Representantes do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids, se reuniram ontem, 04 de julho, com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em Brasília. O objetivo do encontro foi propor a campanha “Cartão Vermelho para a Aids”, que promoverá ações de prevenção ao HIV durante a Copa do Mundo da FIFA de 2014 no Brasil. A campanha já foi realizada durante a competição na África do Sul e contou com o apoio do Ministério do Esporte e Lazer sul-africano e dos capitães das 28 seleções participantes do mundial de futebol de 2010.Djibril Diallo, da direção do Unaids, explicou que o foco das ações é o público jovem. Segundo dados da entidade, dos 34 milhões de infectados com o vírus em todo o mundo, metade tem entre 15 e 24 anos. “Em junho de 2010, lançamos essa iniciativa e trabalharemos com ela até 2014. Na copa do Brasil, o objetivo é usar o poder e a popularidade do esporte contra a aids”, afirmou Diallo, ressaltando que em três anos a entidade pretende alcançar o que chama de “meta dos três zeros”: zero discriminação, zero infecções e zero mortes relacionadas ao vírus. “Queremos desenvolver a campanha de forma global, antes e durante a copa, com estratégias de comunicação que envolvam os serviços públicos, a participação dos prefeitos das 12 cidades-sede e personalidades do futebol”, completou Diallo.A vereadora Olívia Santana (PCdoB de Salvador) afirmou que a Copa é do Mundo e que todos devem estar envolvidos. “A campanha já apresentou resultados importantes. É fundamental contar com o apoio tanto dos ministérios do Esporte e da Saúde quanto das federações e personalidades de futebol", disse.Participaram ainda do encontro o coordenador da Unaids no Brasil, Pedro Chequer, o a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), o secretário da Secopa da Bahia, Ney Campello, e o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, além de representantes da Assessoria Internacional e da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Diretos do Torcedor do Ministério do Esporte.VisibilidadePara Dirceu Greco, a visibilidade da competição em 2014 contribuirá para o sucesso da campanha. “Este é um bom momento para trazer à tona essa discussão, que normalmente só acontece no Carnaval e no dia 1º de dezembro (Dia Mundial de Luta contra a Aids), enquanto a prevenção é necessária e é realizada durante todo o ano”, disse. “O combate à aids pode ser relacionado aos eventos esportivos que estamos vivendo, e a copa pode ser determinante para disparar esse cuidado com a juventude”, completou a deputada.“A copa não é só a celebração do futebol, mas um momento que será acompanhado por mais de três bilhões de pessoas. Nós sabemos da dimensão desse evento. É uma oportunidade que o Brasil tem de enfrentar seus desafios, assim como foi na África do Sul”, afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Redação da Agência de Notícias da Aids Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
sábado, 7 de julho de 2012
campanha “Cartão Vermelho para a Aids” durante a Copa de 2014
Representantes do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids, se reuniram ontem, 04 de julho, com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em Brasília. O objetivo do encontro foi propor a campanha “Cartão Vermelho para a Aids”, que promoverá ações de prevenção ao HIV durante a Copa do Mundo da FIFA de 2014 no Brasil. A campanha já foi realizada durante a competição na África do Sul e contou com o apoio do Ministério do Esporte e Lazer sul-africano e dos capitães das 28 seleções participantes do mundial de futebol de 2010.Djibril Diallo, da direção do Unaids, explicou que o foco das ações é o público jovem. Segundo dados da entidade, dos 34 milhões de infectados com o vírus em todo o mundo, metade tem entre 15 e 24 anos. “Em junho de 2010, lançamos essa iniciativa e trabalharemos com ela até 2014. Na copa do Brasil, o objetivo é usar o poder e a popularidade do esporte contra a aids”, afirmou Diallo, ressaltando que em três anos a entidade pretende alcançar o que chama de “meta dos três zeros”: zero discriminação, zero infecções e zero mortes relacionadas ao vírus. “Queremos desenvolver a campanha de forma global, antes e durante a copa, com estratégias de comunicação que envolvam os serviços públicos, a participação dos prefeitos das 12 cidades-sede e personalidades do futebol”, completou Diallo.A vereadora Olívia Santana (PCdoB de Salvador) afirmou que a Copa é do Mundo e que todos devem estar envolvidos. “A campanha já apresentou resultados importantes. É fundamental contar com o apoio tanto dos ministérios do Esporte e da Saúde quanto das federações e personalidades de futebol", disse.Participaram ainda do encontro o coordenador da Unaids no Brasil, Pedro Chequer, o a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), o secretário da Secopa da Bahia, Ney Campello, e o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, além de representantes da Assessoria Internacional e da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Diretos do Torcedor do Ministério do Esporte.VisibilidadePara Dirceu Greco, a visibilidade da competição em 2014 contribuirá para o sucesso da campanha. “Este é um bom momento para trazer à tona essa discussão, que normalmente só acontece no Carnaval e no dia 1º de dezembro (Dia Mundial de Luta contra a Aids), enquanto a prevenção é necessária e é realizada durante todo o ano”, disse. “O combate à aids pode ser relacionado aos eventos esportivos que estamos vivendo, e a copa pode ser determinante para disparar esse cuidado com a juventude”, completou a deputada.“A copa não é só a celebração do futebol, mas um momento que será acompanhado por mais de três bilhões de pessoas. Nós sabemos da dimensão desse evento. É uma oportunidade que o Brasil tem de enfrentar seus desafios, assim como foi na África do Sul”, afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Redação da Agência de Notícias da Aids quarta-feira, 4 de julho de 2012
Ativistas denunciam falta de leitos e de remédios para doenças oportunistas no RJ
Ativistas denunciam falta de leitos e de remédios para doenças oportunistas no Rio de Janeiro
O ativista Cazu Barroz, da Federação de Bandeirantes do Brasil, denunciou que desde 30 de maio está à espera do fornecimento pelo Estado do medicamento Valaciclovir, usado contra herpes, doença oportunista em decorrência do vírus HIV.
