Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador HPV. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

SAIU NA IMPRENSA 20/FEV./2015 BY ANA DA GLORIA



SAIU NA IMPRENSA
20/FEV./2015

Nova vacina contra HPV é mais eficiente na prevenção do câncer
Veja Online

Cientistas desenvolveram uma vacina que protege contra nove subtipos do vírus HPV (papilomavírus humano), sete dos quais causam a maioria dos casos de câncer do colo do útero. Em comparação com as vacinas disponíveis atualmente, que imunizam o organismo somente contra dois subtipos oncogênicos, a nova opção oferece significativamente mais proteção. A descoberta foi publicada na quarta-feira no periódico New England Journal of Medicine.

Atualmente existem duas opções de vacinas contra HPV: a bivalente e a quadrivalente. A primeira protege contra dois subtipos de vírus presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero. Já a segunda imuniza o organismo contra quatro subtipos de HPV: os dois da vacina bivalente e mais dois presentes em 90% dos casos de verrugas genitais.

Pesquisadores da Universidade Queen Mary, de Londres, compararam a eficácia e a segurança da nova vacina com a versão quadrivalente em mais de 14 200 mulheres, de 16 e 26 anos. Os resultados indicaram que, se as populações não infectadas forem vacinadas com a nova versão, cerca de 90% de todos os tumores do colo do útero poderão ser evitados.

“A nova vacina tem o potencial de aumentar a prevenção de câncer do colo do útero de 70% para 90%, quase eliminando este câncer nas mulheres vacinadas. É crucial, no entanto, lembrar que a vacinação deve ser feita antes da exposição ao vírus”, afirmou o coautor do estudo, Jack Cuzick, professor da Universidade Queen Mary.

O HPV é, hoje, o vírus sexualmente transmissível mais comum. Muitas pessoas infectadas nem sabem que o contraíram, já que muitas vezes ele é eliminado espontaneamente pelo organismo sem causar problemas de saúde. Porém, algumas variações apresentam alto risco de desenvolver câncer do colo do útero e, em menor incidência, tumor vulvar, vaginal, peniano, anal e de garganta.

Brasil

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, o câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país.

Em 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) lançou uma campanha nacional para imunizar meninas de 11 a 13 anos contra o HPV. A vacina aplicada é a quadrivalente, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Prevenção em aids no Brasil: depois do terror, a trapaça

Mário Scheffer*

A recente criação de perfis falsos em aplicativos de encontros sexuais, em campanha de prevenção à aids patrocinada pelo Ministério da Saúde, deve ser motivo de reflexão.
 Não se sabe se foram muitos os usuários de smartphones “caçados” pelo perfil mentiroso que se identificava como alguém em busca de sexo sem proteção para, em seguida, revelar que o “caçador” era o Ministério da Saúde advertindo que “é difícil saber quem tem HIV” e convocando para a prevenção.

A suposta inovação, de promover o preservativo em plataforma de paquera digital dedicada aos mais jovens, é na verdade uma iniciativa antiquada, ao valer-se de tática sub-reptícia, de buscar, de maneira desleal e obtida por embuste, a adesão do jovem à camisinha. Certamente, mais irritou do que convenceu.

A curta duração e a baixa cobertura das campanhas de prevenção em aids do Ministério da Saúde reduzem os danos potenciais (no mínimo, há desperdício de recursos públicos) que peças equivocadas como essa podem provocar, mas não escondem a política errática de comunicação em saúde da atual gestão do programa nacional de aids.

Não foi uma boa ideia usar a trapaça na prevenção. Soou como uma versão “moderninha” do terror levado a campanhas de vinte anos atrás, sob o governo Collor, quando o Ministério da Saúde igualou a aids à morte, o que afastou os sujeitos do cuidado e levou à discriminação ainda maior das pessoas que viviam com HIV. A emboscada dos perfis falsos nada mais é do que a volta, com outra roupagem, do terror na prevenção.

A reemergência da epidemia da aids no Brasil (Grangeiro, Castanheira, Nemes) e a vergonhosa omissão, anos a fio, dos programas governamentais em relação à concentração da infecção pelo HIV entre jovens gays e outras populações requerem medidas sérias, abrangentes, sustentadas e baseadas nas mais atuais evidências científicas.

