Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador ANTIRRETROVIRAIS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANTIRRETROVIRAIS. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A ONG Gestos denuncia ao Ministério de Público que faltam antirretrovirais em Pernambuco


Jair Brandão Filho jairbrandaofilho@yahoo.com.br [fonaids] fonaids@yahoogrupos.com.br

18:19 (Há 3 horas)
para rnp_brasilungass_brasilrepres-estadua.articulacaoaid.aliancanaciona.flgbtpe
 

A ONG Gestos denuncia ao Ministério de Público que faltam antirretrovirais em Pernambuco

Hoje a Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, ONG que defende os direitos das pessoas que vivem com HIV, protocolou uma denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco, pleiteando apuração do caso e promoção de responsabilidade administrativa e criminal dos responsáveis pela falta dos Antirretrovirais no estado. No momento estão faltando Raltegravir, Ritonavir e DDI, nos hospitais Otávio de Freitas, Correia Picanço e Oswaldo Cruz. 

Em anexo socializamos comunicação entre a Gestos e o Coordenador do Departamento Nacional de DST/AIDS e Hepatites Virais, Dr. Fábio Mesquita, procurado por nós em 2014 por ocasião de falta de medicamentos aqui no Estado. A resposta do Dr. Fábio indica que há problemas que necessitam ser resolvidos em âmbito estadual. Iremos aguardar o posicionamento do MP sobre a denúncia que fizemos hoje e verificar que encaminhamentos precisam ser feitos, já que estes medicamentos são componentes indispensáveis à terapia combinada para tratamento do HIV, cuja interrupção causa sérias consequências às pessoas portadoras do vírus.

Dados: Atualmente temos 20.334 mil casos de aids em Pernambuco. Nos últimos 5 anos 5,6 mil novos casos foram registrados. Recife tem o maior número de casos 40%, e é crescente a infecção em jovens e adultos[1].  Pernambuco não dispõe de uma política de prevenção ao HIV estruturada, não tem campanhas ou estratégias de educação sexual e informação.

Na assistência, pessoas dependem dos medicamentos mas sofrem constante violações de direitos. Nos meses de outubro e novembro, por exemplo, faltaram ARVs  nos Hospitais de Referência em HIV e aids de PE e na Policlínica Lessa de Andrade, do Recife. Há anos denunciamos o problema da falta de leitos e de médicos especializados para o atendimento sem nenhuma resposta efetiva do Governo do Estado ou Prefeitura.

No Brasil  a cada duas horas, três pessoas morrem em decorrência da aids. São mais de 33 mortes por dia. A taxa de mortalidade de aids por 100 mil habitantes em 2012 (último dado disponível) foi de 6,2 óbitos. Há sete anos, em 2006, a taxa era menor: 5,9 por 100 mil habitantes. Em 1997, no primeiro ano após o início da distribuição do coquetel de medicamentos anti-HIV na rede pública, 12.078 pessoas morreram. Em 2013, o UNAIDS (Programa Conjunto de Aids das Nações Unidas) anunciou a redução do número de mortes por aids em todo o mundo de 1,9 para 1,6 milhões/ano entre 2001 e 2012, mas no Brasil o número de mortes não reduziu e é praticamente igual:12.078 mortes em 2012. Aqui as pessoas com HIV tem 10.7 maior risco de morrer que a população geral. Muitas das mortes ocorrem devido a piora da qualidade dos serviços.   

Para maiores informações, por favor contatem:
Kariana Guerios  (Advogada da Gestos) 34217670/ 99612539
ou
Jair Brandão (Educador da Gestos):  98619690
 

[1] Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde de PE (www.saude.pe.gov.br)
 
Jair Brandão de Moura Filho - GESTOS – Soropositividade, Comunicação e Gênero
Contatos: (81) 3421-7670 / (81) 9861-9690 Tim / (81) 8861-8277 Oi
E-mail alternativo: jairbrandaofilho@yahoo.com.br / Skype: brandaofilho40