Para a Agência de Notícias da Aids, ele contou que está desembolsando cerca de R$ 1200 para fazer o tratamento. “É muito caro, mas ou compro e faço o tratamento ou corro o risco de ficar cego e até de morrer. Depender do governo, infelizmente não é mais possível”, disse.
Renato da Matta, da direção do Fórum de ONGs que lutam contra a Aids no Estado, e Roberto Pereira, do Fórum de ONGs contra a Tuberculose, confirmaram a esta agência a escassez de leitos no Rio de Janeiro.
Segundo Roberto, em recente encontro com o Secretario Estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, foi reiterado a necessidade de um seminário estratégico com a participação do Governador Sérgio Cabral e representantes dos 32 principais municípios do Estado para discutir ações emergenciais para a saúde, entre elas, o enfrentamento da aids e da tuberculose. “A ideia é criar um evento que chame atenção para estes problemas e que tenha a presença da mídia também para cobrar por soluções”, enfatizou.
A previsão é que este encontro ocorra na segunda quinzena do mês de setembro. Antes disso, os ativistas do Estado irão propor como tema exclusivo da próxima reunião da Comissão Estadual de Aids a falta de leitos para pacientes com HIV e a aids, assim como de remédios para doenças oportunistas.
“Revoltado”
Além de integrante da secretaria executiva do Fórum de ONG/Aids do Estado do Rio de Janeiro, Renato da Matta é membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro e do Grupo Pela Vidda, de Niterói.
“Ele afirma que a aids é uma doença crônica, mas não é. Por conta dessa banalização, que segundo suas explicações, parece que hoje ter aids é tranquilo, muitos jovens estão se infectando, pois acham que se pegarem o HIV, um remedinho irá controlar a doença... Ele disse também que as pessoas com HIV e aids têm uma boa qualidade de vida, mas quem são essas pessoas? Eu não tenho uma qualidade de vida boa”, ressaltou.
O ativista discorda ainda quando o médico diz que um doente de aids pode ser atendido em qualquer leito hospitalar. “Isso não é verdade. A reportagem cita um caso de um paciente internado ao lado de um doente de tuberculose. As pessoas com HIV têm o sistema imunológico mais debilitado e vulnerável a doenças como a tuberculose. Para aquele paciente, ficar ali ao lado de uma pessoa com tuberculose, o risco de contrair o bacilo era muito grande”, disse.
O representante do Fórum de ONG/Aids do Rio finalizou dizendo que o Brasil “definitivamente” não tem o melhor Programa de Aids do mundo. “Distribuir remédios é fácil. Quero ver garantir atendimento digno a todos que precisam. Dinheiro para reconstruir o estádio do Maracanã não falta, mas para a saúde falta. Aqui no Rio de Janeiro há escassez de leitos, remédios e as pessoas ficam jogadas à espera de uma vaga nos hospitais”, criticou.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro foi contatada, mas ainda não respondeu oficialmente às denuncias dos ativistas feitas nesta reportagem.
Em reposta ao ativista Cazu Barroz, a Secretaria informou em maio que o Estado reformulou a grade de aquisição de medicamento, o que inclui o remédio anti-herpes Valaciclovir. Porém, a empresa fabricante não entregou o medicamento, o que obrigou a Secretaria abrir novo processo de compra, que na época estava em fase de tramitação para aquisição.
