Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

CLIPPING Saúde, Sexualidade & Afins 08/Abr./2014

CLIPPING

Saúde, Sexualidade & Afins

08/Abr./2014



Eu já conversei com meu filho hoje, e você? (Michelle Terra)

RBA


Pesquisa aponta que 70% dos estupros relatados em 2011 vitimaram crianças e adolescentes no Brasil


Nos últimos dias não ouvi falar de outro assunto. A campanha EU NÃO MEREÇO SER ESTUPRADA esteve presente em todas as redes sociais, jornais e contou, inclusive, com o apoio da presidente Dilma.


Eu já estava refletindo sobre esse tema desde que ouvi o deputado estadual Rafael Picciani, o Dr. Nelio Andrade e o radialista Francisco Barbosa debatê-lo em um programa da rádio Tupi, há cerca de um mês. Mas o debate era outro, e eu, por ser mãe, não consegui parar de pensar naquilo. O debate discorria sobre o número de casos de estupros de crianças e adolescentes, que aumentava vertiginosamente. E percebam, o assunto não estava baseado em dados, mas sim em números de casos reportados à rádio. Diante de todo o alvoroço causado pelos dados divulgados pelo IPEA, resolvi ler a pesquisa para tentar entender o contexto, até porque, toda vez que as feministas levantam uma bandeira, minhas intuições me pedem que eu estude os fatos antes de me posicionar.


Assim que iniciei minha busca pela pesquisa, obtive dois resultados: a própria pesquisa que tem o título "Tolerância social à violência contra as mulheres" e uma nota técnica intitulada "Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da saúde". Ambas foram publicadas em março de 2014, mas apenas uma ganhou notoriedade nacional. Embora o instituto tenha causado ainda mais polêmica ao publicar uma errata sobre os dados da pesquisa, a meu ver, isso só demonstra sua seriedade e comprometimento com a verdade. Sua validade não deve ser questionada. Apesar de eu ter minhas ressalvas sobre as intenções do alarde causado em torno do assunto "a roupa que eu uso", quero deixar claro que sou a favor da campanha, que concordo totalmente que nenhuma mulher merece ser estuprada, sob nenhuma circunstância!


Não vou discutir aqui a importância desses 26% ou dos antigos 65% dos entrevistados que causaram tanta indignação ao concordarem que mulheres com roupa curta merecem ser atacadas, até porque atacadas e estupradas são palavras diferentes com significados mais diferentes ainda, mas pretendo sim me indignar com o que me causou verdadeiro espanto: mais da metade dos casos de vítimas de estupro tinha idade inferior a 13 anos de idade, desta forma, 70% dos estupros relatados na pesquisa vitimaram crianças e adolescentes no Brasil, em 2011.


Os dados apontam algo ainda mais alarmante: mais de 70% dos agressores no caso de estupros de crianças são pessoas conhecidas, ou seja: pais, mães, tios, irmãos, vizinhos, padrastos, amigos... E que 79% das agressões ocorrem dentro de suas casas.


Em sua conclusão, os pesquisadores alertam: "Em 50% dos incidentes totais envolvendo menores, há um histórico de estupros anteriores".


Em uma entrevista ao programa No Safe Place, o psicólogo supervisor do presídio americano de Utah, Ron Sanchez, que trabalha apenas com estupradores condenados, afirma categoricamente que não há nenhum padrão feminino comum que os estupradores procurem. A variedade de suas escolhas não está relacionada necessariamente à roupa que as mulheres usam ou coisas do tipo. O que o psicólogo afirma reflete uma linha de pensamento que não está isolada, como afirma o coordenador do Serviço de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, Jéferson Drezett, que em uma entrevista afirmou que há 20 anos não vê mulheres vestidas de maneira provocante, com roupas curtíssimas, aparecerem como vítimas de estupro. Ele ainda complementa que 70% dos casos que teve ciência ocorreram quando estas mulheres faziam atividades absolutamente corriqueiras, como ir e voltar da escola ou do trabalho, o que nos leva minimamente a analisar os números e sua causalidade com um maior cuidado.


Como pedagoga, me perturba a lembrança dos casos que tive conhecimento no exercício de minha profissão, enquanto trabalhei com menores infratores viciados em crack. E eu sei muito bem o quão destruidor é o estupro na vida de uma criança. As consequências disso podem ser: estresse pós-traumático, transtornos de comportamento, depressão, fobias, abuso de drogas ilícitas, tentativas de suicídio e gravidez. A própria pesquisa afirma que os dados são absolutamente alarmantes, uma vez que as consequências psicológicas são devastadoras. O que mais me instigou sobre essa questão foi por que deram mais atenção ao acessório de uma pesquisa enquanto o ponto central da outra não ganhou o devido destaque?


Acredito que o mais importante é o papel dos pais na observação e orientação de seus filhos. Eles devem, principalmente, estar atentos às mudanças de comportamento e humor. É possível orientá-los para a prevenção! Esteja sempre atento ao óbvio, por exemplo, se ele apresenta infecções e dores na região genital e abdominal. Observe se ele demonstra um comportamento sexual explícito ou um conhecimento sexual que não condiz com sua faixa etária de desenvolvimento. Observe a forma como ele brinca, alguns abusos podem ser demonstrados através de desenhos, onde a criança ilustra genitálias (geralmente a do agressor). As crianças que sofrem algum tipo de abuso tendem a se isolar e podem demonstrar medo de adultos de um sexo específico, se mostrar agitada ou perturbada na presença de certa pessoa, também podem apresentar preocupação exagerada com a limpeza corporal. Em casos extremos, apresentam comportamento suicida e automutilação.


É assustador saber que pessoas próximas possam ser os algozes de nossos filhos. Mais assustador ainda é saber que apenas 10% dos casos aparecem nas estatísticas, pois em geral, além do abuso, as crianças são coagidas e ameaçadas a não contarem nada a ninguém. Esse é um assunto delicado, difícil de abordar, mas conversem com seus filhos, os ensinem a cuidar do próprio corpo e expliquem que devem desconfiar se alguém tentar tocá-lo, inclusive nas partes íntimas, e que se neguem se pedirem para tocarem no próprio corpo ou no de outra pessoa. Oriente-os a gritar ou correr caso sintam-se ameaçados. Olhem, vigiem, denunciem. Isso precisa parar agora!


Esse sim é um tema que inspira a urgência de uma campanha nacional: EU JÁ CONVERSEI COM MEU FILHO HOJE, E VOCÊ?


Então está tudo bem no país do ‘estupra mas não mata’?

Correio do Brasil


Antonio Lassance - é cientista político e pesquisador do IPEA


O IPEA errou. Errou, assumiu o erro e pediu desculpas, esclarecendo:


“Vimos a público pedir desculpas e corrigir dois erros nos resultados de nossa pesquisa ‘Tolerância social à violência contra as mulheres’, divulgada em 27 de março. O erro relevante foi causado pela troca dos gráficos relativos aos percentuais das respostas às frases ‘Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar’ e ‘Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas’”.


Resumindo, os dados de uma pergunta eram, na verdade, referentes a uma outra questão.


O Instituto comete erros. Não é o único. O IBGE, o Banco Central, o INEP e todos os outros órgãos responsáveis por divulgar dados, todos, sem exceção, vez por outra são obrigados a publicar erratas em suas publicações, retificando ou o número em si, ou títulos de tabelas, ou outros tipos de informação.


Embora o erro faça parte do trabalho de qualquer pesquisador, e rotinas de validação existam para diminuir sua ocorrência, o fato é que a cobrança da sociedade sobre um erro é bem vinda e deve ser enfrentada com humildade.


Para começar,  é preciso reconhecer que o erro do IPEA foi maior por conta da repercussão nacional e até internacional que o dado incorreto alcançou.


Isso caiu como uma bomba sobre a cabeça dos jovens pesquisadores responsáveis pelo estudo, que são pessoas sérias. Sempre mereceram e vão continuar merecendo o respeito pelo trabalho que realizam há muitos anos na instituição.


O erro do IPEA está corrigido. Mas e o erro de quem, desavisadamente, acha que, desfeita a troca dos números, agora está tudo bem? Não, senhoras e senhores, não está tudo bem.


Se está tudo bem, por que será que o número de estupros no país está crescendo e já superou o de assassinatos, conforme informação do mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública?


Está tudo bem, então, no país do “estupra, mas não mata”? Será? Mesmo com mais de 50 mil mulheres estupradas em 2012, número mais de 18% superior ao de número 2011, agora podemos ficar tranquilos?