Pesquisadores, gente da academia e da sociedade civil, defendem a convocação pelo Ministério da Saúde de grupo de especialistas para a elaboração de um Consenso Nacional de Prevenção em HIV e Aids.

Um consenso com diretrizes que assumam a prevenção adaptada a diferentes pessoas e a diferentes populações, que assumam a prevenção combinada, conjugando o uso facilitado de preservativo e gel lubrificante, com o tratamento universal, a profilaxia pré e pós exposição ao HIV, a ampliação da oferta do teste rápido para os mais vulneráveis, mas também campanhas e ações baseadas em estudos comportamentais e em modelos já validados pela comunidade científica.

Um consenso guiado pela franca noção de que fracassou a prevenção baseada apenas no mantra “use camisinha” em todas as relações sexuais durante a vida toda, assim como fracassará o comando único “faça o teste, inicie o tratamento”.

O que se espera são diretrizes fundadas na garantia da livre escolha sobre as opções disponíveis de prevenção, que permita que as pessoas conheçam aquilo a que têm direito, tomem suas próprias decisões e, depois, tenham acesso assegurado a todas as oportunidades de proteção.

Um consenso de prevenção em aids seria uma importante ferramenta de gestão do Ministério da Saúde e, se descentralizado, poderia contribuir com a redução do número de infecções e mortes hoje em patamares inaceitáveis.

Surdo a críticas e sugestões, o programa nacional de aids tem preferido iniciativas pontuais improvisadas, que visam provocar polêmica ou lançar cortina de fumaça diante da ausência de uma política clara de saúde coletiva, construída, como no passado, em conjunto _ por técnicos, cientistas, gestores e ativistas.

A constatação de pesquisa divulgada em 2015 pelo Ministério da Saúde, que pelo menos 45% da população sexualmente ativa do país não usou preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses, deveria mobilizar esforços extraordinários para atualização da política nacional que inclua de forma articulada todas as tecnologias e novos conhecimentos sobre prevenção. Dar “puxão de orelha”, por meio de perfis falsos em aplicativos, em pessoas que não se importam em fazer sexo sem camisinha, é passar longe da realidade da epidemia no país.

Até mesmo na propaganda comercial, o truque conhecido como “publicidade de choque” gera controvérsias éticas. Na saúde, as publicidades de choque e baseadas na desconfiança ou ameaça, como a dos perfis falsos, são um desastre. Os mesmos terrorismo e medo (e sua versão atual, a trapaça) das campanhas antigas de aids já foram usados para condenar o consumo de drogas, o que também afastava o usuário e o dependente químico das mensagens.

No Brasil, a comunicação em aids tem histórico de diálogo difícil com a publicidade e o marketing. Agências de publicidade mercadológica são licitadas para divulgar a agenda positiva do Ministério da Saúde, promover o ministro de plantão, turbinar programas e realizações, mas nada entendem de promoção da saúde.

A situação piorou desde a centralização e censura prévia das campanhas de aids no gabinete do Ministro da Saúde, após acerto com setores conservadores, e foi agravada com o desmonte de corpo técnico qualificado em comunicação e prevenção que atuava junto ao programa de aids.

O debate pouco tem a ver com o falso dilema do direito individual versus direito da coletividade, como fez divulgar o programa nacional de aids, ao defender o uso dos perfis falsos em aplicativos.

Trabalhos científicos já demonstraram que ações prescritivas e pouco transparentes de comunicação em saúde, por serem inócuas, devem dar lugar a programas que valorizam as culturas, as escolhas pessoais, as relações sociais e a participação ativa daqueles diretamente afetados pelos problemas de saúde.

Mensagens de prevenção tendem a ser mais efetivas não quando enganam e constrangem em prol do coletivo, mas quando chegam perto das pessoas e utilizam mensagens baseadas na confiança mútua.

