO que os jovens em geral. O trabalho, conduzido em dez cidades brasileiras e coordenado pela pesquisadora Lígia Kerr, mostra que 53,9% dos gays entre 13 a 24 anos usaram CAMISINHA na primeira relação sexual, índice abaixo dos 62,3% registrados entre homens em geral, na mesma faixa etária.
Nas relações com parceiros fixos, os porcentuais também são mais baixos entre jovens gays: 29,3% usam CAMISINHA, enquanto entre jovens em geral a média é de 34,6%. Os únicos índices semelhantes entre as duas populações são o de uso de CAMISINHA com parceiros casuais ? 54,3% dos gays entre 13 e 24 anos usam contra 57% dos jovens em geral.
Os números ajudam a explicar recentes dados epidemiológicos divulgados pelo governo. Entre jovens de 13 a 19 anos há mais casos de AIDS por transmissão HOMOSSEXUAL (33,5%) que heterossexual (28,3%). Nas dez cidades analisadas, a taxa de prevalência do HIV entre gays com mais de 18 anos foi de 10,5%. Índice muito acima do que é estimado na população masculina brasileira de 15 a 49 anos, de 0,8%.
"São faixas etárias diferentes, mesmo assim, dá uma boa dimensão do quanto gays estão mais expostos ao vírus", afirma a coordenadora do DEPARTAMENTO DE DST AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariangela Simão.
Cortesia Clipping Bem Fam (18/06/010)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Diferente, sim!
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| CORREIO BRAZILIENSE - DF | EU, ESTUDANTE CAMISINHA | LGBT 07/06/2010 Diferente, sim! Meninos e meninas que já assumiram a homossexualidade contam como é lidar com isso no dia a dia na escola Ensino médio não é fácil. Basta tirar uma nota melhor, ser pior em esportes, ou mesmo usar uma roupa mais original, ou seja, ser um pouco diferente, que todo mundo já começa a olhar torto ou encher o saco. Ainda bem que a gente pode contar com os colegas e até com alguns professores para darem aquele apoio quando não se encaixa em algum grupinho da escola. Agora, imagine ter uma orientação sexual diferente de todo mundo, respirar fundo e assumir sua escolha numa boa. Veja como alguns estudantes corajosos encararam essa questão. Mais comum, mas não mais fácil Carlos Moura/CB/D.A Press - 14/5/10 Thammine, 18 anos, pediu ajuda a uma professora Cláudio* tem 17 anos e estuda no 1º ano do Centro Educacional 02 (CED 02) de Sobradinho. Ele é gay e, hoje em dia, todos os seus colegas já sabem. Mas na 5ª série, não era bem assim. "Foi muito difícil. Eu já me sentia diferente, mas só andava com héteros e eles só falavam de futebol e mulheres. Eu não gostava de jogar futebol, era sempre o gandula ou o último a ser escolhido. Gostava de queimada, que era 'coisa de menina'," explica. "As pessoas me perguntavam por que eu não ficava com nenhuma garota, comentavam que a minha voz era mais fina. Eu nunca pertenci mesmo a um grupo, era bem tímido." Aos poucos, Cláudio começou a se abrir. "Quando me sentia à vontade em um grupo deixava escapar alguma coisa sem querer querendo. Muita gente fazia piadinha, mas alguns amigos perguntavam por curiosidade mesmo, sem preconceito, porque isso era novo para mim e para eles." Apesar de ter contado para os amigos, Cláudio ainda não teve coragem de se abrir com a família e os colegas no trabalho. Uma vez, depois de assistir a uma reportagem sobre jovens homossexuais, a mãe perguntou sem rodeios se o filho era gay. "Não tive coragem de contar. Hoje em dia está bem mais comum ser gay, mas não digo que está mais fácil." Invisíveis na sala de aula? O tabu sobre a homossexualidade é uma das coisas que mais incomodam Lucas Goldim. Quando ele estava na 6ª série, a coordenação do colégio chamou seus pais para uma conversa. Achava que o garoto era gay e queria avisá-los. "Apesar de meus pais serem liberais, nunca conversaram comigo diretamente. Só fui descobrir sobre esse dia quando contei para eles." A resistência em relação ao assunto não rola só Carlos Henrique, 18, estudante de letras da Faculdade Mauá, também sentiu falta de aulas sobre o tema no ensino médio. "Até héteros sentem falta, porque se não sabem o que é, não se sentem seguros para lidar