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fracionamento de ARV

   Alexandre, Compartilhamos a mesma preocupação. Roberto Pereira Centro de Educação Sexual - CEDUS SEXUALIDADE – SAÚDE – CIDADANIA   CNPJ: 74055906 / 0001-40 Reg. CMDCA/ RJ: 02/184/ 349  -  Reg. CMAS/ RJ: 0297/00 Utilidade Pública Municipal - Lei 3115 em 03/10/2000 Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro LEI 2947/2005 Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB Membro da Comissão Estadual de Aids e Tuberculose - SES/RJ Membro da Comissão de Aids e Tuberculose do CMS/RJ  Brasil - Rio de Janeiro - RJ Cel: (55.21) 99429-4550 cedusrj@yahoo.com.br - cedus@hotmail.com           Em Quinta-feira, 15 de Maio de 2014 17:49, "Alexandre Cunha alefisiosc@live.com [fonaids]" escreveu:   [Anexos de Alexandre Cunha incluídos abaixo] Prezados, como alguns já sabem, em algumas localidades estão sendo realizado o fracionamento dos ARVs. O motivo disto é que algumas unidades de distribuição estão tendo seus estoques reduzidos em função da redução do repasse de ARVs pelo MS. Com esta prática tem-se uma preocupação de significativa relevância, pois muitos dos estabelecimentos de distribuição ao usuário não obedecem as regras impostas pela ANVISA, a qual determina a identificação do medicamento, seu armazenamento em locais (frascos) adequados, o fracionamento não deve ser realizado em meio ambiente, deve-se ter o controle de umidade, luminosidade e temperatura, o profissional ao qual faz este serviço deve esta devidamente instrumentalizado (EPI). Outra exigência é que no frasco deve-se conter lote, validade, indicações de uso, especificações de condição de armazenamento e que o medicamento deve sair da indústria com embalagem que possibilite o fracionamento, sem que o fármaco tenha contato com meio externo. (fonte ANVISA) Outro aspecto de grande relevância nesta questão é que muitos dos usuários que estão tendo sua medicação fracionada, queixam-se da indisponibilidade de semanalmente retirarem a medicação fracionada, seja esta por motivo de dificuldade de locomoção, por ausentar-se do trabalho, do custo com transporte, dentre outros. Fato este que infelizmente contribui para a não adesão ou abandono da terapia antirretroviral. Somando-se a este fato, existem casos de usuários com indicação para iniciar o tratamento que estão no aguardo da regulamentação dos estoques para ter inicio a terapia. Fato que gera preocupação, desconforto, angustia e severos problemas psicológicos. Escrevo este e-mail pois em Santa Catarina alguns municípios (como Palhoça, Blumenau....) estão realizando esta prática, que por mais que seja para auxiliar o usuário, ocorre como resultado ao desrespeito que o MS esta fazendo em não cumprir com o pactuado referente a distribuição dos ARVs. Lamentável esta situação, a qual não ocorre somente em SC, e repercute diretamente na qualidade e manutenção da saúde do portador de HIV/AIDS. Segue em anexo relatório da DIVE-SC sobre a situação de algumas medicações ARVs. Att, Alexandre Cunha Conselheiro Estadual de Saúde - SC GAPA-SC   __._,_.___ Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (2) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___   Bom dia, Ontem (26) fui buscar meus medicamentos em Curitiba e comentei com a atendente que estava  a quatro dias sem tomar meu medicamento por minha culpa porque havia acabado e não tive como ir buscar. Ela me disse que como eu moro em região metropolitana poderia pegar para dois meses e foi o que fiz. Perguntei a ela se estava faltando medicamento e ela me disse que até agora estava tudo normal.  Silmara "Leenda" Ribas (041) 3673-4551 - tel (041) 9971-6745 - cel Curitiba - Pr Skype: Leenda61 -----Original Message----- From: Alexandre Cunha alefisiosc@live.com [fonaids] To: fonaids Sent: Thu, May 15, 2014 5:49 pm Subject: [fonaids] Preocupações com o fracionamento dos ARVs [3 Anexos]   [Anexos de Alexandre Cunha incluídos abaixo] Prezados, como alguns já sabem, em algumas localidades estão sendo realizado o fracionamento dos ARVs. O motivo disto é que algumas unidades de distribuição estão tendo seus estoques reduzidos em função da redução do repasse de ARVs pelo MS. Com esta prática tem-se uma preocupação de significativa relevância, pois muitos dos estabelecimentos de distribuição ao usuário não obedecem as regras impostas pela ANVISA, a qual determina a identificação do medicamento, seu armazenamento em locais (frascos) adequados, o fracionamento não deve ser realizado em meio ambiente, deve-se ter o controle de umidade, luminosidade e temperatura, o profissional ao qual faz este serviço deve esta devidamente instrumentalizado (EPI). Outra exigência é que no frasco deve-se conter lote, validade, indicações de uso, especificações de condição de armazenamento e que o medicamento deve sair da indústria com embalagem que possibilite o fracionamento, sem que o fármaco tenha contato com meio externo. (fonte ANVISA) Outro aspecto de grande relevância nesta questão é que muitos dos usuários que estão tendo sua medicação fracionada, queixam-se da indisponibilidade de semanalmente retirarem a medicação fracionada, seja esta por motivo de dificuldade de locomoção, por ausentar-se do trabalho, do custo com transporte, dentre outros. Fato este que infelizmente contribui para a não adesão ou abandono da terapia antirretroviral. Somando-se a este fato, existem casos de usuários com indicação para iniciar o tratamento que estão no aguardo da regulamentação dos estoques para ter inicio a terapia. Fato que gera preocupação, desconforto, angustia e severos problemas psicológicos. Escrevo este e-mail pois em Santa Catarina alguns municípios (como Palhoça, Blumenau....) estão realizando esta prática, que por mais que seja para auxiliar o usuário, ocorre como resultado ao desrespeito que o MS esta fazendo em não cumprir com o pactuado referente a distribuição dos ARVs. Lamentável esta situação, a qual não ocorre somente em SC, e repercute diretamente na qualidade e manutenção da saúde do portador de HIV/AIDS. Segue em anexo relatório da DIVE-SC sobre a situação de algumas medicações ARVs. Att, Alexandre Cunha Conselheiro Estadual de Saúde - SC GAPA-SC   __._,_.___ Enviado por: "Silmara \"Leenda\" Ribas" Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (3) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___   Pois é eu morro em Curitiba e pego os remédios aqui também para e para o pai dos meus filho para ele eu pego para dois mês também até as vezes ele trabalha fora do estado.  Em 27 de maio de 2014 13:10, 'Silmara 'Leenda' Ribas' silmararibas@aol.com [fonaids] escreveu: ▶ Mostrar texto das mensagens anteriores -- Simone Martha de Souza Curitiba-Paraná Celular (41) 9655-6556 __._,_.___ Enviado por: Simone Martha Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (4) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___   "Ontem fui aqui na unidade de saúde de referencia do estado do Pará e me deparei com usuários voltando pra casa sem Lamivudina e Kaletra, na unidade municipal já esta sendo fracionado. Muitas pessoas do interior estavam sem saber o que fazer. Acionamos a imprensa, hoje tem paralisação na unidade... Hugo Soares GYCA - BRAZIL Jovens + Pará De: Simone Martha eliomartha@gmail.com [fonaids] Enviado: 28/05/2014 7:35 Para: fonaids@yahoogrupos.com.br Asunto: Re: [fonaids] Preocupações com o fracionamento dos ARVs ▶ Mostrar texto das mensagens anteriores __._,_.___ Enviado por: Hugo Mineirinho Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

