Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador Clipping. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Clipping. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

SAIU NA IMPRENSA #Clippng #News By AnaDaGloria



26/JAN./2016

O que diz a ciência sobre o risco de transmissão sexual do vírus da zika?
BBC Brasil

OMS admite que ainda pouco se sabe sobre outras formas de transmissão do vírus da zika

A possível transmissão sexual do vírus da zika ainda não foi comprovada cientificamente, mas também não pode ser descartada, com base em dois casos citados pela literatura científica.

Apesar de destacar a transmissão pelo mosquito como a via principal de contágio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que a compreensão a respeito de outras vias é limitada.

"O zika foi isolado no sêmen humano, e um caso de possível transmissão sexual foi descrito. No entanto, mais provas são necessárias para confirmar se o contato sexual é um meio de contágio", disse a organização em um documento divulgado nesta segunda-feira.

Médicos ouvidos pela BBC Brasil dizem que, diante desta dúvida a respeito da transmissão sexual, o melhor caminho é a proteção.

"Essa não seria uma forma principal de infecção, mas é importante se prevenir", diz o microbiólogo Davis Ferreira. O uso de preservativo durante a relação sexual é recomendado para grávidas para impedir o contágio de doenças que também podem afetar o feto, como a sífilis e a herpes genital.

Os dois casos a que a OMS se refere não são conclusivos, mas geram cautela.

Em 2013, durante um surto de zika na Polinésia Francesa, o vírus foi detectado no sêmen de um homem de 44 anos. Ele havia apresentado sintomas típicos da infecção por zika: febre, dores de cabeça e nas articulações. Após alguns dias, o paciente notou vestígios de sangue no sêmen e procurou atendimento médico. Exames detectaram o vírus no material coletado.

Neste caso, não houve a comprovação de infecção de uma segunda pessoa pela via sexual, mas, sim, da contaminação do sêmen pelo chamado vírus replicante, ou seja, capaz de gerar a propagação da doença. "Nossas descobertas apoiam a hipótese de que o Zika pode ser transmitido por via sexual", conclui artigo de fevereiro de 2015, disponível no site do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

No segundo caso abordado pela literatura científica, o sêmen do paciente com zika não foi examinado. No entanto, a esposa deste paciente teve a zika diagnosticada e a única explicação plausível seria o contágio sexual.

Foi o caso do cientista americano Brian Foy, em 2008. Ele havia visitado uma região do Senegal afetada por zika e, ao retornar para casa, no Colorado, Estados Unidos, teria infectado sua esposa durante uma relação sexual um dia após seu retorno.

"Vivemos no Colorado, um Estado americano onde não há mosquitos na época do ano em que minha mulher contraiu o vírus. E onde não há ocorrência do Aedes aegypti (o mosquito transmissor do vírus). O mais provável é que minha mulher tenha sido infectada quanto tivemos relações, antes de eu me sentir doente, mas a ciência ainda não está nem perto de provar a possibilidade desse tipo de contágio", conta Foy, em entrevista por telefone à BBC Brasil.

O professor-assistente da Universidade Estadual do Colorado é um dos autores de um estudo que sugere a possibilidade de transmissão do zika por contato sexual. Inicialmente, Foy foi diagnosticado com dengue e médicos não conseguiram descobrir o que tinha se passado com sua esposa. Passou-se um ano até que eles descobrissem que se tratava de zika.

O americano acredita que a repercussão causada pela epidemia no Brasil incentive o financiamento de pesquisas buscando investigar o assunto. Foy afirma não haver dúvidas de que a picada do Aedes aegypti é a forma principal pela qual se pode contrair o vírus, mas defende a importância de que ao menos se descubra mais sobre a via sexual.

"Para atingir uma área de contágio tão extensa de forma tão rápida, o mosquito é a grande explicação. Pode ser até que o contágio sexual represente uma ocorrência rara e, diante dos problemas enfrentados pelas autoridades de saúde dos países afetados, como o Brasil, não esteja no alto da lista de prioridades. Como cientista, porém, sempre acredito na importância de se investigar outras possibilidades", completa.