Detalhe: o número absurdo de estupros não considera os casos em que as vítimas deixam de relatar o ocorrido – por vergonha, por medo da reação da família, por receio de que alguém ache que elas não souberam “se comportar”.


O dado de estupros em 2013 vem aí. Quem fará a piada? Quem vai curtir com isso?


Desde que a Lei Maria da Penha entrou em vigor, em 2006, o número de agressões contra mulheres, relatadas ao serviço “Ligue 180”, cresceu 600%.


A cada hora, duas mulheres, vítimas de abuso, dão entrada em unidades do Sistema Único de Saúde. Alguém ainda acha pouco?


Está tudo bem no país que concorda que, “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”? Há quem diga: “Ora, bolas! Isso é só um dito popular, como outro qualquer”. Sim, um dito popular como “serviço de branco”. Só um dito popular?


Está tudo bem no país que acha que a mulher que é agredida e continua com o parceiro é porque gosta de apanhar?


O IPEA errou, mas quem comemora o erro está redondamente enganado.


Cúmplices da violência (Miriam Goldenberg)

Folha de SP


As mulheres são acusadas de serem responsáveis pela violência física, psicológica e simbólica que sofrem


É impossível não comentar a celeuma provocada pela pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).


O instituto afirmou, entre outros resultados, que 87,8% dos pesquisados concordam (total ou parcialmente) que "toda mulher sonha em se casar"; que "os homens devem ser a cabeça do lar" (63,8%); que "uma mulher só se sente realizada quando tem filhos" (59,5%); que "se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros" (58,5%); que "tem mulher que é para casar, tem mulher que é para cama" (54,9%) e que "a mulher casada deve satisfazer o marido na cama, mesmo quando não tem vontade" (27,2%).


As mulheres foram a maioria dos 3.810 pesquisados (66,5% da amostra). O mais chocante foi constatar que grande parte das pesquisadas concordava com frases estereotipadas, preconceituosas e violentas contra as mulheres.


Apesar das críticas à amostra, à metodologia e à forma como as perguntas foram feitas --e do fato de o Ipea ter errado e afirmado que 65,1% dos pesquisados concordam que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas" (e não 26%, como corrigiu posteriormente)--, o acalorado debate foi importante para refletir sobre a cultura da violência existente no Brasil.


Tomara que os graves problemas da pesquisa não enfraqueçam a necessária discussão sobre a violência contra a mulher brasileira.


A realidade cotidiana de inúmeras brasileiras pode ser ainda mais preconceituosa, cruel e violenta do que aquela que foi mostrada pela pesquisa do Ipea.


É inegável que muitas mulheres ainda aceitam que um homem (ou outra mulher) controle seu corpo, comportamento, sexualidade e roupa. Aquelas que não se comportam ou não se vestem "adequadamente" são estigmatizadas socialmente, apesar de ninguém saber qual é o tamanho "adequado" da saia, do decote ou do biquíni que uma mulher brasileira deve usar para ser respeitada.


Elas são frequentemente acusadas de serem responsáveis pela violência física, psicológica e simbólica que sofrem.


Será que, após tantas polêmicas, as mulheres que endossam essas ideias preconceituosas perceberam que estão reproduzindo posturas de submissão feminina e sendo cúmplices da violência que elas também sofrem?


MIRIAN GOLDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de "A bela velhice" (Ed. Record)


“O Brasil está às vésperas de uma epidemia de câncer”

BBC Brasil


No Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, celebrado nesta terça (8), a afirmação do oncologista Carlos Barrios é menos para causar pânico – se é que isso é possível – e mais para fazer com que o País responda a um questionamento crucial para o enfrentamento da doença. “A pergunta é: ‘quanto vale a vida com câncer no Brasil’?”, questiona o médico, que é membro do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama.


Em dez anos, o câncer será a primeira causa de morte no Brasil, consequência da detecção tardia da doença, da demora para início do tratamento e da falta de acesso à medicação avançada


57 mil mulheres devem ser diagnosticadas com câncer de mama no Brasil em 2014


O Relatório Mundial do Câncer 2014, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de novos casos pule de 14 milhões em 2012 para 22 milhões em 2030. Mais de 70% das mortes pela doença acontecem em países em desenvolvimento, onde a detecção tardia, a demora em iniciar o tratamento e a falta de acesso a medicamentos de última geração explicam boa parte dos óbitos. No Brasil, em dez anos o câncer será a primeira causa de morte – hoje é a segunda, responsável por 15,6% dos óbitos, atrás das doenças cardiovasculares, como infarto e hipertensão.


Se o crescimento da incidência é um fato, o problema é a falta de estrutura para enfrentar essa epidemia, pondera Barrios. “O câncer é uma doença que pode ser curada, pode ser controlada. Nos países desenvolvidos, apesar do aumento da incidência, a morte tem caído. Aqui, crescem as duas coisas”.


Especialista: O maior desafio é tratarmos é tratarmos os cânceres comuns


Um exemplo típico é o câncer de mama. No Brasil, no ano 2000, a doença matava nove a cada cem mil mulheres. Em 2011, o número subiu para mais 11,9. Um movimento na contramão do mundo desenvolvido, em que a chance de cura para esse tipo de tumor chega a 90%. Por aqui, o porcentual é de cerca de 50%.


“O câncer daqui não é pior do que o de lá. A diferença é de que lá há diagnóstico precoce e acesso rápido a atendimento, o que não acontece por aqui”, afirma Maira Caleffi, mastologista e presidente da Femama, Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama


Quanto vale uma vida?


No Brasil, explica Maira, apesar de desde o ano passado a lei prever que o atendimento a pacientes com câncer deve ser iniciado em até 60 dias após o diagnóstico, o prazo não é cumprido no Sistema Único de Saúde (SUS), que atende a cerca de 75% da população. “No SUS, demoram 180 dias entre a detecção e o início do tratamento do câncer de mama. Imagina o que esses seis meses significam na diminuição da chance de cura.”


Isso sem contar o acesso limitado e atrasado às opções de tratamento, explica Barrios. Em pacientes com câncer de mama com metástase – que tem menor incidência, mas é muito mais agressivo -, há uma medicação específica, a Trastuzumabe, que é curativa. “O potencial remédio foi descoberto em 2005, mas a droga só ficou disponível no SUS em 2012. Nesse período de tempo, entre 5 a 6 mil mulheres morreram por falta de acesso a esse medicamento”, diz o médico.


Nesse período, Barrios afirma, os convênios foram obrigados pelo próprio governo a oferecer o tratamento com a droga, que é cara, mas as pacientes da saúde pública se mantiveram à margem. “É uma discrepância absurda. O médico deve prover prescrições diferenciadas frente a um mesmo diagnóstico para uma paciente do SUS e para uma de saúde suplementar, uma vez que o SUS não fornece o medicamento necessário?”


Sem garantia, resta à mulher procurar a Justiça, como fez Rita de Cássia, de Porto Alegre. Ela descobriu o câncer em 2012, quando tinha 39 anos. Fez a cirurgia de retirada de mama, quimioterapia e radioterapia. No ano passado, foi necessário substituir uma medicação por outra que seria a única eficaz para o seu caso, mas que não fazia parte da lista de medicamentos fornecidos pelo SUS. “Precisei acionar a Justiça, comprovar com muitos laudos e justificativas de que era a única medicação e de que eu não poderia arcar com o custo. Foi muito desgastante porque o procurador achava que era muito caro e eu morreria de qualquer forma.”


Decidir ou não investir no tratamento de Rita e de outras milhares de mulheres em sua situação, afirma o oncologista Carlos Barrios, depende de incluir todas as partes envolvidas no processo - administração pública, sociedade civil, sociedades médicas e indústria farmacêutica - para responder a um único dilema ético: "Quanto vale uma vida? Quanto estamos dispostos a investir para manter viva uma pessoa com câncer?"


O crack e a aids

Jornal do Commercio-PE


Já se disse, com alguma propriedade, que o crack é o mal do século , não só pela sua ação devastadora sobre o organismo, mas ainda pelos danos colaterais que ocasiona. Uma mostra desse cenário é a pesquisa nacional realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, (Fiocruz) constatando que as mulheres usuárias de crack correm risco maior de contrair aids do que as não usuárias. A pesquisa é contundente: quase todas as usuárias de crack são portadoras de tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis.

Eis aí uma questão catastrófica de saúde pública, para a qual ainda não foram definidas ações emergenciais e de médio e longo prazos com a visibilidade que o problema exige. A pesquisa não é apenas um estudo que pode ser expresso em gráfico, ou retrato de uma época, ela lança mais luzes sobre um tsunami social a caminho e desde já revela um quadro de degradação com futuro certo e sabido, em que todos viciados e sociedade em geral são vítimas.


