Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

#EDITAIS #SDH #contratação

divulguem

Em atendimento às solicitações, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulga neste espaço todos os seus editais.

Projeto 914BRA3034Edital Nº 07/2013 – Contratação de consultoria especializada, na modalidade produto, para a realização de pesquisa, sistematização de informações e elaboração de documentos técnicos e analíticos sobre a identificação de uma possível repetição ou relação entre as violações contra os direitos humanos de cidadãos perseguidos pelo Regime Militar durante a ditadura civil-militar (1964-1985) e àquelas praticadas por agentes públicos no exercício de suas atribuições durante a égide do regime democrático, inaugurado pela Constituição de 1988, a fim de subsidiar o projeto “Pelo Direito à Não-Repetição: a reforma institucional no pósditadura como pressuposto à formação de uma cultura para a paz e para os direitos humanos”. Especificamente, objetiva-se investigar as práticas, mecanismos, formas e contextos em que se deram e ainda ocorrem a prática da a) tortura, b) execução sumária, c) lavratura de autos de resistência, d) desaparecimento forçado de pessoas, como também e) a violência institucional no campo e f) junto às comunidades indígenas. Ainda, pretende-se analisar práticas ou costumes dos agentes de segurança pública com o fito de identificar eventuais resquícios autoritários ou atentatórios aos direitos humanos. Por fim, o presente projeto também objetiva elaborar estudo sobre a resolutividade de crimes violentos praticados por agentes de segurança pública no exercício de sua função com ênfase no atendimento da ocorrência policial, na atividade pericial e na conclusão do inquérito policial ou procedimento análogo.–  Data final para envio dos Currículos 18/02/2013.
Projeto 914BRA3034Edital Nº 06/2013 – Contratação de 1 (um) consultor especializado para a realização de pesquisa, sistematização de informações e elaboração de documentos técnicos e analíticos sobre a importância de se criar, implementar e consolidar políticas públicas sobre lugares de memória.–  Data final para envio dos Currículos 18/02/2013.
Projeto 914BRA3034Edital Nº 05/2013 – Contratação de Profissional especializado no desenvolvimento de competências para proposição de técnicas e dinâmicas participativas estimuladoras do diálogo e facilitadoras da obtenção de produtos; elaboração de materiais e sistematização de resultados visando a construção de um Projeto Político Pedagógico junto à Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos Humanos da SDH, em consonância com o Projeto Básico orientador dos Centros de Referência em Direitos Humanos (CRDHs).–  Data final para envio dos Currículos 18/02/2013.
Projeto 914BRA3034Edital N° 04/2013 – Contratação de um profissional especializado para elaboração de matriz de conteúdos mínimos em atendimento socioeducativo de adolescentes em conflito com a lei para a formação dos operadores do sistema de justiça (promotores, defensores públicos, juízes) e ; Elaboração de um estudo de cenário para o SINASE para os próximos 5 anos no campo de atuação do Sistema de Justiça e Órgãos de Execução, com foco na aplicação e execução das medidas socioeducativas ao adolescente em conflito com a lei. O estudo deverá trazer basicamente a análise SWOT, principais virtudes, fraquezas, oportunidades e ameaças do sistema socioeducativo.–  Data final para envio dos Currículos 18/02/2013.
Projeto 914BRA3034Edital Nº 03/2013 – Contratação de consultoria especializada, na modalidade produto, para o registro de imagens das experiências exitosas em Direitos Humanos, em diferentes regiões do país. Data final para envio dos Currículos 08/02/2013. 
Projeto 914BRA3034Edital Nº 02/2013 – Contratação de consultoria especializada, na modalidade produto, Contratação de um profissional especializado para realização de análises de estatísticas sociais com enfoque voltado para os Direitos Humanos, a partir de dados oriundos das pesquisas para a elaboração de conteúdo de publicações que deverão abordar os doze direitos previstos no International Human Rights Instruments das Nações Unidas, tendo como objetivo apresentar material de fácil assimilação que apresente o fundamento histórico, o marco teórico, o aspecto vivencial real e o grau de realização de cada um desses direitos no Brasil atual. Data final para envio dos Currículos 08/02/2013.