domingo, 6 de maio de 2012

Terapia genética se mostra eficaz contra o HIV, mesmo 11 anos depoi

Pesquisa mostra que tratamento é seguro no longo prazo e que pode ser usado no futuro para combater outras doenças, como o câncer

Células T
Os pesquisadores encontraram as células T alteradas geneticamente no sangue de 98% dos voluntários. (Divulgação)
Mais de uma década depois de receber a terapia genética, um grupo de pacientes com HIV está saudável, sem sofrer com nenhum efeito colateral do tratamento. Mesmo assim, eles ainda têm de tomar medicamentos antirretrovirais. Esse é o resultado de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, que pretendeu medir a segurança da terapia genética no longo prazo. 

Saiba mais

ANTIRRETROVIRAIS 
Esse grupo de medicamentos surgiu na década de 1980 e atua no organismo impedindo a multiplicação do vírus. Eles não matam o HIV, mas ajudam a evitar que ele se reproduza e enfraqueça o sistema imunológico da pessoa infectada. Por isso, seu uso é fundamental para prolongar o tempo e a qualidade de vida do portador de Aids. 
TERAPIA GENÉTICATratamento que busca alterar o DNA de uma determinada célula, em busca de um resultado benéfico para a saúde de um paciente. Para isso, os cientistas precisam inserir um gene no núcleo da célula e fazer com que substitua outro, que na maioria das vezes está disfuncional. Os pesquisadores costumam usar como veículo desse gene um vírus ou retrovírus, pois esses vetores conseguem alterar o material genético de seu hospedeiro. Dentro da célula, o novo gene passa a fazer parte de seu DNA, e pode ser usado para tratar alguma doença.
Não existe nenhuma cura para o HIV, mas cada vez mais os cientistas buscam terapias capazes de manter o vírus sob controle por longos períodos de tempo, para que os pacientes não tenham que tomar remédios diariamente. Um dos mais promissores desses tratamentos é a terapia genética, que poderia melhorar o desempenho do sistema imunológico do paciente contra o HIV. Por meio de um retrovírus modificado os cientistas poderiam causar mudanças no DNA das células de defesa dos pacientes e ajudá-las a enfrentar a doença. No entanto, os primeiros testes com esse tipo de procedimento não foram animadores – parte dos voluntários desenvolveu leucemia com o passar do tempo. 
Agora, a equipe de cientistas analisou a saúde de 43 voluntários em três pesquisas feitas há 11 anos. Cada um deles recebeu versões geneticamente alteradas de suas próprias células T, glóbulos brancos extremamente importantes no sistema imunológico. Usando vetores retrovirais, cientistas fizeram com alguns genes dessas células fossem trocados. Assim, elas passaram a ser capazes de reconhecer o vírus da AIDS e atacar células infectadas com ele. 
Os pesquisadores perceberam que, 11 anos depois, todos os voluntários estavam saudáveis, apesar de ainda enfrentar o HIV. As células imunológicas geneticamente modificadas ainda estavam presentes em 98% deles. "Estão todos saudáveis", disse Carl June, coordenador do estudo. A pesquisa foi publicada na revista Science Translational Medicine
O resultado mostrou que nem todas as terapias genéticas com vetores retrovirais são tóxicas ao corpo. Outros fatores, como o tipo de gene usado e a célula alvo do tratamento, podem ser responsáveis pelos casos anteriores de leucemia. Segundo os pesquisadores, isso deve levar a mais pesquisas na área, e ao desenvolvimento de novos tratamentos com terapia genética para enfrentar outras doenças, como o câncer. 