O que agrava ainda mais o que foi posto pela Fiocruz é a evidência de que o vício do crack é um mal superior às epidemias de febre amarela e varíola que foram enfrentadas e vencidas pelo patrono da Fundação, há exatamente um século. Como se sabe, Oswaldo Cruz utilizou duas táticas bem sucedidas: mobilizou batalhões de mata-mosquitos para erradicar os focos de insetos e convenceu o governo a decretar a vacinação obrigatória. Significa dizer: os vetores foram identificados, combatidos, e ficaram, para as gerações subsequentes, as fórmulas, as recomendações e os meios necessários para controlar epidemias. Diante do crack, que batalhões estão sendo mobilizados, que vacina está sendo aplicada?


Não se pode dizer que os poderes públicos estão de braços cruzados diante desse mal do século , mas é possível levantar dúvidas sobre a dimensão e a celeridade das táticas para impedir o tsunami que se forma. O tamanho das ações não tem a visibilidade que tem o núcleo do problema, o crescimento do vício, sua expansão nos grandes centros, a transformação de terrenos baldios e ruas em focos de zumbis, brasileiros e brasileiras de todas as idades que estão excluídos da cidadania, de todos os direitos e todos os deveres sociais.


Mutatis mutandis, mudando-se o que tem que ser mudado, para um enfrentamento severo do mal deste século não seria exagero clamar-se por outro Oswaldo Cruz, com medidas tão rigorosas quanto as que ele adotou para vencer as moléstias do começo do século passado. Pois se assim não se fizer, se o problema não for encarado com rapidez e profundidade, detalhes de um grande painel mórbido como esses que a Fiocruz revelou podem se transformar em muito pouco tempo em um mal maior, para o qual os governos terão que tirar dinheiro de outras ações como mais escolas, geração de trabalho, melhoria da qualidade de vida de todos, em todas as áreas para conter essa doença social, fazendo muito mais difícil o processo de erradicação do mal.


O sofrimento dos bebês (Ruth Guinsburg)

Folha de SP


RUTH GUINSBURG, 55, é professora titular de pediatria neonatal da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e coordenadora do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria


Se há diálogo e os subsídios médicos são explicados para a gestante, facilitando a tomada conjunta de decisão, o desfecho pode ser menos traumático


O Brasil perde por dia cinco bebês saudáveis, sem malformações, por asfixia ou problemas relacionados ao parto. Entre 2005 e 2010, o país registrou 24.210 óbitos neonatais de bebês potencialmente viáveis, ou seja, que não eram nem muito prematuros nem muito pequenos.


Com assistência pré-natal, cuidado adequado durante o parto e presença de pediatra capacitado para atender o bebê logo após o nascimento, grande parte dessas crianças teria sobrevivido. Não há relação direta entre essas mortes e o tipo de parto ao qual a gestante foi submetida --vaginal ou cesárea. Mas há indicações objetivas para cada caso.


A gestante forçada a fazer uma cesárea no Rio Grande do Sul há uma semana oferecia riscos absolutamente não desprezíveis a seu filho e a ela mesma, caso desse à luz por parto vaginal. Bons obstetras tentam parto vaginal depois de uma cesárea. Mas depois de duas, essa alternativa é quase sempre desconsiderada. Era o caso daquela gestante. O risco de rotura uterina era real. O seu filho estava saindo da fase de termo (42 semanas), e bebês pós-maduros têm maiores chances de asfixia.


A médica que acionou o Ministério Público para garantir que a mãe fosse submetida a uma cesárea considerou que tinha o dever ético de salvar duas vidas. Ela agiu do modo que entendeu ser menos lesivo à mulher e à criança, embora essa não fosse a opinião da mulher, e a criança não tivesse autonomia para decidir.


Em muitos casos similares, parece haver um muro entre a família e a equipe médica. O diálogo é precário, e a decisão acaba não sendo embasada nas condições precisas do parto. Se os riscos são suficientemente esclarecidos, se há diálogo e os subsídios médicos são explicados para a gestante, sua família e rede de apoio, facilitando a tomada conjunta de decisão, o desfecho pode ser menos conflituoso.


A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que, para cuidar da saúde materna, o país precisa ter pelo menos 15% de cesarianas. Os países que registram índices inferiores a este têm mortes maternas evitáveis. É o que acontece em regiões africanas e no sudeste asiático, onde o procedimento é praticamente indisponível em condições adequadas.


A OMS avalia que, do total de partos realizados num país, 15% a 30% devem ser cesarianas. No Brasil, o procedimento é adotado em 55% dos casos no sistema público e em 80%, no privado.


É verdade que é preciso diminuir esses índices absurdos, mas o raciocínio não pode ser radical. O argumento de que cesarianas favorecem planos de saúde não é tão consistente quanto uma abordagem cultural. Um bebê cujo parto foi problemático pode ter de ficar ao menos sete dias na UTI, implicando custos mais elevados do que aquele recém-nascido que em dois dias pode ir para casa com a mãe.


No entanto, difundiu-se no país o hábito exagerado da cesárea eletiva, na qual os pais marcam a data de nascimento de seus filhos arbitrariamente. A mulher brasileira em idade fértil acredita que pode escolher como se dará o parto, quando na verdade são suas condições biológicas que deveriam determinar o procedimento. A princípio, todo parto deve ser vaginal, mas com a gestação vai se vendo riscos e benefícios.


Além da imprecisão para se calcular a idade de gestação--o que implica um risco de prematuridade evitável--, a entrada em trabalho de parto libera sinais fisiológicos que desencadeiam a maturidade de vários órgãos e sistemas do bebê, em especial do sistema respiratório.


Existem métodos para identificar se há sofrimento do bebê e se há necessidade de se realizar uma cesárea. Em casos como o do Rio Grande do Sul, o diálogo mais efetivo entre a equipe médica, a gestante, a família e sua rede de apoio permitiria um desfecho que, embora pudesse ser o mesmo em termos de via de parto, fosse menos traumático a todos os envolvidos.


Evidências científicas e direitos das mulheres (Simone G. Diniz e Priscila Cavalcanti)

Folha de SP


O caso evidencia violações do código de ética médica como a falta de consentimento da gestante sem que houvesse iminente risco de morte


Adelir, 29 anos, queria muito um parto vaginal, o que não foi possível com seus dois primeiros filhos. Desta vez, teve o apoio de uma doula, do marido e dos movimentos sociais que democratizam a informação baseada em evidências científicas e em direitos das gestantes.


Descobriu que, em outros países, uma mulher com uma ou mais cesáreas pode ter um parto vaginal, assim como as que têm um bebê sentado, como o seu, e que existem protocolos para esses casos. Descobriu que, no Brasil, a maioria dos profissionais desconhece tais protocolos e acredita que essas são indicações absolutas de cesárea.


No dia 31 de março, ela procurou o hospital, onde confirmou que o bebê estava bem, assinou um termo de responsabilidade e preferiu ter o trabalho de parto em casa. Sabia que se chegasse ao hospital antes de o parto estar avançado, seria forçada a uma cesárea. A médica que a atendeu, inconformada, argumentando com a "defesa da vida do nascituro", procurou o Ministério Público, que acionou a Justiça. Determinou-se que policiais armados buscassem Adelir em sua casa de madrugada e a conduzissem à força ao hospital para ser submetida à cesariana.


Por que o desejo de ter um parto vaginal provoca tanto horror nos profissionais de saúde e por que a enorme maioria deles adere ao modelo da cesárea de rotina? Na formação dos profissionais, assim como na cultura sexual-reprodutiva brasileira, com forte viés religioso e misógino, o parto vaginal é considerado insuportável, arriscado, danoso à sexualidade e, por muitos, primitivo, nojento, vergonhoso, indigno, a ser evitado sempre que possível.


Talvez isso explique por que no Brasil, na assistência ao parto vaginal, permaneçam procedimentos obsoletos como a episiotomia (corte da vagina), o uso de drogas para aceleração do parto sem protocolos de segurança, a manobra sobre o útero para forçar a saída do bebê, além da imobilização em posições antifisiológicas. Isso sem mencionar as várias formas de abuso e violência enfrentadas por um quarto das parturientes (e mais da metade das mulheres com aborto incompleto).


Considerando os setores público e privado, apenas uma entre seis mulheres consegue ter acompanhantes no parto conforme a lei. A falta de continuidade do cuidado e de privacidade são a regra, especialmente no setor público. Movimentos sociais denunciam: "Chega de parto violento para vender cesárea".


