Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador ANAGloria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANAGloria. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de março de 2014

CLIPPING #Saúde, #Sexualidade & #Afins 10/Mar./2014

Vacinação contra HPV começa hoje 
O Globo

Na primeira fase da campanha, objetivo é imunizar meninas de 11 a 13 anos

O Ministério da Saúde dá início hoje à primeira campanha de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano, o vírus HPV. O público-alvo são meninas de 11 a 13 anos. A presidente Dilma Rousseff participará do lançamento na cidade de São Paulo, onde serão aplicadas doses em alunas do Centro Educacional Butantã. A meta é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de brasileiras na faixa de 9 a 13 anos até 2016. No primeiro ano da campanha, porém, o foco serão as pré-adolescentes de 11 a 13 anos. As demais serão atendidas a partir de 2015. De acordo com o ministério, a vacina tem um índice de eficácia de 98% na prevenção do câncer de colo de útero, que tem entre as suas causas a infecção pelo vírus HPV.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê neste ano o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil mortes provocadas pelo câncer de colo de útero, o terceiro mais freqüente entre brasileiras. O ministério recomenda que as prefeituras mobilizem escolas públicas e privadas, já que a maioria estuda. A idéia é que a vacinação ocorra nas escolas. A segunda dose será aplicada seis meses depois e, ao final de cinco anos, uma terceira. O SUS vai cadastrar as meninas durante a aplicação da primeira dose para criar um banco de dados que facilite a localização de todas seis meses depois, na época da segunda dose, bem como para a terceira dose, em cinco anos.

Guerra ao HPV
Correio Braziliense

Na cartilha de todo ente público e de homens que governam, prevenção deve ser sempre a ordem do dia -- em todos os setores de atividade, principalmente na área da saúde. Portanto, é meritória a campanha que o Ministério da Saúde inicia hoje de vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero. Meninas de 11 a 13 anos devem ser imunizadas em três momentos distintos, sendo a segunda dose aplicada seis meses depois da primeira menstruação, com a terceira devendo ocorrer cinco anos depois.
A pasta orienta estados e municípios a aplicar a primeira dose nas próprias escolas, a exemplo de países como Austrália e Reino Unido, que adotaram a estratégia e obtiveram altos índices de cobertura vacinal. Basearam-se no fato de que adolescente não é público que frequenta postos de saúde, encarregados, no entanto, pela aplicação da segunda dose. O Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV: 137 mil casos por ano.

A vacina protege dos subtipos 16 e 18 do HPV, mas não de todos os subtipos do vírus nem das demais doenças sexualmente transmissíveis (DST). Por isso, a recomendação é usar preservativo. O papanicolau protege o presente. O HPV é muito infectivo e, aos 25 anos, por exemplo, mulheres com vida sexual ativa já tiveram contato com o vírus. O que elas precisam fazer é o papanicolau -- que as resguarda no futuro.

O HPV é responsável por uma das doenças sexualmente transmissível mais diagnosticadas. São conhecidos mais de 100 tipos de HPV diferentes e aproximadamente 35 deles estão relacionados à infecção genital. Do mesmo modo, é bem conhecida e definida a relação do HPV com o desenvolvimento de lesão clínica (condiloma) e a relação com o câncer cervical uterino e lesões precursoras.

Para a campanha do Ministério da Saúde dar certo, importantes atores precisam entrar em cartaz. São as mães e as escolas. Não é hora de hipocrisias. É comum hoje meninas, mesmo menores de 15 anos, viajarem sozinhas, namorarem e praticarem sexo, correndo sérios riscos de contaminação por DST. A mobilização contra o HPV chega em boa hora, pois estamos a menos de 100 dias da Copa do Mundo. O Brasil vai receber milhares de turistas e conviver com enorme deslocamento de brasileiros para assistir aos jogos do Mundial. Impõe-se, pois, tratar da prevenção na prática. Sem retóricas.

OMS: 222 milhões de mulheres que não querem engravidar não têm acesso a contraceptivos

Como parte das atividades voltadas para o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quinta-feira (6) um conjunto de recomendações para que os países possam garantir que mulheres, meninas e casais tenham acesso às ferramentas necessárias para evitar uma gravidez indesejada, melhorando a sua saúde e o planejamento familiar.

“Garantir a disponibilidade e acessibilidade à informação, assim como os serviços necessários é crucial, não só para proteger os direitos, mas também a saúde de todos”, disse a diretora-geral-assistente da OMS para Família, Mulher e Saúde de Crianças, Flavia Bustreo.

Estima-se que 222 milhões de meninas e mulheres que não querem engravidar ou que querem atrasar sua próxima gravidez não utilizam qualquer método contraceptivo.

