Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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sábado, 7 de julho de 2012

campanha “Cartão Vermelho para a Aids” durante a Copa de 2014




Repassando
 
Assunto: ] Representantes da ONU propõem a ministérios campanha “Cartão Vermelho para a Aids” durante a Copa de 2014
 
Representantes do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids, se reuniram ontem, 04 de julho, com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em Brasília. O objetivo do encontro foi propor a campanha “Cartão Vermelho para a Aids”, que promoverá ações de prevenção ao HIV durante a Copa do Mundo da FIFA de 2014 no Brasil. A campanha já foi realizada durante a competição na África do Sul e contou com o apoio do Ministério do Esporte e Lazer sul-africano e dos capitães das 28 seleções participantes do mundial de futebol de 2010.Djibril Diallo, da direção do Unaids, explicou que o foco das ações é o público jovem. Segundo dados da entidade, dos 34 milhões de infectados com o vírus em todo o mundo, metade tem entre 15 e 24 anos. “Em junho de 2010, lançamos essa iniciativa e trabalharemos com ela até 2014. Na copa do Brasil, o objetivo é usar o poder e a popularidade do esporte contra a aids”, afirmou Diallo, ressaltando que em três anos a entidade pretende alcançar o que chama de “meta dos três zeros”: zero discriminação, zero infecções e zero mortes relacionadas ao vírus. “Queremos desenvolver a campanha de forma global, antes e durante a copa, com estratégias de comunicação que envolvam os serviços públicos, a participação dos prefeitos das 12 cidades-sede e personalidades do futebol”, completou Diallo.A vereadora Olívia Santana (PCdoB de Salvador) afirmou que a Copa é do Mundo e que todos devem estar envolvidos. “A campanha já apresentou resultados importantes. É fundamental contar com o apoio tanto dos ministérios do Esporte e da Saúde quanto das federações e personalidades de futebol", disse.Participaram ainda do encontro o coordenador da Unaids no Brasil, Pedro Chequer, o a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), o secretário da Secopa da Bahia, Ney Campello, e o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, além de representantes da Assessoria Internacional e da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Diretos do Torcedor do Ministério do Esporte.VisibilidadePara Dirceu Greco, a visibilidade da competição em 2014 contribuirá para o sucesso da campanha. “Este é um bom momento para trazer à tona essa discussão, que normalmente só acontece no Carnaval e no dia 1º de dezembro (Dia Mundial de Luta contra a Aids), enquanto a prevenção é necessária e é realizada durante todo o ano”, disse. “O combate à aids pode ser relacionado aos eventos esportivos que estamos vivendo, e a copa pode ser determinante para disparar esse cuidado com a juventude”, completou a deputada.“A copa não é só a celebração do futebol, mas um momento que será acompanhado por mais de três bilhões de pessoas. Nós sabemos da dimensão desse evento. É uma oportunidade que o Brasil tem de enfrentar seus desafios, assim como foi na África do Sul”, afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Redação da Agência de Notícias da Aids

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ativistas denunciam falta de leitos e de remédios para doenças oportunistas no RJ



 

Ativistas denunciam falta de leitos e de remédios para doenças oportunistas no Rio de Janeiro


 
 
 


03/07/2012 - 19h20

Segundo a reportagem do RJTV, um paciente com aids foi internado em março por complicações renais, e depois de uma semana numa maca do Hospital Estadual Getúlio Vargas, teve que ser transferido ao Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) devido à falta de leitos. 

O ativista Cazu Barroz, da Federação de Bandeirantes do Brasil, denunciou que desde 30 de maio está à espera do fornecimento pelo Estado do medicamento Valaciclovir, usado contra herpes, doença oportunista em decorrência do vírus HIV. 

Para a Agência de Notícias da Aids, ele contou que está desembolsando cerca de R$ 1200 para  fazer o tratamento. “É muito caro, mas ou compro e faço o tratamento ou corro o risco de ficar cego e até de morrer. Depender do governo, infelizmente não é mais possível”, disse.

Renato da Matta, da direção do Fórum de ONGs que lutam contra a Aids no Estado, e Roberto Pereira, do Fórum de ONGs contra a Tuberculose, confirmaram a esta agência a escassez de leitos no Rio de Janeiro.

Segundo Roberto, em recente encontro com o Secretario Estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, foi reiterado a necessidade de um seminário estratégico com a participação do Governador Sérgio Cabral e representantes dos 32 principais municípios do Estado para discutir ações emergenciais para a saúde, entre elas, o enfrentamento da aids e da tuberculose. “A ideia é criar um evento que chame atenção para estes problemas e que tenha a presença da mídia também para cobrar por soluções”, enfatizou. 

A previsão é que este encontro ocorra na segunda quinzena do mês de setembro. Antes disso, os ativistas do Estado irão propor como tema exclusivo da próxima reunião da Comissão Estadual de Aids a falta de leitos para pacientes com HIV e a aids, assim como de remédios para doenças oportunistas.

“Revoltado”

Além de integrante da secretaria executiva do Fórum de ONG/Aids do Estado do Rio de Janeiro, Renato da Matta é membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro e do Grupo Pela Vidda, de Niterói.

Renato disse à Agência Aids que ficou revoltado com a maneira que o médico Luis Fernando Correia (à esquerda na foto) tratou a aids em entrevista no estúdio do RJTV. (Assista aqui.)

“Ele afirma que a aids é uma doença crônica, mas não é. Por conta dessa banalização, que segundo suas explicações, parece que hoje ter aids é tranquilo, muitos jovens estão se infectando, pois acham que se pegarem o HIV, um remedinho irá controlar a doença... Ele disse também que as pessoas com HIV e aids têm uma boa qualidade de vida, mas quem são essas pessoas? Eu não tenho uma qualidade de vida boa”, ressaltou.

O ativista discorda ainda quando o médico diz que um doente de aids pode ser atendido em qualquer leito hospitalar. “Isso não é verdade. A reportagem cita um caso de um paciente internado ao lado de um doente de tuberculose. As pessoas com HIV têm o sistema imunológico mais debilitado e vulnerável a doenças como a tuberculose. Para aquele paciente, ficar ali ao lado de uma pessoa com tuberculose, o risco de contrair o bacilo era muito grande”, disse.

O representante do Fórum de ONG/Aids do Rio finalizou dizendo que o Brasil “definitivamente” não tem o melhor Programa de Aids do mundo. “Distribuir remédios é fácil. Quero ver garantir atendimento digno a todos que precisam. Dinheiro para reconstruir o estádio do Maracanã não falta, mas para a saúde falta. Aqui no Rio de Janeiro há escassez de leitos, remédios e as pessoas ficam jogadas à espera de uma vaga nos hospitais”, criticou.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro foi contatada, mas ainda não respondeu oficialmente às denuncias dos ativistas feitas nesta reportagem.

Em reposta ao ativista Cazu Barroz, a Secretaria informou em maio que o Estado reformulou a grade de aquisição de medicamento, o que inclui o remédio anti-herpes Valaciclovir. Porém, a empresa fabricante não entregou o medicamento, o que obrigou a Secretaria abrir novo processo de compra, que na época estava em fase de tramitação para aquisição.

