Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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sábado, 12 de maio de 2012

Especialistas dos EUA aprovam pílula preventiva contra Aids_Enviado por: "Renato da Matta"

Especialistas dos EUA aprovam pílula preventiva contra Aids

Enviado por: "Renato da Matta" damatta2003@   damatta2003

Sex, 11 de Mai de 2012 9:40 pm






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Resultados de estudos de referência publicados em 2010 demonstraram que a droga ajudou a repelir o HIV em homens homossexuais que adotam comportamentos de risco de 44% para quase 73%
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Consultores sanitários dos Estados Unidos recomendaram nesta quinta-feira a adoção da droga Truvada como a primeira pílula preventiva contra a Aids.
O Comitê de Aconselhamento de Drogas Antirretrovirais, que assessora a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos, aprovou por 19 votos contra 3 a prescrição do Truvada para homens homossexuais HIV-negativos, e por 19 votos a 2 (uma abstenção) receitar a droga para cônjuges não infectados cujos parceiros têm Aids.

O Truvada atualmente está disponível como tratamento para soropositivos em combinação com outras drogas antirretrovirais e a FDA o aprovou em 2004. A fabricante de medicamentos Gilead Sciences Inc., da Califórnia, apresentou uma solicitação para poder comercializá-lo com objetivos de prevenção.

Resultados de estudos de referência publicados em 2010 demonstraram que a droga, fabricada pela Gilead Sciences, ajudou a repelir o HIV em homens homossexuais que adotam comportamentos de risco de 44% para quase 73%.

Mas críticos observam que a pílula é cara - custa até US$ 14 mil ao ano - e outros alertam que o teste clínico não representa as circunstâncias do mundo real e poderia provocar um aumento na prática de sexo sem proteção e em uma retomada nos casos de Aids.

Os dados usados provêm principalmente do Estudo de Prevenção do HIV iPrEx, pesquisa realizada entre julho de 2007 e dezembro de 2009 em seis países: Brasil, Equador, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

O estudo foi realizado com 2.499 homens homossexuais, inclusive 29 transexuais, com idades entre 18 e 67 anos, sexualmente ativos, mas não infectados com o vírus causador da Aids.

Os participantes foram selecionados ao acaso para tomar uma dose diária de Truvada - combinação de 200 miligramas de emtricitabina e 300 milligramas de tenofovir disoproxil fumaratoo - ou um placebo.

Aqueles que tomaram o novo medicamento com regularidade tiveram uma incidência quase 73% menor de infecções. Em todo o estudo, incluindo aqueles que não fizeram um uso tão seguido do Truvada, houve 44% menos infecções do que entre aqueles que tomaram o placebo.

O método de ingestão do medicamento antes da potencial exposição ao HIV é denominado profilaxia pré-exposição (PrEP).

Depois da publicação do estudo no periódico New England Journal of Medicine, alguns especialistas saudaram os resultados, denominando-os de uma virada de mesa e a primeira demonstração de que um medicamento oral já aprovado poderia reduzir a probabilidade de infecções por HIV.

No entanto, outros alertaram para os riscos de se depender nas pessoas - particularmente naquelas que já tiveram comportamentos de risco - em ingerir uma pílula diária.

"Poderá haver um aumento do risco para os homens que, acreditando falsamente estar 100% protegidos, parassem de usar preservativos. Uma redução no uso do preservativo significaria um risco maior de transmissão e disseminação de um vírus resistente a medicamentos", alertou em um comunicado a Aids Healthcare Foundation.

"Os 44% que se beneficiaram do Truvada no estudo iPrex foram aconselhados mensalmente e fizeram exames frequentes para detectar infecções sexuais, algo que não é verossímil no mundo real", acrescentou.

Os homens homossexuais representam mais da metade dos 56 mil novos casos de HIV nos Estados Unidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país.

Uma análise do custo e benefício, realizada no mês passado por especialistas da Universidade de Standford, sugeriu que o medicamento seria financeiramente viável entre homens gays com cinco parceiros ou mais ao ano, mas seria proibitivamente caro se promovido para todos os homossexuais masculinos.

Fonte - Uol

 Grupo Apoio Soropositivos      
http://br.groups.yahoo.com/group/apoiosoropositivos/



Renato da Matta
Valeria Saraiva
 

domingo, 6 de maio de 2012

Descoberta pode abrir caminho para novo tipo de antibiótico

Inibição da proteína que permite a evolução de infecções bacterianas pode ser o passo inicial no desenvolvimento de remédios que substituam os antibióticos

Infecção bacteriana: a proteína calpaína, envolvida no processo de infecção, pode ser a solução para tratamentos sem uso de antibióticos
Infecção bacteriana: a proteína calpaína, envolvida no processo de infecção, pode ser a solução para tratamentos sem uso de antibióticos (Thinkstock)
Pesquisadores da Universidade de Manchester descobriram uma proteína celular que pode levar ao desenvolvimento de medicamentos alternativos aos antibióticos. Segundo estudo publicado no periódico PLoS ONE, a desativação da proteína celular calpaína faz com que seja possível evitar o avanço de infecções bacterianas – o que evitaria o uso de antibióticos. A terapia poderia, assim, ser uma segunda opção em casos onde o uso em demasia de antibióticos levou à resistência.