Lucas Bonanno
DICAS DE ENTREVISTA:
Tel.: (0XX21) 2240 9220
TEl.: (0XX21) 3899-3295
Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde do RJ
Tel.: (0XX21) 2333-3717
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Durante RIO+20, chefes de Estados reforçam compromissos contra a aids, alerta Unaids
25/06/2012 - 16hO documento final da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, possui oito artigos que tratam especificamente de saúde. O texto destaca como metas o combate a aids, tuberculose, gripe e doenças crônicas.
Os mais de 100 chefes de Estado presentes no evento registraram no documento o seu compromisso em redobrar esforços para alcançar o acesso universal à prevenção, tratamento, cuidado e apoio para o HIV e para eliminar a transmissão vertical do vírus.
De acordo com o diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), Michel Sidibé, a “resposta global à aids serviu como um guia e como um ponto inicial para o crescimento inclusivo, justiça social e a restauração da dignidade humana. O movimento de aids demonstra que, através de parcerias estratégicas, mesmo barreiras complexas e duradouras para o desenvolvimento podem ser efetivamente transpostas”, completou.
O Rio+20 terminou na última sexta-feira, 22 de junho, com o documento O Futuro Que Queremos, que possui mais de 200 artigos e é resultado dos dez dias de discussão.
Redação da Agência de Notícias da Aids
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Ativistas Alertam em Belém Sobre a Vulnerabilidade ao HIV das Populações Que Vivem nas Regiões de Fronteira -
Haitianos que chegam ao Acre, passando pela Colômbia, vivem em situação de grande vulnerabilidade às DST/aids
A necessidade de mais atenção por parte das autoridades sanitárias com a população que vive nas áreas de fronteira do país será uma das recomendações do documento oficial produzido no XVI ENONG. O Encontro Nacional das Organizações Não Governamentais que atuam no combate da aids (ENONG) termina nesta segunda-feira, 14 de novembro, em Belém, no Pará.
Reunidos na sala Karajás C, uma homenagem do Hotel Hilton a tribo indígena que habita a região do Rio Araguaia, Kátia Guimarães, representando o governo, e Elifrank Moris e Álvaro Mendes, representando a sociedade civil, falaram sobre alguns fatores que aumentam a vulnerabilidade das pessoas que habitam as regiões fronteiriças, como o sexo comercial sem preservativo, o enorme fluxo de diferentes populações e o uso de drogas.
Eli, que trabalha em projetos de prevenção às DST/Aids em Ponta Porá, cidade do Mato Grosso do Sul divisa com Pedro Juan Caballero, do Paraguai, disse que o sistema de saúde público da região está ficando saturado no lado brasileiro. “Temos registro de aproximadamente 30 mil brasileiros que vivem no lado paraguaio e quase 80 mil paraguaios que vivem do nosso lado, e por esse motivo acabam se tornando invisíveis para o censo, mas, na verdade, usam sempre os serviços do Brasil”, explicou.
Álvaro, da Associação Brasileira de Redução de Danos (ABORDA), contou que no Acre se tornou comum a chegada de refugiados do Haiti. Segundo as Nações Unidas, a prevalência média do HIV no Brasil é de 0.6% e no Haiti de 2%, mas neste grupo em situação de extrema pobreza que chega ao Brasil, passando pela Colômbia, a previsão da taxa de prevalência é muito maior.
Segundo Kátia Guimarães, da área de cooperação internacional do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o governo federal, em parceria com o Mercosul, está finalizando uma pesquisa para medir com mais precisão a prevalência do vírus HIV nas regiões de fronteira.
A partir destes dados, ela acredita que o País poderá formular novas estratégias para enfrentar a epidemia nesta área. Contudo, Kátia afirma que há cerca de 20 anos o Brasil vem desenvolvendo projetos com os países vizinhos para prevenir o HIV e prestar assistência aos infectados.
Além de constar no documento final do ENONG, os relatos sobre a vulnerabilidade da população de fronteira serão encaminhados ao Departamento de Aids para uma possível criação de um grupo técnico de trabalho para discutir o problema.
