Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

DIRCEU GRECO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AIDS , FOI EXONERADO APÓS POLÊMICA
05/06/2013
Foto: DIRCEU GRECO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AIDS , FOI EXONERADO APÓS POLÊMICA.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou nesta terça-feira o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.
A decisão foi tomada três dias depois da divulgação de uma campanha para combater o preconceito contra profissionais do sexo, que incluía uma peça com os dizeres: "Eu sou feliz sendo prostituta". Elogiado por médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids, o material provocou protestos entre a bancada evangélica. Nesta terça-feira, no Congresso, parlamentares pediram explicação sobre o tema.
Padilha mandou, nesta noite, retirar todo material dessa campanha do site do DST-Aids, abrigado no portal do Ministério da Saúde. 
Pela manhã, o ministro havia determinado a retirada apenas da peça "Eu sou feliz sendo prostituta". De acordo com ele, o material havia sido veiculado sem passar pelo crivo do departamento de publicidade. Greco estava no cargo desde meados de 2010.O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou nesta terça-feira o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.

A decisão foi tomada três dias depois da divulgação de uma campanha para combater o preconceito contra profissionais do sexo, que incluía uma peça com os dizeres: "Eu sou feliz sendo prostituta". Elogiado por médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids, o material provocou protestos entre a bancada evangélica. Nesta terça-feira, no Congresso, parlamentares pediram explicação sobre o tema.

Padilha mandou, nesta noite, retirar todo material dessa campanha do site do DST-Aids, abrigado no portal do Ministério da Saúde.

Pela manhã, o ministro havia determinado a retirada apenas da peça "Eu sou feliz sendo prostituta". De acordo com ele, o material havia sido veiculado sem passar pelo crivo do departamento de publicidade. Greco estava no cargo desde meados de 2010.
Com exoneração de Dirceu Greco, Eduardo Barbosa e Ruy Burgos pedem demissão do Departamento de Aids
 05/06/2013
Foto: Com exoneração de Dirceu Greco, Eduardo Barbosa e Ruy Burgos pedem demissão do Departamento de Aids  
05/06/2013
Depois da exoneração do infectologista Dirceu Greco da direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais nessa terça-feira, 05 de junho, foi a vez do diretor-adjunto do órgão, Eduardo Barbosa, sair do cargo. A crise instalada nesse programa temático do Ministério da Saúde é consequência de um recente veto por parte do ministro Alexandre Padilha a uma campanha voltada às prostitutas.
A amigos íntimos, Eduardo disse que mesmo com muitos pedidos para que ele ficasse na função, o “preço disso seria muito alto”. Eduardo contou que Dirceu saiu “aliviado”, pois a sua honra estava em jogo. O diretor-ajunto afirmou ainda que, assim como Dirceu, não poderia mais ficar no cargo por questões de princípios.
Já o diretor-assistente, Ruy Burgos Filho, anunciou sua saída em reunião interna hoje no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, informou a assessoria de imprensa do Departamento. 
Nesta semana, o ministro Padilha recuou e mandou retirar a peça "Eu sou feliz sendo prostituta" da página do Departamento de Aids. O material integrava uma campanha do ministério nas redes sociais para prevenção do HIV e redução do preconceito, fazendo referência ao Dia Internacional das Prostitutas, 02 de junho. Ao jornal O Estado de S.Paulo, o ministro afirmou que o material estava em teste. "Enquanto for ministro, uma peça como essa não fará parte de campanha", disse.
Em seu microblog twitter, Padilha declarou que as campanhas de prevenção continuarão sendo veiculadas e que o “bom senso” fez a campanha ser retirada.
Denominada por ativistas como “censura”, esta foi a terceira vez que a
Pasta
vetou um material produzido pelo Departamento de Aids para tratar de questões relacionados à sexualidade.
No início de 2012, após descontentamento até da presidenta Dilma Rousseff, Padilha recuou da campanha que seria lançada com foco nos jovens gays para a prevenção do HIV no Carnaval. No último mês de março, a Pasta, por determinação da Presidência, havia mandado recolher um kit de prevenção das DST/aids dirigido a adolescentes. O material abordava temas como homossexualidade, drogas e gravidez. O ministro da Saúde, assim como fez nesta terça-feira, justificou na época que a distribuição tinha sido feita à revelia dele.
Da luta pessoal contra o HIV à direção-adjunta do Departamento de Aids
Eduardo Barbosa estava desde maio de 2007 na direção-adjunta do Departamento, onde ingressou em 2004, como responsável pela Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e Direitos Humanos.
Ex-professor na rede de ensino estadual de São Paulo, Eduardo atua na área das DST/Aids desde 1988, quando começou a promover oficinas de prevenção, cidadania e boletins informativos.
Em 1994, a partir do seu diagnostico positivo para o HIV, passou a atuar mais diretamente na área da saúde, integrando o Grupo de Incentivo a Vida (GIV), em São Paulo. Posteriormente atuou na Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+) e no Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo até setembro de 2004, onde foi presidente.
Redação da Agência de Notícias da AidsDepois da exoneração do infectologista Dirceu Greco da direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais nessa terça-feira, 05 de junho, foi a vez do diretor-adjunto do órgão, Eduardo Barbosa, sair do cargo. A crise instalada nesse programa temático do Ministério da Saúde é consequência de um recente veto por parte do ministro Alexandre Padilha a uma campanha voltada às prostitutas.