com isso. Fala-se sobre CAMISINHA, sexo, tudo. Mas nunca sobre homossexualidade." O garoto faz parte do Elos - Grupo de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais do Distrito Federal. "A gente quer combater o preconceito contra LGBTs. Quando uma criança vê um casal HOMOSSEXUAL não acha estranho. Só depois que o pai diz que ela não pode olhar para aquilo é que ela começa a ter preconceitos. A escola não pode reproduzir essa homofobia." Claudiene Santos, professora doutora em psicologia da Universidade Católica de Brasília, explica que essa "invisibilidade" tem tudo a ver com certa ignorância dos pais e uma omissão das escolas. "É falta de conhecimento. Muitos pais têm medo de que professores e professoras façam uma apologia à homossexualidade." Segundo Claudiene, os parâmetros nacionais de educação preveem o debate sobre homossexualidade em sala de aula e a discussão sobre a diversidade. "A educação tem que ser inclusiva e abordar o ser humano em todas suas expressões. A escola não pode ser omissa e deve promover a diversidade em todas as suas formas. Isso tem que ficar claro nos livros didáticos e também nas aulas," defende. Professor também pode ser aliado! Em casos como esses, a orientação dos professores faz toda a diferença. É o que diz João*, 17, estudante do CED 02, de Sobradinho. "Uma vez alguns colegas estavam me xingando e eu contei pra professora. Ela pediu para o menino ir à direção e ele foi suspenso por um dia. Eu sabia que ainda iria sofrer vários preconceitos, e disse que não precisava tanto. Mas ela me falou que ele tinha a obrigação de me respeitar e que a gente estava em um ambiente escolar, então aquilo serviria de exemplo para ele no futuro. Tenho certeza que ele não vai fazer isso de novo." A forma como o assunto é tratado também influencia. A estudante de serviço social Lusa Portuguez, 22, questiona: "Sinto que as pessoas têm necessidade de rotular, mas não preciso de uma categoria, nem quero. Gosto de pessoas." Além de combater o preconceito, os professores também são importantes conselheiros. Thammine de Medeiros, 18, estudante do 3º ano do Centro de Ensino Médio 03 do Gama, conta que a conversa com uma professora foi importante para resolver os conflitos Thammine é vice-presidente do grupo Ações Cidadãs Orgulho LGBT A solução que Pedro*, 17, agora estudante de ciências sociais da Universidade de Brasília, encontrou para sair do invisível e combater o preconceito foi falar abertamente com os professores de sua escola particular. "Sou gay desde a 7ª série, a partir daí tive um processo de aceitação. No 1º ano, assumi para meus amigos. A galera precisa naturalizar a homossexualidade, ver que o pessoal LGBT está em todos os lugares, não só nos estereótipos." No 3º ano, o garoto começou a combater o preconceito também. "No início eu até aceitava as piadinhas porque tudo é tão silenciado, que só o fato de falar nisso era um ponto positivo. Mas depois comecei a questionar." Pedro conta que, um belo dia, o professor novo de história chegou fazendo uma piadinha homofóbica. No fim da aula, Pedro pediu pra conversar. "Fiquei com raiva e questionei - como é que podia, um professor falar daquele jeito? No dia seguinte, ele pediu desculpas para toda a turma. Eu achei massa e comecei a conversar com todos os professores, explicando como eles poderiam criar preconceito entre os estudantes." Pedro conta que um dia entrou em uma discussão com o dono do colégio, por causa de uma piada homofóbica. Bolsista, ele teve medo de ser expulso. A surpresa foi boa, quando o dono pediu desculpas, após o telefonema de uma mãe que soube da briga. "Tá certo que não foi espontâneo, mas mostra que pelo menos existe uma preocupação." Já Larissa Vasques, 22, agora estudante de psicologia da Universidade de Brasília, não foi tão bem recebida no ensino médio. Quando estudava em uma renomada escola particular do DF, ela e um grupo de amigas do time de futebol foram chamadas à coordenação. "Eles não expulsam você, fazem um convite constrangedor para que você se retire ou consulte um psicólogo. Caso contrário, ameaçam contar para os seus pais. Eu