Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Muita luta: Dois pais, um filho, uma vitória e muitas felicidades

Muita luta: Dois pais, um filho, uma vitória  e muitas felicidades
Casal gay ganha direito de adotar em Curitiba-PR

Terça-feira, 21 de agosto de 2012, foi um dia de realização para o casal gay curitibano Toni Reis e David Harrad, juntos já há 22 anos. Finalmente, obtiveram a confirmação oficial da adoção conjunta de Alyson, um menino de 11 anos. A confirmação veio na forma da nova certidão de nascimento do Alyson, na qual os dois constam como seus pais.

Foram sete anos de espera por este dia. Foi a gestação mais longa de que se tem notícia na história. Tudo começou em 2005, quando o casal deu entrada na Vara da Infância e Juventude de Curitiba, pleiteando qualificação para adoção em conjunto.  A decisão do juiz demorou, principalmente devido à escassez de precedentes de adoção por casais homoafetivos. Em 2008, o juiz deu sentença favorável à adoção conjunta, porém com duas restrições, o casal somente poderia adotar crianças do sexo feminino, acima de dez anos de idade. Toni e David considerou a decisão discriminatória e recorreram. O Tribunal de Justiça do Paraná foi unânime em rejeitar as restrições, autorizando o casal a adotar qualquer criança, independente do sexo ou da idade. No entanto, um promotor do Ministério Público do Paraná recorreu da decisão do Tribunal, alegando que por serem do mesmo sexo, Toni e David não formam um casal apto a adotar conjuntamente. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça. O Ministro Marco Aurélio do STF rejeitou o recurso do promotor por não se tratar da mesma matéria (a restrição quanto ao sexo e à idade da criança). No STJ o caso tramita até hoje. Desta forma, Toni e David não conseguem adotar no Paraná enquanto não sair a decisão do STJ.


Em junho de 2011, Toni e David foram dar uma palestra no XVI Encontro Nacional de Apoio à Adoção. Lá conheceram uma juíza da Vara de Infância e Juventude de uma comarca do Rio de Janeiro. Ela já conhecia o caso deles e se mostrou bastante sensibilizada. Alguns meses depois esta Vara do Rio de Janeiro entrou em contato para saber se o casal gostaria de conhecer um menino que estava à espera de adoção, o Alyson. À época o Alyson tinha dez anos. O plano do casal era adotar um menino e uma menina na faixa de cinco ou seis anos. No entanto, aceitaram o convite e foram até o Rio de Janeiro conhecê-lo. Deram-se muito bem já no primeiro encontro. Em seguida, Alyson veio ficar uma semana com o casal para se conhecerem melhor e também conhecer Curitiba. Um mês depois o casal foi novamente até o Rio de Janeiro passar um fim de semana juntos na ocasião do 11º aniversário do Alyson. Toni e David receberam a guarda provisória do Alyson em meados de dezembro de 2011, quando ele veio morar com o casal em Curitiba. A juíza baseou sua decisão na sentença do juiz de Curitiba, no julgamento do Tribunal de Justiça do Paraná e na decisão de 5 de maio de 2011 do Supremo Tribunal Federal que determinou o reconhecimento da união estável homoafetiva no Brasil, entendendo que com essas decisões o casal estava apto a adotar crianças independente da idade ou do sexo delas. Em 11 de julho de 2012, após o estágio de convivência, a juíza do Rio de Janeiro deferiu o pedido de adoção do Alyson por Toni e David e determinou em conformidade com a lei que fosse lavrada uma nova certidão de nascimento para o Alyson, tendo Toni e David como seus pais: agora seu nome é Alyson Miguel Harrad Reis.


Foi o que é chamada de “adoção tardia”, ou seja, já não é mais um bebê ou uma criança novinha. Alyson tem 11 anos. Pela idade, ele já trouxe toda uma formação anterior, bem como as marcas da situação que levou a família dele perder o pátrio poder e sua jornada em vários abrigos à espera da adoção durante vários anos. Assim, houve alguns momentos difíceis no início da convivência, em termos de não querer obedecer, testar limites, etc. e também para ele se adaptar ao casal. A forma de lidar com isso foi de estabelecer uma espécie de contrato de convivência. Sempre que surgia um problema na relação, sentavam para conversar e estabelecer a forma de se lidar com ele. Essas decisões foram registradas por escrito e acrescidas ao contrato, que é revisto uma vez por mês. Passados oito meses, muitas dessas dificuldades já foram superadas, embora sempre tem os lapsos característicos de qualquer criança. De modo geral todos os três estão bastante felizes enquanto família.