Lucas Bonanno


DICAS DE ENTREVISTA:
Cazu Barros
Tel.: (0XX21) 2240 9220
Renato da Matta
TEl.: (0XX21) 3899-3295

Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde do RJ
Tel.: (0XX21) 2333-3717

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Durante RIO+20, chefes de Estados reforçam compromissos contra a aids, alerta Unaids

Durante RIO+20, chefes de Estados reforçam compromissos contra a aids, alerta Unaids


25/06/2012 - 16h

O documento final da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, possui oito artigos que tratam especificamente de saúde. O texto destaca como metas o combate a aids, tuberculose, gripe e doenças crônicas.

Os mais de 100 chefes de Estado presentes no evento registraram no documento o seu compromisso em redobrar esforços para alcançar o acesso universal à prevenção, tratamento, cuidado e apoio para o HIV e para eliminar a transmissão vertical do vírus.

De acordo com o diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), Michel Sidibé, a “resposta global à aids serviu como um guia e como um ponto inicial para o crescimento inclusivo, justiça social e a restauração da dignidade humana. O movimento de aids demonstra que, através de parcerias estratégicas, mesmo barreiras complexas e duradouras para o desenvolvimento podem ser efetivamente transpostas”, completou.

O Rio+20 terminou na última sexta-feira, 22 de junho, com o documento O Futuro Que Queremos, que possui mais de 200 artigos e é resultado dos dez dias de discussão.

Redação da Agência de Notícias da Aids

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ativistas Alertam em Belém Sobre a Vulnerabilidade ao HIV das Populações Que Vivem nas Regiões de Fronteira -

Ativistas Alertam em Belém Sobre a Vulnerabilidade ao HIV das Populações Que Vivem nas Regiões de Fronteira - 14/11/2011 - 9h40

Haitianos que chegam ao Acre, passando pela Colômbia, vivem em situação de grande vulnerabilidade às DST/aids

A necessidade de mais atenção por parte das autoridades sanitárias com a população que vive nas áreas de fronteira do país será uma das recomendações do documento oficial produzido no XVI ENONG. O Encontro Nacional das Organizações Não Governamentais que atuam no combate da aids (ENONG) termina nesta segunda-feira, 14 de novembro, em Belém, no Pará.

Reunidos na sala Karajás C, uma homenagem do Hotel Hilton a tribo indígena que habita a região do Rio Araguaia, Kátia Guimarães, representando o governo, e Elifrank Moris e Álvaro Mendes, representando a sociedade civil, falaram sobre alguns fatores que aumentam a vulnerabilidade das pessoas que habitam as regiões fronteiriças, como o sexo comercial sem preservativo, o enorme fluxo de diferentes populações e o uso de drogas.

Eli, que trabalha em projetos de prevenção às DST/Aids em Ponta Porá, cidade do Mato Grosso do Sul divisa com Pedro Juan Caballero, do Paraguai, disse que o sistema de saúde público da região está ficando saturado no lado brasileiro. “Temos registro de aproximadamente 30 mil brasileiros que vivem no lado paraguaio e quase 80 mil paraguaios que vivem do nosso lado, e por esse motivo acabam se tornando invisíveis para o censo, mas, na verdade, usam sempre os serviços do Brasil”, explicou.

Álvaro, da Associação Brasileira de Redução de Danos (
ABORDA), contou que no Acre se tornou comum a chegada de refugiados do Haiti. Segundo as Nações Unidas, a prevalência média do HIV no Brasil é de 0.6% e no Haiti de 2%, mas neste grupo em situação de extrema pobreza que chega ao Brasil, passando pela Colômbia, a previsão da taxa de prevalência é muito maior.

Segundo Kátia Guimarães, da área de cooperação internacional do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o governo federal, em parceria com o Mercosul, está finalizando uma pesquisa para medir com mais precisão a prevalência do vírus HIV nas regiões de fronteira.

A partir destes dados, ela acredita que o País poderá formular novas estratégias para enfrentar a epidemia nesta área. Contudo, Kátia afirma que há cerca de 20 anos o Brasil vem desenvolvendo projetos com os países vizinhos para prevenir o HIV e prestar assistência aos infectados.

Além de constar no documento final do ENONG, os relatos sobre a vulnerabilidade da população de fronteira serão encaminhados ao Departamento de Aids para uma possível criação de um grupo técnico de trabalho para discutir o problema.

Lucas Bonanno, de Belém
O jornalista Lucas Bonanno participou do XVI ENONG a convite da organização do evento

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ativistas disputam Conselho de Saude em Belem no ENONG

 
 
Ativistas Jasiel Pontes, Léo Mendes, Rodrigo Pinheiro e Carlos Duarte disputam representação do Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde


10/11/2011 - 15h

A cidade de Belém, no Pará, recebe entre os dias 11 e 14 de novembro a XVI edição do ENONG, o principal Encontro Nacional das Organizações Não Governamentais que atuam no combate das DST/aids. Antes mesmo do início do evento, o debate acirrado entre ativistas já começou.

Jasiel da Silva Pontes (Maceió), Léo Mendes (Goiânia), Rodrigo Pinheiro (São Paulo) e Carlos Alberto Duarte (Porto Alegre) disputam a representação do Movimento Nacional de Luta contra a Aids no Conselho Nacional de Saúde, cargo que será escolhido durante votação no ENONG.

A pedido da Agência de Notícias da Aids cada ativista escreveu um texto defendendo sua candidatura.


Jasiel Pontes defende ações de controle social permanente no SUS. Acesse aqui.

Léo Mendes quer representar toda a diversidade do movimento de aids. Acesse aqui.

Rodrigo Pinheiro acredita na sua capacidade de articulação para representar bem o movimento de aids. Acesse aqui.

Carlos Duarte quer lutar pela equidade no SUS.
Acesse aqui.
Conselho Nacional de Saúde
Presidido pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o CNS é a instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde e tem por objetivo a fiscalização das políticas públicas no setor. O grupo é composto por 48 representantes de entidades e movimentos organizados de usuários, trabalhadores da área da saúde, governo e prestadores de serviços, sendo o seu Presidente eleito entre os membros do Conselho.

José Marcos de Oliveira, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+), é o atual representante do Movimento de Aids no CNS. Ele fica no cargo até  o final do ano. O novo representante assumirá a função de 2012 a 2014.

Redação da Agência de Notícias da Aids


ANTONIO ERNANDES MARQUES DA COSTA
Coordenador da ONG/GRUPAJUS
Coord. Adjunto do Comite Metropolitano de Combate a TB/PA - FUNDO GLOBAL
Representante Norte na CNAIDS - MS/DEPARTAMENTO -DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS
Representate Norte no MCP - Mecanismo de Coordenação de Paí

terça-feira, 1 de novembro de 2011

1º de dezembro terá como alvo público Gay:


Ativistas elogiam escolha de jovens gays como público-alvo da campanha nacional contra a aids neste 1º de dezembro      
 


28/10/2011 - 12h

Entrevistados pela Agência de Notícias da Aids, os presidentes da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis; Marcelo Cerqueira, do Grupo Gay da Bahia, e Mário Scheffer, do Grupo Pela Vidda (Valorização Integração e Dignidade do Doente de Aids) de São Paulo reforçaram a necessidade de campanhas segmentadas para os jovens homossexuais

Toni Reis parabenizou o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde por ter elaborado mais uma campanha de prevenção a partir dos dados do Boletim Epidemiológico. “Quando pensamos em públicos específicos, favorecemos políticas públicas e ajudamos a diminuir a vulnerabilidade desta população”, comentou.