O caso tem repercussão internacional por expor o inaceitável desrespeito ao direito à autonomia da gestante, à privacidade, à legalidade, à não-violência e a tratados internacionais. Ele evidencia violações do código de ética médica como a falta de consentimento da gestante sem que houvesse iminente risco de morte. A juíza que concedeu a liminar irreversível o fez baseada em laudo passível de contestação.


Triste, o caso traz ao menos a oportunidade de diálogo sobre a assistência ao parto, as evidências científicas e os direitos das mulheres.


SIMONE G. DINIZ é professora de saúde materno-infantil na Faculdade de Saúde Pública da USP


PRISCILA CAVALCANTI é membro da ONG Artemis, que busca erradicar a violência contra mulheres


Brasil é o terceiro país do mundo com mais conflitos ecológicos

O Globo


Segundo levantamento global, busca por recursos naturais prejudica comunidades tradicionais Posição do país no ranking seria explicada pela abundância de projetos de infraestrutura relacionados ao meio ambiente


RIO - A exploração mineral, o desmatamento e a disputa por terras e água estão entre os maiores motivos de conflitos ambientais do mundo, segundo um levantamento internacional divulgado recentemente pela ONG Ejolt (Environmental Justice Organizations, Liabilities and Trade) e coordenado pela Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). Os pesquisadores identificaram 945 casos em 78 países. Empatado com a Nigéria, o Brasil foi o terceiro colocado no ranking, com 58 casos, atrás apenas da Índia (112) e da Colômbia (77).


Os conflitos do país, segundo o Atlas Global de Justiça Ambiental, estão ligados à abundância de projetos de infraestrutura relacionados ao meio ambiente. São obras, como a construção de hidrelétricas, que dividem ativistas e empreiteiras; e o setor agrícola, cujas plantações invadem unidades de conservação.


- O crescimento da população mundial provocará uma busca cada vez mais intensa por commodities, e o Brasil, que é rico em terra, água, petróleo e minérios, será um alvo - descreve Leah Temper, coordenadora do Atlas. - E este recursos estão em terras ocupadas por indígenas, quilombolas e pequenos agricultores. Estes grupos serão os mais afetados.


Entre os conflitos ecológicos brasileiros estão episódios de grilagem para especulação imobiliária e a disputa por regiões que poderiam receber projetos como barragens hidrelétricas. São instalações que ampliam a geração de energia por uma matriz energética considerada limpa, mas que provocam alto impacto ambiental no local de sua construção.


Falhas na legislação


Apesar do processo de industrialização nacional ter catapultado nas décadas passadas, as exportações do Brasil são altamente dependentes de produtos do setor primário. Em 2012, metade dos produtos comercializados para outras nações vinham do agronegócio - carne, soja, etanol, por exemplo - e outros semiacabados, entre eles alumínio e aço bruto. O potencial econômico do campo leva extrativistas a se aventurarem em reservas indígenas.


Professor de Direito Ambiental da Fundação Getúlio Vargas, Rômulo Sampaio lembra que a exploração de commodities sempre gera disputa de interesses.


- O petróleo, por exemplo, provoca interesses nacionais, conservacionais e do mercado privado - destaca. - No campo, o problema fundiário torna o conflito ainda mais agudo, devido à desigualdade na distribuição de propriedades.


Sampaio atribui os dilemas ambientais e suas consequências sociais a falhas graves na legislação.


- Não há uma discussão sobre como lidar com os conflitos - condena. - Falta uma orientação, uma política pública. O debate só aparece na hora de implementação de cada projeto. Por isso, aumenta o número de ações no Judiciário.


A Fiocruz realiza, desde o ano passado, um catálogo sobre injustiças ambientais no Brasil. O órgão foi uma das fontes do mapeamento da UAB e, em trabalhos independentes, destaca os danos à saúde coletiva provocados pelos conflitos ecológicos. Nas grandes cidades, moradores no entorno de lixões estão sujeitos a doenças respiratórias, dengue e leptospirose.


Já a atuação da indústria em áreas próximas a rios leva à alteração do ciclo reprodutivo da fauna, a doenças cardíacas e à insegurança alimentar.


- Analisamos denúncias de problemas de saúde causados por conflitos ecológicos, como a contaminação de rios por agrotóxicos - revela Marcelo Firpo Porto, professor do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, da Escola Nacional de Saúde Pública. - As doenças estão ligadas à degradação dos ecossistemas.


Em seu novo mapeamento, a Fiocruz já identificou 450 casos de conflito ecológico no Brasil.


- Levamos ao mapeamento da UAB os casos mais emblemáticos, relacionados ao comércio internacional - conta. - Mas conhecemos muitas outras ocorrências, de âmbito regional ou nacional.


No Rio, por exemplo, a Zona Oeste registra dois casos que seriam atentados à justiça ambiental. O polo industrial de Santa Cruz já provocou emissões de uma poeira de ferro e carbono, que causa danos ao aparelho respiratório.


Na Barra da Tijuca, moradores de comunidades vizinhas à Vila do Autódromo são ameaçadas de remoção devido à especulação imobiliária. A região receberá instalações para os Jogos Olímpicos. Segundo a Fiocruz, alterações já realizadas pelo assoreamento de recursos hídricos no local pioram a qualidade de vida da população.


Para Sampaio, as comunidades urbanas e rurais têm em comum a falta de mobilização, que permite a sobrevivência de problemas seculares.


- Não existe uma organização social entre as comunidades menos favorecidas, o que prejudica sua representatividade - assinala.


Leah, que está à frente da organização do Atlas, reconhece que o mapeamento ainda tem um longo caminho para percorrer. Nesta primeira edição, o trabalho contou com a adesão de 23 universidades e ONGs de justiça ambiental de 18 países.


'Dívida ambiental'


O levantamento não chegou a regiões expressivas do planeta, como a China, a Ásia Central e o Oriente Médio.


- Temos muitos lugares em branco no mapa - reconhece. - Mas, agora que ele é público, vamos convidar pesquisadores e ativistas dessas regiões para documentar outros conflitos e expandir o nosso conhecimento.


A coordenadora do Atlas, no entanto, assegura que a iniciativa já confirma um padrão histórico.


- O Hemisfério Sul continua suprindo as nações desenvolvidas com manufaturas de baixo preço e pagam um alto preço ecológico. As nações ricas têm uma "dívida ambiental" - analisa.


MPF pode investigar planos (Cláudio Humberto)


O Ministério Público Federal (MPF) avalia abrir inquérito sobre contrabando na Medida Provisória nº 627, um primor da bandalha nacional que livra os planos de saúde de pagar multas por descumprimento de contrato. Com a mudança, a operadora que comete de duas a 50 infrações semelhantes, pagará multa correspondente a apenas duas. E fica dispensada de corrigir a atitude, cruel e criminosa, de ignorar contratos.


O MPF terá de pedir licença ao STF para investigar a suposta tramoia: o relator da MP 627 foi o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Agora, de 51 a 100 descumprimentos de contrato pelos planos de saúde, eles só terão de pagar o correspondente a apenas quatro infrações. Relatório recente da ANS mostra que de janeiro a agosto de 2013 apenas 20,7% das multas aplicadas a planos de saúde foram pagas. Como é frequente nesse tipo de esquema, o contrabando de planos de saúde foi incluído em MP de outro tema, para não chamar atenção.


Marco Feliciano concede entrevista à revista Playboy


Ele falou que antes de se converter chegou a experimentar drogas e também comentou sobre sexo anal

 


O deputado federal pastor Marco Feliciano concedeu uma entrevista para a revista “Playboy” falando de temas polêmicos: drogas e sexo.


O parlamentar evangélico contou que na adolescência experimentou drogas. Tentou fumar maconha, mas se engasgou. “Eu tentei maconha, mas engasguei, nunca consegui fumar nem cigarro”, disse ele.


Por outro lado ele experimentou cocaína. “Conheci a cocaína nos bailinhos, no fim dos 12 anos”, afirmou Feliciano que se tornou evangélico meses depois.


O deputado conta que sonha ser presidente do Brasil. Além disso, critica a ex-senadora Marina Silva. “Marina Silva é um engodo. Com aquele jeitinho de cristã, a roupa de crente, ela foi muito inteligente.”, disse.


A entrevista na íntegra só está disponível na versão física da revista de abril que acaba de chegar às bancas, mas a coluna F5, da Folha de São Paulo, destacou algumas falas do pastor.


Além de drogas, Feliciano também comentou a respeito de sexo anal, ele precisou responder se considera possível que um homem tenha prazer com a prática.


“Com certeza, tem homens que têm tara por ânus, sim”, disse. “Eu não entendo muito dessa área porque nunca fiz, graças a Deus”.