Uma preocupação inicial do casal foi que, por ter dois pais, o Alyson pudesse sofrer preconceito e discriminação e os três têm conversado bastante sobre isso. Consideram que é importante fazer um paralelo com outras formas de preconceito e discriminação que também existem contra quem não se enquadra na norma social imaginária, como as pessoas magras, gordas, baixinhas, altas, etc. Existe um bom relacionamento com as pedagogas e com o corpo docente da escola do Alyson, e desde o início estão cientes de toda a situação do Alyson. Ele não esconde dos outros estudantes o fato de ter dois pais e sabe se defender de eventuais comentários negativos a este respeito. O rendimento escolar do Alyson tem melhorado consideravelmente e ele recebeu menção honrosa pelo desempenho no 2º bimestre.


A adoção conjunta é importante para o bem do Alyson. Tanto Toni como David poderiam ter adotado como solteiros, conforme a lei permite, evitando assim a longa espera e o processo judicial que enfrentaram. Mas com a adoção conjunta, os direitos do Alyson como filho estão garantidos. Por exemplo, se um dos dois pais vier a falecer, o outro terá a guarda do Alyson automaticamente, o que não seria o caso se o pai falecido o tivesse adotado na condição de solteiro. Um exemplo clássico disso foi o caso do filho de Cássia Eller, quando sua companheira teve que entrar na justiça para ter a guarda dele depois da morte da Cássia.


Informações adicionais:


Toni Reis: 41 9602 8906


Dra. Silvana do Monte Moreira (advogada do caso do Alyson): 21 2533 9664

Casal gay é autorizado a adotar filho

Henry Milleo/ Gazeta do Povo
Henry Milleo/ Gazeta do Povo / Desde a última terça, Alyson apresenta em sua certidão de nascimento o nome dos dois pais Desde a última terça, Alyson apresenta em sua certidão de nascimento o nome dos dois pais
Curitiba

Casal gay é autorizado a adotar filho

Após sete anos de brigas judiciais, os dois receberam permissão do Superior Tribunal de Justiça para criar menino de 11 anos
Publicado em 23/08/2012 | Angélica Favretto, especial para a Gazeta do Povo
   









   

23/08/2012 -- 07h50

Homossexuais conseguem direito de registrar criança

Certidão de nascimento do menino Alysson, de 11 anos, é a primeira do Paraná com nomes de dois pais
Alysson, Harrad e Reis: objetivo de inspirar outros casais a lutar pelos mesmos direitos
Curitiba - O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, e seu marido, o tradutor David Harrad, conseguiram, na última terça-feira, registrar, juntos, o filho. A certidão de nascimento de Alysson Miguel Harrad Reis, de 11 anos, que vive com eles há oito meses, é a primeira do Paraná com nomes de dois pais.

Companheiros há 23 anos e numa união estável desde maio de 2011, logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a oficialização de uniões entre pessoas do mesmo sexo, Reis e Harrad, de 47 e 54, respectivamente, agora tentam inspirar outros casais a lutar pelos mesmos direitos.

''Demorou muito. Foi uma 'gravidez' de sete anos. Nós entramos com a documentação em 2005 e passamos por muitas dificuldades. Recorremos ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF, até que o ministro Marco Aurélio (Mello, do STF) falou que podíamos sim adotar, e qualquer criança'', afirmou Reis. Ele não tem informações sobre outros casos no Paraná de registro de certidão de nascimento com nomes dos dois pais.

Toni conta que, a princípio, a ideia era adotar um menino de até 5 anos. ''Uma juíza do Rio de Janeiro nos ligou em setembro do ano passado e falou sobre o Alysson. Primeiro dissemos que não. Mas aí fomos até lá e gostamos muito dele'', explicou. O garoto estuda, faz aulas de natação e tem uma rotina como a de qualquer outra criança.