Lucas Bonanno, de Belém
O jornalista Lucas Bonanno participou do XVI ENONG a convite da organização do evento
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Ativistas disputam Conselho de Saude em Belem no ENONG
| Ativistas Jasiel Pontes, Léo Mendes, Rodrigo Pinheiro e Carlos Duarte disputam representação do Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde | ||||
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Coord. Adjunto do Comite Metropolitano de Combate a TB/PA - FUNDO GLOBAL
Representante Norte na CNAIDS - MS/DEPARTAMENTO -DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS
terça-feira, 1 de novembro de 2011
1º de dezembro terá como alvo público Gay:
| Ativistas elogiam escolha de jovens gays como público-alvo da campanha nacional contra a aids neste 1º de dezembro | ||||
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domingo, 30 de janeiro de 2011
Carta com compromissos contra a aids assinada por Dilma será nosso plano de governo´, afirma ministro Padilha
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
CIDADÃS POSITHIVAS PEDEM INCLUSÃO DE LÉSBICAS EM POLITICAS PÚBLICAS CONTRA AS DST/AIDS
| Cidadãs Posithivas pedem inclusão de lésbicas em políticas públicas contra as DST/aids |
| 31/10/2010 - 11h Mais de 200 mulheres estão reunidas em Atibaia, interior de São Paulo, até este domingo no 4º Encontro Nacional do Movimento das Cidadãs Posithivas. As ativistas debatem a agenda política do movimento no próximo ano. Uma das decisões foi referendar a carta das mulheres lésbicas e bissexuais lançada no 8ª Congresso Brasileiro de Prevenção das DST/Aids e o 1º de Hepatites Virais. O documento solicita que os serviços de saúde do País incluam nos formulários e sistemas de notificação de casos DST/aids o quesito de orientação sexual. O objetivo é ter conhecimento da situação das epidemias entra as mulheres deste segmento da população. O texto, dirigido ao Ministério da Saúde e a Secretaria de Políticas das Mulheres, pede também que tecnologias e insumos de prevenção das DST/aids nas relações sexuais entre duas mulheres sejam pesquisados. Redação da Agência de Notícias da Aids Leia a carta na íntegra Nós, Mulheres Reunidas no IV Encontro Nacional das Cidadãs Posithivas em Atibaia São Paulo, nos dias 28 a 31 de Outubro de 2010 representados por 20 estados com participação 144 mulheres positivas, referendamos a Carta das Lésbicas escrita no VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST/AIDS e no I Congresso Brasileiro de Hepatites Virais, com as demandas especificas para as lésbicas. >CARTA DAS LÉSBICAS E MULHERES BISSEXUAIS PRESENTES NO VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DAS DST/AIDS E NO I CONGRESSO BRASILEIRO DE HEPATITES VIRAIS Brasília, 18 de Junho de 2010 Com o aumento do número de mulheres infectadas pelo vírus do HIV no Brasil e no mundo, uma preocupação ganhou corpo no movimento nacional de lésbicas e mulheres bissexuais: Lésbicas são ou não são vulneráveis ao HIV? Sabemos que no início da epidemia, muito dos esforços foram voltados aos gays, às travestis, aos usuários de drogas injetáveis e as-os profissionais do sexo. Entendia-se que na época eram esses os “grupos de risco” da epidemia. Contudo, atualmente, observamos que a epidemia não é “preconceituosa” e não poupa ninguém que faça sexo desprotegido. A expansão da AIDS entre as mulheres foi marcada por um silêncio, fazendo com que as ações de enfrentamento, tanto na prevenção, quanto de assistência fossem basicamente voltadas para os gays. No princípio, em que as mulheres se confrontaram com a epidemia, os grupos gays eram os atores sociais mais instrumentalizados e organizados para lidar com tal conjunto. Nos últimos anos, o que podemos observar é que a relação entre homens e mulheres infectadas no Brasil é de 1,5 homem para 1 mulher, o que torna a vulnerabilidade entre homens e mulheres proporcional, só se diferenciando quando qualificada pelo risco acrescido. É importante ressaltar que a epidemia é notificada e com isso, contabilizada por meio de formulário feito após o diagnóstico nos serviços de saúde. Esta ficha não tem entre as suas opções de notificações relações sexuais entre duas mulheres como possibilidade da infecção pelo vírus do HIV, o que torna mais difícil investigar seriamente se relações sexuais entre duas mulheres são possíveis de infecção. A relação entre lésbicas e as DST está intrinsecamente ligada a fatores, como: a invisibilidade da vivência lésbica, a invisibilidade do corpo feminino, o preconceito, a discriminação e a lesbofobia/homofobia. Isto reflete diretamente nos serviços de saúde, onde as lésbicas não são percebidas e vistas, potencializando a vulnerabilidade desta população em relação às DST e ao HIV. Muitas lésbicas e mulheres bissexuais acreditam que suas relações sexuais são protegidas das DST, HIV e Hepatites Virais, o que é um pensamento equivocado. Essa idéia as coloca expostas a ambos, mesmo não sendo notificado, não é inexistente sua possibilidade de infecção, conforme apontam alguns