Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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sábado, 29 de outubro de 2016

Documentários #IdeologiaDeGenero

Amigos, envio o link de um documentário, em versão reduzida, produzido no primeiro semestre deste ano nos EUA sobre a manipulação da educação infantil para atender à agenda de "gênero". Se trata de um amplo programa de modificação cultural mundial a partir da educação infantil escolar lançado pela ONU e executado por seus órgãos, como UNESCO, FNUAP e UNICEF, com participação de ONGs como a IPPF (a multinacional do aborto).  Vemos aqui a relação entre ideologia de "gênero" e aborto.


  Também é importante ficarmos bem atentos para a forma como o assunto "sexualidade humana" pode ser explorado pela escola.  Geralmente, os termos problemáticos que podem aparecer na grade curricular da escola são estes:

Educação sexual;

Educação em sexualidade humana;

Educação em reprodução humana;

Informações sobre saúde sexual e reprodutiva;

Prevenção à violência sexual;

Educação para a vida familiar;

Prevenção à gravidez na adolescência;

Programas anti-bulling;

Prevenção a HIV / AIDS; e

Abstinência + educação


  Se alguma dessas palavras estiverem presentes, é importante que os pais formem grupos e juntos se manifestem à direção da escola                                  
 Seguem os links:                                  
1) Artigo no Zenit: https://pt.zenit.org/articles/documentario-mostra-como-se-doutrina-as-criancas-na-ideologia-de-genero/


2) Documentário em versão reduzida com legendas em espanhol: https://vimeo.com/161274559

 
Para assinar contra entre no site WWW.StopCSE.ORG

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Habitus de gênero e experiência escolar: jovens gays no ensino médio em São Paulo

 
 
 
Grupo Água Viva Bessa
Pessu ALL,


Após várias semanas de tratativas burocráticas, finalmente minha dissertação de mestrado em Sociologia da Educação, intitulada Habitus de gênero e experiência escolar: jovens gays no ensino médio em São Paulo, foi disponibilizada no site do Banco de Teses da Universidade de São Paulo. Ela foi defendida em agosto de 2006 e um ano depois, como condição para que eu recebesse o diploma de mestre com registro no MEC, foi-me solicitada uma cópia do arquivo digital em PDF. Eu acreditei que, mediante esta exigência, o texto seria inserido no acervo da USP. Só recentemente é que descobri que isso não havia acontecido, alertado por um pesquisador que a procurou ali e não a localizou. Finalmente, isso foi resolvido.



O link para acesso é http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-03022012-163059/pt-br.php



Abaixo transcrevo o abstract e as palavras-chave. Vale assinalar que, naquela época, ainda era vigente a sigla GLBT, que só seria alterada dois anos depois, em votação na nossa I Conferência Nacional em Brasília, em junho de 2008. E o T abreviava “transgêneros”, termo que foi então substituído por “travestis e transexuais”.



Lula Ramires
Palavras-chave

Educação
experiência escolar
gênero
habitus
masculinidades homossexuais


Resumo

Este trabalho investiga a produção de masculinidades de jovens estudantes homossexuais durante o Ensino Médio. Inicia com uma reflexão que visa a articular os conceitos de gênero de Joan Scott, de sexualidade de Jeffrey Weeks, de habitus de Pierre Bourdieu, de experiência social e escolar de François Dubet e de preconceito de Agnes Heller. Na análise, realizada com base em entrevistas com alunos secundaristas de escolas públicas e privadas da cidade de São Paulo, ressaltaram-se diversos elementos das trajetórias escolares dos sujeitos pesquisados. Constatam-se diversas contradições que revelam a instituição de ensino, de um lado, como um lugar ainda permeado pela homofobia, marcado pela violência física e verbal, pelas pressões que reiteram o padrão heterossexual e pela constante referência à homossexualidade como um não-lugar; de outro, como espaço onde também se observam o revide às agressões, situações de acolhimento e aceitação pelos colegas bem como o empoderamento resultante da transgressão das normas de gênero, possibilitados pelos movimentos feminista e GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros).



Título em inglês

Gender habitus and school experience: high-school gay youths in São Paulo
 
 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Abia anuncia Oficina Cultural e de gênero III Idade HSH:




Inscrições para as Oficinas Culturais e de Gênero para III Idade HSH


    • Quando
      segunda, 12 de Dezembro de 2011
    • Hora
      17:00 até 19:00
  • Onde
    ABIA- Associação Interdisciplinar de AIDS
  • Descrição
    Assuntos culturais ou de gênero não são considerados durante a elaboração dos esforços para a prevenção ao HIV/AIDS.

    Pessoas da terceira idade geralmente não se sentem confortáveis em falar de seus comportamentos sexuais ou uso de drogas para outras pessoas.

    Isto faz co...m que poucos adultos mais velhos procurem os grupos de apoio para que possam compartilhar seus anseios e momentos felizes. Além disso, quando procuram, são poucos os que encontram tais atividades abertas para poderem compartilhar suas vidas privadas ou até mesmo se inserirem em grupos sociais de discusões.

    Muitos HSH, atualmente nessa faixa etária, não passaram pelos mesmos processos de coming out (assumir-se) que HSH mais jovens passam nos anos mais recentes.