''Está sendo muito legal, muito bom, bem melhor que antes'', disse Alysson, que viveu num abrigo e na casa de uma mãe acolhedora, no Rio, até o final do ano passado, quando se mudou para a capital paranaense. Apesar de não se sentir diferente, de vez em quando o menino enfrenta algumas situações complicadas na escola. Por isso, os pais têm conversado bastante sobre discriminação com o garoto ''Alguns tiram sarro e às vezes me irrito um pouco. Mas outros acham legal (ter dois pais)'', afirmou Alysson.


O próximo passo da família agora é conseguir uma benção religiosa. Toni Reis conta que o batizado de seu filho será no dia 24 de novembro, porém, a igreja ainda não está definida. ''Sou católico e o David é anglicano. Já o Alysson diz que quer ser da matriz africana. Como ele é criança ainda, acho que tem de seguir a religião dos pais. Mas vamos ver. Estamos buscando alguém que nos aceite e que queira fazer a cerimônia.''
Mariana Franco Ramos
Equipe Bonde




Dra. Silvana do Monte Moreira (advogada do caso do Alyson): 21 2533 9664
Casal gay é autorizado a adotar filho

Henry Milleo/ Gazeta do Povo
Henry Milleo/ Gazeta do Povo / Desde a última terça, Alyson apresenta em sua certidão de nascimento o nome dos dois pais Desde a última terça, Alyson apresenta em sua certidão de nascimento o nome dos dois pais
Curitiba
Casal gay é autorizado a adotar filho

Após sete anos de brigas judiciais, os dois receberam permissão do Superior Tribunal de Justiça para criar menino de 11 anos
Publicado em 23/08/2012 | Angélica Favretto, especial para a Gazeta do Povo

“Foi uma longa gestação”, diz Toni Reis ao explicar todo o processo pelo qual ele e seu companheiro, David Harrad, juntos há 22 anos, passaram até conseguir realizar o sonho de adotar uma criança. Foram sete anos de espera até que, no mês passado, receberam a autorização oficial.

Desde o início, Toni, 48 anos, professor e presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e o tradutor David, 54 anos, tinham o desejo de aumentar a família. A ideia original era adotar duas crianças de 5 anos, mas ao conhecerem Alyson, de 10, em meados de abril de 2011, a história mudou.
Adaptação

Chegada de Alyson mudou a rotina da casa

Os pais de Alyson contam que, pelo fato de o menino trazer toda uma bagagem de vida, o início da adaptação foi um pouco trabalhoso, mas nada que não pudesse ser contornado. Assim como David e Toni, Alyson tem um planejamento de vida. Todo o mês ele é revisado. É uma espécie de contrato onde ele tem escritas suas metas para o futuro, seus deveres e direitos. “Dias atrás ele olhou para nós e disse: ‘Ainda bem que eu tenho esses limites, senão estaria perdido’”, diz Toni.

Na escola o processo de adaptação foi rápido, embora os colegas de turma façam uma ou outra brincadeira. “Mas é a mesma situação de chamar alguém de gordinho ou baixinho, por exemplo”, afirma Toni.
Trajetória

Garoto já havia passado por sete casas-abrigo

Em uma palestra, no Encontro Nacional de Apoio à Adoção, no ano passado, os caminhos de Toni, David e Alyson começaram a se cruzar. Na ocasião, o casal conheceu a juíza da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro e alguns meses depois receberam uma ligação perguntando se não gostariam de conhecer um garoto de 10 anos. Não era o plano original, mas os dois decidiram aceitar o convite. Foi amor ao primeiro encontro. Alyson, que já havia passado por sete casas-abrigo, estava em uma casa de mãe acolhedora.

As idas e vindas entre Curitiba e Rio foram de cerca de oito meses, até que em dezembro Toni e David receberam a guarda provisória de Alyson, que duraria 180 dias. No mês passado foi necessário renovar a guarda, mas dias depois o pedido de adoção foi aceito. “Quando o carteiro nos trouxe o Sedex com a documentação, brincamos com ele que era a nossa cegonha”, lembra Toni. Agora o menino passou a se chamar Alyson Miguel Harrad Reis.

Dentro da lei

Toni conta que desde 1995, quando o casal começou a planejar efetivamente a adoção, os dois foram procurados por famílias que queriam entregar suas crianças. “Mas nós queríamos que tudo fosse dentro da lei”, ressalta. Quando decidiram se candidatar à adoção, encontraram mais um empecilho: David é britânico e era preciso regularizar a situação dele no país para começar o processo. Isso aconteceu somente em 2005.