Na França, o Instituto Nacional de Prevenção e Educação para a Saúde – INPES, elaborou diretrizes baseadas no fato de que comunicar sobre saúde é comunicar sobre um forte valor no plano social e, por isso, governos não podem ser intrusivos, normativos, não podem ir contra as liberdades individuais, nem devem impor visão de mundo ou modo de vida. Dentre os princípios éticos das campanhas de prevenção, o INPES destaca que é preciso respeitar as escolhas de cada um, não estigmatizar comportamentos individuais de risco, não marginalizar, não culpabilizar, não impor uma norma social caracterizando bom e mal comportamento.

Além disso, uma campanha de saúde não deve informar ou alertar sobre riscos sem propor todas as soluções possíveis. Deve, sim, incitar a reflexão do destinatário da mensagem, que lhe seja própria e respeite sua autonomia, suas crenças e sua responsabilidade. Deve levar em conta as desigualdades de acesso à informação e a diversidade de códigos culturais. E precisa, por óbvio, sustentar e acompanhar a possível decisão de mudança, dar meios de o sujeito agir e de colocar os conselhos em prática.

Uma campanha de prevenção em aids dificilmente se sustenta com um “estalo genial” de publicitário, assessoria de imprensa e lançamento em escola de samba. É trabalho árduo de promoção, planejamento e avaliação em saúde. Segundo o Centro para Programas de Comunicação da Johns Hopkins um projeto de comunicação em saúde deve seguir seis passos: 1) investigação e análise, 2) desenho estratégico, 3) desenvolvimento, produção e revisão de instrumentos e métodos de comunicação, 4) gestão, implementação e monitoramento, 5) avaliação de impacto, 6) planejamento para a continuidade.

Nada disso é feito nas campanhas relâmpago e sazonais de aids do Ministério da Saúde.

A Unidade de Promoção da Saúde da Universidade de Toronto, Canadá, demonstrou que as estratégias de comunicação em saúde avaliadas como mais eficazes trazem uma combinação simultânea de campanhas de mídia, comunicação interpessoal e envolvimento das comunidades e lideranças.

Modelos de comunicação em saúde foram experimentados com sucesso em países das América Latina. Por exemplo, o modelo de “difusão de inovações”, que utiliza agentes sociais como geradores de mudanças, foca na influência interpessoal nas decisões individuais e na criação de redes de comunicação; ou o modelo de “comunicação para a mudança social” , que prevê o diálogo e a participação da comunidade em todos os processos da comunicação em saúde. (Mosquera)

É relativo e limitado o sucesso de campanhas e técnicas de comunicação focadas na persuasão para a mudança de comportamentos (Petty et al). Algumas campanhas de saúde servem para mudar conhecimentos, para sensibilizar, mas nem sempre são suficientes para mudar comportamentos conducentes à prevenção em saúde.
 Num estudo clássico de prevenção do tabagismo (Peterson et al), a probabilidade de fumar aos 17 anos não foi menor entre aqueles submetidos a 65 peças de sensibilização entre 8 e 17 anos, se comparados com aqueles que não passaram pelas mesmas mensagens.

Outro estudo (Albarracin et al) analisou mais de 350 campanhas de prevenção em aids em oito anos. Concluiu que as campanhas são eficazes para mudar o conhecimento mas não são suficientes para mudar imediatamente o comportamento.

A comunicação em aids, enquanto instrumento de prevenção, precisa, portanto, beber em outras fontes.

Isso vem sendo dito há muito tempo por autores como Vera Paiva, alertando que a memorização e a compreensão de argumentos de uma campanha não determinam a intenção de se comportar, e que é preciso incorporar na prevenção os conhecimentos dos campos da análise cultural e da pesquisa psicossocial; e por José Ricardo Ayres, apontando que os comportamentos associados à maior vulnerabilidade não são decorrência imediata da vontade pessoal. A meta das ações de comunicação em saúde, que é tocar indivíduos e comunidades, não pode menosprezar o poder dos grupos sociais e as condições nas quais os comportamentos acontecem. E dificilmente, lembra Ayres, alguém irá assumir comportamentos protetores e solidários sem que se torne primeiro sujeito de sua própria saúde.