Na visão do deputado, quem pratica sexo anal não consegue mais voltar. “Espero nunca fazer, porque parece que quem faz não volta mais”.

terça-feira, 8 de abril de 2014

CLIPPING-Saúde, Sexualidade & Afins 07/Abr./2014

CLIPPING-Saúde, Sexualidade & Afins
07/Abr./2014
DIA MUNDIAL DA SAÚDE


Os desafios que ainda assolam o País no Dia Mundial da Saúde
OMS

São muitos os desafios a serem enfrentados na área da saúde mundo afora. Para conscientizar a população sobre o tema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora hoje, o Dia Mundial da Saúde. No Brasil, por exemplo, iniciativas como o Programa Mais Médicos, do governo federal, beneficiam mais de 33 milhões de brasileiros levando assistência médica às periferias das grandes e das médias cidades e aos rincões mais afastados do País. Em outra frente, o governo anunciou que o investimento previsto para os hospitais universitários federais este ano será na ordem de R$970 milhões.

Neste mês, mais 3.745 médicos formados fora do Brasil ingressaram no programa para suprir o déficit de profissionais no quadro de atendimento dos postos de saúde no País, informou a presidente da República, Dilma Rousseff."É um passo enorme para garantir mais saúde e mais qualidade no atendimento médico. Não teremos mais aquela situação de municípios sem nenhum médico ou de só ter médico no posto em um ou dois dias da semana, ou um ou dois dias por mês", disse Dilma

Ainda segundo Dilma, o Mais Médicos também desafogará outras unidades de saúde, como as UPAs e emergências dos hospitais, e resolverá cerca de 80% dos problemas de saúde nos postos. O governo federal também trabalha para aprimorar a formação e a especialização de médicos no País. "Uma das ações do Mais Médicos é aumentar o número de cursos de Medicina no Brasil e, assim, aumentar o número de vagas. Vamos abrir 11.500 novas vagas de graduação até 2017. Somente no meu governo já ampliamos em 3.445 o total de vagas dos cursos de Medicina no Brasil. Além disso, para formar os médicos especialistas, teremos mais 12.400 vagas em residência médica, das quais 2.403 já foram abertas", disse a presidente.

Com relação aos hospitais universitários, o montante para investimentos foi aprovado nesta quinta-feira, na primeira reunião do ano do Comitê Gestor do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), coordenado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Os investimentos servirão para aquisição de equipamentos, medicamentos, produtos para saúde, além de reformas e ampliações dos hospitais. A primeira parcela de recursos está prevista ainda para o mês de abril.

Os critérios para liberação das verbas também foram aprovados e levarão em conta, entre outros, porte das unidades, número de leitos, taxa de ocupação hospitalar, número de funcionários por leito e a inserção dos hospitais nas redes temáticas do Ministério da Saúde (MS) como; Rede Cegonha, Rede Psicossocial e ações de humanização.

Para o diretor de Atenção à Saúde da Ebserh, Celso Araújo, os investimentos realizados pelo programa nos últimos anos têm transformado a realidade dos hospitais. "Para este ano estão previstos investimentos em obras e reformas, além da aquisição de equipamentos que trarão avanços ainda maiores, primando sempre pela qualidade e segurança do atendimento prestado à população", afirmou o diretor.

A reunião foi presidida pelo diretor Celso Araújo, como representante do Ministério da Educação (MEC), e contou, entre outros, com os seguintes participantes: Bruno Moretti e Elton Rocha Bicudo, representantes do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG); Ana Paula Cavalcanti, do Ministério da Saúde (MS); Margareth de Fátima Formiga Melo Diniz, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); Mônica Almeida Neri e José Roberto Ferrara, dos hospitais federais.

O preço da saúde (Drauzio Varella)
Folha de SP

Aqui, a reorganização da assistência médica tem papel central nas reivindicações populares

O custo da saúde está pela hora da morte. O preço dos medicamentos recém-descobertos e das novas tecnologias deixa para trás os valores da inflação.

Repassar integralmente esses custos para o SUS ou para os usuários dos planos de saúde é inviável. Sem repassá-los, no entanto, o sistema corre risco de desabar, dilema que só não aflige os países que negam a seus habitantes o acesso à saúde pública.

Aqui, como na Europa, Japão e Estados Unidos, a reorganização da assistência médica tem papel central nas reivindicações populares e na agenda dos governantes.

O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que teve a ousadia de declarar a saúde como direito do cidadão e dever do Estado. Pena terem os constituintes de 1988 esquecido de mencionar de onde viriam os recursos para tal generosidade.

Essa falta de previsão deu origem a uma hidra de duas cabeças: o SUS e a Saúde Suplementar. Cerca de 150 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS, enquanto 50 milhões são detentores de planos de saúde, sem perder direito ao sistema único, entretanto.

Os números escancaram a desigualdade: o SUS consome apenas 46% dos gastos em saúde para atender a três quartos dos brasileiros; a saúde suplementar, 54%.

Nos tempos da inflação galopante, as operadoras de saúde recebiam as mensalidades na data do vencimento, mas só pagavam os prestadores de serviços 60 a 90 dias mais tarde. Com índices inflacionários de 30% ou 40% ao mês, o preço dos serviços médicos, laboratoriais e hospitalares ficavam irrelevantes.

A partir da estabilização da moeda, a festa acabou, o lucro passou a depender da administração cuidadosa das despesas. Hoje, a lucratividade média anual das operadoras está em 2% a 3%, semelhante à do mercado das companhias aéreas que convive com falências sucessivas.

A saúde suplementar se encontra num beco sem saída, em que as mensalidades se tornam cada vez mais inacessíveis --especialmente aos mais velhos--, ao mesmo tempo em que o envelhecimento populacional e o encarecimento da assistência impõem despesas crescentes.

A situação do SUS é ainda mais precária. De um lado, o financiamento governamental insuficiente para atender às necessidades da população que envelhece, engorda, fica sedentária e desenvolve doenças complexas como ataques cardíacos, derrames cerebrais, diabetes e câncer. De outro, a incompetência administrativa, o cipoal das leis que regem o funcionalismo público, a ingerência de interesses paroquiais e a corrupção.

Como nas casas em que falta dinheiro, todos brigam, os administradores do SUS se queixam da Saúde Suplementar, que se queixa do excesso de controle governamental. Ambos criticam os médicos, hospitais e outros prestadores de serviços que se concentram nos grandes centros e inflacionam os custos com exames desnecessários, próteses ortopédicas e equipamentos cirúrgicos caríssimos.

Os hospitais responsabilizam o SUS por remunerá-los a preço vil e os planos de saúde pelos atrasos no pagamento e por glosar despesas legítimas. Os médicos se consideram explorados, vivem em conflito permanente com o SUS e em guerra declarada contra a saúde suplementar.

Os usuários consideram a assistência oferecida pelo SUS uma indignidade e elegem os planos de saúde como um dos campeões de reclamações no Procon.

Com a falta de programas de prevenção para reduzir o número de doentes, o envelhecimento dos brasileiros e a incorporação de novas tecnologias, a tendência dessa conjuntura perversa é ficar pior.

Nosso sistema de saúde precisa com urgência de um pacto social capaz de ouvir autoridades públicas, usuários, representantes da saúde suplementar e do poder Judiciário, hospitais, médicos e a indústria farmacêutica, para adotarmos estratégias de medicina preventiva e chegarmos a consensos que permitam racionalizar custos, evitar desperdícios, dificultar a corrupção e disciplinar a judicialização, que impõe gastos muitas vezes injustos para o SUS e para os planos de saúde.

Sem esse entendimento o sistema vai se esfacelar. De que adiantará jogarmos a culpa uns nos outros?

Vacina anti-HPV para os meninos
Correio Braziliense

Estudos mostram que a imunização protege a população masculina contra verrugas genitais e câncer no pênis, no ânus e na garganta. Cidades brasileiras já aplicam a prevenção em garotos

Diversas pesquisas apontam que indivíduos com a vida sexualmente ativa terão contato, pelo menos uma vez, com o vírus do papiloma humano (HPV). Porém, nacionalmente, apenas as meninas de 11 a 13 anos são vacinadas contra a infecção pelo patógeno. A distinção entre os sexos para a imunização acende dúvidas em pais, educadores e até mesmo crianças e adolescentes que são o alvo da campanha. Se a transmissão é sexual, por que não vacinar também os homens, que poderão passar o vírus para suas parceiras e sofrer consequências do contágio? De fato, a cada momento, são maiores as evidências de que a imunização é eficaz para proteger jovens do sexo masculino do desenvolvimento de verrugas genitais e cânceres do tipo peniano, anal e de garganta.