A amigos íntimos, Eduardo disse que mesmo com muitos pedidos para que ele ficasse na função, o “preço disso seria muito alto”. Eduardo contou que Dirceu saiu “aliviado”, pois a sua honra estava em jogo. O diretor-ajunto afirmou ainda que, assim como Dirceu, não poderia mais ficar no cargo por questões de princípios.

Já o diretor-assistente, Ruy Burgos Filho, anunciou sua saída em reunião interna hoje no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, informou a assessoria de imprensa do Departamento. Nesta semana, o ministro Padilha recuou.
Movimento Aids lança campanha "vai pra casa Padilha
  05/06/2013
Foto: Movimento Aids lança campanha "vai pra casa Padilha
05/06/2013
Desde que o Ministério da Saúde vetou nessa terça-feira, 04 de junho, a campanha do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais voltada à promoção dos direitos da prostitutas, ativistas do campo da aids e dos direitos humanos vêm se posicionando contra o governo e o chefe da Pasta, Alexandre Padilha. Eles organizam ainda uma manifestações que pedem a saída do ministro.
A divulgação da campanha ocasionou a exoneração do Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, e o pedido de demissão dos diretores-adjuntos Eduardo Barbosa e Rui Burgo.
A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids (RNAJVHA) se diz indignada com as atitudes do governo, que, em sua visão, está pautado pelo neoconservadorismo religioso. Para o grupo, a proibição, aliada à demissão de Dirceu Greco, “ultrapassou a barreira do aceitável pela forma grotesca e truculenta que se deu” e deixa os ativistas em alerta. 
A Rede de Jovens reforça ainda que se solidariza profundamente com o movimento das prostitutas e lamenta que no mês do Dia Internacional das Prostitutas, elas tenham que passar por essa situação.
O Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, por sua vez, lembra que o material vetado foi formulado com a participação das prostitutas, e que a intenção da campanha foi “unir elementos eficazes em qualquer ação de saúde, como o protagonismo e a autovalorização”. Para os ativistas paulistas, houve uma queda na resposta brasileira à aids, havendo maior diálogo no passado, ao passo que hoje a gestão seria caracterizada por atos de truculência e comprometimento com setores retrógrados. 
O Fórum, em parceria com outras ONGs, encabeça o protesto “Vai pra casa Padilha”, que manifesta a insatisfação com a gestão de Alexandre Padilha e reclama das ações do ministro.
"Esse Ministro vai entrar para a história como o homem que conseguiu acabar o melhor programa de aids do mundo, erradicando não o HIV, mas sim todas as perspectivas de direitos humanos dos processos da saúde. É mais um retrocesso do governo Dilma no qual a agenda de direitos e de participação social foram trocadas, literalmente, pelos votos dos setores mais conservadores e dos interesses privados ", diz Alessandra Nilo, Secretaria Regional do Conselho Latinoamericano e Caribenho de ONGs AIDS (LACCASO).
Quem também se posicionou favoravelmente à campanha para as prostitutas foi o Programa Estadual de DSTs/Aids de São Paulo. Em nota, a coordenadora do Programa, Maria Clara Gianna, disse que a entidade considera essencial a realização de campanhas de prevenção às DST/Aids voltadas a populações mais vulneráveis, entre elas as profissionais do sexo, pois são uma população com alta prevalência de infecção pelo HIV, comparada à população geral. 
”Defendemos políticas públicas pautadas na ética, na promoção da saúde e da cidadania, independentemente de raça, credo, orientação sexual ou escolhas profissionais. Somos uma instituição comprometida com os direitos humanos e os princípios do Sistema Único de Saúde”, diz a nota. 
O representante do Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, acredita que a sequência de fatos mostra que o diálogo com o movimento social é agora uma página virada para o Ministério da Saúde. “Isso foi dizer que eles não querem mais o movimento social tentando humanizar o serviço e trazer a perspectiva dos direitos humanos”, opina. 
Solidariedade
O Secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, também está indignado com a situação. O ativista prestou sua solidariedade ao ex-diretor Dirceu Greco, dizendo que “a ABGLT e maioria absoluta do movimento de direitos humanos e do Movimento de aids está consternados com situação”.
No texto, Toni elogiou Dirceu por um posicionamento firme na defesa dos direitos humanos.
Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), também lamentou as circunstâncias que culminaram na demissão de Dirceu Greco. Embora acredite que a gestão do médico infectologista mineiro tenha se afastado do diálogo com a sociedade, ele destaca o maior acesso aos medicamentos e a implantação da Profilaxia pós-exposição sexual (PEP) e do tratamento como prevenção. “Tivemos muitas diferenças nesse tempo, mas é uma pessoa do meu apreço, e, dada a situação, será muito ruim se o Alexandre Padilha sair mesmo como candidato a governador”, disse. 
Dimitri Sales, ex-coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, reforçou, em sua opinião, a adequação da campanha promovida pelo Departamento. Para ele, a exoneração foi assustadora e frustrante e mostra que o jogo de interesses não se manifesta somente no poder Legislativo, mas também no Executivo
Ministério responde
A Agência de Notícias da Aids entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde, que informou que por enquanto o único posicionamento da Pasta sobre o assunto é a nota abaixo: 
1. As peças expostas no site do Departamento de DST/Aids não passaram por análise e aprovação da Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas do Ministério da Saúde, de todos os departamentos. Logo, o descumprimento das normas previamente estabelecidas pelo Ministério da Saúde justificou a retirada das peças do site do departamento e de seus perfis nas redes sociais e a apuração das responsabilidades.
2. As peças dirigidas a este público, que é prioritário para as ações de DST/Aids, serão disponibilizadas após análise da Assessoria de Comunicação Social.
3. Os produtos foram elaborados por representantes do público-alvo, com acompanhamento da equipe do Departamento de DST/Aids em oficinas de comunicação comunitária, logo sem custos de impressão, distribuição e veiculação.
4. Na definição de suas políticas de saúde e de comunicação, o Ministério da Saúde continuará mantendo espaços permanentes de diálogo com os movimentos sociais, sociedades científicas, associações profissionais e demais atores da saúde.
Sobre a campanha “Vai pra Casa, Padilha”, a assessoria informa que a equipe destinada às redes sociais irá analisar e, caso julgue necessário responder, fará um novo posicionamento. 
Nana Soares
Agência de Notícias da AidsDesde que o Ministério da Saúde vetou nessa terça-feira, 04 de junho, a campanha do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais voltada à promoção dos direitos da prostitutas, ativistas do campo da aids e dos direitos humanos vêm se posicionando contra o governo e o chefe da Pasta, Alexandre Padilha. Eles organizam ainda uma manifestações que pedem a saída do ministro.