“Os jovens precisam de uma sacudida”, disse o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira. Para ele, “a campanha é muito bem-vinda, mas só informações não bastam, é preciso re-fortalecer as entidades da sociedade civil para trabalhar cada vez mais com essa população”.

O especialista em saúde pública Mário Scheffer também recebeu a notícia de forma positiva, e ressaltou que “finalmente” o Ministério da Saúde está admitindo que a epidemia de é concentrada. “O desafio agora é trabalhar uma mensagem especifica para a população jovem gay e evitar que este grupo seja novamente estigmatizado”, declarou.

Desde o início do enfrentamento desta pandemia, gays, travestis e transexuais sofrem discriminação pelo fato de a aids ter se manifestado primeiramente entre eles. A discriminação, em muitos casos, vem acompanhada de insultos e acusações, como a de que “gays transmitem aids”, mesmo como toda a informação disponível hoje e os dados comprovando que ao HIV atinge a homens e mulheres, independentemente de suas orientações sexuais e condições sociais ou econômicas.

O representante da população homossexual na Comissão de Articulação com os Movimentos Sociais (CAMS), Léo Mendes, informa que os gays têm uma taxa de incidência de HIV acima dos 10%, travestis dos 35%, enquanto a população em geral 0,6%. “A aids entre os gays e travestis é um problema de saúde pública”, afirma.

Ele acredita que a luta para reduzir o estigma, o preconceito, a homofobia, a transfobia e a garantia da dignidade humana é uma necessidade urgente. “Estamos falando de equidade, prevista na Constituição Federal e nos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde)”, disse. “E para os conservadores sugerimos que leiam o artigo 19 da Constituição Federal que garante o Estado laico”, acrescentou.

Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o preconceito é uma barreira não só para a prevenção de novas infecções na população gay jovem, mas também para a qualidade de vida de todas as pessoas com HIV. Elas sofrem por conta da exclusão emocional, social e profissional.

A campanha terá como foco os jovens gays, entre 15 e 24 anos, das classes sociais menos favorecidas economicamente. Informações devem ser veiculadas na TV, rádio, internet e por meio de cartazes, folders e mobiliários urbanos.

Talita Martins (http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=17993)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Carta com compromissos contra a aids assinada por Dilma será nosso plano de governo´, afirma ministro Padilha


 

´Carta com compromissos contra a aids assinada por Dilma será nosso plano de governo´, afirma ministro Padilha

29/01/2010 - 1h20
Com um discurso de repúdio a qualquer forma de discriminação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou na noite dessa sexta-feira, em São Paulo, da cerimônia de entrega do prêmio “Vidas em Crônica”, concurso literário que selecionou histórias de travestis e transgêneros que convivem com problemas relacionados à aids. Padilha disse que enquanto chefiar a pasta da saúde terá como meta o cumprimento da carta de compromissos contra a aids, preparada pela sociedade civil organizada.|BR>
Elaborada pelo Fórum de organização não governamentais ligadas ao co-bate desse epidemia no Estado de São Paulo no ano passado, a carta exige da presidenta a regularização das compras de emergência de medicamentos antirretrovirais para prevenir eventuais falta de remédios; investimento na indústria farmacêutica nacional; diminuição no número de mortes por aids no País (11 mil por ano); entre outras ações (Saiba mais aqui). “Essa é a palavra da presidenta Dilma”, reforçou Padilha.

Segundo o ministro, a estabilização da prevalência de HIV no país (cerca de 0,6% dos adultos) não pode ser considerada uma situação favorável. “Ainda temos muitas dificuldades para chegar naquelas populações mais vulneráveis”, lamentou.

Citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, como exemplos de pessoas que já sofreram estigma, o primeiro por não ter feito faculdade e a segunda por ser a primeira mulher a presidir o Brasil, Padilha disse que o atual governo não aceitará preconceitos. “O que faz o ser humano ser menos capaz é ter preconceito”, afirmou.

Acompanhado do Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites virais, Dirceu Greco, Padilha premiou com um netbook cada uma das seis travestis vencedoras do “Vidas em Crônica”.

O evento ocorrido na Casa da Rosas teve por objetivo marcar o Dia da Visibilidade Trans (Travestis e Transgêneros), celebrado neste sábado, 29 de janeiro.
Estiveram no ato Keila Simpon, uma das coordenadoras da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra); Toni Reis, Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (ABGLT); Pedro Chequer, Diretor do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids); Artur Kalichman, coordenador-adjunto do Programa Estadual DST/Aids de São Paulo, Élcio Gagizi, que a partir de fevereiro coordenará o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, entre outros.

”Vidas em Crônica”

Promovido pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, este concurso está na sua terceira edição, sendo que na primeira, as narrativas abordaram diferentes segmentos da sociedade que vivem com HIV; e na segunda, apenas jovens com essa mesma realidade.

Entre os critérios de seleção, foram avaliados a adequação ao tema, o respeito aos direitos humanos e a criatividade. Leia a seguir um pouco das histórias das vencedoras:
- Beth, 45 anos, Goiânia (GO) – é psicóloga clínica e trabalha no Centro de Referência da Promoção da Igualdade, onde faz atendimento a travestis e transexuais. Trecho da história: “Cheiro do Látex”. “Andar pelas ruas a fazia pensar que não é a prática sexual que caracteriza o preconceito e a discriminação, mas sim, sua aparência e sua transformação do masculino para o feminino”.
- Lyah, 29 anos, Belém (PA) – “A violência e o medo da morte me conduziam a estados de alerta. No entanto, a sensação de invulnerabilidade sexual impedia que eu fosse capaz de me proteger. Saía com vários homens e sentia prazeres diversos. Mas a possibilidade de sentir o prazer pleno resultou na descoberta de minha sorologia positiva”.
- Raíssa, 35 anos, Belém (PA) - “Aos seis anos ingressei na escola, era um novo horizonte. Porém, aos poucos esse encantamento foi se tornando tristeza, pois percebia que meus desejos se voltavam ao sexo oposto e, por isso, passei a sofrer bulling. Diante disso abandonei os estudos”. Raíssa já foi pra São Paulo de carona, se prostituiu, ficou presa no Carandiru. Retornou a Belém, onde se envolveu com a militância e é presidente da Associação das Travestis e Transexuais do Pará.
- Patrícia, 38 anos, Presidente Prudente (SP) - “Com 17 anos fui morar em SP e comecei a me prostituir, ficando nessa vida por pouco tempo, uns 3 anos, lá conheci uma pessoa que dizia ser muito bom e carinhoso e que me daria tudo. Mas ao conviver com ele, no dia a dia, percebi que estava sendo mais uma vítima dele, ele me abusava sexualmente, me agredia fisicamente e verbalmente”. “Ele me mostrou a foto de suas duas filhas pequenas. Continuamos a se ver e se falar e em menos de três meses já estávamos namorando. Desse tempo, conheci a família e as duas filhas dele, antes de termos relação sexual, falamos sobre doenças sexualmente transmissíveis e no decorrer da conversa ele assumiu a doença pra mim – ele é soropositivo. Vivemos juntos a 12 anos, somos uma família feliz”.
- Daniele, 25 anos, Santo André (SP) - “Peguei HIV quando estava presa, me relacionei com um rapaz que era portador há mais de 20 anos. Na cadeia só tem valor quem é homem, a gente que é mulher não serve pra nada. Lá dá muito medo da reação das pessoas, não dá pra gritar, fugir, não tem pra onde correr. Meu medo era que esse rapaz pudesse fazer alguma coisa de ruim pra mim. Então transei sem camisinha. Foi uma vez só, nunca gostei dele”.
“Já fui agredida muitas vezes, tenho o rosto todo deformado. Às vezes junta 4, 5, 6, até 7 homens para agredir a gente, sem a gente fazer nada”.
- Bruna, 35 anos, São José do Rio Preto (SP) - “Quando cheguei, passava das 22 horas e a fome começou a apertar, e o que fazer? Não demorou muito e eu encontrei uma travesti. Neste momento, compreendi que não havia outra opção além da prostituição, algo totalmente novo na minha vida. Meu primeiro programa foi com um senhor que aparentava seus 45 anos. Apesar da sua gentileza, não gostei de ele ter dispensado o uso do preservativo”.

