Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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Ativismo Contra Aids/TB

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Caos na Saúde do RN!!_Rosalba Ciarlini_Governadora



18/09/2012 17h23 - Atualizado em 19/09/2012 08h15

Conselho Federal de Medicina pedirá intervenção federal na Saúde do RN

Governadora Rosalba Ciarlini será denunciada ao Ministério da Saúde.
Membros do Conselho visitaram Hospital Walfredo Gurgel nesta terça (18).

Ricardo AraújoDo G1 RN
6 comentários
Rosalba Ciarlini rebateu críticas dos membros do Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos (Foto: Ricardo Araújo/G1)Rosalba rebateu críticas dos membros do
CFM e Fenam (Foto: Ricardo Araújo/G1)
A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, será denunciada à Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Em vistoria ao Hospital Walfredo Gurgel na manhã desta terça-feira (18), os conselheiros José Murisset e Aloísio Tibiriçá identificaram problemas que, segundo eles, ferem os princípios da ética e da dignidade humana e irão encaminhar um relatório ao Ministério da Saúde.
Durante 90 minutos, representantes do Governo do Estado, do Sindicato dos Médicos, diretores de hospitais estaduais e os membros do Conselho e da Federação discutiram a situação dos serviços de Saúde no estado. A reunião foi marcada pela elevação do tom de voz entre os participantes e por um princípio de choro da governadora Rosalba Ciarlini.
Governadora Rosalba Ciarlini e equipe de secretários se reúnem com representantes do Conselho Federal de Medicina (Foto: Ricardo Araújo/G1)Rosalba e secretários se reuniram com membro do
CFM (Foto: Ricardo Araújo/G1)
A governadora iniciou a discussão relatando dificuldades financeiras enfrentadas pelo Governo para investir na melhoria da infraestrutura da Saúde pública estadual e confirmou que, para 2013 a previsão orçamentária para a pasta é de R$ 1,2 bilhão. Rosalba comentou, ainda, que o Estado somente recebeu em torno de R$ 230 milhões em 2011 via Fundo Nacional da Saúde.
Entretanto, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Aloísio Tibiriçá, rebateu a informação alegando que o DataSUS (sistema do Governo Federal com informações sobre o valor dos repasses da União para os estados) informava que R$ 800 milhões haviam sido encaminhados ao RN no ano passado para serem investidos na Saúde. Rosalba Ciarlini recuou e partiu para o discurso do pedido de ajuda e colaboração dos membros dos órgãos federais. As críticas à gestão da Saúde Estadual, porém, não cessaram.
Aloísio Tibiriçá relatou aos presentes na reunião que as condições de trabalho no Walfredo Gurgel ferem o princípio da ética. O secretário chefe do Gabinete Civil Estadual, José Anselmo de Carvalho retrucou afirmando que o conceito de ética é muito subjetivo. Aloísio, por sua vez, rebateu a crítica do secretário resumindo que a situação do hospital fere os princípios da dignidade humana.
Rosalba Ciarlini se emocionou ao responder críticas do presidente do Sindicato dos Médicos do RN, Geraldo Ferreira (Foto: Ricardo Araújo/G1)Rosalba se emocionou ao responder críticas
do presidente do Sinmed (Foto: Ricardo Araújo/G1)