não podia sair do armário para os meus pais naquela época. Tinha só 16 anos. Acabei mudando de colégio." Lucas Gondim conta que o mesmo aconteceu com uma amiga, em outro grande estabelecimento de ensino de Brasília. "Ela não fazia nada demais, mas andava com um pessoal LGBT. Saiu da escola porque não quis fazer tratamento psiquiátrico." Débora Magalhães, 22, estudante de nutrição da UnB, também vivenciou o preconceito no ensino médio. Na festa junina, queria ser par da amiga na quadrilha. "A professora achou um absurdo, disse que ia ficar feio, que os pais não iam entender. Quando dois meninos também disseram que queriam dançar juntos, a coisa só piorou." No fim, a coordenadora deixou as meninas dançarem, mas os meninos foram impedidos de formar um par. O preconceito extrapolou os muros da escola de Débora. Uma de suas amigas foi vista no shopping, com a namorada, pela coordenadora do curso. No colégio, ela chamou a menina para conversar. "No início ela tentou ser bacana, perguntou como era, o que ela sentia. Depois começou a pressionar, perguntando se a mãe dela sabia, o que ela faria." A solução encontrada pelos colegas para protestarem em defesa da amiga, foi fazer um beijaço (manifestação em que meninos e meninas se beijam) na escola. Assumir para os colegas ou para a família? Jaqueline*, 21, amiga de Cláudio, conhece bem as dificuldades de ser LÉSBICA na adolescência. Há quatro anos, quando estava no ensino fundamental, ela e uma amiga se apaixonaram. Na escola, era quase imperceptível. Elas conversavam, trocavam cartinhas, mas nada que as outras colegas não fizessem. Após a aula, iam juntas para casa, conversando. Um dia, a tia de Jaqueline, professora de português no colégio, viu as namoradas de mãos dadas. Foi um problemão! "Ela me deu uma semana para eu contar pro meu pai, senão ela mesma contaria. E disse que preferia que eu fosse qualquer coisa, menos aquilo." Na hora de abrir o jogo com o pai, foi mais difícil ainda. "Ele disse que a casa era dele e as regras também. Se quisesse ficar lá, teria que aceitar. Então saí de casa. Depois de um ano, a gente se encontrou e conversou. Ele disse que me respeitaria, contanto que eu não levasse ninguém lá para casa. Hoje as coisas estão melhorando," conta Jaqueline. O vestibulando Lucas Goldim, 18, que estudou em três colégios particulares do DF, explica a diferença entre se abrir em casa ou no colégio. "Contar para a família é mais difícil do que para amigos, porque se tudo der errado com amigos, ok. Mas com a família, não. É uma relação diária. Já pensou quanto tempo vocês podem ter que ficar de cara fechada na mesma casa?". O garoto começou a se afirmar na escola, para alguns amigos e professores. Depois, em sites de relacionamento, como Orkut, Twitter e Formspring. Até que tomou coragem e contou para a irmã. "Na aula, sempre rolam piadinhas, xingamentos. Quando as pessoas ainda não têm certeza, ficam querendo provocar. Depois que descobrem, ficam curiosas, mas deixam os comentários maldosos de lado. O que rola é que, quando sabem que você é gay ou LÉSBICA, sempre que o assunto vem à tona, você fica com medo de virar o centro das atenções." *personagens com menos de 18 anos ou que não quiseram se identificar receberam nomes fictícios para essa reportagem. |
sábado, 27 de março de 2010
Folha de S.Paulo: Reportagem com pessoas que vivem com HIV/aids há mais de duas décadas é destaque no caderno Equilíbrio
Clipping | DST.AIDS HEPATITES VIRAIS |
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS
AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | LGBT | ANTIRRETROVIRAIS
26/03/2010
Folha de S.Paulo: Reportagem com pessoas que vivem com HIV/aids há mais de duas décadas é destaque no caderno Equilíbrio
25/03/2010 - 10h
O caderno Equilíbrio da Folha de S.Paulo tem como destaque desta quinta-feria, 25 de março, reportagem com pessoas que vivem com HIV/AIDS há mais de duas décadas. A escritora Valéria Polizzi, o cabeleireiro Hugo Hagström e o ativista José Araújo contam as mudanças que o surgimento da terapia com ANTIRRETROVIRAIS, 25 anos atrás, trouxe para a vida deles. Leia a seguir.