Fonte - Veja


 
Red Ribbon Grupo Apoio Soropositivos      
 
 
Renato da Matta
Valeria Saraiva
 
Moderadores

terça-feira, 1 de maio de 2012

Antirretroviral kaletra já pode ser fabricado no Brasil



APOIO

Antirretroviral kaletra já pode ser fabricado no Brasil, informa Jornal do Commercio

 









 30/04/2012 - 10h

A Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2), por unanimidade, negou pedido da empresa farmacêutica Abbott, com sede global em Illinois (EUA), que pretendia suspender os efeitos de sentença que, na prática, garante a uma congênere brasileira o direito de produzir um dos princípios ativos de medicamento usado no combate à aids. A decisão do tribunal foi proferida no julgamento de agravo apresentado pelo laboratório americano.

O caso começou com ação ajuizada na Justiça Federal do Rio de Janeiro pela Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda., de São Paulo. Na sentença, a primeira instância reconheceu a inconstitucionalidade do artigo 230 da Lei 9.279, de 1996, que trata da propriedade industrial. A regra permite o depósito do pedido de patente, no Brasil, de medicamentos produzidos por quem já tenha obtido o registro em outro país.

Segundo informações do processo, na própria sentença o juiz de primeiro grau concedeu antecipação de tutela, determinando ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) a suspensão imediata do registro do princípio ativo Lopinavir, que junto com o Ritonavir forma o remédio Kaletra. O composto é comercializado com exclusividade pela Abbott, e integra o coquetel anti-aids adquirido e distribuído à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Danos irreparáveis

Para cassar a antecipação de tutela, a Abbott ajuizou medida cautelar no TRF-2. O relator do processo, desembargador federal Antonio Ivan Athié, negou seguimento ao recurso e, por conta disso, a empresa apresentou o agravo julgado pela Primeira Turma Especializada.

Em seus argumentos, a Abbott alegou que teria apelado da sentença, cuja execução imediata, determinada na antecipação de tutela, causaria danos irreparáveis ao seu negócio. Seu receio seria justificado, sustentou ainda, porque o juiz de primeira instância já teria oficiado o Inpi, ordenando o cumprimento da medida.

Em seu voto, Antonio Ivan Athié explicou que o laboratório não comprovou que efetivamente teria sido recebida apelação pelo juiz de grau. "Mantenho a decisão, e o faço porque não vejo possibilidade de decidir sobre ato inexistente, qual seja, o do recebimento, ou não, e em quais efeitos, da apelação apresentada pela requerente ao juízo prolator da sentença".

O magistrado ainda rebateu a alegação de risco de dano irreparável, destacando que o envio de ofício ao Inpi não significa que, logo em seguida, a Cristália já começaria a produzir o medicamento. "Para isso ocorrer, serão necessários registros nas repartições competentes, certamente precedidos de uma série de informações técnicas hauridas em ambiente específico, e aprovação da Anvisa, fatos que, como sabemos todos, demandam um bom tempo, talvez até mais longo do que tem este tribunal ultimamente decidido as apelações que lhe são submetidas", esclareceu.


Fonte: Jornal do Commercio


Leia também


Justiça confirma quebra de patente de princípio ativo do Kaletra, informa o Globo. Unaids elogia

Grupo de Trabalho de Propriedade Intelectual apoia anulação da patente do antirretroviral lopinavir

Ativistas e especialistas querem que anulação de patente seja mantida e se estenda a outros medicamentos contra a aids

sábado, 25 de junho de 2011

24/06/2011 - G8: drag queen barbuda denuncia promessas não cumpridas na luta contra Aids

A CRITÍCA - AM |
AIDS | ANTIRRETROVIRAIS
24/06/2011 - G8: drag queen barbuda denuncia promessas não cumpridas na luta contra Aids

24 de Junho de 2011
France Presse

DEAUVILLE, França, 25 Mai 2011 (AFP) -Uma "drag queen" com barba, que usava um vestido rosa de bailarina irrompeu na tarde desta quinta-feira no centro de imprensa do G8 em Deauville para denunciar as "promessas não cumpridas" pelos chefes de Estado e de Governo na luta contra a AIDS.
Usando uma faixa com a inscrição "Miss promessas G8", o ativista da organização de luta contra a AIDS "Act up" apareceu na imensa sala de imprensa instalada diante das pistas do hipódromo de Deauville, luxuoso balneário do noroeste da França.
"As promessas não cumpridas são as promessas que matam" o "G8: credibilidade zero" eram alguns dos slogans denunciados nos folhetos distribuídos por alguns militantes que acompanhavam a "drag queen".
Um comunicado da Act up e da Aides (Ajudas) lembrou nesta quinta-feira em Deauville que a cúpula do G8 de Gleneagles (Escócia) tinha se prometido "solenemente que em 2010 todos os doentes do mundo teriam acesso ao tratamento contra o HIV". No entanto, ambas as entidades asseguram que "em 2011, 70% dos doentes do planeta não têm acesso aos ANTIRRETROVIRAIS".
"O tempo das promessas acabou. A AIDS, a primeira catástrofe sanitária mundial, já não está na agenda" do G8, indica o mesmo comunicado que pede aos países mais industrializados do mundo "comprometam-se a dedicar 0,05% de seu PIB para permitir um acesso universal ao tratamento".
Deauville foi submetida a um forte esquema de segurança, vigiada por 12.000 policiais e militares. Podem circular apenas com credenciais oficiais para jornalistas, delegações, ONGs e vizinhos.
far-sof/dm