A divulgação da campanha ocasionou a exoneração do Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, e o pedido de demissão dos diretores-adjuntos Eduardo Barbosa e Rui Burgo.

A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids (RNAJVHA) se diz indignada com as atitudes do governo, que, em sua visão, está pautado pelo neoconservadorismo religioso. Para o grupo, a proibição, aliada à demissão de Dirceu Greco, “ultrapassou a barreira do aceitável pela forma grotesca e truculenta que se deu” e deixa os ativistas em alerta.

A Rede de Jovens reforça ainda que se solidariza profundamente com o movimento das prostitutas e lamenta que no mês do Dia Internacional das Prostitutas, elas tenham que passar por essa situação.

O Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, por sua vez, lembra que o material vetado foi formulado com a participação das prostitutas, e que a intenção da campanha foi “unir elementos eficazes em qualquer ação de saúde, como o protagonismo e a autovalorização”. Para os ativistas paulistas, houve uma queda na resposta brasileira à aids, havendo maior diálogo no passado, ao passo que hoje a gestão seria caracterizada por atos de truculência e comprometimento com setores retrógrados.

O Fórum, em parceria com outras ONGs, encabeça o protesto “Vai pra casa Padilha”, que manifesta a insatisfação com a gestão de Alexandre Padilha e reclama das ações do ministro.

"Esse Ministro vai entrar para a história como o homem que conseguiu acabar o melhor programa de aids do mundo, erradicando não o HIV, mas sim todas as perspectivas de direitos humanos dos processos da saúde. É mais um retrocesso do governo Dilma no qual a agenda de direitos e de participação social foram trocadas, literalmente, pelos votos dos setores mais conservadores e dos interesses privados ", diz Alessandra Nilo, Secretaria Regional do Conselho Latinoamericano e Caribenho de ONGs AIDS (LACCASO).