Saiba mais

Listeria 
O gênero Listeria contém sete espécies, sendo aListeria monocytogenes uma das mais conhecidas. A bactéria intracelular é uma das responsáveis por causar a listeriose, uma séria infecção alimentar que afeta principalmente idosos, grávidas e recém-nascidos. Entre os principais sintomas estão dor muscular, que pode ser precedida de diarreia ou outro sintoma grastrointestinal, febre e dores de cabeça. 
O estudo analisou a Listeria, um grupo de bactérias que é potencialmente letal em humanos. Descobriu-se, então, que essas bactérias conseguem manter uma infecção no corpo humano quando "pegam carona" na proteína calpaína. "As bactérias produzem uma série de substâncias químicas que as permitem invadir um hospedeiro e, por consequência, começar uma infecção", diz David Brough, coordenador da pesquisa.
De acordo com o especialista, a produção desses produtos químicos depende de uma série de fatores, como o tipo específico da bactéria, quais são os hospedeiros e se a infecção acontece dentro ou fora de uma célula. "Investigamos o crescimento da Listeria, uma bactéria patogênica que cresce dentro das células", diz Brough. Um passo essencial para o crescimento da bactéria e, assim, o da infecção, é a sua habilidade de se mover de dentro de um compartimento de uma célula para outra.
"Descobrimos que, para que esse tipo de bactéria se mova entre as células e cresça, a proteína calpaína da célula hospedeira precisa ser explorada. Sem a calpaína, a bactéria não pode se mover e, assim, não consegue crescer", diz Brough. Segundo ele, a descoberta abre possibilidades para o desenvolvimento de remédios que ajam diretamente nessas proteínas, bloqueando o curso das infecções, "o que poderia levar a uma redução na necessidade de antibióticos."

Fonte - Veja

 
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Moderadores

Terapia genética se mostra eficaz contra o HIV, mesmo 11 anos depoi

Pesquisa mostra que tratamento é seguro no longo prazo e que pode ser usado no futuro para combater outras doenças, como o câncer

Células T
Os pesquisadores encontraram as células T alteradas geneticamente no sangue de 98% dos voluntários. (Divulgação)
Mais de uma década depois de receber a terapia genética, um grupo de pacientes com HIV está saudável, sem sofrer com nenhum efeito colateral do tratamento. Mesmo assim, eles ainda têm de tomar medicamentos antirretrovirais. Esse é o resultado de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, que pretendeu medir a segurança da terapia genética no longo prazo. 

Saiba mais

ANTIRRETROVIRAIS 
Esse grupo de medicamentos surgiu na década de 1980 e atua no organismo impedindo a multiplicação do vírus. Eles não matam o HIV, mas ajudam a evitar que ele se reproduza e enfraqueça o sistema imunológico da pessoa infectada. Por isso, seu uso é fundamental para prolongar o tempo e a qualidade de vida do portador de Aids. 
TERAPIA GENÉTICATratamento que busca alterar o DNA de uma determinada célula, em busca de um resultado benéfico para a saúde de um paciente. Para isso, os cientistas precisam inserir um gene no núcleo da célula e fazer com que substitua outro, que na maioria das vezes está disfuncional. Os pesquisadores costumam usar como veículo desse gene um vírus ou retrovírus, pois esses vetores conseguem alterar o material genético de seu hospedeiro. Dentro da célula, o novo gene passa a fazer parte de seu DNA, e pode ser usado para tratar alguma doença.
Não existe nenhuma cura para o HIV, mas cada vez mais os cientistas buscam terapias capazes de manter o vírus sob controle por longos períodos de tempo, para que os pacientes não tenham que tomar remédios diariamente. Um dos mais promissores desses tratamentos é a terapia genética, que poderia melhorar o desempenho do sistema imunológico do paciente contra o HIV. Por meio de um retrovírus modificado os cientistas poderiam causar mudanças no DNA das células de defesa dos pacientes e ajudá-las a enfrentar a doença. No entanto, os primeiros testes com esse tipo de procedimento não foram animadores – parte dos voluntários desenvolveu leucemia com o passar do tempo. 
Agora, a equipe de cientistas analisou a saúde de 43 voluntários em três pesquisas feitas há 11 anos. Cada um deles recebeu versões geneticamente alteradas de suas próprias células T, glóbulos brancos extremamente importantes no sistema imunológico. Usando vetores retrovirais, cientistas fizeram com alguns genes dessas células fossem trocados. Assim, elas passaram a ser capazes de reconhecer o vírus da AIDS e atacar células infectadas com ele. 
Os pesquisadores perceberam que, 11 anos depois, todos os voluntários estavam saudáveis, apesar de ainda enfrentar o HIV. As células imunológicas geneticamente modificadas ainda estavam presentes em 98% deles. "Estão todos saudáveis", disse Carl June, coordenador do estudo. A pesquisa foi publicada na revista Science Translational Medicine
O resultado mostrou que nem todas as terapias genéticas com vetores retrovirais são tóxicas ao corpo. Outros fatores, como o tipo de gene usado e a célula alvo do tratamento, podem ser responsáveis pelos casos anteriores de leucemia. Segundo os pesquisadores, isso deve levar a mais pesquisas na área, e ao desenvolvimento de novos tratamentos com terapia genética para enfrentar outras doenças, como o câncer. 