domingo, 12 de junho de 2011

Nova declaração da ONU abre caminho para erradicação da Aids

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/928457-nova-declaracao-da-onu-abre-caminho-para-erradicacao-da-aids.shtml
10/06/2011 - 19h12

Nova declaração da ONU abre caminho para erradicação da Aids


EFE

A Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) adotou por unanimidade, nesta sexta-feira, uma nova declaração política sobre a Aids que abre caminho para a erradicação da doença, ao conseguir o compromisso da comunidade internacional de garantir acesso universal ao tratamento contra o HIV até 2015.


"Esta declaração nos abrirá caminho para o início do fim da Aids", garantiu nesta sexta-feira à imprensa o subdiretor do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas contra a Aids), Paul de Lay, que aplaudiu o compromisso da comunidade internacional para acabar com a pandemia que já dura 30 anos.


No texto aprovado pelos Estados-membros, que reconhece que, "apesar dos avanços das últimas décadas, a pandemia segue representando uma catástrofe humanitária sem precedentes", os governos se comprometeram a redobrar seus esforços para conseguir tratamento universal nos próximos quatro anos.


A nova declaração evidencia o papel crucial do tratamento contra a doença como uma das medidas mais eficientes para fomentar a prevenção do contágio e "acabar com a pandemia mundial da Aids", acrescenta.


"O mundo reconheceu que a prevenção deve ser o pilar da luta contra a Aids, e a conclusão que tratamento é prevenção fará com que o mundo se beneficie enormemente", declarou De Lay, destacando que, graças ao tratamento, o número de novas infecções foi reduzido na última década.


A promessa de alcançar o acesso universal ao tratamento significa que a comunidade internacional se compromete a levar medicamentos a 15 milhões de pessoas, mais que o dobro das que agora têm acesso a eles nos países mais pobres do mundo.


A declaração demonstra a preocupação especial da comunidade internacional com o continente africano, "a região mais afetada pela Aids, e que requer uma ação urgente e sem precedentes em todos os níveis para reduzir os devastadores efeitos da doença", ressalta.


Nesse sentido, apesar do compromisso da comunidade internacional e dos países ricos, a declaração também pede aos governos africanos que aumentem "suas próprias respostas nacionais" contra a Aids.


Outro compromisso é a redução das transmissões sexuais e por drogas injetáveis do HIV pela metade até 2015, assim como a eliminação total do contágio de mãe para filho também daqui a quatro anos.


De acordo com os cálculos, nas três décadas transcorridas desde a descoberta da doença, mais de 60 milhões de pessoas foram infectadas, causando 30 milhões de mortes e deixando 16 milhões de crianças órfãs.


Apesar do peso dado ao tratamento da Aids, o texto adotado expõe também o compromisso dos governos em "acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de uma vacina segura, acessível e efetiva". Também foi solicitada a colaboração das companhias farmacêuticas para reduzir os custos dos tratamentos e melhorar e baratear os sistemas de diagnóstico.


Numerosas organizações pediram uma menção especial à população feminina no texto, algo que conseguiram, uma vez que a declaração reconhece com "enorme preocupação" que "as mulheres e meninas são ainda as mais afetadas pela epidemia", e que "levam uma carga desproporcional" da doença.


Nesse sentido, o texto consegue o compromisso da comunidade internacional para "acabar com as desigualdades de gênero, os abusos e a violência machista" para que mulheres e meninas "possam se proteger melhor das infecções, mediante programas de saúde reprodutiva", entre outras iniciativas.


A declaração também apoia a "participação ativa e a liderança dos jovens" na luta contra a Aids, já que as pessoas entre 15 e 24 anos representam um terço de todas as novas infecções do vírus, "com mais de 3.000 jovens se infectando a cada dia", segundo o texto.


Os governos se comprometeram a fornecer os recursos necessários à luta contra a Aids nos países pobres --entre US$ 22 bilhões e US$ 24 bilhões ao ano, de acordo com dados da Unaids.