Com base nesses resultados, a medida começa a ser aplicada em alguns países e também em cidades brasileiras. Na semana passada, meninos de 11 a 13 anos começaram a ser vacinados contra o HPV em Campos de Goytacazes (RJ). A cidade se une a Taboão da Serra (SP), que adotou a prevenção no ano passado, e a Farroupilha (RS), município pioneiro em incluir o imunizante no calendário de vacinas para o sexo masculino. Cada um desses dois municípios espera vacinar pelo menos 3 mil adolescentes este ano, repetindo a meta de 2013.

Em Campos dos Goytacazes, o objetivo é maior: aplicar as doses em12 mil garotos. O secretário de Saúde do município fluminense, Doutor Chicão, diz que a intenção é fazer uma ação permanente, que será continuada nos próximos anos. Lá, as meninas de 11 a 15 anos são protegidas desde 2010. "Somente agora o Ministério da Saúde começou a vacinar as meninas, com idades entre 11 e 13 anos. Nós vacinamos um público bem maior", afirma.

A vacina adotada no Sistema Único de Saúde (SUS) é a chamada de quadrivalente, por ser eficaz contra quatro tipos de HPV: 6, 11, 16 e 18. Essa é também é a única forma aprovada atualmente para o uso em meninos. A idade mais favorável à imunização para ambos os sexos está entre 9 e 13 anos. Nesse período, a vacina tende a garantir maior proteção, pois é mais provável que os adolescentes não tenham iniciado a vida sexual e, assim, não se expuseram ao vírus.

 Informação - Segundo o professor e chefe do Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense (UFF), Mauro Romero Leal Passos, a abordagem da campanha de vacinação atual levou a uma interpretação de que o HPV é uma doença de mulheres, com um foco principal no desenvolvimento de câncer. "Sabemos que é uma doença de homens e mulheres que pode causar também a verruga genital, mas talvez não quisessem evidenciar a questão venérea para facilitar a aceitação", avalia.

Passos acredita que as informações precisam ser mais claras. Ele conta um episódio ocorrido com sua família para exemplificar o problema. Suas filhas adolescentes lhe disseram que, na escola em que estudam, meninas com mais de 14 anos e garotos foram excluídos de uma palestra educativa sobre o HPV porque não faziam parte do público a ser vacinado. "Ou seja, só vou dar informação para quem for vacinar? São alguns equívocos que acabam reforçando a ideia de que o HPV só afeta as mulheres. Temos até meninos reclamando", detalha o especialista.

De acordo com nota oficial do Ministério da Saúde, como o objetivo da estratégia adotada pelo governo federal é reduzir casos e mortes ocasionadas pelo câncer de colo do útero, a vacinação inicialmente é restrita ao sexo feminino. "Estudos comprovam que os meninos passam a ser protegidos indiretamente com a vacinação no grupo feminino (imunidade coletiva), havendo drástica redução na transmissão de verrugas genitais entre homens após a implantação da vacina contra o HPV como estratégia de saúde pública", finaliza o texto.

Eficiência confirmada - A primeira evidência científica de que a vacina contra o HPV é efetiva em homens surgiu em fevereiro de 2011, com a publicação de um artigo na renomada New England Journal of Medicine, produzido pelo Centro de Câncer H. Lee Moffitt e pela Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), ambos nos Estados Unidos. O estudo confirmou as suspeitas de proteção do imunizante contra o desenvolvimento de verrugas genitais e cânceres anais, peniano e de garganta na população masculina.

As taxas de cobertura encontradas foram bastante altas. Cerca de 90% para as verrugas genitais quando a vacina foi oferecida antes da exposição do indivíduo aos quatro tipos de HPV combatidos pelas doses. Essa eficácia atingiu 66% na população geral de homens jovens independentemente da exposição prévia às diferentes cepas do vírus. Além da prevenção contra verrugas, a vacina impediu também a infecção pelo HPV efetivamente persistente em 86% dos voluntários sem exposição prévia.

O ensaio clínico durou quatro anos e incluiu 4.065 homens saudáveis com idades entre 16 e 26 anos, abrangendo 71 cidades em 18 países. Desses participantes, 85% relataram ter exclusivamente parceiros sexuais femininos, sendo que o restante afirmaram ter relações sexuais com homens. Todos foram testados no início do trabalho para a exposição prévia a cada tipo de HPV e, então, selecionados aleatoriamente para receber um placebo ou a vacina quadrivalente. Aqueles com histórico de verrugas ou lesões genitais ou anais foram excluídos. Após as doses, os pacientes fizeram seis exames de acompanhamento ao longo de três anos para avaliação da eficácia da medida.

"Isso mostra que, se vacinarmos meninos cedo o suficiente, devemos ser capazes de prevenir a maioria dos casos de verrugas genitais externas nessa população", observa o professor de medicina da UCSF Joel Palefsky, um dos líderes da pesquisa. Os dados iniciais, antes da publicação do trabalho, levaram a agência de vigilância sanitária norte-americana (Food and Drug Administration -- FDA) a aprovar a vacina para meninos em 2009. O pesquisador acredita que a vacina também é uma arma importante contra a transmissão do HPV para mulheres, uma vez que cerca de 60% a 70% das adolescentes americanas não receberam as três doses recomendadas. Na época da publicação do trabalho de Palefsky, ainda faltavam evidênicas que garantissem a prevenção ao câncer anal, genital e da garganta. Não demorou muito até que elas aparecessem.

Mortes evitadas - Em pouco mais de oito meses, Palefsky publicou, na mesma revista, outro ensaio clínico internacional indicando que a vacina contra HPV é segura e eficaz para prevenir o câncer anal. "Nos EUA, quase 6 mil pessoas são diagnosticadas a cada ano com câncer anal, e mais de 700 pessoas morrem da doença. O ensaio mostra que esses tumores e mortes poderiam ser prevenidos", lamenta Palefsky, que também é fundador da Anal Neoplasia Clinic, no Centro de Câncer Helen Diller Family Comprehensive, da UCSF, primeira clínica do mundo dedicada à promoção da investigação, sensibilização, prevenção e rastreamento do câncer anal.

O estudo envolveu 602 homens com idades entre 16 e 26 anos que fazem sexo com homens da Austrália, do Brasil, do Canadá, da Croácia, da Alemanha, da Espanha e dos Estados Unidos. Eles afirmaram ter tido pelo menos um e não mais que cinco encontros sexuais. Conforme descrito no artigo, a vacina reduziu a incidência de lesões precursoras de câncer em cerca de 75% dos que não foram previamente expostos a qualquer um dos tipos de HPV presentes na vacina. Entre aqueles que sofreram exposição, o imunizante reduziu a incidência das lesões pré-cancerígenas em 54%.

Exemplo materno - Os meninos são mais propensos a receber a vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV4) se suas mães tomam cuidados com a própria saúde, buscando medidas como vacinas contra a gripe ou exames de Papanicolau, de acordo com um estudo publicado no American Journal of Public Health. O trabalho examinou os registros de saúde de mais de 250 mil meninos com idades entre 9 a 17 anos inscritos no Plano de Saúde Kaiser Permanent Southern California e descobriu que um total de 4.055 meninos (ou 1,6% dos membros nessa faixa etária) iniciaram a vacina HPV4 entre outubro de 2009 e dezembro de 2010. Os pesquisadores descobriram que a taxa de vacinação foi 16% maior nos garotos cujas mães receberam a vacina contra a gripe no ano anterior quando comparados aos filhos de mulheres não imunizadas. Além disso, a taxa de vacinação era de 13% maior naqueles cujas mães tinham feito um exame de Papanicolau nos últimos três anos.

"Se vacinarmos meninos cedo o suficiente, devemos ser capazes de prevenir a maioria dos casos de verrugas genitais externas nessa população" - Joel Palefsky,  professor de medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco

No AM, jovens aderem a movimentos que defendem namoro sem sexo
Do G1 AM

Seguindo uma tendência nacional, cresce o número de jovens amazonenses aderindo aos movimentos religiosos, que pregam a castidade e o início da vida sexual somente após o casamento. Movimentos como 'Eu Escolhi Esperar' e o 'Entre Príncipes e Princesas' reúnem mais de 2 milhões de seguidores no país. Para buscar ensinamentos sobre o assunto, cerca de 1.500 pessoas participam do seminário com presença dos líderes dos dois movimentos, em uma igreja de Manaus.

Criado em Vitória no Espírito Santo no ano de 2011, o movimento 'Eu Escolhi Esperar' tem atraído adesão de jovens evangélicos e católicos pelo Brasil. Com o aumento de seguidores, segundo os organizadores, o movimento iniciou uma turnê que percorrerá todas as capitais do país.