Fonte - Veja


 
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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sindicato Médico critica "política de saúde genocida no Rio"




O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed-RJ), Jorge Darze, afirma que a constatação da presença de bactérias e coliformes fecais nas águas dos chuveiros utilizados por banhistas na orla do Rio, e a falta de ambulâncias nos grandes blocos de Carnaval, são reflexos do que qualifica como "a política de saúde genocida adotada pelo poder público no Rio". Ele diz ainda que a entidade pretende acionar o Ministério Público para que as irregularidade possam ser apuradas o mais rápido possível.
"Esta será uma entre as mais de 400 denúncias que já enviamos aos órgãos responsáveis. O papel do Estado no que diz respeito a assegurar o direito à saúde no Rio tem sido relegado a segundo plano. É uma política genocida, que atinge principalmente a população pobre. E isso pode ser constatado não só nas praias, mas também no abandono das unidades hospitalares. Estes problemas são todos esperados quando analisamos as varáveis envolvidas. Para nós, médicos, é até incoerente imaginar um sistema de monitoramento ambiental eficaz com a precariedade com a qual convivemos na nossa rede de saúde", critica.
Médicos ouvidos pela reportagem alertam que o consumo de água sem nenhum tipo de tratamento pode provocar diarreias, irritações nos olhos e na pele, além de patologias mais graves como infecções urinárias e intestinais, pneumonia, hepatite e leptospirose. Segundo os especialistas, a fiscalização torna-se ainda mais importante na medida em que é difícil relacionar a ingestão de líquidos impróprios às enfermidades já que, na maior parte das doenças listadas, os primeiros sintomas levam algum tempo para aparecer.
Na sexta-feira o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que fará uma nova análise nas águas dos chuveiros das praias para, depois do resultado, tomar as medidas cabíveis. O laudo ficará pronto na próxima semana.
Ambulâncias
O presidente do SinMed-RJ avaliou ainda que as 80 ambulâncias que, de acordo com o Caderno de Encargos da Prefeitura para o Carnaval 2012, deveriam ser disponibilizadas para acolher os foliões que curtiam os blocos da cidade não seria suficiente para atender sequer à demanda do Cordão do Bola Preta, que reuniu mais de 2 milhões no dia 28. Ainda assim, Jornal do Brasil constatou que não havia nenhuma ambulância nos eventos.
"A falta de estrutura pode deixar pessoas em risco de morte. Em casos mais complexos, como traumas na região da cabeça, é essencial que o resgate e os procedimento de socorro sejam feitos o quanto antes. Cada minuto que passa torna maior a chance de o acidentado morrer ou desenvolver alguma sequela", explica. "Já passou da hora de se conscientizar que o status de maior Carnaval do Brasil, como vem sendo alardeado, não se conquista apenas com base no número de pessoas que participam", desabafa.
O vereador Paulo Pinheiro (PSOL) enviou, na quinta-feira, requerimento às secretarias municipais de Turismo e Saúde para saber como se deu a contratação das ambulâncias para o Carnaval. Segundo ele, o documento deve ser respondido em até 30 dias.



 
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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Membros da RNP+ Brasil discutem possibilidade de institucionalizar a

Membros da RNP+ Brasil discutem possibilidade de institucionalizar a

Enviado por: "RENATO DA MATTA

Seg, 8 de Ago de 2011 10:45 pm



 A ideia de institucionalizar a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids, a RNP+ Brasil, ganhou destaque durante o IV Encontro da Rede, que terminou na tarde desse domingo em Atibaia, interior paulista. “Ainda iremos discutir muito este assunto, mas talvez essa seja uma opção para melhorar nossa capacidade de captação de recursos com vista à ampliação das nossas ações, mas sem perder a característica de universalidade da Rede”, explicou o novo secretário nacional da RNP+ Brasil, Lucas Soler.

Lucas, que passou a ocupar durante o encontro o cargo deixado por Marco Aurélio da Silva, contou à Agência de Notícias da Aids que os três dias de reuniões foram úteis para além de resgatar as lembranças daqueles que morreram em decorrência do HIV, definir os novos desafios da Rede.