Nos países de renda média e baixa, as complicações da gravidez e do parto estão entre as principais causas de morte em mulheres jovens com idade entre 15 e 19 anos. Natimortos e morte na primeira semana de vida é 50% maior entre os bebês nascidos de mães menores de 20 anos do que entre os bebês nascidos de mães com idade entre 20 e 29 anos.

As populações mais vulneráveis à falta de acesso a serviços de contracepção são jovens, pobres e que vivem em áreas rurais ou favelas urbanas. Esforços têm sido feitos para atender a essa necessidade desde a Cúpula de Planejamento Familiar, realizada em 2012, em Londres, na qual a promessa de que serviços de planejamento familiar alcançariam pelo menos 120 milhões de pessoas a mais até 2020 foi feita.

A diretora do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS, Marleen Temmerman, afirma que “não se trata apenas de números crescentes, é também sobre aumentar o conhecimento. É vital que as mulheres – e homens – entendam como funciona a contracepção, que sejam oferecidos opções de métodos e fiquem felizes com o método que recebem”.

A orientação da OMS é que todos os que procuram contracepção devem ser capazes de obter informações detalhadas e precisas, bem como uma variedade de serviços, como aconselhamento e produtos contraceptivos em um ambiente não discriminatório, não coercitivo e não violento.

Vítimas do descaso
The economist

Os casos de câncer aumentam nos países pobres e emergentes, em boa medida por causa da negligência

Sara Stulac é pediatra, mas os médicos em Ruanda devem ser flexíveis. Um de seus primeiros pacientes depois de chegar dos Estados Unidos, em 2005, foi uma garota com um tumor do tamanho de uma couve-flor no rosto. O pai da menina, agricultor de subsistência, havia tentado curandeiros tradicionais e médicos locais, mas o tumor tinha crescido, juntamente com seus gastos. Era necessário um oncologista. Se o país tivesse um. A doutora Stulac ligou para um médico nos EUA, que lhe ensinou o tratamento que salvaria a vida da menina.

O que torna esta história incomum é seu final feliz. Segundo a Agência Internacional para Pesquisas do Câncer (Iarc, em inglês), parte da Organização Mundial da Saúde, os países de baixa e média renda responderam por 57% dos 14 milhões de diagnósticos de câncer em todo o mundo em 2012, mas por 65% das mortes. O câncer mata mais nos países pobres que a Aids, a malária e a tuberculose juntas.

Moradores de países pobres há muito sofrem de cânceres como de fígado e de colo uterino, associados a infecções. Mas, conforme enriqueceram, consumiram mais bebidas, cigarros e alimentos gordurosos, que causaram mais casos de câncer de mama, de cólon e reto e do pulmão. As mulheres que antes morriam no parto hoje vivem o suficiente para desenvolver câncer de mama. Os pacientes de HlV que tomam drogas antirretrovirais morrem de outras causas.

----

Nas nações de baixa renda, a doença mata mais que a Aids, a tuberculose e a malária juntas

----

Alguns consideram esse fato um sucesso, mas os recursos não mudaram com o peso da doença. Muitos países em desenvolvimento não têm oncologistas treinados, quanto menos um centro de tratamento. Até nos lugares onde os cuidados estão disponíveis, os doentes muitas vezes chegam tarde por serem pobres ou não saberem que o tratamento é urgente. Algumas línguas não têm uma palavra para "câncer".

Novo teste de câncer de próstata pode aposentar toque retal
O estado de SP

Teste vai detectar câncer de próstata em amostra simples de urina

Um teste barato, fácil e preciso para detectar o câncer de próstata pode estar disponível nos próximos meses. Estudos mostram que o novo teste, feito com a urina, pode ser duas vezes mais confiável que o exame de sangue existente para a detecção da doença.

O teste também informa aos médicos a gravidade do câncer. Além de salvar vidas, vai aposentar, segundo especialistas, o toque retal. É descrito como o maior avanço no diagnóstico do câncer de próstata em 25 anos.

Além de preciso, deve custar, quando chegar ao mercado, menos de R$40 por paciente, o que permitiria a realização de testes em todos os homens a partir dos 40 anos, como acontece com o câncer de mama.

O material foi desenvolvido por estudiosos da britânica Universidade de Surrey. Cientistas anunciaram ter chegado a um acordo com duas empresas, o que porá o teste em consultórios médicos ainda este ano.

O inventor do teste é o professor de oncologia médica Hardev Pandha, que acredita no potencial de poder detectar rapidamente a doença, salvando centenas de vidas a baixo custo.