A partir daí, o casal procurou a Vara da Infância e Juventude de Curitiba. Eles queriam a adoção conjunta, por entenderem que dessa forma garantiriam segurança ao filho, principalmente em caso de falecimento. “Seria mais fácil, claro, que apenas um de nós adotasse a criança, e nós vivêssemos juntos. Mas decidimos garantir legalmente os direitos da criança”, conta. Por ser o primeiro caso de adoção conjunta por um casal homoafetivo na Vara da Infância de Curitiba, o órgão levou três anos para proferir a sentença: os dois só poderiam adotar meninas, e desde que elas tivessem mais de 12 anos.

Achando a restrição discriminatória, o casal entrou com recurso e o Tribunal de Justiça do Paraná autorizou a adoção sem qualquer restrição. O Ministério Público recorreu contra a decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal, que não aceitou o pedido por motivos técnicos. Mais uma vez o Ministério Público interferiu. O processo ainda está em tramitação no STJ, mas a Justiça decidiu que a guarda poderia ser concedida, para o bem da criança. A nova certidão de Alyson chegou nesta terça-feira.

Opinião

Como você avalia a decisão do STJ de permitir a guarda compartilhada por um casal homoafetivo?

Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1289605&tit=Casal-gay-e-autorizado-a-adotar-filho

quinta-feira, 10 de maio de 2012

QUANDO OS HOMENS SÃO DISCRIMINADOS_Via Facebook @JoãoMarinho

QUANDO OS HOMENS SÃO DISCRIMINADOS

Há alguns exageros no movimento dos homens, mas infelizmente também algumas verdades.

Para mim, por exemplo, é discriminação que a licença-maternidade seja de 4 meses no Brasil, e a licença-paternidade, de 7 dias.

Embora isso soe natural para casais heterossexuais, em que a mãe geralmente arca com os cuidados dos filhos, é preciso levar em consideração que sou militante LGBTs, e, com essa lei, os casais gays masculinos que adotam, ainda mais num contexto em que a Justiça brasileira tem possibilitado adoção conjunta e conversão em casamento, saem patentemente prejudicados.

Uma criança pode ser adotada por um casal de pais - sendo que cada um só vai ter 7 dias? A lei tb é injusta com pais solteiros e viúvos, tanto que a própria Justiça recentemente julgou procedente a concessão de "licença-maternidade" a um viúvo, por analogia.

Também os homens saem prejudicados em relação à aposentadoria: 5 anos mais tarde em relação às mulheres para uma expectativa de vida 5 anos a menos – e aqui tb não podemos embarcar na justificativa calcada na heteronormatividade, que sustenta o argumento de que a mulher costuma arcar com os filhos e ganha menos, já que, no contexto da população LGBT, a realidade é diversa.

Além de que, vale lembrar, a lei não faz diferenciação entre condições femininas - de maneira que a advogada que ganha mais e optou por não ter filhos ainda vai se aposentar 5 anos mais cedo do que o gari que ganha menos e os têm - mesmo se ele for viúvo ou pai solteiro. Uma lei que permite esse tipo de distorção, mesmo que em termos minoritários, é uma lei discriminatória.

Resumo da ópera: a licença-maternidade deveria ser convertida em licença-parentalidade, em que um dos pais, independentemente do sexo, teria direito a 4 meses, enquanto o outro a 7 dias. Abarcaria as mulheres, os pais solteiros, os pais viúvos e os casais gays masculinos, sendo mais justa.

E quanto à aposentadoria, todos conhecem minha posição: igual tempo de contribuição para eles e para elas.
BBC Brasil - Notícias - Militantes do 'masculinismo' dizem que é hora de defender direitos dos homen
www.bbc.co.uk
Há mais chance de que homens sofram violência e percam guarda de filhos, segundo ativistas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sem idade para ser pai CORREIO BRAZILIENSE 10/08/2010

Sem idade para ser pai

CORREIO BRAZILIENSE

10/08/2010

Pesquisadores confirmam que, ao contrário das mulheres, os homens são capazes de manter a fecundidade mesmo após os 60 anos. Para isso, é necessário praticar exercícios e se alimentar bem