estudos internacionais. O contexto de estigmas que a população de lésbicas e mulheres bissexuais carrega, potencializa uma cadeia discriminatória que promove uma condição de exclusão social tão severa, quais muitas de nós acreditem não terem direitos e negam assim, o exercício da cidadania plena. Associado a este processo de auto-exclusão observa-se que o autocuidado, uma prática bastante comum entre mulheres heterossexuais, não ocorre na mesma proporcionalidade entre lésbicas e mulheres bissexuais, assim a negação do cuidado ao corpo é um fenômeno potencializados de vulnerabilidades. A vivência da homossexualidade feminina potencializa diversas situações de violência institucional, sexual ou doméstica. A violência gerada pelo exercício da homossexualidade contribui para sofrimentos psíquicos importantes que associado a homofobia programática e familiar faz com que muitas não acreditem ser possível e cabível a vivência saudável da sua sexualidade e o exercício pleno de uma vida sadia. As lésbicas e mulheres bissexuais normalmente estão à margem dos serviços de saúde. Em face desta realidade, é imperativo que os órgãos governamentais responsáveis pelas políticas de saúde levem em consideração as mudanças ocorridas ao longo dos anos no comportamento sexual da sociedade e desenvolva processos de educação permanente com seus profissionais para acolherem adeqüadamente toda esta demanda. Em relação, as lésbicas e mulheres bissexuais essas preocupações se ampliam, visto que os conhecimentos já adquiridos pelos profissionais de saúde não têm dado conta de atender a esta população. Neste sentido, a preocupação mais que justa com a formação técnica se soma a preocupação com a humanização do atendimento, e isto, potencializam as nossas preocupações e necessidades urgentes de intervenção nos serviços de saúde sob a perspectiva de atendimento a saúde integral das lésbicas e mulheres bissexuais. Com o atual entendimento da integralidade da atenção à saúde, faz-se necessário reconhecer a orientação sexual do indivíduo como parte integrante da complexidade do ser humano e como fatores de vulnerabilidade para a saúde, não apenas por incluírem práticas sexuais e sociais específicas, mas também e principalmente pela exposição aos agravos de saúde decorrentes da discriminação, do estigma e do preconceito. Diante do contexto acima exposto: Nós lésbicas e mulheres bissexuais reunidas no VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST/AIDS e no I Congresso Brasileiro de Hepatites Virais, fazemos as recomendações abaixo: • Em referência a Carta de Pernambuco construída no VI Fórum UNGAS – AIDS Brasil: Ressaltamos a importância da representação de lésbicas e mulheres bissexuais nesse processo, para garantir que na implementação e execução do Plano de Enfrentamento da Feminização da Epidemia da AIDS e outras DST em estados e municípios, as ações previstas para Lésbicas, Mulheres Bissexuais e outras Mulheres que Fazem Sexo com Mulheres, sejam efetivadas e executadas; • Execução urgente da agenda afirmativa de lésbicas, mulheres bissexuais e outras mulheres que fazem sexo com mulheres; • Incluir o quesito orientação sexual nos sistemas de informação em vigilância para notificação do HIV, sífilis, hepatites virais e outras DST, com o objetivo de conhecer a situação epidemiológica da nossa população; • Produzir estudos de desenvolvimento de tecnologias para criação de insumos de prevenção das DST/AIDS nas relações sexuais entre duas mulheres; • Incentivar pesquisas sobre a vivência lésbica e as relações com as DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais; • Incluir nas temáticas trabalhadas no SPE (Programa de Saúde e Prevenção nas Escolas) a abordagem sobre diversidade sexual, garantindo o recorte de lésbicas e mulheres bissexuais. Por fim, a vivência da homossexualidade feminina mostra que nosso sistema de saúde invisibiliza as mulheres, pois o sistema patriarcal e heterossexista reforçam que a saúde da mulher está relacionada tão somente a reprodução, mas também, ao exercício da maternidade. Com isso, nós lésbicas e mulheres bissexuais presentes nesses congressos, esperamos a urgente ação do Ministério da Saúde e da Secretaria de Políticas das Mulheres da Presidência da República para que nossas preocupações e recomendações sejam atendidas! |
Fones: (041) 3267-6947
Celular: (041) 9971-6745
Fax: (041) 3365-3775
Curitiba - Pr
www.mncpbrasil.blogspot.com
"VIVER COM AIDS É POSSÍVEL
.COM O PRECONCEITO NÃO."
infecção do HIV.
Será que o Dr Drauzio se esqueceu das lésbicas?
Pois ele falou que homem contamina homem, homem contamina mulher e
mulher contamina homem. Acho que esqueceu das lésbicas pois se uma
estiver contaminada não pode contaminar a outra?
Essa questão deveria ser melhor explicada!!!
NGB
Ativismocontraaidstb.blogspot.
infectar o homem, esse dado foi muito bom ter sido explicado.
Parabéns!!!!
lésbicas, se elas não tem espaço para expor sua (opção) nas consultas
como poder ser dito que não há confirmação de infecção entre casais
lésbicos?