Segundo o ativista, irão constar no documento político do encontro, a necessidade de uma lei que criminalize a discriminação contra os portadores do HIV, sobretudo no âmbito laboral; a importância de se enfrentar a feminização da epidemia, garantindo as mulheres o direito de ser mãe; e a enorme preocupação dos membros da Rede com os constantes desabastecimentos de antirretrovirais e, mais recentemente, dos kits de exame de carga viral.

Este documento elaborado com base nos grupos de trabalho realizados durante o encontro será finalizado e divulgado nas próximas semanas.

Cerca de 250 pessoas participaram do encontro, sendo que apenas 12 não integram a Rede e foram convidados para debates técnicos, como os deputados federal e estadual, respectivamente, Chico D´Angelo (PT-RJ) e Fernando Capez (PSDB), coordenadores das Frentes Parlamentares Nacional e do Estado de São Paulo de Luta contra o HIV e a Aids.

Mais sobre a RNP+

Em 1995, durante a realização do V Encontro Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids, o "Vivendo", organizado pelo Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro e Niterói, um grupo de 10 pessoas portadoras do vírus reúnem-se e decidem criar uma rede de pessoas vivendo com HIV/aids seguindo o modelo da GNP+ (Rede mundial de pessoas vivendo com HIV/Aids).

Surge então RNP+ Brasil, uma organização nacional de pessoas vivendo com HIV/aids, sem vínculo político-partidário e religioso, que atua na promoção do fortalecimento das pessoas sorologicamente positivas para o vírus HIV, independente de gênero, orientação sexual, credo, raça/cor ou etnia e nacionalidade.

A Rede busca a defesa dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV; e a criação de núcleos de pessoas soropositivas, apoiando-as na formação de grupos de ajuda-mútua.


Fonte - Agência de Notícias da Aids





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Renato da Matta
Valeria Saraiva

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Brasileiros com problemas graves de saúde não recebem o auxílio-doença

Os pacientes vivem esse drama porque as regras do auxílio-doença pago pelo INSS mudaram e foi criada a alta-programada. O trabalhador já sai da perícia médica com um prazo para voltar ao trabalho.
A reportagem especial do Fantástico deste domingo mostra o drama que afeta milhares de brasileiros. São pessoas que têm problemas graves de saúde , mas não conseguem receber o auxílio-doença.

Com 23 anos, Bernardo do Nascimento Cosme saiu do interior do Piauí para tentar a vida em Fortaleza. Foi se dando bem e, aos poucos, trouxe a mãe e os irmãos. Há dez anos trabalha com carteira assinada em um restaurante. Começou lavando pratos.

“Depois disso eu trabalhei de ajudante, depois eu fui subindo, virei cozinheiro”, lembra Bernardo.
Em agosto de 2009, já como cozinheiro, Bernardo passou mal.

“Eu fui pegar uma alface na geladeira. Na hora que eu fui abaixar a cabeça, aí deu uma tontura. Quando deu a tontura, eu me sustentei para não cair no chão”, conta.

Foi levado para o hospital. Fizeram um eletrocardiograma de urgência.

“Quando a gente bate o olho, já vê que é uma parada cardíaca ou a iminência de uma parada cardíaca”, explica a cardiologista Vera Marques.

“Para o coração voltar ao normal, me deram choque. Eu fiquei internado por três dias”, diz o cozinheiro.

“Chegou a mais de 300 batimentos por minuto. O normal é até 100 batimentos por minuto”, ressalta Vera.

Bernardo tentou voltar ao trabalho. Não deu. O coração disparava, ele desmaiava. Foi ao INSS e passou a receber o auxílio-doença pago pelo governo.

Há cinco anos, as regras do auxílio-doença pago pelo INSS mudaram. Em 2005, foi criada a chamada alta-programada: o trabalhador já sai da perícia médica com um prazo para voltar ao trabalho.

“Com a alta programada, o ônus agora de comprovar que está doente é do trabalhador e não do INSS como era antigamente”, diz o defensor público da União Ariosvaldo Costa homem.

Para continuar recebendo o auxílio-doença, Bernardo teve que fazer várias perícias, mas depois de quatro meses, passou a ter os pedidos negados.

Ele ouviu as negativas apesar de sempre ter apresentado o laudo que diz que o paciente "deverá evitar qualquer esforço físico, inclusive atividades profissionais, pelo risco de morte súbita".

“Qualquer trabalho que exija esforço físico, que exija muito estresse, muita correria, vai estressar também o coração, vai liberar adrenalina e isso vai favorecer o desencadeamento de arritmias”, explica a médica.

Bernardo tem dois tipos de arritmia no coração. A combinação delas é que o coloca sob risco constante de ter uma parada cardíaca e morrer.

“Ele corre risco trabalhando”, afirma a médica.

Doente e sem dinheiro até para comprar os remédios que precisa, Bernardo entrou em desespero. E voltou ao restaurante.