    Muitos desses homens começaram suas vidas sexuais antes da existência do movimento gay, dos movimentos sociais de liberação sexual e afirmação de identidade gay. Tão pouco, se reconhecem nas identidades político/sociais propostas pelos setores mais politizados.

    Por outro lado, muitos dos primeiros ativistas do início do movimento homossexual, organizados dos anos 70 e 80, estão ingressando na terceira idade, tendo ainda, seja como depositário de memórias, seja por sua militância, uma contribuição imensa a dar para a promoção dos direitos humanos/sexuais da população HSH.

    E não podemos esquecer de um número considerável, talvez de forma mais silenciosa, de homens que, somente após os 50 anos de idade, após cumprirem com o script como pai, marido, homem heterossexual, decidem mudar e vivenciar desejos e vivencias homossexuais, seja com homens jovens ou de sua faixa etária.

    Venham compartilhar suas experiências com outras pessoas, para que juntos possamos elaborar momentos POSITIVOS em nossos cotidianos.

    As oficina às 17:00 h, dia 12 dezembro, na sede da ABIA (Av. Presidente Vargas, 446/13º andar, Centro/RJ).

    Mais informações podem ser obtidas na ABIA (falar com Vagner de Almeida, Juan Carlos) pelos telefones 2223-1040 ou 81070109, pelos e-mails abia@abiaids.org.br / vagner.de.almeida@gmail.com ou pelo blog terceiraidadehsh.blogspot.com .

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Enquanto isto Brasil faz bonito na OEA - juntamehte com Estados Unidos, Argentina, El Salvador e Costa Rica

Pessoal

Enquanto isto, Brasil faz bonito na OEA.
Juntamente com Estados Unidos, Argentina, El Salvador e Costa Rica, aprovaram no dia  18/05/2011 - PROJETO DE RESOLUÇÃO de DIREITOS HUMANOS, ORIENTAÇÃO SEXUAL e IDENTIDADE GÊNERO.
Toni Reis
Presidente  da  ABGLT




CONSELHO PERMANENTE DA                                                                    OEA/Ser.G
        ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS                                CP/CAJP-2951/11 rev. 4 corr.1
                                                                                                                        18 maio 2011
    COMISSÃO DE ASSUNTOS JURÍDICOS E POLÍTICOS                            Original: português



PROJETO DE RESOLUÇÃO

DIREITOS HUMANOS, ORIENTAÇÃO SEXUAL e
IDENTIDADE GÊNERO

(Apresentado pela Delegação do Brasil, co-patrocinado pelas delegações dos Estados Unidos, Argentina, El Salvador e Costa Rica e aprovado pela Comissão na reunião ordinária de
17 de maio de 2011)


A ASSEMBLÉIA GERAL,

LEVANDO EM CONTA as resoluções AG/RES. 2435 (XXXVIII-O/08), AG/RES. 2504 (XXXIX-O/09) e AG/RES. 2600 (XL-O/10), “Direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero”;

quarta-feira, 9 de março de 2011

Acceso Universal en Latinoamérica y el Caribe:




Acceso Universal en Latinoamérica y el Caribe:

¡menos promesas y más acción hacia 2015!