Dia da Visibilidade Trans

Em parceria com o Ministério da Saúde, travestis e transgêneros criaram em 2004 a primeira campanha nacional de prevenção em saúde dessa população. O slogan foi "Travesti e respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos. Em casa. Na boate. Na escola. No trabalho. Na vida".

Desde então, o dia 29 de janeiro passou a ser reconhecido como o Dia da Visibilidade Trans.
Segundo Dirceu Greco, apesar das travestis ser um dos segmentos da sociedade mais vulneráveis à infecção do HIV, não há dados para estimar a soroprevalência nesta população. "Devido ao grande preconceito, o processo de identificação das travestis é muito difícil, mas estamos trabalhando junto com a sociedade civil para que as travestis se emancipem. Com isso, elas estarão mais presentes no sistema de saúde, e,  por consequência, conseguiremos contabilzar melhor a prevalência do HIV entre elas", explicou.

Lucas Bonanno

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CIDADÃS POSITHIVAS PEDEM INCLUSÃO DE LÉSBICAS EM POLITICAS PÚBLICAS CONTRA AS DST/AIDS

SEGUE,
PARA CONHECIMENTO E POSSIVEL DIVULGAÇÃO 

Cidadãs Posithivas pedem inclusão de lésbicas em políticas públicas contra as DST/aids
31/10/2010 - 11h

Mais de 200 mulheres estão reunidas em Atibaia, interior de São Paulo, até este domingo no 4º Encontro Nacional do Movimento das Cidadãs Posithivas. As ativistas debatem a agenda política do movimento no próximo ano. Uma das decisões foi referendar a carta das mulheres lésbicas e bissexuais lançada no 8ª Congresso Brasileiro de Prevenção das DST/Aids e o 1º de Hepatites Virais.

O documento solicita que os serviços de saúde do País incluam nos formulários e sistemas de notificação de casos DST/aids o quesito de orientação sexual. O objetivo é ter conhecimento da situação das epidemias entra as mulheres deste segmento da população.

O texto, dirigido ao Ministério da Saúde e a Secretaria de Políticas das Mulheres, pede também que tecnologias e insumos de prevenção das DST/aids nas relações sexuais entre duas mulheres sejam pesquisados.
Redação da Agência de Notícias da Aids


Leia a carta na íntegra

Nós, Mulheres Reunidas no IV Encontro Nacional das Cidadãs Posithivas em Atibaia São Paulo, nos dias 28 a 31 de Outubro de 2010 representados por 20 estados com participação 144 mulheres positivas, referendamos a Carta das Lésbicas escrita no VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST/AIDS e no I Congresso Brasileiro de Hepatites Virais, com as demandas especificas para as lésbicas.



>CARTA DAS LÉSBICAS E MULHERES BISSEXUAIS PRESENTES NO VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DAS DST/AIDS E NO I CONGRESSO BRASILEIRO DE HEPATITES VIRAIS

Brasília, 18 de Junho de 2010 
Com o aumento do número de mulheres infectadas pelo vírus do HIV no Brasil e no mundo, uma preocupação ganhou corpo no movimento nacional de lésbicas e mulheres bissexuais: Lésbicas são ou não são vulneráveis ao HIV?

Sabemos que no início da epidemia, muito dos esforços foram voltados aos gays, às travestis, aos usuários de drogas injetáveis e as-os profissionais do sexo. 

Entendia-se que na época eram esses os “grupos de risco” da epidemia. Contudo, atualmente, observamos que a epidemia não é “preconceituosa” e não poupa ninguém que faça sexo desprotegido. 

A expansão da AIDS entre as mulheres foi marcada por um silêncio, fazendo com que as ações de enfrentamento, tanto na prevenção, quanto de assistência fossem basicamente voltadas para os gays. No princípio, em que as mulheres se confrontaram com a epidemia, os grupos gays eram os atores sociais mais instrumentalizados e organizados para lidar com tal conjunto. 

Nos últimos anos, o que podemos observar é que a relação entre homens e mulheres infectadas no Brasil é de 1,5 homem para 1 mulher, o que torna a vulnerabilidade entre homens e mulheres proporcional, só se diferenciando quando qualificada pelo risco acrescido. 

É importante ressaltar que a epidemia é notificada e com isso, contabilizada por meio de formulário feito após o diagnóstico nos serviços de saúde. Esta ficha não tem entre as suas opções de notificações relações sexuais entre duas mulheres como possibilidade da infecção pelo vírus do HIV, o que torna mais difícil investigar seriamente se relações sexuais entre duas mulheres são possíveis de infecção. 

A relação entre lésbicas e as DST está intrinsecamente ligada a fatores, como: a invisibilidade da vivência lésbica, a invisibilidade do corpo feminino, o preconceito, a discriminação e a lesbofobia/homofobia. Isto reflete diretamente nos serviços de saúde, onde as lésbicas não são percebidas e vistas, potencializando a vulnerabilidade desta população em relação às DST e ao HIV. 

Muitas lésbicas e mulheres bissexuais acreditam que suas relações sexuais são protegidas das DST, HIV e Hepatites Virais, o que é um pensamento equivocado. Essa idéia as coloca expostas a ambos, mesmo não sendo notificado, não é inexistente sua possibilidade de infecção, conforme apontam alguns estudos internacionais. 

O contexto de estigmas que a população de lésbicas e mulheres bissexuais carrega, potencializa uma cadeia discriminatória que promove uma condição de exclusão social tão severa, quais muitas de nós acreditem não terem direitos e negam assim, o exercício da cidadania plena. 

Associado a este processo de auto-exclusão observa-se que o autocuidado, uma prática bastante comum entre mulheres heterossexuais, não ocorre na mesma proporcionalidade entre lésbicas e mulheres bissexuais, assim a negação do cuidado ao corpo é um fenômeno potencializados de vulnerabilidades. 

A vivência da homossexualidade feminina potencializa diversas situações de violência institucional, sexual ou doméstica. A violência gerada pelo exercício da homossexualidade contribui para sofrimentos psíquicos importantes que associado a homofobia programática e familiar faz com que muitas não acreditem ser possível e cabível a vivência saudável da sua sexualidade e o exercício pleno de uma vida sadia.