Positivo e operante
25 anos após os testes do primeiro remédio para combater a AIDS, três portadores do vírus HIV contam como é ter a doença há mais de duas décadas
RACHEL BOTELHO
DA REPORTAGEM LOCAL
No princípio, era o fim. Há 25 anos, quando o primeiro medicamento para tratar pacientes com HIV começou a ser testado, o diagnóstico da doença equivalia a uma sentença de morte. Desde que surgiram os primeiros pacientes da epidemia, em 1981, o AZT era a primeira e única esperança para os infectados.
Apesar da boa notícia, perderam-se muitas vidas até que o remédio se tornasse acessível. A distribuição gratuita no Brasil começou em 1991, mas, até meados da década de 90, o tratamento era para poucos.
"Ou o sujeito tinha muito dinheiro e comprava de importadores ou contava com iniciativas isoladas de algumas prefeituras", lembra Esper Kallas, infectologista da USP.
Além disso, o AZT estava longe de ser uma panaceia. A dosagem prescrita na época, o dobro da atual, provocava efeitos colaterais como anemia e intolerância gastrointestinal e deixava de agir após um ano, em média. "Houve grande resistência ao tratamento [por parte dos pacientes]. Na maioria dos casos, nem eu me convenci de seu impacto", afirma o oncologista Drauzio Varella, que tratou alguns dos primeiros doentes de AIDS do país.Rosa Alencar, da Coordenação Estadual de DST-AIDS, concorda. "O AZT teve um impacto relativo porque não trazia melhora sustentada."
Até o grande salto no combate ao problema, que o colocou no patamar das doenças crônicas em que se encontra hoje, passaram-se dez anos. Em 1995, o desenvolvimento dos primeiros inibidores de protease -drogas que agem em um estágio avançado da multiplicação do vírus nas células de defesa- mudou todos os paradigmas de tratamento. "A evolução foi absolutamente inacreditável", afirma Varella.
Nessa época, o exame de carga viral possibilitou uma avaliação mais acurada da progressão da doença, ajudando a definir o melhor momento de iniciar o tratamento. "Pela primeira vez, conseguimos deixar pessoas com a carga viral indetectável. Muita gente hoje é sobrevivente desses dias", diz Kallas.
No ano seguinte, a lei de acesso universal aos ANTIRRETROVIRAIS foi aprovada, alçando o Brasil ao posto de protagonista mundial na luta contra a AIDS.
Segundo a Unaids, braço da ONU para o tema, as mortes decorrentes da doença caíram 18% desde o lançamento dos coquetéis, mas a transmissão está longe de ser interrompida.
No Brasil, onde 700 mil pessoas carregam o vírus, menos da metade sabe que é portadora. "Aqui, 16% dos pacientes morrem no primeiro ano porque o diagnóstico está sendo feito tarde", diz Kallas.
Com a ameaça de morte mais distante, os próximos desafios incluem ampliar o diagnóstico e minimizar os efeitos colaterais da medicação.
Se as conquistas nessa área continuarem no rumo certo, mais pessoas poderão viver com o vírus pelos próximos 25 anos ou mais -assim como Hugo Hagström, Valéria Polizzi e José Araújo, que falam de suas vidas com o HIV a seguir.
Não penso no futuro
Desde 1997, quando lançou o livro "Depois Daquela Viagem" (ed. Ática, 279 págs., R$ 32), no qual relata sua experiência como portadora do HIV, Valéria Piassa Polizzi é um nome familiar para adolescentes e adultos que aprenderam com ela os riscos da infecção.
Adotado pelas escolas, o livro teve mais de 300 mil exemplares vendidos e foi traduzido em diversos países. Desde aquela época, a garota que recebeu a notícia de que não viveria mais do que seis meses no auge de sua juventude percorreu o Brasil dando palestras, viajou pelo mundo, casou, separou, escreveu outros dois livros e concluiu uma faculdade.