Em uma entrevista a uma rede de TV americana, Foy relatou ter sido constantemente picado por mosquitos enquanto fazia seu trabalho de campo no vilarejo senegalês de Bandafassi. Voltou para os EUA no final de agosto de 2008 e, dias depois, começou a se sentir mal, com sintomas que variavam de fadiga a dores no momento de urinar, além de inflamações na pele – a esposa teria notado o que parecia ser sangue no sêmen do marido.

Foy pediu ajuda a colegas do CDC, a principal agência voltada para a proteção da saúde pública dos EUA, para identificar a patologia com que tinha sido infectado. O diagnóstico de dengue não o deixou convencido, e muito menos a indefinição sobre o que teria acontecido com a mulher.

Um ano depois, um dos auxiliares do cientista na viagem à África, Kevin Kobylinski, que também ficou doente, estava conversando em um jantar com o entomologista Andrew Haddon, da Universidade do Texas, quando tocou no assunto.

Haddow, por uma grande ironia do destino, é neto de Alexander Haddow, um dos três cientistas que isolaram o zika pela primeira vez, em 1947, quando o extraíram de um macaco na Floresta de Zika, em Uganda. Quando soube que amostras de sangue de Kobylinski e dos Foy ainda estavam preservadas em um laboratório, o entomologista sugeriu que elas fossem enviadas para o virologista Robert Tesh. As três amostras testaram positivo para zika.

Em seu estudo, Foy apresenta outros argumentos para defender a hipótese de contato sexual. Joy, sua mulher, jamais visitou a África ou a Ásia e, na época da publicação do documento, já fazia quatro anos que não deixava os EUA. Antes da epidemia no Brasil e que começa a chegar a outros países da América do Sul, o zika jamais tinha sido reportado no hemisfério Ocidental.

Outros estudos envolvendo doenças transmissíveis por mosquitos há haviam sugerido a possibilidade de contágio sexual. Haddow, por exemplo, aponta para o fato de que a epidemia de zika na Micronésia (Oceania), em 2007, deu margem para especulações sobre este tipo de contágio.

Isso porque a proporção de mulheres infectadas foi 50% maior que a de homens – na maioria das doenças sexualmente transmissíveis, o sexo vaginal oferece riscos de contágio muito maior para as mulheres.

"É a explicação mais lógica. Outra possibilidade é que tivesse sido passado pela saliva ou outros fluidos corporais, mas temos quatro filhos, e eles não ficaram doentes."

Excesso de álcool no carnaval pode provocar arritmias cardíacas, alerta médico
Agência Brasil

A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj) divulgou (25) um alerta sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas para o coração. Segundo o diretor de Qualidade Assistencial da Socerj, Luiz Eduardo Camanho, o consumo de bebidas aumenta não só no carnaval, mas também durante outras datas festivas, e isso pode provocar a chamada Holiday Hearth Syndrome, ou síndrome cardíaca de feriado, descrita em 1978.

De acordo com o cardiologista, há uma relação comprovada entre o consumo excessivo de álcool e a ocorrência de arritmia cardíaca, em especial a fibrilação atrial. O médico ressaltou, porém, que esse excesso de álcool é individual, não há uma dose padronizada ou um volume estabelecido de álcool ingerido que provoque a arritmia cardíaca.

“O uso abusivo de álcool, respeitando os limites de cada indivíduo, representa um gatilho para a ocorrência de arritmias cardíacas, principalmente a fibrilação atrial, que é a arritmia mais comum encontrada na prática clínica, no dia a dia”, explicou Camanho.

 Tais arritmias podem surgir tanto entre pessoas que não estão acostumadas a beber quanto entre as que bebem regularmente. “Independentemente do hábito etílico, a arritmia pode ocorrer, sempre que houver excesso na ingestão de álcool.”

A Sociedade de Cardiologia recomenda bom senso e consumo moderado de bebidas alcoólicas no carnaval e que, ao sentir desconforto, como coração acelerado, sudorese, mal-estar intenso e fraqueza, as pessoas procurem assistência médica imediatamente. É necessário fazer eletrocardiograma e verificar a pressão e a frequência cardíaca, para confirmar o diagnóstico da arritmia.

