Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador HIV-SIDA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HIV-SIDA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Está aberta seleção de projetos civis para prevenção as DST/Hepatite Virais/Aids


 Socializando...

Abs

Nádia Elizabeth Barbosa Villas Bôas
Conselheira Nacional de Saúde
Segmento: Patologias e Deficiências/Hepatites Virais

MBHV Movimento Brasileiro de Luta Contra as Hepatites Virais
Hepatchê Vida
Porto Alegre/RS



06/01/2013 19:08

Está aberta seleção de projetos civis para prevenção as DST/Hepatite Virais/Aids

Dourados Agora/EC
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul, através do Programa Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, abriu edital de seleção de Projetos de Organizações da Sociedade Civil que trabalham na prevenção as DST/HV/Aids.
O objetivo dos projetos é promover a saúde, contribuindo para a melhoria da autoestima, no estímulo ao autocuidado, não se restringindo apenas ao uso dos serviços de saúde.
Entre as designações dos projetos está o auxílio às pessoas que vivem com o HIV/Aids, gerindo melhor a sua condição de saúde, retardando o aparecimento de infecções oportunistas ligadas à Aids, devido à mudança de hábitos cotidianos, ou mesmo no que se refere à melhoria no acesso aos serviços, tratamentos, cuidados e apoio social.
Os projetos selecionados terão abrangência em todos os municípios de Mato Grosso do Sul e nas regiões de fronteira como Paraguai e Bolívia.
As propostas deverão ser encaminhadas por meio postal com data limite de postagem até o dia 2 de março deste ano.
Os procedimentos para envio e informações sobre a seleção dos projetos estão no edital de seleção pública nº 05/2012 publicados nas páginas 4 e 5 do Diário Oficial de sexta-feira.

Está aberta seleção de projetos civis para prevenção as DST/Hepatite Virais/Aids


 Socializando...

Abs

Nádia Elizabeth Barbosa Villas Bôas
Conselheira Nacional de Saúde
Segmento: Patologias e Deficiências/Hepatites Virais

MBHV Movimento Brasileiro de Luta Contra as Hepatites Virais
Hepatchê Vida
Porto Alegre/RS



06/01/2013 19:08

Está aberta seleção de projetos civis para prevenção as DST/Hepatite Virais/Aids

Dourados Agora/EC
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul, através do Programa Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, abriu edital de seleção de Projetos de Organizações da Sociedade Civil que trabalham na prevenção as DST/HV/Aids.
O objetivo dos projetos é promover a saúde, contribuindo para a melhoria da autoestima, no estímulo ao autocuidado, não se restringindo apenas ao uso dos serviços de saúde.
Entre as designações dos projetos está o auxílio às pessoas que vivem com o HIV/Aids, gerindo melhor a sua condição de saúde, retardando o aparecimento de infecções oportunistas ligadas à Aids, devido à mudança de hábitos cotidianos, ou mesmo no que se refere à melhoria no acesso aos serviços, tratamentos, cuidados e apoio social.
Os projetos selecionados terão abrangência em todos os municípios de Mato Grosso do Sul e nas regiões de fronteira como Paraguai e Bolívia.
As propostas deverão ser encaminhadas por meio postal com data limite de postagem até o dia 2 de março deste ano.
Os procedimentos para envio e informações sobre a seleção dos projetos estão no edital de seleção pública nº 05/2012 publicados nas páginas 4 e 5 do Diário Oficial de sexta-feira.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Coletiva de Imprensa Dia Mundial de Luta Contra Aids do Ministério da Saúde


Prezado(a)s
 
Abaixo, o informe que acabei de receber sobre a Coletiva de Imprensa Dia Mundial de Luta Contra Aids do Ministério da Saúde, onde serão divulgados os dados epidemiológicos da Aids no Brasil.
 
Atenção, a coletiva é amanhã de manhã!  Mais uma vez a sociedade civil é leva uma volta do Ministério da Saúde!
 
Alguém sabe informar se alguém da sociedade civil foi convidado para esta coletiva de imprensa?  CNAIDS e CAMS?
 
Abraços!