Campanhas e ações de prevenção dirigidas aos mais vulneráveis devem incluí-los em todo o processo de comunicação e são especialmente sensíveis: jamais podem estigmatizar e discriminar. Focalizar sem discriminar, eis um grande desafio da comunicação contra a aids. É abdicar da equidade em saúde deixar de executar uma política de prevenção adequada à nossa epidemia concentrada. É violação de direitos deixar de envolver determinadas populações e grupos, informando primeiro que eles são mais atingidos pela aids, e construindo, com eles, alternativas e possibilidades.

Parece que o programa nacional de aids voltou às trevas no entendimento de que a comunicação é apenas a ação de transmitir informações e ideias de um polo emissor para um polo receptor. Nessa perspectiva, bastaria se preocupar com a utilização da linguagem (gírias da juventude, #partiuteste, por exemplo) e dos veículos (aplicativos de encontros, redes sociais etc ), que o sucesso é garantido.

Desconsideram-se as desigualdades, as vulnerabilidades pessoais e sociais, as diferentes realidades, desejos e interesses e, por isso, tendem a simplificar e transformar quaisquer discordância, resistência ou dificuldade em falta de informação ou em ruído de comunicação (Araújo e Cardoso).

A comunicação ocupa um lugar central nas nossas vidas. Vivemos em plena “sociedade da comunicação” (Miège), na “era da informação” (Castells ). Por isso, a comunicação é um dos principais ingredientes da organização social.

Entendida em um sentido amplo como “interação social através de mensagens”(Gerbner), a comunicação deve compor a natureza democrática da nossa sociedade, em que os processos de decisão possam ser baseados na troca comunicativa entre os participantes.

Enfim, a comunicação não pode ser moralista, covarde ou autoritária, mas sim deve permitir que as pessoas participem democraticamente das decisões que afetam a saúde e as suas vidas.

Mário Scheffer é professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

50 Tons de machismo
Portal Tagit

Como se já não bastassem os altos índices de violência contra a mulher, muitas vezes oriundos de um pensamento machista, que vê o ser feminino como submisso e sexualmente reprimido, lá vem o cinema mainstream tentando legitimar ainda mais esse pensamento. No filme 50 Tons de Cinza, baseado no best-seller de E.L. James, uma virgem romântica é submetida a práticas sexuais de bondage, sadismo e masoquismo (BDSM), sobre as quais ela não tem o menor conhecimento, mas se deixa levar por causa do “amor” que sente por esse homem visto como sexualmente “doente”. O pior é perceber que as mulheres são as que mais estão comprando ingressos para ver esse erotismo besta, cheio de clichês que não excitam ninguém e só servem para enaltecer velhos pensamentos preconceituosos e ainda bastante difundidos em muitas culturas, infelizmente, e principalmente pela própria mulher.

Pesquisa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), 77% das mulheres que relatam viver em situação de violência sofrem agressões semanais ou diárias. O número é resultante de um balanço dos atendimentos feitos em 2014 pela Central de Atendimento à Mulher (ligue 180). Foram mais de 500 mil registros de violência! E bem se sabe que a maioria desses casos, 94%, o agressor é o companheiro da vítima, ex ou familiar próximo. E não é somente a mulher que sofre; os filhos também, pois em 64,50% dos casos, eles presenciam a violência, ou mesmo, em 17,73% das ocorrências, as crianças também chegam a sofrer agressões.

Aproveitando a discussão sobre o filme, que tem rendido reações obviamente acalorados de entidades feministas e até religiosas, o Instituto Abelardo da Hora resolveu fazer campanha contra a violência contra a mulher, fazendo uso de esculturas em concreto feitas pelo mestre expressionista pernambucano morto no ano passado, para construir anúncios com textos bem diretos sobre o preconceito difundido nesse tipo de obra. A campanha, que está sendo veiculada na fanpage do instituto (https://www.facebook.com/InstitutoAbelardoDaHora), traz um texto bem direto: “Não importa o tom de uma certa cor, mas as consequências de certos atos”. A equipe da campanha também está monitorando as redes sociais com a hashtag #50TonsdeCinza. E no próximo mês, tradicionalmente dedicado às mulheres, haverá um leilão de uma obra de arte de Abelardo da Hora, com renda revertida para causas relacionadas à mulher.