Novo teste de urina para câncer de próstata pode estar disponível em 2015
Veja.com

Teste se mostrou mais preciso do que o PSA para detectar a doença. No entanto, ainda não é alternativa e sim um complemento para esse exame ou o de toque retal

Um novo teste para diagnosticar o câncer de próstata de forma mais rápida e prática do que os exames disponíveis atualmente pode chegar ao mercado no ano que vem. Ele consiste em identificar, na urina do paciente, a presença de uma proteína chamada engrailed-2, ou EN2, que é produzida por células cancerígenas da próstata.

Em anúncio feito nesta semana, pesquisadores da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, onde o exame EN2 foi desenvolvido, revelaram uma parceria com o laboratório britânico Rodox, que vai passar a fabricar e comercializar o teste a partir dos estudos desenvolvidos pela universidade. Para que possa ser aplicado na prática clínica, porém, o exame ainda precisará ser submetido à aprovação das agências reguladoras de cada país em que ele for utilizado.

Atualmente, o diagnóstico do câncer de próstata é feito principalmente pelo exame de PSA (proteína presente no sangue que, em altos níveis, pode indicar a doença) e o de toque retal. Um exame não exclui o outro – o ideal é que o paciente seja submetido aos dois testes. Isso porque, enquanto o PSA fornece informações como a progressão da doença e as chances de recorrência do câncer, o exame de toque pode dizer qual é a extensão do tumor e ajudar o médico a escolher o melhor tratamento para cada caso. Se derem positivo, os resultados de ambos os exames precisam ser confirmados por uma biópsia.

Precisão — Um estudo mostrou que o teste de urina que mede a proteína EN2 detecta o câncer de próstata com uma precisão aproximadamente duas vezes maior do que a do exame de PSA. “Enquanto o novo teste parece diagnosticar entre 60% e 70% dos tumores na próstata, o PSA, sozinho, identifica cerca de 30% a 40%”, diz Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncologista e diretor de urologia do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Além disso, a mesma pesquisa indicou que ele praticamente não oferece falsos diagnósticos positivos. Segundo os resultados, o teste de urina deu o diagnóstico correto a 90% dos pacientes que não tinham câncer de próstata. Os outros 10% apresentavam um grau muito pequeno da doença, que não era clinicamente significante.

Segundo Guimarães, isso pode evitar procedimentos invasivos e tratamentos desnecessários em pessoas que têm a doença, mas que não apresentarão sintomas clínicos ou terão a saúde prejudicada. Essa é uma vantagem sobre o PSA que costuma dar resultados falsamente positivos. "Dois terços dos pacientes submetidos à biópsia após o PSA indicar suspeita de câncer não possuem a doença”, diz o médico.

Características — O novo teste de urina também parece dar informações sobre a extensão da doença, ou seja, o quão a próstata está comprometida com o tumor, segundo um estudo publicado em 2012. No entanto, o exame não diz qual é a gravidade da doença e nem prevê se haverá recorrência do tumor – o que pode ser detectado com o PSA. Além disso, diferentemente do exame de toque retal, não possibilita que o médico identifique o volume da próstata, o tamanho dos tumores locais ou o melhor tratamento para o paciente.

Papa Francisco quer que a Igreja estude união homossexual
Reuters
.
VATICANO - O Papa Francisco quer estudar as uniões homossexuais para entender por que alguns países optaram por sua legalização, afirmou neste domingo o cardeal de Nova York, Timothy Dolan. Em entrevista ao programa "Meet the Press", da emissora americana NBC, o cardeal ressalvou que o Pontífice não disse ser a favor do matrimônio gay, mas o que "Francisco disse que a Igreja deve buscar e ver as razões que levaram a alguns Estados a aprovar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em vez de condená-las".

Para o cardeal Dolan, o casamento entre um homem e uma mulher não é algo que se refere somente à religião e ao sacramento, mas representa "um elemento de construção da sociedade e da cultura".

- E se retirarmos o significado sagrado do casamento, temo que não só a Igreja sofra, temo que a cultura e a sociedade também sofram - pontuou.

Pornografia infantil levou 134 à prisão no Brasil em 2013 
O Globo

Outra faceta da pedofilia, a pornografia infantil, foi o motivo da prisão de 134 pessoas pela Polícia Federal (PF) em 2013. E o número de páginas na internet com esse tipo de conteúdo denunciadas à organização não governamental Safernet, parceira da PF, aumentou cerca de 4% de 2012 para o ano passado.

Em 2012, a ONG recebeu 74.143 denúncias anônimas envolvendo 24.070 páginas diferentes. Em 2013, foram 80.195 denúncias sobre 24.993 sites.

O presidente da Safernet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira, afirma que o aumento de denúncias e páginas denunciadas está relacionado à popularização das redes sociais, como o Facebook.