“Quando eu cheguei lá, eu vesti o uniforme sem dizer nada para ninguém. Aí eu entrei para ir para cozinha e comecei a trabalhar”, lembra.

“Ligaram para o escritório dizendo: ‘o Bernardo voltou a trabalhar'. Aí, eu peguei e disse: 'não pode, não'”, conta o gerente do restaurante Evilásio Dantas.

O gerente viu o laudo da cardiologista. “Aí, eu mandei ele para casa e ir atrás do INSS de novo”, comenta Dantas.

“Minha família me sustenta”, lamenta Bernardo. Bernardo está há mais de um ano sem salário e sem benefício.

Todas as suas esperanças estão na terceira cirurgia a qual vai se submeter. Se der certo, ele volta a trabalhar e para de ser jogado de guichê em guichê no INSS.

A principal crítica contra a alta-programada é o corte automático do benefício. Muitas vezes, o trabalhador não consegue marcar nova perícia antes de o prazo vencer. Ou ele tenta voltar à empresa e não é aceito, por ainda ser considerado doente.

“O trabalhador que o INSS dá alta e o empregador não aceita, na pior fase em que está fragilizado e doente, fica tanto sem o salário e sem o benefício”, diz o defensor.

Mas segundo o INSS, a política de alta-programada é eficiente.

“Logo no início da implantação do modelo, nós tínhamos 1.666 milhão de pessoas com benefício do auxílio-doença, previdenciário ou acidentário. Hoje nós temos 1,385 milhão de pessoas. Considero o sistema eficiente. Quando eu tenho 60% de satisfação dos beneficiários do auxílio-doença sem pedido de prorrogação, me parece e me deixa bastante satisfeito, à primeira vista, que a Previdência presta, sim, um bom serviço na área de perícia médica”, aponta o presidente do INSS Mauro Luciano Hauschild.

Em Porto Alegre, uma faxineira, mãe de cinco filhos, também tenta recuperar o benefício cortado.

A faxineira Jucélia Rodrigues da Silva contribui para o INSS há 25 anos. Ficou doente em agosto do ano passado. Recebeu auxílio-doença com alta programada para dali a dois meses. Pediu prorrogação, mas recebeu alta.

A empresa, porém, disse que Jucélia não tinha condições de voltar. Ela só conseguiu marcar nova perícia para agora, fevereiro. Ficou três meses sem receber nada.

“Jucélia, seu benefício foi concedido até 28 de fevereiro.Estando tudo bem contigo, volta ao trabalho”, disse a atendente do INSS.

“Já faz seis meses que eu estou dependendo do INSS, precisando e agora já venceu o prazo do aluguel. Eu estou saindo de casa. Ela era uma casa simplezinha, mas era onde eu vivia com meus filhos”, lamenta a faxineira.

Com o aluguel vencido, Jucélia foi despejada. “Vou levar só as minhas coisas. A pia e o armário são da casa. O sofá eu deixei porque onde eu vou morar não tem espaço”.

Jucélia é empregada em uma firma de limpeza. “Eu entrei em depressão por problemas financeiros. A depressão começou a aumentar depois que eu tive o casal de gêmeos. Eu estava trabalhando em uma empresa e foi inesperado. Quando eu vi eu estava grávida esperando mais um casal de gêmeos, que eu já tenho as gêmeas. Então, dali em diante, eu me senti diferente. Eu com falta de dinheiro, e as crianças pedindo e outros problemas mais, então eu fiquei nervosa e em um impulso eu soquei o vidro da porta e acabei cortando os pulsos na frente das crianças”, conta Jucélia.

Depois da primeira crise, Jucélia foi internada. Desde então, toma remédios fortes.
“Este novo ela falou que dá tontura, perde um pouco a coordenação motora e também não é para eu levantar muito bruscamente”, revela Jucélia.

O laudo psiquiátrico diz que Jucélia tem: "ideias suicidas e oscilações do humor com períodos de alucinações auditivas. Está incapacitada para o trabalho".

“Não adianta, ela vai ter que subir escada para fazer um tipo de serviço. E se dá uma tontura, se cai de uma escada, cai do segundo andar?”, pergunta o chefe de Jucélia, Ronaldo Reck.

Como pode alguém com alucinações e tontura trabalhar como faxineira? Como pode uma pessoa com risco de morte súbita trabalhar na agitação de uma cozinha de restaurante?

Os peritos do INSS consideram normal haver diferenças entre seus pareceres e os dos médicos que cuidam dos pacientes.

“O médico perito vai avaliar o segurado e vai ver o impacto daquela doença sobre sua vida laboral. Ele pode estar doente, sim, e não estar incapaz. Muitas vezes, existe uma discórdia exatamente nessa linha”, aponta o presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social, Luiz Carlos Argolo.