Quem também se posicionou favoravelmente à campanha para as prostitutas foi o Programa Estadual de DSTs/Aids de São Paulo. Em nota, a coordenadora do Programa, Maria Clara Gianna, disse que a entidade considera essencial a realização de campanhas de prevenção às DST/Aids voltadas a populações mais vulneráveis, entre elas as profissionais do sexo, pois são uma população com alta prevalência de infecção pelo HIV, comparada à população geral.

”Defendemos políticas públicas pautadas na ética, na promoção da saúde e da cidadania, independentemente de raça, credo, orientação sexual ou escolhas profissionais. Somos uma instituição comprometida com os direitos humanos e os princípios do Sistema Único de Saúde”, diz a nota.

O representante do Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, acredita que a sequência de fatos mostra que o diálogo com o movimento social é agora uma página virada para o Ministério da Saúde. “Isso foi dizer que eles não querem mais o movimento social tentando humanizar o serviço e trazer a perspectiva dos direitos humanos”, opina.

Solidariedade

O Secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, também está indignado com a situação. O ativista prestou sua solidariedade ao ex-diretor Dirceu Greco, dizendo que “a ABGLT e maioria absoluta do movimento de direitos humanos e do Movimento de aids está consternados com situação”.

No texto, Toni elogiou Dirceu por um posicionamento firme na defesa dos direitos humanos.

Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), também lamentou as circunstâncias que culminaram na demissão de Dirceu Greco. Embora acredite que a gestão do médico infectologista mineiro tenha se afastado do diálogo com a sociedade, ele destaca o maior acesso aos medicamentos e a implantação da Profilaxia pós-exposição sexual (PEP) e do tratamento como prevenção. “Tivemos muitas diferenças nesse tempo, mas é uma pessoa do meu apreço, e, dada a situação, será muito ruim se o Alexandre Padilha sair mesmo como candidato a governador”, disse.

Dimitri Sales, ex-coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, reforçou, em sua opinião, a adequação da campanha promovida pelo Departamento. Para ele, a exoneração foi assustadora e frustrante e mostra que o jogo de interesses não se manifesta somente no poder Legislativo, mas também no Executivo

Ministério responde

A Agência de Notícias da Aids entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde, que informou que por enquanto o único posicionamento da Pasta sobre o assunto é a nota abaixo:

1. As peças expostas no site do Departamento de DST/Aids não passaram por análise e aprovação da Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas do Ministério da Saúde, de todos os departamentos. Logo, o descumprimento das normas previamente estabelecidas pelo Ministério da Saúde justificou a retirada das peças do site do departamento e de seus perfis nas redes sociais e a apuração das responsabilidades.
2. As peças dirigidas a este público, que é prioritário para as ações de DST/Aids, serão disponibilizadas após análise da Assessoria de Comunicação Social.
3. Os produtos foram elaborados por representantes do público-alvo, com acompanhamento da equipe do Departamento de DST/Aids em oficinas de comunicação comunitária, logo sem custos de impressão, distribuição e veiculação.
4. Na definição de suas políticas de saúde e de comunicação, o Ministério da Saúde continuará mantendo espaços permanentes de diálogo com os movimentos sociais, sociedades científicas, associações profissionais e demais atores da saúde.

Sobre a campanha “Vai pra Casa, Padilha”, a assessoria informa que a equipe destinada às redes sociais irá analisar e, caso julgue necessário responder, fará um novo posicionamento.

Nana Soares
Agência de Notícias da Aids
Pesquisa e Edição:
Carlos Basília
Fórum ONGs Tuberculose RJ
Observatório Tuberculose Brasil/ENSP
Instituto Brasileiro de Inovações em saúde Social - IBISS
Conheça nosso trabalho de Advocacy, Comunicação e Mobilização Social
Frente Parlamentar Nacional de Tuberculose (Congresso Nacional)
Campanhas de tuberculose:
Notícia:

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Concurso Arte Hepatites Ministério da Saúde

Com a Colaboração de: 

Helena Lima Pires



FLORIPA NA LUTA CONTRA AS HEPATITES VIRAIS"

Boa tarde;

Favor divulgar amplamente a sociedade civil, aos profissionais de saúde e CS para que apoiem este concurso cultural (abaixo descrito) em seu território de abrangência, estimulando os tatuadores e manicures a participar e já fazendo sensibilização sobre o tema.


Aproveitamos para relembrar que temos disponíveis materiais educativos (folders) no almoxarifado da SMS para ações educativas permanentes. Basta solicitar pelo Infosaúde.