A pornografia muitas vezes é divulgada pelo Facebook. Percebemos que boa parte das denúncias que chegam a nós é sobre compartilhamento de fotos e vídeos pelas redes sociais disse Oliveira.

Segundo a Safernet, que encaminha as denúncias recebidas à policia, a maior parte dos sites que exibem pornografia infantil está hospedada em outros países, o que retarda o processo de retirada do conteúdo do ar e a investigação, já que em muitos casos é preciso aguardar que a Justiça brasileira entre em contato com a Justiça e a polícia de outro país para que a apuração siga seu curso.

De acordo com Oliveira, já houve casos em que esse procedimento entre o Brasil e outro país demorou quase cinco anos.

Quando o conteúdo está hospedado fora do Brasil, temos que contar com a colaboração dos provedores. Se eles não cooperarem, fica difícil saber quem postou a imagem. Existem vários casos em que provedores estrangeiros não colaboram disse o presidente da Safernet.

A Polícia Federal, que tem um grupo especializado para apurar crimes de ódio e pornografia infantil pela internet, afirma que as empresas localizadas nos Estados Unidos costumam ajudar a localizar o criminoso, resguardar provas e retirar o conteúdo do ar.

A delegada da PF Tatiane da Costa Almeida diz que a maior parte dos presos é do sexo masculino, e afirma que, apenas em 2013, 618 pessoas foram indiciadas por pornografia infantil (sendo que 134 foram presas em flagrante).

Atualmente, há 2.004 inquéritos policiais em andamento para investigar esse tipo de crime. Segundo a delegada Tatiane, não há grandes quadrilhas especializadas nesses delitos.

São pessoas que cometem o crime na suas casas, e pensam que ninguém vai saber afirma Tatiane.


CLIPPING SS&A.docx
52K Exibir como HTML Examinar e baixar

domingo, 9 de março de 2014

#CLIPPING #SaúdeSexualidade&Afins 7/Mar./2014 ANAGloria

#CLIPPING #SaúdeSexualidade&Afins 7/Mar./2014 ANAGloria

CLIPPING
Saúde, Sexualidade & Afins
7/Mar./2014
O carnaval no país do racismo velado (Bruno Lima Rocha)
O episódio de prisão arbitrária ocorrido com o psicólogo, vendedor de roupas e figurante de novela, Vinícius Romão, é a prova material de que vivemos em um país racista. Para a sorte deste jovem carioca, sua rede de amigos e parentes moveu-se com agilidade, pressionando o aparelho policial de modo a conseguir sua liberdade.
Dezenas de casos semelhantes pululam no sistema prisional brasileiro sem a mesma atenção. Deste crime de Estado, retira-se a oportunidade de debatermos abertamente o problema do racismo estruturante.
O tema da dominação racial remonta à estratégia da supremacia, onde ao mesmo tempo em que se coloca parte considerável da população brasileira sob suspeita, integra-se – de forma subordinada – a esta maioria.
A história nos traz exemplos como: a política de Estado visando à europeização da cidadania; a negação do debate sobre os horrores da escravidão; o antigo crime de vadiagem; até chegarmos a situações estruturantes como a violência policial que atravessa o aparelho de segurança das metrópoles, sendo a polícia fluminense campeã neste quesito.
Através do mito da democracia racial, reproduzimos o estilo assimilado do colonialismo lusitano na África, sem admitir o debate básico de reparações ou promoção da igualdade racial. O senso comum supõe que se somos todos iguais, porque “discriminar ou subestimar” os afrodescendentes com a política de cotas?
Como diz o antropólogo e professor universitário Kabengele Munanga (em entrevista para o portal da revista Fórum, em 09/02/2012), o racismo brasileiro “é um crime perfeito”. Como o modelo não é explícito, logo o tema não vem à tona, necessitando de janelas de visibilidade para este debate. A cada tragédia divulgada, eis a chance.
No cotidiano, seguimos com mais do mesmo: o aparelho de Estado discriminando; a elite dirigente produz alguns paliativos; a classe dominante contenta-se em ser a periferia do Ocidente; já as matrizes culturais brasileiras, majoritariamente de origem africana, são apresentadas como “nacionais”. Isto sem falar na perseguição covarde contra as religiões de matriz africana, genocídio cultural promovido por “pastores” que são base de apoio da bancada neopentecostal.
Temos a segunda maior população de origem africana do planeta e não por acaso promovemos uma manifestação cultural da envergadura do carnaval. Mas, enquanto o país não condenar a vergonha do passado escravagista e genocida, episódios absurdos como o de Vinícius Romão – e dezenas de outros - irão se repetir.
Bruno Lima Rocha é professor de ciência política e relações internacionais.
'' A violência contra a mulher não tem classe social '' (Eleonora Menicucci)
Época
A ministra da Secretaria de Política para as Mulheres quer melhorar a aplicação da Lei Maria da Penha - e discute o impacto, para sua Pasta, de ter uma mulher na Presidência
A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política para as Mulheres, comanda há dois anos uma das pastas de menor orçamento da Esplanada. Para este ano, Eleonora conta com R$ 82,7 milhões para, entre outras atribuições, interromper a alta nos índices de violência contra as mulheres - e, fosse isso pouco, assegurar tratamento digno para as vítimas. Eleonora, ex-companheira de cela da presidente Dilma Rousseff nos calabouços da ditadura militar, afirma que o governo da primeira mulher eleita presidente da República contribui para extinguir o machismo que ainda predomina no Brasil. Em entrevista, Eleonora diz que sua Pasta tem mais resultados a mostrar do que seu pequeno orçamento pode sugerir.
ÉPOCA - Qual o impacto real de termos uma mulher na Presidência?
Eleonora Menicucci - Um impacto muito grande, a ponto de as meninas não quererem mais brincar de Barbie, e sim de presidenta. As garotas pedem fantasia de presidenta no aniversário. Conheço duas meninas de uma família que pediram isso. Politicamente, fez diferença também. Conseguimos, na eleição de 2012, superar a cota de mulheres candidatas (pela lei, cada partido precisa destinar, nas eleições, pelo menos 30% das vagas a mulheres). Mas o número de eleitas ainda é muito baixo. É preciso que os partidos mudem sua cultura e enfrentem essa questão. Como ministra de Estado da primeira presidente mulher do Brasil, estou conseguindo transformar meus sonhos de ampliar e consolidar os direitos humanos das mulheres em realidade, em política pública.
Procedimento genético pode ajudar no tratamento da Aids
G1
 