Willian Amaral

Coletiva de Imprensa Dia Mundial de Luta Contra Aids


Coletiva de Imprensa Dia Mundial de Luta Contra Aids


DATA:                   20 de novembro de 2012
HORÁRIO:          10h30
LOCAL:           Auditório Emílio Ribas
END.:              Ministério da Saúde – Esplanada dos Ministérios Ed. Sede - Térreo
TRAJE:            Passeio Completo

Obs: A Coletiva será transmitida em tempo real pela internet pelo endereço: http://www.aids.gov.br/mediacenter

² Composição da Mesa
1.     Ministro de Estado da Saúde e Presidente do CNS – Alexandre Padilha
2.     Secretário de Vigilância em Saúde – Jarbas Barbosa
3.     Representante da UNAIDS no Brasil – Pedro Chequer
4.       Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais- Dirceu Bartolomeu Greco
5.     Representante de Movimento Social

² Apresentação dos Dados Globais da Aids
Representante da UNAIDS no Brasil – Pedro Chequer

² Apresentação da Mobilização e da Campanha do Dia Mundial de Luta Contra Aids
     Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais- Dirceu Bartolomeu Greco

² Apresentação do Vídeo da Campanha de 2012 (30’’)

² Apresentação dos Dados Epidemiológicos de HIV/Aids no Brasil
    Secretário de Vigilância em Saúde – Jarbas Barbosa

² Pronunciamento
     Ministro de Estado da Saúde – Alexandre Padilha

² Atendimento à imprensa

² Encerramento

CONTATOS:
·          EUNICE DE LIMA – Assessora Chefe do Núcleo de Eventos e Cerimonial: (61) 9221-7949
·          CAROLINA GONTIJO – Núcleo de Eventos e Cerimonial SVS: (61) 9236-7760
·          LUCIANA TORRES – Núcleo de Eventos e Cerimonial SVS: (61) 8182-4883



Pessoal,
E a Sociedade Civil fará o quê?
Quais pontos abordaremos junto à imprensa para dar visibilidade à nossa agenda política?
Teremos um manifesto unificado no dia 1º?
No Pará, o Fórum fará um Ato Público, na manhã do sábado dia 1º.

Vamos conversando...

Kiko

quem esta nos representando pois ate agora nao vi e ainda a nete ta ruim muito ruim,


Simoni Bitencourt
GAPP-HIV/AIDS
Casa de passagem-Ponta Porã-MS
Quem está representando a sociedade civil?

Foi alinhado algumas estratégias sobre a ações para o dia 01 em relação a essa coletiva?

Precisamos saber sobre essa questão.Principalmente em relação as ações que iremos fazer em nossas bases voltadas para P doa 01,explanar isso lá dentro,dando visibilidade ao movimento social seria importante.

Att.Diego Callisto via IPhone 

Simoni,
Esta é uma ação do governo e não acho que deveríamos estar lá posando de papagaio de pirata.
Nós temos é criar ações nossas. Por isso perguntei se o MOVAIDS fará algum ato nacionalmente.
Vamos conversando...

Kiko

Diegão e Simoni... isso foi proposto há muuuito tempo, no início de novembro. Mas o email do PT, por exemplo, fez mais sucesso.
Att.
Beto Volpe


Desculpe, Kiko.. deveríamos sim, pra fazer uma bela manifestação, ainda que de poucas pessoas. Toda a imprensa tava lá, deu pra perceber.
Att.
Beto Volpe

concordo com vc sim mais na programação tinha sociedade civil por este fato pergunto


Simoni Bitencourt
GAPP-HIV/AIDS
Casa de passagem-Ponta Porã-MS
O nosso companheiro RENATO DA MATTA estava la, por acaso,  e fez o papel que todos esperavam. Rebateu todas as falas e colocou em xeque a postura do Governo quanto ao Programa de Aids. Vamos aguardar os informes para podermos nos posicionar.

Josimar Pereira da Costa


Ok, Beto.
Mas..me pergunto porque não fazermos uma ação nossa?
Não temos camacidade de mobilizar a imprensa para expor nossa perspectiva sobre a epidemia?
Precisamos sempre ser coadjuvantes das agendas governamentais e suas pirotecnias?
Vamos conversando...

Kiko


Josimar,
Eu não assisti a entrevista, mas parabéns ao Renato.
Mas podemos acompanhar as matérias na imprensa e verificar se alguma delas descreverá a fala do ativista. Duvido.
Por isso precisamos provocar um fato nosso. Assim nossa fala será publicada.
Vamos conversando...
Kiko
Mas nós vamos fazer. De forma um tanto desarticulada, mas vamos. Em SP, por exemplo, Fórum de ONGs, RNP+, MNCP e RNAJVHA farão ato conjunto (viva!) em frente à secretaria de  estado da saúde. E a idéia da cruz que não sai de minha cabeça, rsrs....
Com relação à capacidade de mobilizar a imprensa, vamos lembrar que não somos mídia há muito tempo, só nesses factóides. Aí entra um de meus inspiradores Torquato Neto, mentor do tropicalismo e sua máxima: o primeiro passo é ocupar o espaço.
Era só ter tido um mínimo de boa vontade e poderíamos ter envergado nosso traje passeio e feito uma senhora intervenção, com faixas, nariz de palhaço e tudo o mais que convém a um movimento social comprometido.
Mãããããsss, como diria Golias, somos parceiros, né?
Beto Volpe