E não esqueçam da vacinação contra Hepatite B disponíveis nos Centros de Saúde para pessoas de até 29 anos e de grupos vulneráveis  
·        Gestantes, após o primeiro trimestre de gestação;
·        Trabalhadores da saúde;
·        Bombeiros, policiais militares, policiais civis; policiais rodoviários e guardas municipais;
·        Carcereiros, de delegacia e de penitenciárias;
·        Coletadores de lixo hospitalar e domiciliar;
·        Comunicantes sexuais de pessoas portadoras da hepatite “B”;
·        Doadores de sangue;
·        Homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas  do mesmo sexo ( HSH e MSM);
·        Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT);
·        Pessoas reclusas ( presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, dentre outras);
·        Manicures, pedicures e podólogos;
·        Populações de assentamentos e acampamentos;
·        Populações indígenas;
·        Potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos;
·        Profissionais do sexo;
·        Usuários de drogas injetáveis,  inaláveis e pipadas;
·        Portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST);
·        Caminhoneiros.
       Ainda conforme indicação médica, nos seguintes casos mencionados abaixo, a vacina esta disponível nas Salas de Vacinação:
·        Pessoas infectadas com HIV;
·        Pessoas vivendo com Aids;
·        Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
·        Convívio domiciliar contínuo com pessoas portadoras da hepatite “B”;
·        Doadores de órgãos sólidos ou de medula óssea;
·        Imunodeficiência congênita ou adquirida;
·        Doenças autoimune;
·        Doenças do sangue;
·        Fibrose cística (mucoviscidose);
·        Hemofílicos;
·        Portadores de hepatopatias crônicas e hepatite “C”;
·        Portadores de doenças renais crônicas/diálise/hemodiálise;
·        Imunodeprimidos;
·        Portadores de neoplasias;
·        Transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea.
Lembramos ainda que, o individuo que se “auto-declarar” integrante do grupo de maior vulnerabilidade ou apresentar indicação médica, o profissional de saúde devera vaciná-lo.
obrigado!
 
MONICH MELO CARDOSO
Diretoria de Vigilância em Saúde
Gerente de Vigilância Epidemiológica 
SMS/Fpolis
(48)3212-3910
 
Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012 16:43
Assunto: Concurso Arte Hepatites Ministério da Saúde

Boa tarde,
Gostaríamos do apoio na divulgação do Concurso Cultural Arte, Prevenção e Hepatites do Ministério da Saúde para Manicures e Tatuadores.
O objetivo é incluir manicures e tatuadores na luta contra as hepatites virais como mobilizadores e produtores de obras criativas visando à prevenção das hepatites B e C.
A manicure deve enviar a foto da unha artística trabalhada e o tatuador deve enviar seu desenho digitalizado (300 dpi), com o tema sobre Hepatites virais, prevenção ou relatos de experiência (até 3.000 caracteres) no ambiente de trabalho, relacionados as hepatites virais.
 
Prêmios
Desenho Tatuagem
Arte em unhas (Manicure)
Relatos de experiência (Tatuador e manicure)
1º lugar
R$ 5.000,00 + 1 autoclave
R$ 5.000,00 + 1 autoclave
R$ 5.000,00 + 1 autoclave
2º lugar
R$ 3.000,00 + 1 autoclave
R$ 3.000,00 + 1 autoclave
R$ 3.000,00 + 1 autoclave
3º lugar
R$ 2.000,00 + 1 autoclave
R$ 2.000,00 + 1 autoclave
R$ 2.000,00 + 1 autoclave
4º ao 15º lugar
TV´s LCD 32”
TV´s LCD 32”
TV´s LCD 32”
 
Inscrições até 20 de setembro.
Divulgue aos seus contatos!
Incentive esse profissional!
Se houver um bom número de inscritos, melhores editais surgirão.
 
 
Abs,
 
 
Poliana Borges
Consultora
Núcleo de Vigilância, Informação e Pesquisa
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Secretaria de Vigilância em Saúde
Ministério da Saúde
(61) 3315 7627/ 8220 3397
poliana.borges@aids.gov.br
 
Descrição: Descrição: facebook-1Concurso Tatuadores e Manicures
 
 
 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

DIVULGAÇÃO DO PROGRAMA DA TUBERCULOSE:(Carlo Basilia)Via FB



28 de Agosto de 2012 14:51
DIVULGAÇÃO DO PROGRAMA DA TUBERCULOSE NO

Congressos de Prevenção e Fóruns em HIV/Aids, DST e Hepatites Virais
Sistema de saúde, redes comunitárias e o desafio de fazer prevenção
De 28.08.2012 a 31.08.2012 - São Paulo - São Paulo

CONVIDO A TOD@S A PARTICIPAREM DESSAS DUAS IMPORTANTES ATIVIDADES EM TUBERCULOSE, QUALQUER DÚVIDA ESTAREI NO CONGRESSO DE HOJE ATÉ O DIA 31.