O encontro, que contou com vários painéis e conferências paralelos com rostos conhecidos como o ex-presidente americano Bill Clinton, a cantora Annie Lennox e a atriz Naomi Watts, foi concluído com a participação de vários países latino-americanos e da Espanha, entre outros.

domingo, 22 de maio de 2011

Fala de Jorge Beloqui no Cidadania em Destaque:



"Desabastecimento de antirretrovirais é falta comprometimento do governo", afirma o ativista Jorge Beloqui, durante o programa Cidadania em Destaque, na AllTV


De acordo com Beloqui, um dos objetivos do levantamento é registrar historicamente os momentos em que as pessoas vivendo com HIV/aids ficaram sem os antirretrovirais por problemas de desabastecimento.

O ativista destacou que os únicos prejudicados com a falta dos medicamentos são pessoas soropositivas. "Não consigo imaginar como um médico diz ao seu paciente que precisa mudar o esquema terapêutico porque a droga está em falta, uma vez que esse fármaco já se adaptou ao organismo do paciente", acrescentou.

O estudo apontou que uma das justificativas mais comuns quando ocorre a falta de um medicamento é a mudança de governo. "Até o dia 17 de maio o governo de São Paulo não tinha comprado o maraviroque, antirretroviral usado por pacientes que já tiveram resistência a outros medicamentos, porque o governo mudou."

Produção de Medicamentos

Outro assunto que foi destaque nesta manhã foi a produção de antirretrovirais. Questionado sobre a produção das drogas, o ativista disse que tanto nas indústrias privadas quanto nas públicas há problemas com a produção. "Não dá para depender apenas de um fabricante, pois quando um tiver com problema na produção, o outro pode dar conta da demanda", afirmou.

Para não faltar mais medicamentos, o ativista sugeriu que o governo aumente o estoque estratégico. "Quando acontecer algum problema com os laboratórios ou atrasos de contrato, o governo vai estar preparado para enfrentar possíveis desabastecimentos", disse.


Programa Cidadania em Destaque

É produzido pelo Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo e veiculado aos domingos, das 11h as 12h, no site www.alltv.com.br.


Talita Martins

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

COMO DESCENTRALIZAR A DISPENSAÇÃO DOS ANTIRETROVIRAIS DA AIDS



COMO DESCENTRALIZAR A DISPENSAÇÃO DOS ANTIRETROVIRAIS DA AIDS, VIABILIZANDO O TRATAMENTO PARA A POPULAÇÃO PVHA
 
SEGUE TUDO SOBRE OS FARMACOS PARA TRATAMENTO DO HIV AIDS.
 
VAMOS PESQUISAR E LEVAR IDEIAS PARA A COORDENAÇÃO DST AIDS MUNICIPAIS E ESTADUAIS.
 
NO GOIÁS A SOMENTE UM CENTRO DE REFERENCIA EM DST AIDS QUE É O HDT, ONDE HÁ 16 MUNICIPIOS NO ESTADO DO GOIÁS, VAMOS DESCENTRALIZAR O TRATAMENTO AIDS NO GOIÁS? MELHORANDO O TRATAMENTO?
 
NO DF HÁ 9 CENTROS DE REFERENCIA EM DST AIDS, E UMA POPULAÇÃO DE QUASE 7 MIL CONTAMINADOS, DF É REFERENCIA NACIONAL EM TRATAMENTO AIDS E AINDA TEMOS ALGUMAS DIFICULDADES NO TRATAMENTO, IMAGINE O GOIÁS COM UM UNICO LUGAR PARA TRATAMENTO...  NOS AJUDEM A DESENVOLER POLITICAS PARA MELHORAR O TRATAMENTO DO HIV AIDS AQUI NO GOIÁS?! 
 
PESSOAL, SO MAIS UM COMENTARIO, O NUMERO DE CONTAMINADOS COM AIDS FOI ENORME EM 2008, 2009, MAS, TEVE UMA QUEDA EM 2010 NO GOIÁS, EXCELENTE NÉ? MAS, EM CONTRAPARTIDA, OS OBITOS POR HIV AIDS AUMENTARAM, SABIA? O TRATAMENTO NÃO ESTÁ SENDO MUITO BOM POR AQUI... VAMOS AJUDAR NOSSO GOIAS.
 
OBRIGADA PELA ATENÇÃO,

 
Registro das informações
O registro da dispensação pode fornecer dados para a produção
de informações necessárias à oportuna provisão dos
medicamentos. Tal registro deve ser feito no SICLOM, antes
da entrega dos medicamentos, assegurando-se que a prescrição
esteja em conformidade com o esquema em uso e com as
orientações constantes das Recomendações para Terapia Antirretroviral
do Ministério da Saúde (<http://www.aids.gov.
br/data/Pages/LUMISFB7D5720PTBRIE.htm>). As Unidades
que ainda não possuem o sistema informatizado devem
utilizar meios alternativos eficazes que garantam o registro e
acompanhamento adequados. Qualquer informação coletada
durante a dispensação, que possa contribuir para o acompanhamento
da PVHA, deve ser compartilhada com a equipe
multidisciplinar, por meio de registro no prontuário.
Protocolo de assistência farmacêutica em DST/HIV/AIDS 95
 