Vai ser às dez horas do dia 30, pelo fato do dia mundial cair num sábado e no dia primeiro serão as ações locais. A RNP+SP está sugerindo a realização de candlelights, uma vez que a origem desse ato foi dar visibilidade à epidemia. Hoje, como antes e sempre....
Beto Volpe

Companheir@s o Pará está torcendo que realmente nós possamos realizar um ato politico ao mesmo tempo em vários Estados.No Pará vamos distribuir documento aberto para a população,vamos está vestidos de preto,usaremos apitos e nariz de palhaço,não vamos fazer uma ação de prevenção e sim de amadurecimento politico com a presença da mídia.

Cledson Sampaio


Companheir@s: Boa tarde!

salvo melhor juízo, de todos os e-mails que recebi até este momento sobre o assunto acima, não vi outro nome citado que estaria no evento que não fosse o Renato da Matta e, mesmo assim,  por acaso estava lá (obrigado Renato, compartilhe suas impressões, por favor).

Pergunta que não quer calar: quem estava representando a Sociedade Civil “Organizada?!” nesta coletiva?

Abs. Regina Bueno.





sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Novos desafios para o programa contra a Aids{Globo A+}

Novos desafios para o programa contra a Aids

Efeitos colaterais e burocracia são barreiras ao atual tratamento dos doentes no país. Cartilha recomenda uso de cabelos compridos para disfarçar acúmulo de gordura