Projeto PNUD BRA/07/019Edital 002/2013 de 27/01/2013 – Realizar análise dos processos de interlocução entre a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos / Disque Direitos Humanos – Disque 100 e a população. Data final para envio dos currículos: 05/02/2013.
Projeto PNUD BRA/07/019Edital 001/2013 de 27/01/2013 – Identificação dos órgãos e instituições componentes de um sistema de defesa e promoção de direitos humanos da população LGBT. Data final para envio dos currículos: 05/02/2013.
Projeto BRA/07/019Prorrogação Edital de Convocação 001/2012 – Seleção de Projetos – PROJETO DIÁLOGOS EM REDE DA OUVIDORIA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS.
Projeto 914BRA3034Edital Nº 01/2013 – Contratação de consultoria especializada, na modalidade produto, para organização metodológica do 1º Encontro Nacional de Conselhos Estaduais de Direitos Humanos. Data final para envio dos Currículos 04/02/2013.
Projeto OEI BR 08/006Edital 01/2013 de 06/01/2013 – Contratação de consultoria especializada, na modalidade PRODUTO, para o mapeamento, sistematização e documentação das atividades de pactuação, implantação e gestão de ações que favoreçam o envolvimento dos diversos atores e coletivos no aprofundamento da percepção das dificuldades locais, bem como a definição de estratégias para superação dos entraves, com vistas à implantação e implementação dos Comitês e do Plano de Educação em Direitos Humanos..  Os interessados devem encaminhar currículo pelo endereço eletrônico selecaooei@oei.org.br, indicando no assunto do email:  Nome e seleção 002/01  - TOR 1902, até o dia 12/01/2013.
Projeto OEI BR 08/006Edital 02/2013 de 06/01/2013 – Contratação de consultoria nacional para mapeamento, sistematização e avaliação dos processos de implantação e implementação das Diretrizes Nacionais de Educação em DH e elaboração de proposta de aprimoramento dos processos de trabalho da CGEDH em relação ao PNEDH.. Os interessados devem encaminhar currículo pelo endereço eletrônico selecaooei@oei.org.br, indicando no assunto do email:  Nome e seleção 003/01  - TOR 1903, até o dia 12/01/2013.
Projeto OEI BR 08/006Edital 03/2013 de 06/01/2013 – Contratação de consultoria nacional para elaboração de proposta de publicação das Diretrizes Nacionais de Educação em Direitos Humanos, contendo histórico do processo de construção e relação com o PNEDH3. Elaboração de proposta de divulgação, apresentação e implantação das Diretrizes. Os interessados devem encaminhar currículo pelo endereço eletrônico selecaooei@oei.org.br, indicando no assunto do email:  Nome e seleção 004/01  - TOR 1904, até o dia 12/01/2013.
Projeto OEI BR 08/006Edital 04/2013 de 06/01/2013 – Consultor(a) Técnico(a) com conhecimento na área de elaboração de textos narrativos para colaboração na implementação do Projeto - “Atualização de Processos Políticos e Institucionais para a Implantação do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos”, para organizar uma publicação com a memória dos 15 anos do Programa de Proteção, com enfoque no relato das histórias mais marcantes de defesa dos Direitos Humanos e enfrentamento à violência e à impunidade. Os interessados devem encaminhar currículo pelo endereço eletrônico selecaooei@oei.org.br, indicando no assunto do email:  Nome e seleção 005/01  - TOR 1917, até o dia 12/01/2013.
Projeto OEI BR 08/006Edital 05/2013 de 06/01/2013 – Consultor(a) Técnico(a) com conhecimento na área de Educação em Direitos Humanos para colaboração na implementação do Projeto “Atualização de Processos Políticos e Institucionais para a Implantação do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos”, através da ação de capacitação dos Profissionais integrantes das Equipes Técnicas dos Programas de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. Os interessados devem encaminhar currículo pelo endereço eletrônico selecaooei@oei.org.br, indicando no assunto do email:  Nome e seleção 006/01  - TOR 1918, até o dia 12/01/2013.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Anais da II Conferência Nacional LGBT no site da SDH/PR

DIVULGANDO
 
*** Yone Lindgren ***
"Mistério é dar a mão..."
Movimento D'ELLAS
ABGLT-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS,LÉSBICAS,TRAVESTIS E TRANSEXUAIS
ABL- ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS
FOPEDH -FORUM PERMANENTE DE DIREITOS HUMANOS -RJ
CNCDLGBT - CONSELHO NACIONAL DE COMBATE A DISCRIMINAÇÃO LGBT
CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS LGBT -RJ
FORUM  ESTADUAL DE ONGS /AIDS -RJ
FORUM DE  LÉSBICAS E  MULHERES BISSEXUAIS DO RJ


Segunda-feira, 16 de Julho de 2012 17:54
Assunto: Anais da II Conferência Nacional LGBT no site da SDH/PR

Prezados/as
 
Segue abaixo link com os anais da II Conferência Nacional LGBT, conforme aprovado pela Conselho Nacional LGBT:
 
Grande abraço
 
 
Gustavo Bernardes
Coordenador Geral de Promoção dos Direitos de LGBT
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Descrição: cid:image001.jpg@01CD2702.5FB57DC0

sexta-feira, 4 de maio de 2012

SDH Notícias_04/05 #direitosHumanos #news


Confira aqui o discurso da ministra Maria do Rosário realizado durante a 19ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, em 27-02-2012
 CERTIDÃO DE NASCIMENTO UM DIREITO HUMANO, DEVER DE TODO O BRASIL
A certidão de nascimento é o primeiro passo para o pleno exercício da cidadania. Só com ela é possível obter outros documentos fundamentais, se cadastrar em programas sociais e fazer matrícula escolar. Sem a certidão de nascimento, o cidadão não existe para o Estado.

02/MAI/2012 - Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo já ultrapassa 53 mil assinaturas

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Concurso Público – obrigação de teste para HIV-MG


FYI - para   conhecimento, divulgação e  pedido  de  apoio.


Ofício PR 035/2012 (TR/dh)                                                                  Curitiba, 04 de abril de 2012







Ao:      Exmo. Sr. Antonio Augusto Junho Anastasia

            Governador do Estado de Minas Gerais

           

c.c.:     Drª. Nívia Mônica da Silva

Promotora de Justiça

Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e de Apoio Comunitário

Ministério Público do Estado de Minas Gerais

caodh@mp.mg.gov.br
disquedireitoshumanos@sdh.gov.br
           

Dr. Dirceu Greco

            Diretor

            Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

            Ministério da Saúde 





Assunto: Concurso Público – obrigação de teste para HIV





Senhor Governador, Senhora Promotora,





A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) – é uma entidade de abrangência nacional, fundada em 1995, que atualmente congrega 257 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.