Elas nem são consideradas como pesquisa.
Atentamos para esse dado pois desta maneira estaremos criando mais um
"grupo de risco"
É muito mais difícil para uma mulher assumir sua homossexualidade do
que para um homem.
Ser Gay de certa forma está na moda mas com as Lésbicas a coisa mudam.
Então que façamos um estudo que abordem as lésbicas e desse estudo
serio, nos tiremos as conclusões, não diante desse quadro atual, que só
exclui as lésbicas, e essa exclusão é muito ruim para a prevenção.
NGB
Ativismocontraaidstb.blogspot.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Referência no tratamento da aids, David Uip diz que números sobre a epidemia no Brasil não condizem com os dados mundiais
| Referência no tratamento da aids, David Uip diz que números sobre a epidemia no Brasil não condizem com os dados mundiais Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, explica que se trata de uma estimativa dentro de uma pequena margem de erro 01/12/2010 - 20h45 Minutos antes do Ministério da Saúde divulgar nesta quarta-feira, em Brasília, os novos números da aids e informar que há uma estabilização da epidemia em torno de 630 mil casos da doença no país, David Uip (foto), um dos maiores especialistas no assunto, disse, em São Paulo, que essa estimativa “vai contra os dados mundiais”. “As Nações Unidas informam que cerca de 7 mil novas infecções ocorrem todos os dias em todo o mundo. Essas infecções afetam diretamente o Brasil”, justificou o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), um de cada três soropositivos na América Latina é brasileiro. A projeção do número de pessoas infectadas no Brasil, segundo o Unaids, cresceu nos últimos anos, ficando entre 460 mil e 810 mil pessoas em 2009, contra um mínimo de 380 mil e um máximo de 560 mil em 2001. Já os novos números da aids no Brasil, atualizados até junho de 2010 pelo Ministério da Saúde, apontam que a epidemia está estável e a taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. A Pasta informa ainda que a estimativa atual continua sendo de 630 mil pessoas vivendo com HIV e aids em todo o país. Falando para médicos, estudantes e outros interessados no assunto, David Uip disse também ser “absolutamente contra a quebra de patentes de medicamentos”. Ele acredita que se trata de um “desrespeito à intelectualidade” e desmotiva investimentos em pesquisas. O infectologista participou de um ciclo de palestras promobido pelo Emílio Ribas em referência ao Dia Mundial de Luta contra a Aids. Governo responde Segundo o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepaites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, “o mais importante é que a prevalência de HIV na população dos 15 aos 49 anos continua estabilizada num patamar baixo de 0,6%”. Quanto aos 630 mil casos totais de HIV e aids no país, o representante do Ministério da Saúde disse que se trata “justamente de uma estimativa”, e que “esse número pode ter sofrido uma pequena alteração para mais ou para menos nos últimos três anos, mas que se manteve nessa média.” Os fatores citados por Dirceu como variantes são o registro de novas infecções, cerca de 38.500 em 2009, e de mortes, aproximadamente 12 mil por ano. Sobre a quebra de patentes, Dirceu usou palavras ditas pelo Diretor do Unaids, Michel Sidibé, ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o Brasil decretou o licenciamento compulsório do antirretroviral efavirenz, fabricado pelo laboratório norte-americano Merck Sharp and Dohme (MSD). “O Brasil serviu como exemplo de negociação para o mundo, e essa negociação, feita com base nas leis da OMC (Organização Mundial do Comércio), mostrou que é mais importante negociar a saúde das pessoas que os interesses econômicos.” Em 2007, o governo brasileiro quebrou a patente do efavirenz, alegando que a importação genérica deste medicamento e a produção nacional permitiriam ao país economizar cerca de US$ 237 milhões até 2012, quando vence a patente. Lucas Bonanno Fonte: Agência de Notícias da Aids |
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
´O movimento está meio acomodado´
| ´O movimento está meio acomodado´ |