Remédios tomados por um soropositivo em um mês
Foto: Ana Branco
Remédios tomados por um soropositivo em um mês Ana Branco
RIO - Josimar Pereira atende o telefone com luvas. Sua mão está ressecada, com feridas nas dobras. Aos 50 anos de idade, há 18 diagnosticado com o vírus da Aids, ele desconfia que possa estar desenvolvendo alergia a um dos remédios que usa. Sentada ao lado dele, Mara Moreira, 36 anos, metade da vida com Aids — infectou-se na primeira relação, com o então marido — mostra os acúmulos de gordura em seu corpo, problema conhecido como lipodistrofia e mais uma das consequências da medicação anti-HIV. Indignada, ela mostra um livreto informativo sobre a disfunção, distribuído pelo Ministério da Saúde durante o 9º Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, realizado em São Paulo na última semana de agosto. Na cartilha, recomenda-se às vítimas de lipodistrofia usar cabelos compridos e roupas largas, para esconder os sintomas.
— O SUS oferece cirurgias de lipoaspiração, mas conseguir um horário num hospital é a nossa aflição. O incômodo maior não é estético, mas imaginar o mal que essa gordura toda está fazendo ao meu organismo — diz Mara.
Reprodução assistida
Ela chega para a entrevista, na sede carioca da ONG Pela Vida, no Centro do Rio, com um caderno onde estão listados os vários assuntos que tem para falar. E, sem querer, acaba fazendo um mapa das atuais aflições do programa anti-HIV/Aids no Brasil (ou de parte delas). A doença, que teve os primeiros registros no país no início da década de 1980, ingressa no século XXI impondo novos desafios ao programa oficial, considerado referência. Entre as questões a serem enfrentadas estão os efeitos colaterais graves trazidos pelos coquetéis (que aumentaram a sobrevida mas desencadearam reações não previstas), a tendência de aumento da incidência da doença entre jovens e gays, a diminuição no uso de preservativos, as aposentadorias para os soropositivos e a reprodução assistida entre os sorodiscordantes (casais em que apenas um dos cônjuges tem HIV).
Mara mantém uma relação sorodiscordante — seu namorado não tem HIV — e o casal quer ter um filho. Não existe orientação oficial a respeito, embora haja o risco de transmissão do vírus para os filhos. O namorado de Mara tem alergia a látex, e ela, por sua vez, tem dificuldade para encontrar camisinha feminina — feita de poliuretano — nos postos de saúde. Passou os últimos dois anos lutando na Justiça para obter auxílio do INSS por invalidez: o laudo do SUS considerando-a inapta para o trabalho foi rejeitado pelo instituto. E o pior: hoje, em estado de falência terapêutica — quando a medicação deixa de fazer efeito —, ela precisou de um mandado de segurança para adquirir o único remédio que talvez possa ajudá-la, pois o produto ainda não passou por todos os trâmites de liberação do Ministério da Saúde.
— O Brasil tem um programa anti-HIV/Aids que durante 20 anos realizou avanços essenciais, principalmente em relação à pesquisa científica e à oferta de medicamentos. Mas os desafios agora são outros — diz Denise Herdy, professora de Ciências Médicas da Uerj e coordenadora do grupo terapêutico Com Vida, do Hospital Universitário Pedro Ernesto.
Ao enumerar quais seriam as atuais barreiras ao programa no Brasil, Denise demonstra que Mara está em uma parcela imprecisa, porém significativa, das cerca de 210 mil pessoas em tratamento contra o HIV/Aids no SUS atualmente.
— O Brasil tem um programa anti-HIV/Aids que, durante 20 anos, realizou avanços essenciais, mas agora os desafios são outros. A questão previdenciária precisa ser revista; o conceito atual de “estou doente, não posso trabalhar”, precisa ser substituído por “como posso trabalhar estando doente?” Há também a questão legal da reprodução assistida entre sorodiscordantes: o governo deve intervir nisso, seja para estimular ou para evitar? E, ainda, uma prática médica de intersetorialidade que precisa ser disseminada, e isso é tão mais importante quanto mais se descobrem novos efeitos colaterais das medicações — diz Denise Herdy, professora de Ciências Médicas da Uerj e coordenadora do grupo terapêutico Com Vida, do Hospital Universitário Pedro Ernesto.
A origem do problema
Renato da Matta, 48 anos, doente há 12, também não consegue se aposentar. O laudo do posto municipal onde ele se trata, no Engenho de Dentro, detalhando o estágio atual da doença e os danos colaterais dos medicamentos, não foi suficiente para o INSS, que o considerou apto para o trabalho. Está vivendo com o que sobra da aposentadoria da mãe.
— A origem do problema é que os peritos veem a Aids como um mal crônico e cujos desdobramentos são conhecidos. Mas a Aids é uma imunodeficiência adquirida e degenerativa e cujos efeitos ainda estão sendo descobertos. Eu tenho uma resistência óssea de uma pessoa de 60, 70 anos, tenho danos nos meus sistemas nervoso e linfático, mas sou considerado apto pelos peritos do INSS. Eles olham apenas para a contagem do CD4 (células do sistema imunológico) e para a carga viral (quando o primeiro indicador está alto e o segundo baixo, significa que o tratamento anti-HIV está surtindo efeito) — conta Renato.
Em nota, a diretora de Saúde do Trabalhador do INSS, Verusa Guedes, nega que o instituto leve em conta somente a contagem de CD4 e a carga viral. “A condição clínica do segurado é considerada de forma completa”, afirma. “Não são analisadas apenas as doenças, mas a incapacidade laboral”.
Ativista e membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Renato esteve em Washington no início de agosto para a 19ª Conferencia Internacional da Aids. Lá, presenciou o discurso do diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites virais do Ministério da Saúde brasileiro, Dirceu Greco. Um pequeno trecho de sua fala — ao ser perguntando o que lhe tirava o sono no combate à Aids, respondeu que “dormia tranquilo” — motivou o lançamento, no final daquele mês, de um manifesto, chamado “O que nos tira o sono”, reunindo cerca de 50 especialistas e integrantes de ONGs com críticas ao atual cenário da Aids no Brasil. A queixa central é que, para manter o reconhecimento internacional do programa, o governo brasileiro não tem reagido ou sequer interpretado corretamente dados preocupantes levantados pelo próprio Ministério da Saúde, disponíveis no último Boletim Epidemiológico da Aids, de julho de 2011.