Este lema resume las conclusiones y recomendaciones de las Redes Latinoamericanas y del Caribe con trabajo en VIH, en el marco de la Consulta regional y Reunión de alto nivel sobre acceso universal a la prevención, atención, tratamiento, apoyo y cuidado en VIH/Sida.
Por: Carlos Romero Prieto
El documento ha surgido de la preocupación de las instancias que integran REDESLAC (ASICAL, REDLA, COASCE, ICW, LACCASO, REDLACTRANS, REDTRASEX, RELARD  y el Movimiento Latinoamericano y del Caribe de Mujeres Positivas) así como de organizaciones y activistas de la sociedad civil, de las poblaciones vulnerables y de personas viviendo con VIH o Sida, quienes han seguido con preocupación los procesos de consulta regionales y nacionales realizados en 2006 y 2010, como parte del monitoreo al cumplimiento de metas y criterios establecidos en la declaración de compromiso sobre el VIH/sida de 2001, de la Declaración Política sobre el VIH/sida de 2006 y de los Objetivos de Desarrollo del Milenio (objetivo 6).
En el documento mencionan su desencanto por las brechas identificadas en diferentes niveles y que las metas planteadas para el 2003, 2005 y 2010 simplemente no se han cumplido. Sólo el 42% de los 1,4 millones de personas viviendo con VIH en Centro y Sudamérica están incluidas en la cobertura de tratamiento antirretroviral, y durante el 2009 la cobertura sólo se incrementó en un 6%, cuando el promedio mundial fue de 30%.
Señalaron también la escasa transparencia en la toma de decisiones para el diseño, implementación, asignación de recursos, seguimiento y evaluación de políticas y programas y la falta de medidas contundentes contra la corrupción. De manera general y resumida, los diez planteamientos son:
Reconocer el VIH como un problema de salud, de derechos humanos y de desarrollo: las respuestas nacionales deben responder a la integralidad  de conceptos de desarrollo humano, social y económico, a la garantía del pleno ejercicio de los derechos humanos y al acceso universal a los servicios de salud y otros vinculados, considerando a los derechos humanos como eje de todas las acciones en respuesta  a la epidemia del VIH, incluyendo los derechos sexuales y los derechos reproductivos en las agendas integradas para responder al VIH y sida. El estigma y discriminación deben ser erradicados.
Basar las respuestas nacionales en el principio de los Tres Unos: para ello aún necesitamos un marco de acción sobre el VIH y sida, acordado multisectorialmente. Algunos países aún no tienen una autoridad nacional de coordinación del VIH y sida y otros no tienen un marco de monitoreo y evaluación establecido y funcionando.
Garantizar la cantidad, calidad y enfoque de la inversión en respuesta al VIH: los recursos limitados en tiempo de crisis, cuando el VIH y el sida no son más parte de la agenda prioritaria, deben ser optimizados, reduciendo las brechas entre epidemia e inversión, poniendo énfasis en poblaciones en mayor riesgo. Los estados deben aumentar sus inversiones nacionales. En la región hay grandes diferencias en la manera en que los gobiernos definen e implementan fondos para responder a las epidemias nacionales de VIH. El Fondo Mundial no debe ser utilizado para solventar las debilidades de los gobiernos que privilegian los proyectos en lugar de los programas, sino para repuntar el trabajo conjunto y la inversión focalizada, eficiente y transparente, que permitan abatir los problemas de VIH en los sistemas de salud.
Abordar la problemática de las mujeres, las niñas, la igualdad de género y el VIH: los estados y gobernantes deben incluir en sus agendas acciones basadas en evidencia y fondos adecuados para atender a las necesidades específicas de las mujeres y niñas en el contexto del VIH, implementando programas y políticas que aborden los derechos y necesidades con perspectiva de género, incluyendo acciones de prevención contra la violencia de género que es causa y consecuencia del VIH para mujeres y niñas, así como acciones contra el machismo y heterosexismo.
Garantizar el fortalecimiento de la sociedad civil y la participación de las personas afectadas y en riesgo en la toma de decisiones: se deben aumentar los fondos para que la sociedad civil, incluyendo a las organizaciones, grupos y redes de personas con VIH y de poblaciones en mayor situación de vulnerabilidad y riesgo, puedan dar respuesta a las necesidades de sus poblaciones y para monitorear el cumplimiento de los compromisos gubernamentales a nivel nacional, regional y mundial sobre el VIH y el sida.
Apoyo y cuidado a huérfanos: diseñar programas y servicios para niñas/os huérfanos o afectados por el VIH para otorgarles asesoramiento, apoyo psicosocial adecuado, y asegurarles escolarización, acceso a la vivienda, buena nutrición, y servicios sociales y de salud de calidad. Entre las deudas de los gobiernos se encuentra pendientes el relevamiento que permita dimensionar y caracterizar el universo de niñas/os y adolescentes afectados directamente o indirectamente por el VIH.
Prevenir con educación: los ministros de Salud y Educación de Latinoamérica firmaron en 2008 la Declaración “Prevenir con Educación�. Poco se ha avanzado. Exigimos una agenda concreta de acciones a fin de alcanzar las metas propuestas, incluyendo educación universal e integral sobre sexualidad dentro y fuera de las escuelas, con contenidos sobre DD.HH, equidad de género y diversidad sexual. Esto es esencial para disminuir el estigma y la violencia.
Atender a las personas privadas de la libertad: los estados deben reconocer las debilidades del sistema penitenciario, incluyendo sus sistemas de salud e incorporar el paradigma de la salud pública y el reconocimiento del derecho de las personas que viven en las cárceles a una atención integral de la salud, adoptando las medidas necesarias para la atención, cuidado y prevención de las personas privadas de libertad, resguardando el acceso a la información y educación sobre la prevención del VIH, al asesoramiento y pruebas voluntarias y confidenciales del VIH, a los medios de prevención (preservativos, desinfectante y material de inyección estéril), al tratamiento y atención, y a participar voluntariamente en ensayos clínicos relacionados con el VIH.
Promover respuestas basadas en la evidencia: los estados y los cooperantes deben promover y apoyar el desarrollo de investigaciones a nivel nacional y regional que permitan documentar la situación real del VIH en la región, las prevalencias en las distintas poblaciones y su evolución, el  impacto de la epidemia en los países de la región y en las poblaciones de mayor riesgo y vulnerabilidad, incluyendo vigilar la eficacia de los ARV, la toxicidad, los efectos secundarios, la interacción entre los medicamentos y la resistencia a los mismos.
Monitoreo y rendición de cuentas: la implementación de mecanismos de monitoreo, evaluación y rendición de cuentas que incluyan a las personas que viven con VIH y a las organizaciones de la sociedad civil es esencial para garantizar mejores definiciones sobre prioridades, calidad de los servicios, adecuación y distribución de recursos.
Este comunicado ha generado un sano y positivo debate al inicio de la reunión sobre el alcance de la respuesta y los roles asumidos por los actores, y es además un acto contundente desde las redes comunitarias, las cuales han contado con poca participación en la consulta.



 
__._,_.___
Anexo(s) de liza mineli

Alerta para actuar : Declaración de la ONU sobre la orientación sexual y la identidad de género !