Rosalba Ciarlini interrompeu a discussão e questinou Aloísio: "Qual milagre eu posso fazer hoje? Eu quero que você me diga". Aloísio, de forma incisiva, respondeu que defenderia a intervenção federal na Saúde Estadual. "Estou falando de um estado que decretou calamidade pública, governadora", ressaltou Tibiriçá. A governadora solicitou que a situação do estado como um todo fosse analisada antes que o pedido de intervenção federal fosse protocolado.
Ela argumentou, ainda, que os custos com a folha de pessoal da Saúde chega a 70% dos valores disponíveis e as horas trabalhadas pelos médicos não correspondem às contratadas. O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), Geraldo Ferreira, teceu críticas à governadora que a emocionaram e e a levaram ao seguinte argumento: "Eu não sou irresponsável. Você não conhece minha história como médica. Em 35 anos de medicina nunca deixei de atender um paciente", enfatizou a governadora, que é médica pediatra.
O que encontramos é uma incapacidade local de resolver o problema"
Aloísio Tibiriçá, vice-presidente do CFM
O tom da reunião, por diversos momentos, se elevou. O controlador geral do Estado, José Marcelo Ferreira Costa, questionou a Aloísio Tibiriçá se ele sabia o que, de fato, é uma intervenção federal. Aloísio, por sua vez, respondeu que conhecia o processo e o que os órgãos federais querem, na realidade, é uma có-gestão da Saúde do RN entre a União e o Governo do Estado. "O que encontramos é uma incapacidade local de resolver o problema", ressaltou Tibiriçá.
Em quase todas as falas, a governadora Rosalba Ciarlini tentava convencer os membros dos órgãos federais da não-intervenção. Ela ressaltou que todas as medidas para solução dos problemas estão em curso e, inclusive, os convidou para visitar o estado ao final da validade do decreto de calamidade pública na Saúde para perceberem a diferença no atendimento. "Qual a forma da gente fazer sem intervir nos hospitais?", questionou Rosalba.
Em resposta, o membro do Departamento de Direitos Humanos da Federação Nacional de Medicina, José Murisset, disse que os problemas na Saúde do RN vão além da questão das escalas médicas nos hospitais. Em contrapartida, Rosalba Ciarlini argumentou que o problema da falta de estrutura adequada é histórica e remete a outros governos. Simonetti foi enfático ao afirmar que o discurso da governadora não o convencia. "Mas eu estou trabalhando e lutando para resolver isso", reiterou Rosalba Ciarlini.
Nós vamos lhe denunciar"
José Murisset, do Departamento de Direitos Humanos do Fenam
A Murisset, ela pediu que fosse elaborado um relatório e entregue ao Governo do Estado. Ele, porém, elevou o tom e disse: "Nós não vamos lhe entregar nenhum relatório. Nós vamos lhe denunciar". Mais adiante, Rosalba o questionou: "A única culpada é a governadora que vai para os tribunais responder pelo os que estão morrendo?".
Os secretários estaduais de Planejamento, Obery Rodrigues; de Saúde, Isaú Gerino; do Gabinete Civil, José Anselmo de Carvalho; de Administração, Alber da Nóbrega e controlador geral do Estado, José Marcelo Ferreira Costa rebateram todas as críticas tecidas pelos membros dos órgãos federais de fiscalização da Saúde. Eles alegaram que o estado passa por uma situação aguda e que todas as medidas para sanar os problemas estão em curso.
O relatório final com as informações colhidas pelo Conselho Federal de Medicina e pela Federação Nacional de Medicina, será entregue ao Ministério da Saúde e à Organização dos Estados Americanos (OEA), na próxima semana.