Camanho acrescentou que também é preciso evitar a mistura de bebidas alcoólicas com energéticos convencionais, que têm grande quantidade de cafeína. Ele explicou que, embora não haja relação direta entre consumo de café e arritmia cardíaca, quando a pessoa ingere uma quantidade excessiva de cafeína e de álcool, acaba tendo dois estimulantes que são deflagradores.

 "O energético entraria aí como mais um fator para a ocorrência de arritmia cardíaca, mas o álcool é a principal causa”, afirmou.

 Durante o carnaval, o médico aconselha os foliões a beber muita água. “[É importante] beber muito líquido, porque o principal efeito do álcool é que ele causa desidratação celular”. Para cada copo de álcool ingerido, deve-se tomar, em média, o dobro de líquido, como água ou mate. “Que [o folião] se hidrate bastante. É fundamental para evitar sintomas em geral.”

SEM INTERNAÇÃO
Informe do dia

As 29 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) administradas pelo governo do Rio são alvo do corte de R$ 700 milhões na Saúde. Além de serem divididas por especialidade médica, as UPAs não aceitarão mais internar pacientes doentes. "Não vai ter mais doente internado em UPA. Vai direto para o hospital" afirma o governador Pezão.

No total, a redução de gastos na área de saúde do estado alcançará R$ 1,2 bilhão - outros R$ 500 milhões serão economizados este ano com a transferência dos hospitais Rocha Faria, em Campo Grande, e Albert Schweitzer, em Realengo, para a Prefeitura do Rio. O governo também vai rediscutir o valor de todos os contratos das organizações sociais (OSs).

Transplantes - Um outro programa que sofrerá cortes é o de transplantes. "Vamos continuar fazendo transplantes, só que nós vamos adequar ao tamanho da nossa arrecadação" diz Pezão.

Ameaça de morte - A diminuição do repasse de recursos para a central de transplantes já é uma realidade desde o fim do ano passado. Médicos que trabalham no atendimento de pacientes à espera das cirurgias têm sofrido até ameaças de morte.

Declarações atrapalhadas podem tirar ministro da Saúde dos holofotes
Jornal do Brasil

O Palácio do Planalto decidiu afastar o ministro da Saúde, Marcelo Castro, dos holofotes e das comunicações sobre os esforços do governo para o combate ao vírus Zika. A informação foi dada pela coluna de Lauro Jardim, no jornal "O Globo".

A estratégia é evitar ruídos diante das recentes declarações do ministro. Nos últimos dias, repercutiu mal o comentário de Castro diante dos jornalistas de que o governo e o país estão perdendo a batalha para o Aedes aegypti.


Na avaliação do Planalto, diante de um microfone o ministro mais atrapalha do que ajuda, conforme a coluna.


Deputado federal, Marcelo Castro pertence à cota do PMDB na reforma administrativa e ministerial que o Palácio do Planalto fez em outubro de 2015, com a finalidade de contemplar ainda mais o maior partido da base aliada e que vinha impondo derrotas às votações do Executivo na Câmara.

LUCIANO _ Noticias #Clipping

Papa Francisco se encontra com Tim
Cook, presidente da Apple


Mais americanos héteros
aceitam homossexuais


Presidente de Portugal veta projeto
de adoção por casais gays


Prefeito de Atenas assina
primeiro casamento civil gay



Sertão de PE terá centro de cidadania LGBT e combate à homofobia


Em decisão inédita, TJ-SP proíbe a veiculação de mensagens homofóbicas com respaldo religioso


Vídeo flagra a homofobia dos argentinos em relação a um casal gay


Grupo protesta na porta do Rio Sem Homofobia contra falta de pagamento


USP de Piracicaba conclui sindicância de 'ranking sexual'; 5 foram indicados


STF julga direito de transexuais usarem banheiro com o qual se identificam


Drag Queen brasileira deixa a Baixada para brilhar no 'The Voice' irlandês


Artistas negros explicam boicote ao Oscar


Longa 'Que Viva Eisenstein!' dramatiza romance gay do cineasta


DENUNCIAR É PRECISO

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

LUCIANO - NOTICIAS



"O PT é vítima do seu próprio ódio"