Documentos necessários à dispensação de
antirretrovirais
Os seguintes documentos devem ser observados e exigidos para
a realização da dispensação de medicamentos antirretrovirais
pelas UDM:
 
a) Receituário de controle especial em duas vias, sendo a primeira
via destinada à UDM para arquivamento e a segunda
via ao Usuário SUS (BRASIL, 1998b; 1999c);
 
b) Formulário de Solicitação de Medicamentos, preconizado
pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, devidamente
preenchido e assinado pelo médico responsável
(BRASIL, 1998b
 
c) Documento expedido por Órgão Público com foto do
Usuário SUS (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de
Habilitação, Passaporte, Carteira de Trabalho ou Carteira
de Registro de Classe Profissional);
 
Observação: Na impossibilidade de o próprio
Usuário SUS retirar seus medicamentos, a pessoa
autorizada por este deverá se identificar como tal
e estar acompanhada dos itens a e b da seção 7.4.1,
bem como apresentar sua Carteira de Identidade
para o devido registro de dispensação.
Todos os formulários indicados nesta seção
e propostos pelo Departamento de DST, Aids
e Hepatites Virais estão disponíveis em:
www.aids.gov.br/gerencial>
96 Ministério da Saúde
 
Condutas gerais para a realização da
dispensação de ARV
Para que se proceda à dispensação de medicamentos antirretrovirais
deve-se sempre levar em consideração em que casos (citados
nas seções 7.7 — 7.8 e 7.14 — 7.17) o Usuário SUS se enquadra.
Os ARV só deverão ser dispensados mediante a apresentação do
Formulário de Solicitação de Medicamentos e do Receituário de
Controle Especial, com todos os dados devidamente preenchidos
conforme o tipo de dispensação. Para tanto, os seguintes
passos devem ser aplicados:
1) Leitura e avaliação dos dados contidos no Formulário de Solicitação
de Medicamentos e Prescrição Médica;
2) Separação dos medicamentos antirretrovirais solicitados;
3) Proceder à entrada de dados no SICLOM conforme a CATEGORIA
DE USUÁRIO SUS, sempre tomando o cuidado
de anotar corretamente o lote e a data de validade dos medicamentos
dispensados, bem como a adoção de medidas que
visem à dispensação do medicamento de menor prazo de
validade, sempre que possível (PEPS1);
4) Salvar a dispensação no SICLOM e observar se houve alguma
crítica clínica pelo sistema. Em caso de crítica impeditiva
de dispensação, o farmacêutico da Unidade deverá entrar em
contato com o médico assistente e procurar esclarecer ao mesmo
os motivos que levaram à impossibilidade de dispensação
dos medicamentos. Caso a crítica não seja impeditiva de dispensação,
ficará a cargo do farmacêutico, em conjunto com o
médico assistente, elucidar a melhor conduta a ser tomada;
5) Esclarecer ao Usuário SUS as condutas e normas da Unidade
às quais ele estará sujeito. Para a primeira dispensação há
algumas condutas imprescindíveis; para as demais, outras
condutas poderão ser requeridas;
1 "Primeiro que
expira, primeiro
que sai": os
medicamentos
devem ser organizados
nas prateleiras
de modo
que aqueles que
apresentam data
de vencimento
mais recente
fiquem na frente
para que possam
ser dispensados
primeiro.
Protocolo de assistência farmacêutica em DST/HIV/AIDS 97
6) Conferir todos os medicamentos dispensados em conjunto
com o Usuário SUS e realizar orientações mínimas, verificando
previamente o que já foi informado pelo médico
prescritor e o que o paciente já sabe:
a) Identificação dos medicamentos;
b) Posologia correta e adequação de horários à rotina do
Usuário SUS;
c) Armazenamento, conservação e transporte dos medicamentos.
Orientações mais específicas e notificação em eventos adversos
estão contempladas nos itens 7.3 a 7.6 e 7.11 deste Protocolo.
Observação: Caso não seja possível sanar alguma
dúvida apresentada pelo Usuário SUS, deve-se encaminhá-
lo ao farmacêutico ou outro profissional
de saúde da unidade.
7) Requerer a assinatura referente ao recebimento dos medicamentos
dispensados;
8) Arquivar a primeira via da prescrição médica e o Formulário
de Solicitação de Medicamentos.
 