Desde sua fundação em 1995, além de atuar na promoção e defesa dos direitos humanos, a ABGLT tem atuado em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, no enfrentamento da epidemia do HIV/aids.



Por sua resposta à epidemia baseada no respeito aos direitos humanos, entre tantas outras considerações, o programa brasileiro tem sido reconhecido como exemplo para o mundo.



O conceito de direitos humanos no combate à epidemia da aids é amplo, indo desde a promoção da cidadania de populações historicamente marginalizadas, até a garantia dos direitos humanos de pessoas que vivem com HIV e/ou aids.



Um desses direitos é o de não ser submetido à testagem compulsória para o HIV, sendo uma garantia fundamental prevista na Constituição Federal (Art. 5º, X): “são invioláveis a intimidade, a vida privada ... das pessoas”.



Com base neste entendimento, a Portaria Interministerial nº 869, de 11 de agosto de 1992 (anexa), proíbe a testagem para detecção do HIV, nos exames pré-admissionais e periódicos de saúde dos servidores públicos federais.



O Parecer nº 05, de 18 de fevereiro de 1989, do Conselho Federal de Medicina (anexo), a respeito da obrigação de exame admissional para HIV, conclui que “a realização de testes sorológicos para AIDS em trabalhador nestas circunstâncias, é violação ao seu direito, fere a Consolidação das Leis do Trabalho além de contribuir, em caso positivo, para a sua marginalização enquanto cidadão.”



Da mesma forma, o Parecer nº 15, de 09 de abril de 1997, também do Conselho Federal de Medicina (anexo), dispõe sobre a realização de testes sorológicos para o HIV sem prévio consentimento do candidato a concursos civis ou militares, e sobre a incapacitação destes candidatos pelo fato de apresentarem tais exames sorológicos positivos, e determina que “a obrigatoriedade dos testes sorológicos constantes das normas do Ministério do Exército constitui violação aos Direitos Humanos, afronta a Constituição Federal e é antiética”.



Neste sentido, gostaríamos de solicitar que seja revista a obrigatoriedade do teste de HIV para candidatos no Concurso Público para admissão de soldados e oficiais na Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, conforme consta no link a seguir, no quesito “Exames Complementares de Saúde”, http://www.dsconto.com/768650-concurso-pmmg-2012-soldado-cfo-feminino-interior-e-mais/ “sangue: imunofluorescência para Trypanosoma Cruzi, hemograma completo, dosagem de glicose, anti-HIV, HBS Ag, anti-HCV, transaminaseglutâmico-pirúvico, gama glutamil- transferase e creatinina”, uma vez que o fato de ser HIV positivo por si só não significa a incapacidade de exercer a função. 



Salientamos que estamos abertos para o diálogo e ficamos no aguardo de suas respostas.





Respeitosamente




Toni Reis

Presidente 



4 anexos Examinar e baixar todos os anexos

ABGLT Presidência Oficio 035 2012.pdf
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CFM__PARECER_05_1989.pdf
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CFM_PARECER_15_1997.pdf
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PORTARIA_...pdf
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Cresce número de brasileiros gays no exterior

FYI - para  conhecimento

Cresce número de brasileiros gays no exterior que pedem asilo alegando homofobia

Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo

Os pedidos de asilo político feitos por brasileiros gays que vivem no exterior passaram de três, em todo o ano de 2011, para 25 apenas nos três primeiros meses deste ano. A informação é da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais), que afirma ter remetido os casos à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
  • "Não volto de jeito nenhum: aqui sou um ser humano, não uma condição", desabafa brasileiro que vive no Canadá
  • "Não volto de jeito nenhum: aqui sou um ser humano, não uma condição", desabafa brasileiro que vive no Canadá

    O brasileiro André Aggi, 36 (à direita), e o marido Romain, com quem vive em Vancouver (Canadá). Aggi tenta asilo e afirma ter sido vítima de homofobia no Brasil, para onde não pretende voltar
    O brasileiro André Aggi, 36 (à direita), e o marido Romain, com quem vive em Vancouver (Canadá). Aggi tenta asilo e afirma ter sido vítima de homofobia no Brasil, para onde não pretende voltar
    O advogado brasileiro André Aggi, 36, está desde novembro do ano passado em Vancouver, Canadá, e aguarda a concessão do asilo para não retornar mais ao país. “Não volto de jeito nenhum. Porque aí no Brasil eu serei pra sempre uma condição. Aqui, sou um ser humano”, desabafou, por telefone, em entrevista ao UOL.
    Natural de Pouso Alegre, sul de Minas Gerais, Aggi é um dos 25 homossexuais brasileiros que tentam este ano conseguir asilo em outros países de acordo com a ONG ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais). Sobre a volta ao país natal, o advogado é taxativo: enquanto a homofobia não for criminalizada nas leis brasileiras, a possibilidade de voltar não passa, nem de longe, por sua cabeça. No Canadá, Aggi --que também é ator-- está casado com um francês.
    Abaixo, um relato do brasileiro --que foi informado, pela reportagem, da posição da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República a respeito do combate  à homofobia no país.
    *
    “Pedi asilo ao governo canadense em novembro de 2011, em razão da minha orientação sexual, e aguardo a minha audiência. Vim como turista. Se pedisse asilo no Brasil, acredito que nunca conseguiria.
    Advoguei quatro anos e meio no Brasil, em Pouso Alegre. Não tinha dinheiro nem para uma consulta oftalmológica; aqui, mesmo ainda pleiteando o asilo, tenho seguro de saúde federal e consegui meu óculos de graça. Isso pra dizer o seguinte: falam que não tem homofobia no Brasil, mas tem, sim, nem que seja velado. E eu sentia isso mesmo para trabalhar.