Aos 39 anos, Valéria convive com o vírus da AIDS há 23 -foi contaminada nas primeiras relações sexuais, por um namorado. "Era uma doença de homossexuais masculinos, parecia muito distante da gente, meninas de classe média."
Soube que tinha o HIV por seu pai. "Diziam que vivia dez anos quem tinha muita sorte. A vida foi parando. Fiz três meses de faculdade e larguei. Pensava: "Não vai dar tempo de acabar"."
Pouco depois de voltar de uma viagem aos EUA, Valéria foi internada. O médico que a acompanhava havia indicado a hora de iniciar o tratamento, mas ela saiu do consultório e não voltou mais. ""Para que, se vou morrer de qualquer jeito?", pensava. Eu via o efeito colateral do AZT nas pessoas."
Aos 24 anos, passou um mês no hospital, com tuberculose renal, pela primeira e única vez.Depois de um ano, o médico suspendeu o AZT, que parava de fazer efeito. Nessa época, começou a escrever o livro.
Após um intervalo de quase dois anos sem medicação, o coquetel foi lançado e Valéria voltou a se tratar.
As viagens constantes eram o único plano que ela se permitia fazer. "Não conseguia pensar a longo prazo. Era, no máximo, para o mês que vem."
Quando ela tinha 26 anos, o livro foi publicado. Valéria viajou pelo país inteiro dando palestras e ganhou uma coluna em uma revista voltada para adolescentes.
Alguns anos depois, conheceu o ex-marido, "que era soronegativo e continua sendo", na Nova Zelândia. Depois de ficar três anos na Áustria, onde ele morava, voltaram ao Brasil. "Estava com 33 anos, não morri e não fiz faculdade. Queria estudar e me formei em jornalismo." Agora, dedica-se à pós-graduação em criação literária.
Valéria tem problemas renais e faz exercícios físicos para combater a lipodistrofia, um problema de má distribuição da gordura corporal que também eleva o colesterol e os triglicerídeos. Toma antidepressivos, como a maioria de seus amigos soropositivos.
Com a carga viral indetectável "há muito tempo", ela encara o HIV como doença crônica. "Vida normal que a gente fala é conseguir trabalhar, estudar, mas eu tenho uma doença. Está controlada, mas está aqui."
Mesmo tendo ultrapassado os prognósticos mais favoráveis, Valéria ainda acha difícil fazer planos de longo prazo.
O fim da negação
Em 1985, o cabeleireiro Hugo Hagström tinha 24 anos e uma DST (doença sexualmente transmissível) difícil de curar. Seus amigos que voltavam do exterior traziam notícias da "peste gay". Hugo uniu uma informação a outra e achou prudente fazer o exame. "Disseram que eu tinha mais seis meses de vida. Saí desnorteado e passei três anos tentando negar a doença, porque não tinha sintomas", recorda-se.
Por mais de uma década, viveu à espera da morte, intercalando fases de adesão ao tratamento com outras de abandono, até que essa atitude cobrou seu preço. "Não conseguia me alimentar e entrei em estado terminal, mas, por sorte, foi quando surgiu o coquetel."
Após quatro meses de internação, saiu do hospital sem falar e precisou de um ano para voltar a andar. Um descolamento de retina, causado por citomegalovírus, tirou-lhe parte da visão -até hoje, enxerga muito mal. Nunca mais largou o coquetel e, depois de enfrentar seis anos de efeitos colaterais, como uma diarreia acentuada, vive sem eles.
Também é mais tranquilo em relação à sua condição. "Quase perdi a vida e, depois que a ganhei de volta, vi que o HIV faz parte dela. Não tenho mais vontade nem motivo para negar isso."
Os períodos cíclicos de depressão também se tornaram mais leves. "Redescobri o rumo, o privilégio de poder continuar a viver."
No auge da juventude, Hugo chegou a passar um ano inteiro "assexuado", como diz. Para os parceiros eventuais, não revelou que tinha o vírus. Enquanto a aparência e o estado clínico permitiram, continuou a trabalhar. No fim da década de 90, depois da internação, pediu a aposentadoria.