DECLARACIÓN CONJUNTA EN LA ONU SOBRE ORIENTACIÓN SEXUAL E IDENTIDAD DE GÉNERO:
¡CONTACTA HOY A TU GOBIERNO PARA PROTEGER LOS DERECHOS HUMANOS!
(Por favor, reenvía a otras personas esta Alerta para Actuar)
¿De qué se trata?

  • Aproximadamente, el 9 de marzo de 2011, Estados de todas las regiones del mundo se unirán para entregar una declaración en el Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas, en Ginebra, en la que se hace un llamado para erradicar las sanciones penales y otras violaciones de derechos humanos basadas en la orientación sexual y la identidad de género.

  • Esta declaración trata sobre los abusos a los derechos humanos, incluyendo violencia, asesinatos, violaciones sexuales, tortura y sanciones penales, dirigidos contra las personas por su orientación sexual o identidad de género.

  • Los Estados que apoyan la declaración desean enviar un fuerte mensaje al entregarla en nombre de tantos Estados de diferentes regiones como sea posible. Esta iniciativa se apoya en previas iniciativas, tales como: una declaración conjunta entregada en 2006 ante el Consejo de Derechos Humanos de la ONU por Noruega, en nombre de 54 Estados; una declaración conjunta entregada en 2008 en la Asamblea General por Argentina, en nombre de 66 Estados; y la votación histórica de diciembre de 2010 en la Asamblea General para condenar las ejecuciones ilegales basadas en la orientación sexual.

  • Con tu ayuda, quisiéramos motivar al mayor número posible de países a unirse a la declaración; y con ello, convertirla en la declaración más numerosa jamás presentada ante la ONU para atender los derechos humanos en relación a la orientación sexual y la identidad de género.
 
  • Trabajemos juntos para enviar un claro mensaje que diga que los asesinatos, la violencia, las violaciones sexuales y las sanciones penales dirigidas contra las personas que son lesbianas, homosexuales, bisexuales, transgénero o intersexo –bajo ninguna circunstancia- son aceptables.
 
¿Qué puedo hacer?
 
Por favor, ¡actúa hoy! e insta a tu gobierno a apoyar la declaración. Envía al Ministerio o Departamento de Asuntos Exteriores de tu país una copia de la Declaración Conjunta y Hoja de Antecedentes que hemos preparado para ayudarte a proporcionar a los gobiernos mayor información.
 
En particular:
 
  • Si piensas que tu país tiene posibilidades de apoyar la declaración, es urgente que te pongas en contacto con tu gobierno para instarlo a unirse a ésta. Anímalos también a acercarse a otros Estados que pudieran igualmente dar su apoyo.
 
  • Si tu país es neutral, o se ha abstenido frente a cuestiones de orientación sexual e identidad de género en el pasado, ínstalos a pronunciarse a favor.
 
  • Si sabes que la reacción de tu gobierno es de no apoyo u hostilidad no es necesario que te pongas en contacto con ellos.
 
¿Cuál fue la votación de mi gobierno sobre estas cuestiones en el pasado?
 
Se adjunta una copia con la postura que cada uno de los Estados ha adoptado en el pasado en torno a cuestiones similares:
 
·      Los Estados marcados con verde en el cuadro adjunto son Estados que apoyaron la declaración sobre orientación sexual e identidad de género del 2008 o bien, apoyaron la inclusión de la orientación sexual en la resolución sobre ejecuciones del 2010. Estos son Estados a los que es importante acercarse, ya que esperamos que den nuevamente su apoyo a las cuestiones de orientación sexual e identidad de género mediante unirse a la declaración conjunta;
 
·      Los Estados resaltados con naranja en el cuadro adjunto son aquellos que se abstuvieron o no votaron sobre la inclusión de la orientación sexual en la resolución sobre ejecuciones. Esperamos que con un activo cabildeo por parte de las ONG de estos países, estos cambien su posición neutral por una de apoyo a la declaración conjunta;
 
·      Los Estados en rojo votaron en contra de incluir la orientación sexual en la resolución sobre ejecuciones. Es muy poco probable que apoyen la declaración conjunta.
 
¿Cómo me pongo en contacto con mi gobierno?
 
·      El contacto más importante a establecer es con el Departamento de Asuntos Exteriores en la capital de tu país. La información de contacto correspondiente por país puedes encontrarla aquí:
 
·      También es útil enviar todo mensaje con copia al Embajador de tu país en Ginebra. Los datos de las misiones en Ginebra de cada uno de los Estados podrás encontrarlos aquí: http://tinyurl.com/t2cwt
 
¿Qué debo decirles?
 
·      Agradéceles cualquier apoyo del pasado que pudieran haber mostrado por las cuestiones de orientación sexual e identidad de género, o por principios de derechos humanos en general, y haz hincapié en que se trata de una declaración muy directa, centrada en el reconocimiento de que todos los seres humanos tienen derecho a ser protegidos contra violaciones graves a sus derechos humanos como asesinatos, violencia, sanciones penales y tortura.
 
·      Subraya que esta declaración se apoya en iniciativas similares del pasado, y que no se someterá a votación. No crea nuevos derechos, sino que simplemente solicita la aplicación de las normas internacionales existentes a quienes sufren violaciones de derechos humanos por su orientación sexual o identidad de género.
 