Cientistas modificaram genes nas células do sangue de pacientes com HIV para os ajudar a resistir ao vírus da Aids, e concluíram que o tratamento não só é seguro, como também promissor. Os resultados podem ser uma esperança aos pacientes que se submetem a um esgotante regime diário de medicamentos e os pesquisadores acreditam que as conclusões podem oferecer uma forma de cura. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
As novidades aparecem um dia depois de médicos de Boston anunciarem que esperam ter curado um bebê com HIV. A criança, que nasceu em Los Angeles no ano passado, é a segunda a ter sido colocada em remissão, e possível cura, por ter tratamento desde cedo. Ela começou a ser tratada quatro horas após no nascimento e, até agora, não mostra sinais de infecção.
A ideia do tratamento por modificação do gene vem de pacientes com Aids que parecem ter sido curados depois de receber transplantes de células, em Berlim, há sete anos. O transplante veio de um doador com imunidade natural ao HIV. Apenas 1% das pessoas tem duas cópias do gene que dá esta proteção. Sendo assim, os pesquisadores estão procurando uma maneira mais prática de conseguir resultados similares usando terapia genética para modificar as células dos próprios pacientes.
A University of Pennsylvania conduziu um estudo com 12 pacientes. O HIV normalmente infecta células de sangue por meio de uma proteína na sua superfície, chamada CCR5. A empresa californiana Sangamo BioSciences oferece um tratamento que pode derrubar o gene que produz o CCR5. Os pacientes envolvidos no estudo tiveram seu sangue filtrado para remover algumas de suas células.  O tratamento da Sangamo BioSciences foi introduzido e as células foram devolvidas aos pacientes.
"Nova droga contra a Aids"
Isto é
A partir de março o SUS irá fornecer um novo remédio para o tratamento de Aids. Trata-se de uma combinação de dois medicamentos já utilizados entre os soropositivos, tenofovir e lamivudina -- atualmente, no Brasil, dos 310 mil portadores de Aids que se tratam no SUS, 73 mil usam as substâncias. A Anvisa pretende conceder o registro de produção do remédio até o próximo mês para o laboratório público Farmanguinhos, que irá fabricar a droga em parceria com a empresa farmacêutica Blanver. A associação de medicamentos é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo Pablo Tebas, um dos pesquisadores envolvidos, era previsto que o vírus voltasse, mas as células modificadas trazem esperança para um controle maior do vírus sem a necessidade de medicamentos. Os doutores chamam isso de “cura funcional”, porque o vírus ainda estaria presente, mas mantido sob controle sem tratamento. 
Médicos relatam novo possível caso de `cura` do HIV em bebê
Associated Press
 Um segundo bebê que nasceu com o vírus da aids pode ter sido curado da infecção por ter sido tratado logo após o nascimento. O caso foi revelado nesta quarta-feira (5) por médicos em uma conferência sobre aids em Boston, nos Estados Unidos. A menina nasceu no subúrbio de Los Angeles em abril passado, um ano depois de pesquisadores anunciarem o primeiro caso do tipo no Mississippi.
 O bebê de Mississippi agora tem três anos e cinco meses e parece estar livre do HIV, apesar de não ter recebido nenhum tratamento por cerca de dois anos. A criança de Los Angeles ainda está recebendo medicamentos antirretrovirais e, portanto, ainda não é possível ter certeza de que se trata de mais um caso de "cura funcional", como os médicos descreveram no ano passado.
 O termo "cura funcional" é usado porque não se trata de uma erradicação do vírus, mas sua presença é tão débil que o sistema imunológico tem condições de controlá-lo sem qualquer tratamento antirretroviral, segundo pesquisadores.
 Uma série de testes sofisticados repetidos várias vezes sugerem que o bebê de Los Angeles teve o vírus zerado, afirmou à "Associated Press" a virologista Deborah Persaud, da Universidade Johns Hopkins, que realizou os exames. Os resultados, segundo ela, são diferentes do que os médicos veem em pacientes cujas infecções foram simplesmente suprimidas por um tratamento bem-sucedido.
 "Nós não sabemos se o bebê está em remissão, mas parece isso", disse Yvonne Bryson, especialista em doenças infecciosas da Mattel Children Hospital UCLA, que teve informações sobre o caso. Os médicos estão cautelosos em dizer que ela foi curada, mas essa é a esperança deles.