"É muito triste o Brasil estar nas mãos de Eduardo Cunha"

Jean Wyllys faz homenagem às mulheres públicas do PCdoB 

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo exibe 40 filmes em João Pessoa entre os dias 7 e 12 de dezembro   

Daniela Mercury nega que usa seu casamento como marketing

Cerca de 30% de atendimentos de Centro LGBT são de gonçalenses 
PÂNICO NA BAND CAUSA NA CCXP E É BANIDO INDEFINIDAMENTE DO EVENTO

Sobre impeachment, Jesus e Barrabás

Adão Iturrusgarai lança seu novo livro “Rocky & Hudson – os caubóis gays” em Porto Alegre

Há um terrorista em mim      
Brasileiro é falso moralista e duas-caras quando se trata de sexualidade, dizem historiadores

Nos 35 anos de morte de Lennon, fãs dizem porque “Imagine” se tornou um hino

Bolsonaro critica demarcação de terras indígenas e rigor com o meio ambiente

Mulheres latinas, negras, trans e refugiada dão o tom na abertura do Emergências

Movimentos vão às ruas contra o golpe e pelo desenvolvimento


DENUNCIAR É O MELHOR REMÉDIO

SAIU NA IMPRENSA 09/DEZ. Ana da Gloria

SAIU NA IMPRENSA
09/DEZ./2015

Por que o sucesso destas mulheres negras incomoda tanto?
Brasil Post

Taís Araújo, Maju Coutinho, Cris Vianna e, agora, Sheron Menezzes.

O que elas têm comum? São mulheres. São negras.

E estão na mídia. Sob os holofotes. São estrelas, referências, exemplos.

Em que outro momento a televisão brasileira teve tantas mulheres negras como protagonistas na dramaturgia ou no jornalismo?

A participação delas não é mais de figuração, configurando o que seria “o lugar do negro”, como bem diagnosticaram nos anos 80 os pensadores Lélia Gonzalez e Carlos Alfredo Hasenbalg.

Não é coincidência que quando se ampliam o espaço e a visibilidade de mulheres negras tão talentosas uma sequência de ataques ofensivos e discriminatórios tome conta das redes sociais.

Assim como agressões verbais a negras nas universidades acompanham o início da adoção de ações afirmativas, a inclusão e a ascensão delas na TV também geram reações negativas.

Por que o sucesso das mulheres negras incomoda tanto?

Porque elas estão cada vez mais representadas.  Porque existe uma consciência cada vez maior do racismo cordial no Brasil.
Porque falamos cada vez mais sobre isso, cobrando a desconstrução dos papéis raciais que durante anos aceitamos goela abaixo sem questionar.

Porque elas são lindas e orgulhosas. De sua cor.  De seus traços.  De seus cabelos. Negros.

O que durante séculos recebia o carimbo de negativo por ser “de preto” agora é assimilado por boa parte da população como motivo de orgulho.

Claro que, em um País onde 53% das pessoas são pretas e pardas, precisamos ainda de mais exemplos. Médicos, advogados, ministros do Supremo negros.

Porém, já vemos frutos da luta histórica do Movimento Negro Unificado, da implementação de cotas com orientação racial nas universidades públicas, da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do debate sobre representatividade dos negros na sociedade brasileira.

Mas, à medida que mais mulheres negras deixarem a posição de “minha empregada”, infelizmente veremos mais reações como as sofridas por estrelas negras.

São “racistas escondidos sob o pretenso anonimato da internet”, como bem assinalou Cris Vianna.

As polícias civis do Rio de Janeiro e de São Paulo já estão atrás deles. E não importa se são meramente haters, que querem apenas chamar atenção.

Conforme ressaltou Sheron, a discriminação racial “atinge milhões de pessoas no Brasil todos os dias”.