    "Ainda dá para viver aqui", diz presidente da ABGLT

    O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais, Toni Reis, diz que a associação ainda não tem um posicionamento formal sobre os pedidos de asilo.

    O motivo, diz, é a possibilidade de que parte dos autores desses pedidos se valham de casos recentes de violências contra homossexuais no Brasil como escudo a tentativas de asilo político tentados, mas não obtidos.

    "Acho que ainda dá para viver aqui; se piorar, aí a gente vai mesmo ter que sair do país".
    Nesse tempo em que advoguei, tive 45 casos. Perdi um só: uma queixa-crime relacionada a discriminação por condição sexual.  Até de juiz, advogando, já ouvi piadinha por eu ser gay...
    Eu morava no centro de Pouso Alegre e uma vez dois rapazes encapuzados me espancaram quando eu voltava para casa. Um deles colocou uma faca no meu pescoço e, perdão pela expressão, me disse: “Isso é pra você tomar vergonha na cara e deixar de ser viado”. Como esquecer isso?
    Agora, quanto à Secretaria [de Direitos Humanos] dizer que combate a homofobia para que os gays, como eu, não sejamos obrigados a sair do país por conta de orientação sexual... sinceramente? Na prática não é absolutamente nada disso. Essa conversinha não convence. Digam isso aos juízes que zombavam de mim veladamente; digam isso aos tantos adolescentes que ainda sofrem bullying na escola todos os dias.
    Aqui no Canadá o debate é tão mais avançado que você vê casais homossexuais andando nas ruas de mãos dadas, empurrando carrinho de bebê, com famílias já constituídas, sem ninguém olhando torto para eles. E não é pelo canadense ser ou não melhor que o brasileiro: é que aqui, e nos Estados Unidos, o homofóbico é um criminoso. É lei, não é questão de boa vontade.
    E pela proteção que me deram, pela compreensão que tive do oficial de imigração aqui perguntaram até se eu queria assistência psicológica, para você ter uma ideia --, digo que não volto de jeito nenhum. Porque aí eu serei pra sempre uma condição. Aqui eu sou um ser humano."
De acordo com o presidente da entidade, Toni Reis, os pedidos se referem a tentativas de asilo principalmente em países como Estados Unidos e Canadá, e ganharam força após notícias de violência contra homossexuais  em cidades brasileiras como São Paulo –onde diversos casos foram notícia, ano passado, sobretudo com a avenida Paulista de palco das agressões.
Segundo Reis, apesar de remeter à SDH os casos que chegam, a própria associação ainda não assumiu um posicionamento formal sobre esses pedidos. O motivo, diz ele, é a possibilidade de que parte dos autores desses pedidos se valham de casos recentes de violências contra homossexuais no Brasil como escudo a tentativas de asilo político tentados, mas não obtidos.
Temos cartas de pessoas dizendo que não dá pra viver no Brasil, e sempre com a alegação de homofobia no nosso país. Antigamente endossávamos esses pedidos com um relatório de assassinatos de homossexuais --foram 3.500 ao longo de 20 anos--, além do fundamentalismo religioso de um Bolsonaro da vida”, disse Reis, referindo-se ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que provocou a ira dos defensores dos direitos LGBT, ano passado, com declarações polêmicas e consideradas ofensivas.
Para o militante, no entanto, o aumento de pedidos de asilo omite a adoção de políticas públicas específicas ao público LGBT, por exemplo, e a conquista de direitos civis, por meio do poder Judiciário, como a união estável garantida ano passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
“Sabemos que algumas pessoas usam a questão da homofobia para tentar mesmo o asilo político. E não somos um Irã. Mas também é fato que os homofóbicos estão ‘saindo do armário’, o que torna um absurdo a homofobia ainda não ter sido criminalizada”, defende Reis. “Acho que ainda dá para viver aqui; se piorar, aí a gente vai mesmo ter que sair do país”, completou.

Não criminalização da homofobia

Para a presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Maria Berenice Dias, os pedidos de asilo não são uma novidade --mas o aumento deles, sim.
A advogada --uma das pioneiras, no Brasil, em direito homoafetivo-- considera, a exemplo do presidente da ABGLT, que a não criminalização da homofobia é a raiz de iniciativas como essa por parte de brasileiros residentes fora. “A homofobia pais é uma realidade social, e a ausência de uma legislação que a criminalize, por si só, já justifica esses pedidos de asilo”, definiu.
Na opinião da especialista, o avanço das tentativas de asilo não se revela medida extrema, mas, sim, “necessária”. “É medida necessária à medida em que se tem um número muito significativo de violência sem qualquer tipo de repressão. E acho até bom que esses asilos sejam concedidos, pois acabam até expondo o Brasil a um constrangimento --porque o Judiciário avança em termos de reconhecimento de direitos civis, mas na criminalização está difícil de avançar”, constatou a presidente da comissão.