______________________

29 de Agosto de 2012

1-Coinfecção TB/HIV: a integralidade do cuidado

Sala: Arandu 17h30/19h

Draurio Barreira – Programa Nacional de Controle da Tuberculose – Ministério da Saúde, DF
Rossana Brito - Hospital Federal Servidores do Estado, RJ
Marianna Hammerle – SMS de Paranaguá, PR
Leda Fatima Jamal – Coordenação Estadual de DST/Aids de São Paulo, SP
Helena Bernal – Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais – Ministério da Saúde, DF

31 de agosto de 2012

2- Acompanhamento de pesquisa em HIV e Mobilização comunitária no Tuberculose desenvolvidas no Brasil e em outros países

Sala: Piacatu 13h/16h

Giselle Raquel Israel – Programa Municipal de DST/Aids – SMSDC do Rio de Janeiro, RJ
Vitória Vellozo – SMSDC do Rio de Janeiro, RJ
Wim Vandevelde - Comite Comunitário Consultivo Europeu do European AIDS Treatment Group, ECAB / EATG e Membro do Grupo de Trabalho em novas drogas da STOP TB Partnership ativista do Global TB CAB

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mais um fascículo do Jornal Brasileiro de DST está na internet:



PARA CONHECIMENTO

Amigos, Mais um fascículo do Jornal Brasileiro de DST está na internet: http://www.dst.uff.br/
Vejam o Sumário. Leiam os Editoriais, os artigos, a Carta ao Editor e também o Informe Técnico.
Os textos são atuais, pertinentes, bem desenvolvidos.
Boas leituras e robustas reflexões.
Cordialmente,
Mauro Romero Leal Passos
JBDST, editor-chefe



Friends,
Another issue of the Brazilian Journal of STD is on the internet: http://www.dst.uff.br/
See the Table of Contents. Read the editorials, articles, a Letter to the Editor and also the Technical Report.
The texts are current, relevant, well developed.
Good reads and robust reflections.
Sincerely,
Mauro Romero Leal Passos
BJSTD, editor-in-chief

JBDST 24 (1) 2012 - Sumário / Contents

Editorial
-HPV and cervical cancer prevention in Brazil: who should we save? The daughters or the mothers? - p. 3
Marc Steben
-HPV e prevenção de câncer de colo de útero no Brasil: quem deveremos salvar? As filhas ou as mães? - p.4
Marc Steben

-Países Desenvolvidos Vacinam, Brasil Nega: Ação Popular para Vacinação contra HPV. É Válida a Judicialização da Saúde? - p.5
Mauro Romero L Passos
-Developed Countries Vaccinate, Brazil Denies: Popular Action for HPV Vaccination. Is Judicialization of Health Valid? - p.7
Mauro Romero L Passos

ARTI GOS / ARTICLES
-Perfil Epidemiológico dos Pacientes HIV-Positivo Cadastrados no Município de Teresópolis, RJ – p.9
Záfia R Gonçalves, Alana B Kohn, Saulo D Silva, Barbara A Louback, Lívia CM Velasco, Erika Cesar O Naliato, Mauro Geller
-Epidemiological Profile of HIV Positive Patients Registered in the district of Teresópolis,State of Rio de Janeiro. - p.15
Záfia R Gonçalves, Alana B Kohn, Saulo D Silva, Barbara A Louback, Lívia CM Velasco, Erika Cesar O Naliato, Mauro Geller

-Análise dos Casos de Sífilis Congênita em Sobral, Ceará: Contribuições para Assistência Pré-Natalp.20
-Analysis of Cases of Congenital Syphilis in Sobral, Ceará: Contributions to Prenatal Care
Karina O Mesquita, Gleiciane Kélen Lima, Adriano A Filgueira, Sandra Maria C Flôr, Cibelly Aliny SL Freitas, Maria Socorro C Linhares,Fabiane A Gubert

-Estado Nutricional e Perfil Alimentar de Pacientes Assistidos pelo Programa de DST/Aids e Hepatites Virais de um Centro de Saúde de Itaperuna-RJ – p.28
-Nutritional Status and Food Profile of Patients Assisted by the Programme of STD/Aids
and Viral Hepatitis a Health Center of Itaperuna-RJ
Patrícia OC Ladeira, Danielle Cristina G Silva