Entre a doença e o retiro, contou com o apoio financeiro de parentes. "Sou uma exceção daquele tempo, porque as pessoas eram abandonadas pela família, pelo trabalho, e nada disso aconteceu comigo. Meu autopreconceito é que foi muito forte. Eu já era rotulado por ser HOMOSSEXUAL, e ser rotulado também de portador de "câncer gay" era demais."
Hugo acha que esse panorama não mudou completamente. "As pessoas que sabem de um heterossexual portador de HIV sempre questionam se, em algum momento, ele não foi HOMOSSEXUAL. A orientação sexual sempre permeia pelo lado negativo essa questão."
Na organização onde trabalha voluntariamente há mais de uma década dando apoio a soropositivos, ainda ouve histórias como as de 25 anos atrás. "Tivemos conquistas, mas há hoje um discurso muito mentiroso, porque não pega bem falar que AIDS é um nojo. Mas continuo ouvindo relatos de gente que separa copos, que a família manda embora."
O infectologista Esper Kallas faz coro. "Melhorou, mas ainda existe preconceito. A infecção eclodiu principalmente em homens que fazem sexo com homens e em usuários de drogas. Isso trouxe uma reação social muito intensa, que tentamos apagar até hoje."
25 anos sem pisar no hospital
Entre a notificação dos primeiros casos de AIDS, em 1981, e o estabelecimento do agente transmissor da doença passaram-se anos. Foi em 1985, nesse cenário de incerteza, medo e preconceito, quando a doença era conhecida por "peste gay" e "câncer gay", que o comerciário José Araújo, então com 28 anos, decidiu fazer o teste.
Certo de que estaria a salvo da doença, um mês depois do exame recebeu a sentença: era SOROPOSITIVO. "O impacto foi muito forte porque eu estava fora do grupo de risco. O fator principal era ter se relacionado com algum estrangeiro, coisa que eu não tinha feito."
Quando o médico disse que ele tinha dois anos pela frente antes de desenvolver a doença, a sensação foi de alívio. "Para mim, era muito tempo. Saí feliz com a notícia."
Cercados de estigma e preconceitos, muitos soropositivos preferiam não revelar sua condição, a não ser para poucos familiares. "Todo mundo escondia, era um sofrimento muito solitário. Eu me afastei dos amigos porque tinha medo de deixá-los. O medo do preconceito era assustador."
O tempo foi passando e Araújo continuou mantendo segredo de sua condição. "Fiquei cinco anos abstêmio e, depois, voltei a fazer sexo. Mas era sexo com culpa, com medo de transmitir. E de gostar de alguém e isso não dar certo", afirma.
Embora vivesse com boa saúde, a doença parecia sempre à espreita. Em
Naquela época, começou a fazer parte do GIV - Grupo de Incentivo à Vida, uma associação pioneira de ajuda mútua a pessoas que vivem com o vírus. Foi também no início dos anos 90 que sua família soube de sua doença, pela televisão. "Um programa ia debater a questão e não encontrava portadores para falar. Fui cruel com a minha família: pedi que todos assistissem e disse que ia discutir economia. Foi a forma que achei de falar, mas fui irresponsável", reconhece.
Pouco depois que os exames de carga viral e de contagem de CD4 tornaram-se disponíveis, Araújo começou a tomar o coquetel. Dos nove comprimidos diários de 1998, hoje restam apenas cinco.
Com a morte à espreita, Araújo não investiu na carreira e passou anos vivendo de bicos. Acabou se dedicando, primeiro no GIV, depois na ONG Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada, no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, a dar apoio a outros portadores. "As pessoas que eu ajudei a cuidar me deram um sopro de vida. Para mim foi fantástico."
Aos 52 anos, prestes a completar 25 anos com o vírus e com a carga viral indetectável há quatro, faz planos como se fosse viver eternamente. "Preciso acreditar nisso, mas vivo intensamente o dia de hoje."
Fonte: Folha de S.Paulo
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Em fevereiro deste ano, a Agência de Notícias da AIDS produziu reportagem repercutindo estudos apresentados na 17ª Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada nos EUA, que demonstraram que soropositivos podem ter uma expectativa de vida igual à das pessoas que não vivem com HIV, desde que cuidem da saúde.