Bom exemplo

Um adolescente infrator internado no Degase obteve autorização da Justiça para fazer um curso presencial de Direito em faculdade particular. Todas as manhãs, ele vai às aulas e, depois, retoma a um centro de socioeducação em Volta Redonda.

Neguinho da Beija Flor enaltece a contravenção

“Se não fosse a contravenção meter a mão no bolso, organizar, ainda estaria naquele negócio de armar e desarmar, arquibancada caindo, desfile terminando às 14h. Cada escola desfilando 2 ou 3 horas, a hora que quer. Se temos hoje o maior espetáculo do planeta, agradeça à contravenção”, afirmou ele em entrevista à Radio Gaúcha.

segunda-feira, 10 de março de 2014

CLIPPING #Saúde, #Sexualidade & #Afins 10/Mar./2014

Vacinação contra HPV começa hoje 
O Globo

Na primeira fase da campanha, objetivo é imunizar meninas de 11 a 13 anos

O Ministério da Saúde dá início hoje à primeira campanha de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano, o vírus HPV. O público-alvo são meninas de 11 a 13 anos. A presidente Dilma Rousseff participará do lançamento na cidade de São Paulo, onde serão aplicadas doses em alunas do Centro Educacional Butantã. A meta é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de brasileiras na faixa de 9 a 13 anos até 2016. No primeiro ano da campanha, porém, o foco serão as pré-adolescentes de 11 a 13 anos. As demais serão atendidas a partir de 2015. De acordo com o ministério, a vacina tem um índice de eficácia de 98% na prevenção do câncer de colo de útero, que tem entre as suas causas a infecção pelo vírus HPV.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê neste ano o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil mortes provocadas pelo câncer de colo de útero, o terceiro mais freqüente entre brasileiras. O ministério recomenda que as prefeituras mobilizem escolas públicas e privadas, já que a maioria estuda. A idéia é que a vacinação ocorra nas escolas. A segunda dose será aplicada seis meses depois e, ao final de cinco anos, uma terceira. O SUS vai cadastrar as meninas durante a aplicação da primeira dose para criar um banco de dados que facilite a localização de todas seis meses depois, na época da segunda dose, bem como para a terceira dose, em cinco anos.

Guerra ao HPV
Correio Braziliense

Na cartilha de todo ente público e de homens que governam, prevenção deve ser sempre a ordem do dia -- em todos os setores de atividade, principalmente na área da saúde. Portanto, é meritória a campanha que o Ministério da Saúde inicia hoje de vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero. Meninas de 11 a 13 anos devem ser imunizadas em três momentos distintos, sendo a segunda dose aplicada seis meses depois da primeira menstruação, com a terceira devendo ocorrer cinco anos depois.
A pasta orienta estados e municípios a aplicar a primeira dose nas próprias escolas, a exemplo de países como Austrália e Reino Unido, que adotaram a estratégia e obtiveram altos índices de cobertura vacinal. Basearam-se no fato de que adolescente não é público que frequenta postos de saúde, encarregados, no entanto, pela aplicação da segunda dose. O Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV: 137 mil casos por ano.

A vacina protege dos subtipos 16 e 18 do HPV, mas não de todos os subtipos do vírus nem das demais doenças sexualmente transmissíveis (DST). Por isso, a recomendação é usar preservativo. O papanicolau protege o presente. O HPV é muito infectivo e, aos 25 anos, por exemplo, mulheres com vida sexual ativa já tiveram contato com o vírus. O que elas precisam fazer é o papanicolau -- que as resguarda no futuro.

O HPV é responsável por uma das doenças sexualmente transmissível mais diagnosticadas. São conhecidos mais de 100 tipos de HPV diferentes e aproximadamente 35 deles estão relacionados à infecção genital. Do mesmo modo, é bem conhecida e definida a relação do HPV com o desenvolvimento de lesão clínica (condiloma) e a relação com o câncer cervical uterino e lesões precursoras.