Prezado Marcos,

Acuso  a leitura do seu email e manifesto nossa solidariedade ao movimento local frente ao abandono por parte dos gestores locais.

Solidariamente,


Roberto Pereira
Centro de Educação Sexual - CEDUS
Membro da Comissão Nacional de Aids - MS
Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ
Rio de Janeiro - RJ
Cel: (55.21) 9429-4550
cedusrj@yahoo.com.br

Nós pensamos muito e sentimos pouco. Mais do que máquinas, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, nós precisamos de carinho e bondade. Sem essas qualidade a vida será violenta, e tudo será perdido.
Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador"
Parabéns Marcos pela socialização!
Acredito eu que ativismo é isto. Falara, divulgar o seu Estado dentro dos seus acontecimentos de vitórias, conquistas desafios etc!
 
Um abraço
 Jerônimo - Suplente RNP+NE

        

sábado, 26 de maio de 2012

Tortura Nunca Mais celebra participação da juventude no resgate histórico





Tortura Nunca Mais celebra participação da juventude no resgate histórico

A presidente do Tortura Nunca Mais – RJ, Cecília Coimbra, revela em entrevista à Carta Maior a satisfação em ver pela primeira vez em quase trinta anos o debate sobre as reparações pelas atrocidades da ditadura militar ganhando corpo, principalmente através das novas gerações, seja no respaldo a implantação da Comissão da Verdade, seja em denúncias contra os agentes do regime de exceção.

Rodrigo Otávio

Rio de Janeiro - Afirmando ainda não ter recebido nenhuma comunicação oficial sobre a anunciada doação que a presidente Dilma Rousseff fará ao grupo de defesa de direitos humanos, a presidente do Tortura Nunca Mais – RJ, Cecília Coimbra, revela em entrevista à Carta Maior a satisfação em ver pela primeira vez em quase trinta anos o debate sobre as reparações pelas atrocidades da ditadura militar ganhando corpo, principalmente através das novas gerações, seja no respaldo a implantação da Comissão da Verdade, seja em denúncias contra os agentes do regime de exceção.

Apesar de feliz por ver os filhos da democracia se apossando da história, o grupo mantém sua posição crítica à Comissão da Verdade. Não aprova o nome do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, na comissão e segue contestando a não publicização dos depoimentos e o não encaminhamento dos resultados para a esfera jurídica.

Sobre a sugestão dos autores do livro “Memórias de uma Guerra Suja” para que o assassino Claudio Guerra, além de prestar depoimento, trabalhe quase como um “consultor” da comissão, Cecília é taxativa. “De jeito nenhum!”, diz, “ele é apenas uma testemunha!”.

Carta Maior - Como o Tortura Nunca Mais recebeu a notícia de que a presidenta Dilma Rousseff doará ao grupo a indenização de R$ 20 mil que receberá do governo do Rio de Janeiro por ter sido presa e torturada no estado?

Cecília Coimbra - Não recebemos nenhuma notificação oficial até o momento. Ou seja, nada oficialmente nos chegou, somente pela imprensa. Nenhuma comunicação até agora. Então não posso elucubrar uma coisa que não foi oficialmente informada, né?

O grupo Tortura Nunca Mais não é uma ONG. Ele é um movimento social. Nenhum de nós ganha nada, ao contrário, a gente está passando até por sérias dificuldades econômicas. Mas a gente, para manter a autonomia e independência do grupo, não recebe nenhum financiamento de nenhum governo municipal, estadual ou federal. Só que financiamento é uma coisa, doação é outra. Nós iríamos discutir. Assim que nós formos informados oficialmente dessa reparação que a presidente vai doar ao Tortura Nunca Mais, nós vamos discutir o assunto. Possivelmente vamos aceitar. Por quê? Porque doação é uma coisa, financiamento é outra coisa. Doação está vindo de uma pessoa, de uma pessoa que foi torturada, com todo o respeito nosso, por mais críticas que nós possamos fazer a essa comissão da verdade que está sendo colocada aí.

CM - Qual a avaliação do grupo sobre os nomes escolhidos para integrar a Comissão da Verdade e o estágio atual dos trabalhos?

CC - Ainda não começou. Os trabalhos mal começaram, então não dá para fazer avaliação nenhuma. Nós não quisemos discutir nome nenhum, pediram que a gente indicasse nomes. Nós nos negamos a indicar nomes porque nós, se estivéssemos indicando nomes, nós estaríamos referendando essa comissão que a gente já fazia críticas desde o projeto. E quando foi votada nós continuamos fazendo críticas.

