| Em artigo para o jornal O Estado de S.Paulo, pesquisadora Sonia Fleury analisa sucessos e fraquezas do SUS | ||||
| ||||
Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Sonia Fleury analisa sucessos e fraquezas do SUS
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
As eleições e a vitória da ideologia familista cristã
domingo, 9 de maio de 2010
artigos Tortura nunca mais. Lei, sempre
7.5.2010
|10h03m
artigos
Tortura nunca mais. Lei, sempre
A tortura é um dos crimes mais hediondos e uma das manifestações mais degradantes e covardes da natureza humana.Mais grave ainda quando praticada por agentes de Estado que subjugam e humilham fisicamente uma pessoa indefesa a pretexto de obter confissões ou informações, seja dentro de um quadro de conflito político, seja em uma investigação criminal de qualquer natureza.
Estabelecida essa premissa, para que não restem dúvidas, ficam ainda mais fortes os motivos para admirar as razões que levaram o ministro Eros Grau a votar, com argumentos contidos num contundente relatório de 61 páginas, na tese de que a Lei de Anistia promulgada em 1979 e confirmada pela Constituição de 1988, não é passível de revisão pela Justiça- no que foi acompanhado por outros 6 juízes.
A primeira razão para admirar o voto: Eros Grau não é um reacionário de má história.Ele mesmo,que já se declarou marxista, foi preso e torturado durante o regime militar, o que não afetou a isenção técnica de seu julgamento.
A segunda razão para admirar o voto: ele mantém o princípio da segurança jurídica, o que é um dos esteios de um legítimo Estado de Direito.
É estranho e irônico que certos segmentos da sociedade, que criticaram a decisão do STF, sejam os mesmos que criticam o excessivo protagonismo da Justiça, e que protestam contra a “judicialização” da vida política do País.
O voto de Eros Grau , para quem se der ao trabalho de lê-lo, não é um voto pró-tortura, mas sim um voto a favor do pleno Estado de Direito.Ele argumenta que a Lei da Anistia foi pactuada entre sociedade e governo, e resultou ser recíproca pela vontade manifesta das duas partes, e referendada pelo Congresso.
Alegava a OAB em sua petição que o regime, em 1979, quando a lei foi promulgada,não era plenamente democrático, e que em função dessa desequilibrada relação de forças políticas, o governo acabava auto-anistiando os seus agentes acusados de crimes contra a Humanidade, como a tortura.
Eros Grau tinha fortes argumentos contra a petição da OAB: se a alegação de que a lei foi aprovada por um Congresso pouco independente fosse válida, toda a legislação do período autoritário teria que ser revogada; quando a Lei da Anistia foi aprovada, ainda não existia a lei que tornava a tortura crime inafiançável e não-anistiável,promulgada em 1997, e nem a Convenção das Nações Unidas Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis,que só entrou em vigor em junho de 1987.Leis não retroagem,como se sabe. E mais: a Lei da Anistia foi revalidada pela Emenda Constitucional nº 26, que convocou a Assembléia Nacional Constituinte, ou seja, durante a plena vigência do regime democrático.
O ministro defendeu um princípio constitucional básico, em cima do qual construiu a arquitetura de seu raciocínio: “No Estado democrático de Direito o Poder Judiciário não está autorizado a alterar,a dar outra redação,diversa da nele contemplada,a texto normativo.Pode, a partir dele,produzir distintas normas.Mas nem mesmo o Supremo Tribunal Federal está autorizado a reescrever leis de anistia”.
Aos que argumentam com o fato de outros países da América Latina,como Uruguai,Chile e Argentina terem conseguido punir os seus torturadores,Eros Grau mostra que a “Lei de Obediencia Devida”, “Lei de Caducidad de La Pretensión Punitiva”, a “Lei del Punto Final” e outras, tiveram origem no Legislativo desses países, e não foram impostas por intepretação judiciária.
Enfim, o que a decisão do STF mostrou é que se a sociedade brasileira deseja revogar uma parte da lei de anistia e punir um dos lados em conflito, é preciso que o faça através dos meios que o estado democrático de Direito lhe faculta: por uma lei elaborada e aprovada pelo Congresso.
Por isso,a decisão do STF não defende a tortura.Defende a lei.
Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. Escreverá sempre às sextas-feiras. E.mail: svaia@uol.com.br
Siga o Blog do Noblat no twitter
Ouça a Estação Jazz e Tal
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O respeito à diferença (Artigo) O Globo - 07/05/2010 HENRIQUE ZAREMBA DA CÂMARA A questão da convivência com as diferenças tem uma história dat
O respeito à diferença (Artigo)
O Globo - 07/05/2010
HENRIQUE ZAREMBA DA CÂMARA
A questão da convivência com as diferenças tem uma história datada. Começa no século XVIII, no Iluminismo, quando o Ocidente europeu formula uma nova forma de organizar seus modos de vida.
O reconhecimento de que o indivíduo dispõe de direitos pelo simples fato de ser humano constitui-se uma formulação revolucionária. O homem que, ao longo das sociedades autocráticas e absolutistas, nunca conseguiu viver com a autonomia da razão, agora, sob o influxo das ideias iluministas, ousou pensar, ousou saber, ousou assumir a responsabilidade de construir sua própria humanidade; tomou em suas mãos a missão de organizar a vida social, pela força da razão.
A simples ideia de que a felicidade é um direito já demonstra o grau de ousadia daquele momento histórico.
Fazê-la inscrita em um documento como a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América foi um marco. Como também é um marco a Declaração dos Direitos do Homem, herança da Revolução Francesa de 1789.
Os franceses e os ingleses, por exemplo, nos legaram um acervo formidável de ideias capazes de construir convivências, não a partir de poderes sobrenaturais, mas a partir de contratos sociais, de acordos entre pessoas, de direitos gravados em documentos institucionais. Nasceu a democracia representativa, nasceram os cidadãos que se igualavam em face da lei e das constituições.
Não mais o súdito imobilizado.
Mesmo a escravidão, abominável, passou a ser intolerável a partir destes novos modos de pensar que ofereceram os instrumentos necessários para que almas sensíveis pudessem travar a luta pela abolição daquela infâmia.
Um novo mundo se formou, a partir da valorização do outro como portador de direitos garantidos pela natureza e pela constituição. A revolução iluminista moldou o mundo em que vivemos, nós, ocidentais.
A liberdade de expressão, junto com a garantia da livre circulação das ideias, é um desses monumentos à inteligência e à grandeza da civilização que só se tornou possível em face da valorização das diferenças.
Ameaçar estes direitos é um atentado de lesa-humanidade, inaceitável sob qualquer ponto de vista.
Além das conquistas históricas e sociais derivadas do Iluminismo moderno, uma outra lição ainda se fez presente: a lição de que o grau de civilização de nossas sociedades pode ser medido pela maneira como convivemos com as diferenças. O outro se tornou uma questão, e a questão do outro é a base de uma pedagogia civilizada.
Aprendemos, ao longo destes últimos trezentos anos, que somos indivíduos coletivos, não podemos viver senão em comunidade, compartilhando valores semelhantes ou próximos, almejando mais ou menos o mesmo projeto de vida, rezando, muitas vezes, as mesmas orações.
Por mais que se fragmente a realidade, ela ainda nos une a partir de certos laços de solidariedade e de convivência.
Reconhecer este caráter ecumênico, esta constante antropológica, é parte fundamental do processo civilizatório que a educação agencia.
Portanto, a educação que se deve praticar, neste cenário, é aquela livre de qualquer tipo de sectarismo ou dirigismo, seja por parte do Estado ou decorrente de crenças religiosas ou ideológicas, que limite o direito de escolha, a liberdade de opinião, as prerrogativas democráticas e, sobretudo, o respeito às diferenças. Nesse caso, a escola particular tem muito a oferecer, porque inspirada nos valores da liberdade.
Convido os leitores para uma reflexão sobre a diferença.
Vivê-la, intensa e plenamente, é uma das condições da modernidade. Afinal, é imensa a responsabilidade de viver em uma época cheia de oportunidades e de conflitos igualmente graves, como é o caso dos terrorismos. Mas essa realidade cambiante exige certas aberturas mentais e sociais que só a educação com liberdade pode estimular.
Cada vez mais, viver significará conviver, respeitando o limite do outro, como observou Kant, um campeão do pensamento iluminista.
Respeitar a diferença, aprender a conviver com ela, em liberdade e em paz, é a forma mais eficaz de se integrar ao admirável mundo novo já presente em nossa história.
Cortesia:Clipping Bem Fam(07/05/010)
Família virtual (Artigo) Correio Braziliense - 07/05/2010 Frei Betto
7/05/2010
Família virtual (Artigo)
Correio Braziliense - 07/05/2010
Frei Betto
A desinstitucionalização da família é um dos aspectos mais marcantes da crise da modernidade. O que é, hoje, uma família? Onde os vínculos inquebrantáveis da instituição agregadora de avós, pais, filhos, tios, primos e netos?