 Bryson é uma das líderes de um estudo financiado pelo governo que vai investigar se o tratamento precoce realmente pode curar a infecção pelo HIV. Cerca de 60 bebês dos EUA e de outros países receberão terapia agressiva e deixarão de tomar os remédios se depois de um certo período, provavelmente dois anos, os exames indicarem que a infecção não está ativa.
 A maioria das mães infectadas pelo HIV nos EUA, assim como no Brasil, recebe medicamentos anti-aids durante a gravidez , o que reduz muito as chances de transmitir o vírus para seus bebês. Mas a mãe do bebê de Mississippi não havia recebido nenhum cuidado pré-natal, pois seu HIV foi descoberto durante o parto. Os médicos iniciaram o tratamento 30 horas após o nascimento, mesmo antes de os testes confirmarem que ela estava infectada.
 Já a mãe do bebê de Los Angeles, que nasceu no Hospital Infantil Miller, de Long Beach, sabia do vírus, mas não estava tomando os medicamentos, de acordo com Audra Deveikis, especialista em doenças infecciosas pediátricas no hospital.
 A mãe recebeu os remédios durante o trabalho de parto, para tentar impedir a transmissão do vírus, e o tratamento no bebê teve início quatro horas após o nascimento. Mais tarde, testes confirmaram que a criança havia sido infectada.
O melhor caminho para saúde pública é a prevenção – vacina contra o HPV
Correio Braziliense
Depois de tanta pirotecnia nos últimos tempos com relação à saúde pública no Brasil, alguma coisa boa tinha que surgir, e a campanha de vacinação contra o HPV é, sem dúvida alguma, uma excelente notícia para um país recheado de problemas neste setor. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 270 mil mulheres em todo mundo morrem por ano em decorrência do câncer de colo de útero, doença causada, predominantemente, pelo vírus papiloma Humano, mais conhecido pela sigla HPV.
 O HPV é uma doença sexualmente transmissível, e aproximadamente 70% da população mundial já teve em algum momento de sua vida contato com algumas das mais de 100 variações do vírus. Destas variações, apenas 15 são de alto risco e estão associadas a formação de alguns tipos de câncer.
 No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo de útero representa a segunda maior incidência entre as mulheres brasileiras, só perdendo para o câncer de mama. Neste ano, estima-se o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4.800 óbitos em decorrência desta doença.
 Mais de 51 países, entre eles Portugal, Austrália, Estados Unidos, Quênia e Ruanda, já adotaram a imunização de sua população feminina contra o HPV, como estratégia complementar de prevenção, e os resultados são altamente positivos, com grande redução no número de casos e felizmente diminuição de óbitos.
 O Brasil é um dos últimos países no mundo a adotar a vacina contra o HPV. A campanha pública começa no próximo dia 10 de março e a estratégia inicial do governo é vacinar mais de 3 milhões de meninas brasileiras de 11 a 13 anos. Só em Bauru são cerca de 13 mil meninas que devem receber as três doses desta vacina (IBGE/2010).
 A prevenção sempre foi o melhor caminho na política de saúde pública de qualquer país. A vacina contra o HPV, além de ser uma iniciativa complementar de prevenção ao câncer de colo de útero, é, sem dúvida alguma, uma ação oportuna e estruturante, que leva em conta não apenas a mudança nas estatísticas do Brasil com relação as neoplasias, mas sobretudo, a importância da iniciativa para a proteção da vida das mulheres brasileiras. 
Teste de hormônio indica depressão
Correio Braziliense
A união de sintomas depressivos e do alto nível de cortisol pode servir como forma de diagnóstico da doença, segundo cientistas do Reino Unido. Hoje, apenas uma análise psiquiátrica confirma a existência do mal
Análises clínicas feitas por psiquiatras chancelam a existência da depressão, mal que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pode afetar uma em cada seis pessoas em algum momento da vida. Em busca de formas de detectar indícios da doença antes disso, pesquisadores do Reino Unido analisam a concentração do hormônio do estresse em adolescentes. Altas taxas de cortisol combinadas com comportamentos depressivos podem ser o primeiro marcador biológico da doença.