·      Señala que se espera un amplio apoyo de países de todas las regiones,  motívalos a que se unan a la declaración y solicita una respuesta específica a tu petición. También, tal vez quieras solicitar entrevistarte con ellos para discutir con mayor detalle el asunto.  
 
·      Tú conoces mejor que nosotros a tu país. Siéntete en libertad de adaptar esta información al contexto de tu país o región, manteniendo siempre un enfoque constructivo.  
 
¿Preguntas o más información?
 
·      Por favor, mantennos informados sobre la respuesta de tu país. Una coalición de ONGs internacionales está monitoreando muy de cerca esta iniciativa. Puedes escribir a: coordination@arc-international.net

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PROGRAMAÇÃO PARCIAL 2o Seminário Educação, Gênero e Diversidade NOVA DATA




II SEMINÁRIO EDUCAÇÃO, SEXUALIDADE, GÊNERO E DIVERSIDADE
UFRJ promove encontro entre organizações sociais e gestores públicos em educação para debater diversidade sexual e de gênero na escola

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO


A Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, realiza, nos dias 30 e 31 de março e 01 de abril de 2011, a segunda edição do Seminário Educação, Sexualidade Gênero e Diversidade. Desta vez o evento será voltado especialmente a representantes de secretarias de educação, de programas e projetos governamentais e membros de organizações da sociedade civil que trabalham no campo da diversidade, direitos humanos, direitos sexuais, sexualidade e gênero.

A idéia do evento é articular o setor público e a sociedade civil organizada para reforçar e construir políticas públicas e ações sociais que promovam o reconhecimento da diversidade, da igualdade e da diferença no que diz respeito à sexualidade e ao gênero de cada ser humano. E é claro, o foco do debate é a Educação, em especial, a escola - mas não só ela.

O objetivo é que seminário se torne um espaço de troca e de aprendizado, tanto para as organizações sociais e para os gestores públicos, quanto para a própria universidade. A programação vai contar com espaços de formação, debate e articulação, onde serão discutidos temas como discriminação, violência, sexismo e heteronormatividade, currículo e práticas pedagógicas, legislação e políticas públicas. 

A idéia é que gestores públicos e movimento social saiam dali com novas pontes e parcerias criadas,  contribuindo para formar uma rede de âmbito estadual e local que se articule na defesa e promoção dos direitos sexuais e humanos no contexto escolar. Sem o suporte dessas redes, que integram serviços de saúde, projetos e programas de Estado, redes de educadores, movimentos sociais e organizações não governamentais, fica muito difícil para os profissionais que estão na escola conseguirem desenvolver ações de enfrentamento à discriminação e de promoção de direitos.


Representantes de organizações da sociedade civil de fora da área metropolitana poderão receber apoio para transporte e hospedagem. Para inscrever a sua organização, entre em contato com a coordenação do Projeto Diversidade Sexual na Escola por telefone (21) 2598-1892 ou correio eletrônico diversidadeppc@me.ufrj.br

Visite a página do Projeto Diversidade Sexual na Escola para mais informações.



O Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, é uma realização da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizado em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação e a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Como ações principais, o projeto realiza atividades de formação e sensibilização junto a profissionais de educação da rede pública e estudantes da educação básica, além do desenvolvimento de materiais de orientação para educadores.

Período

30 e 31 de março e 01 de abril de 2011


Local


Fórum de Ciência e Cultura
Salão Dourado – UFRJ campus da Praia Vermelha
Rio de Janeiro


PROGRAMAÇÃO PARCIAL


30.03   

18h       Abertura
            Laura Tavares | Pró-Reitora de Extensão
            Alexandre Bortolini | Coordenador do Projeto Diversidade Sexual na Escola da UFRJ
            José Leonídio Pereira | Coordenador do Programa Papo Cabeça da UFRJ
            Representante da Coordenação de Diversidade Educacional da Sec. de Estado de Educação
            Representante da Superintendência de Direitos Indivisuais, Coletivos e Difusos
            da Secretaria de Estado de Direitos Humanos
            Representante do Fórum LGBT do estado do Rio de Janeiro

19h      Conferência: Por que discutir diversidade sexual na escola?
            Rogério Diniz Junqueira |  INEP


31.03

9h        Café

9h30     Oficina 1 para GESTORES/AS EM EDUCAÇÃO
            Sexo, gênero, orientação e identidade: introduzindo conceitos
            Alexandre Bortolini  | Coordenador do Projeto Diversidade Sexual na Escola da UFRJ

            Oficina 2 para REPRESENTANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS
            Homofobia e sexismo na escola: panorama das principais pesquisas na área

12h       Intervalo

13h30   Oficina 3 para GESTORES/AS EM EDUCAÇÃO
            Travestis e transexuais na escola: violência, exclusão e reconhecimento
           
            Oficina 4 para GESTORES/AS EM EDUCAÇÃO
            Sexualidade, gênero e diversidade na Educação infantil: discutindo currículo e prática pedagógica

            Oficina 5 para REPRESENTANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS
            Escola pública como espaço de ação de movimentos sociais
            Beto de Jesus


17h      Mesa Redonda
           Políticas públicas em educação e diversidade sexual e de gênero
 
            Currículo e diversidade: inclusão ou transformação?
            Alexandre Bortolini  | Coordenador do Projeto Diversidade Sexual na Escola da UFRJ      