Dona Antonia Xavier da Silva é arrumadeira num hotel no Centro de São Paulo. Ela não consegue mais dobrar o joelho. Há quase cinco anos, vem passando por perícias e renovando o auxílio-doença.

Foi assim até outubro do ano passado, quando recebeu alta do INSS. As quatro perícias seguintes confirmaram a alta. O benefício foi cortado.

“A última perícia foi dia 7. Eu saí 16h30 daqui, peguei um ônibus, um metrô, depois um trem para chegar lá. E ainda tem que andar bastante. Eu vou me arrastando devagarzinho. Piso o pé direito, só para dizer, o esquerdo tem que segurar todo o meu corpo, porque senão, eu não consigo andar”, explica a arrumadeira.

Sempre que pode, no caminho entre uma perícia e outra, Antonia visita o hotel, onde trabalhou durante 17 anos.

Cesar Hubaika, dono do hotel: Quer dizer que daqui a sete meses a senhora se aposenta?
Dona Antonia:Se Deus quiser.
Cesar Hubaika: E nesses sete meses, eles estão se recusando a pagar o benefício para senhora, alegando que a senhora tem condições de trabalhar?
Dona Antonia: Sim.
Patrão: Tem condições de se abaixar, de limpar embaixo de uma cama? Limpar o chão de um banheiro? Eles acham que a senhora tem condição?
Dona Antonia: Limpar carpete, carregar aquele monte de roupas, descer escada, subir escada. É difícil. Não é fácil.

“A Dona Antonia é portadora, entre outras situações, de osteoartrose de joelho,
que nada mais é do que um desgaste da articulação, desgaste da junta, da cartilagem e de todas as estruturas que acompanham a articulação. Ela já está em uma fase avançada, o desgaste é muito acentuado. A atividade física dela de trabalho também leva à incapacidade”, explica o diretor de reabilitação da Santa Casa de São Paulo Claudio Gomes.

A Justiça está cheia de processos contra a alta-programada. O programa começou a ser questionado em 2006 com uma série de ações, de sindicatos, da Defensoria da União e da Procuradoria Geral da República. Ao todo são 31 ações judiciais coletivas. Também existem ações individuais. Só em São Paulo, são 180 mil, segundo a Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas.

Em 2009, saiu a primeira decisão, da Justiça Federal da Bahia, determinando que o INSS não suspenda o pagamento do auxílio-doença se o trabalhador pedir a prorrogação do benefício. O INSS recorreu da decisão. O caso aguarda agora julgamento definitivo no Tribunal Regional Federal da 1ª região, em Brasília. A decisão que sair será válida para todo o país.

Dona Antonia aguarda na fila do SUS o momento de fazer uma cirurgia e colocar uma prótese no joelho.

“Eu prefiro trabalhar, que com meu trabalho, eu como, eu bebo, eu visto, eu faço tudo. E, no dia do seu pagamento, você recebe seu pagamento, você sabe o que você vai fazer. Agora, eu espero que um filho vem me dar R$ 100, outro me dá R$ 60. O que pode me dá R$ 100. O que não pode, me dá metade, ou então traz uma cesta de alimento. É assim. Hoje mesmo, uma veio deixar dois pacotes de café para mim”, se emociona.

Jucélia não sabe se a médica da empresa vai autorizar sua volta no final deste mês, como quer o INSS. Ela ainda não se sente bem.

“Sempre passei por essas dificuldades, mas sempre trabalhando. Sempre honestamente. Mas agora, no momento que eu mais preciso não tenho nada. A gente trabalha com carteira assinada, fica feliz. Tenho uma carteira assinada, contribuindo e tudo. Não adiantou de nada”, lamenta.

A cirurgia do Bernardo durou três horas e deu certo. O risco de morte súbita foi afastado. “Eu só quero uma coisa: eu não quero depender do INSS. Eu quero trabalhar, você sabe que eu quero trabalhar”.

Esta semana, 15 dias depois da cirurgia, a médica liberou Bernardo para voltar a trabalhar, mas não na cozinha. A partir de segunda-feira, ele deve atender no balcão do café. Bernardo entrou com processo na Justiça. Quer o dinheiro de um ano inteiro em que esteve doente, mas não recebeu auxílio-doença.

No Senado, um projeto de lei propõe o fim da alta-programada. Mas o presidente do INSS considera que o sistema deu mais agilidade ao atendimento por evitar perícias frequentes. Reconhece, porém, que é preciso melhorá-lo.

“Obviamente que o nosso papel é aperfeiçoar, nosso papel é melhorar. Mas a situação atual, ela é bastante positiva, sempre, claro, passível de pontualmente a gente ter um problema que, às vezes, está associado a pessoas e não é próprio à instituição e que a gente precisa, sendo notificado, buscar, identificar qual o problema e construir soluções”, conclui o presidente do INSS.