O ator e cineasta Charles Chaplin foi pai aos 73 anos. O humorista Renato Aragão presenciou o nascimento da filha caçula aos 64 anos. O cantor britânico Rod Stewart, 65, anunciou ontem que vai ser pai pela sexta vez. A chance de ter um filho depois dos 50 não é privilégio de poucos, mas de todos os homens. Ao contrário do que acontece com as mulheres, a fertilidade masculina não diminui quando a idade aumenta. Eles têm a capacidade de produzir espermatozoides até o fim da vida. Cientistas conseguiram comprovar que a qualidade do sêmen pode sofrer alterações com a velhice, porém isso não causa infertilidade. Para quem tem uma alimentação saudável, pratica exercícios físicos regularmente e está longe dos excessos, a longevidade do sêmen é ainda maior.

Depois de dois filhos bem criados e um neto, Armando da Silveira Filho nunca poderia imaginar que seria pai de novo, aos 68 anos. "Foi uma surpresa maravilhosa. É um sentimento incrível ter um filho nessa altura da minha vida. Estou revivendo momentos como o primeiro banho. É como se a vida tivesse recomeçado. Estou muito feliz", conta o aposentado. Samuel, que tem apenas um mês e meio, é fruto do terceiro casamento de Armando e revolucionou a rotina do chefe da família, que aproveita bem a paternidade depois de mais de 20 anos. "Me sinto renovado, ganhei uma injeção de ânimo. Vejo tantas pessoas mais novas sem força para viver, desanimadas e a paternidade me rejuvenesceu. Me sinto privilegiado por estar vivendo esses momentos com os meus filhos e neto", diz.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Verhum de Brasília conseguiu demonstrar que a idade do homem não influencia negativamente a fertilidade. "Com a velhice, sabemos que o número de espermatozoides diminui e a mobilidade também. Mas isso não é determinante para a capacidade de ter filhos. Afinal, passar de 50 milhões a 10 milhões de células não fazem tanta diferença no momento da reprodução", afirma o pesquisador Vinícius Medina Lopes, que integra o grupo de estudo.

Os dados do trabalho foram coletados entre agosto de 2003 e dezembro de 2008, com dois grupos de pacientes, com menos e mais de 40 anos, em duas instituições de reprodução assistida no Brasil, e os resultados conseguiram comprovar a teoria.

Hábitos saudáveis

O homem nunca deixa de produzir células reprodutivas. Para as mulheres, o processo começa a diminuir a partir dos 35 anos até atingir a menopausa. "Os espermatozoides são produzidos durante a vida toda. É claro que pode acontecer alguma alteração na parte hormonal masculina, mas não existe um momento que a função reprodutora termine", explica o andrologista do instituto Eduardo Pimentel.

No auge dos seus 69 anos, o aposentando Sinfrônio André diz que "está com tudo". "Ainda dou muito trabalho para a minha mulher", brinca o comerciante aposentado. Ele teve o primeiro filho em 1972 e o último em 1998, quando tinha 57. "Tive três meninos no meu primeiro casamento, me divorciei, casei com uma mulher 20 anos mais nova e então tivemos o Tiago. A fertilidade não piora com a idade, só melhora", garante. Para Sinfrônio, a paternidade tardia deve ser não só comemorada como incentivada. "É uma maravilha! Meu filho mais novo tem 12 anos, e na aposentadoria ele me faz companhia e me ajuda bastante", diz o pai coruja.

Hábitos de vida podem ajudar ou atrapalhar a fertilidade masculina. Quase metade dos homens inférteis não consegue descobrir a causa de não poder ter filhos e os especialistas acreditam que a culpa seja de um rotina pouco saudável. "Hoje em dia, nós sabemos que a prática da promiscuidade e a falta do uso do PRESERVATIVO, para se defender de infecções, podem causar infertilidade. O tabagismo, o alcoolismo e o consumo de drogas e anabolizantes também são prejudiciais", comenta Pimentel. Algumas doenças sexualmente transmissíveis podem causar a infertilidade, por exemplo a varicocele - dilatação das veias dos testículos.