As lésbicas e mulheres bissexuais normalmente estão à margem dos serviços de saúde. Em face desta realidade, é imperativo que os órgãos governamentais responsáveis pelas políticas de saúde levem em consideração as mudanças ocorridas ao longo dos anos no comportamento sexual da sociedade e desenvolva processos de educação permanente com seus profissionais para acolherem adeqüadamente toda esta demanda. 

Em relação, as lésbicas e mulheres bissexuais essas preocupações se ampliam, visto que os conhecimentos já adquiridos pelos profissionais de saúde não têm dado conta de atender a esta população. 

Neste sentido, a preocupação mais que justa com a formação técnica se soma a preocupação com a humanização do atendimento, e isto, potencializam as nossas preocupações e necessidades urgentes de intervenção nos serviços de saúde sob a perspectiva de atendimento a saúde integral das lésbicas e mulheres bissexuais. 

Com o atual entendimento da integralidade da atenção à saúde, faz-se necessário reconhecer a orientação sexual do indivíduo como parte integrante da complexidade do ser humano e como fatores de vulnerabilidade para a saúde, não apenas por incluírem práticas sexuais e sociais específicas, mas também e principalmente pela exposição aos agravos de saúde decorrentes da discriminação, do estigma e do preconceito. 

Diante do contexto acima exposto: 

Nós lésbicas e mulheres bissexuais reunidas no VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST/AIDS e no I Congresso Brasileiro de Hepatites Virais, fazemos as recomendações abaixo: 

• Em referência a Carta de Pernambuco construída no VI Fórum UNGAS – AIDS Brasil: Ressaltamos a importância da representação de lésbicas e mulheres bissexuais nesse processo, para garantir que na implementação e execução do Plano de Enfrentamento da Feminização da Epidemia da AIDS e outras DST em estados e municípios, as ações previstas para Lésbicas, Mulheres Bissexuais e outras Mulheres que Fazem Sexo com Mulheres, sejam efetivadas e executadas;

• Execução urgente da agenda afirmativa de lésbicas, mulheres bissexuais e outras mulheres que fazem sexo com mulheres;

• Incluir o quesito orientação sexual nos sistemas de informação em vigilância para notificação do HIV, sífilis, hepatites virais e outras DST, com o objetivo de conhecer a situação epidemiológica da nossa população;

• Produzir estudos de desenvolvimento de tecnologias para criação de insumos de prevenção das DST/AIDS nas relações sexuais entre duas mulheres;

• Incentivar pesquisas sobre a vivência lésbica e as relações com as DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais;

• Incluir nas temáticas trabalhadas no SPE (Programa de Saúde e Prevenção nas Escolas) a abordagem sobre diversidade sexual, garantindo o recorte de lésbicas e mulheres bissexuais. 

Por fim, a vivência da homossexualidade feminina mostra que nosso sistema de saúde invisibiliza as mulheres, pois o sistema patriarcal e heterossexista reforçam que a saúde da mulher está relacionada tão somente a reprodução, mas também, ao exercício da maternidade. 

Com isso, nós lésbicas e mulheres bissexuais presentes nesses congressos, esperamos a urgente ação do Ministério da Saúde e da Secretaria de Políticas das Mulheres da Presidência da República para que nossas preocupações e recomendações sejam atendidas!
--
Silmara Ribas
Fones: (041) 3267-6947
Celular: (041) 9971-6745
Fax: (041) 3365-3775
Skype - Leenda61
Curitiba  - Pr

www.mncpbrasil.blogspot.com

"VIVER COM AIDS É POSSÍVEL
.COM O PRECONCEITO NÃO."
 

Nota Pessoal: 
  Só acho que houve uma falha na hora de se falar nas possibilidades de
infecção do HIV.
 Será que o Dr Drauzio se esqueceu das lésbicas?
 Pois ele falou que homem contamina homem, homem contamina mulher e
mulher contamina homem. Acho que esqueceu das lésbicas pois se uma
estiver contaminada não pode contaminar a outra?
 Essa questão deveria ser melhor explicada!!!
 NGB
 Ativismocontraaidstb.blogspot.com
 P. S: Até algum tempo atras não se cogitava que a mulher pudesse
infectar o homem, esse dado foi muito bom ter sido explicado.
 Parabéns!!!!
  O que esta em questão realmente e a invisibilidade no tocante as
lésbicas, se elas não tem espaço para expor sua (opção) nas consultas
como poder ser dito que não há confirmação de infecção entre casais
lésbicos?
 Elas nem são consideradas como pesquisa.
 Atentamos para esse dado pois desta maneira estaremos criando mais um
"grupo de risco"
 É muito mais difícil para uma mulher assumir sua homossexualidade do
que para um homem.
 Ser Gay de certa forma está na moda mas com as Lésbicas a coisa mudam.
 Então que façamos um estudo que abordem as lésbicas e desse estudo
serio, nos tiremos as conclusões, não diante desse quadro atual, que só
exclui as lésbicas, e essa exclusão é muito ruim para a prevenção.
 NGB
 Ativismocontraaidstb.blogspot.com
 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Referência no tratamento da aids, David Uip diz que números sobre a epidemia no Brasil não condizem com os dados mundiais


Referência no tratamento da aids, David Uip diz que números sobre a epidemia no Brasil não condizem com os dados mundiais

Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, explica que se trata de uma estimativa dentro de uma pequena margem de erro

01/12/2010 - 20h45

Minutos antes do Ministério da Saúde divulgar nesta quarta-feira, em Brasília, os novos números da aids e informar que há uma estabilização da epidemia em torno de 630 mil casos da doença no país, David Uip (foto), um dos maiores especialistas no assunto, disse, em São Paulo, que essa estimativa “vai contra os dados mundiais”.

“As Nações Unidas informam que cerca de 7 mil novas infecções ocorrem todos os dias em todo o mundo. Essas infecções afetam diretamente o Brasil”, justificou o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), um de cada três soropositivos na América Latina é brasileiro.

A projeção do número de pessoas infectadas no Brasil, segundo o Unaids, cresceu nos últimos anos, ficando entre 460 mil e 810 mil pessoas em 2009, contra um mínimo de 380 mil e um máximo de 560 mil em 2001.

Já os novos números da aids no Brasil, atualizados até junho de 2010 pelo Ministério da Saúde, apontam que a epidemia está estável e a taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. A Pasta informa ainda que a estimativa atual continua sendo de 630 mil pessoas vivendo com HIV e aids em todo o país.

Falando para médicos, estudantes e outros interessados no assunto, David Uip disse também ser “absolutamente contra a quebra de patentes de medicamentos”. Ele acredita que se trata de um “desrespeito à intelectualidade” e desmotiva investimentos em pesquisas.

O infectologista participou de um ciclo de palestras promobido pelo Emílio Ribas em referência ao Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Governo responde

Segundo o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepaites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, “o mais importante é que a prevalência de HIV na população dos 15 aos 49 anos continua estabilizada num patamar baixo de 0,6%”.

Quanto aos 630 mil casos totais de HIV e aids no país, o representante do Ministério da Saúde disse que se trata “justamente de uma estimativa”, e que “esse número pode ter sofrido uma pequena alteração para mais ou para menos nos últimos três anos, mas que se manteve nessa média.”

Os fatores citados por Dirceu como variantes são o registro de novas infecções, cerca de 38.500 em 2009, e de mortes, aproximadamente 12 mil por ano.