01.04

9h        Café

9h30     Oficina 6 conjunta
            Sexualidade, direitos e receios: panorâma jurídico sobre questões de gênero e
            sexualidade na escola
            Faculdade Nacional de Direito da UFRJ

12h       Intervalo

13h30   Oficinas Construindo Pontes
            Nesse espaço vamos incentivar o início da articulação entre representantes dos
            movimentos sociais e do setor público para a construção de projetos comuns

17h       Encerramento


 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Seminário Educação, Gênero e Diversidade NOVA DATA

II SEMINÁRIO EDUCAÇÃO, SEXUALIDADE, GÊNERO E DIVERSIDADEDIVULGAÇÃO





DIVULGAÇÃO










Seminário Educação, Gênero e Diversidade



30 e 31 de março e 01 de abril de 2011







Para inscrições e maiores informações sobre o Seminário,



favor consultar o site







www.diversidade.papocabeca.me.ufrj.br







ou contatar seus organizadores pelo email:







diversidadeppc@me.ufrj.br









Roberto Pereira

Coordenação Geral

Centro de Educação Sexual - CEDUS

Membro Titular da Comissão Nacional de Aids - MS

Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose = RJ

Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo

20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil

Tel: (55.21) 2544-2866 Telefax: (55.21) 2517-3293

Cel: (55.21) 9429-4550

cedusrj@yahoo.com.br

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. Se não ousarmos faze-la, teremos sempre ficado à margem de nós mesmos.” (Fernando Pessoa)









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Seminário Educação, Gênero e Diversidade



30 e 31 de março e 01 de abril de 2011







Para inscrições e maiores informações sobre o Seminário,



favor consultar o site







www.diversidade.papocabeca.me.ufrj.br







ou contatar seus organizadores pelo email:







diversidadeppc@me.ufrj.br









Roberto Pereira

Coordenação Geral

Centro de Educação Sexual - CEDUS

Membro Titular da Comissão Nacional de Aids - MS

Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose = RJ

Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo

20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil

Tel: (55.21) 2544-2866 Telefax: (55.21) 2517-3293

Cel: (55.21) 9429-4550

cedusrj@yahoo.com.br

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. Se não ousarmos faze-la, teremos sempre ficado à margem de nós mesmos.” (Fernando Pessoa)









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UFRJ promove encontro entre organizações sociais e gestores públicos em educação para debater diversidade sexual e de gênero na escola



NOVA DATA











A Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, realiza, nos dias 30 e 31 de março e 01 de abril de 2011, a segunda edição do Seminário Educação, Sexualidade Gênero e Diversidade. Desta vez o evento será voltado exclusivamente a representantes de secretarias de educação, de programas e projetos governamentais e membros de organizações da sociedade civil que trabalham no campo da diversidade, direitos humanos, direitos sexuais, sexualidade e gênero.







A idéia do evento é articular o setor público e a sociedade civil organizada para reforçar e construir políticas públicas e ações sociais que promovam o reconhecimento da diversidade, da igualdade e da diferença no que diz respeito à sexualidade e ao gênero de cada ser humano. E é claro, o foco do debate é a Educação, em especial, a escola - mas não só ela.







O objetivo é que seminário se torne um espaço de troca e de aprendizado, tanto para as organizações sociais e para os gestores públicos, quanto para a própria universidade. A programação vai contar com espaços de formação, debate e articulação, onde serão discutidos temas como discriminação, violência, sexismo e heteronormatividade, currículo e práticas pedagógicas, legislação e políticas públicas.







A idéia é que gestores públicos e movimento social saiam dali com novas pontes e parcerias criadas, contribuindo para formar uma rede de âmbito estadual e local que se articule na defesa e promoção dos direitos sexuais e humanos no contexto escolar. Sem o suporte dessas redes, que integram serviços de saúde, projetos e programas de Estado, redes de educadores, movimentos sociais e organizações não governamentais, fica muito difícil para os profissionais que estão na escola conseguirem desenvolver ações de enfrentamento à discriminação e de promoção de direitos.











Representantes de organizações da sociedade civil de fora da área metropolitana poderão receber apoio para transporte e hospedagem. Para inscrever a sua organização, entre em contato com a coordenação do Projeto Diversidade Sexual na Escola por telefone (21) 2598-1892 ou correio eletrônico diversidadeppc@me.ufrj.br







Visite a página do Projeto Diversidade Sexual na Escola para mais informações.







www.diversidade.papocabeca.me.ufrj.br











O Projeto Diversidade Sexual na Escola, vinculado ao Programa Papo Cabeça, é uma realização da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizado em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação e a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Como ações principais, o projeto realiza atividades de formação e sensibilização junto a profissionais de educação da rede pública e estudantes da educação básica, além do desenvolvimento de materiais de orientação para educadores.