Direitos Humanos

Procurada, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República informou, por meio de nota, que “tem trabalhado para enfrentar a violência homofóbica no Brasil de forma preventiva e repressiva”, seja por meio de campanhas institucionais ou em parcerias com veículos de comunicação, ou por meio de termos de cooperação com as secretarias estaduais de Segurança Pública.
A nota diz ainda que o governo brasileiro “cumpre com as recomendações das Nações Unidas e está realizando o levantamento dos dados de homofobia no Brasil” e ressalta que o cidadão pode denunciar casos pelo telefone 100, 24 horas por dia, anonimamente. Esses dados, continua a SDH, “demonstram que o Brasil desenvolve políticas públicas para que a população LGBT não seja obrigada a sair do país devido a sua orientação sexual”.
Não foram informados, contudo, quais encaminhamentos foram dados a pedidos de asilo que a ONG ABGLT afirma ter repassado à SDH.

Acompanhe videos sobre casos de homofobia - 10 vídeos

Câmeras flagram agressão contra homossexual em SP Mais uma denúncia de agressão contra homossexual, perto da avenida Paulista, em SP. Câmeras flagraram o momento em que o rapaz foi intimidado por um bando
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domingo, 1 de abril de 2012

Links da SDH (Secretaria de Direitos Humanos) 30/03

http://portal.mj.gov.br/sedh/discursos_ministra/Discurso%20Ministra%20Maria%20do%20Ros%C3%A1rio%20consolidado.pdf
Confira aqui o discurso da ministra Maria do Rosário realizado durante a 19ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, nesta segunda-feira (27-02-2012)

Diretrizes de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública

BALANÇO DE NOTÍCIAS - 23/MAR/2012
Leia aqui a edição nº 198 do boletim semanal Direitos Humanos em Pauta e fique por dentro das principais notícias da SDH. Caso queira receber o semanário em seu e-mail envia uma mensagem para imprensa@sdh.gov.br escrito INCLUIR no assunto
Revista Direitos Humanos Nº 8
Uma campanha nacional
Veja aqui os filmes da campanha pela Memória e pela Verdade em defesa da abertura dos arquivos da ditadura militar (1964 - 1985), organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). São filmes de 30 segundos com a participação de diversos artistas como Fernanda Montenegro, Glória Pires, Osmar Prado, José Mayer, Eliane Giardini e Mauro Mendonça





http://portal.mj.gov.br/sedh/discursos_ministra/Discurso%20Ministra%20Maria%20do%20Ros%C3%A1rio%20consolidado.pdf

sexta-feira, 30 de março de 2012

Links da SDH (Secretaria de Direitos Humanos) 30/03

Confira aqui o discurso da ministra Maria do Rosário realizado durante a 19ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, nesta segunda-feira (27-02-2012)

Diretrizes de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública

BALANÇO DE NOTÍCIAS - 23/MAR/2012
Leia aqui a edição nº 198 do boletim semanal Direitos Humanos em Pauta e fique por dentro das principais notícias da SDH. Caso queira receber o semanário em seu e-mail envia uma mensagem para imprensa@sdh.gov.br escrito INCLUIR no assunto
Revista Direitos Humanos Nº 8
Uma campanha nacional
Veja aqui os filmes da campanha pela Memória e pela Verdade em defesa da abertura dos arquivos da ditadura militar (1964 - 1985), organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). São filmes de 30 segundos com a participação de diversos artistas como Fernanda Montenegro, Glória Pires, Osmar Prado, José Mayer, Eliane Giardini e Mauro Mendonça





http://portal.mj.gov.br/sedh/discursos_ministra/Discurso%20Ministra%20Maria%20do%20Ros%C3%A1rio%20consolidado.pdf

sábado, 1 de outubro de 2011

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT
 
 
Mensagem da Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República convocando a população a participar da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, que ocorre de 15 a 18 de dezembro de 2011 em Brasília com o tema "Por um país livre da pobreza e da discriminação, promovendo a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais".
Esse vídeo possui audiodescrição e língua de sinais, para possibilitar que todas as pessoas possam assisti-lo.

 
Maria do Rosário Nunes

Ministra Chefe de Estado da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Construir a igualdade valorizando a diversidade e respeitar a diversidade sem ferir a igualdade é o desafio lançado para a promoção de todos os direitos humanos em nosso país. A população é, sem dúvida, um dos exemplos que mais nos sensibiliza nessa visão de complementaridade dos direitos humanos.

A Conferência é um momento de comemorarmos nossa igualdade alicerçada na dignidade, mas também nos faz refletir sobre a nossa diversidade e o que há de mais forte em cada um de nós: nossas características pessoais. Os gostos, as crenças, a cor/a raça, o gênero, a orientação sexual e a identidade de gênero. Cada ser humano reúne um conjunto particular dessas e de muitas outras características e, por isso, formamos esse mosaico humano tão diverso e interessante que merece e precisa ser respeitado.

Nos últimos quase 09 anos, tivemos os maiores avanços da história deste país em termos de direitos da população LGBT. Por outro lado, há angustiantes estatísticas de violência e discriminação que precisam ser enfrentadas. É preciso comemorar e exaltar os ganhos, relembrando grandes vitórias, mas também é preciso não olvidar os problemas e desafios.

Não esqueçamos, portanto, que 2011 foi o ano de aprovação da Resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU na qual é reconhecida a extensão da universalidade dos direitos humanos sem possibilidade de nenhuma distinção excludente e o Brasil foi um dos principais articuladores dessa vitória.