Cadastramento e transferência
de Usuários SUS
Cadastramento
O cadastramento dos Usuários SUS é obrigatório para a realização
da dispensação dos ARV e tem por finalidade:
1) Realizar o acompanhamento do uso dos ARV dispensados, visando
o controle do número de Usuários SUS (quantitativo) e os
tipos de esquemas terapêuticos utilizados (qualitativo);
98 Ministério da Saúde
2) Evitar a duplicidade de cadastros de um mesmo Usuário
SUS em várias UDM;
3) Diminuir a possibilidade de realização de mais de uma dispensação
de medicamentos antirretrovirais, dentro do prazo mínimo
estabelecido pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites
Virais, em uma ou várias UDM, pelo mesmo Usuário SUS;
4) Obter e elaborar dados estatísticos, como, por exemplo, a
quantidade de Usuários SUS por UDM ou mesmo a distribuição
por classe socioeconômica e cultural, a fim de facilitar
o processo logístico de aquisição e distribuição dos antirretrovirais
para os Estados e Municípios.
Para cadastrar um Usuário SUS visando o seu recebimento de
medicamentos antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde, a
UDM deverá observar e cumprir os seguintes critérios:
a) O usuário deverá possuir sorologia confirmada para o vírus HIV
(acrescentar cópia do exame no formulário de cadastramento);
b) Ter indicação para iniciar o tratamento com medicamentos antirretrovirais,
apresentando também os valores de CD4 e carga
viral que motivaram o início da terapia (cópia dos exames);
c) Ser brasileiro nato e/ou naturalizado domiciliado no Brasil;
ter acompanhamento de médico brasileiro (CRM local);
Usuário SUS estrangeiro: para o cadastro ser efetuado,
o estrangeiro deverá portar passaporte com
visto de permanência no país ou carteira de identificação
registrada na Polícia Federal, além de apresentar
contrato de locação do estabelecimento em
que está residindo no país e/ou comprovante de
residência em seu nome (BRASIL, 1980)
Protocolo de assistência farmacêutica em DST/HIV/AIDS 99
d) Estar de posse dos seguintes documentos:
* formulário de Cadastramento de Usuário SUS com todos
os campos devidamente preenchidos e assinados;
* documento expedido por Órgão Público com foto do
Usuário SUS (Carteira de Identidade, Carteira Nacional
de Habilitação, Passaporte, Carteira de Trabalho ou Carteira
de Registro de Classe Profissional);
* usuários SUS menores de idade e aqueles considerados
incapazes para o autocuidado deverão apresentar os documentos
citados no subitem ii, referentes ao responsável
legal, além de certidão de nascimento ou documento com
foto do menor, expedido por órgão público.
Cada Usuário SUS deverá estar cadastrado em apenas uma
UDM, sendo-lhe facultado escolher aquela que lhe for mais
conveniente. O Usuário SUS não poderá, portanto, retirar medicamentos
em outras UDM, a não ser que se faça sua transferência
de acordo com os critérios preconizados seção 7.6 deste
documento (ver também situações especiais).
Todo Usuário SUS cadastrado estará automaticamente autorizado
para receber os ARV, caso a solicitação de terapia antirretroviral
esteja em conformidade com o preconizado pelas Recomendações
para Terapia Antirretroviral divulgadas pelo Departamento
de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde.
A confirmação do cadastramento do Usuário SUS não impossibilita
a faculdade de revisão, a todo e qualquer momento, do
seu cadastramento e Categoria de Usuário, bem como o seu
cancelamento, suspensão e/ou exclusão, a qualquer tempo, pelo
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais tendo sido
constatada qualquer irregularidade.
Ressalte-se que dados de identificação pessoal fornecidos pelo
Usuário SUS deverão ser mantidos em sigilo, sendo somente
utilizados para a operacionalização do Sistema de Controle Lo100
Ministério da Saúde
gístico de Medicamentos antirretrovirais, facultado-se o seu uso
para outros fins apenas mediante o prévio consentimento livre e
esclarecido, em formulário individual, do Usuário SUS.
O Usuário SUS, no ato do seu cadastramento, poderá indicar
pessoas autorizadas a retirar medicamentos em seu nome,
quando for necessário (no máximo 3 nomes).
 
Transferência
Para um melhor entendimento do que se propõe nesta seção,
esclarecemos os seguintes termos aqui citados:
■■ UDM origem: unidade dispensadora de medicamentos antirretrovirais
da qual o Usuário SUS solicita seu desligamento;
■■ UDM destino: unidade dispensadora de medicamentos antirretroviris
para a qual o Usuário SUS solicita sua transferência.
É facultada ao Usuário SUS a realização de sua transferência
para outra UDM, desde que sejam observados e cumpridos os
seguintes critérios:
1) Os dados cadastrais do Usuário SUS deverão ser transferidos
para a UDM destino, seja de forma informatizada ou manual;
2) A UDM origem deverá orientar o Usuário SUS a comunicar
previamente a UDM destino escolhida sobre sua transferência,
para evitar interrupção em seu tratamento;
3) O Usuário SUS deverá estar de posse dos seguintes documentos
no momento do cadastro de transferência:
a) Formulário de Transferência e/ou relatório específico
impresso pelo SICLOM, devidamente preenchido
e assinado pelo farmacêutico responsável pela UDM
origem do Usuário SUS;
Protocolo de assistência farmacêutica em DST/HIV/AIDS 101
b) Documento expedido por Órgão Público com foto do
Usuário SUS (Carteira de Identidade, Carteira Nacional
de Habilitação, Passaporte, Carteira de Trabalho ou
Carteira de Registro de Classe Profissional);
c) Relatório assinado pelo médico assistente com o seu
histórico clínico-terapêutico, acompanhado pelo
número de SINAN.
 
Att,
  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_assistencia_farmaceutica_aids.pdf