Sobre a quebra de patentes, Dirceu usou palavras ditas pelo Diretor do Unaids, Michel Sidibé, ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o Brasil decretou o licenciamento compulsório do antirretroviral efavirenz, fabricado pelo laboratório norte-americano Merck Sharp and Dohme (MSD). “O Brasil serviu como exemplo de negociação para o mundo, e essa negociação, feita com base nas leis da OMC (Organização Mundial do Comércio), mostrou que é mais importante negociar a saúde das pessoas que os interesses econômicos.”

Em 2007, o governo brasileiro quebrou a patente do efavirenz, alegando que a importação genérica deste medicamento e a produção nacional permitiriam ao país economizar cerca de US$ 237 milhões até 2012, quando vence a patente.

Lucas Bonanno
Fonte: Agência de Notícias da Aids


  Red RibbonG.A.SGrupo Apoio Soropositivos
Jorge Renato da Matta Xavier
Valéria Saraiva
(Moderadores)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

´O movimento está meio acomodado´


´O movimento está meio acomodado´
Por Beto Volpe

Não, a frase não pertence a este que escreve estas linhas e que muito a proferiu enquanto integrante da sociedade civil organizada em Aids. O comentário, que mais parece um grito de alerta, foi feito no mês de outubro pelo doutor Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, durante a Assembleia Nacional das Pastorais da Aids no Rio Grande do Sul.

O fato teve pouca repercussão, até porque não é segredo para ninguém que estamos perdendo conquistas históricas, muito pela letargia da sociedade civil. Porém, no dia 15 de novembro em Vitória da Conquista-BA, o Diretor da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids) no Brasil, doutor Pedro Chequer, repetiu textualmente o lamento, “o movimento de luta contra a Aids está meio acomodado”, para uma audiência de pessoas vivendo com HIV, eu incluído.

Regredi imediatamente no tempo e me senti no dia que tomei o maior ‘pito’ do diretor da escola primária na frente de meus amiguinhos. Não sabia direito para onde olhar e fiquei com medo de que minha mãe ficasse sabendo, castigo na certa. E nesse temor infantil eu me vi novamente em Vitória da Conquista e o diretor ainda estava à minha frente. Mas era o diretor de um órgão da ONU a subentender que, caso a situação não seja revista e revertida, outras perdas virão se juntar a um futuro que já antevemos repleto de surpresas. E olhem que a situação presente já é de arrepiar: nossos Planos de Ações e Metas não estão sendo executados, acumulando mais de R$ 154 milhões nos cofres públicos (O Estado de S.Paulo 24/11/10), os efeitos colaterais estão muito, muito longe de terem respostas satisfatórias e a enorme mortalidade que, segundo estudos recentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Folha de S.Paulo 03/08/10), seria o dobro da anunciada oficialmente.

Muito do tempo e energia dos ativistas são dedicados às capacitações e projetos de sustentabilidade, relegando para segundo plano um efetivo controle social para que esses desafios sejam superados ou minimizados, como o foi no início do movimento.

Outros fatores também contribuem para que a reação do movimento social esteja aquém das expectativas, agora também do governo. Um deles é o senso cada vez mais comum de que a luta contra a Aids é um plano de carreira, onde a pessoa inicia como voluntário, passa a diretor de alguma ONG ou rede, de alguma instância colegiada para, enfim, conquistar seu lugar no espaço governamental, onde ‘poderá fazer a diferença’.

Como ‘bater’ (jargão do movimento) no futuro patrão?

Sem dúvida que a presença de ativistas nos quadros governamentais faz bem à saúde pública, mas quando ela se configura como objetivo passa a ser nefasta.

E, seguindo a mesma lógica, como ‘bater’ no parceiro?

Boa parte do ‘sucesso’ da estratégia brasileira é devida à parceria entre a sociedade civil e o governo, mas o ponto de equilíbrio dessa relação foi perdido em algum momento e parece que o movimento social de luta contra a Aids desenvolveu a Síndrome de Estocolmo pelo Estado. As pessoas que lá estão são nossos amigos e amigas, temos carinho por boa parte deles e delas e, com isso, uma pertinente vuvuzelada contra a vergonhosa falta de medicamentos passa a ser uma ofensa na opinião de membros da gestão e de parte do movimento.

Enquanto escrevia essas mal digeridas linhas, já sob as influências de Sagitário, uma repórter da Agência de Notícias da Aids, me ligou para repercutir a fala do diretor da UNAIDS durante a divulgação anual dos dados do órgão sobre a epidemia, onde o mesmo repetiu, agora para o mundo inteiro saber, que falta controle social para as políticas públicas em Aids.

Há tempos uns poucos ativistas são considerados radicais ou mesmo mal educados quando insistem que a força do ativismo de conquistas é a mola propulsora de qualquer movimento social. Agora não há mais jeito nem desculpas. De repente, os gestores não conseguem mais se conter e passam a fazer um ativismo governamental para impulsionar a luta contra a Aids. Sinal dos tempos. Dá saudades da escola primária, onde o vexame era esquecido rapidamente e o castigo era apenas a privação de alguma diversão.

Hoje o vexame é inesquecível, já que a pena é capital.


Beto Volpe vive com HIV há 21 anos e é Fundador do Grupo Hipupiara

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Estado de S. Paulo: Estudo da Faculdade de Medicina da USP aponta falta de médicos para cuidar de portadores de HIV em São Paulo

O Estado de S. Paulo: Estudo da Faculdade de Medicina da USP aponta falta de médicos para cuidar de portadores de HIV em São Paulo
Pesquisa revela que 61% dos médicos defendem a criminalização das pessoas que transmitem o vírus da aids

17/09/2010 - 10h25

Estudo inédito da USP alerta para o número insuficiente de médicos que cuidam de pessoas que vivem com o HIV no Estado de São Paulo e a falta de preparo da maior parte do grupo. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o autor de estudo, Mário Scheffer, "apesar de exemplar e universal o tratamento da doença no Brasil, há desigualdade no programa de aids. Nem todos os pacientes têm acesso a assistência da mesma qualidade”, disse.

A pesquisa revelou ainda que 70,9% dos 2.361 médicos que prescreveram antirretrovirais de outubro de 2007 a maio de 2009 não tinham formação em infectologia.

Leia a seguir a reportagem na íntegra:

Um estudo inédito da Faculdade de Medicina da USP alerta para o número insuficiente de médicos que cuidam de pessoas que vivem com o HIV no Estado de São Paulo e a falta de preparo da maior parte do grupo. Também revela que 61% dos profissionais defendem a criminalização de portadores que transmitem o vírus da aids a parceiros sexuais - o que contraria orientação das autoridades de saúde brasileiras e das Nações Unidas.

Segundo o trabalho, a região de Franca, no norte do Estado, que concentra a maior incidência de aids em território paulista, tem também a pior distribuição de prescritores de antirretrovirais. Ainda de acordo com o estudo, 70,9% dos 2.361 médicos que prescreveram antirretrovirais de outubro de 2007 a maio de 2009 não tinham formação em infectologia.

O Perfil do Médico Prescritor de antirretrovirais no Estado de São Paulo, trabalho de conclusão de pós-doutorado apoiado pelos governos federal e do Estado de São Paulo, também mostra que o atendimento da maioria dos pacientes acaba concentrado nos médicos especializados - o que os deixa sobrecarregados.