Rssss  o que o Sr Presidente do INSS chama de eficiente eu chamo de (GENOCIDIO!!)
Ja passei por este problema ficando um ano e tres meses sem receber de lugar nenhum,entrei na justiça e mesmo fazendo uma pericia judicial que foi a meu favor o SR.Juiz da Setima vara federal (MARCELO DA FONSECA GUERREIRO)do Rio de Janeiro indeferiu o pedido,dizem que os juizes tem que ser imparciais  mais com certeza não é o caso deste!! claro com certeza ele quer chegar a ministro do supremo tribunal e não vai contrariar o patrão dele afinal a grana é muito boa e que se lasque o miseravel que depende de um salario minimo para comprar os remedios!!
 
Infelizmente o que percebo é ninguem quer por a cara para bater,claro ja me ofereceram uma aposentadoria se eu pagasse miseros Dois mil reais,tenho que pagar por algo a que tenho direito,NUNCA!!! é o governo criando as dificuldades para se vender as facilidades,este é o Brasil de todos!!!
o presidente do INSS Mauro Luciano Hauschild é sinico e sarcastico,a onde me trato ja vi pessoas todas comprometidas ate mesmo por haverem tido neurotoxoplasmose,e o perito achava que ele estava otimo!!

Em março tenho nova pericia e com certeza vão me dar alta mesmo com todos os laudos exames etc..entrei na justiça para ver se recebo os um ano e tres meses sem receber nada nem da empresa que ainda sou funcionario e nem do inss,mais como a justiça é igual a um cagado aleijado meus filhos ou meus netos devem receber (CLARO SE EU GANHAR!!)

Abraços!!


Fonte TV Globo - Fantastico

Linck do Programa -

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1648949-15605,00-BRASILEIROS+COM+PROBLEMAS+GRAVES+DE+SAUDE+NAO+RECEBEM+O+AUXILIODOENCA.html

 
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ativista Luiz Mott avalia governo Lula sob ótica dos direitos LGBT. Balanço é bem negativo Luiz Mott apelida Lula de "vampiro dos gays" em artigo publicado pelo jornal O Globo

Ativista Luiz Mott avalia governo Lula sob ótica dos direitos LGBT. Balanço é bem negativo Luiz Mott apelida Lula de "vampiro dos gays" em artigo publicado pelo jornal O Globo


O ativista Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia e uma das principais vozes do movimento gay brasileiro, escreveu um artigo para o jornal O Globo em que avalia os oito anos do governo Lula estritamente sob a ótica dos direitos LGBT. Para Mott, o governo Lula avançou muito pouco nesta direção, apesar da proximidade dele com o movimento gay organizado.

Luiz Mott chega a apelidar Lula de “Vampiro dos Gays”. Nas palavras deles, “Nunca antes na história deste país tanto sangue gay foi derramado ou contaminado pelo HIV, devido à irresponsabilidade do atual governo. Em 2009 foram documentados 198 assassinatos de homossexuais brasileiros, crimes de ódio cometidos com requintes de crueldade. Até início de dezembro de 2010, 235 gays, travestis e lésbicas foram cruelmente trucidados, aproximadamente uma morte a cada dia e meio, o dobro de quando Lula começou a governar”.

Leia artigo na íntegra.

Uma cruel liderança
Recentemente, o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, ao receber no Palácio do Planalto o prêmio de direitos humanos, provocou riso nos governistas presentes ao intitular Lula "Papai Noel dos Gays". Anos passados, ao receber idêntica premiação de FHC, abri uma faixa "Gays querem justiça!", protestando contra a homofobia reinante em nosso país: matava-se então no Brasil um homossexual a cada três dias, uma média de 100 a 150 por ano. A gente era quase feliz e não sabia! Ao tomar posse, Lula recebeu a incumbência de cumprir o Programa Nacional de Direitos Humanos II, onde, num total de 402 ações afirmativas, constavam 11 dirigidas à população LGBT.

Lastimavelmente, Lula deixou de cumprir sua obrigação constitucional, pois, apesar de muita bravata, realizando uma conferência nacional, instituindo o Programa Brasil sem Homofobia, criando no último mês de governo o Conselho Nacional LGBT, como acertadamente declarou a senadora Marta Suplicy, "a situação piorou para os homossexuais no Brasil. Os crimes aumentaram e nenhuma lei foi aprovada no Congresso. Os países vizinhos avançaram mais. Apesar da festa, temos um cenário cada vez mais difícil!" Faltou vontade política de Lula para enfrentar a homofobia institucional. Cristina Kirchner foi muito mais ousada.