"Isso vai nos ajudar a criar estratégias voltadas para a prevenção e a intervenção nesses indivíduos na esperança de reduzir os graves riscos causados pela depressão e suas consequências na vida adulta", aposta Ian Goodyer, líder do estudo e professor da Universidade de Cambridge. Os resultados foram divulgados na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Entre as constatações, os cientistas concluíram que a depressão é mais frequente em meninos e que os participantes com sintomas da doença e nível alto de cortisol tinham predisposição 14 vezes maior de desenvolver o distúrbio do que aqueles que não apresentavam nenhuma das duas características.
Os pesquisadores afirmam que esse marcador sugere que médicos possam oferecer abordagens mais personalizadas e direcionadas a adolescentes com maior risco de depressão. "Essa pode ser a tão esperada maneira de reduzir o número de pessoas que sofrem com a doença", reforça Matthew Owens, coautor do estudo.
Porém, segundo Paulo Mattos, coordenador de pesquisa em neurociência do Instituto D Or, no Rio de Janeiro, a importância da descoberta se restringe ao campo científico. "Do ponto de vista teórico, a descoberta é relevante porque pode ajudar pesquisas futuras, mas não acredito que seja um procedimento prático", afirma. José Alberto Del Porto, psiquiatra do Hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), compartilha a mesma opinião de Mattos. "É um projeto interessante, que pode ser útil para pesquisas mais aprofundadas. Mas, na prática, o melhor instrumento de diagnóstico ainda é a análise clínica", afirma.
Mattos conta que testes com cortisol já foram usados para auxiliar no diagnóstico da depressão anteriormente. Mas a concentração do hormônio era medida no sangue. "O paciente tomava à noite uma cortisona artificial para inibir a produção natural de cortisol no corpo. Na manhã do dia seguinte, ia ao laboratório medir o nível de cortisol que, devido à inibição, deveria estar baixo. O que se observou em pacientes com depressão foi que, mesmo com a ação de supressores, as taxas de cortisol se mantinham altas", explica.
Saliva
Nos estudos conduzidos por Goodyer, 1.858 adolescentes tiveram amostras da saliva recolhidas pela manhã e se submeteram ao procedimento um ano depois. Nesse período de 12 meses, os garotos e as garotas forneceram autorrelatos da vida. Por meio deles, os cientistas buscaram identificar sintomas de depressão. Combinando os relatos e os exames, os voluntários foram divididos em quatro grupos: sem problemas de cortisol e depressão, apenas com sintomas de depressão, apenas com falha hormonal, e com alto nível de cortisol e de indícios depressivos.
As análises mostraram que os adolescentes do último grupo apresentaram em média uma propensão sete vezes maior de desenvolver depressão do que os participantes do primeiro, e duas a três vezes mais chances se comparados aos dois restantes. Quando levando em consideração o gênero dos voluntários, descobriu-se que os meninos do grupo 4 eram 14 vezes mais propensos a sofrer com depressão do que os do grupo 1, e duas a quatro vezes mais propensos se levado em conta os demais participantes. Por outro lado, meninas do grupo 4 apresentavam quatro vezes mais chances de ter a doença que as do primeiro grupo, mas não mais propensas a enfrentar o problema do que as demais.
Com as amostras, os britânicos analisaram a probabilidade de cada jovem desenvolver depressão clínica ou outros transtornos psiquiátricos durante acompanhamento de 12 a 36 meses depois do início do estudo. "É uma possibilidade frente a uma doença terrível que vai afetar cerca de 10 milhões de pessoas no Reino Unido", avalia Goodyer.
Del Porto concorda com a perspectiva de combate à doença dos pesquisadores e reforça a importância da descoberta. "O mais interessante é que poderá ser possível identificar precocemente a propensão à depressão em uma população de risco", ressalta o psiquiatra. Para Mattos, a pesquisa oferece também a possibilidade de acabar com o questionamento de diagnósticos psiquiátricos relacionados à depressão. "O fato de os nossos diagnósticos serem feitos clinicamente ainda deixa as pessoas muito inseguras. Todos querem exames que comprovem os resultados", explica.