É um sentimento incrível ter um filho nessa altura da minha vida. Estou revivendo momentos como o primeiro banho. É como se a vida tivesse recomeçado. Estou muito feliz"

Armando Silveira Filho, aposentado

Poluição e obesidade atrapalham reprodução

Por outro lado, uma alimentação saudável e a prática de exercícios podem trazer muitos benefícios. "A fertilidade está ligada à produção do sêmen e isso envolve a parte hormonal, o comportamento e os costumes alimentares. Uma dieta rica em vitaminas e antioxidantes pode melhorar a concentração e a qualidade dos espermatozoides. Recentemente foram feitos 11 estudos que ligam a obesidade à alteração da produção de células reprodutivas", analisa Bruno Schesser, diretor do Instituto Brasileiro de Reprodução Humana Assistida (Ibrra).

Alguns fatores, considerados raros, também podem influenciar a fertilidade masculina. A poluição do ar, principalmente para os homens que trabalham com produtos químicos, pode diminuir a qualidade do espermatozoide. Além disso, o velho mito de que calça muito apertada também pode atrapalhar o funcionamento do órgão reprodutivo é verdadeiro. "A temperatura influencia muito nesses caso. Também não é recomendado o uso contínuo de saunas e ôfuros", diz Pimentel.

A melhor forma de descobrir a existência ou não de um problema de fertilidade é fazer um espermograma. O exame avalia a quantidade e a qualidade do espermatozoide. Não existe uma recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia sobre quando ele deve ser feito, mas muitos casais o colocam na lista de exames pré-nupciais. "Geralmente, recomendamos o teste quanto um casal tenta ter filhos e não tem sucesso depois de seis meses. Pode ser constrangedor para alguns homens, mas é um exame muito simples . E sempre vale a pena procurar um especialista", aconselha o andrologista.

Depois de tentar ter filhos sem sucesso, Sandro Rodrigues, 36 anos, passou por todo o processo para chegar até ao diagnóstico. "É um situação muito penosa para o casal. Para o homem, a pressão é muito grande e tem aquela coisa do machismo em relação a isso. É preciso passar pelo desconforto do espermograma e pela coleta", comenta o administrador. O lado psicológico também fica muito abalado. "Tem que estar com a cabeça muito boa, porque senão vai tudo por água baixo", acrescenta.

A mulher dele, Janice, tem problemas de ovulação e isso impossibilita a gravidez. Foram quase nove anos, três fecundações in vitro e duas inseminações até a chegada de Maria Vitória, hoje com 1 ano e 3 meses. De acordo com o diretor do Ibrra, é importante não perder tempo.

Espermograma

Homens que pretendem ter filhos, no presente ou mesmo em um futuro distante, devem fazer o exame. "O interessante na vida é ter opções. O espermograma deve ser encarado com um exame de rotina. Mesmo com o resultado nas mãos, ele precisa ser repetido depois de três meses. Isso evitaria desgastes e momentos de angústia para o casal e ajudaria em um possível tratamento de fertilidade", afirma Schesser. "E mais: se um homem tiver varicocele pode correr o risco de doença ir piorando a cada ano; quanto mais cedo ele for tratado, melhor", sugere. (TS)

Cortesia:Clipping bem Fam

sábado, 17 de julho de 2010

Paternidade indesejada (artigo) José Eustáquio Diniz Alves A morte de Eliza Samudio emocionou e chocou o Brasil. O seqüestro, a tortura em cárcere

Paternidade indesejada (artigo)

José Eustáquio Diniz Alves

A morte de Eliza Samudio emocionou e chocou o Brasil. O seqüestro, a tortura em cárcere privado e o assassinato da jovem, executado com extrema crueldade, deixou o país em estado de perplexidade com este triste caso que envolve sexo, droga, cerveja, futebol, samba, lama, fama, drama e violência contra as mulheres e as crianças.

Não bastasse o bárbaro assassinato da advogada Mércia Nakashima, cujo corpo foi retirado de dentro de um carro em uma represa, na cidade de Nazaré Paulista, na Grande São Paulo, a morte de Eliza Samudio foi fruto de um crime ainda mais macrabo e hediondo. Ambas as mortes são exemplos paradigmáticos de uma doença provocada pelo “vírus” da violência que, infelizmente, se infiltra por todo o tecido social brasileiro. As estatísticas mostram que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, em geral, vítimas de parentes, maridos, namorados e ex-companheiros rejeitados (segundo o Mapa da Violência, 2010).