Destaca ainda que os profissionais, em sua maioria, confiam nos medicamentos genéricos e defendem o licenciamento compulsório de remédios para favorecer sua produção. Porém, a maioria diz que o diagnóstico tardio ainda é uma limitação.

"Apesar de exemplar e universal, há desigualdade no programa de aids. Nem todos os pacientes têm acesso a assistência da mesma qualidade", afirma o autor do estudo, Mário Scheffer, que concluiu o pós-doutorado no Departamento de Medicina Preventiva da faculdade.

Segundo especialista, a melhora da qualidade da assistência é um desafio diante do fato de que pessoas com o HIV estão vivendo cada vez mais e os governos, ampliando políticas para o diagnóstico precoce, como os testes rápidos para o vírus da aids. Atualmente, 200 mil pessoas já estão em tratamento no Brasil, a um custo de R$ 800 milhões anuais. "Mas, mesmo na capital paulista, já há dificuldades para se conseguir consultas", afirma Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de ONGs/Aids de São Paulo.

Preconceito. Além de cruzar dados do sistema de controle de medicamentos, do banco de dados do conselho de medicina paulista e do programa de aids de São Paulo, entre outros, o trabalho se baseou em pesquisa telefônica com 300 prescritores de antirretrovirais, realizada pelo Datafolha, e que investigou a opinião dos médicos sobre direitos dos pacientes e novas políticas de prevenção e assistência.

Apesar de a maioria ter dito concordar com a criminalização de pessoas com o HIV, orientação técnica contrária já foi enviada pelo Ministério da Saúde, inclusive a órgãos da Justiça. Em julho, a orientação foi reforçada pelo programa de aids paulista.

"Em se tratando da transmissão e exposição ao HIV, nas relações consensuais (...), criminalizar o processo saúde-doença (...) é o caminho mais curto para o preconceito, o estigma e a discriminação", diz a nota técnica. "Na verdade, esse tipo de pensamento não prevalece somente entre os médicos como na sociedade. Desconstruir essa ideia não vai ser fácil", opinou Hugo Hagström, ativista da ONG Grupo de Incentivo à Vida.

A maioria dos médicos, porém, concorda que pessoas com HIV devem ter a possibilidade de ter filhos e se use antirretrovirais para prevenir a infecção também em casos de sexo consensual desprotegido- temas em discussão no ministério.

Saúde destaca que maioria é bem tratada

Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Grecco, o estudo mostra que a maioria das pessoas com aids "está sendo atendida muito bem": "A mortalidade não aumenta, a prevalência está mantida, não é o ideal ainda, mas estamos estáveis."

Segundo Grecco, outro dado positivo é o de que 80% dos profissionais disseram conhecer o consenso de terapia com antirretrovirais da pasta.

Para Mário Scheffer, autor do estudo, porém, o porcentual de 20% dos profissionais que ainda não têm acesso ao documento, publicado no site do departamento, é preocupante. "O estudo é importante para pensarmos ainda na distribuição dos profissionais, mas é possível que ela seja reflexo de como especialistas de todos os tipos estão distribuídos", disse ainda Grecco.

O coordenador adjunto do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Arthur Kalichman, disse que o trabalho auxilia na melhora da políticas contra a doença, mas destacou que execução dos serviços de aids é principalmente responsabilidade municipal.

Segundo ele, em novembro o órgão realizará treinamento com profissionais de todos os serviços ambulatoriais do Estado. "(O treinamento) é um trabalho contínuo, como lavar louça. Se para, empilha na pia." Kalichman destacou ainda que o sistema de controle dos medicamento antirretrovirais bloqueia prescrições irregulares.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Retirado do site: Ag. Notícias da AIDS 

Nota pessoal: Até hoje não foi noticiado a assinatura de Dna Dilma na carta do Fórum ONG Aids. Aqui fiz uma postagem que falava da assinatura dela, mas o arquivo não abriu, estou aguardando resposta de quem me enviou o arquivo.
   Serra assinou o compromisso com os PVHA. Mas que garantia teremos se ele assinou que não ia concorrer à Presidência.
 Pelo menos com o compromisso assinado teremos condições de cobrar posteriormente. 


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Homossexuais e aids no Brasil: até onde vai essa omissão?



Homossexuais e aids no Brasil: até onde vai essa omissão?
 
Artigo Publicado na Agência de Notícias da Aids
 
São cidadãos presentes em todas as comunidades, de todas as idades, raças, estratos sociais, profissões e regiões do país, são jovens, adolescentes, idosos, HIV-positivos, profissionais do sexo, usuários de drogas, casados com mulheres, detentos etc.

Muitos frequentam bares, baladas, saunas, cinemas, banheiros públicos, parques, mas grande parte deles está diluída na população em geral. Nem sabemos ao certo como chegar até eles.
Parados no tempo, não desenvolvemos modelos de prevenção que consideram o impacto desigual da infecção pelo HIV nas diferentes formas de viver a homossexualidade. Não há no Brasil política pública de prevenção adaptada às novas gerações, às maneiras atuais de afirmação de identidades homossexuais, aos novos comportamentos e estilos de vida que influenciam a gestão do risco.
O fato é que é o amplo conhecimento por parte dos homossexuais sobre as formas de infecção pelo HIV não se traduz na adoção de comportamentos seguros. É parcial o raciocínio de que há complacência dos homossexuais, que, em plena era do tratamento potente, não viveram pessoalmente a severidade das primeiras fases epidemia da aids. Também é parcial a visão de que a discriminação, somente ela, impede os gays de acessarem a prevenção.
As relações sexuais entre homens muitas vezes são espontâneas, passageiras, escondidas, anônimas. Por uma questão de cultura dessas pessoas, não só porque são excluídos e discriminados. Há dificuldade em fazer sexo seguro consistente, permanente, ao longo de toda a vida. É difícil propor e aceitar a utilização do preservativo, por exemplo, num contexto de múltiplos parceiros.

Ao optar por uma política substitutiva que só enxerga a vulnerabilidade social dos gays, o Brasil não promoveu um programa integral de saúde pública, nem sequer absorveu evidências internacionais que dão pistas para aprimorar as mensagens e instrumentos de prevenção. Sabe-se que fatores como exclusão social, depressão e auto-estima abalada estão ligados à infecção pelo HIV entre homossexuais; que a realização de seguidos testes com resultados negativos conduz à falsa noção de uma certa “imunidade” em relação ao vírus; que o uso de álcool ou de drogas antes da relação sexual leva à perda do controle da situação e ao sexo de maior risco; que a Internet é facilitadora de práticas sexuais desprotegidas entre os gays e, por isso, um campo de prevenção prioritário.

Vários países promovem hoje debates que talvez sejam difíceis de o Brasil assimilar, mas não é correto deixar de disponibilizar as informações. A França discute programas de prevenção para gays baseados na redução de danos e na hierarquização de riscos. Para deter a epidemia, a Suíça defende o acesso precoce e contínuo dos homossexuais HIV-positivos à terapêutica antirretroviral. A Austrália levanta que a circuncisão pode proteger os homens homossexuais que têm preferência por sexo insertivo. Nos Estados Unidos, as autoridades sanitárias preferem levar a público uma situação até mais alarmante que a nossa, pois lá um em cada cinco homossexuais é portador do HIV, quase a metade ignora ser soropositivo e a taxa de infecção entre homens gays subiu 17% desde 2005, conforme estudo do CDC publicado em setembro de 2010. E, diferente do Brasil, vários países divulgam aos homossexuais a possibilidade de acessarem os medicamentos antirretrovirais imediatamente após a exposição sexual ao risco.