Por isso, punir essas demonstrações de racismo nas redes sociais tem caráter pedagógico.O racista precisa aprender que sua conduta é crime, independentemente da pessoa a quem endereça as ofensas.

E precisa entender que o presente não admite desrespeito nem ódio a nenhuma mulher negra. Seu recalque e seu racismo só vão alimentar o brilho de Sheron, Maju, Cris, Taís.

Zika vírus: a biopolítica dos úteros
Debora Diniz* CCR

O controle das populações ganha nomes originais a depender da época. Já foi eugenia, agora é prevenção. Cada tempo teria sua biopolítica e seus inimigos do bem-estar, permitam-me lembrar Michel Foucault. O infeliz da vez é o zika vírus; e, com pouca originalidade, a população são os úteros das mulheres. O aumento na notificação de recém-nascidos com microcefalia em áreas endêmicas de dengue acendeu a hipótese de que haveria causalidade entre o zika e a má-formação. O Instituto Evandro Chagas encontrou o vírus em tecidos e sangue de um único bebê, e o alarde foi internacional: “Ministério da Saúde confirma relação entre zika vírus e microcefalia”.

Quanta ambiguidade e terror nesse anúncio. Em ciência, “relação” pode ser tudo e nada ao mesmo tempo. Há uma diferença entre causa e relação — o que precisamos saber é se o zika vírus causa a microcefalia no feto. Por que essa diferença importa? Porque relação pode ser erro científico — “o risco de sarampo é maior entre os consumidores de tomates” diz o quê? Que entre as pessoas que gostam de tomate, muitas tiveram sarampo, mas nada sobre a causa do sarampo. Não quero aqui contestar que uma nova descoberta científica possa estar em curso, apenas estranhar como uma hipótese, um único caso de relação comprovada, pode ter sido suficiente para um alerta de saúde pública com consequências importantes para as mulheres. E não quaisquer mulheres, mas as pobres e nordestinas.

 Há tempos convivemos com a dengue. O mosquito Aedes aegypti é daqueles cujo nome científico é conhecido sem decoreba de escola. A dengue é doença da vida comum, todas nós conhecemos alguém que já sentiu as dores cortantes do vírus da dengue. A microcefalia no feto é outra ordem de inquietação sanitária — a má-formação não tem cura e, mesmo o diagnóstico sendo feito intraútero, não há direito ao aborto no Brasil. Os dados epidemiológicos anunciam um crescimento de dez vezes nos casos notificados — de pouco mais de cem nos últimos cinco anos, agora identificamos mais de mil recém-nascidos com microcefalia. E os casos são complexos: em alguns bebês, há múltiplas más-formações; em outros, apenas a microcefalia.

 Se essa é uma “situação inédita para a pesquisa científica mundial”, segundo o Ministério da Saúde, para a história do controle dos corpos das mulheres, é repetição do já-vivido. A biopolítica tem nas mulheres alvo preferido — não se esperam certezas científicas para anunciar que a melhor prevenção da microcefalia é não engravidar; que para conter o crescimento populacional é preciso restringir número de filhos; que, para que não haja crianças na rua, esterilizar mulheres pobres seria a saída. Esse não é um bom anúncio. A única prevenção ao zika vírus é o controle do mosquito. O resto é política de saúde para amadores.

Debora Diniz é antropóloga, professora da Universidade de Brasília, pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética e autora do livro “Cadeia: relatos sobre mulheres” (Civilização Brasileira).

Zika vírus e HIV: Infectologistas dizem que não há recomendação específica para soropositivos e cuidados são iguais para todos
Agência Aids

Identificado pela primeira vez no país em abril, o zika vírus tem mobilizado as autoridades sanitárias, especialmente depois de o Ministério da Saúde (MS) sustentar a hipótese de que o aumento no número de bebês  nascidos com microcefalia (má formação do cérebro)  está relacionado a ele. Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Por enquanto, a preocupação é com as grávidas, mas, com tantas dúvidas no ar, a Agência Aids ouviu alguns infectologistas para saber se pessoas com HIV precisam de  algum cuidado específico.  “Não temos notificações de portadores do HIV infectados pelo zika. Então, não podemos falar sobre recomendações para eles”, diz o microbiologista Paolo Marinho de Andrade Zanotto, professor do Instituto de Ciências Biomédicos  da USP.