2011, também foi o ano do reconhecimento da união estável homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. Ao equiparar a união homoafetiva à heteroafetiva, o STF estabeleceu uma interpretação inovadora da Constituição Federal e alçou a dignidade constitucional direitos que antes não tinham qualquer lugar na estrutura formal do ordenamento jurídico brasileiro. O Governo Federal através da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e da Advocacia Geral da União apoiou e defendeu o reconhecimento deste direito perante o STF, influenciando a decisão favorável emitida por unanimidade pelos 11 ministros e ministras.
Além disso, o Governo Federal tem se preocupado em atuar em diversas frentes para o combate a discriminação e a homofobia. Inúmeros editais têm sido lançados pelos mais diversos órgãos e ministérios para o estabelecimento de ações e políticas em benefício do público LGBT.
A Secretaria de Direitos Humanos apoiou a criação de Centros de Referência em Direitos Humanos e estabeleceu a necessidade de se propor uma abordagem com recorte de gênero, raça/cor, identidade de gênero e orientação sexual para todos os projetos propostos por entidades da sociedade civil ou pelo poder público, garantindo-se assim a transversalidade do tema e a interdependência dos direitos humanos. Assim como, lançou a campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.
Nesse cenário de promoção de direitos humanos, mas também de defesa destes direitos criamos o módulo LGBT no serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100). Além disso, devemos comemorar a criação do Conselho LGBT, iniciativa emblemática para a promoção dos direitos humanos LGBT e de grande importância para o diálogo sociedade-Estado.
 
Por acreditar e lutar no terreno da ideologia, defendendo sempre o princípio da dignidade humana, queremos promover cada vez mais os direitos de cada cidadão/ã brasileiro/a, notadamente, para os grupos com maior déficit histórico de acesso a esses direitos. Para isso, reestruturamos a SDH, criando a Secretaria Nacional de Promoção de Direitos Humanos (SNPDH), que tem sob sua égide as pautas: LGBT, idoso, registro civil de nascimento, educação em direitos humanos, diversidade religiosa e centro de referência de direitos humanos. A SNPDH trabalha essas pautas de modo integrado valorizando a interdependência entre os direitos humanos e a diversidade intrínseca a cada pessoa.
Infelizmente, não existem motivos apenas para comemoração. Inúmeros desafios ainda precisam ser enfrentados. O recrudescimento da violação contra a população LGBT demonstra que as homofobias ainda têm uma fatal presença na nossa sociedade. A ausência de legislação federal que proíba a discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero aliada à extrema resistência encontrada pelas ações educativas em torno da temática são partes integrantes desse panorama de violações.
A Secretaria de Direitos Humanos se orgulha em ser a porta de entrada para a população LGBT, proporcionando um ambiente propicio para a sociedade civil e os movimentos sociais dialogarem com o Governo Federal. A SDH acredita que os/as ativistas reunidos/as nas Conferências municipais, estaduais, e na própria II Conferência Nacional LGBT constituem o fórum qualificado para avaliar esses avanços e retrocessos e deliberar a respeito do futuro das políticas de enfrentamento a discriminação e as homofobias e de efetivação dos direitos de cidadãos e cidadãs brasileiros/as com respeito à orientação sexual e identidade de gênero de cada um.
O Brasil caminha a passos largos para radicalizarmos na luta contra a pobreza extrema e pobreza como sabemos não se mensura meramente através do critério renda, mas por uma constatação da ausência de direitos. Somos ricos quando conseguimos assegurar que o desenvolvimento brasileiro se paute pelo incremento dos direitos de cada um de nós. Somos pobres quando permitimos a violação dos direitos humanos de um só individuo ou grupo.
Falamos hoje em enfrentamento as homofobias em suas diversas faces e quando o fazemos não queremos apenas evitar suas conseqüências para a população atual, mas também para o futuro deste país. Nosso intuito é a sensibilização da população para o abandono de uma construção social defensora da homogeneidade para passarmos a formação de uma tessitura social que valoriza e respeita a diversidade em suas mais diversas formas e expressões. Sejamos ousados e desejemos construir não apenas políticas de enfretamento a homofobia, mas de extinção desta prática.
 
http://www.disque100.gov.br/
 
Atenção embora o site Faça alusão a denuncia para casos de pedofilia ou violencia da criança, este mesmo site aceita denuncias de violencia cometida  contra idosos, LGBTS e moradores de rua e pessoas com deficiência.
 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT www.direitoshumanos.gov.br/2cnlgbt Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT www.direitoshumanos.gov.br/2cnlgbt Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT
 
 
Mensagem da Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República convocando a população a participar da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, que ocorre de 15 a 18 de dezembro de 2011 em Brasília com o tema "Por um país livre da pobreza e da discriminação, promovendo a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais".
Esse vídeo possui audiodescrição e língua de sinais, para possibilitar que todas as pessoas possam assisti-lo.

 
Maria do Rosário Nunes

Ministra Chefe de Estado da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Construir a igualdade valorizando a diversidade e respeitar a diversidade sem ferir a igualdade é o desafio lançado para a promoção de todos os direitos humanos em nosso país. A população é, sem dúvida, um dos exemplos que mais nos sensibiliza nessa visão de complementaridade dos direitos humanos.