| Não, a frase não pertence a este que escreve estas linhas e que muito a proferiu enquanto integrante da sociedade civil organizada em Aids. O comentário, que mais parece um grito de alerta, foi feito no mês de outubro pelo doutor Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, durante a Assembleia Nacional das Pastorais da Aids no Rio Grande do Sul. O fato teve pouca repercussão, até porque não é segredo para ninguém que estamos perdendo conquistas históricas, muito pela letargia da sociedade civil. Porém, no dia 15 de novembro em Vitória da Conquista-BA, o Diretor da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids) no Brasil, doutor Pedro Chequer, repetiu textualmente o lamento, “o movimento de luta contra a Aids está meio acomodado”, para uma audiência de pessoas vivendo com HIV, eu incluído. Regredi imediatamente no tempo e me senti no dia que tomei o maior ‘pito’ do diretor da escola primária na frente de meus amiguinhos. Não sabia direito para onde olhar e fiquei com medo de que minha mãe ficasse sabendo, castigo na certa. E nesse temor infantil eu me vi novamente em Vitória da Conquista e o diretor ainda estava à minha frente. Mas era o diretor de um órgão da ONU a subentender que, caso a situação não seja revista e revertida, outras perdas virão se juntar a um futuro que já antevemos repleto de surpresas. E olhem que a situação presente já é de arrepiar: nossos Planos de Ações e Metas não estão sendo executados, acumulando mais de R$ 154 milhões nos cofres públicos (O Estado de S.Paulo 24/11/10), os efeitos colaterais estão muito, muito longe de terem respostas satisfatórias e a enorme mortalidade que, segundo estudos recentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Folha de S.Paulo 03/08/10), seria o dobro da anunciada oficialmente. Muito do tempo e energia dos ativistas são dedicados às capacitações e projetos de sustentabilidade, relegando para segundo plano um efetivo controle social para que esses desafios sejam superados ou minimizados, como o foi no início do movimento. Outros fatores também contribuem para que a reação do movimento social esteja aquém das expectativas, agora também do governo. Um deles é o senso cada vez mais comum de que a luta contra a Aids é um plano de carreira, onde a pessoa inicia como voluntário, passa a diretor de alguma ONG ou rede, de alguma instância colegiada para, enfim, conquistar seu lugar no espaço governamental, onde ‘poderá fazer a diferença’. Como ‘bater’ (jargão do movimento) no futuro patrão? Sem dúvida que a presença de ativistas nos quadros governamentais faz bem à saúde pública, mas quando ela se configura como objetivo passa a ser nefasta. E, seguindo a mesma lógica, como ‘bater’ no parceiro? Boa parte do ‘sucesso’ da estratégia brasileira é devida à parceria entre a sociedade civil e o governo, mas o ponto de equilíbrio dessa relação foi perdido em algum momento e parece que o movimento social de luta contra a Aids desenvolveu a Síndrome de Estocolmo pelo Estado. As pessoas que lá estão são nossos amigos e amigas, temos carinho por boa parte deles e delas e, com isso, uma pertinente vuvuzelada contra a vergonhosa falta de medicamentos passa a ser uma ofensa na opinião de membros da gestão e de parte do movimento. Enquanto escrevia essas mal digeridas linhas, já sob as influências de Sagitário, uma repórter da Agência de Notícias da Aids, me ligou para repercutir a fala do diretor da UNAIDS durante a divulgação anual dos dados do órgão sobre a epidemia, onde o mesmo repetiu, agora para o mundo inteiro saber, que falta controle social para as políticas públicas em Aids. Há tempos uns poucos ativistas são considerados radicais ou mesmo mal educados quando insistem que a força do ativismo de conquistas é a mola propulsora de qualquer movimento social. Agora não há mais jeito nem desculpas. De repente, os gestores não conseguem mais se conter e passam a fazer um ativismo governamental para impulsionar a luta contra a Aids. Sinal dos tempos. Dá saudades da escola primária, onde o vexame era esquecido rapidamente e o castigo era apenas a privação de alguma diversão. Hoje o vexame é inesquecível, já que a pena é capital. Beto Volpe vive com HIV há 21 anos e é Fundador do Grupo Hipupiara |
terça-feira, 26 de outubro de 2010
O Estado de S. Paulo: Estudo da Faculdade de Medicina da USP aponta falta de médicos para cuidar de portadores de HIV em São Paulo
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Homossexuais e aids no Brasil: até onde vai essa omissão?
Muitos frequentam bares, baladas, saunas, cinemas, banheiros públicos, parques, mas grande parte deles está diluída na população em geral. Nem sabemos ao certo como chegar até eles.
Não será possível, de um dia para o outro, recuperar mais de uma década perdida. Mas é hora de abrir a discussão e tomar medidas concretas, inovar na prevenção (a ser liderada pelas prefeituras, não só pelas ONGs), fazer aumentar a testagem voluntária entre os gays, diminuir o diagnóstico tardio por meio do teste rápido (feito nas unidades públicas, por profissionais do SUS), ampliar a insuficiente distribuição de preservativos e gel lubrificante íntimo, respeitar e incluir os homossexuais que vivem com HIV como parte da solução.
As medidas voltadas para os jovens homossexuais são as mais urgentes. Não podemos permitir no Brasil que o HIV seja um ritual de passagem para cada nova geração de homossexuais, como está acontecendo, por paralisia e omissão.