— O boletim mostra um aumento da prevalência do HIV entre jovens alistados; um aumento nas notificações de Aids entre homens homossexuais; e, pela primeira vez desde o início da epidemia, uma redução no uso do preservativo. Numa perspectiva de saúde pública, esses indicadores deveriam ser suficientes para acender uma luz vermelha e levar o estado a reorientar sua política — analisa Alexandre Grangeiro, pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da USP e um dos autores do manifesto.
Em maio, o relatório “A Saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro”, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz a pedido da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, já acusava uma suposta estagnação do programa nacional anti-HIV/Aids. Em capítulo dedicado ao tema, o documento diz: “Parece que o ímpeto inicial que caracterizou o programa em suas primeiras décadas arrefeceu. O nível de incidência de Aids estabilizou-se, em um patamar muito elevado: mais de 30 mil casos anuais na última década. A proporção de casos com diagnóstico tardio é elevada. A rede de serviços especializados não está aumentando, e com a maior sobrevida dos pacientes, encontra-se sobrecarregada. Ao contrário do que se tem observado em outros países que também instituíram programas de acesso universal ao tratamento e têm observado queda na incidência de novas infecções, o Brasil não tem conseguido diminuir a incidência do HIV/Aids. Faz-se necessária a correção de rumos do programa, para que seja reduzida a transmissão da doença”.
Responsável pelo capítulo, o professor da USP e ex-diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde Expedito Luna comenta:
— O que esperávamos, com um programa que oferece o tratamento gratuito e universal, seria a redução do número de casos e da incidência. No meu entendimento, a estabilização da incidência (em 0,6% da população em geral desde 2004) é, em certa medida, um indicador do sucesso do programa, porém, evidentemente, se esta estabilização ocorresse em um nível mais baixo, seria menos preocupante.
Cazú Barroz, 39 anos, doente há 22, é a cara — literalmente — dos avanços e desafios do combate à Aids no Brasil. Garoto-propaganda de várias campanhas de conscientização do Ministério da Saúde, com atuações inclusive no exterior, ele não consegue encontrar o medicamento de que precisa num posto municipal de Copacabana onde se trata. Na verdade, não consegue sequer marcar a consulta em que será feito o pedido de exame cujo resultado recomendará a continuidade, ou não, do remédio que vinha tomando.
— O médico só tem horário para novembro — diz Cazú.
Insegurança e carência
Cleverson Fleming, 22 anos, descobriu a doença em 2008, quando precisou passar por exames num concurso para sargento, dentro do quartel onde servia. Foi eliminado. Atualmente, recebe uma bolsa de pesquisa em Ciências Sociais da UFRJ, universidade que lhe oferece também o tratamento anti-HIV, pelo Hospital Escola São Francisco de Assis. Além da insegurança no acesso aos medicamentos, queixa-se da carência de especialidades no atendimento:
— Eu estou precisando de um dentista, por exemplo. E acompanhamento psicológico. A menos que a gente esteja com depressão mesmo, o psicólogo não vem até você, não o procura. As ONGs estão sobrecarregadas, porque o olhar humano sobre a doença não é o foco do governo, que acha que as pessoas só fazem sexo no carnaval. Um amigo meu foi aconselhado pela própria atendente de um CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) a terminar um namoro sorodiscordante. Nunca tive muitos problemas para conseguir meus remédios, mas acho que essa história de “um dos melhores programas anti-Aids do mundo” está impedindo a gente de querer melhorar.
Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa rebate as críticas. O secretário diz que o manifesto “O que nos tira o sono” não traz qualquer proposta para a melhoria do programa e defende a estabilização das taxas como indicador de sucesso.
— Críticas fazem parte do processo de políticas públicas, mas é preciso ter algo a acrescentar. Qualquer pessoa que trabalha com saúde sabe que o importante são as taxas, porque a população de um modo geral cresce. A de incidência da doença tem, sim, um leve aumento, mas não no Sudeste, onde está a maioria dos casos — aponta Jarbas Barbalho.
Reconhecendo dificuldades no combate à Aids no país, o secretário enumera, por outro lado, as ações que a pasta tem tomado para enfrentar um novo perfil da epidemia, baixa na população em geral e alta em grupos específicos.
— Do ponto de vista do Ministério da Saúde, os grandes desafios da epidemia no Brasil, hoje, são semelhantes aos de países desenvolvidos, que é a detecção precoce e como alcançar grupos muito restritos, que têm dificuldade de buscar tratamento na rede pública. Para atacar o primeiro problema, recentemente passamos a ser um dos primeiro países a ampliar a indicação do uso do antirretroviral, que poderá ser administrado a todas as pessoas com contagem de CD4 menor ou igual que 500 células/mm3 (anteriormente, o parâmetro para início do tratamento era menor ou igual a 350 células/mm3). Em relação ao segundo problema, temos uma prevalência do HIV entre jovens gays que chega a 10% e, entre travestis e profissionais do sexo, de 5%. Para isso, colocamos na rua um projeto piloto, que será expandido a todas as capitais, com unidades de saúde móveis, rodando à noite e indo até os pontos de concentração dessas populações, com testagem rápida.
Superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental no Estado do Rio, Alexandre Chieppe considera a situação da região “preocupante” — em 2010, o Rio teve uma taxa de incidência de Aids de 28,2 para cada cem mil habitantes, bem acima da média nacional, de 17,9 para cada cem mil —, mas também apresenta as medidas de combate à doença que tem tomado:
— O Rio tem números preocupantes, como um aumento da mortalidade desde 2007. No meu entendimento, a origem do problema não está na falta de remédios nem de preservativos, mas, principalmente, no subdiagnóstico ou diagnóstico tardio. Por isso, estamos promovendo a descentralização da testagem e eventos de troca de informações com as prefeituras menores. Neste momento, o grande objetivo é o impacto imediato na redução da mortalidade por Aids.
Reportagem publicada no vespertino para tablet O GLOBO A MAIS
http://oglobo.globo.com/ciencia/novos-desafios-para-programa-contra-aids-6079888