Comprovação Com o intuito de demonstrar que a combinação de alto nível de cortisol e sintomas depressivos é um marcador para depressão, os pesquisadores submeteram todos os participantes a um teste de memória sobre episódios da vida. Tanto os meninos quanto as meninas do grupo 4 foram ruins em lembrar de memórias autobiográficas em mais de 30 exemplos de situações. Quando ouviram a palavra piquenique, por exemplo, a maioria dos adolescentes deu um relato detalhado sobre uma experiência vivida, sendo que os do grupo 4 relataram menos detalhes. A dificuldade com lembranças autobiográficas é um indício de depressão.
O câncer de mama e o senso comum (Luiz Antonio Santini)
Folha de SP
O tamanho do tumor é apenas um dos elementos que determinam a sobrevida e a probabilidade de cura da paciente diagnosticada
"Câncer de mama: a chance de cura é de até 95% se a doença for descoberta cedo." Será mesmo?
No Brasil, é improvável que alguém não tenha lido ou ouvido a frase acima em uma das dezenas de campanhas sobre o câncer de mama. Ela acabou por se transformar em senso comum. Neste texto, pretendemos esclarecer alguns conceitos e apresentar à população os possíveis problemas de se repetir, sem análise crítica, essa informação.
Cura significa a erradicação de todas as células cancerígenas e que o câncer nunca mais retornará. Remissão significa que os sinais e sintomas do câncer diminuíram ou desapareceram, mas não garante que todas as células foram erradicadas.
No final do século 19, muitas pacientes com câncer de mama apresentavam-se com doença avançada no diagnóstico. O tempo médio de acompanhamento não superava o primeiro ano ou, no máximo, o quinto ano após o tratamento. Ao fim do século 20, tornou-se prática realizar o seguimento por períodos mais longos. Isso permitiu observar recidivas após cinco, dez ou 20 anos em mulheres antes consideradas curadas.
Países com registros de casos de câncer dispõem de dados de sobrevida. Na Inglaterra, a sobrevida em um e cinco anos para os cânceres de mama diagnosticados entre 2005 e 2009 é de 95,8% e 85,1%, respectivamente. Os dados de mulheres cuja doença foi descoberta "cedo" (estágio inicial) são diferentes. Nos Estados Unidos, entre 2003 e 2009, a sobrevida em cinco anos para tumores localizados foi 98,6%, para tumores localmente avançados 84,4% e para tumores metastáticos 24,3%.
Além do estágio do tumor, outros fatores estão relacionados com o prognóstico e a resposta ao tratamento, como o tipo de câncer, seu grau histológico e suas características genéticas e biológicas, mais a idade e as condições clínicas do paciente. Logo, o tamanho do tumor é apenas um dos elementos que determinam a sobrevida e a probabilidade de cura.
A frase inicial deste artigo pode ser considerada uma meia verdade, uma vez que não foram esclarecidas questões como cura versus remissão, probabilidades (que dependem do contexto e da população estudada) e o descobrimento precoce (uma entre outras variáveis que interferem na sobrevida e na resposta ao tratamento).
A utilização de frases como essa em campanhas de incentivo à mamografia, em especial para mulheres com 40 anos ou mais, pode transmitir a falsa ideia de que todas as pacientes que fazem mamografia e descobrem um câncer estarão curadas. Isso não corresponde à realidade, uma vez que algumas mulheres que descobrem o câncer por meio de uma mamografia de rastreamento morrem da doença e muitas que descobrem por meio de sinais e sintomas permanecem vivas muitas décadas após o diagnóstico.
Vários pesquisadores acreditam que entre as milhares de mulheres que permanecem sem doença após tratarem um câncer de mama descoberto por uma mamografia de rastreamento (mulheres assintomáticas), menos de 10% tiveram suas vidas salvas pelo exame. Cerca de 60% permaneceriam sem evidência de doença caso fossem diagnosticadas aos primeiros sinais e sintomas da doença e uma parcela considerável --cerca de 30%-- corresponderiam aos cânceres de mama que jamais se tornariam clinicamente aparentes se não fosse pela realização da mamografia de rastreamento ("overdiagnosis" em inglês).
Todas essas questões fogem ao senso comum e, por esse motivo, deveriam ser debatidas e publicizadas. A boa notícia é que os veículos de comunicação de massa (mídia impressa principalmente) já começam a dar sinais de abertura para essas questões.
LUIZ ANTONIO SANTINI, 67, é médico e diretor-geral do Inca (Instituto Nacional de Câncer)