Período



30 e 31 de março e 01 de abril de 2011





Local



Fórum de Ciência e Cultura



Salão Dourado – UFRJ campus da Praia Vermelha

Rio de Janeiro

sábado, 31 de julho de 2010

“O gênero é uma construção social” (Entrevista especial com Esther Diaz) 28/07/2010 Segundo a filósofa argentina, Esther Diaz, “o sexo é poder não

“O gênero é uma construção social” (Entrevista especial com Esther Diaz)

28/07/2010

Segundo a filósofa argentina, Esther Diaz, “o sexo é poder não somente pela obviedade de que quem exerce fortemente o poder tem muito mais possibilidades de manter encontros sexuais do que aqueles que carecem de poder”. Em entrevista, ela falou sobre a forma como a sexualidade foi encarada em diferentes épocas e pensadores, como Foucault, Nietzsche e Platão. Além disso, ela observa a sexualidade e o sexo em si a partir de uma visão biopolítica. “A sexualidade é manejada pelo biopoder para reafirmar as estruturas patriarcais da sociedade”, afirmou.

Esther Diaz é doutora em filosofia pela Facultad de Filosofía y Letras da Universidad de Buenos Aires. Atualmente, é professora do Departamento de Humanidades y Artes de la Universidad Nacional de Lanús.

IHU On-Line – Como a sexualidade foi tratada em diferentes períodos da história da humanidade?

Esther Diaz – A sexualidade, tal como Michel Foucault [1] a estudou, surgiu recém na modernidade e, assim, foi estudada durante o século XX. Pois bem, sem dúvida, os humanos têm genitalidade desde o momento do nascimento, mas a sexualidade é muito mais do que genitais. É uma figura epocal que está relacionada com os genitais, mas os transpassa amplamente. Tem mais a ver com o desejo e, obviamente, com o sexo (sexo é uma determinação biológica, sexualidade é uma determinação conceitual-social). Nesse sentido, ela foi tematizada por Platão [2], e a problemática foi retomada recém no século XIX, com Schopenhauer [3] primeiro, e com Nietzsche [4] mais tarde, no campo filosófico, e com Freud [5] no psicanalítico.

IHU On-Line – Como Michel Foucault aborda a sexualidade em nossa cultura? Em que aspectos a filosofia de Foucault inspira um novo pensar sobre o corpo e a sexualidade?

Esther Diaz – Spinoza [6] dizia que muito se falou sobre o poder da alma, mas que ninguém sabe de quanto o corpo é capaz. Foucault aborda a sexualidade como corpo do poder, como dispositivos de sexualidade que se instauraram no começo da modernidade, quando os burgueses cuidavam de seus costumes sexuais de maneira “higiênica”, controlavam seus desejos para obter uma descendência sadia. Depois, transladaram esse controle para o resto da população e, em seu afã de proibir que se falasse de sexo (época vitoriana), na realidade desataram um aluvião de discursos sobre a sexualidade e incentivaram a mesma coisa que queriam controlar: o desejo. O controle da sexualidade é funcional a uma economia que necessitava seres “domesticados” para suas linhas de montagem industrial.

IHU On-Line – Em que consistem os “dispositivos de sexualidade” denominados por Foucault?

Esther Diaz – Os dispositivos de sexualidade se instauraram no começo da biopolítica, isto é, da administração da vida da população por parte do Estado. Essa administração é impensável antes do modelo burguês. Foucault denomina de “dispositivos de sexualidade” todos os discursos e as práticas que proliferaram ao redor do corpo e de seus prazeres e que foram operativos para a nascente economia capitalista.

IHU On-Line – Quais são as ligações da sexualidade com o poder?

Esther Diaz – O sexo é poder não somente pela obviedade de que quem exerce fortemente o poder tem muito mais possibilidades de manter encontros sexuais do que aqueles que carecem de poder, mas também porque se são estabelecidos controles sobre os desejos da população e são proibidas certas práticas sexuais (digamos, por exemplo, a masturbação), constituem-se seres culposos, já que – principalmente em certa etapa da vida – não é possível cumprir com a abstinência exigida pelos dispositivos de sexualidade.

Isso produz culpa, e não há ninguém mais manejável do que uma pessoa com culpa. O sexo também é poder porque é utilizado para conseguir favores e vantagens. E, dentre outras coisas, é poder porque é um impulso vital avassalador e é a condição de possibilidade para obter descendência, que, no caso dos donos dos meios de produção, devia ser saudável para dar-lhe prestígio aos senhores.

IHU On-Line – A senhora diz que o conceito de sexualidade não está associado apenas à diferença genital. Nesse sentido, o que entende por sexualidade? Ainda é possível associar sexualidade ao gênero masculino e feminino?

Esther Diaz – O gênero é uma construção social. Inclusive, atualmente (em alguns países), mais identidades sexuais do que a feminina e a masculina (transexuais, travestis, pessoas com duas genitalidades assumidas nessa condição) são aceitas legalmente e obtidas mediante tecnologia. Uma pessoa pode ter nascido com genitais de um sexo e sentir que seu corpo se equivocou, já que essa pessoa se sente parte de outro sexo. A genitalidade pode ser um acidente. O gênero, em troca, é a assunção consciente de determinada identidade sexual.

IHU On-Line – Como a sexualidade pode ser entendida como um biopoder? E, nesse sentido, esse biopoder se torna um elemento indispensável para o desenvolvimento do capitalismo?