Na estimativa do pastor Nelson Júnior, líder e criador do 'Eu Escolhi Esperar', o movimento conta atualmente com 2 milhões de seguidores virtuais, que aderiram pela internet e 100 mil pessoas que já participaram dos seminários da causa pelo país. "São números reais, que são baseados no volume de 100 mil anéis personalizados com a frase 'Eu Escolhi Esperar' vendidos durante os seminários", enfatizou Nelson Júnior.

De acordo com o pastor, o movimento trabalha com ensinamentos nas plataformas de vida sentimental e sexual. Ele afirmou que o sexo, atualmente, tornou-se sinônimo de promiscuidade. "Na vida sexual orientamos os jovens a se guardarem sexualmente para o casamento. Sexo também é puro, mas quando o jovem assume o compromisso de se resguardar para o casamento ele sofre preconceito. A virgindade virou um tabu. Quando pessoa assume que é virgem acaba sofrendo com a opinião dos outros. Por isso, fazemos esses encontros e seminários para mostrar ao jovem a existência de milhares de pessoas que se guardam, que ele não está sozinho. Já na sentimental, ensinamos os jovens a não banalizar o relacionamento, evitando ter vários casos de amor na vida", explicou.

O pastor Nelson Júnior, que casou virgem aos 21 anos, destacou que o movimento foi idealizado pelas vivências pessoais dele. Com bom humor, o religioso prega a importância de aguardar pelo casamento virgem.

"Eu escolhi esperar. Sei como foi ser um jovem virgem. Passei por esses conflitos todos e por esse motivo criei o projeto para ajudar as pessoas que fazem a mesma escolha. Contrariei as estatísticas ao casar virgem. Tenho 15 anos de casado e não me arrependo da decisão", avaliou o líder religioso.

O movimento, que surgiu na internet, fará primeira turnê internacional neste mês. A caravana passará por cinco cidades dos Estados Unidos, Haiti, Irlanda e Inglaterra, além de fazer seminários pela Europa (Portugal e Espanha).

Mesmo diante do preconceito e estranhamento de colegas, a estudante de medicina Rayssa Magalhães, de 21 anos, decidiu aguardar pelo casamento virgem. Há um ano e meio, ela namora o administrador Leon Esconsio, de 23 anos, e defende a castidade.

"As pessoas comentam muito e estranham, inclusive ganhei vários apelidos na faculdade por isso. Eu não faço questão de esconder que resolvi esperar pelo casamento. Não me envergonho disso, acho que até é uma forma de incentivar as outras pessoas a preservarem a virgindade", comentou a jovem.

Para o administrador, o movimento 'Eu Escolhi Esperar', na verdade, é uma divulgação dos ensinamentos de Jesus, presentes na Bíblia há tempos. "Eu tive oportunidade de nascer em um lar cristão e desde pequeno recebi esses ensinamentos. Apesar de ter perdido minha virgindade quando estive afastado do 'caminho de Jesus', acredito na restauração através da 'palavra' e me preservo na questão do sexo para viver isso na relação que Deus escolheu para mim. Não queremos ser diferentes; apenas pretendemos seguir um caminho certo", justificou Leon. 

Situação semelhante vivencia a estudante Tayana Garcez, de18 anos, e o vistoriador Anxester Rodrigues, de 24. Junto há cinco meses, o casal segue o princípio do movimento de começar a vida sexual somente após o casamento. "Conheci pela internet o 'Eu Escolhi Esperar'. Resolvi aderir, motivada pelo ensinamento de Deus para escolher a pessoa certa", comentou Tayana.

'Entre Príncipes e Princesas'

 Acompanhado o movimento nacional, o 'Entre Príncipes e Princesas' inicialmente contava apenas com um grupo de meninas da obra missionária Missão Confins na Terra. Aos poucos, ganhou adesão dos meninos e desde final de 2011, reúne cerca de 2 mil jovens que aderiram ao movimento regional. A expectativa é que o movimento se estenda no segundo semestre de 2013 para os estados de São Paulo, Acre e Minas Gerais.

"Pregamos o relacionamento saudável com namorado e família dentro dos princípios bíblicos. A nossa preocupação também é social, porque quando a pessoa se relaciona bem, evita problemas de saúde e emocionais, que podem gerar doenças. Usamos a palavra castidade antes do casamento, porque é um presente de Deus, que deve ser vivido com a pessoa que vai estar ao seu lado pelo resto da vida", ressaltou Marjorie Leite, missionária e idealizadora do movimento regional.

Cultura do estupro (Lúcia Guimãraes)
O estado de SP

O fiasco da pesquisa do Ipea sobre a tolerância social ao estupro fez vítimas além dos burocratas atrapalhados. Não falo de mais um arranhão na imagem do Brasil que, a julgar pelo que se lê no exterior, está se tornando um líder em know-how-not. Como não preparar eventos esportivos, combater violência, corrupção e reformar a economia.

A agulha do meu asneirômetro bem que disparou, o que não me impediu de sair repetindo o "erro da planilha" inflacionando o número de neandertais que justificam estuprar uma mulher dependendo do decote ou do comprimento da saia. As vítimas a que me refiro são as mulheres brasileiras que serão estupradas este ano, cujo sofrimento não será evitado pelo circo viral em torno da pesquisa e poderá ser agravado pela erosão da credibilidade sobre o que é, sim, uma epidemia de saúde pública.

Se continuar a tendência revelada em 2012, o número de mulheres à espera de seu agressor no Brasil este ano pode passar de 50 mil. Mas o número, tal como a estatística do Ipea, não inspira confiança porque há uma diferença entre casos de estupro registrados e ocorridos. O crime sexual é a forma de violência mais estatisticamente subestimada do mundo, não importa se num país de burkas ou de fios dentais. E, como sabemos, o crime sexual frequentemente se passa entre conhecidos ou em famílias. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, em 2010, o FBI registrou 85.593 estupros ou tentativas de estupro. No mesmo ano, o censo americano para estatísticas de justiça registrou 188.380 vítimas de estupro e assalto sexual. Ainda no mesmo ano, o prestigiado Centers for Disease Control, uma agência nacional de saúde, contou 1 milhão 300 mil incidentes numa pesquisa sobre violência sexual entre parceiros íntimos, algo que pode incluir estupro nas mãos do marido ou ser perseguida e agredida por um ex- parceiro. Não é só o Ipea que sofre de confusão metodológica. Parte da confusão vem da definição de crime sexual que, aqui, varia de Estado para Estado.

Só em 2012, o governo federal americano instruiu o FBI a atualizar sua definição de estupro que datava de 1927. Pela primeira vez, a definição estupro não discrimina sexo e a penetração à força pode ser com um objeto. E o estado da vítima - incapacitada por álcool ou drogas de dar consentimento - passou a ser considerado argumento para acusação de estupro.

No começo do ano, quando a Casa Branca anunciou uma iniciativa para combater violência sexual no câmpus universitário, uma das mais conhecidas ONG's de militância antiestupro e incesto se manifestou contra a idéia da "cultura do estupro" e pediu que os crimes sejam individualizados. A reação veio num debate passional. O que é a cultura do estupro? De maneira geral, esta expressão, nascida nos anos 70, se refere à desinformação da sociedade, à impunidade dos agressores, à representação social da mulher como objeto e a fatores como tradições sociais específicas.

Na segunda-feira passada, uma carta anônima sob o título "Dear Harvard: YouWin" (Querida Harvard: Você venceu), publicada no jornal da mais conhecida universidade americana, relatava o drama de uma estudante. Ela passou parte de 2013 se queixando a diversas autoridades no câmpus do que descreve como um assalto sexual sofrido no seu dormitório, nas mãos de um colega e amigo que visitou depois de beber demais. A descrição do alegada agressão é perturbadora.

A carta se tornou viral e obrigou a Universidade de Harvard a revisar sua estreita definição de assalto sexual, publicada em 1993. A estudante capitulou e anunciou que vai se mudar do dormitório para não conviver diariamente com o jovem que acusa de agressor.

A expressão "segundo estupro"é usada para descrever a experiência degradante vivida por mulheres que decidem denunciar violência sexual, quando a justiça, as instituições, a família ou os amigos culpam a vítima, não levam a sério a acusação ou protegem os agressores. Certamente a falsa acusação de estupro pode destruir a vida de um acusado. Por se tratar, na esmagadora maioria dos casos, de um crime sem testemunhas, investigar e conduzir processos é um enorme desafio.