Zanotto explica que é muito cedo para qualquer recomendação com evidências científicas, seja lá para quem for. O mesmo diz o infectologista Esper Kallás, pesquisador e professor da Faculdade de Medicina da USP. “A história está em evolução e deve haver desdobramentos a curto e a longo prazos para as pessoas em geral”, diz Esper. "Por enquanto, não tem nenhuma relação detectada  entre zika e HIV."

Claudia Binelli, infectologista do CRT (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids) de São Paulo, também chama atenção para o fato de haver poucas informações sobre o novo vírus. “Mas é importante informar que não há nenhuma relação com HIV. As precauções e cuidados são os mesmos para todos.”

“Não temos notificação de um portador de HIV infectado pelo zika, mas  aqueles com imunidade muito baixa, com CD4 abaixo de 150, podem ter complicações, sim, caso peguem o novo vírus”, diz Jean Carlo Gorinchteyn, do Hospital Emílio Ribas, de São Paulo. “ Quanto mais baixa a imunidade, maiores os riscos.”

 A dica de Gorinchteyn é para as pessoas, em caso de qualquer dúvida, procurarem o Emílio Ribas. “Nossa equipe médica está preparada para acolher e orientar os pacientes.”

Todos os médicos recomendam que se combata os focos de mosquito, cada um em sua casa. E incentivem os  vizinhos a fazerem o mesmo. A infectologista do CRT recomenda o uso de repelentes como forma de proteção. “O repelente é eficaz contra o Aedes aegypti e pode ser utilizado também em gestantes.” Segundo ela, os produtos à  base de icaridina são os mais recomendáveis.  A médica orienta ainda para que se use roupas cobrindo braços e pernas sempre que a temperatura e o  ambiente permitirem.

Mais sobre o zika vírus - O MS decretou estado de emergência no mês passado, por causa do aumento de números de casos de microcefalia. O MS acredita que o fato está relacionado ao zika.

O caso brasileiro, que incluiu pela primeira vez mortes, motivou um alerta mundial da Organização Mundial da Saúde.

Segundo levantamento da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti  se encontram nas casas. Daí a importância de combatê-los.

Mais de 80% dos casos de infecção por zika vírus não apresentam sintomas. Mas podem aparecer febre e vermelhidão. Nesse caso, é importante procurar um serviço de saúde.

Para casos suspeitos de zika vírus, já é feito um teste em diversas regiões do País. A partir de 2016, o estado de São Paulo disponibilizará outra avaliação confirmatória para a doença, por meio do Instituto Adolfo Lutz, segundo anunciou nesta segunda-feira (7) o secretário erstadual da Saúde, David Uip. O teste de sorologia, pelo método Elisa, permite detectar anticorpos no sangue mesmo após a fase aguda da infecção – ele já é usado para suspeitas de dengue. O exame estará disponível só a partir de 2016.

Quem terá prioridade nos tratamentos contra as três doenças são mulheres grávidas, pacientes que têm os sintomas, doadores de sangue e quem passou por transplante de órgãos.

Em 2013, o vírus causou um surto na Polinésia Francesa e em fevereiro de 2014 chegou à Ilha de Páscoa, a 3.700 km da costa do Chile.

Em menos de dois anos, foram registrados casos de zika em nove países das Américas.

No ano passado, foram registrados no Brasil 147 casos.

Até o dia 28 de novembro, foram notificados 1.248 casos suspeitos de microcefalia em 311 municípios de 13 estados e no Distrito Federal.

Do total de casos, foram notificados sete óbitos de bebês.

Pernambuco tem mais da metade dos casos registrados no país este ano, com 646 notificações.

Para as gestantes, por enquanto, as orientações são evitar picadas de mosquito e áreas com concentração de casos de microcefalia.