Obviamente tem alguns nomes muito importantes, muito interessantes, como a drª Rosa Cardoso, drº Paulo Sergio Pinheiro. Agora, tem nomes que não deveriam constar ali. Por exemplo, o Dipp (Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça), que está sendo porta-voz da comissão, esta pessoa foi testemunha do estado brasileiro, em dezembro de 2010, na corte interamericana de direitos humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), contra os familiares das vítimas do Araguaia. Ele foi testemunha do estado brasileiro, do governo, que estava sendo julgado naquele momento pela corte da OEA. Então para nós já é uma pessoa estranha, é muito estranho esse nome estar aí.

CM - Qual são essas principais críticas do Tortura Nunca Mais à Comissão da Verdade?

CC - Olha são várias. Desde a Lei da Anistia, mostrando toda a conjuntura histórica, que vai levando os diferentes governos, civis, desde 1985 até os dias de hoje, a fazerem acordos com forças civis e militares que respaldaram e apoiaram a ditadura. Forças essas que ainda fazem parte do cenário político brasileiro. Por isso é que essa comissão da verdade vem do jeito que vem. Limitada, bastante limitada, bastante tímida, isso tem a ver com o contexto brasileiro que a gente atravessa desde da época da Lei de Anistia, desde 1979.

E as críticas que a gente faz são fundamentalmente não tornar público os depoimentos e o relatório final, isso tem que ser publicizado, a sociedade precisa saber o que aconteceu, não pode estar sendo tomado depoimento com portas fechadas, sabe? Isso é manter o sigilo e o segredo que a ditadura impôs à gente. Tudo tem que ser publicizado!

O outro ponto é que o relatório final tem que ser encaminhado para o Judiciário. E aí ficam jogando cortina de fumaça, “Ah! Porque querem que a Comissão da Verdade puna”. Nós sabemos que a Comissão da Verdade não é para punir ninguém.

A Comissão da Verdade deveria ser para investigar, levantar dados, averiguar o que aconteceu, tornar público o que aconteceu, que infelizmente não vai fazer, mas a gente vai continuar forçando para que isso ocorra, e encaminhar o seu relatório para o Judiciário.

CM - O prazo para o fim dos trabalhos é de dois anos. A senhora acha que, durante esse período, caso o debate ganhe mais corpo, é possível que ocorra uma mudança e o relatório seja encaminhado ao Judiciário?

CC - Lógico! Eu acho que é possível, mas, olha, eu não posso fazer previsão. Eu acho que vai depender muito das pressões que o movimento social fizer. Podemos avançar alguma coisa mais.

CM - Como a senhora está vendo o debate na opinião pública?

CC - Olha, pela primeira vez a gente está muito feliz porque isto está chegando à opinião pública. Porque ao longo desses quase 30 anos, a luta que a gente tem tido é para que essa seja uma questão que diga respeito a toda a sociedade brasileira, e é. Não é só minha, que estive presa; não é só de beltrano, que teve familiar desaparecido, isso é uma discussão que diz respeito a todos.

Pela primeira vez nós estamos vendo, e especialmente a juventude, se apossando de sua história. Isso é muito bonito, é emocionante e é muito importante. A juventude hoje está querendo saber mais sobre o que aconteceu naquele período. E isso é muito importante, os movimentos que eles têm feito de denúncias, indo à casa de torturadores para denunciar “aqui mora um torturador!”. Então a gente fica muito feliz com isso. Que bom! Porque a gente daqui a pouco não está mais aí, eu já estou com 71 anos, e as pessoas, as mães, de modo geral, já morreram todas, coitadas, não souberam o destino de seus filhos desaparecidos. E que bom que essa juventude está se apossando disso, porque essa luta não é uma luta que vai terminar agora. A gente sabe que essa luta tem muitos anos ainda pela frente, infelizmente, né?

CM - E a opinião veiculada pelos jornais hegemônicos, especialmente nas Cartas dos Leitores, quando 90% expressam aquela visão de que “os dois lados cometeram crimes”, são “elas por elas”, contra um aprofundamento da Comissão da Verdade, como vê isso?