Mas não quero falar da dor pungente das mulheres vítimas de violência. Nem mesmo quero recompor o doloroso sofrimento de crianças, como o bebê de Elisa Samudio que esteve ao lado da mãe durante todo seu calvário e em seus últimos “dias de cão”. Esta pobre criança estava no útero, quando Elisa procurou uma delegacia, em 2009, para registrar queixa de tentativa de aborto e agressão física por parte do goleiro Bruno e seu amigo Macarrão. A criança estava na macabra viagem do Rio a Belo Horizonte quando a mãe foi agredida a coronhadas, seguiu ferida e ficou presa em um quarto isolado em um sítio na cidade de Esmeraldas. Presenciou a via crucis e o estrangulamento da mãe e todo o inarrável absurdo que se seguiu.

Não sei como esta criança vai sobreviver a todo este drama e à “herança maldita” que vem de seus ascendentes. Os avós paternos do filho de Eliza abandonaram o pai quando criança e cometeram diversos crimes pelo país afora. O avô materno é acusado de crime de pedofilia e estupro e, sem dúvida, foi um péssimo marido e pai. Quem sabe a avó materna consiga dar um pouco de esperança para esta pobre criança, mais uma como tantas outras que sofrem na infância com famílias desestruturadas e despreparadas.

Mas o que pretendo tratar é sobre um possível motivo de tanta brutalidade. Segundo o delegado Edson Moreira, um dos responsáveis pelas investigações, em Belo Horizonte, a causa de tudo isto “é uma paternidade indesejada”. Ou seja, uma gravidez não planejada, fruto de uma festa dionísica, que gerou, de um lado, o desejo de reconhecimento da paternidade e de apoio material e, de outro, um desejo de vingança. É claro que nenhuma criança é responsável pela violência dos adultos, embora todo adulto tenha sido criança e possa trazer uma semente capaz de fazer brotar flores ou espinhos.

O fato é que muitos filhos, nascidos no Brasil e no mundo, são frutos de uma gravidez indesejada e muitos jovens se tornam mães ou pais sem estarem preparados e sem terem estrutura para garantir a educação das crianças, pequenos seres humanos que não pediram para nascer e que os próprios genitores não queriam que nascessem.

No mês de maio tivemos o dia das mães. No mês de agosto teremos o dia dos pais. Mas o que se precisa é do dia da “paternidade responsável”, pois temos histórias demais de crianças que crescem longe de seus pais e longe do amor e do carinho conjunto de seus progenitores. As pessoas precisam saber separar sexualidade de reprodução e cada indivíduo dever ter autonomia reprodutiva. Mas ao decidir pela geração de um filho precisam se comprometer com a criação de um ser especial que deve ter compromisso com a ética, a honestidade, a paz, o amor, a felicidade e a qualidade de vida da humanidade e do Planeta Terra.

Como contraponto a toda esta tragédia de paternidades indesejadas, segue (nestes 30 anos da morte de Vinícius de Moraes: 19/10/1913 – 9/07/1980) uma canção linda, tratando de uma paternidade desejada e sonhada:

O Filho Que Eu Quero Ter

Composição: Toquinho/ Vinicius de Moraes

É comum a gente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer

Pois eu também dei de sonhar um sonho lindo de morrer

Vejo um berço e nele eu me debruçar com o pranto a me correr

E assim chorando acalentar o filho que eu quero ter

Dorme, meu pequenininho, dorme que a noite já vem

Teu pai está muito sozinho de tanto amor que ele tem

De repente eu vejo se transformar num menino igual à mim

Que vem correndo me beijar quando eu chegar lá de onde eu vim

Um menino sempre a me perguntar um porque que não tem fim

Um filho a quem só queira bem e a quem só diga que sim

Dorme menino levado, dorme que a vida já vem

Teu pai está muito cansado de tanta dor que ele tem

Quando a vida enfim me quiser levar pelo tanto que me deu

Sentir-lhe a barba e roçar no derradeiro beijo seu

E ao sentir também sua mão vedar meu olhar dos olhos seus

Ouvir-lhe a voz a me embalar num acalanto de adeus

Dorme meu pai sem cuidado, dorme que ao entardecer

Teu filho sonha acordado, com o filho que ele quer Ter.