“Aidéticos, nunca mais”: Crítico do 'Estadão' se desculpa por ter usado o termo em texto sobre o filme 'Califórnia'
Agência Aids

Atualmente, crítico de cinema do “O Estado de S. Paulo”, o jornalista Luiz Carlos Merten escreveu em sua coluna no 'Blog Estadão', um pedido de desculpas as pessoas que vivem e convivem vírus HIV por usar o termo ‘aidético’ – que estigmatiza as pessoas vivendo com HIV – em seus textos.

Mencionou a recente entrevista feita com Marina Person, diretora do filme “Califórnia" que aborda a aids como um dos temas, em que usou a palavra e causou insatisfação da diretora: “Embora o termo não esteja nas aspas com o que me disse, fica meio vago se ela teria dito. Marina jamais usaria uma palavra tão incorreta e preconceituosa. Comentei com meu amigo Dib Carneiro e ele me passou um pito. Dib adaptou o livro de Valéria Polizzi 'Depois Daquela Viagem' para teatro e conviveu bastante com esse universo da aids. Explicou-me por que tem de ser soropositivo, e tudo bem”, escreveu. Leia abaixo o texto na integra:  

Nunca mais!


Espero que Marina Person não esteja tão brava comigo – ia escrever ‘braba’, em gauchês -, a ponto de querer brigar, mas Paula Ferraz, que faz a assessoria do filme dela, Califórnia, me fez saber que Marina não gostou nem um pouco de um termo que usei no texto com a entrevista com ela no Caderno 2. Marina me disse duas ou três coisas para reforçar que o filme não é autobiográfico. Nunca quis ir para a Califórnia – sua meta seria Londres -, nunca teve um tio aidético. Ops! Foi o pivô da insatisfação da Marina. Embora o termo não esteja nas aspas com o que me disse, fica meio vago se ela teria dito. Marina jamais usaria uma palavra tão incorreta e preconceituosa. Comentei com meu amigo Dib Carneiro e ele me passou um pito. Dib adaptou o livro de Valéria Polizzi “Depois Daquela Viagem” para teatro e conviveu bastante com esse universo da aids. Explicou-me por que tem de ser soropositivo, e tudo bem. Assim como é incorreto e não uso mais homossexualismo – tem de ser homossexualidade -, prometo não usar mais aidético. Mas a correção me cansa. No Dia da Aids, na semana passada, ouvi muito que o Brasil, referência internacional no tratamento da síndrome, tem um percentual muito alto de jovens portadores do vírus. Soropositivo parece tão brando, tão distante. Pergunto-me se uma terapia de choque, tipo analista de Bagé, não ajudaria no processo de conscientização da garotada que brinca com (ignora?) o perigo. E a Marina lembra, na entrevista, como na origem da doença, e por conta da desinformação, a aids era associada à promiscuidade e isso piorava tudo, inclusive a vergonha de quem tinha (e dos familiares).Tem sido uma relativamente curta, em anos, mas longa trajetória desde que a aids irrompeu no imaginário das pessoas – e na dura realidade. Estava na Inter de Zero Hora, em Porto Alegre, e redigia as notícias com base em telegramas de agências internacionais (naquela época eram telegramas). Não se usava ‘soropositivo’ e a aids era referida como câncer ou praga ‘gay’, porque as vítimas preferenciais eram homossexuais. Aprendemos depois que atingia outros grupos – drogados, hemofílicos etc. Perdi amigos. Vi filmes bem-intencionados mas ruins sobre o assunto, vi um grande filme de um autor soropositivo que dramatizou a própria experiência. O francês Cyril Collard de Les Nuits Fauves, Noites Felinas, de 1992, já morreu, mas deixou o legado desse filme que ganhou o César mas nem isso o salvou de ser discriminado. Virou, a despeito das qualidades, um filme de gueto. Continuo com amigos soropositivos mas zerados, graças ao coquetel. Morro de saudade do Sérgio, do Edmar e nunca me conformei que o magnífico ator de Sylvio Back em Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro, Kadu Carneiro, tenha se isolado para morrer, só sendo descoberto demasiado tarde. Peço desculpas a Marina e a todos os soropositivos, que tenham ou não, desenvolvido a doença.Aidéticos, nunca mais.