Esther Diaz – A sexualidade é manejada pelo biopoder para reafirmar as estruturas patriarcais da sociedade. O capitalismo precisou do biopoder para controlar a população e torná-la mais eficiente com relação aos interesses dos poderosos. A ciência experimental moderna, por exemplo, é constituída excluindo a mulher e as outras minorias (sexuais ou sociais). As religiões monoteístas também utilizam o paradigma do homem branco, de idade média, culto e pulcro como modelo do “homem virtuoso”.

As mulheres (e outras minorias sexuais) foram relegadas pelo capitalismo às tarefas que tradicionalmente as reduziam à subordinação. E quanto foram assimiladas ao sistema produtivo econômico, tiveram acesso a postos de trabalho, mas continuaram sendo as responsáveis de levar adiante as tarefas do lar. Esse é um claro exemplo do poder do sexo (nesse caso, obviamente, masculino).

O poder capitalismo, científico, religioso e até familiar continua sendo machista, porque nossas sociedades se assentam sobre poderes patriarcais ancestrais, herdados e reproduzidos pela família, pela escola, pela religião e até pelas figuras midiáticas: mostram-se corpos nus de mulheres, porque se supõe que eles satisfazem o desejo masculino, mas quase não se veem nus masculinos completos, já que isso contribuiria para o prazer da mulher, que, por enquanto, continua sendo minoritário.

IHU On-Line – Em um de seus textos, a senhora diz que estamos testemunhando uma nova fase de criação do nosso desejo. Em que sentido isso está relacionado com o fato da pós-modernidade estimular o desejo sexual? Pode nos explicar essa teoria?

Esther Diaz – Se a sexualidade surgiu do segredo sobre os meandros do desejo e de proibições que estimulavam o desejo (inclusive, em alguns casos, as chamadas “perversões”), em nossa época, em que os meios em geral e a Internet em particular mostram absolutamente tudo o que é relacionado ao sexo (e que antes não podia ser mostrado), é natural que se registre uma depressão do desejo (já que nada é tão desejado quando o proibido). Dessa forma, nossos desejos hoje continuam relacionados com o sexo (dentre outros apetites), mas já não com a intensidade do enigma e do mistério. É por isso que considero que estamos atravessando uma época de pós-sexualidade. Isso não quer dizer que não continuaremos mantendo relações sexuais, mas sim que o estímulo para elas apresenta características diferentes com relação à sexualidade moderna.

Essas questões são de sumo interesse para a militância social, já que de nada serve atender somente o problema da mulher agredida (digamos como exemplo), se os dispositivos sociais continuam sendo machistas. Além disso, ser submissa não garante lucidez. As próprias mulheres, muitas vezes sem nos darmos conta, contribuem com o esquema patriarcal, ao estimular os meninos a brincar com armas de guerra, ou jogos violentos como o futebol, e as meninas a brincar com bonecas ou a cozinhar. Desse modo, continuamos reproduzindo homens que vão à frente e são ganhadores, e mulheres sensíveis que se submetem e, em geral, são perdedoras. É inconcebível que, no terceiro milênio, ainda continuamos dizendo que as mulheres são frágeis por expressar seus sentimentos, e que “os homens não choram”. Isso não é assim “naturalmente”. É uma construção social a serviço do poder sexual do macho.

Notas:

[1] Michel Foucault foi filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984. Todo o seu trabalho foi desenvolvido em uma arqueologia do saber filosófico, da experiência literária e da análise do discurso. Seu trabalho também se concentrou sobre a relação entre poder e governamentalidade, e das práticas de subjetivação. Sobre ele, a IHU On-Line dedicou a edição 335, intitulada Corpo e sexualidade. A contribuição de Michel Foucault; 203, cujo título é Michel Foucault, 80 anos; e 119, chamada Michael Foucault e as urgências da atualidade. 20 anos depois.

[2] Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. A edição 294 da Revista IHU On-Line, cujo títutlo é Platão, a totalidade em movimento, dedicou-se ao pensador.

[3] Schopenhauer foi um filósofo alemão do século XIX.Seu pensamento é caracterizado por não se encaixar em nenhum dos grandes sistemas de sua época. Sua obra principal é O mundo como vontade e representação (1819), embora o seu livro Parerga e Paralipomena (1851) seja o mais conhecido. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã.

[4] Nietzsche foi um influente filósofo alemão do século XIX. Crítico da cultura ocidental e suas religiões e, consequentemente, da moral judaico-cristã. Nietzsche é, juntamente com Marx e Freud, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna, isto porque, primariamente, há certa complexidade na forma de apresentação das figuras e/ou categorias ao leitor ou estudioso, causando confusões devido principalmente aos paradoxos e desconstruções dos conceitos de realidade ou verdade como nós ainda hoje os entendemos. A IHU On-Line dedicou o número 127, cujo título é Nietzsche Filósofo do martelo e do crepúsculo.

[5] Freud foi um médico neurologista austríaco e judeu, fundador da psicanálise. Iniciou seus estudos pela utilização da hipnose como método de tratamento para pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente. também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Ele abandonou o uso de hipnose em paciente com histeria, em favor da interpretação de sonhos e da livre associação, como fontes dos desejos do inconsciente. A IHU On-Line dedicou as edições 207, Freud e a religião; e 179, Sigmund Freud – Mestre da suspeita.

[6] Spinoza foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdão, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Cortesia: Clipping Bem Fam(28/07/010)