Triunfalismos a parte, em vez de Papai Noel dos Gays, desgraçadamente, Lula ficará na historia como "Vampiro dos Gays". Nunca antes na história deste país tanto sangue gay foi derramado ou contaminado pelo HIV, devido à irresponsabilidade do atual governo. Em 2009 foram documentados 198 assassinatos de homossexuais brasileiros, crimes de ódio cometidos com requintes de crueldade. Até início de dezembro de 2010, 235 gays, travestis e lésbicas foram cruelmente trucidados, aproximadamente uma morte a cada dia e meio, o dobro de quando Lula começou a governar. O país da futura Copa ostenta cruel liderança: é o campeão mundial de assassinato de homossexuais! Aqui matam-se muitíssimo mais gays do que todas as execuções homofóbicas de Irã, Arábia, Sudão, Nigéria e demais sete países onde há pena de morte contra os amantes do mesmo sexo. Nos Estados Unidos, com cem milhões a mais de habitantes, matam-se em média 25 gays por ano; aqui, 250!

Todo esse sangue derramado poderia ter sido evitado se Lula tivesse cumprido ao menos duas ações afirmativas do PNDH-II, aprovado meses antes de sua posse:

* Nº 231. "Promover a coleta e a divulgação de informações estatísticas sobre a situação sociodemográfica dos LGBT, assim como pesquisas que tenham como objeto as situações de violência e discriminação praticadas em razão de orientação sexual."

* Nº 232. "Implementar programas de prevenção e combate à violência contra os LGBT, incluindo campanhas de esclarecimento e divulgação de informações relativas à legislação que garantam seus direitos."

A mortandade de gays vítimas da aids é outra face criminosa do vampirismo do "Papai Noel dos Gays": enquanto são 0,8% os homens heterossexuais infectados pelo HIV, entre os gays 11% são soropositivos. As raras campanhas de prevenção destinadas ao principal "grupo de risco" da epidemia, além de tímidas, não causaram o efeito necessário. De quem é a culpa?

Lula deixa para sua sucessora essa cruel herança maldita para os homossexuais e transexuais: se ficar a aids pega, se correr a homofobia mata.

Fonte:Portal Mix Brasil - UOL
 
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Referência no tratamento da aids, David Uip diz que números sobre a epidemia no Brasil não condizem com os dados mundiais


Referência no tratamento da aids, David Uip diz que números sobre a epidemia no Brasil não condizem com os dados mundiais

Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, explica que se trata de uma estimativa dentro de uma pequena margem de erro

01/12/2010 - 20h45

Minutos antes do Ministério da Saúde divulgar nesta quarta-feira, em Brasília, os novos números da aids e informar que há uma estabilização da epidemia em torno de 630 mil casos da doença no país, David Uip (foto), um dos maiores especialistas no assunto, disse, em São Paulo, que essa estimativa “vai contra os dados mundiais”.

“As Nações Unidas informam que cerca de 7 mil novas infecções ocorrem todos os dias em todo o mundo. Essas infecções afetam diretamente o Brasil”, justificou o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), um de cada três soropositivos na América Latina é brasileiro.

A projeção do número de pessoas infectadas no Brasil, segundo o Unaids, cresceu nos últimos anos, ficando entre 460 mil e 810 mil pessoas em 2009, contra um mínimo de 380 mil e um máximo de 560 mil em 2001.

Já os novos números da aids no Brasil, atualizados até junho de 2010 pelo Ministério da Saúde, apontam que a epidemia está estável e a taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. A Pasta informa ainda que a estimativa atual continua sendo de 630 mil pessoas vivendo com HIV e aids em todo o país.

Falando para médicos, estudantes e outros interessados no assunto, David Uip disse também ser “absolutamente contra a quebra de patentes de medicamentos”. Ele acredita que se trata de um “desrespeito à intelectualidade” e desmotiva investimentos em pesquisas.

O infectologista participou de um ciclo de palestras promobido pelo Emílio Ribas em referência ao Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Governo responde

Segundo o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepaites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, “o mais importante é que a prevalência de HIV na população dos 15 aos 49 anos continua estabilizada num patamar baixo de 0,6%”.

Quanto aos 630 mil casos totais de HIV e aids no país, o representante do Ministério da Saúde disse que se trata “justamente de uma estimativa”, e que “esse número pode ter sofrido uma pequena alteração para mais ou para menos nos últimos três anos, mas que se manteve nessa média.”

Os fatores citados por Dirceu como variantes são o registro de novas infecções, cerca de 38.500 em 2009, e de mortes, aproximadamente 12 mil por ano.

Sobre a quebra de patentes, Dirceu usou palavras ditas pelo Diretor do Unaids, Michel Sidibé, ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o Brasil decretou o licenciamento compulsório do antirretroviral efavirenz, fabricado pelo laboratório norte-americano Merck Sharp and Dohme (MSD). “O Brasil serviu como exemplo de negociação para o mundo, e essa negociação, feita com base nas leis da OMC (Organização Mundial do Comércio), mostrou que é mais importante negociar a saúde das pessoas que os interesses econômicos.”

Em 2007, o governo brasileiro quebrou a patente do efavirenz, alegando que a importação genérica deste medicamento e a produção nacional permitiriam ao país economizar cerca de US$ 237 milhões até 2012, quando vence a patente.

Lucas Bonanno
Fonte: Agência de Notícias da Aids


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