Para a campanha do Ministério da Saúde dar certo, importantes atores precisam entrar em cartaz. São as mães e as escolas. Não é hora de hipocrisias. É comum hoje meninas, mesmo menores de 15 anos, viajarem sozinhas, namorarem e praticarem sexo, correndo sérios riscos de contaminação por DST. A mobilização contra o HPV chega em boa hora, pois estamos a menos de 100 dias da Copa do Mundo. O Brasil vai receber milhares de turistas e conviver com enorme deslocamento de brasileiros para assistir aos jogos do Mundial. Impõe-se, pois, tratar da prevenção na prática. Sem retóricas.

OMS: 222 milhões de mulheres que não querem engravidar não têm acesso a contraceptivos

Como parte das atividades voltadas para o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quinta-feira (6) um conjunto de recomendações para que os países possam garantir que mulheres, meninas e casais tenham acesso às ferramentas necessárias para evitar uma gravidez indesejada, melhorando a sua saúde e o planejamento familiar.

“Garantir a disponibilidade e acessibilidade à informação, assim como os serviços necessários é crucial, não só para proteger os direitos, mas também a saúde de todos”, disse a diretora-geral-assistente da OMS para Família, Mulher e Saúde de Crianças, Flavia Bustreo.

Estima-se que 222 milhões de meninas e mulheres que não querem engravidar ou que querem atrasar sua próxima gravidez não utilizam qualquer método contraceptivo.

Nos países de renda média e baixa, as complicações da gravidez e do parto estão entre as principais causas de morte em mulheres jovens com idade entre 15 e 19 anos. Natimortos e morte na primeira semana de vida é 50% maior entre os bebês nascidos de mães menores de 20 anos do que entre os bebês nascidos de mães com idade entre 20 e 29 anos.

As populações mais vulneráveis à falta de acesso a serviços de contracepção são jovens, pobres e que vivem em áreas rurais ou favelas urbanas. Esforços têm sido feitos para atender a essa necessidade desde a Cúpula de Planejamento Familiar, realizada em 2012, em Londres, na qual a promessa de que serviços de planejamento familiar alcançariam pelo menos 120 milhões de pessoas a mais até 2020 foi feita.

A diretora do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS, Marleen Temmerman, afirma que “não se trata apenas de números crescentes, é também sobre aumentar o conhecimento. É vital que as mulheres – e homens – entendam como funciona a contracepção, que sejam oferecidos opções de métodos e fiquem felizes com o método que recebem”.

A orientação da OMS é que todos os que procuram contracepção devem ser capazes de obter informações detalhadas e precisas, bem como uma variedade de serviços, como aconselhamento e produtos contraceptivos em um ambiente não discriminatório, não coercitivo e não violento.

Vítimas do descaso
The economist

Os casos de câncer aumentam nos países pobres e emergentes, em boa medida por causa da negligência

Sara Stulac é pediatra, mas os médicos em Ruanda devem ser flexíveis. Um de seus primeiros pacientes depois de chegar dos Estados Unidos, em 2005, foi uma garota com um tumor do tamanho de uma couve-flor no rosto. O pai da menina, agricultor de subsistência, havia tentado curandeiros tradicionais e médicos locais, mas o tumor tinha crescido, juntamente com seus gastos. Era necessário um oncologista. Se o país tivesse um. A doutora Stulac ligou para um médico nos EUA, que lhe ensinou o tratamento que salvaria a vida da menina.

O que torna esta história incomum é seu final feliz. Segundo a Agência Internacional para Pesquisas do Câncer (Iarc, em inglês), parte da Organização Mundial da Saúde, os países de baixa e média renda responderam por 57% dos 14 milhões de diagnósticos de câncer em todo o mundo em 2012, mas por 65% das mortes. O câncer mata mais nos países pobres que a Aids, a malária e a tuberculose juntas.

Moradores de países pobres há muito sofrem de cânceres como de fígado e de colo uterino, associados a infecções. Mas, conforme enriqueceram, consumiram mais bebidas, cigarros e alimentos gordurosos, que causaram mais casos de câncer de mama, de cólon e reto e do pulmão. As mulheres que antes morriam no parto hoje vivem o suficiente para desenvolver câncer de mama. Os pacientes de HlV que tomam drogas antirretrovirais morrem de outras causas.