CC - Pois é. É importante essa pergunta pelo seguinte. O “nós” fomos sequestrados, presos ilegalmente, torturados, muitos desaparecidos, muitos tiveram seus corpos ocultados, todos nós respondemos a inquérito policial militar. Eu, por exemplo, assinei minha prisão preventiva um mês e meio depois que eu já estava presa. Ou seja, eu estava totalmente ilegal. Eles podiam ter desaparecido comigo, como fizeram com centenas de pessoas.

E não houve nada disso do outro lado. Isso é uma cortina de fumaça que os militares saudosistas da ditadura, e os civis que respaldaram a ditadura, ficam lançando na mídia, principalmente nos grandes meios hegemônicos de comunicação. Não é por acaso que as cartas de leitores refletem isso. Mostram uma total ignorância do que foi esse período histórico, uma total falta de informação. Então é a pergunta que se faz: “O que eles querem mais?”, “Ouvir o quê de nós?”.

Nós não temos a mesma lógica dos militares. Nós não queremos torturar ninguém, nós não queremos prisão perpétua para ninguém, nós não queremos pena de morte para ninguém. Isso é a lógica da ditadura, não é a nossa. Então é importante que as pessoas tenham um pouco mais de informação. Nossas informações a gente espera que sejam dadas pela Comissão da Verdade. É para isso que estamos brigando. Para que essa memória, essa história, efetivamente seja contada para todo mundo, para que não haja mais cartas de leitores como essas, de que “o outro lado tem que ser investigado também”. O “outro lado” foi superinvestigado, o “outro lado” foi massacrado meu amigo, o “outro lado” foi desaparecido. O que eles querem mais?

CM - Os autores do livro “Memórias de uma Guerra Suja” defendem que o assassino confesso que é a principal personagem, Cláudio Guerra, atue como, digamos, um “consultor” da Comissão da Verdade, por saber muito sobre a repressão da qual participou. Qual a opinião da senhora?

CC - De jeito nenhum! Ele é uma testemunha. Ele é uma testemunha como qualquer outra. Ele tem que ser chamado como testemunha. Admira o governo federal até hoje, o ministro da Justiça, por exemplo, a secretaria especial dos Direitos Humanos, não ter feito uma reunião com os familiares dos desaparecidos que esse Cláudio Guerra cita. Imediatamente o governo tinha que ter chamado os familiares.

Esse cara tinha que ser ouvido. Espero que ele seja chamado, né? E só. Ele não tem que ser “assessor” de coisíssima nenhuma! Você me desculpe, mas os caras de repente estão até querendo valorizar o trabalho deles, entendeu?

Eu não li o livro, não tive corpo nem cabeça para ler o livro. Pelo o que as pessoas estão dizendo o livro tem várias contradições, tem algumas coisas importantes, que não sabemos se é verdade ou se é mentira, agora, é muito estranho seu Cláudio Guerra, depois de tantos anos, ter “chegado a Jesus” e ter se arrependido.

Então, obviamente a gente não vai jogar as informações dele no lixo. Ele tem que ser ouvido. Ele tem que citar nomes. Isso é uma obrigação! Pessoas que levaram outras pessoas já mortas, semimortas ou indefesas para serem jogadas em represas, em toneis cheios de ácido, em alto mar, como a gente sabe. Eu não sei como essas pessoas conseguem dormir. Eu acho que até para que elas possam morrer em paz é necessário que realmente essa história possa ser contada. Que elas procurem a Comissão da Verdade e contem isso. Seria muito importante para elas e para a história do Brasil.

Mas não tem que dar “status” especial nenhum para ele, isso é até um acinte aos familiares desses desaparecidos que ele está colocando. Tratamento especial para ninguém. Tratamento especial só para os familiares, que até hoje continuam sendo torturados! Os horrores da ditadura, a gente não conhece nem 10% do que aconteceu.