A Conferência é um momento de comemorarmos nossa igualdade alicerçada na dignidade, mas também nos faz refletir sobre a nossa diversidade e o que há de mais forte em cada um de nós: nossas características pessoais. Os gostos, as crenças, a cor/a raça, o gênero, a orientação sexual e a identidade de gênero. Cada ser humano reúne um conjunto particular dessas e de muitas outras características e, por isso, formamos esse mosaico humano tão diverso e interessante que merece e precisa ser respeitado.

Nos últimos quase 09 anos, tivemos os maiores avanços da história deste país em termos de direitos da população LGBT. Por outro lado, há angustiantes estatísticas de violência e discriminação que precisam ser enfrentadas. É preciso comemorar e exaltar os ganhos, relembrando grandes vitórias, mas também é preciso não olvidar os problemas e desafios.

Não esqueçamos, portanto, que 2011 foi o ano de aprovação da Resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU na qual é reconhecida a extensão da universalidade dos direitos humanos sem possibilidade de nenhuma distinção excludente e o Brasil foi um dos principais articuladores dessa vitória.

2011, também foi o ano do reconhecimento da união estável homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. Ao equiparar a união homoafetiva à heteroafetiva, o STF estabeleceu uma interpretação inovadora da Constituição Federal e alçou a dignidade constitucional direitos que antes não tinham qualquer lugar na estrutura formal do ordenamento jurídico brasileiro. O Governo Federal através da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e da Advocacia Geral da União apoiou e defendeu o reconhecimento deste direito perante o STF, influenciando a decisão favorável emitida por unanimidade pelos 11 ministros e ministras.
Além disso, o Governo Federal tem se preocupado em atuar em diversas frentes para o combate a discriminação e a homofobia. Inúmeros editais têm sido lançados pelos mais diversos órgãos e ministérios para o estabelecimento de ações e políticas em benefício do público LGBT.
A Secretaria de Direitos Humanos apoiou a criação de Centros de Referência em Direitos Humanos e estabeleceu a necessidade de se propor uma abordagem com recorte de gênero, raça/cor, identidade de gênero e orientação sexual para todos os projetos propostos por entidades da sociedade civil ou pelo poder público, garantindo-se assim a transversalidade do tema e a interdependência dos direitos humanos. Assim como, lançou a campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.
Nesse cenário de promoção de direitos humanos, mas também de defesa destes direitos criamos o módulo LGBT no serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100). Além disso, devemos comemorar a criação do Conselho LGBT, iniciativa emblemática para a promoção dos direitos humanos LGBT e de grande importância para o diálogo sociedade-Estado.
Por acreditar e lutar no terreno da ideologia, defendendo sempre o princípio da dignidade humana, queremos promover cada vez mais os direitos de cada cidadão/ã brasileiro/a, notadamente, para os grupos com maior déficit histórico de acesso a esses direitos. Para isso, reestruturamos a SDH, criando a Secretaria Nacional de Promoção de Direitos Humanos (SNPDH), que tem sob sua égide as pautas: LGBT, idoso, registro civil de nascimento, educação em direitos humanos, diversidade religiosa e centro de referência de direitos humanos. A SNPDH trabalha essas pautas de modo integrado valorizando a interdependência entre os direitos humanos e a diversidade intrínseca a cada pessoa.
Infelizmente, não existem motivos apenas para comemoração. Inúmeros desafios ainda precisam ser enfrentados. O recrudescimento da violação contra a população LGBT demonstra que as homofobias ainda têm uma fatal presença na nossa sociedade. A ausência de legislação federal que proíba a discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero aliada à extrema resistência encontrada pelas ações educativas em torno da temática são partes integrantes desse panorama de violações.
A Secretaria de Direitos Humanos se orgulha em ser a porta de entrada para a população LGBT, proporcionando um ambiente propicio para a sociedade civil e os movimentos sociais dialogarem com o Governo Federal. A SDH acredita que os/as ativistas reunidos/as nas Conferências municipais, estaduais, e na própria II Conferência Nacional LGBT constituem o fórum qualificado para avaliar esses avanços e retrocessos e deliberar a respeito do futuro das políticas de enfrentamento a discriminação e as homofobias e de efetivação dos direitos de cidadãos e cidadãs brasileiros/as com respeito à orientação sexual e identidade de gênero de cada um.
O Brasil caminha a passos largos para radicalizarmos na luta contra a pobreza extrema e pobreza como sabemos não se mensura meramente através do critério renda, mas por uma constatação da ausência de direitos. Somos ricos quando conseguimos assegurar que o desenvolvimento brasileiro se paute pelo incremento dos direitos de cada um de nós. Somos pobres quando permitimos a violação dos direitos humanos de um só individuo ou grupo.
Falamos hoje em enfrentamento as homofobias em suas diversas faces e quando o fazemos não queremos apenas evitar suas conseqüências para a população atual, mas também para o futuro deste país. Nosso intuito é a sensibilização da população para o abandono de uma construção social defensora da homogeneidade para passarmos a formação de uma tessitura social que valoriza e respeita a diversidade em suas mais diversas formas e expressões. Sejamos ousados e desejemos construir não apenas políticas de enfretamento a homofobia, mas de extinção desta prática.
 