-Sífilis e Gestação: Estudo Comparativo de Dois Períodos (2006 e 2011) em População de Puérperas – p.32
Ernesto Antonio Figueiró-Filho, Silvia SA Freire, Bruno A Souza, Gabriela S Aguena, Cristiane M Maedo
-Syphilis and Pregnancy: a Two-Period (2006 and 2011) Comparative Study of a Puerperal Women Population – p.38
Ernesto Antonio Figueiró-Filho, Silvia SA Freire, Bruno A Souza, Gabriela S Aguena, Cristiane M Maedo

-Morbimortalidade de Adolescentes com HIV/Aids em Serviço de Referência no Sul do Brasil – p.44
-Morbimortality of Adolescents who Have HIV/Aids in a Reference Centre in the South of Brazil
Cristiane C de Paula, Stela Maris M Padoin, Crhis N Brum, Clarissa B Silva, Renata M Bubadué, Paulo Victor Cesar de Albuquerque, Izabel Cristina Hoffmann

-Análise dos Dados Epidemiológicos da Aids em Idosos no Estado de Rondônia, Amazônia Ocidental – p.49
Epidemiological Analysis of Aids in Elderly in the State of Rondonia, Western Amazon
Gabriel D Vieira, Thaianne C Alves, Camila M Sousa

-Neoplasia Intraepitelial Cervical: da Etiopatogenia ao Desempenho da Tecnologia no Rastreio e no Seguimento – p.53
-CIN: from Pathological Aspects to the Efficiency of the Methods Used in Screening and Follow up
Fernanda V Fonseca, Flávio Daniel S Tomasich, Juliana Elizabeth Jung

CARTA AO EDITOR / LETTER TO THE EDITOR
CARTA AO EDITOR – p.62
Geraldo Augusto P Venâncio & Charbell Miguel H Kury
LETTER TO THE EDITOR – p.63
Geraldo Augusto P Venâncio & Charbell Miguel H Kury

INFORME TÉCNICO / TECHNICAL REPORT
PARECER DO RELATOR GERALDO RESENDE - Projeto de Lei no 6.820, de 2010 – p.64
NORMAS DE PUBLICAÇÃO - INSTRUÇÕES AOS AUTORES – p.67

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?







Caso não visualize esse email adequadamente clique aqui.

Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2012.

AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?

Caros/as parceiros/as e amigos/as,
Apresentamos a seguir mais informações sobre o manifesto AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?, elaborado por docentes, pesquisadores/as e representantes e organizações da sociedade civil brasileira, entre as quais a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), chamando a atenção para a preocupação diante da atual situação da resposta brasileira à epidemia de Aids.
Participe agora mesmo, lendo abaixo a íntegra do manifesto, acessando o blog e o Facebook em apoio e disseminando o conteúdo entre os seus contatos e redes!

 
Resposta à Aids tira o sono de docentes, pesquisadores/as e representantes da sociedade civil

“O que nos tira o sono” é o mote do manifesto lançado nessa terça-feira (21/08) e que aponta sérios problemas no controle da epidemia de Aids no Brasil. Docentes, pesquisadores e integrantes da sociedade civil que assinam o manifesto estão preocupados com a resposta à epidemia no país, que tem apresentado indicadores negativos e produzido um senso comum de que a doença deixou de ser um problema de saúde pública.

  • Aumento de 10% no número de óbitos, saindo de 11.100 óbitos em 2005 para 12.073 em 2010. O número equivale a um óbito por hora.
  • Redução do número de gestantes com o HIV que recebem o tratamento que pode evitar a transmissão do vírus para o recém nascido: de 53,8% das gestantes soropositivas para o HIV em 2005 para 49,7% em 2008. A falta de diagnóstico e tratamento resulta em três casos de aids em recém-nascidos a cada dois dias.
  • Aumento de 12% no número de casos de Aids: de 33.166 casos em 2005 para 37.219 em 2010.
  • Apesar disso, estados, como São Paulo, reduzem o número de médicos e fecham serviços e leitos especializados.

Para dar voz ao protesto foram criados um blog (http://oquenostiraosono.tumblr.com/manifesto) e uma página no Facebook (https://www.facebook.com/AidsNoBrasilOQueNosTiraOSono) que abrem espaço para sugestões que possam contribuir para melhoria do cenário e convidam os visitantes a apontarem outros problemas na resposta à epidemia.

Há uma semana da realização do VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e do IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, a referência à insônia é um contraponto à declaração de dirigentes do Ministério da Saúde que, durante a XIX Conferência Internacional de Aids, realizada em Julho, nos Estados Unidos, disseram que nada no Brasil em relação à aids tira o sono deles.