CM - Como está o cumprimento e os prazos da condenação da OEA? (N.R.: O país foi condenado pelo desaparecimento de pessoas na guerrilha do Araguaia e o estado brasileiro a cumprir 11 pontos de reparação em um ano)

CC - O prazo já foi! Ah, ah, o governo brasileiro já morreu no prazo. A sentença da OEA foi divulgada em dezembro de 2010, o governo brasileiro tinha um ano para cumprir essa sentença e até agora não cumpriu nada. As idas para o Araguaia se colocaram completamente infrutíferas até agora.

E a sentença da OEA expande isso não só para os guerrilheiros do Araguaia, mas para todos os mortos e desaparecidos. A sentença diz que independente do que o STF colocou sobre a Lei da Anistia, isso não impede que se investigue, se esclareça, se publicize e se responsabilize todos os casos de mortos e desaparecidos.

O governo não fez nada. Obviamente que a Comissão da verdade cumpriria esse papel, não é? Só que do jeito que foi feita, limitada e tímida, a gente acha que não vai cumprir esse papel, que isso aí é uma mise-en-scene que está sendo feita, para responder a OEA.

CM - E a OEA já tomou novas providências?

CC - Não. Tem mais seis meses. Nós somos inclusive copeticionários nesta ação contra o governo brasileiro, e estamos responde a uma série de quesitos, em segredo de justiça, que a OEA está nos perguntando.

 


 
 
 
Roberto Pereira
Coordenação Geral
Centro de Educação Sexual - CEDUS
Membro da Comissão Nacional de Aids - MS
Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ
Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo
20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
 
Cel: (55.21) 9429-4550
cedusrj@yahoo.com.br

Nós pensamos muito e sentimos pouco. Mais do que máquinas, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, nós precisamos de carinho e bondade. Sem essas qualidade a vida será violenta, e tudo será perdido.
Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador"