A proibição de doar sangue imposta pelo próprio Ministério da Saúde e a não concretização de projetos de lei que instituiriam a união civil e a criminalização da homofobia, além da identificação dos gays como vilões e culpados pela disseminação do HIV, são faces do mesmo preconceito que dificulta olhar de frente para um problema de saúde pública de tamanha magnitude.
Devemos quebrar barreiras e mudar a história da prevenção do HIV entre os homossexuais no Brasil, até agora um caminho de ações dispersas e erráticas.
Mário Scheffer é presidente do Grupo Pela Vidda-SP.
sábado, 3 de julho de 2010
Nova descoberta no tratamento da sida(AIDS) Investigação 01h16m
Nova descoberta no tratamento da sidaInvestigação 01h16mA possibilidade de introdução de células-mãe no corpo, como forma de assegurar a resistência à infecção por HIV-sida acaba de ser descoberta por investigadores norte-americanos, que publicaram ontem o seu trabalho na revista científica "Nature Biotechnology". O vírus da Sida ataca as células do sistema imunológico humano pelo apego a certas proteínas específicas, especialmente uma molécula chamada CCR 5. Algumas pessoas possuem uma mutação que impede o surgimento desta molécula, resistindo, assim, ao vírus. Ao remover o gene correspondente à proteína CCR 5 numa uma célula, há pelo menos condições para limitar fortemente os efeitos em pessoas infectadas. Segundo a France Press, a equipa de Paula Cannon, da Universidade da Califórnia do Sul, que efectuou a descoberta usou dedos "de zinco", uma técnica recente, capaz de atingir com precisão a parte do genoma a "cortar". Os investigadores, que recorreram a ratos, removeram o gene para as células-mãe hematopoéticas (células que causam as células brancas do sangue, mas também glóbulos vermelhos e plaquetas). O próximo passo é tentar aplicar a técnica em seres humanos. Um estudo semelhante já está em andamento, com o objectivo de modificar as células do sistema imunológico e não as células-mãe. Esta descoberta ocorreu em vésperas da Conferência de Viena sobre a Sida, que se realiza a 18 de Julho. http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1609597 |
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A nova polêmica da Aids Isto É 10/05/2010
Ao contrário do que recomenda a OMS, o governo defende que alguns casais portadores de HIV façam sexo sem proteção para ter filhos
Greice Rodrigues
A divulgação, na semana passada, de diretrizes em estudo pelo Ministério da Saúde para casais com AIDS que desejam ter filhos causou polêmica. De acordo com elas, alguns casais soropositivos podem dispensar o uso de PRESERVATIVO para tentar um filho por meio natural. Eles precisariam se enquadrar em alguns critérios: o homem deve estar com a quantidade de vírus no sangue tão baixa que se torna indetectável, suas células de defesa CD4 se apresentarem em níveis elevados e não ser portador de doenças crônicas ou de outras enfermidades sexualmente transmissíveis. A outra orientação é de que o casal se programe para que a relação sexual ocorra, apenas e exatamente, no período fértil. Depois, a parceira precisa tomar os remédios contra o vírus, como proteção. "Mas os casais precisam saber que, mesmo assim, há a possibilidade de transmissão do HIV", explica Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. "Não existe risco zero."
Segundo ela, diretrizes como essas já são adotadas na Inglaterra e na Itália. O objetivo seria facilitar a realização do sonho de casais de construírem família, apesar da AIDS. Hoje, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é que a gravidez, nessa circunstância, se dê com a ajuda dos métodos de reprodução assistida. Por eles, é possível reduzir a zero o risco de o homem passar o vírus à mulher. Porém, os tratamentos normalmente são caros (em média R$ 4 mil por tentativa) e há apenas um único serviço capaz de aplicá-los disponibilizado pelo SUS, sediado no Serviço de Reprodução Assistida da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo.
A medida, no entanto, divide os especialistas. "Os riscos não são mensuráveis, mas a tendência é de acreditar que sejam menores do que se imagina", afirma o infectologista Caio Rosenthal, de São Paulo. Já o médico Caio Parente Barbosa, chefe do serviço da Faculdade de Medicina do ABC, estima que, mesmo com as precauções, as chances de contaminação são altas, chegando a 4,6%. "Uma coisa é a pessoa se expor em uma relação, uma única vez. A outra é ficar exposta ao longo de meses", diz. "Quando quer engravidar, uma mulher tem, em média, três relações sexuais no período fértil, ao longo de até seis meses", afirma. Além disso, há outras complicações. "Os exames podem apontar uma carga negativa no sangue, mas ela pode ser positiva no sêmen", afirma.]
sábado, 3 de abril de 2010
Agenda da Agência Aids
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| Eventos do mês de Abril | ||||||||||||||||||||||||||||
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28/10/2011 - 12h