José Eustáquio Diniz Alves, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE

Colaboração: Clipping Bem Fam(13/07/010)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Falta compreensão sobre o papel do pai, que mudou mais do que o da mãe

Falta compreensão sobre o papel do pai, que mudou mais do que o da mãe

O Globo

29/03/2010

RIO - De maternidade, todo mundo fala. Uma profusão de artigos e reportagens é publicada todos os meses em revistas femininas e, diariamente, em jornais. Mulher, é fato, gosta mais de discutir a relação, seja ela qual for, com quem for. Talvez por isso se fale tão pouco sobre paternidade.

- Há muito pouco conhecimento sobre paternidade - atesta o psicanalista Rubens de Aguiar Maciel, da USP e do Hospital das Clínicas, um dos poucos especialistas do país. "Quando comecei o doutorado, em 2006, havia só uma tese sobre o tema. Quatro anos depois, era só aquela e mais a minha. O tema é escasso inclusive em publicações internacionais." No entanto, sustenta, o pai é uma figura fundamental na estruturação da personalidade da criança e seu papel, diferentemente do da mãe, mudou radicalmente nos últimos 100 anos.

Nesta entrevista, Maciel fala sobre seu estudo inédito com homens prestes a se tornarem pais pela primeira vez, os anseios e inseguranças que os acometem. E também sobre as suas próprias incertezas como pai de duas filhas. "Eu fiz o possível para ser um bom pai, mas acho que a minha filha de 17 anos não concorda com isso."

DA CAVERNA PARA O APARTAMENTO

A MUTAÇÃO DO PAI: "Há 100 anos, o papel do homem era o de provedor financeiro da família. Ele se relacionava com o filho na transmissão do ofício em alguns outros aspectos da educação. Mas se limitava a isso. Os cuidados e a educação do dia a dia eram função da mãe. Hoje, há outro tipo de participação, há mais intimidade. O papel do pai autoritário, dominador, que ditava normas de procedimento e comportamento vem sendo abandonado."

A FAMÍLIA CRESCE: "Quando uma criança chega numa família em que é bem-vinda, ela cria uma experiência interna de que o mundo a aceita. Isso é fundamental porque, nos primeiros anos de vida, a criança cria sua estrutura emocional, adquire confiança em si própria e no mundo. Pais inseguros, ansiosos, imaturos, ambivalentes em relação ao filho, geram uma criança com dúvidas, inseguranças, necessidade de ser e agir de acordo com expectativa dos pais. Isso gera na criança um medo de que o mundo não vai recebê-la bem, de que é preciso ficar preocupada em agradar ou não será bem recebida."

O PRIMEIRO FILHO: "A chegada do primeiro filho tem um impacto emocional muito grande. Gera fantasias e expectativas únicas que, a partir do segundo, são diferentes."

PAPEL X FUNÇÃO: "Temos que distinguir entre o papel e a função de pai. O papel é mais normativo, tem a ver com as obrigações morais que ele deve ter diante de sua família. A função é algo mais profundo, diz respeito ao mundo interno da criança, à sua personalidade, seu lado emocional."

FUNÇÃO DE PAI: "É função do pai estabelecer limites à criança, passar a ideia de que existem limites na vida. Por sua natureza, a criança vai desejar exclusividade da mãe, tê-la à sua disposição o tempo todo, ser o centro das atenções. Essa é uma postura apropriada para um bebê, mas precisa amadurecer e entender que não pode ser tão egoísta e egocêntrico ou não vai funcionar no mundo. O pai surge como aquele que deve intervir, que vai dizer "não vai dar para ficar com a mamãe o tempo todo porque ela é minha mulher e temos nossas necessidades". Essa é uma das principais funções do pai, mostrar os limites. No começo, a criança vai espernear, mas depois começa a aceitar que, embora não tenha a mãe o tempo todo, tem a boneca, a amiga, o namorado e assim por diante, ao longo da vida. A função do pai é justamente estabelecer essa noção de que a criança não é o centro do Universo, que ela convive em sociedade. É o pai quem, amorosamente, vai dizer, "olha, fica na tua, aguenta um pouco a tua frustração que daqui a pouco seus pais estarão junto contigo de novo".

Colaboração : Clipping Bem Fam(29/03/010)