__._,_.___
Anexo(s) de Francisco Adalton
1 de 1 arquivo(s)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST_Link_AO VIVO_

Subject: IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST e o V Fórum Comunitário.


 Prezad@s,

 O congresso será transmitido a partir dos links abaixo caso queiram assisstir via web. Abraços, Luciana


 IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST e o V Fórum Comunitário.
A abertura oficial dos eventos será a partir das 19 horas no Centro de Convenções do Anhembi em São Paulo. Logo após, o cantor e compositor Tom Zé fará um show aberto ao público no auditório Celso Furtado.
Se você não vai ao evento, pode acompanhar os principais acontecimentos, todos os dias, ao vivo, por meio do site dos eventos. Basta acessar os links abaixo para fazer a sua escolha. Serão 3 links simultâneos com temas diferentes a serem abordados. Cada link tem uma agenda própria.
Vale lembrar que o V Fórum Comunitário já iniciou hoje e também pode ser acompanhado pelos links ao vivo.

Acesse, escolha sua agenda e participe!


1. LINK 01 - Salas e Plenárias - http://sistemas.aids.gov.br/congressoprevencao/2012/index.php?q=node/87
2. LINK 02 - Salas e Plenárias - http://sistemas.aids.gov.br/congressoprevencao/2012/index.php?q=node/89
3. Por dentro do Congresso - http://sistemas.aids.gov.br/congressoprevencao/2012/index.php?q=node/91

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

"Podemos Descartar Uma Cura Eficiente do HIV"

"Podemos Descartar Uma Cura Eficiente do HIV"

O infectologista que isolou o vírus da Aids recebe com cautela o recente anúncio de que dois homens se livraram da doença após transplante de medula óssea. Para ele, a melhor estratégia de enfrentamento é investir em uma vacina preventiva.

 
A euforia da comunidade científica internacional com o principal estudo divulgado durante a 19ª Conferência Internacional sobre Aids está longe de ser unânime.  Robert Charles Gallo - o infectologista norteamericano que descobriu e isolou o vírus HIV em 1983 - mantém cautela em relação à cura de dois pacientes soropositivos em Boston após serem submetidos a um transplante de medula óssea.
 
Em entrevista exclusiva ao Correio, por email, o diretor do Instituto de Virologia Humana da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland admite que o tratamento apresentado pelo médico Daniel Kuritzkes, em Washington, não tem qualquer vantagem prática, além de ser extremamente arriscado e impossível de ser replicado em larga escala.
 
Gallo prefere ser realista: trabalha com a hipótese de uma vacina preventiva, apesar de reconhecer que ela não eliminará o vírus. "Eu acho que podemos descartar uma cura eficiente do HIV em um futuro previsível próximo", admitiu. O cientista - que também desenvolveu o primeiro teste sanguíneo para detectar a Aids - esboça otimismo ao reconhecer o progresso contínuo da ciência básica e as suas tentativas de entender a vulnerabilidade do HIV. "Veremos alguns testes clínicos interessantes surgirem nos próximos dois anos", acredita. Na opinião de Gallo, o Brasil segue na vanguarda do tratamento da doença, com "grandes contribuições no desenvolvimento de medicamentos genéricos".

Dois pacientes teriam se livrado do HIV após o tratamento com Antirretrovirais e um transplante de medula óssea. O senhor considera que eles ficaram curados?

O termo cura, na minha opinião, é um exagero. Os cientistas não estão falando apenas sobre a doença, mas sobre uma cura total do vírus. Em outras palavras, a afirmação é de que não existe mais vírus no corpo dos pacientes. No entanto, infelizmente, essa conclusão não pode ser feita até o exame post mortem explorar os tecidos de ambos e procurar por sequências virais. Nós sabemos que esse é o caso em estudos com macacos.

Somente é possível dizer que eles foram curados se o vírus estiver completamente suprimido. Na verdade, eles não foram apenas tratados com Antirretrovirais. Pelo menos no caso do primeiro paciente, sabemos que ele tinha um tipo de câncer que também foi tratado com a total destruição de sua medula óssea (por radiação), seguida de um transplante de células-tronco de medula óssea, de um doador normal com genética rara - ele não tinha a molécula conhecida como CCR5, um receptorchave para que o HIV entre e infecte as células. Essa técnica não tem, absolutamente, nenhuma vantagem prática e não oferece qualquer novo insight conceitual real. Ela tem sido discutido há anos, e é hora de pararmos de falar sobre isso.

Então, o transplante não seria um bom método para tratar a Aids?