 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bem Fam CLIPPING - 14/jul./2011

CLIPPING - 14/jul./2011     

Aprovada no Congresso, LDO mantém salário mínimo de R$ 616 para 2012
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias também estabelece que o Orçamento da União para o ano que vem terá que preservar uma dotação para o aumento real a aposentados e pensionistas do INSS. O texto preserva os parâmetros macroeconômicos do governo federal pelos quais o crescimento esperado da economia será 4,5% este ano e 5% em 2012
Novo projeto sobre criminalização da homofobia deve ser apresentado em agosto- A senadora Marta Suplicy (PT-SP) entregou, na terça-feira (12), para os integrantes da Frente Parlamentar Mista LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), a minuta de um novo projeto de lei que trata da criminalização da homofobia no país. O texto vai substituir o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, de autoria da ex-deputada Iara Bernardi, do qual Marta é relatora. O que o novo projeto faz é definir "crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação". Um desses crimes seria o de "induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero". Medicamento evita transmissão do HIV- Novo estudo com proposta de profilaxia põe o antirretroviral truvada em evidência. A droga reduziu em 62% o índice de infecção. A pesquisa foi feita em três países africanos com heterossexuais e a OMS comemora mais um avanço no combate à Aids. Além de combater os efeitos do vírus da imunodeficiência humana, os medicamentos antirretrovirais podem ser úteis na prevenção à Aids. Dois estudos divulgados ontem, um deles conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e o outro pela Universidade de Washington, mostraram que uma dose do coquetel truvada por dia diminui o risco de infecção pelo vírus. Hepatite C terá novas regras de tratamento- Portadores de hepatite C atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ter o tratamento prolongado por indicação médica a partir da próxima segunda-feira. A possibilidade está prevista em um novo protocolo da doença, apresentado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A partir do documento, o médico poderá ampliar a continuidade do tratamento de 48 semanas para até 72 semanas — até então, essa medida dependia de uma autorização do Comitê Estadual de Hepatites Virais. A hepatite C é uma doença que acomete o fígado e pode ser transmitida por transfusão de sangue ocorrida antes de 1993 (ano em que os testes para detecção de anticorpos da enfermidade em bancos de sangue foram implantados) e por via sexual. Ativistas denunciam desabastecimento do antirretroviral Fosamprenavir nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro- Ativistas denunciaram nesta quarta-feira o desabastecimento do antirretroviral Fosamprenavir nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O medicamento é importado e passou a ser fornecido pelo Ministério da Saúde há quatro anos em substituição ao Amprenavir por ter uma melhor comodidade posológica, facilitando a adesão ao tratamento da aids. O coordenador-adjunto do Programa de DST/Aids do Estado de São Paulo, Artur Kalichman, informou que o Fosamprenavir está sendo distribuído de maneia fracionada no Estado há cerca de 20 dias. “Como percebemos que o estoque já estava pequeno, começamos a remanejar alguns lotes do medicamento pelas unidades de distribuição no Estado”, explicou. Muitos países ficaram de fora do consórcio internacional para produção de antirretrovriais, criticam entidades humanitárias- A organização Médicos Sem Fronteiras, que realiza campanha permanente de acesso a medicamentos essenciais, e a ONG Conectas Direitos Humanos, que promove a efetivação desses direitos principalmente na África, América Latina e Ásia, fizeram críticas ao pacto do Pool de Patentes de Medicamentos anunciado terça-feira, dia 12. No pacto, o laboratório Gilead permite que os antirretrovirais tenofovir, emtricitabine, cobicistat e elvitegravir (os dois últimos ainda em fase de testes) e a combinação dessas drogas em uma única pílula possam ser produzidos por um consórcio internacional e distribuídos em países pobres. O problema, segundo representantes das instituições humanitárias, é que a maioria dos países da América Latina, incluindo o Brasil, ficaram fora do acordo, não podendo produzir nem receber remédios. Pessoas abaixo dos 50 anos com câncer somam 25%, diz estudo- Um quarto dos pacientes operados de câncer têm menos de 50 anos, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A maior parte dos pacientes está concentrada na faixa etária de 40 a 49 anos, 14%. Os com idade entre 30 e 39 anos representaram 6% dos menores de 50 anos operados de câncer. A faixa etária entre 20 e 29 anos correspondeu a 4% e os que têm até 19 anos somaram 2% dos submetidos à cirurgia. A pesquisa foi realizada com 12,8 mil pacientes da unidade, entre dezembro de 2008 e maio de 2011. Ainda de acordo com o estudo, do total de procedimentos oncológicos, 51,5% dos pacientes são mulheres. A pesquisa apontou a urologia como a principal especialidade cirúrgica, responsável por 28% de todos os procedimentos. Em seguida, ficaram as cirurgias para câncer de cabeça e pescoço, que representaram 11%. Os procedimentos no aparelho digestivo somaram 8,5% e a área ginecológica totalizou 8,5% das operações. Os casos menos frequentes foram os de mastologia, 7%; toráxica, 5%; e ortopédica, 2%. Governo prepara ações preventivas à exploração sexual de crianças e adolescentes- Ações específicas de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e nas regiões onde serão construídas as hidrelétricas de Jirau (RO) e Belo Monte (PA) estão sendo preparadas pelo governo. O anúncio foi feito hoje (13) pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Maria do Rosário, na abertura de seminário promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) sobre os 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Nossa atitude é totalmente preventiva. Nós estamos planejando ações de fortalecimento dos conselhos tutelares, há uma operação já organizada para a região de Belo Monte e Jirau. Já temos parcerias com várias empresas e com a sociedade civil, e estamos atuando com as prefeituras para impedir que a exploração sexual se instale. Há um afluxo muito grande de homens nessas grandes obras e, por isso, temos essa preocupação”, disse a ministra.