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Nas nações de baixa renda, a doença mata mais que a Aids, a tuberculose e a malária juntas

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Alguns consideram esse fato um sucesso, mas os recursos não mudaram com o peso da doença. Muitos países em desenvolvimento não têm oncologistas treinados, quanto menos um centro de tratamento. Até nos lugares onde os cuidados estão disponíveis, os doentes muitas vezes chegam tarde por serem pobres ou não saberem que o tratamento é urgente. Algumas línguas não têm uma palavra para "câncer".

Novo teste de câncer de próstata pode aposentar toque retal
O estado de SP

Teste vai detectar câncer de próstata em amostra simples de urina

Um teste barato, fácil e preciso para detectar o câncer de próstata pode estar disponível nos próximos meses. Estudos mostram que o novo teste, feito com a urina, pode ser duas vezes mais confiável que o exame de sangue existente para a detecção da doença.

O teste também informa aos médicos a gravidade do câncer. Além de salvar vidas, vai aposentar, segundo especialistas, o toque retal. É descrito como o maior avanço no diagnóstico do câncer de próstata em 25 anos.

Além de preciso, deve custar, quando chegar ao mercado, menos de R$40 por paciente, o que permitiria a realização de testes em todos os homens a partir dos 40 anos, como acontece com o câncer de mama.

O material foi desenvolvido por estudiosos da britânica Universidade de Surrey. Cientistas anunciaram ter chegado a um acordo com duas empresas, o que porá o teste em consultórios médicos ainda este ano.

O inventor do teste é o professor de oncologia médica Hardev Pandha, que acredita no potencial de poder detectar rapidamente a doença, salvando centenas de vidas a baixo custo.

Novo teste de urina para câncer de próstata pode estar disponível em 2015
Veja.com

Teste se mostrou mais preciso do que o PSA para detectar a doença. No entanto, ainda não é alternativa e sim um complemento para esse exame ou o de toque retal

Um novo teste para diagnosticar o câncer de próstata de forma mais rápida e prática do que os exames disponíveis atualmente pode chegar ao mercado no ano que vem. Ele consiste em identificar, na urina do paciente, a presença de uma proteína chamada engrailed-2, ou EN2, que é produzida por células cancerígenas da próstata.

Em anúncio feito nesta semana, pesquisadores da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, onde o exame EN2 foi desenvolvido, revelaram uma parceria com o laboratório britânico Rodox, que vai passar a fabricar e comercializar o teste a partir dos estudos desenvolvidos pela universidade. Para que possa ser aplicado na prática clínica, porém, o exame ainda precisará ser submetido à aprovação das agências reguladoras de cada país em que ele for utilizado.

Atualmente, o diagnóstico do câncer de próstata é feito principalmente pelo exame de PSA (proteína presente no sangue que, em altos níveis, pode indicar a doença) e o de toque retal. Um exame não exclui o outro – o ideal é que o paciente seja submetido aos dois testes. Isso porque, enquanto o PSA fornece informações como a progressão da doença e as chances de recorrência do câncer, o exame de toque pode dizer qual é a extensão do tumor e ajudar o médico a escolher o melhor tratamento para cada caso. Se derem positivo, os resultados de ambos os exames precisam ser confirmados por uma biópsia.

Precisão — Um estudo mostrou que o teste de urina que mede a proteína EN2 detecta o câncer de próstata com uma precisão aproximadamente duas vezes maior do que a do exame de PSA. “Enquanto o novo teste parece diagnosticar entre 60% e 70% dos tumores na próstata, o PSA, sozinho, identifica cerca de 30% a 40%”, diz Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncologista e diretor de urologia do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Além disso, a mesma pesquisa indicou que ele praticamente não oferece falsos diagnósticos positivos. Segundo os resultados, o teste de urina deu o diagnóstico correto a 90% dos pacientes que não tinham câncer de próstata. Os outros 10% apresentavam um grau muito pequeno da doença, que não era clinicamente significante.