Não. Eu não acho que seja possível realizá-lo, na prática, em um nível de larga escala.

Isso porque tais doadores que não possuem a CCR5 são raros e eles não podem tornar suas medulas ósseas disponíveis para o mundo. O receptor precisaria de sua medula óssea ablacionada (removida).

Quais seriam os principais riscos dessa técnica?

Não se trata apenas do risco, mas da falta de doadores suficientes que não tenham a molécula CCR5. Certamente, tal técnica seria perigosa para o tratamento de uma pessoa soropositiva em larga escala. É provável que muitas delas morreriam.

O que é mais urgente e realista: uma vacina preventiva ou uma vacina capaz de matar o vírus?

A primeira opção, uma vacina preventiva. Uma vacina usada para controlar o vírus, em estudos com cobaias animais, nunca tem se mostrado muito eficiente e, certamente, não levará à cura. Ela não vai ser capaz de eliminar cada uma das células infectadas.

 
Se isso ocorrer, seremos capazes de atingir a maior parte dos pacientes, se não todos, nas nações em desenvolvimento. Os Estados Unidos têm mantido o desejo de que esse programa continue e tem cuidado de aumentar o financiamento, apesar de nossas dificuldades econômicas neste momento. Uma vez mais, os EUA podem usar ajuda adicional de outras nações ricas, incluindo o Brasil.

O Brasil ainda está na vanguarda do tratamento e da prevenção da Aids?

Eu diria que sim, pois o Brasil é um país que se mantém atualizado sobre várias drogas e que tem fornecido grandes contribuições no desenvolvimento de medicamentos genéricos, acessíveis à maior parte da população. Seus cientistas clínicos e funcionários da área da saúde têm se mantido atualizados desde os primórdios da epidemia. O envolvimento da mídia sempre tem sido proativo.

Como o senhor vê a importância e a eficácia da Truvada, a primeira pílula de prevenção do HIV aprovada pelo FDA (organismo regulador de medicamentos e alimentos dos EUA) e comercializada?

Quando um funcionário de laboratório ou um trabalhador da área de saúde se expunha à possibilidade de infecção após ficar exposto ao HIV, ele recebia uma droga com propriedades antiHIV. E precisamos assumir que ficaram protegidos porque a vasta maioria nunca se infectou. Então, por que a Truvada? Simplesmente porque o laboratório Gilead Sciences a produziu, combinando duas drogas interessantes. Penso que é um avanço legal, mas não prático para o mundo. Ela será excessivamente cara, e os vírus podem escapar dessas drogas por meio de mutações. Então, ocorrerá uma resistência. Além disso, uma das duas drogas da Truvada pode ser tóxica para os rins. Não se trata de uma panaceia. Eu não acredito que a pílula terá uma longa duração e será amplamente aplicada, como estão afirmando.

 
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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Manual de atividades físicas p/ pessoas vivendo com HIV e AIDS

Prezad@s,
 
No anexo,  a publicação RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS PARA PESSOAS VIVENDO COM HIV E AIDS, enviada por nosso colega Salvador.
 
Sobre o manual: 
"...Tem como objetivo a discussão qualificada do tema, com recomendações para subsidiar os profissionais de saúde na sua prática diária com portadores do HIV e aids". 

abraços,
Ana

De: Salvador P. Corrêa Junior <>
Data: 5 de julho de 2012 13:48
Assunto: Nova Publicação do MS

 "RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS PARA PESSOAS VIVENDO COM HIV E AIDS"
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2012/51379/manual_atividade_fisica_pdf_30859.pdf



--
Salvador Pereira Corrêa Junior
Gestor Interino - Desenvolvimento Social/BEMFAM
Telefone:
(21) 38612420    Skype: salvador-correa
http://www.grupobemfam.org.br/bemfam




manual_atividade_fisica_pdf_30859.pdf
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terça-feira, 19 de junho de 2012

FOTOS RIO+20 EStande do CEDAPS(AO VIVO)

ENTRDA DO EVENTO, No ATERRO

DETALHES DAS PLACAS DE PROTESTO








Estande do CEDAPS, Onde houve palestra com os ativistas do movimento social

BELO EXEMPLO DE COLCHA DE RETALHOS


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Carta manifesto ONGs Tuberculose Rio+20

 DO RIO Á RIO+20 CÚPULA DOS POVOS( LOGO)
 FORUM ONGS TB RJ  (LOGO)


Carta manifesto para os governos, lideranças e formadores de opinião, entidades
médicas e científicas e população em geral – Rio de Janeiro, Junho de 2012.
Nós, ONGs TB participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento
Sustentável (UNCSD) Rio+20, chamamos a atenção para a importância do Combate à
Tuberculose.
Combater a Tuberculose – O desafio
   A tuberculose (TB) é uma das enfermidades mais antigas do mundo. Mas não é uma
doença do passado como muitos imaginam. Segundo estimativas da OMS, dois bilhões
de pessoas, o que corresponde a um terço da população mundial, está infectada pelo
Mycobacterium tuberculosis. Destes 9 milhões, desenvolverão a doença e 2 milhões
morrerão a cada ano.