Mas se há algo que a pesquisa do Ipea revelou, não nas suas planilhas atrapalhadas, mas no ecossistema do debate social, é a mesma praga da polarização que faz tantas das nossas mazelas passarem pelo moedor ideológico. Quando a pesquisa saiu, testemunhei inúmeras manifestações de triunfo pela confirmação do nosso atraso. Quando o erro foi revelado, cantaram vitória os que se sentem oprimidos pelo esquerdismo infantil.

O crime sexual, muito mais do que outras formas de assalto, é um tormento que pode seguir a vítima pelo resto da vida. Agora, vamos parar de envergonhar o Ipea e nos envergonhar todos para promover a tolerância zero a qualquer forma de agressão sexual.

Vamos todos promover a tolerância zero a qualquer forma de agressão sexual

Rio de Janeiro capacita 7,2 mil policiais para atender comunidade LGBT
Agência Brasil

Parceria entre Rio Sem Homofobia e Secretaria de Estado de Segurança promoverá nove encontros com policiais sobre homofobia e cidadania na Academia de Polícia

A Segunda Jornada Formativa de Segurança Pública e Cidadania LGBT formou, no período de junho de 2013 a março de 2014, 3,2 mil policiais militares e civis e peritos do Rio de Janeiro. Até o fim do ano, o número deve subir para 7,2 mil profissionais da área de Segurança do estado capacitados para o atendimento adequado e respeitoso a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros. O projeto é realizado pelo Programa Estadual Rio Sem Homofobia e pela Secretaria de Estado de Segurança.

O coordenador do programa, Cláudio Nascimento, informou que na Primeira Jornada - realizada entre 2009 e 2011, 4 mil policiais militares e civis passaram pela formação. Ele disse que relatos da comunidade LGBT indicam que já é possível notar diferença no comportamento dos profissionais de segurança, mas revelou que os resultados mais expressivos serão notados em poucos anos. A participação nas aulas também mudou. “Hoje os policiais perguntam mais se colocam mais, trazem exemplos da sua atuação profissional. Questionam aspectos do que a gente apresenta, no sentido da ligação desses conceitos com a abordagem policial. Ou seja, aumentou a participação na sala de aula para interagir com o conteúdo proposto”, disse Nascimento em entrevista à Agência Brasil.

Ele destacou que na Segunda Jornada o projeto evoluiu e ampliou o público com participação de profissionais recém-ingressados nas corporações, enquanto na primeira fase de formação havia apenas policiais que já estavam na ativa. Na última quarta-feira (2), começaram as aulas sobre homofobia, cidadania LGBT e práticas policiais cidadãs para 450 novos inspetores e 100 peritos do estado, ministradas por coordenadores dos Centros de Cidadania LGBT do Rio Sem Homofobia. Serão nove encontros na Academia de Polícia (Acadepol), no centro do Rio, que terminarão no dia 17 de maio, Dia Mundial de Combate à Homofobia.

Para o coordenador, a escolha da data foi proposital. “A gente quer demarcar uma mudança significativa do reconhecimento que existe uma lacuna e que precisa haver uma resposta do Estado. A gente reconhece que o Estado - seja municipal, estadual ou federal, ao longo da história do país foi e continua sendo um dos grandes violadores dos Direitos Humanos. Nosso papel como gestor público é atuar para diminuir esse prejuízo para a população”, disse.

Outro avanço apontado por Cláudio Nascimento é que 500 policiais que trabalham nas delegacias e nos núcleos de atendimento à mulher passarão pelo treinamento para atender lésbicas e bissexuais. O número, segundo ele, representa 100% do efetivo nestas delegacias e o treinamento será feito de abril a agosto deste ano. “É uma abordagem específica sobre as demandas dessas mulheres”, completou.

A inclusão de peritos na formação também é avaliada pelo coordenador como um avanço. Para ele, isso é um diferencial, porque estas pessoas trabalham na cena do crime e por isso podem atuar para a preservação do local e facilitar as investigações. “Para preservar a cena, garantir uma atuação ética na entrada da casa do indivíduo, tentar entender a dinâmica e apurar as infirmações. É fundamental que a gente passe as informações para este profissional para ele compreender também as dimensões ligadas à nossa comunidade, porque às vezes acontece de um crime acabar não tendo uma elucidação, por não ter informações mais amplas, que permitissem ao perito ter uma visão mais apurada”, explicou.

Além do Rio, a jornada já passou por Niterói, Mesquita, São Gonçalo, Duque de Caxias, Volta Redonda, Queimados, São João de Meriti, Nova Friburgo, Petrópolis e até o fim do ano vai atingir todas as regiões do estado. As próximas etapas da Jornada serão realizadas em Macaé, na terça-feira (8) e Angra dos Reis, no sábado (15).

No município do Rio, as palestras foram realizadas em batalhões e delegacias de Botafogo, do Méier, de São Cristóvão, da Tijuca, do Leblon, de Copacabana, da Ilha do Governador, de Jacarepaguá, de Bonsucesso e Santa Cruz.

O adversário de Dilma (Ricardo Noblat)

"A alternância no poder é importante para fortalecer a democracia." LULA, em 2007.

Nem Marina Silva, nem Aécio Neves, nem Eduardo Campos. O principal adversário da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, é Luiz Inácio Lula da Silva por cinco vezes candidato a presidente, eleito em 2002, reeleito em 2006, e agora aspirante ao terceiro mandato. Não acredite se Lula voltar a dizer que não deseja subir outra vez a rampa do Palácio do Planalto. Simplesmente não acredite.-

DILMA E LULA travam uma batalha de morte para Dilma e de adiamento de um sonho para Lula. Caso não concorra a um segundo mandato ou concorra e acabe derrotada , o mais provável é que Dilma saia de cena. Política não é a praia dela pelo menos a política do "me empresta seu jatinho que eu lhe ajudo a fazer negócios com o governo"-

LULA PREFERIU ser sucedido por Dilma ao imaginar que isso facilitaria sua volta. Afinal, ela lhe seria grata para sempre. Outro nome do PT que o sucedesse talvez não. Passados quatro anos, Dilma cederia o lugar a Lula sem oferecer resistência. Quem mais do PT seria capaz de se comportar assim? É o que Lula deve ter pensado.-

DE RESTO, Dilma nunca foi do PT. Foi do PDT de Leonel Brizola. Por conveniência, filiou-se ao PT. Mas nunca se reconheceu como uma petista de verdade. Nem o PT a reconhece como tal. Ocorre que Dilma gostou do poder. E quer provar que não é um poste que Lula acende ou apaga ao seu gosto. Compreensível, pois não. Daí...-

DAf A BATALHA surda que travam. Por ora essa é a batalha que importa. Marina como vice de Eduardo, Aécio e Eduardo ainda não entraram no ringue. Preparam-se para entrar. Dilma está no meio do ringue. E defende-se sozinha. Lula? Só finge que a defende. O PT? Nem isso. Os demais partidos torcem pelo fim do seu governo.-

COM POUCOS telefonemas, se quisesse, Lula enterraria de vez o movimento "Volta, Lula" que recrudescerá depois da queda de Dilma na mais recente pesquisa Datafolha sobre intenção de voto. Ela caiu seis pontos percentuais, embora ainda se reeleja no primeiro turno. O mais preocupante para Dilma: aumentou a vontade dos brasileiros por mudanças.-

POUCO MAIS de 70% querem que o próximo presidente aja de maneira diferente da maneira de Dilma. Em cerca de um ano cresceu de 34% para 63% o percentual dos que dizem que Dilma faz pelo país menos do que eles esperavam. O fantasma do desemprego assombra mais gente. Assim como o pessimismo com o poder de compra.-

O ENFRAQUECIMENTO de Dilma favorece a volta de Lula, mas um enfraquecimento em excesso atrapalha ou inviabiliza. Quer dizer então que Dilma não foi melhor administradora do que ele? Lula garantiu que ela seria. A culpa é de quem? De Dilma, que jamais cogitou de ser candidata a presidente? Ou de Lula, que cogitou por ela?-

TERMINA EM 30 de junho o prazo para que os partidos indiquem seus candidatos às eleições deste ano. Se até lá se convencer de que será derrotada, Dilma abdicará da reeleição. Lula não poderá esperar tanto tempo. A costura das alianças políticas nos estados está avançada ou quase pronta. Lula teria dificuldades para desmanchá-la.-

ENQUANTO ISSO... A revelação de que a Petrobras fez negócios podres atinge os dois governos de Lula. O PT sofre com a revelação de que um dos seus dirigentes foi parceiro de um doleiro preso. E não falta munição contra Lula e o PT. Dilma nada tem a ver com isso nada. E a tudo assiste, desolada.