domingo, 12 de junho de 2011

OEA Apoya personas trans, bisexuales, intersexuales, lesbianas y gays

ORGANIZACIÓN DE ESTADOS AMERICANOS APOYA ORIENTACIÓN SEXUAL E IDENTIDAD DE GENERO
En la Cuarenta y Una Asamblea General de la OEA llevada a cabo en San Salvador el siete de junio todos los países de las Américas y El Caribe aprobaron la resolución “Derechos Humanos, Orientación Sexual e Identidad de Género” la cual condena la discriminación, pidiendo a los países adoptar medidas para prevenir, sancionar y erradicarla. Condenaron los actos de violencia y violaciones de derechos humanos a personas intersexuales, travestis, transexuales, bisexuales, lesbianas y gays.
Se invitó a los Estados para que adopten políticas públicas contra la discriminación y asegurar la protección adecuada a las personas defensoras de derechos humanos.
La Comisión Interamericana de Derechos Humanos y el Comité Jurídico Interamericano elaborarán estudios a nivel regional, siendo el mayor logro en esta cuarta resolución consecutiva.
La nota curiosa estuvo en cabeza del Estado Vaticano quienes realizaron labor de lobby en contra de la resolución logrando que Panamá dejara una nota aclarativa sobre la familia heterosexual y el tema de género solo se entiende al hombre y la mujer. Una vez mas nos persiguen nuestros colegas homosexuales de la jerarquía de la Iglesia Católica mientras en lo privado nos llaman a sus sábanas. Hasta cuándo?
Este trabajo estuvo acompañado de una coalición de organizaciones de lesbianas, gays, bisexuales y personas trans de mas de 20 países quienes trabajamos desde hace cinco años haciendo presencia e incidencia en el sistema interamericano. (listado al final)
Se anexa también el comunicado y resumen de trabajo de la Coalición.
Germán Humberto Rincón Perfetti
AIREANA - Camila Zabala – Paraguay, ASOCIACIÓN LIDERES EN ACCION –Germán Humberto Rincón
Perfetti - Colombia, ASPIDH ARCO IRIS – Mónica Hernández – El Salvador, COALITION
ADVOCATING FOR INCLUSION OF SEXUAL ORIENTATION – Kareem Griffith – Trinidad and
Tobago, COLECTIVA MUJER y SALUD, Julie Betances - República Dominicana, COLECTIVO
OVEJAS NEGRAS – Valeria Rubino – Uruguay, COLECTIVO UNIDAD COLOR ROSA – Roxana
Almendarez – Honduras, COLOMBIA DIVERSA – Marcela Sánchez – Colombia, CORPORACIÓN
PROMOCIÓN DE LA MUJER, Tania Correa - Ecuador, DIVERLEX – Tamara Adrián – Venezuela,
DOMINICA CHAP – Daryl Phillip – Dominica, FRONTE TRANS – Mario Sánchez Pérez –
Mexico, INSTITUTO RUNA – Belissa Andia – Perú, INTERNATIONAL GAY AND LESBIAN
HUMAN RIGHTS COMMISSION LAC – Marcelo Ferreyra – Argentina, J-FLAG – Jaevion Nelson
– Jamaica, AIDS FREE WORLD - Maurice Tomlinson – Jamaica, MULABI-ARGENTINA –
Fernando D’Elio – Argentina, MULABI-COSTA RICA – Natasha Jiménez – Costa Rica,
ORGANIZACIÓN DE TRANSEXUALES POR LA DIGNIDAD DE LA DIVERSIDAD – Andrés Rivera
Duarte – Chile, ORGANIZACIÓN TRANS REINAS DE LA NOCHE – Johana Ramírez –
Guatemala, RED AFRO LGBTI - Edmilson Medeiros - BRASIL, RED LATINOAMERICANA Y DEL
CARIBE DE PERSONAS TRANS - Marcela Romero- Argentina, RED NICARAGUENSE DE
ACTIVISTAS TRANS – Silvia Martínez – Nicaragua, SOCIETY AGAINST SEXUAL ORIENTATION
DISCRIMINATION- Jermaine Grant - Guyana, UNIBAM – Caleb Orozco – Belice, UNITED
GAYS & LESBIANS AGAINST AIDS BARBADOS - Emerson Emmanuel – Barbados.
Como partner de la Coalición: Stefano Fabeni – Heartland Alliance for Human Needs &
Human Rights

[redlacvo_vihsida]

 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Enquanto isto Brasil faz bonito na OEA - juntamehte com Estados Unidos, Argentina, El Salvador e Costa Rica

Pessoal

Enquanto isto, Brasil faz bonito na OEA.
Juntamente com Estados Unidos, Argentina, El Salvador e Costa Rica, aprovaram no dia  18/05/2011 - PROJETO DE RESOLUÇÃO de DIREITOS HUMANOS, ORIENTAÇÃO SEXUAL e IDENTIDADE GÊNERO.
Toni Reis
Presidente  da  ABGLT




CONSELHO PERMANENTE DA                                                                    OEA/Ser.G
        ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS                                CP/CAJP-2951/11 rev. 4 corr.1
                                                                                                                        18 maio 2011
    COMISSÃO DE ASSUNTOS JURÍDICOS E POLÍTICOS                            Original: português



PROJETO DE RESOLUÇÃO

DIREITOS HUMANOS, ORIENTAÇÃO SEXUAL e
IDENTIDADE GÊNERO

(Apresentado pela Delegação do Brasil, co-patrocinado pelas delegações dos Estados Unidos, Argentina, El Salvador e Costa Rica e aprovado pela Comissão na reunião ordinária de
17 de maio de 2011)


A ASSEMBLÉIA GERAL,

LEVANDO EM CONTA as resoluções AG/RES. 2435 (XXXVIII-O/08), AG/RES. 2504 (XXXIX-O/09) e AG/RES. 2600 (XL-O/10), “Direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero”;