O manifesto é assinado por  54 docentes, pesquisadores e integrantes da sociedade civil e 14 instituições: Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids(NEPAIDS/USP); Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA);Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD); Grupo de Resistência Asa Branca  (GRAB); SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade; Grupo Pela Vidda SP; Projeto Purpurina; Fórum de ONG/Aids de São Paulo; GIV – Grupo de Incentivo à Vida; GAPA - RS; RNP+ Núcleo Rio de Janeiro; GAPA - SP; Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde; Sapatá - Rede Nacional de Promoção e Controle Social em Saúde de Lésbicas Negras.

Participem, entrem no blog: http://oquenostiraosono.tumblr.com/manifesto
 
Você pode mandar sua opinião, compartilhar o que tem tirado seu sono e o que garantiria seu sono
 
Curtam a página no Facebook https://www.facebook.com/AidsNoBrasilOQueNosTiraOSono

Ajudem a divulgar!

Qualquer dúvida ou demanda de imprensa, enviem para: manifestoaids@gmail.com

Vejam a íntegra do manifesto:



AIDS NO BRASIL HOJE: O QUE NOS TIRA O SONO?

Enquanto o mundo discute a interrupção da transmissão do vírus da aids, o Brasil perde o controle sobre a epidemia e dorme tranquilo. É o que se pode concluir a partir da XIX Conferência Internacional de Aids, realizada nos Estados Unidos no último mês de julho.

Pela primeira vez na história da epidemia, o mundo ouviu o anúncio de que o conhecimento acumulado, os compromissos assumidos em nível global, as conquistas no campo dos direitos humanos e as tecnologias hoje disponíveis nos permitem ambicionar a erradicação da aids. Na mesma Conferência, porém, ao ser questionado sobre “o que lhe tira o sono hoje?”, o representante do governo brasileiro respondeu que “dorme tranquilo”.

A afirmação de que a epidemia de aids está sob controle no Brasil, além de falaciosa, tem prejudicado a resposta nacional, despolitizando a discussão e afastando investimentos internacionais. Se no passado, declarar que éramos o melhor programa de aids do mundo legitimou as decisões ousadas que outrora caracterizaram o programa brasileiro e que tantos benefícios trouxeram à população, o que temos hoje é, pelo contrário, um programa desatualizado, cujos elementos são insuficientes para enfrentar a configuração nacional da epidemia.

Os atuais indicadores sugerem o esgotamento da nossa capacidade de intervir e de evitar que um número maior de pessoas se infecte e morra em decorrência da aids.

Se é verdade que hoje temos conhecimentos e tecnologias suficientes para erradicar a aids, é também verdade que no Brasil de hoje não os estamos utilizando em sua máxima potência. Conhecimentos acumulados não estão se transformando em políticas públicas que nos coloquem no caminho da última década da epidemia. Novidades no âmbito das tecnologias de prevenção não estão sendo amplamente discutidas e estudadas em nosso contexto. Informações sobre estas novidades não estão sendo incorporadas na formação dos técnicos, nem no diálogo com usuários e pacientes. Grupos mais vulneráveis não estão sendo atendidos com a prioridade que necessitam.

Reconhecer a diversidade de demandas e necessidades presente no cotidiano do país e construir respostas que com elas dialoguem é papel da política pública e só poderá ser feito se todos os setores interessados forem ouvidos, se estudos nacionais forem feitos, se a ação da sociedade civil for fortalecida.

É preciso ousadia para formular políticas que efetivamente ofereçam à população condições para se proteger da infecção e do adoecimento por aids, respeitando a autonomia dos cidadãos, reduzindo vulnerabilidades e assegurando direitos.

É preciso ousadia para redirecionar os esforços para o enfrentamento da epidemia nas populações mais expostas ao risco de infecção, articulando-as a ações para a população geral.

É preciso, em síntese, ousadia para rever a resposta brasileira à epidemia de aids, superar antigos pressupostos e adotar novas práticas, recuperando os princípios essenciais que fizeram da resposta brasileira um exemplo para o mundo.

A capacidade de reconhecer problemas e de mobilizar a sociedade em torno da busca de soluções foram os principais fatores que marcaram a resposta à aids no Brasil.

Na luta contra a epidemia e em defesa dos direitos humanos, aprendemos que todos somos parte da solução. Mais do que dormir e sonhar, queremos construir a muitas mãos as condições para que, no Brasil, a quarta década possa ser a última.
 
 
 
 

Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA)
Av. Presidente Vargas, 446/13º andar - Centro
Rio de Janeiro/RJ
Cep. 20071-907
Tel. 21 - 22231040
Endereço eletrônico: www.abiaids.org.br