Segundo Guimarães, isso pode evitar procedimentos invasivos e tratamentos desnecessários em pessoas que têm a doença, mas que não apresentarão sintomas clínicos ou terão a saúde prejudicada. Essa é uma vantagem sobre o PSA que costuma dar resultados falsamente positivos. "Dois terços dos pacientes submetidos à biópsia após o PSA indicar suspeita de câncer não possuem a doença”, diz o médico.

Características — O novo teste de urina também parece dar informações sobre a extensão da doença, ou seja, o quão a próstata está comprometida com o tumor, segundo um estudo publicado em 2012. No entanto, o exame não diz qual é a gravidade da doença e nem prevê se haverá recorrência do tumor – o que pode ser detectado com o PSA. Além disso, diferentemente do exame de toque retal, não possibilita que o médico identifique o volume da próstata, o tamanho dos tumores locais ou o melhor tratamento para o paciente.

Papa Francisco quer que a Igreja estude união homossexual
Reuters
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VATICANO - O Papa Francisco quer estudar as uniões homossexuais para entender por que alguns países optaram por sua legalização, afirmou neste domingo o cardeal de Nova York, Timothy Dolan. Em entrevista ao programa "Meet the Press", da emissora americana NBC, o cardeal ressalvou que o Pontífice não disse ser a favor do matrimônio gay, mas o que "Francisco disse que a Igreja deve buscar e ver as razões que levaram a alguns Estados a aprovar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em vez de condená-las".

Para o cardeal Dolan, o casamento entre um homem e uma mulher não é algo que se refere somente à religião e ao sacramento, mas representa "um elemento de construção da sociedade e da cultura".

- E se retirarmos o significado sagrado do casamento, temo que não só a Igreja sofra, temo que a cultura e a sociedade também sofram - pontuou.

Pornografia infantil levou 134 à prisão no Brasil em 2013 
O Globo

Outra faceta da pedofilia, a pornografia infantil, foi o motivo da prisão de 134 pessoas pela Polícia Federal (PF) em 2013. E o número de páginas na internet com esse tipo de conteúdo denunciadas à organização não governamental Safernet, parceira da PF, aumentou cerca de 4% de 2012 para o ano passado.

Em 2012, a ONG recebeu 74.143 denúncias anônimas envolvendo 24.070 páginas diferentes. Em 2013, foram 80.195 denúncias sobre 24.993 sites.

O presidente da Safernet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira, afirma que o aumento de denúncias e páginas denunciadas está relacionado à popularização das redes sociais, como o Facebook.

A pornografia muitas vezes é divulgada pelo Facebook. Percebemos que boa parte das denúncias que chegam a nós é sobre compartilhamento de fotos e vídeos pelas redes sociais disse Oliveira.

Segundo a Safernet, que encaminha as denúncias recebidas à policia, a maior parte dos sites que exibem pornografia infantil está hospedada em outros países, o que retarda o processo de retirada do conteúdo do ar e a investigação, já que em muitos casos é preciso aguardar que a Justiça brasileira entre em contato com a Justiça e a polícia de outro país para que a apuração siga seu curso.

De acordo com Oliveira, já houve casos em que esse procedimento entre o Brasil e outro país demorou quase cinco anos.

Quando o conteúdo está hospedado fora do Brasil, temos que contar com a colaboração dos provedores. Se eles não cooperarem, fica difícil saber quem postou a imagem. Existem vários casos em que provedores estrangeiros não colaboram disse o presidente da Safernet.

A Polícia Federal, que tem um grupo especializado para apurar crimes de ódio e pornografia infantil pela internet, afirma que as empresas localizadas nos Estados Unidos costumam ajudar a localizar o criminoso, resguardar provas e retirar o conteúdo do ar.

A delegada da PF Tatiane da Costa Almeida diz que a maior parte dos presos é do sexo masculino, e afirma que, apenas em 2013, 618 pessoas foram indiciadas por pornografia infantil (sendo que 134 foram presas em flagrante).

Atualmente, há 2.004 inquéritos policiais em andamento para investigar esse tipo de crime. Segundo a delegada Tatiane, não há grandes quadrilhas especializadas nesses delitos.

São pessoas que cometem o crime na suas casas, e pensam que ninguém vai saber afirma Tatiane.


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