   O Brasil faz parte do grupo de 22 países responsáveis por 80% do total de casos de
tuberculose no mundo, com 36 casos registrados da doença para cada 100 mil
habitantes. Apesar dos avanços, a doença ainda esta longe de um controle efetivo. No
país, a tuberculose representa a quarta causa de óbitos por doenças infecciosas (4,6 mil
mortes em 2010) e a primeira entre pacientes com Aids.
   O Rio de Janeiro se destaca no quadro nacional por apresentar, historicamente, uma
das maiores incidências de tuberculose do país (70 / 100.000 habitantes), elevada
coinfecção TB/HIV e uma estimativa de 900 óbitos a cada ano. Números inaceitáveis

para uma doença que tem cura.
Vimos conclamar a população e cobrar das autoridades e gestores da saúde maior
empenho no enfrentamento da tuberculose e seus determinantes sociais. Acreditamos
que só por meio das seguintes ações seremos capazes de reverter os atuais indicadores
da tuberculose no Brasil e no mundo:
  •      Buscar o atingimento dos ODM (meta 6 - combate ao HIV/aids, malária,
       tuberculose e hanseníase); 
  •    Maior visibilidade e priorização das ações voltadas ao controle da Tuberculose e
       comorbidades, TB/HIV, diabetes, álcool e drogas;
  •      Promover campanhas de conscientização de massa sobre a importância da
      prevenção e do tratamento adequado da doença. Garantia de acesso ao
      diagnóstico precoce e a um tratamento de qualidade humanizado;
  •      Investimentos concretos no incentivo à pesquisa e produção nacional de novos
      métodos de diagnóstico e tratamento encurtado;
  •      Implementação e ampliação do tratamento supervisionado para Tuberculose,
      estratégia (DOTS), com ênfase na busca ativa de casos e incentivos de adesão ao
      tratamento para os pacientes como auxílio transporte e alimentação (Cestas
      Básicas); Fortalecimento do SUS e Programas de Saúde com a participação de
      Agentes Comunitários de Saúde e participação de pacientes;

  •      Combater a pobreza, a fome e a exclusão social, através da criação de programas
      e ações de inclusão, que gerem emprego e renda;
  •      Combater o estigma, o preconceito e a discriminação relacionados à TB;
  •      Maior rigor, transparência e compromisso social na aplicação e uso dos recursos
      públicos da saúde e dos Programas de Controle da Tuberculose;
  •      Fortalecimento, fomento e a sustentabilidade da participação da Sociedade Civil
      Organizada através de ONGs redes, fórum e grupos de pacientes TB & HIV/AIDS.
            Os governos têm uma dívida a reparar com essas populações
As ações de combate da tuberculose estão muito aquém de uma resposta efetiva de
controle, A cada dia a tuberculose continua a avançar de forma devastadora
principalmente nos segmentos mais vulneráveis da população, crescendo
acentuadamente nas periferias, nos bolsões de pobreza, entre a população de rua,
encarcerados e pessoas vivendo com o HIV/AIDS.
           Construindo uma resposta coletiva na Luta contra a Tuberculose
                   O papel da mobilização social no controle da tuberculose
    Nós, do movimento social de luta contra a Tuberculose e o HIV/Aids, acreditamos
    que só através da mobilização social, do compromisso político das autoridades, bem
    como, da melhoria das condições de vida da população junto à implementação de
    políticas públicas de moradia, trabalho e renda é que poderemos conter o avanço da
    doença. A retomada da mobilização social na luta contra a tuberculose no Brasil, por
    meio da criação de Fóruns, Grupos de Pacientes e redes sociais de luta contra a
    tuberculose, é um marco histórico e um importante instrumento político para mudar
    o dramático cenário da doença e a negligência da saúde junto às populações mais
    vulneráveis.
    Assinam essa carta manifesto o coletivo das entidades não governamentais:
               Fórum Estadual das ONG no Combate à Tuberculose – RJ
                                 Secretaria Executiva
              CEDUS - CEDAPS - GRUPO ÁGUA VIVA - GPV Niterói
                        REDE DE COMUNIDADES SAUDÁVEIS
                         Contato: forumongstbrj@yahoo.com.br