A reconfiguração dos papéis sexuais, a instabilidade dos laços conjugais, o divórcio, o recasamento fragmentam o núcleo familiar. As crianças circulam entre vários lares autônomos em contato com diferentes adultos que lhes transmitem, como valores, tantas opiniões e atitudes divergentes que elas ficam convencidas de que tudo é relativo.
A crise do modelo familiar tradicional decorre de fatores como a emancipação da mulher, que já não depende do marido para se sustentar; do desprestígio da autoridade paterna; da igualdade de direitos das pessoas; o que embaralha e mina a antiga hierarquia de papéis definidos entre avós, pais, mães, filhos e tios.
A atomização do núcleo familiar desordena o conceito de autoridade, o exercício da obediência, o patriarcalismo outrora dominante. A família é, agora, um agrupamento funcional de trocas afetivas e interesses econômicos. Nela, os deveres específicos de cada um perdem nitidez. Os rituais de entrelaçamento e consolidação – refeições em comum, frequência dominical ao culto religioso, férias conjuntas, celebrações de aniversários etc. – se esfumaçam sem que seja introduzida nova liturgia de estreitamento de vínculo familiar.
O que é hoje um lar? Um espaço de moradia onde cada um se locomove de acordo com interesses individuais. No lugar da mesa posta com a família em torno, a geladeira como provedora de abastecimento; no lugar da sala como espaço de convívio, o quarto individual como local de refúgio, onde cada um se esconde entretido com a parafernália eletrônica, como TV e internet, que substitui, pelo relacionamento virtual, a sociabilidade calcada na alteridade. A solidão deixa de ser um recuo à ação solidária e nutrição cultural para funcionar como abrigo de evasão solitária.
Outra causa de desagregação da família tradicional é o poder exercido pelo império televisivo. A TV é o “terceiro pai” que desempenha forte influência na formação de crianças e adolescentes. Desloca o núcleo familiar da sua relação de alteridade (conversas em torno da mesa, na varanda, na calçada ou no quintal; jogos de tabuleiro ou baralho; recital de música ou teatro improvisado etc.) para a confluência de todos rumo à tela de TV.
A família real cede lugar à virtual. E, em muitas famílias, nem há mais justaposição; há um aparelho de TV em cada quarto, atomizando as relações e dificultando o diálogo.
A democracia neoliberal – essa que se baseia na aquisição de bens materiais e permite a todos avaliarem seu grau de liberdade segundo sua proximidade ou distância do mercado – impõe-se à família por meio da TV, anulando os rituais fundados no afeto e na cumplicidade de sangue.
Já não vigora a autoridade paterna a decidir o que, na TV, convém ou não às crianças. Nem há debate familiar. Cada um decide, a seu bel-prazer, o tempo e o conteúdo de sua voluntária sujeição à TV, em detrimento de diálogo familiar, leitura, oração, diversão, exercício físico ou desempenho social (visitas, frequência ao clube, biblioteca, teatro etc).
A família atual tende a ignorar os parentes, não se interessa por eles, embora alimente grande apreço pelos novos “parentes” a quem, quase diariamente, abre portas e corações: William Bonner e Fátima Bernardes; Hebe Camargo e Faustão; Luciano Huck e Luciana Gimenez; Datena e Boris Casoy; e toda a plêiade de heróis e heroínas de telenovelas, programas infantis e desenhos animados.
Esses novos tios e tias têm a vantagem de serem sempre divertidos e educados; não pedem dinheiro emprestado, não bebem as nossas bebidas nem comem a nossa comida; não ocupam espaço; não nos convocam às suas doenças; mostram-se sempre saudáveis e risonhos; são ricos e famosos. Como a realidade é cada vez mais virtual, podemos até sentir-lhes o perfume...
Freud ficaria confuso se voltasse hoje. Já não temos necessidade de “matar o pai” ou “odiar o irmão”. Basta discar o número fatal que exclui um “brother” ou trocar de canal a cada vez que aquele chato ou aquela megera aparece no vídeo.
Todas as noites milhões de telespectadores se nutrem abnegadamente dessa sopa de entretenimento – telenovelas, programas humorísticos, esportivos etc. – temperada de tudo isso que falta à sua vida real: o grande amor, a emoção, o desafio, o ideal, a beleza, a roda da fortuna...
Cortesia: Clipping Bem Fam(07/05/010)