Não será possível, de um dia para o outro, recuperar mais de uma década perdida. Mas é hora de abrir a discussão e tomar medidas concretas, inovar na prevenção (a ser liderada pelas prefeituras, não só pelas ONGs), fazer aumentar a testagem voluntária entre os gays, diminuir o diagnóstico tardio por meio do teste rápido (feito nas unidades públicas, por profissionais do SUS), ampliar a insuficiente distribuição de preservativos e gel lubrificante íntimo, respeitar e incluir os homossexuais que vivem com HIV como parte da solução.

As medidas voltadas para os jovens homossexuais são as mais urgentes. Não podemos permitir no Brasil que o HIV seja um ritual de passagem para cada nova geração de homossexuais, como está acontecendo, por paralisia e omissão.

A proibição de doar sangue imposta pelo próprio Ministério da Saúde e a não concretização de projetos de lei que instituiriam a união civil e a criminalização da homofobia, além da identificação dos gays como vilões e culpados pela disseminação do HIV, são faces do mesmo preconceito que dificulta olhar de frente para um problema de saúde pública de tamanha magnitude.

Devemos quebrar barreiras e mudar a história da prevenção do HIV entre os homossexuais no Brasil, até agora um caminho de ações dispersas e erráticas.

Mário Scheffer é presidente do Grupo Pela Vidda-SP.
 
Nota pessoal: Esse texto deve ser lido e discutido por isso estou reproduzindo aqui, quero saber o que vocês acham. 

sábado, 3 de julho de 2010

Nova descoberta no tratamento da sida(AIDS) Investigação 01h16m

Nova descoberta no tratamento da sida

Investigação

01h16m

A possibilidade de introdução de células-mãe no corpo, como forma de assegurar a resistência à infecção por HIV-sida acaba de ser descoberta por investigadores norte-americanos, que publicaram ontem o seu trabalho na revista científica "Nature Biotechnology".

O vírus da Sida ataca as células do sistema imunológico humano pelo apego a certas proteínas específicas, especialmente uma molécula chamada CCR 5. Algumas pessoas possuem uma mutação que impede o surgimento desta molécula, resistindo, assim, ao vírus. Ao remover o gene correspondente à proteína CCR 5 numa uma célula, há pelo menos condições para limitar fortemente os efeitos em pessoas infectadas.

Segundo a France Press, a equipa de Paula Cannon, da Universidade da Califórnia do Sul, que efectuou a descoberta usou dedos "de zinco", uma técnica recente, capaz de atingir com precisão a parte do genoma a "cortar". Os investigadores, que recorreram a ratos, removeram o gene para as células-mãe hematopoéticas (células que causam as células brancas do sangue, mas também glóbulos vermelhos e plaquetas).

O próximo passo é tentar aplicar a técnica em seres humanos. Um estudo semelhante já está em andamento, com o objectivo de modificar as células do sistema imunológico e não as células-mãe.

Esta descoberta ocorreu em vésperas da Conferência de Viena sobre a Sida, que se realiza a 18 de Julho.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1609597

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A nova polêmica da Aids Isto É 10/05/2010

Ao contrário do que recomenda a OMS, o governo defende que alguns casais portadores de HIV façam sexo sem proteção para ter filhos

Greice Rodrigues

A divulgação, na semana passada, de diretrizes em estudo pelo Ministério da Saúde para casais com AIDS que desejam ter filhos causou polêmica. De acordo com elas, alguns casais soropositivos podem dispensar o uso de PRESERVATIVO para tentar um filho por meio natural. Eles precisariam se enquadrar em alguns critérios: o homem deve estar com a quantidade de vírus no sangue tão baixa que se torna indetectável, suas células de defesa CD4 se apresentarem em níveis elevados e não ser portador de doenças crônicas ou de outras enfermidades sexualmente transmissíveis. A outra orientação é de que o casal se programe para que a relação sexual ocorra, apenas e exatamente, no período fértil. Depois, a parceira precisa tomar os remédios contra o vírus, como proteção. "Mas os casais precisam saber que, mesmo assim, há a possibilidade de transmissão do HIV", explica Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. "Não existe risco zero."

Segundo ela, diretrizes como essas já são adotadas na Inglaterra e na Itália. O objetivo seria facilitar a realização do sonho de casais de construírem família, apesar da AIDS. Hoje, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é que a gravidez, nessa circunstância, se dê com a ajuda dos métodos de reprodução assistida. Por eles, é possível reduzir a zero o risco de o homem passar o vírus à mulher. Porém, os tratamentos normalmente são caros (em média R$ 4 mil por tentativa) e há apenas um único serviço capaz de aplicá-los disponibilizado pelo SUS, sediado no Serviço de Reprodução Assistida da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo.

A medida, no entanto, divide os especialistas. "Os riscos não são mensuráveis, mas a tendência é de acreditar que sejam menores do que se imagina", afirma o infectologista Caio Rosenthal, de São Paulo. Já o médico Caio Parente Barbosa, chefe do serviço da Faculdade de Medicina do ABC, estima que, mesmo com as precauções, as chances de contaminação são altas, chegando a 4,6%. "Uma coisa é a pessoa se expor em uma relação, uma única vez. A outra é ficar exposta ao longo de meses", diz. "Quando quer engravidar, uma mulher tem, em média, três relações sexuais no período fértil, ao longo de até seis meses", afirma. Além disso, há outras complicações. "Os exames podem apontar uma carga negativa no sangue, mas ela pode ser positiva no sêmen", afirma.]

sábado, 3 de abril de 2010

Agenda da Agência Aids

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Eventos do mês de Abril

Evento: Encontro Nacional sobre Prevenção das DST/Aids
Data: De: 29/4/2009 Até: 29/4/2009
Local: Encontro Nacional sobre Prevenção das DST/Aids
Contato: http://forum.aids.gov.br
No dia 29 de abril, será realizado o Encontro Nacional sobre Prevenção das DST/Aids. Nessa data, especialistas irão se reunir em Brasília para sistematizar as principais discussões ocorridas desde o início do "Prevenção na Rede: Fórum Virtual Sobre DST/Aids". Mais informações em http://forum.aids.gov.br.
Evento: Seminário de Controle Social e Tuberculose
Data: De: 15/4/2009 Até: 16/4/2009
Local: Seminário de Controle Social e Tuberculose
Contato: Tel.: (0XX61) 3213-8222 - Jorn. Liandro Lindner
Conselheiros de Saúde, lideranças comunitárias, profissionais de saúde e ativistas do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina estarão reunidos em Porto Alegre nos dias 15 e 16 de abril no Seminário Controle Social e Tuberculose. Durante dois dias serão debatidas questões relacionadas com a patologia na região. O Rio Grande do Sul é o sexto estado do Brasil em casos de incidência de tuberculose.

Serviço:
Seminário Controle Social em Tuberculose na Região Sul

Data: 14 e 15 de Abril entre 9h e 17h
Local: Hotel Embaixador
Rua Jerônimo Coelho, 354– Centro – Porto Alegre – RS
Tel.: (0XX51) 3215-6600
Contatos:
Jorn. Liandro Lindner
Tel.: (0XX61) 3213-8222

Fonte:WWW.agenciaaids.com.br